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Discussões & Notícias sobre o Aquecimento Global

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[info]Discussões & Notícias sobre a "novela" do Aquecimento Global[/info]

 

[t1]"Não existe aquecimento global", diz representante da OMM na América do Sul[/t1]

 

:arrow: Fonte: UOL Ciência e Saúde http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/12/11/nao-existe-aquecimento-global-diz-representante-da-omm-na-america-do-sul.jhtm

 

Por Carlos Madeiro

Especial para o UOL Ciência e Saúde

 

Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.

 

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

 

UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?

 

Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

 

UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?

 

Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.

 

 

UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?

Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

 

UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.

Molion: Depende de como se mede.

 

UOL: Mede-se errado hoje?

Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

 

UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?

Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

 

UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?

Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

 

UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?

Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

 

UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?

Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

 

UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?

Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.

 

UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?

Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

 

UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?

Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

 

UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?

Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

 

UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?

Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

 

UOL: Mas o mar não está avançando?

Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

 

UOL: O senhor viu algum avanço com o Protoclo de Kyoto?

Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

 

UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?

Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

 

UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?

Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.

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Caro Léo,

 

Na verdade não é bem assim...

 

Veja bem que nenhum produtor rural deseja conscientemente produzir uma lavoura de forma digamos predatória, que acabaria levando à inviabilização de seu negócio ( produção agrícola ) num período relativamente curto.

 

Atente que a cana produzida em escala industrial tem um grande pacote tecnológico embutido no seu sistema de produção, e as boas práticas agrícolas fazem parte deste pacote.

 

Há produtores que trabalham de forma indevida e às vezes à margem da lei? Claro que há, mas felizmente estes são exceção à regra.

 

E olhe que ironia, quando você disse que capitalismo e sustentabilidade não caminham juntos; felizmente há um certo engano nesta afirmação, pois como já escrevi acima, sem a sustentabilidade a produção agrícola de larga escala acaba por se inviabilizar em um curto período de tempo, e como ninguém quer perder dinheiro...

 

Com relação à sua pergunta final “Sua opniao sobre fonte renovavel depende diretamente do ser humano e de suas vontades ou desejos capitalistas??”, realmente confesso que tenho muita dificuldade para respondê-la... ::mmm:

 

Isso porque os vários ângulos sob os quais se pode abordar esta questão são variados e podem até ser contraditórios!

 

Fontes renováveis como as agrícolas ( álcool, óleos, e outros tantos produtos passíveis de serem oriundos da biomassa ); energia geotérmica ( praticamente inesgotável mas de acesso comercialmente viável apenas em poucas localidades no mundo com as atuais tecnologias ); energia eólica ( um verdadeiro mico no ATUAL estado tecnológico: cara e ineficiente ); energia solar ( outro mico no ATUAL estado tecnológico: cara e ineficiente ); energia de marés ( estado inicial de estudo e desenvolvimento ) e outras formas que soam mais como ficção científica mas que podem ser viáveis a longo prazo.

 

Investir nelas depende sim de uma vontade política ( humana se desejar ) e também há o fator capitalista ( custo ).

 

Olha a sinuca de bico: você gostaria que nosso governo investisse em fontes alternativas de energia em nome do meio ambiente mesmo que isso signifique talvez dobrar a tarifa de energia que a população como um todo paga? Estaria disposto a impor este sacrifício aos menos favorecidos em nome do meio ambiente? E não se iluda, pois o custo atual delas é tão proibitivo ( a de biomassa nem tanto ou melhor colocando muito pouco ), que nem mesmo a parcela mais favorecida de nossa população conseguiria arcar via subsidio com seus custos para toda a população. E ainda há o fato de com isso encarecer todos os produtos que dependem de energia para sua confecção ( literalmente todos ) e com isso boa parte de nossa população não teria acesso aos mesmos e a exportação ficaia inviável pela perda de competitividade perante nossos concorrentes.

