Ir para conteúdo
Lammarr

Peru Pacífico - 9 dias - Lima/Ica/Nazca/Cusco

Posts Recomendados

Peru Pacífico :D

Olá! Antes de tudo queria agradecer muito muito mesmo aos administradores, colaboradores e todos os participantes do mochileiros q de alguma forma me ajudaram para organizar essa viagem. Em especial ao Lico, a Samanthavas e o Rodrigo e a Gi, que me ajudaram de forma direta. Conforme prometido, aqui vai minha contribuição, baseada em minha vivência com minha filha no Peru durante 9 dias. Adoramos demais! Eu e minha filha Sarah. Aliás, essa viagem foi o presente de aniversário de 15 anos dela. Isso, ela não quis festa, quis ablar español, porque estuda espanhol. Como estou começando o relato pelo fim, já que tudo já passou, tenho que dizer que foi um sonho! Os lugares maravilhosos, o povo peruano é super atencioso, a comida gostosa, menos aquele danado daquele rato, não achei q eles (os peruanos) eram burros, como vi em um relato ou outro, talvez a pessoa q falou fosse inteligente demais. São muito carinhosos conosco brasileiros, os taxistas um show à parte... Bom, mas aos poucos vamos contando...por hora...vamos ao Senhor Relato.

DIA ZERO – Antes da Viagem

O mochileiros.com

Como não sou muito de planilhas, vou dar minha contribuição à minha maneira, ou seja, não faço a menor idéia. Os Senhores Adminstradores, por favor, me avisem se eu errar. Das coisas que considero importante quando acordo e vou trabalhar, uma vital é tomar café, eu sei, muitos não gostam, mas se eu não tomar café, não acordo, vou dormindo. Da mesma forma, hoje, o que considero essencial antes de fazer uma viagem é ler os tópicos do mochileiros.com... Sem pieguice. Mas não é entrar num tópico, ir para a última página e fazer perguntas. Acredite, leia os tópicos de seu interesse por inteiro. Anote tudo numa agenda. Quando acabar aqueles que te interessam e que tem a ver com sua viagem em específico, leia outros também. Nunca me senti tão seguro numa viagem (ao exterior nem se fala) como a que fiz agora a pouco ao Peru.

Passagens de avião

Se vc não tem milhas, ou milhagem, ou dinheiro mesmo, pesquise com bastante antecedência. Eu usei uma mistura de dinheiro, cartão de crédito, discussão com minha ex , milhas e até hoje não sei ao certo como ficou isso. Prejuízo, talvez. Mas, à época (dezembro) a passagem mais barata foi a da Taca. Uma São Paulo-Lima-Cusco ida/volta por adulto saiu por US$499,00, caro né? Mas antes havia pesquisado (outubro ou novembro) e tinha achado por US$343,00 (isso, ida e volta). Mas quando vi esse preço meu queixo caiu, meus olhos esbugalharam e...bom...no outro dia, quando voltei ao normal, a passagem tinha mudado de preço. Sobre a Taca, me parece ser uma companhia que está entrando aos poucos na América do Sul (é da Am. Central), ou seja, comendo as beiradas da Lan. Nos aeroportos do Peru a Lan tem 5, 10 guichês, e a Taca pede emprestado um para os seus vôos. E, as vezes, vc vai para um portão de embarque e eles mudam, de repente, para outro. Fora isso, os aviões são os A320, sem maiores problemas de espaço na classe econômica. Tem espaço na classe econômica? Se eu pudesse escolher, na próxima iria de Lan. Ah, comprei com “multiplos destinos” ida SP-Lima dia 04/02, Lima-Cusco 05/02 e Cusco-SP 12/02. Como houve aquela calamidade de chuvas em Cusco, cidades vizinhas e na linha de trem para Machu Picchu eu me dei mal. Fui obrigado a mudar os dias (não se pode mudar os destinos). Ficou assim: SP-Lima 04/02, Lima-Cusco 11/02 e a volta Cusco-SP para 12/02, com 12 horas de conexão em Lima (tempo para dar umas voltinhas a mais por lá. Então, com o apoio das pesquisas no mochileiros e dos amigos dos daqui, mudei a viagem de rumo, pois, à princípio só iríamos à Cusco e Mapi e ficaríamos um dia em Lima. Com a mudança ficou dias 4 e 5 em Lima, 6 7 e 8 em Ica (nos alojamos na Laguna Huacachina e fizemos os passeios às Islas Ballestas, sobrevôo às linhas de Nazca, passeio de bugre no deserto com sand boarding e... Bom... Eu explico depois. Dias 9 e 10 de volta à Lima, dia 11 e manhã do dia 12 em Cusco, com volta à Lima à tarde para voltar pra casa. Para mudar o dia de saída de Lima à Cusco (do dia 5 para o dia 12) paguei US 55,00 (para cada passagem). Só mais uma coisa. Eu comprei as passagens pela Decolar (http://www.decolar.com.br). Bem, eles anunciaram q dividiriam a passagem em até 5 vezes. Não aconteceu. Eu comprei esse trecho (SP-Cusco) no cartão de crédito. Deu certo, mas dias depois eles enviaram um e-mail informando q a empresa aérea não aceitaria dividir. Moral. Tive que pagar de uma só vez. A propaganda não foi correta (enganosa né). Depois, quando tive q mudar os dias, como disse, eles me cobraram US$ 250,00 para fazer o que eu paguei US$ 110,00 fazendo direto, por e-mail (acredite) com a Taca. Portanto, não recomendo. O cômodo pode se tornar incômodo.

Autorização de Viagem para menor

Se for viajar com menores, fui com minha filha de 15, é preciso fazer essa autorização. Bom, nos aeroportos tem os Juizados, onde vc pode solicitar (mas acho q o trabalho é o mesmo). Então, pesquisando, fiz eu mesmo, levei no cartório onde se deve reconhecer firma. Peraí, menor viajando só (adolescente) precisa que nessa autorização conste os dados da mãe e do pai e ambos precisam reconhecer firma (assinatura) em cartório. Menor viajando com um dos pais basta que o que o for ficar faça o mesmo. Essa autorização tem que ter a foto do menor. Ela é recolhida logo quando vc sai do Brasil, pela Polícia Federal. Caso queiram, tenho um modelo, pode pedir pó MP ou e-mail [email protected]

Vacina contra febre amarela

Nos aeroportos brasileiros tem-se postos da Anvisa, mas não é lá que se vacina. No mínimo 10 dias antes, deve-se procurar o posto de saúde mais próximo de sua residência, solicitar a vacina e se assegurar que a enfermeira coloque em seu cartão de vacina o local, a data e o número do lote da vacina. Com isso, vc deve acessar o site da Anvisa pelo link http://www.anvisa.gov.br/viajante/ fazer seu pré-cadastro e, só depois, seguir até o aeroporto com o cartão de vacinação. Lá um agente da Anvisa vai emitir o Certificado Internacional de Vacinação, que é o que vc precisa para a viagem. Nunca me pediram isso lá no Peru, mas tenho certeza que se não tivesse levado me pediriam.

Passaporte

Para o Peru, como sabem, não é preciso, mas, sinceramente, se puder leve-o, ou faça-o, ou outro “o” qualquer, pq é um documento próprio para estrangeiro (e vc vai ser um) em alguns lugares é mais seguro para os Peruanos o Passaporte, mas calma, eu sei que não é obrigatório, só facilita.

Seguro Viagem

Tb não é obrigatório para o Peru, mas segui a amiga Samanthavas aqui do site e fiz pela GTA. Lá tem várias opções de todos os preços. O site é http://www.seguroviagemgta.com.br/ quando fiz tive q ligar no tel da minha região, Brazólia. Mandei dados por e-mail, depositei na conta deles o valor e, acredite, deu tudo certo, no mesmo dia eles me enviaram o Voucher (comprovante não é mais fácil?). Detalhe, só fiz pra minha filha, se eu precisasse...unhum.

Bom, ainda estou juntando a papelada, mas tenho muita coisa pra passar. Lugares, preços e tal. Vou passando ao longo dessa semana, pq meus dias de férias se foram e já voltei a trabalhar, mas assim q puder continuo.

Abraços.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Opa...

 

super ancioso pelo seu relato!!! é praticamente minhas férias em agosto!!!

 

Abraço!

 

Eita fhmartins, tem muita coisa pra contar. Qualquer coisa é só perguntar q no q eu puder eu te informo ok. Ah, eu acrescentei algumas coisas q tinha esquecido na msg anterior. Sou lerdo.

 

Abraço.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

DIA zero vírugla cinco – 03/02

 

Bom, como saímos de Brasília, e como havia comprado as passagens BSB-SP separadamente das outras, usei milhas né. Assim chegamos em Guarulhos/SP de madruga (do dia 04/02), o voo para Lima só sairia 07h30. Aproveitamos para fazer uma viagem ao redor do aeroporto (dava pra escrever um livro). Dica, nos aeroportos tudo é caro. Lá tem um hotel (dormitório), o Fast Sleep, site http://www.fastsleep.com.br caso seja necessário, para quem é de fora, é uma opção, mas eu e a Saa resolvemos explorar o aeroporto, ou, economizar, dá no mesmo. Não, explorar é melhor. Para quem se interessar, lá tem aqueles lugares para plastificar as malas, chama-se Secure Bag, eles plastificam, colocam selo de segurança e tals por R$ 30,00 cada bagagem. Também não usamos isso. Eu levei uma cargueira de 75 litros e uma bolsa de viagem, dentro dessa tinha outra, para as coisas que iríamos trazer. Bom, não coloquei cadeado em nada. As malas foram e voltaram sem problema, inclusive, quando voltei de cusco eu fiz o check in bem antes do horário e eles tiveram que revistar a bagagem. O cara revistou e achou um Nintendo DS que tinha comprado pra minha outra filha. Fiquei meio pé atrás, achando que o aparelho poderia sumir no caminho de Cusco para Lima. Nada disso, foi são e salvo. Por volta da 05h, nós fizemos o check in. Às 07h30 lá íamos nós para Lima, finalmente, naquele momento me lembrava dos relatos emocionados daqui. Foi uma felicidade muito grande, um sentido de meta atingida! Alegria! Alívio! Mas aí lembrei que tenho pavor de avião e que seríam 4h30 de voo. Droga. Estragou tudo. Mas tudo foi mais tranquilo do que eu pensava, não teve solavanco. Ainda fomos brindados com a linda paisagem dos andes peruanos no caminho. Como diz a Saa, só o ouro. ::hein:

 

DIA 04/02 – Lima.

