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Bora viajar?

BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

[T-U-D-O MESMO = $ 1.900,00 DÓLARES]

 

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[Você pode ler esse relato ao som de Give me Everything (

)

 

ÍNDICE DO RELATO:

 

Cap. 1: Preparativos para viagem

Cap.2: Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

Cap. 3: Vivos em Uyuni – Três dias incríveis

Cap. 4: Lagunas Altiplânicas, desertos, muitas fotos e o mal da altitude

Cap.5: A madrugada congelante dos Geisers (-8ºC) e a despedida confusa do Uyuni

Cap.6: Chegada à belíssima cidade de San Pedro de Atacama + Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Cap.7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplânicas e o Salar de Atacama

Cap.8: O Salar de Tara e a despedida do Atacama

Cap.9: Cruzando à fronteira do Peru pra chegar em Arequipa

Cap.10: Um dia no Cañon del Colca pra ver o famoso voo dos condores

Cap.11: O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

Cap. 12: Um passeio pelo oceano Pacífico – Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

Cap.13: Vivos em Cusco

Cap.14: O Vale Sagrado dos Incas

Cap.15: O caminho da morte até Águas Calientes

Cap.16: O sonho de conhecer Machu Picchu (sem nuvens)

Cap.17: Partiu Puno... COM emoção!

Cap. 18: Puno e o passeio pelas Islas flutuantes de Uros no Lago Titicaca

Cap. 19: A beleza e o encanto da Isla del Sol com sol!

Cap. 20: Chegada à caótica La Paz

Cap. 21: O desafiante Downhill pela Estrada de la Muerte

Cap. 22: Chacaltaya – vencendo a altitude + Valle de la Luna – formado por sol, água e ar

Cap. 23: City tour guiado cheio de curiosidades pelas ruelas de Laz Paz

Cap. 24: O passeio em Tiwanacu e a tarde de compras e tatuagem

Cap. 25: A volta interminável para o Brasil

 

CAP. 1: PREPARATIVOS PARA VIAGEM

 

Falaaa ae galera!

 

Vou começar meu tão esperado relato detalhado (talvez não tãooo detalhado como eu queria, porque vou te falar que a viagem é foi incrível, mas eu sou tão cabeçuda que não anotei tim tim por tim tim na hora e agora a memória tá falhando... caraaaa é sempre assim: a gente acha que vai lembrar de tudo, que não precisa anotar na hora, que temos que viver tudo que há pra viver... aí chega na hora de contar pro amiguinhos dá branco! JUROOOO que vou me esforçar o máximo pra contar cada ronco, cada tropeço, cada flash que vivemos) do mochilão de 23 dias que eu fiz pela Bolívia, Chile e Peru.

 

P.S: Minha intenção é postar um capítulo por semana (juro que vou tentar seguir essa meta fielmente).

 

Tenho alguns adendos para fazer antes de começar MESMO!

 

Primeiramente, gostaria de agradecer 557 vezes ao meu parceiro Rodrigo Alcure, meu mestre, meu guia, minha luz (só não falo que foi meu tudo, porque tenho namorado e ele ia matar o Rodrigo coitado!). Rodrigo foi parceiraço, tirou várias dúvidas, me ajudou com roteiro, teve paciência, não mandou uma bomba pra explodir minha casa de tanto que eu perturbava ele!

 

Foi a partir do relato da viagem que o Rodrigo fez em 2015 que planejei todo meu roteiro pra mesma época pra minha viagem em 2016. Pena que a cotação do meu dólar também não imitou a do dólar do Rodrigo! :/

Em segundo lugar, queria dizer que o Mochileiros.com é um site FODA pra caralh$%&* que ajuda milhares de viajantes como eu e acho que o mínimo que posso fazer é retribuir tudo isso me colocando acessível para tirar qualquer dúvida ou dar dicas pra quem quiser.

 

Pra quem não sabe, eu sou mochileira há 3 anos e procuro fazer, pelo menos, uma grande viagem por ano. Decidi criar um blog pra compartilhar toda bagagem de dicas, micos, perrengues, reflexões e inspirações pra quem vive (ou quer viver) uma VIDA MOCHILEIRA. Eu também tenho o IG (@vidamochileira) onde procuro postar só lugares que eu realmente já vivenciei, porque se alguém quiser dicas eu sei que estarei pronta pra ajudar! Segue lá!!!

 

Em terceiro lugar (caracaaa essa mulher “fala” muitooo), gostaria de agradecer ao time que fez esse mochilão comigo (VOCÊ SÃO MARAVILHOSOS)! A escalação foi feita durante a viagem, mas o time se mantém entrosado até hoje (não sei por que cargas d’água eu to usando a linguagem do futebol, mas tudo bem!). Quero apenas enfatizar que os amigos que fazemos em mochilões, na maioria das vezes, tornam-se grandes amigos, porque vivem um dos melhores momentos da das nossas vidas com a gente! São eles que ouvem as tuas queixas de bolhas nos pés ou eles que te fazem chorar de rir quando jogam uma sopa quente pro alto que cai em cima deles mesmos (isso aconteceu com Vagner – história para o capítulo de Águas Calientes).

 

Por isso, se você vai sozinho ou sozinha e tá com medo OU pior, se você tá pensando em desistir porque não quer ir sozinho(a): Para de graça! Eu hein! Nasceu grudado em alguém? Para de esperar as pessoas fazerem as coisas com você. Você é responsável pela tua própria felicidade. Tem dinheiro? Tem tempo? Então vai! Para com essa palhaçada de medo. A vida é muito curta pra você ficar de mimimi por bobeira! Se joga no mundoooo!

 

Pronto! Acabei de gritar! Desculpem. Sou dessas que me irrito quando alguém deixa de curtir uma viagem iradíssima porque não tem companhia! Caraaaa eu te garanto 100% que durante a viagem você vai fazer amigos sensacionais que vão fazer do teu mochilão inesquecível! Acredita em mim, segura a minha mão e repete: JÁ DEU TUDO CERTO!

 

Anotem esses personagens porque eles aparecerão com muita frequência nesse relato.

 

- Elisa [RIO] Minha amiga há 6 anos!

- Patrícia [PARANÁ]

- Vagner [marido de Patrícia – PARANÁ]

- Arthur [MINAS]

- Vitor [amigo de Arthur - MINAS]

 

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Bom, acho que já deu pra reparar que falo muito, sou muito expressiva e falo algumas palavras feias (todas com o intuito de ênfase... desculpa ai a galera que é contra esse tipo de linguajar). A minha ideia é fazer um relato bem vivo mesmo, é tentar trazer vocês pro momento que vivi e tentar projetar de tal forma que você consigam se imaginar lá e com isso planejar o relato de vocês com mais confiança.

 

Pra galera que é impaciente ou que não gosta de ler, vou disponibilizar no final do relato uma planilha compilada com todas as informações do roteiro (gastos, transporte, horários, hostels e um roteiro objetivo do mochilão).

 

O ROTEIRO:

 

Esse roteiro é super clássico no Mochileiros.com, mas há quem faça o inverso e vou explicar porque optamos por esse.

 

Li dezenas de relatos onde as pessoas passavam muito mal por causa da altitude a acabavam perdendo um ou dois dias de cama. Por isso, decidimos começar por Santa Cruz de La Sierra, partindo para Sucre e logo depois para o Uyuni para irmos nos aclimatando com a mudança brusca de altitude (alguns não sofrem nada como eu, tive no máximo uma tontura e um leve enjoo. Outros sofrem demais como a Elisa que teve taquicardia, falta de ar, tontura e enjoo).

 

Além disso, o roteiro que fizemos foi bem econômico se você comparar com quem vem do Atacama pro Uyuni. Comparamos com uma menina que encontramos no meio da viagem e a diferença foi de quase 30,00 dólares (filhoooo em época de crise e com o dólar alto, qualquer 1,00 dólar é dinheiro pra caracaaaa).

 

Gostei bastante do roteiro do jeito que fizemos, foi sensacional. No entanto, se tivéssemos mais alguns dias, eu acrescentaria dois no Atacama pra fazer os outros passeios que não deram tempo, tipo a Laguna Cejar (um dia eu volto querida)!

 

02/04 – Rio de Janeiro X São Paulo X Santa Cruz de la Sierra X Sucre X Uyuni

03/04 - Uyuni - Salar de Uyuni

04/04 - Salar de Uyuni

05/04 - Salar de Uyuni X San Pedro de Atacama

06/04 - San Pedro de Atacama

07/04 - San Pedro de Atacama X Arica

08/04 - Arica X Tacna X Arequipa

09/04 – Cañon Del Colca X Arequipa X Ica

10/04 – Huacachina

11/04 – Islas Ballestas + Paracas X Huacachina X Cusco

12/04 - Cusco

13/04 - Cusco – Valle Sagrado dos Incas

14/04 - Cusco X Águas Calientes

15/04 - Machu Picchu

16/04 - Águas Calientes X Cusco X Puno

17/04 – Puno (Uros) X Copacabana

18/04 – Copacabana x Isla Del Sol

19/04 – Isla Del Sol X Copacabana X La Paz

20/04 - La Paz - Downhill

21/04 - La Paz - Chacaltaya + Valle de la Luna

22/04 – Laz Paz – City tour

23/04 – La Paz – Tiwanaku

24/04 – La Paz X Santa Cruz de la Sierra X São Paulo X Rio de Janeiro

 

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OS GASTOS:

 

Os $ 1.900,00 dólares que citei no subtítulo englobam T-U-D-O [PASSAGENS AÉREAS (todas) + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGEM + PASSEIOS + SEGURO VIAGEM + COMPRINHAS (ninguém é de ferro e tem sempre aquele “preciso levar uma lembrancinha pra fulano, não posso esquecer!”)] durante os 23 dias de viagem. Óbvio que a questão das passagens áreas é bem relativa devido ao seu ponto de partida e à antecedência que você compra suas passagens.

 

Eu e Elisa, por exemplo, decidimos viajar DE FATO (já estávamos estudando sobre o roteiro e tudo mais) faltando três semanas pra data da viagem, ou seja, pagamos uma fortuna na passagem Rio X Santa Cruz de La Sierra (R$ 1.843,00 reais pela GOL). Não conseguimos nenhuma promoção e era ou ir pagando caro ou desistir... optamos pela primeira alternativa ÓBVIO!

 

Se você começar a procurar com, pelo menos, 4 meses de antecedência, sempre rola umas promoções e tem nego que consegue comprar por R$ 600,00 reais (ida e volta.... sérioooo!). Porrannn se tu conseguir comprar a passagem se saída do Brasil por R$ 600,00 teu roteiro já vai ficar $ 300,00 dólares mais barato que o meu!!!

