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xaliba

Egito, Israel e Jordania - vistos em especial.

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xaliba    1

Talvez alguns ja tenham lido isso, mas estou recolocando na parte de relatos pois acho q tem mais a ver pois postei em outro topico qdo tinha pouco conhecimento do mochileiros. La vai:

 

 

Vou falar do papo do visto irsrael, Jordania e egito. Estive na area em outubro de 2007.

 

Eu fui do egito (onde entrei sem precisar de visto previo) por terra para taba e entrei em eilat. Sem problemas (sem necessidade de visto previo tb), poucas perguntas, mas como colocaram aqui anteriormente na parte q esta em ingles apenas responda as perguntas por mais estupidas q elas parecam. Dai fui diretamente para aqaba, e novamente nao precisou de visto previo, visitei petra, dois dias eh legal, absolutamente fantastico, mas acho q 3 dias nao precisa, a nao ser q vc va ficar infinitamente vai tirar tempo precioso de outros passeios. Em wadi musa nao lembro onde fiquei mas era o lugar mais barato, um hostel. No lonely planet falava q era sem duvida o mais barato apesar do atendimento da mulher (se nao me engano o hostel tinha o nome dela) ser bem ruim, e foi mesmo, tipo ela nao esta nem ai pra vc. Mas nenhuma reclamacao, simples como todo hostel e pra quem nao tem frescuras, recomendo.

 

Ah, assim q entrei em aqaba eu rachei um taxi com uns canadenses pra wadi musa. Ali na fronteira mesmo.

 

Em petra no primeiro dia fui indo pelas 'ruas'. Eh lindo, mas achei q faltava algo. No segundo dia um amigo espanhol q fiz no hostel me falou qdo estavamos de frente para o templo do indiana jones 'eu li no lonely planet q tem uma rota alternativa subindo pelas paredes das falesias'. Bem ali fomos para a esquerda ate bater na 'parede' e comecamos a subir, subir ate chegar no topo das formacoes e ver tudo por cima, IRADO!!!!! Era isso q tava faltando. Ficamos horas a fio andando e depois procurando como voltar, nos perdemos um pouco no sentido de nao saber por umas 2 horas o caminho de volta mas na boa, nao tem como se perder ali de verdade.

 

Dai fui pra wadi rum, de onibus, pergunte na sua hospedagem q eles te informam como. Estavam bem caros os passeios para a grana q eu tinha e entrei sozinho andando, foi meio hardcore mas foi uma das experiencias mais alucinantes da minha vida. Fiquei dois dias. Levei agua e comida. So isso eh uma historia a parte. (Que esta escrito o relato e talvez seja em breve publicada numa revista de aventura).

 

Dai voltei pra israel, busao, pergunte novamente no deserto como faz, horarios e tal. Dessa vez a menina comecou a fazer umas perguntas do tipo, onde vc vai ficar e pra onde vai, eu respondi bem vagamente pq realmente nao tinha a menor ideia do meu itinerario, ela se irritou. Dai eu me irritei, tipo, 'po, nao posso viajar sem saber exatamente pra onde vou?'. Dai ela cut the crap e me deixou passar falando, 'calma, tb nao precisa ficar nervoso', hehe. E fui pra jerusalem.

 

Jerusalem foi um dos pontos altos de toda a viagem, mesmo pra um cara 120% ateu como eu. A piracao foi na diversidade cultural e na historia absurdamente complexa nesses ultimos tantos mil anos. Pra quem me pergunta eu falo q TEM q ir. La fiquei no Hebron hostel, baratinho e bem legal, dentro da cidade velha 'the old city'. Nem pense em ficar em outro lugar (digo a cidade velha).Eh alucinante.

 

Tanto egito qto israel qto jordania foram total tranquilos, sem medo algum de forma alguma. Me sentia mais seguro andando na rua nesses 3 paises do q me sinto dentro da minha casa em sao paulo.

 

Tours do egito, tipo de dahab pra jordania acho q eh cagada, vai por conta q vai ser muito mais legal e mais barato. A diversao de mochilar esta justamente nisso, se virar, pegar dicas, mas tb descobrir seus proprios caminhos. Nao concorda? q esta fazendo nesse site entao

 

Pra quem curte mergulho eh em sharm, nao eh em dahab ou eilat ou aqaba, confiem em mim. Mas se o seu negocio nao eh mergulho fuja de sharm como quem foge da cruz, tem coisas muito mais interessantes pra se fazer.

 

Para entrar em israel eu acho q rola com visto de outros paises arabes (sem ser jordania ou egito) mas vai rolar uma canseira. Conheci algumas pessoas q tinham vindo de outros paises (nao lembro quais exatamente) q entraram, depois de ficar tipo 4 horas esperando por nada. Em israel eles sao 'legais', tipo nao tem paranoia, o q eu acho eh q eh mais uma retaliacao pela restricao ao carimbo deles nos passaportes dos outros do q realmente um posicionamente politico. Essa foi a impressao q tive.

 

Agora o pulo do gato q ninguem mencionou aqui. Da jordania eh possivel entrar em israel sem ter o passaporte carimbado. Eu nao fiz isso ja q entrei de onibus mas conheci um cara q fez e pegou a dica no lonely planet. Tem q entrar em israel por uma fronteira na jordania chamada Alambi Bridge. Aparentemente eh o unico lugar q faz isso. Vc vai la e fala q nao quer ter o carimbo. Mas tem uma manha aqui. Nao eh de bom tom falar q vc nao quer o carimbo com todas as letras. Dai vc fala 'eh q eu estou indo para a asia por terra' 'i'm going to asia overland'. Quer dizer q se vc realmente estiver indo para a asia por terra (no caso desse americano) vai ter q passar por Siria, iraq e tal. Dai eles ficam com 'pena' de vc e te ajudam. Nao fale q eh pq vc nao quer ter o carimbo pra poder continuar curtindo suas ferias em paises muculmanos sem problemas. Mas isso funciona mesmo?? Sim, funciona sim. Fui com esse americano pra Ramala, uma das cidades palestinas (q por acaso eh onde o yasser arefat esta enterrado, esqueci o nome do lugar mas eh tipo o quartel general palestino, show, vale a pena ir la tirar uma foto do lado do tumbalo), qdo saimos de ramala no check point os soldados israelenses entraram no onibus e comecaram a checar os passaportes. Checou o meu, tranquilo, e checou o do Steve. Procurou o visto, procurou e finalmente virou e falou 'vc nao tem visto?'. 'Nao'. 'Como assim?'. 'Eu entrei por alambi bridge'. 'Como assim?'. 'I'm going to asia overland'. 'O que?'. Dessa vez steve respondeu bem pausadamente. 'I'm going to asia overland'. O cara nao entendeu direito, meio q entendeu, nao entendeu de novo e foi embora. Tranquilo sem mencionar o papo, 'eh q eu nao queria ter o carimbo no passaporte'. Sacou?

 

As historias sao muitas mas ja escrevi demais.

 

Ah qto a onibus de cairo pra jerusalem, nao vou falar q nao tem, mas eu perguntei e falaram q nao tinha, que tinha q ir pra taba, cruzar pra eilat e de la seguir. Tanto eh q conheci dois amigoes israelenses q conheci na rodo de cairo q moram em jerusalem q pegaram o mesmo onibus q eu, desceram em taba, cruzaram a fronteira e de eilat foram pra casa. Mas isso tb eh o de menos.

 

Boas baladas

xaliba

 

p.s.- caro editor, obrigado pelas consideracoes. Ja dei uma editadinha aqui. Acabei colocando no geral o q achei mais relevante, tipo dicas q eh dificil conseguir sozinho. Infelizmente nao anotei nem precos nem horarios de nada, ja faz mais de um ano, nao me lembro mais. No entanto isso sera remediado. Tem uma amiga indo mais ou menos nesse role q eu fiz e pedi pra ela anotar tudo, qdo ela voltar eu reedito e complemento o texto. Mas essa parte de horarios e precos eh mais facil. Gente, o lonely planet eh a biblia do viajante no exterior, tem tudo la, tudo mesmo. Se a grana ta curta, vai na secao budget de hospedagem, tem todas as opcoes de coisas baratas. Tem q ir aprendendo a usar os recursos q estao na mao. Ah mas o guia eh caro! Eh mesmo, e dica, se vc comprar na amazon.co.uk e mandar enviar no brasil eh quase 60% do preco de comprar na livraria cultura ou no proprio site do lonely planet mesmo com desconto qdo vc se cadastra. Acabei de fazer isso com o south america on a shoe string q estou esperando chegar. Sim, eh caro mas a grana q vc vai economizar e as facilidades q vc vai ter de longe compensam pagar pelo guia, mesmo q seja caro. Eu falo isso pq eu nunca tinha ouvido falar nesse guia ate estar em dahab, da pra acreditar? Pois eh, eu nao entendia como os outros mochileiros sempre sabiam como chegar e onde ficar e pra onde ir. Caramba, como esses caras sao bem informados! Mas como por la ta cheio de europeu e TODOS tem o guia vc sempre pode dar uma olhada no guia deles. Varias dicas eu peguei com os caras. Pergunte pra eles. Faca amizade. E mais importante de tudo, aprenda a falar ingles! Qto melhor, melhor, mesmo, acredite. Fiz amigos q nunca teria feito se houvesse a barreira da lingua. Amigos q se faz em minutos, eh engracado como nas viagens isso se torna mais possivel. Mas vc so vai ficar realmente amigo de alguem se falar da vida, das emocoes, de politica, da situacao do seu pais, do pais do cara, da mina q vc comeu, dos medos, vontades, saca? Com ingles macarronico isso nunca vai ser possivel. Jerusalem so foi o ponto alto pq eu conversava com as pessoas, discutia, fui em baladas locais nas casas das pessoas. E ainda bem q eles falavam ingles bem, as duas pontas tem q estar afiadas. Se vc tem q dispender muito esforco pra lingua a fluidez do papo danca e a coneccao cai. Acho q eh pra isso q viajamos, nao eh so pra tirar fotos e ir nos passeios. Israel nao eh um lugar bonito em si. Mas eh um dos lugares mais alucinantes q ja fui na minha vida. Qdo morei em londres trabalhava num mercado de comidas de toda a europa. No final do dia a gente ia tomar uma breja. Um dia eu contei, tinham 10 pessoas na roda, cada uma de uma nacionalidade diferente, da america do sul, europa, africa e asia, nao tinha nenhuma nacionalidade repetida, todos conversando numa boa, falando ingles, tipo amigo mesmo, como vc conversa com seus melhores amigos num bar numa noite das boas. Se tivesse macarronico la ja tinha ido embora pq tinha ficado de fora total. Gente, eh a lingua universal! imagina soh se cada pessoa no mundo soubesse a sua lingua e mais o ingles, TODAS as pessoas no mundo inteiro poderiam se comunicar sem barreiras de lingua, so ficaria a barreira cultural. Teria muito menos intolerancia e mais entendimento no mundo. E fora q como diz minha irma 'quem fala ingles nao se perde em nenhum lugar do mundo'. Essa eh boa neh? E a qtidade de info q vc consegue, foruns, emails pra deus e o mundo, enfim, o recado eh esse. Caro editor, se vc quiser colocar essas dicas em um lugar mais generico de viajar ao exterior fique a vontade pq eu sou novo aqui e nao sei como faze-lo.

 

Saudacoes a quem teve paciencia de ler ate aqui.

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Oi Xaliba!!

 

Dicas muito boas, valeu!!

 

Gostaria de poder contar com sua ajuda!! Eu e meu esposo estamos planejando ir para Israel, Jordania e Egito agora no mes de Maio ou Junho. Estamos em Sidnei, Australia e nosso voo de volta para o Brasil faz um stop em Dubai. De la vamos estender o retorno e ficar mais ou menos 15 dias para conhecer um pouquinho do Oriente Medio (possivelmente poderemos estender para 20, mas nao e certeza).

 

Quais lugares vc indicaria como prioritaios para visitarmos nesse periodo? Como o tempo e curto (15 dias) temos que ter foco e nao perder muito tempo.

 

Se puder nos ajudar, agradecemos!!

 

Abcs.

 

Eliane

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xaliba    1

oi eliane, cara, eu nao fiquei tanto tempo la assim e nao conheci tanta coisa assim...

 

conheci sharm el sheikh (se vc nao mergulha ou nao tem interesse nisso nao chegue nem perto, se vc mergulha TEM q ir pra la - top 10 do mundo!)

 

cairo logico.

 

dahab a galera vai muito mas eu nao achei nada de especial.

 

jerusalem TEM q ir - e olha q eu sou ateu!

 

mar morto TEM Q IR!!!!!! boiar la eh tb um dos maiores momentos mastercard da minha vida.

 

petra e o deserto foram 2 das melhores experiencias de toda a minha vida tb, recomendo muuuuuito.

 

fiquei muito a fins de ir no monte sinai mas nao rolou, eu iria se fosse vc.

 

o resto eh com vc e com sua pesquisa. Recomendo q vc compre o guia lonely planet middle east pois esses guias sao a biblia do viajante para qquer destino do mundo. Fique a vontade para perguntar mais.

 

tente tb a ferramente de busca aqui do site colocando palavras chave, vai na tentativa e erro q vc deve achar mais coisas.

 

boa sorte e boa pesquisa

 

ah, e estenda a viagem o maximo q puder. Qdo vc vai ter a oportunidade de voltar pra la??????? Nunca se sabe. Aproveite ao maximo cada gotinha da sua vida. ::otemo::::otemo::

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Oi Xaliba!!

 

Obrigada pelas dicas!

 

Vou continuar pesquisando e surgindo duvidas eu mando email de novo! Realmente o Lonely Planet eh bastante importante e acredito que aqui em Sydney deve ser facil de encontrar.

 

Valeu!

 

Abc.

 

Eliane.

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Oi

 

se você for voar via emirates ou com qualquer compania que for fazer conexão ou stop nos Emirados Arabes Unidos (no caso Dubai) você n~~ao pode deixar que carimbem o seu passaporte em Israel pois do contrario vc não embarca... e muito mnos poem os pés nos emirados...

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êêêEÊê! Eu li até o final! \o/ To indo pra Israel dia 16 de abril com uma excursão daquelas, saca? mas depois do dia 28 de Abril, qndo a excursão acaba, penso em ficar de voluntária num Kibutz. Vc visitou algum?

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xaliba    1

Nao sei sobre kibuts, talvez role se informando em associacoes do tipo cluba hebraica, casa de cultura hebraica, sinagogas, sei la. E claro, google.

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Obrigada pelas respostas, galera!

 

Já tá tudo certo. Entrei em contato com a KPC e to partindo pra Israel amanhã. Se pá escrevo de lá pra contar.

 

Abraçãozão,

 

Leandra Barros

rumo aos rumos...

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Marcelllo    0

Prezados,

 

Pretendo fazer esta mesma viajem (Egito, Jordania e Israel) em Setembro, praticamente o mês inteiro. Irei sozinho. Não sou judeu, muçulmano nem nada.

 

Vou comprar uma passagem de ida para o Cairo e volta de Tel Aviv. Já vi que para entrar no Egito precisamos de visto. Dá pra tirar este visto lá mesmo, quando chega no aeroporto?

 

Minha idéia é chegar no Cairo passar uns 4 dias lá e depois descer o vale do Nilo até Aswan e voltar pro Cairo (passando por Edfu e Luxor) - esta viagem deve durar mais uns 4 ou 5 dias. Pergunto: Acham que vale a pena fazer o cruzeiro que desce o rio Nilo, ou melhor pegar um trem até Aswan e ir subindo parando nas cidades? Como estou sozinho, pensei em comprar um pacote para fazer esta excursão, custa uns 300 dolares.

 

Quando voltar ao Cairo, sigo viagem para o Sinai, não sei ainda como fazer isto. Tem albergue ou lugar pra ficar no Sinai? Precisa passar um dia lá ou dá pra ver só de passagem mesmo? Vale comprar pacote pra isso também?

 

Depois de atravessar o Sinai, quero ir para Eilat, no sul de Israel (pretendo passar uns 2 dias nesta cidade, dizem que é bem legal). Do sul de Israel, quero ir para Petra, na Jordania, aí passar uns dois dias como sugeriu o colega do Forum. Será que preciso de visto para entrar na Jordania? Se precisar da pra tirar na hora?

 

Depois disso, o resto da viagem será só Israel. Dá pra sair de Petra e ir direto para o Mar Morto? Ou tenho que voltar para Aqaba e entrar por Eilat?

 

Acho que a parte de Israel é a mais tranquila, mais fácil encontrar transporte e albergue. De qualquer forma, quero passar pelo mar morto, ficar uns 4 dias em Jerusalem, subir até o norte, ficar emTiberias, Haifa e voltar pra Tel Aviv, de onde parte o voo de volta.

