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Thais Mingolelli Biondo

Mochilão 15 dias Bolivia e Peru (com fotos, dicas e valores!)

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Olá mochileiros!

 

Acabo de voltar do mochilão incrível pela Bolívia e Peru, que durou 2 semanas: a primeira na Bolivia com o meu namorado (Pedro) e a segunda no Peru com o Pedro e meus pais que foram encontrar a gente na parte mais "relax" da viagem.

 

Sinceramente, é difícil achar as palavras para descrever tudo que vivemos, cada paisagem maravilhosa, cada comida deliciosa, cada pessoa simpática, enfim, são tantas experiências para apenas 15 dias!!

Vou relatar para vocês um pouquinho do que vivi por lá, com fotos e preços (do que eu lembrar!).

 

Para quem se interessar, papis também está escrevendo um relato sobre a viagem de "Sessentão" dele e da mamis pelo Peru, (eles chegaram 2 dias antes que eu e o Pedro em Cusco): http://www.mochileiros.com/cusco-machu-pichu-e-lima-para-seniors-mochilao-sessentao-setembro-2016-t134302.html

 

Gostaria de deixar meus agradecimentos a todos os inúmeros relatos que eu li para construir essa viagem (um dos mais recentes, da Leticia Amorim http://www.mochileiros.com/member/let%C3%ADcia.amorim, que nem sabe mas acabou virando íntima minha e do meu pai que citava as historias dela por toda a viagem, rs). Confesso que não sou muito organizada e não guardo nomes, mas enfim, todos os relatos foram muito bons e me motivaram a também fazer um meu para contribuir um pouco com quem vai viajar.

 

Então vamos começar o relato!!!

 

1) Primeiramente os preparativos:

1.1) As passagens: Depois de alguns meses definindo o roteiro, que foi a parte mais difícil, pois o Pedro só poderia tirar duas semanas de férias e eu queria passar por vários lugares sem falta (uyuni, isla del sol, ilhas de uros, macchu picchu...), fomos em busca das passagens. Atualmente as passagens que passam por Lima estão mais baratas, então mesmo começando a viagem por La Paz fizemos escala lá em cima em Lima (tudo para pagar mais barato!! :wink: ) e na volta teria que passar por Lima também, então aproveitamos para reservar um dia e meio do nosso tempo para conhecer a cidade, o que não foi nenhum sacrifício afinal, eu, o Pedro e meus pais adoramos uma boa comida.

No final, os trechos de passagens ficaram assim: Sao Paulo -> Santa Cruz de La Sierra com Latam, Santa Cruz -> La Paz com Boliviana de Aviacion, Cusco -> Lima, com Peruvian e Lima -> São Paulo com Latam.

Cotei todos os trechos pelo Kayak (pesquisa multidestinos) e por pessoa saiu em torno de 1500 reais todos os trechos. Comprei a passagem em Julho para viajar em setembro, por isso acho que paguei um pouco acima do que poderia ter pago.

 

1.2) A vacina contra febre amarela: Passagens compradas, a viagem realmente vai acontecer ::otemo:: então vamos tomar a vacina. Eu fiz o procedimento em Cotia (onde moro) e o Pedro em São Paulo, simples, é só tomar a vacina, preencher um formulário online e pegar a carterinha internacional.

Todo mundo já havia comentado, e com a gente não foi diferente, ninguém pediu o certificado. Mas ok, afinal, o seguro morreu de velho hahaha.

1.3) Seguro Saúde para Viagem: fizemos o seguro da World Nomades e custa 100 reais por semana, tem uma ampla cobertura e, felizmente, ninguém precisou usar.

 

1.4) Minha mala:

Bom, aqui devo dizer que não sou a pessoa mais compacta e sempre acho que vai faltar alguma coisa, mas até que consegui fazer caber tudo dentro do meu mochilão de 65L + mochila de ataque. Ahh..e meu mochilão tem rodinhas (Pedro não curtiu muito, queria que eu fosse mochileira 100%, mas convenci ele que levaria a mochila nas costas quando fosse preciso e...não carreguei nenhuma vez nas costas...ia arrastando para cima e para baixo :D).

 

Segue lista do que levei:

A)Roupas

- 2 regatinhas justas para usar por baixo das roupas

- 4 blusas de manga comprida

-4 camisetas de manga curta

- 2 segunda pele (só usei uma)

- 1 Blusa Fleece (comprei na decatlhon por 29 reais, é otimo para colocar de noite, quando esfria)

- 2 casacos corta-vento (claro que só precisa de 1, mas como ganhei dois da minha madrinha, quis levar os dois)

- 1 casaco mais grosso para o frio (no meu caso, era tão groso que quase não dobrava, aconselho levar um quente, mas menos (é bem útil em dias que você acorda com -10 graus no salar, rs).

