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Diário de SP-Amazonas-Isla de Margarita (77 fotos)


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Diário de SP - Amazonas - Islã de Margarita.

 

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Olá mochileiros,

já sabem, que o meu roteiro completo foi depois da Islã de Margarita - Puerto la Cruz - Coro - Barinas - Mérida - S. Cristobal - Bogotá - Quito - Coca no rio Napo - Quito - Cuenca - Trujillo - Huaraz e a Cordilheira branca - Lima - Arequipa - Cañón del Colca, o mais fundo do mundo - Puno - Copacabana - La Paz - Santa Cruz - Trinidad, rio Mamoré - Santa Cruz - Chaco de Paraguay - Asuncion - Cidade de Leste entrando á pé pela Ponte de Amizade em Foz de Iguaçu. De volta no Brasil, após um total de 58 dias.

Gastei 1409 US$. Mas não fiz o trecking de 3 dias ida e 3 dias volta para o Monte Roraima e não visitei o Angel Falls no Auyan-tepui - porque não? Estou escrevendo mais adiante.

 

Escrevo sobre esta primeira parte, porque sei que é o desejo de muitas saber como chegar de Porto Velho até Manaus e de lá para a Gran Sabana, o tepui Monte Roraima e os Angel Falls no Ayuan tepui e finalmente na Costa Venezuelano com muitas praias paradisíacas.

 

1°-3° dia, 11-13/10 terça/quinta: SP - Porto Velho.

Eu já tinha me informado, o bus sai diariamente, custo da passagem 225 Real. Saindo do terminal Barra Funda para uma viagem de 50 horas. Pedi por telefone o envio do bilhete para casa e paguei mais 10 Reais, portanto total 235 Reais. Tinha escolhido o lugar no lado direito, 3° fila na janela.

Fui com táxi de aqui em Moema até a estação do metro Santa Cruz e de lá fui com o metro até Barra Funda. Cheguei já uma hora antes da saida do bus às 17.00 horas. O bus estava no maximo 1/3 ocupado.

Como sempre após ter planejado uma viagem deste e o nervosismo referente as coisas que vou ver e o que pode acontecer, fico tranqüilo e relaxado, gostando esta primeira parte, viajando num ônibus limpo com ar-condicionado. Gosto estas viagens longas, olhando para fora da janela vendo a paisagem por horas, sem pensar nada. Consigo dormir bem no bus.

Até Jataí aonde chegamos no 2° dia, a estrada tinha muitos trechos ruins, o bus às vezes passou na beira ou às vezes no lado contrário da estrada. Carros ultrapassaram em trechos bons, mas em trechos ruins o ônibus os ultrapassou, arriscando mais.

Em Jati, parada as 11.30 para almoçar. Depois Jati mato baixo, pastagens e cada vez mais campos cultivados. Estrada reta sem curvas. A terra aparece bem fértil, e não tem tanta erosão como se poderia ver antes. Gostoso ver os campos cultivados às vezes com filas de arvores dividindo culturas diferentes. Um transito pesado de caminhões indo e vindo de Cuiabá.

 

Entrando na Rondônia o ar mais pesado, queimadas e nuvens de fumaça às vezes mais perto às vezes mais longe.

 

 

3° dia, 14/10 quinta: Chegada em Porto Velho as 19.30, uma hora a menos do que em SP, portanto são 18.30. Já esta começando ficar escuro. Com táxi, 10 Reais para a Pousada de 7, rua 7 de Setembro. Pediram 35 Reais, tinham só quartos de casal ainda, mas ficou em 30 Reais, com banho privativo. Que gostoso tomar uma ducha após 50 horas de viagem. Do táxi já tinha visto muitas lojas bonitas e até de marcas com Vitor Hugo. Mas agora saindo da Pousada às 20.00 horas era todo fechado, e sem movimento nenhum.

Procurei um lugar para comer, andei e encontrei nada no centro. Perguntei um taxista onde poderia comer uma pizza boa. Ele disse por 5 Reais vai me levar para uma. Chegamos a uma praça e uma pizzaria a céu aberto. Abaixo de grandes arvores muitas mesas com muito movimento. Escolhi do cardápio uma pizza só precisava saber qual tamanho de pedir p/uma pessoa, quando veio o garçom e disse que por 13 Reais tem rodízio de pizzas. Entrei neste, mas que pizzas gostosas acompanhado de duas cervejas geladas. Mussarela c/Atum, Mussarela de leite de búfalo, Quatro queijos, Queijo com banana doce e canela, Romeu e Julieta com chocolate, Morangos e chocolate.

Chegando ao Porto Velho não podem perder isso, Pizzaria Fibrella, Rua Pinheiro Machado, Rodízio de pizzas e massas. Perto na rua Av. Campos Salles tem o hotel Tia Carmem, talvez melhor do que a minha pousada, com os mesmos preços.

Fui a pé de volta para pousada.

 

4° dia, 14/10 sexta: Porto Velho - barco para Manaus.

Não tinha pressa de levantar, de relatos de viagens na internet já sabia que deve ter barcos quase todos os dias para Manaus, carregando no Porto. Sabia se não estava saindo hoje então no outro dia e neste caso poderia dormir grátis no barco, (não esqueçam pode-se dormir grátis durante o carregamento do barco). Deixei o saco de viagem na recepção e fui ver o centro. As lojas agora todas abertas. A rua tão tranqüila à noite agora com muito movimento, até difícil de andar e algumas lojas com alto-falantes tentando chamar clientes. Não tem muito para ver, é uma cidade pequena, tranqüila. Tirei um foto em frente da catedral e as 12.30 peguei a minha bagagem e fui as 4 quadras devagarzinho até o porto.

