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danielcodina

Relato - Bolívia - Peru - Julho de 2010 - 23 dias COM FOTOS

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23 dias - Sozinho

 

Inicio : 27/06/2010

Témino: 19/07/2010

 

SP - Puerto Quijarro

Puerto Quijarro - Sta Cruz

Sta Cruz - La Paz

La Paz - Copacabana - Isla Del Sol

Isla del Sol - Copacabana

Copacabana - Puno - Cuzco

Cuzco - Ollantaytambo - Aguas Calientes

Aguas Calientes - Machu Pitcchu - Aguas Calientes

Aguas Calientes - Ollantaytambo - Cuzco

Cuzco - Arequipa

Arequipa - Lima

Lima - SP

 

Conclusão: Vale a pena, principalmente sozinho. Não dependam de pessoas para fazerem esse tipo de viagem.

 

Relato:

Depois de meses colhendo informação ( aqui no fórum principalmente!! ), fazendo contas, economizando ::hein: eis que chega o tão esperado dia 27/06/2010.

As 11:00 horas da manhã lá estava eu, alguns brasileiros e a grande maioria de bolivianos no terminal Barra Funda rumo a Puerto Quijarro.(Passagem: R$220,00)

Confesso que quando chegou na hora de embarcar me bateu um medo, estava sozinho, não conhecia ninguém, não falava a língua deles. Mas enfim, no decorrer da viagem eu fui sentindo que isso não tinha fundamento algum.Logo depois que a viagem começou eu relaxei.

 

Paisagens lindas desde aqui de São Paulo até o momento que você acorda na manhã seguinte chegando em Corumbá no meio do Pantanal, com direito ao ônibus parando porque uma boiada estava atravessando a estrada. Aconselho todo mundo a fazer esse trajeto de ônibus (apesar de ser meio caro) vale o investimento.

O ônibus da Andorinha atravessa a fronteira até Puerto Quijarro - Bolívia, fiquem espertos porque eu quase desci na rodoviária de Corumbá e iria gastar uma grana com taxi ou ônibus até a fronteira. Se não fossem uns Bolivianos que eu conheci durante a viagem para me avisar eu iria me ferrar.

Chegando na fronteira é super tranquilo. Como eu estava com passaporte eu preferi passar na Receita Federal brasileira para carimbarem ele só para formalizar que eu estava saindo do Pais, mas necessariamente você não precisa nem passar pela receita. Uma coisa absurda que eu vi foi o tratamento que os Policiais Federais dão para os Bolivianos que estão cruzando a fronteira. É deprimente, tratam mal pois a grande maioria de quem está lá é bem pobre, não tem uma compreensão muito boa do portugues e tem necessariamente que passar por aquela situação para voltar para seu país e rever seus familiares.

Já no lado Boliviano também foi super tranquilo, apesar de ser bem desorganizado. A primeira impressão não é muito boa, uma mesinha bem velha e todos os policiais mal encarados. Mas no fim você percebe que é o jeito deles, no decorrer da viagem tive situações piores. Um problema é que os próprios Bolivianos que estão ali atravessando a fronteira são bem desorganizados. Percebi que alguns estavam com a documentação errada, sem documentação, gente com criança de colo sem documento algum. Mas depois eu me acostumei com essa situação, você vê situações semelhantes durante todo o trajeto entre Bolívia e Peru, só que no Peru é um pouco menos.

 

Carimbado o passaporte, preenchido os devidos papéis QUE VOCÊ TEM QUE CARREGAR DURANTE TODA A VIAGEM ATÉ A FRONTEIRA COM O PERU troquei uns dólares por uns Bolivianos com o câmbio de U$1,00 a $B 7,00.(O câmbio nunca mudou muito desse valor, dependia de cada lugar que você estava).

Voltei para dentro do ônibus e seguimos até o posto da Andorinha só que do lado Boliviano. A cidade é horrível apesar de estar em uma área do Pantanal, é muito suja e desorganizada, mas interessante. Peguei um táxi (dá a impressão de que todo carro de lá é táxi) e segui para o Tamengo Hostel. Essa foi uma das melhores escolhas de albergue que eu fiz durante a viagem, tanto em acomodação quanto a localização (o albergue fica na rua da estação de trem).

 

Uma situação engraçada aconteceu durante o trajeto que eu fiz com o taxista até o albergue. Estavamos viajando tranquilamente eu o taxista e minhas mochilas, conversando sobre o jogo do Brasil quando derepente um carro buzina para ele (as buzinadas são constantes no trânsito até o momento que eu entrei dentro do aeroporto em Lima - Perú) e ele ( o taxista ) começou a seguir o carro que buzinou para ele. Fiquei numa situação meio contrangedora, não sabia oque fazer, ficava com medo? dava risada? pulava do carro?

 

Bom, no fim ele alcança o carro só mostra o dedo do meio para o motorista e chinga ele. Terminado o "trabalho" seguimos caminho para o albergue.

Chegando no Tamengo fui muito bem atendido. Fiz uma reserva por email mas nem foi tão necessário, o albergue não estava tão cheio.

O lugar é lindo, um paraíso no meio de PQ, parece um resort.

 

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Logo que me estabeleci no albergue, tomei um banho (gelado, vá se acostumando, em poucos lugares a água é realmente quente), almocei (não é muito barato, em torno de B$30,00, mas muito saboroso) e fui tentar comprar a minha passagem de trem (Ferrobus $B 257,00) para Sta Cruz que sairia naquele dia em torno das 19:00.Chegando na bilheteria dei com a cara na porta e as pessoas que estavam na porta fazendo câmbio de moedas me informaram que não havia mais passagens para aquele trem. Não senti muita firmeza no que eles estavam falando mas não tive outra opção, virei as costas e voltei para o albergue. Chegando lá comentei com a mulher do Sr. Ricardo que a bilheteria estava fechada, e ela me aconselhou em voltar lá logo após o jogo do Brasil que iria ocorrer naquele dia.

Logo que o jogo acabou subi para a estação e dito e feito, a bilheteria estava aberta e comprei minha passagem. Até agora não entendi o porque daquelas pessoas falarem aquilo, mas tudo bem.

 

Passagem comprada, feliz da vida, rumo a Sta Cruz. Voltei para o albergue e aproveitei a tarde para descansar nas redes em volta da piscina com uma bela vista do Pantanal só que do lado brasileiro. Vale muito a pena ficar no Tamengo a diária dele é mais cara em relação aos outros albergues que eu fiquei durante a viagem($B66,00), mas é a melhor opção pois ele fica na rua da estação de trem de Puerto Quijarro.

 

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Bateu umas 18:00 e fizer meu check-out para seguir para a estação. Cheguei mais cedo, portanto usei o tempo livre para ler um bom livro aliás, fica uma dica levem livros! Tempo para leitura durante a viagem entre as cidades é o que não vai faltar.

 

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O serviço de bordo do trem foi médio, as ferromoças são atenciosas bonitas e uma delas falou que meu "pêlo" era bonito. Logo eu percebi ela se referia para meu cabelo, mas a minha primeira reação foi de achar estranho. rs :lol:

 

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Os banheiros são limpos, os aparelhos de DVDs funcionam bem mas a janta vem fria. Já li relatos de que o ar condicionado era bem gelado e realmente é verdade. Não faz sentido ter um ar daquele se nem calor estava, não entendi o porque disso. Eu não me importei com o ar mas para pessoas que não gostam de ar condicionado fica a dica.

