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Olá viajante!

Bora viajar?

Diário de SP-Amazonas-Isla de Margarita (77 fotos)

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Diário de SP - Amazonas - Islã de Margarita.

 

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Olá mochileiros,

já sabem, que o meu roteiro completo foi depois da Islã de Margarita - Puerto la Cruz - Coro - Barinas - Mérida - S. Cristobal - Bogotá - Quito - Coca no rio Napo - Quito - Cuenca - Trujillo - Huaraz e a Cordilheira branca - Lima - Arequipa - Cañón del Colca, o mais fundo do mundo - Puno - Copacabana - La Paz - Santa Cruz - Trinidad, rio Mamoré - Santa Cruz - Chaco de Paraguay - Asuncion - Cidade de Leste entrando á pé pela Ponte de Amizade em Foz de Iguaçu. De volta no Brasil, após um total de 58 dias.

Gastei 1409 US$. Mas não fiz o trecking de 3 dias ida e 3 dias volta para o Monte Roraima e não visitei o Angel Falls no Auyan-tepui - porque não? Estou escrevendo mais adiante.

 

Escrevo sobre esta primeira parte, porque sei que é o desejo de muitas saber como chegar de Porto Velho até Manaus e de lá para a Gran Sabana, o tepui Monte Roraima e os Angel Falls no Ayuan tepui e finalmente na Costa Venezuelano com muitas praias paradisíacas.

 

1°-3° dia, 11-13/10 terça/quinta: SP - Porto Velho.

Eu já tinha me informado, o bus sai diariamente, custo da passagem 225 Real. Saindo do terminal Barra Funda para uma viagem de 50 horas. Pedi por telefone o envio do bilhete para casa e paguei mais 10 Reais, portanto total 235 Reais. Tinha escolhido o lugar no lado direito, 3° fila na janela.

Fui com táxi de aqui em Moema até a estação do metro Santa Cruz e de lá fui com o metro até Barra Funda. Cheguei já uma hora antes da saida do bus às 17.00 horas. O bus estava no maximo 1/3 ocupado.

Como sempre após ter planejado uma viagem deste e o nervosismo referente as coisas que vou ver e o que pode acontecer, fico tranqüilo e relaxado, gostando esta primeira parte, viajando num ônibus limpo com ar-condicionado. Gosto estas viagens longas, olhando para fora da janela vendo a paisagem por horas, sem pensar nada. Consigo dormir bem no bus.

Até Jataí aonde chegamos no 2° dia, a estrada tinha muitos trechos ruins, o bus às vezes passou na beira ou às vezes no lado contrário da estrada. Carros ultrapassaram em trechos bons, mas em trechos ruins o ônibus os ultrapassou, arriscando mais.

Em Jati, parada as 11.30 para almoçar. Depois Jati mato baixo, pastagens e cada vez mais campos cultivados. Estrada reta sem curvas. A terra aparece bem fértil, e não tem tanta erosão como se poderia ver antes. Gostoso ver os campos cultivados às vezes com filas de arvores dividindo culturas diferentes. Um transito pesado de caminhões indo e vindo de Cuiabá.

 

Entrando na Rondônia o ar mais pesado, queimadas e nuvens de fumaça às vezes mais perto às vezes mais longe.

 

 

3° dia, 14/10 quinta: Chegada em Porto Velho as 19.30, uma hora a menos do que em SP, portanto são 18.30. Já esta começando ficar escuro. Com táxi, 10 Reais para a Pousada de 7, rua 7 de Setembro. Pediram 35 Reais, tinham só quartos de casal ainda, mas ficou em 30 Reais, com banho privativo. Que gostoso tomar uma ducha após 50 horas de viagem. Do táxi já tinha visto muitas lojas bonitas e até de marcas com Vitor Hugo. Mas agora saindo da Pousada às 20.00 horas era todo fechado, e sem movimento nenhum.

Procurei um lugar para comer, andei e encontrei nada no centro. Perguntei um taxista onde poderia comer uma pizza boa. Ele disse por 5 Reais vai me levar para uma. Chegamos a uma praça e uma pizzaria a céu aberto. Abaixo de grandes arvores muitas mesas com muito movimento. Escolhi do cardápio uma pizza só precisava saber qual tamanho de pedir p/uma pessoa, quando veio o garçom e disse que por 13 Reais tem rodízio de pizzas. Entrei neste, mas que pizzas gostosas acompanhado de duas cervejas geladas. Mussarela c/Atum, Mussarela de leite de búfalo, Quatro queijos, Queijo com banana doce e canela, Romeu e Julieta com chocolate, Morangos e chocolate.

Chegando ao Porto Velho não podem perder isso, Pizzaria Fibrella, Rua Pinheiro Machado, Rodízio de pizzas e massas. Perto na rua Av. Campos Salles tem o hotel Tia Carmem, talvez melhor do que a minha pousada, com os mesmos preços.

Fui a pé de volta para pousada.

 

4° dia, 14/10 sexta: Porto Velho - barco para Manaus.

Não tinha pressa de levantar, de relatos de viagens na internet já sabia que deve ter barcos quase todos os dias para Manaus, carregando no Porto. Sabia se não estava saindo hoje então no outro dia e neste caso poderia dormir grátis no barco, (não esqueçam pode-se dormir grátis durante o carregamento do barco). Deixei o saco de viagem na recepção e fui ver o centro. As lojas agora todas abertas. A rua tão tranqüila à noite agora com muito movimento, até difícil de andar e algumas lojas com alto-falantes tentando chamar clientes. Não tem muito para ver, é uma cidade pequena, tranqüila. Tirei um foto em frente da catedral e as 12.30 peguei a minha bagagem e fui as 4 quadras devagarzinho até o porto.

