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Partindo da Rodoviária Nova peguei o Ônibus SJCampos/São Francisco Xavier ás 8:00 horas num percurso de 2 horas . 

Sendo o horário semanal :

6:00 - 8:00-10:10- 12:00 - 14:00 - 17:00 - 19:00 - 21:00 .

Sábado :

5:00- 6:00 - 8:00 - 10:00 - 12:00 - 14:00 - 17:00- 19:00 - 20:40 .

Domingo e Feriados .

6:00 - 8:00 - 10:10 - 12:00 - 14:00 - 17:00 - 19:00 - 21:00 .

Preço da passagem : 

R$ 8,80 

Pagasse direto com o Motorista não tendo bilheteria , não precisando comprar bilhete antes .

Indo sentido Monteiro Lobato pela SP-50 . 

 

Passa pela pousada vira morro continua sítio luz e vida , Bairro descoberto , cruzes á esquerda com um pequeno altar cheio de imagens de adoração católica , isto sempre indica que  morreu gente naquele local.

O ônibus continua o percurso Jardim Morada do Sol vemos a placa deste bairro .

Agora vemos a entrada da cidade de monteiro lobato em letras de concreto bem grande e pintada de branca. Polícia Militar a esquerda e depois centro de monteiro lobato destaco o restaurante resgate caipira muito bem falado por várias pessoas . Em sequência chegamos a pequena rodoviária de monteiro lobato pintada de amarela.Cheguei em Monteiro Lobato as 9:13 minutos , alí uma pequena parada de uns 12 minutos alguns desce para usar o banheiro outros saem para comprar algo num treeler outros sobem porque vão a São Francisco outros descem pois tem seu destino final alí. Depois disso parti-se para São Francisco Xavier e agora são mais 45 minutos . Passando por Roncador de Baixo , Pantanal  um Pesqueiro de Pesca e lazer . A direita temos placas indicativas de chalé do nego a esquerda temos o Camping e Pousada Canto dos Passáros e depois temos a Mantiqueira Aventura.

As 10:30 cheguei a pousada cheiro de mato que fica a esquerda do conheço da trilha conversei com o caseiro guinho da pousada e pedi para deixar algumas coisas pois havia muita coisa na mochila o mesmo atendeu-me prontamente . Uma mochila tinha 4.200 gramas e outa 3.285 gramas num total de 7.485 gramas  .  Usei duas mochilas que não de montanhismo porém são muito fortes e aguentam peso e tem uma certa resistência a chuva  uma marca  risca escolar que sempre uso em minhas caminhadas com dois bolsos telados lateralmente outra tarja rock que embora bastante gasta ainda aguenta muito e também tem dois bolsos telados lateralmente. 

Começo da subida ás 10:30 chegando ás 14:00 horas ao topo num ritmo bem alternado com uma aceleração forte misturada com duas grandes pausas de 30 minutos inclusive para almoço . 

Começo da descida ás 14:15 chegada a porteira da fazenda e da pousada ás 16:15 .

Portanto 3:30 minutos para subida com duas paradas de 30 minutos .

2 horas para descida com duas paradas de 10 minutos .

Taxí  R$ 25,00 até a porta da pousada cheiro de mato .

Esta pousada tem várias opções de preço para quartos e camping passando pelo preço econômico , moderado e alto padrão . Acomodações exelentes quaisquer que seja a escolhida. O casal dono da pousada o Senhor Maurício e a Dona Silvana são excelentes anfitriões que gostam do que fazem, gostam da natureza e de pessoas . O caseiro da fazenda o guinho excelente profissional que nos atende muito bem . 

Denomino a trilha como trilha de dificuldade média e não como difícil como muitos a classificam. Trilha de mata fechada com várias pequenas dificuldades entre o meio do caminho. Fiquei atento por que por  várias vezes temos que passar por  debaixo de pequenas arvores e pequenas arvores lateralmente, como estava sozinho dobrei a minha atenção pois no meu entender poderia me deparar como cobra por baixo ou por cima .  Usei botas, perneiras , luvas, camisa manga longa  porém esquecí a minha toca arabe na pousada . Um facão ou uma foicinha ajudaria bem . A minha lição desta trilha é que fazer trilha sozinho é bom só que o grau de responsabilidade e cuidados devem serem redobrados pois se der alguma coisa errado estava eu lá a 2 mil metros sozinho em plena quinta-feira dificilmente encontraria alguém para me socorrer . Trilhar sozinho é trilha de autoconhecimento é ouvir o sei eu interior é refletir sobre tudo o que estamos fazendo de certo ou de errado . É momento do eu interior refletir sobre o que estamos fazendo com este Dom maravilhoso que Deus nos deu dom este chamado vida .

 

 

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    • Por marcelobaptista
      Já tinha ouvido falar bastante na travessia de São Francisco Xavier (distrito de São José dos Campos/SP) e Monte Verde (tb um distrito, mas da cidade mineira de Camanducaia) nesses dez anos de trekking que eu completo em 2009, mas por essas contigências da vida, nunca havia conseguido planejar essa trip anteriormente. Com dois dias de folga, finalmente tive a oportunidade de seguir em frente e fazer essa travessia famosa, talvez uma das mais clássicas da Mantiqueira.
       
      Acordei ás 5h da manhã, afim de poder fazer as conexões em SJC o mais cedo possível. A passagem custou $ 17,30 e eu embarquei no ônibus das 6h15, com sono, mas empolgado com a oportunidade.
       