 

Optei em fazer essa viagem pelo Ferrobus para ganhar tempo. Há pessoas que fazem a opção do trem do meio dia porque é mais barato mas no meu caso eu achei melhor passar no albergue para tomar um banho e descansar um pouco. Pegar 22 horas de viagem de ônibus é meio cansativo (mal sabia eu oque me esperava pela frente). Depois de um tempo que o trem seguiu viagem veio aquela janta fria (Carne, salada, Batatas e uma fanta). Logo depois colocaram Duro de Matar para assistir e acreditem foi o melhor filme que eu peguei entre todas as viagens que eu fiz de ônibus durante toda a viagem, como não sou muito chegado nesse filme logo eu capotei e quando acordei dei de cara com umas belas paisagens.

 

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Em seguida vieram servir o famoso desayuno. Também não esperem muito, é 1 suquinho de caixinha, um bolo seco, um manjar meio sosso e um mate de sua preferência e obviamente eu optei por um mate de Coca. O resto da viagem foi tranqüilo. A paisagem é basicamente formada por pastos e alguns campos de plantações mas quando estava chegando em Sta Cruz começou a aparecer algumas favelas e a ver realmente como é a situação do país.

 

Chegando no terminal bimodal em Sta Cruz me vi sozinho no meio daquela bagunça. É uma quantidade enorme de pessoas e de todos os tipos: aymaras, gays, bebâdos, gays bebâdos, bêbados, mochileiros, americanos, americanos emmissões evangélicas e finalmente eu. Tratei de comprar minha passagem de ônibus para La Paz pela Trans Copacabana($B130,00) para as 17:00, pois li alguns relatos aqui no fórum falando bem dela. Minha viagem não foi mil maravilhas mas mais para frente eu volto nesse assunto. Passagem comprada, fui ao guarda volumes para deixar a minha mochila maior ($B3,00). É seguro, não há problema algum em deixar seus pertences nesse guarda-volumes. Logo depois peguei um táxi por $B10,00(é o mais caro da Bolívia, mas é o preço de Sta Cruz) e fui para o centro de Sta Cruz para comer alguma coisa pois o desayuno que foi servido no trem não deu para nada!

 

Chegando no centro há várias opções de restaurantes e cafés mas são um pouco caros em comparação ao resto da Bolívia. Depois de ter tomado um desayuno de verdade com uma porção de cereais com iogurte(leite) e 1 café expresso por B25,00 fui dar uma volta na praça. A praça e o centro são bonitos, há alguns museus no entorno que valem ser visitados e a Catedral. Uma dica é subir em uma das torres da catedral para sacar umas fotos, mas é necessário pagar uma quantia para subir em torno de $B3,00 e o interior dela tb vale a pena ser visitado.

 

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Logo depois fui fazer hora em um dos bancos da praça. Lá estou eu sentado, contemplando as árvores da praça e eis que me chega um cara e diz:

 

Cara:

- Es turista?

 

Eu:

- Sim

 

Cara:

- Marijuana?

 

Eu:

-Não, não fumo.

 

Cara:

- Mas tu es Brasileiro?

 

Eu:

- Sim.

 

Cara:

Tem certeza que não quer?

 

Eu:

- Sim, tenho.

 

Cara:

- Nem bebida?

 

Eu:

- Não, obrigado.

 

Nada contra quem fuma!!! :wink:

Mas foi uma situação engraçada que eu passei por não fumar a "marijuana". ::lol4::

Agora só porque sou brasileiro tenho que fumar?! hahaha

 

Depois de negar a "erva" achei melhor ir procurar algum lugar para comer e procurar supermercado para comprar algumas coisas para eu ir comendo durante a viagem até La Paz ( mal sabia eu o quanto essa viagem iria ser demorada ). Quanto a comida foi super tranquilo há varias opções, restaurantes, fast food, e coisas um pouco mais baratas mas que não inspiram tanta higiene. Eu optei por um fast food limpo ($B16,00) de Pollo, arroz, papas, saladinha e um Sprite e no pagamento eu usei o Visa Travel Money, é uma opção segura e barata para se levar dinheiro e logo mais eu coloco informações a respeito desse cartão.

 

Depois de almocar fui em um supermercado a umas 2 quadras da Praça para comprar alguns snacks e pela primeira vez tomar a famosa Pacenâ, uma cerveja Boliviana muito boa. Para quem gosta de cerveja ela é boa pois é barata e na minha opinião é melhor que Skol, Brahma ou qualquer cerveja Pilsen brasileira, menos da Original que é ótima.

 

Logo depois voltei para o terminal Bimodal (Táxi - $B10,00) e chegando lá acabei conhecendo uns brasileiros que estavam indo para La Paz no mesmo dia também, mas em empresas de ônibus diferentes. Durante a viagem acabei encontrando com eles novamente em La Paz - Cuzco e Arequipa. Acostumem-se pois esse tipo de situação de reencontrar pessoas durante a viagem é frequente e muito bom.

 

Chegando a hora de embarcar fui até o balcão despachar minha mochila e confirmar a plataforma de embarque. Seguindo para as plataformas a bagunça continua. Existiam dois ônibus com o mesmo destino para La Paz e no mesmo horário. Perguntei e mostrei para meio mundo meu ticket e descobri qual era o ônibus correto. Depois que entrei no ônibus fiquei de olho para ver se a minha mochila tinha realmente sido despachada no ônibus correto, e foi. Durante a espera da partida do ônibus entram diversas pessoas vendendo jornais, revistas, água, refrigerante, frangos, carnes, gelatinas, bolos, e diversos outros tipos de comida, mas nada disso me inspirou nenhuma confiança em relação a higiene.

 

Depois de esperar por alguns minutos começamos a seguir viagem, Eram exatamente 17:00 do dia 29/06/2010. Assim que o ônibus andou uns 200 metros da saída da rodoviária ele fez sua primeira "parada" de muitas durante a viagem para abastecer o bagageiro do ônibus com um carregamento de caixas pintinhos. Provavelmente isso é um trabalho a parte do motorista da Transcopacabana.

 

Terminado o "abastecimento de mercadoria ilegal" seguimos viagem rumo a La Paz. Tudo estava correndo como o esperado, o ônibus parava várias vezes durante a viagem (em nenhuma dessas paradas eu consegui identificar o porque) e pessoas entram e saem de dentro do ônibus vendendo diversos tipos de comida. Os maiores consumidores desse tipo de comércio são os aymaras. Enfim, por volta das 2 horas da manhã eis que o ônibus faz mais uma parada e não segue mais. Sabe- se lá onde eu estava as 2 da madrugada na Bolívia, sem falar uma palavra em espanhol. Mas isso não foi um problema pois consegui entender mais ou menos o que estava acontecendo. Depois de 1 hora de espera sem saber oque estava acontecendo nos disseram que o ônibus quebrou e que a Transcopacabana estava mandando um outro ônibus que chegaria em 2 horas e depois estaríamos seguindo viagem. Não tive outra opção, sentei e esperei. Durante essa espera houve a troca da carga de pintinhos.

 

Assim que o "novo" ônibus chegou eu preferi descer e colocar minha mochila no "novo" ônibus que de novo não tinha nada. Ônibus trocado seguimos viagem, muitos vendedores entrando e vendendo agora aqueles remédios que curam qualquer tipo de doença. 5 horas depois chegamos em Cochabamba para colocar combustível no ônibus e ir no banheiro (bem sujo por sinal) na garagem da Transcopacabana. Depois de mais ou menos 1 hora de espera na garagem começamos a seguir para La Paz.

 

Durante toda a viagem tanto na Bolívia quanto no Perú os pedágios nas estradas são administrados pelo governo e em todos eles os ônibus são obrigados a mostrar a lista de passageiros com os respectivos nomes e nº de documentos. Acontece que quando houve a troca de ônibus da minha viagem não houve a troca lista de passageiros, conclusão: depois de 2 horas de estrada de Cochabamba paramos em um pédágio e a tal lista foi exigida pelos policiais. Os policiais subiram no ônibus e explicaram que aquela lista era muito importante pois caso acontecesse algum acidente essa lista seria necessária como segurança e que não seguiriamos viagem sem ela. Não houve acordo, tivemos que voltar para a rodoviária de Cochabamba para pegar uma nova lista de passageiros.