 

Se alguém puder me dar alguma dica ou responder minhas perguntas, mesmo sugerir cidades ou trajetos, eu agradeço muito.

 

Já fiz alguns mochilões e sei que viajar para estes lugares é um pouco mais complicado que pela Europa (estive no Marrocos ano passado).

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fala pessoal...

planejando minha viagem a israel e querendo sim estender p egito e p irã!!

a questão são os vistos é claro. já sei que nao se pode pegar nenhum carimbo israelense... a questão é como se fazer isso??w vou ser cara-de-pau de pegar uma folha separada em branco e pedir o carimbo la ao inves do passaporte? eles (imigração) num vao ficar putos da vida nao?

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xaliba    1

oi carlos, leia meu post inicial desse topico. De baixo pra cima tem logo um paragrafo q comeca mencionando "o pulo do gato". Siga isso e devera correr tudo bem.

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oi xaliba..

cara te confesso que fiquei com o pé atrás. rsrsrs

mas vou na loucura sim!

nao vou desistir de ir ao egito e ao irã, de jeito nenhum!! por falar nisso, vc chegou a ir ao irã?

 

e valeu pela dica de mergulho... tava pensando em eilat mesmo.. mas ja q vc disse sharm el sheik... vi tbm em outro forum que de sharm dá p pegar um voo p cairo, c sabe disso? e p voltar soh de busao? ou de aviao dá p voltar ?

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xaliba    1

da pra pegar aviao ou busao de sharm pra cairo sem problema, o busao sao +- 8h de viagem, e vc ainda passa por debaixo do canal de suez ::otemo::::otemo::::otemo::

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cesarmlz    0

Oi! obrigado pela resposta,

é que eu incluí a Síria no roteiro há pouco tempo.

Pretendo alcançar a região a partir do Cairo na segunda quinzena de maio.

 

Penso em voar cairo-amman conhecer a Jordânia, passar pela king hussein/allemby bridge...

conhecer jerusalém e voltar pelo mesmo portão (como se nunca tivesse saído da Jordânia),

e depois tentar passar para a Síria por terra (visto de trânsito, porque não tenho visto) e depois seguir para Turquia.

 

Será que consigo conhecer Israel e Síria numa mesma viagem?

Há alguma outra forma?

 

Abs

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Sandero1980    0

Oi Xaliba, fmz?

Cara, animal seu relato.. e as dicas... com certeza ajudam muitas pessoas a curtirem uma viagem de forma bem mais interessante. É o seguinte: ems etembro quero fazer (papo de sempre) Egito, Jordânia e Israel. Achei irada a dica de ir por Allemby Bridge pra não ter o passaporte carimbado. Mas aí vai minha dúvida: se eu to saindo de Taba e entrando em Israel em Eilat... pra depois ir pra Jordânia. Como é que eu consigo escapar do carimbo nesse processo. Já que, saindo da Jordânia pra entrar novamente em Israel, já não adianrtaria nada ir por Allemby Bridge, pois meu passaporte já terá sido carimbado quando entrei em Israel por Taba, correrto?

Estou bastante preocupado com essa questão pois realmente não posso ter carimbo israelense pois quero, depois de Israel, fazer uma surpresa pra uma graaande amiga que mora no Líbano (to ligado que de Israel pra Líbano, esquece!), to pensando em ir pela Síria... e aproveito pra conhecer Damasco. Mas enfim... era essa a minha dúvida!! To pesquisando algo sobre sair de Taba por ferry boat, daí entro direto em Aqaba, na Jordânia, o que acha? Desde já, valeu mesmo pelas dicas postadas em cima... abração!!

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xaliba    1

Eh isso mesmo Sandero, vc tera q atravessar do egito pra jordania de ferry, na jordania ir ate allemby bridge para entrar em isra, sair novamente pelo mesmo local de volta para a jordania e vualah, sua visita para israel nao existiu!!! Detalhes sobre o ferry eu nao conheco pois entrei em israel por eilat e tenho o carimbo de isra no meu passaporte. Agora pra visitar os paises muculmanos mais radicais preciso esperar o passaporte vencer e usar o passaporte novo. Eh isso.

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Marcelllo    0

Fala Sandero, firmeza,

 

Vou fazer a mesma trip em Setembro (Egito, Jordania e Israel), meu voo chega no Cairo e parte de Tel Aviv, tenho um mês para isso.

Como não vou subir para Síria ou Líbano e até porque volto de Israel, não estou encanado com o problema do passaparte.

No Egito vou para o Vale do Nilo (descer até Assuã e voltar pro Cairo) e depois para o Sinai (vou até a montanha), depois disso pretendo ir para Jordania atravessando o mar vermelho com o ferry até Aqaba, na Jordania, vou para Petra (certeza!) e quero ir para Wadi Rum também.

Tem um site muito bom da jordania onde você pode encontrar várias informações - www.jordanjubilee.com (vale a pena dar uma olhada).

Neste site procure no canto direito o link "out of egypt" que fala sobre a travessia de ferry de Taba para Aqaba, operada por uma companhia chamada Sindbad.

Depois não sei como vou entrar em Israel, se vou para Eilat de Aqaba ou se vou por Taba (neste caso, tem que ficar ligado que se voltar pro Egito tem que pegar outro visto, a menos que o seu seja de multiplas entradas, acho que vou providenciar um destes aqui no Brasil mesmo)

Você já pesquisou hostel no Cairo? Vi que os hostels vendem uns tours (para Assuã e para o Sinai + Petra), talvez eu faça um destes.

Como a gente vai fazer a mesma trip, podemos ir tocando idéia por aqui.

Se tiver alguma dica sobre estes lugares (outra cidade legal, lugar pra dormir, transporte, site com dicas) coloca aqui no forum.

Valeu

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Sandero1980    0

E ae galera!

 

Xaliba: valeu xaliba!!! Já estou quase resolvendo meu esquema... Cairo > Taba > Aqaba > Petra/Wadi Rum > Amman > Israel > Amman > Damasco > Beirute e da capital libanesa volto pra Amsterdam. Talvez eu já compre daqui do Brasil a passagem SP>Amsterdam>Cairo>Beirute>Amsterdam>SP eu vi que a KLM faz esse processo e a Air France tbm, se vc souber de uma forma mais econômica, dá um toque ae, fmz? Eu vi que na Europa a Easyjet faz Tel Aviv e Cairo a preços interessantes... mas não sei se no final das contas sai tudo a mesma coisa. Essa rota aérea que eu orcei no site da Air France saiu por 3230 reais. Ou seja, 1300 reais a mais do que a passagem normal SP>Amsterdam>SP. Bom, é isso...

 

Marcello: cara, vamos trocando idéia sim, com certeza... inclusive se vc tiver alguma opinião ou informação sobre o que escrevi acima pro xaliba, me dá um toque... estou anotando as informações que coleto por aqui e outros sites daí a gente se vira com tudo isso! Não me lembro se foi o xaliba que postou esse comentário ou se foi outra pessoa.. mas realmente o valor do passeio a Petra é isso mesmo.. mas essa mesma pessoa comentou que era super tranquilo fazer esse passeio por conta própria. Mesmo pq infomrações turísticas a gente consegue lendo por aqui... o lance de ir pessoalmente é a vibração do lugar, a atmosfera, as pessoas, enfim... uma opinião que jogo aí... rsrsrs Ah, tenho lido que Eilat vale muito a visita... memso olhando pelo Google por satélite já dá pra ver que é no mínimo interessante. Eu resolvi ir ao Líbano pq vou fazer uma puta surpresa pra uma grande amiga minha e ela nem sonha o que vou aprontar. Mas mesmo que não tivesse esse lance pra fazer.. eu teria que passar no Líbano pra visitar Baalbek, cara, animal aquele lugar! A sua rota sul no Egito eu estava super afim de fazer... mas não sei se dará tempo... o que você puder me passar de informações sobre custos e duração desse seu roteiro, agradeço.. daí eu vejo se consigo encaixar. Pena que vou final de setembro, senão poderia rolar uma companhia aí pra viagem! Hahaha abs

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    • Por fucim
      A execução da minha grande aventura começou no dia 31/03/2010, saindo da capital do Espírito Santo, Vitória em direção a Tel Aviv, Israel. Na verdade, a minha viagem começou bem antes, com um bom planejamento, definição de rotas, hospedagem, deslocamento, passeios e principalmente, $$$$$. 
      No meu planejamento, decidi:
       comprar as passagens com 3 meses de atencedência, ou seja, comprei no início de Dezembro. Fiz algumas pesquisas como a maioria daqui e resolvi juntar o útil ao agradável, decidi comprar passagem por uma empresa que pudesse resgatar pontos para uma próxima viagem, desta forma, optei por ir pela AirFrance, já que também consegui ótimos preços. A passagem saiu por R$ 2300, sendo que possuia um stop com 5 dias em Paris. O trecho foi: Vix - SP - Paris - Tel Aviv / Tel Aviv - Paris - SP - Vix.
       levantar todos os possíveis lugares de hospesagem, optei por albergueses e não me arrependi, foi a melhor coisa que pude fazer, poupei muito dinheiro. O albergue é ótimo para quem não se importa com luxo, apenas com um lugar limpo e tranquilo para dormir. Claro que existem albergues que são limpos e tranquilos, por isso que é interessante a pesquisa. Se quiserem perguntar onde fiquei, só me perguntar, darei todas as dicas.
       definir os lugares que gostaria de visitar e a partir deles tracei a rota (uma logística básica) para facilitar meu transporte e claro, minha viagem. 
       E claro, para cada uma das atividades acima perguntei: quando, para que, porque e como. São simples perguntas que vão te ajudar em soluciar o que as vezes você não pensaria.
      Decidi iniciar minha trip por Israel. Fui sozinho, já que quase ninguém, amigos, curtem essas de trilhas (que manés). Tive oportunidade de me virar de diversas formas e posso dizer, não tive dificuldade nenhuma. Apenas coloquei em prática minha paciência em determinados lugares e claro, como é férias, tenta curtir tudo como natural, afinal, para eles é natural o processo de segurança (o que era mais chato).
      Voltando.... Para Israel, entrei com um reserva, se não tiver reserva é muito difícil de entrar, então, como eu já havia me planejado, fiz algumas reservas em custos, pois se porventura eu não gostar do lugar, eu poderia ir para um outro sem me privar, ou até mesmo ficar por mais tempo que o planejado, ou seja, curtir, sentir o local, as pessoas, o lugar... Realmente fazer valer a pena!
      A minha maior dificuldade foi pensar em no que levar. Eu que sou compulsivo por roupas, acessórios e etc... Foi muito difícil de definir o que levar, mas a gente aprende porque as dores fazem lembrar sempre do excesso de bagagem e foram 38 dias de viagem, então imagina quanto roupa descessárias eu levei rsrsrsrs. Eu fui totamente confrontado quando conheci um Koreano em Haifa (Israel), passeamos junto pelao cidade de Akko (Israel) e quando chegamos no albergue, o cara foi tomar banho e vi que ele estava apenas com uma mochila, e estava fazendo uma trip por 30 dias. Na mochila dele, simples, como aquela que a gente leva para escola, no tempo de colegial, o cara tinha apenas: um jeans, 2 camisetas, 1 tênis, uma toalha de banho, escova e pasta de dente, enquanto na minha bolsa inúmeras roupas e que para ser sincero, não usei nem 70%. Mas como eu fui marinheiro de primeira viagem, a gente aprende com os erros.
      Vôo tranquilo até Paris, lá esperei por 1:30h para pegar conexão para Tel Aviv. Não fui abordado como a maioria antes de embarcar para Tel Aviv. Em SP, para quem vai pela El Al, geralmente a revista, as perguntas, os questionamentos por parte da imigração é feita antes do embarque e se você embarcou, já está garantido em entrar em Israel. Eu viajei com muitas incertas, com muitas dúvidas, com muito medo por diversos relatos que colocaram aqui mas uma coisa eu posso dizer para quem está indo, seja qual for a cia. aérea, RELAXEM! Faça pelo menos o básico: uma reserva, dindin e passaporte em dia.
      A minha revista foi na chegada, eu com cara de árabe ainda, então não tive dúvida de que iriam me parar e querer saber de toda minha vida antes de me liberarem. Realmente foi exatamente assim que aconteceu. No controle de passaporte em Ben Gurion o soldadinho na cabine me interpelou de diversas formas e fui respondendo, como devemos fazer sempre. Se você não domina bem o inglês, não fica nervoso, eles dão um jeito de te fazer entender e de entender tudo que está dizendo, sendo através de um tradutor em Espanhol ou em até mesmo Português. Mas nunca deixe de responder as perguntas, seja sincero, sempre, tome nota: QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME! Me perguntaram para onde eu iria, o que eu iria fazer em Isarel, onde iria ficar, se eu tinha dinheiro suficiente e que possuia cartões de crédito e de débito (eles quiserem vê). Mesmo assim fui chamado para uma sala secreta que todo mundo diz que é um terror... O que posso dizer? Mentira! É um escritório que atende e busca saber mais informações sobre a sua ida a Israel. Fiquei por volta de 2 horas esperando a vez de ser atendido, porque tinha gente em minha frente e eles foram muito educados, ao contrário que todo mundo diz por aí.
      Quando foi minha vez, a senhorita me fez todos os questionamentos do soldado na cabine e respondi tudo o queriam saber e claro, levei uma declaração do meu trabalho para dizer e facilitar, claro que eu trabalho para o governo do Brasil e portanto, não seria um possível terrorista. Ela pergou a cartinha e não conseguiu lê, estava em português hahahahaha Eu nem me preocupei em traduzir, também nem sei ao certo se em meu trabalho eles atenticariam porque aqui eles não traduzem nada... Enfim, ela chamou um colega dela que é portugues e o mesmo autenticou todas as informações e me liberou automaticamente (claro que eles devem ter ligado também para o hostel onde fiquei hospedado para saber se realmente eu estava metindo ou não - eles fazem isso!).
      Liberado e como carimbo do visto, peguei minhas trouxas e fui direto para o albergue em Tel Aviv, minha primeira parada por 3 dias. Cheguei no hostel meio tarde, o meu voo chegou as 16.30 e eu estava enjoado, com um mal estar do caramba por causa dos climas e muito cansado da viagem. Eu fui no dia 31 as 17 (horário Brasília) e cheguei em Tel Aviv (16:35 ou 13:00 horário Brasília). Peguei um trem que já tem no próprio aeroporto e me desloquei para estação indicada pelo hostel para chegar no mesmo. Foi muito tranquilo, é MUITO FÁCIL se deslocar de busão em Tel Aviv. Tel Aviv é uma cidade que gostei muito. Cheia de diversidades para um país do oriente médio. É morderninha, e como tem gente bonita naquele lugar. Não vou relatar exatamente o que fiz nos lugares porque senão isso vai se extender por várias páginas mas qualquer dúvida, só mandar uma MP que respondo numa boa, com todas as dicas possíveis. Pois foram 38 dias de pura aventura.
      Logo quando cheguei, era a semana da festa da páscoa, eles param tudo. É feriado nacional, pois são judeus e a doutrina, apensar de inúmeras religiões no lugar, o que prevalece é o judaísmo, o Estado de Israel é judeu. Cheguei numa quinta-feira e fiquei até domingo. No próprio domingo é feriado, só que é diferente aqui, não começa meia noite do dia como é aqui, e sim a partir das 17 horas. Estranho né? O legal é que voltei para e estação de trem que eu havia chegado para pegar o mesmo trem para a cidade de Haifa (45 min de Tel Aviv). É muito tranquila a viagem, paguei cerca de 46 shekels. E para a estação em Tel Aviv em que desci paguei 6 shekels. Dependendo para onde está indo, não é necessário pegar trem, é muito mais prático e as vezes até mais barato, pegar sherut. Para Jerusalém tem praticamente em todas as cidades, pois como eu percebi, em todos os lugares de Isarel apontam para Jerusalém. É fácil chegar em Jerusalém, mas Jerusalém foi minha última parada. 
      A minha trip foi basicamente:
      Tel aviv  

       
      Haifa (Akko) 

       Nazareh (Yadernet, Tiberias, Capfernaum e Tagba)  

       
       Amã  
       Petra 


      Aqaba 


      Dahab  (Monte Sinai)


      Eilat  


      Jerusalém ,(Massada, Mar Morto, En Geddi, Hebron, Belém e Jericó).