      Desembarquei ás 7h45 na nova rodoviária de SJC, com o tempo fechado. Fiquei um pouco apreensivo quanto á possibilidade de belos visuais. O ônibus para S. Fco. Xavier sai da plataforma 16 da rodoviária; saímos ás 8h em ponto, um ônibus simples da viação Oito Irmãos. Paguei $4,60. São mais 1h40 de viagem subindo a serra da Mantiqueira, passando por Monteiro Lobato (SP), antes de chegar ao ponto inicial da travessia.
       
      Cheguei a S. Fco. Xavier ás 9h36. Fui até uma padaria, um café com leite e um pão na chapa, um papo rápido com um cara que quis me empurrar um guia, e depois passei no CAT, o centro de informação turística de São Francisco Xavier. Depois de um papo com a simpática Ana, peguei um mapa e segui em direção á fazenda Monte Verde, onde de fato se inicia a trilha para Monte Verde: eram 10h.
       
      Da cidade até o inicio da trilha tem cerca de cinco km, numa subida dura e sem trégua. O tempo abriu, e o sol pegou forte; junto com a subida impiedosa, causa no caminhante um desgaste muito forte. Um ponto de água, junto a uma espécie de altar para Nsa. Sra. Aparecida. E subida, subida...cheguei na porteira da fazenda Monte Verde por volta das 11h20, e cruzei com dois caras de SJC (Leonardo e Anderson) que tb estavam subindo, mas tinham como destino final o mirante (é como a galera da região chama o Pico da Onça). Como nossos ritmos estavam parecidos, fomos juntos papeando. Os caras já haviam feito a trilha algumas vezes, e passaram uns toques legais da região. Gente boa os dois.
       
      A subida não pára até chegar a uma bifurcação, exatamente a que separa a trilha que leva ao mirante (Pico da Onça...) e a continuidade da trilha até Monte Verde. Até chegar ali, passei por três pontos de água muito bons. Como eu havia me distanciado dos dois colegas num determinado momento, e chegado antes na bifurcação, esperei a chegada de ambos para me despedir, e assim aproveitei para descansar um pouco. Quinze minutos depois, Leonardo e Anderson chegaram. Me despedi dos dois, e segui para Monte Verde. Eram 14h07.
       
      A partir da bifurcação, o caminho aplaina e começa uma descida suave e constante. A trilha está em muitos pontos tomada pelos bambus que caíram com a recentes chuvas (afinal, é verão). Um momento interessante é quando se chega ao chamado Bosque dos Duendes, uma área dificil de descrever; parece mais com umas imagens que vi da Nova Zelândia. É bem interessante. Árvores que se espalham, o chão coberto de folhas, os raios de sol que vazam por entre a copa das árvores...paisagem agradável.
       
      Caminha-se sempre em suave declive, até chegarmos ao fim da trilha, junto a uma propriedade da Horizontes América Latina, uma missão católica. Dali tomamos á esquerda e seguinos por uma estradinha de terra, cheia de belas casas, até as proximidades do centro de Monte Verde (a rua termina ao lado do banco Bradesco). Seguindo as indicações do relato de uns colegas montanhistas (Ronald e Rafael), segui para a Vila Operária, em busca de hospedagem barata. Já bem cansado, entrei na primeira que eu vi...fiquei na Pousada Dona Ana (R.da Represa, 215 tel.: 35 3438 1142 / 3438 2007), $70, com lareira. Para ficar um dia, foi uma boa escolha...além do mais, estava bem feliz e com o objetivo cumprido: a travessia de S. Fco. Xavier a Monte Verde. A noite caiu, a chuva tb caiu forte, e depois de provar uma truta muito boa no restaurante Capricho (mais uma indicação do relato Ronald/Rafael), fui para a pousada dormir um pouco e descansar para fazer uma caminhada até alguns picos ao redor de Monte Verde. Infelizmente, o tempo na manhã seguinte não estava muito confiável, então resolvi voltar para São Paulo. Mas já fazendo planos de voltar e fazer os picos cercanos a Monte Verde.
       
      Dicas: Se vc for e ônibus, planeje-se para chegar o mais cedo possível a S. Fco. Xavier. Os horários dos ônibus que saem de SJC para SFX vc encontra no site http://www.guiamonteverde.com.br . No que se refere á trilha propriamente, prepare-se para os sete primeiros kms, que são os mais puxados da trip:vc começa a caminhar na cota 730m e chega á bifurcação na cota 1830m, ou seja, um desnível de 1100m!Acredite, é bem forte a subida...Água existe em bastante quantidade. Em Monte Verde, procure pela Vila Operária para conseguir hospedagem mais barata. E programe-se para conhecer os picos perto de Monte Verde, como a Pedra Partida, Pedra Redonda e o Chapéu do Bispo.
    • Por ROTA da AVENTURA
      e ai galera vai mais um rolezinho num total de 3,4km!
       

       
      pedra vermelha situada em SFX a alguns 10 anos atras ja tinha subido a pedra , uma vez por completo e na outra tivemos que voltar pois subindo com facão abrindo a trilha um dog de um brother correndo no mato acabou sendo acertado com o facão bem no meio da cabeça , enrolamos com camiseta e descemos para levar para um veterinario !
      agora sozinho resolvi subir novamente !!
      chegando em Sfx tomar rumo ao bairro st-a barbara , la tem uma placa pedra vermelha !! mais pra frente entra na porteira !!
      deixei o carro e começei a subir , a trilha esta bem fechada , apenas alguns trilhos de boi !!
      e toca pra cima tudo no vara mato , o tempo meio fechado me deixou com o pé a atras , mas continuei a subir

       
      a vamo subindo e no meio do mato vejo o DESTINO á pedra vermelha

       
      e toca para cima varando mato , e depois de quase 2 horas chego quase no cume !!

