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TAILÂNDIA, MYANMAR, LAOS, VIETNAM E CAMBOJA EM 2 MESES (DICAS, FOTOS, VIDEOS, DAY BY DAY)

Posts Recomendados

Olá Mochileiros,

 

me chamo Pedro Léo, tenho 25 anos, sou advogado, fotógrafo amador e moro em Araripina-PE (sertão de Pernambuco). Essa foi minha quarta viagem como mochileiro, não ia escrever esse relato por dois motivos: a) não fiz as anotações devidas para detalhar a viagem com esmero aos meus colegas do Fórum; b) sou meio que hiperativo para fazer qualquer coisa que demande mais de meia hora do meu tempo.

Porém essa viagem foi uma libertação mental para mim, então eu percebi o quanto um relato (mesmo que não tão super detalhado que seja, ou por mais simples) poderá ajudar qualquer pessoa que tenha esse sonho ou plano de fazer uma big e bela trip como essa, então estarei aqui para fazer meu relato e ajudar a quem queira viajar com dicas, fotos e histórias bacanas para o pessoal. Quem quiser me adicionar nas redes sociais pode ficar a vontade para tirar dúvidas (facebook/pedroleoacosta; instagram: pedro.leo).

 

Primeiro como resolvi viajar? Como disse acima sou advogado e autônomo, então não possuo salário fixo, ganho de acordo com a clientela que vem a mim. Ganhei alguns casos e com os honorários resolvi viajar. Meu primeiro destino seria visitar uma amiga russa (que conheci em NYC) em Paris, porém por algum feeling do destino, uns 4 meses antes da viagem decidi que iria para algum lugar que desafiasse meu estilo de vida e que eu saísse da minha zona de conforto (ou seja, um lugar exótico). Primeiro pensei na Índia, porem a Índia foi descartada, porque, para mim, é um destino que demanda bastante tempo, preparação mental e que você só deve ir depois de estar familiarizado com a Ásia.

Japão, minha segunda opção, porém também descartada por ser muito caro. Então me veio a mente Indochina + Myanmar (depois eu conto a história de como Burma entrou em minha vida desde a adolescência). Comecei a ler os relatos e roteiros aqui no Fórum, escolhi a data (queria passar o ano novo) e vi que um rapaz tinha postado um roteiro interessante aqui de 30 dias para o Sudeste Asiático. Entrei em contato, criei um tópico e depois de um mês estava com vários contatos de diversas pessoas que iriam na mesma época e com quase os mesmos destinos similares. Tive a ideia junto com um amigo aqui do Mochileiros em criar um grupo no WhatsApp (que hoje conta com 20 participantes de diversos estados, inclusive alguns morando fora do país: quem quiser participar só mandar o telefone no privado que adiciono). Esse foi o estopim para ter a certeza de que essa era a viagem que queria: diversas pessoas mandando dicas, roteiros, trocando informações, isso foi abrindo e alimentando cada vez mais a minha cabeça sobre a viagem e conclui: vou ao sudeste asiático. Decidi o tempo: 2 meses com 40 doláres por dia fora as passagens.

 

Como queria fazer uma trip barata decidi pesquisar a companhia aérea mais em conta para me levar até Bangkok: a Ethiopian Airlines. Mesmo com alguns relatos desfavoráveis de alguns viajantes no site melhores destinos, comprei o bilhete por a pechincha de 2.300,00 reais ida e volta de SP/BKK/SP. Notei que esse preço é quase que fixo se você comprar por algum tempo de antecedência, então quem quiser arriscar e economizar vale a pena. A empresa é boa, o avião é moderno, a comida é boa, porém tem dois problemas: o cheiro dos passageiros que sobem na aeronave na África (questões culturais, é claro) e o pit stop de quase 10 horas em Lome-Togo e Adis Abeba - Etiópia (mas que para qualquer mochileiro é besteira). Então embarquei no dia 27 de novembro para Bangkok.

 

Passei dois para chegar a meu destino, pois como moro no interior de Pernambuco tive que fazer o seguinte deslocamento: Araripina --> Recife --> São Paulo --> Lome --> Etiopia --> Bangkok, ou seja, eu sofri pra car**** mas cheguei lá feliz da vida, mas na hora nem tanto: começaram os problemas. Cheguei no aeroporto e uma infeliz notícia: a empresa tinha extraviado as malas/mochilas de quase todos os brasileiros no voo, ou seja, quase dois dias sem banho, sem descansar em uma cama e ainda com essa bronca para resolver. Acionei meu seguro (fiz o da Mondial que nunca me deixou na mão) e lá fomos os brasileiros resolver o problema com a Star Aliance (já que não tem balcão da Ethiopian no aeroporto de Bangkok), depois de fazer a ocorrência, a empresa diz que em 24 horas as bagagens TALVEZ seriam entregues nos hotéis (então lá estávamos nós sem roupas, sem produtos de higiene, só com a coragem).

 

Depois do perrengue resolvemos ir aos nossos hotéis descansar. O que posso dizer que depois da tempestade vem a bonança, como diz a minha avó. Com essa perca de bagagem eu conheci três pessoas incríveis que me acompanharam uma parte da viagem e que depois eu conto a história delas. Sai do aeroporto e entrei no portal encantado chamado Bangkok, uma cidade cheia de estímulos sensoriais, barulho, pessoas, cheiros e sensações que nunca eu tinha sentido antes. Peguei um táxi (como não sabia as manhas da Tailândia, paguei o primeiro valor que o taxista me disse sem negociar: NUNCA FAÇAM ISSO, podem negociar eles sempre irão baixar o preço pra vocês em no mínimo 30% ou SEMPRE usem o taxímetro, é muito barato) e fui para o meu hotel. O primeiro dia resolvi ficar em um hostel melhorzinho para descansar, fiquei em um perto da Kao San Road chamado "Au Bon Hostel" que me custou 600BAHT uma noite em quarto privado para duas pessoas (cama boa, banheiro bom, limpeza excelente). Descansei e de manhã minha mochila estava na porta do Hostel (milagre, pulei de alegria) e no outro comecei a desbravar Bangkok, então aqui começo meu relato pra vocês dia a dia.

 

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PS.: como não fiz anotações farei o relato em sentido cronológico do que visitei.

PS.: alguns dos relatos não contará com detalhes tais como preços, já que não anotei, mas o que eu lembrar eu posto pra vocês.

PS.: podem confiar que terão bastantes histórias interessantes e farei o máximo para fazer isso o mais agradável possível.

 

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***DIA 1 - BANGKOK - WAT PHRA KAEW, WAT PHO, GRAND PALACE E WAT ARUN***

 

Acordei cedo e como disse antes vi minha mochila no saguão do Hostel, fiquei feliz, tomei um banho me arrumei, já fiz check out do hostel chik, já que ia me mudar para um mais barato a noite quando chegasse do passeio e fui esperar uma brasileira chamada Mariza que conheci no aeroporto que também tinha perdido a bagagem pela Ethiopian para conhecermos os pontos turísticos mais famosos de Bangkok. O choque cultural já foi imediato, de manhã o staff do hostel estava colocando bananas e chá para Buda na frente do hotel, como uma espécie de oferenda, aquilo me lembrou bastante as religiões afros da Bahia, que possuem a mesma simbologia de oferecer algo ao sagrado, aquilo já foi me instigando e me empolgando para o passeio. Mariza chegou e fomos atrás dos famosos Grand Palace, Buda Deitado, Wat Phra Kaew e Wat Arun (Templo do Amanhecer). Descobrimos depois de perguntar a alguns locais que estávamos bem perto dos pontos de interesse, após uma caminhada chegamos lá, aquilo já foi me fascinando, tudo muito decorado e ornado, diferente da arquitetura de qualquer prédio secular Ocidental. Compramos um ticket que da direito para entrar no grand Palace e no Wat Phra kaew, já que ambos encontram-se em prédios vizinhos. Outro choque: a quantidade de turistas que também estão visitando o local, e olhe que era cedo ainda, os locais ainda estavam abrindo. Muita gente, mas não era muita, era muita, muita, muita gente, uma multidão de turistas caminhando de lá pra cá, o que tornava a gente apenas mais uns no meio da multidão. Começamos por Wat Phra kaew que está situada ao lado do Grande Palácio. Wat Phra Kaew é onde se encontra o Templo do Buda de Esmeralda, o templo mais sagrado da Tailândia. Este templo hoje é usado como capela particular do rei, sendo a única capela tailandesa na qual não residem monges.

 

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Depois fomos ao Templo do Buda Reclinado onde está um buda deitado de 43 metros de comprimento e 15 metros de altura. Você paga por fora para entrar nele (mesmo sendo quase vizinho ao Grand Palace e você comprando esse ticket anterior). O Buda deitado representa a passagem final para o nirvana, que é o estado vazio mental desejado pelos Budistas. Fica a dica que na saída de Templo do Buda deitado existe a escola mais tradicional de massagem (e antiga) da Tailândia. Eu fiz meia meia hora de massagem, mas me arrependo amargamente, já que era pra eu ter feito no mínimo duas horas. Não deixem de fazer é incrível. Quando a massagem terminou parece que minha alma tinha saído do meu corpo, inenarrável.

 

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Após uma manhã e quase uma tarde inteira conhecendo os pontos acima, decidimos atravessar o rio e pegar o por do sol no famoso Wat Arun. Almoçamos antes de pegar o ferry para atravessar o outro lado. Wat Arun Ratchawararam Ratchawaramahawihan é um templo budista da escola teravada, esta localizado na margem oeste do rio Chao Phraya. Wat Arun pode ser traduzido como "Templo do Amanhecer" ou "Templo da Alvorada". Esse templo é perfeito para ver o por do sol e ao subir (paga-se mais um ticket) a vista da cidade é encantadora, afora que a beleza do templo é mais que perfeita.

 

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Essa viagem é um sonho na minha vida, com estes 5 países. Pena que eu nunca terei 60 dias de folga, sempre só um mês... talvez tenha que fazê-la em partes!

Acompanhando seu relato!

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Essa viagem é um sonho na minha vida, com estes 5 países. Pena que eu nunca terei 60 dias de folga, sempre só um mês... talvez tenha que fazê-la em partes!

Acompanhando seu relato!

 

Olá Juliana não desanime, a Mariza amiga que citei acima só fez 30 dias também e conheceu bastantes lugares. O que precisar pode perguntar. Obrigado pelo feedback. E dependendo do feedback do pessoal vou tendo estimulo para postar mais.

Abraço

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*** DIA 2 - DAY TRIP AYUTTHAYA ***

 

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Troquei de hostel para um mais em conta, dessa vez escolhi o Suneta Hostel, na Kao San. Além de ser barato, é perto do famoso inferninho de Bangkok, ou seja, sinônimo de comida, compras, turistas, barulho e muita coisa barata, então, vale a pena. O hostel é bom, tem ar-condicionado e é bem limpo, incluso até café da manhã. Acordei cedo pois tinha resolvido fazer uma day trip para Ayutthaya. Como todo viajante de primeira mão na Ásia, me veio a seguinte questão: comprar um pacote nas milhares de agências da Kao San, ou ir por conta própria? Decidi ir por conta própria, não tanto pelo valor e sim mais pela aventura. Combinei com duas gêmeas brasileiras e a Mariza (as três conheci da história da mala perdida), pessoas super agradáveis, atenciosas e ótimas companheiras de viagem. Fui até a estação de trem de táxi (o que me custou uma mincharia) e com as meninas comprei o ticket de trem para Ayutthaya que partiria as 9:00a.m. Se você está na Tailândia pode ter certeza de duas coisas a respeito do transporte: ele vai atrasar (MUITO) e vai estar completamente cheio (LOTADO), dito e feito. O trem partiu as 11:00am, mas conseguimos sentar todos juntos. A viagem durou umas 2 horas e foi tranquila: de janela aberta, eu ia apreciando Bangkok e suas periferias.

 

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Chegando em Ayutthaya logo na frente da estação de trem já vimos a placa "BIKE FOR RENT" e foi a melhor escolha do dia, a dona do bar onde se aluga as bikes é uma tailandesa super incrível, alegre e simpática, nos ajudou com diversas informações e nos deu até mapa. Ayutthaya foi o antigo Reino do Sião e é reconhecida pela UNESCO como Património da Humanidade (amo isso). No século XVII a cidade se tornou um importante porto internacional com uma atividade comercial e foi também um complexo de templos budistas que viria a ser destruído depois pelo exército birmanes. Os complexos que os turistas visitam são distantes e é IMPOSSÍVEL FAZER A PÉ: alugue uma moto/bike/taxi. A opção mais econômica é bike, fique sabendo que você irá pedalar muito, mas desbravar Ayutthaya com um mapa na mão, se perdendo, é uma experiência inesquecível.

 

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Quando o exército Birmanês destruiu Ayutthaya em seu pujor e auge ele decepou todas as cabeças de Budas de todos os templos do reino para mostrar seu poderio e força. Começamos no primeiro complexo onde é visto logo na entrada a imagem mais famosa de Ayutthaya: a cabeça do Buda decepada em meio as raízes de uma arvore. Segundo algumas teorias, a cabeça foi deixada no solo e como a cidade ficou desocupada por muito tempo, a arvore cresceu e levou a cabeça com ela. Outra teoria é que alguém colocou ali quando a arvore ainda era pequena e ela cresceu sem danificar parte da estátua. Já os budistas acreditam na força sobrenatural do Buda e sua relação com a natureza.

 

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Acabou nosso passeio A noite, devolvemos as bikes e pegamos o trem de volta, exaustos, suados e sujos, mas felizes por termos presenciados a história diante de nossos olhos. Foi incrível, foi maravilhoso e vale a day trip. Façam e não irão se arrepender.

 

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*** DIA 3 - DAY TRIP KANCHANANBURI ***

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Muito bom, Pedro, parabéns! Poste mais, por favor. Estou indo muito em breve para lá, e a ansiedade está a mil!!

 

Abraço

 

Obrigado pelo feedback. Estou postando aos poucos, mas daqui pro fim do mês termino. Qualquer coisa pode perguntar.

Abraço

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Relato tá muito massa!

Pretendo ir para esses mesmos países no final do ano e estou começando a me preparar desde agora. Tenho certeza que seu relato vai me ajudar bastante, então sou mais uma acompanhando você :P

E vamo que vamo! Não pare de publicar, por favor! hahaha ::quilpish::

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Boa, vou acompanhando!! Em tempo, fotos iradas!!

 

Beleza, já tenho a primeira pergunta haha Vi que vc foi para Ayutthaya de trem. Mas vc ouviu falar alguma coisa das vans que vão para lá, e que partem do Victory Monument (se são boas ou se é melhor ir de trem mesmo)? Tinham me recomendado ir dessa forma (disseram ser mais rápido, justamente por conta dos atrasos dos trens), já que tb prefiro sempre fazer por conta própria!

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Essa viagem é um sonho na minha vida, com estes 5 países. Pena que eu nunca terei 60 dias de folga, sempre só um mês... talvez tenha que fazê-la em partes!

Acompanhando seu relato!

 

Olá Juliana não desanime, a Mariza amiga que citei acima só fez 30 dias também e conheceu bastantes lugares. O que precisar pode perguntar. Obrigado pelo feedback. E dependendo do feedback do pessoal vou tendo estimulo para postar mais.

Abraço

 

Desanimar nunca! Nem que eu tenha que ir em duas vezes mesmo!

Viu que já tem um monte de gente acompanhando e ansioso pelo seu relato, então não desista tb!!! :D

Pretendo guardá-lo como referência pra quando for fazer a minha!

 

Que foto demais aquela de vcs pulando! Adorei!

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Relato tá muito massa!

Pretendo ir para esses mesmos países no final do ano e estou começando a me preparar desde agora. Tenho certeza que seu relato vai me ajudar bastante, então sou mais uma acompanhando você :P

E vamo que vamo! Não pare de publicar, por favor! hahaha ::quilpish::

 

Que legal. Espero que essas dicas sejam preciosas para seu planejamento. Obrigado! Qualquer coisa me pergunta.

Abraços. =)

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Boa, vou acompanhando!! Em tempo, fotos iradas!!

 

Beleza, já tenho a primeira pergunta haha Vi que vc foi para Ayutthaya de trem. Mas vc ouviu falar alguma coisa das vans que vão para lá, e que partem do Victory Monument (se são boas ou se é melhor ir de trem mesmo)? Tinham me recomendado ir dessa forma (disseram ser mais rápido, justamente por conta dos atrasos dos trens), já que tb prefiro sempre fazer por conta própria!

 

Sim, eu ouvi falar dessas vans e creio que essas que você citou são as de agência de turismo da Kao San. Mas o atraso do trem não me fez perder o passeio, muito pelo contrário, ir de trem e apreciar Bangkok foi uma experiência massa, inclusive por viajar com os locais e tal. Então, eu iria de trem de novo, é só pegar o primeiro do dia que dá pra chegar a tempo (são só 80km de Bangkok).

Eu também prefiro ir sempre por conta própria, mas durante o relato você vai ver que em alguns casos vale mais a pena fazer por agência, mas no caso de Ayutthaya não.

Abraços.

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Ótimo, valeu!!

 

 

Boa, vou acompanhando!! Em tempo, fotos iradas!!

 

Beleza, já tenho a primeira pergunta haha Vi que vc foi para Ayutthaya de trem. Mas vc ouviu falar alguma coisa das vans que vão para lá, e que partem do Victory Monument (se são boas ou se é melhor ir de trem mesmo)? Tinham me recomendado ir dessa forma (disseram ser mais rápido, justamente por conta dos atrasos dos trens), já que tb prefiro sempre fazer por conta própria!

 

Sim, eu ouvi falar dessas vans e creio que essas que você citou são as de agência de turismo da Kao San. Mas o atraso do trem não me fez perder o passeio, muito pelo contrário, ir de trem e apreciar Bangkok foi uma experiência massa, inclusive por viajar com os locais e tal. Então, eu iria de trem de novo, é só pegar o primeiro do dia que dá pra chegar a tempo (são só 80km de Bangkok).

Eu também prefiro ir sempre por conta própria, mas durante o relato você vai ver que em alguns casos vale mais a pena fazer por agência, mas no caso de Ayutthaya não.

Abraços.

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Se não for abusar, tenho outra pergunta, mas relacionada à parte das praias... (talvez vc até já responderia quando o relato chegar lá). Como vc fazia com seus pertences (máquina, celular, passaporte...) quando queria mergulhar em alguma ilha que ficasse longe do hotel/hostel? Essa tem sido uma preocupação minha, pois vou sozinho...

 

Valeu de novo!!

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Se não for abusar, tenho outra pergunta, mas relacionada à parte das praias... (talvez vc até já responderia quando o relato chegar lá). Como vc fazia com seus pertences (máquina, celular, passaporte...) quando queria mergulhar em alguma ilha que ficasse longe do hotel/hostel? Essa tem sido uma preocupação minha, pois vou sozinho...

 

Valeu de novo!!

 

Então, eu sempre andava com meus equipamentos de fotografia/documentos na mochila comigo. Em todas as ilhas eu aluguei uma scooter e fazia o seguinte: estacionava a moto ia na praia tirava fotos, videos e etc. Voltava na moto, guardava a mochila no compartimento dela e passava a chave, voltava para a praia e ia curtir o sol e o mar. Como eu fiz as ilhas no final da viagem eu estava mais desencanado em tirar milhares de fotos, queria apenas relaxar, usei mais o celular.

Na Tailândia o incide de furtos é baixo, acontece mais no hostels. Porém nunca é demais vacilar e ficar sempre de olho nos seus pertences. Quando for sair a noite deixa trancado nos lockers dos hostels, sempre!

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Boa, valeu pelas dicas de novo!

 

 

Se não for abusar, tenho outra pergunta, mas relacionada à parte das praias... (talvez vc até já responderia quando o relato chegar lá). Como vc fazia com seus pertences (máquina, celular, passaporte...) quando queria mergulhar em alguma ilha que ficasse longe do hotel/hostel? Essa tem sido uma preocupação minha, pois vou sozinho...

 

Valeu de novo!!

 

Então, eu sempre andava com meus equipamentos de fotografia/documentos na mochila comigo. Em todas as ilhas eu aluguei uma scooter e fazia o seguinte: estacionava a moto ia na praia tirava fotos, videos e etc. Voltava na moto, guardava a mochila no compartimento dela e passava a chave, voltava para a praia e ia curtir o sol e o mar. Como eu fiz as ilhas no final da viagem eu estava mais desencanado em tirar milhares de fotos, queria apenas relaxar, usei mais o celular.

Na Tailândia o incide de furtos é baixo, acontece mais no hostels. Porém nunca é demais vacilar e ficar sempre de olho nos seus pertences. Quando for sair a noite deixa trancado nos lockers dos hostels, sempre!

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*** DIA 3 - DAY TRIP KANCHANANBURI E KAO SAN ROAD ***

 

No terceiro dia explorando a Tailândia, resolvi fazer uma day trip para a cidade de Kachananburi. Escolhi a cidade porque eu tenho um verdadeiro fascínio por histórias de guerras e em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, Kanchanaburi estava sob o controle das tropas japonesas. Foi lá que prisioneiros de guerra aliados e asiáticos foram forçados a construir uma ponte, mostrada no filme A Ponte do Rio Kwai. Quase metade dos prisioneiros que trabalharam no projeto morreram de maus tratos, doenças e acidentes. Assim uma day trip aqui seria inevitável. Meus planos iniciais seriam acordar cedo ir a Kanchanaburi, conhecer as cachoeiras de Erawan e a tarde ver a cidade e a famosa ponte, mas não deu certo. Acordei cedo e comprei um ticket em uma das muitas agencias da Kao San para a cidade por 200 Baht. Como a minivan pega diversas pessoas e atrasa sempre, cheguei um pouco tarde lá, então não deu tempo de ver o parque nacional de Erawan, assim resolvi explorar o lugar. Como a distancia entre os pontos de interesse era grande, resolvi contratar uma espécie de bicicleta conduzida por um Tailandês, foi barato e uma experiência ótima, além do que ele ficou comigo todo o dia e me esperava nos locais.