       
      Chegando em Haifa (estação Haifa Center Ha’Shmona), fiquei por 3 dias, o hostel que fiquei era praticamente 100 metros da estação. É uma cidade linda, pequena e organizadinha... Cheguei num feriado que iria durar 2 dias, mas em um dia de feriado, resolvi ir para a cidade de Akko, já que TUDO em Haifa estava fechado. Tomei uma sherut com um Koreano que conheci e fomos passear, já que era uma vontade que eu tinha. Gostei muito da cidade, maravilhoso, vale a pena para quem quiser conhecer, quem gosta de cultura medieval, história de guerra, de fortalezar, é impressionante. A viagem até Akko dura apenas 30 minutos e custou 14 shekels. Fomos de sherut.
      De Haifa para Nazareh foi mais fácil ainda, há 50 metros do hostel havia um ponto de ônibus e peguei o famos 331, que parte do Merkaz train station (um metro subterrâneo que te leva até o topo da cidade) a cada 30 minutos e que custa 17 shekels e que funciona de domingo a quinta (a cada 30 minutos  a partir das 6 da manhã até 20:50h), sexta (6 da manhã até 19:00h) e sábado (6 da manhã até 16:40h) chegando em Nazareh Central Bus Station.
      Fiquei em Nazareth por 8 dias, para poder aproveitar as cidades ao redor. Decidi ficar em Nazareh porque de lá é muito fácil ir para todas as outras cidades Mas hoje eu ficaria em Tiberias, porque em Nazareh é ótimo para quem  quiser fazer o Jesus Trail, que é caminho por onde Jesus passou. E se inicia em Nazareh. Existe toda uma rota e um site com as informações necessárias (http://www.jesustrail.com" onclick="window.open(this.href);return false;), é gratuito, basta reservar as hospedagem durante o trajeito. Eu não fiz o trajeto, embora eu quisesse muito, mas é muito bom quando se tem companhia e para andar por lugares deserticos e sem guia ou alguém, preferi fazer alguns trajeitos de busão, como por exemplo ir para Tiberias, Yadernet (lugar do batismo), Capfernaum e Tabgha. Cidades fantásticas e cheguei de curiosidades.
      Para Yadernet, basta pegar um busão 31 de Nazareh, e que passa a cada 1 hora. Custa cerca de 20 shekels. São 50 minutos e te deixa exatamente na porta do lugar do batismo de Jesus. Fica 5 minutos de Tiberias. É um lugar muito bonito e tranquilo. Vale a pena, é gratuito. De lá pode pegar um busão por 4 shekels e visitar Tiberias, onde tem o Mar da Galileia. Para quem quiser ir para Capernaum ou até mesmo para Tabgha no Monte das Bem-Aventuranças, é necessário pegar um busão na Central Station em Tiberias senão me engano o 471. Mas o legal é entrar no site de ônibus da região e verificar os horários dos ônibus. Ahn, mas claro, o hostel ou hotel que ficar hospedado te dará todas as informações.
      Um certo dia eu estava em Tiberias e me deu curiosidade de conhecer o Monte das Bem-Aventuranças, e eu não sabia o que fazer, então me desloquei para o centro de informações turisticas que fica na única praça em Tiberias e lá a mulher me deu todas as dicas e mapas. Me informou como chegar, qual ônibus pegar, onde descer, enfim, todos são preparados para ajudar e orientar os turistas, basta perguntar que nada vai dar errado, pode acreditar!
      Para chegar em Capernaum, se passa primeiro em Tabgha, na verdade, tem que descer em Tabgha. Ônibus não vai lá, a não ser de turismo, mas de linha comercial, não. E sheruts e taxi, claro. Então basta descer e fazer todo o caminho a pé pelo calçadão. Vale a pena. Eu fiz todo o trajeto, gostei muito. Mas vá pela manhã, pois o sol é ameno. Antes, pois já é o caminho passe no M. Bem-Aventuranças, do calçadão irá ver o Monte e a igreja imponente no alto. É linda! A visão para o mar da galileia de qualquer lugar é maravilhosa. Organize bem os horários para poder conhecer bem o lugar e não se frustar, porque os horários de abertura são rigidos e é tudo gratuito.
      A minha ida para Amã foi por Nazareh. O ônibus de Nazareth para Amman leva cerca de 4.5 horas.  Até a fronteira são apenas 45 minutos, então é necessário esperar por duas horas. Os jordânios fazem emissão de vistos na chegada, então não é necessário chegar com um. É necessário pagar cerca de 100 shekels (para sair de Israel) e mais 10 JDs para o visto. Existem moedas correntes em ambos os lados da fronteira, então não é necessário ter as duas moedas, apenas uma. 
      A jornada termina no hotel Hillside no norte da cidade. Como a cidade é louca e o povo é mais louco ainda, resolvi tomar um taxi para o hostel que me hospel e essa corrida já foi uma aventura! Quando cheguei ao hostel, o taxista me perguntou quando eu devo pegar, enfim, não havia taximetro e eu esqueci de pedir para ligar. Eu paguei cerca de 15 dolares pela corrida e ele me deu um troco de 3 Jds, tudo foi no cambio mesmo. Eu morri de rir porque eu fui pego desprevinido. E foi bem pago porque andamos por quase 1 hora até chegar o lugar que o taxista NÃO SABIA ONDE ERA. Foi muito engraçado. Queria chegar cedo no hostel porque no outro dia eu já iria descer para Petra. Amã foi apenas um lugar para descasar, porque sair naquele lugar, não dá certo, é uma loucura e nada fica aberto até um certo horário, fora a rigidez em tudo... Mas foi muito engraçado e divertido.
      A parte Norte de Israel foi isso... Sei que ocultei bastante detalhes mas são inúmeros detalhes, e como eu disse, ficaria semanas aqui escrevendo todas as minhas experiências em 38 dias. No lado da Jordânia, fui para as cidades de Amã e Petra, claro, passei por diversas outras mas como breves paradas. Relaterei as aventuras em Petra e deserto de Waid Rum.
      Shalom,
      Fábio
    • Por Fui viajar e ja volto (Ren
      Bom pessoal,
      Para manter o BOM costume dos mochileiros que utilizam este site para ajudar no planejamento de suas viagens, tentarei compartilhar as experiências das minhas últimas viagens.
      Infelizmente não sou tão organizado em anotar informações como outros mochileiros quando estou viajando, então não terei detalhes de todos os custos/restaurantes/tours que fiz nestas viagens.
      Enfim, vou escrevendo e caso alguém tenha alguma dúvida/curiosidade, me perguntem que tento ajudar.
      Neste relato falarei sobre meu mochilão pelo Egito e Europa. Para não ficar muito extenso, o dividirei em seis  partes.
      Nesta primeira parte constam os seguintes países: Egito, Israel, Turquia e Romênia.
      Egito (11 dias) - Cairo / Luxor / Aswan / Dahab
      O turismo do Egito ainda sofre com os problemas de terrorismo de alguns anos atrás. Mas na minha passagem por lá não tive nenhum problema.

      Cairo
      Comecei minha viagem pelo Cairo, cujo objetivo principal era visitar as pirâmides de Giza. Muita gente contrata tour por comodidade, mas é muito fácil e barato ir por conta própria para as pirâmides. Quando estive lá, por esta questão de segurança, não tinham muitos turistas estrangeiros.
      No final, para mim foi bom, pois pude passear com mais tranquilidade pelas pirâmides.

      Além das pirâmides, outro local interessante para se visitar é o Museu Egípcio.


      Luxor
      A próxima parada no Egito foi Luxor. A forma mais barata de se deslocar para esta cidade partindo de Cairo é de trem. Em Luxor, as principais atrações são os templos.

      Dentro do Vale dos Reis não é permitido tirar fotos, então não tenho nenhuma de lá.

      Aswan
      A próxima parada era visitar o complexo de Abu-Simbel e a melhor forma é contratar um tour a partir de Aswan. O meu deslocamento para Aswan foi feito por trem, mas existe a possibilidade de fazer um tour pelo Rio Nilo que disseram que é interessante. 
      E melhor do que ficar descrevendo a beleza do lugar, prefiro compartilhar umas fotos do local.


      Dahab
      Como o próximo país da minha viagem seria Israel, tomei um trem de volta para Cairo e de lá um ônibus para Dahab, cidade praiana na divisa entre os países. Nas outras cidades não era permitida a venda de bebidas alcóolicas , mas aqui finalmente pude experimentar a cerveja local.

      E enquanto estive na cidade, aconteceu El Classico entre Barça e Real e pude perceber como eles são fanáticos por futebol também. Depois de saberem que sou brasileiro, todos queriam ficar conversando sobre futebol, Ronaldo, Ronaldinho, Neymar.

      Impressões Gerais
      Viajar pelo Egito é de certa forma barata, exceto pelas entradas as pirâmides e templos. Como o turismo está em baixa, qualquer lugar que você vá os locais irão te abordar e dizer que te ajudam a ir para qualquer lugar que queira sem nenhum custo, mas no final sempre pedem algo. Então cuidado quando for aceitar qualquer tipo de ajuda.
      Sobre a questão de segurança, não senti nenhum tipo de perigo. Com relação a assédio, encontrei uma canadense que estava viajando sozinha e reclamou bastante disso. Não presenciei nada com relação a isso, mas fica a dica para as meninas que queiram ir sozinhas para lá para tomar cuidado.
       
    • Por Schumacher
      Salve, galera!
      Segue minha primeira contribuição ao grupo, o relato completo de um mochilão que fiz em 19 dias no mês de abril desse ano, entre os Emirados Árabes, Egito e Sri Lanka.
      Preparativos
              A ideia de se fazer essa viagem surgiu através de alguns e-mails trocados no começo do ano com um velho colega de faculdade, Paulo Faria, que não via há anos, acerca de uma promoção de passagens aéreas anunciada no site Melhores Destinos. Após a definição do roteiro, cada um buscou o maior número de informações possíveis sobre os locais. Encomendei pelo eBay alguns acessórios para a viagem e preparei o mochilão, deixando-o do jeito mais compacto e leve possível, já que seriam 3 semanas carregando o mesmo para todos os lados. Por motivo de segurança acabei não levando um smartphone ou minha câmera ultra zoom, o que fez com que me arrependesse um pouco, mas pra compensar levei um guia muito bom, da série Rough Guides, e uma câmera compacta à prova d’água, a GoPro Hero 3. Além disso, levei uma lanterna à prova d’água, carregador universal, tocador de mp3 e relógio. Quanto ao vestuário, coloquei um conjunto de jaqueta e calça de tecido leve, chapéu, uns 5 a 7 pares de meias e cuecas, chinelo, 2 pares de tênis para trilha, 1 bermuda de algodão e 3 de tactel, 1 camiseta para sair, outra com Brasil estampado, 3 camisetas leves (tipo Dry-fit) e o kit de mergulho (snorkel, máscara e nadadeiras). Pela parte de higiene, levei escova, pasta de dente, protetor solar, desodorante, xampu, sabonete e até um filtro de água, tudo em suas versões mini e portáteis. Terminei de preencher a mochila com barras de cereal, frutas e documentos.
              Com tudo pronto, parti de Florianópolis por volta das 22h do dia 30/03/2013 em direção ao Rio de Janeiro, onde pegaria o voo para Dubai algumas horas depois, se não fosse por um pequeno grande imprevisto. A TAM simplesmente esqueceu minha mochila na esteira de bagagem em Floripa! Não haviam me deixado embarcar com ela por exceder em 2 kg o limite, e por isso fiquei a ver navios, digo, aviões, no aeroporto Galeão do Rio de Janeiro. Como esse voo de Floripa era o último da noite, somente na manhã seguinte minha mochila chegaria, após o único voo diário da Emirates até Dubai, o que me fez perdê-lo. Com isso tive que pagar uma multa e remarcá-lo para somente 24 h depois. Encontrei com meu companheiro de viagem no aeroporto para dar a triste notícia e depois parti até a casa de algum amigo que pudesse me receber em cima da hora. 
      1° dia
          Como eu tinha um dia inteiro pela frente, fui ao Parque Quinta da Boa Vista, onde aproveitei para conhecer o Museu Nacional. Tinha algumas exposições legais lá, como a Antártica, mas nada de extraordinário.

       
              Voltei cedo ao aeroporto e tive a primeira notícia boa da viagem, descobri que poderia ficar na sala VIP da Gol. Fiquei lá enchendo a pança enquanto aguardava o voo tardio.
      2° dia
          Finalmente embarquei no enorme avião da Emirates, empolgado até com o vídeo de briefing da empresa, que se tornaria uma chatice nos outros 5 voos que eu ainda faria com essa companhia durante minha viagem. Tive a sorte de ter 3 assentos só para mim, o que não teria conseguido se tivesse voado no dia anterior. 

          Passei as mais de 14 h me revezando entre as boas refeições, os diversos filmes, incluindo lançamentos, e o sono, até chegar ao imponente aeroporto de Dubai. A primeira coisa que se nota é a quantidade de mulheres cobertas da cabeça aos pés. Passei pela alfândega e na saída do aeroporto tive o prazer de encontrar outro colega que não via há tempos também, o agora comissário de bordo da Emirates Luiz Flores, que esperava uma pessoa que estava no mesmo voo que eu. Aproveitei e peguei uma carona com ele até o albergue, pois já estava entrando na madrugada, não tinha transporte público naquela hora e os táxis não eram muito em conta, apesar de o país ser um dos maiores produtores de petróleo.
          Me encontrei com o amigo no albergue em que ficamos durante toda a estadia nos Emirados, o Dubai Youth Hostel, que acredito que seja a única hospedagem desse tipo no emirado. Assim como no resto da cidade, havia no saguão a imagem do grande líder, um “ditador do bem”.

       
      3° dia
          O dia começou cedo, fato que se repetiria pelo resto da viagem, a fim de aproveitá-la ao máximo. Pegamos o metrô aéreo, que propicia uma bela visão do emirado, e paramos no Dubai Mall, o maior shopping center do mundo. Dentro dele visitamos o famoso aquário, que se divide em diversos tanques e um principal, por onde se passa por dentro.

       
          Em seguida, foi a vez do mixuruca city tour. Por uns poucos trocados subimos num ônibus de 2 andares e demos uma pequena volta pelo centro da cidade, onde tudo que é verde, à exceção das palmeiras e algumas gramíneas, é irrigado.
       

          Voltamos ao shopping para almoçar em um fast food de comida tailandesa, que o meu parceiro suspeita que tenha sido o que causou o mal estar nele nos dias seguintes. À tarde demos uma volta pela cidade, reparando nos majestosos prédios que a cercavam, inclusive na estação de metrô, que assim como a maioria das construções é totalmente climatizado, o que é bastante útil para dar um tempo no calor que impera na cidade.
          Passamos pelo hotel 7 estrelas Burj Al-Arab e por uma das praias urbanas, que incluiu na visão um grupo de mulheres cobertas.  Até na praia elas se vestem assim. Outro fato interessante é que existem praias só para mulheres, meu amigo quase foi multado/preso por entrar em uma por engano.

          Pra terminar o dia, após ver alguns símbolos de nossa terra em Dubai, como um outdoor com o Neymar e um mercado com guaraná Antarctica, fomos ao complexo formado com o shopping anteriormente mencionado, mais um hotel de luxo e o maior prédio do mundo, o Burj Khalifa, de 828 m! Lá de baixo observamos um imponente show nas águas, que ocorria periodicamente, e que não há como mostrar sua grandeza apenas com fotos. Foi o local com maior concentração de pessoas que vi na viagem toda.

      4° dia
          Na manhã seguinte meu amigo que morava em Dubai veio nos buscar no albergue para uma visita ao emirado vizinho de Abu Dhabi. Em um papo com ele pelo caminho, descobrimos o porquê de não termos encontrado nenhum lugar pra vender bebida. Já imaginávamos que por ser um país islâmico, haveria uma certa restrição, mas não que você tem que ter uma carteirinha especial emitida pela polícia para poder comprar e beber.
          Mas enfim, depois de uma hora e tanto de estrada, observando como fora do emirado tudo era um grande deserto, chegamos em Abu Dhabi. Fomos até a grande mesquista Sheikh Zayed, a principal do país, que atrai muitos visitantes de todo o mundo. De longe é notável seu tamanho e sua arquitetura. Por dentro ela também impressiona com sua decoração.

          Seguimos pelo centro, onde observamos outros prédios modernos curvados, contrastando com palácios clássicos. A marina que há em volta dá um toque especial ao emirado. Depois de comer em um shopping center, andamos mais um pouco, passamos por um parque natural que tinha flamingos e voltamos pra Dubai, mas não sem antes ver a cena cômica de um lava-rápido em que as máquinas eram um bando de orientais. Queria ter chegado perto da Yas Island, onde fica a pista de fórmula 1 e o parque da Ferrari, mas só foi possível ver de longe.
      5° dia
          Esse dia começou antes do pôr-do-sol, pois iríamos vê-lo do topo do Burj Khalifa. O ingresso, mesmo comprado antecipadamente, era um tanto salgado, mas valeu a vista incrível de toda Dubai lá de cima.
       