 

Nesse valor total, não estão inclusos os gastos que tivemos com a compra de acessórios antes da viagem (porque isso varia de cada um): toalhas de microfibra, casaco fleece, aquelas paradinhas (tipo uma palmilha) que colocamos dentro do tênis que esquenta durante 8 horas (Elisa usou e aprovou), meias para trekking (são mais grossinhas), etc.

 

ATENÇÃO: Alguns gastos da viagem foram divididos por dois, como galões de água, biscoitos, algumas refeições...

POR QUE LEVAR DÓLAR?

Levamos $ 1.300,00 dólares (os outros $ 600,00 dólares foram gastos já no começo quando compramos o seguro viagem e as passagens da GOL e da AMASZONAS) + R$ 300,00 reais.

 

Levei o real só por via das dúvidas, além do meu cartão Itaú internacional, que desbloqueei a opção viagem antes de ir pro mochilão. NÃO USEI NENHUMA DAS DUAS OPÇÕES! Na verdade, usei o cartão de Elisa pra comprar a passagem de La Paz para Santa Cruz de La Sierra, porque sabe lá Deus o motivo que o meu não passou.

 

Li vários relatos onde as pessoas diziam que era melhor levar dólar do que o real. E de fato foi! O Arthur e o Vitor levaram só o real e tiveram problema pra trocar dinheiro no Chile. Eles tiveram que trocar o real para dólar e depois o dólar para peso!

 

O Dólar te dá mais poder de barganha e você não precisa se preocupar com as trocas de moeda ao longo da viagem.

 

DICA: Quanto maior e mais nova a nota do dólar melhor aceita ela é! Eu levei SÓ nota nova de $ 100,00 dólares e não tive nenhum problema pra trocar dinheiro, já o Vagner e a Elisa tiveram problema com algumas notas de $ 20,00 dólares.

 

COTAÇÕES DAS MOEDAS AO LONGO DA VIAGEM:

 

- 1 DÓLAR: R$ 3,76 reais (quando trocamos no Brasil)

(Na planilha compilada eu coloquei como R$ 3,54 que foi a cotação do dia que voltamos).

- 1 DÓLAR: Bs. 6,91 bolivianos (média durante a viagem - pegamos também 6,85 e 6,95)

- 1 DÓLAR: 670,00 pesos chilenos (média)

- 1 DÓLAR: 3,36 soles (média – pegamos também 3,27)

 

SOBRE AS MOCHILAS:

 

- MOCHILÃO

Usei um mochilão de 65L da Mountain Warehouse (comprei na Inglaterra também), mas vi muita gente usando o mochilão da Quechua (marca de qualidade muito boa) de 50L e 65L.

 

Algumas pessoas me perguntaram sobre o tamanho ideal de mochilão. Isso vai depender da sua viagem.

 

Em todos os mochilões que eu já fiz eu usei o de 65L, no entanto, meu primeiro mochilão não tinha o ferro de suporte pra coluna, então era possível dar biruleibes na hora de embarcar com ele na cabine do avião, pois parecia menor do que realmente era. Vindo da Inglaterra pro Brasil, por exemplo, eu já tive problemas com meu novo mochilão, justamente porque o suporte de ferro pra coluna ultrapassa o limite de altura permitido, então tive que despachar meu mochilão.

 

Eu gosto muito do tamanho do mochilão de 65L e ele foi perfeito pra viagem pela América Latina - até porque não precisávamos ficar preocupados com a questão de cabines de avião e pra ser bem sincera, quase não carregamos o mochilão por longas distâncias como eu geralmente faço pelos mochilões na Europa - mas acredito que o de 50L também satisfaça muito bem a proposta dessa viagem pela América Latina!

 

UMA QUESTÃO IMPORTANTE SOBRE O MOCHILÃO:

 

Se você pretende usar esse mochilão pra diversas viagens, vale a pena repensar o tamanho ideal pro seu estilo!

 

Digo isso porque se você for fazer um mochilão pela Europa e optar por voos low cost como Ryanair e Easyjet existe um Box na entrada do check-in para medição exata do seu mochilão. Às vezes fazem vista grossa, mas às vezes implicam bastante! Se eu mochilão couber no Box: ÓTIMO! Se não couber e eles implicarem, você precisa pagar uma multa de 50,00 euros (em média). Óbvio que só pagará multa quem tiver optado por mala de cabine na hora da compra da passagem, pois no site você pode optar por mala de cabine ou no porão (pagando em média 15,00 euros extras).

 

O mochilão de 40L é ideal para quem não quer se preocupar com questão de multa e faz viagens frequentes no estilo low cost pela Europa, porque assim dá uma boa economizada na hora da compra as diversas passagens. 40L é o tamanho exato das medidas que as companhias low cost exigem (55cm X 40cm X 20cm), no entanto, é pequeno pra uma viagem de 30 dias, por exemplo. Óbvio que isso depende de pessoa pra pessoa. Se você é uma pessoa mais compacta vai na fé que esse é o tamanho ideal pra você!

 

O mochilão de 50L eu acredito que tem o tamanho ideal pra qualquer viagem! A pesar de passar pouquíssimos centímetros das medidas indicadas de da bagagem de mão pelas companhias aéreas, ainda sim dá pra dar um biruleibe e tentar passar na boa! Existir o risco de ser pego, existe, mas é isso! Você tem uma mochilão mais acessível pro seu tipo de viagem, no entanto, em contrapartida tem sempre aquele friozinho na barriga da expectativa: será que a mala passa ou não?! Acho uma ótima opção mesmo arriscando um pouquinho!

 

O mochilão de 65L já é mais robusto e chama mais atenção, até porque quanto maior o mochilão, maior a sensação de que você pode colocar mais coisa e mais difícil é se controlar na questão de ser compacto. Como eu disse, já viajei a Europa toda com o mochilão de 65L de boa (o meu não tinha o suporte de ferro pra coluna, por isso parecia um pouco menor) e só levei multa 2 vezes em pelo menos 20 voos low cost (acho eu que foram até mais voos). Eu sempre compro a passagem de mala só de cabine e rezo pra ninguém me pegar! Ou seja, to com uma margem boa de multa, né? Mas pra ser sincera, fico sempre muito nervosa por causa disso na hora do check-in, então to pensando seriamente em comprar um de 50L também!

 

Agora que você já tem mais ou menos um panorama geral dos tipos de mochilões, faça uma escolha pelo tipo de viagens que pretende fazer agora e também no futuro, pra não gastar dinheiro à toa. Na verdade, tudo é uma questão de perspectiva, porque o de 65L às vezes passa de boa como mala de cabine, a única questão é se você está disposto a correr o risco de pagar multa toda vez que for pego ou se prefere uma viagem mais tranquila!

 

Falando em porcentagem (minha opinião sobre o que estou acostumada a ver, ok?), acredito que uns 8% usem mochilão de 40L, 43% usem o de 50L e os outros 49% usem o de 65%. Essas são minhas estatísticas no ponto de vista da minha vivência! hahahahaha

 

- MOCHILA DE ATAQUE

 

A mochila de ataque nessa viagem é extremamente importante, até mais importante que o próprio mochilão!

 

É na mochila de Ataque eu você vai carregar suas câmeras, casacos, meias extras se precisar, gorro, luvas, snacks, água, remédios, às vezes capa de chuva... Como se fosse uma pequena malinha com “primeiros socorros” pro frio! A maioria das vezes você sai do hostel às 6h/7h horas da manhã e só volta pra casa 20h da noite, então é fundamental que pense em tudo que poderia precisar durante aquele dia. Vale sempre dar uma conferida na previsão do tempo pra tentar nortear tua arrumação.

 

NÃO É PRA VOCÊ PASSAR TUDO DO MOCHILÃO PRA MOCHILA DE ATAQUE... A LOKA!

 

É pra ponderar o que por eventualidade seria legal levar, caso algo aconteça. Não é pra deixar a mochila de ataque mega pesada, porque em alguns passeios você deixa ela na van e vai todo soltinho por aí só com a máquina, mas em outros passeios você vai precisar levar a mochila de ataque com você, como no Machu Picchu. Então preze sempre pelo seu conforto antes de sair amontoando bagulho dentro da mochila!

 

TAMANHO IDEAL PRA MOCHILA DE ATAQUE:

Você não precisa gastar dinheiro pra mochila de ataque. Ela precisa ser de qualidade, com um tamanho legal, mas não precisa ser FODA pra caraca!

 

Eu fui com a mochila que usava na faculdade (que por sinal tava com o zíper de um bolsinho quebrado rsrsrsrsrs #deimole). Era a mochila da Vans, tamanho normal de quando usávamos mochila pro ensino médio, sabe? Mas, depois comecei a pegar bode da mochila, tava me irritando aquele bolsinho quebrado e o tamanho começou a me irritar também!

 

Acho que vale você levar uma mochila de ataque um pouco maior que o tamanho normal de mochila de ensino médio, sabe? Precisa ser mega maior não, mas com um tamanho ideal pra carregar coisas pra uma viagem de dois dias, por exemplo. E, óbvio, com todos os zíperes funcionando muito bem!

 

Falo sobre os dois dias de viagem porque em duas partes da trip você vai precisar deixar seu mochilão no hostel e carregar só a mochila de ataque por dois dias! Por exemplo: quando você for pra Machu Picchu não tem necessidade de carregar o mochilão com você, principalmente se for fazer a trilha da Hidrelétrica (imagina carregar o mochilão ao longo de 12 km). Então, você deixa o mochilão no hostel sem qualquer valor adicional (eles já são acostumados com isso) e vai para Águas Calientes com a sua linda e bela mochila de ataque, chega no hostel em AC e deixa tudo que não for preciso pra Machu Picchu no locker e sobe pra MP com a mochila de ataque vazia só com água, snacks, seu passaporte (vou explicar porque no capítulo de MP), um casaquinho e uma capa de chuva (just in case).

 

Outro exemplo é quando você vai pra Isla Del Sol. O processo é o mesmo, deixa o mochilão no hostel e sai feliz e contente só com a mochila de ataque. O pulo do gato aqui é checar se seu hostel cobra ou não pra deixar o mochilão lá por um dia, se cobra você já fecha o passeio da Isla de Sol pedindo pra agência guardar o mochilão de graça pra você. Como tem muitas opções de agência, todas guardam os mochilões de graça pra segurar os clientes que conseguem!

 

SOBRE COISAS DE FRIO, MOCHILÃO E TREKKING

 

Grande parte das coisas pra viagem eu já tinha em casa e outras coisas como a toalha de microfibra (PRIMARK), as meias de trekking e a palmilha que esquenta o pé por oito horas (SPORT DIRECT) eu comprei na Inglaterra por que tava vindo de lá pro Brasil quando decidimos fazer o mochilão.

 

Meu parceiro mochileiro Rodrigo comprou grande parte das coisas dele na Decathlon (http://www.decathlon.com.br/). Segundo ele, é o lugar mais barato e completo pra se comprar esse tipo de coisas de viagem.

