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Olá viajante!

Bora viajar?

TAILÂNDIA, MYANMAR, LAOS, VIETNAM E CAMBOJA EM 2 MESES (DICAS, FOTOS, VIDEOS, DAY BY DAY)

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Olá Mochileiros,

 

me chamo Pedro Léo, tenho 25 anos, sou advogado, fotógrafo amador e moro em Araripina-PE (sertão de Pernambuco). Essa foi minha quarta viagem como mochileiro, não ia escrever esse relato por dois motivos: a) não fiz as anotações devidas para detalhar a viagem com esmero aos meus colegas do Fórum; b) sou meio que hiperativo para fazer qualquer coisa que demande mais de meia hora do meu tempo.

Porém essa viagem foi uma libertação mental para mim, então eu percebi o quanto um relato (mesmo que não tão super detalhado que seja, ou por mais simples) poderá ajudar qualquer pessoa que tenha esse sonho ou plano de fazer uma big e bela trip como essa, então estarei aqui para fazer meu relato e ajudar a quem queira viajar com dicas, fotos e histórias bacanas para o pessoal. Quem quiser me adicionar nas redes sociais pode ficar a vontade para tirar dúvidas (facebook/pedroleoacosta; instagram: pedro.leo).

 

Primeiro como resolvi viajar? Como disse acima sou advogado e autônomo, então não possuo salário fixo, ganho de acordo com a clientela que vem a mim. Ganhei alguns casos e com os honorários resolvi viajar. Meu primeiro destino seria visitar uma amiga russa (que conheci em NYC) em Paris, porém por algum feeling do destino, uns 4 meses antes da viagem decidi que iria para algum lugar que desafiasse meu estilo de vida e que eu saísse da minha zona de conforto (ou seja, um lugar exótico). Primeiro pensei na Índia, porem a Índia foi descartada, porque, para mim, é um destino que demanda bastante tempo, preparação mental e que você só deve ir depois de estar familiarizado com a Ásia.

Japão, minha segunda opção, porém também descartada por ser muito caro. Então me veio a mente Indochina + Myanmar (depois eu conto a história de como Burma entrou em minha vida desde a adolescência). Comecei a ler os relatos e roteiros aqui no Fórum, escolhi a data (queria passar o ano novo) e vi que um rapaz tinha postado um roteiro interessante aqui de 30 dias para o Sudeste Asiático. Entrei em contato, criei um tópico e depois de um mês estava com vários contatos de diversas pessoas que iriam na mesma época e com quase os mesmos destinos similares. Tive a ideia junto com um amigo aqui do Mochileiros em criar um grupo no WhatsApp (que hoje conta com 20 participantes de diversos estados, inclusive alguns morando fora do país: quem quiser participar só mandar o telefone no privado que adiciono). Esse foi o estopim para ter a certeza de que essa era a viagem que queria: diversas pessoas mandando dicas, roteiros, trocando informações, isso foi abrindo e alimentando cada vez mais a minha cabeça sobre a viagem e conclui: vou ao sudeste asiático. Decidi o tempo: 2 meses com 40 doláres por dia fora as passagens.

 

Como queria fazer uma trip barata decidi pesquisar a companhia aérea mais em conta para me levar até Bangkok: a Ethiopian Airlines. Mesmo com alguns relatos desfavoráveis de alguns viajantes no site melhores destinos, comprei o bilhete por a pechincha de 2.300,00 reais ida e volta de SP/BKK/SP. Notei que esse preço é quase que fixo se você comprar por algum tempo de antecedência, então quem quiser arriscar e economizar vale a pena. A empresa é boa, o avião é moderno, a comida é boa, porém tem dois problemas: o cheiro dos passageiros que sobem na aeronave na África (questões culturais, é claro) e o pit stop de quase 10 horas em Lome-Togo e Adis Abeba - Etiópia (mas que para qualquer mochileiro é besteira). Então embarquei no dia 27 de novembro para Bangkok.

