Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Mochilão pela Bolívia, Chile e Peru. Abril de 2014. Menos de 1300 dolares (Segue planilha em dollar))

Postado
  • Membros

Somente após um ano da minha viagem resolvi partilhar minhas experiências. Tentarei puxar pela memória o começo da viagem, pois do resto tenho algumas anotações.

Pesquisei bastante, inclusive aqui no fórum, sobre onde ir, onde ficar, itinerário, preços etc. Fiz uma planilha considerando todos os custos e quase tudo saiu como planejado. Meu roteiro seria: Rio de Janeiro > Santa Cruz > Sucre > Potossí > Uyuni > San Pedro > Arequipa > Ica > Paracas > Hucachina > Cuzco > Puno > Copacabana > La Paz > Santa Cruz > Rio de Janeiro.

 

31/03/2014 - RIO DE JANEIRO.

Meu voo partiria as 8h da manhã para Santa Cruz De La Sierra. Então passei a noite num Hostel em Santa Tereza, o Villa Leonor que fica próximo ao Santos Dumond.

Tempo de viagem: aproximadamente 6 horas

Empresa: Gol

 

01/04/2014 - RIO DE JANEIRO > SANTA CRUZ DE LA SIERRA (Bolívia)

 

Chegada em santa Cruz por volta das 14:30h. Atrasei o relógio em uma hora, portanto eram 13:30h. No aeroporto há uma casa de câmbio, troque somente o necessário para chegar ao Terminal. Não entre em qualquer táxi antes de negociar o preço. Vão cobrar uns 60 "morales" mas negocie bastante. Se não conseguir pelo menos uns 30% de desconto vá de Bus. Se informe no aeroporto a respeito: sai por uns 5 morales. Como éramos dois fomos de táxi mesmo.

O terminal é o equivalente a Rodoviária no Brasil. Lá é o Terminal Bimodal, pois além do bus tem o trem. Na Bolívia não há monopólio de linhas, portanto várias empresas oferecem passagens para os mesmos trechos em horários diferentes. Não economize pois a maioria dos buses são um lixo. Vá pela Copacabana ou Bollívar (semi-leito) se o seu destino for Sucre. No terminal o câmbio é melhor do que no aeroporto, aproveite o troque bastante dinheiro. Não me lembro o preço da passagem, mas enquanto esperava pelo bus aproveitei o pão de queijo que é oferecido no terminal pelos vendedores ambulantes. Mas não vale a pena estocar, pois viram uma borracha depois de um tempo. Aproveite o comércio próximo ao terminal e se abasteça de protetor solar, shampoos, papel higiênico, aspirinas, biscoitos para a viagem, etc. Bus partiu por volta das 16:30.

Tempo de viagem: aproximadamente 15 horas

Empresa: Copacabana, Mopar, Bollivar, Danubio Azul, etc.

Horário: vários

Preço: 10 a 15 dólares em média.

OBS: Infelizmente as empresas permitem que todo tipo de vendedor ambulante suba nos buses. Pior é que antes de vender costumam fazer um longo discurso sobre os benefícios do seu produto. As únicas que sobem e descem rapidinho são as vendedoras de saltenhas. Viagem longa e cansativa. Os pontos de parada são uma tristeza. Locais deprimentes, banheiros sujos e crianças trabalhando noite a dentro. Se arriscar comer alguma coisa será por sua conta e risco. Chegada em Sucre na manhã do dia seguinte.

 

02/04/2014 - SUCRE (Bolívia)

 

16941841329_10de586d8b_z.jpg

 

Sucre, antiga capital administrativa do país, não vale a pena perder tempo lá. Cidade de passagem para Potossí. Isso se você tiver sorte o que não foi o nosso caso. Se tudo tivesse saído como planejado, pegaríamos o bus pela Trans Emperador. Viagem que levaria cerca de 4 horas, porém havia a maldita greve dos mineiros que bloqueou várias estradas. Na Bolívia, sempre que os interesses dos mineiros de Potossí é contrariado, eles bloqueiam as estradas.