 

CHECK-LIST:

• 4 blusas

• 4 camisetas

• 1 blusa de manga comprida segunda pela (1º camada)

• 1 calça segunda pele (1º camada)

• 1 casaco fleece (2º camada)

• 1 casaco quente impermeável (ou de material ok se pegar chuva) (3º pele)

• 1 calça jeans

• 1 short jeans

• 3 leggings (cores diferentes)

• 10 calcinhas

• 2 sutiãs

• 2 tops

• 1 biquíni

• 6 pares de meia normal

• 2 pares de meias bem grossas

• 1 chinelo

• 1 capa de chuva

• 1 capa de chuva pro mochilão

• 1 toalha de microfibra (secagem rápida)

• 1 toca

• 1 par de luvas quentinhas

• 1 cachecol bom

• 1 lenço pro cabelo (para dias de vento)

• 1 money belt

• 1 travesseirinho de ônibus

• Carregadores portáteis pro celular

• Carregador do celular

• Carregador da Canon

• 3 cartões de memória de 16gb para a Canon (usei um só)

• Equipamentos da Gopobre

• 2 cartões de memória de 32gb para a Gopobre (usei um só)

• Adaptadores de tomada

• 1 protetor solar

• 1 sabonete

• 1 frasco pequeno de shampoo

• 1 frasco pequeno de condicionador

• 1 roupa pra dormir (pijama)

• 1 protetor labial

• 1 repelente (indispensável no dia do downhill)

• 1 desodorante

• 2 cadeados grandes

• 1 celular

• 1 Canon SX40 HS

• 1 Gopobre (SJCAM 4000)

• 1 escova de dente

• 1 pasta de dente

• 1 cortador de unha

• 1 lixa de unha

• 1 kit de remédios

• 1 óculos de sol

• 1 boné

• 1 pinça

• 1 alicate de unha

• 1 gilete

• 1 bloquinho

• 1 caneta

• 1 óculos de grau

• 1 frasco pequeno de ácool em gel

• 1 ecobag (usamos pra levar os snacks e a água de 2 litros separados)

• 1 papel higiênico só pra você (fundamental)

• Anti-concepcional (pras meninas que tomam)

• Maquiagem

• Documentos

• Cartão de crédito internacional desbloqueado (just in case)

• 1 lenço umedecido (tanto homens quanto mulheres devem levar um pacote)

• 1 fone de ouvido

• 1 tapa olho (eu curto usar, porque você dorme bem independente da galera que acende a luz 1:00 da manhã pra procurar alguma coisa)

• 1 tapa ouvido (fundamental para quem for dividir quarto com muita gente)

• 1 canga (usamos pra envolver os travesseiros ou, em casos extremos de frio, como mais uma camada de cobertor rs)

• 1 tênis confortável (só levei 1 tênis, mas levaria 2 pelo simples fato que peguei chuva e fiquei com o pé encharcado por 3 dias. Não senti necessidade alguma da botinha de trekking que a maioria usa da Timberland, primeiro que quando fui comprar achei super desconfortável e segundo que acho feia e nunca usaria isso outra vez). Óbvio que ter um tênis/bota impermeável vai facilitar tua vida pra caraca, mas se você não tem dinheiro pra comprar um, relaxa que o tênis normal vai satisfazer sua viagem de boa (não me arrependi nenhum pouco de não ter levado tênis impermeável), leve apenas 1 a mais de reserva ou uma bota normal, mas que seja confortável!

 

REMÉDIOS (que eu usei):

 

• Paracetamol

• Digesan

• Deocil

• Imosec (fundamental)

• Buscopan

• Diamox (fundamental para enjoo de altitude)

• 1 esparadrapo

• 10 band-aid

• Resfenol (pra gripe)

• Aspirina

• Pantoprazol

• Loratadina

• Bepanthen (tubo pequeno)

 

DOCUMENTOS (guardar até o final da viagem):

 

• Cartões de embarque (GOL e AMASZONAS);

• Seguro Viagem;

• Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver);

• Cartão internacional de vacina (ANVISA);

• Reserva do ingresso de Machu Picchu;

• TODOS os micro papéis, boletos e formulários de imigração que te derem durante a viagem guarde. Principalmente os papéis da imigração.

 

Leve uma pasta de plástico flexível para guardar todos os documentos da viagem, isso é muito importante e pode te salvar de pagar multas desnecessárias.

 

Cartões de embarque: Guarde-os até o final da viagem, mesmo que já tenha realizado o voo.

 

Seguro Viagem: Mesmo sendo a pessoa mais sortuda do mundo, faça um seguro viagem, você nunca sabe quando sua sorte pode acabar (nosssa fiz tipo um comercial da Bradesco Seguros agora, né? Rsrsrsrsrsrs).

 

Não precisamos usar o noss, Graças a Deus, mas li diversos relatos de gente acionando o seguro durante a viagem. Importante ressaltar que a maioria, se não todos, dos seguros não cobrem a aventura do Downhill (não deixe de fazer por causa disso.... vale muitoooo a pena).

 

Sem o seguro você vai pagar uma fortuna por qualquer emergência médica, então nem cogite em fazer uma economia burra, porque os seguros são relativamente baratos perto da segurança que você vai ter durante a viagem.

 

Eu fiz pela Mondial Travel, mas paguei um pouco mais caro (total: R$ 201,66) que meus parceiros de viagem, então faça diversas cotações e veja um que atenda às suas necessidades. Fechei com esse por ter sido indicado por vários mochileiros e curti o atendimento deles.

 

DICA: Algumas pessoas tem o serviço de Seguro Viagem incluso no cartão de crédito e pagam uma taxa para ativá-lo, veja se vale a pena no seu caso. Outras pessoas tem o Seguro Viagem embutido nos benefícios da empresa que trabalham, aí basta ativá-lo (na maioria das vezes é de graça).

 

Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver): Se você for estudante, vale a pena tirar sua carteirinha internacional da ISIC, pois em muitos lugares e passeios você ganha bons descontos por apresentar essa carteirinha da ISIC. Alguns passeios no Atacama por exemplo, aceitam carteirinhas normais de estudantes, mas no Machu Picchu, por exemplo, só te dão desconto com a ISIC.

 

O melhor desconto da ISIC é no Machu Picchu, porque você paga metade do valor. Em outros passeios você ganha pequenos descontos, sem ser metade do valor.

 

ATENÇÃO: Se você tem a ISIC e está acima da graduação, pode esquecer seu mega desconto no Machu Picchu. Eles só aceitam carteirinhas de graduação.

 

Se você tem a ISIC, mas é maior de 25 anos eles podem implicar (mas nunca se sabe quando). A Patrícia usou a dela em vários lugares de boa no Atacama, mas no Valle Sagrado em Cusco, implicaram!

 

Na hora da compra do ingresso pra Machu Picchu não implicaram com a idade dela, já que ela tinha a carteirinha da graduação. Já o Vagner que tem 25 anos não conseguiu o desconto de estudante no ingresso do Machu Picchu porque tinha carteirinha de Pós-graduação, mas conseguiu desconto de meia no boleto turístico de Cusco, onde a Patrícia não conseguiu porque tinha 27 anos. Olha que confusão! hahahaha

 

Cartão internacional de vacina (ANVISA): A vacina contra febre-amarela é obrigatória, por lei, para entrar na Bolívia (apesar deles cagarem baldes pra isso, ninguém pediu pra ver nosso cartão de vacinação).

 

Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, ela ainda é válida e você só precisa ir a um posto de saúde que emita o Certificado Internacional. Se não, você se informa dos horários do seu posto de saúde, toma a vacina na hora e pede o Certificado Internacional (verifique se o posto que você está indo emite o certificado. Eu fui em um que me deram a vacina e 5 minutos depois já me deram o certificado).

 

Reserva do ingresso de Machu Picchu: Reservamos os ingressos de Machu Picchu pelo site oficial (http://www.machupicchu.gob.pe/). Veja bem, RESERVAMOS, não pagamos no site. Acredito que seja uma forma de segurar sua vaga pra aquele dia específico, mas no dia que fomos na Prefeitura acabamos nem mostrando a reserva e compramos direto o ingresso. Se você vai subir só Machu Piccu, acredito que não tenha que se preocupar com os ingressos antecipadamente, se quiser garantir reserve no site, mas acho que não é preciso pilhar nisso.

 

Se você vai fazer a Huayna Picchu ou a Montaña Picchu é preciso comprar seu ingresso com, no mínimo, um mês de antecedência pra garantir seu lugar, porque pra essas duas montanhas existe número limitado de entradas por dia: 200 no primeiro grupo (7-8h) e 200 no segundo grupo (10-11h).

 

MONEY BELT:

 

• $ 1.300,00 dólares

• R$ 300,00 reais (just in case)

• Cartão Itaú internacional

• Passaporte

 

O money belt é a parte mais importante da sua viagem. Nele está sua vida! Então, nunca tire ele de você, leve até pra tomar banho. Sério! Já vi gente ferrar a viagem toda porque foi furtado quando deu mole com o money belt.

 

Óbvio que quando você for mergulhar nos termas ao longo da viagem, dê um jeito de esconder o Money belt no fundo da mochila de ataque e deixe a mochila num lugar que você possa sempre manter os olhos!

 

PREPARATIVOS:

 

Bom, essa viagem já estava no meu radar há algum tempo e nunca conseguia realizá-la. Decidi que faria essa viagem em 2016 e convoquei algumas amigas, a maioria não pôde. Elisa já tinha tirado as férias dela, mas como ainda faltavam alguns dias das do ano passado ela fez um acordo com chefe e tirou os 23 dias pra gente fazer a viagem juntas em abril. E só podia ser abril porque ela iria trabalhar compulsivamente pras olimpíadas e eu voltaria pra Inglaterra (eu moro na Inglaterra atualmente com meu namorado tcheco) em Junho (a princípio, porque agora volto em Setembro hahahaha). Então, era agora ou nunca e decidimos que seria agora!

 

A decisão veio por meados de Fevereiro e como Elisa estava trabalhando direto eu fiquei responsável por ver o roteiro e ir passando pra ela. No final de Fevereiro já tínhamos o roteiro montado todo baseado no roteiro do Rodrigo, eu cheguei até a compartilhar uma planilha compilada no roteiro do Rodrigo nos Mochileiros.com pra ajudar a galera que também tava seguindo essas dicas dele (eu a lokaaaa da planilha).

 

Mas, não contávamos com a merda da alta do dólar (chegou a bater 4,20 quando estávamos planejando a viagem... #fudeuuuuu) e com as passagens tão caras! Aí bateu um certo desespero, vontade de desistir, ver algum lugar pelo Brasil que fosse mais barato e tal. Só que tinha um agravante na nossa situação: Quando eu e ela teríamos férias juntas novamente? Quando eu voltaria pro Brasil de novo?

