Olá viajante!
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edumacagnan 1 post
Pessoal, segue um relato completo da minha trip mais recente
Queenstown
Saímos de SP para Santiago pela Lan Chile no sábado à tarde. Sábado à noite pegamos o vôo Santiago Auckland, com duração de 12 horas. Chegamos em Auckland na segunda pela manhã e já pegamos a conexão para Queenstown (Air New Zealand), onde chegamos por volta das 12h00. Na descida do avião já ficamos de cara com a beleza da cidade, rodeada por montanhas.
Pegamos o taxi para o Hostel (Nomads), que durou cerca de 10 minutos mas custou a bagatela de NZD 30,00. Não rolou fazer o check-in, que só abria às 14h00, então largamos as malas num quartinho oferecido pelo hostel e, como não queríamos perder tempo, já agendei com a agência do próprio hostel os programas para o dia.
Optamos por fazer o High-Five, que envolve o Shot Over Jet + Helicóptero + Skyline + Luge + Gondola. O Jet é o passeio de lancha no rio, simplesmente inacreditável.
Dura uns 20 minutos, e vc tira finas dos paredões de pedra. Coisa de louco! Em seguida, vc entra no helicóptero que te leva até o skyline. Deve durar pouco mais de 5 minutos, mas a vista de toda a cidade é de tirar o fôlego! Chegando no skyline, que é uma espécie de teleférico para o topo da montanha.
De lá, vc desce de novo até a base do Skyline com o Luge, que funciona como um carrinho de rolimã – show de bola, dá pra pegar uma velocidade fera.
Vc tem direito a 5 descidas, e cada vez vc sobe com o skyline. Ao fim da tarde, descemos até a cidade com a Gondola (bondinho). Jantamos no Wai (fica no waterfront), um espetáculo!
Na terça-feira, havíamos marcado o passeio para o Milford Sounds. O ônibus sai cedo (7h), e leva quatro horas para chegar aos fiordes (passando pela cidadezinha de Te Anau), para o passeio de barco. Mais quatro horas de navegação, com almoço incluso. O lugar é maravilhoso, mas lá chove em 200 dias por ano, e é claro que acertamos um destes dias. Mal dava para sair de denetro do barco... Valeu para conhecer, mas fica aquela idéia de que com sol são outros 500... Mais 4 horas de ônibus, e chegamos acabados em Queenstown.
Quarta-feira foi dia de radicalizar. Agendei a trilogia Bungy, envolvendo um bungee jump na Kawaru Bridge (43m), outro no Nevis (134m), e um pêndulo (arc) também no canyon de 134m (no pêndulo, minha esposa foi junto, eles chamam de “tandem”). Não satisfeitos, ao final pedimos mais um pêndulo, que optamos por fazer de costas e cabeça para baixo. Sem palavras para descrever tudo!
Voltamos para a city e ainda tínhamos um tempinho livre, voltamos para o Skyline (subimos com a gôndola), onde a patroa fez um salto duplo de parapente, com aquela vista inacreditável do lago de Queenstown. Na quinta-feira, último dia em Queenstown, optamos por curtir um pouco a cidade, que é uma delícia. Centrinho pequeno mas cheio de lojinhas interessantes (souvenires, esportes, etc), hamburguerias, pubs e tudo mais. Também caminhamos um pouco até o Jardim Botânico, lugar também maravilhoso às margens do lago.
Saímos de lá com gostinho de quero mais, chegando em Auckland de tardezinha para aguardar o vôo para Sydney no bizarro horário de 5h20. Pagamos um caríssimo taxi de NZD 30,00 até o centro para conhecer o SkyTower, torre altíssima com uma bela vista da grande cidade. Dormimos (ou melhor, cochilamos) no Airport Sky Lodge, próximo ao aero.
Sydney
Chegamos em Sydney na sexta pela manhã, feriado de páscoa, aeroporto superlotado. Imigração sem problemas, fomos recebidos pelo casal de amigos meus que moram por lá (praia de Collaroy). A cidade é enorme, deslocamento lá é sempre demorado.
Nos quatro dias em Sydney, conhecemos várias praias, todas belíssimas. Destaque para Manly (agito), Bondi, e Palm Beach, de onde fizemos um passeio de ferry até o outro da baía. Fizemos o tour pelo CBD (Center Business District), incluindo Queen Victoria Building e Mac Store.Tudo muito caro para quem ganha em R$... O melhor lugar para umas comprinhas foi um Shopping Outlet, que tem boas lojas como Rip Curl e Quiksilver. Passamos também pelos pontos turísticos principais (Opera House e Darling Harbour). Jardim Botânico é outro lugar que vale conhecer.
Brisbane
De Sydney, pegamos o vôo para Brisbane na segunda à noite. Descobrimos que as companhias são rígidas com a franquia de bagagem (23kg no caso da Virgin), e que o excesso custa AUD 10,00 por kg! Em Brisbane, fiz as contas e resolvi alugar um carro ao invés de ficar pegando taxi. Dormimos no Acacia Inn, localização central, e no dia seguinte cedinho fizemos o check out e fomos para o Lone Pine Koala Sanctuary. Presenteei minha esposa com um tour Keeper for a Day, que foi espetacular. Ela passou o dia como tratadora dos bichos, alimentando kangooroos, cuidando dos koalas dentro da casinha, e também preparando comida e até limpando o cercado de alguns bichos.
Um dia inesquecível para ela e para mim, que além da cobertura fotográfica também tirei uma casquinha dos animais.
Ao entardecer, peguei o carro e voltei para o aeroporto de Brisbane, onde o devolvi para a locadora e pegamos o trem para a Gold Coast (cerca de 1 hora). Na estação, fiz a opção por um transfer direto para o hotel ao chegar na GC.
