"Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar."............................
No centro do Estado de São Paulo, a 200 km da sua capital, uma região de incontáveis atrações naturais, ainda se mantém muito longe do turismo de massa, ainda que sua cidade mais famosa, BROTAS, acabe por cooptar a maioria do turismo, se intitulando a Capital da Aventura no Estado. Mas a região vai muito mais além do que a sua cidade mais famosa, na verdade, são dezenas de cidade compondo uma grande região turística, mas que sinceramente, até para mim que vivo ao seu redor, me soa um pouco confuso. Costuma-se denominar algumas cidades como CHAPADA GUARANÍ, que seriam cidades encima de uma grande mesa basáltica, um incrível chapadão, uma espécie de, guardando as suas devidas proporções, Chapada Diamantina Paulista.
Acontece que, embaixo desses chapadões, também temos pequenas cidades de belezas muito cênicas, aliás, são cidades que recebem as águas que despencam das mesas e é por onde se pode acessar algumas cachoeiras. Mas não é só isso, são cavernas, formações rochosas, vilarejos charmosos, trilhas para motocross, jeep, bicicleta, formações rochosas, morros testemunhos, mirantes de perder o fôlego. Algumas dessas cidades compõe o CIRCUITO DA SERRA DO ITAQUERI e outras o circuito CHAPADA GUARANÍ, na verdade, uma salada difícil de compreender porque várias cidades acabam por fazer partes de todas as denominações e como a região é gigante, o governo do Estado e secretaria de turismo, ainda dividiu em outra região que chamou de circuito CUESTA PAULISTA.
Já fazia anos que o Thiaguinho me cobrava uma pedalada nessa região e como eu não me manifestava, colocando uma data, ele simplesmente me forçou a sair da moita e numa sexta-feira à tarde me informou que passaria na minha casa, sábado à noite e me pegaria com seu carro, porque já era hora da empreitada sair do papel. Coube a mim elaborar um roteiro, já que, apesar de frequentar muito a região, eu nunca tinha me aventurado sobre 2 rodas, então decidi que o nosso ponto de partida seria a minúscula e pacata IPEÚNA, uma charmosa cidadezinha de meia dúzia de habitantes, onde eu pretendia estacionar o carro e fazer um circuito tranquilo, de uns 60 km de pedaladas, subindo a chapada e voltando para o mesmo lugar.
Por volta das 8 da manhã, estacionamos na praça central de Ipeúna, bem da rua abaixo da sua igreja central, em frente da base policial. O Thiaguinho sacou logo sua bike de última geração e eu tomei posse de um trambolho fabricado na década de 80, uma bicicleta bem conservada, mas sem as tecnologias atuais, apenas algumas mudanças aqui e ali, mas no final do dia, eu iria descobrir que não havia sido suficiente.
O nosso caminho seguiu exatamente pela rua que estávamos e em poucos minutos, numa curva, deixamos o asfalto e ganhamos as estradas de terra junto à uma bifurcação. Logo o caminho desembesta para baixo e desce até um vale e aí a subida desafia nossa capacidade de pedalar, ainda com o corpo frio, mas eu logo arrego e empurro ladeira acima e quando se estabiliza, a estrada vira um amontoado de areia e logo à frente, uma bifurcação junto à uma placa, faz a gente parar e admirar os paredões avermelhados da Serra do Itaquerí, de frente para uma formação característica conhecida como CABEÇA DE ÍNDIO. É a primeira vez que o Thiaguinho tem contato com essa paisagem e realmente, é uma visão lindíssima e surpreendente por estar tão perto da capital e ser conhecida por poucos.
A previsão de mal tempo não se confirmou, o sol já queima sem piedade e na bifurcação, pegamos para a direita e vamos seguir como quem vai ao encontro da Cabeça de Índio e cerca de 6 km desde a cidade, uma porteira lateral nos chama a atenção para um mirante espetacular para a grande formação rochosa, então nos detivemos por um tempo para um gole de água e uma foto.
O terreno parece que vai se estabilizar, mas hora ou outra, nos deparamos com alguma ladeira e o calor inclemente da manhã, vai minando nossas energias. O cenário é muito bonito e nossa direção vai seguir o caminho que nos levará para a subida da serra. Antes de subir a serrinha, eu pretendia deixar as bikes escondidas e tentar reencontrar a Gruta da Boca do Sapo, mas achei que perderíamos muito tempo nela, haja visto que esse roteiro eu havia estabelecido para ser feito em 2 dias e estava apenas adaptando a quilometragem para um único dia, então passamos batidos e iniciamos a subida da serra, abandonaríamos a planície local e subiríamos de vez para os chapadões, era hora de ganharmos altitude.
Nossa pedalada inicial então chega ao km 12, que de bicicleta poderia significar absolutamente nada, mas diante do terreno arenoso e das primeiras subidas intermináveis sob um sol escaldante, já faz a gente começar a botar a língua de fora. No início da subida da serra o terreno vai se elevando lentamente, mas não dá nem 300 metros e pedalar já não é mais opção, não só pelo terreno inclinado, mas pelas grandes pedras que inviabilizam a progressão montado nas bikes . Empurrar bicicleta ladeira acima é um martírio que vamos absorvendo, um sofrimento que é preciso passar, sob o pretexto de que quando chegarmos lá encima, tudo vai ser diferente, e é vivendo nessa ilusão que nos apegamos à nossa força interior e quando atingimos uns dois terços do caminho, nos deparamos com um MIRANTE que nos faz voltar a sorrir novamente e continuar acreditando nas mentiras que a nossa cabeça criou.
Como não há sofrimento que dure para sempre, uma última curva da serra é deixada para trás e do nosso lado direito, meia dúzia de eucaliptos força a nossa parada e mesmo que ainda não seja definitivamente o fim da subida, será ali que abandonaremos provisoriamente a estrada, em favor de uma TRILHA que sai à direita e entra num capinzal alto, tão escondida que se não forçar passagem na alta vegetação inicial, quem não conhece e não tem nenhuma referência, passará batido.
Levamos cerca de 45 minutos empurrando as bicicletas para ganharmos quase todo o chapadão e agora, vamos abandoná-las no mato e ganharmos a trilha a pé, rumo a uma das grandes joias da Serra do Itaqueri . Então, forçando passagem no capim alto, uns 10 metros depois a trilha surgirá, aberta e bem consolidada, vai se curvar para a esquerda e descerá meio que em nível até começar a despencar de vez, curvar quase 90 graus para a direita, onde encontraremos uma arvore monstruosa e começar a percorrer um paredão de arenito que estará a nossa direita.
Não há erro, é preciso se manter quase que colado nos paredões, às vezes não mais que 5 metros de distância deles, passamos por um filete de água que despenca de cima do próprio paredão, onde poderemos abastecer os cantis, contornamos um terreno encharcado até que surpreendentemente, daremos de cara com a enorme boca da GRUTA DO FAZENDÃO.