 

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Minha primeira parada foi no Kanchanaburi War Cemetery, onde estão enterrados as vítimas de guerra.

 

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Após a visita ao cemitério conheci o Death Raialway Museum e fui dar uma voltinha na cidade antes de ir ver a ponte. O meu taxista parou em alguns pontos legais da cidade, onde visitei alguns templos, escolas de monges e o Rio Kwai.

 

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Quando ele parou no principal templo da cidade, eu fui explorar o local e entrei nessa espécie de escola de monges. Sentei do lado e comecei a assistir a aula. Um monge mais velho ia ensinando cânticos, mantras e palavras religiosas as crianças. Quando eles me viram, não paravam de me olhar, acho que estavam vendo o primeiro estrangeiro por ali. Depois de observar uns 20 minutos sai porque já estava tirando a atenção dos alunos.

 

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"A história real de Kanchanaburi (oeste da Tailândia), durante a Segunda Guerra Mundial, começou no início de 1942, após o país ter declarado guerra à Grã Bretanha e aos EUA e permitido que tropas do Japão ocupassem seu território. Os japoneses planejaram construir, em cinco ou seis anos, uma ferrovia para ligar a Tailândia à Mayanmia (antiga Birmânia), incluindo uma ponte sobre o rio Kwai Yai, em Kanchanaburi. A obra terminou em menos de três anos e provocou a morte por maus-tratos ou doenças de cerca de 16 mil prisioneiros de guerra, além de 240 mil asiáticos, empregados na construção. O episódio virou sucesso no cinema na pele do coronel britânico Kol Nicholson, vivido por Alec Guiness em "A Ponte do Rio Kwai" --em versão bastante romanceada. O filme, rodado na verdade no Sri Lanka, além de ter ganho sete Oscars, conseguiu chamar a atenção para uma das regiões mais belas da Tailândia --ponto de partida para explorar as belezas naturais do país"

 

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No final do passeio parei em uma feira local de Kachananburi, comi e dei uma voltinha para sentir o cheiro das carnes, aves, temperos e frutas do local. Uma experiência incrível, que vocês devem fazer ao final do passeio antes de voltar a Bangkok, é uma feira no mercado público de Kanchananburi.

 

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Após a day trip peguei uma van na estação de ônibus de volta para Bangkok. Como era meu último dia na cidade, já que no outro dia iria ao Mianmar, resolvi explorar a Kao San Road. Essa rua é o famoso inferninho e ponto de turistas de Bangkok. Mas em uma comparação metafórica de Bangkok com a internet, a Kao San Road seria a internet usual e as entranhas mais profundas de Bangkok seria a "deep web", falo isso, porque a Kao San é algo para turista ver. Dizem que o verdadeiro submundo underground de Bangkok e da Tailândia no geral, é algo bem mais pesado e mais hardcore do que a gente vê na Kao San. Mas andar e se hospedar na Kao San é uma experiência incrível: barulho, turistas, bebidas, compras, comida e tudo que você possa imaginar, vale muito a visita.

 

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cara....to contando os dias para minha viagem para la.....

 

a minha será nessa mesma pegada.... uns 60 a 90 dias por todo o sudeste asiatico...

 

estou pretendendo passar por tuuuuudo.... Malasia, Indonesia, Laos, Camboja, Vietnam etc...etc...etc...etc....

 

Voce pode postar um guia dia a dia da viagem e o local q vc estava? só para ter uma ideia de tempo msmo... e dos locais que voce passou?

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*** DIAS 4/5 - YANGON ***

 

Sabendo que voltaria a Tailândia depois, meu roteiro foi baseado em uma ordem geográfica, então por questões de facilidade decidi ir logo a Burma. Mas minha história com o Myanmar é antiga, desde a adolescência lia sobre a história do "país dourado"e um dia saberia que chegaria aqui e finalmente aconteceu. Peguei um voo da AirAisa de Bangkok --> Yangon que me custou 40 doláres. O visto foi tirado o e-visa pela internet aqui no Brasil mesmo que me custou 50 doláres. Quanto a hospedagem fiquei no Sleep In Yangon, no bairro Chinatown e me custou 10 dolares/dia, com café da manhã típico e quase gourmet.

 

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Pedro, faz meses que venho pensando em partir em uma trip dessas, mas estava só pesquisando e tomando coragem. Seu relato me deu uma injeção de animo tremenda.

 

Esperando ansiosamente pelos próximos post, via me ajudar muito no planejamento ::otemo::

 

Abraços!!!

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    • Por Adren-Aline
      kkkk sensacionalista esse título heim? Mas é a pura verdade conforme vocês verão mais a frente .
      Vamos lá...
      Diferente de todas as outras viagens, essa não foi planejada por mim, e sim por um amigo que amo odiar, Fernando Luiz. Então não esperem celeridade da escrita, afinal dependerei da memória dele, bem como da nossa terceira companheira de viagem, a Ana Paula. Ambos eram marinheiros de primeira viagem, nunca haviam pisado fora do território tupiniquim e confiaram na minha "vasta" experiência para realizar essa viagem , tadinhos.
      Definimos o mês de novembro para viagem, início da alta estação. Ou seja, clima bom, preços ainda acessíveis e sem aquela invasão de corpos pálidos desfilando pelas praias rs. De modo geral a previsão esteve ao nosso favor, tirando o fato de ter pegado chuva em Moçambique com direito a tornadinho na Praia do Tofo.
      Ficamos um total de 20 dias, divididos da seguinte forma:
      14/11- Embarque Salvador x Guarulhos x Luanda
      15/11- Embarque Luanda x Cidade do Cabo - Cidade do Cabo
      16/11- Cidade do Cabo
      17/11- Cidade do Cabo
      18/11- Gangsbai - Embarque Cidade do Cabo x Joanesburgo
      ... a partir daqui foi onde a porra começou a desandar e o nosso roteiro cuidadosamente planejado foi lançado nas asas do destino. Então se eu fiquei sem saber o meu futuro, pq deveria adiantar isso pra vcs???? kkkkkkkk
      PREPARATIVOS
      - PASSAGENS AÉREAS
      Compramos os voos de Guarulhos até a Cidade do Cabo, retornando por Joanesburgo, pela TAAG, empresa aérea angolana. Analisamos por um longo período os preços das passagens e percebemos que o valor só variava de acordo com o dólar.
      3 meses antes da viagem batemos o martelo e a compra foi feita através do whatsapp fornecido no site da TAAG, muito seguro, afinal de contas a reserva era feita por esse meio mas o pagamento foi via PAYPAL. 
      *Informação importante: no site da TAAG vc só consegue comprar à vista, para parcelar em até 4 vezes com juros de 5% é necessário fazer a reserva por telefone ou whatsapp.
       
      Logo em seguida foi a vez do voo interno, Cidade do Cabo x Joanesburgo. A companhia escolhida foi a FLYSAFAIR (ou ônibus de asas como foi carinhosamente apelidada por nós), companhia low cost sul-africana com base em Joanesburgo. Apenas uma mala de 7 Kg e dimensões de até 56x36x23 cm^3 está inclusa no valor da passagem. Paga-se mais para comer, para despachar mala, para marcar assento, para respirar ar limpo rs...
      Como vcs podem observar, não fizemos a famosa Garden Route, ao nosso ver seria muito chão pra pouca atração, mas isso é uma decisão muito pessoal. Não digo que foi a melhor nem a pior decisão, foi apenas uma escolha.
       
      Por último mas não menos importante vem a passagem de Salvador para Guarulhos. Essa foi comprada pela LATAM.
       
      Custos:
      Passagem aérea GRU x Cidade do Cabo / Joanesburgo x GRU: R$1.792,64
      Passagem aérea Cidade do Cabo x Joanesburgo: 936,00 rands
      Passagem aérea SSA x GRU: R$269,80
      Passagem aérea GRU x SSA: R$209,58 (mais 2200 pontos multiplus)
       
      CURIOSIDADES (OU NÃO )
      - Money (que é good nós não have)
      Levamos a grana toda em dólar. Cerca de 1800 doletas para cada, escondidas por todos os lugares. Esse valor foi o suficiente para toda a viagem com sobra pra perder ou ser furtada (não sei ao certo o que aconteceu no meu caso). Ainda retornei com 500 dólares no bolso.
      Dos 1800 levados, 1100 dólares foram trocados por rands, moeda usada tanto na África do Sul quanto na Suazilândia. E 200 dólares foram trocados por metical, moeda oficial de Moçambique. 
      Cartão de crédito usei pouquíssimas vezes para tentar  fujir do IOF e da  flutuação  do dólar. Porém observei que é uma forma de pagamento amplamente aceito, pelo menos na África do  Sul.
      Durante o planejamento da viagem criei um grupo no whatsapp de mochileiros que fui coletando o telefone por aqui. Através desse grupo conhecemos o famoso OMAR. Genteeee OMAR é tudo de bom e merece um parêntese aqui
      (
      Quem é OMAR ou o que é OMAR? 
      Não sei bem responder...  Mas diria que trata-se de uma lenda rs. 
      De tanto ouvir as vantagens de fazer negócio com ele resolvemos procurá-lo. O engraçado ou desesperador foi a forma com que fomos recepcionados. Claro que foi mais coisa da nossa cabeça de tanto assitir filme de gângster. 
      A loja do OMAR, fica nos fundos de uma loja de celulares. Chegamos na loja e já mandamos um "we need to talk to Omar". O balconista nos apontou uma grade aos fundos da loja. Mas não era apenas uma simples grade e sim uma dupla. Daquelas que alguém aciona a primeira vc entra, fica enjaulado, e logo em seguida a segunda é acionada. Adrenalina já a mil! Encontramos Omar sentado com mais 4 homens sério em volta dele. Nos apresentamos e fomos conduzidos para a sala do chefão, mais grade. Lá sentamos e começamos a fazer o câmbio. Tudo muito tranquilo. Omar fala português. O câmbio com ele é extremamente vantajoso, creio que economizei cerca de 300 reais.
      Caso alguém queira o contato só avisar que passo no privado.
      )
      Então... Nosso câmbio ficou de 14,5 rands para cada dólar americano. E 1 real equivalia a aproximadamente 4 rands.
      A moeda da Suazilândia é equivalente ao rands. Não precisa fazer a conversão por lá. Todos os lugares aceitam rands. As vezes o troco é dado em Suazi. 
      A moeda de Moçambique é o metical. 1 dólar equivale a 60 meticais. E cada real equivalia a aproximadamente 18 metical.
      Resumo:
      1 USD = 14,5 rands = 14,5 suazi = 60 metical
      1BRL = 4 rands = 4 suazi = 18 metical
      - Idioma
      Dessa vez não tive problemas com o idioma . Não pq aprendi inglês de uma hora pro outra e sim pq durante a estadia na África do Sul e Suazilândia tinha meu Friend Translator (Fernando). Já em Moçambique pude gastar todo o meu português, era compreendida perfeitamente. 
       
      - Documentos
      Passaporte e o Certificado internacional de Febre amarela são obrigatórios.
      A PID - Permissão Internacional para Dirigir é meio polêmica. Pq? Bem...
       
    • Por daniela_menti
      Vou compartilhar este relato, pois quando resolvi fazer este roteiro não encontrei muitas informações sobre a parte de Zanzibar. Então, Senta aqui, que agora vou contar o causo de quando meus amigos decidiram ir pra África e me convenceram que seria uma boa ideia.
      Vamos lá. Eu havia voltado de um intercâmbio/ano sabático na Itália em setembro, sofrendo por não ter conseguido bolsa de estudos pra cursar o mestrado que eu queria, sem rumo na vida. Eis que aparece aquela promoção louca na Black Friday: São Paulo — Johanesburgo por 700,00 (mais taxas, claro). Qual o melhor jeito de esquecer uma viagem? é fazendo outra viagem. Entrei nessa com meus dois amigos de escola, o menino Rafael e o menino Matheus.
      Decidindo o Roteiro
      Compramos a promoção que era para 15 dias, saindo de São Paulo com uma conexão em Angola. Moramos próximo a Porto Alegre, e queríamos que o primeiro destino fosse Windhoeck, Namíbia. Só nessa brincadeira seriam 4 vôos e um dia perdido em conexões. Tudo bem até ai, não fosse o pequeno deslize de termos errado na planilha o horário saída do último voo (Johanes- Windhoeck) que nos deixou com uma conexão de 45 minutos em vez de 3 horas. Nunca na história desta indústria vital corremos tanto para pegar um avião! Cruzamos o aeroporto de Johanesburgo em 10 minutos, passamos pela imigração, que estava totalmente vazia, e chegamos 3 minutos antes de encerrar o embarque.

      Namíbia — Sossusvlei, Deadvlei, Sesriem
      Optamos por alugar um carro na capital, e sair cedinho até o deserto para pegar o nascer do sol e ver a coloração das dunas nesse horário. Conseguimos? Não.
      O que você precisa saber sobre Windhoeck, é que mesmo sendo uma cidade grande e bem desenvolvida, suas lojas, restaurantes, shoppings fecham as 17:00. Nós nos atrasamos porque ficamos brincando na wifi do hostel e não conseguimos trocar dinheiro e nem comprar comida para passar o dia no deserto. Por sorte encontramos uma loja de conveniência aberta, onde compramos água, pão e manteiga de amendoim, que foi nossa comida por muitos dias. 
      Saímos as 3:00 da manhã de Windhoeck em direção a Sossusvlei, as estradas são bem asfaltadas e sinalizadas até a metade do caminho, depois começam os trechos de estrada de terra, mas nada muito complicado. Nosso plano era chegar até o parque, e lá você pode pagar por um transfer, uma 4x4 estilo safári com um motora mais louco que o Marco Véio que te leva pro Deadvlei. Até lá, não é preciso alugar um carro 4x4.
      Pelo caminho encontramos, corujas desconfiadas, um moço pedindo carona no meio do nada, zebras, muitas zebras, gnus, oryx (esse bicho é um amor), babuínos, veados e mais zebras.

      Primeira parada: Solitaire
      Uma cidade fantasma que deve ser onde o Eustácio a Muriel e o Coragem devem morar. É o único ponto no caminho até o deserto com posto de gasolina, então é parada obrigatória. Aqui começaram os perrengues, nosso carro deu problema, o porta-malas resolveu que não ia mais fechar. Um senhor muito simpático que trabalhava na oficina ali perto do posto consertou para nós, sem cobrar nada.
       
       
       



      Segunda parada: Deadvlei
      Tão incrível ao vivo quanto as fotos que tínhamos visto na internet. Mas haja caminhada até as bonitas das arvores. O guia nos deixou na estrada e era uma caminhada de 20 minutos em linha reta até o vale, só que no sol do meio dia do mês de fevereiro parecia nunca terminar. 


       

      Ultima Parada; Canyon Sesriem 
      Me senti dentro das filmagens de Mad Max (inclusive acho que algumas cenas foram realmente gravadas aqui). Dormimos em Rietoog, num camping onde não tem nada para visitar por perto, mas tinha o céu mais estrelado que eu já vi na vida! 

       
      Devolvemos o carro no dia seguinte de volta a capital e pegamos um voo para Cape Town. O trajeto até lá já foi maravilhoso pois vimos o contraste das cores do fim do dia e a Table Mountain pela janela do avião. Nosso plano aqui era conhecer Cape Town e novamente de carro, fazermos a Gardens Route, uma das rotas mais bonitas da África do Sul.
      Cape Town me surpreendeu demais! A cidade é bem organizada e as estradas são de dar inveja a qualquer outro país, muito bem cuidadas e sinalizadas. Reservamos dois dias para conhecer o básico da cidade, o que foi pouco tempo em minha opinião, mas quem tem que voltar pro Brasil pra trabalhar as vezes tem que cortar um pouco do roteiro. 

      Visitamos apenas o básico, começando pela Boulders Beach, a famosa prainha dos pinguins simpáticos. Passamos pelo Cabo da Boa esperança  que tem uma vista linda da baía, e aproveitamos uma praia de Água cristalina e geladíssima, a Scaraborough Beach. 

       
      O dia seguinte foi reservado para subir a Table Mountain e conhecer um pouco do centro da cidade. Na manhã seguinte, acordamos cedinho e fomos para a Gardens Route. Neste post do meu blog, tem todas as informações de como fazer este percurso e quais são as principais paradas, mas vou listar aqui algumas delas:


       

       
      Agora é hora da pérola da viagem, pegar um voo em Port Elizabeth até Dar el Salaam, na Tanzânia para seguir até Zanzibar. Infelizmente não deu para conhecer todas as belezas da Tanzânia e nos limitamos apenas a cidade que seria nossa conexão com aquele paraíso de praias quase desconhecidas. O voo é num "teco teco" minusculo e leva apenas 30 minutos até a ilha, só havia eu e meus dois amigos de turistas naquele voo, acredito que a maioria opta por ir de Ferry, para aproveitar a vista. 
      Zanzibar:
      Stone Town - Nungwi - Kendwa e Uroa
      Stone Town é a cidade principal, onde tem o pequeno aeroporto, e muitos mas muitos mercados de temperos! A vibração do local com as cores é demais! As mulheres usam roupas extremamente coloridas, influência do hinduísmo pelo que li. Causamos total espanto ao pegarmos um "dala-dala" o transporte público da ilha, que consiste numa jardineira ATOCHADA de gente, carregando desde baldes leite, cachos de banana a até pilhas de casca de arvore secas. Pouquíssimas pessoas falam inglês, mas um rapaz que consegui conversar me explicou que nenhum turista vai para as praias no transporte público, eles optam por pagar até 50 dolars por um motorista particular. Mal sabem eles que perdem uma experiência por puro preconceito. Gostaram tanto de nós naquele dala-dala que uma senhora simplesmente jogou a filha dela em nossos braços para fazer uma foto. 

      Primeira parada: Nungwi Beach
      Pelas ruas você desfruta da companhia das crianças curiosas e de muitas cabras e galinhas soltas. O motorista do dala-dala ainda chocado com nossa presença, foi chamar o sobrinho que arranhava o inglês para nos guiar até o hostel. O dono do hostel é uma celebridade local, e aquele garoto estava tão contente de praticar o inglês dele que dava gosto até de falar sobre futebol. Nungwi não é uma praia turística, então os resorts ainda não se apoderaram da praia. Fizemos um passeio de barco e snorkel em alto mar por preços muito baixos, algo em torno de 15 dolars, graças aos contatinhos do dono do hostel. 

      Kendwa é linda, mas já é bem turística. 


      Depois de 3 dias neste pequeno paraíso partimos para Uroa Beach. Uroa tem hospedagens muito baratas por não ser uma área propícia para mergulho, devido a quantidade de algas na praia. E quando a maré baixa, você pode caminhar quilômetros a dentro do mar, e ver os locais colhendo as algas para vender. Cuidado com a maré! Ela sobe em questão de minutos, é muito normal ouvir historias de pessoas que ficaram ilhadas. 
       

       
      Fiquei 5 dias na ilha, mas meu conselho é: reserve uns 10 dias, para conhecer a parte sul da ilha, onde ela muito boa para esportes aquáticos. Converse com os locais, eles amam o Brasil e são muito simpáticos. Ah, e não esqueça, você vai ouvir muito a famosa fala do Rei Leão "Hakuna Matata", saudação local que significa "sem problemas". Realmente, quem vai encontrar problemas aqui? 
      Ao todo foram 16 dias
      2 só de ida e volta
      3 dias na Namíbia
      2 dia em Cape Town 
      2 dias na Gardens Route
      1 dia em Dar el Salaam
      4 dias em Zanzibar

      Mais informações sobre as hospedagens que eu fiquei neste roteiro, e mais curiosidades sobre a ilha, você pode ver aqui:  Momentos de Mochila
      Meu Instagram: @momentosdemochila
       
    • Por Oz Iazdi
      Senhoras e senhores, segue meu relato da viagem que fiz para os países Bálticos, com direito a um dia em Helsinki, na Finândia. Foram dez dias no total. Fui apenas eu e meu pai. Não foi uma viagem exatamente ao estilo mochileiro, pois ficamos em hotel ao invés de albergue, embora podemos dizer que sempre pegamos o hotel mais barato que encontramos, considerando que ele devia estar a uma distância caminhável das Cidades Antigas (e demos bastante sorte com os hotéis!). Só reservamos o hotel para os dois primeiros dias, porque decidimos definir o roteiro durante a viagem.
       
      LITUÂNIA
       
      Dia 1 – De São Paulo para Vilnius
       
      A viagem começou no dia 13 de fevereiro de 2015, sexta-feira. Pegamos um voô de São Paulo às 21:30hs até Paris. Classe Econômica é só sofrimento em voôs longos... As cadeiras da Air France são bem apertadas. Chegamos em Paris perto da hora do almoço e pegamos outro avião em direção à Riga (Letônia) na parte da tarde, o que não nos deixou tempo para conhecer Paris. O voo até Riga pareceu que demorou um século, mas estávamos mesmo era preocupados com a última conexão. Chegando em Riga, tínhamos apenas meia hora para pegar o voo até Vilnius (Lituânia). Saímos correndo do avião junto com mais um pessoal que ia fazer a mesma conexão. Apesar da preocupação, deu tudo certo. Embarcamos no voo e em 50 minutos estávamos chegando no nosso destino inicial!
      O custo das passagens foi de R$ 2.450,00 ida e volta. Na ida, o trecho inicial foi São Paulo – Paris – Riga – Vilnius, sendo os dois primeiros pela Air France e o último pela Air Baltic. Na volta, os trechos foram Tallinn (Estônia) – Amsterdam – São Paulo, sendo o primeiro trecho operado pela Estonian Air e o segundo pela KLM.
       