 

E só fugindo um pouquinho do tema, você já teve oportunidade de estar em uma “fazenda” de energia solar? Eu já, e não é nada bonito ou agradável. No solo você não pode ter nem uma única touceirinha de grama para não diminuir a reflexibilidade da luz do solo para os painéis para captação secundária. Normalmente tem que se instalar em áreas planas, que ou são desérticas ou são propícias à agricultura ( energia ou alimento neste caso ). Se for em área desértica tem o inconvenientezinho de qualquer pueirinha diminuir a eficiência das células fotovoltaicas, então terá muito emprego para flanelinhas ou bastante consumo de água ou ar ( que deve ser comprimido ) para limpeza automática dos painéis... Ah, e me esqueci, por km2 de solo utilizado é muito, mas muito mais ineficiente que a hidroelétrica por km2 alagado! ::ahhhh::

 

Complicado, não? ::hahaha::

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Mas quando penso em sustentabilidade e em investimento em energias renovaveis, penso num contexto global. Uma consciencia mundial sobre o assunto. Nao somente sobre nossa politica ou nossos investimentos e as consequencias que isso traria para a nossa popolacao menos favorecida. Penso nas consequencias que essa falta de preocupacao traria ao planeta e nao somente a uma nacao! Neste caso nao vejo como uma sinuca de bico e sim como falta de vergonha na cara, na verdade um pensamento mesquinho de cada nacao que so olha pro prorio rabo e foda-se o coletivo! Na minha concepção, e o que quis dizer sobre as vontades humanas e capitalistas, é que é infinitamente mais facil explicar que as formas de energias alternativas são caras e ineficientes e assim continuar explorando as fontes não renovaveis do que mudar todo um sistema presente e estruturado que rende muita grana. Fazer energia limpa, renovavel e de forma sustentavel não movimenta a economia dos grandes.

Quanto ao alcool, na verdade acabei tambem nao perguntando o que eu queria..deixa eu ver se consigo chegar onde queria agora....

O cultivo da cana, mesmo com todas as tecnicas sustentaveis de alguma forma esta tambem fugindo do que seria o natural, afinal é uma produção humana. Sendo mais objetivo, a terra não é um planeta de florestas de cana de acucar ( sera que agora consegui..rsrsrs ) Desta maneira, o alcool produzido não fecha o ciclo de renovação ao meu ver, como no caso da agua, que se nao me engano em algum lugar aqui neste topic mesmo li que é a mema quantidade que temos a milhoes de anos.. ( sei la ).

Em linguagem bem simples. O alcool produzido, depende da escolha do que se produzir naquea terra ( humana ), e o resultado do alcool após seu consumo não eh mais cana para fazer mais alcool.

Mesmo o homem tendo que plantar cada vez mais e mais para produzir esse combustivel, ocupando cada vez mais terras e priorizando a cana em detrimento de outros alimentos ( que como o Xaliba falou, poderiam ajudar no caso da fome mundial, mesmo que num ciclo capitalista ). Ainda assim considera como fonte limpa e renovavel?

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Na verdade penso que toda essa questao de sustentabilidade tem mas um fundo moral do que cientifico. O que eh certo ou errado, o que eh verdade ou mentira, sempre eh tendenciado a atender interesses maiores de quem fala sobre o assunto. Nao to falando da gente,nem voce nem do xaliba ou de qualquer outra pessoa que discuta as opnioes alheias e sim de quem realmente produz esses dados.

aff.. Isso eh lamentavel...

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Caro Léo,

 

Na verdade as questões que você levanta são realmente pertinentes e estou certo que afligem boa parte das pessoas preocupadas com a qualidade de vida e do planeta.

 

Mas veja que apesar de legítimas suas preocupações, em boa parte elas se baseiam em premissas incorretas ou infundadas, em parte ou no todo. :o

 

Vamos tentar abordar cada item e ver se assim lhe aclaramos as coisas ( veja que de forma alguma pretendo que você “mude de opinião” só pelo que vou lhe falar, mas apenas lhe dar mais alguns pontos de interrogação – e você pediu que eu respondesse e lhe devolvo mais questões... ::lol3:: )

 

Acho que sem sequer notar ou se dar conta, você tocou no principal, mais nevrálgico e escamoteado/camuflado tema do IPCC, que você e a maioria acreditam que seja o clima, e na verdade é algo chamado GOVERNANÇA MUNDIAL! Chocado :shock: ? Pois pode ficar mesmo, pois é realidade, e olhe que quem está a lhe escrever isto é alguém que desconfia ferozmente de “teorias de conspiração”!