          Após contemplar o visual por um tempo pegamos o metrô até um suposto parque que havia nos limites da cidade. Nessa hora, como meu amigo estava meio abalado da infecção intestinal que pegou uns dias antes, nos separamos. Como havia comprado um passe de metrô ilimitado para o dia, fui explorar a cidade, descendo em quase todas as estações e caminhando quilômetros e mais quilômetros, num dia quente e ensolarado.
          Passei primeiro pela zona residencial, um pouco modesta, perto dos prédios luxuosos em volta. Em seguida parei na marina, bem agradável por sinal. Se tivesse mais tempo, com certeza voltaria ali no fim da tarde para dar uma corrida ou ficar de bobeira num dos bares/restaurantes.
       

          Algumas estações adiante, parei no rio que corta a cidade, cruzando-o a pé de um lado a outro. Nesse meio tempo, tive o desprazer de descobrir que para o povo da região, moderadamente apimentado significa ter que tomar 1 l de líquido para conseguir comer apenas um sanduíche. Fica a dica. 
              Depois fui atrás dos souks (mercados tradicionais que se dividem em souk dos ouros, dos temperos, dos peixes e dos tecidos) e da vila histórica, que emula a arquitetura e modo de vida dos árabes antes do petróleo ser descoberto. Era bem simples, mas como ficava no caminho até os souks, vale uma olhada breve, já que não se paga nada para entrar. Quanto aos souks, não tive tanta sorte quanto meu amigo, encontrei somente um deles e comprei pequenos souvenires, enquanto o Paulo comprou especiarias e um traje típico completo. Dali em diante não tirou mais o pano da cabeça, e passou a ser reconhecido pelos habitantes como Yasser Arafat.

      6° dia
          Na manhã seguimos para a capital do Egito. Ao desembarcar no aeroporto do Cairo compramos o visto (nenhum requisito precisava ser cumprido além do dinheiro do mesmo). Assim que botamos os pés para fora, aconteceu o fato mais comum que enfrentamos no país todo, e que de certo modo estragou a viagem: toda pessoa que nos via na rua abordava a gente querendo oferecer algum serviço ou vender algum produto, que quase sempre eram os mesmos, e conforme recusávamos, passavam para o seguinte: chás/especiarias/essências, artesanato, drogas ilícitas (haxixe principalmente) e mulheres de vida fácil. Forcei-me a aprender algumas palavras e frases em árabe para me ajudar a livrar desses malas.
          Aceitamos um táxi que nos deixou próximo a nosso albergue, já ao anoitecer. Levamos algum tempo para localizá-lo, ele ficava em um beco há algumas quadras da famosa praça Tahir. Caminhamos um pouco, até que um vendedor nos abordou e levou para sua loja. Como ainda não conhecíamos o golpe, fomos até o final, acabando por comprar essências de perfume e papiros. Até que os papiros foram uma boa compra, considerando os outros que vimos depois.
      7° dia
          Logo pela manhã começamos o passeio que havíamos fechado com o albergue: um motorista/guia nos levaria até alguns locais pré-estabelecidos. Após perceber que o trânsito de Cairo era mais caótico do que qualquer lugar de nosso país e a poluição também, passamos por volta da citadela, um antigo forte, e paramos para uma foto no grande Rio Nilo.

          Em seguida, fizemos o tradicional passeio de camelo entre as Pirâmides de Gizé. O turismo anda tão em baixa no país por causa dos protestos que nem nas pirâmides havia turistas! Apenas nós e um casal nos aventurávamos pelas areias durante aquela manhã. Como não havia “veículos” suficientes, nos revezamos entre um camelo, um cavalo e um jegue. A única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda existente impressiona ao se chegar aos pés de seus atuais cerca de 140 m, o maior prédio da humanidade durante milênios. Teorias da conspiração à parte, se o descaso dos egípcios continuar, não vai durar muitos séculos a mais, afinal, pudemos subir as pirâmides menores incentivados pelo guia. A proximidade com a cidade também não ajuda.

          Nossa próxima parada foi Saqqara, uma necrópole onde havia uma pirâmide e um sítio arqueológico expressivo, mas um tanto abandonado; havia várias placas com hieróglifos jogadas pelo chão.

          Paramos para comer uma refeição deliciosa ali perto e depois fiquei descansando enquanto meu amigo visitava outro local em Memphis, que abrigava uma estátua retirada de outro templo. 

          Após retornar e dar outra volta pelo centro de Cairo para encomendar umas esfihas deliciosas, fomos à estação de trem para viajar a Luxor, antiga capital do império egípcio que era conhecida como Tebas.  A estação dava certo medo, mas logo encontramos um grupo de turistas e nos unimos a eles. O vagão de dormir até que era confortável, e a refeição mais do que suficiente. Como ainda comi boa parte da janta do meu amigo, fui dormir estufado.
       

      8° dia
          Ao amanhecer o trem chegou ao destino final. Dessa vez ficamos em um hotel, pois o preço era similar, e pelo que me recordo não havia albergues lá. Sentimos logo o impacto da umidade relativa quase nula. Os poucos dias que ficamos ali foram suficientes pra deixar meus lábios rachados pelo resto da viagem.
          Embarcamos em uma excursão rumo ao Vale dos Reis, escondido entre as montanhas. Lá, na parte principal onde ficavam as tumbas dos faraós, como não se podia tirar fotos, ficamos apenas admirando as paredes, após uma explicação breve do significado dos símbolos e da história do local. Na saída, vendedores tentavam desfazer-se desesperadamente de pequenas esculturas de baixa qualidade. Depois de recusar diversas vezes, chegamos a um preço tão absurdamente baixo que fui obrigado a comprar alguns. Os que não quebraram na viagem de volta, estão servindo como peso de papel. 
          Depois, entramos no templo da rainha Hatshepsut, onde houve um atentado em 1997 que destruiu parte do mesmo e matou 62 pessoas.

       
          A seguir, nos levaram a um lugar onde faziam esculturas superfaturadas. Não deu certo a ideia, pois ninguém da excursão levou alguma coisa. Como tenho uma coleção geológica, dei umas moedas pra levar uns pedaços de alabastro, do qual se faziam as estátuas.
          Mais adiante, paramos no templo mortuário de Ramsés III. Um detalhe legal desse templo é a preservação da coloração nas paredes e tetos, e a “tridimensionalização” das imagens.

          Finalmente, passamos por umas estátuas gigantes, os colossos de Mêmnon, nos despedimos do grupo e voltamos a Luxor, onde continuamos o passeio em outro templo. Mais uma pseudo-guia nos acompanhou no grande Templo de Karnak, um grande terraço preenchido com obeliscos, pilares, as mais variadas estátuas, murais e até pichações do século 19. À noite fica mais belo, com as luzes apontadas para os pontos relevantes.

       
          Em seguida, observamos o sol se por à beira do Rio Nilo, por detrás das montanhas que seguem até o Vale dos Reis, não sem antes sermos importunados inúmeras vezes por cocheiros que queriam a todo custo nos dar uma carona para algum lugar.
          Caminhamos então até o mercado de rua, que vendia os mais variados artigos de vestuário, artesanato e alimentação. Como a viagem ainda seria longa e não queria carregar muito peso, apenas comprei um açafrão bem vagabundo e chá de hibisco.

      9° dia
          O dia seguinte começou com o frustrante passeio à Ilha das Bananeiras, uma ilha fluvial do Rio Nilo. A despeito de alguns pássaros, não vimos nada diferente lá, é um típico passeio pra quem mora em regiões temperadas fazer, então nem vale falar a respeito dele.

          Terminamos com uma volta no museu de Luxor, que possuía alguns artefatos interessantes que ainda não tínhamos visto.
          No fim do dia pegamos o avião para Sharm El-Sheikh, uma Cancun islâmica que fica na península do Sinai, e que considero ter sido a melhor parte da viagem.
      10° dia
          Logo ficamos impressionados com a diferença desse Egito para o outro, na questão de limpeza e organização, embora ainda tivesse muitos vendedores irritantes. Ficamos em um hotel melhorzinho dessa vez, junto a outros tantos que cobriam uma praia inteira, lotada de europeus. O detalhe fundamental é que, assim como no resto do Mar Vermelho, a água era claríssima, e possuía uma biodiversidade impressionante.

          Caímos na água, mas para nossa surpresa, a água era bem mais fria do que a temperatura do ar! Quando voltar q essa região, com certeza levarei uma roupa de neoprene, para poder estender o tempo submerso e realizar o mergulho noturno. Em apenas uma centena de metros, vi mais espécies do que em qualquer outro mergulho que já tenha feito antes. Contei dezenas de espécies de peixes, desde os ameaçadores leão, moréia e arraia, até os inofensivos trombeta, papagaio e mariquita. Os corais foram um show à parte, com outra dezenas das mais varias formas e cores, e pra complementar ainda, ouriços, estrelas-serpente, águas-vivas, quítons, siris, ostras, pepinos-do-mar e algas. Um olhar mais cauteloso com certeza revelaria outras tantas espécies. Segue o vídeo que fiz:
       Encerramos o dia curtindo um som ocidental e tomando a primeira bebida da viagem, a boa cerveja Sakara Gold, similar a Heineken.

      11° dia
          Alugamos um carro e rumamos ao Parque Nacional Marinho Ras Mohammed. Na saída da cidade havia um controle de fronteira, pois a região montanhosa fora da cidade é um tanto perigosa; alguns dias antes de começarmos nossa viagem, alguns turistas haviam sido sequestrados por beduínos! Com um certo receio, chegamos ao parque cerca de meia hora depois. Dentro dele, uma paisagem mais bonita do que a outra, desde a entrada do parque. 
       

          De um semi-deserto com arbustos esparsos e morros, costas arenosas recortadas, planícies de inundação, manguezais, salares, lagos subterrâneos, jardins subaquáticos, até os incríveis recifes de coral.

          Por sorte, quando chegamos a uma das praias, uma legítima (excetuando o papel alumínio que a cobria) refeição beduína estava sendo servida. Apesar de ter que sentar no chão e comer com as mãos, foi uma das melhores que tivemos.

          Uma bela raposa do deserto nos aguardava no morro adiante, ávida por um pedaço de carne. Seguindo o caminho, subimos o morro até um mirante, que mostra nitidamente a divisão entre, terra, recife e mar.

          Descemos até essa região dos recifes de coral, que é um dos melhores pontos de mergulho do mundo. No começo, apenas uma cobertura de algas e alguns blocos de coral esparsos, mas à medida que nos aproximávamos mais da borda do recife com o mar, o número de espécies crescia exponencialmente, até que quando chegamos lá, tivemos a visão do paraíso. A diversidade de espécies era ainda maior do que havíamos visto próximo ao hotel! Há um queda brusca dos cerca de 2 m de profundidade da zona anterior, para uma fenda vertical de até 800 m! Por esse e outros motivos, é preciso de um curso avançado para mergulhar lá com cilindro. Mas apenas no fôlego, deu para ter um gostinho especial do local, que me faz querer voltar lá um dia. Uma imagem não é suficiente para expressar toda beleza, nem o pouco tempo que ficamos, mas tentei através do vídeo:
          Já havíamos retornado a Na’ama Bay, onde ficava o hotel, quando Paulo percebeu que tinha esquecido sua bota no parque. Lá fomos nós de volta, nos arriscando a sermos atacados por bandidos nesse final de tarde. Por sorte, a bota ainda estava lá, e conseguimos pegar um belo pôr-do-sol no local. 

          Para encerrar, conhecemos a vida noturna da cidade, que deixa a desejar. Bares onde pessoas fumavam narguilé, baladas vazias, outros bares com danças árabes, mas a única dança do ventre presenciada era com, pasmem, homens! Apenas entramos no conceituado Hard Rock Café, onde fomos mal atendidos.
      12° dia
          A partir daqui, segui viagem solo. Paulo ficou mais um dia e depois voltou ao Cairo, onde passaria outros dias. Perdi o dia entre voos e aeroportos mal sinalizados, mas com isso aproveitei para devorar o guia de Sri Lanka que havia levado.
      13°dia
          Ao chegar à Colombo, capital do Sri Lanka, minha primeira impressão desse pequeno país que já foi colônia portuguesa, holandesa e inglesa, não foi das melhores. O clima, tão quente quanto o do Egito e Emirados Árabes, porém muito mais úmido, me fazia suar sem parar. Havia golpistas por todos os lados tentando sugar meu dinheiro. Apesar disso, rodei para lá e para cá no meio de transporte mais comum do país, o tuk-tuk, triciclo motorizado com carcaça de um carro minúsculo. Passei por parques, construções históricas, museus, templos budistas e hinduístas (islamismo e cristianismo completam as religiões principais do país), mas nada que eu não tenha visto posteriormente nas outras cidades. 

          O PIB baixíssimo do país, evidente ao se passar pela periferia, ao menos propiciava um turismo bem mais barato do que nos destinos mais visitados. Na estação de trem conheci um morador local, Amalka, que me auxiliou e acompanhou na viagem costeira do trem, que em algumas horas chegaria a Hikkaduwa. Aos poucos a má impressão do país foi sendo desfeita.

          Ao anoitecer cheguei à hospedagem caseira em que passaria as duas próximas noites. O dono era um idoso simpático e culto, conversamos por um bom tempo, o problema é que sua ausência de dentes e forte sotaque complicavam em muito a compreensão.
      14° dia
          Fui à praia, onde fica atualmente o Hikkaduwa National Park, uma tentativa de proteger o recife de coral que já está bastante devastado. Como a maré estava forte e o mar muito turvo, fiquei apenas na parte mais rasa, mas foi o suficiente para nadar junto a duas tartarugas-marinhas, conforme o vídeo que fiz: http://youtu.be/j4r-fyYFy1o As tartarugas estavam com anéis de marcação e seus ninhos em terra estavam cercados, o que leva a crer que há um programa no local semelhante ao projeto Tamar.

       
          Voltei a casa para provar um almoço típico, com muito arroz, curry e, lógico, pimenta. Depois fui ao mercado para comprar algo típico, entre outras coisas o chá, já que os famosos chás Lipton são produzidos lá. Em seguida descansei um pouco na praia.
          À noite, descobri que era véspera do ano novo sinhalês, a principal etnia do Sri Lanka. Isso explicava a movimentação nas vendas de bebida à tarde, onde o povo corria atrás da bebida típica, o arrack, que lembra um uísque barato. Além de fogos, não vi muito agito nas ruas, que logo após a virada ficaram escuras. O problema foi a consequência no dia seguinte.
      15° dia
          Como era feriado, a maioria dos trens e ônibus não estava operando. Com essa eu não contava, tive que gastar um bocado de rúpias pra ser levado de tuk-tuk até o próximo destino. Não que fosse caro para os padrões do Brasil, mas para quem pagou pouquíssimos reais para percorrer cerca de 100 km de trem (os ônibus eram igualmente baratos), era bastante. A estrada continuava pelo litoral, e revelou belas águas transparentes e vários templos budistas, a religião predominante do centro ao sul do país.
          Parei na fortaleza de Galle, fundada por portugueses em 1588 e fortificada por holandeses no século seguinte. A principal influência de Portugal que ainda há atualmente resume-se a igrejas católicas e sobrenomes como Silva. O forte, patrimônio da UNESCO, ainda relativamente bem conservado, com uma dúzia de prédios históricos, sendo alguns, transformados em museus, e igrejas.

          Em sequência, e já bastante ensopado de suor, tive que pegar outro táxi (tuk-tuk) para Matara, uma das maiores cidades, onde finalmente consegui um ônibus para a cidadezinha de Embilipitiya, no interior do país. No longo caminho, passamos por uma infinidade de plantações, sobretudo de arroz (o chá ficava em uma região mais elevada e fria).
          No meio da tarde cheguei ao destino e segui a pé para o hotel, que ficava próximo. A comunicação no estabelecimento foi à base de sinais, pois nenhum dos funcionários falava inglês. Ainda assim, consegui reservar o safári para a manhã seguinte.
      16° dia
          Antes do sol nascer partimos em um jipe eu, duas europeias antipáticas e mais um guia, para o parque nacional Udawalawe, um tanto semelhante a uma savana africana. Além de algumas populações de elefantes asiáticos, vimos um bando de búfalos, cervos, chacais, javalis, lagartos e diversas aves. Foi legal o passeio, mas esperava um pouco mais.