 

Chegamos em Lima por volta de 11h (horário de lá né). Bom, aqui entrou em ação os conhecimentos mochileiros. Eu levei dólares, tudo enfiado no...aquele cinto que vc coloca sob a calça. Coloquei o dinheiro, US 2.000,00, na verdade, US$ 500,00 eram pra comprar um Nintendo DS pra minha outra filha e uns trecos pra PC que eu precisava. Então, foram US$1.500,00. Eu levei tudo separado de 500 em 500, em zip bags, aquelas embalagens plásticas com lacre. Mas no final enfiei tudo lá mesmo, no cinto. Aquela coisa ridícula, mas eficiente. Não tive problema com segurança, não me senti inseguro em momento algum. Olha, sobre o dimdim, esses US$ 1.500,00 deram de sobra, e ainda compramos muitos presentes, pra muita gente. É claro que eu tinha a segurança do cartão tb, mas não precisei usar. Além do mais, deixei de economizar em muitas coisas, por ser um momento muito especial, já que era aniversário de 15 anos da minha filha. Tenho certeza que US 1.000,00 para uma pessoa por 10 a 12 dias no Peru dá tranquilo, talvez até menos, desde que a pessoa não exagere. No aeroporto, passamos pela imigração, apresentamos os passaportes e declaramos qtos dias ficaríamos lá. O Agente carimbou o passaporte por 20 dias (lembra que eu disse q o passaporte facilita?). Depois passamos pela alfândega. Na verdade, no próprio avião eles te dão dois formulários pra preencher que vc entrega, um na imigração e outro na alfândega. Na alfãndega ninguém conferiu nada. Passamos. Entrei no banheiro e lá tirei os primeiros US$ 100,00 para trocar. Fui até o guichê da Interbank e troquei, a cotação era S$ 2,77 (esse símbolo vou usar pra Soles ok), ou seja, um roubo. Lá fora em Lima achei o dólar à S$2,85, e em outros lugares a S$ 2,95 (como em Cusco, por ex.). Por isso é bom trocar o mínimo possível no aeroporto. Fiz isso e, nunca vi tanto taxista junto assim, era uma alcatéia de taxistas, qdo saímos no desembarque, era uma reca de taxista se oferecendo, tava começando a achar q eu era famoso ou algo assim. Ignorei, saímos do aeroporto. Dica, quando se sai da porta de vidro do aeroporto, vire à esquerda, siga em frente, margeando o aeroporto até chegar no muro, vire à direita e siga reto até uma saída para pedestre, pode até levar o carrinho. Lá vc vai estar na avenida Elmer Faucett. Lá vc pegará taxis à S$ 25,00 para Miraflores, o melhor lugar pra ficar em Lima. Se não, faça como eu fiz. Saímos ignorando tudo q era taxista dentro do aeroporto, quando passamos a porta de vidro, seguimos andando, veio um taxista, falou, não entendi nada, veio outro e eu joguei por cima do ombro, outro, a Saa esquivou, veio outro e eu dei uma pedalada, veio outro e eu ofereci S$ 25,00 e ele saiu reclamando. Chegamos lá fora, na avenida. Ofereci 25 pra mais um, ele disse que ia por S$ 30,00... Cansei. Fomos com ele. Entramos no táxi e ele desandou a falar comigo. Mas fala rápido o menino!! Eu olhei pra ele e fiz uma cara feia esquisita pq não entendia nada, olhei pra baixo pra ver se tinha legenda. Nada. Nem controle remoto. Aí percebi q o meu portunhol tava mais pra porto do q pra nhol. Mas aí interrompi ele e falei q era do Brasil. Sim, pq como sou moreno, eu disfarço bem se ficar calado, eles devem pensar q sou de lá...até eu começar a falar. Aí ele se acalmou. Disse o nome do hotel que queria ir e o endereço e ficou tudo certo. O nome do taxista era Elias, uma simpatia, fui conversando com ele o caminho todo e minha filha se acabando de rir do meu portunhol. Nunca ouvi tanta buzina assim na minha vida. Ah! Sobre a questão de taxis oficiais ou não, confesso que não me ative a isso, mas, sinceramente, andei muito lá em taxis não oficiais e não tive problema nenhum. É o equivalente aqui a deixar de pegar um ônibus e pegar uma daquelas vãs. Além do mais, é complicado identificar os oficiais (q vem com letreiro em cima), pra mim era tudo igual, uma carraiada véia, uma manada de carro véio. Bom... Chegamos ao Hotel Eiffel, que vi aqui. O que vale a pena nesse hotel é a localização. Fica pertinho do shopping Larcomar, uma ótima base. O café da manhã é bem simples. O Senhor Manoel, que nos atendeu lá é gente boa, mas ruim de jogo, não abaixou o preço do quarto, que ficou em US$ 30,00 o quarto duplo, com água quente e janela voltada pra frente. Tinha um mais barato, que era US$ 24,00, mas não tinha janela, ruim. Esse hostel fica na rua Jr Juan Fanning, umas três quadras, seguindo pela avenida Larco, sentido praia ao interior. O site deles http://www.hostaleiffel.com Pois bem, fomos almoçar no Shopping Larcomar, lindíssimo, à beira do pacífico, super agradável. Almoçamos no Otto Grill, eu peguei um bife, anticucho (espetinho) de coração de boi, batata, salada e uma Inka cola média, a Saa a mesma coisa só q frango em vez de bife e coca em vez de inka cola. Os dois ficaram por S$ 42,00. Vamos ver, a Inka cola é muito, muito doce, doce mesmo, doce que só a … Mas não sou a pessoa ideal pra falar de refrigerantes, de cerveja sim. Experimenta ué. Bom, demos uma voltinha ali e fomos descansar um pouco no hotel. À tarde demos uma volta á pé por Miraflores, super seguro. Compramos umas frutas diferentes na rua. Chegamos na carrocinha do Senhor das frutas e, pra variar, passei na frente da minha filha, que fala espanhol, tava empolgado com aquilo, falei, ao meu jeito, que éramos do Brasil e que estávamos querendo provar as frutas dali e...bom, isso é o que eu pensava que tava falando. Quando prestei atenção no homem, ele tava fazendo uma cara mucha esquisita de como se tivesse sentido dor, mas olhando pra mim, a Saa, pra variar, tava se acabando de rir. Eu não gostei nada. Parei. O Senhor desfez aquela cara torta e olhou pra minha filha como que se pedisse ajuda. Aí ela falou um monte de coisa e ele melhorou de vez a cara. Aí fomos conhecer as frutas. Uva não, tem muita lá. Ele falou um pouco sobre futebol, acho q o cruzeiro tinha perdido pra algum time peruano, sei lá. Pergunta pra Saa. Depois compramos a granadilha, que na aparência lembra o maracujá, mas muito mais doce, e a tuna, fruta do cacto, tem um gosto que lembra a melancia, mas muito menos doce. Depois pegamos um taxi... Ah! Taxi... é uma doidura tranquila. Para andar em Miraflores e em volta, praias, bairro churrillo, parque kennedy, etc, paguei de S$ 5,00 à S$ 10,00. Assim, toda vez que for pegar tenha essa base, qualquer coisa abaixo de S$ 10,00 não vai te arrancar pedaço. Se tiver disposição, pechinche. Então, pegamos um taxi para ir á praia, porque Miraflores fica à beira do pacífico, sobre rochedos muito altos (uns 200 metros ou mais) e não dá pra descer às praias à pé, por isso o táxi. Pagamos,dessa vez, S$ 5,00. Lá tomei, finalmente, uma cusquenha... Oh cerveza gostosa viu! Nessas alturas meu portunhol já tava mais adaptado e eu naum precisava mais ler as legendas em baixo dos peruanos, nem dava vontade mais de sacudir eles quando eles falavam demais. Curtimos a praia, porque tava muito quente e o céu limpinho, dizem que é raro isso lá. Entramos na água, bom, até os joelhos, pq, apesar de quente, a água tava gelada. Voltamos para o hotel (taxi S$ 5,00). À noite foi especial, quis presentear minha gatinha com um jantar, digamos, chique. Fomos ao restaurante Rosa Náutica, que fica dentro do pacífico, é mesmo muito lindo. Pegamos um táxi e pagamos S$ 7,00 (a mesma distância do que pagamos 5), mas é assim mesmo, vai da sua disposição de pechinchar. No restaurante, na entrada, tiramos várias fotos, tem umas lojinhas pra gringo na entrada e o lugar é muito lindo, vc tem a impressão de estar entrando no mar, e está mesmo. Sentamos numa mesa à beira da janela. Não, sentamos nas cadeiras e apoiamos os cotovelos na mesa. Pedimos o menu degustação, que são na verdade, vários pratos que eles servem, mas em porções menores, assim vc pode degustar, vários pratos deles, em vez de um só. Bom, esse jantar ficou mais caro, claro. O tal menu degustação para nós dois, ficou em S$ 128,00 (caro, mas se fosse aqui, pelo serviço que tivemos, seria muito mais) e era uma noite especial, comemorávamos meu aniversário e a viagem do aniversário dela. O garçom que nos atendeu foi um doce de pessoa, falamos muito (mais ele do q eu né) sobre o Brasil, sobre a tragédia em Cusco e tal. Eu brinco com essa questão da língua, mas é delicioso vc experimentar uma língua irmã que é tão parecida com a nossa e tão diferente ao mesmo tempo. Sobre a comida, é requintada, mas não foi a melhor que comi lá. Se quer economizar, tire só as fotos. Vale mais pelo lugar, se vê e se sente as ondas batendo em baixo do restaurante, as gaivotas ao lado...muito lindo, vale tb pra quem quer ter um jantar ou almoço romântico. Se eu voltasse lá, não pediria o menu degustação, pediria um prato só mesmo. Se interessar, o site deles é http://www.larosanautica.com Depois voltamos para o Larcomar, pagamos S$ 10,00 o táxi (viu? Mesma distância) foi o povo de lá que chamou e não quis discutir, tava de noite. Fomos ao Larcomar, tiramos umas fotos no anoitecer. Ah! outra coisa que nos valeu foi a dica de ligar à cobrar para o Brasil, assim podíamos ligar de qualquer orelhão, ou do telefone do hotel mesmo. Liga-se 0800 50 190, depois digita-se opção "1" e depois o código da cidade, ex. 061 e o número desejado. Facilitou bastante. No hotel tb tinha TV a cabo, mas minha filha tava doida pra assistir programas em espanhol, fazer o que. Fofocamos. demos gargalhadas e descansamos. ::otemo::

 

Bom gente... Vou tentar postar mais coisas hoje ainda, porque to de castigo no trampo e, como hoje é sábado, tá tranquilo e dá pra tentar ficar em dia com o atraso... Mas não falem pra ninguém, por favor. Se não der, volto o mais rápido que puder.

 

Abraços.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Oi Lammarr,

 

Estive no mesmo Hostal em Lima que vc, Hostal Eifel, só que estive em Janeiro dos dias 07 a 10. Gostei bastante.

Minha viagem foi diferente da sua, fizemos Pto. Maldonado/Lima/Huaraz/Lima/Cusco/Machu Pichu/Cusco/Copacabana/La Paz. Adorei tudo, quer dizer tivemos uns probleminhas, mas...

Bem, to juntando coragem pra fazer meu relato...

Estou esperando o seu,

 

Abração! ::otemo::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Oi Lammarr,

 

Estive no mesmo Hostal em Lima que vc, Hostal Eifel, só que estive em Janeiro dos dias 07 a 10. Gostei bastante.

Minha viagem foi diferente da sua, fizemos Pto. Maldonado/Lima/Huaraz/Lima/Cusco/Machu Pichu/Cusco/Copacabana/La Paz. Adorei tudo, quer dizer tivemos uns probleminhas, mas...

Bem, to juntando coragem pra fazer meu relato...

Estou esperando o seu,

 

Abração! ::otemo::

 

Oi licabio, adorei o apelido... É, o Eiffel é legal né, mas uma coisa q a pessoa tem q fazer é olhar o quarto antes de ficar com ele, porque os quartos são todos diferentes. Nossa vc andou hein? Bom, o meu roteiro foi uma improvisação. Na verdade, a idéia inicial era ir apenas a Cusco e Machu Picchu e ficar um ou dois dia em Lima. Mas devido à tragédia das chuvas, que interditou a estrada de ferro e deixou Cusco meio confusa...mudamos. Mas acho q o improviso faz parte de se ser mochileiro né. E quais foram os seus "probleminhas" hein? Fiquei curioso. Quando for relatar não esquece de citá-los, isso ajuda tanto quanto as dicas boas e tal. Cria coragem logo, gostaria de ler. Quanto a mim, como voltei ao trabalho e como moro só...to tentando, só tentando colocar a bagunça aqui em casa em dia, pq troquei o piso qdo viajava e o figura que fez o serviço deixou td de perna pra cima. Aos poucos vou incluindo mais coisas no relato.

 

Abraço.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 05/02 – Lima.