 

Mas o que diabos o Cabral quer dizer com esta tal de GOVERNANÇA MUNDIAL??? Será que através dela caro Léo seus ideais de equanimidade, bem estar e ponderação seriam alcançados a nível mundial? ::love::

 

Infelizmente tenho que dizer que não! Afinal quando os poderosos tiveram nas mãos as ferramentas para provocar a fissão do átomo pensaram primeiro nas aplicações médicas, sanitárias, etc ou em destruição e dominação?

 

A GM é justamente um grupelho de “elite” tomando as decisões do que deve-se ou não fazer e do que é ou não aceitável em âmbito mundial. ::quilpish::

 

Mas voltemos aos temas, seria do interesse do países que você chamou “grandes” a manutenção da matriz energética do petróleo? Vejamos: EUA, Alemanha, França, Reino Unido. Japão, etc nenhum deles é autosuficiente em petróleo e dependem do humor dos países da OPEP... hoje o preço do barril de óleo fino no mercado está girando em torno de 78 dólares, enquanto seu custo de produção na boca do poço fica entre 7 e 8 dólares; será que estes países têm mesmo interesse em ficarem reféns dos países da OPEP e pagarem estes preços exorbitantes pelo barril de petróleo? Eu mesmo não posso lhe dar uma resposta categórica, mas se tivesse que arriscar cravaria um retumbante NÃO! :twisted:

 

Quanto à questão do cultivo da cana “não se natural”, caro Léo, nenhum cultivo comercial hoje o é e não podemos ter a utopia de achar que podemos sustentar 6 bilhões de pessoas com o que a natureza nos oferece... a cana é originária da Índia, o arroz da Ásia, a soja também, o milho da América Central e por aí vai... bom, mas a jabuticaba é genuinamente brasileira! ::lol4::

 

Com relação a se plantar mais cana em detrimento de outros alimentos ( aposto que não fica sem açúcar em suas aventuras ::hein: ), pediria que relesse os dados que coloquei sobre a ocupação dos solos brasileiros por florestas e pela agropecuária; mas apesar de você já ter me alertado sobre a quantidade de números e dados, aqui vão mais alguns: a cana ocupa cerca de 10 milhões de ha, de um total de áreas potencialmente agricultáveis e também as já ocupadas pela agropecuária de 258 milhões de ha ( aqueles 30% da área total do pais que citei lá no outro post ), pois bem, isso representa cerca de 4% da área. É muito??? Mas vamos lá, imaginemos que nos próximos anos duplique a área utilizada! Será que irá faltar arroz, feijão, milho, trigo, etc??? Um categórico NÃO! E um dos motivos para isso, é que dos 258 milhões de ha ( hectares ), cerca de 160 milhões são de pastagens naturais ou plantadas e que são as áreas preferenciais onde historicamente a cana já se expandiu e para onde se expandirá! 8)

 

A expansão da cana NÂO se dará sobre a floresta amazônica porque não é o ambiente propicio e seria muito caro para se fazer isso e a lei não permite.

 

Então caro Léo, mesmo com nossas leis e patrimônio ambiental ( maior do mundo!!! ) limitando nossa área de produção de alimentos e outros produtos agropecuários a apenas 30% de nosso território, ainda sim poderemos produzir alimentos para nós e o mundo, isso se pararmos com esta mentalidade retrógrada de encararmos o produtor rural como vilão e resolvermos lhes dar incentivos como em todos os paises!

 

Na verdade os produtores rurais de nosso pais deveriam receber honrarias públicas por produzirem alimentos em quantidade e qualidade e recebendo preços aviltantes por seus produtos quando comparado à outros países, e isso tudo com o mínimo incentivo do governo, que para falar a verdade mais atrapalha o setor agrícola que ajuda!