Entrei numa praça cercada com portão aberto com vista para o rio, pensei que era o porto, mas era um museu a céu aberto com as trilhas, locomotivas maria-fumaça bem velinhas, vagões e um galpão com maquinas para reparar locomotivas, todo bem cuidado. Era um pedaço da estrada de ferro Rio Mamoré - Rio Madeira. A grande idéia de ligar o rio Mamoré e Beni da Bolívia ao rio Madeira até onde esta hoje Porto Velho.

O rio Mamoré é afluente do rio Madeira em Guarajá-Mirim. Como o trecho do rio Madeira entre Guarajá-Mirim e San Antonio, 7 km antes de Porto Velho tem muitas cachoeiras os barcos e lanchas que chegam da Bolívia não podem seguir viagem. Portanto fez-se a estrada de ferro entre 1907 e 1912, para levar as riquezas de mineiro e borracha que chegaram de barco até Guarajá-Mirim, com trem para Porto Velho ultrapassando o trecho do rio Madeira com cachoeiras. Em Porto Velho iam continuar com barco até o Amazonas e ao Atlântico. Gastaram fortunas em dinheiro a maioria capital estrangeiro e por cada dormente colocado a vida de um homem. Nunca chegou de funcionar em plena capacidade. Mas a historia a volta desta ferrovia é cheio de mitos e aventuras.

Um rapaz chegou e perguntei-o como ir para o porto, não precisava sair do museu, ultrapassamos o galpão e no outro lado mais cem metros estava no porto. O rapaz carregou a minha bagagem e dei 3 Reais a ele.

Outro rapaz chegou e me informou sobre os barcos que iam hoje e quais amanha. Para hoje tinha só um as 14.30, portanto acima da hora. Era o ALMTE. MOREIRA IV. Paguei 120 Reais, incluído o café de manha e mais 2 refeições/dia e acho com a comissão para o rapaz. Perguntei alguns pagaram 100 outros 120 como eu. Mas come era pouco antes da partida era todo muito movimentado e tinha agora outra coisa para resolver, achar um lugar para a minha rede. Subi para o deck dos passageiros e suas redes penduradas. Todo cheio, mas enfiei a minha rede encostado apertado nas dos dois lados e um pouco acima deles. Uma outra rede quase acima da minha. Ninguém fica aborrecido de perder desta maneira um lugar folgado, contrario ajudam de fixar a rede e sempre com sorrisos. A minha rede é de nylon bem leve, umas 300 gramas e sem fazer volume. Comprei na Praça da Republica em São Paulo.

Eles falaram que agora após fortes chuvas na Bolívia a água tinha parado de descer e o barco poderia ir sem problemas, mas até Humaitá não durante a noite.

Saímos mesmo pouco após 14.30. Passamos por bancos de areia e rochas saindo com os picos fora da água. Curti esta primeira hora no barco. Tempo ameno, tirei a camiseta e sentei no sol fraco coberto por nuvens.

De repente, era 16.30 via-se de longe o céu ficando preto, muitas relâmpagos e trovões, areia levantado dos bancos de areia pelos ventos que apareciam de vir de todos os lados. Soltou-se o barco pequeno e dois rapazes da tripulação saltaram para o rio para trazer o barco de volta. O temporal cada vez mais perto, o barco pequeno indo para um lado e os rapazes cada um para outra. Grandes ondas no rio se batendo uma contra a outra. O barco parou, ouvi eles vão morrer, não agüentam. O barco agora tentando alcançar os rapazes e jogando bóias de salva-vidas para eles. Chuva grossa e areia passando pelo barco. Olhei a volta e vi alguns chorando, outros se abraçando, quase todos com o colete de salva-vidas colocado. Todo isso não demorou mais de dez minutos, de repente um silencio, sem vento, o céu se clareando. O barco foi buscar os dois rapazes, que chegaram exaustos e brancos na cara no barco. O barco pequeno tinha encalhado num banco de areia e um outro rapaz pulou para a água agora calma, para trazer o barco de volta.

Chegando a primeira noite no barco, fui para a rede e dormi logo.

 

5° dia, 15/10 sábado: Chegando a Humaitá.

Acordei, tomei com os outros bolachas com café no restaurante onde cada vez cabiam 12 pessoas.

Fui para a cobertura e encontrei o rapaz com quem já tinha falado no dia anterior. Ele disse que o barco realmente parou nesta noite, começando só andar a volta das 5 horas. O tempo normal de Porto Velho até Manaus é estimado em 3 dias e meio e quarto noites.

Chegamos às 11 horas em Humaitá. Agora poderia ver quantas redes cabem. Entraram mais passageiros. Após um pouco tumulto e a primeira vez uma pequena briga, todos se arranjaram e a tranqüilidade voltou. Tinha o barco da marinha naval encostado, viram todo, mas reclamaram nada.

O rio era largo e poucas vezes surgiram ainda bancos de areia ou rochas no rio. Passei horas sentado e sonhando, o sol fraco filtrado pelas nuvens, todo com um ar de muita paz.

 

6°-7° dia, 16-17/10 domingo/segunda: no rio Madeira para Manaus.

O rio tem um trafego pesado de lanchas enormes, empurrada cada lancha por 2 barcos construídos especialmente para este serviço. As lanchas com até 100 metros de cumprimento transportam petróleo, gás, caminhões completos ou só o cavalo ou só a parte traseiro do caminhão e muitas contêineres. Vê-se que o rio Madeira é um grande corredor de exportação.

Nos lados no mínimo a cada 1000 metros uma casa pobre com a floresta original tirado para fazer espaço para pequenas plantações. Uma vida de subsistência difícil. As casas acima de estacas, para chegar lá a água tinha de subir a volta de 10 metros. O barco pequeno de vez em quando levou passageiros para um povoado maior.

Tinha lido que na época de água baixo vê-se peixes pulando, pássaros e jacarés. Pássaros não vi, só abutres no seu vôo elegante e duas vezes jacarés, um pequeno com a volta de um metro e meio tomando sol na beira do rio e um grande mais ou menos 3metros e meio nadando em direção do barco. Sentindo o barco ou vendo assustou-se e voltou para traz. Todos a bordo ficaram empolgados de ver estes bichos. Às vezes vimos golfinhos cinzentos saltando da água e acompanhando o barco. Mas vi que era difícil para um jacaré vivendo neste ambiente.