 

Acordamos por volta das 9h30, tomamos o café da manhã do hotel, pão, queijo, presunto, café e chá de folha de coca, que já vinha nos saquinhos de chá. Nada demais. Bom pra quem gosta de chá, melhor em Cusco, onde ele é mesmo necessário. Fomos ao Museu de Oro de Peru. Fica dentro, e não na frente do shopping Larcomar, como li em algum lugar aqui. Pagamos S$ 25,00 por pessoa. O museu é muito interessante, na entrada eles te recepcionam, te dão uma espécie de fone com um aparelho com gravações. Vc vai entrando nas salas e à cada sala, cada vitrine, vc vai ouvindo a história de nossa civilização pré-colombiana. Lá se pode contemplar as armas do povo de Nazca, dos Inkas, além de instrumentos musicais, instrumentos de rituais, as máscaras fúnebres, coroas, jóias, etc. É muitíssimo interessante. Lá se descobre que aqueles povos eram organizados, sistemáticos e, acima de tudo, não eram adoradores do sol, da lua, das águas, etc, ao contrário, eles os respeitavam, porque sabiam do valor que eles tem. Bem diferente de nós ocidentais, que até hoje ainda não descobrimos isso. Mas vou poupá-los de minhas considerações particulares sobre as civilizações pré-colombianas e seguir com o relato. Essa visita leva um bom tempo pelas salas do museu. Caso queira, o site deles é http://www.salamuseo.com Quando saímos já era hora do almoço. Fomos almoçar na Herradura (ferradura, espero ter escrito certo), copiei a idéia do Lico daqui do site e adorei o rango. É uma localidade à beira mar, no bairro chamado Churrillo. Tem vários restaurantes um do lado do outro. Escolhi o Herrabar, com a ajuda do taxista, que saiu gritando onde era o restaurante Herradura até que falaram que era Herrabar. Ah! Esse táxi do Larcomar até o Herradura custou S$ 8,00. No Herrabar, pra variar, sentamos no terraço, vista legal, veio a garçonete. Eu peguei o menu e falei uma meia hora com a menina. Ela coçou a cabeça e eu tive a impressão q ela ia dar com a bandeja que tava na mão dela na minha cara. Aí eu parei. Ela olhou pra Saa. Que coisa, parece q todo mundo sabia q a Saa era a única q falava espanhol ali. De qualquer forma... Foi o chebiche mais farto que eu comi na viagem. Bom, comemos um chebiche misto (frutos do mar e peixe) e um pollo com papas e ensalada (frango, batatas e salada). S$ 45,00 os dois, + uma coca e... 3 cusquenhas, + S$ 18,00. A cusquenha custava S$ 5,00, outros lugares ela é mais cara, outros, mais barata, como no Brazul.. O Herrabar também é tipo uma boate à noite, rola altas salsas e cumbias kkkkkk...aiai... Isso me lembrou, seja lá qual for o lugar q eu e a Saa fomos, todos, sem excessão, achavam q ela era minha namorada... a gente se divertia. Tô podendo hein? Ou talvez pensassem que era algum pevertido, sei lá. Como disse, nesse bairro também fica o Salto del Fraile. É um do lado do outro, mas é bom visitar o Salto, depois ir almoçar no herradura, por causa do trânsito que é tipo sentido único. Sei disso por que fiz o contrário e tive que pagar S$ 5,00 para um táxi dar a volta e nos levar lá. Dava pra ir à pé, mas a gente tava atalopado de comida. O Salto do Fraile é um penhasco, lá eles falam da lenda de um menino e uma menina, que criados juntos, se apaixonaram. Os pais da menina não aprovaram e mandaram o menino à um mosteiro, para se tornar frade. Tempos depois eles passaram a se encontrar onde hoje seria o salto. Lá se podia avistar embarcações bem de perto. Em um dos encontros, a menina não apareceu e o frade, enquanto esperava, observava as embarcações, foi quando ele viu o seu amor em uma delas, sendo enviada ao Chile. Em desespero, o frade se atirou do penhasco, tentando alcançar seu amor, não conseguindo, morreu afogado. Bom, é uma lenda, tem várias versões... Mas é bonitinha a lenda né. ::love:: Lá também tem um restaurante de mesmo nome e aos sábados e domingos tem tipo um self-service, mas já estávamos de barriga cheia e era sexta-feira. Também ouvi do taxista que a comida ali é cara. É um lugar ótimo para tirar fotos. Mas voltemos ao frade, isso, tem um peruano que encena o tal salto do frade lá. Ele espera acumular um tanto de gente, faz sinais, caminha à beira do penhasco, declama palavras de amor, mais sinais... e pula. É legal. O engraçado é a velocidade com que ele volta lá de baixo. Claro, pra garantir alguns soles dos turistas. Coisa esquisita. É outra atração bem interessante. Como é que ele sobe aquelas pedras tão rápido? Eu tirei a foto e qdo tava desligando a máquina, o peruano tava parado na minha frente. Levei um susto. Bom, tiramos fotos nossas e do fraile e pegamos um táxi de volta ao Larcomar (S$ 8,00). O Larcomar era nosso ponto de referência. Depois fomos até o hotel tomar um banho e tal. À tarde, por volta das 17h, fomos ao Circuito Magico de Aguas, que fica no Parque de la Reserva, onde existem várias fontes de água dançante, ou seria fontes dançantes de água? Pegamos um táxi (S$ 9,00). É bom ter bastante moedas para poder negociar o taxi. No caminho, lá fui eu conversar com o taxista. Tava tudo bem até que eu perguntei se o parque era “longe”, eu falei lonrre, em bom espanhol, certo? Errado. Não existe a palavra longe em espanhol, é leros (lerros, algo assim). Isso, vcs já sabem, o taxista ficou tentando adivinhar o que eu dizia e a Saa rindo, até conseguir parar e me dizer a palavra certa. ::xiu:: Quando chegamos ainda estava claro e o parque já estava bem cheio, muitos turistas. Pagamos S$ 4,00 cada entrada. Bom, o parque é lindo, mas deve-se ir ao anoitecer, porque à noite o visual das fontes é incrível. Todas elas são iluminadas. Há uma em que se passa por baixo, como se se passasse por um túnel. Há outra que se pode tomar banho, de roupa, isso. Minha filha ficou brava pq não levamos roupas extras e toalhas. Há uma fonte maior, a principal, nela as águas executam mais de 20 coreografias diferentes, sempre acompanhadas por música clássica, músicas regionais e até a We will Rock You do Queen. Essas coreografias se repetem ao longo da noite, por isso é bom pegar a primeira da noite, pra poder vazar não muito tarde. É muito lindo. Ficamos tão encantados com o show das águas q quando me dei por mim, percebi que o parque tava abarrotado de gente. Muito cheio. Lá pelas 20h30, acredito eu, fomos embora. Bom, fomos ao Larcomar, porque minha filha tinha visto umas bijouterias lá e tal. Aproveitamos e jantamos por lá também. De novo no Otto Grill, gostamos do rango lá. Mas dessa vez pegamos só um especial, em vez de dois, minha filha tava cheia. Esse veio frango, choriço (tipo choriço, mas o nome mesmo é mor...morc...morcelh..ts ah...lembro não), lingüiça de porco, anchicucho, batatas, salada e um tal de taco taco (um arroz amassado com molho e num sei o q lá), que é como extra, tipo qdo a gente pede uma batata a mais no sanduba aqui. Só que o garçom esqueceu de trazer, aí já viu, chamei ele e disse: - Donde esta el tuca tuca? O pobre do menino ficou me olhando assustado e a Saa, já sabem né, tava dando dor de barriga de rir, aí lembrei que era taco taco e o garçom lembrou tb. Como dizia, ainda veio 2 cocas, nada de cerveza. Ficou mais barato, desta vez tudo ficou S$ 37,00, só o especial, sem tuca tuca e as cocas, S$ 23,00. Lá no shopping tem outras opções viu, desde sanduba, até restaurantes mais requintados. Na rua tb pode-se encontrar restaurantes mais baratos ainda, tem os tais Chifas, onde se vende comida chinesa, muita comida e bem mais barato do que pagávamos. Mas, sinceramente, eu como muita comida chinesa aqui em Brazólia, digo, Taguatonga, e as vezes a gente fica cansado demais pra procurar as coisas. Fim do dia, de volta ao hotel.

 

Abraços. Depois continuo com nossa ida à Ica... Ica é uma delícia. ::otemo::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 06/02 – Ica – Laguna Huacachina

 

Como sempre, acordamos sem pressa, lá pelas 9h. Tomamos café, fizemos as malas e nos despedimos do Senhor Manoel e do Hostel Eiffel. Seguindo a dica do Lico, fomos à avenida méxico, onde fica a empresa de ônibus Soyuz, S$ 9,00 o táxi. Lá compramos as passagens para Ica, que custou S$ 32,00 por pessoa. Se for para Pisco custa S$ 27,00. O terminal da Soyuz é limpo e os ônibus saem o tempo todo, por isso não é necessário reservar. Bom, a viagem é muito tranquila, mas como em qualquer viagem de ônibus, vc está com um monte de estranhos, não dá pra adivinhar se todo mundo é gente boa ou se tem bandido no meio. É sempre recomendável ficar atento. Eu tava com um boné que comprei em Lima, me distraí e deixei cair em baixo do banco, só me lembrei dele quando estávamos perto de Ica. Bom, ele desapareceu, bem feito pra mim. As mochilas foram no bagageiro, quando o ônibus parava eu dava uma olhada, mas não teve problema. Chegamos em Ica por volta de 14h, foram 4h30 de viagem. Quanto à comida, dentro do ônibus sempre entram umas senhoras, da própria empresa, vendendo refri, salgadinho, batata frita, sanduba natural, etc. O engraçado é que a cada cidadezinha q passávamos entrava uma senhora, mas eu tava achando q era a mesma, porque elas se parecem muito. Dica, no ônibus não tem banheiro, faça suas necessidades antes. A paisagem fica entre o deserto e as praias do pacífico. Vê-se muitas plantações de batata e muitas granjas. As cidadezinhas entre Lima e Ica são pequenas, sem muitos atrativos e cheias de moto-taxis. Chegamos em Ica, pegamos um táxi, S$ 5,00 até a Laguna Huacachina. Como já dito aqui no site, a laguna é um oásis no meio do deserto. Uma lagoa, rodeada de árvores, restaurantes, lojas diversas e hotéis, além de lojinhas de artezanato, uma biblioteca, onde tivemos o prazer de participar de um sarau. Fica muito próxima de Ica. Caso se precise ir a um mercado maior, farmácia etc, é muito perto. Lá também tem os moto-taxis, aquelas motinhas com uma carroceria, muito engraçadinhas e claro, divertido, diferente e de Ica à Laguna paga-se S$ 3,00 ou S$ 4,00. Bem, ficamos no Hostel Casa de Arena, http://www.casa-de-arena.com/index-uk.htm pagamos S$ 50,00 um quarto duplo (q na verdade tinha 3 camas. Esse hostel é muito legal, bem ambiente de hostel mesmo, tem uma piscina ao centro e os quartos em volta, também tem um barzinho à beira da piscina e uma área comum com TV à cabo. Tem gente de todo o mundo, muito gringo. É simples mas eu gostei. Para quem quer algo mais arrumado (e mais caro), com mais privacidade e tal, tem o Hotel El Huacachinero, www.elhuacachinero.com passávamos na frente dele, o nosso fica do lado. Me pareceu bastante organizado, sério... Sério demais, o Casa de Arena é divertido. Além do mais, acertamos todos os passeios lá mesmo. Tenho a impressão que todos os hostels e hoteis lá fazem os passeios. Depois que nos alojamos no quarto fomos almoçar. Lá tem rango, mas tava tarde e o rapaz que nos atendeu nos recomendou o Casa de Arena 2, que fica no final da rua, lá tem um restaurante-bar-boate, isso depende da hora, muito divertido, quando chegamos tava rolando Bob Marley, o lugar é todo...como eu diria...todo decorado com motivos “jamaicanos”, tinha 3 americanos lá bem alegrinhos com os motivos da jamaica... Se é que me fiz entender, mas o lugar é agradável sim. Logo eles foram embora bem saltitantes. Adorei o lugar. Comemos dois lomos saltados (carne de boi), com batata frita, S$ 11,00 cada. Bebi duas brahmas, S$ 5,00 cada. A Saa tomou coca-cola. Depois fomos ao hostel tomar banho e dar um tempo. À tardezinha fomos conhecer a laguna. Lá tem umas barraquinhas de madeira onde os locais vendem artesanato, colares, pulseiras, etc. Adoramos, bom, aí foi prejuízo, gastamos um tanto de soles na barraca do José, que além de artesão é um filósofo, uma pessoa inteligente, agradável e, claro, vende bem o menino!Compramos muita lembrança pra família. Meu Portunhol? Já tava só o ouro, como diz a Saa. Tava bem quente e a piscina do hostel foi uma ótima idéia. À noite, fechei os passeios que nos interessava. São Eles Islas Ballestas (q sai da cidade de Paracas), passeio de bugue com sandboarding e o sobrevôo nas linhas de Nazca. Tudo ficou, para nós dois, em US$ 200,00, o que é caro aí é o sobrevôo, cerca de US$ 50,00 por pessoa. Inclui táxi ao terminal de Ica e ônibus, ida e volta, além do sobrevôo. Se vc comprar direto em Nazca mesmo sai mais barato, um rapaz que ia sobrevoar conosco, o Samuel, pagou cerca de US$ 45,00...é... ia, pq no final não voamos. Os outros passeios são relativamente baratos. Feito isso, fomos jantar em outro restaurante, q não me lembro o nome, fica no lado esquerdo de quem entra na laguna, o segundo. Eu jantei um lomo saltado, tipo uma carne picadinha com cebola, arroz e, claro, batata. S$ 10,00, a Saa jantou um sanduba, tipo Xtudo, S$ 8,00, bebi uma cuquenha, S$ 5,00. Voltamos ao hostel. Quase todas as noites no hostel tem um churrasco no terraço, parece divertido, o som rola até umas 2 horas da manhã... Foi quando eu conheci duas australianas, q viajavam juntas, o papo tava ótimo, ótimo mesmo... Mas em vez de ir pro churrasco com elas e um pessoal da Colômbia e do Uruguai, fui dormir com meu bebê, Companheiro é companheiro. Lembrando, se quiser algo mais tranquilo, lá não é o ideal. Tchau. Até amanhã!