      Chegamos no aeroporto de Vilnius às 20:30hs do dia 14. Como a imigração foi feita na França, quando chegamos na Lituânia não passamos por nenhum tipo de alfândega. O aeroporto é bem pequeno e estava praticamente deserto. Logo na frente do aeroporto tem um ponto de ônibus. Pegamos um até a Cidade Velha, onde era o nosso hotel. A passagem é 1 euro por pessoa. Desembarcamos a uns 600 metros do hotel e fomos a pé com nossas mochilas. O problema é que meu pai estava com uma mochila grande de rodinhas e, pra ajudar, uma das rodas quebrou durante o voô de ida. Então deu um certo trampo pra carregar a mochila até o hotel, principalmente se considerarmos que estava -2ºC.
       
      Enfim, chegamos vivos ao Hotel Europa Royale. A diária do quarto para duas pessoas saiu R$ 172,00. O hotel é muito bom e aconchegante, além de estar localizado dentro da Cidade Antiga. Só para esclarecer, nas capitais de todos os países Bálticos a parte turística das cidades são os bairros nos quais se localizavam as cidades medievais (Old Town), com as casas antigas, catedrais, muros e torres remanescentes ou que foram restauradas após a II Guerra Mundial.
       
      Como estávamos morrendo de fome, decidimos esbanjar e ir em um restaurante alemão na frente do hotel chamado Vokieciu. Pedi um cordeiro com batata assada e uma cerveja local, a Svyturys Ekstra. A comida e o atendimento estavam excelentes, mas a cerveja achei bem fraquinha. O prato saiu por 20 euros e a cerveja 4.5 euros. Saindo de lá, saímos para caminhar um pouco e paramos no Pub The Portobello para 660 ml de Guinness por 3.6 euros. Como estávamos cansados pela viagem e já estava tarde, só restou voltar para o hotel e desmaiar.
       
      Dia 2 –Trakai e a aventura no gelo.
       
      Tomamos café as 8hs no belíssimo restaurante do hotel. As opções do café da manhã eram bem saborosas, com destaque para o brioche de maçã. Enquanto esperava meu pai tomar banho, sai rapidamente para bater umas fotos de Vilnius e ir até o centro de informações para saber certinho como ir até Trakai, que é uma cidade que tem um castelo medieval e seria nosso primeiro passeio. Após pegar as informações no centro e um mapa de Trakai, fomos até o terminal de ônibus. O terminal fica a cerca de 1km do portal da cidade antiga e, como nosso hotel era praticamente ao lado do portal, fomos caminhando até lá. A passagem até Trakai saiu por menos de 2 euros o trecho e dura cerca de 25 minutos a viagem até lá. Ao chegar na cidade, você vai caminhando até o castelo, conhecendo a cidadezinha e os demais pontos de interesse marcados no mapa.
       
      Vilnius
       
      Pub
       
      Restaurante alemão
       
      Lugar do café da manhã e um tio olhando com um sorriso amigável.
       
      Caminho até a estação de ônibus
       
      Caminhando por Trakai
       
      Arquitetura da antiga URSS
       
      Lago congelado
       
      Trakai
       
      Como era o nosso primeiro dia andando ali no Báltico (e dada nossa falta de experiência com tal clima), fomos aprendendo a não andar no gelo! Durante todo o caminho, é sempre importante procurar os trechos com terra ou com um gelo mais áspero, se não, a chance de cair de bunda no chão é gigante... Durante a caminhada até o castelo, existe a opção de ir por terra ou caminhar pelo lago, que congela no inverno. Obviamente que fui caminhando pelo lago, já que estava menos escorregadio e era uma experiência nova, à parte o cagaço nos primeiros passos, com medo do gelo quebrar! Durante a caminhada encontramos uma galera jogando hockey e um rapaz tentando pescar em um buraco no gelo. Não parecia que o pacato cidadão estava tendo muito sucesso. Antes de chegar no castelo, ainda paramos em um café para tomar um capuccino (1.5 euros).
       
      Com cagaço de andar no lago
       
      Joinha para a pesca esportiva!
       
      Castelo de Trakai ao fundo
       
      Galera do Hockey
       
      Castelo
       
      O Castelo de Trakai é incrível, valendo muito a pena pagar 5.5 euros para entrar nele (estudante paga meia). Você se sente na Idade Média lá dentro... É uma experiência única. Além da arquitetura, o castelo também possui algumas instalações que funcionam como um museu, para contar a história do lugar. Uma curiosidade é o período no qual Trakai foi comandada pelos Karaites no fim do século XIV. Era um povo de origem turca e que ainda deixou uma herança cultural na região.
       
      Dentro do castelo
       
      Na capela do castelo
       
      Galerinha das antigas
       
      Saindo do castelo, ainda deu tempo de tomar mais um café e voltar até o terminal de ônibus. Saímos de Trakai às 15:45hs. Os ônibus saem, em média, de 30 em 30 minutos até Vilnius. Chegando na capital, fomos até o mercado Rimi (será seu melhor amigo durante a viagem) para comprar água, porcarias e bebidas. O preço, em geral, é mais barato que no Brasil e a qualidade das frutas é incrível. Na volta para o Hotel, ainda parei em uma loja de cds que ficava no porão de uma outra loja. Comprei dois cds de bandas da Lituânia por cerca de 9 euros cada (em média, cd é uma coisa cara no Báltico), após fazer o atendente colocar uns 10 cds para eu escutar e escolher o que queria comprar.
       
      Saindo de Trakai
       
      Mansão no caminho
       
      Chegando em Vilnius
       
      Após tomar um banho, saímos para jantar em um restaurante francês perto do hotel. Tinha um francês bem doido que ficou batendo papo com a gente. Pedi uma panqueca de salmão por 5.5 euro e meu pai um peixe por 10 euros. Achei a comida boa e suficiente pra matar a fome. O curioso é que uma das garçonetes do lugar tinha visitado o Brasil e até ensaiou umas palavras em português. Depois de comer, era hora de descansar para conhecer um pouco de Vilnius no dia seguinte.
       
      Dia 3 – Vilnius e as 16 fogueiras da independência
       
      Saímos de manhã para caminhar pela cidade antiga. Por azar, meu pé esquerdo começou a doer bastante nesse dia, provavelmente pela falta de amortecedor na botina que usei... Mas dane-se, eu ia andar até meu pé cair. Como era feriado de independência, os museus estavam todos fechados. Passamos pelas belas catedrais da cidade antiga e pelo curioso bairro de Uzupis, que se considera um “país” próprio e até tem uma data de independência no dia 1 de abril (por que será, né?). Ali na entrada do bairro existem várias pontes com cadeados, como é famoso na França. No entanto, essa tradição é bem antiga por esses lados da Europa...
       
      Vilnius
       
      Vilnius
       
      Uzupis, a ponte dos cadeados e o menino de uma luva só
       
      Uzupis
       
      Saindo de Uzupis, fomos até a colina de Gediminas, cartão postal de Vilnius. Você pode subir a colina andando ou de teleférico. Fomos andando. Lá de cima, é possível avistar boa parte de Vilnius, tanto a parte antiga quanto a mais nova. Saindo de lá, fomos até a Rua Gediminas, onde meu pai aproveitou para comprar uma bota e paramos para um café.
       
      Catedral
       
      O outro lado de Vilnius
       
      Gediminas
       
      Cavaleiro Gedi... ...minas (que piada tosca!)
       
      Praça principal, onde iriam acontecer o show da independência
       
      Catedral
       
      Decidimos pegar o ônibus 53 até o shopping Ozas, que fica um pouco distante da cidade antiga. Como não entendemos como o ônibus funcionava, fizemos o trecho todo de graça... O shopping tem mais tamanho do que qualquer outra coisa, mas serviu para termos uma boa noção dos preços das coisas. Aproveitei para comprar um amortecedor de calcanhar para o meu pé e uma camisa da seleção de basquete da Lituânia, a pedido de um amigo. Após as compras, comemos lá no shopping mesmo. Resolvemos arriscar um prato de 5 euros, que você podia montar. Era um prato brutal, com repolho, beterraba, carne de porco empanada, molho branco, legumes e arroz. Embora uma comida simples, gostei bastante.
       
      Shopping Ozas
       
      Pegamos novamente o 53 para voltar ao hotel. No meio do caminho, subiram dois fiscais no ônibus pedindo os bilhetes. Como não tínhamos e eles perceberam que não sabíamos como a coisa era, falaram para nós comprarmos direto do motorista, por um euro. Provavelmente nos livramos de uma bela multa. Chegamos no hotel no final da tarde e descansamos um pouco.
       
      Ao anoitecer, fomos até a praça da catedral, onde estava tendo um show pela comemoração da independência. Além disso, na rua Gediminas tinham 16 fogueiras acesas, representando a independência da Lituânia. Elas também serviam para esquentar o pessoal, afinal, não é lá muito quente o inverno por lá...
       
      Shows da Independência
       
      As fogueiras
       
      Para terminar a noite, resolvemos experimentar a culinária local no restaurante Forto Dvartas. Experimentamos uma sopa de cogumelo muito saborosa, panqueca feita de batata e recheada de bacon, além dos famosos cepelinai (mais conhecidos como zeppelins), que são um tipo de batata recheada (pedimos com carne de porco). Achei a textura bem diferente e um gosto que me lembrou pamonha! Para beber, experimentei o hidromel sem graça da casa. Os pratos são bem em conta, custando até cerca de 8 euros e também são bem servidos. E assim acabou a última noite em Vilnius.
       
      Zeppelins
    • Por rtsrodolfo
      Saudações mochileiros!!
      Este é o meu primeiro relato do site, e acho que de qualquer outro lugar também. Nuca fui muito de escrever, então já peço sugestões e dicas para melhorar e poder ajudar cada vez mais. Antes de qualquer coisa, muito obrigado aos que ajudam postando informações aqui no site. Visitei a Tailândia no início de 2015 e não sei o que seria de mim sem os relatos que estudei aqui. Meu nome é Rodolfo Tallarida, tenho 29 anos e meus destinos favoritos são ilhas e praias. Tentei resgatar o máximo de informações possíveis e juntar nesse relato. A viagem foi feita em dezembro de 2015, com 2 amigos (Daniel e Patrícia). Acho que a parte mais difícil do relato foi separar as fotos. Minhas viagens são sempre com uma Gopro na mão em modo time-lapse. Ou seja, no final desta viagem foram cerca de 8 mil fotos só minhas, hahaha . Vou aos poucos postando mais fotos no instagram para quem gosta do app também.
       
      Instagram.:
      Rodolfo Tallarida - @rtsrodolfo
      Patrícia - @patymoreno8
      Daniel - @danielrjrj
       
      Email.: [email protected]
      Facebook.: Rodolfo Tallarida
       
      Algumas informações sobre as Filipinas.:
       
      Moeda
      A moeda local é o peso filipino(PHP). Hoje, 1 dólar americano, corresponde a cerca de 47 pesos filipinos. Para trocar a moeda não vi muita dificuldade. Em todas as cidades existem pequenas casas de câmbio ou você pode trocar em diversos restaurantes ou lojas de conveniência mesmo, porém com uma cotação não tão boa.
       
      Compras
      Esqueça a ideia de compras nas Filipinas, pois além de não encontrar quase nada, os preços são mais caros. Souvenirs(adoro lembraças ) também são bem escassos. Aproveite para comprar um chaveiro ou artesanato no DMall em Boracay que tem maior variedade.
       
      Para entrar nas Filipinas
      Brasileiros não precisam de visto para entrar nas Filipinas. Apenas carteira de vacinação de febre amarela. Tranquilão, menos um custo na sua viagem
       
      Religião
      A maioria esmagadora é cristâ, portanto respeite a cultura local.
       
      Idioma
      Vai encarar tentar aprender filipino para viajar? hahahaha...esqueça pq não dá pra entender naaaaada. Se esforce apenas em aprender a falar obrigado em filipino, que é Salamat. Se estiver bem feliz, diga Salamaaaaaaaat. Relax pq todo mundo por lá fala inglês. Placas, cardápios, guias...tudo é em inglês mesmo.
       
      Hospedagem
      Não faço questão de hotéis de luxo, até pq costumo ficar fora o dia inteiro. Pesquiso bastante nos sites booking.com, hoteis.com, trivago, e no caso da Ásia, o Agoda também é muito bom. Sempre vejo também os custos de hostels, que as vezes são ótimas saídas. Já me hospedei algumas vezes em hostel e todas as minhas experiências foram muito boas. Um bom lugar para se pesquisar hostels é o site hostelworld.com. Nesta minha viagem o custo estava saindo quase o mesmo entre hostel e hotel. Para mim, um quarto com ar condicionado e um banheiro já está ótimo. Qualquer outra coisa, como piscina, academia e demais são dispensáveis já que costumo passar o dia inteiro aproveitando o lugar. Uso o hotel apenas para passar a noite. Como fechamos os hotéis 2 semanas antes de nossa viagem, eu sabia que as opções seriam bem restritas, mas acabou que conseguimos uma boa relação custoxbenefício. Acredito que se reservar com mais antecedência, é possível reservar excelentes hospedagens por excelentes preços. Sempre compare os preços entre os sites e preste muita atenção nos detalhes do quarto como disposição de camas, café da manhã, chuveiro com água quente e outros. Claro, também verificar a localização do hotel. Ah, procure também por cupons de desconto. É relativamente fácil achar desconto de 5 a 10% no google para o site hoteis.com. Hotéis mais distantes do centro nervoso costumam ser mais baratos, mas o trabalho de translado é maior também, fora o tempo que se perde. Wifi é MUITO importante. Wifi nas Filipinas é item de luxo, portanto leve muito em conta se o hotel tem wifi no quarto ou nas áreas comuns apenas. Vejam as avaliações dos hóspedes nos sites e no tripadvisor, se tiver. Como falei, costumo viajar e aproveitara bastante o dia, então não gosto de gastar fortunas em hotéis. Meu primeiro filtro nos sites de busca é o valor(de menor para maior). Reservei tudo aqui do Brasil e pelo site Hoteis.com. Com 2 semanas de antecedência, minhas seleções foram as seguintes.:
      Boracay
      Seabird International Resort and Country Club - 2 noites por R$282,20, quarto de casal com café da manhã incluído
      Cebu (Oslob)
      Sebastian - 4 noites por R$829,76, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      El nido
      Bik Creek Mansion - 4 noites por R$910,73, quarto para 3 pessoas com café da manhã incluído
      Coron
      Coron Village Lodge - 5 noites por R$758,22, quarto para 3 pessoas apenas hospedagem
       
      Rápida avaliação sobre cada hotel.:
      Seabird em Boracay.:
      apesar de ter ficado menos de 24 horas, gostei do lugar. Atendentes muito atenciosos e prestativos. Fui recepcionado com suco e muita atenção. Quarto limpo, boxe com cortina, banheiro muito bom, toalhas e itens de banho disponíveis for free. O melhor é a localização. Fica a menos de 1 minuto da praia principal e a 2 minutos do D Mall. Com certeza me hospedaria novamente. O único problema foi que no último banho, a água não esquentava de jeito de nenhum. Eu sou muuuuuito friorento, então isso me incomodou um pouco. Café da manhã padrão de todos os hotéis que fiquei. A lá carte com escolha entre café da manhã estilo Americano ou Filipino.
       
      Sebastian em Cebu.:
      Superou expectativas. Esse hotel definitivamente não sabe fazer marketing do seu negócio. O hotel tem uma vista espetacular e um nascer do sol incrível. Fica de frente pra praia que tem uma água sinistra de bonita. Você toma café da manhã no deck de frente pro mar vendo o nascer do sol. Piscina estilo infinita de frente pra praia. Eles tem caiaque e standup for free!!! hahaha..
      Único problema encontrado foi que o wifi não pegava no quarto, apenas no corredor. Café da manhã a lá carte. Me hospedaria facilmente again Ah, o chuveiro é junto com a privada, então tem q tomar um pouco de cuidado para não molhar tuuudo.
       
      Big Creek em El nido
      muito peculiar esse hotel. Tem um estilo muito estranho lembrando um pouco estilo de época antiga com decorações de madeira em todos os lugares. A entrada foi motivo de zoeira a viagem toda porque era um canteiro de obra. Não acreditamos até hoje que a entrada é realmente ali. Cada quarto tem sua mesa de café da manhã em frente a porta do quarto. Banheiro com boxe com cortina. O hotel fecha vários pacotes com os mesmos preços praticados na rua e te buscam na porta do hotel. Problemas encontrados.: uma mega barata no banheiro(a Patrícia só soube disso no terceiro dia e quase nos matou por causa disso) e vários picos de luz. O ar condicionado tinha vida própria e ligava e desligava sozinho várias vezes. Queimei meu carregador do celular e da gopro no quarto do hotel(levem filtro de tomada). Consideraria escolher outra opção de hotel para ficar, mas na falta de opção até aceitaria me hospedar de novo por lá. Outra coisa mega importante é que o hotel menciona ter wifi. Eles tem aquele token antigão que não serve pra nada! Não carregava nem mensagem no whatsapp.
       
      Village Lodge em Coron.:
      a pior hospedagem da viagem com certeza. Tivemos vários problemas e com certeza não me hospedaria de novo lá. Quartos muito sujos, com traças, fezes de cupim por tudo que é canto, chuveiro que não funcionava e faltava água, descarga quebrada, sem wifi nos quartos e um atendimento muito precário. Não posso citar nenhum ponto positivo do hotel. Tivemos que trocar de quarto 3 vezes e os problemas continuaram mesmo assim. Vale pagar um pouco mais caro e escolher outro lugar.
       
      Voos
      Eu sou fã da Air Asia pelo fato de suas passagens serem extremamente baratas, o serviço ser muito bom e nunca ter tido nenhum tipo de problema ou atraso. Infelizmente a Air Asia opera apenas em determinados aeroportos das Filipinas e com poucos voos, mas são os mais baratos com certeza. A que tem o melhor preço e melhor disponibilidade de voos nas Filipinas é a Cebu Pacific. A Philippines Airline também é uma opção para viagens internas. Sempre compre diretamente no site da cia, pois o preço é sempre mais baixo. Atenção aos limites de bagagem que são bem diferentes entre cada uma delas. As vezes a seleção default é sem nenhuma bagagem, então atenção na compra. Normalmente o custo mais alto das viagens acaba sendo as passagens aéreas, então pesquise alternativas no seu roteiro. Perco MUITO tempo montando e remontando alternativas de roteiro, alterando a ordem dos destinos para deixar a viagem mais barata possível. A diferença de um dia para outro ou alterar a ordem dos destinos altera bastante no valor final da viagem. Vc vai gastar alguns dias fazendo inúmeras planilhas, mas planejar viagem é assim mesmo. Eu até gosto Considere um dia inteiro para translado de uma ilha a outra. Por mais que os voos sejam rápidos, normalmente não mais que 1 hora e meia, a logística de transporte hotelxaeroportoxhotel é bem complicada, fora os atrasos que, pelo menos na época que fui, aconteceram em 95% dos voos.
       
      Voos internos.:
      Manila - Kalibo(Boracay) : Air Asia, R$156,00 - esse foi o voo que perdi por causa do atraso da Emirates
      Manila - Kalibo(Boracay) : Cebu Pacific, cerca de R$250,00
      Caticlan(Boracay) - Cebu : Cebu Pacific, R$172,00
      Cebu - Puerto Princesa - Cebu Pacific, R$392,00
      Puerto Princesa - Coron : Cebu Pacific, R$392,00
      Coron - Manila : Philippines Airline, R$608,00
       
      Voo internacional:
      Rio de Janeiro - Manila - Rio de Janeiro : Emirates, R$500,00
      O preço foi essa miséria aí pq início do ano em minha ida a Tailândia, voando pela Emirates,tive uma situação de overbooking e acabei ganhando uma passagem ide e volta da Emirates para Dubai. Como eu já conhecia Dubai, optei pagar 100 doletas + taxa de embarque e trocar o destino para Manila
       
      Translados nas ilhas Filipinas
      Be ready para altas aventuras se você for um viajante on a buget. Separe um short ou bermuda bem confortável, uma camiseta bem light e um chinelão, pois as jornadas são longas. Claro que existem as opções mais práticas, mas mais caras. Vamos aos translados que escolhi e os que acabei cogitando como segunda opção.
       
      Como chegar em Boracay
      Para chegar em Boracay, existem 2 aeroportos. O Kalibo e o Caticlan. O maior e que tem mais voos, horários e cias aéreas operando é o de Kalibo. As passagens aéreas costumam ser mais baratas para lá. A partir dele você deve pegar uma van para o porto de Caticlan(cerca de 2 horas), depois uma "banka"(estilo de balsa, que leva cerca de 10 minutos), para então pegar sua van/moto até o hotel(não mais que 15 minutos). Se optar pelo aeroporto de Caticlan, você economiza a viagem de van de Kalibo até o porto de Caticlan, já que o aeroporto fica a cerca de 5 minutos do porto. A melhor empresa para fechar todo o translado aeroportoxhotel é a southwest. Sugiro agendar e comprar o translado ainda aqui no Brasil. Sai pouca coisa mais cara, mas vc garante seu lugar no ônibus que é mais confortável e tem horários frequentes.
      O site da empresa é http://www.southwesttoursboracay.com/
      O valor hoje é de 650php para o serviço door to door.
       