          Depois do almoço, corri para pegar um ônibus para Kandy, o local mais distante até agora. Para variar eu era o único turista do meio de transporte, e assim como no outro ônibus que eu tinha pegado, esse também tinha um sistema de som em que tocavam músicas locais e indianas.
          No fim da tarde cheguei à primeira cidade montanhosa do roteiro, a antiga capital Kandy. Infelizmente cheguei tarde demais para ver o espetáculo de dança tradicional, então segui direto para o hotel, que ficava em uma construção centenária. Depois do check-in, saí atrás de uma lan house, e no caminho encontrei uma Pizza Hut. O único lugar do país em que vi um condicionador de ar me surpreendeu. Não somente por isso, mas pela boa qualidade dos serviços aliada a preços equivalentes ao que era há mais de uma década atrás em nosso país. Aliás, não foram só os preços que eram de tanto tempo atrás, no som de fundo estava tocando Backstreet Boys e Spice Girls! Satisfeito, voltei aos aposentos.
      17° dia
          O dia começou com um passeio pelo Templo do Dente de Buda, um complexo de construções históricas muito visitado, cujo cerne é o que acreditam ser um dos dentes do Buda. Em volta das construções existe um lago, que ajuda a embelezar ainda mais o local.

          Em seguida, caminhei morro acima até a reserva florestal Udawatakele, uma floresta equatorial de altitude. Percorrendo uma das trilhas do parque, encontrei um bando de cerca de 10 macacos da espécie Macaca sinica, endêmicos do Sri Lanka. Curiosos, cautelosamente se aproximaram de mim. Gostei da experiência de poder observar seu comportamento de forma natural. 


       
          Almocei novamente na Pizza Hut e corri para a rodoviária. Nesse momento tive uma grande dificuldade de chegar ao meu destino, devido a informações desencontradas entre meu guia e os moradores. Peguei 3 ônibus, passando por Kurunegala, na região montanhosa, e Puttalam, no litoral oeste, até chegar no começo da noite na península ventante de Kalpitiya. Sorte minha que um dos taxistas que estava no terminal da cidade conhecia quem cuidava da pousada onde eu ficaria, pois o lugar é tão rústico e isolado que não existe nem no Google. Os 2 simpáticos funcionários (Lorence e outro que esqueci o nome) esperavam avidamente por mim, seu único hóspede em dias. Depois de escolher a parte superior de uma cabana de madeira, fui dormir, pois o gerador que alimentava o local ficava desligado à noite.
      18° dia
          Depois de um café-da-manhã monstruoso, acompanhado de perto por corvos, esquilos e gatos, fiz o reconhecimento do local por meio um caiaque. Há uma laguna e seus ecossistemas típicos, como planícies de inundação, restingas, praias arenosas e manguezais. 

          À tarde, aproveitei o tempo livre para praticar um dos esportes mais comuns do local, o windsurfe. Só havia feito uma aula, alguns anos antes, e achei que seria suficiente, então aluguei o equipamento e depois de uma ajudinha para armar tudo, parti pro meio da laguna. Acontece que, embora eu tenha pegado a prancha mais estável, escolhi a maior vela e não lembrei de colocar o cinto (arnês), o que complicou em muito minha vida. O vento forte me jogava da prancha o tempo todo, e a retirada da vela da água era um parto.  Depois de uma hora (havia alugado por 3 h) meus braços já pediam arrego. Fui indo quase sempre na direção do vento, que me levava para fora da laguna, com pouco avanço no sentido contrário. Meu tempo já estava acabando, quando parei no outro lado e pedi ajuda a um pessoal que praticava kitesurfe. Nem eles foram capazes de me auxiliar, então terminei sendo rebocado por um barco de volta. Um pouco frustrante, mas valeu pela experiência.
          Se não fosse pelos mosquitos, a noite teria sido bem relaxante, apesar do calor. 
      9° e 20° dia
          No outro dia acordei com o corpo moído. Despedi-me e parti rumo ao sul para chegar ao aeroporto. Alguns ônibus e tuk-tuks depois, finalmente estava pronto para voltar pro Brasil. Aproveitei o tempo que ainda tinha para comprar artigos do local, como estátuas de elefante, camiseta, bebida e outros, pois até no aeroporto era barato. Finalmente chegava a hora de matar as saudades. Voltei a Dubai, Rio de Janeiro e por fim, minha querida Floripa, onde passaria os últimos dias de férias, antes de voltar a Canoas/RS.
      Ps: Se você curtiu as dicas, quer economizar ainda mais, conhecer outros destinos e apoiar novas relatos, não deixe de conferir meu blog! http://www.rediscoveringtheworld.com
       
       
       
    • Por joaooliveiraramos
      Amigos(as) mochileiros
      Estou planejando minha viagem para o Egito e ficarei sete dias em Setembro/14 e tudo que puderem me dar de dicas eu agradeço, pois irei sozinho.
      Eu quero ir nas pirâmides, rio Nilo, Alexandria, mesquitas. Sei que não da tempo de fazer muita coisa, mas se puderem me dar alguma sugestão quem já fez isso, eu agradeço. Para ir até Alexandria, vi uma passagem aérea pela cia Egyptair e achei barato, porem não gostaria de fazer tudo de avião, gostaria de ônibus, trem, alguma coisa que pudesse apreciar melhor os lugares mas não estou conseguindo localizar pela internet.
      No Cairo estou querendo ficar no Meramees Hoste, pelo li na internet que tem muitos brasileiros nesse hostel, se alguém puder dar uma opinião sobre esse ou outro, aceito indicação.
      abraços e aguardo
      João Ramos
    • Por esortica
      Viagem ao Egito
      Comecei minha viagem quando encontrei uma excelente promoção de passagens aéreas pela Emirates (obrigado http://www.melhoresdestinos.com.br )
      Comprei a passagem e a partir daí comecei a ler alucinadamente sobre o país, o que vistar, o que fazer, etc. Descobri que eu sabia muito pouco sobre o país, e qu o Egito tem muito mais a mostrar do que eu era capaz de imaginar. Acho que um mês lá não é suficiente pra ver tudo de interessante. Aliás, depois descobri, que tem algumas cidades que (pelo menos pra mim) merecem um mês só pra elas.
      Como tinha apenas 19 dias pra viajar (contando tempo de trânsito), tive que ajustar meu calendário pra fazer tudo o que queria.
      Aproveitei pra ‘encaixar’ Dubai na viagem, já que o stop-over era gratuito.
      Minha programação foi a seguinte:
      Cairo (1d) – Aswan (2d) – Luxor (3d) – Dahab (2d) - Sharm El Sheikh (2d) – Alexandria (2d) – Cairo (3d) – Dubai (2d)
      Questões práticas/burocráticas:
      Moeda: Libra Egípcia – A sigla utilizada normalmente é EGP (Egyptian Pound). Não há venda no Brasil, e obviamente lá não aceita Real, portando, leve Dólares Americanos ou Euros (ambos são trocados com facilidade e aceitos na maioria dos estabelecimentos comerciais). Eu levei também um cartão travel Money, para realizar saques conforme a necessidade e não precisar carregar muito dinheiro.
      Visto Egito:compra-se no aeroporto, moleza, sem perguntas. Logo quando entra no aeroporto do Cairo tem uns guichês de câmbio, e tem um deles que vende o visto (tem uma placa). Custa US$ 15, tem que ser em dinheiro e tem que ser em dólar. Pra quem vai visitar somente a Península do Sinai não é necessário visto, mas aí o caminho é tomar um voo pra Europa e de lá um voo direto para Sharm El Sheikh.
      Vacina: existe a exigência de vacina para febre amarela para entrada de brasileiros no Egito (carteira internacional, obviamente). Tomei a vacina e tirei a carteira na ANVISA, que geralmente tem representação nos aeroportos. Não me pediram nada quando entrei no Egito, mas não vale arriscar...

      Seguro Saúde: acho que é loucura viajar sem um seguro saúde. Recomendo dois: http://www.mondialtravel.com.br (é o líder mundial nesse serviço, e geralmente é o mais barato) e o http://www.worldnomads.com – fiz esse segundo, pois queria mergulhar e esse dá cobertura para esportes de aventura. Nunca precisei usar, então não sei como é a cobertura, mas ambos são bem renomados.

      Visto Dubai (EAU): sim, precisa de visto. Na ida passei 13h no aeroporto de Dubai e não pude sair porque meu visto era de uma entrada (e usaria na volta). Não sei exatamente qual é o trâmite no consulado, pois usei um serviço oferecido pela Emirates que tu paga uma taxa (US$ 74) e manda os documentos pelo site e eles providenciam o visto e te enviam por e-mail. Fiz num dia e recebi o visto pronto no dia seguinte (atenção, pois o prazo prometido é maior, e se quiser num prazo curto tem que pagar uma taxa de urgência). Acho que valeu a pena pagar por isso, pois não deu trabalho nenhum, e eu teria que enviar meus documentos pra SP, pagar a taxa do visto, pagar o Sedex pra receber meus documentos de volta, etc... Ia acabar gastando o mesmo.
      Celular: no aeroporto do Cairo mesmo comprei um chip, e foi um ótimo negócio – chip + 20 EGP para ligações + 3G de 2 MB por 90 EGP (uns R$ 30). E o 3G lá é de dar inveja, é muito rápido e pega em todo lugar, até no meio do deserto – o meu falha no Brasil falha no centro de Porto Alegre e na Av. Paulista...
      VIAGEM
      VOO
      Primeiro dia de viagem:
      O voo da Emirates deixa o GIG as 02:06h, rumo a Dubai num 777-800, com uma duração de 13h. Falavam tão bem da Emirates que fiquei decepcionado – achei beeem desconfortável, os assento muito, mas muito apertados (tanto na frente, como nas laterais) e reclinam muito pouco. Acho que é excelente pra quem viaja na classe executiva ou primeira classe, mas a econômica é triste. Pelo menos a comida é boa.
      Pra mim, outras cias como a Tap Portugal, KLM ou a Air France oferecem aviões bem mais confortáveis.
      A conexão teve uma duração de 13h, e fiquei só andando pelo aeroporto de Dubai – tem excelentes restaurantes no aeroporto, com preços ‘normais’, ao contrário do que acontece no Brasil (só pra ter uma ideia, comi num bistrô fantástico lá, e entrada, prato e sobremesa, com uma taça de vinho e água mineral Perrier saiu por R$ 100).
      O voo de Dubai pro Cairo tem 5h de duração, em aeronave com conforto idêntico.
      Curiosidade: nos voos da Emirates tem um um canal que exibe uma bússola indicando a posição de Meca, aí as vezes tu quer ir ao banheiro e tem uns caras rezando no meio do corredor, e tu tem que esperar...

      CAIRO (1d):
      Segundo dia de viagem:
      Na verdade não foi bem um dia inteiro, pois meu voo chegou ao Cairo pelas 10:30h, mas até eu entrar no país, trocar dinheiro e pegar minha bagagem já era meio-dia.
      Negociei com um taxista e fui direto pra Giza, conhecer as pirâmides. Negociei pro táxi rodar comigo o dia todo e no final do dia me deixar na estação pra pegar meu trem pra Aswan. Como eu estava com bagagem, e não tem locker nem no aeroporto do Cairo, nem na estação de trem, pra mim os US$ 35 foi um excelente negócio (ainda mais que era um Corolla com ar condicionado, e a maioria dos táxis no Egito são carros horríveis).
      No caminho fiquei bem impressionado com o quão grande é o Cairo. A cidade é monstruosa (cerca de 22 milhões de habitantes), e tem o pior trânsito que se pode imginar (buzinas pra todo lado, carros se enfiando pra lá e pra cá, ninguém liga o pisca).
      Não é exatamente uma cidade bonita. Pra quem não entendeu o eufemismo, a cidade não tem qualquer planejamento. Maior parte dos prédios conforme vamos nos afastando centro tem um aspecto de inacabado, sem reboco ou acabamento do lado externo, sem janelas (com lençóis no lugar, lembrando que quase nunca chove). As ruas são absurdamente sujas, com muito lixo espalhado.
      Chegamos às pirâmides.Não tem muito que falar, é simplesmente espetacular, indescritível. Consegui ver as pirâmides de todos os ângulos, aluguei um camelo pra subir na duna (o sol é insano, e caminhar na areia fofa do Saara sob um sol escaldante não é boa ideia).
      A “família” de pirâmide da Gizé é certamente a mais famosa. São ao todo 9 pirâmides, sendo três principais (Quéops, Quéfren e Miquerinos) e outras seis pequenas, que serviram de tumbas às rainhas. Somente do topo de uma duna distante é possível ver todas as nove. Vale muito a pena. Ah, a esfíngie fica logo na entrada. 
      CUIDADO com o assédio de vendedores, pessoal se oferecendo pra tirar fotos, etc. (ver na parte de dicas, no final do meu relato).
      Dentro da pirâmide não tem muita graça – lembrando que as pirâmides são muito antigas mesmo nos parâmetros da civilização egípcia (foram construídas dois mil anos antes de Tuthankamon) e portanto não têm grandes ornamentações. São apenas corredores de pedra, apertados e escuros, sem nada demais pra ver.


       
      Depois das pirâmides meu taxista me levou pra um tour pra ver as principais mesquitas, e depois pra um lugar chamado ‘Moqetim’, que é uma montanha alta, que oferece uma vista panorâmica da cidade (ou pelo menos ofereceria se a cidade não fosse tão poluída). Tem um trailer/bar lá, bom pra sentar e tomar um chá.
      Dalí segui para a estação de trem de Giza, pra pegar meu trem para Aswan. Comprei esse trem antecipado pelo site http://www.wataniasleepingtrains.com/Watania/Home.html - recomendo marcar com antecedência, pois encontrei uns espanhóis depois no hostel e eles só conseguiram pra 3 dias depois.
      Não foi barato (US$ 114 cabine privada, com jantar e café da manhã incluso), mas vendo os outros trens que circulam no Egito, tenho certeza que vale a pena. A acomodação no trem é bem boa, assim como as refeições que foram servidas (na cabine, não tem vagão restaurante). 

      ASWAN
      Terceiro dia de viagem:
      O trem atrasou bastante pra chegar a Aswan (o previsto era 08:30h, chegou as 11:30h). Cheguei e já negociei com um taxista pra me levar às principais atrações da cidade (paguei 100 EGP - uns R$ 35 - pelo resto do dia). Tem um centro de informações turísticas ao lado da estação de trem, ali peguei todas as informações que precisava.
      O primeiro lugar que fui foi a Represa do Nilo, que forma o Lago Nasser (lago artificial, formado pela represa). É legal, mas não tem nada demais nessa atração.
      Depois fomos ao Templo de Philae – esse sim é imperdível. O templo é muito bonito, pra mim um dos melhores da viagem toda. Esse templo está numa ilha, então o táxi te deixa na entrada e tu tem que negociar com o ‘motorista’ de barco pra te levar. É um porre – pra se ter uma ideia, o cara começou me cobrando 200 EGP e fechamos por 40 EGP. O problema era estar sozinho, se está num grupo o custo acaba se diluindo.
      O curioso é que esse templo foi retirado do local original e reconstruído, pois a locação original foi alagada quando a represa foi construída.
      Por fim, visitamos o Obelisco Inacabado. Nada demais também, mas é uma visita de 15 min, e é legal pra ver como os gigantescos obeliscos eram escavados na pedra.

       
      O táxi me deixou no meu hotel – Hotel Philae (US$ 20/dia - totalmente recomendado) – fiz check in e saí de novo. O hotel arrumou pra mim um passeio de felluca (barquinho a vela, que tem pra todo lado no Nilo) por 30 EGP a hora. Aproveitei e fui ver o pôr do sol no Nilo. É lindo, vale muito a pena.