Para quem chega, pode se surpreender com as pichações do passado, mas hoje praticamente essa prática cessou e mesmo não havendo nenhuma fiscalização, pelo estado que encontramos a trilha, percebemos que a gruta quase não está sendo visitada. Ao subir as pedras que antecedem a entrada da gruta, é possível sentir a grandiosidade do seu pórtico. A gruta do Fazendão é daqueles lugares que sempre gosto de levar os amigos e apresentar como sendo parte do meu quintal, já que a maioria do meu círculo de amizades, ligadas ao mundo de aventura, são de gente da Capital Paulista e eu acabo por me tornar um dos poucos representantes do interior. Uma vez inventei de trazer uns amigos na gruta, alguns deles jamais haviam entrada numa caverna antes, apesar de já serem exploradores que já rodaram meio mundo. E mesmo os que já estiveram em cavernas, nunca tinha entrado em cavidades areníticas, onde em algumas é preciso se rastejar feito um lagarto. E um desses amigos passou mal, deu pit, simplesmente teve uma crise de pânico e tivemos que evacuar a gruta às pressa, o que no final, rendeu muita zoeira e altas risadas.
Nos apossamos das nossas lanternas e subimos os blocos de pedras, que num passado muito distante, desmoronou do teto. No início, a impressão é que a gruta não passa de uma pequena cavidade, baixa e sem muito interesse, mas em um minuto a desconfiança da lugar a grandiosidade . Um corredor gigante se abre e o teto se eleva e nos surpreende, porque 2 minutos depois, a escuridão absoluta toma conta do lugar e quem não está familiarizado com esse tipo de ambiente, já começa a ter um desconforto. Num primeiro momento, a gruta é horizontal, anda-se em pé porque o espaço é amplo, com um grande corredor . O teto é alto , mas o chão apresenta irregularidades , onde algumas fendas vão deixando os visitantes de primeira viagem, um pouco desconfiádos.
Eu sigo à frente, fazendo as vezes de guia, mas já conhecedor dos caminhos que vão levar aos becos mais aventureiros, rapidamente abandono o caminho fácil e desimpedido , em favor de uma greta a direita do caminho, encostando na parede da caverna., onde desço por uma pequena rampa até me ver de frente à um buraco de rato.
É aqui que começa a brincadeira, num buraco de uns 50 centímetros de largura por uns 10 metros de comprimento, iremos adentrar no corredor de arenito, nos rastejando feito vermes, encostando nossas barrigas no chão e ganhando terreno metro à metro , até nos vermos dentro de um grande salão no centro da terra, com seu teto alto , sua temperatura gelada , uma cena iluminada pelas luz das nossas lanternas, como quem adentra nas histórias de Júlio Verne.
O Thiaguinho passou muito bem e parece se encantar com o novo ambiente e mesmo eu, acostumado à exploração de cavernas desde os primórdios da minha vida de aventura, ainda consigo me surpreender com esse mundo fascinante.
Uma nova passagem em formato de um pequeno pórtico, nos leva para outro salão, tão grande quando os 2 primeiros e a saída desse terceiro salão, é pela esquerda, subindo rastejando numa rampa , que vai passar por uma perigosa e profunda fenda e então virando para a direita, chegando ao salão dos morcegos , um amontoado de centenas deles, que estão agrupados no teto e ao sentirem nossa presença e nossas lanternas, tomam conta da caverna, voando de um lado para o outro, às vezes trombando nas nossas cabeças.
A saída é retornar para a esquerda, cruzando por uma passarela natural sobre a fenda que havíamos passado, com cuidado para não cair em outras cavidades, avançando lentamente, vagarosamente, até perceber ao longe, um facho de luz que nos indica a saída ou seja , o nosso ponto de partida. Foi uma exploração proveitosa e antes de deixarmos a gruta para trás, fizemos uma parada para um lanche e um gole de água.
Retornamos pelo mesmo caminho que viermos, agora subindo lentamente até reencontrarmos nossas bicicletas e ganharmos novamente a rua. Ainda iremos subir por uns 200 metros até que o terreno se estabiliza de vez, definitivamente agora, estamos em cina da CHAPADA PAULISTA, galgamos com dificuldade, mas enfim subimos à grande mesa . Logo à frente cruzamos por uma lagoinha à nossa esquerda, onde penso em me jogar , mas menos de 5 minutos , também à nossa esquerda, uma lagoa gigante desafia a minha capicidade de resistir, mas não resisto e não faço nenhuma questão. Jogo a bike no capim, tiro meu tênis e com roupa e tudo , saio correndo e me jogo na água. O calor tá de lascar e o Thiaguinho vem junto e em um minuto, somos dois moleques se regozijando nas aguas mornas .
Voltamos à estradinha até que ela chega a uma espécie de “T”, aí vamos pegar para a direita. Estamos agora indo ao encontro da Cachoeira da Lapinha e estradinha ao chegar a um cruzamento em forma de triangulo, nos obriga a viramos para a direita e aí vamos descer pra valer, tentando segurar os freios até quando ela se estabiliza, passa por uma floresta de eucalipto e aí temos que nos deter junto a um pequeno riacho que despenca no vazio, formando a cachoeira em questão.
A CACHOIERA DA LAPINHA, também é conhecida como Cachoeira do Carro Caído, devido a uma carcaça de um veículo que se encontra nos pés da queda. No passado, a gente explorou todo o vale vindo por baixo, mas a cachoeira estava com pouca água e não há propriamente uma trilha que se possa chegar partindo de cima, mas com um pouco de habilidade e sem medo dos riscos, é possível descer pela esquerda dela, desescalando uma parede perigosa, mas não ali onde a queda despenca, claro, tem que se afastar uns 300 metros, cair no leito do rio e subir até onde ela despenca.
Nos despedimos da Cachoeira, atravessamos a pontinha e seguimos adiante, apreciando as florestas de eucaliptos e sempre seguindo na principal, nosso rumo vai tomar a direção do Bar do Valentim, onde está a Cachoeira São José, sempre atentos as placas. Da Cachoeira da lapinha até a Cachoeira São José, serão exatos mais 6 km de pedalada e é um caminho belíssimo e agradável, por ser quase só descida e quando lá chegamos, nossa quilometragem vai bater exatos 25 km, pouca coisa, mas não se engane, a atividade não foi feita só de pedalar, então, já um tanto cansado, estacionamos junto ao bar, onde dezenas de pessoas se amontoam, gente de bike, de moto, de jeep, corredores de montanha, ali é parada para todas as tribos.
O bar é onde se pode tomar umas cervejas, uns sucos, comer alguma coisa ou somente descer as escadarias e ir tomar um bom banho na CACHOEIRA SÃO JOSÉ, porque a entrada é gratuita. A cachoeira não é muito alta e suas águas escuras são proveniente de terrenos areníticos com rochas basálticas, portanto, a água é avermelhada, meio cor de barro, mas com o calor que está fazendo, não vamos ficar de mi-mi-mi e não demorou muito pra gente se enfiar embaixo dela e lá ficar, aplacando o calor intenso dessa final de manhã.