Entrei numa praça cercada com portão aberto com vista para o rio, pensei que era o porto, mas era um museu a céu aberto com as trilhas, locomotivas maria-fumaça bem velinhas, vagões e um galpão com maquinas para reparar locomotivas, todo bem cuidado. Era um pedaço da estrada de ferro Rio Mamoré - Rio Madeira. A grande idéia de ligar o rio Mamoré e Beni da Bolívia ao rio Madeira até onde esta hoje Porto Velho.

O rio Mamoré é afluente do rio Madeira em Guarajá-Mirim. Como o trecho do rio Madeira entre Guarajá-Mirim e San Antonio, 7 km antes de Porto Velho tem muitas cachoeiras os barcos e lanchas que chegam da Bolívia não podem seguir viagem. Portanto fez-se a estrada de ferro entre 1907 e 1912, para levar as riquezas de mineiro e borracha que chegaram de barco até Guarajá-Mirim, com trem para Porto Velho ultrapassando o trecho do rio Madeira com cachoeiras. Em Porto Velho iam continuar com barco até o Amazonas e ao Atlântico. Gastaram fortunas em dinheiro a maioria capital estrangeiro e por cada dormente colocado a vida de um homem. Nunca chegou de funcionar em plena capacidade. Mas a historia a volta desta ferrovia é cheio de mitos e aventuras.

Um rapaz chegou e perguntei-o como ir para o porto, não precisava sair do museu, ultrapassamos o galpão e no outro lado mais cem metros estava no porto. O rapaz carregou a minha bagagem e dei 3 Reais a ele.

Outro rapaz chegou e me informou sobre os barcos que iam hoje e quais amanha. Para hoje tinha só um as 14.30, portanto acima da hora. Era o ALMTE. MOREIRA IV. Paguei 120 Reais, incluído o café de manha e mais 2 refeições/dia e acho com a comissão para o rapaz. Perguntei alguns pagaram 100 outros 120 como eu. Mas come era pouco antes da partida era todo muito movimentado e tinha agora outra coisa para resolver, achar um lugar para a minha rede. Subi para o deck dos passageiros e suas redes penduradas. Todo cheio, mas enfiei a minha rede encostado apertado nas dos dois lados e um pouco acima deles. Uma outra rede quase acima da minha. Ninguém fica aborrecido de perder desta maneira um lugar folgado, contrario ajudam de fixar a rede e sempre com sorrisos. A minha rede é de nylon bem leve, umas 300 gramas e sem fazer volume. Comprei na Praça da Republica em São Paulo.

Eles falaram que agora após fortes chuvas na Bolívia a água tinha parado de descer e o barco poderia ir sem problemas, mas até Humaitá não durante a noite.

Saímos mesmo pouco após 14.30. Passamos por bancos de areia e rochas saindo com os picos fora da água. Curti esta primeira hora no barco. Tempo ameno, tirei a camiseta e sentei no sol fraco coberto por nuvens.

De repente, era 16.30 via-se de longe o céu ficando preto, muitas relâmpagos e trovões, areia levantado dos bancos de areia pelos ventos que apareciam de vir de todos os lados. Soltou-se o barco pequeno e dois rapazes da tripulação saltaram para o rio para trazer o barco de volta. O temporal cada vez mais perto, o barco pequeno indo para um lado e os rapazes cada um para outra. Grandes ondas no rio se batendo uma contra a outra. O barco parou, ouvi eles vão morrer, não agüentam. O barco agora tentando alcançar os rapazes e jogando bóias de salva-vidas para eles. Chuva grossa e areia passando pelo barco. Olhei a volta e vi alguns chorando, outros se abraçando, quase todos com o colete de salva-vidas colocado. Todo isso não demorou mais de dez minutos, de repente um silencio, sem vento, o céu se clareando. O barco foi buscar os dois rapazes, que chegaram exaustos e brancos na cara no barco. O barco pequeno tinha encalhado num banco de areia e um outro rapaz pulou para a água agora calma, para trazer o barco de volta.

Chegando a primeira noite no barco, fui para a rede e dormi logo.

 

5° dia, 15/10 sábado: Chegando a Humaitá.

Acordei, tomei com os outros bolachas com café no restaurante onde cada vez cabiam 12 pessoas.

Fui para a cobertura e encontrei o rapaz com quem já tinha falado no dia anterior. Ele disse que o barco realmente parou nesta noite, começando só andar a volta das 5 horas. O tempo normal de Porto Velho até Manaus é estimado em 3 dias e meio e quarto noites.

Chegamos às 11 horas em Humaitá. Agora poderia ver quantas redes cabem. Entraram mais passageiros. Após um pouco tumulto e a primeira vez uma pequena briga, todos se arranjaram e a tranqüilidade voltou. Tinha o barco da marinha naval encostado, viram todo, mas reclamaram nada.

O rio era largo e poucas vezes surgiram ainda bancos de areia ou rochas no rio. Passei horas sentado e sonhando, o sol fraco filtrado pelas nuvens, todo com um ar de muita paz.

 

6°-7° dia, 16-17/10 domingo/segunda: no rio Madeira para Manaus.

O rio tem um trafego pesado de lanchas enormes, empurrada cada lancha por 2 barcos construídos especialmente para este serviço. As lanchas com até 100 metros de cumprimento transportam petróleo, gás, caminhões completos ou só o cavalo ou só a parte traseiro do caminhão e muitas contêineres. Vê-se que o rio Madeira é um grande corredor de exportação.

