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Olá viajante!

Bora viajar?

Mochileiro tupiniquim = Backpacker?

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Criei este topico pra discutir o conceito backpacker, tradicionalmente arraigado no Primeiro Mundo, no qual jovens ja o tornaram estilo de vida. A pergunta visa saber se esse conceito se adapta à realidade do pais ou por aqui ele adquire uma peculiaridade q o torna singular aos demais. Lembrar q td backpacker é mochileiro, mas nem todo mochileiro é backpacker...

Enfim, existe esse conceito aqui?

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A Rosana tocou num fator interessante... seguranca!Ser mochileiro no exterior e muito mais facil alem da propria cultura pela seguranca aparente e na facil possibildiade de carona. La fora em qq canto vc pode igualmente acampar ou estender suas trouxinhas. Isso aqui seria impossivel.

Vale destacar igualmente q la fora, vc pode se dar o luxo de sair mochilando por meses no exterior e retornar ao seu emprego de bancario, carpinteiro ou seja la o q for. Alem do padrao monetario favoravel pra viajar com pouco, aqui no Brasil vc seria chutado por se ausentar um simples dia..sem falar q as ferias sao negociadas duramente, isso qdo vc as tem. E isso pq ainda nem comentamos o know-how das hordas de israelenses q mochilam pela america latina..

Enfim, dois pesos, duas medidas..

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nem falar dos israelenses...hahaha só quem viaja pela américa do su sabe como é a coisa, nunca vi tanta gente viajando...só que não querendo ser polemico, mas já sendo...só conheci um único israelense simpático em todas as minhas viagens...inclusive os caras são conhecidos como malas...

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tb tive essa impressao, mas geralmente eles so sao malas (e farofeiros) qdo andam em grupos, alias, como qq grupo de moleques ou torcida daqui. No entanto, conheci casais e alguns q viajavam sozinhos q eram muito gente finas. Enfim, nao da pra generalizar.

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Sobre israelenses, dos poucos que conheci, o que posso dizer é que eles parecem extremamente desconfiados de qualquer sorriso ou ajuda que venha fácil demais. Te olham como se te investigassem; definitivamente não fazem amizade fácil. Bom, acho compreensível.

Agora, algo em comum sobre todos os homens israelenses que conheci: a beleza exótica. Tom da pele, nariz grande mas muito bem desenhado, olhos expressivos e misteriosos, belos dentes. Nota 10![;)]

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Bem, as gurias israelenses nao me pareceram nada excepcionais... fora aquele linguajar hebraico confuso pacas - q achei legal - nao fogem da beleza q qq anglo-saxonica nao tenha..E antes q me tachem de anti-semita, odeio teclados de cibercafe espalhados pelo mundo em hebraico!! Eta confusao da p..

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Voltando ao tema, algo que parece ainda distante de acontecer é a cultura do hitchhiking (viajar pedindo carona) se enraizando em terra brasilis.

Ao menos pessoas de mochilas nas costas pedindo carona por aí é algo que raramente vejo, a não ser estudantes viajando pra ir/voltar pra/ ou da cidade dos pais, geralmente próxima.

Na Europa vc encontra vários sites especializados nisso, onde basta vc colocar o destino e o dia que vc pretende viajar pra que possa encontrar alguém com uma viagem compatível as tuas necessidades. É muito difundido por lá e não se ouve falar de problemas de segurança.

Eu sinceramente não tenho coragem de viajar assim por aqui, a não ser que esteja com no mínimo mais duas pessoas, e olhe lá!

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Viajei muitas vezes de carona nos tempos em que fazia universidade e voltava pra casa nos finais de semana ... muitas estórias engraçadas e nenhuma muito trágica ... ainda bem.

 

Nem sempre era divertido ficar ali na beira da estrada ... chuva, sol, gente escrota xingando ... Ás vezes valia a pena e rolava uma carona nota dez com gente interessante ... outras vezes eram horas de espera e muita canseira até chegar em casa.

 

De qualquer maneira, fazia isso muito mais pela falta de grana do que por diversão.

 

A idéia de viajar de carona mesmo pra algum lugar distante, tipo uma aventura, nunca me atraiu muito. Gosto da minha independencia e de poder decidir quando ir e vir... Gosto de me planejar e ir fazendo o meu roteiro sem ter de ficar dependendo do destino mandar alguém me pegar na estrada.

 

Fora isso, pegar carona hoje em dia pode ser uma roubada. Não me arriscaria a ficar sem minha mochila e ter de voltar a pé pra casa.

 

BOLIVIA.JPG

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  • Membros

Ever, vc é um cara que admiro, cara pelas suas fotos vc já viajou muito mesmo.

BEm, se pudesse voltar no tempo...a sabedoria vem tarde, como bem sabemos, da mesma forma o dinheiro.

Agora que já me dei conta que por o pé na estrada, de preferencia para bem longe, é algo tão essencial quanto beber água e comer, agora que já tenho um pouquinho de $$ pra fazer isso, não tenho mais tempo, pelo menos na atual conjuntura financeira e de minhas atuais atividades, ou mesmo pelos preconceitos impostos por mim mesmo.

Esse é um paradoxo que o Olinto (autor do belo livro de viagens no guidão da liberdade)levantou: na esmagadora parte das vezes e das pessoas - tempo x dinheiro, quado se temtempo não se tem o dinheiro e quando se tem o dinheiro não se tem mais o tempo. Eu proporia o paradoxo triplo tempo x dinheiro x sabedoria, na qual mesmo sem dinheiro, pelo menos na realidade de um universitário, muita gente poderia juntar uns 400, 500 dólares num ano e por o pé na estrada, com sacrifício se consegue viajar uns 4 meses pela américa do sul, trancar um semestre na faculdade, etc...mas qual a parcela dos estudantes, mesmo os mochilerios, que se dispõe a encarar uma dessas? pela dificuldade e muito mais pela cara que os pais, tios e avós farão? ou mesmo por vontade própria...

nem vou reler tudo que escrevi, por que acho que deve estar meio confuso...

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ai, Everaldo... ganhou a cholita, hein! E pela saia q ostenta na foto, nao devia ser muito jeitosa...digamos, olfaticamente..

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A cholita era muito simpática. O avental dela está sujo pois passou o dia todo neste trecho da estrada num "picnic-churrasco-futebolístico" com amigos e parentes. Futebol de várzea no Vale de la Luna.

 

A questão "olfática" não me importou muito ... depois de uns dias viajando pelas estradas empoeiradas da Bolívia eu já estava acostumado.

 

Conheci a cholita e sua família quando parei neste trecho da estrada; sentei pra tomar uma cerveja e assistir a partida de futebol. O pessoal foi tão gente boa comigo que no final da tarde resolveram me levar de carona neste ônibus até o Hotel Max Paredes (Calle Max Paredes, 666) onde estava hospedado, no centro de La Paz.

 

Nunca fui tão bem tratado como "caronista" :o)

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