Uns 15 anos atrás, eu havia chegado até aqui, mas vindo motorizado, foi quando nosso 4x4 atolou dentro de um rio e eu e minha filha ficamos horas tentando desatolá-lo, lutando contra o tempo e contra uma tempestade que se avizinhava, não levasse a gente embora caso enchesse o riacho. Acampamos próximo ao bar, mas não chegamos nem a conhecer a Cachoeira, que estava fechada. Então a partir de agora, todo o caminho à frente seria uma novidade também para mim.
Montamos nas bicicletas e prosseguimos, mas não deu nem 500 metros, fomos obrigados a desmontar novamente. O cenário que nos foi apresentado era surpreendente, sem aviso prévio, um cânion de proporções gigantescas surgiu à nossa frente. E não posso nem negar que desconhecia a sua existência, já que tinha ideia que havia uma cachoeira que despencava ali nas redondezas do bar, mas nunca que eu iria imaginar que seria daquela magnitude.
O CÂNION PASSA CINCO, me desconcertou, ainda que a grande cachoeira de mesmo nome, tivesse a sua vista muito prejudicada. Mas era mesmo surpreendente, um gigantesco abismo com bem mais de 100 metros de altura, de onde 2 quedas d’agua se precipitavam no vazio, emolduradas por uma floresta verdinha.
Claramente, por ali seria impossível descer ao fundo do cânion, então retomamos o arremedo de estrada e em mais 1,5 km, numa bifurcação tripla, vamos quebrar para esquerda e uns 150metros depois, vai surgir à direita, uma trilha que irá nos levar definitivamente para dentro do cânion. Estamos na TRILHA DO LISINHO, uma trilha somente para quem pratica motocross, com veículos especializados e com experiência vasta no assunto, evidentemente, não é nem de longe uma trilha para bicicletas, mas como ninguém havia nos dito nada, embicamos a nossa bike e fomos nos fuder naquela desgraça.
Logo no começo, já vimos que seria uma encrenca, mas sem conhecer, esperávamos que o terreno melhoraria mais à frente. Ledo engano, cada vez foi é piorando mais. As valetas eram capaz de engolir nossa bicicletas e era praticamente impossível pedalar e quando tentávamos, não era raro cairmos nos buracos e termos nossas canelas dilaceradas pelos pedais que batiam nas paredes laterais e voltavam nas nossas pernas. Aquilo foi um verdadeiro inferno, ainda que a gente se divertisse com a pataquada que acabamos nos metendo, a descida foi minando nossa energia, já que o calor ainda se mantinha insuportável.
Levamos uma meia hora ou mais para chegar ao fundo do cânion, mas mesmo assim, as trilhas ainda se mantinham confusas, parecia que não iam dar em lugar nenhum e empurrar as bicicletas já foi se tornando um verdadeiro martírio. Claro, a gente não se deu conta de que estávamos tomando decisões erradas e que deveríamos ter abandonado as bikes e seguido á pé por dentro do cânion, até conseguirmos interceptar as grandes cachoeiras. Mas chegou uma hora que a gente resolveu voltar, simplesmente o dia já começava a escorregar por entre os dedos e já havíamos passado das 14 horas e aí nos demos contas que não tínhamos mais tempo para explorações, era hora de voltar ao nosso roteiro original.
Dentro do cânion, junto ao rio que corta todo o vale, resolvemos que deveríamos atravessar para o outro lado, tentar achar um caminho que subisse as paredes opostas do vale, porque voltar pela trilha do Lisinho, estava fora de cogitação. Então atravessamos o rio com as bicicletas nas costas e ao chegarmos no centro do cânion, o horizonte se abriu e interceptamos uma sede de fazenda totalmente abandonada, um lugar lindíssimo, onde chegava uma estrada. Essa estrada ao chegar ao casarão abandonado, se transformava numa trilha que ia se enfiando para dentro do cânion, indo na direção do fundo dele, onde estavam as cachoeiras. Seguimos essa trilha por uns 5 minutos, mas logo desistimos de vez, o tempo urge, era chegado a hora de pular fora dali.
Analisamos o mapa, vislumbramos uma saída por uma perna do cânion, na verdade, outro cânion lateral. Então tomamos o rumo de quem vai em direção a entrada do vale, passamos por mais uma casa abandonada, subimos uma trilha pela sua esquerda até chegarmos ao outro cânion, onde uns bois mal-encarados nos deram as boas-vindas, louco para nos dar umas chifradas. Ali começamos a subir, na esperança que no seu final, houvesse um caminho que nos levasse para cima das paredes, ainda que tivéssemos que carregar as bikes nas costas.
Mas não adiantou, o caminho não tinha saída. Estávamos presos, não havia mais o que fazer, tínhamos que retornar, repensar nosso caminho, agora havia chegado a hora de achar uma rota de fuga. O Thiaguinho voltou rápido, eu já começava a capengar com aquela bicicleta pesada e na ânsia de alcançá-lo, meti marcha no meio da trilhinha junto ao pasto, mas um tronco estacionado fora das minhas vistas, foi o obstáculo que faltava para eu bater com a roda dianteira e ser catapultado barranco abaixo, eu de um lado, bike do outro, canela arrebentada e guidão entortado, o chão é o refúgio dos trouxas sobre 2 rodas.
Levanto-me, ainda puto, mas logo estou rindo sozinho da situação. Alcanço o Thiaguinho e tomamos o rumo da saída, passamos pelos bois, pulamos uma cerca de arame e ganhamos uma estrada larga, onde uma ponte decrepita, impede a passagem de carros. Em poucos minutos passamos por uma única casa que parecia ser habitada e ganhamos a estrada em definitivo, assim que cruzamos mais uma ponte, de onde era possível avistar sobre nossos cabeças, o MORRO DO GORILA, uma linda formação de arenito.
Verdade seja dita, a tarde praticamente já se foi e o dia já é capenga, apesar de ainda haver sol. Depois de atravessar a ponte , a estrada de areia vai seguir quase em nível, o que ajuda a gente a conseguir peladar um pouco mais forte, mas não demora muito, observo que o Thiaguinho para imediatamente à frente e sem perceber, desvio rapidamente de uma cascavel que por um pouco não picou a picou a perna dele, foi muita sorte. Dois quilômetros depois, passamos por um bar, que estava fechado , mas um senhor nos indicou que se quisessemos voltar pra Ipeúna, teríamos que virar a direira e seguir pedalando até o curral de uma fazenda, onde deveriamos contornar pela direita e nos apegarmos à estrada principal.
Como sol ja está bem baixo, os paredões do nosso lado direito, vão ficando belíssimos. Mas se o cenário é de tirar o fôlego, o caminho é de tirar a nossa paciência. O areião vai travando a gente , a pedalada não desenvolve, eu praticamente não tenho mais água, a comida acabou faz horas . Claro que poderiamos buscar socorro em algum sitio próximo, pelo menos pra buscar uma hidratação, mas a vontade é de chegar, de encerrar . As pernas já pedalam no modo automático, a minha bicicleta começa a dar sinais que o freio não quer mais funcionar e cada vez, preciso fazer mais força com as mãos.