Nos lados no mínimo a cada 1000 metros uma casa pobre com a floresta original tirado para fazer espaço para pequenas plantações. Uma vida de subsistência difícil. As casas acima de estacas, para chegar lá a água tinha de subir a volta de 10 metros. O barco pequeno de vez em quando levou passageiros para um povoado maior.

Tinha lido que na época de água baixo vê-se peixes pulando, pássaros e jacarés. Pássaros não vi, só abutres no seu vôo elegante e duas vezes jacarés, um pequeno com a volta de um metro e meio tomando sol na beira do rio e um grande mais ou menos 3metros e meio nadando em direção do barco. Sentindo o barco ou vendo assustou-se e voltou para traz. Todos a bordo ficaram empolgados de ver estes bichos. Às vezes vimos golfinhos cinzentos saltando da água e acompanhando o barco. Mas vi que era difícil para um jacaré vivendo neste ambiente.

Novamente um susto, o barco encostou com o meio numa rocha, aparecia por um segundo que ia parar, olhei e aparecia que o barco estava cedendo no meio uma parte para frente e outra para trás. Começou logo andar mais devagar. Novamente muitas caras assustadas. Acho o tamanho do barco deve ser mais ou menos do de uma caravela portuguesa do fim do século 15. Todo fabricado em madeira e muito forte para agüentar um choque como este batendo contra as rochas.

A única parada era domingo à noite em Manicoré, uma vila maior até com uma praça em frente do rio. Algumas pessoas saíram, inclusive a menina na rede no meu lado. Fiquei com mais espaço, mas só por minutos, entraram mais passageiros e ficou todo como antes. A menina chamava-se Daniela, parecia de ter 19 anos, mas tinha 23, era casado e trabalhava em Porto Velho, agora tinha férias, e o marido estava lá para buscar ela.

 

8° dia, 18/10 terça: Chegada em Manaus.

5° dia no barco. Às 10.00 horas entramos no rio Amazonas. Recepção: Cheiro de fumaça de queimadas lá longe no lado norte do Amazonas. No trecho do Amazonas até Manaus vimos vários vezes o golfinho cor de rosa saindo com a parte acima dele. Não pensei que eram tão grande, os que vimos eram todos grandes e a cor mais para laranja do que rosa e muito brilhante.

Perto de Manaus encostou um barco da marinha naval, encontraram várias irregularidades como excesso de carga e de passageiros e as salva-vidas todas espalhadas e desarrumadas. Bem que as ultimas foram desarrumadas durante o temporal e não arrumado mais. Multa 3000 Reais. Fiquei triste, porque o filho do dono do barco, um rapaz simpático e a tripulação fizeram todo para que temos uma viagem agradável. A comida era sempre de frango, mas feito de várias maneiras. Era para ver, que neste ambiente apertado não poderia ser melhor.

 

As 19.30 encostamos na areia do porto de Manaus. O rio que na minha estadia em abril chegou até o cais numa altura de 6-7 metros agora lá embaixo, com carros e caminhões circulando entre o cais e a água.

Juntamos 4 pessoas para achar um hotel barato e bom. O meu amigo de Maringá, vendedor de peças de madeira para picolés, churrascinhos e outros era entre eles. Ele queria abrir novos clientes em Manaus. Nos cais muita discussão sobre o caminho de tomar. Eu me lembrei vagamente o caminho para a Pensão Sualista e pensei de ir para lá. Separei-me do grupo e passando no lado do mercado comecei subir. Era escuro e vi nenhuma pessoa. Passei por um jardim e veio um rapaz, pediu dinheiro para indicar o caminho, voltou e chamou um carro, comecei andar mais rápido suando muito. Entrei na primeira rua depois do parque, não era este, mas vi 100 metros na frente o Hotel Ideal, conheci este do Guia Lonely Planet, aliviado fui para lá. Antes deste o Hotel Jangada com pessoas sentadas na frente tomando cerveja. Vi o pátio interno, perguntei o preço, 35 Reais s/café de manha a recepcionista chamou o dono e ficou por 30 Reais. Depois fiquei sabendo que o hotel Ideal cobrava 40 Reais c/café e no outro lado o hotel Boa Vista com muitos mochilleiros estrangeiros entre 20 e 35 c/café. Todos na Rua dos Andrades, 300 metros do porto, 800 do Teatro.

O meu quarto era bonito, ar-condicionado, TV á cabo, geladeira e banheiro privado. Tomei uma ducha, trocei a roupa e sai para sentar lá fora e tomar também uma cerveja. Que surpresa, os meus amigos da viagem estavam todas lá, subiram pelo outro lado e ficaram no hotel Boa Vista. Muita conversa após esta aventura, tomando cerveja geladinho. Chegando no quarto liguei a TV, este abriu com o canal de sexo, ficou este mesmo, era bom para pegar no sonho.

 

9°-10° dia, 19-20/10 quarta/quinta: Manaus.

Lavei as minhas camisetas, 100 % poliéster, leves, suando não grudam no corpo, comprei na C&A, linha ACE, fácil de lavar, sem necessidade de passar com ferro, secam em 2-3 horas. Tinha também levado 2 cabides, estes de arame revestido das lavanderias, para pendurar as camisetas para secar. Tomei café de manha muito bom com suco de laranja num café saindo do hotel para a direita no cruzamento. Jantar e almoço self-serfice do hotel, 4 - 6 Reais sem bebida.

 

Mas para já peguei um ônibus para a rodoviária para saber onde fica a saida dos bus para Boa Vista. Tem 5saidas/dia para Boa Vista, tempo 12 horas, 80,30 Reais.