Novamente um susto, o barco encostou com o meio numa rocha, aparecia por um segundo que ia parar, olhei e aparecia que o barco estava cedendo no meio uma parte para frente e outra para trás. Começou logo andar mais devagar. Novamente muitas caras assustadas. Acho o tamanho do barco deve ser mais ou menos do de uma caravela portuguesa do fim do século 15. Todo fabricado em madeira e muito forte para agüentar um choque como este batendo contra as rochas.

A única parada era domingo à noite em Manicoré, uma vila maior até com uma praça em frente do rio. Algumas pessoas saíram, inclusive a menina na rede no meu lado. Fiquei com mais espaço, mas só por minutos, entraram mais passageiros e ficou todo como antes. A menina chamava-se Daniela, parecia de ter 19 anos, mas tinha 23, era casado e trabalhava em Porto Velho, agora tinha férias, e o marido estava lá para buscar ela.

 

8° dia, 18/10 terça: Chegada em Manaus.

5° dia no barco. Às 10.00 horas entramos no rio Amazonas. Recepção: Cheiro de fumaça de queimadas lá longe no lado norte do Amazonas. No trecho do Amazonas até Manaus vimos vários vezes o golfinho cor de rosa saindo com a parte acima dele. Não pensei que eram tão grande, os que vimos eram todos grandes e a cor mais para laranja do que rosa e muito brilhante.

Perto de Manaus encostou um barco da marinha naval, encontraram várias irregularidades como excesso de carga e de passageiros e as salva-vidas todas espalhadas e desarrumadas. Bem que as ultimas foram desarrumadas durante o temporal e não arrumado mais. Multa 3000 Reais. Fiquei triste, porque o filho do dono do barco, um rapaz simpático e a tripulação fizeram todo para que temos uma viagem agradável. A comida era sempre de frango, mas feito de várias maneiras. Era para ver, que neste ambiente apertado não poderia ser melhor.

 

As 19.30 encostamos na areia do porto de Manaus. O rio que na minha estadia em abril chegou até o cais numa altura de 6-7 metros agora lá embaixo, com carros e caminhões circulando entre o cais e a água.

Juntamos 4 pessoas para achar um hotel barato e bom. O meu amigo de Maringá, vendedor de peças de madeira para picolés, churrascinhos e outros era entre eles. Ele queria abrir novos clientes em Manaus. Nos cais muita discussão sobre o caminho de tomar. Eu me lembrei vagamente o caminho para a Pensão Sualista e pensei de ir para lá. Separei-me do grupo e passando no lado do mercado comecei subir. Era escuro e vi nenhuma pessoa. Passei por um jardim e veio um rapaz, pediu dinheiro para indicar o caminho, voltou e chamou um carro, comecei andar mais rápido suando muito. Entrei na primeira rua depois do parque, não era este, mas vi 100 metros na frente o Hotel Ideal, conheci este do Guia Lonely Planet, aliviado fui para lá. Antes deste o Hotel Jangada com pessoas sentadas na frente tomando cerveja. Vi o pátio interno, perguntei o preço, 35 Reais s/café de manha a recepcionista chamou o dono e ficou por 30 Reais. Depois fiquei sabendo que o hotel Ideal cobrava 40 Reais c/café e no outro lado o hotel Boa Vista com muitos mochilleiros estrangeiros entre 20 e 35 c/café. Todos na Rua dos Andrades, 300 metros do porto, 800 do Teatro.

O meu quarto era bonito, ar-condicionado, TV á cabo, geladeira e banheiro privado. Tomei uma ducha, trocei a roupa e sai para sentar lá fora e tomar também uma cerveja. Que surpresa, os meus amigos da viagem estavam todas lá, subiram pelo outro lado e ficaram no hotel Boa Vista. Muita conversa após esta aventura, tomando cerveja geladinho. Chegando no quarto liguei a TV, este abriu com o canal de sexo, ficou este mesmo, era bom para pegar no sonho.

 

9°-10° dia, 19-20/10 quarta/quinta: Manaus.

Lavei as minhas camisetas, 100 % poliéster, leves, suando não grudam no corpo, comprei na C&A, linha ACE, fácil de lavar, sem necessidade de passar com ferro, secam em 2-3 horas. Tinha também levado 2 cabides, estes de arame revestido das lavanderias, para pendurar as camisetas para secar. Tomei café de manha muito bom com suco de laranja num café saindo do hotel para a direita no cruzamento. Jantar e almoço self-serfice do hotel, 4 - 6 Reais sem bebida.

 

Mas para já peguei um ônibus para a rodoviária para saber onde fica a saida dos bus para Boa Vista. Tem 5saidas/dia para Boa Vista, tempo 12 horas, 80,30 Reais.

Comprei para Sexta para as 10.00 horas. Tem saídas diárias diretas para Santa Elena, Ciudad Bolívar e Caracas. Mas queria viajar durante o dia para ver a paisagem e queria ver Boa Vista.

Andei de volta a pé até o Amazonas Shopping, é longe, mas fazia bem andar um pouco após 5 dias num barco. Comi no shopping, crepe com mussarela e presunto, dois copos de chá mate-leão, 10 Reais. Comprei iogurte e chocolate para abastecer a geladeira do hotel. Às 15.00 horas cheguei ao hotel, tomei uma ducha e descansei 2 horas.

Depois desci até o Porto, tirei fotos do Porto e do rio Negro com um céu azul/rosa iluminado pelo por do sol. O que acho bonito nas viagens que faço é chegando num lugar onde já estive tem sempre gente se lembrando de mim e me cumprimentam com um grande sorriso, era aqui no Porto e mais tarde em Lima, Copacabana e Santa Cruz.