 

Com a lista na mão do motorista finalmente seguimos para La Paz!

Mas... para o azar de todos na saída da Rodoviaria de Cochabamba alguns policiais pediram a tal lista para a liberarem a saída do ônibus e notaram que existiam 2 crianças que estavam viajando sem documento algum. Eles subiram dentro do

ônibus e começaram a falar que as crianças não poderiam seguir viagem e que se eles ficassem ali dentro nós não seguiriamos viagem. Nessa altura se alguém me perguntasse oque deveria ser feito eu falaria que era para as crianças ficarem por lá mesmo, no juizado de menores da rodoviária. Depois de muita discussão, pessoas tentando ligar para os familiares das crianças os policiais desistem e seguimos viagem com as crianças sem documentos.

 

Passamos pelo tal pedágio e tudo bem, o problema era realmente a documentação. Começamos a subir para o altiplano boliviano, paisagens maravilhosas e eu começo a entender o porque dessa tal importancia da lista para acidentes. As estradas são perigosas e cheias de curvas com carros, caminhões e ônibus andando na contramão. Por volta das 18:30 começamos a avistar El Alto. Cidade muito pobre e suja quando se vê de perto, mas de longe é muito bonita e no fundo os picos andinos cobertos de neve. Em El Alto a grande maioria dos Aymaras que estavam no ônibus desceram e percebi que finalmente depois de 26 horas de ônibus estava chegando em La Paz. Percebi que estava chegando em La Paz quando começamos a descer uma espécie de marginal e ver que realmente La Paz fica em um buraco, é muito interessante ver que o crescimento urbano da cidade em nenhum momento foi planejado. Mesmo assim a vista noturna da cidade é maravilhosa, vale a pena. A primeira impressão dessa viagem de ônibus para mim foi muito interessante por ser com certeza o único turista dentro daquele ônibus. Viajar com os Aymaras (e não Aymaras) é uma grande oportunidade para começar a interagir com as pessoas que estarão a sua volta e sentir que realmente não é perigoso fazer essa viagem quanto se imagina. No meu caso tive mais sorte pois uma mulher que sentou ao meu lado me deu algumas informações de cada lugar que estavamos passando. Eu conseguia entender o que ela dizia e ela entendia algumas coisas que eu estava tentando dizer. No caso dos Aymaras não tive problemas e não me senti ameaçado em momento algum.

 

Chegando na rodoviária (ou melhor fora da rodoviária pois o ônibus não para dentro da rodoviária) fui atrás de um taxi($B3,00 não pagem mais do que isso!) e segui para o Wildrover Hostel na Calle Comercio. Chegando ao hostel foi super tranquilo. Minha reserva estava lá, o preço era realmente oque estava combinado, um atendimento muito bom (em inglês), chuveiros realmente quentes e os quartos confortáveis. No quesito localização o Wild Rover tb está otimo para mim, perto de restaurantes, bancos, orelhões e policiais por todos os lados e não é longe dos centros de comerciais e de alguns museus e catedrais.

 

Logo que eu cheguei (30/06/2010) estava extremamente cansado. A unica coisa que queria era fazer meu check-in, ligar para os parentes para falar que estava vivo e dormir. Percebi também que eu era o único brasileiro por lá pois logo vi que a maior parte da "fauna e da flora" do albergue eram compostas de turistas Europeus e Americanos. Haviam alguns israelenses tb que estavam no mesmo quarto que eu. Acredito que por esse problema de idioma e do meu cansaço não consegui conversar com muitas pessoas no primeiro momento que eu cheguei, precisava descançar.

 

Depois de uma noite de um sono de qualidade fui tomar meu desayuno com um chá de coca e um pão com manteiga. Fui na internet dar uma checada nos email e dar uma repassado do meu roteiro pois era o dia que eu teria para conhecer a cidade a pé e reservar alguns passeios. Feito isso fui para a rua.

 

Peguei um mapinha de La Paz no albergue e segui a pé pela cidade e aos poucos fui me localizando. Achei bem tranquilo andar ali pelo centro não é tão diferente da movimentação do centro de São Paulo. A primeira impressão de La Paz é que o trânsito e a poluição da cidade é pior que o de São Paulo. E realmente é. Mas posso dizer que é uma cidade diferente, pois acredito que em poucos lugares no mundo você pode ver a diversidade de cores, pessoas e paisagens que há em La Paz.

 

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Como todos devem imaginar andar por lá é bem dificil por causa da atitude. A cada 10 passos que eu dava já ficava ofegante, principalmente na parte das subidas. Comprei umas balinhas de coca e o problema deu uma amenizada. Esse primeiro dia eu tirei para pesquisar preços de passeios, de roupas para um frio mais pesado que queria comprar e dar uma olhada em alguns presentinhos que eu poderia trazer e obviamente tirar muitas fotos.

 

Voltando no fim do dia encontrei os brasileiros que tinha conhecido em Sta Cruz, conversa vai conversa vem acabei me transferindo para o albergue onde eles estavam ( Loki Hostel, quarto com 11 camas B$48,00 muito bom tb!!) e acabei fechando os passeios para o Chacaltaya / Valle de La Luna, Tiwanaku, Downhill em Coroico e comprei minha passagem para Copacabana na agência Honey Tours, Calle Comercio, 1431 na rua do Wild Rover hostel e bem perto do Loki.

 

Em relação ao Loki, o lugar é ótimo. É bem localizado, fica na mesma quadra que o Wild Rover, o preço das comidas e bebidas não é nada absurdo, o Pub deles é ótimo. Há gente de todos os cantos hospedada lá e obviamente alguns brasileiros tb, o que para mim foi um fator decisivo para a minha mudança de albergue. A noite no albergue foi ótima bem agitada, conversando com bastante pessoas e tomando bastante Pacenã.

 

No dia seguinte foi o jogo no qual o Brasil foi desclassificado da copa. Para mim esse resultado foi indiferente, assim que o jogo acabou fui para as ruas novamente. Hoje o dia eu tirei para visitar alguns museus e igrejas.

 

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Vale a pena visitar todos mas não tive tempo suficiente para visitar outros. Para quem gosta de arte como eu é muito importante conhecer esses tipo de lugar em cada cidade que se passa. O dia também rendeu mais uma pernada pelas ruas de La Paz ou seja, muito legal mas ao menos tempo bem cansativo. Aproveitei a tarde para ir pesquisar e comprar algumas roupas mais pesadas para o frio. Li bastantes relatos aqui sobre comprar roupas de inverno em La Paz e realmente é verdade, lá é bem mais barato.

 

Comprei uma jaqueta da North Face de pluma ( não sei se é de ganso ) e mais uma daquelas calças q vc tira a parte de baixo do joelho por uns B$800,00.

Comparando com o preço daqui de SP esse jaqueta saiu de graça. Para se ter uma idéia aqui em SP essa marca só tem uma loja no Shopping Morumbi, ou seja, é mais caro.

 

Compras feitas estava de volta ao Loki, pois no dia seguinte iria para o Chacaltaya e sabia que seria um dia um tanto quanto cansativo.

 

No dia seguinte a van que contratamos para o passeio veio nos pegar na hora combinada, tinhamos um guia bilingue e bastante atencioso para qualquer dúvida que tivessemos. Eles fizeram várias paradas para podermos fotografar alguns lugares durante a subida sem problema nenhum, isso foi um ponto positivo. O único porém foi a qualidade da van que não era lá essas coisas, mas levei em conta pois estavamos em La Paz e lá não existe nenhum carro novo :?

 

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A viagem até a estação de esqui do Chacaltaya durou mais ou menos umas 2 horas e com um frio bem intenso. Como avisado na agência onde eu fechei os meus passeios chegando na estação de esqui do Chacaltaya foi cobrado uma entrada de B$15,00.