 

Aí pensamos: Quer saber? Temos dinheiro, temos tempo e já temos roteiro... Vamos fazer essa viagem esse ano!!!! \o/ Caraaaaa! Foi mó correria, porque decidimos isso no dia 5/3 sendo que a viagem ia acontecer dia 2/4. Correeeee pra comprar as passagens! Acabamos pagando uma fortuna nas passagens de saída e retorno ao Brasil (R$ 1.843,42), mas tudo bem. O importante é que de fato iríamos e agora era parar de chorar pelo dinheiro derramado e bola pra frente, tínhamos muita coisa pra ver!

 

- PASSAGEM BRASIL X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL (R$ 1.843,42): OK

 

- PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE ($ 53,14 dólares): OK

 

- RESERVA DO BILHETE DE MACHU PICCHU: OK

 

- SEGURO VIAGEM (R$ 201,66): OK

 

- RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOUR: OK

 

Essas foram as únicas coisas que fechamos antes da viagem! NÃO RESERVAMOS NENHUM HOSTEL, NENHUM OUTRO PASSEIO, NENHUMA PASSAGEM DE ÔNIBUS!

 

PORÉÉÉMMMMM... A única coisa que eu teria comprado com antecedência, também, seria a passagem do ônibus de Sucre para o Uyuni, porque se a gente não conseguisse a passagem na rodoviária pro Uyuni ia quebrar todo roteiro porque teríamos que ficar um dia extra em Sucre, apesar de eu já ter em mente um plano B (cortaria Arequipa, infelizmente).

 

E aí por causa disso eu fiquei ansiosa até chegar na rodoviária de Sucre, roí todas as minhas unhas, fui no banheiro umas 648 vezes (JURO), não conseguia relaxar de jeito nenhum. Tudo por causa desse ônibus maldito! Nos relatos que li, a galera dizia que só tinha uma companhia de bus que fazia esse trajeto (Sucre X Uyuni), então caraaaa eu tava uma pilha de nervos porque não queria mudar nada do roteiro (aquela, né? Super apegada às coisas).

 

Então, se eu pudesse dar um conselho seria esse: COMPRE SUA PASSAGEM DE SUCRE X UYUNI PELO SITE DA COMPANHIA 6 DE OCTUBRE. Se não tiver mais pela 6 de Octubre tente ver se existe algum site que venda as passagens da 11 de JULHO.

 

Uma pessoa me passou esse site no Mochileiros.com e achei bem mais bonito e organizado do que o site que vi na época: https://www.ticketsbolivia.com/

 

Reservamos com a Esmeralda Tour com antecedência porque eu queria negociar o valor sem ter um monte de mochileiros em volta (não queria assustar a senhora pedindo desconto e depois mó galera pedindo também). Além do que, queria muito fazer com eles porque li diversos relatos falando bem deles e não queria correr o risco deles estarem lotados (a apegada novamente! Rsrsrsrsrs). A Esmeralda Tour é uma das únicas companhias que param no Salar de Uyuni para ver o por do sol.

 

Conferi no Google se tava tendo manifestação, protestos, competições, ralis, qualquer merda que pudesse tirar meu roteiro de ordem (caraaa eu levo meu roteiro muito a sério, perceberam, né?) e UFA! Não tinha nadica! Só as eleições no Peru, mas que não interferiu em nada nos passeios (ficamos com um pouco de medo, mas saiu tudo como o esperado).

 

Pra finalizar e partimos pro que realmente importa (o relato dos dias), eu só queria compartilhar com vocês que esse foi meu primeiro mochilão super em aberto, apesar de ter meu roteiro super fechado! Sério, parece contradição, mas não é! Eu sabia o que ia fazer em cada dia e tinha um planejamento dos ônibus e hostels que ia pegar, mas não reservei nada justamente porque em um mochilão desse tipo você não pode fechar suas possibilidades!

 

Você precisa ficar flexível pra mudanças de planos e de ideias ou, é claro, para os temidos imprevistos!

 

Tivemos que pegar ônibus diferentes, dormir em hostels diferentes do planejado, mas no fim deu tudo certo. O que quero dizer é: NÃO reserve nada com antecedência também, porque se surgir um imprevisto ou você mudar de plano no meio do caminho você poderá mexer seus pauzinhos com liberdade e sem medo de perder dinheiro.

 

Imagina já ter comprado uma passagem e depois mudar de ideia (perdeu dinheiro) ou decidir ficar mais um dia numa cidade e já ter reservado um hostel na outra (em alguns casos eles devolvem o dinheiro se você avisar com 48 horas de antecedência em outros casos você paga multa).

 

Me deu um certo medinho e muita insegurança viajar assim com a viagem meio em aberto, mas ao mesmo tempo me deu uma puta sensação de liberdade e flexibilidade, sabendo que eu poderia curtir como eu quisesse sem medo de perder dinheiro.

 

E, às vezes, o bom de fechar os hostels na hora é que você pode barganhar descontos (fizemos muito isso e conseguimos alguns). Não fique com medo de não ter onde dormir tem MILHARES de hostels por esses lugares e sempre terá uma opção na pior das hipóteses.

 

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PARTIUUUUU DIA DA VIAGEM!!!!!

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.2) Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

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Quando tu vai acabar os capítulos? estou muito ansioso pra ler tudo!

Montei um roteiro para viajar para Bolívia, Chile e Peru e é 95% parecido com o seu hahahaha a data prevista pra viajar é dia 10 de abril. Seu relato já está me ajudando muito, mas ainda tenho algumas dúvidas pontuadas, será que posso te add no facebook e fazer algumas perguntas? hahahaha

Valeu, seu relato tá sensacional!

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Cara que guia mais chata, serio mesmo kkkkkkkkk, pensa em uma pessoa que tinha conhecimento porém, nos tratava como se fôssemos do primário kkkkkkkkkkkk ::putz::::lol4::::lol4::

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Quando tu vai acabar os capítulos? estou muito ansioso pra ler tudo!

Montei um roteiro para viajar para Bolívia, Chile e Peru e é 95% parecido com o seu hahahaha a data prevista pra viajar é dia 10 de abril. Seu relato já está me ajudando muito, mas ainda tenho algumas dúvidas pontuadas, será que posso te add no facebook e fazer algumas perguntas? hahahaha

Valeu, seu relato tá sensacional!

 

 

Oi Magno! Você já foi no meu blog?

 

Na aba ROTEIROS disponibilizei uma planilha sensacional com tudo muito explicadinho. É só ir lá e baixar!

 

Claro que pode me add no face!

 

Pretendo postar tudo até o final de Janeiro! Se Deus quiser! ::otemo::

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Cara que guia mais chata, serio mesmo kkkkkkkkk, pensa em uma pessoa que tinha conhecimento porém, nos tratava como se fôssemos do primário kkkkkkkkkkkk ::putz::::lol4::::lol4::

 

 

Que saudades de vocês caraaaa!

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CAP.15: Trilha da hidrelétrica até Águas Calientes

 

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14/04/2016

 

[Você pode ler esse relato ao som de Counting Stars]

(

)

 

Acordamos cedão pra tomar café porque a van iria nos pegar 7:20 em frente ao hostel. Como o café da manhã no Wild Rover começava às 7:30 ou 8:00 (não lembro agora), eu e Elisa fizemos uns pães com geleia pro Vagner e pra Pate que nos encontraram lá no Pariwuana.

 

Eu e Elisa fomos fazer o check-out na recepção e pedimos pra moça guardar nossos mochilões na sala de bagagem, já que só levaríamos as mochilas de ataque para Águas Calientes. A moça disse que sim, colocou uma tag com nossos nomes e nos deu um recibinho que deveríamos mostrar pra retirar os mochilões. Eu e Elisa pagamos 70,00 soles das duas diárias e 22,00 soles das nossas bebidas do bar na noite da loucura total, lembram? Eles anotam nossos nomes e colocam na conta em vez da gente ter que pagar na hora.

 

Nós quatro resolvemos tomar um chá de folha de coca pra já ir preparando o corpo pra altitude e pras infinitas voltas que já sabíamos que a van daria até chegar na hidrelétrica. Não sei se mencionei antes, mas o chá de folha de coca é ótimo pra várias dores e mal estar que você possa sentir ou também funciona muito bem como preventivo disso tudo!

 

Enfim, estávamos prontinhos esperando a van, até que deu 7:20, 7:30, 7:40, 7:45.... Nós estávamos bem preocupados com o horário e começamos a pensar que poderíamos ter sido enganados. Mandei um whatsapp pro Samuel perguntando onde estava nossa van e ele disse que ia ligar pro rapaz que deveria pegar a gente. Samuel respondeu dizendo que o moço já tava chegando e quando foi 7:50 o cara chega gritando a gente.

 

Seguimos o cara até a Plaza e ficamos esperando muitooo tempo até a van chegar. Eu já queria socar a cara daquele maluco que ficava repetindo: só mais 10 minutinhos, mais 10 agora, tá quase chegando... Que ódioooo! Não chegava nunca! Aí eu falei pra ele ser sincero e me dizer exatamente em quanto tempo a caceta da van ia chegar e que queria ver ele ligando, porque ele fingia que tava falando com alguém no telefone, mas tava po**a nenhuma! Aí nisso parou uma van por volta das 8:30 e entramos.

 

Dica: Tente não sentar nos assentos do meio, porque como são curvas infinitas, você fica parecendo gado de um lado pro outro.

 

Demos uma cochilada até a primeira parada prevista para às 10:00 numa lanchonete de beira de estrada para quem quisesse tomar café da manhã. Como a gente já tinha comido uns pães borrachudos no hostel, estávamos sem fome. Aproveitamos aquela parada para ir ao banheiro (última parada para banheiros antes do almoço, que estava previsto para 13:30) e comprar umas bananas pra viagem.

 

Voltamos pra van e seguimos nosso rumo. Depois de longas horas que pareciam intermináveis com curvas chatinhas durante todo trajeto, chegamos ao nosso restaurante em Santa Teresa. Era Buffet (comida liberada), mas sem muitas opções legais e também, ninguém tava querendo arriscar e comer muito porque estávamos guardando nossa saúde para Machu Picchu. Nada poderia dar errado antes da gente chegar lá. Então, nada de comida temperada, molhos estranhos ou qualquer coisa que pudesse nos deixar indispostos. Pagamos 10,00 soles e depois fomos na mercearia do lado comprar um sorvetinho de sobremesa (pagamos 2,10 soles).

 

Todos aproveitaram para ir ao banheiro de novo e seguimos viagem! Tínhamos mais 1h30min de curvas e mais curvas, mas agora com uma estrada bizarramente ruim, de pedra e super estreita (antes era asfaltado). Genteeee! Sem sacanagem! Eu me forçava a dormir ou manter meus olhos fechados pra não ver os penhascos que a gente tava passando com a roda quase saindo da estrada. Tivemos várias vezes sustinhos da galera gritar porque a gente achava que ou ia cair ou ia bater! Se você quer ir a Machu Picchu com MUITA EMOÇÃO, vá de van e faça a trilha da hidrelétrica!