 

Dia 07/02 – Paracas (Islas Ballestas) e passeio de bugue em Ica.

 

Bom dia. Acordamos bem cedo, não deu tempo de tomar café. Uma vã estava esperando por nós na frente do hostel. Entramos com mais algumas pessoas. No caminho, em Ica, o guia ainda pegou outras pessoas e fomos direto à Paracas. Chegando lá o guia nos encaminhou ao porto, onde havia muita gente aguardando pelo passeio. Compramos a entrada por S$ 2,00 por pessoa. Enquanto esperávamos compramos um sanduíche de batata doce e refri. Como pode alguém fazer um sanduba de pão seco com batata doce no meio? Vai saber. Deu pra enganar o estômago. Veio o guia do barco para pegar os nomes, como eu tava com um colete que tinha a bandeira do Brazul, ele já foi gritando Brasiii!!! Como eu já tava ablando que era uma beleza falei aquelas coisas de sempre sobre pelé, futebol e mulher bonita. Ele tentou cantar garota de ipanema em espanhol e eu me acabei de rir. A Saa me cutucava, mas eu num guentei. E lá fomos nós. Entramos num barco, tipo lancha, grande com muitos assentos, uns 30. Antes o guia nos mostrou um obelisco gigante que fica no alto de um morro no deserto, passamos pelo famoso candelabro, que é misteriosamente gravado na areia, assim como as linhas de Nazca. Depois seguimos para as Islas Ballestas. São várias ilhazinhas rochosas, onde os leões marinhos tiram um cochilo, os pinguins esticam as patas e uma variedade enorme de pássaros soltam o barro. É, o q tem de fezes em todas as ilhas é uma grandeza. Dizem q antigamente os peruanos colhiam as fezes nessas ilhas e vendiam no continente. Por sorte, no caminho, vimos uma tartaruga marinha emergir na água e um casal de golfinhos seguiu as embarcações por um momento. Adorei ver os leões marinhos de perto. Haviam muitos, centenas. Eles fazem um barulho dos diabos, pra quem conhece, parecido com o barulho dos macacos na floresta. Em todos os pontos o guia, com um microfone nas mãos, ia explicando tudo em espanhol e inglês. Confesso q naum entendi p...nenhuma. O som do mic dele tava horrível, meu espanhol uma merda e o inglês dele pior ainda. Mas valeu, tiramos muitas fotos e eu filmei a bicharada tb com minha cam de 7,5 megapixel, pro meu futuro documentário q vou vender pra National Geografic ou pra Discovery, vou pensar. Pra Globo, talvez. Algumas horas depois, voltamos ao porto de Paracas, tinha uns atuns que tinham acabado de chegar, fresquinhos. Como adoro cozinhar, tirei fotos abraçado com os peixes. Lá tem uns peruanos que ficam alimentando uns pelicanos pra vc tirar fotos de perto. Eu não sabia e quando ele jogou comida pro bicho eu tirei foto. Ele falou 10 quilômetros de coisa e eu naum entendi nada. Aí eu dei um sole pra ele e ele se acalmou. Lá também tem uma feirinha razoável de artesanato. Compramos algumas coisas. O guia espera um tempo até todo mundo gastar o q quiser e depois ele nos tange até a van. Voltamos à Laguna. Chegamos na Casa de Arena na hora do almoço e eu já tava ocado. Fomos ao restaurante da maconha de novo, digo, restaurante com motivos jamaicanos. Eu, pra variar comi um lomo saltado, S$ 10,00. A Saa comeu uma salada grega deliciosa, S$ 12,00. Claro, a gente rachou. Descansamos. Piscina. À tarde, por volta das 16h, fomos fazer o passeio de bugue nas dunas. Super!!! Adoramos!!! O passeio é feito no que se chama de bugue, mas aquilo é uma mistura de bugue-jipe-trator-caminhão basculante e aqueles carros malucos do filme Mad Max, com o Mel Gibson, os mais novos não vão lembrar, enfim, são máquinas bem escrotas, rústicas. Fazem um barulho dos infernos! Entramos naquilo, com um grupo de amigos colombianos e uruguaios. Foi muito show! O motorista-guia-piloto eu apelidei de peruano maluco. Aquilo subia umas dunas imensas, de uns 800 metros, quando chegava no alto despencava. O coração queria sair pela boca. Ele ia muito rápido com aquilo. Louco demais! Mas é claro q ele conhece muito bem o lugar e sabe onde anda. Entre uma montanha russa e outra o guia parava para quem quisesse fazer o sandboarding. Foram 3 ou 4 vezes. Cada descida era maior que a outra. Até chegar na última, que era gigante. Eu não fui. Nem um colombiano que tinha tomado todas no dia anterior e quase colocou os bofes pra fora. A Saa, que eu achei q não ia, foi. Na primeira dá pra ir em pé. Mas nas outras as pessoas desciam deitadas. Não acreditei quando vi a Saa descendo aquela duna de uns 800 metros, parecia um foguete. E eu q que pensei q era doido. As dunas são maravilhosas. Uma paisagem rústica, incrível. E à medida que vai caindo o entardecer, vai ficando ainda mais linda a mistura entre o deserto e o céu. Gostamos muito.Ao final, o último rally foi show. Montanha russa perde por muito. Voltamos ao hostel. Tomamos banho de piscina e de chuveiro. À noite fomos dar uma volta na laguna. Oh lagunazinha linda! Estava acontecendo um sarau na biblioteca de lá. Havia vários estudantes peruanos. Eles iam declamando poemas e lendo textos literários. Bom... Sou formado em Letras, sou suspeito né. Gostamos demais. A poesia declamada em espanhol é muito linda. Depois fomos jantar num outro restaurante, que tb é hostel, é o 1º restaurante do lado esquerdo de quem entra na laguna. Dessa vez pedimos um prato de lomo saltado, arroz, salada e cogumelos ao molho branco. Delícia. S$ 30,00 e deu bem pra nós dois. Voltamos ao hostel. Tomei uma cerva no barzinho do hostel e bati um papo com os dois meninos que atendiam lá. Isso. Eu já tava saindo do diálogo monossílabo. Mas as vezes tinha que misturar espanhol com portugues e inglês. Eles gostavam de rock, como eu, aí ficou fácil. Fomos dormir.

 

Dia 08/02 – Nazca.

 

Bom, Nazca foi um pouco decepcionante pra mim, porque não conseguimos fazer o sobrevoo. Por que? Paracas! Acordamos cedo. O guia do hostel nos levou até ao terminal da Soyuz, onde pegamos o ônibus para Nazca. S$ 10,00. Ele pagou, tava no pacote. No caminho, como não tomamos café. Compramos dois sandubas naturais, tipo esses daqui e duas cocas, S$ 7,50. O ônibus demorou um pouco e quando chegamos em Nazca o guia nos esperava todo afobado. Aí voamos até o aeroporto. Chegando lá, também corremos e fomos para o avião, esses bimotores com 4 ou 6 lugares. Adivinha. Quando estávamos taxiando para levantar voo, veio ela, a Paracas! Não é a cidade. Paracas é a tempestade de areia que vem do deserto e cobre a cidade inteira com uma nuvem de poeira. Doido. Em Nazca chove em média 2 horas por ano. É sempre seca. Mas tinha que ter a tal Paracas? Caracas! Pra naum falar outra coisa. Bom, cancelaram o voo. Ainda esperamos um tanto pra ver se a tempestade passava. Nos levaram pra passear um pouco na cidade e depois fomos almoçar. Eu comi o tal lomo saltado. Bom esse tava igual as comidas aqui. Bifão, arroz, batata, banana frita salada e ovo, S$ 12,00. A Saa foi de sanduíche de frango, também tipo Xtudo, enorme. S$ 8,00. O Samuel, que é do RS tava com a gente. Ele viajava só, tem 20 anos, que eu me lembre. Corajoso e com atitude. Falava bem espanhol. Bom, mas mesmo com essa enrolação não deu. A tempestade naum passou. O samuel concordou em fazer o passeio no dia seguinte. Eu e a Saa naum. A Saa já naum tava muito afim de voar naquele aviãozinho mesmo. Moral. Desistimos. O rapaz que nos levou ao aeroporto também era guia. Ele nos fez uma proposta de passeio nos aquedutos de Nazca e nos miradores, além de uma visita nuns amigos dele que mostram, um como era fabricada a cerâmica de Nazca e o outro como era produzido o ouro lá. Esses dois últimos são o que chamo de embromeichon. Não vale a pena. Só pra vender coisas muito caras. Acertamos tudo por S$ 100,00 para dois. Não sei se ficou caro, mas fizemos. Ele é uma pessoa muito educada e sabe tudo da história do povo de Nazca. Pra variar, também adora o Brasil. Os Aquedutos são um caso à parte. Adoramos. É impressionante a engenharia que eles usavam há mais de 2 mil anos atrás para coletar água dos lençóis no subterrâneo. A explicação é longa, da uma olhadinha na net. Depois fomos aos dois miradores. Um natural, uma montanha rochosa, e outro artificial, uma estrutura de ferro, às margens da rodovia. Deles se vê alguns dos desenhos das linhas de Nazca, acho q o macaco, mãos, aranha e num sei q lá mais. Bom, um consolo pra quem naum pôde fazer o voo. Depois, ele nos levou até o terminal, onde ele pagou nossas passagens de volta à Ica. Chegando em Ica pegamos um táxi de volta à Laguna, S$ 5,00 que nos foi devolvido quando chegamos no hostel. Eles também devolveram o dinheiro do sobrevoo. Tudo certo. Descansamos e...sinceramente? Não lembro o que foi que jantamos e me esqueci de anotar. Vou te dizer viu, engordei uns 4 quilos no Peru. Sei que ficamos conversando até. Minha filha é uma ótima companheira de viagem. Super divertida. Conheci ela ainda mais nessa viagem. Ficamos bem mais amigos. Para os papais e mamães e até filhos, recomendo demais fazer uma viagem com parceiros assim, filho, filha, mãe, pai. Tudo de bom. Impagável. Independente do lugar, que valeu muitíssimo a pena, foi a melhor viagem da minha vida.