       
      Desci da feluca e fui visitar o Museu da Núbia - lembrando que essa região do sul do Egito e norte do Sudão não pertenciam inicialmente à civilização egípcia, e sim eram uma civilização a parte, os núbios. Essa civilização conviveu com os egípcios por muito tempo, hora em paz, hora em conflito, mas no fim acabou por ser ‘incorporada’ ao império egípcio. Ainda assim, até hoje o pessoal tem orgulho de ser núbio, fazem questão de dizer que não são egípcios.
      No caminho, por sorte, me perdi e fui parar na vila núbia. Todos me olhavam como se eu fosse um ET. Até que um cara veio e me convidou pra tomar um chá na casa dele. Foi muito show ver como eles vivem (numa simplicidade impressionante) e conhecer a família do cara. Essas pessoas de origem núbia são extremamente simples, mas muitíssimo receptivas e educadas. Dava pra ver a alegria do cara em me receber.
      Depois do chá ele me levou até o museu. Adorei essa experiência.
      Pra quem quiser conhecer essa vila, ela fica ao lado do hotel Old Cataract (que ficou famoso graças a Agatha Christie, e é o mais caro da cidade).
      O museu é pequeno, mas extremamente organizado e muito bonito. Classifico como uma atração imperdível da cidade
      Depois jantei num restaurante indicado no Lonely Planet, e eu indico também. Se chama Ad-Dakka, e fica numa ilha no Nilo. Tu pega um ferry grátis que te leva lá. Comi um fish tagen espetacular e com um preço ridiculamente barato. O restaurante é lindo, tu senta num jardim iluminado com lanternas, com vista para o Nilo. Imperdível também.
      Quarto dia de viagem:
      O dia começou muito cedo, pois tinha agendado com meu hotel um day trip para visitar o templo de Abu Simbel (é bom reservar com antecedência, pois uma autorização é necessária – o hotel fez isso por mim também). Abu Simbel é uma cidade que fica a cerca de 240 km ao sul de Aswan, e 40 km da fronteira com o Sudão. 
      As vans pegam o pessoal nos hotéis às 3h da madrugada. Então todas as vans e ônibus se encontram num local e saem juntos, em comboio, com escolta militar, pois já houve um atentado terrorista nesse trecho e as ameaças continuam.
      É possível ir pra Abu Simbel também em um cruzeiro pelo Nilo ou um voo –mas devido a baixa procura não havia disponibilidade de voos, e quando tem, é somente indo e vindo do Cairo ou de Luxor.
      Em Abu Simbel há na realidade dois templos, o de Ramsés II e o de Nefertari (Templo de Hathor, ambos construídos em 1244 a.C.
      O Templo de Ramsés II é embasbacante – o templo mais impressionante que vi no Egito, com estátuas de 30 m de altura do faraó. O de Hathor é belo também, mas muito menor, com estátuas de ‘apenas’ 12 m.
      Esses templos também foram movidos pra esse lugar pela UNESCO para evitar seu alagamento quando as barragens de Aswan foram construídas. Na saída do templo tem um espaço que mostra o trabalho de engenheiros, arqueólogos e operários na transferência do templo. Belíssimo trabalho.
      A visita é rápida, a van chega lá pelas 8h e pelas 10h o comboio retorna para Aswan.

       
      No turno da tarde dei uma caminhada pelo centro da cidade e depois tomei o ferry boat dos nativos e fui visitar a outra margem do Nilo, onde estão as tumbas dos reis núbios. Visitei a Tumba dos Nobres, excelente passeio e grande vista da cidade.
      Depois fui ao Museu de Aswan, que fica numa ilha. Nada demais.
      As 19h tomei o trem pra Luxor que havia reservado anteriormente no mesmo site que mencionei acima – pela viagem de 3h paguei US$ 14, com jantar.
      Em Luxor fiquei hospedado no Hotel Nefertiti (US$ 25/dia, pelo booking – recomendo muito). O hotel fica em frente ao Templo de Luxor, e tem um terraço muito legal. A cozinha do hotel também é muito boa, oferecendo ótimas refeições (a parte) e um ótimo café da manhã (incluso na diária).
      LUXOR
      Quinto dia de viagem:
      Agendei no hotel um passeio guiado pelas atrações da margem leste da cidade – todas as atrações nas cidades que margeiam o Nilo são divididas de acordo com a margem em que se localiza. Todas as tumbas, templos e/ou monumentos mortuários (pirâmides, por exemplo) estão do lado esquerdo (ou oeste) e todos os templos de celebração à vida estão do lado direito (ou leste).
      Começamos o passeio visitando o Templo de Karnak – pra mim o ponto alto de Luxor, e o segundo na minha lista de favoritos – é muito grande e bonito, com muitas ilustrações gravadas nas pedras.
      Em seguida visitamos o Museu de Luxor – muito bom, e pra mim o segundo melhor do Egito, atrás somente do Museu do Cairo. Muitos tesouros encontrados nas Tumbas dos Nobres estão lá, e tem umas múmias bem interessantes.
      Depois foi a vez de visitar o Templo de Luxor (imperdível, terceiro na minha lista de favoritos). Ao final da tarde o templo fica muito bonito. Curiosidade: na entrada do templo tem um obelisco de um lado, e notamos a falta do que deveria estar do outro lado. Esse ‘irmão’ foi ‘roubado’ por Napoleão quando conquistou o Egito. Ele o levou à França e hoje esse obelisco está na Place de La Concorde. Portanto, quem já foi a Paris certamente viu ‘um pedaço’ de Luxor...

       
      Aqui dou mais uma dica de restaurante: fui jantar no Sofra (Top Choice no Lonely Planet), e esse se tornou meu restaurante favorito em todo Egito (tanto que voltei lá mais vezes). A comida é fantástica e o preço é muito baixo. Dá pra comer uma refeição de três cursos com bebida por uns R$ 35. Serve comida típica.
      Sexto dia de viagem:
      De novo peguei uma visita guiada, mas aí no lado esquerdo do Nilo – a grande necrópolis de Luxor.
      A visita começa com uma parada na estrada pra ver o Colosso de Mennon – par de estátuas do faraó Amenhotep III com 18 m de altura, e ganhou esse nome durante o domínio grego devido associação que os gregos fizeram com a lenda de Mennon.
      Em seguida fomos ao Templo Memorial de Hatshepsut (de longe o mais bonito e mais conservado do lado oeste em Luxor). Esse templo foi construído por uma das poucas faraós mulheres que existiram – Hatshepsut. Nas paredes há um ‘álbum de fotografias’ das viagens que ela fez pela África, mostrando animais. Muito legal, único templo em que vi isso. Posteriormente esse templo foi convertido em um mosteiro Copta.

       
      A próxima parada foi no Vale dos Reis – local onde eram construídas as tumbas e enterrados os faraós (isso cerca de 2000 anos depois das pirâmides, pois eles perceberam que as pirâmides eram facilmente e frequentemente saqueadas). O vale fica na encosta de uma montanha com formato piramidal natural. As tumbas eram construídas cavando a montanha, e após o funeral eram ocultadas pelos sacerdotes.
      Por isso ainda se acredita que há tumbas não encontradas pelos egiptólogos. A imensa maioria das tumbas foi encontrada saqueada, a exceção foi a tumba de Tutankhamon, que foi encontrada intacta (com todo tesouro dentro) no início do século passado – o tesouro é a principal atração do Museu do Cairo.
      O esquema do parque é que um ingresso (150 EGP) te dá acesso a 3 tumbas a tua escolha, exceto a de Tutankhamon, que se tu quiser visitar tem que pagar mais 100 EGP. Por indicação do meu guia visitei as tumbas de Ramsés IV, Ramsés IX, Merenptah e mais a de Tutankhamon. O mais legal nas tumbas é que como elas ficaram fechadas por muitos séculos, e a montanha é muito seca, a tinta nas paredes ainda está muito bem conservada, então podemos ver as ilustrações como eram quando feitas (ou pelo menos ter uma ideia). Muito bonito, com diversas ilustrações do Livro dos Mortos.
      A tumba de Tutankhamon é a mais sem graça das que vi: é pequena (a tumba era construída ao longo do reinado do faraó, e como ele reinou somente 9 anos e teve uma morte precoce, a tumba ficou pequena), e lá dentro estão somente a múmia do faraó e os dois sarcófagos mais externos em que ele foi enterrado (um de alabastro e outro de madeira).
      Por fim, visitamos o Templo de Medinat Habu. O interessante aqui é que ele foi construído por Ramsés III e foi sofrendo inúmeras intervenções até o governo grego de Ptolomeu. Então é possível ver no templo arquitetura clássica egípcia, grega, romana, copta (com uma capela cristã, inclusive). Curioso mesmo aqui é uma ilustração de Ramsés III obrigando seus inimigos a entregar seus pênis: tem uma fila de inimigos entregando seus pênis aos filhos do faraó, sob supervisão dele, e atrás deles uma imensa pilha de genitais masculinos – O governo de Ramsés III ficou marcado por guerras.
      À noite fui ao Souq (feira típica) com um pessoal que conheci, sentamos num coffeeshop e ficamos tomando chá e fumando sheesha – programa imperdível no Egito.
      Um programa legal em Luxor é um passeio de balão sobre o Vale dos Reis. Não fiz, pois quando estive lá estavam impedidos de acontecer – ocorreu um acidente 1 mês antes, em que morreram 17 pessoas na queda do balão.
       
      Sétimo dia de viagem:
      Saí por conta própria, pra ver as atrações que ainda não tinha visitado (nesse ponto tinha visto todas as principais atrações da cidade).
      Peguei o ferry boat local e cruzei o Nilo. Depois de me livrar de um taxista muito chato aluguei uma bicicleta (15 EGP o dia inteiro, com um chá de cortesia). A bicicleta era pré-histórica, mas quebrava o galho.
      Pra quem gosta de pedalar e tem um certo preparo físico é um programão – o caminho é simples, com poucos declives, o que mata é o sol. Mas aí é só colocar protetor solar e um turbante na cabeça que dá pra seguir.
      Pegando a estrada deve dar uns 5 ou 6 km até o ticket office, onde dá para comprar maior parte dos ingressos. O caminho é bem bonito – ali é perto do Nilo, portanto é verde, com muitas plantações. 
      Já no ticket office já é deserto de novo, apenas areia.
      Comprei os ingressos e bati pedal de novo até as Tumbas dos Nobres. Esquema semelhante ao Vale dos Reis – 1 ingresso x 3 tumbas.
      As Tumbas dos Nobres é onde eram enterradas pessoas importantes, como escribas, grã-vizires, etc. O interessante nessas tumbas é que as imagens são de coisas mais cotidianas (gente pescando, caçando, cortando cabelo,…) ao invés de imagens sagradas.
      Depois fui ao Templo Ramesseum (bem em frente às tumbas), que era parte do complexo funerário de Ramsés II (esse faraó foi uma espécie de Louis XIV do antigo Egito, para todo lado tem construções dele). O templo é bem grande, mas está bastante arruinado. Segue sendo recuperado por uma equipe alemã.
      Mais pedal e cheguei ao Vale das Rainhas – mesmíssimo esquema de 1 ingresso para 3 tumbas. Aquí estão enterrados as esposas e filhos dos faraós. 
      A tumba mais famosa e mais bonita é a da Rainha Nefertari (dizem que é mais bonita que qualquer uma, inclusive do que as do Vale dos Reis), mas ela está fechada para visitação há anos. Me disseram que é possível obter uma autorização especial para visitar por 22 mil EGP (uns R$ 7 mil), para quem tiver muito interesse…
      Visitei as tumbas de Amunherkhepshef (filho de Ramsés III), que hoje a grande atração do Vale das Rainhas, a tumba de Khaemwaset (outro filho de Ramsés III) e de Titi (uma rainha, ainda não foi descoberto quem foi seu marido, supõe-se que foi Ramsés III).
      Legal o Vale das Rainhas, mas visite se sobrar tempo, não tem nada demais.
      Depois segui para a vila dos locais, chamada Gorda – legal, está deserta hoje, o governo removeu os moradores, para preservação dos monumentos.
      Fiz uma visita rápida às tumbas dos trabalhadores (vale a visita).
      Por fim, fiz o ‘pior’ trecho – 40 min pedalando até o Templo de Seti I sob o sol (tem uma maratona famosa realizada em Luxor, e eu só me perguntava como alguém consegue correr 42 km com aquele ar seco e sob aquele sol, é insano).
      Quando cheguei ao Templo de Seti I já vi que era uma atração secundária, pois eu era o único visitante. O templo é legal, mas está bem arruinado, não há muito que ver.

       
      Voltei pro ferry (dessa vez por um caminho que tinha sombra), devolvi a bike, peguei minha mala no hotel e segui para o aeroporto para seguir para Sharm El Sheikh.
      Chegando ao aeroporto descobri que a Egyptair me ‘fez o favor’ de alterar meu voo – ao invés de um voo direto para Sharm (eles cancelaram o voo direto por baixa procura), me colocaram num com conexão no Cairo.
      Meu voo que duraria 1h, levou 5h entre voos e conexão.
      Ah, esse voo custou US$ 104, com as taxas, e dá para lançar as milhas na TAM.
      Cheguei em Sharm El Sheikh e já deu para ver que a cidade é de outro nível (muito mais elevado, claro), o aeroporto é moderno, bonito, recebe voos diretos de toda Europa.
      A van do meu hotel em Dahab estava me esperando (paguei 150 EGP ~ R$ 50 – barato para uma viagem de mais de 100 km). 
      DAHAB
      Oitavo dia de viagem:
      Dahab é uma cidade extremamente simpática e bonita. Adorei Dahab no exato momento em que coloquei os pés lá. Fiquei hospedado no Alaska Camp & Hostel (US$ 15/dia, sem café da manhã), excelente dica do Lonely Planet.
      Essas cidades litorâneas da península do Sinai recebem muitos turistas europeus, especialmente da Rússia, então tem uma galera bem diferente andando nas ruas.
      Tirei esse dia para mergulhar. Ao sair do hotel e ver o mar nem acreditei. É simplesmente fantástico. Dá pra enxergar as montanhas do outro lado, na Arábia Saudita.
      Já tinha agendado o mergulho com o dive center Sinai Backpacker Divers (recomendo totalmente).
      AVISO AOS MERGULHADORES: todos os dive centers no Mar Vermelho (seja em Dahab, Sharm El Sheikh, Marsa Alam,…) exigem um mergulho de check out, para avaliação das tuas habilidades. Os mergulhos geralmente são bem difíceis e/ou profundos – são interessantes para quem tem certificação Advanced e Nitrox. Se você tem apenas a certificação Open Water vai acabar mergulhando apenas onde os snorkelers ficam, nem vale muito a pena.
      Meu objetivo era mergulhar no Blue Hole, mas devido a regra acima, e como eu tinha somente um dia para mergulhar, tive que agendar um mergulho privado para mergulhar em dois dive sites no mesmo dia. Paguei US$ 120 – achei o preço excelente, tendo em vista que tive, o dia inteiro, um instrutor, um motorista, uma picape, ar e nitrox a vontade e todo equipamento de mergulho a minha disposição (os mergulhos aqui são da praia, não peguei nenhuma partindo de barco).
      O primeiro dive site que fomos foi o Canyon. O lugar é lindo, e nossa picape parou num bar muito legal, cheio de almofadas no chão para sentar. Lugar maravilhoso.
      O primeiro mergulho foi meu check out – mergulho fácil, perto dos recifes, apenas turismo, a uma profundidade média de 15-18 m, durou uns 45 min.
      O segundo mergulho foi para avaliar meu consumo de ar, mas é um mergulho imperdível, pois dessa vez entramos no Canyon. Como o nome diz é um Canyon, com uma entrada de 1,5 a 3 m de largura por uns 20-25 m de comprimento. Conforme tu vai se aproximando tu vai vendo as bolhas do ar dos mergulhadores que estão lá dentro “brotando” do chão, através das fraturas na areia. Show!
      Entramos no Canyon e ficamos uns 10 min lá dentro, com uma profundidade máxima de 36 m. É indescritível. Tenho que voltar lá. 
      Fui aprovado pelo meu instrutor, então depois de descanso e almoço, fomos para nosso segundo dive site: o tão esperado Blue Hole.
      O dive site se chama, na realidade, Bells – Blue Hole. A entrada é pelo ‘Bells’ e a saída pelo Blue Hole. O lugar é alucinante, difícil descrever. É uma atração famosa, então tem muita gente, muitos bares, muitos quadriciclos e camelos. Para quem quer apenas fazer festa o lugar já é irado.
      Deixamos a picape em frente ao Blue Hole, equipamos e atravessamos a pé umas pedras até o Bells – uma caminhada de uns 300 m, mas com todo equipamento é uma eternidade.
      Aqui começa a emoção. O Bells é um buraco com uns 2 m de diâmetro (daí o nome Bells – como a entrada é pedregosa e estreita, é impossível entrar sem bater com o cilindro nas pedras, fazendo assim um som de sino). 

      Entrando no buraco, tu tem que mergulhar até a profundidade de 34 m, e aí pode cruzar por um arco de pedra – dá para descer de ponta cabeça, vale muito a pena, a pesar do medo que dá. Passando pelo arco tu sai para uma formação de corais incrível, é literalmente uma parede, que começa com uns 2 m de profundidade e se estende até cerca de 300 m de profundidade.
      Nesse ponto o mergulho consiste em percorrer essa parede (tem uns 250 m, entre a saída do Bells e a entrada do Blue Hole) – a quantidade e variedade de vida ali é impressionante – peixes de todas cores (para quem quer ver um peixe palhaço, aqui chega a enjoar), tipos e tamanhos, arraias, anêmonas, polvos, tartarugas, lagostas, moreias gigantes. Ao longo do paredão nos mantivemos entre os 25 e 30 m, pois era onde tinha mais vida (nossa planejamento inicial era ficar em 20 m).
      Quando chega na entrada do Blue Hole tem que subir até uma profundidade de uns 8 m para cruzar os corais. Essa visão na entrada é indescritível, e a quantidade de vida aumenta ainda mais. Os cardumes batem em ti, literalmente. Daí em diante é um mergulho tranquilo, entre 12 e 15 m pelo interior do Blue Hole, até o ar acabar. Parada de segurança e fim da alegria. Ao todo durou quase 1 hora.