      Como chegar em Cebu
      Cuidado, existe a província de Cebu, a ilha de Cebu e a cidade de Cebu. O aeroporto de Cebu fica na província de Cebu, mas na cidade Lapu-Lapu, na ilha Mactan. Os hotéis e o centro nervoso ficam na Cebu City(a pronúncia foi motivo de risos a viagem toda(cebucite )). É na cidade de Cebu que a maioria dos turistas ficam por ser um centro com comércio mais ativo e desta forma ter mais acesso aos mercados, mercearias e empresas de turismo. As principais atrações turísticas ficam no sul da Ilha de Cebu. Atrações como Tumalog, Kawasan, Whaleshark ficam todas mais pro sul da ilha. Vc escolhe ficar no centro com facilidades de comércio e uma região mais movimentada, mas longe das principais atrações, ou fica mais pro sul perto das atrações, porém sem comércio quase que nenhum. Para chegar a Cebu City, vc deve pegar um taxi no aeroporto. Não esqueça de perguntar se o taxímetro vai ligado ou combine um valor antes de entrar no taxi. Para chegar nas áreas mais ao sul da ilha vc pode negociar o taxi no aeroporto(valores no relato da viagem) ou pegar um taxi até o terminal sul rodoviário de Cebu e então pegar um ônibus para o seu destino. Cuidado pois os horários dos ônibus encerram cedo, por volta de 9 da noite se não me engano. Se for fazer esse translado durante o dia, se prepare, pois o transito de Cebu é caótico demaaaaaais. Taxi do aeroporto até o terminal rodoviário são 20 minutos sem trânsito e do terminal rodoviário até Oslob, por exemplo, são cerca de 5 horas.
       
      Como chegar em El Nido
      O meio mais praticado para chegar em El Nido é pegando um voo para Puerto Princesa e depois uma van/ônibus para El Nido. De Puerto Princesa para El Nido são cerca de 6 horas numa estrada beeem sinuosa e chatinha demais. Fazer com as vans que são negociadas na porta do aeroporto é bem desconfortável, fora que sempre tem alguma pegadinha. Sugiro fechar um translado de ônibus ainda aqui no Brasil para fazer a viagem mais tranquilo. Outra opção para chegar em El Nido é de banka via Coron. Essa opção você fica a mercê das condições do mar. São cerca de 7 horas de banka que podem ser tranquilas, turbulentas ou podem até mesmo não acontecer por condições climáticas. A melhor opção, porém beeem mais cara é comprar uma passagem de avião para o aeroporto de El Nido. As passagens devem ser cotadas via e-mail e tem horários bem reduzidos. O aeroporto é particular de um resort. O site com mais informações é o http://www.elnidoboutiqueandartcafe.com/TravelCenter.html
       
      Como chegar em Coron
      Coron acho que de todos os destinos que fui é o mais tranquilo de se chegar. O aeroporto fica na região de Busuanga e tem esse nome também. Do aeroporto até o centro onde ficam todos os hotéis só existem vans e com preço fixo em 150php. Ao sair do aeroporto, você será abordado pelos motoristas das vans. Diga que já tem reserva no hotel porque muitos hotéis já tem vans específicas para o translado. A viagem dura cerca de 30 minutos e é bem tranquila. Outra opção para se chegar a Coron é via banka vindo de El nido, mas com os mesmos problemas citados no caminho contrário.
       
      Roteiro Planejado
      13/12/2015 - Saída do RJ
      14/12/2015 - Chegada em Manila. Manila->Kalibo->Boracay
      15/12/2015 - Boracay
      16/12/2015 - Boracay-> Cebu
      17/12/2015 - Cebu
      18/12/2015 - Cebu
      19/12/2015 - Cebu
      20/12/2015 - Cebu -> Puerto Princesa -> El Nido
      21/12/2015 - El Nido
      22/12/2015 - El Nido
      23/12/2015 - El nido
      24/12/2015 - El Nido -> Puerto Princesa -> Coron
      25/12/2015 (NATAL) - Coron
      26/12/2015 - Coron
      27/12/2015 - Coron
      28/12/2015 - Coron
      29/12/2015 - Coron -> Manila
      30/12/2015 - Manila -> RJ
       
      Pontos de interesse planejados
       
      Em Boracay
      White Sand Beach
      Willy's Rock
      Ariels Point
      Diniwid Beach
      Dmall
       
      Festa, bebida, comida, ilha foda, snorkel, cliff jumping..gosta disso tudo? Então “perca” um dia conhecendo o Ariels Point.
      Aproveite o Dmall para comer em restaurantes bons com comida de tudo quanto é canto do mundo e comprar as lembranças da viagem.
      Se fosse de novo, faria certamente o passeio de parasail e iria no G-Max, um tipo de slingshot humano.
       
      Em Cebu
      Oslob Whaleshark Watching
      Tumalog Falls
      Kawasan Fall
      Canyoneering Kanloab River
       
      Para o Whaleshark, a dica é chegar cedo! Se não tiver roupa de mergulho ou uma lycra, a água-viva pode incomodar um pouco, mas nada óóóóó. Eu fui de sunga
      Não deixe de fazer o Canyoneering de jeito nenhum..leve sua sapatilha de mergulho ou tênis que possa molhar. Bolsa a prova d’água também é item indispensável.
       
      Em El Nido
      Tour A: recomendo
      Small Lagoon, Big Lagoon, Secret Lagoon, Simizu Island and Entulala Island
       
      Tour B: não recomendo
      Snake Islands, Cudugnun Cave, Catherdral Cave and Lagen and Pinabuyutan Island
       
      Tour C: o melhor de todos
      Matinloc and Tapuitan Islands. Secret Beach, Matinloc Shrine, Hidden Beach and Helicopter Island.
       
      Tour D: não recomendo
      Cadlao Island, Pasandigan Beach, Nat Nat Beach, Bucal Beach and Paradise Beach
       
      Não deixe de fazer o tour A e o C. O tour normalmente leva um dia inteiro, portanto não planeje mais nada no dia que for fazer o tour. Não esqueça de levar sua sapatilha de mergulho. Se tiver tempo, tente fazer o zipline em Las Cabanas e subir o Taraw Cliff também. Acho que vale muito a pena a vista. Restaurantes que recomendo: Altrove e Lucky Alofa
       
      Em Coron
      Ultimate Tour:
      Kayangan Lake, Twin Peaks Reef, Hidden Lagoon, Bulungan Beach, Calachuchi Coral Eden, CYC Is
       
      Tour privado: Você monta o reoteiro. Roteiro que fizemos:
      Kayangam lake, Barracuda lake, Twin Lagoon, Siete Pecados e Skeleton Wreck
       
      Mergulho com cilindro em navios naufragados também é uma ótima pedida! Não esqueça que mergulhos com cilindro precisam de certificação. Não tem curso? Faça lá e tenha sua carteira pra mergulhar em qualquer lugar do mundo. Escolas de mergulho é o que não falta por lá. Da para tirar um OW(open water) em cerca de 3 dias.
       
      Relato
      Dias 13 e 14/12/2015
      O voo diário da Emirates para sua matriz em Dubai, sai diariamente do Rio de Janeiro as 03:10 e lá estava eu pontualmente no aeroporto para embarcar. Logo nos dois primeiros dias de viagem, já tinha história para contar. História que sinceramente podia ter ficado para uma outra vez, e não naquela ocasião. Embarquei no aeroporto do RJ pela Emirates com passagem para Manila fazendo escala em Dubai. Em Manila faria uma pequena escala de cerca de 4 horas e pegaria um voo pela AirAsia com destino a Kalibo, de onde pegaria um ônibus, uma balsa e um taxi para então chegar ao meu hotel em Boracay. Já na primeira perna do voo (RJ-Dubai) tive uma surpresa. O meu voo vinha da Argentina e acho que muita gente conhece a fama do time River Plate de lá. Vocês devem estar pensando: nossa, ele pegou o mesmo voo que o time do River! Não. Eu peguei o mesmo voo que a torcida do River. Acho que 70% do voo era de torcedores uniformizados, com suas bandeiras, fantasias e tudo mais. Acho que só faltaram os fogos. Os primeiros e os últimos 50 minutos do voo foram como se o time estivesse ali na frente deles. Gritavam, cantavam e as vezes até pulavam para o desespero da tripulação. Sou flamenguista, mas vi uma torcida saudável festejando a classificação do time para o mundial. Não me senti incomodado, uma vez que o resto do voo não se ouvia nem um ronco sequer das centenas ali dormindo. Tudo certo até então. Voo pontual e escala de 4 horas em Dubai também. A Emirates sempre foi um exemplo de cia para mim. Sempre elogiei e tive a certeza de que era a melhor do mundo. Infelizmente, meu pensamento mudou naquelas primeiras 24horas. A Emirates me levou do céu ao inferno em 1 voo. Após ter feito o lanche em Dubai utilizando o voucher que a Emirates havia me dado, já que minha escala era de 4 horas, fui para a fila e embarquei no meu voo em direção a Manila. Deveria chegar em Manila as 16:00hrs do horário local, mas não foi o que aconteceu. As 16:30 o piloto começou a realizar os procedimentos de descida e informou que o atraso era por conta do tráfego intenso em Manila. Até aí OK, sem problemas. Quando o avião embicou para pousar na pista, através da câmera do avião pude perceber que o aeroporto não tinha um porte tão grande como eu esperava. Olhei pela janela e puder ver que mais parecia uma base das forças aéreas do que um aeroporto internacional. Ao pousar, pude ler em um dos hangares (air force airport). Logo depois alguns caças e helicópteros camuflados. A esta altura, os passageiros, 99% filipinos, já estavam num alvoroço total tentando entender o que havia acontecido. Ao estacionar o avião praticamente no meio do pátio do aeroporto, o piloto informou que estávamos no aeroporto de Clark, situado a cerca de 160km de Manila, conforme demonstrava o painel na televisão individual do sistema de entretenimento àquela altura. O piloto informou que havia uma questão meteorológica e uma falha mecânica, mas que o time em solo já estava trabalhando para resolver e que não era para ninguém se levantar. Olhando pelas janelas e pelas câmeras não se via uma alma sequer no pátio do aeroporto. Parecia estarmos num campo abandonado. Só havia o nosso avião parado no meio do pátio e mais nada. Nenhum carro de apoio, nenhum carro de polícia, de carga, de nada. Éramos nós e somente nós ali no pátio naquele momento. Ficamos ali presos dentro do avião parado por mais de 3 horas sem receber mais informações. Aeromoças informavam que iriamos decolar novamente em direção a Manila, mas novamente não foi o que aconteceu. O piloto utilizando o sistema de som da aeronave informou que por legalidade, não poderia mais seguir voo e que deveríamos desembarcar e aguardar novas instruções no terminal do aeroporto. Passados mais 30 minutos, chegaram os ônibus que nos levariam para o terminal. Ao chegar no terminal, mais confusão. Os dois únicos funcionários da Emirates não sabiam o que era para ser feito e ficamos ali por mais cerca de 2 horas. Neste ponto, eu e mais centenas de pessoas já havíamos perdido nossos voos para os outros destinos. Enfim, depois de muita confusão e quase pancadaria entre passageiro e funcionário, fomos orientados a realizar o processo de imigração e pegar nossas bagagens, que em seguida seriamos acomodados em ônibus que nos levariam pra Manila. Fiz o processo de imigração e peguei minha bagagem como tinha que ser feito e entrei no ônibus. O ônibus era estranho, velho e com cortinas esquisitas, mas não houve problemas, tirando o velho que resolveu fumar dentro do ônibus com ar condicionado. Detalhe que ele havia tentado fumar no banheiro do avião também. Neste ônibus foram mais cerca de 2 horas e meia passando por lugares tão horrorosos e pobres, que dava mais medo do que passar na Av. Brasil ou linha vermelha durante a madrugada. Enfim chegamos no aeroporto de Manila. Era para chegarmos as 4 da tarde e chegamos meia noite em ponto depois desta aventura. Ao procurar e falar com duas atendentes da Emirates, expliquei toda a situação. Expliquei que devido ao atraso da Emirates, eu havia perdido um voo, uma reserva no hotel que havia feito, passeios que havia reservado, e dia inteiro das minhas contadas férias. A resposta foi a mesma das duas atendentes chamadas Jenny e Sherlin: não podemos ajudar em nada! Foi essa a resposta que tive da Emirates. Não havia argumento que tirasse outra frase das atendentes. Tirei fotos e resolvi sentar para pensar no que fazer.
       

       
      Dia 15/12/2015
      Naquele momento precisava agilizar minha ida para Boracay onde ficava o hotel e de onde eu deveria pegar meu outro voo já reservado. Ao questionar onde podia comprar uma passagem, fui orientado a ir para o terminal 4 onde ficavam os escritórios (estava no terminal 3). Ok, até eu descobrir que o shuttle entre os terminais não funcionava de madrugada e que eu deveria pegar um taxi. Pegar e pagar um taxi para trocar de terminal gente! Inacreditável! Não tinha outra saída, troquei os dólares por pesos filipinos e saí do aeroporto. Existe uma máfia de taxistas por lá. Fui cobrado em 200 pesos (cerca de 18 reais) para ir de um terminal para outro. Após chorar muito, consegui pela metade do preço. Chegando ao terminal 4, descobri que os escritórios das cias, nada mais eram que casinhas, tipo cabanas que funcionavam apenas durante o dia. E agora? Não podia esperar até as 7 da manhã na rua com risco de não conseguir voo para o mesmo dia. Perguntei ao segurança o que podia fazer e ele gentilmente me acompanhou durante uma caminhada de 5min até uma agência de turismo 24hrs. Chegando lá, por volta de 2 da manhã, questionei por uma passagem e fui informado que a primeira seria as 11 da manhã. Eu não tinha outra saída, e aceitei mesmo sabendo que o preço era muito superior ao que eu tinha pago na passagem original que havia perdido. Tive que trocar mais dólares e fui praticamente roubado com a cotação que eles fizeram. Mais uma vez não tinha o que fazer. Comprei a passagem e fui para a guerra com os taxistas para retornar ao terminal de embarque. Quando cheguei, já cerca de 2 e meia da manhã, já estava destruído de cansado . O último lanche oferecido pela Emirates havia sido as 3 da tarde. Fiz um lanche no McDonalds, uma das lanchonetes abertas, e deitei no chão para descansar, assim como muita gente ali também. Acho que desmaiei por umas duas horas ali no chão frio do aeroporto. Ao acordar, parecendo ter saído de um liquidificador, fui fazer outro lanche e despachar a mala. Esperei até as 6 da manhã para fazer o checkin. Despachei a mala e fui dar uma volta pelo aeroporto quando me deparei com o "hotel" dentro do aeroporto. Dizia disponibilizar camas no estilo cápsula por 1000 pesos. No estado que me encontrava, não pensei duas vezes. Acabei surpreendido. Uma excelente cama, com café da manhã simples, mas muito gostoso e chuveiro com shampoo, sabão, pasta e escova de dente de graça. Foi o que me salvou ali naquela hora. Descansei por 2 horas e tomei um banho para tirar a cara de quem não dormia a mais de 40 horas. 10hrs da manhã! Hora de pegar meu próximo voo para Kalibo estimado para embarcar as 10:25. Quem dera! Chegando ao gate designado descubro que o voo está atrasado e não tem previsão para decolar. Essa hora o tumulto era louco, mas fazer o quê? Resta esperar. Embarquei depois de cerca de 20min de atraso e o tempo estava péssimo. Muita chuva e nuvens pretas. O voo durou cerca de 1 hora de muita turbulência por causa do tempo e mesmo bastante acabado, consegui dormir só metade do voo. O aeroporto de Kalibo é um ovo. Me lembrou muito o de Koh Samui na Tailândia. Tinha apenas uma esteira de bagagem e não possui pista para taxi do avião. Como o destino era Boracay, a missão era pegar um ônibus para o porto de Caticlan e depois a balsa para Boracay. A empresa mais conhecida e que oferece o melhor serviço é a Southwest. O melhor é optar pelo serviço door to door, que inclui ônibus até o porto, balsa com as taxas e um taxi até o seu hotel se for entre as estacoes 1 e 3 da ilha. A Southwest tem parceria com a Airasia e a Cebu Pacific, portanto veja com a cia o pacote ou faça a reserva diretamente no site da Southwest. Se não me engano custa por volta de 600php. Como havia perdido meu voo graças ao atraso da Emirates, não fiz reserva e acabei tendo outra surpresa. Saindo do desembarque não tem como errar. Se você não vir as empresas que fazem o translado, elas vão te ver. Ficam bem em frente. Fui até a southwest e não haviam mais tickets por "problemas administrativos na barca". Tive que optar pela empresa vizinha. Acabei pagando 250 php por uma van com um motorista muito doido que dirigia a mil na estrada molhada. Esse preço incluía a barca também. Foram exatas 1 hora e 40min de van até o porto de Caticlan onde embarquei no que os filipinos chamam de banka. Um céu preto dominava a tarde e uns pingos de chuva caíam de vez em quando. Não mais que 10minutos são suficientes para você atravessar de Caticlan para Boracay. Se você reservou o serviço door to door, você já deve ter seu taxi/van pronto para te deixar na porta do hotel. No meu caso, tive que ir caçar um meio barato de chegar ao hotel. Sabia que o meio mais econômico seria de triciclo, que ficam a 1 minuto do porto. Basta seguir a única rua que tem em frente ao porto. Para o meu hotel que ficava na estação 2 da ilha, me cobraram 150php para uma ida particular. Claro que achei caro e questionei se havia um jeito mais barato. Me indicaram um triciclo um pouco maior, e que você devia esperar ele encher para então partir. Outro ponto é que ele vai deixando as pessoas nos seus hotéis e pegando outras pelo caminho. Como me custou 20php, achei um bom negócio. Fiquei hospedado no Seabird hotel, cujo qual já havia perdido uma diária por conta do atraso da Emirates. Torci para não ter perdido a reserva e ter sofrido no show. Por sorte, ou falta de hóspedes mesmo, minha reserva estava de pé e fui recebido com um suco bem gelado e um quarto com ar condicionado a 1 minuto andando da praia. Considerei um excelente negócio. Quarto com cama de casal, banheiro privativo com shampoo e sabonete, ar condicionado e até um frigobar. Cheguei no hotel as 16hrs e não havia ido para a famosa White Sand Beach ainda. Minha primeira impressão foi péssima sobre o lugar. A ilha como um todo é imunda, com triciclos demais, obras e muita confusão. Não era essa impressão que tinha de Boracay e das Filipinas, podia dizer naquela altura. O que eu precisava naquela hora era de um banho e de descanso, afinal já faziam 50 horas viajando. Tomei um banho e pensei em fazer um lanche, dormir umas 3 horas e depois sair para jantar e conhecer a vida noturna de Boracay. Meu hotel ficava a cerca de 2 minutos do Dmall, um conjunto de lojas e restaurantes muito conhecido por onde pode se encontrar comida de vários tipos e lojas de souvenir. Queria comer rápido e voltar para descansar, então optei por um sanduiche no estilo subway. 6 inches do pão que você quiser com os ingredientes q você quiser. Paguei 165php e a atendente me perguntou qual ingredientes eu queria. A resposta foi curta: all of them. Minha intenção era comer ali mesmo para aproveitar e ver o movimento do lugar, mas como o sanduba veio todo embalado, fui direto para o hotel e resolvi comer no quarto. Pronto, alimentado eu estava, de banho tomado, no ar condicionado pronto para dormir. Botei o despertador para tocar as 22:30 e apaguei na cama. O que aconteceu? Acordei as 5:30 da manhã! Não acordei para jantar e nem ouvi o despertador. Fiquei puto! Queria mesmo sair para ver a noite na ilha, mas enfim.
       