 

Dia 09/02 – Laguna Huacachina

 

Bom, depois de tanto passear, tiramos esse dia pra ficar de perna pra cima na laguna, relaxar. Pra variar um pouco, fomos a um restaurante tomar um belo café da manhã, ou, desayuno continental, pra ser mais preciso. O desayuno com café, leite, pão, geléia, manteiga, e coisa e tal foi S$ 7,00, a Saa pediu um crepe de choclo (milho) com chocolate, delícia, S$ 7,00. Depois fomos numa lan house pra organizar as fotos e filmagens nos pen drives. Quando chegamos apertei a Saa, pra ela usar o espanhol dela, como sempre fazia, e ela sempre se saia bem. Mas dessa vez ela tava distraída. Chegou no Senhor que atendia e começou a fazer uns barulhos com a boca e apontando pros computadores. O homem começou a rir e eu tb, ela quase ficou brava, mas depois riu, porque viu q eu não era o único que dava rata no espanhol. A lan é baratinha, ficamos um tempão e pagamos uns S$ 3,00. Depois curtimos a piscina do hostel, tava só o calor lá. No almoço eu e a Saa encaramos um cebiche de frutos do mar no restaurante à beira do lago, ele é aberto, bem legal. O cara que nos atendeu foi muito divertido, adora o Brasil, claro, e não parava de falar no Ronaldinho. O cebiche tava delicioso, S$ 15,00, coca S$3,00, cerva trujilho S$ 6,00. Depois fomos andar de pedalinho no lago, digo, laguna, S$ 15,00 2 horas. Na janta quase a mesma coisa, amei cebiche, repeti a dose, só que desta vez pedi um de peixe. A Saa foi de Nuggets com batata frita e salada, S$ 20,00 Como disse, tiramos o dia pra ficar de boa. E ficamos.

 

Depois vou postar nossa volta a Lima, a ida a Cusco e a volta pra casa. Abraços. ::otemo::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

::hahaha:: conta mais :lol:

 

Eu tenho viagem marcada para o Peru no início de Maio/10 mas já estou em contagem decrescente... ::hahaha::

 

Obrigada e bjs

Pandora Sandra de Portugal ::kiss::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Estou no aguardo para a continuação do seu relato, haha, está divertido e com certeza vou utilizar algumas informções para a minha viagem.

Eu vou em Janeiro de 2011, logo depois da virada, e a cada relato que eu leio ou guia que eu pego surgem mais e mais e mais dúvidas, porque será meu primeiro mochilão fora do Brasil...então estou com dificuldades pra definir transportes, como levar dinheiro, trocar dinheiro, e como considerar algo caro ou barato(hotel, comida, etc)...haha, porque varia demais!

 

Meu trajeto será LIMA-ICA-NAZCA-AREQUIPA-CUSCO, em torno de 25 dias.

Mas eu pretendo tirar Nazca porque não estou TÃÃO interessado no sobrevoo(pelo preço), e ai iria de ICA direto para Arequipa, é possível esse trajeto ou tenho que dormir em Nazca e ir de lá?

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
::hahaha:: conta mais :lol:

 

Eu tenho viagem marcada para o Peru no início de Maio/10 mas já estou em contagem decrescente... ::hahaha::

 

Obrigada e bjs

Pandora Sandra de Portugal ::kiss::

 

Oi Pandora, nossa, que coisa boa hein?! Se for à Cusco não esqeuce de acompanhar a desobstrução das linhas de trem até Machu Picchu. To quase acabando o restante do relato, to postando mais hoje.

 

Abração e boa viagem viu! Ainda bem que Portugal é bem ali né!v :mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Estou no aguardo para a continuação do seu relato, haha, está divertido e com certeza vou utilizar algumas informções para a minha viagem.

Eu vou em Janeiro de 2011, logo depois da virada, e a cada relato que eu leio ou guia que eu pego surgem mais e mais e mais dúvidas, porque será meu primeiro mochilão fora do Brasil...então estou com dificuldades pra definir transportes, como levar dinheiro, trocar dinheiro, e como considerar algo caro ou barato(hotel, comida, etc)...haha, porque varia demais!

 

Meu trajeto será LIMA-ICA-NAZCA-AREQUIPA-CUSCO, em torno de 25 dias.

Mas eu pretendo tirar Nazca porque não estou TÃÃO interessado no sobrevoo(pelo preço), e ai iria de ICA direto para Arequipa, é possível esse trajeto ou tenho que dormir em Nazca e ir de lá?

 

Olá TMariano! Rapaz, eu já tava acabando de te responder quando a internet no meu trampo foi pro espaço. O raiva viu! Mas vamos lá, vai mesmo. O importante é q vc tem muito tempo. Se for de avião, pesquisa sempre, como disse lá na parte de passagens, fica de olho, pq as empresas aéreas não tem muito nexo não. De uma hora pra outra aparece uma passagem barata. Eles mudam de um dia pro outro o preço.

A melhor dica é que à medida que vc for lendo os relatos e tópicos vá anotando tudo. Pq às vezes vc naum anota e quando precisa lembrar não sabe mais onde leu. Ver o preço de táxi de um lugar pra outro é importante pq no Peru é na base da conversa, intaum se vc tiver uma base, vai ser fácil negociar. O dinheiro pra levar é critério seu, mas eu levei tudo em dólar e naum me arrependi. Aquelas cintas ridículas que a gente coloca em baixo da cueca saum ótimas. Vc deixa nos bolsos só o q vc trocar, sei lá 200 dólares, separa nos bolsos. pq se de tudo acontecer uma tragédia, q naum vai acontecer, nnguém vai fuçar em baixo das suas calças. Sobre o que é caro ou barato tb é pessoal. O importante é vc anotar os vários restaurantes que conseguir ver aqui, com os endereços e preços. Hostel e hotel a mesma coisa. Uma coisa importante é vc perceber que os diversos relatos q tem aqui saum feitos por gente de todas espécies (kkk) gente com dinheiro, sem dinheiro, com muito dinheiro e tal. Saiba o quanto dinheiro vai poder levar e aí vá definindo o seu "modus operandis" Faça uma continha de quantos dias vai ficar lá, quantas refeições (almoço, janta, lanche) + hostel, para vc ter uma base, e depois coloque 30% a mais. Aí vc terá uma base pelo menos de sua estadia. O resto, cerveja, compras, baladas, etc é com vc. No seu trajeto para 25 dias dá pra colocar mais coisas, pelo que li aqui. É, se não for fazer o sobrevoo, tb naum vi nada de mais interessante lá em Nazca, vc poderia visitar os aquedutos, q saum um show de engenharia do povo de Nazca, tem um tal de Cementerio, q naum fui, e pode ir aos miradores para ver uns pedaços das linhas, q taum famosas, vai ter um programa na Discovery sobre elas (ou natgeo) aí vc assisti o programa e qdo voltar do Peru fala que viu... kkkkkk, brincadeira. Mas se vc for só tb naum vejo muita graça, se for com alguém pode ser divertido. Lembrando que tem o passeio das Islas Ballestas, que é na cidade de Paracas, próxima a Pisco, antes de Ica. é onde vc vê o candelabro gravado na areia (como as linhas) e um monte de ilhas rochosas onde ficam os leões marinhos, pinguins e uma tonelada de aves. Eu nunca tinha visto esses bichos ao vivo, achei bom. Mas é com vc. De Ica a Arequipa são cerca de 9h, de Nazca a Arequipa 7h. Vc pode fazer tb um roteiro do tipo Sair de SP hora tal chegada em Lima hora tal, saida de Lima dia tal hora tal, chegada em Ica hora tal... assim vc vai, aos poucos, conforme vai lendo os relatos, moldando e modificando o seu roteiro. Acredite, seu roteiro vai mudar muito. E quando for aplicá-lo, muda mais ainda. Mas isso é parte interessante da mochilada, o improviso. Outra coisa q vc tem q levar em consideração é se vc quer conhecer muita coisa e andar muito, ou se quer desacelerar, como eu fiz e curtir mais os locais que estiver, sem pressa. OK?

 

Recomendo que leia

peru-bolivia-e-chile-em-setembro-de-2009-diario-de-bordo-t38309.html

19-dias-chile-bolivia-peru-com-fotos-e-precos-finalizado-t32485.html

mochilao-truta-bolivia-peru-e-chile-em-25-dias-t35851.html

peru-chile-e-bolivia-em-35-dias-t32024.html

costa-peruana-guia-de-informacoes-t36173.html

 

... Mas, sinceramente... Leia muito, muito mais e anote tudo. Considere as dicas de coisas boas e coisas ruins. Além de ser bom pra vc é muito divertido.

 

Um Abraço e qq coisa estamos aqui. Vou colocar mais coisas agora. ::otemo::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 10/02 – Volta à Lima

 

Bom, vcs devem estar achando esse roteiro meio estranho, já que em vez de continuar rumo ao sul e depois voltar por Puno e Cusco nós voltamos a Lima. Mas como eu disse lá atrás, num post bem bem distante... Esse roteiro foi uma improvisação por causa das chuvas nos andes, pois a princípio iríamos só à Lima e Cusco. Mas o improviso foi ótimo, pois dos lugares que fomos, o que mais gostamos, o que foi mais aconchegante, foi Ica, na Laguna Huacachina. Pra moçada que gosta de diversão, balada e tals, lá é muito bom e uma ótima base para os passeios ali do pacífico. Sei lá, pensando bem, Lima é um barato! Não não, prometi a mim mesmo que voltaria a Cusco. Quer saber? Fiquei apaixonado pelo Peru.