 

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Aí teve até uma hora que um carro veio e a van foi e os dois quase bateram, porque ninguém quis ceder a vez e aí ficamos presos porque ninguém dava ré. PQP! Até que a nossa van deu uma rezinha e o carro passou. Eu juro que deve ter sido Deus que segurou a roda daquele carro, porque tinha tudo pra ter caído daquele penhasco bizarro.

 

Enfim, depois de 3456 curvas, finalmente chegamos à hidrelétrica às 15:00 e o Elvis, um cara que parecia ser o despachante das vans, veio dar as indicações sobre a volta, que deveríamos estar pontualmente às 14:30 no dia 16/4 naquele mesmo lugar e procurar por ele.

 

Elvis frisou 1000 vezes que deveríamos estar pontualmente lá no dia da volta, porque tinha gente que ia pra Puno no ônibus das 22:00 e não podia perder (era o nosso caso) e disse também que quem não tivesse lá na hora ele não ia esperar (olhaaa o terror psicológico que o cara fez), mas pra gente tava ótimo porque precisávamos mesmo chegar a tempo em Cusco pra pegar o bus pra Puno. Ah! Ele também disse, que quem fosse pegar o trem pra Águas Calientes era pra acompanhar ele e também falou lá os valores do trem pra estrangeiros e nacionais, que eu juro que colocaria aqui pra vocês se eu não tivesse tão ansiosa na hora e tivesse cagado baldes pro que ele tava falou após: “estejam aqui às 14:30 no dia 16/4”. Depois dessa frase eu não ouvi mais nada, eu só queria colocar a mochila nas costas e começar a trilha. #foimalae

 

Enfim, recado dado, passamos protetor solar e partimos andando rumo a Águas Calientes. Começamos num ritmo bom, mas depois decidimos ir com mais calma porque, afinal, éramos três sedentárias e um ciclista, então não dava pra sair correndo que nem a galera que tava na nossa frente.

 

Como eu li em muitos relatos, de fato muita gente faz essa trilha andando, então, não tem perigo nenhum de ir sozinho(a) ou achar que vai se perder porque não tem erro! É SÓ SEGUIR O TRILHO DO TREM!

 

Andamos uns 20 minutos e quando nos demos conta, nós éramos os primeiros fazendo a trilha, todo mundo que tava na nossa frente tinha sumido. Aí pensamos: caracaaa! Essa galera é muito rápida! E continuamos andando. Até que depois de mais uns 10 minutos andando a gente se depara com um paredão de rocha e o trilho do trem tinha acabado. Hahahahahahahahaa

 

Fudeuuuuuu! Como segue o trilho do trem sem trilho? Quando a gente olha pra trás, tem uns 5 ou 6 mochileiros vindo na nossa direção aí a gente perguntou: Vocês sabem se é por esse caminho mesmo? Aí eles disseram rindo meio que sem graça: A gente tava seguindo vocês! Hahahahahahaha

 

Eis que brota do chão um cara do meio de uma trilha que era meio íngreme ao lado desse paredão. Perguntamos se o caminho de Águas Calientes era aquele e ele disse que sim! Subimos meio que escorregando nessa trilha bem íngreme, porque o chão era de terra seca, então o tênis não tava criando atrito. Passamos debaixo de uns troncos caídos, pulamos outros e eu só pensava: Caraaa a gente com certeza fez alguma coisa errada. Ninguém nunca relatou isso. Todo mundo diz que a trilha da hidrelétrica é plana e super tranquila e a gente lá se agarrando em galho, escorregando, dando mão pro coleguinha pra puxar ele.... Mó sufoco desnecessário!

 

Depois descobrimos que no meio desse caminho de trilhos que a gente seguiu, bem antes da gente chegar nesse paredão sem saída, tinha uma placa indicando pra subir, porque lá em cima tinha o trilho verdadeiro do trem. Como a gente tava andando distraído, não vimos essa placa, passamos direto e seguimos o trilho antigo que fica na parte de baixo, no mesmo nível do local que descemos da van, mas na verdade você precisa ir tipo pra um nível acima através de uma trilha marcada (tipo degraus naturais) pra poder seguir de fato o caminho dos trilhos ativos. Enfim! Fiquem atentos hein!

 

Seguimos os trilhos do trem super de boa. Paisagens maravilhosas, natureza sensacional e um ar super puro e fresquinho batendo nos nossos cabelos e na careca do Vagner rs. Há um bom espaço nas laterais e você consegue escutar o trem de longe dando sinal, então é só chegar pro lado e esperar ele passar (só passou um trem durante todo o tempo que estivemos caminhando)! A média de duração da trilha é de 2 horas (pessoal com condicionamento físico tinindo) até 4 horas (pra galera que anda mais devagar).

 

A gente fez a trilha de quase 13 km em 2h30min porque paramos várias vezes pra tirar foto, descansar, curtir o visual e no finalzinho acabamos apertando o passo porque começou a anoitecer e ficar bem escuro e até um pouco perigoso (principalmente quando passamos dentro do túnel e não conseguíamos enxergar um palmo na nossa frente – usamos só a lanterninha do celular rs).

 

A trilha é linda demais! Maravilhosa! Tem uma ponte enorme de aço bem bonita que fica sobre um rio bem largo que já é parada certa pra todo mochileiro tirar foto rs. Tem também uns riachos e uns paredões maravilhosos. Aiii é tudo muito lindo e vale muito a pena!

 

Eu tinha lido no relato do Rodrigo uma coisa que procurei ficar bem atenta quando fosse minha vez de fazer a trilha e nós quatro já sabíamos que era preciso ter cuidado nessa parte e tal. Rodrigo falando:

 

“No final da trilha, é preciso muita atenção. Isso porque não devemos continuar seguindo pelo trilho do trem, e sim descer por um outro caminho. Se você seguir pelo trilho, irá passar pelo túnel, que é proibido. Se o trem passa ali na hora, não tem “acostamento” pra você se proteger, aí já era. Muito cuidado com isso. Tem um pessoal que avisa, mas nem sempre eles estão ali. Então observem bem o caminho”.

 

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Você teve cuidado nessa parte? Nem a gente! Hahahahaha Fomos o caminho inteiro comentando sobre isso e tal, pra termos cuidado blá blá blá e quando a gente percebeu, já estávamos dentro do túnel e pensamos: Putzzzzz! Era pra ter descido, né? Aí já era tarde demais e a gente apertou o passo e nada nos aconteceu, mas de fato é bem perigoso, porque se o trem passasse nós íamos ficar imprensados na parede. Atenção gente!

 

Só sei que depois desse túnel (mais cumprido) que ainda passamos com um pouco de luminosidade da tarde, ainda passamos em outro túnel (um pouco menor) completamente no escuro. Então, pra galera que fica atenta à bifurcação é possível que não entre em nenhum túnel, mas pra quem erra o caminho, acaba passando por dois. E, se não me engano, a entrada oficial de Machu Picchu Pueblo (com o letreiro branco) é no caminho debaixo sem passar pelos túneis.

 

Finalmente chegamos a Águas Calientes! Que cidadezinha charmosa! Genteee é muito fofa e gostosa. Parecia penedo, sabe? Várias ruas, umas de artesanato, outras de restaurantes, outras com a mistura dos dois. Tudo muito organizado e bonitinho!

 

Fomos direto para o Supertramp que é onde nós ficaríamos hospedados. Pra chegar lá você segue a rua da feira de artesanatos até lá em cima (uma rua que fica paralela à rua da bilheteria do ônibus de subida a Machu Picchu), onde você vai ver uma ponte no final, vire à direita e você vai ver o estádio de futebol de grama sintética mais adiante. Siga em frente e, se não me engano, na segunda ou terceira esquerda você vira e é lá! Se você se perder é só perguntar onde é o Supertramp que a maioria conhece.

 

O hostel é bem legal, estilo mochileiro mesmo. Bem cool, com as paredes assinadas por pessoas de todas as partes do mundo (óbvio que deixamos nossas assinaturas lá – procurem nas paredes perto do banheiro do segundo andar. Eu deixei minha marca na moldura do vidro também rs). Tem um bar legal e um restaurante bem maneiro que quando fomos tava fechado e só abria pro café da manhã mesmo. Ah! Apenas um probleminha: Quando chove tem umas goteiras na recepção e perto do banheiro, mas tranquilo, perto de tudo que já tínhamos visto naquela viagem, né?

 

Pagamos 68,00 soles cada em duas diárias num quarto compartilhado de 10 pessoas. O café da manhã era sensacional. Pão estilo croissant com ovo, manteiga, geleia, chá e café e o melhor: o café começava às 4:30 da manhã. Então, é maravilhoso pra quem quer subir bem cedinho Machu Picchu com a barriga cheia, né?

 

A gente decidiu resolver tudinho antes de jantar. Então, como o Samuel tinha dito que o nosso guia ia lá no hostel por volta das 20:00, resolvemos ir logo na bilheteria comprar nossos tickets do micro-ônibus pra subir Machu Picchu. Descemos e fomos pra fila e pagamos 12,00 dólares só na subida de micro-ônibus, porque decidimos voltar andando. É preciso mostrar o passaporte ou documento com foto pra comprar o ticket e quando eu, Pate e Vagner compramos os nossos, Elisa percebeu que ela tava sem documento nenhum, porque tinha deixado tudo no locker do hostel. Então, tivemos que voltar lá pra pegar os documentos e poder comprar o da Elisa.

 

Quando chegamos no hostel, tinham dois cara sentados com cara de guias (guia tem cara de guia? Sei lá! Esses tinham! Hahahah). Aí enquanto a Elisa pegava os documentos dela, eu perguntei se eles eram os guias do grupo Lula que estavam esperando a gente (disse o nome dos quatro) e eles disseram que sim. Pediram desculpas por estarem adiantados em 30 minutos, mas achamos até bom, porque de lá já poderíamos jantar.

 

Então, o cara nos explicou tudo e disse que era pra gente se encontrar na praça às 6:45 porque subiríamos no ônibus das 7:00, mas a gente queria subir cedo e perguntamos se poderíamos encontrá-lo lá do lado de dentro de Machu Picchu perto da bilheteria e ele disse que sim. E nós explicamos que queríamos pegar o primeiro ônibus que era 5:30. Ele disse que tudo bem e que era pra gente esperar lá dentro perto da entrada e procurar a bandeirinha do grupo Lula por volta das 7:30.

 

Tudo resolvido com o guia, descemos pra comprar o ticket do ônibus da Elisa e depois jantar. Compramos (não tinha nem fila dessa vez) e fomos dar uma caminhada pela cidade (que é bem pequenininha) pra procurar algum restaurante legal pra comer e depois ir descansar pro tão esperado dia seguinte.