- 2 calças segunda pele (como não tinha intenção de lavar roupa, as duas foram uteis, porque depois de andar dois dias no meio das terras no tour do salar do Uyuni, você vai querer jogar suas roupas longe)

- 1 calça jeans, 3 leggings e 1 calça de abrigo

- 1 camisa jeans

-1 shorts jeans

-1 vestido de malha e manga comprida

- 1 bota Bull Terrier (que devo dizer que é otima, usei por varios dias seguidos e não deu nenhuma dor no meu pé)

- 1 tenis

- 1 rasterinha

- 1 chinelo velho para tomar banho nos Hostels

- Roupas intimas e meias para todos os dias

- 1 biquini (não usei)

- 3 lenços (sou apegada a eles, e óbvio que comprei mais durante a viagem)

- 1 pijama

 

B) Necessairie

-Maquiagem: corretivo, bb cream, blush, estojo de sobras, lapis de olho, rimel, po compacto, batons (não abro mão nem acordando as 4 da manhã!)

-Geral: Alcool Gel (super aliado), mm creme hidratante com filtro solar (que eu usava de dia e de noite hahaha), um mini protetor que carregava na bolsa, bepantol (coisa que mais amo!), protetor labial, levei um 3 porque vivo perdendo, shampoo, condicionador (mini), sabonete liquido, creme para mãos de bolsa, alicate, trim, lixa de unha (esses 3 foram muito uteis, o que mais sofreu com a secura do deserto foram minhas cuticulas, quem diria!), elasticos, presilhas de cabelo e escova de cabelo.

-Remédios: Neosoro, colírio (achei que seria megaaa util, mas meus olhos não sofreram tanto), advil, floratil, plasil, ponstan, e um antibiotico que a tia do Pedro, que é médica, receitou, no caso de pegarmos alguma infecçao alimentar (ainda bem que ninguém precisou usar)

 

C) Eletrônicos e outros: levamos um camera fotografica; um pau de selfie; um mini tripé; power bank (simplemente essencial!); lanterna (boa para hostels); carregadores de celular e camera; secador de cabelo (foi util no frio do uyuni); caneta; travesseiro de pesoço.

Ufa, acho que não esqueci nada^^

 

*Deixamos algumas coisas para comprar em La paz, como luvas, meias e gorros de lã.

 

1.5) Money:

Eu e o Pedro levamos juntos 1300 dolares, 500 reais e uns 100 bolivianos do Brasil, achamos muito dificil separar as contas, então tratamos esse dinheiro como dos 2, rs.

Vale lembrar que já tinhamos comprado alguns pedaços da viagem no Brasil, como o bus ida e volta de La Paz para o Uyuni (lendo os relatos, fiquei com tanto medo de pegar um bus de nativos que comprei na Todo Turismo pelo site), os trens para Machu Picchu e a entrada em Machu.

Como eu e o Pedro, somos um tantinho gastões e não economizamos com comida, torramos todo nosso dinheiro, e ainda gastamos uns 150 dolares cada, no cartão.

 

2) O roteiro:

Segue o roteiro que seguimos. Eu já estava conformada que seria muito apertado e se alguma coisa desse errado ou atrasasse eu provavelmente teria que pular alguma parte, mas incrivelmente, tudo deu muito certo ::mmm: (com exceção de uma mudança na ida para Machu Picchu, que eu conto depois).

 

Dia 0: Partir de avião

Dia 1: Chegada em La Paz, conhecer a cidade e aclimatação

Dia 2: Compras em La Paz, andar pela cidade e pegar o busão para o Uyuni

Dia 3: Tour Salar do Uyuni

Dia 4: Tour Salar do Uyuni

Dia 5: Volta do Uyuni e pegar busão de volta para La Paz

Dia 6: Copacabana e Isla del Sol

Dia 7: Copacabana, Puno e Ilhas de Uros

Dia 8: Cusco e Vale Sagrado

Dia 9: Aguas Calientes

Dia 10: Machu Picchu e Ollantaytambo

Dia 11: Ollantaytambo e Cusco

Dia 12: Cusco e Lima

Dia 13: Lima

Dia 14: Volta para São Paulo

 

3) Dicas e comentários gerais:

- Aproveite as oportunidades que a vida te da de usar um banheiro bom e de graça. Não é sempre que você vai encontrar um.

- Aproveite para carregar seus aparelhos quando tiver uma tomada por perto. Elas não são muito numerosas nos quartos dos hostels, muitos menos no salar do Uyuni.

- WIFI funciona sim na Bolívia. Acho que li em tantos lugares, pessoas que tiveram experiencias ruins com os serviços da Bolivia, que ja cheguei la esperando alguma coisa dar errado e não funcionar, mas minhas expectativas não se realizaram e tudo deu certo ::cool:::'>

 

Vamos à viagem!

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Dia 1! - La Paz

 

Após uma viagem longa com escala em Lima e Santa Cruz de la Sierra, finalmente chegamos a La Paz, no dia 18/09 por volta das 8 da manhã (até então não faziamos ideia do fuso horario que estavamos, meu celular marcava um horario e o do Pedro outro) e pegamos o primeiro taxi que apareceu na nossa frente direto para o hostel Wild Rover.

 

O caminho do aeroporto em El Alto até o hostel, não durou mais que 25 min (era domingo) e o taxista cobrou 70 bolivianos, que pelo que eu tinha pesquisado é o que a maioria paga por esse trecho.

 

Fizemos o check in e a recepsionista falou que só poderiamos entrar no quarto após as 14h, mas que poderiamos guardar as malas e usar as outras dependencias do hostel (bar, banhieros...).