       
      agora sim no topo da pedra vermelha com 1841 mts

       
      la em cima existe um descampadinho que abriga umas 2 barracas

       
      comi um lanche tal e reparei que continuando a trilha pelo lado oposto de onde subi , esta bem limpa , parece ser sempre feita uma manutenção !! resolvi descer por ela

       
      descendo por esta trilha limpa sem problemas , num certo trecho a direita entrando numa trilha beem limpa tambem chega -se numa pequena mina dágua onde é possivel recarraregar os cantis !!
      pensei pow essa trilha limpa vai dar na fazenda que a mulher é bem sistematica e proibe o acesso nas terras dela !!, continuei descendo e a trilha sempre limpa começa a chegar num gramadão bem cuidado vichiiii fudeu !! , voltei mais um pouquinho e entrei no vara mato de novo , desviando assim da fazenda !!
      mais um role perto de casa !!
      chegando no final de encontro onde deixei o carro

       
      falow

    • Por Cris*Negrabela
      ♫ Nem tão longe que eu não possa ver
      Nem tão perto que eu possa tocar
      Nem tão longe que eu não possa crer que um dia chego lá.. ♪ - A montanha, Engenheiros do Hawaii
       
      Foi em Monte Verde que fiz minha primeira trilha com pernoite selvagem, a primeira vez que eu entendi no corpo a diferença entre uma cargueira e o mochilão de lona que eu costumava usar há muitos anos atrás. Foi lá também que eu aprendi o que era acampar em meio a ventania e chuva, descobrindo o que era uma noite mal dormida com medo de o vento levar o sobreteto, a barraca e - porque nao? - eu...
       
      Mas já fazia mais de um ano que eu nao voltava para aquelas bandas, fazia tempo que eu nao me jogava numa trip - alias, fazia tempo que eu não fazia era nada mesmo... Tempo parada o suficiente pra receber o carinhoso apelido de "Pantufão" pelos mui queridos amigos, devido as minhas constantes fugas a qualquer convite pra me "mover" ... e com direito a musiquinha até:
       
      [align=center]♫ Pantufa maldita, pantufa maldita, venha com a gente pantufar
      Odeio barro, odeio lama... não vou sair do sofá ♪
      [/align]
       
       
      Só que esse fim de semana, movida pela viagem das férias (que ta chegando !!!) e pela vontade de estrear minha barraca nova (uma Marmot Earlylight) , eu resolvi guardar a "pantufa maldita" no armário. Xeretei entre os amigos o que rolava no findi... escalada pra alguns, pedalada pra outros, compromisso pra terceiros. Andar a pé ninguem queria kkk pra fazer alguma coisa esse findi, eu dependia simplesmente de... MIM. E se era pra sair por ai sozinha, precisava de um local conhecido, pra me sentir mais segura... E porque não, ir pra Monte Verde mais uma vez?
       
      Acho que a parte mais dificil da jornada foi me convencer a sair da cama no sábado de manha
      Depois de me auto-atrasar em mais de 1h, as 7h45 eu estava saindo da rodoviaria do tiete. Cheguei na rodô de São José dos Campos a tempo de perder o bus das 9h... o próximo bus pra São Francisco Xavier só as 10h... acabei chegando lá quase meio dia. Tempo de almoçar e arranjar transporte até o inicio da trilha.
       
      Paguei R$ 20,00 pro único taxista da cidade me levar até o inicio da "Trilha do Jorge" ... 13h30 e lá fui eu pelos 800m de desnivel serra a cima, embaixo de um sol que me torrarrava. Literalmente, era um anda - para na proxima sombra - anda....rs 2h30 depois, eu estava lá na bifurcação que marca a descida pra MV ou continua a subida até a Pedra da Onça (ou Mirante). Já eram quase 16h e eu tava bem cansadinha, morrendo de calor... nem subi até a Pedra da Onça, só fui até o marco da divisa SPxMG e voltei, descansei uns 15 minutos e toquei pela bifurcação a baixo, rumo a MV.
       
      Depois de muito pula tronco, desvia de galho, se enrosca em taquarinha, 18h10 eu cheguei no final da trilha, na rua Taurus. Como da primeira vez que tinha feito essa trilha, caminhei pela avenida toda até chegar ao Bradesco, na esquina da Av. Monte Verde com a Rua Mantiqueira, que dá acesso ao Platô (carona, nem pensar... nego passa e ainda joga poeira na sua cara rs). De lá, apela novamente pro taxi (R$ 15,00, tabelado) pra me levar os quase 3km de subida até o começo da trilha para o Platô de Monte Verde. Já eram quase 19h quando comecei a, literalmente, me arrastar trilha a cima... junto do ponto de água encontrei um casal que descia; enquanto eu enchia o camelbak e a garrafa conversamos um pouco ("Cê não tá preocupada em ficar lá em cima sozinha?"... "Nããããõ!" kkk ). Devo ter levado mais de uma hora até chegar lá em cima, cansada pra caramba.
       
      A previsão do tempo indicava que ia chover no domingo, mas a noite tinha poucas nuvens, sem vento, dava ate pra ver a lua ... entao eu escolhi ficar num cantinho mais plano ali no platô mesmo, pensando se deveria procurar uma clareira mais lá pra dentro entre as arvores... mas e a preguiça? kkk Fui caxias o suficiente pra achar um lugarzinho mais ou menos protegido, na borda da mata, que era plano o suficiente e dava pra especar e esticar a barraca direito. Antes das 21h, com a barriguinha cheia (hmmm capeletti de frango \o/ e tá la o corpo estendido na barraca....
       