Vamos lá... Acordamos umas 8h30, nos despedimos do Hostel de Arena, pegamos um táxi até o terminal da Soyuz, em Ica. Lá, por volta das 9h30 pegamos o ônibus de volta à Lima, S$ 27,00, a volta foi mais barata do que a ida...engraçado, lembrei de ter lido que eles vendiam uma passagem especial nos primeiros lugares por S$ 32,00 (que naum tem nada de especial e naum fomos nos primeiros lugares), acho q me dei mal quando fomos de Lima à Ica, o cara do balcão deve ter me confundido com turista, e acertou. A viagem de volta tb foi tranquila, novamente lanchamos dentro do ônibus. Chegamos à Lima e... Não ficamos no mesmo hostel, o Eiffel. Resolvemos ficar mais no interior do bairro Miraflores. Olhei na minha agenda secreta entre os tantos hostels, que tinha anotado e optei pelo Pirwa Backpackers. Pegamos o táxi e pagamos S$ 10,00 (como disse, não é sempre que tenho disposição pra pechinchar). O Pirwa fica na Calle Coronel Inclan, 494. Perto do Parque Kennedy. Quando pegar o táxi é bom perguntar se o taxista conhece o hostel, se naum, é bom saber que o hostel é como se fosse uma casa, ele é todo branco, um muro também branco, com um portãozinho de pedestre de ferro, marrom, tem uma campainha ao lado do portão. Gostei do hostel, que é bem limpo. Mas como disseram aqui, quase não conseguimos vaga. Só tinha um dormitório pra 6 pessoas que estava vazio e a atendente liberou pra gente, pois íamos ficar apenas uma noite. Ficou S$ 27,00. Depois vi e lembrei que ali nas redondezas existem vários hostels que tinha visto aqui no mochileiros. Portanto, se não conseguir vagas no Pirwa, não esquente, dá pra ir andando por ali e achar outros. O pessoal do Pirwa com certeza poderá ajudar. Chegamos por volta de 14h no hostel. Nos alojamos e fomos almoçar no Macdonald´s... Até eu que detesto isso resolvi, porque não tava muito disposto a comer filé de frango e coração de boi. Traçei 1 big mac + 1 coca média = S$ 11,00 a Saa comeu um 1 magnifica + 1 coca média + 1 batata = S$ 13,00. Lá tem os famosos molhos de pimentas, tem vários, mas não lembro o nome de nenhum, gostei sim, é diferente. Depois fomos trocar uns dólares. Bom, esse dia em Lima era reservado para compras. Ali nas redondezas, basicamente ao redor do Parque Kennedy, é cheio de lojas de artesanato, de prataria, de jóias, de roupas de de... Isso, isso tb. É uma área bem comercial, mas muito bem policiado e bem seguro mesmo. Andamos feito notícia ruim, compramos umas bugingangaiadas lá para os parentes e pra nós. Sobre os preços de artesanatos, camisetas, bonés, gorros, pulseiras, colares, etc, achei muito parecido os preços em todas as cidades que andamos, o que importa mesmo é não deixar, isso, pelo menos nessas horas, não deixar de pechinchar. Sobre o meu já famoso Portunhol, é sério, a gente aprende muito rápido. Já estava bem mais confortável com os peruanos. Portanto, se vc não fala espanhol, como eu, vai uma dica de quem fala inglês e descobriu que é mesmo bem mais fácil (tentar) aprender uma terceira língua, do que foi aprender a segunda (o inglês). Por que? Porque eu era cara de pau. Não tinha timidez com as pessoas. Me apresentava como sendo do Brasil e depois soltava o portunhol neles. Isso facilita sobremaneira o seu aprendizado. Claro, aprendizado da oralidade, a escrita é outra história. Ah! Lembrei, no Pirwa eles tb falam inglês. Bom, batemos perna até anoitecer e... Caramba! Lembrei de uma coisa...

 

Errata: No dia 08/02, em Nazca, o nome do taxista com quem fizemos os passeios é Edgar! Bom, não sei no que isso vai ajudar , mas, sei lá, vai que um de vcs se encontra com ele lá. Saibam que ele é gente fina. Cabeça maluca essa minha.

 

Bem , já perto do anoitecer, fomos tirar umas fotos no Parque Kennedy e na Igreja Nossa Senhora de...de... é uma Igreja muito linda, como as outras... é....ts ah... Esqueci o nome, depois eu lembro. Já exaustos, resolvemos jantar por ali mesmo na praça. Tem uns restaurantes com umas mesas cobertas por guarda-sóis do lado de fora. Olhamos um pro outro e, já virou costume...vamos? E fomos. Dei uma olhada básica no menu. Vi que dava pra pagar. Quer saber? Se naum desse sairíamos. Já estávamos acostumados com restaurantes de todos os tipos. E lá tem preço pra todos os gostos mesmo. Não se intimide com a aparência do local. As vezes, um lugar com boa aparência tem comida barata e um com aparência horrível pode ter comida cara. O melhor é olhar o menu e pronto. Se for muito muito caro o certo é vc começar a baforar pela boca e pelo nariz, como se tivesse dando um treco. Aí se levanta e começa a gritar “ai” pra tudo q é lado. Amontoa numa mesa aqui e outra ali. Aí, por fim, canta uma música do Zézé de Camorgo e Luciano, o hino nacional e pronto. Eles vaum até te ajudar a ir embora. Bom, comemos um prato misto de frutos do mar (camarão, polvo, lula, salmão, vegetais grelhados, mandioca, batata) para dois, muito gostoso, bem light, custou S$ 32,00. A cerva lá só tem tipo long neck, S$ 7,00 (trem caro), provei outra que ainda não conhecia. A Saa tomou a famosa chicha morada, que é um suco feito de um milho roxo gigante. É uma bebida típica do Peru. Meio enjoativo. Depois de comer, percebemos que à frente dos restaurantes, na praça (Pq Kenneddy) tinha sido montada uma feirinha de artesanato. Muito legal. Não pra mim, que tive que gastar mais um pouco. Mais tarde, bem cansados, voltamos ao Pirwa. A Saa foi tomar banho e eu fui conversar borracha com o Jose, recepcionista, muito simpático...conversa inusitada, um peruano e um brasileiro conversando em inglês. Rimos até. Coisa doida. Depois, banho. Eu e a Saa, literalmente, desmaiamos.

 

Dia 11/02 - Cusco

 

Acordamos umas 7h. Nosso voo saia às 10h. Para não ter muito problema com atraso, nos aprontamos e demos o famoso wasari...e vazamos! Fomos pra rua e, como sempre, é só coçar a cabeça que param uns trinta táxis né? Não. Tava muito cedo e acho q tava todo mundo de ressaca. Andamos um pouco até aparecer um táxi. Apareceu. S$ 25,00. Chegamos ao aeroporto de Lima. Check in. Aqui aconteceu o q eu disse lá na parte das passagens. A Taca parece não ter guichês próprios no Peru, aí pede emprestado um ou outro da Lan. Nós, passageiros, ficamos andando pra lá e pra cá, de um portão de embOrque pro outro. O vôo atrasou. Demora 1h30, mas até sairmos... Fiquei tonto e esqueci quanto tempo demorou a espera e o voo. Adoro passar medo em avião. Teve umas turbulências, mas a visão dos andes é mesmo linda. Então, esqueci de passar mal. Chegamos em Cusco. Desembarcamos, malas, etc. O táxi, como eu já tava craque, custa S$5,00, os taxistas pagam S$ 2,00 para entrar no estacionamento. Assim, custa S$ 7,00 até o centro histórico, Plaza de Armas. Bom, saí dispensando os taxistas careiros de dentro do aeroporto. Lá fora, troquei os papéis, eu é que oferecia S$ 7,00 para os taxistas. Alguns torciam o nariz. Aí veio o Bráulio. Topou. Como todos taxistas lá, ele já tinha o hotel dos amigos dele pra oferecer. Eles devem ganhar uma comissão. Acho justo. Bom, só iríamos ficar uma noite lá. Assim, os milhares de hotéis baratos que anotei na agenda secreta, não eram taum necessários assim. Além do mais, nossa ida à Cusco, devido às tragédias com as chuvas lá, foi mais em função da obrigação de ir, por eu ter comprado o voo ida e volta. Não era possível cancelar. Mas não nos arrependemos, ao contrário, deveríamos ter ido um dia antes, pra ter mais tempo. Voltando ao Bráulio (o taxista hein! Kkk), dentro do táxi, resolvi, uma vez q o tempo era curto, combinar com ele mesmo o city tour nas ruínas ali em volta. O Bráulio nos informou que o passeio no Vale Sagrado (cidades vizinhas) estava sendo feito apenas parcialmente. Não se poderia ir à Pisac ou Chinchero. Também ficamos sabendo que as linhas férreas de Csuco à Machu Picchu ainda estavam interditadas e levaria 2 meses para a sua desobstrução. Portanto, parece que ainda vai estar interditado nos meses de março e abril. É bom acompanhar na net. Aqui no site tem tópicos com maiores informações. Bom, combinamos com o Bráulio o city tour nas ruinas de Tambomachay, Pukapukara, Q'enqo, Saqsayhuaman, tudo ali em volta, por S$ 50,00 para 2. Ficou caro, pelas agências li aqui que só o city tour seria S$ 30,00 o casal, mas sinceramente não sei se o preço pode ter aumentado por causa das tragédias. Mas, infelizmente, não tínhamos tempo pra pesquisa. Para entrar nos sítios arqueológicos e museus tem que se comprar o boleto, o mais barato que encontrei foi o Boleto Turístico Estudiante, válido por 3 dias e custou S$ 70,00 cada. Essa tarifa era promocional, pois eu não era estudante e paguei o mesmo que minha filha. Ele valia para as ruínas do City Tour e do Valle Sagrado. Mas, sem tempo, só usamos pro City Tour. Não há como comprar a entrada de cada ruína separadamente. Não sei se aquilo era uma operação de guerra, em virtude da situação um tanto caótica. De qualquer forma, para verificar esses preços tem o site da Cosituc www.cosituc.gob.pe além de outros relatos, pra quem for depois dessa confusão das chuvas. O Bráulio foi uma simpatia, nos levava nas ruínas, esperava pacientemente a visita e nos leva para a seguinte. Em cada ruína, sempre tem guias e custa entre S$ 7,00 e S$ 15,00 em Tambomachay, Pukapukara, Q'enqo e Saqsayhuaman. Também se pode visitar sem os guias, mas, amigos, é muita informação e, andar no meio daquele monte de pedra sem um guia não vale à pena. Os guias são muito instruídos, educados e sabem tudo da história dos Inkas. Vale a pena. Detalhe, quando chegamos em Cusco tava um sol de lascar. Quando estávamos na última ruína, q naum me lembro qual é, o tempo mudou, esfriou, esfriou muito e... Começou a gear. A Saa tava com blusa e tudo. Eu? Só de camisa gola polo. Aguentamos, mas teve uma hora q enfiei a mão no bolso pra pagar o guia e a droga da minha mão não dobrava, nem sentia a moeda. Puxei aquilo com a mão dura e virei o corpo, pra moeda cair pra fora do bolso. Coisa esquisita. Paguei. Aí corremos, entramos no táxi e eu virei pro Bráulio e falei um monte de palavrão em português mesmo por causa da mudança do tempo. Depois fomos embora. Eu, como disse, tinha uma tonelada de hotéis anotados. Ia ficar na Pousada del Viajero, calle Santa Catalina Ancha, 366, que tinha até cozinha para uso dos hóspedes, S$ 50,00 o casal. Ou no Pirwa Posada del Corregidor, calle Suécia, 300, na Plaza de Armas, S$ 35,00 por pessoa. Mas aí o Bráulio insistiu tanto, falava da amiga dele, da situação de Cusco de num sei q lá... aí eu disse tá bom inferno! Não não... Só disse tá bom e fomos para a amiga dele. Fomos para o Hostal El Peregrino www.hostalelperegrino.com , que fica na calle del Médio, é na Plaza de Armas mesmo, lado contrário à Iglesia de la Campanha de Jesus. US$ 27,00 o duplo, uns S$76,00. Bom, foi o melhor hostel ou hotel que ficamos no Peru. Gostamos muito. É, eu sei, não é dos mais baratos. Fomos bem atendidos, recebidos na entrada com um chá de coca, pro mal da altitude. Mas é claro, há muitas outras opções mais baratas, e mais caras tb. Ao final, deixarei algumas anotações de hostel que tenho na agenda secreta. Dica, quando forem pagar hostel ou outra coisa, as vezes compensa pagar em dólar mesmo. Se naum, ficar atento para o valor da cotação de câmbio q o infeliz usar pra transformar o valor de dólar pra soles. Eles podem super valorizar o soles quando forem te falar o valor. Tem que ficar atento. Bom, falando do mal da altitude (3.400m em Cusco e até 3.800 nas ruínas) durante o dia, só sentimos como se alguém estivesse apertando nossa cabeça de cima pra baixo, mas nada demais. Nem dor de cabeça sentimos. Durante o dia, pq à noite... Bem, era por volta das 15h quando chegamos ao hostel. Não estávamos com fome e resolvemos ficar só na água mineral. O tempo tinha melhorado de novo. Sem geada. Só um pouco frio, uns 19ºC. Fomos conhecer o museu Qoricancha (incluído no boleto), o Convento Santo Domingo (não incluso), e na Plaza de Armas, a Catedral(não incluso), Iglesia de la Camapanha de Jesus (não inclusa), enfim, tiramos várias fotos. A Plaza de Armas é um charme. A cidade de Cusco em si é um charme. Adorável, limpa, bem policiada, cheia de coisas pra se ver. Nos apaixonamos por Cusco e prometemos voltar lá com mais tempo. Depois voltamos ao hostel, descansamos e tomamos banho. À noite, fomos jantar no El Fogon, calle plateros, 365, tem que se prestar atenção, pois ele fica na sobreloja e não tem muita identificação, mas se nós achamos, todo mundo acha. A comida é muito boa e os preços melhor ainda. O atendimento ótimo. O garçom até tirou uma foto segurando uma cusquenha e disse pra eu levar pro Brasil. Gente muito fina. Comemos o famoso, inesquecível e inigualável Cuy! O Rato de Cusco, o nome em espanhol é até quase ideal. O Cuy especificamente, não me agradou muito. Mas tinha que provar, não perderia isso por nada. Veio uma entrada, creme de aspargos, o prato principal era uma banda de cuy, com rocotto relheno (pimentão recheado c carne), papa relhena (batata recheada c carne) e um creme do tal milho roxo (choclo) de sobremesa, parecia ragu, isso tudo custou S$ 20,00 e a Saa pediu uma macarronada à bolonhesa, veio uma entrada, uma sopa gostosa q naum lembro o nome, a macarronada e uma goiabada com creme de leite de sobremesa, custou S$ 11,00. É muita comida. Como sempre, tomei umas cusquenhas. Esse restaurante recomendamos. Bom, demos uma volta pela praça, mais fotos, mais artesanatos e tal. Voltamos ao hostel. Conversamos um tanto sobre o mal das alturas. Tomamos mais chá de folha de coca. Fomos dormir. Não. ::essa:: A Saa acordou no meio da noite com falta de ar. Não conseguia respirar e sentia dor de cabeça. Tomamos as soroche pills, remédio para o mal das alturas. Eu só sentia dor de cabeça. Como uma guia nas ruínas nos ensinou, colocamos uma folha de coca na boca, esperamos um pouco, e ficou tudo bem. Conversamos, ela foi se sentindo melhor. Dormimos.