 

Encontramos um restaurante bem legal que oferecia um menu completo por 18,00 soles (já com os 20% de gorjeta. Pasmem! Não são 10% e sim 20%... vai entender rs). O menu completo vinha com a entrada (várias opções de sopas ou caldos), prato principal (várias opções, dentre elas carne de alpaca – maravilhosa por sinal), sobremesa e suco.

 

Tava tudo maravilhoso e muito gostoso, mas o auge da noite foi quando nossas sopas chegaram e Vagner queria pedir mais pão pro garçom e levantou a mão pra chamar a atenção do garçom. Eis que ele volta com a mão e bate de tal forma na colher da sopa que a tigela dele virou INTEIRA na única calça que ele levou pra Águas Calientes (que a propósito era preta) e a colher deu um duplo twist carpado pro alto e veio caindo derramando sopa pra tudo quanto é lado, inclusive no óculo dele. Caraaaa! Pensa no dia mais engraçado da sua vida, agora multiplica por 1000 e assim acabava nossa noite. hahahahahahaha ::lol4::

 

A gente rolando de tanto rir! Coitado do Vagner cara! E a Pate (mulher do Vagner) só olhava pra ele com uma cara de: Como eu fui arrumar uma pessoa tão estabanada assim? A gente rindo pra caraca! Patrícia não conseguia nem brigar com Vagner porque também tava se mijando de tanto rir só de olhar pra ele com sopa da cabeça aos pés.

 

A galera das outras mesas tava rindo pra caraca também e como era sopa pra tudo quanto é lado, tivemos que mudar de mesa. Coitado do Vagner! Ficou sem a entrada! Hahahahahahahaha ::lol4::

 

Depois que a gente comeu tudo (ou quase tudo, né Vagner?), pagamos e fomos logo pro hostel tomar banho e organizar a mochila de ataque pro dia seguinte.

 

Como o hostel tinha locker, decidimos deixar tudo dentro do locker e subir a Machu Picchu só com o essencial nas mochilas (água, comida, capa de chuva, protetor solar, câmera e óculo de sol). Tudo organizado e ansiedade a mil, eis que começa a cair o mundo de tanta chuva!

 

Caraaaa pensa em quatro pessoas tristes e desoladas. Eu dormi rezando pra chuva passar logo, mas era tanta água vinda do céu, que nem sei se São Pedro conseguia ouvir minhas preces. Sério! TAVA CHOVENDO MUITOOOOOO!

 

Tudo que a gente podia fazer era dormir, torcer, rezar e fazer simpatia pro dia seguinte amanhecer sem neblina e com um sol maravilhoso.

 

Enfim, boa noite gente!

 

SALDO DO DIA:

- 70,00 soles – 2 Diárias no Pariwuana Hotel

- 22,00 soles – Bebidas da noite mais louca em Cusco

- 10,00 soles – Almoço

- 2,50 soles – Sorvete

- 68,00 soles - 2 Diárias no Supertramp Hostel

- 18,00 soles – Jantar

- 12,00 dólares – Ônibus para subir a Machu Picchu

 

TOTAL: 190,50 soles + 12,00 dólares

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.16) O sonho de conhecer Machu Picchu (sem nuvens)

 

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também! Em março vou para a Tailândia e vou compartilhar tudinho pelo IG e relatar todas essa experiência pelo blog!

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CAP.16: O sonho de conhecer Machu Picchu (sem nuvens)

 

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15/04/2016

 

[Você pode ler esse relato ao som de Don't Stop Me Now]

(

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Acordamos bem cedo (3:45 da madrugada), porque iríamos tomar café da manhã no hostel e depois pegar o primeiro ônibus pra subir a Machu Picchu (5:30). Quando abrimos os olhos e tomamos consciência do que estava acontecendo, percebemos que continuava chovendo muito, até mais do que na hora que fomos dormir.

 

Foi perturbador saber que talvez não conseguíssemos ver Machu Picchu naquele dia, por causa da neblina densa que estava rodeando as montanhas e por causa da chuva que não parava de jeito nenhum. Em nenhum momento a gente deu pra trás ou pensou em esperar a chuva passar pra subir. Chegamos até ali e iríamos até o final!

 

Nos arrumamos e fomos tomar o café da manhã que começava às 4:30. Comemos bem (sem miséria), uns 3 ou 4 pães cada e já tinha gente tomando café também, todo mundo com as capas de chuva prontas rs. Sabe aquela coisa que dizem sobre pensamento positivo e tal? Então, não teve um só minuto que a gente não estivesse enviando uma vibe boa pra São Pedro dar uma colher de chá e mandar um solzinho.

 

Assim que terminamos o desayuno conseguimos ouvir que a chuva tinha diminuído bastante e então fomos pegar as mochilas pra ir pro terminal de ônibus, que fica bem em frente à bilheteria. Quando saímos, já não estava mais chovendo e dava pra ver todos os mochileiros saindo dos hostels ao mesmo tempo.

 

Tava um pouquinho frio, mas nada demais (eu tava só com uma blusa de flanela, por exemplo). Ficamos na fila pra pegar o ônibus e, se não me engano, saem ônibus de 30 em 30 minutos. Não sei se esse intervalo muda dependendo da temporada, mas tenho quase certeza que eles saem de 30 em 30 minutos sempre (por precaução, se informe quando comprar o ticket do ônibus no dia anterior).

 

A trilha de subida a Machu Picchu é simples, mas cansativa de fazer porque é só subida em zigue-zague. O caminho até lá é bem sinalizado, mas acho que compensou muito a gente subir de ônibus e descer andando, porque poupamos nossos corpos na ida, já que já teríamos que subir bastante lá dentro do Parque de Machu Picchu e a descida foi super tranquila, já que pra descer todo santo ajuda, apesar de que pegamos muita chuva no meio do caminho.

 

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Pegamos o ônibus e depois de 30 minutos estávamos lá em cima de frente pra um dos lugares mais lindos e misteriosos do mundo. Uma fila enorme já se formava na entrada e pra não perdermos tempo a gente já foi entrando na fila também. Depois de uns 8 minutos entramos no Parque de Machu Picchu (eles só pediram o ingresso e um documento com foto. Não pediram pra mostrar cartão de crédito, apesar do aviso impresso no boleto de quem compra pelo site). Perguntei ao “segurança” se tinha banheiros lá dentro e ele disse que não.

 

Quem quiser ir ao banheiro, tem que sair do Parque de Machu Picchu e pagar 1 nuevo sol pra usar o banheiro lá em baixo, perto da onde o ônibus te deixa. Mas, o senhor explicou que cada pessoa pode sair e entrar até 3 vezes durante a sua visita ao Parque. Então, já faz um xixizinho antes de entrar pra economizar tempo e pernas, porque você descer tudo e subir tudo de novo só pra ir ao banheiro é fod*! Eu segurei meu xixi por 9 horas! Tá que quase tive uma infecção urinária de tanto prender, mas correu tudo bem rs!

 

A Pate comentou que existia um carimbo de Machu Picchu que os viajantes podiam carimbar no passaporte ao lado do carimbo de entrada e futuro carimbo de saída do Peru. Esse carimbo de Machu Picchu é de graça e você mesmo carimba onde quiser! Caraaaa falou a palavra grátis eu to querendo (meu namorado que não leia isso, porque ele diz que pareço uma maluca quando vejo alguém dando alguma coisa. No outro dia fiz ele atravessar meio shopping só porque tavam dando um bombom da Lindt de graça rs #soudessas).

 

Depois que entramos no Parque, logo após apresentarmos o ingresso, fomos até a “recepção” perguntar sobre o carimbo pra um moço e o “segurança” disse que o carimbo só fica disponível a partir das 9:00 da manhã e que era ali mesmo naquela mesinha à esquerda de quem tá entrando em frente à uma janela. Assim que você entrar olhe pra esquerda e verá uma mesa com uma janela. É ali!

 

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Decidimos carimbar na volta e ir logo explorar aquele lugar maravilhoso. Como marcamos com o nosso guia só às 7:30, tivemos um tempinho pra ir andando meio que aleatoriamente e conhecendo o local. Ainda chuviscava um pouquinho e tinha muita neblina! Dava pra ver quase nada. Eu tava completamente desolada.

 

De vez em quando, batia um ventinho e a neblina saia e a gente corria pra tirar foto com as ruínas. Subimos mais um pouco, lá perto de uma casinha que é o ponto estratégico pra tirar foto sem uma multidão atrás de você e encontramos um brasileiro que disse que uma moça disse pra ele que ia fazer sol lá pelas 10:00 da manhã. Hahahahaha #aesperançaéaúltimaquemorre

 

Acreditamos nele e ele explicou que por causa da chuva de ontem era normal que tivesse tudo cinzento e com neblina, até porque a altitude faz isso também. Andamos mais um pouco atrás das lhamas que ficam soltas e depois voltamos pra entrada pra esperar nosso guia. Esperamos muitoooo tempo! E depois de uns 30 minutos vimos uma bandeirinha do grupo Lula e assumimos que era nosso grupo.

 

Nos juntamos a eles e mais a frente descobrimos que aquele não era nosso guia, que nosso guia de verdade tava lá embaixo ainda na entrada e que iria subir por outro caminho (existem diversos caminhos que você pode fazer lá dentro. Alguns guias começam de cima pra baixo e outros fazem o inverso). Só sei que esse guia que estávamos disse que não dava mais pra trocar de grupo porque iríamos nos perder. Conclusão, ficamos com aquele grupo chato de 25 pessoas com crianças pequenas correndo pra lá e pra cá. Uma loucura.

 

O nosso guia não era maravilhoso nem muito interativo (não curto guias que vomitam informação, gosto quando interagem e consegue prender sua atenção), mas explicou várias coisas interessantes sobre a história de Machu Picchu: os mitos, ‘as verdades’, as hipóteses, as tradições, o que era cada cômodo, o que era pra ser tudo aquilo e por que não foi, etc. Realmente, ir a Machu Picchu sem guia é perda de tempo e dinheiro, porque é o guia que vai te mostrar aquele lugar de um ângulo diferente e com uma visão histórica.

 

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O tour guiado dura de 1h30min a 2 horas e você vai com o guia parando em cada cômodo e locais estratégicos pra ele ir explicando as histórias. Nesse momento, o sol já começava a dar as caras e já dava até pra começar a suar um pouquinho.

 

Assim que nosso tour guiado acabou, corremos pra casinha das fotos estratégicas pra garantir uma foto com as ruínas de Machu Picchu sem nuvens e com sol (rolou até um óculos de sol nas fotos rsrsrsrs). Chegando lá, óbvio que já tava cheio. Aí, como vocês sabem eu tenho toque de organização e tava me irritando todo mundo tirando foto junto e um saindo trepado na foto do outro. Que que eu fiz? Organizei a po**a toda, né?