E a gente pedala, e à frente dos nossos olhos, vão ficando para trás uma infinidade de pequenas propriedades rurais, choupanas jogadas à beira do caminho, matutos e seus animais de estimação, bois, vacas, cavalos, tratores, carroças, plantações, riachos , capões de mato, num sobe e desse sem parar, até que nem eu, nem equipamento aguentam mais . Os freios da bicicleta se foram, a minha capacidade de seguir pedalando , virou pó. Sou um homem entregue ao meu próprio sofrimento, ao meu desespero individual. Não consigo nem mensurar o que o Thiaguinho deve estar pensando de mim, também estou numa condição que nem me importo mais , sou só um homem morto que não caiu porque ainda me resta um brio interior, tentando resguardar o ultimo vestigio de dignidade que me sobrou.
Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho , que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar.
Agora a coisa ficou feia de vez. Até então, a minha capacidade de pedalar já não existia mais , só que agora, sem nada de freios, eu não conseguia nem descer as ladeiras montado, porque naquela escuridão avassaladora, não conseguia ver nada , saber se a ladeira era perigosa ou não. Então, eu subia empurrado e descia empurrando, enquanto a chuva fria castigava nossa cacunda. E nem quando o Thiaguinho me chamou a atenção para as luses da cidade, que se apresentou à nossa frente , eu me animei. Mas eu continuei, cabeça baixa , moral abaixo do volume morto . As cãibras surgirem , era algo inevitavel , a cada 15 ou 20 minutos, lá estava eu, jogado ao chão, com os musculos enriquecidos, dores tão fortes quanto a minha vergonha diante da situação.
Só quando passamos enfrente aos campings , foi que me dei conta que estavamos perto do asfalto e quando lá chegamos, minha vontade era de jogar a bicicleta fora , porque eu já não tinha mais forças nem pra pedalar no terreno plano e firme, por isso empurrei na maior parte do tempo, até que quase NOVE da noite, desembocamos em definitivo na PRAÇA CENTAL de Ipeúna, quase 13 horas de pedaladas e então , nos sentamos à frente da barraca de lanches e quando o sanduiche de costela atingiu a minha corrente sanguinia , uma lagrima escapou dos meus olhos.
Quando o Thiaguinho lançou o convite, pensei em recusar, eu estava fisicamente destruído por atividades ligadas a outros esportes tradicionais. Mas achei que seria deselegante deixá-lo na mão, já que era uma promessa antiga , que eu vinha adiando, mesmo assim , deixei bem claro que só iria com o intuito de fazer um belo passeio, apenas pra mostrar parte da região pra ele. O problema, é que a maldita palavra "passeio" jamais fez parte do nosso vocabulário, quando a gente inventa algo, será sempre acima da nossa capacidade de bom senso. O suposto passeio, se tornou numa jornada de quase 13 horas , um epopéia de achados e perdidos , que misturou montain bike com exploração de cavernas, mergulho em lagoas, descida à cânions, banho de cachoeira, pedaladas em trilhas e pastos sem caminhos . Saímos em busca de uma jornada tranquila, voltamos destruídos pela aventuda que encontramos pelo caminho.
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A
A pata: Recorrer una gran distancia sin usar vehículo, o sea a pie.
Acartonado: Persona muy rígida, poco espontánea.
Achacar(le): Echar la culpa o responsabilidades a alguien.
Achacar (se): Enojarse, desanimarse, amurrarse.
Achaplinarse: Arrepentirse, desmotivarse, decepcionarse, echarse para atrás
Achoclonar: Amontonar, apilar, agrupar.
Achunchado: Tímido, acomplejado, avergonzado.
Achuntar: Acertar, apuntar, dar al grano.
Agarrado: Estar enamorado, involucrado sentimentalmente.
Agarrar: Besar, tocar, intimar con alguien.
Agilado: Persona necia, lenta, torpe, poco ágil.
Aguaitar: Esperar.
Aguja: Cuando alguien es insistente, majadero.
Ahuevonado: Tonto, torpe, desatinado, leso.
Alarde: Alharaca
Al Tuntún: A la suerte, al azar.
Al callo: Justo, preciso, acertado.
Al lote: Desordenado, relajado, sin reglas, a la suerte.
Al peo: De mala calidad, rasca, sin dedicación.
Al tiro: De inmediato.
Albornoz: Cuando alguien le responde a otra persona: ¡ y tú no !
Aliñado: Achorado, atrevido, osado, envalentonado, desafiante.
Amariconado: Afeminado, gay.
Amarrete: Egoísta, avaro.
Amermelado: Torpe, inepto.
Amurrarse: Taimarse, desanimarse, enojarse, deseperanzarse.
Andar (con alguien) o "Estoy andando con..": Tener cierta intimidad con una persona, pero sin que implique compromiso formal.
Andar de maleta: Estar de mal humor, mal genio, enojado.
Andar en pelota o en pelotillehue: Estar desnudo.
Anonadado: Impresionado, sorprendido.
Apagar la tele: Perder la conciencia, perder la noción (generalmente por efecto de un estado etílico alto).
Apechugar: Luchar en situaciones adversas, hacerle frente a los problemas, asumir responsabilidades.
Aperarse o "estar aperado": Aprovisionarse, prepararse especialmente para algo, contar con los implementos necesarios para una situación específica.
Aperrar o alguien "aperrado": Tener muy buena disposición , ser luchador, ser constante, hacer las cosas pese a que sea en condiciones adversas.
Apestarse o alguien apestado: Enojarse, disgustarse, aburrirse.
Apiernado o que "anda con la pierna": Hombre que está acompañado por su pareja.
Apitutado: Alguien que tiene buenos contactos y consigue objetivos a través de ellos.
Apretado: Ser egoista, tacaño, avaro.
Apretar cueva: Arrancar, huir.
Apretar cachete: Arrancar, escapar.
Arranado: Alguien poco motivado, con flojera, aletargado.
Arrastrarse o ser Arrastrado: ser extremadamente condescendiente con sus superiores para caer en gracia y obtener beneficios. Humillarse con tal de lograr las metas propuestas.
Arratonarse: Acobardarse, arrepentirse en último momento, echarse para atrás .
Arriba de la pelota: estar con algunas copitas de más, muy alegre, protagonista, entusiasmado, extrovertido.
Arrugar: Echar pie atrás, arrepentirse, desistir.
Arrugón/a: Personas que no cumplen sus promesas, que desisten.
Artesa: Batea para lavar ropa. También: Estilo artesanal, hippiento.
Arturito: Así se le conoce al billete de diez mil pesos.
Aserruchar el piso: Cuando alguien boicotea el trabajo de algún compañero con el fin de obtener su puesto. También se interpreta cuando alguien quiere "levantarle" la pareja a una persona.
Aserruchar: Presionar el acelerador de un vehículo hasta el fondo.
Asopado: Tonto, lento, poco ágil.
