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gleydy

San Pedro de Atacama e Salar Uyuni

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UMA VIAGEM DE FÉRIAS PARA O DESERTO DE ATACAMA E SALAR UYUNI E SEUS MITOS DESVENDADOS

 

Oi pessoas, venho aqui relatar um pouco da nossa viagem (eu e meu marido) para o deserto de Atacama e Salar de Uyuni. Pesquisei muito antes de decidir o nosso roteiro, nosso hostel e se valeria a pena arriscar ir ao salar de Uyuni numa época que ainda é considerada de chuvas. Pois bem, a nosso surpresa foi enorme, devido a tudo que lemos sobre trips, semelhantes, a esses locais.

Em primeiro lugar muitos dos relatos sobre o Salar de Uyuni foram um pouco desanimadores, pois li coisas do tipo: tem que saber quem é o motorista que vai levá-los, saber se o carro está em bom estado, senão poderão ficar horas e talvez dias presos no deserto; para comprar qualquer coisa pechinche muito; cuidado!, enfim ... lendo algumas coisas assim, fiquei um pouco apreensiva, afinal férias é pra relaxar e não pra se estressar. Enfim, decidimos ir com a cara e a coragem.

Ficamos em San Pedro de Atacama que diria atualmente (2015) os preços estão semelhantes a um turismo no Brasil, claro que um turismo de mochileiros e não de hotel 5 estrelas ... ::bruuu::

Vou dar umas dicas importantíssimas para serem levadas em consideração e avaliadas quando fizerem as suas pesquisas:

Hostel IQUISA (https://www.facebook.com/iquisa.hostal?fref=ts) é muito tranquilo, super simples, com banho quente garantido e café da manhã incluído nos dias que dá, porque há passeios que oferecem o café, já que a saída é bem cedo. Não fica na "muvuca" do centro, porém a 10 minutos de lá caminhando tranquilamente. Em frente sempre vemos o vulcão Linkancabur imponente e misterioso. A proprietária, que também é representante da agência Juriques Tour (http://www.juriques.com/somos.html), nos atende com muita tranquilidade e profissionalismo. Nada é problema e tudo torna-se fácil e seguro. Seu nome é Nataly e é com ela que montei nosso tour pela região. ::cool:::'>

Iniciei as pesquisas montando uma tabela de agências e suas ofertas e preços (inclusive as entradas nos parques) e achei o Juriques com as melhores condições, fechando apenas por e-mail o nosso trato. Nada foi pago antecipadamente, tudo lá na hora.

As passagens comprei antecipadamente para ter um bom preço e dividi no cartão. Um dia inteiro de viagem entre aeroportos: Floripa/SP, SP/Santiago e Santiago/Calama. Em Calama pegamos um transfer para San Pedro de Atacama por volta das 22:30hrs. Achamos um preço legal de $180.000 (pesos chilenos) ida e volta (o que nos deu um descontinho). É em torno de 1 hora a 1hora e meia entre Calama e San Pedro.

Chegamos ao hostel Iquisa e aí sim sentei com a Nataly e fechamos tudo, inclusive os passeios e suas programações.

Dica importante: façam os passeios mais tranquilos no primeiros dias por causa do mal das alturas, não é lenda, ataca a todos. Uns de forma mais fraca e outros mais aguda. Sintomas: dor de cabeça, falta de ar, enjoos. Se alguém quiser dicas de remédios tranquilos para levar e ajudar na adaptação entra em contato comigo que darei umas dicas, ok?

Deixem os passeios a regiões de maior altitude por último como: geysers, termas Puritama e outros. Podem pedir auxílio à Nataly sobre isso também, mas aconselho a antes de viajarem, pesquisem tudo sobre tudo (rs). Assim terão menos surpresas nas suas viagens e poderão decidir de forma mais rápida.

Não tenho o que dizer de negativo sobre o deserto do Atacama. Quem quiser ver as fotos, eu os adiciono no facebook e terão acesso. É uma beleza ímpar, única e inesquecível. Por incrível que pareça, choveu à noite quase todos os dias, mas as chuvas só nos incomodaram em um único dia de passeio. Nós já sabíamos que isso iria acontecer, estávamos preparados para qualquer manifestação da natureza.

Finalmente salar Uyuni ficou para o final das nossas férias, deixando um dia de folga antes da viagem de volta, prevendo qualquer contratempo. Na ida, ficamos na aduana chilena algumas horas esperando a abertura da fronteira entre o Chile e a Bolívia. Muita neve impediu a abertura da divisa cedo. Enfim, faz parte e lá fomos nós para a Bolívia. Quem nos levou para todos os lugares foi o motorista chamado Gabriel, pessoa simples, de pouca fala, mas pronto pra responder qualquer dúvida e te ajudar no que for necessário.

No primeiro dia ficamos num refúgio e aí veio o meu primeiro medo: ouvi falar tão mal dos refúgios que fiquei insegura em relação ao que iria encontrar. No fim encontramos um lugar limpo, bem cuidado, simples, mas sem banho. Tenho que dizer uma coisa: não suamos e levando lenços umedecidos você fica tão limpo ou mais que um bom banho (tenham sempre lenços umedecidos). Ficamos em 5 no quarto que era espaçoso. O céu estava infinitamente estrelado e com certeza não se vê em lugar nenhum tantas constelações como se vê lá nas alturas. Simplesmente lindo!

Dia seguinte continuamos pelo tour na região e chegou a hora do almoço ... mais uma dúvida, pois nos disseram que a comida era muito pouca, por isso levamos muito chocolate, sementes e outros petiscos. Foram todos usufruídos, mas não por fome, mas por gula ... kkkkk .... a comida era boa, simples e ninguém ficou com fome. Mais um mito desvendado.