No Porto o navio de luxo (acho espanhol - veja no álbum das fotos) todo eluminado, uma coisa impressionante para alguém que esta vendo primeira vez um navio deste porte. De volta o amigo de Maringá já estava lá tomando cerveja, já tinha jantado peixe grelhado num restaurante mais par baixo. Estava satisfeito, já tinha aberto 2 clientes. Eu jantei do self-service muito pouco, 4,5 Reais mais a cerveja.

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Huaraz e a Cordilheira branca com o Huascáran, 2° mais alta montanha da América do Sul e mais 30 acima de 6000 metros.

 

Olá pntrs,id="navy">

 

cheguei a Huaraz vindo de Trujillo as 06.00 de manha.

Huaraz esta no meio de um vale de 180 km de cumprimento e variando 6 - 12 km de largura, formado pelo rio Santa. Ao lado deste vale tem num lado a Cordilheira negra com picos acima de 5000 metros, mas sem neve, explicaram por causo dos ventos do vale que se encontram com os ventos do mar acima deles, no outro lado a Cordilheira branca. Imagine num espaço de 180 x 20 km existem 37 picos acima de 6000 metros e perguntei duas vezes e confirmaram mais de 6oo entre 5000 e 6000 de altura. Entre eles, já sabes o Huascarán o 2° mais alta da América Latina.

Imagine os Alpes na Europa o pico mais alto o Mont Blanc, com 4880 metros de altura.

Infelizmente os picos eram sempre cobertos de nuvens nos 2 dias e 2 noites que passei lá.

Fiquei no Hostal Império, Jr. La Mar 520, 200 metros do terminal, 200 da praça de armas, num prédio novo. Paguei só 15 soles, mas acho só porque estava já decidido por um outro e mudei a idéia. Fique no 3° andar com vista fantástica para a Cordilheira branca. (pntrs, acho o preço normal deles deve-ser 25 Soles).

 

(pntrs, cheguei Sexta de manha as 06.00 e fui as 08.30 com a excursão conforme segue. Fiquei Sábado em Huaraz ver a cidade, o mercado enorme e esperando que as nuvens vão embora para ver a Cordilheira branca do ponto mais alto da cidade, mas as nuvens só foram embora domingo, dia de minha partida as 09.30 com Moviflor, 25 Soles para Lima. Huaraz foi quase toda destruído no terremoto de 1970, portanto não restou nada da bela cidade antiga, a praça de armas com prédios novos).

 

Comprei na agencia dentro do Hostal a excursão de um dia, 35 soles + 5 para entrar no parque nacional. Seguimos 80 km no lado da Cordilheira branca do rio Santa e voltamos no lado da Cordilheira negra. Passamos por Yungay cidade no pé do Huascarán com 25000 habitantes que em 1973 segundos após um terremoto foi atingido por uma avalanche de neve, gelo, terra e pedras enormes se soltando do Huascarán. Milhões de toneladas que cobriram a cidade toda com 4-7 metros de altura. Morreram todos soterrados, nunca se tentou de tirar eles, uma tarefa impossível. Ficou declarado cemitério sagrado.

Subimos com vistas fantásticas até a entrada do parque, lá dentro visitando uma lagoa azul com as montanhas à volta.

No dia de ir embora levantei olhei para fora e vi as montanhas sem nuvens fiquei encantado e esta vista bonita acompanhou-nos dentro do bus para Lima. A ultrapassagem da cordilheira negra outra cenário para não perder.

 

Se tem mais peguntas, só perguntar.

Abraços Dieter

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valeu pelas informações dieter..

e ai, vc ta planejnaod fazer o relato dos outros dias da viagem?

faz ai.. hehehe

valeu, um abraco

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Caro Dieter !

 

Teria alguma informaçao a respeito de:

 

Question 1)

È possivel fazer tour from : Boa Vista - Guiana (Georgetown) - Suriname (Paramaribo ) - Gna. Francesa ( Calena) - Amapá ( Macapá) - to Belém .

Caso seja possível , qual é o sentido mais conveniente :

From Boa Vista to Belém, ou

From Belém to Boa Vista ?

Poderia me informar tbm qto aos vistos?

 

Question 2)

È possivel programar alternativa para Canal do Panamá from Colômbia ( Medellin ou ... ?

Muito Grato !

Aristeu

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Olá Aristeu,id="navy">

 

obrigado pela sua mensagem.

Eu estou planejando de ir em Abril de SP - Rio Madeira - Manaus - Boa Vista - Guayana - Suriname - Guayana Francesa - Macapá - com balsa p/Belém - São Luis - descansar numa boa praia do Nordeste - SP.

Total aprox. 36-38 dias.

 

Ainda não escolhi a praia, conheço fora de Recife e Salvador nada lá acima. Queria uma pequena cidade numa praia tranqüila. Tem uma sugestão?

Referente o caminho acima, me aparece mais pratico, do que o contrario, mas não tenho explicação plausível.

Você ia sair de onde?

 

Fiquei surpreendido, mas com passaporte alemão preciso visto para Suriname. É caro e complicado. Todos os outros países da Comunidade Européia precisam também, até os Estados Unidos. Brasileiros não precisam.

Mas Brasileiro precisa para a Guayana Francesa. Deve pedir na Embaixada da França, não sei se Consulado serve.

Item 2.,

Nos mapas que tenho encontro nenhuma estrada de Colômbia para Panamá. Tenho bons mapas e um Guia novo para América Central/México, nos mapas deste também nenhuma estrada para Panamá.

Para já só com avião da Copa Airlines, por exemplo, de Cartagena para Panamá city,

ou com barco expresso de Cartagena.

 

Estou estudando esta questão 2 para uma das próximas viagens, talvez já em Nov./Dez. Mas primeiro estou aguardando de receber a minha aposentadoria de Alemanha.

Se consegue encontrar um outro caminho de Colômbia para Panamá, pode-me informar?