Asunteque: Asunto, cuestión.
Atadoso: Problemático, poco simple, que se complica.
Atinar o ser atinado: Tener criterio, tino. Actuar muy bien en distintas situaciones. En el sentido de la "conquista amorosa" significa dar la iniciativa, lanzarse, atreverse, concretar.
Atontado: Estar lento, adormilado, medio ido.
Atorado: Alguien que está guardando o reteniendo un sentimiento un suceso o un secreto hace mucho tiempo.
Atracar: Besarse, intimidar con una persona.
Avispado: Audaz, ágil, inteligente.
B
Babear o estar baboso: Estar muy entusiasmado, muy sorprendido e interesado por algo o por alguien. A veces tiene un significado peyorativo cuando la persona llega a "arrastrarse" por su objetivo.
Bacán: Bueno, increíble, excelente, espectacular.
Barsa: Fresco, sinvergüenza.
Billullo: Dinero, plata.
Boliche: Cantina, bar.
Bolita: Palabra mágica utilizada por los niños que les permite tener inmunidad por un rato en los juegos que practican.
Bolsero: Alguien que siempre está pidiéndole cosas al resto de la gente.
Botado (alguien): estar tirado, solo, abandonado.
Botado (algo): Cuando algo está "botado de fácil, de barato".
Botar el diente de leche: Cuando se tiene la primera relación sexual.
Botar la muela del juicio: Cuando alguien tiene sexo anal por primera vez.
Botella: Estar solo, sin panorama, sin pareja.
Buena leche: Persona buena, honesta, transparente, con buenas intenciones.
Burra: Tonta, torpe.
Bronca: Rabia, disgusto, enojo.
C
Caballo: Excelente, bueno, salvaje, súper bueno.
Cabra/o: Lola/o, niña/o.
Cabreado: Aburrido, cansado, desmotivado.
Cabritas: Palomitas de maíz.
Cabrón: Tirano, maltratador, abusador.Se usa también para designar a quienes son expertos en alguna materia.
Caca: Excremento, deposición.
Cachar: Mirar, ver algo, entender, captar.
Cacharro: Auto viejo o en mal estado.
Cachativa: Instinto, intuición, poder de raciocinio.
Cachete (s):Se usa para designar tanto las mejillas, como también a los glúteos.
Cachetón: Vanidoso, narciso ególatra.
Cachilupi: Bueno, entretenido, bonito, simpático.
Cachipún: Juego infantil que se realiza haciendo símbolos con una mano.
Cacho/ito: Problema, algo difícil de resolver o poco atractivo de resolver.
Cachuchazo: Golpearse, pegarse.
Cachudo: Cuando alguien tiene dudas o sospechas de algo.
Cachureos: Cosas variadas que se guardan, pero que tienen poca utilidad.
Caerse el casette: Cuando alguien cuenta un secreto o una confidencia que le han confiado a otra persona.
Cafiche: Es la persona que administra servicios clandestinos (prostitución) y recibe comisiones por ello.
Cagado: Avaro, apretado, egoísta.
Cagar (a alguien): Cuando alguien con su actuar perjudica a otra persona.
También se usa cuando se le es infiel a la pareja.
Cahuín: Mentira, enredo, invento que engaña y confunde.
Cahuinero: Mentiroso, bueno para inventar cuentos, mitómano.
Calabaza: (y todos pa su casa).Palabra que se usa cuando hay que irse del lugar en donde se está.
Caldiarse: Acalarorase, fundirse, cansarse.
Caldúo: Jugoso.
Calentura: Excitación de tipo sexual.
Caleta: Mucho, harto, bastante.
Califa: Excitado, siempre con ganas de tener sexo.
Callampa: De baja calidad, de poco valor, rasca.
Calugazo: Gran beso.
Camboyana: Mujer fácil, atrevida.
Cambucho: Sobre, envoltorio de papel.
Camorra: Pelea, enfrentamiento, discusión.
Camotera: Secuencia de golpes suaves y que se dan en forma de broma y amistosa a alguien que está de cumpleaños o que ha cometido un error "tonto.
Camuflar: esconder, ocultar.
Cana: "Irse en cana" = irse a la cárcel.
"Canita al aire": Divertirse, portarse mal.
Canario: Estudiante.
Canchero: Persona con mucha personalidad, autoestima alta, muy atrevida y muy entradora.
Canta Gardel: Cuando se paga el sueldo.
Canuto: Evangélico.
Caña: Sensación de malestar después de haber trasnochado y bebido en exceso.
Capear: Evadir, faltar, pasar por alto.
Ej.Capear clases.
Caperuzo: Inteligente, astuto, diestro en algo.
Cara de Raja: Sinvergüenza, desconsiderado, descarado.
Caracho: Quien anda con un caracho es porque está de mal genio, enojado, desanimado.
Caradura: Sinvergüenza, atrevido, desubicado.
Carbonero: Quien aumenta y acrecenta los conflictos.
Viene de "echarle carbón al fuego" y se usa para calificar a las personas que contribuyen a polemizar algunos hechos.
D
Dar Boleta: "Ganar por una ventaja abultada".
Dar pelota: Prestarle atención a alguien.
"Dar vuelta el paraguas": Ser bisexual.
Denso: Persona seria, casi malhumorada que tiende a tomarse las cosas muy rígidamente y no en forma liviada.
Descueve: Muy bueno, excelente, espectacular.
Destartalado: Desordenado, desarmado, arruinado, descompuesto.
Dije/cito: calificativo para "amable, amoroso, amigable, buena persona".
Doblado: Muy borracho, drogado, inconsciente.
Dónde la viste: Expresión para: ¡ No, imposible, cómo se te ocurre !
E
"Echar el poto a las moras": Arrepentirse, desmotivarse, retirar lo dicho.
Echar la corta: Orinar
Echar la foca: Retar, increpar a alguien.
Echarse la yegua: Estado de relajo después de haber realizado alguna actividad.
Embarrarla: Arruinar algo o una situación.
Empaquetado: Cuando uno viste muy formal.
Empelotado: Enojado, molesto, harto.
Empelotarse: enojarse/ desnudarse.
Empinar: (el codo) Tomar bebidas alcohólicas.
Emplumárselas: irse, retirarse.
Encachado: Calificativo para: top, bueno, novedoso, bonito.v Encalillado: Endeudado.
Enchufarse: integrarse a la conversación, después de haber estado ausente o distraído.
Encontrón: Disputa, pelea, alegato.
Engañito: Regalo, presente.
Engrupir: Seducir, coquetear. También: mentir, engañar.
Enrollado: muy involucrado, muy sensible, muy reflexivo. Enredado.
Enyeguecer: desaforarse, enajenarse.
Escoba: Igualmente /tú también.
Estar precioso: Estar preso, en la cárcel.
Estirar la pata: Morir.
F
Facho: simpatizante de los partidos políticos de derecha.
Fiambre: calificativo para hediondo, podrido.
Figurón: alguien que es protagonista, que llama la atención, que quiere estar en primera plana.