Na segunda noite dormimos na casa de sal que é um lugar único. Ficamos num quarto para casal ::Ksimno:: e neste refúgio tinha banheiro com água quente. Tomamos um bom banho e comemos muito bem. Esqueci de informar que o passeio foi de 4 dias e 3 noites, sendo o quarto dia de retorno ao Chile no nosso caso (há quem prossiga para a Bolívia).

O tempo todo tanto no Chile quanto na Bolívia vimos os picos nevados e conseguimos tirar foto com um pouquinho de neve só pra dizer que vimos neve. Somos os turistas de neve de primeira viagem, portanto imagina a alegria de ver a neve pela primeira vez .... nem imaginávamos o que vinha a seguir ....kkkkk ::Cold::

Na terceira noite ficamos no último refúgio que foi rápido, pois já chegamos tarde: foi tempo de jantar e dormir. Tem banho quente, mas tem que pagar. Como tava muito frio, o banho de lenços umedecidos resolveu nosso problema.

Saímos para o nosso retorno ao Chile às 5 horas da manhã e foi aí que começamos a ver neves mais abundantes até se tornarem muito espessas ... um frio louco e ao chegar à divisa, adivinha? a fronteira estava fechada :o e agora? nós estávamos curtindo a neve, afinal tínhamos um dia de folga antes de voltarmos, mas havia gente com viagem marcada para aquele dia à noite ... foi um stress, mas ao mesmo tempo algo muito diferente, que somente quem é mochileiro vai entender como um stress pode se tornar uma vivência única e divertida.

Conhecemos dois rapazes que vieram até a divisa boliviana e não tinham como continuar, porque as caminhonetes das agências de turismos não dão carona. Eles estavam com frio e fome (e nós também). No final comemos uns sandubas e fizemos escondido mais dois para levar pra eles matarem a fome ... imagina como ficaram quando viram o sandubão ...

Horas mais tarde, quando a neve já perdeu a sua graça ( ::sos::) eis que vem abrindo caminho pela neve 3 ônibus devidamente equipados para o clima em questão. Foi euforia geral, parecia a tropa que vinha lutar contra os inimigos e salvar os aliados ....

O Chile nos enviou os ônibus para nos resgatar da enrascada que nos metemos .... imaginem a aventura para quem nunca imaginou passar por algo assim.

Enfim, retornamos e todos no hostel estavam preocupados conosco. Deu tudo certo com um certo atraso, mas valeu cada floco de neve que caiu! ::otemo::

A história do Gabriel (nosso motorista) foi a parte emoção de coração na viagem. Uma pessoa simples, sem roupas apropriadas para encarar o frio e sempre querendo esperar todos comerem para depois ele comer, nos tocou o coração. Sempre o chamamos para comer junto conosco e no final o meu marido disse que gostou das suas luvas e que queria trocar de luvas com ele. Ele muito simplório disse que as luvas dele estavam toda rasgadas (era uma peneira e não tinha o dedinho mindinho na luva). Lógico que sabíamos disso, a troca foi simbólica e meu marido disse que queria assim mesmo fazer a troca e fez. Quando o Gabriel viu as luvas que iria ganhar abriu um "sorrisão" sem tamanho. A felicidade por ter finalmente um par de luvas decentes para trabalhar. Isso faz a gente pensar um bocado sobre o que temos, o que queremos.... muito legal mesmo. Não sei qual das alegrias foi a maior, se a dele ou a nossa de vê-lo tão feliz. ::love::

 

Eu queria mesmo neste relato era desmistificar, principalmente a Bolívia. Podem ir sem preocupação. Claro que imprevistos podem acontecer, afinal a mãe-natureza não avisa o que vai fazer e nem quando. Todas as aventuras fazem parte da viagem e se são realmente mochileiros, saberão aproveitar cada momento que sempre será único. O Chile é mais preparado turisticamente que a Bolívia, mas tudo funcionou de forma tranquila tanto num quanto no outro país.

Quis dar a dica do hostel Iquisa, do Juriques Tours e da nossa parceira Nataly que sem a sua ajuda não teríamos conquistado mais este sonho de viagem. Façam sempre pesquisas de preços e acomodações e avaliem tudo que for importante para vocês, façam uma planilha e BOA VIAGEM!!!!

 

Não postei nada referente aos passeios, porque acaba tornando-se repetitivo já que todos postam essas informações que acabam ficando desatualizadas em relação aos preços com o passar do tempo. Se alguém quiser informações mais detalhadas sobre os passeios, como foi, sobre o soroche (mal das alturas) e seus remédios, enfim, detalhes mais pontuais, podem entrar em contato comigo pelo e-mail [email protected] ou pelo facebook de mesmo nome.

Um ::kiss:: a todos e boa viagem ...

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Olá Gleydy, legal seu relato, mas fiquei com uma dúvida: você falou que o translado Calama-San Pedro-Calama, custou 180.000 pesos, é isso mesmo? Porque isso em real da quase R$1000, vc não quis dizer 18.000 pesos?

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Olá Gleydy, legal seu relato, mas fiquei com uma dúvida: você falou que o translado Calama-San Pedro-Calama, custou 180.000 pesos, é isso mesmo? Porque isso em real da quase R$1000, vc não quis dizer 18.000 pesos?

 

Mil perdões Yuri ... não recebi nenhuma informação sobre tua pergunta .... agora que entrei para mais um relato (agora Ushuaia) que vi. Acredito que não precise mais, mas com certeza coloquei zeros a mais ... rsrsrs ... desculpa, erro na digitação. Mas, espero que já tenha ido e usufruído do deserto ... abração

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