Gold Coast
Ficamos na Gold Coast por 3 dias, hospedados no Voyagers Resort, uma espécie de apart hotel em Broadbeach. A localização é ótima, próxima de restaurantes e alguns barzinhos. Tem ponto de ônibus do lado, que te leva aos parques temáticos. Fizemos Warner Brothers Movie World, Wet n’ Wild e Sea World. Os dois primeiros bem legais, o terceiro mais fraquinho. Tivemos o azar de pegar a semana de férias escolares, então tava tudo lotado... destaque para a montanha-russa do Superman, e o show Shrek, ambos no WB. Também fomos até Surfers Paradise para curtir uma praia e almoçar no Hard Rock Café.
De GC, fomos até Melbourne, onde chegamos à noite apenas para dormir (Ciloms Hotel) e partir no dia seguinte para a Great Ocean Road.
Great Ocean Road
Esse para mim é o destino imperdível na Autrália! Partimos por volta das 9h. Em cerca de 1hora, chegamos em Geelong e paramos para tomar nosso café da manhã. Avançamos na estrada por mais um tempo e começamos a nos deparar com uma praia mais linda que a outra, água verde. O legal é ir parando nos mirantes ou nos pontos em que dá para descer na areia.
Comemos alguma coisa em Lorne. Desviamos na Great River Road, uma estrada de chão onde vc pode avistar vários koalas no topo dos eucaliptos. Tivemos sorte de encontrar um à altura do carro, descemos e até encostamos no garoto, que não foi nada arisco.
Alcançamos os 12 apóstolos ao entardecer, um cenário indescritível.
Tivemos certa dificuldade em encontrar acomodação em Port Cambpell. 19h00 tava tudo fechado... com poucas opções, estávamos conformados em dormir no carro quando achamos o último motel da cidade (Southern Ocean), e tinha vaga por AUD 80,00. No dia seguinte, voltamos aos 12 apóstolos e fizemos o caminho inverso.
Aproveitamos para entrar em Torquay e visitar as mega-lojas (e os outlets) da Rip Curl e Qiksilver. Chegamos à noite em Melbourne para voar para a Tasmânia.
Chegamos por Launceston no domingo à noite. Dormimos no Art House e no dia seguinte peguei o carro para iniciar nosso percurso. Ganhei um upgrade grátis da Thrifty! Ao invés de um Getz, levei um i30 automático
. O roteiro em Tassie foi o seguinte:
1º dia: 2 horas de carro até o Cradle Mountain National Park. Visitamos o Parque, mas o tempo estava ruim (vento e chuva), o que cortou um pouco nosso barato. Visitamos o Devils@Cradle, lugar dedicado à preservação do diabo da Tasmânia. Passeio bem interessante e informativo. Lá pelas 19h30, entramos com o carro no Parque para uma espécie de safari noturmo. Vimos 2 wombats e alguns pademelons. Pernoite no espetacular Cradle Mountain Highlander Cottages.
2º dia: Caminhada no parque em volta do Dove Lake. Tempo horrível...
depois, percurso de cerca de 4 horas até a costa leste, onde paramos em St. Mary’s para comer algo na Purple Possum, uma delicatéssen de produtos orgânicos muito boa. Chegamos em Bicheno ao por do sol. Um céu maravilhoso! Procuramos os pinguins na praia, mas não achamos. Pernoite no Bicheno By the Beach.
3º dia: De Bicheno, meia-hora dirigindo até o Freycinet Nacional Park. Fizemos a trilha até o ponto para avistar a Wineglass Bay. Vista realmente linda!
Almoçamos no bom (mas caro) restaurante dentro do parque. Curtimos um pouco de praia na Richardson’s Bay. Seguimos para Swansea, onde visitamos a Kate Berry’s farm. Não havia frutas disponíveis, mas comemos o melhor sorvete (blueberry + boysenberry) das galáxias! Pernoitamos em Swansea em um motel qualquer.
4º dia: Partimos até Triabunna, para pegar o ferry até Maria Island. Lá, iniciamos fazendo a trilha duríssima para subir o monte Bishop & Clerk. A subida, descida e o percurso até o ponto do ferry levou cerca de 5 horas.
Faltou tempo para ver os Painted Cliffs, já que a balsa partia 17h00... De volta a Triabunna, seguimos para pernoite em Orford, no excelente Island View motel.
5º dia: seguimos até Sorell, onde visitamos a Sorell Fruit Farm. Infelizmente só estava na época de morango, maçã e pera, mas foi excelente.
Tem mais de 10 espécies de morangos, comemos muito e ainda levamos vasilhas embora. De la, rumamos para Brighton onde visitamos o Bonorong Wildlife Park. Show de bola, todos ganham comida para dar aos cangurus, e ainda tinham vários devils, além de koalas e um filhote de wombat.
Seguimos para pernoite em Hobart (Riverfront Motel and Villas). Antes, jantamos em um bom restaurante indiano no Waterfront.
6º dia (último): acordamos cedo e partimos para o mercado de Salamanca (famosa feira de artesanato). Muita coisa legal mas tudo caro demais! Passeamos um pouco pelo centro da cidade, e subimos o Mount Wellington (de carro). Belíssima paisagem lá em cima, de onde se vê não só Hobart mas tb outras cidades como Port Arthur.
De lá, passamos rapidinho pelo belo Jardim Botânico antes de chegar no Aeroporto, para pegar o vôo para Sydney.
Em Sydney, madrugamos no aeroporto. No dia seguinte, pauleira: 3 horas até Auckland, 12 horas até Santiago, 3,5 horas até São Paulo, e mais 1h até Curitiba!!!
Fim da melhor viagem da minha vida!