       
      CUIDADO:só vá nesse dive site se tiver confiança e, principalmente, um instrutor experiente e competente, que tenha pleno conhecimento do local. Impossível ignorar o quanto esse local é perigoso. Basta uma rápida busca na internet e se vê que dezenas de mergulhadores perderam a vida ali – é um buraco praticamente sem fundo, e o excesso de visibilidade pode ser traiçoeiro. Veja, por exemplo, essa reportagem: http://www.spiegel.de/international/zeitgeist/the-blue-hole-in-the-red-sea-is-the-deadliest-dive-site-in-the-world-a-844099.html
      Depois fui comer no restaurante Sea Bride – frutos do mar incríveis, imperdível.

       
      À noite já tinha agendado com o hostel a trip pro Monastério de Santa Catarina e subida do Monte Sinai (custou 100 EGP).
      As 23h a van me pegou no hostel e seguimos viagem, pois o tradicional é ver o sol nascer de cima do Monte Sinai, onde, segundo a lenda, Moisés recebeu de Deus a tábua dos 10 mandamentos.
      Antes que alguém fale ou pense algo, sei muito bem que não deveria mergulhar a mais de 30 m e subir uma montanha de 1850 m num intervalo tão curto de tempo, mas quando o tempo é curto e a vontade é muita, a gente arrisca…
      Nono dia de viagem:
      Comecei o dia (ou noite) viajando em direção ao Protetorado de Santa Catarina (é uma área de preservação). A viagem é como a ida para Abu Simbel – em comboio, escoltado pelo exército. Nossa van foi parada três vezes no caminho, mandaram descer todo mundo, aí teve revista, e conferência de passaporte.
      Para completar a viagem de uns 200 km leva 2,5 h. Chegamos lá pelas 1:30h.
      Cada van forma um grupo que tem um guia. A subida começa imediatamente. Aconselho levar bastante agasalho (especialmente um onorak, pois venta muito, e algo que cubra a cabeça e ouvidos), uma lanterna, muita água (a pesar do frio, é muito seco) e algo para comer (comprei sanduíches em Dahab, durante a subida até tem como comprar, mas aí é só Cup Noodles e chocolates).
      Para quem quiser, tem aluguel de camelos para fazer a subida (não sei quanto custa).
      Não dá para dizer que a subida é fácil, pois está escuro e é muito pedregoso, mas tem muitas paradas em coffeeshops pelo caminho, então dá para descansar, tomar um chá.
      Chegamos ao topo pelas 05:00h (3h de subida, mas com certeza um grupo mais homogêneo e preparado faria essa subida em 1h ou 1,5h).
      Muito frio lá em cima, então ficamos esperando o horário do sol nascer dentro do último coffeeshop. Pelas 6:00h subimos o último lance até o cume (aqui dá para alugar um cobertor por 20 EGP, coisa que fiz e recomendo, pois lá em cima venta demais).
      A dificuldade da subida e o frio não impedem os turistas (lembrando que esse monte é sagrado para as três maiores religiões monoteístas do mundo), pois quando tu chegas dá para ver que tem muita (mas muita mesmo) gente lá em cima. É difícil até arrumar um lugar para ver o sol nascer.
      A visão do sol nascendo sobre a paisagem inóspita e desértica (não há um verde onde a vista alcança, apenas areia e pedras) é incrível. É uma experiência realmente imperdível.

      Depois de um tempo lá em cima, curtindo o visual, reiniciamos nossa descida.
      A descida foi por um caminho diferente, muito bonito, e foi também muito mais animada, o grupo todo conversando e interagindo mais.
      Essa descida leva umas duas horas, para chegar até o monastério. O monastério ainda estava fechado quando chegamos (abre apenas das 9h ao meio-dia).

      A visita ao monastério é legal, mas o local é muito simples, e poucos espaços estão abertos à visitação. Esse monastério é patrimônio da humanidade, segundo a UNESCO, e de acordo com o que li lá é o mais antigo em atividade, datando de 300 d. C. (sua construção foi ordenada por Helena, de Tróia). Ao contrário do que muita gente pensa, Santa Catarina não viveu lá – segundo a lenda, ela foi uma mártir do cristianismo que foi torturada e decaptada em Alexandria, e após sua morte os anjos recolheram seu corpo. Muitos anos depois, dizem que, os monges desse monastério encontraram o corpo dela intacto no cume de um monte próximo (hoje chamado de Gebel Katarina, ponto mais alto do Egito). Dizem que o corpo dela ainda está lá no monastério, mas ninguém pode (ou pôde) vê-lo. Acreditando ou não, é uma visita muito importante.
      Ah, vale lembrar que o cristianismo no Egito é Copta Ortodoxo, não notei qualquer sinal de presença católica no país.
      Após a visita tomamos a van e voltamos para Dahab, em comboio escoltado.
      Chegamos a Dahab pelas 13h. Fiz meu check out e me preparei para ir para Sharm El Sheikh.
      Chegando a rodoviária descobri que todos os ônibus saindo da cidade haviam sido cancelados, devido falta de diesel (o Egito está passando por uma falta terrível de diesel e benzeno, tendo até alguns trens sendo cancelados por conta disso).
      Negociei (muito) com um taxista, e consegui ir por 120 EGP (considero excelente – mais de 100 km, por R$ 40).
      Em Sharm fiquei no Iberotel Lido – melhor hotel que peguei na viagem, mas também o mais caro, paguei US$ 40/dia, mas é um hotel 4 estrelas, que tem até praia particular, fica dentro de Na’ama Bay (área do agito), e ao lado do porto de onde saem os barcos de mergulho, meu quarto tinha hidromassagem, e tem um café da manhã inacreditável (para mim foi uma barbada). Há hospedagens mais baratas, mas fora da baía, aí depende de pegar táxi pra quase tudo – pra uma pessoa não vale a pena.
      Acabei perdendo o horário para agendar meus mergulhos com o escritório da Sinai Divers em Sharm. Tive que ir para uma agência menor, e acabei na Dolphin Divers (meio amadora, mas não prejudicou, pelo contrário, pois para mim que tinha tempo curto eles nem pediram check out, pois eu tinha mergulhado dois dias antes em Dahab,  mas se eu voltar lá vou procurar um dive center maior e mais preparado – gostei de dois, do Sinai Divers e do Camel Divers, grandes, bem equipados e com hotéis próprios).
      Comi no excelente restaurante típico Abou El Sid (fica no terraço do Hard Rock Café) – recomendo totalmente, só não recomendo a ninguém o vinho egípcio, que provei ali pela primeira vez e achei horrível.
      SHARM EL SHEIKH:
      Décimo dia de viagem:
      Sharm é um balneário extremamente badalado (aliás, Sharm e Dahab nem parecem que pertencem ao mesmo país que Luxor, Cairo, Aswan,… é um mundo a parte).
      Muitos turistas, muitas festas, muitos restaurantes, muitos bares, muito tudo.
      Ah, tudo é mais caro também, mas ainda assim achei bem em conta, comparado com os preços no Brasil.
      Para quem mergulha é totalmente imperdível, tenho planos de voltar lá só pra isso.
      Acho que é muito bom pra festas também – não saí lá, pois queria estar inteiro pra mergulhar, mas tem umas baladas gigantescas.
      Nesse dia tomei o barco para a Ilha de Tiran, com direito a quatro mergulhos lá, nos dive points de Ras Bob, Gordor-Ali (para mim o lugar mais bonito do dia), Near Garden e Far Garden (melhor mergulho do dia) – todos eles com profundidade média de cerca de 25 m e duração média de 40-45 min. 
      O mais impressionante no Mar Vermelho é a visibilidade (sempre superior a 60 m). Quanto aos corais e vida marinha nem vou tentar descrever, pois gastaria páginas e não conseguiria demonstrar o que é…

      Para quem se interessar, Sharm é ótimo para comprar equipamentos de mergulho, com preços excelentes (tipo os preços de Miami). Fiz ótimos negócios lá.
      Décimo primeiro dia de viagem:
      Mais um dia de mergulho, dessa vez na reserva de Has-Muhammed (considerado por muitos um dos top 5 dive points mundiais).
      Mais quatro mergulhos: Ras Khaita, Temple (lugar mais bonito do dia, tem um bar maravilhoso em frente à praia, deu vontade de ir), Marsa Ghazlani e Jackson Reef (melhor mergulho em Sharm, com certeza, e junto com o Blue Hole os melhores da minha vida) – todos profundos (>22 m de profundidade) e duração entre 30-40 min (em Ras-Muhammed tem muita correnteza, que joga o mergulhador em cima dos corais, o que torna o mergulho muito cansativo e o consumo de ar muito elevado). Nenhum dos mergulhos tu entra e sai no barco, são todos mergulhos de correnteza, em que o barco te pega depois onde tu sair – é bem legal que tu tem que subir no barco em movimento, aí haja pernada.




       

       
      Voltamos para Baía e me ofereceram um mergulho noturno. Apesar de exausto, não resisti e fui, saindo da praia, ali na Na’ama Bay mesmo. É imperdível, a vida marinha é totalmente diferente da vida durante o dia, e a profundidade é mais amigável, sendo a máxima de 16 m.
      Depois fui pro hotel e me preparei para zarpar para Alexandria, de ônibus (não quis arriscar uma doença descompressiva depois de fazer 9 mergulhos em 2 dias, quase todos profundos).
      ALEXANDRIA 
      Décimo segundo dia de viagem:
      Meu ônibus para Alexandria (115 EGP, 10 horas de viagem pela GoBus, que tem o melhor ônibus, mas não é bem meia-boca) deixou Sharm à 1h da madrugada.
      Entrei e ‘desmaiei’ no bus. Fui acordado no meio da madrugada o foi um susto da porra.
      O exército parou o ônibus e mandou todo mundo descer. Eu lá, sem entender nada, não falando nada de árabe e ninguém falava nada de inglês.
      Fizeram todo mundo descer, retirar suas malas do bagageiro do ônibus e aí foi revista completa – cão farejador, raio-x, reviraram malas. Muito tenso.
      Aí todo mundo colocou as malas no bagageiro e voltamos ao ônibus aí eles entraram de novo, pegaram o cara que tava sentado ao meu lado, algemaram e levaram o cara. Tensão absurda. O ônibus seguiu viagem, agora sem interrupções até o Cairo (escala normal do ônibus) e depois até Alexandria.
      O ônibus chegou a Alexandria pelas 11:30h. Não tem rodoviária (pelo menos acho que não tem), então o ônibus simplesmente para num lugar aleatório no meio da estrada e o motora diz ‘fim da linha, desçam!’. Tem um monte de táxis, aí fica fácil.
      Me hospedei no Alexander The Great Hotel (US$ 15/dia, no booking.com). A primeira vista não gostei do hotel, a entrada é um pouco escondida, mas os quartos são ótimos e o gerente de lá é muito gente boa, me ajudou muito e deu excelentes dicas da cidade. A localização do hotel é bem central, dá pra fazer quase tudo a pé – recomendo.
      Bom, Alexandria é uma cidade muito grande, uma metrópole. É banhada pelo Mar Mediterrâneo, o que confere grande beleza à cidade. Foi fundada por Alexandre, O Grande, e foi capital do Egito durante o domínio grego – nessa época ela foi um dos maiores centros culturais do mundo, abrigando a maior biblioteca da época e tendo como atrativo o farol de Alexandria (uma das sete maravilhas do mundo antigo). Essas duas atrações acabaram sendo destruídas por incêndios e terremotos. Hoje há uma nova biblioteca onde havia a antiga e no lugar do farol, hoje existe um antigo forte, o Fort Qaitbey.
      Iniciei meu tour visitando o Foro Romano da cidade. É importante historicamente, pois é o único no Egito, mas é bem pequeno, não tem nada demais. Se seu tempo for curto, pode pular.
      Depois fui ao Pilar de Pompéia e ao Templo de Serapio. Esse templo tem um significado especial para o ateísmo, pois é o primeiro caso registrado em que um templo religioso foi desalojado pelo governo em prol da ciência, se tornando uma extensão da biblioteca de Alexandria, que não comportava mais a quantidade de volumes que crescia sem parar – mas, poucas ruínas sobreviveram, é uma atração secundária.
       
      Pra encerrar meu dia de visitas fui às Tumbas de Kom Ash-Shuqqafa – isso sim é uma visita que vale a pena. Interessantíssimo ver nas ilustrações das tumbas o sincretismo religioso que ocorreu à época, misturando tradições gregas, religiões egípcias e o cristianismo ainda incipiente. É possível ver Anúbis vestindo túnica de legionário romano, estátuas típicas egípcias com rostos gregos e sarcófagos com crucifixos estampados. Fiquei ali até a hora de encerramento (tudo encerra as 17h no Egito).
      Mas de longe, o mais legal do dia foi ter caminhado pela cidade. É um caos, um absurdo de gente, carros, motos, camelos, cabras, trans (o estado de conservação dos trans é péssimo, parece que foram escavados junto das pirâmides). É muita gente nas ruas.
      Com certeza eu parecia um E.T. naquele lugar. É uma experiência pra vida...

      Depois fui ver o pôr do sol na orla do Mediterrâneo. É muito bonito, a cidade forma uma baía... Segui minha caminhada onde hoje fica a biblioteca de Alexandria – esse com certeza é o prédio de arquitetura mais moderna em todo Egito, é muito bonito. Aproveitei e sentei num café muito legal em frente, com vista pro mar chamado Selsela Café – imperdível.

      Mais tarde fui a um restaurante de frutos do mar, que acabaram me fazendo mal, não sei se por estarem mesmo estragados ou se foi por que eu comi muito, só sei que tive uma noite horrível.

      Décimo terceiro dia de viagem:
      Devido a intoxicação alimentar, só consegui me recuperar e sair do hotel pelas 11h da manhã, o que limitou muito meus passeios.
      Fui direto visitar ao Fort Qaitbey. É uma das melhores atrações da cidade, com certeza. É uma fortificação de 1480, para proteção da cidade. Na sua construção foram usadas pedras que pertenceram ao mítico Farol de Alexandria. A vista da baía é linda.

      Depois fui conhecer a moderníssima Bibliotecha Alexandrina. É um complexo cultural de dar inveja, com um acervo monstruoso de livros para consulta (física ou digital, não deixe de visitar o site http://www.bibalex.org
      Além da biblioteca o prédio abriga vários museus (todos pequenos, mas muito interessantes) e um planetário. Em minha opinião, a melhor atração da cidade e uma das melhores de todo Egito. Absolutamente imperdível. 

      Depois, tentei visitar o museu de Alexandria, mas quando cheguei já estava fechado.
      Outra coisa legal pra fazer na cidade é mergulho. É diferente aqui, pois tem a cidade submersa de Cleópatra, com vários monumentos, esfinges, estátuas, templos, tudo embaixo d’água, acessível apenas por mergulho. 
      Nem tentei fazer, pois a visibilidade no Mediterrâneo estava em torno de 1 a 2 m.
      Pra quem quiser agendar tem que ir ao centro de escoteiros da cidade (to falando sério), e fazer o agendamento. Me disseram que os caras são muito amadores e os equipamentos bem ruins, mas o mergulho é bem fácil. Tem que pegar um barco e ir pela baía até as proximidades do Fort Qaitbey e mergulhar. Mas geralmente, com pouca visibilidade tu nem consegue encontrar nada...
      Mais tarde peguei meu trem pro Cairo. Comprei 1ª classe por 35 EGP – deve ser a pior primeira classe do mundo, o trem é velho demais e cheira muito mal – leva cerca de 2,5h até o Cairo. Tem o trem ‘popular’ que custa 5 EGP – vi o vagão e fiquei apavorado que ainda funcione – esse leva 4,5h até o Cairo.
      Cheguei ao Cairo tarde e fui direto ao hostel. Reservei o Dina’s Hostel – (US$ 15/dia o quarto privativo) bom hostel, limpo, mas meio bagunçado. Creio que dá pra encontrar acomodação melhor pelo mesmo valor...
      CAIRO
      Décimo quarto dia de viagem:
      Acordei e fui direto ao Museu do Cairo – é com certeza um dos museus mais importantes do mundo, e pra quem gosta de museus (como eu) passa um dia inteiro lá com facilidade. O que mais gostei foram o Tesouro de Tutankhamon e o Salão das Múmias (tem que comprar ingresso extra para entrar, mas vale muito a pena).