 

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Depois de pagar a taxa começamos a subida e comecei realmente a sentir o tal mal da altitude. Se em La Paz a 3.000 metros de altitude vc tinha que tomar fôlego a cada 3 passos em uma subida, lá no Chacaltaya a 5000 metros de altitude a cada 1/2 passo vc tinha que sentar e descansar por uns minutos. A sensação de cansaço é muito grande pelo ar ser mais rarefeito.

 

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É difícil encarar a subida mas não é nada impossível, nada que umas paradas para descansar não ajudem. Depois de um tempo de descanço e muitas fotos comecei a descida. Super fácil, mas ainda assim necessitei de uma parada para descansar. Logo que cheguei na estação senti uma forte dor de cabeça. Parecia que minha cabeça ia explodir e que pesava uns 60 quilos devido ao aumento da pressão sanguínea.Tomei um chazinho de coca (B$5,00) e logo a situação amenizou.

 

A próxima parada foi o Valle de La Luna, pagamos a entrada de B$15,00 para adentrar ao parque e iniciamos o passeio. Lugar bonito e interessante, para quem gosta de fotografar como eu é um lugar onde se rende boas fotos. Esse parque fica em uma região de La Paz mais nobre, como se fosse um bairro de Perdizes daqui de São Paulo. Sendo um bairro de classe média-alta lá há um campo de golfe, segundo o guia é o de maior altitude do mundo. Pagamos a entrada do parque e seguimos pelo caminho de 45 minutos. Há um de menor tempo que por eu estar muito cansado e com uma dor de cabeça bem forte optei em seguir, mas o guia me chamou a atenção e tive que seguir o caminho maior. Mas valeu a pena, é diferente e com belas paisagens.

 

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Chegando no albergue precisei dormir algumas horinhas para ver se melhorava o mal estar. Depois de um belo sono estava curado e fui para o Bar do Loki. Não estendi a bebedeira por muito tempo pois as 07 da manhã teria que estar de pé para ir para Tiwanaku.

 

Dia seguinte segui sozinho desta vez a Tiwanaku junto com alguns brasileiros, argentinos, italianos e uma inglesa e o mesmo guia do dia do Chacaltaya ( mais um ponto positivo ) e a mesma van velha. Durante o caminho para o templo passamos por dentro da cidade de El Alto. Se eu achava que La Paz o transito é um inferno, El Alto é pior ainda. Nesse dia que estavamos indo para Tiwanaku por sorte estava acontecendo uma feira livre onde se vende literalmente de tudo, frutas, carros, tecidos, nas ruas de El Alto. Uma coisa muito interessante é a quantidade de comércio existente nessa região. Segundo informações a explicação desse excesso de comércio é a migração das pessoas que viviam na região dos altiplanos para a região de El Alto a procura de melhores oportunidades de vida.

Consequentemente devido á essa grande migração a região cresceu muito nos últimos anos ( essa cidade nasceu por volta de 1983 ) e hoje existem 1 milhão de pessoas que vivem em El Alto. Como todos sabemos na America Latina nos convivemos com problemas graves nas áreas de educação, saúde, planejamento e diversos outros setores, e lá a situação também não é das melhores. Como não há oportunidade para todos em El Alto a solução para os que não conseguem uma boa oportunidade é montar o seu próprio comercio do jeito que é possível ou vender alguma coisa na rua. Esta é a explicação dessa grande concentração de comercio informal nas ruas de El Alto. Obviamente que isso é um assunto muito mais complexo mas não é meu objetivo discutir esse tema aqui nesse forum.

 

Passando por El Alto seguimos a estrada que rasga o Alti Plano Boliviano com paisagens de tirar o fôlego. Logo que chegamos em Tiwanaku primeiro fizemos uma parada na bilheteria, pagamos a entrada (B$80,00 para estrangeiros) e depois iniciamos o passeio pelo museu. Muito interessante principalmente pelas explicações do guia sempre bem detalhada e tirando todas as dúvidas sempre que solicitado. No museu há exemplares de cerâmicas, batatas secas ::lol3:: e crânios deformados, uma das coisas mais interessantes na minha opinião. Tem gente que tem a teoria de que esses crânios são de extra terrestres. Uma pena eu não ter fotos pois não era autorizado tirar fotos dentro do museu. Quem tiver curiosidade tem que ir, não tem como.

 

Depois seguimos para um salão um pouco mais organizado e novo onde havia um grande totem. Segundo o guia ele foi transferido para um local fechado afim de uma melhor conservação. Depois seguimos para o parque arqueológico do lado de fora. Com um sol muito forte (levem um protetor) iniciamos o passeio pelo lado de fora.

 

O lugar é fantástico e muito bonito. Uma história interessante é sobre a participação dos espanhóis na destruição do templo. Segundo o guia algumas das igrejas em torno do sítio foram construidas com pedras retiradas do templo. Outra história também é a de os próprios soldados da Bolivia treinarem tiro ao alvo em um dos totens de Tiwanaku.

 

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Depois de mais de uma hora de passeio fizemos uma parada para um almoço (opcional) em um restaurante bem próximo do sítio arqueológico. A refeição consistia em uma entrade de sopa de Quinua, um prato de arroz com carne de lhama (saborosa mas dura), salada e batatas. Custo por B$30,00.

 

Depois do almoço seguimos para mais um sítio arqueológico Pumapunku.

 

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O que percebi é que tanto o museu quanto o sitio arqueologico de Tiwanaku depende muito desses passeio turisticos pois a conservação do lugar não é das melhores. Mas nota se um empenho das pessoas envolvidas na conservação do museu e das ruínas em geral.

 

Voltamos para La Paz e mais uma vez não me estendi muito na noite pois o dia seguinte iria para Coroico fazer o downhill na deathroad (segundo o Guiness book é a estrada mais perigosa do mundo). No dia seguinte bem cedo e no horário combinado lá estava a o pessoal da empresa ( Verigo Biking ) para seguir para La Cumbre. Antes em La Paz demos uma passada antes em um hospital onde o guia foi visitar uma pessoa que estava internada lá. Segundo ele essa pessoa sofreu uns "percalços" durante o passeio mas não era nada grave.

 

Durante o caminho passamos por lugares fantásticos. Saímos do clima seco de La Paz, passamos por alguns lugares mais quentes e úmidos e no final chegamos a La Cumbre em uma altitude de mais ou menos 4700 metros em um imenso lago de degelo da neve onde iniciamos a descida. Lá nos escolhemos as bicicletas e recebemos as primeiras instruções para depois começarmos a descer. As belas paisagens continuam mas agora a diferença é que se está de bicicleta nesse início a estrada é asfaltada e bem conservada.

 

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Durante esse trajeto nada de diferente, algumas paradas para fotos e desfrutar o momento. Mas logo depois começa um trecho de estrada de terra e com alguns caminhões mas nada que preocupe, é necessário ter apenas um pouco de atenção. Em seguida fizemos a primeira parada para um lanche e para tirar as roupas mais pesadas pois estavamos em um lugar mais quente e voltar novamente para a van e seguir para a tão esperada deathroad.

 

Agora que começamos o downhill percebi que realmente necessitavamos de bastante atenção e fundamentalmente de uma boa bicicleta com freio a disco e suspensão e foi oque procurei na minha escolha de agencia (Vertigo Biking). Durante o percurso passamos por mais paisagens maravilhosas, grandes florestas e tudo isso em estradas bem estreitas, de terra e ao lado de grandes barrancos de pedra. Não dá para acreditar nessas estradas cheias de carro, caminhões e ônibus alguns anos atrás. Depois de alguns quilometros de descida em baixo de um sol bem quente fizemos uma parada para mais um lanche. Esse lanche consistia em coca-cola, batata- frita, iogurte, pão de forma e frios. Na minha opinião estava ótimo, aliás o trabalho em geral dessa agência foi muito boa. Os guias eram bons, conversavam bastante sobre a historia do lugar, sobre alguns cuidados a se tomar durante o percurso e sobre tudo que fosse assunto.