 

Guardamos as malas e pedimos indicação de onde poderíamos tomar café da manhã na cidade, falaram para a gente ir no Alexander Coffe que ficava a umas 3 quadras do Hostel. Andamos até lá, até então sem sentir os efeitos da altitude e o lugar me pareceu um pouco escuro e desses mais caros, mas não tinhamos muita opção, por ser domingo, a maioria dos lugares estava fechada. Então entramos e pedimos um omelete com torradas, 2 croissants, 2 chás de coca e um café, tudo por 60 bolivianos. Estava tudo gostoso, nada demais e as atendentes eram um pouco devagar, por isso recomendo que se vocês tiverem mais opções procurem outro lugar.

 

Saimos do café e fomos conhecer a cidade andando pelo centro. Andamos pelas principais praças e igrejas. A cidade é bastante tranquila e segura para se conhecer caminhando, a maior dificuldade são os sobes e desces das ruas que, somados à altidude deixam a gente cansados bem rapido. Senti muita dificuldade no primeiro dia, de quadra em quadra, eu precisava parar para dar uma respirada, mas fomos fazendo devagar e deu para andar bastante.

 

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Fomos conhecer o mercado das bruxas, que confesso que achei que seria bem maior e mais chocante, mas na verdade é uma rua com bastante coisa artesanal para vender, vale muito a pena dar um passeio por lá. Foi lá que compramos meias e polainas de lã (entre 15 e 20 bolivianos), luvas (comprei uma forrada por 30 bolivianos) e gorros (os mais forrados por dentro custam 25 bolivianos). Também compramos um saquinho de balas de Coca (são bem melhores que o chá que não tem gosto de nada) por 10 bolivianos, e não sei se foram elas, mas tirando a falta de ar do primeiro dia, não tivemos nenhum problema de Soroche).

 

Como já comentei, era domingo e não conseguimos achar nenhuma casa de cambio aberta, então tivemos que pagar as compras em dolares (1 dolar = 6,9 bolivianos). Eu e o Pedro somos péssimos em pechinchar, mas sempre dá para você pedir para dar uma arredondada nos valores, ainda mais se tiver levando mais de uma coisa da loja. ::otemo::

 

Após as compras, nosso relógio estava marcando quase meio dia, então resolvemos procurar algum lugar para almoçar e depois caminhar tranquilos para o hostel para dar entrada no quarto. Achamos o English Pub no caminho, que eu já havia lido em vários lugares sobre ele, então resolvemos comer por lá mesmo. Pedimos um frango (eu)/ carne (Pedro) com pure, legumes e suco de laranja. Estava tudo muitooo bomm (o pure era super gostoso, pensa que não tirei foto ::putz:: ) e pegamos 136 boliviados tudo.

 

Hora de voltar pro Hostel! Aqui o primeiro drama do dia: o hostel é super bem localizado, perto do centro e tal..mas para chegar precisa subir 3 quadras tipo 90 graus (exagerei um pouco..mas na hora pareceu), sério eu via umas senhorinhas subindo eu eu quase morrendo desmaiada na rua, tive que parar a cada tipo 3 passos. Mas depois de muito sacrificio eu venci e chegamos 2 em ponto para entrar no quarto e dar uma descansada no quarto (afinal não tinhamos durmido a noite no avião).

 

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Só que para nossa alegria as 14h do relógio do Pedro era 13h na Bolivia ::putz:: e a moça da recepção falou que teríamos que esperar mais hora hora para entrar no quarto! E eu e o Pedro só pensávamos em durmir!! ::sos::

 

Fomos então fazer hora no bar do Hostel, compramos 2 aguas de 2L (10 bolivianos cada) e esperamos..esperamos...

 

Enfim, 2h fomos para o quarto (sobe, desce, sobe e desce escadas...tipo um labirinto) e tiramos um

cochilo da tarde. Lá pelas 16:30h, acordamos e fomos tomar um banho, para dar uma volta na noite.

Decidimos ir ao mirador Killi Kilii, por indicação de um recepcionista, o caminho é perto para ia andando e passa no meio dos moradores locais, então fomos perguntando se estavamos no caminho certo e todos foram muito simpáticos, querendo saber da onde eramos, comentando das Olimpiadas no rio, super fofos! Depois de muitas subidas e escadas (achei que não ia chegar ao destino), conseguimos chegar no mirador a tempo de ver o por do sol. É incrível a vista, vale muito a pena!

 

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Para terminar a noite, resolvemos aproveitar um pouco a animação do Hostel, já que no dia seguinte já iriamos para o Uyuni e não teríamos outra noite no Wild Rover.

 

Li em vários lugares que recomendavam não beber no primeiro dia de altitude e eu estava determinada a cumprir os conselhos, mas na hora desisti e decidi arcar com as consequencias. Tomamos umas 5 ou 6 cervejas de 600 ml (20 bolivianos cada) e pedimos um chickes rings (25 bolivianos) e um lanche com fritas (30 bolivianos). A comida do hostel é muito gostosa e uma certa hora da noite eles dão shots de graça (mas resolvi não abusar tanto da sorte). Nessa noite também teve um show de uma dupla inglesa Jack and Joel, um deles cantando e o outro fazendo um beat box, super legal e animou todo mundo.