Não havia prazo para o bloqueio acabar. Vários turistas perdidos no terminal não sabiam o que fazer. Eu e meu amigo ficamos o dia todo vagando pelos arredores. Encontramos alguns brasileiros que haviam chegado um dia antes e dormiram na cidade. Aproveitei para comer uma saltenha numa padaria. Foi minha primeira e única, pois não gostei do molho. Comprei algumas frutas e castanhas pois até então eu havia me alimentado muito mal. Observando o movimento no terminal percebi uma muvuca próxima a um guichê externo de uma empresa - Villazon. Eles ofereciam uma rota alternativa para Uyuni dando uma grande volta volta passando por Tupiza no sul do país. Comprei as passagens e partimos por volta das 18:00h.

Tempo de viagem: aproximadamente 11 horas

Empresa: Villazon

Horário: 18:00h

Preço: (mais ou menos 100 bls).

OBS: Passamos por alguns trechos onde haviam vestígios do bloqueio. A viagem era para Villazon, fronteira com a Argentina mas devíamos descer em Tupiza. Adivinha só? Fomos parar em Villazon. Chegada às 5 da manhã. Bus de volta para Tupiza eu não tinha ideia, pois aquele lugar estava fora das minhas pesquisas, mas haviam umas vans oferecendo o trajeto. Negociei 25 bolivianos. Entramos na van que não partiu imediatamente. O motorista estava aguardando aparecer mais gente. Dentro da van haviam duas bolivianas conversando e percebi que elas haviam acertado o preço de 12 bolivianos. Fiquei puto, mas não criei caso na hora. Após uma hora de viagem chegamos em Tupiza aí sim fui confrontar o motorista. Ele fez cara feia, chamou outro cara que comprovou que o preço era 25, mas fiquei firme e disse pra ele chamar a policia pois o máximo que eu pagaria seriam 20 o que já seria muito mais do que ele cobrou dos passageiros bolivianos. Ele bufou mas pegou a grana e partiu. Bus para Uyuni só partiria por volta das 13:30h.

 

03/04/2014 - TUPIZA > UYUNI (Bolívia)

 

16507933203_91a2e2a99f_z.jpg

 

Pelos meus planos eu já deveria estar em Uyuni, mas isso só ocorreria no dia seguinte. A empresa foi a Trans Tupiza , o bus era terrível. A dica é vc levar algumas máscaras para poder respirar sem inalar muita poeira. Poucas estradas na Bolívia são asfaltadas e a combinação de poeira e clima seco detona suas narinas. A foto acima mostra o naipe do local que paramos para uma refeição. O arroz foi servido a mão.

A estrada era trilha do Bolívia Dakar. Depois de muito sacolejo, poeira e cansaço chegamos em Uyuni no dia 04/04/2014, no meio da tarde.

Editado por Visitante

  • Respostas 93
  • Visualizações 21.7k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Most Popular Posts

  • Willian C A Reis
    Willian C A Reis

    Continuando ...   O que fazer em La Paz? - Tour pela cidade: Várias igrejas, museus, o teleférico que inspirou os do Rio de Janeiro, Plaza Murillo onde fica a sede do governo, etc. - Ruínas de Tia

Featured Replies

Postado
  • Autor
  • Membros

24/04/2014 - LA PAZ

 

Chegada em La Paz depois de umas 4 ou 5 horas de viagem. O desembarque não foi no terminal, mas no centro, acho que próximo ao cemitério. Eu e meu amigo pegamos um táxi. O destino era a Plaza Murillo, onde fica a sede do governo. Perguntei a um casal de gringos se queriam compartilhar o táxi mas disseram que não. Poucos minutos depois chegamos na plaza e a prioridade era fazer câmbio. Desde que cruzei a fronteira do Peru com a Bolívia que eu estava só com a grana que sobrou da minha primeira passagem pelo país no início do mês. Pouco mais de 600 bolivianos e estava acabando.

 

17315958661_69d49e67be_z.jpg

 

Fizemos câmbio e seguimos para o hostal Wild Rover (http://www.wildroverhostels.com) na Calle Comercio 1476, há duas quadras da plaza. Pra quem curte zoeira e festa este é o hostal. O lema é cama, café e festa. Não é tão barato (60 bls - quarto com 6 camas), mas os quartos são quentes, a cama é boa, há escaninhos individuais nos quartos e um pequeno cofre individual na recepção. Wi-fi livre e uma lan house liberada para os hóspedes. Um armário com livros, sala de TV, jogos e um pub. Há também uma agência de turismo dentro do hostal. A maioria dos frequentadores é de estudantes gringos com pouco mais de 20 anos. Mas nem tudo é só alegria como contarei mais adiante. O Check-in seria somente após as 14:00h então deixamos as mochilas lá e saímos para comer alguma coisa.