 

Ainda sobre Visa:id="navy">

Entre no site acima ou em por exemplo na Google colocando Visto Guayana ou Guayana Francesa.

http://www.taca.com/eng/tra/tbef/tbeftimform.asp

 

Cheguei a conclusão,id="navy">

Brasileiro precisa Visto para Guayana - Não

Alemão - Não

 

Brasileiro precisa Visto para Suriname - Não

Alemão - Sim

 

Brasil. precisa Visto para a Guayana Francesa - Sim

Alemão - Não

Confirma isso ?

Abraços Dieter

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Oi Pombo, como tá a viagem? Se tem como vc me dar uma ajuda, nao consegui achar nas agencias os precos de onibus Cartagena-Caracas... vc sabe alguma coisa? E outra... qual o valor mais barato Caracas-Manaus?

Dos expressos Cartagena Panamá vc viu alguma coisa de preco?

Boa viagem

Anna

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Alguem sabe se dá pra ir de Ciudad Bolivar até Colombia, ou tem que passar por Caracas? Sabem o valor da passagem Boa Vista-Ciudad Bolivar?

Anna

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Boa Vista até Colômbia.id="navy">

 

 

Olá Anna,id="navy">

 

Eu fui conforme meu diário acima de Manaus até Boa Vista 80,30 Reais, de Boa Vista até Santa Elena com táxi de lotação 25 Reais (o bus ia custar o mesmo). De Santa Elena fui via Ciudad Bolívar até Puerto la Cruz, 50 000 Bolívar (50 Reais).

Têm Ônibus diário direto de Manaus para Santa Elena, Ciudad Bolívar, Puerto la Cruz e Caracas. O preço deve-ser a volta de a volta de 180-190 Reais até Caracas.

 

Se você vai até Puerto lá Cruz como eu, de lá pode ir até Caracas ou Mérida ou Maracaibo. Os Ônibus para Mérida e Maracaibo direto passam também pelos dois terminais de Caracas, o terminal Oriente, com saida dos bus para a parte leste e o terminal Bandera com saida dos bus para a parte oeste como Mérida etc.

 

Partir de Puerto la Cruz posso só escrever sobre a viagem via Mérida para a Colômbia, mas como não vi Ônibus direto de Caracas via San Cristòbal para Colômbia, também não deve existir Ônibus direto via Maracaibo e Paraguaipoa para Colômbia. Também conforme a organização na fronteira, não credito, que existe Ônibus direto. Em ambos os casos os postos da policia na fronteira seja no lado de Venezuela como no lado da Colômbia não estão diretamente na fronteira.

 

De Puerto la Cruz para Mérida são conforme o bus 50 000 - 70 000 Bolivar, portanto 50 - 70 Reais. De Mérida vai até San Cristóbal, 25 000 Bolívar, 25 Reais. Os Ônibus grandes vão só até San Cristóbal. Em San Cristóbal com buseta local 2500 Bolívar até San Antonio, avisa o motorista=cobrador de parar na policia da fronteira Venezuelano.

Você sai e a buseta continua. Entra, mostra o passaporte e vai para uma papelaria comprar selos no valor de 29 000 Bolívar, 29 Reais, volta e entrega os selos e o passaporte é carimbado.

Saindo da policia e virando a esquina tem táxi de lotação que leva você até a fronteira ou como no meu caso até San José de Cúcuta. Éramos 4 pessoas e cada um pagou 2500 Bolívar, 2,5 Real. Era o único estrangeiro, portanto avisa insistindo que você precisa passar no posto policial da fronteira de Colômbia, se não ele passa como no meu caso e tinha de voltar.

 

Antes de chegar a policia pode cambiar Bolívar para Pesos, o táxi parou, porque os outros 3 passageiros também queriam trocar. US $ não aceitam neste lugar, mas pode trocar fácil nas cidades grandes. O taxista falou com os outros que ia me deixar no terminal particular do bus para Bogotá ou no seu caso para Cartagena, porque o terminal oficial de Cúcuta era meio perigoso.

Cheguei às 10.00 horas no terminal, o bus para Bogotá ia as 10.30, mas a diferença horária era uma hora, portanto eram 09.00 horas locais. Como tinha pouco Bolívar na passagem da fronteira, consegui só poucos Pesos. Queria pagar o Ônibus para Bogotá com Visa, mas aceitaram só mastercard com pequeno aumento. Eram 70 000 Pesos até Bogotá, paguei e fiquei com poucos Pesos para pagar um lanche. 70.000 Pesos são aprox. 42 US$ ou 97 Reais. O bus foi as 10.30 e chegou no outro dia de manha às 04.00 horas em Bogotá. Paramos em Bucaramanga para jantar, o terminal novo, todo seguro, com Visa tirei no banco automático os Pesos que precisava para jantar etc.

 

Anna olhando para o mapa de San Cristóbal ate Cartagena deve-ser o mesmo preço para o bus.

Portanto a volta de 42 US$.

 

Anna acima numa resposta minha anterior já falei sobre ter atenção e não passar a fronteira sem carimbar o passaporte quando os postos da policia estão afastados da fronteira. Na Colômbia querendo sair eles desconfiam que entrou por meios obscuros, a multa é grande e a demora para esclarecer o caso também. O Mathias da Alemanha explicou-me os problemas que ele teve. Disse, ninguém parou então também fui.

 

Abraço Dieter

  • 5 meses depois...
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Oi Dieter,

 

Muitos parabéns pelo seu diário aqui, que bonita viagem.

 

Caso quero chegando em Santa Elena fazer o trecking para a monte Rouraima, quantos dias/noites isso demora? Quantos Reais custa? Barraca e colchão estão incluídos?

Walter

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Diário de SP - Amazonas - Islã de Margarita.