 

Por volta das 23h fomos durmir (eu com meu advil em baixo do travesseiro!!mas não precisei!!rs) que ainda tinhamos muito viagem pela frente!

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Estou acompanhando seu relato. Vai ser bom para comparação, um roteiro mais gastão, kkkkk, afinal não quero economizar tanto a ponto de perder certas experiências.

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Dia 2: La paz

 

Acordamos descansados, por volta das 8h e fomos tomar café da manhã no hostel, era simples mas estava gostoso, tinha pão normal, pão integral, manteiga, geleia, café, leite e chá. O hostel também tem um cardápio no café da manhã, com omeletes, panquecas, tudo em torno de 20..25 bolivianos caso você queira dar uma reforçada no café da manhã.

 

Como tínhamos que fazer o check out no hostel até meio dia, decidimos dar uma volta na região do mercado das bruxas para comprar blusas de lã e também para conhecer melhor a área com tudo aberto (no domingo a maioria das lojas estava fechada). Passamos para trocar dinheiro em uma casa de câmbio a umas 3 quadras do hostel o câmbio estava 6,95 bolivianos = 1 dolar e 1,88 bolivianos = 1 real, e seguimos para a Calle de las Brujas. No segundo dia já estava bem mais fácil de andar sem ficar cansados.

 

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Compramos tudo que faltava para enfrentar o Salar do Uyuni (em la Paz as blusas de lã estavam entre 70..90 bolivianos) e alguns presentes para a família. Todo mundo fala que La Paz é um dos melhores lugares com melhores preços para comprar, por isso quisemos aproveitar para comprar, o problema é que fui no começo da viagem então tivemos que carregar o resto da viagem (nesse dia já falei para minha mãe trazer mais uma mala para o Peru! ::sos:: ), mas honestamente, não achei os preços mais caros no Peru, lá também dá para encontrar facilmente blusas de lã por 30..40 soles e cachecois entre 15 e 30 soles.

 

Voltamos para o hostel para tomar banho e fazer check out, para sairmos para almoçar.

 

(Parênteses sobre o Hostel Wild Rover: como já falei, ficamos em um quarto para 4 pessoas e vi muita gente comentando que é um hostel bom para festa mas não muito para descansar. Eu não achei isso, o hostel realmente é bem legal para festas, mas também foi super tranquilo para dormir, não sei se foi sorte porque ficamos em um quarto afastado do bar, mas não tivemos nenhum problema de barulho. Além de ter comidas boas como já comentei, é super limpo (os banheiros estão sempre limpos) e o pessoal que atende é super atencioso, muitos deles são viajantes que estão de passagem pela Bolivia, por um ou 2 meses e ficam trabalhando lá para conseguir uma graninha. A diária custou 38 reais por pessoa e recomendo ficar lá!)

 

Saímos para almoçar e o hostel tem um mapa com indicações de restaurantes ai decidimos parar no primeiro que encontrássemos na nossa frente (a maioria fica na mesma região do mercado das bruxas) e o escolhido foi o La Casona que tem um menu Executivo por 40 bolivianos (entrada, prato e sobremesa), comemos super bem lá, (é um restaurante chiquesinho, o pessoal que frequenta estava de social e só tinha a gente de roupa de tracking ahhaha), a entrada foi uma sopa deliciosa, para o prato principal escolhemos o pique macchu que é um prato típico da Bolívia com carne, legumes e batata e de sobremesa serviram um doce que não lembro o nome, mas era tipo uma bomba de padaria. O que é mais caro no restaurante é a bebida, o refrigerante custava 15 bolivianos , acho que é ai que ganham dinheiro ahahahha ::otemo:: .

 

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Depois de estarmos bem cheinhos do almoço fomos andar de novo!! Decidimos conhecer o outro lado da cidade, sempre que dá preferimos fazer os passeios caminhando, porque a gente acha que assim conhece melhor os lugares.

 

Começamos a caminhada da tarde indo em direção ao Parque Urbano Central (mirador Laikakota), que fica a mais ou menos 1 km do mercado das Bruxas. O parque em si é super agradável, com várias quadras e campos de futebol, além de um mirador e uma pista de cooper. Pelo que eu percebi não é um lugar muito turístico, não é muito falado nos mapas e ralatos turisticos, mas é lá que fica o letreiro com o nome da cidade, não é fácil tirar foto porque ele fica na beira do precipicio ahahah. A caminhada começou tranquila, mas a saída do parque fica pela parte mais alta, e de novo sofremos com um pouco de falta de ar/cansaço.

 

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Voltamos do passeio pela avenida “central”, que se divide entre a Av. 6 de agosto e a Av. Arce. Passeio bem legal, com muita gente na rua e um visual bem legal no final da tarde.

 

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Essa parte da cidade era bem plana, então a falta de ar não chega a ser um problema, o que é um alívio, porque em La Paz quando você menos espera aparece uma escada enorme para você subir .

Paramos numa feirinha local para comprar um UNO por 10 bolivianos, pra gente jogar nas horas que teríamos pela frente esperando os ônibus.

 

Voltamos para o hostel para buscar as malas e aproveitamos para comer por lá mesmo, jogamos um pouco de UNO até dar a hora para irmos para a rodoviária (nosso ônibus para o Uyuni saia às 21h).