 

Porque gente, não faz sentido! Todos querem uma foto legal de Machu Picchu, então vale mais a pena esperar o coleguinha tirar a fotinho dele bem tirada e depois você tirar a sua do que um sair na foto do outro né?

 

Então, organizei meio que uma fila e aí como tinham alguns casais e algumas pessoas sozinhas, eu me oferecia pra tirar foto deles, porque tinha um senhor que tava tirando foto de um casal e eu tava vendo pela tela da câmera que o senhor estava cortando apenas a cabeça do cara! Hahahahaha Aí eu perguntei se podia tirar a foto pra eles e eles super me agradeceram. Aí né? Brota a fotógrafa dentro de mim e já mando nego fazer as poses (olhando, agora rindo espontâneo, agora pulando, agora abre o braço, etc). Só sei que nego saiu de lá com um book e super me agradecendo.

 

Aí quando a galera toda tirou, foi nossa vez, né? Tiramos 6758 fotos naquele lugar e eu aproveitei até pra tirar foto com o Mark (boyfriend). Como ele queria muito ter feito essa viagem comigo e não pôde, imprimi uma foto dele, plastifiquei e tirei uma fotinho com ele. Pensa na felicidade da pessoa quando eu mandei a foto. Ele ficou todo bobo, tadinho! Então, tá aí uma ideia pra quem quer surpreender alguém. Ahhh! Fora o vídeo que fiz pros meus avós lá, meu avô quase teve uma parada cardíaca de tão feliz que ficou!

 

Depois das nossas fotos com as ruínas garantidas, fomos caminhar e tiramos outras fotos com outros ângulos também. Decidimos fazer um “piquenique” em Machu Picchu. Forramos a grama com as capas de chuva e curtimos aquele visual incrível das ruínas, pegando um solzinho e comendo uns biscoitos com aquele cheiro delícia de coco de lhama rs! Foi sensacional!

 

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O sol tava torrando a gente e tacamos protetor solar na cara e nos braços e continuamos mais um pouco por lá, com aquela paisagem indescritível. Fizemos até um vídeo com as ruínas de Machu Picchu ao fundo dançando Baile de Favela com a versão que inventamos pra nossa viagem (a gente canta essa música até hoje – às vezes brota do chão e eu canto do nada!). Pensa num dia divertido e marcante foi esse: 15/4/2016.

 

Aí, tive a ideia de tirar umas fotos onde eu ficava lá embaixo e a Elisa tirava as fotos lá de cima. Foi muito engraçado, porque a gente pediu, por favor, pras pessoas esperarem 5 segundos pra gente tirar a foto e deu super certo. Tiramos altas fotos e depois a Pate, o Vagner e a Elisa também quiseram essa foto e eu coordenando as outras pessoas pra não passarem, né? Aí quando eu percebi, tinham dois grupos esperando, não porque eram educados, mas sim porque queriam que eu tirasse uma foto igual pra eles. Hahahaah MORRI!

 

Depois disso, resolvemos subir mais um pouco e encontramos várias lhamas passeando e óbvio que corremos pra tirar uma selfie com elas! Depois, um casal nos deu um biscoito pra dar pras lhamas (que acho que é proibido, mas tava geral dando #seguimosofluxo) e elas vieram comer na nossa mão! Hahahahahaha

 

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Subimos mais um pouco e chegamos num portão que dava pra uma guarita, lá você dá seu nome e o horário que você entrou e vai conhecer a ponte Inca. São 20 minutos de caminhada plana até chegar numa ponte que era utilizada pelos Incas há dezenas de anos atrás. Você vê a ponte de longe porque a entrada é proibida e a ponte é super perigosa. Ahhh! Pra quem tem vertigem, cuidado, porque tem umas partes do caminho que são um pouco mais estreitas e não tem proteção dos lados.

 

Aí na volta, você coloca o horário que voltou que eu acho que é pra eles terem controle de que todo mundo que foi voltou, né? Ou porque deve ter acontecido algum acidente antes, sei lá!

 

Voltamos e demos mais umas voltas pelas ruínas. Fomos nos mesmos lugares que fomos com o guia, mas parando com calma pra tirar foto, descemos mais um pouco, subimos, entramos nuns caminhos aleatórios, voltamos, descemos, paramos pra admirar a grandiosidade daquele lugar e seguimos pra saída. Já eram quase 15:00 e o tempo tava virando e tava com cara de que ia cair o mundo de novo e a gente também não queria voltar no escuro.

 

Ah! Como eu já tinha falado antes, nós optamos por não subir a Montanha e a Huaynapicchu, porque queríamos curtir a vibe do Parque de Machu Picchu com calma, não queríamos ter hora pra nada e, é claro, achamos que ia ser um esforço desnecessário subir as montanhas sendo 3 sedentárias e um ciclista. Pro tempo que tava, foi até bom não ter pagado, porque não sei se ia dar pra ver muita coisa naquele dia. Uma galera que subiu disse que valeu a pena, já outros disseram que foi um cansaço à toa, que você vê Machu Picchu tão pequeno que é besteira. Enfim, depende de qual é seu objetivo lá.

 

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Peguei uma parte do relato do Rodrigo, porque ele subiu o Huaynapicchu e curtiu. Rodrigo falando:

 

“Dica: eu aconselharia optar pelo 2º grupo de subida ao Huaynapicchu, o que sai às 10h. Isso porque GERALMENTE nas primeiras horas da manhã ainda tem muita neblina, então você corre o risco de não ver muita coisa lá de cima. E foi o que aconteceu no nosso caso. O primeiro grupo que subiu reclamou de não ter conseguido ver quase nada. Já quando nós subimos, no segundo grupo, o céu já tinha limpado bastante, e a vista estava ótima. Mas o tempo é imprevisível, ainda mais nessas bandas. Então é apenas uma opinião pessoal, e não uma verdade absoluta.”

 

Mary falando de novo:

Caraaaa! É maravilhoso passar horas e horas e horas em Machu Picchu. O tempo voa e você nem percebe. Nós chegamos lá às 6:00 da manhã e só fomos embora às 15:00 da tarde - muito porque o tempo tava mudando e ia cair um temporal, se não a gente ficava mais.

 

Curta aquela vibe maravilhosa, é uma sensação única estar ali, então aproveite cada minuto com gratidão. A dica é levar água e comida na mochila, porque lá fora é tudo bizarramente caro: 20,00 soles um sanduíche e 20,00 soles um copo de refrigerante ou 40,00 dólares o almoço.

 

Já na saída, fomos lá garantir nosso carimbo de Machu Picchu no nosso passaporte! Cara ficou tão lindo! Eu carimbei o meu bem ao lado dos carimbos do Peru, então ficou tudo na mesma página organizadinho! Aproveitei pra fazer xixi antes de descer a trilha e paguei 1,00 nuevo sol.

 

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Começamos a descer a trilha e foi bem tranquilo, no meio da descida começou a chover e começou a ficar mais chatinha, porque estávamos encharcados e com frio. Aí ou você desce exatamente o mesmo caminho que o ônibus faz ou corta caminho (bem sinalizado) por dentro da mata que tem umas escadas de pedra. A gente nem tinha visto esse atalho no começo, até que um cachorro começou a seguir a gente que nos mostrou. Hahahahahahaha

 

Chegamos em Águas Calientes lá pelas 16:30 e fomos logo tomar banho e trocar de roupa. Pedimos pra moça do hostel colocar nossos tênis atrás da geladeira pra secar e deixamos as roupas molhadas penduradas na escada do beliche.

 

Saímos pra dar uma volta pela cidade e achamos um restaurante na rua do nosso hostel, mas do outro lado da ponte que servia o menu completo (entrada, prato principal, suco e sobremesa) por 16,50 soles (já com os 20% de gorjeta). Comemos lá mesmo porque estávamos muito cansados e as pernas estavam doloridas e sabíamos que no dia seguinte tínhamos mais 13km de trilha pra voltar pra hidrelétrica.

 

Demos mais umas voltinhas na cidade, tiramos umas fotinhos e voltamos pro hostel pra dormir e nos preparar pro dia seguinte que seria uma aventura com muita emoção (de van) até Cusco e depois rumo a Puno.

 

SALDO DO DIA:

- 1,00 nuevo sol – Banheiro em Machu Picchu

- 16,50 soles - Jantar

 

TOTAL: 17,50 soles

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.17) Partiu Puno... COM emoção!

 

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também! Em março vou para a Tailândia e vou compartilhar tudinho pelo IG e relatar todas essa experiência pelo blog!

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CAP.17: Partiu Puno... COM emoção!

 

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16/04/2016

[Você pode ler esse relato ao som de Hula Hoop]

(

)

 

Este capítulo vai ser bem mais curto que os outros, porque na verdade foi mais um dia de locomoção que de passeios.

 

Acordamos um pouco mais tarde hoje (8:00) \o/ e fomos nos arrumar e tomar café da manhã. Tudo com calma. Organizamos as mochilas de ataque, guardamos as roupas molhadas e pegamos os tênis atrás da geladeira (ainda bem molhados)! Optamos por não usar o tênis na trilha porque poderia fazer bolha nos nossos pés, então fomos de chinelo mesmo.

 

Nossa ideia era sair às 10:30 pra chegar na hidrelétrica lá pelas 13:30, já que nosso passo seria mais lento por causa do chinelo. Passamos no mercado pra comprar água e seguirmos viagem (eu e Elisa dividimos uma água de 2L e saiu 2,50 soles pra cada).

 

A volta foi ainda mais tranquila. O chinelo estava incomodando um pouco e, às vezes, a gente dava umas escorregadas engraçadas, mas foi de boa porque fomos caminhando pelas madeiras do trilho do trem em vez de caminharmos pelas pedras. Fizemos a volta em 2h10min (ainda mais rápido que a ida), porque como não tínhamos mais a ansiedade de chegar logo e porque já sabíamos o trajeto a ser percorrido, acho que foi mais tranquilo. Fomos cantando o caminho todo e quando nos demos conta já estávamos na hidrelétrica.

 

Aqui foi engraçado, porque lembra que a gente seguiu o trilho de trem errado na ida, na volta quando seguimos o trilho certo até o final, conseguimos ver a sinalização e descemos a trilha que era bem mais marcada que a que subimos, mas como tinha chovido, tava escorregando da mesma forma, mas mesmo assim ainda foi bem mais tranquila do que a que subimos. E aí lá embaixo vimos uma plaquinha indicando que era pra ter subido por ali e aí nos demos conta da onde tínhamos errado no dia 14/4.

 

Como chegamos muito cedo, decidimos almoçar logo num restaurante pé sujo ali perto da onde as vans se concentravam. Pagamos 7,00 soles na entrada + prato principal e suco. A comida não tava lá essas maravilhas, mas serviu pra encher o bucho.