      As 23h30 eu acordei com o barulho da chuva. Uma chuvinha mesmo, passou na mesma velocidade que veio. Voltei a dormir, mas inquieta... sabe quando voce fica com aquela sensação de que aquilo foi só um aviso? Ainda dei risada lembrando dos filmes do Zé do Caixão..." À meia-noite, levarei a sua alma"...
       
      Pois é... eu nao devia zombar do destino: Meia-noite e pouco o tempo virou de vez.
       
      A tempestade chegou com tudo. O vento jogava a chuva contra a barraca parecendo uma metralhadora. E o pior: começou a trovejar. A earlylight tem duas janelinhas (superindiscretas ) no teto... parecia um show de flashes sobre a minha cabeça.
       
      Naquela hora eu fiquei com medo, por estar ali sozinha, a ponto de apelar pra infantil proteção de esconder a cabeça embaixo do travesseiro (ou melhor, dentro do saco de dormir kkk ). Passou um monte de coisa pela cabeça, principalmente a culpa por ter cedido a preguiça e nao ter ido montar a barraca lá no miolo da mata, entre as arvores. O principal medo era um possivel raio; mas eu não estava num local tão exposto assim, e (GRAZADEEEEEUS!!!) logo parou de trovejar. A outra preocupaçao era o vento: a chuva forte parou, mas as rajadas pegavam a barraca na lateral, ela envergava praticamente até quase tocar no meu rosto em algumas vezes.
       
      Demorou um pouco pra cair a ficha de que eu não estava com a barraquinha da Nautica de sempre. Da outra vez que tinha vindo a Monte Verde, acampei num platô proximo ao Pico do Selado e a ventania foi suficiente pra rachar de vez as varetas da kapta, mas mesmo assim ela sobreviveu. Agora eu estava numa barraca com vareta de alumínio, entao me obriguei a não me preocupar demais. Juntei todas as coisas espalhadas na barraca dentro da mochila e sai pra conferir os espeques: nem se abalaram com o vendaval... Sopra pra lá, pra cá, enverga de lá, enverga de cá... quando eu me dei conta (lá pelas 2h kkk) que, realmente, a barraca não sairia do lugar, virei pro lado e dormi! rs Pois é... eu tava doida pra saber como essa barraca se comportaria em meio ao vento patagônico... bom... agora eu já tenho uma idéia kkkk
       
      Tive coragem de levantar mesmo lá pelas 8h30. Tinha parado de chover, estava tudo nublado, mas o vento forte estava ajudando a abrir um pouco. Tomei café, arrumei as coisas, apanhando pra desmontar a barraca naquele vendaval, e fui pro Pico do Selado. Deixei a mochila escondidinha no mesmo plato onde acampei da outra vez e subi o restante da crista. Passei direito da pedra do cume... ao chegar na outra ponta do morro que me dei conta, tive que ir voltando pela trilha a sua caça, mas ainda não sabia por onde subir kkk
       
      Achei um caminho, subir escalaminhando por um lugar que achei dificil de passar, pensando que ia ter problemas na hora de descer... foi chegar em cima da primeira pedra, olhar pro outro lado e me sentir imbecil: outro lado, junto da fenda, era absurdamente mais fácil... Agora entre mim e o livro do cume tinha só a bendita da fenda pra pular.
      Olhava pra caixa do livro cume. Olhava pra fenda. Sentava. Me convencia. Levantava. Ameaçava. Olhava pra caixa de novo e começava o processo outra vez kkkk Sabia que nao era um troço impossivel, mas era alto o suficiente pra dar um cagaço real. O fato de a pedra ainda estar meio molhada só aumentava o medinho. Olhei de novo pra caixa e pensei "dane-se, vou voltar". Já tava me virando pra descer e pensei de novo "vou voltar o !!!" e num embalo só, pulei
       
      Adrenalina a mil... berrei um palavrão, chorei, assinei o livro, tirei umas fotos e fui "despular" a fenda. Provando que auto-confiança demais é uma merda, quase eu me ferrei: me desequilibrei na aterrissagem. Com medo de sair escorregando, usei a tecnica de bebado (" se é pra cair, então deita!") e pro meu azar, praticamente me joguei em cima do bolso onde estava minha camera... rachou o lcd... já era... =/
       
      Descendo de volta para onde estava minha mochila, encontrei o mesmo casal com quem trombei na noite anterior. Os dois disseram que ficaram preocupados comigo a noite, porque lá embaixo, na cidade, o vento estava muito forte... Mas que estavam felizes por ver que eu estava bem e inteira rs... Fui seguindo em direcao ao Platô e peguei a trilha sentido Chapeu do Bispo. Já eram quase 13h quando sai na avenida no fim da trilha, e segui em direção ao inicio da trilha pras Pedras Redonda e Partida. Subi a Pedra Redonda, triste por ter detonado minha camera, porque achei a vista dali animal rs. Perguntei pra um grupo que estava lá quanto tempo ia até a Pedra Partida, me responderam cerca de 1h20... desisti - eu pretendia pegar o ônibus das 16h pra Camanducaia.
       
      Desci rapidinho... agora só faltava descer toooodos os 4km da avenida das Montanhas e refazer parte do caminho que fiz ontem, até o Bradesco. De lá, voltar até o posto de gasolina na entrada da cidade, onde passa o ônibus - era mais perto do que ir até a parada de ônibus lá no centrinho da cidade...
       
      Obvio que, uma vez que a mente assimilou que a missao estava cumprida, as forças se esvaíram no mesmo instante kkk, entao mesmo sendo descida, o passo era lentíssimo rs ... Cheguei no posto as 15h45... só pra descobrir que o bus das 16h00 nao passa de domingo; saiu um as 15h30 e agora só o das 19h ou um microonibus, que passava por volta das 18h15! Usei o banheiro do posto pra me trocar, deixei a mochila guardada lá e caminhei de volta até o bar mais proximo, pra tomar umas brejas "enquanto Seu onibus nao vem". Peguei o microônibus ali ao lado do posto as 18h (ele estava subindo até a parada de ônibus ainda, depois voltaria por aquele mesmo caminho) e depois de baldear em Camanducaia, desmaiei no bus ate em casa.
       