 

Passei dois para chegar a meu destino, pois como moro no interior de Pernambuco tive que fazer o seguinte deslocamento: Araripina --> Recife --> São Paulo --> Lome --> Etiopia --> Bangkok, ou seja, eu sofri pra car**** mas cheguei lá feliz da vida, mas na hora nem tanto: começaram os problemas. Cheguei no aeroporto e uma infeliz notícia: a empresa tinha extraviado as malas/mochilas de quase todos os brasileiros no voo, ou seja, quase dois dias sem banho, sem descansar em uma cama e ainda com essa bronca para resolver. Acionei meu seguro (fiz o da Mondial que nunca me deixou na mão) e lá fomos os brasileiros resolver o problema com a Star Aliance (já que não tem balcão da Ethiopian no aeroporto de Bangkok), depois de fazer a ocorrência, a empresa diz que em 24 horas as bagagens TALVEZ seriam entregues nos hotéis (então lá estávamos nós sem roupas, sem produtos de higiene, só com a coragem).

 

Depois do perrengue resolvemos ir aos nossos hotéis descansar. O que posso dizer que depois da tempestade vem a bonança, como diz a minha avó. Com essa perca de bagagem eu conheci três pessoas incríveis que me acompanharam uma parte da viagem e que depois eu conto a história delas. Sai do aeroporto e entrei no portal encantado chamado Bangkok, uma cidade cheia de estímulos sensoriais, barulho, pessoas, cheiros e sensações que nunca eu tinha sentido antes. Peguei um táxi (como não sabia as manhas da Tailândia, paguei o primeiro valor que o taxista me disse sem negociar: NUNCA FAÇAM ISSO, podem negociar eles sempre irão baixar o preço pra vocês em no mínimo 30% ou SEMPRE usem o taxímetro, é muito barato) e fui para o meu hotel. O primeiro dia resolvi ficar em um hostel melhorzinho para descansar, fiquei em um perto da Kao San Road chamado "Au Bon Hostel" que me custou 600BAHT uma noite em quarto privado para duas pessoas (cama boa, banheiro bom, limpeza excelente). Descansei e de manhã minha mochila estava na porta do Hostel (milagre, pulei de alegria) e no outro comecei a desbravar Bangkok, então aqui começo meu relato pra vocês dia a dia.

 

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PS.: como não fiz anotações farei o relato em sentido cronológico do que visitei.

PS.: alguns dos relatos não contará com detalhes tais como preços, já que não anotei, mas o que eu lembrar eu posto pra vocês.

PS.: podem confiar que terão bastantes histórias interessantes e farei o máximo para fazer isso o mais agradável possível.

 

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***DIA 1 - BANGKOK - WAT PHRA KAEW, WAT PHO, GRAND PALACE E WAT ARUN***

 

Acordei cedo e como disse antes vi minha mochila no saguão do Hostel, fiquei feliz, tomei um banho me arrumei, já fiz check out do hostel chik, já que ia me mudar para um mais barato a noite quando chegasse do passeio e fui esperar uma brasileira chamada Mariza que conheci no aeroporto que também tinha perdido a bagagem pela Ethiopian para conhecermos os pontos turísticos mais famosos de Bangkok. O choque cultural já foi imediato, de manhã o staff do hostel estava colocando bananas e chá para Buda na frente do hotel, como uma espécie de oferenda, aquilo me lembrou bastante as religiões afros da Bahia, que possuem a mesma simbologia de oferecer algo ao sagrado, aquilo já foi me instigando e me empolgando para o passeio. Mariza chegou e fomos atrás dos famosos Grand Palace, Buda Deitado, Wat Phra Kaew e Wat Arun (Templo do Amanhecer). Descobrimos depois de perguntar a alguns locais que estávamos bem perto dos pontos de interesse, após uma caminhada chegamos lá, aquilo já foi me fascinando, tudo muito decorado e ornado, diferente da arquitetura de qualquer prédio secular Ocidental. Compramos um ticket que da direito para entrar no grand Palace e no Wat Phra kaew, já que ambos encontram-se em prédios vizinhos. Outro choque: a quantidade de turistas que também estão visitando o local, e olhe que era cedo ainda, os locais ainda estavam abrindo. Muita gente, mas não era muita, era muita, muita, muita gente, uma multidão de turistas caminhando de lá pra cá, o que tornava a gente apenas mais uns no meio da multidão. Começamos por Wat Phra kaew que está situada ao lado do Grande Palácio. Wat Phra Kaew é onde se encontra o Templo do Buda de Esmeralda, o templo mais sagrado da Tailândia. Este templo hoje é usado como capela particular do rei, sendo a única capela tailandesa na qual não residem monges.