 

Espero ter conseguido responder suas inquietudes.

 

Um grande abraço e um enorme obrigado pela oportunidade de divulgar alguns dados desconhecidos da maioria dos brasileiros e que por causa deste desconhecimento julgam muito mal um seguimento ao qual devemos o TOTAL DO SALDO POSITIVO NA BALANÇA COMERCIAL do Brasil, que é o setor AGROPECUÀRIO! ::otemo::

 

A pergunta inquietante que lhe faço em troca de suas questões é: a quem interessa falar mal e denegrir este setor de excelência da economia brasileira e que impõe profundo medo, inveja e até ódio em todos os países do mundo??? :?::?::?::?:

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Cabral,

 

Podiamos fabricar combustivel renovavel a base de jabuticabas então e dominar o mundo!!!...kkkkkk

 

 

Na verdade, diante de todo exposto, fico num meio termo entre suas considerações e as do Xalibex, pois concordo que o AGA é um instrumento de opressão afim de manter os fracos e oprimidos no submundo do desenvolvimento, por mais que,como foi falado, não haja dados concretos que provem que é verdade ou mentira o que foi falado. Mas concordo com o Xaliba que se algo não for pensado a médio e longo prazo, a tendencia do mundo é entrar em colapso, seja pelo aquecimento, resfriamento ou simplesmente como foi corrigido "mudança climatica" ou por tratarmos o assunto sustentabilidade de uma forma financeira e capitalista ao invés de consciente e estritamente cientifica.

 

De qualquer maneira, agradeço as explicações. Volto agora a ser novamente um telespectador deste tópico e não se preocupe, pois se eu ver que voce "encheu linguiça" de novo ( claro que com dados importantes e fontes etc ), mas não concluiu o pensamento a ponto de nós ( normais, interessados, leigos, curiosos etc ) entendermos , eu grito de novo!

 

Abs

 

Léo

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ah, esqueci.. ao meu ver..respondendo sua pergunta.. A gente gosta de falar mau e botar defeito naquilo que não temos. Então a quem interessa falar mau são aos que dependem diretamente deste setor , mas tem que pagar por ele. Denegrindo a imagem, o preço cai... Ou seria diferente?

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Caro Léo,

 

Você está querendo apanhar ::prestessao:: ? Se produzir algum outro tipo de “coisa” com a jabuticaba, como é que nós mineiros vamos apreciar uma boa geléia, cachaça e principalmente o galacticamente famoso licor de jabuticaba? Que interesses obscuros estão te levando a fazer uma proposta ultrajante destas? ::lol4::

 

Com relação ao que você colocou, fico feliz que meus argumentos tenham trazido uma outra faceta da questão para que possa informar um pouco mais as pessoas quando de suas tomadas de decisão. ::cool:::'>

 

E se ainda não tinha deixado claro, o farei agora: contestar o AGA absolutamente não quer dizer que eu não me preocupe ou não cuide do meio ambiente ( como já citei sou conselheiro do CODEMA de minha cidade e “consultor” para assuntos de bacias hidrográficas e meio ambiente. )

 

Mas alguns pontos devemos deixar bem claros, como um velho jargão que diz: “ População ou indivíduos no vermelho, não irão cuidar do verde!”. Que é aquela velha questão que se não dermos qualidade de vida à população, esta mesma população agirá predatoriamente e sem preocupação com o meio ambiente. :o:shock:

 

Por isso caro Léo, tenho certeza que você, o Xaliba, eu e praticamente a totalidade dos freqüentadores destes excelentes fóruns estamos todos literalmente no mesmo barco; podemos às vezes divergir se devemos dar uma remada mais forte ou mais fraca, se usamos um remo de fibra de carbono ou um outro polímero e até se devemos navegar próximos à margem ou no meio da corrente, mas com certeza estamos juntos na mesma direção! :)

 