       
      Dia16/12/2015
      O café da manhã é servido a partir das 6:15, então fui andando para a White Sand Beach. Como eram 6 da manhã, ainda tinham resquícios de bêbados perambulando e alguns travecos tentando faturar seus últimos clientes. O sol nasce do lado oposto da ilha, então não estava totalmente claro ainda e a areia não aparentava ser tão branca quanto sugere o nome. Voltei para o hotel e fui direto ao salão de comida. Quando cheguei ao salão de refeição, não havia nada de comida. Nada para servir. Quando perguntei sobre o café, o atendente me passou o cardápio com os preços. Fiquei pensativo durante um tempo achando que o café que dizia estar incluído no site que usei para reservar tinha que ser pago. Perguntei e me explicaram que como eu era hóspede, eu poderia escolher um "combo" que seria for free. Ok, fui logo no mais caro e completo American breakfast. 2 fatias de pão consideráveis, manteiga, geleia, omelete pequeno, salsicha super apimentada e um tea(chá) quente. Algumas coisas podem ser substituídas, como pão por sucrilhos e o chá por café ou chocolate. Eu era o único ali tomando café. Fiz minha refeição com calma dando notícia aos familiares usando o wifi que era disponível ali também. Voltei para o quarto, e rapidamente peguei minha câmera e sai para fazer um tour pela praia. Meu roteiro era de 2, 5 dias em Boracay, mas por conta do problema com a Emirates acabei tendo só aquela manhã para aproveitar Boracay. Havia reservado o day trip para o Ariels point que acho que seria o melhor a fazer na ilha, mas tive que cancelar por não ter tempo suficiente. Meu voo para Cebu partia as 16:20 de Caticlan. Eram 8 da manhã e o checkout era 12:00 e tinha que seguir para o aeroporto no máximo as 13:00. Resolvi andar pela praia toda e ver o que havia de interessante e aproveitar. Estava meio nublado, mas não chovia ainda. Fui até o extremo da praia, passando pela passarela e cheguei a praia de Diniwid. Nada demais. Pequena e sem sal, não vale a visita na minha visão. Resolvi voltar e vi ao longe a chuva chegar. Não era uma chuva! Era praticamente um tufão! Protegido em um dos hotéis de beira de praia, esperei cerca de 1 hora para a chuva passar e poder sair. Realmente era um tufão pelas notícias que vi nos dias seguintes. Passei pela famosa Willy’s Rock localizada no centro da praia e segui em frente. Depois de algum tempo o sol até que resolveu dar o ar da graça, mas foi bem rápido, coisa de 5 minutos. Tinha vontade de fazer o parasail, ou windsurf, ou sup, mas as condições impediam de qualquer coisa do tipo. Ventava demais e o mar estava super agitado. Haviam pequenas marolas na praia, que costuma parecer uma lagoa pelas fotos que havia visto. Depois de caminhar bastante e ver aquelas figuras asiáticas pela praia, voltei e fui em direção ao Dmall novamente. Queria fazer um lanche e comprar algumas lembranças. Fui direto na lanchonete Monkey para tomar uma vitamina de mamão com banana. Faço vitamina de mamão com banana praticamente todo dia para mim, mas essa tinha um gosto diferente. Muito boa! Valeu a pena pagar 90php. Procurei algumas coisas, mas as lojas vendiam as mesmas coisas. Não sei por que isso!! Era tudo igual. Ímãs de geladeira, chaveiro, camisas e alguns quadrinhos bem feios. Comprei o ímã com abridor de latas para um amigo o trabalho (100php), meu copo de shot (100php) e 7 garrafinhas com a areia de lá escrito o nome da ilha (100php). Reparou que tudo lá custa 100php? Toda vez que perguntava o preço, a resposta era a mesma: an hundred (one hundred). Depois de rodar as ruas todas, tomei um thai iced cofee que é mega gostoso por 90Php e voltei para o hotel. Tomei um banho (gelaaaaaaaado..o chuveiro tinha dado problema e não esquentava de jeito nenhum), arrumei a mala e fui para o checkout. Na recepção, informei que queria comprar o transfer para o aeroporto que incluía um taxi para o porto, a balsa para a outra ilha e mais um taxi para ao aeroporto. A recepcionista fez uma ligação e após uns instantes disse que não poderia vender porque o horário de pickup estava muito próximo. Eram 12:20 e o horário de pickup era 13:00! Não entendi e também não quis questionar nada, até porque, como sempre, achei caro o preço que o hotel cobrava (370php). Acabei fazendo tudo por conta própria. Fui para a rua principal, peguei o triciclo elétrico parador por 20php, paguei o barco até a outra ilha que me custou 55php (barca mais fee) e outros 50php para o triciclo até o aeroporto de Caticlan. Até hoje não sei como paguei só 55php, se só a taxa da ilha custa 100php. Do porto até o aeroporto de Caticlan são cerca de 5min de triciclo. Cheguei no aeroporto as 14:00 em ponto. Fiz o percurso por conta própria e com certeza foi mais rápido e mais barato. O aeroporto de Caticlan é menor que o de Kalibo. Acho que um cinema é maior que ele. Ele só tem voos de duas cia locais e operam normalmente com aviões de hélice. Eu estava morrendo de fome e como só haviam 3 lojas que vendiam comida, a coisa mais saudável e que poderia me encher mais, era uma imitação não sei de onde do conhecido cup noodles. Meu Deus! Pra q? Era pimenta pura! Sei que sou muito fraco para pimenta, mas aquele noodle tava foda. Em 5min comi tudo. A boca ardia tanto que tinha que pegar algo pra beber. Pedi um shake chamado oreo smoothie. Pqp, q coisa gostosa! 175php. Carinho né? Tudo pra mim é caro. Como havia um tufão rodando pelas ilhas das Filipinas, óbvio que meu voo atrasou. Queria muito viajar num avião de hélices, mas não precisava ser com esse tempo né? Um tufão rodando por ali não era a melhor notícia para saber naquele dia. Com 1 hora de atraso, embarquei e dormi os 55min inteiros de voo. Cheguei em Cebu as 18:00 e havia marcado com 2 amigos para continuar a viagem. Eles chegariam as 22:00, e no salão de desembarque não havia restaurante. Sai do salão e achei do outro lado do aeroporto um café que serviu um arroz, frango, alface e um tea por 150php. Na volta para o salão de desembarque óbvio que tinha q ter algum problema. Como eu havia saído, não podia mais entrar. Enfim, fiquei puto e não achei um lugar dentro do aeroporto onde podia ver o status dos voos que estavam chegando. Até ali, tudo tinha sido confuso e ajuda nunca vem de graça por lá. Acabei indo para o setor de embarque e ali deitei num dos bancos para esperar o Daniel e a Patrícia. Eram cerca de 6 e pouca da noite e o voo deles chegaria as 22:00. Claro que o voo deles atrasou também, e bastante. Chegou depois de meia noite. Depois de recepciona-los, recebi o mesmo feedback deles sobre os translados e o lugar até então: sujo, feio e muito confuso. Nosso hotel ficava em Oslob, e não no centro de Cebu como a grande maioria dos turistas acaba escolhendo. Achei que não fazia sentido ficar em Cebu City, quando todas atrações ficavam no sul da ilha. O jeito mais econômico de se chegar em Oslob é pegando um taxi até o terminal de ônibus sul, e depois pegar um ônibus para Oslob. O taxi não deve custar mais de 450php e o ônibus 200php. Como era de madrugada e éramos três, acabamos optando por pegar um taxi direto para Oslob e pagando 3000php tudo. Deu 1000php para cada numa viagem de cerca de 2 horas e meia passando por um Mcdonalds no caminho pra matar a fome. Bigmac, com tea e batata, 162php. Chegamos no hotel as 3:30 da manhã e vimos que realmente era muito longe do centro. Não havia nada por lá. Era o hotel e uns casebres com algumas lojinhas de interior do interior de interior. Bom, fomos dormir pois nosso primeiro desafio seria acordar menos de 2hrs depois para seguir o roteiro e ir ao mergulho com o tubarão baleia.
       











       
      Dia 17/12/2015
      Acordamos as 5:30 e fomos tomar café. Nosso hotel era um destaque por lá. Único prédio da região e de frente para a praia. Estava super feliz com a escolha. O café foi de frente para a praia e no estilo americano. Pão, manteiga, geleia, presunto ou bacon, omelete e bebida a escolha. Saímos rápido para trocar dólares por php e rapidamente procuramos um transporte para as baleias que ficava a cerca de 10km dali. Perguntamos sobre uma van (ou jeepenee) e a resposta foi inesperada. Custava 10php para nos levar lá. Menos de 1 real! Isso foi surpresa, já que achei barato. Como as baleias costumam ir embora cedo optamos por ir de triciclo que era mais rápido e pagamos 30php cada. Chegando no local onde as baleias são alimentadas, pagamos 1100php (1000 mais 100 de taxa) e mais 50php para alugar os fins. Você tem um breve briefing e pega um barco que te leva a cerca de 200 metros da praia, onde ficam as baleias. Show! Muito legal, mas é meio complicado pois tem muito barco e muita gente. Vc vai bater com a cabeça no barco alguma vez, é quase inevitável. Hahaha. Cuidado com as águas vivas, tem bastante. O passeio dura apenas 30min, e voa. Não esqueça do chinelo, pois a praia é cheia de pedras. Existe o pacote para mergulhar com cilindro mas acho que não seja vantagem, já que as baleias ficam na superfície para comer os plânctons dados pelos barcos. O passeio é muito show mesmo, vale a pena cada centavo. Como eram 9 da manhã ainda, resolvemos ir direto conhecer a Tumalog Falls. Na saída das baleias haviam os triciclos parados (tem em todos os lugares) e fechamos a ida para a Tumalog e volta pro hotel por 170php cada um. Para nossa surpresa, não era triciclo e sim moto! Os triciclos não fazem o caminho para Tumalog pois é muito íngreme. Pegamos a moto, eu como carona em uma e o Daniel e a Paty na carona da outra (sim, 3 em uma moto só) e fomos pra lá. Foram menos de 10min quando chegamos na entrada da cachoeira. Mais 20php de fee para entrar e outra surpresa. Da entrada até a cacheira em si são cerca de 500m de pura ladeira! Tem outras motos oferecendo o translado, mas nem perguntei o preço pq achei ridículo isso. Já paguei a moto até lá e não iria pagar mais nada para andar 500m, sendo que eram as mesmas motos. Fomos andando e chegamos em menos de 10min. Muito tranquilo mesmo ir andando. Eh ladeira, mas qualquer um sobe aquilo, ainda mais por ser asfaltado. A cachoeira é bonita, e olha que não gosto de cachoeiras. Tiramos algumas fotos e ficamos por ali durante uns 40min. Havia um grupo de cerca de 4 pessoas falando português, únicos até então que havia visto, e um dos raros turistas não asiáticos de olho pequeno. Nem entrei na água porque detesto água gelada. Detesto mesmo! Subimos a ladeira de volta e pegamos a moto de volta pro hotel. Eram 11 da manhã! Não acreditávamos que era tão cedo ainda. Como nos relatos que havia lido, todos ficavam no centro de Cebu, que fica a 2 horas dali, os passeios se tornavam longos pelo translado. Mas no nosso caso foi rápido até demais. Chegando no hotel, reparamos que havia um caiaque e um sup de graça para usar. Não pensei duas vezes e lá fomos nos pra água de novo. Simplesmente foda a água na frente do hotel. NINGUÉM mergulhando por lá. Acho q as fotos dizem por si só como foi bom ficar ali naquele hotel. Ficamos 1 hora remando e voltamos para almoçar. Fome era o q a gente sentia naquela hora. Pedimos arroz com frango, batatas, coca e água e a conta deu 900php no final para todos. Não tinha quase nada de frango no prato mas era o que tinha ali na hora. Voltamos pro quarto pra descansar um pouco e vendo as fotos que tiramos na água, resolvemos voltar pra água novamente e aproveitar mais. Ficamos lá até o pôr do sol e saímos da área da piscina já era quase noite. Subimos e fomos tomar banho. Todo hotel tem algum problema né? O da vez foi a água que acabou. Falamos com a atendente na recepção e foi resolvido até que bem rápido. Tomamos banho e apagamos. Sim, dormimos as 7 da noite e nossa última refeição havia sido o almoço. Péssimo, mas o sono foi mais forte. Não façam isso. Bebam muita água (de garrafa) e comam sempre q der.
       
















       
      Dia 18/12/2015
      Acordamos as 6 da manhã e o tempo parecia estar meio nublado. Detalhe para os galos. Pelamor! Tem muito galo nessa região e eles gritam o dia todo. Acordei várias vezes na madruga com eles gritando. Tem galos espalhados por tudo quanto é quanto. Galos, galos e mais galos. Talvez pra briga de galo. Será? Esqueci de perguntar isso lá. Descemos para tomar café da manhã, e escolhi de novo o tradicional american breakfast. Resolvemos aproveitar que não estava chovendo ainda e ir fazer o canyoneering. Saímos do hotel, e na avenida principal encontramos com o mesmo motorista que nos atendeu no dia anterior. Novamente muito prestativo, disse que aquele dia já ia atender outro turista mas nos mostrou um amigo que nos atenderia. Fechamos o pacote ali mesmo. Transporte+guia+equipamentos por 1300php cada pessoa. Foi 1 hora e meia de triciclo sofrida. Chegamos a uma casinha onde nos encontramos com o nosso guia. Dessa vez não houve surpresas. Realmente tudo estava incluído. Não pagamos nenhuma taxa nem adicional por nada. Subimos em motos q nos levaram até o ponto de partida que demorou mais cerca de 5minutos. Canyoneering se trata descer a pé o rio, dentro do rio, nadando, pulando, deslizando e tudo mais q quiser. Logo de cara, você já começa saltando de uma pequena altura. Isso se repete por algumas vezes. Recomendo muito este passeio. O lugar é impressionante. Pura natureza perfeita. O passeio todo é feito em águas cristalinas azuladas. Saltos pequenos e mais altos podem ser feitos durante todo o percurso. Os maiores saltos, e pra mim os melhores, são opcionais. Fiz todos os que pude. Foram 3 pulos de cerca de 15pés e o ultimo de cerca de 17pés. É MUITO alto, mas é demais. Pula sem medo que vale a emoção. São cerca de 8km que fizemos em cerca de quase 3 horas. O melhor do passeio? Ele termina na Kawasan Falls! Achei o passeio muito mais bonito que a cachoeira q tem mais fama. Façam com certeza esse passeio. Fiquei extasiado com o passeio. Chegando na Kawasan Falls, aproveite e vá nadando até a queda de água pra ver a força que ela tem. Se preferir, os locais podem te levar sobre jangadas de bamboo até a queda por 200php por pessoa. Se vc sair de Cebu, será um passeio de um dia inteiro. Voltamos ao hotel por volta de 5 da tarde e tomamos banho correndo para comer alguma coisa já q nossa única refeição havia sido o café da manhã. Lembrem de levar comida nos passeios por Cebu. Saímos já no dinal da tarde e achamos uma placa que dizia hambúrguer e cheeseburguer por 33pesos e ainda em promoção pague 1 leve 2. Estava muito estranho esse preço, mas resolvemos arriscar. A fome era tanta e o nome cheeseburguer encheu nosso olhos q fomos lá. Pra quê? Um pão pequeno e uma carne micro com gosto esquisito, q ficamos achando q era de cachorro. Ble...muito ruim mesmo. Acompanhando, tbm muuuito ruim um lipton de limão. Cara, eu adoro iced tea, mas esse era uma coisa terrível. Como já era noite e não havia nada pra fazer por lá, voltamos pro hotel e ficamos baixando as fotos da câmera. Não deu outra e acabamos dormindo as 8 da noite. Acho q o principal motivo da maioria em massa dos turistas não se hospedar em Oslob é que realmente não tem nada. Imagina uma rua com cerca de 2 padarias q só vendem pão, um mercadinho q vende uns biscoitos estranhos e um frango de padaria. Ah, tem uma casa de câmbio que para surpresa tinha um ótimo cambio. Era isso. Nada de bar, nada de restaurante, pub, shopping. Era só isso.
       













       
      Dia 19/12/2015
      Acordamos as 5 da manhã e nos deparamos com um tempo péssimo. Chuva, vento e trovões eram o cenário daquela manhã. Esperamos até as 7 horas e descemos para o café. Pedi um filipino breakfast. Arroz, tocino, ovo e suco de laranja que parecia manga. Acho q não tem nenhuma opção de café sem gordura. Ou é um apresuntado pingando gordura, ou bacon, ou tocino ou alguma outra coisa gordurosa. Ficamos um bom tempo no hall de café, que ficava de frente pra praia, conversando e vendo a tempestade cair. Não estou falando de chuvisco não, era chuuuuva mesmo. Não tinha o q fazer. Seria o tufão dando as caras de novo? Aproveitei para atualizar o relato também
      Ficamos no quarto o resto da manhã e saímos para comer as 3 da tarde. Parecia q o tempo começava a melhorar. Perguntamos ao nosso motorista oficial, que por mais engraçado q seja ele estava sempre ali nos esperando, onde que ficava o restaurante Chez Tonton, cuja avaliação estava boa no tripadvisor. Ele nos disse q ficava um pouco distante dali e que podíamos ir num restaurante parecido a poucos metros dali. Que show foi isso! Ele podia ter nos levado e ganhado uma grana, mas não. Indicou outro restaurante ali perto. E ainda bem q ele deu a dica. O "restaurante" servia pizza e crepe. DK ou VK acho que era o nome do lugar. Cerca de 6m2 com 3 mesas quase uma encostando na outra. A atendente prontamente nos atendeu perfeitamente. Pedimos 2 pizzas, peperoni e margarita e estava excelente. Cada uma por 280php e um tea pra acompanhar. No final é claro, a Patrícia sempre fechando comigo em pedir uma banana split. Com uma bola de sorvete roxo no meio estava muito boa também. De q era o sorvete roxo? Inhame! Hahahahah..sorvete de inhame roxo! E um milkshake de chocolate pra acompanhar. Almoço super saudável. Pizza, sorvete e milkshake. A Patrícia ainda pediu outra banana split e comeu tudo sozinha!! Hahaha..e ainda tinha wifi no restaurante. Detalhe q acho q não tinha ketchup lá. Quando pedimos, a atendente/dona do lugar saiu correndo e foi no mercado rapidinho comprar pra gente..hahaha.. Bom, depois de matar a fome, sabendo q o resto do dia ia ser longo dentro do hotel sem poder fazer muita coisa, passei na vendinha que tinha do lado e comprei um saquinho de amendoim, um biscoito oreo(tinha oreo pra minha surpresa), uma barrinha de caramelo e uma garrafinha de água por 88php tudo. O resto do dia foi dentro do quarto. Ahhh, chegou um grupo de asiáticos que nos perturbou demaaaais. Gritavam, cantavam, corriam, batiam a porta milhaaaaares de vezes...ahhh, q raiva q deu . Era nossa última noite ali, e precisávamos arrumar a mala e providenciar nosso transporte de volta para o aeroporto. Nosso voo partia as 13:00. A preguiça bateu forte e acabamos que dormimos sem arrumar mala nenhuma. Nossa ideia era acordar beeem cedo e ainda tentar fazer uma sessão de whale shark antes de ir embora. Nosso dia foi morto por causa do temporal. Nenhum passeio estava aberto. Quando planejo viagem, quando possível, boto um dia extra pra casos como esse. Nunca se sabe se vai pegar um tornado, ou se o seu voo vai atrasar.
       

       
      Dia 20/12/2015
      Acordamos bem cedo, mesmo sem despertador, já q havíamos dormido o dia anterior todo. Fomos para a varanda checar as condições e lá estava um brasileiro que havia chegado na noite anterior e que iria fazer o passeio do whale shark também. Ele nos avisou que no dia anterior havia demorado 5hrs do aeroporto até o hotel. Como nosso voo era as 13:30, na mesma hora abortamos a ideia do whale shark, até porque o mar estava bem agitado e não parecia ter uma visibilidade muito boa. Descemos para tomar café as 6 da manhã e tiramos mais algumas fotos enquanto o brasileiro e mais 2 amigos saíam para fazer o passeio deles. Após terminar nosso café, subimos e arrumamos as malas rápido e descemos para fazer o checkout. Nesse momento encontramos com os brasileiros voltando e disseram que não estava rolando o whale shark por causa do mar agitado. Ainda bem q abortamos! Fizemos o checkout e fomos pra mais uma jornada de translado. O hotel ofereceu uma van por 5000php até o aeroporto. Caro! Obvio q achei caro! Fomos para a avenida principal pois sabíamos q ali passava um ônibus até o terminal rodoviário de Cebu City, e de lá deveríamos pegar um taxi até o aeroporto. Infelizmente não demos sorte e acabamos pegando um busão sem ar condicionado. 140php por pessoa e parecia cena de filme. Aquele ônibus velho, com várias pessoas estranhas dentro. Até galinha tinha! Tinha um galo q de vez em quando soltava um grito. Foram 3:40 horas de viagem insuportáveis. Queimei meu braço com o sol que fazia aquele dia. Um trânsito infernal, muita pobreza e sujeira. Minha distração, enquanto secava o suor e me ajeitava no banco, era contar os galos q via pelo caminho. Parei no centésimo com menos de 20min. Não aguentava mais aquele ônibus. Parecia cena de filme mesmo. Para evitar isso, basta pegar o busão com ar condicionado. O intervalo entre os ônibus durante o dia é bem rápido. Acredito que seja cerca de 20 minutos. Chegamos no terminal e imediatamente achamos um taxi com taxímetro. Achamos estranho pois o taxista aceitou muito fácil. Enfim, esse trecho foi tranquilo. Mais 20min de taxi, 230php e chegamos no aeroporto de Cebu, na ilha Mactan, cidade de Lapu Lapu. Checkin feito, comemos um hot dog e é claro, um dunkin donuts também. Fechei logo meia dúzia de donuts por 170php e guardei pra viagem. Após ter visto que o portão de embarque havia sido alterado, embarcamos sem maiores problemas e decolamos num voo tradicional low cost, sem nem uma gota de água servida. Foram cerca de 60min até o pouso no aeroporto de PP. Como tinha q ter algum problema, parece q houve alguma falha elétrica no avião e ficamos no pátio por cerca de 15 ou 20min dentro do avião. Td bem, depois daquele ônibus infernal, o avião era uma cama praticamente. O aeroporto de PP é do jeito q eu gosto, bem pequeno e bem simples. Pegamos a mala e seguimos pra nossa jornada até El Nido. Na saída existem algumas empresas que oferecem o serviço de translado pra El Nido de van, mas vale a pena ver o ônibus que é bem mais confortável. O preço seria o mesmo, mas chegamos na loja ao lado do aeroporto pra fechar a van para El Nido com a empresa Ayen transport. O custo seria muito igual ao do ônibus, porém não precisaríamos pegar um taxi até a rodoviária. O agente informou que o preço seria de 500php por pessoa, o serviço seria door to door, inclusive perguntou qual era o nosso hotel e que a van estava saindo naquela hora. Porra nenhuma! TUDO mentira. Fechamos acreditando naquelas informações e entramos na van. Ela parou em um restaurante a 2 minutos dali e o motorista pediu para que saíssemos da van para pagar o translado. Enquanto pagávamos ele tirou todas as malas da van, o que foi muito estranho. Depois de pagarmos ele disse q poderíamos comer alguma coisa no restaurante e q iriamos sair em 15 ou 20min. Ok, essa passou, mas o problema foi q esperamos 1:30 hora ali. Primeiro ele disse q outros clientes que já tinham reservado estavam presos no aeroporto por causa de voo atrasado, depois ele não conseguiu colocar a prancha de um dos clientes na van. Ou seja, a van que estava saindo na hora, saiu quase 2 horas depois. Depois de já perder a paciência, o motorista saiu e pegamos um transito de louco. Acho que ficamos 30min para andar menos 1km. A cidade estava uma loucura. Era domingo e parecia q todo mundo estava na rua. Impossível aquilo ser rotineiro. Bom, por incrível que pareça o motorista parou a van no borracheiro e fez alguma coisa no pneu que não deu pra ver direito. Ficamos ali parados uns 10min. Saímos e logo em seguida paramos no posto de gasolina para ele abastecer e o povo tirar dinheiro, já que disseram que em El Nido não tem atm (não confirmei isso). Mais cerca de 15min parados e pegamos a estrada. Que coisa horrível! Muito sinuosa, cheia de relevos e armadilhas. Muito ruim pegar aquela estrada. A van foi sacudindo durante todo o translado. Ninguém dormiu nada e o motorista ainda dirigiu igual um louco. Foram 5:30 horas de viagem com uma parada no meio do caminho para banheiro e alguns snacks se quiser comprar. A estrada tem trechos de terra batida e cheia de buracos sem sinalização alguma. Esse é o caminho pra cidade mais procurada da região de Palawan? A maior surpresa ainda estava por vir. Chegando em El Nido, o motorista parou a van no centro da cidade e disse q ali era o ponto final. Na mesma hora indagamos sobre o fato de termos fechado o door to door. Pronto! Começou a confusão. O motorista queria, em conjunto com os "amigos" dele motoristas de tuktuk da cidade, que pagássemos mais 100php para nos levar para o hotel. Ficamos discutindo cerca de 20min até eu pedir para ele ligar pro chefe dele e resolver a situação. No final ele nos deixou no hotel. Nãooo fechem nada com a Ayen Transport. Acho q por isso vale a pena pegar o busão. Tem horário fixo e não tem surpresas. Chegamos no hotel big Creek Mansion e rimos na hora em que saímos da van. A entrada é péssima. Parece um prédio em ruinas. Na verdade estava em obra, mas por dentro ele é arrumadinho. Como todo hotel seu problema, logo no primeiro minuto entrei no banheiro para tomar banho e dei de cara com uma barata que parecia um alien. Serio! Aquilo era um monstro..hahaha..o café da manhã vc escolhe na noite anterior e a hora que quer q ele seja servido.
       