Comprei para Sexta para as 10.00 horas. Tem saídas diárias diretas para Santa Elena, Ciudad Bolívar e Caracas. Mas queria viajar durante o dia para ver a paisagem e queria ver Boa Vista.

Andei de volta a pé até o Amazonas Shopping, é longe, mas fazia bem andar um pouco após 5 dias num barco. Comi no shopping, crepe com mussarela e presunto, dois copos de chá mate-leão, 10 Reais. Comprei iogurte e chocolate para abastecer a geladeira do hotel. Às 15.00 horas cheguei ao hotel, tomei uma ducha e descansei 2 horas.

Depois desci até o Porto, tirei fotos do Porto e do rio Negro com um céu azul/rosa iluminado pelo por do sol. O que acho bonito nas viagens que faço é chegando num lugar onde já estive tem sempre gente se lembrando de mim e me cumprimentam com um grande sorriso, era aqui no Porto e mais tarde em Lima, Copacabana e Santa Cruz.

No Porto o navio de luxo (acho espanhol - veja no álbum das fotos) todo eluminado, uma coisa impressionante para alguém que esta vendo primeira vez um navio deste porte. De volta o amigo de Maringá já estava lá tomando cerveja, já tinha jantado peixe grelhado num restaurante mais par baixo. Estava satisfeito, já tinha aberto 2 clientes. Eu jantei do self-service muito pouco, 4,5 Reais mais a cerveja.

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No outro dia passei no mercado para ver as bancas de peixe, depois entrei na principal rua do comercio, que vai até a catedral e seguindo até a Praça do Teatro. Na rua as lojas nos dois lados e no meio os camelôs, mas todos com estantes iguais, por tanto autorizados. Muito comercio para pouca gente. Novamente passei na praça do teatro, para tirar a foto, agora 8 meses após a minha penúltima visita.

 

11° dia, 21/10 sexta: Viagem para Boa Vista. Saida às 10.00 horas. Após tomar café de manha no mesmo café dos dois dias anteriores, fui para a saida de ônibus para a rodoviária, pois um táxi ia custar no minimo20 - 25 Reais. Pedi ao cobrador de avisar-me quando preciso sair, pois não me lembrei bem. Ele disse que estava muito ocupado, não podia olhar para todo. Passei na rodoviária e tinha de voltar atrás uma paragem a pé com a bagagem neste calor. Muito obrigado Senhor cobrador, você merece uma promoção.

Saindo da cidade um susto, pensei que a floresta continuava pelo menos até perto de Boa Vista. Mas não, primeiro mato baixo com grupos de palmeiras muitas vezes inundados por água. Depois menos mato baixo mais capim, mas tão fraco que às vezes aparecia a terra vermelho quase rochoso. Não vi gado nem casas nem gente. Uma vez tirado a vegetação original é difícil crescer uma coisa pois o sol começa castigar o solo e a água das chuvas desaparece rápido no solo. Inicio da desertificação?

A estrada sempre reta, muito estreita, sem acostamento, mas também quase sem trafego. Os primeiros km trechos muito ruins com muitos buracos, fazendo que o bus quase parasse constantemente para passar por eles.

As 15.30 um marco histórico na minha vida, passei pela primeira vez o equador por terra. Portanto passei da primavera para o outono, da parte do Sul da nossa terra para a parte Norte.

Chegada em Boa Vista as 21.40, as agencias da rodoviária já todos fechadas, portanto fiquei sem saber como continuar no outro dia para Santa Elena.

Tinha 2 hotéis em frente da rodoviária com preços a partir de 20 Reais, mas queria ficar perto do centro e perguntei quanto custa de ir até o Hotel Ideal, indicado por eles. Não sabia se era perto ou longe, 10 Reais, foi um absurdo para uma corrida tão curta. Eles aproveitam se alguém não conhece o caminho. O hotel Ideal, 28 Reais com banho privativo, mas sem ar-condicionado, c/café de manha bom. Já tinha jantado na ultima parada do bus antes da chegada, num selfe-service abaixo de arvores grandes. Assim poderia tomar uma ducha e ir dormir, para levantar no outro dia mais cedo.

 

12° dia, 22/10 sábado: Boa Vista - Santa Elena. Fui a pé até o centro de Boa Vista, 300 metros, cheguei ao jardim central para ver a Catedral e o palácio do governo. Uma cidade com pouco mais de 200 000 habitantes, mas pela planta da cidade planejada para chegar á 1 000 000.

Voltei para o hotel, peguei a minha bagagem e saindo passou um táxi e parou, já tinha uma pessoa, entrei também, até a rodoviária que surpresa 2 Reais.

Ônibus para Santa Elena só as 7 de manha e meio dia, mas o ultimo só até a fronteira. Como tinha lido sobre ir com táxi, pensei se alguém vai não deve-ser mal. Resolvi pagar mais um táxi, 10 Reais até a saida da cidade para a parada dos táxis para Santa Elena. Táxi de lotação, 4 pessoas, 25 Reais cada um. Éramos 2, mas dentro de 30 minutos éramos 4, 2 horas de viagem. Chegando à fronteira, carimbar no passaporte a saida do Brasil chegando ao lado de Venezuela nesta hora, as 13.30 não tinha ninguém, era hora de almoço. Fiquei e o táxi foi-se. Só tinha os soldados muito novinhos controlando o contrabando de gasolina, ninguém poderia ter recipientes com gasolina e nem mangueiras para tirar gasolina do tanque do carro. São muitos os carros brasileiros de ir para Venezuela para encher o tanque. O preço da gasolina na Venezuela é um absurdo, 0,12 Reais/litro, mais barato do que a água da torneira.