E por favor NÃO seja um expectador pois suas contribuições foram e são muito importantes para enriquecer o debate! Aliás a afirmação vale para os demais que estão só de “butuca”: animem-se e dêem suas contribuições pois quanto mais diversas as opiniões mais chances temos de aprender e com isso defendermos mais eficientemente nossas populações e nosso meio ambiente. ::otemo::

 

Com relação aos puxões de orelha, sinta-se á vontade e com toda liberdade para aplicá-los sempre que achar necessário, pois reconheço que sou prolixo e falo e escrevo muito... ::toma::

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Oi cabral,

 

cara, concordo com o leo na sua explicacao do alcool, falou um monte mas nao concluiu. O fato de o brasil estar em sagundo lugar em areas preservadas nao faz do alcool um combustivel renovavel no sentido q vc nao pode substituir a gasolina por alcool ou vc devastaria todas as florestas do planeta, e vc falar que eu estou repetindo o que ouvi por ai nao vai mudar isso, pode dar a entender q eu sou uma ameba como o leo bem falou q nao me importo. Isso eh uma questao de conceito, nao de vomitar dados.

 

Se vc visitasse comunidades que sarao diretamente afetadas pela construcao de hidroeletricas perceberia q nao eh energia limpa, e os dados sobre o escandalo da energia heolica q vc colocou nao vai mudar isso tb! Se os precos sao altos para as energias alternativas, eh so uma questao de investimento e tempo, isso nao deve servir como argumento para nao caminhar nessa direcao.

 

Quanto ao meu ingles, meu caro, eu tenho o certificado de proficiencia de cambridge, o mais avancado certificado para falantes nao nativos de ingles do mundo, trabalho como interprete fazendo traducao simultanea em conferencias e dou aulas de campo - em ingles - para alunos de diversas escolas internacionais do brasil como st. paul's, st. nicholas', graded school em sao paulo, Britanica do rio e americana do rio; americana de bh e americana de brasilia. Inclusive ja fui convidado para ser professor nessas escolas. Ainda acha que meu ingles nao esta afiado??? Cuidado com sua arrogancia!

 

Vejo aqui que nos temos uma diferenca fundamental na maneira de pensar e nossa discussao assim nao vai chegar a lugar nenhum pois eu embaso minha discussao em conceitos - e vc acha q eu fico repetindo coisas q ouvi por ai e nao tenho dados, e vc baseia sua discussao em uma infinidade de dados mas fala fala e nao amarra nada - como no caso do alcool (pq vc acha q o leo e a torcida do flamengo nao entenderam seu ponto?). Eu acho q vc esta tao errado quanto vc acha q eu estou errado, a distancia eh a mesma. Estamos como se estivessemos discutindo se sao paulo ou corinthians eh melhor ou se serra ou dilma deveriam ser eleitos.

 

Eu passo, um abraco!

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Muito bem caro Xaliba,

 

Quando você diz que "passa" e não mais discutirá, está perfeito. Mas antes, ou enfim, mesmo que você não responda, e nem creio que seja necessário já que dirigirei a pergunta à quem mais que esteja a acompanhar este post.

 

Só para não dar a mínima margem para erro, volto a postar o link do vídeo sobre o qual você fez o seguinte comentário textual “E um video desse pra mim eh feito por pessoas que estao cagando para se os recursos estao se esgotando e os sistemas vivos caminhando em direcao ao colapso. Eles querem eh continuar detonando e fazendo dinheiro a qualquer custo.”

 

O link é:

 

A pergunta que faço a qualquer um que saiba um pouquinho de inglês, por mais básico que seja é: após assistir ao vídeo vocês chegaram á mesma conclusão da afirmativa do Xaliba? Ou a uma conclusão completamente oposta, ou seja, de que o vídeo foi feito por pessoas até radicalmente favoráveis às questões ambientais e por isso a meu ver ( e não só meu ver, pois parece que o mundo inteiro reclamou e os produtores pediram desculpas públicas pelo excesso de violência e principalmente pela intolerância com posições diversas às deles, que é defender o meio ambiente mesmo que se necessite "explodir" quem não concorda com isso ) até exageraram na dose???