 

17108976667_5065afdae5_z.jpg

 

Numa lanchonete mandamos ver em algumas empanadas de queijo, pollo, refri e pastéis = 41 bls. Alias quem estiver planejando o mochilão pra quelas bandas anota ai: queso, jamón e pollo... queijo, presunto e frango. O jamón só comi no final da viagem pois custei a descobrir o significado kkkkk. Em seguida decidimos ir ao terminal comprar as passagens para Sta Cruz. Íamos de bus mesmo, apesar das 24 horas de viagem, afinal perrengue também faz parte do mochilão. Da Plaza Murillo basta subir até a Calle Sucre e virar à esquerda. Siga em frente até avistar o terminal.

 

17290441606_2531b05a05_z.jpg

 

No balcão de informações a moça indicou a Trans Copacabana, pois seria um dos melhores. A passagem custou 220 bls, bus cama (depois eu conto a roubada). De volta ao hostal fizemos check-in e parti para a Calle Sagarnaga. Fica na esquina da Iglesia San Francisco. Aliás ali nos arredores da Sagarnaga é que as coisas acontecem. Restaurantes, hostals, agências de turismo, lojas e o mercado das bruxas fica na Calle ao lado.

 

17290450186_4478fa17b7_z.jpg

 

Fui em algumas agências. O objetivo era o downhill. Parei na xtreme (http://www.xtremedownhill.com) que eu já havia pesquisado a respeito com ótimos feedbacks. Gostei da proposta. O preço depende da bike que escolher. Escolhi uma japonesa com freio a óleo e amortecedor a gás. Está incluso no pacote todo equipamento de proteção, translado, guias, alimentação, um cd com fotos que os guias tiram e uma camiseta. Fechei por 430 bls. Por ali circulam umas pessoas que usam um jaleco azul. Se vir algum pode chegar que são pessoas que dão informações turísticas. Distribuem panfletos, dão dicas e não cobram nada. De volta ao hostal fui tomar banho mais cedo, pois o banheiro era coletivo e mais tarde ficariam disputados os chuveiros. A noite esfria bastante, saia com o dobro de roupa que acha que irá precisar. Parei na Pollos Copacabana, uma lanchonete que servia pratos a base de frango frito. Dois ou se diz duas hamburguesas??? com bife duplo, queso e mais alguns agregados e papas fritas. Para beber, refri e jugo com sabor parecido com maracujá. Acho que custou menos de 50 bls.

 

16696159463_c1df76b9b4_z.jpg

Editado por Visitante

Postado
  • Autor
  • Membros

24/04/2014 - LA PAZ

 

Continuando ...

 

De pança cheia voltei ao hostal. A longa viagem, má alimentação, sono irregular, tudo isso estava cobrando o preço. Meu nariz estava detonado desde o início da viagem. Foi tanta poeira e frio que ele ficava sempre congestionado. Os dilatadores nasais que comprei, para dormir melhor, foram uma boa. Fica a dica. Devido ao cansaço e o plano de acordar cedo para o downhill eu não quis saber de festa. Mas quem disse que neste hostal você consegue dormir? O happy hour começa todas as noites por volta das 19:00 h e só acaba à uma da manhã. O pub fica no segundo pavimento, mas a molecada sem noção promove um entre sai nos quartos e levam os amigos(as) junto. Falam futilidades, acendem as luzes e as vezes até trocam de roupa, daí voltam para a festa. Quando o happy hour acaba, alguns saem para a rua e voltam 5 da manhã. Daí entram nos quartos, acendem as luzes e alguns mais animados tentam algo mais. Algumas vezes o cara da recepção vinha acabar com a zona e dava um chá de semancol pro povo despachando um por vez para seus quartos. Sem falar que alguns tomam conta do espaço que deveria ser coletivo espalhando suas coisas pra todo lado. Por outro lado acho que se eu estivesse em clima de festa aquele seria o melhor lugar para se estar.

Postado
  • Membros

Boa noite!

Parabéns pelo relato, muito legal!