 

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Depois da parada desse lanche continuamos a descer mais só que em um momento como o guia nos avisou chegariamos em um lugar onde teriamos que pedalar um pouco, sendo assim já se imagina o sacrificio para se pedalar em uma altitude bem grande. Logo que terminamos a sessão de pedaladas chegamos a um pedágio onde tivemos que pagar um ticket de B$25,00 para a conservação e segurança da estrada caso alguem venha a sofrer algum acidente. Ticket pago seguimos viagem até um ponto onde o nosso nos propôs fazer uma descida em uma trilha "alternativa e mais técnica" e que lógicamente eu fui. O espanhol que estava conosco optou por não descer por esse caminho e foi pela estrada "oficial" pois achou um pouco "perigoso". Bom, trilha finalizada e todos bem sujos por causa da poeira da estrada, arrumamos nossas coisas e seguimos para o restaurante em Coroico onde iríamos almoçar.

 

Chegando no restaurante tinhamos direito a tomar um banho, cair na piscina e almoçar. Eu optei em apenas tomar um banho e almoçar um belo prato de Pollo frito, Papas, arroz e uma salada tudo a vontade pois esse almoço já estava incluso no pacote. Apos um momento de descanso seguimos a viagem de volta a La Paz pensando no belo investimento que eu fiz. Sem dúvida nenhuma esse passeio é imperdivel para quem gosta desse tipo de coisa.

 

No dia seguinte bem de manhã cedo o ônibus me pegou no albergue e seguimos para Copacabana. Optei por comprar um transfer na Honey Tours por B$30,00 achei mais vantajoso e confortável. Como de praxe durante a viagem paisagens maravilhosas com plantações e povoados a beira do lago titicaca. Depois de mais ou menos 1 hora chegamos em um ponto do lago onde teriamos que pegar um barco para cruzar ele e pagamos por esse barco não me lembro quanto foi mas acho q era algo em torno de B$5,00. Detalhe que o ônibus ia em uma balsa e nós iriamos em um barco.

 

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Para se ter uma idéia essa balsa que fazia a travessia dos ônibus enchia de água e me rendeu uma das melhores fotos da viagem

 

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Chegando em Copacabana comprei meu ticket para o lado Sul da Isla Del Sol. Expliquei para o homem que vendia os tickets que iria dormir no lado sul da ilha. Ticket comprado fui almoçar pois o barco sairia no inicio da tarde. Comi um prato de truta muito bom que consistia em arroz, papas, salada, e a trutcha por B$20,00, muito barato.

 

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Logo que almoçei fui procurar o barco da Andes Amazônia. O barco não era lá essas coisas mas dei uma olhada nos outros e vi que todos eram iguais. Depois de umas 2 horas de viagem pelo Titicaca e de praxe com visuais maravilhosos cheguei no lado sul da Isla Del Sol. Logo que desci do barco já vieram alguns moradores da comunidade Yumani cobrarem a entrada (B$ 5,00) de estrangeiro do lado sul. Entrada paga fui procurar o albergue que eu tinha reservado daqui de São Paulo. Fiz essa reserva mais por minha segurança pois pelo que eu vi a oferta de albergues na ilha é grande. Durante a dura subida até o albergue aparecem várias crianças oferecendo albergues para você. Um detalhe interessante é que um menino que me abordou oferecendo hostel falava muito bem inglês, incrível! No fim das contas ele me mostrou também onde era o Hostel Inca Pacha, dei B$1,00 e ele ficou feliz da vida.

 

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Aconselho ficarem nesse albergue, apesar de a subir até ele ser beeeem cansativa vale a pena. O visual que se tem dele pela manhã é uma coisa absurda. É uma lembrança visual que está guardada para o resto da minha vida.

 

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Além da excelente localização do albergue lá existe um telefone onde eu pude fazer uma chamada internacional para a minha casa, havia chuveiro com agua quente (coisa rara) e o quarto que eu estava era bem confortável.

 

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Depois de ter me instalado no albergue sai para uma caminhada e ir em uma ruína Inca a uma meia hora de caminhada do albergue, mas infelizmente ela já estava fechada pois já era 17:00. Perdi a chance de ver essa ruína, mas sabia q o dia seguinte seria longo e bem cansativo e por isso voltei para descansar. A noite comi uma excelente janta com sopa de entrada, a já tradicional trutcha, arroz, papas e salada e uma chícara de mate de coca. Meu gasto total foi de B$180,00. Sei que há relatos de pessoas que gastaram menos, mas estou satisfeito pela qualidade do serviço que tive. Recomendo o albergue da simpática Dona Rustina. ::otemo::

 

No dia seguinte bem cedo tomei um belo café da manhã e expliquei para Dona Rustina que queria ir para o lado norte na ilha (Comunidade Challapampa) visitar as ruinas e depois voltar para o lado sul para pegar minha mochila. Ela me ofereceu a opção de comprar uma passagem de barco do lado norte para o lado sul da ilha e depois para Copacabana se eu saisse as 8 da manhã rumo ao lado norte. Essa caminhada dura em torno de 3 horas até o lado norte e o barco sairia em torno de 13:00 do lado norte rumo ao sul e depois a Copacabana. Acertado todos esses tramites segui minha caminhada.

 

Depois de mais ou menos uns 40 minutos havia uma outra bilheteria da comunidade Challapampa e me cobraram B$15,00, achei estranho mas preferi não criar caso e estragar minha viagem.

 

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Pagamento feito continuei a caminhada. Para mim essa foi a melhor parte da viagem foi um dos únicos momentos em que me vi realmente sozinho pois raramente cruzava com pessoas durante a caminhada dessa trilha.

 

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Depois de mais de uma hora e meia de uma caminhada muito cansativa mas com visuais demasiadamentes maravilhosos q conpensam qualquer tipo de cansaço alcancei o lado norte da ilha!! A primeira coisa que se vê é a Pedra Sagrada e um altar onde se faziam sacrifícios.

 

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Um pouco para o lado noroeste da ilha e bem perto da Pedra Sagrada é a vez das ruínas de Chinkana ou El Laberinto.

 

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Depois de visitar as ruínas fui obrigado a fazer uma parada para descansar. Se em média as pessoas demoram 3 horas para fazer a travessia Sul-Norte eu demorei 2 horas. Conclusão: estava exausto e não vale a pena se cansar assim a toa. Deveria ter diminuído o ritmo. Depois de uma caminhada de uns 20 minutos cheguei na praia de onde partiam os barcos rumo a Copacabana ou Lado Sul - Copacabana.

 

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Logo que cheguei no lado sul fui rapidamente pegar minha mochila no albergue. Tive que subir tudo novamente, e devido ao meu cançasso por ter andado muito rápido durante a travessia da ilha essa subida foi muito cansativa, arrisco a dizer que foi mais cansativa do q do dia anterior quando eu estava com uma mochila de 70 litros cheia nas costas.

 

Depois de tudo acertado fui para o meu barco. Aproveitei que cheguei em um momento que o barco estava vazio e peguei um bom lugar para sentar tirar um cochilo. Logo depois o barco iniciou sua viagem e fomos avisados que iríamos parar em uma ilha de totora no caminho para Copacabana. Já sabia que essa tal "ilha" era fake então nem desci do barco quando fizeram essa parada. Realmente é ridículo, dá para ver que ela é toda construída e o que sustenta ela na superfície do lago são uns tambores de metal. Meia hora depois de uma meia dúzia de pessoas que desceram naquela ilha para serem enganadas seguimos viagem para Copacabana.