 

Bom, tenho q ir ali...depois coloco o resto da viagem e os muitos links, hostels, etc, que tenho anotado... ::otemo::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Estou no aguardo para a continuação do seu relato, haha, está divertido e com certeza vou utilizar algumas informções para a minha viagem.

Eu vou em Janeiro de 2011, logo depois da virada, e a cada relato que eu leio ou guia que eu pego surgem mais e mais e mais dúvidas, porque será meu primeiro mochilão fora do Brasil...então estou com dificuldades pra definir transportes, como levar dinheiro, trocar dinheiro, e como considerar algo caro ou barato(hotel, comida, etc)...haha, porque varia demais!

 

Meu trajeto será LIMA-ICA-NAZCA-AREQUIPA-CUSCO, em torno de 25 dias.

Mas eu pretendo tirar Nazca porque não estou TÃÃO interessado no sobrevoo(pelo preço), e ai iria de ICA direto para Arequipa, é possível esse trajeto ou tenho que dormir em Nazca e ir de lá?

 

Olá TMariano! Rapaz, eu já tava acabando de te responder quando a internet no meu trampo foi pro espaço. O raiva viu! Mas vamos lá, vai mesmo. O importante é q vc tem muito tempo. Se for de avião, pesquisa sempre, como disse lá na parte de passagens, fica de olho, pq as empresas aéreas não tem muito nexo não. De uma hora pra outra aparece uma passagem barata. Eles mudam de um dia pro outro o preço.

A melhor dica é que à medida que vc for lendo os relatos e tópicos vá anotando tudo. Pq às vezes vc naum anota e quando precisa lembrar não sabe mais onde leu. Ver o preço de táxi de um lugar pra outro é importante pq no Peru é na base da conversa, intaum se vc tiver uma base, vai ser fácil negociar. O dinheiro pra levar é critério seu, mas eu levei tudo em dólar e naum me arrependi. Aquelas cintas ridículas que a gente coloca em baixo da cueca saum ótimas. Vc deixa nos bolsos só o q vc trocar, sei lá 200 dólares, separa nos bolsos. pq se de tudo acontecer uma tragédia, q naum vai acontecer, nnguém vai fuçar em baixo das suas calças. Sobre o que é caro ou barato tb é pessoal. O importante é vc anotar os vários restaurantes que conseguir ver aqui, com os endereços e preços. Hostel e hotel a mesma coisa. Uma coisa importante é vc perceber que os diversos relatos q tem aqui saum feitos por gente de todas espécies (kkk) gente com dinheiro, sem dinheiro, com muito dinheiro e tal. Saiba o quanto dinheiro vai poder levar e aí vá definindo o seu "modus operandis" Faça uma continha de quantos dias vai ficar lá, quantas refeições (almoço, janta, lanche) + hostel, para vc ter uma base, e depois coloque 30% a mais. Aí vc terá uma base pelo menos de sua estadia. O resto, cerveja, compras, baladas, etc é com vc. No seu trajeto para 25 dias dá pra colocar mais coisas, pelo que li aqui. É, se não for fazer o sobrevoo, tb naum vi nada de mais interessante lá em Nazca, vc poderia visitar os aquedutos, q saum um show de engenharia do povo de Nazca, tem um tal de Cementerio, q naum fui, e pode ir aos miradores para ver uns pedaços das linhas, q taum famosas, vai ter um programa na Discovery sobre elas (ou natgeo) aí vc assisti o programa e qdo voltar do Peru fala que viu... kkkkkk, brincadeira. Mas se vc for só tb naum vejo muita graça, se for com alguém pode ser divertido. Lembrando que tem o passeio das Islas Ballestas, que é na cidade de Paracas, próxima a Pisco, antes de Ica. é onde vc vê o candelabro gravado na areia (como as linhas) e um monte de ilhas rochosas onde ficam os leões marinhos, pinguins e uma tonelada de aves. Eu nunca tinha visto esses bichos ao vivo, achei bom. Mas é com vc. De Ica a Arequipa são cerca de 9h, de Nazca a Arequipa 7h. Vc pode fazer tb um roteiro do tipo Sair de SP hora tal chegada em Lima hora tal, saida de Lima dia tal hora tal, chegada em Ica hora tal... assim vc vai, aos poucos, conforme vai lendo os relatos, moldando e modificando o seu roteiro. Acredite, seu roteiro vai mudar muito. E quando for aplicá-lo, muda mais ainda. Mas isso é parte interessante da mochilada, o improviso. Outra coisa q vc tem q levar em consideração é se vc quer conhecer muita coisa e andar muito, ou se quer desacelerar, como eu fiz e curtir mais os locais que estiver, sem pressa. OK?

 

Recomendo que leia

peru-bolivia-e-chile-em-setembro-de-2009-diario-de-bordo-t38309.html

19-dias-chile-bolivia-peru-com-fotos-e-precos-finalizado-t32485.html

mochilao-truta-bolivia-peru-e-chile-em-25-dias-t35851.html

peru-chile-e-bolivia-em-35-dias-t32024.html

costa-peruana-guia-de-informacoes-t36173.html

 

... Mas, sinceramente... Leia muito, muito mais e anote tudo. Considere as dicas de coisas boas e coisas ruins. Além de ser bom pra vc é muito divertido.

 

Um Abraço e qq coisa estamos aqui. Vou colocar mais coisas agora. ::otemo::

 

Muito obrigado Lammar, pelas dicas e os detalhes das respostas, estou tentando mesmo anotar tudo que eu leio, ou ao menos salvo o link pra ler de novo depois, minhas planilhas do excel estão meio zoneadas ainda, kkk!

Mas é que também só vou em Janeiro/2011, não preciso entrar em detalhes tão minuciosos por enquanto..até la eu vou esquecer ou muita coisa mudou!hehe

 

Li parte desses relatos já, pretendo ao menos antes de agosto ter pago a passagem ida e volta São Paulo-Lima e metade da Trilha Inca. Dai até la já terei mais atualizações sobre o transporte e se meu roteiro mudará!

Poste mais depois :P

Abraço!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Oi, estou excrevendo para dar uma outra opinião, para voc ver que as pessoas são diferentes e os que uns não gostam outros amam. Fiz esse trajeto Lima, Ica, Nazca, Arequipa, Puno, Cuzco, MP ano passado,em abril e para mim a grande surpresa da viagem foi Názca. Fiz o voo de manhã, é legal mas não é tudo. À tarde fiz a visita ao cemitério vale não só pelas múmias que você vê mas pelo lugar, um deserto maravilhoso, cercado de morros, uma pasiagem inesquecível, Além disso vistamos também uma ruína inca, a única que há em Nazca. A visita ao aqueduto também é impressioonate, ver construções que resistiram a terremotos que destruiram tudo em volta. Além disso fomos ao Museu ANtonini e ao planetário , que tem um programa explicando as teorias sobre as linhas de Nazca. Tudo isso num dia só. Fiquei na Hospdaje Brabant, perto da praça principal, um quarto para 2 com banheiro coletivo 10 dolares, mas só que eu cheguei num dia às 8 da noite e saí de lá por volta das 9 da noite do dis seguinte e spo pageui uma diária. Os passeios todos contratei la no hotel, o guia deles, Carlos é ótimo, entende tudo sobre a cultura Nazca e outras culturas anteriores aos incas que não são tão famosas. Bom em resumo eu adorei Nazca. Digo isso por que de repente vc pode perder a oportunidade de visitar um lugar que poderia gostar. Como vc tem muito tempo acho que vale a pena dar uma conferida.

Um abraço e curta muito sua viagem, o Peru é maraviilhoso.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Fala Lammarr....

Bacana demais seu relato! Ele esta sendo bastante util para fazermos nosso roteiro pois em Maio estaremos de ferias e queremos ir ao Peru!

continue escrevendo...esta muito divertido!

abraços!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Oi, estou excrevendo para dar uma outra opinião, para voc ver que as pessoas são diferentes e os que uns não gostam outros amam. Fiz esse trajeto Lima, Ica, Nazca, Arequipa, Puno, Cuzco, MP ano passado,em abril e para mim a grande surpresa da viagem foi Názca. Fiz o voo de manhã, é legal mas não é tudo. À tarde fiz a visita ao cemitério vale não só pelas múmias que você vê mas pelo lugar, um deserto maravilhoso, cercado de morros, uma pasiagem inesquecível, Além disso vistamos também uma ruína inca, a única que há em Nazca. A visita ao aqueduto também é impressioonate, ver construções que resistiram a terremotos que destruiram tudo em volta. Além disso fomos ao Museu ANtonini e ao planetário , que tem um programa explicando as teorias sobre as linhas de Nazca. Tudo isso num dia só. Fiquei na Hospdaje Brabant, perto da praça principal, um quarto para 2 com banheiro coletivo 10 dolares, mas só que eu cheguei num dia às 8 da noite e saí de lá por volta das 9 da noite do dis seguinte e spo pageui uma diária. Os passeios todos contratei la no hotel, o guia deles, Carlos é ótimo, entende tudo sobre a cultura Nazca e outras culturas anteriores aos incas que não são tão famosas. Bom em resumo eu adorei Nazca. Digo isso por que de repente vc pode perder a oportunidade de visitar um lugar que poderia gostar. Como vc tem muito tempo acho que vale a pena dar uma conferida.

Um abraço e curta muito sua viagem, o Peru é maraviilhoso.