 

Pouco depois das 14.00 horas chegou o chefe muito jovial, era o único então muito bem recebido. Carimbou o passaporte colocando visto com validade de 60 dias.

 

Quem vai para Venezuela e fica em Santa Elena não precisa passaporte, entra e sai sem problema. Para continuar a viagem o passaporte deve ter o carimbo de saida de Brasil e de entrada na Venezuela. Seguindo viagem com ônibus a bagagem e o passaporte são controlados na rodoviária em Santa Elena. Quem vai com carro seguir viagem de Santa Elena, porque tem pelo menos 2-3 controles entre Santa Elena e Ciudad de Bolívar. Para entrar na Gran Sabana, tem um posto policial, mostramos o passaporte, mas acho eles não verificam se tem carimbo de entrada e basta mostrar RG. Agora quem carimba a entrada tem de carimbar a saida também, para deixar o passaporte limpo. Carimbando a saida, Venezuela cobra um taxa de 29 000 Bolívar, 29 Reais. È o único país na América do Sul que cobra esta taxa.

 

Com o passaporte carimbado sai da policia, não fazia idéia quantos km era até Santa Elena e quanto ia custar um táxi. Passou um táxi de Venezuela e parou para a revista pelos soldados. O taxista perguntou se queria ir com ele, já tinha 3 pessoas, pediu 3 Real, aliviado foi com ele até Santa Elena, bem próximo.

Ele levou-me para o Hotel Gabriel que tinha anotado, 20 000 Bolívar = 20 Reais. Não gostei o Hotel, alem disso 4 quadras até o centro e a rua com muita poeira. O dono ou recepcionista não estava aborrecido, poderia deixar a minha bagagem e fui à procura de um outro hotel.

No cruzamento das duas ruas mais movimentadas era em principio o centro, com todo que é importante à volta. Escolhi o Hotel Augusta, 25 000 Bolívar, 25 Reais, quarto com 4 camas, banho privativo e ventilador, s/TV. O hotel com os pátios internos é bonito. Tem uma padaria ao lado, que pertence ao hotel, fui lá onde tomei o café de manha. Ao lado tem o Hotel Panzarelli, 20.000 Bolívar para uma ou duas pessoas, banho privativo, ventilador, c/TV.

 

Fui para a rua para cambiar dinheiro, em frente do hotel no outro lado tinha visto homens trocando. Trocei 100 Reais, 1 Real = 1070 Bolívar (na saida do táxi em Boa Vista tinham ofertado 1200 Bolívar por 1 Real), e 100 US$, 1 US$ = 2300 Bolívar. O cambio negro esta proibido, mas oferecem abertamente, só para fechar o negocio vai-se para dentro de uma agencia. Todo muito serio, sem truques, mas evite trocar em lugar com pouca gente.

 

Fui para a agencia Mystic, ao lado tem a agencia Adventure tours, queria comprar o trecking para o Monte Roraima, eles ofereceram botas, saco de dormir e pode deixar a bagagem não necessária na agencia, 3 dias ida e 3 dias volta, 570 Bolívar. É bom entrar em contato antes, porque para o Monte Roraima precisam ser no mínimo 4 pessoas, mas como eles trabalham junto com outros agentes, pode-ser que consegue com antecedência de 1-2 dias.

Eu não estava preparado, porque pensei mais em viajar pelo todos os países a volta de Brasil.

Aqui fica o endereço: Roberto´s Mystic Tours, Calle Urdaneta, N° 167, Fone: 0289- 416 0558, 0414-886 6971, e-mail: www.mysticyours.com.ve. O que você precisa, é o normal que você leva como mochilleiro e se falta uma coisa compra na hora. Já falei botas fortes e saco de dormir pode alugar, leva passaporte ou cédula, bloqueador de sol, repelente de insetos pode comprar lá, se não quer levar de aqui.

Eles também vendem a tour para os Angel Falls, este sai de ciudad de Bolívar, mas é bom tratar logo na chegada em Santa Elena, assim não tem mais preocupações e já sabe em Santa Elena que todo esta reservado. Chega em Ciudad Bolívar e a Sapito Tours & Bernal Tours encontra você no aeroporto ou no terminal para o transfere com avião para Canaima. A tour é de 3 dias e 2 noites, 655 000 boliviar.

Escolhi a tour para a Grande Sabana 2 dias e uma noite, s/almoço e jantar e sem dormir 120 00 Bolívar, no mínimo 2 pessoas. No momento estavam só um casal de namorados de Paris e comigo 3 pessoas na lista e assim ficou até a saida no domingo às 09.00 horas.

Trocei mais 100 Reais, agora já recebi 1100 Bolívar/1 Real e 100 US$ recebi agora 2400 Bolívar, portanto melhorou a oferta.

 

13° dia, 23/10. domingo: Gran Sabana. Saímos num carro of-road, o Guia e nos 3, eu e o casal de Paris, Natacha e Serachis. Entramos no parque controlado pelo exercito e a comunidade dos indianos vivendo na reserva.

A Vista da paisagem é deste o inicio tranqüilo, um mundo intacto. Só existe uma rua asfaltada e não se pode sair desta. Visitamos muitas cachoeiras sempre acompanhados pelos tepui, (montanhas de mesa? ou table mountains), entre eles o tepui Monte Roraima, acima dele o encontro das fronteiras Brasil, Venezuela e Guayana. O tamanho da superfície é de 60 km² e Brasil tem 5%, conforme a divisão pela saida das águas.

Queria tanta subir esta montanha, será um dia ainda vou conseguir?

Almoço perto de uma cachoeira, frango empenado (mas tinha cardápio p/escolher), 10 Reais, s/bebida.