 

Pegamos um taxi na porta do hostel, que cobrou 20 bolivianos até a rodoviária. Chegamos lá e descobrimos que a Todo Turismo ficava fora da rodoviária (faltava 15 min pras 21h), então saímos correndo e perguntamos para uma policial onde ficava a agência e ela falou que levava a gente la, super boazinha!! Chegamos a tempo e deu tudo certo, despachamos a mochila, aproveitamos o wifi da agência, demos tchau para a família e pegamos o busão!!

 

No próximo post conto dessa viagem de ônibus que era a parte que eu mais tinha medo de todo o mochilão!! :shock:

 

Comentário geral sobre La Paz: amei a cidade! Com certeza passaria mais tempo por lá para fazer todos os outros passeios turisticos. O pessoal é super simpatico, alegre e é uma delícia observar uma cidade tão colorida, com uma cultura tão diferente da nossa.

Fiz uma mapa (no paint ::lol4:: ) resumindo por onde passamos nesses dois dias.

 

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Estou acompanhando seu relato. Vai ser bom para comparação, um roteiro mais gastão, kkkkk, afinal não quero economizar tanto a ponto de perder certas experiências.

 

 

Eu e o Pedro pensamos o mesmo! Vale a pena gastar um pouquinho mais para fazermos o que temos vontade, afinal não sabemos quando vamos conseguir fazer essa viagem de novo! A Bolivia não é um país caro, a diferença entre a economia e aproveitar um pouco mais não é tanta!

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Ebaaaaa relato gastão para os cidadãos de bom gosto e que sabem apreciar uma boa comida ::lol4::::lol4::

Ansiosa pela parte do Peru ::kiss::

 

 

Nossa a melhor parte do Peru são as comidass!! ::love:: Saudadess!

Logo logo chego na parte do Peru, mas se você quiser tem o relato que o papis está escrevendo só sobre o Peru (ele é mais rápido que eu! ::lol4:: ), a gente não se hospedou no mesmo lugar em Cusco, mas já da para ter uma ideia!

 

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AAAh que linda! Adoro ficar íntima das pessoas! kkkkk ::love::

Não dá pra resistir mesmo a uma bebidinha no WR! E a comida também é mara!

PS: não consegui ignorar os freeeee shooooots ::mmm:

Ótimo relato! ::otemo::

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    • Por TMRocha
      Estou aproveitando esse espaço para contar um pouco de como foi a minha experiência de intercâmbio nesse país que é tão próximo de nós, mas mesmo assim tão diferente.

      Entenda um pouco sobre a experiência que obtive após estudar espanhol por um mês no Uruguai.
       
      Para não perder tempo, estou dividindo os tópicos desse dessa forma:
      1) Alguns dados interessantes do Uruguai; 2) Por que estudo Espanhol?; 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai; 4) Minhas Considerações. Após isso o Índice dos posts dessa viagem; E por fim o relato propriamente dito! 1) Alguns dados interessantes do Uruguai
      O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul.

      Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, com algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos.

      Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar.

      Mate uruguaio.
      O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul.

      Fonte Pesquisada:
      http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai
      2) Por que estudo Espanhol?

      Olá, me chamo Thiago e acho que deve fazer ao menos uns três anos que estudo espanhol  [04/10/2017] e pouco a pouco estou melhorando meu conhecimento nesse idioma tão interessante. Com o espanhol tive a oportunidade de conhecer outras culturas que antigamente estavam fechadas para mim.

      Vestimenta típica para festas musicais de alguma região do Equador.

      Touradas, na Espanha.

      Murga, uma apresentação típica do carnaval uruguaio.

      Festa dos Mortos, no México.
      Descobri novos povos, outras comidas típicas que antes não fazia ideia que existiam e ainda tive a oportunidade de me aventurar por um novo país: o Uruguai, onde fiquei morando por um mês em uma casa de família super simpática enquanto estudava espanhol de forma intensiva em uma academia de ensino uruguaia.
      3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai
      Minha ideia inicial era fazer um intercâmbio junto ao CACS para a Espanha, mas como a crise estourou pesado em 2014 esse plano acabou caindo por terra, então continuei juntando mais algum dinheiro e resolvi fazer isso por conta própria junto a CVC, e numa das opções apareceu o Uruguai, país que decidi passar um mês inteiro realizando o intercâmbio de espanhol.

      Montevideo, capital do Uruguai.
      Lá fiz muitos passeios pela capital Montevideo e ainda conheci outras cidades próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (em Minas). Nesta última cidade andei a cavalo, me aventurei em uma tirolesa e até me arrisquei num rapel [que na verdade foi uma falha total!].

      Academia Uruguay, onde estudei no meu intercâmbio.

      Praça Independência, Montevideo.

      Monumento Los Dedos, em Punta del Este.

      Colônia do Sacramento, vista do alto de um Farol.



      Nas últimas três fotos acima: Eu me arriscando nos esportes de aventura em Salto del Penitente, no Uruguai.
      Com o intercâmbio conheci mais do comportamento dos uruguaios e descobri que eles são um povo incrível, cultos, organizados, super trabalhadores, que gostam da natureza e realmente amam o seu pequeno país.
       