       
      Dia 21/12/2015
      Acordamos as 7 sem despertador nem nada, já q estávamos com o horário meio maluco. O café da manhã foi o tradicional american breakfast. Satisfatório, mas gordurosoooooo. Todas as atrações da ilha são distribuídas em tours. Existe o tour A, B, C, D e E. As atrações do tour E podem ser feitas separadamente, mas se tiver tempo, acho q vale muito. O tour C é o melhor, depois vem o A. NÃO façam o tour D e o B. Its a crap. Cavernas e praias normais só para enganar turista. O tour E, na verdade acho q vale pelo cliff e pelo zipline, que podem ser feitos individualmente contratando guia. O tour A eh FODA e o tour C é FODÁSTICO. Pqp, que praias e que lugares de mergulho. Eu adoro mergulhar, e em algumas praias a água estava cristalina com visibilidade excelente. Naquele dia, começamos pelo tour A. Fechamos o tour pelo próprio hotel mesmo. NÃO fechem nenhum tour pela internet. Eh engana turista pq o preço é sempre menor se reservar lá no local. Fechamos todos os tours por 200php a menos cada. Logo após o café, a recepcionista veio nos avisar que nosso guia estava nos esperando já na porta do hotel. Excelente. Bom já deixar tudo pronto pra esses casos. O q levar num passeio? Primeiramente, uma mochila a prova de agua. Vc vai molhar mt provavelmente. Sugiro comprar snorkel e máscara. O preço q vai pagar pra alugar em todos os passeios é quase o de comprar um no BR. Melhor pq vc tem o seu equipamento. Mais higiênico e vc pode comprar um equipamento de melhor qualidade. Sugestão de marca, Seasub. Outra coisa, COMPREM sapatilha de mergulho. Vcs vão saber pq mais pra frente. Toalha eu comprei uma na Decathlon que quando dobrada é mínima. Vale a pena e custa menos de 30 reais. Protetor solar a prova de agua, e óculos escuros. Bom, encontramos com o nosso guia e ele nos colocou num triciclo q nos levaria até a empresa de turismo. Depois de andar cerca de 10min até a empresa(El Nido é um ovo, dá pra fazer tudo andando), tinha q ter uma tentativa de rolo. O motorista nos cobrou essa viagem. Claro q não pagamos! O preço do passeio já inclui tudo. No primeiro passeio vc paga 200php de fee e não precisa pagar nos demais dias. Esperamos alguns poucos minutos e fomos guiados andando até o barco. Logo de cara vc já se molha, pq o barco não fica num píer ou na beira da praia. Vc tem q andar um bocado na água até chegar ao barco e a água chega na cintura ou até mais. A praia de onde saem os barcos é imuuuunda de manhã. A maré baixa mostra todo o lixo que está ali. Subimos no barco e tradicionalmente, já posso falar isso, tivemos que esperar. Eles estavam buscando mais clientes e foram buscar a comida também. A empresa era a Alexzus. Foi tudo tranquilo, então recomendo. O tour A tem as seguintes paradas.
       
      Small Lagoon
      Big Lagoon
      Secret Lagoon
      Simizu Island
      Entulala Island
       
      Almoço espetacular no barco na Simizu Island. Demais! As vezes vc não acredita que está num lugar daqueles. Como era o primeiro dia em tour e não achava que ia pegar muitos corais, acabei que não levei a sapatilha. Olha o que aconteceu! Na última parada, que foi a big lagoon, precisamos nadar até chegar a lagoa em si e logo quando saltei do barco, acabei chutando sem querer um coral no fundo do mar. Acreditem, perto dos machucados que vi do pessoal que fazia os passeios, o meu foi muito tranquilo. Por isso que insisto nesse ponto da sapatilha. Com certeza ela me salvou diversas vezes nos outros dias. Voltamos para o hotel, lavei o machucado q parecia ser feio e jantamos no Atmosphere. Uma boooosta. Atendente não sabe falar quase nada, a pizza é de outro lugar e o ambiente estava horrível. Uma música aos berros tocando bells de natal nos atormentou o jantar todo também. A essa altura o machucado já incomodava um pouco e assim ficou durante o resto da viagem, mas nada que me impediu de fazer qualquer coisa. Voltamos, agendamos o Tour C para o dia seguinte e dormimos de imediato, depois é claro de escolher nosso café da manhã do dia seguinte.
       











       
      Dia 22/12/2015
      Acordamos de madrugada com o ar condicionado desligado. Sim, ele desligou sozinho na madruga. Vai entender. Ainda bem que não fazia tanto calor e o ventilador deu conta do recado sem problema. Levantamos e tomamos nosso tradicional café da manhã, só que pedimos também um hot dog que tinha uma linguiça esquisita demais. Tinha uma gosma no meio da salsicha muito sinistra. Mal tínhamos tomado o café e a recepcionista nos avisou q nosso guia já estava esperando. Pegamos as coisas rapidamente e fomos pra entrada do hotel. Pegamos o triciclo e depois fomos andando até o barco junto com o nosso guia. Naquele dia fizemos o tour C, the best one. Sensacional Mother fucker!!!!
       
      Star Beach
      Secret Beach
      Matinloc Shrine
      Hidden Beach
      Helicopter Island
       
      Fiz o tempo todo de sapatilha. Muuuuita gente machucada por causa dos corais. Voltamos um pouco mais cedo esse dia. Cerca de 5 da tarde estávamos chegando em El Nido novamente completamente felizes com o passeio mais que perfeito. Quando chegamos no hotel e abrimos a porta, o ar condicionado estava ligado e o quarto congelado. Ele ligou sozinho durante o dia. Ngm arrumou o quarto nenhum dia em nenhum hotel nessa viagem. Mas o pior foi saber que deixei o carregador do celular e o carregador de baterias da minha gopro na tomada e nenhum deles funcionava mais. Provavelmente algum pico de luz queimou meus carregadores...Fuckkk! Ficar sem gopro não dá!! É como ficar sem carteira e dinheiro. Vc não faz nada..rsrsrs. Ainda bem q a Patrícia e o Daniel tinham cabos que funcionavam pra minha câmera ser carregada também. Tomamos banho e fomos no restaurante Lucky Alofa. Recomeeeeeendo demais. Pedi o maior sanduba q eles tinham. 400g de hambúrguer com queijo, bacon e a coisa toda, acompanhado de potatos fries. Q demais! Experimentei a cerveja red horse também. O wifi eh fraquíssimo, mas a comida é sensacional. O sanduba é meio caro, 500 php mas é gigante. Voltamos pro hotel e apagamos de novo. Esse dia foi épico.
       












       
      Dia 23/12/2015
      Em nosso último dia em El Nido, fechamos o tour B. Que lixo. Éramos só 9 num barco pequeno.
       
      Cathedral Cave
      Snake Island
      Cadugnon Point and Cave
       
      O melhor foi o almoço na praia.. Voltamos bem cedo, cerca de 4 da tarde. Ainda bem q voltamos pq já estava dando raiva o passeio e precisávamos fechar a van de volta pra Puerto Princesa. Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos fechar a van e jantar. Fechamos a van de volta pra PP por 500php q iria nos buscar no hotel as 10 da noite. Ok, translado agendado e eram 6 da tarde ainda. Passei numa loja de souvenir e não aguentei. Comprei uns "quadros" por 295 e 195php na loja na rua principal. Rolou um repeteco na Lucky Alofa. Pedi um sanduba diferente desta vez e não deu outra. Fuckin perfect again. Mesma avaliação da Patrícia e Daniel. Pedi desta vez um iced tea q pelamor. PERFEITO! Estava tão bom q perguntei como eles faziam o iced tea. O cara q parecia ser o dono me mostrou. Era um saquinho de pó de Nestea já pronto! Hahahaha..o detalhe é q tinha maça também...ele me disse q comprara no mercadinho da frente. Óbvioooo q fui no mercado e comprei todos os saquinhos q tinham lá. Cada saquinho faz 1l de iced tea e custa 12 php. Deixei 100 php só em iced tea. Voltamos pro hotel pra fazermos a mala. Havíamos fechado a última van para não esperar tanto no aeroporto já q nosso voo era 10 da manhã só. Em todas as empresas, a primeira van era 5 da manhã e a última as 9 da noite, algumas fazendo a última viagem as 10 da noite. Agendamos para a de 10 da noite. Pura enganação! 9 em ponto a van passou no nosso hotel. A mulher da empresa disse q tinha van de 10 da noite mas foi só pra vender mesmo. Entramos na van e a princípio estava bem tranquilo. Havíamos pegado a última fileira só pra gente. Rummmmm, sabe de nada inocente. 5mim depois ele parou no termimal de van de el nido e apareceram uns minhocos da terra e não acreditei q aquilo tudo ia caber na van. Tinha muita gente e muuuita mala(caixa de papelão). A galera começou a entrar na van e logo o q estava tranquilo, ficou mega apertado. Não dava nem pra mexer o pernas. As malas já transbordavam no porta mala e chegavam na altura de nossas cabeças. Vcs não tem ideia! Tinha tanta gente dentro da van que o motorista veio no colo de um maluco! Eu nunca tinha visto isso. O motorista dirigiu 5 horas no colo de outro cara. Pra piorar, adivinha o que veio na minha cabeça. Uma galinha! Sim, uma galinha! Em cima de toda a mala, os caras estavam com uma caixa com galinha dentro. Pqp, logo na minha cabeça. Cheiro de chiqueiro insuportável, um calor infernal na van por causa da quantidade de pessoas. Foi um inferno aquela viagem. Acho q vale a tentativa de pegar o ônibus. Acho q a empresa de busão se chama Roro.
       








       
      Dia 24/12/2015
      Chegando no aeroporto as 2 da manhã, demos graças a deus pq poderíamos pelo menos deitar no chão do aeroporto. Rummmmm, sabe de nada inocente! O aeroporto estava fechado. Hahahaha..só merda! Claro q ficam uns motoristas na porta do aeroporto já esperando os turistas desprevenidos. Eles ofereceram um hotel, mas a essa altura não confiava em mais ninguém por lá. Resolvemos esperar na entrada de um restaurante ali na frente do aeroporto até as 6. O restaurante era aberto com um jardim grande na lateral, o q nos trouxe muuuuuuuuuuuitos mosquitos. Era o q faltava. Nos aconchegamos ali no chão mesmo e esperamos por 3 ou 4 horas. Por volta das 5 da manhã, bateu um frio brabo e o jeito foi usar a toalha como cobertor mesmo. Muito mendigo mesmo..hahaha..o cansaço era brabo e acabamos pegando no sono alguns minutos. As 6 da manhã o q mais queríamos era o conforto do chão do aeroporto. A q ponto chegamos!!! Levantamos e partimos pro aeroporto q ficava a 2 minutos andando dali. O aero é bem pequeno, tem a Airasia, Phillipine, e Cebu Pacific operando lá. Acho que vi uma tal de Juan também. Nosso voo era 10 da manhã e não havia ninguém no balcão da Cebu. Esperamos no banco até umas 8:30, quando começaram a fazer o checkin. Como tinha de ser, o voo atrasou 1 hora. Comemos um cupnoodles e um Gatorade para esperar. O voo era pra Coron com escala em Manila. Voo tranquilo e rápido até Manila. Dormi praticamente ele todo. Chegamos em Manila e a fome era sinistra. Almoçamos fortemente no Burguer King. A Patrícia adora junk food, e nem pensamos muito antes de entrar no restaurante. Rolou um hamburgao tradicional com iced tea( adoro iced tea e testei em todos os restaurantes q fui). Ninguém repara, mas as notas fiscais de diversos restaurantes tem algum bônus se vc responder um survey na internet. Foi a deixa pra conectar na internet, e atualizar a família sobre a jornada também. Comemos com bastante calma e quando vimos, já era hora do nosso voo para Coron. Depois de passar por uns 49 mil detectores de metal, chegamos ao setor de embarque. Quando chamaram nosso voo, acho q apareceram umas 20 cabeças só. Entramos no busão que nos levou até o avião de hélice da Cebu. Showw! Voo com um visual foda, já mostrando o q nos esperava em Coron. Esse voo foi pontual. Desde a partida até a chegada. O aero de Coron é no meio do nada. Sério mesmo. É no meio do mato! Quando chegamos, vimos q é um aero bem pequeno também. Nem esteira de bagagem tem(isso é inédito pra mim). É só um balcãozinho de madeira onde colocam as suas malas e vc procura a sua. A primeira porta depois do salão de desembarque é a porta de saída. Logo na saída, tem váááááias vans oferecendo serviço pra Coron town. Não vi triciclos nem taxi. Somente vans e todas com o preço fixo em 150php. A primeira pergunta que fizeram foi se tínhamos reserva em algum hotel. Logo respondemos que sim e por incrível q pareça nosso nome estava num quadrinho em frente a uma das vans. Esperamos por mais uns 15minutos e partimos para a cidade. São cerca de 40min de van passando por fazendas e nada mais. Chegamos em Coron town!! É uma grande favela! Nunca pensei q fosse tão seria a coisa. O RJ é Beverly Hills perto de Coron. São casebres e lojinhas com seus puxadinhos e motocicletas rodando pra lá e pra cá. Bem caído mesmo. Me sentia no complexo do alemão piorado. A van nos deixou em frente ao nosso hotel. Reservamos o Coron village Lodge por 5 noites num quarto pra 3. Fizemos check in e saímos imediatamente pra jantar. Não achamos nenhum restaurante legal a vista. Era tudo com uma aparência bem caída. Achamos a tratoria Altrove q era bem legal e q acabamos indo na maioria dos dias. Pedi um Carbonara com iced tea(deu pra ver quanto eu gosto de iced tea né?). Ambos exceleeeeentes. Paguei 200php no carbonara e 2 iced tea. Isso da menos de 18 reais! 18 reais hoje são cerca de 4 dólares..rsrsrsrs..O lugar era muito bom pro padrão de Coron e cabe a visita. Pagamos ao que pareceu ser o dono do lugar e fomos de volta ao hotel. No caminho fechamos o Ultimate Tour na Zurik Pension. O passeio nos custou 1500php, o q vimos depois q é um preço fixo para esse tour. Fomos pro hotel. Pronto, nos primeiros 5 minutos vc já capta os problemas da hospedagem. O chão tinha aquelas fezes de cupim espalhadas por vários cantos, o quarto fedia e estava beeem sujo além de não ter wifi. Uma vassoura resolveria o problema, mas acho q fazia tempo q o quarto não recebia uma faxina. O Daniel tomou o primeiro banho e já reclamou da quantidade de água que saía do chuveiro. Logo em seguida eu entrei e a merda aconteceu. A Água acabou no meio do meu banho. Po, ninguém merece isso. Fui na recepção acho que cheio de sabão ainda no corpo e reclamei. O recepcionista me pediu 5 minutos pra resolver. Ok! Quando voltei pro quarto esperei os 5 minutos e realmente a água voltou, mas voltou parecendo uma goteira. Pra piorar a água não esquentava. Tudo de ruim no hotel até então. Quando terminei meu banho, a Patrícia tentou, mas realmente naquele ritmo era impossível tomar banho. Reclamamos de novo e fomos transferidos para outro quarto. Nesse a água estava quase nada melhor, mas não adiantava mais reclamar. Estávamos mortos e era melhor dormirmos porque o dia seguinte ia ser de passeios.
       



       
      Dia 25/12/2015 NATAL Uhullll
      Acordamos as 06:40 e fomos para o restaurante do hotel para pedirmos o café da manhã. Passaram uns 15min e NINGUÉM apareceu. Ninguém a vista trabalhando no restaurante. Haviam 2 outras mesas q também não foram atendidas. O passeio requisitava chegar na lojinha as 8 da manhã, e naquele ritmo do restaurante não ia rolar. Levantamos da mesa e fomos tomar café na rua mesmo já que não estava incluído o café na hospedagem. Acabou que saiu mais barato e acredito q foi melhor mesmo. Pedi um pão torrado com ovo e bacon mais um shake de banana por 200php. Logo em frente ficava a empresa que fechamos o passeio. Fomos pontuais e chegamos as 8 da manhã. Claaaaaro que o passeio atrasou. Saímos para o barco somente as 9 da manhã. O tour contemplava os spots abaixo.
       
      Kayangan Lake
      Twin Peaks Reef
      Hidden Lagoon
      Bulungan Beach
      Calachuchi Coral Eden e CYC Is
       
      A volta do tour foi com esse pôr do sol sobre a agua cristalina. Tudo ok no dia de natal. Voltamos pro hotel, tomamos um banho na goteira e já saímos pra jantar. Passamos em uma empresa de mergulho e fechamos o pacote de mergulho para o dia seguinte. Como valia o repeteco, fomos comer de novo no Altrove e pedimos 2 pizzas e iced tea. De novo, muuuito bom! Ficamos umas boas 2 horas ali conversando e lendo o "relato" de nossa viagem a Tailândia que a Patrícia havia escrito( será q ela publica algum dia esse relato?).. Hahahaha
      Voltamos para o hotel, mas antes de dormir, teve q rolar a parada na recepção pra dar notícias pra família, já q não tinha wifi no quarto.
       