 

spamazonas6pasessp0820aq.jpg

 

Olá mochileiros,

já sabem, que o meu roteiro completo foi depois da Islã de Margarita - Puerto la Cruz - Coro - Barinas - Mérida - S. Cristobal - Bogotá - Quito - Coca no rio Napo - Quito -Cuenca - Trujillo - Huaraz e a Cordilheira branca - Lima - Arequipa - Canhon de Coca, o mais fundo do mundo - Puno - Copacabana - La Paz - Santa Cruz - Trinidad, rio Mamoré - Santa Cruz - Chaco de Paraguay - Asuncion - Cidade de Leste entrando á pé pela Ponte de Amizade em Foz de Iguaçu. De volta no Brasil, após um total de 58 dias.

 

Gastei 1409 US$. Mas não fiz o trecking de 3 dias ida e 3 dias volta para o Monte Roraima e não visitei o Angel Falls no Auyan-tepui - porque não? Estou escrevendo mais adiante.

 

Escrevo sobre esta primeira parte, porque sei que é o desejo de muitas saber como chegar de Porto Velho até Manaus e de lá para a Gran Sabana, o tepui Monte Roraima e os Angel Falls no Ayuan tepui e finalmente na Costa Venezuelano com muitas praias paradisíacas.

 

1°-3° dia, 11-13/10 terça/quinta: SP - Porto Velho.

Eu já tinha me informado, o bus sai diariamente, custo da passagem 225 Real. Saindo do terminal Barra Funda para uma viagem de 50 horas. Pedi por telefone o envio do bilhete para casa e paguei mais 10 Reais, portanto total 235 Reais. Tinha escolhido o lugar no lado direito, 3° fila na janela.

Fui com táxi de aqui em Moema até a estação do metro Santa Cruz e de lá fui com o metro até Barra Funda. Cheguei já uma hora antes da saida do bus às 17.00 horas. O bus estava no maximo 1/3 ocupado.

Como sempre após ter planejado uma viagem deste e o nervosismo referente as coisas que vou ver e o que pode acontecer, fico tranqüilo e relaxado, gostando esta primeira parte, viajando num ônibus limpo com ar-condicionado. Gosto estas viagens longas, olhando para fora da janela vendo a paisagem por horas, sem pensar nada. Consigo dormir bem no bus.

Até Jataí aonde chegamos no 2° dia, a estrada tinha muitos trechos ruins, o bus às vezes passou na beira ou às vezes no lado contrário da estrada. Carros ultrapassaram em trechos bons, mas em trechos ruins o ônibus os ultrapassou, arriscando mais.

Em Jati, parada as 11.30 para almoçar. Depois Jati mato baixo, pastagens e cada vez mais campos cultivados. Estrada reta sem curvas. A terra aparece bem fértil, e não tem tanta erosão como se poderia ver antes. Gostoso ver os campos cultivados às vezes com filas de arvores dividindo culturas diferentes. Um transito pesado de caminhões indo e vindo de Cuiabá.

 

Entrando na Rondônia o ar mais pesado, queimadas e nuvens de fumaça às vezes mais perto às vezes mais longe.

 

 

3° dia, 14/10 quinta: Chegada em Porto Velho as 19.30, uma hora a menos do que em SP, portanto são 18.30. Já esta começando ficar escuro. Com táxi, 10 Reais para a Pousada de 7, rua 7 de Setembro. Pediram 35 Reais, tinham só quartos de casal ainda, mas ficou em 30 Reais, com banho privativo. Que gostoso tomar uma ducha após 50 horas de viagem. Do táxi já tinha visto muitas lojas bonitas e até de marcas com Vitor Hugo. Mas agora saindo da Pousada às 20.00 horas era todo fechado, e sem movimento nenhum.

Procurei um lugar para comer, andei e encontrei nada no centro. Perguntei um taxista onde poderia comer uma pizza boa. Ele disse por 5 Reais vai me levar para uma. Chegamos a uma praça e uma pizzaria a céu aberto. Abaixo de grandes arvores muitas mesas com muito movimento. Escolhi do cardápio uma pizza só precisava saber qual tamanho de pedir p/uma pessoa, quando veio o garçom e disse que por 13 Reais tem rodízio de pizzas. Entrei neste, mas que pizzas gostosas acompanhado de duas cervejas geladas. Mussarela c/Atum, Mussarela de leite de búfalo, Quatro queijos, Queijo com banana doce e canela, Romeu e Julieta com chocolate, Morangos e chocolate.

Chegando ao Porto Velho não podem perder isso, Pizzaria Fibrella, Rua Pinheiro Machado, Rodízio de pizzas e massas. Perto na rua Av. Campos Salles tem o hotel Tia Carmem, talvez melhor do que a minha pousada, com os mesmos preços.

Fui a pé de volta para pousada.

 

4° dia, 14/10 sexta: Porto Velho - barco para Manaus.

Não tinha pressa de levantar, de relatos de viagens na internet já sabia que deve ter barcos quase todos os dias para Manaus, carregando no Porto. Sabia se não estava saindo hoje então no outro dia e neste caso poderia dormir grátis no barco, (não esqueçam pode-se dormir grátis durante o carregamento do barco). Deixei o saco de viagem na recepção e fui ver o centro. As lojas agora todas abertas. A rua tão tranqüila à noite agora com muito movimento, até difícil de andar e algumas lojas com alto-falantes tentando chamar clientes. Não tem muito para ver, é uma cidade pequena, tranqüila. Tirei um foto em frente da catedral e as 12.30 peguei a minha bagagem e fui as 4 quadras devagarzinho até o porto.

Entrei numa praça cercada com portão aberto com vista para o rio, pensei que era o porto, mas era um museu a céu aberto com as trilhas, locomotivas maria-fumaça bem velinhas, vagões e um galpão com maquinas para reparar locomotivas, todo bem cuidado. Era um pedaço da estrada de ferro Rio Mamoré - Rio Madeira. A grande idéia de ligar o rio Mamoré e Beni da Bolívia ao rio Madeira até onde esta hoje Porto Velho.