 

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Depois fomos ao Templo do Buda Reclinado onde está um buda deitado de 43 metros de comprimento e 15 metros de altura. Você paga por fora para entrar nele (mesmo sendo quase vizinho ao Grand Palace e você comprando esse ticket anterior). O Buda deitado representa a passagem final para o nirvana, que é o estado vazio mental desejado pelos Budistas. Fica a dica que na saída de Templo do Buda deitado existe a escola mais tradicional de massagem (e antiga) da Tailândia. Eu fiz meia meia hora de massagem, mas me arrependo amargamente, já que era pra eu ter feito no mínimo duas horas. Não deixem de fazer é incrível. Quando a massagem terminou parece que minha alma tinha saído do meu corpo, inenarrável.

 

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Após uma manhã e quase uma tarde inteira conhecendo os pontos acima, decidimos atravessar o rio e pegar o por do sol no famoso Wat Arun. Almoçamos antes de pegar o ferry para atravessar o outro lado. Wat Arun Ratchawararam Ratchawaramahawihan é um templo budista da escola teravada, esta localizado na margem oeste do rio Chao Phraya. Wat Arun pode ser traduzido como "Templo do Amanhecer" ou "Templo da Alvorada". Esse templo é perfeito para ver o por do sol e ao subir (paga-se mais um ticket) a vista da cidade é encantadora, afora que a beleza do templo é mais que perfeita.

 

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Roteiro top, as fotos tão bem massa tb.

 

Pegando dicas pra viagem do fim do ano. Serão quase 2 meses tb

 

::hahaha::::otemo::

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Roteiro top, as fotos tão bem massa tb.

 

Pegando dicas pra viagem do fim do ano. Serão quase 2 meses tb

 

::hahaha::::otemo::

 

Valeu man. Vou postar ainda o Camboja e as Ilhas da Tailandia. Abraço!

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Pedro, to ENCANTADA com suas fotos! Vou passar uns 55 dias (no mínimo) no sudeste asiático no final do ano (24 de novembro a 20 de janeiro) e fiquei babando aqui me imaginando nesses lugares. Show!!! ::hahaha::

Outra coisa que gostei de ver é que vc sempre fez companhias nos lugares onde passou. Eu vou sozinha também, adoraria conhecer pessoas por lá.

Vc foi em que época do ano?

Gostaria do seu contato pra tirar umas dúvidas sobre meu roteiro (em andamento), pode ser?

Obrigada por esse relato!!!!

 

Martina,

O pessoal daqui do mochileiros.com fez grupo no whatsapp de quem vai pra ásia no período de novembro a fevereiro. Estão compartilhando muita coisa lá, roteiros, ideias, dicas e etc... Caso queira, me manda por inbox seu número que falo pra add lá! ::otemo::

Eu, por exemplo, irei em dezembro! Quem sabe, a gente se encontra por lá! abraço.

 

 

Teu_az, estou pensando em ir essa epoca tb, vou passar meu tel para me adicionar também.

 

Pedro, muito foda seu relato, estou acompanhando de perto, esta ajudando muito no planejamento ::otemo::::otemo::

 

abraços.

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Pedro, to ENCANTADA com suas fotos! Vou passar uns 55 dias (no mínimo) no sudeste asiático no final do ano (24 de novembro a 20 de janeiro) e fiquei babando aqui me imaginando nesses lugares. Show!!! ::hahaha::

Outra coisa que gostei de ver é que vc sempre fez companhias nos lugares onde passou. Eu vou sozinha também, adoraria conhecer pessoas por lá.

Vc foi em que época do ano?