       
      Depois do museu deu uma caminhada pelo centro da cidade. É importante salientar que o Cairo é uma cidade notívaga. As lojas não abrem antes das 10 ou 11h da manhã, e fecham muito tarde (nem sei dizer o horário, mas é após a meia noite).
      O centro é um caos inacreditável. É gente demais nas ruas. O centro do Cairo é uma imensa 25 de março, com muita gente vendendo coisas nas ruas, mas agravado pelo fato que quando tu menos esperas passa um cara tocando um monte de cabras, e outras coisas bizarras assim. 
      Dalí fui a pé até o famoso souq Kharm El-Khalili. Se quiser ir até lá, esteja preparado para um assédio absurdo, realmente desconfortável. Eles realmente expulsam o turista de lá, tornando o passeio ali extremamente desconfortável (pelo menos pra mim).

      Décimo quinto dia de viagem:
      Nesse dia marquei uma Day trip com dois colegas de hostel e fomos conhecer Memphis, Saqqara e a Pirâmide Vermelha, em Dahshur.
      Esse passeio vale a pena, especialmente pela Pirâmide Vermelha e pela ‘Step Pyramid’ (primeira a ser construída, com arquitetura visivelmente mais rudimentar que a Vermelha ou as da Gizé).

      Memphis achei bem sem graça – acho que depois de visitar Luxor e Aswan Memphis se torna simplória, mas pra quem vai somente ao Cairo talvez valha a pena. Tem um esfinge pequena, uma estátua de Ramsés II (que está deitada, é o mais interessante lá) e algumas outras estátuas.
      Em Saqqara tem, além da ‘Step Pyramid’, a pirâmide inacabada (pra mim pareceu mais um monte de areia), as ruínas do Monastério de São Jeremias (interessante, da época que o cristianismo iniciou no Egito) e a pirâmide de Seti I.
      Só tive azar nesse dia pois peguei uma tempestade de areia (na real foi uma ‘marola de areia’, mas já foi bem incômodo), e o tempo estava horrível, baixíssima visibilidade, e no fim do dia tinha areia em todo lugar.
      À noite fui caminhar no Cairo antigo. Recomendo totalmente ir lá a noite. É muito bonito, as mesquitas são lindamente iluminadas, as ruas estão tranquilas, não há nem sinal de turistas e, portanto, não tem assédio nenhum. Eu não tinha ideia, mas boa parte das mesquitas ficam abertas a noite, permitindo visitas nesse horário. Um bom ponto de partida é o souq Kharm El-Khalili, caminhando em direção às mesquitas à vista.
       



       
      Décimo sexto dia de viagem:
      Iniciei o dia visitando o Cairo Copta - seguindo a sugestão do Lonely Planet e iniciando a visita pelo Museu Copta (excelente museu, muito bonito e muito organizado – dar atenção especial ao trabalho de marcenaria no teto do museu, é lindo). Em seguida fui à ‘Hanging Church’, depois a Igreja de São Jorge (que infelizmente estava em obras, fechada para visitação), as Igrejas de Santa Bárbara e São Mercúrio, a sinagoga Ben Ezra e a mesquita de Ahmad Ibn Tulun. Acho imperdível conhecer esse bairro no Cairo, chama muita atenção as diferenças entre os cristianismos (católico x copta), especialmente em termos de simbologias e representações artísticas. Dá pra ver tudo num turno.
      A tarde fiz meu tour pelo Cairo Islâmico – acho que tem mais mesquitas no Cairo do que igrejas em Salvador. Se você realmente gosta de visitar esses templos, pode passar uma semana só conhecendo as mesquitas do Cairo. Honestamente, não é muito a minha. Dei um giro geral (prepare-se, pois a menos que tu alugue um carro/táxi, é uma bela caminhada), e na minha opinião só uma é realmente imperdível: a mesquita de Mohammed Ali. Gostei bastante também da ‘Blue Mosque’ e da Mesquita de Al Hakim. E, pelo menos pra mim, as mesquitas são mais bonitas por fora do que por dentro. A arte islâmica nas mesquitas é mais baseada em arte decorativa, com relevos, lustres, tapetes,...

      A noite peguei meu voo pra Dubai, tudo tranquilo no embarque e na saída do país.
      DUBAI
      Décimo sétimo e décimo oitavo dias de viagem:
      Pouca coisa a falar sobre Dubai, minha passagem lá foi bem corrida.
      A entrada nos Emirados Árabes é bem tranquila, só apresentei passaporte e visto e pronto. Nada de perguntas, não pediram reserva de hotel, nem seguro saúde.
      Fiquei hospedado no Youth Hostel (US$ 20/dia no quarto coletivo – provavelmente a hospedagem mais barata da cidade). O hostel é da rede HI e é bem organizado, tem até uma piscina massa. Reserve antes, pois quando eu cheguei estava lotado. Reservei pelo booking.com. 
      A cidade á bem fácil de conhecer, e o metrô é um grande negócio – não é subterrâneo, e sim elevado, acima dos carros, então tu consegue andar de metrô olhando a vista. O passe diário do metrô custa 18 Durheins (ou EAD) ~ R$ 10.
      Dá pra conhecer (leia-se ver, e não usufruir) todas as principais atrações da cidade em pouco mais de um turno.
      Tem muita coisa pra fazer na cidade, até esquiar, ou alugar uma Ferrari, ou mergulhar, saltar de paraquedas e por aí vai, de acordo com o gosto pessoal de cada um. Como meu tempo era bem curto, optei por subir no Burj Khalifa, visitar o aquário, e fazer compras.
      O Burj Khalifa é o maior prédio do mundo, com 124 andares, e a vista de lá é muito show. Minha dica é reservar antes se quiser subir. Com reserva custa 125 EAD (+/- R$ 70), sem reserva sai por 400 EAD (+/- R$ 230). Tive que pagar o valor cheio, estava sem lugar para reservas pelos 4 dias seguintes!

      A cidade é excelente para compras, pois é sem imposto nenhum. Tudo que é fabricado na Ásia ou Europa tem um preço melhor que nos EUA.
      Eu que gosto de cozinhar fiz a festa comprando facas Global e panelas Le Creuset por verdadeiras barbadas (em média 30-40% do preço no Brasil).
      Outra coisa barata em Dubai são as champagnes – não sei como, mas custam menos  que na França.
      VOO
      Décimo nono dia de viagem:
      Voo de volta Rio, em avião e conforto idênticos ao da ida.
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      MINHAS DICAS E SUGESTÕES:
      Leituras úteis/prévias:
      Guia Lonely Planet Egypt
      Breve História do Antigo Egito, de Juan Jesús Vallejo

      Idioma:
      Não sei nem uma palavra em árabe, mas com inglês médio tu se vira em qualquer lugar (só tive dificuldades com isso em Alexandria).
      Dinheiro e pechincha:
      •    Dá pra pagar em dólares americanos na maior parte dos lugares, mas recomendo que tenha sempre em mente a taxa de câmbio real, pois toda vez os vendedores espertinhos usam uma taxa diferente, e sempre favorável a eles - maior picaretagem. Como tinha 3G lá eu consegui consultar em tempo real. Se você não tiver esse recurso, recomendo que consulte sempre que possível (eu uso o http://www.oanda.com" onclick="window.open(this.href);return false; );
      •    Sempre carregue trocados. SEMPRE! Dê as notas grandes em restaurantes e entradas de museus e deixe as pequenas para o resto. É quase impossível obter troco no Egito, especialmente de taxistas;
      •    Tenha sempre moedas, para dar em banheiros (todo banheiro tem alguém na porta, e é hábito dar 1 EGP pra essa pessoa);
      •    Em visitas em mesquita é comum dar um trocado pro cara que cuida dos sapatos. Aliás, nessas mesquitas rola maior extorsão, fique atento;
      •    Pechinche muito. Isso cansa demais, mas é necessário, pois o primeiro preço que o cara te dá é no mínimo o dobro do que tu deve pagar pelo produto. Se o cara não chegar ao preço que tu quer pagar, tente em outro lugar.
      Lugares e atrações que considero imperdíveis:
      •    Cairo – Pirâmides da Gizé, Museu do Cairo, Mesquita de Mohammed Ali, Museu Copta, visitar o Cairo antigo e as mesquitas à noite.
      •    Aswan – Templo de Philae, Museu da Núbia e day trip para Abu Simbel.
      •    Luxor – Templo de Karnak, Templo de Luxor, Museu de Luxor, Restaurante Sofra, Vale dos Reis, Templo Memorial de Hatshepsut.
      •    Dahab – Blue Hole, Restaurante Sea Bride, Monastério de Santa Catarina e subida ao Monte Sinai.
      •    Sharm El Sheikh – Na’ama Bay, Ilha de Tiran, Reserva de Rãs-Muhammed.
      •    Alexandria – Qaitbey Citadel, Biblioteca de Alexandria, Selsela Café, Lancheria Mohammed Ahmed.
      •    Comidas – kebab, shwarma, tagens, tahini, babaganoush, falafel, pães.
      •    Pimentas e temperos – todo souq tem inúmeras bancas de pimentas e temperos. Tem muita variedade, mas o preço nem sempre é vantajoso. O que mais vale a pena é a baunilha – eles vendem a fava a 5 EGP a unidade (isso é extremamente barato). Cuidado se quiser compra açafrão (coisa que não fiz e não faria), pois é ‘barato demais’. A maioria que vi era açafrão-da-terra, e não açafrão legítimo. Maior fria.

       

       
      Assédio a turistas:
      É simplesmente absurdo, em todo lugar. O pessoal lá acha que tem (e que vão) fechar negócio contigo. Qualquer negócio. Tentam te empurrar qualquer coisa. 
      Tive diálogos do tipo: Vendedor: “Quer comprar cigarro???” / Eu: “Não, obrigado, eu não fumo.” / Vendedor: “Mas é muito barato. Sabe quanto custa???” / Eu: “PQP, eu NÃO FUMO. Não me interessa o preço!!!” / Vendedor: “Mas você pode levar pra alguém no seu país!”.
      Eles acham que tu sempre queres comprar, que é só questão de ajustar o preço.
      O papo de abordagem é sempre o mesmo, eles chegam e perguntam de onde tu é pra começar a conversa. No início, até achava que só queriam conversa e dava trela. No final já mandava pastar.
      Como falei, o assédio é muito incômodo em todo lugar, mas em Luxor é 10 mil vezes pior. No dia em que fui visitar o west bank tive que espantar um taxista aos berros e dizer que ia chamar a polícia se ele não parasse de me seguir. E tem os caras das charretes e os das fellucas. São os piores, às vezes até agressivos. Todo cuidado é pouco – não dê trela, simplesmente ignore.
      Alguns exemplos de golpes aplicados:
      Eles tem vários golpes treinados pra aplicar a turistas. Por sorte e grande precaução, não caí em nenhum, mas vou relatar os que tentaram aplicar em mim, que li e as histórias que ouvi de outros turistas pela viagem. Lá vai:
      Museu fechado: o cara vê o turista se dirigindo a um museu e se aproxima dizendo que o museu só abre em uma hora/que está na hora da oração, então não dá pra comprar ingresso/que naquele horário é somente para excursões/ou outra estória qualquer (às vezes o cara diz que trabalha no museu, pra dar credibilidade). Aí ele sugere que tu vá dar uma volta redondeza, quando tu concorda, ele diz: “ah, tem uma loja do governo ali adiante, os produtos são lindos maravilhosos fantásticos e a pqp, e o preço é tabelado pelo governo”. Se tu for a tal loja, caiu no golpe, é de um amigo do cara e ele vai ganhar uma comissão.
      Loja do governo: isso não existe. Eles dizem que a loja é do governo, ou do ministério do turismo, ou de um sindicato de artesãos, coisas assim. Tudo pra tentar legitimar o produto, que invariavelmente tu encontra em todo lugar, sempre com preços semelhantes (e não esqueça da barganha);
      Permissão para tirar foto: tu entra em um local, monumento, museu, etc, em que não é permitido tirar foto, aí vem o guarda do local e diz (como se fosse um segredo entre vocês dois) pra você tirar fotos a vontade. Obviamente ele vai te extorquir dinheiro depois, sob pena de que se tu não der ele vai te denunciar, chamar a segurança, fazer um escândalo...
      Guia x Guardião: Tu tá na tranquilidade curtindo um lugar e chega um mala e comenta algo sobre o que tu tá olhando. O cara insiste e meio que tenta te guiar, mostrando o local. Aí tem duas maneiras de cair nesse golpe: 1º- seguir o cara logo de início, e logicamente e ele pedirá dinheiro depois; 2º- dizer pro cara que não precisa de guia, aí ele diz com uma cara de ofendido: “não sou guia, sou apenas o guardião do parque”, aí o turista acha que ele não pedirá dinheiro, mas ele vai pedir sim! Eu já falava de cara que queria ficar só, tirando minhas fotos e lendo meu guia, e que não ia dar dinheiro pra ninguém. Depois de me dar um olhar mortal eles iam embora.
      Segurança:
      Não existem roubos, furtos ou assaltos no Egito, quanto a isso é uma tranquilidade. Pode caminhar à noite pelas ruas das cidades, deixar a mochila em cima da cadeira do restaurante e ir ao banheiro, tudo na boa.
      Em alguns templos ou monumentos tem uns seguranças portando metralhadoras/submetralhadoras/revólveres. Como se isso não fosse suficientemente desconfortável, às vezes essas caras vem na maior cara de pau pedir dinheiro
      Não esqueça que o país está em plena revolução. Não como foi em 2011, lógico, mas no Cairo dá pra sentir a tensão no ar. No downtown tu vê prédios destruídos, carros incendiados... As ruas onde ficam os consulados dos EUA, da Inglaterra, etc, estão interditadas por blocos de concreto. Bem tenso.
      Portanto, mantenha distância desses lugares, especialmente da Tahir Square – tem mais de duzentas pessoas vivendo acampadas lá.
      Teve um único dia que queria visitar um endereço próximo à Tahir, pra ir à bookstore da American University in Cairo (AUC) comprar bons livros sobre o Egito. Não resisti e passei ao lado da praça pra ver “qualéqueé”. Me arrependi – não aconteceu nada, mas nunca senti uma tensão daquelas.
      Alimentação:
      Falam pra ter muito cuidado com a água no Egito em todo lugar. Não tive nenhum problema com isso. Não tomei água da torneira, claro, mas não recusei nenhum chá que me foi oferecido, consumi gelo normalmente,....
      A ‘comida típica’ do país é a comida que encontramos em qualquer restaurante árabe no Brasil. É muito boa e muito barata.
      Transporte:
      Conforme meu relato, tive problemas com TODOS os transportes que utilizei (trem, avião e ônibus). Portanto, muito cuidado na hora de fazer programações/cronogramas, pra não marcar compromissos com horários apertados.
      Táxi é muito barato no Egito, mas sempre negocie bem o preço antes, deixando claro pra onde tu vai e por onde quer passar no caminho (se for o caso) e quanto será a corrida – o ideal é tu fazer o preço pro cara, chega e diz: pago XX EGP, se ele disser que não, apenas saia andando, eles sempre acabam fechando. SEMPRE pergunte se o taxista tem o troco que tu precisa – é sempre mesma coisa, chega na hora eles dizem que não tem troco e ficam insistindo que tu deixe o troco como gorjeta (sou contra dar gorjetas a taxistas, afinal eles já estão sendo pagos pelo serviço).
      Se o taxista não falar inglês e tu não ficar confortável com o cara, manda embora que logo vem outro que fala.
      A maioria dos táxis são carros muito velhos, em péssimo estado de conservação. Em Alexandria TODOS os táxis são Lada 2157, com mais de 30 anos de uso.
      Usar cinto de segurança é uma aventura – em Alexandria o taxista surtou quando tentei colocar o cinto, dizendo que não era necessário. No Cairo tive duas camisetas manchadas. Explico: como a cidade é muito (mas muito mesmo) poluída e ninguém usa o cinto, ele fica podre de sujo da fumaça dos carros, aí quando o trouxa coloca e mancha a roupa.

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      Bom, peço desculpas se o relato ficou muito grande, tentei ser o mais ilustrativo possível, transmitindo minhas impressões e informações que considero úteis para quem for conhecer esse país, que com certeza está na lista de qualquer mochileiro que se preze.
      Se alguém quiser mais detalhes, informações, etc, é só escrever, ficarei feliz em ajudar.
      Abraço a todos!
      Emanuel
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