       
      Gastos
      Bus Sp x SJC ( Passaro Marrom) R$ 21,70
      Bus SJC x São Francisco Xavier (Sai da mesma rodoviaria, na parte de Onibus Urbano) R$ 4,80
      Almoço (Filé de truta grelhada + suco ) R$ 18,00
      Taxi ate o inicio da trilha (Rithi, o unico taxista da cidade, tem o telefone dele afixado no posto da guarda municipal, junto do ponto final ) R$ 20,00
      Taxi do Bradesco até o Café Plato (Monte verde, rua Mantiqueira, tem um ponto de taxi com o telefone) R$ 15,00
      Microônibus Monte Verde x Camanducaia (o onibus, viação Cambuí, é o mesmo valor... a van passa cerca de meia hora antes do horario do Onibus) R$ 5,80
      Bus Camanducaia x SP (viação Cambui, sai de Camanducaia as 20h30) R$ 19,15
    • Por marcioomoraiss
      Depois de caçar algumas dicas e baseado em um relato de 2012, então, meio que desatualizado, mas mesmo assim, SIMbora?! FOMOS.
      Convidamos alguns amigos que toparam fazer, mas na hora do SIMbora?! Me pergunto: CadêAmizade? kkk
      Com esse relato e um tracklog o celular (que também não estava lá essas coisas mas nos pontuou onde encontraríamos água) partimos, Lenon e eu.
      Enfim, vamos ao relato.
       
      Lenon estava em Pindamonhangaba e eu em São Paulo-Penha.
      Combinamos de nos encontrar na Rodoviária de São José dos Campos as 7:00.
       
      Dia 26-11-2016 - Sábado
       
      Fui até o Terminal Rodoviário Tietê e embarquei as 5:30 pela empresa Pássaro Marrom.
      Cheguei em SJC lá pelas 7:10 e Lenon chegou uns minutos após.
      Seguimos para ver os horários do ônibus que ia para São Francisco Xavier.
      Há uma placa na rodoviária que indicavam um bus as 9:30 e outro as 11:30. Que sairia dali do terminal urbano (colado com o terminal rodoviário).
      Como não tínhamos comprado nada de alimento passamos na feira e depois no supermercado Semar, uns 10 min da rodoviária. Alimentos comprados voltamos a rodoviária e aproveitamos pra fazer um lanche no Subway.
      Decidimos então esperar nos bancos em frente ao bus que iria para SFX e para nossa surpresa ele já estava de saída, eram 9:10 (logo a plaquinha já estava errada).
      Há 3 tarifas no bus, para quem vai descer por ali mesmo em SJC, quem vai para Monteiro Lobato (R$ 4,75) e quem vai descer em SFX (R$7,90), tu paga e recebe um ticket do seu destino. Por isso diga seu destino ao cobrador. Um rapaz que não disse ao chegar na catraca o cobrador só gritou: VAI PRA ONDE? kkk
      E se prepara porque a estrada é tortuosa, sinuosa e tudo de osa.. é um chega pra direita, pra esquerda, se segura e SIMbora....No caminho TODAS as pessoas que embarcavam diziam TÁ SÓ UM POUQUINHO ATRASADO HEIN, TIPO 1 HORA (viu, a plaquinha estava errada e muito errada na rodoviária).
       
      Chegamos em Monteiro Lobato lá pelas 10:30. O ônibus faz uma parada na mega hiper e super pequena rodoviária e o cobrador grita: QUEM FOR PARA SÃO FRANCISCO XAVIER, FAVOR EMBARCAR NO ÔNIBUS AO LADO.
      Vai nós procurar o ticket que ele nos deu pra poder entrar no outro ônibus.
      Precisou? Não, porque uma moça disse para entrarmos pela porta de trás.
      Daí embarcou as pessoas que iam de ML para SFX, praticamente lotou o ônibus, de acordo com a cidade claro, não é como estamos acostumados em São Paulo, lota que chega ter gente saindo pelo ladrão...kkk
       
      E dá-lhe mais estrada osa (sinuosa, tortuosa...) até que chegamos ao Portal BEM VINDO A SFX.
      Mas aqui não há rodoviária, o ônibus para ao lado de uma praça, todos desembarcam e depois ele retorna. #SimplesAssim
      Atravessamos a praça e eu tinha lido que havia um Centro de Informação ao Turista, mas na verdade era uma empresa de passeios CAT (centro de aventuras turísticas)...kkkk
      Não paramos lá mas pegamos informação à um casal de idosos que tinham uma barraca de doces e estavam montando na praça, estava rolando um evento lá.
      Lenon perguntou já sobre a travessia para a Senhora eu pensei PUTZ ELA NUNCA VAI SABER, mas dei de cara no chão, ela explicou e o marido dela ainda deu detalhe da ponte que tínhamos que passar.... vai tirar os tiozinhos...vai...
      Com o relato e o tracklog em mãos e a indicação do casal na memória seguimos.
      Depois do CAT dobramos a direita, seguimos e já demos com o cemitério a esquerda.
      Mais a frente ja encontramos outra placa que indicava o B. dos Ferreiras.
      Pelo relato tinamos que seguir a Estrada dos Ferreiras, mas confesso que durante todo o caminho não encontramos placa que indicava realmente qual era essa estrada, a gente suspeitava que estava nela porque víamos as travessas numeradas, 1a travessa dos ferreiras, 2a travessa dos ferreiras... pela lógica tínhamos que estar na Estrada dos Ferreiras.
      Daí só fomos seguindo, pedimos informação a um hippie que fez um AHNNnn antes de responder que preferimos nem registrar o que ele nos orientou..kkk
      Andamos por uns 15 minutos e encontramos uma placa de uma cachoeira seguindo para a esquerda, estava um puta sol, mas decidimos não ir, eram mais 4 km afinal, 2 de ida e 2 de volta.
       