Filo: no importa.
Flato: gas, erupto.
Fleto: Homosexual, maricón, gay.
Flopy: Suelto, relajado, sin estructuras.
Foca: Reto, insulto.
Fofo: Suelto, poco atlético.
Fome: Aburrido.
Fomingo: Se le dice al día domingo.
Fonda: lugar en donde se celebran las Fiestas Patrias.
Fondear: Esconder algo.
Fósil: Calificativo para viejo, aburrido, antigüo, pesado.
Fresco: Atrevido.
Frito: Estar en un callejón sin salida, no tener opciones.
Funado: Sin ganas, desmotivado, desanimado.
G
Gabriela: Al billete de 5000 pesos chilenos se le conoce como "Gabriela".
Galleta: persona que asiste a un lugar en condición de "comodín".
Gallo/a: se usa para designar a una persona joven.
Gallito: Pequeño y suave gargajo que emiten por lo general los adolescentes cuando están cambiando la voz.
Gamba: Se le dice a los 100 pesos. También se denomina así a los pies muy grandes.
Gansa: Tonta, ingenua.
Gauchada: Favor.
Gil: Tonto, leso.
Glotón/a: Goloso, bueno para comer.
Goma: Quien realiza todo tipo de tareas y actividades por lo general mal remuneradas y poco reconocidas.
Gorrear: Engañar a su pareja, ser infiel.
Grosso: Excelente, buenísimo.
Grupo: Mentira, engaño.
Guachipear: hurtar, robar, sacar a escondidas.
Guacho: Hijo no reconocido por su padre, huérfano.
Guajardo: vomito.
Guanaco: Vehículo perteneciente a las Fuerzas Armadas que lanza agua para frenar los disturbios. Guaraca (dar): Ganar en algo por una ventaja muy grande.
Guarda: Cuidado, adevertencia.
Guata: Barriga, panza.
Guater: Excusado, doble WC.
Guatero: Bolsa de agua caliente.
Guatón/ona: Gordo/a.
Guerrera: calificatio para "no dice que no a nada".
H
Hachazo: malestar matinal producido por el exceso de alcohol del día anterior.
Hallulla: Tipo de pan.
Hinchar: Molestar, insistir.
Huachaca: Calificativo para: ordinario, rasca.
Huachita: calificativo para una niña bonita.
Huaraca (dar): Ganar por una amplia ventaja.
Huarifaifa: Algo, cosa.
Huasca: Correa, cinturón.
Huascazo: Golpe, correazo.
Huaso: Campesino chileno.
Hueco (a): Tonto, idiota, sin nada en el cerebro.
Huevada: Cosa, algo.
Hueveo: Jarana, broma.
Huevón: Tonto, idiota. Garabato que ya se ha convertido en una muletilla para llamar a los amigos.
Huiro: cigarrillo de marihuana / alga marina.
I
Indio: (andar con) Estar de mal genio, enojado, malhumorado.
Indio: subdesarrollado, tonto.
Inflar (a alguien): Prestar atención, tomar en cuenta.
Inflado: algo a lo que se le ha dado más valor que lo que realmente merece.
"Irse al chancho": Excederse, sobrepasarse, abusar
J
Jaibón: Persona de alta alcurnia, adinerado. Jalar: Consumir drogas vía nasal. Jaleo: Desorden, confusión. Jamaica: Jamás, nunca. Jarana: Fiesta, Diversión.
Jetón: Idiota, bruto,tonto.
Jilberto: Tonto
Jote:Atento con las niñas.
Jote: Bebida en base a vino tinto y una bebida cola.
Julepe: Miedo, temor.
Julero: mentiroso.
K
Kilterry: Perro sin raza determinada, producto de una mezcla poco fina. Calificativo para "perro de la calle".
Kiltro: Perro sin raza determinada (derivado de Kilterry).
La chucha de la loma: Lejos muy lejos.
La firme: La verdad, lo real.
La raja: Glúteo, trasero, potito. También: calificativo para "lomejor, lo máximo, buenísimo".
Lacha/o: Quien persigue insistentemente a alguien del sexo opuesto.
Ladrillo: Calificativo para alguien que no es simpático.
Lanza: Delincuente, ladrón, mafioso.
La mona: mal, pésimo
La "p": Poco.
?La papa?: Lo mejor, un buen dato, una buena oferta.
Lata: Aburrimiento, desmotivación.
Lateado: Aburrido, desmotivado, desinteresado.
Latoso o latero: Persona que produce aburrimiento a los otros.
Lenteja: Lento, calmado, pausado.
Lerdo: Tonto, poco ágil, idiota.
Lesear: Molestar, entretenerse, tontear.
Leseras: Tonteras, banalidades.
Leso: Tonto.
"Liz taylor": Listo
"Lj": Los juimos: nos fuimos.
Lolo(a): Muchacho(a), joven.
Longi: Loco, hippie.
Lorea: ¡ Mira !
Lorear: Mirar, observar, ver.
Loro: mucosidad nasal.
Luca: mil pesos.
Lucrecia: mil pesos.
Luma: reto, golpe.
Lumazo: Reto, golpe.
Lumear: Retar, increpar.
Luquear: Mirar
M
Macanuda: Excelente, buenísima.
Maceteado: Robusto, corpulento.
Machucado: golpeado, maltraído.
Malandra: Mafioso, delincuente.
Malulo: Calificativo para quien hace "maldades" (generalmente los niños).
Mamerto: tonto, idiota.
Mancha: Otra forma de decir "inmensa", "manza", grande.
Mangazo: Golpe.
"Mano de guagua": avaro, egoista, mnezquino.
Manso: Tremendo, grande, inmenso.
Maraca: Prostituta.
Maraco: Gay, homosexual.
Margaritas: Hoyuelos que se hacen en las mejillas cuando uno se ríe.
Maricón: Homosexual, gay.
Marihuanero: A quien le gusta mucho fumar marihuana.
Marraqueta: Tipo de pan.
Manopla: Hacer a mano, manualmente.
Miércale: Significa sorpresa, peligro.
Mata de huevas: Imbécil.
Matute: material para vender en forma ?informal?.
Maula: Trampa, engaño.
Meca: Excremento.
Menso: Tonto, idiota.
Merme: Idiota.
Micro: bus del transporte público.
Mijita: Apelativo a una mujer atractiva.
Milico: Militar.
Mina: Mujer, chica, nena. Además del genérico se usa para denominar a las chicas atractivas.
Mino: Hombre, muchacho, joven. Además del genérico se usa para denominar a los muchachos atractivos.
Mocha: Pelea, desencuentro.
Mofletudo: Gordo, feo.
Mojón: Excremento.
Molido: Dinero en sencillo: monedas.
Momio: calificativo para las personas de tendencia política de la extrema derecha.
Mona: Sensación de malestar después de haber trasnochado y bebido en exceso.
Mongo: Idiota.
Monigote: Un desperdicio de la humanidad,un vale nada..
Mortal: Buenísimo, genial, excelente.