Descansamos na piscina natural formado pela cachoeira, com a companhia de mulheres e crianças indianos. Chegamos as 17.30 no acampamento, também ao lado de uma cachoeira. Acho éramos as únicas pessoas. Comemos só pão com queijo mais uma sobremesa, s/bebida. 6.000 Bolívar. Os quartos eram simples, mas limpo e com banho privativo, 10.000 Bolívar. Falamos ainda uma hora em inglês e às 20.00 horas cansados, fomos dormir.

 

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Gran Sabana

 

14° dia, 24/10. segunda: Gran Sabana - Santa Elena.

Levantar as 07.30, café de manha as 08.00, panqueca ou pão com queijo e 2 ovos, café com leite.

Tomamos banho em 3 piscinas feito por 3 cascatas seguidas. Fomos atrás das águas caindo, furando com força a queda das águas. Tinha um banco de pedra aparece feito para nos três para sentar e admirar a queda da água deste lado. Colocando a cabeça para fora da queda, a força da água fazia os dentes baterem, tentando abrir a boca. Fazer isso não é recomendado para alguém que tem cabelos fracos, pode perder o resto do cabelo.

Visita na aldeia indiana, muitos crianças. Todos dentro e a volta da pequena igreja festejando a primeira comunhão, não cabiam todos na igreja. As crianças muito bonitas, com os seus olhos redondos, escuros aparecem bonecas. Estava habitado de ver as mulheres indianas muito cedo perder os dentes da frente. Aqui fiquei impressionado com os dentes brancos das mulheres e das crianças, nos homens não dava para ver porque não sorriram para nos.

Saímos do parque as 18.30, indo para santa Elena, paramos na rodovia e dizemos adeus a Natacha e Serachis que iam as 19.30 com ônibus de noite para ciudad Bolívar.

 

15° dia, 25/10. terça: Santa Elena.

Passei o dia andando e resolver coisas pendentes, fui tirar as fotos da maquina para um CD, 6000 Bolívar. Falaram para trocar o dinheiro aqui, depois no interior de Venezuela é difícil. E era verdade! Trocei mais 200 US$ = 480 000 Bolívar, portanto já 2400 Bolívar/1 US$ e 200 Reais pelo mesmo cambio anterior 1100 Bolívar/1 Real.

Portanto tinha agora 700 000 Bolívar pensei que deve chegar para o restante do meu tempo na Venezuela. Peguei um táxi até a rodoviária, 2 Bolívar, queria confirmar o bus para Ciudad Bolívar as 07.30 de manha, mas tinha visto mal era 07.30 pm e não am, portanto a noite. Eu queria ver a paisagem porque falaram que era uma das mais bonitas da Venezuela, mas o bus mais cedo era só às 12.00 horas am.

 

16° dia, 26/10. quarta: Santa Elena - Ciudad Bolívar - Puerto la Cruz.

16 horas de viagem, 50 000 Bolíviar. Às 12.00 horas inicio da viagem, passamos pela Gran Sabana. Os tepuis que vimos no dia anterior, acompanham o bus, podendo ser visto longe da estrada através da savana. A savana agora cada vez mais interrompido por florestas. Após 14.30 estamos passando por florestas fechadas. A estrada é muito estreita e as arvores dos dois lados tocam-se no meio da estrada. Quando se tem uma vista para mais longe, florestas até o fim do horizonte, o ônibus subindo e descendo em curvas. Até esta hora passamos só por dois povoados e eram de indianos. Passamos pelo 3° controle militar.

Sobre o garimpo entendi, que o governo da licenças individuais, mas ninguém pode sair da área levando o ouro ou os diamantes, tem de vender dentro da área.

Realmente é uma das paisagens mais bonitos que já vi, é difícil encontrar igual. São 15.30 e ainda floresta fechada sem sinal da presença do homem. Nova visão para longe, floresta e montanhas cobertos por florestas. Era pena que estava começando ficar escuro.

Agora mais perto das cidades começa a presença do homem nos dois lados da estrada, a floresta tirada, campos cultivados e casas pobres. As 21.30 chegamos a Ciudad Guayana, agora autopista larga e chegando a Ciudad Bolívar já as 22.30. Passamos pela ponte do rio Orinoco, o terceiro maior rio da América do Sul. É a única ponte sobre o Orinoco, uma ponte pênsil. As táxis também aqui como em Santa Elena, os carros grandes americanos dos anos 60/70. Vi agora que os taxistas usam estes carros em toda a Venezuela. Tirei fotos de muitas destas belezas e tem 3 fotos no álbum desta viagem, (para ver os fotos, entra no álbum no inicio do diário).

 

17° dia, 27/10. quinta: Chegada em Puerto la Cruz, Ferry para Islã de Margarita.

O bus chegou á Puerto la Cruz as 04.00 de manha. O terminal sem movimento, só um táxi mesmo, 5000 Bolívar até o Ferry. O taxista não se aproveitou da minha situação e sem concorrência, na volta paguei novamente 5000 Bolívar, 5 Reais. Era um destes carros americanos antigos, a gente anda flutuando lá dentro.

O Ferry Express vai às 08.00 horas, 36 000 Bolívar, o Ferry tradicional com a classe turista às 13.00 horas, 16 000 Bolívar. Fazer o que? Comprei o Express para a ida. Mas é não tão fácil para entender como funcione, um rapaz explicou-me. É necessário preencher um formulário e adicionar uma copia do passaporte ou do RG. Graças a Deus tem uma foto copiadora no estante de venda de jornais e revistas. Tirei uma cópia do meu RNE brasileiro.