      E claro, como um bom viajante também passei por alguns perrengues mais complicados, em especial para me adaptar com o clima e a comida típica do país, que é muito diferente da brasileira.

      Milanesa Pollo Napolitana con fritas.

      "Pasta". Esse é o nome que os uruguaios dão para o macarrão.

      Carne de Javali, uma iguaria típica de Salto del Penitente.
      O mais importante é que tive boas experiências que serão lembradas por mim até o meu último dia de vida. Mesmo em todo esse texto não foi possível relatar sequer um décimo do que fiz e do que senti por lá. Resumindo...
      "Ter a oportunidade de aprender um novo idioma é o mesmo que se abrir para novas oportunidades no presente e no futuro."
      Acho que isso resume um pouco do aprendizado que tive por lá. E pensando nisso, resolvi organizar esse tópico para que incentive novos viajantes ou até mesmo outras pessoas que pretendam aprofundar mais o seu conhecimento nessa língua.

      Sem mais delongas, abaixo estou colocando o índice organizado de toda essa maratona que fiz por lá, sem claro, deixar de ensinar um pouco do espanhol também e contando praticamente tudo que aconteceu no país, desde a minha saída do Brasil até a chegada no outro mês.E para fechar com chave de ouro, só falta esse assunto
      4) Minhas considerações:

      Desejo um agradecimento especial à família que estava me hospedando: O Álvaro, a Stela, a Fernanda e também aos dois hóspedes gringos que ali estavam e me ajudaram muito, o Míchel da Suíça, e a Kelsy, dos Estados Unidos. E também para toda a equipe da Academia Uruguay que me ajudou bastante.
       
      Desejo que todos vocês aproveitem a vida, trabalhem bastante e que viagem sempre que puderem. A todos os leitores, espero que tenham sempre uma boa viagem!
       
      A seguir:
      - Índice do Relato dessa viagem;
      - Relato propriamente dito.
    • Por peresosk
      Esta viagem foi a última parte da viagem que fiz pela Ásia, então claro não tem preços dos voos do Brasil, isto vai depender de cada um.
      Vamos aos números que muita gente gosta de saber.
      O Roteiro
      TURQUIA - IRÃ - VIETNÃ - LAOS - TAILÂNDIA - MALÁSIA - SINGAPURA - FILIPINAS - COREIA DO SUL - RÚSSIA
      A Rota dentro da Rússia
      Vladivostok – Khabarovsk (13h48 de viagem – R$ 84,68)
      Khabarovsk  – Chita (42h10 de viagem – R$ 211,76)
      Chita – Ulan-Ude (10h27 de viagem – R$ 50,66)
      Ulan-Ude – Irkutsk (06h43 de viagem – R$ 46,14)
      Irkutsk – Novosibirsk (32h11 de viagem – R$ 103,81)
      Novosibirsk  – Omsk (08h36 de viagem – R$ 52,94)
      Omsk – Tyumen (07h48 de viagem – R$ 49,78)
      Tyumen  – Yekaterinburg (05h27 de viagem – R$ 36,31)
      Yekaterinburg – Vladimir (25h31 de viagem – R$ 94,65)
      Vladimir – Moscou (01h42 de viagem – R$ 12,91)
      Moscou – St. Petersburgo (11h35 de viagem – R$ 52,04)
      St. Petersburgo – Kaliningrado (01h35 de viagem (avião) – R$ 180,77)
      Quando: Março e Abril de 2018
      Dias: 58
      Noites em Hostel: 1
      Viagens Noturnas: 6
      Couchsurfing: 51
      Valor Gasto em Real: R$2162,94 ($675,92)
      Média Diária em Real: R$37,29 ($11,65)
      Planilha com todos os gastos: https://goo.gl/JtTho9
      Meus Vídeos no Youtube: LINK AQUI
      O Trailer

      VLADIVOSTOK (3 DIAS)
      Como eu cheguei até a Rússia é outro assunto, hoje você vai assistir um relato de como foi viagem durante 58 dias no maior do país do mundo.
      Voo da Coreia do Sul direto para Vladivostok, pousei em um dia com sol e temperatura por volta de 1 grau, inesperado para 4 de março. Para sair do aeroporto nada de táxi pois isto é coisa para turista, um mini bus me levou direto para a estação de trem onde meu primeiro anfitrião estava me esperando, Vladivostok fiquei 3 noites e foi o suficiente para ver o que a cidade tinha para oferecer e claro conhecer pessoas, a Rússia ficou marcada por isto, dúvida?
      Meu anfitrião não é a pessoa mais simpática do mundo, mas logo no primeiro dia conheci Ana que falava espanhol, japonês e russo é claro, nada de inglês. Ela trabalha em uma multinacional japonesa e dá aulas de espanhol, a explicação é meio lógica, Vladivostok fica do lado do Japão e existem muitas empresas e carros japoneses circulando em toda a Sibéria inclusive até Irkutsk, falo isso pois a direção dos carros fica na direita. Ana me levou a uma fortaleza antiga que defendia a cidade até 1991, não tenho imagens pois praticamente congelei naquela noite com temperaturas próximas dos -20 e um vento assustador.
      No outro dia começou muito bem com Elena, uma pessoa divertida demais que fomos andar sobre o mar congelado, lembrando que fui viajar no final do inverno, o que não significa calor na Rússia.
      Foi um dia muito especial praticamente me avisando do que seria esta viagem, teve comida mexicana, restaurante fino, chocolate com sal e claro mais uma amizade do mundo.