Mote: Problema, conflicto, asunto.
Mula: Mentira, algo decepcionante, frustrante.
N
N: Mucho, harto, bastante.
?Nada que ver?: expresión para ?no tiene relación con?.
Nacalapirinicala: nada, no pasó nada.
Nanai: Cariños, arrumacos.
Navegado: Vino tinto caliente preparado con rebanadas de naranjas, canela, clavos de olor y azúcar.
Negrero: Persona que abusa y explota a otros.
?Ni ahí?: No me importa.
?Ni cagando?: No, de ninguna manera, negación rotunda.
Nica: Diminutivo de "ni cagando":de ninguna forma.
?No estoy ni ahí?: No me importa , no me interesa.
?Nos Belmont?: Nos vemos.
?Nos cachamos? : Nos vemos.
O
Ojo: ¡Atención!
?Ojo al charqui?: Poner atención, estar en alerta, prevenido.
Once: Hora de comida que corresponde al té y en donde se come pan con acompañamientos.
Onda: Vibra, energía (negativa o positiva).
P
Paco: Apodo para señalar a la Policía, a los Carabineros.
?Pagar el piso?: Expresión que se usa cuando una persona que trabaja por primera vez invita con su primer sueldo a sus compañeros y/o familiares a una comida o a una ronda de tragos.
Paila: Oreja (grande).
Pailón: Calificativo para aquellos que pese a tener una edad madura se comportan como niños. También se usa como adjetivo para una persona muy grande y un poco desproporcionada.
Pajarón: Aquel que es olvidadizo, desmemoriado, poco atento.
Palanquear: Molestar, bromear.
Palanqueo: Bromas.
Paleta: Buen amigo, generoso, alguien con muy buena disposición.
Paleteado: quien se ?paletea?: que hace favores.
Pálida (la): Sensación de malestar que da después de haber tomado y/o fumado en exceso.
Palo: Un palo: un millón de pesos. También: ?Me tiró un palo?: cuando alguien dice una verdad en forma indirecta.
Paltón: Calificativo Para quienes tienen mucho dinero y viven acorde a la ?alta sociedad?.
?Pan comido?: Algo fácil de realizar, sin mayor dificultad.
?Pan de molde?: Apodo para los furgones utilitarios.
Pánfilo: Aletargado, lento, poco ágil.
Pantruca: Clase de comida a base de caldo y masitas en tiras. También: persona de piel muy blanca.
Papa (la): Un dato bueno, lo mejor.
Papaya: Fácil.
Papita: dato, truco, información que facilita una solución o aporta gran ventaja.
Papú: Auto.
Papurri: Papito, amigo, socio, compadre.
Paquete: Órgano reproductor masculino.
Paracaídas: calificativo para quien asiste a un lugar o fiesta a la que no ha sido invitado formalmente.
?Parar la chala?: Dejar de existir, morir. También: Sorprenderse mucho con algo, asombrarse, extasiarse.
?Parar los carros?: Llamar la atención, retar a alguien.
Parlanchín: quien es bueno para hablar, que le gusta conversar.
?Pasar piola?: Pasar inadvertido.
Pascua: Navidad
Pasmado: Lento, idiota.
Pastel: Problema, conflicto, embrollo.
?Patas de lana?: Expresión para quienes se sienten débiles, están cansados o enfermos.
?Patas negras?: Amante.
Patero: Calificativo para quien es demasiado condescendiente y complaciente con sus superiores.
Patiperro: quien sale mucho a divertirse, a pasarlo bien.
Pato: Estar sin dinero. También: beso.
Pato malo: Persona con malas intenciones.
Patota: Grupo de personas, de amigos, mucha gente.
Patudo: Quien es muy atrevido, un poco abusador y ?sinverguenza?.
Pavo: Leso, lento, poco ágil.
Paya: Poema recitado en verso y acompañado de música.
Payaya: Juego típico chileno.
Pechar: Usar o pedir por mucho tiempo, demasiadas cosas. Abusar, pedir en exceso.
Pechuga: Seno, busto femenino.
Pega: Trabajo, oficio u ocupación.
Pegado: Alguien que se queda por mucho tiempo pensando en lo mismo.
Pegar en la nuca: Engañar a alguno de los esposos, abusar.
Pegote: Calificativo para alguien que es poco independiente, poco autosuficiente y necesita estar siempre junto a otra persona.
?Pela cables?: Alguien quien tiene pensamientos ?locos?, divertidos, extraños.
Pelador: Alguien que habla mal de otras personas.
Pelado: Apodo para quienes son calvos, sin pelo.
Pelar: Criticar o hablar mal de una persona en su ausencia.
Pelota: Persona desagradable, tonta.
Pelotera: Desorden.
Pelotudo: Idiota.
Peludo: Difícil, complicado. Alguien ?peludo?: alguien viejo, maduro.
Pelusa: Alguien que molesta, que bromea, cuya presencia no pasa inadvertida.
Pelusón: Molestoso, desordenado. niño pobre.
Penca: Algo malo, aburrido, fome, de mala calidad.
Pencazo: Golpe, impacto, choque. También: bebida con alcohol: ?tomarse un pencazo?.
Pendejo: Niños / inmaduros. También: vellos púbicos.
Peni: Penitenciaría.
Penoso: Triste.
Perno: Tonto, ?nerd?.
Pescar: Tomar en cuenta, prestar atención.
Petaca: Botella portátil con licor.
Peña: encuentro, fiesta.
Picada: Lugar muy económico donde comer o adquirir algún servicio. Es un buen dato, una buena recomendación, una información exclusiva.
Picado: Alguien que está ofendido, sentido, envidioso de una persona.
?Picado de la araña?: Expresión para aquellos ?machos? a quienes les encanta seducir a las mujeres.
Picanear: Insitir, apurar, persuadir.
Picante: Sabor fuerte en las comidas producido por el ají, la pimienta. También: alguien con poca educación.
Pichanga: Encuentro de fútbol amistoso, no profesional.
Pichicatear: Drogar, adulterar.
Pichintún: Un poco, mínimo.
Pichín /pichintún: poco.
Picle: Ordinario, vulgar.
Pierna: Mujer, compañera.
Pifia: Falla, algo malo. Abucheo, chiflido.
Pifiar: Abuchear.
Pilchas: ropas, cosas personales.
Pililo: Pobre, simple, ordinario.
Pillería: Truco.
Pillo: Astuto, ganador, rápido.
Pinchar: Coquetear, enamorar.
Pinga: Ordinario, vulgar.
Pinganilla: alguien vulgar.
Pingüino: Se le dice a los escolares que usan uniforme.
Pinta: Aspecto, ?look? de una persona.
Pintamono: Alguien que llama la atención de la gente, que es muy extrovertido y que goza con ser el centro de atención.
Pintoso: Alguien con muy buena presencia.
Piola: Inadvertido.
Pipí: Orina.
Piquero: Saltar de cabeza a la piscina.
Piruja: Ordinario, vulgar.