Pretendo fazer um roteiro similiar em 19 dias em julho e suas dicas estão ajudando bastante :)

 

Será que pode compartilhar sua planilha comigo?

nakata_bianca@yahoo.com.br

 

Obrigada!!

Postado
  • Membros

Amigão, que show o teu relato!

 

Estou montando o roteiro para fazer em Dezembro deste ano e está ajudando demais. Sem falar nas fotos... ::otemo::

 

Poderia, por favor, mandar a planilha com custos pra mim também? fabio.castro01@gmail.com

 

Valeuuu!!

 

Fábio

Postado
  • Autor
  • Membros
Boa noite!

Parabéns pelo relato, muito legal!

Pretendo fazer um roteiro similiar em 19 dias em julho e suas dicas estão ajudando bastante :)

 

Será que pode compartilhar sua planilha comigo?

nakata_bianca@yahoo.com.br

 

Obrigada!!

 

 

Enviando agora.

Postado
  • Autor
  • Membros
Amigão, que show o teu relato!

 

Estou montando o roteiro para fazer em Dezembro deste ano e está ajudando demais. Sem falar nas fotos... ::otemo::

 

Poderia, por favor, mandar a planilha com custos pra mim também? fabio.castro01@gmail.com

 

Valeuuu!!

 

Fábio

 

 

Enviando agora.

Postado
  • Autor
  • Membros

Continuando ...

 

O que fazer em La Paz?

- Tour pela cidade: Várias igrejas, museus, o teleférico que inspirou os do Rio de Janeiro, Plaza Murillo onde fica a sede do governo, etc.

- Ruínas de Tiahuanaco: sítio arqueológico de uma das civilizações mais importantes pré Inca. Cerca de 72 km oeste de La Paz.

- Mercado de Las Brujas: onde são vendidas mercadorias como fetos de lhama fossilizados, comercializados pelas feiticeiras indígenas.

- Valle de la Luna: sitio arqueológico que tem o nome devido as formações rochosas que aparentam o solo da lua.

- Montanha Illimani: subir o cartão postal da cidade. Atinge os 6.462 m de altitude.

- Chacaltaya: pico de 5.421m a cerca de 30 km da cidade.

- Muela del Diablo: formação rochosa que está dentro do Santuário sagrado de Chochis.

- Death Road: percorrer de bike dezenas de quilômetros rumo a Coroico através de uma estrada que está entre as 5 mais perigosas do mundo.

 

25/04/2014 - LA PAZ > COROICO

 

Levantei 6:15, catei minhas coisas e fui me arrumar fora do quarto, pois eu não queria incomodar ninguém. No pátio uma gringa me perguntou se eu iria fazer o downhill e respondi que sim. Disse para eu ter cuidado e perguntou se eu tinha uma garrafa de água. Ofereci

a minha reserva sem babujo - hahaha. Na hora combinada a van apareceu e embarcamos, porém meu amigo cagão faria todo passeio dentro da van. No grupo havia um francês muito gente fina, 3 israelenses (ô povo pra falar) e 2 irmãs do Rio. Uma era corajosa e se jogava na estrada, a outra ficava pra trás o tempo todo com medo de soltar o freio. Algumas fotos a seguir são dos guias, pois a não ser que vc acople uma câmera no capacete não tem jeito de pedalar e fotografar ao mesmo tempo. Fica a dica. As da minha câmera foi o cagão do meu amigo que estava na van amarrado ao cinto de segurança.

 

17140287029_b05da51129_z.jpg

 

Subimos até uns 5 mil metros, cerca de 40 minutos para chegar saindo da cidade. Paramos para o desayuno e o guia deu várias dicas e conselhos. A primeira parte do downhill é no asfalto e só após uns 15 ou 20 quilômetros é que entramos na estrada da morte.

 

17326636275_8798de8d8f_z.jpg

 

Pouco antes disso é preciso desviar de um túnel passando por uma estradinha ao lado. Asfalto e de repente pedras e buracos. Nesta hora fiquei preocupado com os óculos escuros que eu havia colocado no bolso da jaqueta, Eu queria me certificar que o bolso estava fechado. Não estava. Tentei puxar o zíper enquanto manobrava com apenas uma mão em alta velocidade. Receita infalível para um tombo. ::essa:: Só me lembro de tentar me levantar rápido do chão para não ficar pra trás. Eu era o último da fila. Não senti dor naquele momento, mas o tombo traria consequências. Segui e alcancei o grupo adiante. Paramos no começo da estrada da morte para o guia dar mais instruções.