 

Olá Gilcas! Fico feliz por ter lido meu relato, e mais ainda por ter deixado suas impressões. É assim que é feito o Mochileiros, pelo menos foi por isso que me tornei um adepto, um fã, pela democracia. Você tem toda razão, eu também sou um apaixonado pelo Peru. O que aconteceu comigo em Nazca foi um pouco de azar, por ter ocorrido a tal Paracas (tempestade de areia), o que me impediu de sobrevoar as linhas. Talvez por isso eu não tenha me interessado muito pelos outros passeios... Tipo menino que alguém tomou o pirulito. Quando estive lá era uma ventania só, dava pra almoçar areia. Parecia que alguém tinha aberto os portões do... Bom... Foi bem complicado, mas sei que foi apenas minha impressão, e que foi momentânea, dada a situação. Mas você tem razão, se a pessoa tem bastante tempo para ficar no Peru, vale conhecer a história do povo de Nasca e as civilizações anteriores, ver os aquedutos, os miradores, o cementerio... Menos aqueles museuzinhos de araque que eles contam a história da cerâmica e da produção do ouro que ficam no fundo do quintal do amigo do guia, viu! Mas vale muito o sobrevoo nas linhas de Nazca.. Quando eu lembro q cheguei a estar dentro do avião! AAAHHH! Mas tudo bem, ano que vem a Paracas que me espere.

 

Abraço. ::otemo::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Fala Lammarr....

Bacana demais seu relato! Ele esta sendo bastante util para fazermos nosso roteiro pois em Maio estaremos de ferias e queremos ir ao Peru!

continue escrevendo...esta muito divertido!

abraços!

 

Oi Frederico Lico! Brigado cara, fico feliz em dar minha contribuição, assim como outros fizeram comigo. Nossa! Tá perto a sua viagem hein?! Mas tranquilo! Não sei vc já foi lá, mas, como vc deve ter percebido aqui, eu fiquei apaixonado pelo Peru e pelo povo Peruano... Nossa...imagino a sensação de estar chegando a hora. Vou tentar acabar a minha história né! Um abração e uma Super Viagem! qualquer coisa estou à disposição.

 

::otemo::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 12/02 – Cusco e Lima.

 

Credo, mas como eu esqueço as coisas!! Tb é muita informação. Lembrei da tal TUUA, que traduzindo em miúdos é uma taxa que se paga pela utilização dos aeroportos do Peru. Se o voo é internacional, paga-se US$ 30,00 por pessoa, se o voo é nacional paga-se US$ 7,00 por pessoa. Ou seja, paguei as duas. Paga-se sempre antes de embarcar no aeroporto. Assim, pelo meu roteiro, paguei US$ 7,00 p pessoa, quando saí de Lima à Cusco. Depois paguei mais US 7,00 p pessoa quando saí de Cusco à Lima. Depois paguei mais US$ 30,00 p pessoa, para ir de Lima à São Paulo. Pronto. Especifiquei pq tinha lido algo quando fui, mas naum tinha entendido... Acho q naum tinha acreditado. Coisa cara dos infernos. Vamos ao texto...

 

Ué, nosso voo à Lima saia às 7h27. O Bráulio (não, não, não vou fazer isso), nosso amigo taxista, nos pegou às 6h. Chegamos ao aeroporto e, tivemos a famigerada notícia de que o voo havia sido cancelado. Motivo? Eles não venderam passagens suficientes e não podiam levantar voo. A gloriosa empresa Taca. Parece que muita gente tinha desistido de Cusco né. O voo só sairia as 12h. Pelo menos veio uma linda aeromoça e nos informou que poderíamos fazer o check in naquele momento. Fiquei meio pé atrás, pq um dos atendentes teria que revistar as bagagens. Como disse lá no início, ele o fez, achou um nintendo e as bugingangas que compramos. Despachou. Nada sumiu. Tudo tranquilo... Tudo bem! Vamos conhecer melhor Cusco. Foi o que a Saa falou. Eu olhei pros atendentes e pensei algo como “Vá tomar ne lá b...” mas aí percebi que essa frase tava em português e fiquei calado mesmo, sem orientar ninguém a fazer nada. Enfim. Voltamos para a Plaza de Armas. O Bráulio já tinha ido. Pegamos um outro táxi e custou S$ 5,00 porque o pedágio do estacionamento ainda naum estava funcionando. Aí fomos gastar o tempo. Esperamos abrir o restaurante Grill, que fica sobre as lojas, perto do hostel El Pelegrino, lado contrário da Iglesia de la Campanha de Jesus. Abriu, fomos um dos primeiros a chegar, mas havia outros mochileiros. Muito bacana. Tomamos um café reforçado à beira da sacada, com o lindo visual da praça. Foi um Café da manhã americano para dois, com café, chocolate quente, ovos mexidos, pão, manteiga, biscoitos, algo parecido com pão de mel e dois sucos de laranja. Ficou em S$ 22,00 tudo. Sim eu sei, tem coisa mais em conta lá. Depois, estava acontecendo uma Missa na Catedral. Quando há missa não se paga para visitar. Fomos. A Catedral por dentro é muitíssimo linda. Entramos, ouvimos um pouco da missa, que era rezada no altar do Jesus Moreno (o Jesus Negro), como Nossa Senhora Aparecida aqui. A igreja é super decorada, estilo barroco. Lindona. Só que pra variar eu dei uma rata. Entrei na igreja de boné. Veio um Senhor e me avisou que era falta de educação. Mas ele falou outra coisa que desconfio que naum foi um elogio. Aí tirei né. Burro. Eu. Ele não. Depois de um tempo, fomos dar uma volta pela cidade e tirar mais umas fotinhas. A cidade de Cusco é taum aconchegante que realmente (não fossem as danadas das interferências da Senhora Natureza) dá vontade de ficar muitos dias lá. Vc pode mesmo conhecer tudo ali à pé. Andamos muito e vou poupar os amigos dos detalhes. Por fim, fomos parar no Mercado Central, que fica na lateral direita da cidade. Eu adoro feira. Lá sim, pode-se tomar um café da manhã reforçado e bem baratinho. Lá tem salada de frutas, pão, café e tals, mas o melhor saum aqueles caldos feitos com... Com... Sabe sarapatel? Buchada? Dobradinha? Essas coisas de feira? Então... Tem umas coisas parecidas lá, só que com as coisas de lá. Como eu já havia tomado café, eu olhava aqueles caldões e me interessava. Mas meu estômago ainda estava meio aborrecido comigo por eu ter comido o Cuy (rato). Aí ele começou a rosnar, num sinal de desaprovação. O cérebro, acho eu, entendeu as atitudes do estômago e começou a limitar a quantidade de oxigênio que passava ali na área dele e... Fiquei meio tonto. A Saa estava amarela. Mas garanto que na próxima vez vou comer lá sim. De qualquer forma, pra naum sair de lá sem ter feito nada, fui ao banheiro. Perguntei. O banheiro fica do lado de fora, num canto do mercado. É demais. Tipo banheiro de show da dupla Dismaia Naporta & Parada Cardíaca. Tinha um peruano jogando água pra tudo que era lado... Diz q tava limpando. Entrei, optei pelo mictório, logo ao lado da entrada. Eu fazia lá o serviço, quando olhei pro lado e vi uma Senhora peruana saindo de uma das casinhas e ajeitando a saia e algo parecido com a calçola... (Deus que me perdoe) Já ouviram falar em Catarse? Pois é, aconteceu comigo, só q num sentido diferente. Quem inventou essa droga de palavra deve ter feito isso no banheiro unisex de alguma feira da Grécia antiga, justo quando uma Senhora peruana tava ajeitando as...as...aquelas coisas lá. Caramba! De todas as mulheres do mundo pra sair da casinha do banheiro unisex, tinha q ser logo aquela aparição? Eu recolhi o ... Bom, nem precisava. O peruano da limpeza tava com cara de rindo de mim. Eu fui saindo e na saída é que vi que de um lado do banheiro as casinhas era pras mulheres e do outro pros homens. Foi a coisa mais inesperadesquisita que já vi. É rapaz! Andamos mais, comemos e.... chegando a hora, perto de 11h, fomos para o aeroporto. Lá pagamos a taxa do aeroporto, como citei aqui no início desse tópico. Pra variar, o voo demorou pra sair, mas saiu. Chegamos em Lima por volta das 14h30... Não foi necessário pegar as malas, pq elas foram despachadas (em Cusco) até São Paulo. Estavam nas mãos da Taca. Bom, como tá ficando repetitivo, digo apenas que demos um bate e volta em Miraflores. Chega de contar histórias né. Nosso voo à Sampa sairia às 21h, chegamos no aeroporto por volta das 17h30, famintos, porque na correria, deixamos pra comer tal hora. Lá tem as coisas de sempre, macdonalds e tal, mas tem tb um restaurante, ao lado do macdonalds que tem comida crioula peruana. Comi um prato bem saboroso por S$ 17,00. A Saa foi de macdonalds mesmo, macnifica+coca grande+batata grande = S$ 16,00 Depois trocamos o resto de soles que sobraram por dólares. A viagem de volta à São Paulo foi tranquila, mas, como toda volta... Muito, muito longa. Chegamos por volta das 5h30, contando o atraso pra sair de Lima tb. Ficamos de molho no aeroporto de Gaurulhos até umas 9h, nosso voo saia às 10h... Foi então que...

 

Bom, como eu odeio final de qualquer coisa...vou deixar isso aqui sem fim. Muito melhor.

 

Logo que encontrar mais tempo, vou listar os links, endereços e outras coisas q achar na agenda secreta.

 

Quer saber? O que tá esperando? Coloca logo esses pés na estrada!

 

Peru! Te amo!

 

Abraços. ::otemo::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Coisas que ficaram pelo caminho:

 

Em Lima:

 

Em Miraflores tenha a Avenida Jose Larco como referência, com o Shopping Larcomar como o marco zero. Partindo dele e seguindo-se pela Av. Larco, chega-se à praça Kennedy, cercada por hostel bons e baratos e onde estão os comércios com artesanato. Também partindo-se dele (shopping), estando-se de frente para o mar e seguindo-se à direita pela orla, chega-se à Praça do Amor, ao farol e ótimos visuais para fotos. Dessa orla pode-se avistar o Restaurante Rosa Náutica.

 

Em Cusco:

Onde fica a Pedra de 12 ângulos? Calle Hatum Rumyoc

 

Outros Hostels em Cusco:

 

Pirwa Hostel

Página: http://www.pirwahostelscusco.com/

Preço: US$ 24,00 – quarto duplo, privado.

 

Home Sweet Home

Pg: http://www.homesweethome-peru.com/

Preço: US$ 24,00 – quarto duplo, prviado.

 

Hostal Samanapata, calle resbalosa (subindo a calle suécia)

Pg: http://hostalsamanapata.com/contac.html

Preço: De S$ 10,00 a 30,00 (S=soles) por pessoa. Tem vários quartos com diferentes preços.

 

Hostal Posada del Viajero, calle Santa Catalina Ancha, 366

Preço: S$ 50,00 casal (negociável)

 

Hospedagem Familiar Casa Grande, Santa Catalina Ancha

Preço: S$ 23,00 por pessoa.

 

Compras em Cusco:

Antiguedades y Artesanias Sayre, calle Triunfo, 352-b

Galeria de Arte Cusquenha Antiguidades, plazoleta san blas, 114

Centro de Textiles Tradiccionales del Cusco, Av. El Sol, 603

 

Trem para Machu Picchu:

Peru Rail: http://www.perurail.com

 

Notícias sobre Cusco: http://www.diariodelcusco.com/

Notícias sobre o Peru: http://www.andina.com.pe/Espanol/

Informações gerais sobre turismo no Peru: http://www.peru.info/

 

Abraços. ::otemo::

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora


  • Conteúdo Similar

    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
      A ilha em si tem praias muito bonitas e praticamente desertas, talvez pela época do ano não ser a chamada "alta temporada", mas, mesmo assim, são excelentes... água muito limpa, peixes nadando ao nosso redor, quando ficamos numa das piscinas naturais formadas pelas rochas na parte norte da ilha.









       
      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
      Ps: Se você curtiu as dicas, quer economizar ainda mais, conhecer outros destinos e apoiar novas relatos, não deixe de conferir meu blog! http://www.rediscoveringtheworld.com

×