O rio Mamoré é afluente do rio Madeira em Guarajá-Mirim. Como o trecho do rio Madeira entre Guarajá-Mirim e San Antonio, 7 km antes de Porto Velho tem muitas cachoeiras os barcos e lanchas que chegam da Bolívia não podem seguir viagem. Portanto fez-se a estrada de ferro entre 1907 e 1912, para levar as riquezas de mineiro e borracha que chegaram de barco até Guarajá-Mirim, com trem para Porto Velho ultrapassando o trecho do rio Madeira com cachoeiras. Em Porto Velho iam continuar com barco até o Amazonas e ao Atlântico. Gastaram fortunas em dinheiro a maioria capital estrangeiro e por cada dormente colocado a vida de um homem. Nunca chegou de funcionar em plena capacidade. Mas a historia a volta desta ferrovia é cheio de mitos e aventuras.

Um rapaz chegou e perguntei-o como ir para o porto, não precisava sair do museu, ultrapassamos o galpão e no outro lado mais cem metros estava no porto. O rapaz carregou a minha bagagem e dei 3 Reais a ele.

Outro rapaz chegou e me informou sobre os barcos que iam hoje e quais amanha. Para hoje tinha só um as 14.30, portanto acima da hora. Era o ALMTE. MOREIRA IV. Paguei 120 Reais, incluído o café de manha e mais 2 refeições/dia e acho com a comissão para o rapaz. Perguntei alguns pagaram 100 outros 120 como eu. Mas come era pouco antes da partida era todo muito movimentado e tinha agora outra coisa para resolver, achar um lugar para a minha rede. Subi para o deck dos passageiros e suas redes penduradas. Todo cheio, mas enfiei a minha rede encostado apertado nas dos dois lados e um pouco acima deles. Uma outra rede quase acima da minha. Ninguém fica aborrecido de perder desta maneira um lugar folgado, contrario ajudam de fixar a rede e sempre com sorrisos. A minha rede é de nylon bem leve, umas 300 gramas e sem fazer volume. Comprei na Praça da Republica em São Paulo.

Eles falaram que agora após fortes chuvas na Bolívia a água tinha parado de descer e o barco poderia ir sem problemas, mas até Humaitá não durante a noite.

Saímos mesmo pouco após 14.30. Passamos por bancos de areia e rochas saindo com os picos fora da água. Curti esta primeira hora no barco. Tempo ameno, tirei a camiseta e sentei no sol fraco coberto por nuvens.

De repente, era 16.30 via-se de longe o céu ficando preto, muitas relâmpagos e trovões, areia levantado dos bancos de areia pelos ventos que apareciam de vir de todos os lados. Soltou-se o barco pequeno e dois rapazes da tripulação saltaram para o rio para trazer o barco de volta. O temporal cada vez mais perto, o barco pequeno indo para um lado e os rapazes cada um para outra. Grandes ondas no rio se batendo uma contra a outra. O barco parou, ouvi eles vão morrer, não agüentam. O barco agora tentando alcançar os rapazes e jogando bóias de salva-vidas para eles. Chuva grossa e areia passando pelo barco. Olhei a volta e vi alguns chorando, outros se abraçando, quase todos com o colete de salva-vidas colocado. Todo isso não demorou mais de dez minutos, de repente um silencio, sem vento, o céu se clareando. O barco foi buscar os dois rapazes, que chegaram exaustos e brancos na cara no barco. O barco pequeno tinha encalhado num banco de areia e um outro rapaz pulou para a água agora calma, para trazer o barco de volta.

Chegando a primeira noite no barco, fui para a rede e dormi logo.

 

5° dia, 15/10 sábado: Chegando a Humaitá.

Acordei, tomei com os outros bolachas com café no restaurante onde cada vez cabiam 12 pessoas.

Fui para a cobertura e encontrei o rapaz com quem já tinha falado no dia anterior. Ele disse que o barco realmente parou nesta noite, começando só andar a volta das 5 horas. O tempo normal de Porto Velho até Manaus é estimado em 3 dias e meio e quarto noites.

Chegamos às 11 horas em Humaitá. Agora poderia ver quantas redes cabem. Entraram mais passageiros. Após um pouco tumulto e a primeira vez uma pequena briga, todos se arranjaram e a tranqüilidade voltou. Tinha o barco da marinha naval encostado, viram todo, mas reclamaram nada.

O rio era largo e poucas vezes surgiram ainda bancos de areia ou rochas no rio. Passei horas sentado e sonhando, o sol fraco filtrado pelas nuvens, todo com um ar de muita paz.

 

6°-7° dia, 16-17/10 domingo/segunda: no rio Madeira para Manaus.

O rio tem um trafego pesado de lanchas enormes, empurrada cada lancha por 2 barcos construídos especialmente para este serviço. As lanchas com até 100 metros de cumprimento transportam petróleo, gás, caminhões completos ou só o cavalo ou só a parte traseiro do caminhão e muitas contêineres. Vê-se que o rio Madeira é um grande corredor de exportação.

Nos lados no mínimo a cada 1000 metros uma casa pobre com a floresta original tirado para fazer espaço para pequenas plantações. Uma vida de subsistência difícil. As casas acima de estacas, para chegar lá a água tinha de subir a volta de 10 metros. O barco pequeno de vez em quando levou passageiros para um povoado maior.

Tinha lido que na época de água baixo vê-se peixes pulando, pássaros e jacarés. Pássaros não vi, só abutres no seu vôo elegante e duas vezes jacarés, um pequeno com a volta de um metro e meio tomando sol na beira do rio e um grande mais ou menos 3metros e meio nadando em direção do barco. Sentindo o barco ou vendo assustou-se e voltou para traz. Todos a bordo ficaram empolgados de ver estes bichos. Às vezes vimos golfinhos cinzentos saltando da água e acompanhando o barco. Mas vi que era difícil para um jacaré vivendo neste ambiente.