 

17139054920_7fefaa58f9_z.jpg

 

No começo da descida o guia imprime marcha lenta. Ninguém poderia ultrapassá-lo, pois ele ditaria o ritmo. Eram dois na verdade que se revezavam na condução do grupo enquanto o outro se adiantava para fotografar o pessoal que ia passando. Uma van de apoio também segue o grupo. A medida que se pega confiança no equipamento o guia acelera e ai a coisa fica realmente emocionante. Uma das cariocas ficou tão pra trás com medo de soltar o freio, que a van a recolheu e acelerou para pegar o grupo. Ela passaria o resto do passeio reclamando disso e que iria pedalar no seu ritmo.

 

17140302139_dcd2016677_z.jpg

 

Havia um trecho da estrada que desmoronou. Muita lama e perigo. Alguns homens trabalhavam naquele trecho para desbloquear a passagem.

 

16706801703_42cd319750_z.jpg

 

A estrada é mesmo perigosa. Alguns trechos são realmente muito estreitos, com lama e água que desce das encostas. Cerca de 60 veículos despencam aquelas ribanceiras todos os anos. O percurso é composto geralmente de um paredão de um lado (direito) e uma ribanceira sem fim do outro (esquerdo). Aconselho não economizar na hora de alugar a bike. Escolha a melhor. Estou acostumado com bicicletas e a que eu estava usando realmente me passava muita segurança com a dupla suspensão e freios a óleo.

 

17140358489_d5663ee58e_z.jpg

 

Mas todo perigo e preocupação somem quando a adrenalina toma conta. Outros trechos da estrada são bem largos com curvas mais abertas. Ai que mora o perigo. Quando pensa que está tudo sob controle é que acidentes graves podem acontecer. Eu estava muito rápido. Eu e o francês estávamos quase que disputando uma corrida para tentar alcançar o guia que apesar da idade, era um ninja com uma bike meia boca mas que ninguém conseguia acompanhar.

 

17138780488_8823fb4e4d_z.jpg

 

Fizemos uma parada para repor as calorias. Pão, geleia, coca cola e bananas. Um breve descanso e seguimos em frente. Passei por dois apuros. Fiz uma curva fechada para a direita, lado do paredão. Estava muito rápido e o pneu da bike ficou a centímetros da valeta que recolhe a água da chuva. Seria um tombo muito feio se eu tivesse perdido o controle.

 

17138991620_b62b42dc9a_z.jpg

 

O outro cagaço foi do lado esquerdo, o da ribanceira sem fim. Fiquei a centímetros da beirada. Nessa hora foi preciso manter o sangue fio, pois se fizesse um movimento mais brusco para tentar trazer a bike para o centro da estrada eu poderia derrapar ou coisa pior. Olhei adiante e vi que a curva não iria se fechar ainda mais então mantive o controle até sair dela. ::mmm: ufa!

 

17326182261_f42aabcc71_z.jpg

 

Fizemos a última parada, quando o trecho de descida da estrada estava acabando.

 

17301095246_c2144f9551_z.jpg

 

Dali adiante seria um trecho mais plano. Então tiramos a jaqueta, pois estava muito calor e não havia mais tanto risco de queda.

 

17140825379_3620a8919c_z.jpg

 

O final do passeio não é necessariamente na cidade de Coroico. mas em um pequeno vilarejo, onde pode-se finalmente tomar uma boa cerveja. Não essa água com milho do Brasil, mas uma puro malte. Dali seguimos para um restaurante. O proprietário é francês se não me engano, mas a comida é simples e saborosa. Preferi tomar banho antes do almoço e no local também havia uma piscina que estava sendo limpa naquele momento e não dava para usar.

 

17327275495_a5f4a13bee_z.jpg

 

No meio da tarde começamos a voltar. Demora bastante e a chuva desceu do céu. Chegamos em La Paz a noite. Os cds com as fotos e vídeos seriam entregues no dia seguinte. Mas acho que se alguém tivesse urgência poderia pegá-lo na agência naquela mesma noite.

Cheguei no hostal bem cansado. Após o banho fomos para rua comer algo e voltar para dormir.

Ah, mas aí o tal happy hour... de novo.

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.