Duas horas de viagem. Chegada á islã em Ponte Viedras, peguei como muitos outros uma buseta (pequeno ônibus na ilha), para ir até a capital Porlamar. Porlamar fica longe e um táxi seria 15.000 Boliviar no mínimo. A buseta passa mesmo na Praça Bolívar, praça central de Porlamar.

 

Devia ter feito uma pesquisa entre os hotéis, mas não entrei no primeiro e têm tantos a volta da praça. Era 25.000 Bolívar c/banho privativo, TV, ar-condicionado, s/café de manha. Tem ser com ar-condicionado, se não é difícil de agüentar. Tinha mais bonitos pelo mesmo preço, mas uma vez lá dentro fiquei.

 

Tomei banho, descansei um pouco e às duas horas saiu. Queria ir para a vila Juan Griego. Da Praça de Bolívar saem as busetas para todos os lugares na ilha, 1500 Bolívar.

Juan Griego, uma vila tranqüila virado para o mar. Muito comercio com lojas bonitas e lojas vendendo marcas, Louis Viton, Versage, Nike, Reebok, Lancel, etc. na principal rua em frente da praia e do mar. A vista da praia espetacular, mas a água não tão limpa.

Senti as 18.30 num dos muitas restaurantes a beira da praia, todas vazias. Comi peixe grelhado com arroz e salada e tomei 3 pequenas garrafas de cerveja. Infelizmente na Venezuela não tem os nossos tamanhos de garrafa, são pequenas, enchendo 1 copo e meio. Paguei 26.000 Bolívar.

 

Sobre o mar um por de sol colorido com cores fortes, um por de sol que só de uma ilha pode ser visto. Voltei feliz para Porlamar.

 

18°, 19°, 20° dia, 28/10-30.10. sexta/sábado/domingo: Islã de Margarita.

Tomei café de manha e fiz uma volta na cidade, acho ela na maior parte pobre. Fui para a Rua 4° de Maio, uma parte nova, muitos hotéis de classe superior e lojas de artigos importados.

Meio dia peguei novamente uma buseta para Juan Griego tentando neste lado da ilha encontrar uma praia bonita, queria ir até a praia de Caribe. Em Juan Griego peguei um pré-puesto (táxi de lotação) 5 minutos até a praia. Tinha na paragem um rapaz que começou falar comigo, era Alan originalmente de Georgetown, capital da Guayana, falava inglês perfeito, mas com sotaque. Ele trabalhava na praia de Caribe num restaurante que pertencia á sogra dele. Disse para ir com ele, chegando respirei fundo o ar tão puro e curtindo a água cristalina, a areia e as palmeiras, andei uma meia hora e voltei para o restaurante de Alan. Almocei lá e tomei 3 destas pequenas cervejas. Quando veio a conta, faltou uma cerveja, não reclamei. As 17.30 voltei para a paragem do pré-puesto, não tinha, mas outros táxis pararam e em vez de 1000 Bolívar/pessoa cobraram 3000 pela corrida, esta vez tinha mais dois esperando e dividimos o preço, ficando assim na mesma, 1000 Bolívar/pessoa . Em Juan Griego sentei numa esplanada, tomei uma cerveja e dois doces, observando o movimento desta vila com um ar de tranqüilidade e prosperidade. Colecionei mais alguns carros dos anos 60/70 na minha maquina fotográfica, depois com buseta até Porlamar, estas busetas vão quando estão cheias, mas nunca demorou mais de 5 minutos para sair.

 

No outro dia fui para a praia mais balada e procurada pelos turistas e das pessoas da ilha, Playa el Água, 45 minutos com buseta. Uma praia grande, 4 km de extensão, areia branca, água cristalina azul, muitas palmeiras a beira da praia, restaurantes, bares todo muito freqüentado neste sábado.

 

No Domingo fui mais uma vez até Juan Griego, passando pelos pequenos povoados com as suas igrejas bem antigas e as praças em frente delas com arvores enormes, convidando para sentar na sombra deles.

Almocei no restaurante de Alan, usei as cadeiras e o guarda-sol deles, tomei banhos nesta água cristalina e bebi cervejas. Recebendo a conta faltou novamente uma cerveja. Não queria dizer adeus para sempre á Alan, disse simplesmente tchau deixando aberto se ia voltar mais uma vez.

 

21° dia, 31/10. segunda: Ferry de volta para Puerto la Cruz.

 

O Ferry vai às 07.00 horas para Puerto la Cruz. Levantei às 04.00 horas, tomei uma boa ducha, arrumei a bagagem e fui para a saida da buseta para Ponte Viedra. O recepcionista foi comigo para a rua s/gente, para ver se todo esta bem até virei a esquina para a rua mais movimentada Alias avisaram muitas vezes de ter cuidado e não ir para lugares sem gente.

Esta vez era o Ferry normal com classe turístico, 16.000 e 1° classe 26.000 Bolivar. Saímos às 07.00 em ponto. Chegamos a Puerto la Cruz as 11.45, portanto 04.45 de viagem. Muitos golfinhos pulando e brincando acompanharam o Ferry.

No Ferry conheci um casal de namorados da Alemanha, que queriam ir até Mérida, sem passar por Caracas e eu queria o mesmo, mas indo para Coro. Pegamos junto um táxi até o terminal, 5.000 Bolívar, a minha parte 2000.

Achamos que o bus para Valença seria a melhor opção e de lá eles para Mérida e eu para Coro. O ônibus saia as 12.30, tempo para tomar um suco de laranja e 2 bolos. Era um ônibus de 2 andares, panorâmico, ocupamos na parte acima os lugares 1, 3 e 4. O bus saia as 12.30.