 

Chegando lá fui procurar um lugar para ficar. Na rua principal é onde se concentram a maior oferta de albergues e logo um dos primeiros que já achei no começo da rua foi o albergue Brisas Del Titicaca. Perguntei quanto era a diária e a mais barata eram B$30,00 bolivianos. Achei melhor dar uma pesquisada e subi mais um pouco e passei em outros albergues. Achei um onde a diária era B$20,00 e resolvi ficar nesse. Depois de acertado o valor fui para o quarto e fui tomar banho. Chegando no banheiro vi o pq desse albergue ser B$20,00 tinham uma calcinha e uma cueca jogadas no chão, e o banheiro estava completamente sujo e para completar não tinha água. Depois disso resolvi deixar esse albergue e voltar para o Brisas Del Titicaca. Foi a melhor decisão que eu tomei pois o banheiro era no quarto, era limpo, tinha agua quente e TV a cabo por B$30,00, melhor que isso impossível. Logo depois que me estabeleci no hotel fui atras de passagens para Cuzco.

 

A noite sai para dar uma volta e ver o que eu iria jantar o preço não variava muito, em torno de B$40,00 em alguns lugares aparentemente bons. Acabei ficando em um restaurante onde encontrei um casal de brasileiros que conheci na Bolívia em Tiwanaku. Excelente restaurante comi um bom prato de frango com um molho de laranja por uns B$45,00 se eu não me engano. e o melhor de tudo era que a dona era brasileira e conversamos bastante.

 

No dia seguinte fui fazer meu desayuno no mesmo restaurante que comi alguns dias atrás. Uma refeiçãoo bem reforçada por B$18,00, em seguida fui atras do onibus que me levaria ate Puno. Dentro do onibus haviam pessoas do mundo todo e obviamente bastante brasileiros. A viagem ate Puno é bem tranquila e dura em torno de 2 horas. O motorista que nos levou ate Puno falava bem inglês e espanhol e explicou como seria os tramites na hora de atravessar para o Peru e onde poderiamos trocar bolivianos por soles em uma casa de câmbio segura ( ela era do lado de uma delegacia ) e disse tambem que trocariamos de ônibus quando chegassemos no terminal de Puno.

 

Durante a viagem até Puno novamente tive a mesma constante, fomos as margens do lago Titicaca passando por varios campos de cultivo. É impossível não contemplar esse lago.

 

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Logo que chegamos no terminal de Puno ja localizamos o onibus que teriamos que pegar e nos foi dado o ticket para esse ônibus e pagamos a taxa de embarque. Uma coisa estranha foi que o nome que estava no ticket do ônibus PUNO - CUZCO era um nome diferente do nosso. Questionamos o homem que nos deu o ticket e ele disse para reclamar com a pessoa que nos vendeu essa viagem na em Copacabana na BOLÍVIA pois lá era o Peru e as coisas não funcionavam desse jeito, e que se caso quisesse um ticket com o nome certo teria que fazer uma nova compra. Eu já esperava por algo desse tipo pois já tinha passado por situações piores durante a trip e resolvi relevar essa situação. Teve gente que se estressou e no fim das contas seguiu viagem do mesmo jeito.

 

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Novamente (como a viagem de Sta Cruz até La Paz ) durante a viagem até Cuzco o ônibus que estávamos faziam varias paradas que não conseguíamos identificar o porque. No trajeto entravam e saiam pessoas vendendo as mais diversas comidas (cheguei a ver uma mulher com um cutelo cortando um leitão em uma bandeja), e algumas pessoas seguiam a viagem em pé.

 

Depois de umas 13 horas de viagem cheguei no terminal de Cuzco. Logo que se sai do terminal já se localiza um ponto de taxi. Escolhi um e segui viagem até o Loki Hostel de Cuzco (diária S$23,00), mas o taxista me engabelou e cobrou S$10,00 e o normal é para cobrar 3,00 até o Loki. Fiquei sabendo disso só quando cheguei no hostel quando encontrei uns brasileiros, essas coisas acontecem...

 

Logo que cheguei depois de definido meu quarto fui para o bar do hostel, e como em La Paz o bar é bem agitado. Depois de um tempo no bar fui para um Pub no centro de Cuzco com o pessoal que estava no bar e que eu já conheci em La Paz. O pub era bom, e estava rolando naquele dia uma banda tocando classic rock. Primeira banda peruana de classic rock q eu vejo! Depois fomos para uma balada no centro, é interessante mas nada de mais, no pub estava melhor na minha opinião.

 

No dia seguinte tirei o dia para fazer uma caminhada pelo centro da cidade e pesquisar alguns preços para MP e para algum tour do Vale Sagrado. Acabei fechando o City tour para aquele mesmo dia e no dia seguinte iria fazer o Vale sagrado até Ollantaytambo e de lá seguiria para Aguas Calientes e por fim MP. Ainda na agência fui avisado que teria que comprar o boleto turistico que teria algumas opções de lugare spara se visitar dependendo de que tipo de boleto fosse comprar.

 

Logo que acertei o pacote o atendente já me levou para a praça onde o ônibus sairia. O guia que estava no tour era bilingue e pelo menos me pareceu saber do que estava falando. A primeira passagem foi no Templo do Sol, Ccoricancha ou Qorikancha, que sobre ele os espanhois ergueram uma igreja o convento Santo Domingo. Nesse templo se paga uma entrada ( S$10,00 ) a parte das ruinas que iriamos visitar dentro do boleto turistico de Cuzco.

 

Dentro desse convento várias ruínas do que já foi esse templo. Uma coisa muito interessante é olhar a quantidade de outro encontrada em algumas obras das igrejas. Segundo o guia esse ouro foi roubado do templo do Sol.

 

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Depois seguimos para Sacsayhuaman a uns 2 KM de Cuzco. Logo que se chega no parque já se avista um guichê onde se pode comprar o boleto turístico (S$130,00) e tem uma duração de 10 dias. Dizem que esse lugar foi construído para ser um forte militar a fim de se defender de outras tribos que viessem ameaçar Império Inca. Dizem que o que está disponível hoje para a visitação é apenas 20% do que foi Sacsayhuaman. Realmente é muito interessante a precisão da construção desse lugar e a perfeição de comoe ram cortadas e transportadas essa pedra enormes. De um certo ponto dessas ruínas é possivel ter uma visão geral da cidade de Cuzco.

 

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Depois de algumas fotos devidamente tiradas seguimos para Qenko. Qenko fica a uns 6 KM de Cuzco. Segundo a explicação do guia Qenko foi um lugar dedicado para algum tipo de rito, pois há uma espécie de um anfiteatro e também uma espécie de altar cavado entre algumas rochas. O mais interessante são os labirintos em zigue-zague.

 

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Seguimos o passeio para Tambomachay e Pukapukara, que ficas a menos de 1 KM de Qenko. O intuito dessas ruínas eram para o armazenamento de alguns itens e para o descanço dos incas que seguiriam pela trilha. Lá existem vários aquedutos (q funcionam até hoje) e algumas cascatas. Nessa última ruína há um comércio de roupas e souvenirs. Também é possivel tirar retratos das peruanas e suas roupas típicas mediante uma "propina", caso contrário se você apontar a câmera para elas sem a propina elas não vão gostar. Depois de visitar Tambomachay seguimos viagem para Cuzco e fizemos uma parada em uma lojinha de souvenirs. Mas não vale a pena descer do ônibus pois o preço é muito caro. Em Cuzco você paga a metade do preço no mercado de artesanato.

 

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Chegando no albergue voltei para o bar e não estendi muito, resolvi ir para outro lugar no centro, o Muse. Uma boa escolha pena que ele encerrou muito cedo. Então segui para o Mushroom que fica perto do Mama Africa. Não estendi muito também pois seguiria para o Vale Sagrado pela manhã.