       
      Dia 26/12/2015
      Acordamos e já fomos direto pro café da manhã já manjado no lugar chamado Centro. 2 homemade pancakes com instant coffee por 65php cada. Lot off moscas!! Grrr..elas não saem de você. O mergulho havíamos fechado com a Vivian na loja Coron Divers. Foram 3 mergulhos de cilindro em navios naufragados. Lembrando que para mergulhar com cilindro vc precisa de certificado se não quiser ficar preso a um guia te segurando o tempo todo. Havíamos marcado para 8 da manhã e fomos pontuais. Separamos a roupa e experimentamos todos os equipamentos. Fomos pro barco e é claaaaaaro q esperamos muito tempo. Foram quase 2 horas de atraso esse dia. Saímos e fomos para o primeiro naufrágio. East tangat. Um navio da segunda guerra mundial de artilharia. A visibilidade estava em cerca de 2 a 3 metros. Pra quem mergulha sabe o quão ruim é isso. Não dava pra ver absolutamente nada. Profundidade de cerca de 22 metros. Fizemos a penetração no barco, mas foi bem rápido, até pq o barco é pequeno. Tudo ok, mas não muito feliz por não ter sorte quanto a visibilidade. Dias de lua cheia não são os melhore para mergulho. Voltamos pro barco e fomos pro segundo destino. Esperamos o tempo adequado pro segundo mergulho e caímos na água James Bond style. O segundo navio foi o Olympia Maru. Esse sim era grande. Profundidade de 26 metros na parte mais funda. A visibilidade continuava muito ruim, mas seguimos do mesmo jeito. Penetramos novamente no barco, que desta vez era beeem grande. Os compartimentos eram enormes, com muitos peixes no interior que brilhavam quando jogávamos a luz da lanterna sobre eles. No meio do navio existe um boiler. Uma caldeira mega grande que assusta. Fiquei uns segundos ali na frente dela só admirando. Continuamos pelas entranhas do barco nas escuras passando pelos compartimentos e depois rodeamos o barco mais um tempo. Voltamos pra superfície e mesmo com a visibilidade ruim estávamos felizes. Mergulhar é sempre bom. Vou ficar feliz mesmo se mergulhar numa piscina..rsrsr..nosso terceiro destino seria o Lusong Boat, mas o capitão disse q estava crowdeado e aceitamos mergulhar num recife de coral. Esperamos novamente o intervalo de superfície ali deitados na proa do barco vendo os peixes e corais na parte mais rasa. Entramos novamente na água, mas esse último foi bem fraco. Profundidade de 13 metros, com visibilidade muito ruim. Não vimos nada de diferente do q vimos fazendo snorkel em todas as praias por lá. Clow fish, sargentinhos, peixes coloridos, bicudos, estrelas do mar e corais infinitos. Ok, acho q vale a tentativa de mergulho em outra época. Pagamos 2800php para os 3 mergulhos com almoço incluído. Voltamos pro hotel, tomamos banho e fomos jantar no Nonamebar para variar um pouco. Esse lugar é mais estilo bar do q restaurante.
      Haviam cerca de 10 pessoas no lugar. Pegamos uma mesa e pedimos hambúrguer e petiscos, já q não haviam pratos de comida mesmo. Eu pedi hambúrguer, bem gostoso por sinal. A Patrícia pediu nacho com beef q veio sem beef e q ninguém conseguiu comer direito pq veio pimenta pura. Falando em pimenta pura, esse foi o prato que o Daniel pediu. Hahahaha..pimenta recheada com queijo. Óbvio que ficou do jeito q veio. Demos uma mordida e apesar de não ser tão apimentado era muiiito ruim..blee ..voltamos pro hotel e apagamos.
       

       
      Dia 27/12/2015
      7 da manhã e todos de pé cantando "os novinhos tão de parabéns"(McDonalds version) q foi a música da viagem..hahahaha O café da manhã obviamente foi no Centro com cia das moscas obcecadas por pele ocidental. Esse dia fechamos um tour privado. Sério, não me perguntem pq, mas vale muito mais a pena o privado. O Ultimate tour nos custou 1500php e esse privado foi 1300. O tour privado vc escolhe os destinos e vc dita o ritmo. Foi excelente esse dia. Um barco inteiro só nosso, podendo ficar qnt tempo quiser nos destinos sem preocupação. Escolhemos as seguintes praias e lagoas:
       
      Kayangam lake
      Barracuda lake
      Twin lagoon
      Siete pecados
      Skeleton wreck
       
      O único ponto negativo é q o privado não serve almoço. Ok, compramos uns snacks e água e tudo ok. Estávamos tão felizes com os passeios q a fome nem atrapalhou. Voltamos pro hotel e fomos jantar. Resolvemos não arriscar e voltamos no Altrove. Pedi um penne com camarão e veio um macarrão com camarão mesmo, mas cheio de cabeça gigante de camarão. Me perguntei o q era p fazer com a cabeça do camarão. Isso me incomodou muito e resolvi perguntar pro dono ou sócio q sempre ia na mesa perguntar se a comida estava boa. Ele disse q na Ásia e em alguns países da Europa, é comum chupar o "juice" que fica na cabeça do camarão. Acho q a explicação dele piorou ainda mais. Pra mim, o q fica na cabeça do camarão é o coco! Bleee..enfim, ficou no cantinho do prato aquele monte de cabeça. Fora isso estava muito bom. Claro q o iced tea estava sempre acompanhando os pratos e lanches. Voltamos pro hotel com um o pitstop na recepção e apagamos. Me incomodou muito não ter encontrado nenhuma nightlife mais agitada durante a viagem. Não vi nenhum bar, nenhuma praça ou nada parecido com uma movimentação maior.
       












       
      Dia 28/12/2015
      Acordamos para o nosso último dia em Coron. Já havíamos feito tudo q programamos então acordamos com mais calma e saímos pra tomar café no lugar de sempre, mas já preparados com roupa de praia e tudo mais pra fazer algum passeio. Logo na frente do café, ficava a Zurich Pension, onde já havíamos fechado o primeiro tour. Entramos e fechamos o tour A. De cara já gostamos muito pq custava 650php e tinha almoço incluído. Como pode isso, pensamos! Fomos levados pro barco e ali obviamente esperamos por cerca de 1 hora. Qnd o capitão chegou, deu um breve briefing sobre como seria o dia e partimos.
       
      cyc beach e coral garden
      sunset beach
      green lagoon
      kayangan
       
      No final deu tudo certo. Almoço muito bom com peixes, arroz, porco, frango, salada, molho shoyu exceleeente. Voltamos cerca de 5 da tarde e passamos andando pelo "big nothing". Chamamos de big nothing pq parecia um deserto mesmo. Uma área gigantesca sem nada. Apenas terra no chão. Fomos ao hotel e já fechamos o transfer pro aeroporto para as 7 da manhã do dia seguinte. Praticamente todos as lojas em Coron fecham transfer pro aeroporto. Eh bem tranquilo e o preço é fixo em 150php. As vans são bem apertadas, mas o percurso dura cerca de 35min, então é mais relax. Acho que as cadeiras da primeira fileira da van são as melhores. As de trás são péssimas! Fomos pro quarto, tomamos banho e depois fomos na lojinha de mergulho carimbar meu logbook e registrar os mergulhos q havíamos feito de cilindro no dia anterior. Depois fomos jantar e acabamos indo no Sydneys, que fica bem perto do big nothing e do "píer". Nós éramos os únicos no restaurante. Ligaram o ar condicionado só pra gente. Pedi lasanha e iced tea. A lasanha foi 150 php e estava bem gostosa!! Dividi também um cheeseburguer com batata com o Daniel. A Paty muito saudável como sempre pediu só batata frita.hahahaha..voltamos pro hotel e arrumamos as malas..
       






       
      Dia 29/12/2015
      Despertador para as 6, 6:10, 6:15, 6:20 e levantamos 6:30..a van foi pontual e as 7 em ponto estava na porta do nosso hotel. Fizemos o caminho de ida pro aeroporto nos 30min bem tranquilos passando pelos pastos com vacas, bois e outros animais. Depois de parecer estar no meio do mato, e de fato, estarmos, entramos no aeroporto e fomos fazer o checkin. Depois do checkin ficamos esperando na sala de embarque com wifi!! Wifi é coisa de luxo nas Filipinas! Impressionante a dificuldade em conseguir um lugar com wifi por lá. De novo pegamos um voo com avião de hélice. Meu primeiro voo com a PAL e parecia estar numa cadeira de praia num domingo de janeiro de sol em Ipanema. Estava insuportavelmente quente. Todos se abanando e outros suando. Eca, q voo péssimo. 50min e no final o q mais queria era ar puro. Fora do avião em Manila estava mais fresco do q dentro do avião pra ter uma ideia. Pegamos nossa mala as 11 da manhã e nosso voo de volta para o BR pela Emirates era só meia noite. Mais de 12 horas ali. Fomos para o BK lanchar e usar o wifi de lá. O lanche foi 220php com sanduba, batata e iced tea. Ficamos ali por umas 2 horas, depois fomos para o segundo andar escolher um canto para descansar. Aconchegamos nossas malas no chão e foi ali que passamos as outras 10 horas esperando nosso próximo voo para o RJ com conexão em Dubai. Lanchamos, jantamos e enfim chegou a hora de embarcar. Embarcamos no charmoso e impecável 777 da Emirates e seguimos viagem para Dubai. Foram 8 horas que passamos praticamente dormindo. Acordávamos só para comer e trocar as músicas em nosso sistema de entretenimento individual. Queríamos chegar em Dubai e fazer algumas compras encomendadas e lembranças no freeshop. Foi tão tão tão corrido que quase não dá tempo nem de pegar o voo. A conexão era de pouco mais de uma hora, mas demoramos muito para sair do avião, pegar o shuttle até o terminal, passar pela segurança novamente e então sair no freeshop. Deu tempo apenas de ver um preço de um perfume, que aliás estava mais caro no freeshop de Dubai do q no freeshop do RJ. Ah, comprei um chocolate e fomos pro embarque. Fomos os últimos a embarcar! O voo veio bem vazio, o q nos deixou escolher qualquer poltrona praticamente no voo. Haviam fileiras de 4 poltronas vazias. Claro q todo mundo fez a festa. Levantavam os "braços" das cadeiras e deitavam literalmente nas poltronas virando camas praticamente. Patrícia fez o mesmo e eu e Daniel pegamos poltronas na saída de emergência perto da cozinha central do avião. Tem MUITO espaço nessas poltronas, o q fez do voo um passeio mais tranquilo q os demais. Foram 16 horas de muita música, filmes, seriados, comida, sonecas até q chegamos ao nosso local de origem. Na verdade isso aconteceu com 1 hora de atraso, depois do piloto ter arremetido devido a um forte ventania que atingia o RJ naquele dia. Até a ponte havia sido fechada por causa do vento. Enfim, mais uma viagem completa. Muitos contratempos, mas concluímos todo o planejado.
       


       
      Mais uma vez agradeço aos que contribuem com suas dicas e relatos aqui no site. São muito valiosas e ajudam de forma imensurável no planejamento de qualquer um. Se você chegou até aqui, obrigado também por ter me suportado e espero ter ajudado. Deixem seus comentários e dúvidas que responderei assim que possível. Obrigado e boa viagem!!!!!

    • Por Sandman
      Como não foram feitos muitos relatos da Índia, estou escrevendo um relato da viagem que eu fiz ano passado, entre os dias 14 de maio e 24 de junho. Essa época é a de pré-monção (muito quente na maior parte da Índia).
       
      Qualquer foto postada aqui foi tirada por mim. Todas as fotos de terceiros eu colocarei o link. Os nomes das atrações que eu colocar em negrito foram as atrações que eu mais achei interessante no local.
       
      É capaz de eu editar esse relato no futuro ainda, pois estou escrevendo o que eu lembro. Minhas anotações estão todas no meu guia que estão em Vitória.
       
      Antes de viajar:
       
      - Vacinas
      Antes de viajar é recomendável tomar algumas vacinas. No lonely planet tem uma lista de vacinas recomendadas (devem ser mais de 10, são tantas que até assusta). Eu fui na Anvisa e pedi uma lista de recomendações para a Índia e fui para um posto de saúde. Tomei as que o posto fornecia(se não me engano duas ou três). Parece que dependendo da época do ano e do local, algumas são importantíssimas.
       
      - Trem
      O sistema de trem indiano é, em minha opinião, excelente. Apesar de ser meio lento, é o melhor jeito de se viajar pela Índia pois é barato, relativamente confortável (recomendo viajar de pelo menos AC3 ou, no mínimo, sleeper) e te permite conhecer muitos indianos. Por isso, antes de viajar é importante conhecer o sistema de trens indianos, pois ele é meio confuso. Eu demorei a aprender a fazer a reserva pela internet e para entender o esquema de fila de espera. Acho importante aprender o básico antes de viajar e já fazer a reserva dos primeiros trens que você for utilizar, pois os trens sempre estão lotados (mesmo em off-season, já que os turistas não são os principais usuários).
       
      - Quando/Onde ir/Por quanto tempo
      Eu acho mais fácil pensar na Índia não como um país, mas sim como um continente que pode ser dividido em 5 regiões (extremo norte, noroeste, nordeste, sudoeste e sudeste). Assim como você não tenta conhecer um continente em 1 mês, não se deve ter a pretensão de conhecer a Índia em apenas um mês. Acredito que o recomendado é pelo menos 1 mês por região e não ficar dividindo seu tempo entre vários regiões, pois se perde muito tempo na Índia com o transporte, e porque tem tanta coisa em cada região que não faz muito sentido ficar indo de uma região para outra (você vai deixar de ver muita coisa para ver outra).
       
      A região que atrai mais turista inicialmente é o noroeste (já que tem Delhi, Agra, Varanasi, Rajasthan...), mas te garanto que todas as regiões tem muitos atrativos e que é bom pesquisar pq, dependendo do seu interesse, você pode se inclinar a ir para alguma região. Minha preferência foi pelo extremo norte.
       

       
      Outra coisa importante a ser comentado é que cada região possui um clima diferente (as vezes BEM diferente), e que, enquanto em alguns meses do ano é horrível viajar pro noroeste, pode ser a melhor época para ir para o extremo norte por exemplo. Por isso, você tem duas opções:
      * Se você tem liberdade da época do ano em que pode viajar, escolha sua região de destino e viaje na época do ano recomendada pra essa região.
      * Se você não tem liberdade quanto a época, viaje para a região em que for recomendado na época que você for.
       
      O mais importante é, não viaje para regiões na época que não for recomendado, isso pode desgraçar sua viagem , pois o clima da Índia tem muitos extremos.
       
      Um bom site para consultar quando é a melhor época para cada cidade e quais atrativos de cada cidade é: http://www.mustseeindia.com
       
      - Visto
      Antes de viajar é imprescindível que você tenha o visto antes de viajar. No meu avião tinha um gringo sem o visto que estava crente que conseguiria o visto na hora e que foi mandando de volta. O visto é bem tranquilo de ser feito, apesar de um pouco caro.
       
      Houve uma mudança nas regras do visto ano passado. Devido a gringos que praticamente viviam na Índia com visto de turismo (sempre indo para o Nepal renová-lo assim que o visto estava expirando), agora toda vez que você sair da Índia você deve permanecer pelo menos 2 meses fora antes de retornar. Eu consultei a embaixada na época (pois eu estava pensando em dar um pulo no Nepal e voltar para a Índia) e eles me informaram que essa regra só existia para impedir a renovação dos vistos e não para atrapalhar o turismo "honesto".
      No entanto, já ouvi muitos relatos negativos no sentido (nem todo mundo da fronteira está preparado e eles acabam levando a regra ao pé da letra). Por isso, tome cuidado e evite sair da Índia para depois retornar rápido.
       
      - Seguro saúde
      A questão de fazer ou não o seguro saúde na Índia é um tema polêmico. Se você vai se manter sempre em grandes centros urbanos ou próximo deles talvez valha a pena fazer, fora isso acredito que não. Na maioria das cidades o atendimento vai ser muito muito barato de qualquer forma, e se for um caso de um acidente grave o problema maior não vai ser pagar, vai ser encontrar alguém preparado para te atender. A situação da saúde nas vilas é muito precária, chega a dar pena. O mais importante é se prevenir antes de viajar (fazer check up, se vacinar etc).
       
      - Remédios
      Não espere muito das farmácias indianas (a maioria são comércios informais de rua, assim como 99% de todas as lojas da Índia), leve tudo que você for precisar de casa. É recomendável levar medicamentos para intoxicação alimentar (eu chutaria que 90% dos viajantes tem problemas com comida nas primeiras semanas).
       
      - Papel Higienico/Higiene/Outros
      Sempre leve na sua mochila um rolo de papel higiênico, itens básicos de higiene (álcool gel, pasta de dente,toalha, as meninas levar absorvente etc). É possível encontrar esses itens nas cidades para comprar, mas não espere encontrar nada dos hotéis, restaurantes e banheiros da Índia. Tenha sempre o seu contigo. Toda vez que for viajar para vilas, abasteça com tudo na cidade antes de ir, porque você não vai encontrar nada disso nas vilas. É hilário (e trágico) ver mochileiros desesperados atrás de preservativos, rolos de papel higiênicos etc...
       
      -Prepara-te para a comida
      Eu adorei a comida indiana, mas na Índia tudo que você for comer provavelmente vai vir apimentada. Muitas vezes vão te perguntar se você quer ou não apimentada e , mesmo que você peça sem pimenta, a comida vai vir apimentada do mesmo jeito (inclusive café da manhã indiano pode ser apimentado também). Além disso, muitos restaurantes não tem opção de carne alguma. Dependendo da cidade, é inteligente só comer comida vegetariana (já que algumas cidades tem cortes frequentes e diários de energia e a maioria dos restaurantes não possui gerador... então me pergunto como eles fazem para conservar a carne...). Por isso, se você tem o estômago sensível, é bom já ir apimentando aos poucos sua comida antes de ir e já vai se preparando para perder alguns kilos na Índia (eu perdi uns 5).
       
      - Experiência prévia
      Acho inocência daqueles que citam a Índia no mesmo patamar do Brasil. Perto da gente eles parecem estar ainda na idade das cavernas... por isso eu recomendo que todos que queiram viajar indepedente lá tenham alguma experiência em um país mais pobre (se for fazer um mochilão maior pela Ásia, deixe a Índia mais pro final por ex). Acredito eu que minha viagem na Índia teria sido muito pior se eu não tivesse viajado pela Bolívia antes.
       
      Além disso, o choque cultural na Índia é inevitável. Quase todo mundo com quem conversei odiou a Índia nos primeiros dias. Sempre acham muito loucura, muito suja, precária e irritante. Por isso, é importante ter calma e paciência, e planejar uma viagem longa. Depois de uns dias você já vai estar adorando toda a loucura que antes achava insuportável.
       
      - Passagem
      Por motivos que não sei explicar, eu comprando minha passagem separadamente (SP - Londres e Londres - Delhi) a passagem me custou 1700 dólares. Se eu procurasse direto SP - Delhi através de sites como decolar ou travelocity, saia pelo menos 2200 dólares. De quebra ainda fiz um stop de alguns dias em Londres na volta. Fica a dica para checarem isso quando forem comprar a passagem.
       
      Meu roteiro:
       
      Meu planejamento inicial deve estar por algum canto aqui do fórum. Eu estava planejando 20 dias pelo noroeste e 20 dias pelo extremo norte. Durante a viagem, devido ao calor absurdo que fazia no noroeste (que eu já esperava mas, em minha inocência, imaginava que por ser brasileiro não iria ser problema), eu acabei mudando totalmente minha viagem ficando 8 dias no noroeste e 32 no extremo norte. Olhando para trás, tenho a certeza absoluta que a alteração foi a escolha certa, já que o clima no extremo norte estava muito agradável e eu adorei a região. Segue abaixo um pequeno relato de cada lugar.
       
      Delhi
       
      Delhi é uma das maiores cidades da Índia e ela tem bastante atrativos. No entanto, é uma cidade difícil... MUITO difícil. Em minutos na cidade você vai se deparar com tudo o que há de pior na Índia, toda a loucura, pobreza, poluição, sujeira... todas as injustiças sociais e esquisitices e você vai ser muito asseiado por indianos querendo te vender algo ou te passar a perna com alguma coisa.
       
      Dica: Olhando para trás, se eu fosse refazer meu roteiro eu iria deixar para rodar por Delhi no final da viagem em vez de no começo, iria direto para Agra ou outra cidade menor. Fazendo dessa forma, você irá reduzir consideravelmente seu choque com a Índia. Além disso, é muito difícil aprender como funciona a Índia por aqui (você não vai ter noção de preços, de como se locomover nem nada... vai ser fácil de te enganarem aqui).
       
      Logo que cheguei no aeroporto de Delhi, eu peguei um táxi pré-pago para o Paharganj (main bazaar) onde eu iria procurar um hotel. O táxi foi meio caro (se não me engano entre 200 e 250 rúpias). A vantagem de usar o pré-pago e a certeza de que vão te deixar onde você pediu e que você irá pagar um preço tabelado. Só mais tarde que eu percebi que é tabelado, mas é caro.
       
      Dica:Novamente faria diferente aqui. Na segunda vez que cheguei em Delhi (já no fim da viagem), eu saí andando do aeroporto até a rua e peguei um tuc-tuc. Eles são proibidos de entrarem no aeroporto mas você encontra alguns fora e saem menos de 1/3 do preço do táxi. Não vai ser tão confortável quanto ao táxi, mas você vai ter que abandonar qualquer ilusão de conforto cedo ou tarde (na verdade cedo mesmo) enquanto mochilar por aqui. Mas antes de qualquer coisa, confira se existe ou não metrô no aeroporto, em Delhi o metrô é sempre a melhor opção.
       
      O táxi me deixou na entrada de Paharganj. Nessa hora eu já estava suando e passando mal de tanto calor (uns 45ºC), uma das desvantagens de viajar pelo noroeste nessa época do ano (em todos guias falavam para ir pro extremo norte nessa época). Nada que eu vi antes me preparou para o que estava por vir. O Paharganj é muito pior do que qualquer coisa que ja tinha visto, parece mais uma favela. Ainda por cima pareciam que tinham jogado uma bomba, pois estavam destruindo tudo devido aos jogos em Delhi (estavam reformando toda a Delhi devido ao XIX Commonwealth Games).

      Fiquei perambulando procurando hotel e toda hora era abordado por indianos querendo vender de tudo (vai ser assim enquanto você ficar com cara de perdido carregando sua mochila rs...). A maioria não me informava de nada ou davam informação errada querendo me levar para outro local. Perguntei para um gringo onde era o hotel que eu procurava (recomendação do Lonely Planet), e ele me apontou. Aquelas ruas são um labirinto e, como não existe endereço na Índia, eu perdi um tempinho para achar o hotel Namaskar. No hotel, não havia mais o quarto single (mais barato, 150 rúpias) e só havia o quarto de casal com Ar Condicionado. Naquela altura do campeonato eu já não queria saber mais de economizar e dava graças a deus por ter um quarto com AC. O problema é que o quarto era relativamente caro e não tinha banheiro dentro, o banheiro coletivo era uma coisa muito suja dividida com os funcionários (que por sinal não eram nem um pouco limpos nem higiênicos). Eu só fiquei por lá porque eu n tava com saco para continuar andando com minha mochila naquele calor.
       