      No relato dizia que a placa da Fazenda Monte Verde não existia mais, mas já recolocaram, há várias delas e da Pousada ITAKI (até enraçado esse nome porque tem muita placa desse ITAKI, mas nunca TÀ kkk, parece que nunca chega)
      Seguindo essas placas, encontramos a Fonte de Nossa Senhora, ali nos abastecemos de água, pedimos proteção e tomamos um banho de gato pra refrescar porque TAVAFODA
       

       

       
      Logo a frente havia uma bifurcação, mas a placa da Fazenda MV dizia para ir a esquerda, mas sabe quando bate ainda aquela dúvida?
      No relato que eu tinha dizia que não tinha muitos pontos de água, e tem.
       
      Dizia que as placas da Fazenda não existiam mais, mas estavam lá. Logo comecei a desconfiar do relato. kkk
      Ficamos parado eu tentando abrir o tracklog e passa 2 carros, cheio de mochilas com 2 grupos, e subiram a esquerda. Viu, pedir proteção a Nossa Senhora foi bom, ela nos mandou um sinal. Amém.
      Seguimos então no sol escaldante do meio dia, fazendo algumas várias paradas até que reencontramos o grupo, estavam em treinamento, deveriam ser guardas florestais.
       
      Ali perto o bicho pegou, fui conferir o relato e havia uma foto do cara entrando depois de uma placa de PROPRIEDADE PARTICULAR, essa placa estava a nossa esquerda. E vimos a Fazenda Monte Verde, que estava a nossa direita. Abri o tracklog e dizia para seguir em frente, o relato dizia outra coisa, mas como ele já perdeu moral seguimos, até dar com uma porteira FECHADA e cheio de mato, pronto, e agora?
      Havia uma casa ali e Lenon foi perguntar e a senhora disse que era pela porteira mesmo, que o trajeto levaria o mesmo tempo da cidade até ali....pensei... TOMANUCU né, nesse sol...kkkk
       
      Mas seguimos, passamos a porteira e demos de cara logo, atrás de um matagal a placa da TRILHA DOS MURIQUIS.

       
      Estávamos no caminho certo e o mato só estava ali, na entrada. Será proposital para quem ver já desistir? Vai saber...

       
      Seguimos e 2 minutos depois vimos uma porteira a direita como se fosse uma passagem e ouvíamos barulho de água. Como não dizia ser de propriedade particular fomos averiguar, e sim PONTO DE ÁGUA e mais um banho de gato.

       

       
      Daí é só trilha, só subida e SIMbora, algumas várias paradas.
       

       
      Tinhamos que encontrar a Bifurcação que a esquerda iria dar no Pico da Onça e a esquerda era Monte Verde.
      E parece que essa tal bifurcação tão aguardada nunca chegava.
       
      Enfim, ela. Comemoração.
       

       
      Dali para a Pedra da Onça seriam 20 minutos, segundo o relato. É, resolvi dar uma chance ao relato, ainda tenho fé nas pessoas e nos relatos..kkkk mas me decepcionei novamente, ele errou por 10 minutos... Pode não parecer muito mas do tanto que já andamos, subimos, 10 minutos é uma eternidade ainda mais quando umas nuvens iam se formando, daí a ansiedade se transformava em cagaço.
       
      Enfim, 30 minutos depois da bifurcação: PICO DA ONÇA.

       

       
      á deixamos as mochilas e fomos fazer o reconhecimento do local. Depois montar a barraca e depois apreciar as vistas. SHOW DE BOLA.
      Minutos depois aquele grupo de guardas, que achamos que eram porque não conseguimos ler o emblema deles apareceram por lá. Eles iriam para a Pedra Furada e nos orientou a não fazer essa trilha sem guia ou conhecimento porque ali passa gente, passa boi, passa cavalo, passa barata e sempre tem trilha nova aberta e fica fácil se perder.
      Na verdade acho que OU ele queria dar emprego pra algum guia OU não queria ter trabalho com 2 perdidos no meio da mata (tipo nós).kkk
      Bom, com as nuvens formando, com as aves indo e vindo, voando rápido, tipo apocalipse, parecia que vinha um temporal, resolvemos então... ficar na barraca, tirar um cochilo. Eu queria ver o céu estrelado mas com essa ameaça de chuva e uma tentativa frustada de fazer fogueira em meio a neblina das 22:00 nem saíamos da barraca.
       
      As 2:00 horas ouvimos vozes. Eu, corajoso que sou, já fiquei no cagaço, mas deu pra notar pelas vozes que eram um casal. Ouvi o rapaz dizer: OLHA ESSA PEDRA, PORQUE TEM NOME DE PEDRA DA ONÇA SE PARECE MAIS UM OVO. DEVERIA SER PEDRA DO OVO. Eu então fiquei imaginando as pedras que estavam lá, qual se parecia com um ovo, não fiz menção a nenhuma mas na manhã conversamos com ele e ele disse que tinha visto nossa barraca e confundido com uma pedra, nossa barraca era a "PEDRA DO OVO".
       