Gostaria do seu contato pra tirar umas dúvidas sobre meu roteiro (em andamento), pode ser?

Obrigada por esse relato!!!!

 

Martina,

O pessoal daqui do mochileiros.com fez grupo no whatsapp de quem vai pra ásia no período de novembro a fevereiro. Estão compartilhando muita coisa lá, roteiros, ideias, dicas e etc... Caso queira, me manda por inbox seu número que falo pra add lá! ::otemo::

Eu, por exemplo, irei em dezembro! Quem sabe, a gente se encontra por lá! abraço.

 

 

Teu_az, estou pensando em ir essa epoca tb, vou passar meu tel para me adicionar também.

 

Pedro, muito foda seu relato, estou acompanhando de perto, esta ajudando muito no planejamento ::otemo::::otemo::

 

abraços.

 

Valeu cara! Ainda falta alguns lugares pra postar. Abraços.

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Valeu cara! Ainda falta alguns lugares pra postar. Abraços.

 

Bora Pedroleo!

Posta o restante do relato! ::quilpish::

Ansioso pelo restante! Galera pelos grupos estão comentando sobre seu relato haha Sensacional!

 

P.s: pressãozinha de brincadeira, mas se já quiser postar haha ::tchann::

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Fala, Pedroleo

 

Cara, muito bom o seu relato! Um dos melhores spbre sudeste asiático que já vi por aqui.

 

Estou me organizando pra ir no fim deste ano. Será que ainda tem uma vaguinha nesse grupo no whatsapp? Seria otimo trocar uma ideia com a galera que vai também. Como faço pra ser incluido nesse grupo?

 

Abraço e parabens pelo relato!

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Valeu cara! Ainda falta alguns lugares pra postar. Abraços.

 

Bora Pedroleo!

Posta o restante do relato! ::quilpish::

Ansioso pelo restante! Galera pelos grupos estão comentando sobre seu relato haha Sensacional!

 

P.s: pressãozinha de brincadeira, mas se já quiser postar haha ::tchann::

 

HUAHAUHAUAHUAHAUHAUHAUAA, Valeu! Pois só porque pediu vou postar a primeira cidade do Camboja agora. To demorando porque tenho bastantes fotos e o fórum mudou e não pode postar todas as fotos de uma vez. :(

Mas de cidade em cidade eu chego ao fim. kkk

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Fala, Pedroleo

 

Cara, muito bom o seu relato! Um dos melhores spbre sudeste asiático que já vi por aqui.

 

Estou me organizando pra ir no fim deste ano. Será que ainda tem uma vaguinha nesse grupo no whatsapp? Seria otimo trocar uma ideia com a galera que vai também. Como faço pra ser incluido nesse grupo?

 

Abraço e parabens pelo relato!

 

Opa Felipe, valeu pelas palavras, tem vaga sim. Me passa seu telefone por mensagem que te add sim, maior prazer.

Abraços

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DIAS 34/35/36 - **PHNOM PENH**

 

No próprio hostel que eu estava em Saigon comprei meu ônibus noturno para o Camboja. Quando você compra uma passagem no Sudeste Asiático uma rede complexa de ônibus, vans, motos e pessoas estão prontas pra te deixar no teu destino. Desci do hostel e fiquei esperando a van pra me deixar no ponto de ônibus e o que veio uma moto Bis. Cara, você imagina uma mochila de 72 litros cheia, pra você se equilibrar em uma moto Bis no meio do trânsito do Vietnam: missão impossível. (eu já tinha sido derrubado no meio do nada no Myanmar e ficava sempre tenso), mas deu tudo certo, graças a Buda. HAUHAUAHUAHUA

 

A moto me deixou numa agência e eu já vi vários mochileiros esperando o ônibus para o Camboja, lá mesmo paguei meu visto. De madrugada cheguei na fronteira do Camboja, fiz amizade com vários gringos, ficamos conversando, atravessei a fronteira e cheguei ao REINO DO CAMBOJA!

 

O ônibus desceu numa estação e eu já me perguntei: como a capital do país pode ser tão assim parecido com um interior? E a resposta veio logo a mente: o país teve uma história recente de ditadura, guerra, pobreza etc e etc. Então aos poucos, de uma forma quase parada, eles estão se reerguendo.