 

Como combinado estava na agência na hora combinada para pegar a van que me levaria no tour do VS até Ollantaytambo. No dia anterior quando fechei esse pacote fui avisado que os tickets de MP,ida e volta de Aguas Calientes - Ollantaytambo seriam dados no dia que eu fosse fazer a viagem antes de seguir para o tour. De manha quando cheguei na agência a mulher que me vendeu o passeio disse para ir seguindo para a van pois ela iria pegar e me levar antes de seguir viagem.

 

Fiquei esperando esses tickets durante uma meia hora, e nada. Chegou um certo ponto que o guia da van resolveu seguir viagem sem mim pois eu não iria seguir essa viagem sem o meus tickets. Depois de uns 5 minutos que a van seguiu viagem a mulher da agência chegou com a minha passagem de trem, com o endereço do Hostel onde eu ficaria em Aguas Calientes e disse que quando chegasse na estação de trem em Aguas Calientes uma pessoa estaria esperando com o meu nome em uma placa. Feita a explicação ela ligou para o motorista da van e pediu para me esperar pois ainda estavam em Cuzco. Pegamos um táxi e conseguimos alcançar a van. Para completar ela disse que quando eu chegasse a noite no hostel seria dado para mim o ticket de MP e a passagem de volta para Ollantaytambo.

Achei estranho pois nao tinha garantia nenhuma que isso iria acontecer, mas resolvi ir assim mesmo.

 

A primeira parada foi em um mercado de artesansãos, só não me lembro o nome do lugar. Vou ficar devendo.

 

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Depois fomos para Pisac que fica a uns 33 KM de Cuzco. Foi um dos lugares que eu mais gostei pois achei interessante o cemitério deles incrustado em uma grande parede de terra e também a parte onde eram as plantações incas.

 

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Depois de uma parada para o almoço fui para Ollantaytanbo que fica a uns 66 KM de Cuzco. Ollantaytanbo é uma cidade bem pitoresca com ruas estreitas e de pedra. Não tive muito tempo para ficar andando pela cidade, fica para a próxima trip. Logo que se chega na cidade já é possível avistar as ruínas de Olantaytanbo bem no alto. É uma visão impressionante.

 

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Segundo o guia essas ruínas foram uma cidade-alojamento para os viajantes que seguiriam viajem até MP. Uma coisa impressionante é o tamanho das rochas que se localizam no alto desse montanha. Alguns desses monolitos são maiores que um adulto e também há a presença de símbolos nas pedras coisa rara para os Incas. Outra coisa interessante também é uma espécie de armazém que se localiza em uma montanha na frente das ruínas onde eu estava. Se olharem com calma pode se localizar o rosto de uma pessoa e dar a entender que estão carregando nas costa esse armazém.

 

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Tour terminado, fotos tiradas fui para a estação de trem para finalmente seguir viagem para Aguas Calientes. Para chegar na estação é bem fácil, saindo das ruínas é só seguir reto, atravessar a ponte e seguir uma estrada que fica ao lado do rio. No final da estrada é onde se localiza a estação. Para a viagem de ida a Aguas Calientes eu fui pela Inca Rail. Sei que existe a outra empresa (PERU RAIL) mas como aconteceu aqueles imprevistos na agência onde comprei o passeio não tive opção em escolher qual empresa eu iria. Mas no fim das contas valeu a pena. Ambas companhias são boas e a viagem foi ótima e com visuais maravilhosos novamente. Durante a viagem conheci uma família americana que estava indo para MP. Durante a viagem conversamos e fiquei sabendo que o pai nessa família um sociólogo que estava em viagem na América do Sul. Um assunto interessante foi o ponto de vista diferente que ele tinha sobre a America do Sul a respeito de educação, política e o momento atual em que vivemos.

 

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Chegando na estação em Aguas Calientes para a minha sorte tinha uma pessoa me esperando com a tal "plaquinha" . No fim ela realmente me levou para o hotel e fiquei mais aliviado. Logo que entrei no meu quarto um dos funcionários do grupo Pedro ( grupo que me guiou em alguns momentos em MP ) veio me trazer o ticket de MP, dar algumas instruções de como seria o Tour e me explicou que caso eu quisesse subir até Huayana Pitcchu teria que sair umas 3 horas da madrugada para chegar bem cedo e tentar conseguir um ingresso para subir em Huayana Pitcchu. Estava decidido que subiria. Logo depois sai para dar uma caminhada por Aguas Calientes, jantar e comprar algumas coisas para comer na manhã seguinte e em MP.

 

Acordei as 3 horas da matina e segui a estrada ao lado do rio. Logo que coloquei o pé na estrada me dei conta que tinha esquecido a minha lanterna. Isso dificultou um pouco a caminhada no escuro, o que me salvou foi um celular e a amizade que fiz com um Suiço e juntamos os 2 celulares e deu para caminhar numa boa, mas uma lanterna iria ser melhor.

 

Consegui chegar na entrada de MP umas 5:30 da manhã. Preparem - se, a subida até lá é muito cansativa (vc está a 2400 metros de altura) e como sou meio sedentário penei para subir aquilo. Sem contar o frio que passei quando cheguei na portaria pois estava extremamente suado.

 

Fica a dica, vão com camisetas tipo dry feet, são roupas bem leves e secam rápido.

 

Logo que cheguei fiquei me questionando se tinha valido a pena ter feito todo esse sacrifício de ter acordado de madrugada, andar no escuro, subir um morro a 2.400 metros de altura para pegar um ticket ... Bom, a próxima foto responde se valeu a pena ou não.

 

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Consegui pegar a senha 359 e teria que subir para Huayana Pitcchu a partir das 10:00 da manhã. Enquanto isso (eram 6:30 da manhã) fiquei andando sozinho em MP vazia. Esse momento me rendeu boas fotos e uma lembrança muito boa. Coisa rara ver MP vazia desse jeito, pois logo depois começaram a chegar muitos turistas.

 

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Depois dessa caminhada por minha conta fui encontrar com o tal o Grupo Pedro. Foi bem fácil localizar pois ele carrega uma bandeira branca. O Guia falava em espanhol e nos deu uma boa explicação sobre os principais pontos em MP. Os dois pontos que achei mais interessantes foram o Templo do Sol e o Templo Principal devido a perfeição das rochas trabalhadas em sua construção. Uma pena que o tempo já começou a agir e em uma das construções já esta um pouco debilitada.

 

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Quando o tour guiado por MP finalizou fui seguir a minha subida para Huyanna Pitcchu. Uma atenção redobrada deve ser tomada pois a subida é muito ingreme e bem escorregadia. Depois de uma subida bem cansativa alcancei o topo e logo se tem um panorama bem legal de onde você está pois é possível ver MP e o rio Urubamba. Dizem que as ruínas localizadas no topo eram a residência de um sacerdote e ele descia todos os dias para MP, corajoso. É fascinante a tecnologia que os Incas tinham para construções justamente por terem construido essas residencias no topo de uma montanha bem ingreme a 360 metros de MP. Um fato interessante que eu notei foi que existiam pessoas trabalhando lá no alto em Huyanna Pitcchu e várias vezes notei que eles subiam com alguns equipamentos.

 

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Logo depois quando voltei para MP pedi no guiche de entrada de Huyanna Pitcchu que carimbassem meu passaporte e depois na entrada de MP também carimbei meu passaporte. Fica a dica para quem vai levar o passaporte e dar uma carimbada.