      Uma das novas pontes da cidade, Vladivostok estava fechada ao turismo até 1991

      Elena foi uma das novas amigas da Rússia, mais uma que ama o Brasil

      O mar congelado junto com o inverno Russo
      A estação de trem de Vladivostok tem a icônica placa com o número 9288, significa a distância de trem até Moscou, mas eu não segui exatamente a rota da transiberiana, antes do momento do embarque fui com o Leo ver o farol do mar congelado e aquele local parece cena de filme.

      A placa com 9288 km até Moscou

      O farol que serve para guiar embarcações
      Primeiro destino definido, Khabarovsk fica a 14h48 de Vladivostok e as por volta das 5 da tarde embarquei com neve para a minha primeira jornada na Rússia, foi curta se comparar com o que vinha pela frente. Logo do inicio da viagem presenciei uma das cenas mais bonitas da minha vida, uma senhora de dentro do trem despedindo-se de seus parentes e assim começou a vida nos trens russos. Vagão novo e foi bem vazio, mas esta maravilha não seria frequente depois de algumas viagens.

      Submarino S-56 utilizado em guerra, hoje é um museu

      O vagão da terceira classe, a platzkart

      Ainda na estação uma das placas mais esperadas da minha vida, hora de embarcar

      Na praça central tem o Monumento aos combatentes pelo poder soviético
    • Por Lljj
      Assisti esse filme quando tinha uns 11 anos de idade. Na época, enquanto os créditos finais subiam na tela, me via profundamente incomodada com o que eu era, o que fazia e o que estava fadada a me tornar. Minha vida não era motivo de orgulho.
      Para uma pré-adolescente é difícil conseguir começar de novo, afinal a vida sequer havia começado, e meus responsáveis seriam contra uma viagem solo de autodescoberta. Conforme os anos passavam, esta insatisfação se aprofundava dentro de mim. Para driblá-la, eu seguia o caminho básico de qualquer pessoa que almeja ser razoavelmente bem-sucedida: não repeti na escola, trabalhei desde cedo, fiz cursos variados e dei o meu melhor para não desapontar aqueles que me amavam. Ainda assim, todas as vezes que realizava alguma conquista, esta era ofuscada pela sensação de vazio. Não me orgulhava delas.
      O problema não era a minha vida, não realmente. O problema era que aquela não parecia ser a minha vida. Nada era como eu queria que fosse, e sim como os outros esperavam que eu quisesse. Seguindo indicações alheias, acabei estudando um curso superior que desgostava e trabalhando em um escritório insuportavelmente tedioso e restritivo. “O que mais poderia querer em tempos de crise?”, me questionava. E, mesmo assim, não me orgulhava de nada daquilo.
      Uma profunda autoanalise e o auxílio de uma coaching foram necessárias para que enxergasse a razão da minha infelicidade: eu encarava o mundo de forma negativa. Nada seria satisfatório enquanto insistisse em dar voz ao pessimismo que sussurrava nos meus ouvidos. A partir daí, passei a travar uma feroz batalha interior para descobrir que pessoa poderia me tornar sem essa negatividade nublando as minhas decisões.
      Agora posso até dizer que sempre entendi esse trecho do filme pela perspectiva errada. Me concentrava tanto em “espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe” que ignorava o “nunca é tarde de mais para ser quem você quiser ser”. Engraçado, né?
      Ainda não sei o que quero ser e, pela primeira vez, não estou com pressa em saber. Bem, “não há regras para esse tipo de coisa”! Então, com toda a coragem que percebi possuir, iniciei o Projeto Preciosas.
      O projeto envolve duas paixões pessoais: escrita e viagem. Escrever é meu ponto de equilíbrio, o que me impede de correr pela rua arrancando os cabelos da cabeça. Viajar é algo que vivencio desde que aprendi a ler, pois a leitura já me transportou a incontáveis lugares.
      Preciosas é o título de uma série de romances que venho desenvolvendo há longos anos. Apenas nos últimos meses que me permiti idealizar uma viagem baseada nos cenários das histórias, que se passam no Rio Grande do Sul.
      A viagem, ou melhor, expedição, iniciará em agosto/2018. Serão três meses circulando por diferentes cidades gaúchas, e mais três cruzando o Sul do Brasil até regressar ao meu estado natal. Comprei as passagens de avião em março – só de ida –, e cada dia que me aproxima da data de partid a me traz mais certeza, mais confiança, de que enfim tomei uma decisão por mim mesma. Ainda que rolar uma merda estratosférica, terei o consolo de ser a única responsável e não mais ser teleguiada pelas indicações dos outros.
      O slogan Na trilha da insensatez se refere exatamente a isso. Estou seguindo o caminho tortuoso da autonomia, realizando algo que todos ao meu redor acreditam ser uma loucura. Aonde essa estrada me levará? Acredito que até ao fim. Não tenho medo... pelo menos não muito. Mas há uma satisfação, um orgulho, em saber que estou me tornando a pessoa que sempre quis ser.
       