Novamente um susto, o barco encostou com o meio numa rocha, aparecia por um segundo que ia parar, olhei e aparecia que o barco estava cedendo no meio uma parte para frente e outra para trás. Começou logo andar mais devagar. Novamente muitas caras assustadas. Acho o tamanho do barco deve ser mais ou menos do de uma caravela portuguesa do fim do século 15. Todo fabricado em madeira e muito forte para agüentar um choque como este batendo contra as rochas.

A única parada era domingo à noite em Manicoré, uma vila maior até com uma praça em frente do rio. Algumas pessoas saíram, inclusive a menina na rede no meu lado. Fiquei com mais espaço, mas só por minutos, entraram mais passageiros e ficou todo como antes. A menina chamava-se Daniela, parecia de ter 19 anos, mas tinha 23, era casado e trabalhava em Porto Velho, agora tinha férias, e o marido estava lá para buscar ela.

 

8° dia, 18/10 terça: Chegada em Manaus.

5° dia no barco. Às 10.00 horas entramos no rio Amazonas. Recepção: Cheiro de fumaça de queimadas lá longe no lado norte do Amazonas. No trecho do Amazonas até Manaus vimos vários vezes o golfinho cor de rosa saindo com a parte acima dele. Não pensei que eram tão grande, os que vimos eram todos grandes e a cor mais para laranja do que rosa e muito brilhante.

Perto de Manaus encostou um barco da marinha naval, encontraram várias irregularidades como excesso de carga e de passageiros e as salva-vidas todas espalhadas e desarrumadas. Bem que as ultimas foram desarrumadas durante o temporal e não arrumado mais. Multa 3000 Reais. Fiquei triste, porque o filho do dono do barco, um rapaz simpático e a tripulação fizeram todo para que temos uma viagem agradável. A comida era sempre de frango, mas feito de várias maneiras. Era para ver, que neste ambiente apertado não poderia ser melhor.

 

As 19.30 encostamos na areia do porto de Manaus. O rio que na minha estadia em abril chegou até o cais numa altura de 6-7 metros agora lá embaixo, com carros e caminhões circulando entre o cais e a água.

Juntamos 4 pessoas para achar um hotel barato e bom. O meu amigo de Maringá, vendedor de peças de madeira para picolés, churrascinhos e outros era entre eles. Ele queria abrir novos clientes em Manaus. Nos cais muita discussão sobre o caminho de tomar. Eu me lembrei vagamente o caminho para a Pensão Sualista e pensei de ir para lá. Separei-me do grupo e passando no lado do mercado comecei subir. Era escuro e vi nenhuma pessoa. Passei por um jardim e veio um rapaz, pediu dinheiro para indicar o caminho, voltou e chamou um carro, comecei andar mais rápido suando muito. Entrei na primeira rua depois do parque, não era este, mas vi 100 metros na frente o Hotel Ideal, conheci este do Guia Lonely Planet, aliviado fui para lá. Antes deste o Hotel Jangada com pessoas sentadas na frente tomando cerveja. Vi o pátio interno, perguntei o preço, 35 Reais s/café de manha a recepcionista chamou o dono e ficou por 30 Reais. Depois fiquei sabendo que o hotel Ideal cobrava 40 Reais c/café e no outro lado o hotel Boa Vista com muitos mochilleiros estrangeiros entre 20 e 35 c/café. Todos na Rua dos Andrades, 300 metros do porto, 800 do Teatro.

O meu quarto era bonito, ar-condicionado, TV á cabo, geladeira e banheiro privado. Tomei uma ducha, trocei a roupa e sai para sentar lá fora e tomar também uma cerveja. Que surpresa, os meus amigos da viagem estavam todas lá, subiram pelo outro lado e ficaram no hotel Boa Vista. Muita conversa após esta aventura, tomando cerveja geladinho. Chegando no quarto liguei a TV, este abriu com o canal de sexo, ficou este mesmo, era bom para pegar no sonho.

 

9°-10° dia, 19-20/10 quarta/quinta: Manaus.

Lavei as minhas camisetas, 100 % poliéster, leves, suando não grudam no corpo, comprei na C&A, linha ACE, fácil de lavar, sem necessidade de passar com ferro, secam em 2-3 horas. Tinha também levado 2 cabides, estes de arame revestido das lavanderias, para pendurar as camisetas para secar. Tomei café de manha muito bom com suco de laranja num café saindo do hotel para a direita no cruzamento. Jantar e almoço self-serfice do hotel, 4 - 6 Reais sem bebida.

 

Mas para já peguei um ônibus para a rodoviária para saber onde fica a saida dos bus para Boa Vista. Tem 5saidas/dia para Boa Vista, tempo 12 horas, 80,30 Reais.

Comprei para Sexta para as 10.00 horas. Tem saídas diárias diretas para Santa Elena, Ciudad Bolívar e Caracas. Mas queria viajar durante o dia para ver a paisagem e queria ver Boa Vista.

Andei de volta a pé até o Amazonas Shopping, é longe, mas fazia bem andar um pouco após 5 dias num barco. Comi no shopping, crepe com mussarela e presunto, dois copos de chá mate-leão, 10 Reais. Comprei iogurte e chocolate para abastecer a geladeira do hotel. Às 15.00 horas cheguei ao hotel, tomei uma ducha e descansei 2 horas.

Depois desci até o Porto, tirei fotos do Porto e do rio Negro com um céu azul/rosa iluminado pelo por do sol. O que acho bonito nas viagens que faço é chegando num lugar onde já estive tem sempre gente se lembrando de mim e me cumprimentam com um grande sorriso, era aqui no Porto e mais tarde em Lima, Copacabana e Santa Cruz.

No Porto o navio de luxo (acho espanhol - veja no álbum das fotos) todo eluminado, uma coisa impressionante para alguém que esta vendo primeira vez um navio deste porte. De volta o amigo de Maringá já estava lá tomando cerveja, já tinha jantado peixe grelhado num restaurante mais par baixo. Estava satisfeito, já tinha aberto 2 clientes. Eu jantei do self-service muito pouco, 4,5 Reais mais a cerveja.

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