 

Eu tinha em mente um hostel, por indicação: o famoso Eighty8 Guesthouse (street 88, Phnom Penh, Camboja +855 92 753 091) e pedi pra o tuc-tuc me deixar no tal hostel. Estava muito perto de onde o ônibus desceu e ele queria me cobrar caro, negociei e ficou tudo por um dólar (sim, lá tudo é em dólar, esqueça de usar a moeda local) e quando vi o hostel parecia que eu não estava naquele país pobre: um casarão colonial, com piscina, bar impecável, ótimos atendentes e diversas pessoas lindas no lobby, ou seja, ali era o lugar. Fiquem lá vocês não vão se arrepender e além do mais é bastante barato o quarto coletivo. O hostel é bem liberal (eles vendem erva no lobby), acho que por isso que atrai diversos jovens. Em uma conversa com um dos melhores amigos que fiz na viagem, um americano que dá aulas em Dubai, ele me explicou que aquela area é bastante rica (com turistas, consumos, etc e etc), então a policia não faz batida, por movimentar a economia local.

 

Dividi a cidade em três dias: primeiro dia ia apenas relaxar no hostel, segundo dia ia secar as canelas conhecendo a cidade e o terceiro dia ia fazer os passeios principais.

 

Dia 1: relaxando no hostel. Conheci duas Australianas e um Americano que se tornaram grandes amigos até hoje. Com eles eu fiz quase todos os passeios pela cidade e troquei as melhores idéias da viagem. Isso que é interessante nos viajantes: eles discutem qualquer assunto de uma forma natural com você. Adorei. Ficamos no lobby conversando até de madrugada, bebendo, relaxando e etc.

 

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Dia 2: esse foi o dia que eu tirei pra mim, sozinho, conhecer a cidade. Eu sou meio que um lobo solitário as vezes. O dia foi bastante produtivo: conheci a cidade, andei, caminhei, cortei o cabelo, comi, vi templos, vi o palácio real, via as feirinhas locais, interagi com os moradores. Foi incrível.

 

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Dia 3: no último dia na capital eu, as duas australianas e o americano contratamos um tuk tuk e fizemos os principais passeios da cidade e que estavam mais relacionados a história do massacre comunista no país. Foi um dia de aprendizado e reflexão, já que o sistema matou quase 80% da população e ainda hoje reflete na consciência da sociedade Cambojana.

 

"Kampuchea Democrático, também referido como Kampuchea Democrática(khmer:Democratic Kampuchea official name.svg, transl. Kâmpŭchéa Prâcheathippadey ) foi um Estado que existiu no Sudeste Asiático, onde hoje se localiza o Camboja, entre os anos de 1975 e 1979. Pol Pot era o líder do Khmer Vermelho; em 1979 o território do Camboja (então conhecido pelo nome de Kampuchea Democrático) foi invadido por tropas do exército da República Socialista do Vietnã, e foi instalada a República Popular do Kampuchea (ou Camboja), como estado substituto ao Kampuchea Democrático. O governo do Khmer Vermelho prendeu, torturou e eventualmente executou qualquer pessoa suspeita de pertencer a várias categorias de supostos “inimigos”'

 

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Este foi um pouco do relato Phnom Phem. Uma cidade que te traz muita história, delicias, prazeres, tristezas, cultura e muitas lembranças. Queria terminar o post com um conto que fiz depois de eu e o americano conversarmos com um cambojano que trabalhava no hostel e ele nos contar que quando adolescente viu sua familia ser arrastada de sua casa pelo governo para serem mortos: uma experiência que ficou pra sempre em minha mente, ouvir a própria HISTÓRIA me contar sua HISTÓRIA. GRATIDÃO.