 

Logo que sai de MP resolvi voltar para Aguas Calientes pelo mesmo caminho que fiz para subir. Mesmo estando em uma descida o cansaço foi inevitável, mas ainda assim vale a pena. Logo que cheguei no hotel fui atrás da minha passagem de trem para Ollantaytambo. Como fiquei hospedado no hotel onde era sede do Grupo Pedro fui atrás do responsável da emissão do tal ticket e fui avisado que seria enviado um fax da PERU RAIL e isso seria meu ticket. Novamente achei meio estranho mas resolvi aceitar e ver no que dava. Logo depois falei com uma mulher na recepção para ver se eu poderia tomar um banho no hotel mesmo não estando mais hospedado e não houve problema e depois fui almocar. Essa refeição foi a mais cara que paguei em toda a viagem, em torno de S$30,00.

 

Depois do almoco fui dar uma caminhada pela cidade pois meu trem sairia umas 19:00 e resolvi ir conhecer os banhos termais que existe na cidade. Paga - se uma entrada de S$10,00 e no meu caso foi necessário alugar uma toalha. Nas termas também existe um lugar para deixar as roupas e é necessário pagar por esse serviço também, só não me lembro quanto foi.

 

Na minha opinião é um lugar q eu não iria se soubesse como é. A água realmente é quente, mas fede demais e por isso não me passou muita confiança quanto a limpeza dela. O bom foi que acabei conhecendo um grupo de brasileiros e que posteriormente acabei reencontrando em outras ocasiões.

 

Banho novamente tomado para tirar o cheiro daquela "água" fui para a estacão esperar o meu trem. Logo que cheguei na estação mostrei meu ticket para um funcionário e ele me indicou onde seria o embarque. Durante a espera reencontrei outros brasileiros ( para variar um pouco ) que estavam chegando em Aguas Calientes.

 

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Infelizmente essa viagem de trem foi a noite e não pude desfrutar da paisagem. Chegando em Ollantaytambo uma pessoa estava segurando uma placa com o meu nome e de outras pessoas e ele nos indicou onde estaria a van que nos levaria de volta para Cuzco. A viagem foi tranquila aproveitar para dormir um pouco e descansar. Chegando em Cuzco fui direto para o Loki, mas infelizmente ele estava cheio e só haveria vagas no dia seguinte. No fim das contas tive que optar pelo albergue na frente (S$20,00) e dividi o quarto com mais duas garotas dos EUA. O lugar não era dos melhores mas do jeito que eu estava a unica coisa que eu queria era apenas dormir.

 

Na manhã seguinte logo que acordei já acertei com o albergue que estava e voltei para o Loki e tomei um banho pois no outro albergue não tinha água. Tirei esse dia novamente para andar em Cuzco. Aproveitei para fazer uma refeição diferente e almoçei uma morcija (é o que conhecemos aqui no Brasil como chouriço) e para fazer umas compras no mercado de artesanato de Cuzco, conhecer a região de San Blas e a famosa pedra de 12 ângulos. A noite fui novamente no Mushroom.

 

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Dia seguinte seguinte a noite iria seguir viagem para Arequipa pela Cruz Del Sur. Recomendo a empresa!! Existem empresas com tarifas mais baratas mas pelo que sei essa é a melhor. A passagem saiu a S$80,00. Novamente tirei o dia para andar por Cuzco e descansar mais.

 

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A noite segui para a garagem da Cruz Del Sur em Cuzco pois o ônibus seguiria viagem a partir de lá. A viagem foi tranquila a comida servida é excelente e o café da manhã também é muito bom. Dei sorte porque durante a viagem ninguem sentou do meu lado e pude ficar bem espalhado pelos 2 bancos.

 

Chegando por volta das 6:00 no terminal de Arequipa reencontrei alguns amigos brasileiros que estavam me esperando e fomos procurar um táxi e seguir para o centro. Nosso plano era ficar no Koala Backpackers (indicação do guia do Loki ) mas estava cheio e acabamos ficando no excelente hostel Samana Wasi que fica quase na frente do Koala na Calle Puente Grau, 105 bem perto do centro.

 

Chegando no albergue resolvemos descansar por algumas horas. Apesar de ter "dormido" durante a viagem achei melhor dar uma descansada a mais até porque era muito cedo e não tinha nada aberto. Logo que acordamos fomos tomar um café da manhã e ir procurar alguma agência para comprar algum passeio. Rodamos durante uma hora pesquisando e negociando o valor de um Rafting e de um downhill. No fim das contas fechamos com a Colca Trek (http://www.colcatrek.com.pe/ - agência com vários relatos daqui e com indicação do guia Lonely Planet) o rafting do Rio Chile e no dia seguinte um Downhill ao lado do vulcão El Misti.

 

Logo depois fomos almoçar e em seguida voltamos para a albergue e esperar o pessoal da agência nos pegar para seguir para o rafting. Nesse passeio existia apenas 1 americano conosco, o resto eram todos brasileiros. Logo que chegamos o guia nos deu as instruções e as roupas para o rafting. O passeio foi legal, bem divertido, os equipamentos aparentemente estavam em bom estado mas sinceramente esperava mais. Segundo o guia nessa época do ano o nível do rio esta mais baixo por ser uma época mais seca. Mas pelo menos foi divertido. Durante o passeio uma outra pessoa ia nos seguindo com um caiaque e tirava algumas fotos que no final é oferecido uns S$20,00 (se eu não me engano)e eu comprei.

 

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A noite fomos jantar com os outros brasileiros que conhecemos nesse rafiting e aproveitamos para ver as fotos do passeio. Uma coisa interessante que aconteceu essa noite foi quando eu escolhi um prato onde em vez de acompanhar uma cerveja ou um refrigerante optei pelo acompanhamento de um vinho. Só que o porém era o tamanho dessa "taça" de vinho, mais ou menos do tamanho de uma dose de pinga e no fim acabei pedindo mais uma Cuzqueña.

 

Aproveitei essa noite para aproveitar a noite de Arequipa. Realmente é bem legal. Existe esse lance de "happy Hour" onde vc pede um drink e ganha 1, alguma coisa assim. Vale a pena, vc vai andando de bar em bar e aproveitando os drinks de todos os lugares.

 

Dia seguinte bem cedo ( umas 7:00 da manhã ) a equipe do Downhill passou no albergue para seguirmos para o passeio. Recomendo a fazer esse Downhill. Durante a subida o guia vai explicando algumas coisas sobre o lugar... altitude, vegetação, etc... oque vale mesmo é a descida, sem dúvida nenhuma.

Esse passeio é bem cansativo principalmente em alguns pontos que você tem que pedalar a uns 3.000 metros de altura em uma estrada de areia para quem gosta é um prato cheio. No meio no descida paramos para fazer um lanche e dar uma descansada.

 

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Chegando no albergue tomou uma banho fui almoçar e dei uma descansada. No dia seguinte tirei o dia para andar pela cidade sozinho. Aconselho todo mundo a fazer isso. Acompanhei uma procissão, visitei várias igrejas e alguns museus.

 

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No dia seguinte aproveitei mais para caminhadas durante o dia pois a noite eu iria pegar o ônibus para Lima pela recomendadíssíma Cruz Del Sur.

Sai de Arequipa as 17:00 e cheguei em Lima pela manhã umas 9:00 o valor da passagem foi de 80 soles, com direito a uma janta e um café da manhã.

 

A primeira impressão de Lima quando cheguei foi de uma cidade razoávelmente organizada e bem parecida com São Paulo no que diz respeito a quantidade de carros. Mal sabia eu q a região de Miraflores era a melhor. Fiquei hospedado em um hotel bem perto da praia infelizmente o dia não estava muito bom. Como e tempo também estava curto acabei indo apenas fazer um passeio na orla e visitar um shopping q fica encrustado em um barranco.

 

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Dia seguinte peguei um taxi até o aeroporto internacional. Não paguem mais do que 40 Soles para essa corrida, esse é o preço. Nesse trajeto até o aeroporto deu para reparar melhor o quão caótico é o transito de lá. Comparado a são Paulo aqui apesar de ser uma cidade maior a a bagunça aparenta ser um pouco mais organizada.

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