 

Por favor, esqueçam que é o Xaliba 8) ( o cara cool e descolado, além de antigo participante e contribuinte do Mochileiros ) e o “monstro que não está nem aí para o meio ambiente” que é o Cabral :twisted: que estão debatendo o tema e dêem sua opinião isenta do que acharam que é a mensagem do vídeo.

 

Se houverem algumas respostas, após as mesmas eu comentarei o curriculum do Xaliba ou reconhecerei publicamente que além de eu não entender nada de inglês ( apesar de ter a audácia de ler todos os 4 relatórios do IPCC no original em inglês, ou ler os dados do Vostok, ou do ARGO, ou os e-mails de East Anglia, etc, etc, etc nos originais ) ainda sou uma Euglena, que como o Xaliba bem deve saber é um protozoário ainda menos evoluído que a ameba tão citada por aqui. :P

 

Com relação à cantilena do "não há energia limpa" ( no que se refere à hidrelétrica ), e que pessoas e até comunidades inteiras são deslocadas, etc, e isso é fato; mas talvez o caro Xaliba estivesse disposto a que retirássemos dinheiro da nossa educação, ou saúde ou segurança, ou saneamento básico, ou habitação, ou até mesmo dos programas sociais ou mesmo diretamente dos bolsos de nossa população, já que todos estes setores que citei tem dinheiro em abundância que nos permitirá redirecionar para as pesquisas que ele quer, para mudar a vocação de nossa matriz de energia que é HIDRELÉTRICA ( pelo que somos invejados no mundo inteiro, já que praticamente todos os outros países têm matriz baseada ou em carvão, petróleo e gás natural ou energia nuclear - e para evitar exemplos espúrios de paisinhos minúsculos que usam outras matrizes, estou me referindo aos países mais importantes e avançados).

 

Se não for este o caso, então é um discursinho ideológico que vomita frases de efeito mas não dá uma solução prática! :evil:

 

E por favor não me venha com o argumento hipócrita de que os países ricos poderiam fazer isso ou com o dinheiro de seus orçamentos militares ou outro qualquer, pois mesmo que o fizessem alguém por aqui acha que eles nos repassariam o resultados de suas pesquisas e avanços ( que eles NÃO tem ) de mão beijada, pelo bem do planeta?! Os fóruns aqui são de Mochileiros e não de “viajantes”, por favor vamos por o pé no chão e sermos realistas. ( E não venha com a história de abandonar os sonhos, pois estes com engenhosidade e perseverança podem ser alcançados, já FANTASIAS de um mundo unido e generoso... ).

 

E novamente acho que você não leu o post na íntegra, pois afirma que não “amarrei’ ou conclui a questão do álcool??? ::lol3::

 

Bem, como não compreendeu o vídeo em inglês, acho que também não compreendeu todos os dados que dei, que resumidamente querem dizer que mesmo que triplicássemos ou até quadruplicássemos as áreas destinadas ao plantio de cana, ainda assim não precisaríamos e não avançaríamos sobre um único m2 de floresta sequer e nem mesmo de outros alimentos agricultáveis! E que ao contrário do que parece ser sua percepção Xaliba, somos sim o pais que MAIS preservou seu meio ambiente natural! ::toma::

 

Depois reclamam do tom que uso em algumas respostas... :roll: o problema é que quando dou uma resposta procuro calçá-la em fatos e dados ( os quais podem ser comprovados ) de modo que meus interlocutores tenham toda a liberdade e embasamento para me contradizer e até mesmo mostrarem que estou errado, agora, como já afirmei, realmente fico chateado quando na falta de argumentos do mesmo nível se voltam ou para ataques pessoais ou para divagações ideológicas que podem até ter um apelo emocional mas não firmam uma posição que realmente possa defender o ponto de vista ou a causa em questão.

 

Não vou me alongar mais ( além do que já fiz... :oops: ) e vou esperar as respostas à pergunta que fiz aos demais Mochileiros que acompanham este tema. Após estas respostas, me posicionarei.

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