 

"CONTO FICCIONAL (?) - O sol estava se pondo em Phon Phenm, capital do Camboja. No lobby do hotel aquela muvuca de turistas, conversas, brincadeiras, bebidas e cigarros. O americano e o brasileiro conversavam sobre política econômica mundial e de repente chega um cambojano, distinto, calado, calmo, parecia o monge que alcançou p seu Nirvana inteiror. Tinha lá pelos seus 50 anos de experiência. Perguntou se não podia se juntar a eles: a resposta foi convictamente afirmativa. Aquele homem certamente tinha milhões de histórias pra contar, que com certeza os dois não terão em toda sua vida. No alto da conversa ele diz que tem um chá ali no bar pra ser vendido, o chá abria a mente das pessoas e poderiam levar elas a qualquer lugar. Empolgados ambos disseram sim e tomaram o chá. Em poucos minutos estavam dentro de uma casa simples. Muito barulho lá fora, sirenes, buzinas. Tiros. Dentro da casa uma família assustada, todos gritavam palavras indecifráveis em cambojano onde os estrangeiros jamais saberiam o que seria, mas que visivelmente eram palavras de desespero. O adolescente do clã era o homem distinto do hotel, para surpresa dos dois. Eles não os podia ver, mas os podia sentir. Voltaram no tempo. Estavam em 1979, no auge da loucura de Pol Pot, o líder sanguinário comunista que instalou no país a Kampuchea Democrática, sistema utópico comunista puro que matou 3 milhões de pessoas de um total de 8 milhões da população Cambojana. Qualquer um podia ser criminoso, qualquer um era suspeito. Eu. Você. A polícia do sistema entrou na casa aos gritos, arrombou as portas fracas de madeira e colocou todos num caminhão, juntamente com outras centenas de cambojanos amontoados como porcos ao abate. Depois de uns 40 minutos após percorrerem estrada de chão sinuosa (e tortuosa), todos no caminhão estavam tensos e calados. Não sabiam seu destino, o que fizeram?Chegaram num lugar, um pouco distante da cidade, um campo. O campo da morte. Onde as pessoas eram interrogadas, confessavam crimes que não existiam e eram mortas a facadas, pauladas, machadadas. Foram milhões assim. Não importava sua idade, bebês eram mortos pelos pés nos troncos de árvores e os que não morriam na vala eram obrigados a trabalhar por horas seguidas, comendo apenas uma xícara de arroz por dia. Os que não morriam ceifados na sua garganta, morriam de fome ou sede. A música comunista soava alto nos holofotes. A música não era contemplação a ideologia, servia apenas para abafar o grito desesperado dos inocentes. Depois de assistir atônito ao horror do momento, o americano desesperado pelas cenas pedia intensamente para voltar, não agüentava mais assistir tanto terror, mesmo sabendo que seu país faz o mesmo em Abu Ghrab ou Guantanamo. A dor é universal, seja aqui ou lá. De repente estavam no hotel de novo, o cambojano bate no ombro dos dois, o suor escorrendo na face dos três e diz: estão bem, querem uma cerveja? Não. Queriam apenas a fórmula do chá."

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Oi Pedro Leo. Adorei o teu relato de viagem. Estarei visitando Tailândia, Laos, Vietname e Cambodja em Janeiro (20 a 25 dias). A Tailândia eu já conheço pois estive 20 dias em 2012 e visitei Chiang MAi, Ayuthaia, Bangkok, Phuket e Phi-Phi. Da Tailândia pondero apenas visitar Chiang Rai e outras ilhas, mas as ilhas acabam ficando fora de mão, por isso queria me concentrar apenas nos restantes países. Tou pensando entrar no Laos partindo de Bangkok de trem (Bangkok-Vientiane) depois seguir por Luang Prabang, ou então entrar por Chiang Rai. Depois seguiria para Hanoi e depois ia descendo até Saigão, entrando no camboja por Phenom Pen, Siem reap, regressando a Bangkok.

Eu gostaria de saber a sua opinião acerca deste percurso, se você faria assim e ainda que praias incluir no percurso, pois pelo que li, em Janeiro está mais frio no norte/ centro de Vietname. Não sei se com esse tempo fará sentido visitar hoi an, Da nang e esses sitios assim. Estava pensando em fazer um desvio por Phu Quoc, será boa ideia?

Obrigado, ansioso pela resposta!

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