      Fiquei meia hora deitado com o AC ligado e me xingando pela situação de merda em que eu havia me colocado. Confesso que mais tarde naquela noite eu gastei um tempo na Lan House procurando viagens para a Tailândia ou outro destino próximo e só desisti por que estava caro e também porque não era uma boa estação para esses países. Hoje eu rio de tudo isso... se tivesse desistido tão cedo não iria ter curtido a melhor viagem que já tive até hoje.
       
      Dica: Paharganj tem uma localização excelente e é onde se encontra as acomodações mais baratas, mas eu não recomendo a ninguém ficar por lá. Vale a pena dar um pulo lá mais tarde e conhecer, mas ficar por lá logo de cara foi "meio" desagradável. O problema do transporte já está resolvido com as novas linhas de metrô (vou comentar abaixo). Logo atualmente não se justifica ficar mais por lá, a não ser que você queira viajar de forma MUITO econômica.
       
      Depois de descansar, eu fui almoçar em um restaurante próximo, gostei de cara da comida indiana, e em seguida fui procurar um tuc-tuc para ir para uns lugares que tinha escolhido no guia. Eu negociei um pouco, mas acabei pagando um pouco caro pela corrida (comparado com o que eu paguei mais pra frente), mas no dia eu achei tão barato que tava achando que tinha barganhado bem. Fica o aviso, as coisas aqui são muito mais baratas do que a gente pensa inicialmente, mais barato que na Bolívia por exemplo. Só para efeito de comparação, em Delhi você consegue uma corrida de 15 km por 50 rúpias sem pechinchar muito. Se for pelo taxímetro sai mais barato ainda, só que é difícil achar um tuc-tuc que liga o taxímetro e você também corre o risco dele ficar dando volta para encarecer a viagem. Melhor ainda, você pode utilizar o metrô.
       
      Dica: Utilize sempre que possível o metrô de Delhi. Eles são muito mais rápidos, pois de tuc tuc você sempre vai devagar devido ao trânsito (e porque o bixo é lento mesmo). Além disso, os metrôs são baratos, limpos e tem AC (melhor que muito metrô de 1º mundo). Acredito que hoje em dia já tem metrô para as principais atrações, até as que eram mais distantes (como o lotus temple), pois eles estavam abrindo muitas linhas novas devido aos jogos. Eu só fui descobrir que o metrô prestava no 3º dia em Delhi, um achado tardio infelizmente. Falaram-me inclusive que iria ter metrô até o aeroporto, mas isso eu já não sei confirmar.
       
      Aviso: Por favor gente, em alguns lugares da Índia você encontra pessoas ganhando dinheiro com maus tratos com animais, não deem grana a eles. Alguns os maus tratos são evidentes, como os que que fazem ursos dançarem, mas outros nem tanto. Eu cometi esse erro pois paguei 20 rúpias para um encantador de cobras. Foi uma experiência muito legal (muita adrenalina), mas mais tarde eu descobri que eles arrancam a glândula de veneno da cobra e por isso as cobras têm uma morte lenta. Repito o pedido, não sustentem esse povinho.
       

       
      Locais que eu visitei em Delhi:
       
      -Humayun’s Tomb
      É uma construção bem linda, feita pelos Mughal que depois inspirou o design do Taj Mahal. Apesar de não ter muita coisa para ver aqui, vale muito a pena a visita.
       
      Aqui também aconteceu uma coisa engraçada. Uma menina indiana veio até mim e pediu para o pai tirar uma foto de nós dois. Depois tirou outra. Depois chamou a mãe e tirou uma foto nós três, depois com o irmão. Fui perguntar para o pai o que tava havendo (pois já achava que eu era parecido com alguém que eles conheciam). O pai veio me explicar que é porque a filha me achava bonito ! Pois é, já deu para perceber que o diferente ali era eu e que, por mais turistas que tenha na Índia, muito dificilmente você vai encontrar outro andando pelas ruas (a não ser em locais mais turísticos). De qualquer forma, a maioria das atrações turísticas está cheias de indianos, pois eles pagam MUITO menos que nós para entrar lá (coisa de 5 a 10 rúpias sempre).
       

       
       
      -Jama Masjid
       
      Uma das maiores mesquitas da Índia. É bem bonita e grande, se você nunca viu uma mesquita vai achar essa visita bem legal. De quebra fica em Old Delhi, uma região que você vai querer dar uma volta de qualquer forma.
       

       
      -Red Fort
      Esse na verdade eu nem entrei. Eu conversei com uns gringos e eles falaram que era menos interessante dos que eu veria em Agra e em Rajhastan (que eu acabei não indo rs). Eu fui na frente e estava uma fila absurda, acabei não indo. Fica para a próxima.

       
      -Birla Mandir
      Esse é um templo hindu. Ele não é muito grande, mas é bonitinho e... bem diferente dos templos ocidentais. A visita valeu a pena. Se for passear aqui, não perca o jardim nos fundos onde famílias indianas acampam. Infelizmente não pude tirar fotos dentro (era proibido), por isso só tenho fotos do lado de fora.
       

       
      -Gandhi Museum e Gandhi Memorial
      Fui visitar o museu dedicado a Gandhi e também o jardim onde está o memorial de Gandhi (onde ele foi cremado). O memorial fica num jardim simples, sem muitas coisas para se ver. A visita ali foi de caráter apenas sentimental.
      O museu vale a pena se você tiver algum interesse em Gandhi.
       
      -Orfanato
      Em Paharganj, tem um orfanato. Uma das formas deles arrecadarem dinheiro foi um tour diário conduzidos por algum menino do orfanato. Ele te conduz pelo slum (favelas indianas) e conta um pouco de como era a vida. Infelizmente não pude fazer o tour pois só acontecia de manhã e eu visitei o orfanato a tarde no último dia em Delhi. A situação lá no orfanato também não era muito boa, mas só posso imaginar quão ruim era a vida das crianças. Acho interessante o tour para conhecer um pouco a realidade indiana e para contribuir um pouco para a causa.
       
      Acabei não indo em várias atrações famosas de Delhi (como o Lotus Temple, Red Fort e Qutub Minar). Mas meu único arrependimento foi não ter ido ao templo Akshardham. Pelas fotos e comentários, deve ser o templo hindu mais interessante de Delhi. O dia em que descobri ele, o mesmo estava fechado. Uma pena.
       
      Agra
       
      Peguei um trem de Delhi - Agra. O trem era classe AC3 (3 camas de cada lado). Só viajei em trens nessa classe e gostei bastante. Os trens são relativamente confortáveis e a maioria dos indianos que conheci nos trens dessa classe falam inglês e são pessoas interessantes. Nesse trem passou um funcionário perguntando o que eu queria jantar. Perguntei o que tinha e ele falou uns 20 nomes (em indiano, desnecessário dizer que não entendi nada). Preferi não comer, mas a cara da comida estava boa (chegou depois pros que pediram). Fiz amizade com um indiano que era do exército, depois fui com ele jantar na estação (20 rúpias numa veg thali, muito barato; para quem não sabe o que é thali: http://2.bp.blogspot.com/-PWdpGxD6n7o/TZYKpsq-LLI/AAAAAAAABDY/rfNbIQC1r7E/s1600/thali.jpg ; é composto de vários pratos típicos vegetarianos, geralmente é a opção mais barata do cardápio). Em seguida peguei um tuc-tuc para o hotel que eu fiquei.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar um golpe, quando saí tinha uma cabine la fora escrito "pre-paid rickshaw". A cabine era muito tosca (totalmente diferente da cabine do aeroporto de Delhi) feita de madeira e escrito em tinta do lado os preços. Os preços estavam absurdos (até o meu hotel era coisa de 200 rúpias). Ficaram tentando me convencer a pagar essa valor mas eu ignorei até que um tuc-tuc aceitou me levar por um preço justo.
       
      Eu fiquei no hotel Shanti Lodge, também recomendado pelo Lonely Planet. Não tinha quartos com AC , só com ventilador e Air Cooler, que não servia para muita coisa. Já estava extremamente desconfortável, e para piorar a luz acabou no meio da noite. Desnecessário dizer que eu acordei segundos depois que o ventilador parou. Olhei pela janela e vi luz fora, então pensei que o corte foi problemas no hotel. Fui descer as escadas para avisar o funcionário. Na descida um rato passou do meu lado ! Encontrei todos funcionários deitados no chão, cena que se repetiu em vários locais da Índia. Eu sinceramente não entendo porque eles dormem no chão quando tem sofás próximo. Acordei um deles que resolveu a situação. A única vantagem desse hotel é o restaurante. A comida é OK e tem uma visão magnífica para o Taj Mahal. Não recomendo o hotel mas o restaurante do hotel recomendo de olhos fechados.
       
      Passei apenas um dia inteiro em Agra. Foi uma pena pois Agra merece muito mais. Infelizmente só tinha trem para Khajuraho 2 x pro semana , e se eu n pegasse naquela noite iria ter que esperar bastante para ir para lá (ou pular Khajuraho).
       
      O que eu vi em Agra:
       
      -Taj Mahal
       
      Eu fui visitar o Taj Mahal logo em que abriu. O hotel era bem pertinho do Taj, deu para ir andando tranquilamente. O ingresso é absurdamente caro para os padrões indianos (850 rúpias). O Taj realmente é absurdamente bonito. Acho que em termos arquitetônicos foi o mais belo monumento que eu vi. Mas não é necessário muitas horas para vê-lo pois o Taj é praticamente só o que vemos na foto, dentro dele só há o túmulo. Um problema também é que as vezes você precisa esperar horas para tirar uma foto boa, pois Agra as vezes fica coberto em névoa (pelo que eu vi no dia e em foto de outras pessoas outros dias).
       

      Dica:Quem ta sem dinheiro ou só quer ver o Taj de um ângulo diferente, pode pegar um tuc-tuc e ir para o rio que fica atrás do Taj. Acho que é uma volta grande, mas de lá você consegue ter uma vista quase tão boa (aliás, alguns consideram até melhor) do que a vista de quem paga. Eu tava sem tempo então nem fui lá, mas fica a dica.
       
      -Agra Fort
      Depois do Taj eu fui caminhando até o Agra Fort. Eu recomendo ir caminhando mesmo (só não recomendo caminhar no calor de 45ºC como eu fiz). O forte é legal mas nesse caso eu recomendaria pagar um guia (tem vários guias na frente), acho que ficou faltando um pouco disso na minha visita ao forte. Lembrar que quem entrou no Taj Mahal tem um desconto bem grande no Agra Fort e no Fatephur, então guarde o ingresso que eles te dão no Taj.
       
      Voltei de Cycle-Rickshaw pro hotel (foi minha 1ª vez no cycle). Apesar de ser muito barato, eu fiquei com pena do cara pedalando e acabou que eu paguei mais a ele (contando a gorjeta que eu acabei dando) do que eu pagaria num tuctuc. Além disso é muito mais devagar. Então não usei muito cycle-rickshaw depois desse (a não ser em casos em que era necessário, já que o cycle passa por lugares que o tuc tuc não passa).
       
      -Fatehpur Sikri
      Depois do almoço eu fui para a estação de ônibus local e peguei um bus para o Fatephur Sikri. De estrangeiro só tinha eu e mais uma mulher no ônibus todo (que por sinal foi baratíssimo). Fui conversar com ela e para minha surpresa era brasileira (só conheci 2 brasileiros na viagem toda).
      Passamos andando pela feira em Fatehpur e depois visitamos a parte de graça do local. É bem bonito mesmo, mas dizem que a parte paga é bem melhor. A gente só descobriu a entrada para a parte paga mais tarde (estava muito mal sinalizada e tinham poucos estrangeiros no local). Recomendo muito a visita ao local com mais tempo, é bem bonito.
       

       

       
      Bem mais a noite eu fui pegar o trem para Khajuraho. Fiquei um tempão na estação de trem e quando o trem chegou, não encontrei o número do meu vagão na área de AC3. Fui perguntando para todo mundo e depois me informaram que os vagões ficavam lá atrás pois o trem iria se separar no percurso. Quando descobri onde era o trem já tava andando. Tive que correr atrás do trem com minhas mochilas e pular no vagão. Minha sorte é que tinham indianos na porta que me agarraram e puxaram para dentro.
       
      Khajuraho
      No trem eu conheci um guia indiano que acabou me contando toda a história dos templos. Cheguei em Khajuraho e queriam me cobrar uma fortuna para chegar na região próxima aos templos. Fui olhando como os indianos faziam e descobri que eles dividem o tuc tuc (na verdade em algumas regiões existem tuc-tuc maiores que levam uma porrada de gente). Peguei um desses e paguei 20 rúpias.
       
      Dica: Em alguns lugares existem tuc-tuc compartilhados que passam sempre pelas rotas mais populares. É algo parecido com os ônibus locais da gente (apesar de ser extremamente apertado e lerdo). Eu vi mais em Varanasi e posteriormente em Rishkesh (onde eu usava direto). Os preços variam de 5 a 10 rúpias, ou seja... quase de graça. Como meu hotel ficava distante do centro turístico em Rishkesh, esse "serviço" foi uma economia boa.
       
      Em Khajuraho eu iria passar um dia inteiro e iria pegar o trem no mesmo dia para Varanasi (na verdade iria ter que fazer baldeação para chegar lá). Novamente, tive que fazer isso pois se não fizesse desse jeito iria ter que passar muitos dias na cidade. Fui num hotel e paguei 50 rúpias para deixar minhas coisas num quarto e depois usar o chuveiro. Em Khajuraho eu visitei apenas os templos. Nesse dia deu pico de 47ºC, tava um inferno. Nesse momento eu já estava cogitando mudar o roteiro depois de Varanasi rs.
       
      -Templos de Khajuraho
      Eu visitei primeiramente os templos do conjunto de templos (é cercado e precisa pagar). Os templos, que tem mais de 1000 anos, são lindíssimos e escondido pelas paredes dele estão as famosas esculturas inspiradas no Kama Sutra. Eu fiz Day trip em Khajuraho só para ver esses templos e digo que sem dúvidas valeu a pena.
       



       
      Após ver os templos do complexo, eu almocei num restaurante bem a frente do complexo, foi muito bom (tinha AC!!! Para vocês verem como tava triste a situação, eu lembro de cabeça todos os pontos que tinham AC daquela semana haha). Em seguida fui caminhando até os outros templos (tem um bem do lado do complexo e outros mais pra dentro da cidade. É uma caminhadinha boa e os templos de lá são bem mais fraquinhos que o do complexo. Se tiver tempo é uma boa, mas não precisa ficar triste se não vê-los.
       
      Mais a noite eu fui pegar o trem para Varanasi. Conheci uma família koreana que tinham fechado a passagem com uma agência e estavam indo com um guia. Um deles me disse que, além dos hotéis terem sido horríveis, eles viajaram todas as vezes na classe sleeper (tem camas mas n tem AC). Deviam estar muito putos pois pagaram caro numa agência e estavam viajando com menos conforto do que eu (viajar de sleeper não deve ser tão ruim em outra situação, mas naquele calor devia estar o inferno).
       
      Varanasi
       
      Novamente cheguei na cidade e fui em busca de um hotel recomendado pelo LP. Chegando lá, o cidadão me fala que eu deveria esperar 8 horas para ver se ele arrumava um local para mim. Já tava puto com os hotéis recomendados pelo LP e resolvi perambular atrás de um hotel melhor. Encontrei um bem perto do Burning Ghat por 400 rúpias com AC. Não lembro o nome, mas é na ladeira subindo o Manikarnika Ghat, o maior Ghat onde eles queimam os corpos. O lugar não é dos mais glamorosos rs, mas fica bem localizado em relação aos outros ghats. E se vc n for muito a fundo no ghat não é obrigado a ver os corpos queimando.
       
      Aviso: Em Varanasi há quedas de energia programadas durante o dia. Elas existem para que a cidade possa transmitir energia para outras cidades vizinhas. Por isso, recomendo não comerem nada que possa estragar com facilidade na região e também ficarem
       
      Das atrações de Varanasi as mais memoráveis são os Ghats. Assim que eu cheguei, fiquei andando ao lado do Ganghes. Ao entardecer, notei um barco cheio de indianos saindo do Main Ghat e fui ver o que era. Iam dar uma volta no Ganghes e me cobraram apenas 10 rúpias (depois perguntei e os indianos só pagaram 5 rs)! Foi bem legal porque no momento que estávamos saindo tinham barcos com tambores e outros instrumentos tocando e no momento que voltamos estava bem no começo do ritual diário que acontece no main ghat.
       

       

       
      No outro dia cedo novamente fiz um passeio pelo Ganghes (dessa vez antes do nascer do sol e sozinho). Custou-me um pouco mais que 100 rúpias. Esse passeio vale muito a pena, recomendo ficar sempre o mais perto do Ganghes possível durante sua estadia em Varanasi, lá sempre tem algo acontecendo.
       

       

       

       
       
      Fui visitar uns templos hindus mas eram bem medíocres. Dizem que o golden temple de Varanasi é bem bonito, mas me impediram de entrar (não sei porque motivo). Tem um castelo mais pro fundo que eu acabei não indo também.
       
      No segundo dia a tarde eu fui num shopping indiano em Varanasi. Os shoppings lá não são muito diferentes dos daqui, é realmente uma coisa bizarra a desigualdade (um shopping lindo no meio daquela pobreza toda). Dentro do shopping tinha AC e tudo mais, lojas de grife famosas internacionalmente e lojas locais. Fui procurar uma saia indiana para comprar para minha mãe mas para minha surpresa, a maioria das roupas de lá eram ocidentais com estampas indianas. As classes ricas indianas estão se ocidentalizando pelo visto.
       
      Fui a um cinema nesse shopping (fui outra vez no fim da viagem em Delhi). Vale muito à pena ir! Esse primeiro filme era bem medíocre, um filme cópia de Hollywood que metade dos diálogos eram em inglês. Mas mesmo assim da para ver como são as produções atuais indianas. Por incrível que pareça, em termos de fotografia, os filmes indianos estão melhores que os Hollywoodianos!!! Os filmes estão muito lindos... mas o roteiro continuam uma porcaria (a maioria parece uma coletânea de videoclipes). Os filmes também são bem longos, a maioria em torno de 3 horas com um intervalo no meio. E é bem legal também para ver a reação do público. É bom lembrar que em cinemas indianos não se pode entrar com mochila, bolsa nem máquina fotográfica. Se forem no cinema, não levem nada disso pois vão ser barrados.
       
      Por fim fui no Mc Donalds indiano comer um Big Maharaja (o big Mac indiano que tem 2 hamburgues de frango e molho de pimenta em vez do molho do Big Mac). Mc Donalds na Índia é uma grande porcaria para falar verdade e são muito caros (se não me engano 150 rúpias um combo, bem mais barato que no Brasil, mas ainda muito caro em relação a comer em restaurante). Não me deixaram tirar foto do aviso de que não vendem comida com porco ou boi .
       
      Uma outra dica em Varanasi é jantar no Ganga Fuji. É um restaurante perto dos Ghats que a noite tem musica instrumental indiana ao vivo. Vale muito a pena, e a comida também é boa.
       
      Eu sinceramente já tava cansado de viajar com tanto calor e eu resolvi viajar para o norte a partir daqui. Fui procurar todos os trens e não haviam vagas para nenhum lugar do norte. Já estava cogitando fazer tudo de ônibus (ia demorar uns 2~3 dias). Decidi ir para a estação de trem, pois tinha ouvido falar que em alguns lugares tinham cotas. E foi exatamente o que aconteceu, tinha cotas para turista no trem Varanasi-Haridwar e eu consegui comprar com tranqüilidade.
       
      Dica:Se você quer viajar entre duas cidades turísticas e todos os trens estão lotados, confira no centro turístico da estação de trem se não há cotas.
       
      Essa viagem saiu cedo e durou 18 horas! Foi uma eternidade. A única coisa legal é que eu conheci bastante gente no trem e pude conhecer um pouco da cultura local.
       
      O mais memorável foi uma conversa com uma jovem indiana recém-casada. Ela me contou que já havia concluído o mestrado e que tinha casado recentemente. Disse-me que o casamento foi arranjando pelos pais dela e do esposo, e que somente conheceu o esposo no dia do casamento (e disse nunca ter namorado nenhum homem antes!). Disse que conheceu e já viajou com ele na Lua de Mel. Depois também me disse que ela não sabia dirigir porque a família era classe média e, portanto não possuía carro, e que quando voltasse do doutorado que irá fazer em Madrid provavelmente iria ter um salário bom, em torno de 20 mil rúpias (coisa de 1000 reais por mês)... é gente, infelizmente a situação lá não é das melhores para a maioria das pessoas.
       
      Golpe: Aqui tentaram me dar outro golpe, e dessa vez conseguiram. Como o trem não tinha restaurante, eu tive que pular em uma parada para comprar alguma coisa para comer. Comprei um salgado e dei uma nota de 100 rúpias. O cara todo enrolado atendia os outros e não me dava o troco, quando pedi o troco ele olhou e apontou para trás e me disse que meu trem estava indo... desnecessário dizer que corri igual um louco para pegar o trem e deixei o troco com ele. Não foi muito dinheiro, mas fica o aviso rs.
       
      Assim que possível eu continuo com os outros 33 dias da viagem no extremo norte da Índia.
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