 

Este roteiro é para conhecer o coração do Brasil, e para experimentar muita coisa passando por pequenas aventuras, é barato, com 500 US$ é possível. A volta para Brasil seria indo até Ciudad Bolívar e de lá com ônibus direto até Manaus. A opção de Manaus seria voar com a Gol, um vôo para São Paulo, 713 Reais - muito caro!

 

Abraços Dieter

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  • Membros

oi Pombo...tua informacao era realmente o que eu precisava...adorei leer tu diario!! sou argentina e estou saindo de misiones en janeiro. sabia como chegar ate Porto Velho pero dai eu no sabia as condicoes do viagem e os precos ate manaus... como viajo sozinha os datos que li aqui resultaram muy uteis ... sobre todo como ir de P Velho ate manaus... obrigadisima... se eu tenho alguna outra duvida vo solicitar tua ajuda se isso no o incomoda...disculpa meu portunhol...

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  • Membros de Honra

Muito bom o seu relato! Gostei bastante de le-lo! Muitas informãções uteis! Só ressaltando que aqui na Amazonia, nem sempre há grande extensões de florestas, as vezes tem grandes areas de planicies como os da chapadas...que foi o caso que vc viu na estrada entre Manaus e Boa Vista. Não querendo justificar a ação predatoria do homem, mas por fazer parte da propria natureza.

Não sei se passei batido, mas vc poderia informar (ou lembrar) quanto custou o onibus de Santa Elena - Ciudad Bolívar - Puerto la Cruz e qual foi a empresa? Vc gastou 16 horas nesse trajeto?

Obrigado[]

Ps: Naum conseguir visualizar as fotos

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  • Membros de Honra

Olá Walter,id="navy">

 

muito obrigado pelo seu comentário. Já completei o diário. Referente as fotos, já coloquei um esclarecimento e coloquei o preço da passagem e o tempo referente a viagem entre Santa Elena e Puerto la Cruz.

 

Referente as areas de planices como as da chapadas, vou informar-me melhor. Pois não posso escrever coisas erradas. Num assunto tão problemático só podem contar factos.

 

Walter conhece o site http://www.cdbrasil.cnpm.embrapa.br/ ? Em principio a Embrapa tem a resposta.

Abraço Dieter

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  • Membros de Honra

Olá Dieter! Sai de Manaus ontem e cheguei em Boa Vista depois de 14 hrs de bus (O onibus quebrou em algum no meio do nada), vim olhando a paisagem e pensando no que vc escreveu, realmente, alguns trechos são areas descampadas e outras já são provocadas pelo homem.

Vou aproveitar e dar uma olhada nos preços de passagens, horarios e alguns hoteis. Espero voltar amanhã mesmo para Manaus...Minhas costas estão doendo até agora...imagina ter que fazer todo o percurso de volta...ninguem merece!

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  • Membros de Honra

Olá Walter,id="navy">

 

já tinha visto o seu perfil, mas agora entrei de novo. Puxa você esta morando em Manaus mesmo!

Agora estava rindo mesmo, pensando nas viagens de 52 horas com bus, SP - Porto Velho, Belém - SP, ou a ultima com bus ruim de Santa Cruz via Asuncion para Cidade de Leste.

Eu gosto estes viagens se os ônibus são limpos com ar-condicionado e confortável, sei que posso fazer nada nas próximas horas e vou relaxando.

Eu vou fazer mais uma vez esta maratona via Manaus em fim de Março, porque para ter visto todas as países de América do Sul, faltam-me ainda os 3 Guayanas lá acima.

Entrei ontem no mapa de satélite da Embrapa para ver o trecho Manaus - Boa Vista, referente os trechos alagados que tinha visto, pois supostamente devia ser todo seco, mas vi agora bem esta parte e entendi.

Walter uma boa viagem de volta para Manaus,

Dieter

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  • Membros de Honra

Olá Dieter! Estou de volta a Manaus depois de 12 hrs de bus de Boa Vista até aqui! Todos os onibus estão lotados durante o fim de semana, tiveram que colocar onibus extra e eu vim nesse. Por azar peguei a cadeira 44 (a que fica do lado do banheiro), dae eu já estava prevendo o pior, aguentar o cheiro e gente entrando e saindo. Bem em cima da hora, alguem pede para trocar de lugar comigo, eu até disse "Tem certeza?", dae eu fiquei logo na primeira cadeira, aquela que dá a impressão que tá voando na pista. Ainda por cima, dei muita sorte de sentar ao lado de uma autentica mochileira Inglesa, ela trabalha 6 meses em Londres e passa o outros 6 meses viajando o mundo. Dae, ela tava vindo de Santa Helena, disse q a passagem de Caracas até Santa Helena tá custando 80.000,00 bolivars (R$ 80,00). Detalhe, ela disse que os onibus da Venezuela não são tão confortaveis como o da Eucatur. Ela tambem foi a comunidade de El Pauji na Gran Savanna. Ficamos horas e horas conversando...acho q ela deu sorte tbm, pq eu era o unico que falava ingles no bus(olha que eu falo mal e porcamente). Chegando em Manaus direto para casa tomar banho e direto para o trabalho. Acho que estou adquirindo resistencia a longas viagens. Já não fiquei tão cansado como das outras vezes. Minha proxima e ousada aventura será no carnaval...vou fazer de td para ir a El Pauji. =D

Ps: Essa mochileira inglesa, vai pegar barco em Manaus para o Peru e depois vai até a Argentina e depois vai cruzar o Brasil de novo até a Bahia...ohhh folego!!!!

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