Pirulo: Calificativo para: bien presentado, ?high?, top.
Piti: alguien que es corto de vista.
Pitiada: una fumada de cigarrillo o marihuana.
Pitiar: fumar marihuana.
Pito: Cigarrillo de marihuana.
Pituco: alguien que es muy elegante.
Pituto: Buen contacto, influencias. También: trabajillos ?free lance? remunerados que se realizan en forma paralela al trabajo oficial.
Plancha: Vergüenza.
Plantar: Dejar esperando a alguien, no asistir a una cita.
Po: Derivado de ?pues?.
Pollo (echarse al): Irse, abandonar un lugar. También: Escupo, gargajo.
Polola/o: se le dice a la pareja formal cuando no se está casado.
Pololeo: Relación amorosa, de pareja cuando no se está casado.
Pololito: Trabajo informal, de corta duración.
Ponchera: Barriga, guata, panza.
Porro: Flojo, poco estudioso. También: cigarro de marihuana.
Posero: aquel que aparenta ciertas actitudes.
Poto: Nalgas, gluteos, trasero.
?Profanador de cunas?: Quien tiende a buscarse parejas mucho más jóvenes que él.
Pucha: Exclamación.
Pucho: Cigarro.
Pulento: Tiene dos acepciones: ordinario, vulgar y también increíble, buenísimo, excelente.
Punga: ordinario, delincuente.
Puntete: En la jerga futbolística: cuando se golpea a la pelota con la punta del pie. Puta: prostituta. También: exclamación que se usa cuando algo sale mal.
Q
Quedado: Alguien que no es muy activo, con poca iniciativa.
Queque: Se usa para designar al trasero o las nalgas de las personas.
Quina: 500 pesos.
Quiubo: saludo que alude a: ¿qué hubo?
R
Raja: Cansado, exhausto.
Raja: Muy ebrio.
Raja: nalgas.
Raja (la): muy bueno, entretenido, excelente.
Rajado: Muy rápido / muy generoso / muy bueno para la fiesta.
Rajarse: Correr con los gastos de una invitación.
Ramada: Lugar donde se celebran las fiestas patrias (18 de septiembre)
Rancio: Aburrido, cansado, viejo.
Rasca: De mala calidad, poco fino, ordinario, vulgar.
Rati: Apodo para la policía de Investigaciones.
Ratón: Tímido, inseguro / avaro.
Rayado: Loco, extravagante.
Resaca: Sensación desagradable que experimenta una persona al día siguiente de haber ingerido demasiado alcohol, drogas, etc.
Rica/o: alguien deseable, atractivo.
Rico: agradable, entretenido.
Rojo: Se les dice a quienes tienen afinidad con el Partido Comunista.
Rollo: Problema, conflicto. También: grasitas que se acumulan en la zona abdominal.
Roteque: Ordinario, mal educado.
Roto: persona mal educada.
Rucio: persona de pelo rubio, muy claro.
S
?Sacar la cresta?: Pegarle a alguien, darle una paliza, un golpe.
?Sacar los choros del canasto?:Hacer o decir cosas que sacan de quicio o agotan la paciencia de alguien.
?Sacar pica?: Provocar celos o envidia a alguien.
?Sacarse el pillo?: Justificarse, argumentar una situación, librarse de culpas.
?Saco de plomo?: Persona desagradable, poco amigable.
Sapear: Espiar, mirar, escuchar a espaldas del resto.
Sapo: Alguien que está muy pendiente de enterarse de las cosas de los demás.
Saquero: Descalificativo que se le dice a un arbitro de fútbol que ha cobrado faltas injustas.
?Se le queda la pata atrás?: expresión que se usa para designar a los homosexuales u hombres muy afeminados.
?Sepa moya?: Nadie sabe.
Sintética: Mujer con muy poco busto.
Socio: Amigo, ?parner?, compadre.
Soplado: muy rápido, veloz.
?Subirse por el chorro?: Abusar de la confianza de otro.
?Suelta la pepa?: Contar un secreto, una confidencia.
Susodicho: Aquel, ese, él. Se usa para hablar de alguien sin decir su verdadero nombre.
T
Tambembe: Trasero, nalgas.
Taquillero: Buena onda, a la moda, "in", "top".
Tarro: Boca. Se dice cuando a alguien cuenta algún secreto: "te fuiste de tarro".
Tata: Abuelo.
Tatequieto: Golpe.
Talla: Chiste, broma.
Tallero: Entretenido, humorístico, bueno para los chiste o las bromas.
"Tener patas": Tener mucha personalidad, atreverse, ser osado.
Tete: Chupete de niños.
Tete: Problema, conflicto, asunto.
Tiqui-taca: Calificativo para algo que está funcionando bien. Algo está ok.
Tira: Policía de Investigaciones.
Tirado: Solo, botado.
Tirar: Hacer el amor.
"Tocar el violín": Ser el tercero acompañando a una pareja.
Toletole: Enredo, pelea, pelotera, discusión.
Tollero: Calificativo para quien miente con facilidad, es impreciso e inventa historias.
Tongua: Guatón.
Torpedo: "Ayudamemoria" o papel en el cual se almacena información que será preguntada en un examen o prueba escolar o universitaria.
Torreja: Ordinario, vulgar, rasca.
Tollo: Mentiras, historias irreales.
Troncomovil: Automóvil.
Truculenta: sórdida, increíble, terrorífica.
Tufo: Aliento, halo (generalmente malo).
Turro: Montón.
Tuto: Dormir. "Tener tuto": tener sueño.
Tóxico: Calificativo para (algo) malo, desagradable, pésimo. También para (alguien) poco agradable, mal genio y malhumorado
U
Ultimo: Lo peor, malo, pésimo.
Unto: Grasa de animal
V
Vaca: Tonto, idiota.
Vaca: Colecta de dinero entre varios.
Vacuna: Alguien que se caracteriza por aparentar cosas que en realidad no son.
Vale callampa: Sin valor, sin importancia.
Vejestorio: calificativo para viejo, anticuado, antiguo.
Vender la pomada: Alguien que tiene la habilidad para promocionar o ciertas cosas o ideas.
Viejo Pascuero: Papá Noel, Santa Claus.
Viejo Verde: Hombre mayor que tiende a coquetear con mujeres bastante más jóvenes que él.
Virarse: Irse, retirarse de un lugar.
Volado: Alguien desconcentrado, desprevenido, olvidadizo. También se usa cuando alguien está bajo los efectos de la marihuana.
W
Warrier: Guerrera, mujer atrevida.
Wendy: Algo bueno. Ojo a veces se usa en forma irónica.
Y
Yastá: Ok. De acuerdo, listo, me parece bien.
Yapa: Cuando compras algo y te regalan un poquito más. A ese regalito se le denomina "yapa".
Yegua: Mujer a la que no se le tiene aprecio.
Yunta: Mejor amigo, parner, compañero, compadre
Z
Zombi: dormido, con sueño, medio inconsciente.
Zorra: caos, desorden. También descalificativo para uma mujer.