       
      Esse final de semana foi mesmo abençoado. Fez sol e afinal aquela noite não choveu, o casal nos disse que o céu estava bem estrelado de até ver estrela cadente. E nós o que estávamos fazendo na barraca que não vimos?
      Mas assistimos a um espetáculo que eles perderam, o nascer do sol, chupa casal....
      Meu que maravilha isso, ver o sol surgindo, aquele pontinho laranja até virar aquela bola de fogo enorme, e como é rápido também. Se eu tivesse piscado tinha perdido.
       
      Seguindo uma trilha a esquerda, contornando a 2a Rocha há o livro de registros. Na verdade não havia mais LIVRO, eram pedaços de papel higiênico. Então, quem for lá, pufavô, leva um caderno? ahhhh e uma caneta. Aquela que estava lá já está no fim. Obrigado
       

       
      Depois do café da manhã, esperamos o casal Wesley GOTO e Daiana, para descermos, reencontramos a bifurcação e fazer a trilha para Monte Verde. Eles, como chegaram ao Pico da Onça as 2:00 nem repararam na bifurcação e ainda disseram que quase que acampam por ali mesmo.
      A trilha dali para Monte Verde é bem tranquila. Só complica um pouco quando chega ao Bosque dos Duendes. Porque né, é um bosque, mais aberto e te deixa muito na dúvida por onde seguir.
      Nós seguimos a terra batida e as marcas dos cavalos, porque no dia anterior havia um senhor e um garoto galopando e vimos que seguiram para Monte Verde.

       
      Bom, deixa eu finalizar que a coisa tá ficando grande....
       
      Saímos do Pico da Onça lá pelas 9:30. Chegamos em Monte Verde, no fim da trilha, ao lado de uma lindíssima pousada as 11:30. Seguimos a estrada, perguntamos para uma senhora como pegar um ônibus para Camanducaia e ela disse que saía de frente do Posto de Gasolina Ipiranga. É, Monte Verde não tem rodoviária.
      Encontramos o tal posto, confirmamos a informação e disseram que além de ônibus há vans que fazem o trajeto MV x Camanducaia. Mas os horários são incertos. Ficamos na esquina do lado oposto ao Ipiranga, um lugar onde alugar quadriciclo.
      Nos disseram que o ônibus passaria ali as 12:30. Esperamos, esperamos, deu horário e cadê, nada.
      O próximo só iria passar as 15:00. Resolvemos pedir carona, mais por brincadeira, porque era cada olhar que recebíamos que virou um passatempo, uma senhora até foi engolida pelo banco quando viu a gente pedindo carona.. kk
      Daí resolvemos pegar um papelão com a mulher do quadriciclo e escrever CAMANDUCAIA.
      Wesleu ficou segurando uma escrito CAMANDUCA (não coube o IA na placa dele). Eu estava escrevendo outro, quando cheguei no CAMA parou uma S10 branca e não acreditamos, deu certo.
      O motorista perguntou onde seria nosso destino final, dissemos São Paulo, e ele disse EU DEIXO VOCÊS EM SÃO PAULO ENTÃO. E acreditamos? NÃO. Eram 4 pessoas incrédulas de boca aberta, sorriso no rosto e querendo que alguém nos beliscasse.
      Essa pessoa se chama Gustavo. Não darei muito detalhes mas ele foi contando histórias do lugar, de empresas, do ônibus incendiado na estrada, como conheceu sua esposa, falou dos seus bichos, de política e de sua mãe internada, ligou para sua esposa e sua mãe pelo viva voz, uma pessoa de bom coração, nos ofereceu bolinhos e água, era melhor que UBER e com uma trilha sonora fantástica das antigas. Ele é empresário e dono de hotel em Monte Verde. Disse que quando voltássemos que ligasse para sua secretária no Hotel que o café seria na faixa.
      E assim foi que terminou essa travessia fantástica, histórias que se cruzam, Wesley e Daiana que iriam começar a trilha por Monte Verde mas que perdeu o ônibus em SJC e resolveu ir para SFX e fez a trilha a noite e ainda mora aqui próximo de casa.
       
       
      Sobre essa trilha
       
      Foi fácil encontrá-la, os relatos que tínhamos que estavam lá sem muitas informações.
      Em SFX ela é feita toda na estrada de terra e um trecho que agora estão asfaltando.

      Depois que passar a fazenda Monte Verde siga o caminho, dará numa porteira, tem acesso pela direita, e só seguir, vai dar na bifurcação. Esquerda Pico da Onça, direta Monte Verde. Se for para Monte Verde, só seguir a terra batida e prestar atenção no Bosque dos Duentes, vai chegar num riacho, há um tronco fazendo uma mini barragem. A direita há outro tronco que você pode utilizar como ponte. E continuar seguindo. Vai sair nos fundos de uma pousada. Contorne a esquerda beirando a certa e saíra em Monte Verde, seguindo em frente vai dar uma Portaria. É a entrada do 'condomínio´.
      Monte Verde é em geral, restaurante e pousadas, você fica se perguntando se tem cliente pra tanto. Segundo Augusto, tem. Em temporada, lota a chegar fazer fila nos restaurantes. E no Hotel dele já tá lotado para o Carnaval. Disse que tínhamos que voltar na temporada, no frio. Disse que em MV faz sempre 1 grau a menos que Campos do Jordão. Pra quem gosta de frio #FicaDica
       

       

       

       

       

       

       

       

       

    • Por Davi_arrebola
      Bom, esta trilha aconteceu em agosto, tinha feito o relato mais achei que ficou muito mal feito..rs
      Um de meus alunos da academia, participa de um grupo que costuma fazer trilhas na região, e nesta oportunidade eu fui como convidado. O Locar escolhido foi o Pico do Queixo da Anta, conhecido também como serra do queixo da anta ou serra do focinho da anta (não..eu nunca vi o queixo de uma anta..)
       