 

Ainda eram 13:40 e já tínhamos almoçado e não tínhamos mais nada pra fazer. Então, decidimos ir lá pro local que o Elvis tinha marcado pra esperar lá sentados numas pedras. Começou a chuviscar, mas nada demais.

Esperamos lá quase 1 hora e tava tudo uma bagunça. Um monte de van, um monte de gente, ninguém dava informação e tava chegando a hora da gente ir e nada de chamarem a gente e eu não achava o Elvis de jeito nenhum. Então, comecei a perguntar pra um monte de motorista onde tava o Elvis e blá blá blá. Foi quando vi um homem franzino e gritei Elvis! E ele olhou e eu fui logo falando que precisávamos ir logo porque tínhamos um ônibus pra Puno às 22:00. Ele organizou tudo rapidinho e em menos de 15 minutos nossa van já estava cheia e partimos.

 

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Saímos por volta das 14:40 e fomos com um motorista diferente do que tínhamos vindo. Esse parecia ainda mais kamikaze do que o outro. Ele ia correndo, fazendo umas curvas bizarras. Eu fechei meus olhinhos, rezei um Pai Nosso, tomei um soroche pills e fui tentando cochilar até a gente, pelo menos, sair da parte de terra e precipício. Até que numa das curvas um caminhão quase bate na gente e eu consegui ver a luz (na verdade era a luz do farol na nossa cara, mas eu já tava achando que era a luz do céu de tão perto que o caminhão ficou da gente). Sério! Foi um milagre, porque do jeito que tava a situação ali, ninguém iria sobreviver se a gente sofresse um acidente com um caminhão.

 

Enfim, depois de alguns sustos chegamos na parada que fizemos o almoço na ida do dia 14/4. Mas, dessa vez era uma parada rápida só pra ir ao banheiro e comprar uns snacks e partir. Aproveitamos pra comprar um sorvetinho por 3,00 soles e respirar ar puro, porque tinham umas israelenses chatas pra caralh* atrás da gente que só reclamavam e tinham uma inhaca de cigarro e maconha tudo junto que só Jesus na causa. #eca

 

Sabe aquela criança chata de 5 anos que fica perguntando de 5 em 5 minutos pros pais se já tá chegando, então, tinha uma israelense virada no capeta que perguntava de 10 em 10 minutos se já tava chegando ou se faltava muito, sendo que o motorista tinha acabado de falar que ainda faltavam 4 horas e a fdp continuava perguntando! Chataaaaa pra caralh*!

 

Juntou aquela inchaca, janelas fechadas, curvas infinitas, aquela garota reclamando e perguntando toda hora, um francês que decidiu passar perfume dentro da van e eu comecei a ter crise de claustrofobia e comecei a sentir minha pressão baixando (detalhe: de vez em quando eu tenho umas convulsões, nada demais.... mas não acho que seria um momento agradável de ter uma convulsão no meio do nada). Elisa abriu na hora a janela (nego reclamou que tava frio e a gente cagou baldes) e eu tirei meu casaco, precisava respirar e ficar calma. Fui passando muito mal o resto do caminho todo. Tava muito enjoada e com muita dor de cabeça e a garota lá me irritando.

 

Enfim, depois de quase 6 horas dentro da van nós chegamos na Plaza de Cusco (foi até mais rápido do que estávamos esperando) e já fomos correndo pro hostel pegar os mochilões e tentar comer alguma coisa. O Samuel tinha marcado com a gente às 21:00 em frente ao nosso hostel Pariwuana e já eram 20:30. Pate e Vagner foram correndo até o Wild Rover pegar os mochilões deles e eu e Elisa fomos pegar os nossos. Combinamos de nos encontrar no bar do Pariwuana porque iríamos pedir uns sanduíches pra viagem lá.

 

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Pedimos uns hambúrgueres com batata frita que ficaram prontos em 20 minutos, mas já eram 21:10 e o Samuel já tava me ligando. Pedi pra ele esperar mais 5 minutos porque precisava só pagar. Pagamos 14,00 soles cada e saímos correndo cheios de sacolas plásticas, guardanapos voando e se duvidar devo ter esquecido alguma coisa em cima da mesa, porque saímos tão rápido que nem deu tempo de conferir nada.

 

Samuel devia estar se sentindo mal de ter superfaturado nosso passeio em Uros (a gente chegou a pedir pra ele nos devolver parte do dinheiro ou tentar incluir o almoço no valor que tínhamos pago porque sabíamos que ele tinha superfaturado – descobrimos em Águas Calientes e mandamos vários whatsapps pra ele e ele falando que era o preço normal blá blá blá. MENTIROSO!) e em vez de nos levar no carro dele, ele pediu dois táxis pra nos levar lá na rodoviária (sem necessidade, porque poderia ter sido um táxi pra todos, mas ok). Samuel, Pate e Vagner foram em um táxi e eu e Elisa fomos em outro táxi. Chegamos na rodoviária em 25 minutos.

 

Estávamos morrendo de fome e começamos a beliscar as batatas fritas ali no terminal enquanto o Samuel ia pagar as taxas de embarque pra gente (1,30 soles cada). Ele devia estar se sentindo culpado e como não quis devolver o dinheiro tava tentando ser fofo e prestativo com a gente. Pior que funcionou em partes, porque a gente não conseguiu ficar com muito ódio dele. Ele fez tudo direitinho, deixou a gente, praticamente, dentro do ônibus e só faltou colocar a gente pra dormir de tão atencioso que ele tava sendo.

 

Entramos todos felizinhos no ônibus, pegamos as camas de leito na parte debaixo, nos acomodamos e abrimos as marmitas pra dar aquela primeira mordida saborosa nos nossos sanduíches quando uma mulher olhou pra gente e foi lá nos dedurar pro motorista e ele pediu pra gente descer do ônibus e comer lá fora, porque ainda faltavam 10 minutos pra ônibus sair. CHATOSSSSS!

 

A gente olhou torto pra mulher e ela fingiu que nem era com ela. Ficamos lá fora meio que engolindo os sanduíches que eram enormes, aí pareceu que o ônibus ia sair e entalamos os últimos pedaços na goela e entramos. Caraaa nem deu pra sentir direito o sabor do hambúrguer de tão rápido que comemos.

 

Enfim, nos acomodamos, eu coloquei meu tapa olho e meu tapa ouvido e só fui acordar em Puno! A previsão era de 7 horas de estrada até chegarmos na rodoviária de Puno.

 

SALDO DO DIA:

- 2,50 soles – Água

- 7,00 soles – Almoço

- 3,00 soles – Sorvete

- 14,00 soles - Hambúrguer

 

TOTAL: 26,50 soles

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.18) Puno e o passeio pelas Islas flutuantes de Uros no Lago Titicaca

 

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também! Em março vou para a Tailândia e vou compartilhar tudinho pelo IG e relatar todas essa experiência pelo blog!

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Caráaaaai

Estou num grupo do whats de mochilao e rolou papo de relatos eu falando do Rodrigo, entre outros, e perguntaram "E o da Maryana?" E eu dizendo que já tinha lido, confundindo com a da Bárbara kkk ::prestessao::::putz::::putz::

Como não pude ler e estar acompanhando o teu? Que pecado!!!! Ahhh vou mesmo queimar no mármore kkkkk

 

Mas cá estou, já pra dizer que TÁfodaD+. Já pegando os valores, que estão mais atuais, para deixar o meu roteiro, parte financeira, mais próxima. E mijando de rir, desculpa, pelos perrengues que passaram.... kkkk , mas quem não ri quando uma pessoa cai que jogue a primeira pedra...kkkk ::lol4::

 

Parabéns e não nos deixe no suspense do próximos capítulos. ::ahhhh::

Maio serei eu a passar por essa experiência

 

obs.: Você, quando topava com um Wifi dizia "viça, viçando" mas na real estava querendo dizer "fuçar, fuçando"? certo? heheheh, não querendo corrigir, mas corrigindo, mas pedindo pra deixar como está que é divertido ::tchann::::tchann::::tchann::

 

Agora vou viçar pra encontrar a tua planilha :D

 

http://marcioomoraiss.wixsite.com/simbora

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Caráaaaai

Estou num grupo do whats de mochilao e rolou papo de relatos eu falando do Rodrigo, entre outros, e perguntaram "E o da Maryana?" E eu dizendo que já tinha lido, confundindo com a da Bárbara kkk ::prestessao::::putz::::putz::

Como não pude ler e estar acompanhando o teu? Que pecado!!!! Ahhh vou mesmo queimar no mármore kkkkk

 

Mas cá estou, já pra dizer que TÁfodaD+. Já pegando os valores, que estão mais atuais, para deixar o meu roteiro, parte financeira, mais próxima. E mijando de rir, desculpa, pelos perrengues que passaram.... kkkk , mas quem não ri quando uma pessoa cai que jogue a primeira pedra...kkkk ::lol4::

 

Parabéns e não nos deixe no suspense do próximos capítulos. ::ahhhh::

Maio serei eu a passar por essa experiência

 

obs.: Você, quando topava com um Wifi dizia "viça, viçando" mas na real estava querendo dizer "fuçar, fuçando"? certo? heheheh, não querendo corrigir, mas corrigindo, mas pedindo pra deixar como está que é divertido ::tchann::::tchann::::tchann::

 

Agora vou viçar pra encontrar a tua planilha :D

 

http://marcioomoraiss.wixsite.com/simbora

 

Vei, na boa kkkkkkk, a primeira vez que escutei o viça, eu olhei para minha esposa e falei vei que isso kkkkkkkkkkkkkk, as meninas são de mais, nos ensinaram muito, só temos a agradecer por tudo.

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Olá amigos. Pretendo ir pro Peru em Julho/17. Fazer a trilha Salkantay para chegar a Machu Picchu e depois ir pra La Paz pra escalar as proximidades de lá (Charkini, Chacaltaya e o Huayna Potosí). Tenho algumas dúvidas, gostaria que alguém me ajudasse, pois será minha primeira viagem sozinho, portanto, não tenho muita experiência nisso.

1. É melhor fechar a trilha Salkantay só quando estiver em Cusco mesmo, correto?

2. Vi que o ideal para fazer a trilha é depois de ficar ao menos 2 dias em Cusco para melhorar na aclimatação. Sei que depende muito de organismo pra organismo, mas 2 dias é o ideal realmente ou é pouco?

3. Vi que não seria muito necessário muitos equipamentos de trekking pra trilha. Quais os equipamentos e roupas especiais que preciso?

4. Chegando em Machu Picchu, quanto custo o ingresso pro parque?

5. Os pacotes disponíveis da trilha oferecem a volta de trem de MP para Cusco novamente?

6. Há passagens de ônibus de Cusco pra La Paz? Quanto custo e qual a duração em média?

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