      Post original em https://www.lljj.com.br/
      Imagem em Pixabay
    • Por BrunaKC
      Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia!
      Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta.
      Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem.
      A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena.
      Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo.
      Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. 
      Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. 
      Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias.
      Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito!
      Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa.
      Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. 
      O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. 
      Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos.
      Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia.
      O melhor ainda está por vir!
      Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo.
      Até logo, aventureiro!








    • Por emanuelle.ec
      01/05 a 01/06 – EURO = R$ 4,41
      Oii galera ! 
       Minha primeira postagem aqui ! Resolvi compartilhar com vocês a minha primeira eurotrip ! Fiz a viagem em Maio/2018 .
      Vou deixar bem curtinho os posts com os valores e um pouco de cada cidade e algumas fotos , mas antes um resumo porque sempre tem os zé preguiça kkkkkk 
       
      Quem quiser acompanhar essa e outras viagens : @emanuelle_ec
       
      GASTOS :
      Passagem aérea :
      - Joinville – São Paulo : 5.770 milhas – GOL
      - São Paulo – Dubrovnik : R$ 1.478,47 – Turkish Air (Promo 123 milhas)
      - Bruxelas – São Paulo : R$ 1443,72 - TAP
      - São Paulo – Joinville: 4.000 milhas + R$ 31,27 – GOL
      Total : R$ 2953,46
      - Transporte (ônibus, blablacar,tram,etc) : € 269,44
      - Hospedagem :  € 475,41
      - Alimentação e extras : € 651,21
      Total : € 1396,06    Total em reais : R$ 6156,62
      TOTAL DA VIAGEM : R$ 2953,46 + R$ 6156,62 = R$ 9110,08 
       
      Como essa iria ser a minha primeira viagem pra Europa eu não estava muito afim de fazer o clichê Paris, Roma, Barcelona e tudo mais, então resolvi ir para o Leste Europeu . Eu não tinha nada planejado, tinha pesquisado claro algumas cidades que queria ver, mas não comprei NADA antecipado (fora as passagens de ida e volta claro kkk) , ia reservando ao longo do caminho os hostels e comprando as passagens de ônibus via FLIXBUS pelo app deles mesmo e as passagens de barco na Croácia foi tudo direto no local.
      Consegui uma promoção de passagem pra Croácia na 123 milhas, fiquei com receio de comprar por milhas e pelo site ser novo e tudo mais, mas olha ! Deu tudo certo !!! Como a passagem era pela Turkish eu tinha um stopover em Istambul de 21 horas, não me perguntem se eu tinha direito a hotel ou qualquer outra coisa porque nem perguntei ( mals ai), mas é que eu tenho um amigo que mora lá então ficou combinado que eu ficaria na casa dele e ele me mostraria a cidade no dia seguinte. Cheguei em Istambul as 22hrs e meu voo pra Dubrovnik só sairia as 19hrs do dia seguinte então deu tempo pra ver os principais pontos da cidade.  Não gastei quase nada em Istambul porque o maluco resolveu pagar tudo e ainda conseguimos umas pizzas free logo na noite que cheguei porque tinha sobrado e o cara da pizzaria não queria jogar fora, muita sorte !! 
       
      ISTAMBUL (01/05 a 02/05):
      Troca : 30 euros  = 141.30 liras
      Ônibus p/ aeroporto : 12 Liras
      Chocolate aeroporto : 8 Liras
      Lembrancinha: 3.50 liras
      Troca : 118 Liras = 22 euros
      Total Istanbul:  23,50 Liras - 8 euros
       
       


       
       Segui pra Croácia no dia seguinte.
      Cheguei em Dubrovnik as 21 hrs e peguei o busão do aeroporto pra cidade velha. Apesar de ser tarde já a cidade ainda tava lotada de turistas, coisa de doido mesmo, nunca vi tanta gente por m². Fiquei pouco tempo em Dubrovnik, porque pra mim foi a cidade mais cara da croácia. Passeia pela cidade, subi na muralha, tentei não enlouquecer com a senhora do mercado que não queria me vender as coisas porque eu não tinha dinheiro trocado.   O hostel que eu fiquei é super simples mas o dono é mega gente boa e já chegava recepcionando a galera com Rakia, uma bebida tradicional deles, forte do c* hahahha
       
      DUBROVNIK (02/05 a 04/05):
      Hostel (The City Place Guesthouse – 2 diárias 😞 31,44 euros ( cartão de crédito)
      Troca : 20 euros = 140 kunas
      Ônibus aero: 40 kunas
      Taxa turista : 2 euros
      Mercado – 26.81 kunas
      Almoço- 57 kunas
      Troca : 60 euros - 432 kunas
      Ônibus p/ Porto: 27 kunas
      Janta (Foccacia+Croissant): 20 kunas
      Ticket Muralha: 150 kunas
      Almoço:24 kunas
      Ônibus p/ Porto: 15 kunas
      Barco p/ Hvar: 210 kunas
      Troca : 10 euros - 72 kunas
      Mercado: 27 kunas
      Sorvete: 20 kunas
      Total Dubrovnik : 616,81 kunas = 90 euros dinheiro e 31,44 euros cartão = 121,44 euros

       


       
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