      O LOCAL: O pico do queixo da anta fica no distrito de São Francisco Xavier, em São José dos Campos, tem cerca de 1740 m , e uma vista privilegiada da serra da mantiqueira,é uma trilha de dificuldade média para alta.
       
      Saímos de SJC, aproximadamente 6 horas da manhã, saímos em 2 Jipes, éramos em 7 pessoas.
      A ida do centro de SJC até São Francisco leva em torno de uma hora e vinte..
      Paramos na cidade de Monteiro Lobato para um pão de queijo e café com leite (recomendo),
      De lá foi direto e reto para São Francisco, chegamos lá em torno de 7:20 da manhã.
       
      Paramos os carros na primeira base, demos uma aquecida no corpo e iniciamos a subida da estrada, cerca de 5 km de uma estrada de terra que não sobe nem tatu de botas...
       

      Vista de satélite da area, marcamos o local da primeira base até o pico
       

      A estradinha mortal!
       
      A travessia da estrada a pé leva umas 2 horas e meia a 3 na Ida, Porém tem também a opção de parar os carros na sede da fazenda que fica ao pé da serra , ou seja, na porta da trilha... Porém só recomendo que pare seu carro lá, se ele realmente aguenta uma boa subida..
      (a serra e a pedra, ficam em uma propriedade privada, os donos cobram uma taxa pequena pela entrada na trilha, coisa de 2 ou 3 reais se não me engano)
      Chegamos a sede da fazenda, era umas 11 horas da manhã, e fizemos uma pausa para recarregar as energias, em um rancho do proprietário, Bolinho, Barra de cereais, castanha e muita água...muito importante para quem vai fazer essa ou qualquer outra trilha mais pesada.
       
      O Inicio da travessia
       
      Iniciamos a travessia umas 11 da manhã, a trilha começa tranquilinha, um pouco ingrime e de vegetação rasteira, em algumas partes com espinhos, recomendo a todos o uso de calça e botas, não apenas pela vegetação mais também pelos insetos.
      Mais um integrante se juntou a nós na subida, um Cachorro do proprietário, e o bichinho era guerreiro demais da conta Sô... fez a trilha inteira, desceu de rapel e ainda voltou com a gente...
      Bom, a primeira parte da trilha levou em torno de 1 hora, 1 hora e 20, e foi tranquilinha, o que marca o fim da primeira parte é a única bica de água do percurso todo, a água era cristalina e saia direto da pedra, a pesar dos pesares não me arrisquei, coloquei Hipoclorito e deixei agir.
       

      Quem é o cachorro guerreiro do pai? quem? quem?
       
      Iniciamos a segunda parte da trilha, Esta sim guarda a dificuldade do local a vegetação rasteira da lugar a mata fechada, Troncos caídos , e lugares tão ingrimes que para avançar na trilha era necessário segurar em alguma arvore e fazer um “pendulo” para o outro lado, esse trecho durou cerca de 3 horas, não possui nenhum local para reabastecimento dos cantis e apenas um abrigo de pedra já no pé do pico. Temos alguns pés de limão escondinhos no meio da mata, e algumas plantas que podem ser consumidas em caso de emergência.
       

       
      O Pico
       
      Chegamos ao Pico, que local lindo! Uma pedra colossal, de onde a gente enxerga tudo a nossa volta, o Bairro dos remédios, Santa Bárbara, Morro do UHF, e muito do vale do paraíba.
      A pedra se divide em duas partes, a primeira é acessível sem equipamentos.

      A vista mais linda do mundo!
       
      A segunda só se acessa com cordas, existe porém a estrutura necessária para o uso da mesma.
      descemos para o segundo nível da pedra, o cachorro guerreiro foi com a gente, lá encontramos uma Cruz de madeira, com um emblema da missão de paz da ONU no haiti, ainda não imagino o porque dessa cruz.

      A Cruz...
       
      Montamos no rancho, a comida dominante foi a mais básica, Feijão enlatado, Salsichas Viena em lata, Miojo, e um outro camarada levou uma sardinha (que foi roubada pelo cachorro em momento de descuido rs)

      Quem nunca tirou uma foto como essa que atire a primeira pedra..
       
      Descansamos um cadinho e voltamos a primeira fase da pedra, lá aproveitamos e fizemos um treino de rappel, estávamos equipados, e fizemos a descida da pedra, o local é bom, tem cerca de 60 Metros, com uma negativa de uns 5 ou 6 metros no meio, pra quem tiver oportunidade recomendo.
       
      Iniciamos a descida da trilha ao escurecer, usamos lanternas, refletores, enfim o que tínhamos a mão, não recomendo para quem não tiver esperiencia, descemos a trilha praticamente de lado para não despencarmos nos desníveis, e ainda com todo esse cuidado foi inevitável que ouvesse pelo menos uma queda por pessoa rs.
      Chegamos a estrada e lá se foi mais 1 hora e meia de descida até a Base 1.
       
      Quer Emagrecer? Pergunte me como!
       
      Herbalife?, Total Shape?, Shakes milagrosos?
      não! Quer emagrecer faça a trilha do queixo da anta... Iniciei a trilha com 93 Kg, terminei a mesma com 90 mais ou menos, Aaaaaaaah Davi você está de palhaçadinha, isso é desidratação... nããão meus amigos...me Hidratei a trilha toda, comi como um condenado, e mantive os 93 pelas próximas semanas, dali pra ca fui só emagrecendo e agora to com 88 Kg (quase um mister Universo).
       
      Bom galera esse foi o meu Relato, espero que tenham gostado e que ajude alguém! Abraços e boas Trips!


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