Chegamos La Paz às 1h30 da manhã, depois de um vôo de 9h, com escala, mudança de aeroporto, tudo que vc tem direito. Sabe como é, isso economizou muitos dólares.
Reservamos o Hotel Rosário e combinamos o transfer do aeroporto por US$ 5,00 e estava lá conforme o combinado. O hotel é uma gracinha, super limpinho, com aquecedor satisfatório, depois que vc aprende a usar. Pagamos Bs 440 (divida por 4 para saber o preço em reais) para duas pessoas com ótimo café da manhã. Escolhemos um hotel 3 estrelas porque chegar direto em La Paz (3.800m), do nível do mar pode trazer surpresas por causa da altitude. Então, não achamos conforto, neste momento, dispensável.
Dormimos bem, nos acostumando com a altitude e acordamos tranqüilas, para passear na cidade. É importante dizer que a super hidratação é medida importante para a altitude, porque vc precisa de mais água para absorver oxigênio. La Paz é muito frio, alto e seco, então recomendo levar cibalena-A, uma analgésico especial para altitude que nos serviu bem, sorine infantil para umidecer as narinas e segunda pele de montanhismo. O que sentimos foi mais dor de cabeça e, pessoalmente, senti enjôo ao subir escadas e caminhar mais rápido, mas, pelo que dizem por aí, foi muuuito tranqüilo.
Passeamos de bobeira em La Paz. É uma capital super diferente, louca. Difícil descrever os detalhes. Reparar nas bolivianas típicas, ficar enjoada com a quantidade de frituras que vc encontra na rua, ficar espantado com os preços absurdamente baratos, tirar fotos dos ônibus e estilos diferentes faz parte das aventuras de La Paz que parece uma grande favela olhada de cima, mas muito tranqüila, tome apenas cuidado com os furtos, porque dizem que são freqüentes.
Adoramos o mercado das bruxas, próximo ao hotel, onde vc compra lindas roupas e acessórios de lã e outras coisinhas super diferentes e muito, mas muito baratas.
Encontramos uma feira cultural (http://www.lapaz.bo/culturas), onde convivemos com as pessoas de lá, shows típicos, dança, rock, tudo. Preciso comentar que as crianças são lindas e muito educadas, tratadas como adultos, participando do cotidiano das famílias. Experimentamos um chá de canela diferente por Bs 1,00 e nos divertimos, observando tudo.
Almoçamos o menu, comum na Bolívia: Bs 18,00 com direito a salada, sopa (incluindo um milho gigante que eu me apaixonei) e prato principal. Bem gostosinho, principalmente diante das opções da rua que só embrulham o estômago. Restaurante calmo e muito simples, principalmente se vc pensar que era um típico almoço de domingo da família boliviana de La Paz.
À noite, jantamos no hotel, o restaurante fica lotado, talvez haja poucas opções à noite na rua, não sei dizer. O restaurante é muito bom, refinado e, por causa da moeda tão desvalorizada, o preço sai muito atraente para brasileiros.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101001113905.JPG 500 375 La Paz]Rua central de La Paz em um domingo, com seus ônibus diferentes e o style das bolivianas[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101001140455.JPG 500 375 La Paz]Moça dos sucos nas ruas de La Paz[/picturethis]
Dia 02 – Chacaltaya e Valle de La Luna
Combinamos o passeio para ir ao Chacaltaya e ao Vale de La Luna com uma agência em La Paz (Bs 50,00 por pessoa). Não se preocupem com os passeios, existem diversas agências em toda a cidade.
Saímos 8h. A estrada para Chacaltaya é muito interessante, vc observa La Paz por cima e percebe como realmente parece uma favela.
O Chacaltaya é uma montanha que vc chega quase no topo de carro. A paisagem vai ficando árida, sem vegetação e animais ao ponto que vc sobe. O carro chega até o clube andino boliviano a 5.300m e depois há uma caminhada. Mas que desafio! Cada passo a mais de 5.000m é como se vc carregasse pedras, não tivesse pulmão e ficasse sem ar com míseros 2m caminhados. O Chacaltaya tem 2 cumes. Chegando ao primeiro, já me senti muito feliz e descansei. Do topo, vc pode observar a antiga pista de esqui mais alta do mundo, desativada há uns 10 anos pela diminuição da neve no local. Depois de descansar, tomei coragem e caminhei até o segundo cume, chegando a 5.480m de altitude, uma sensação inimaginável! Do topo, avistamos o Huayna Potosi (acima dos 6.000m), outros picos nevados, La Paz e, com o dia claro, o lago titicaca. Sensação incrível de conquista, com certeza um destaque da viagem!
Em seguida, fomos para o Valle de La Luna, um conjunto de rochas que se assemelham às crateras da lua. É uma caminhada tranqüila, um local diferente.
No caminho, pudemos perceber como La Paz apresenta uma incrível desigualdade social. As pessoas ou são muito pobres ou muito ricas e ficam totalmente separadas. O salário comum do boliviano de La Paz roda em torno de Bs 650,00, enquanto existem mansões gigantes e prática de golf com diárias caríssimas para uma minúscula parcela da sociedade.
À noite, jantamos no hotel: Lhama! Interessante, parece um boi mais suave.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101001162429.JPG 500 375 Chacaltaya]Visual do cume do Chacaltaya, a 5.480m de altitude, com Huayna Potosi ao fundo [/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101001162710.JPG 500 375 Valle de La Luna]Parte da natureza diferente do Valle de La Luna [/picturethis]
Dia 01 – La Paz
Chegamos La Paz às 1h30 da manhã, depois de um vôo de 9h, com escala, mudança de aeroporto, tudo que vc tem direito. Sabe como é, isso economizou muitos dólares.
Reservamos o Hotel Rosário e combinamos o transfer do aeroporto por US$ 5,00 e estava lá conforme o combinado. O hotel é uma gracinha, super limpinho, com aquecedor satisfatório, depois que vc aprende a usar. Pagamos Bs 440 (divida por 4 para saber o preço em reais) para duas pessoas com ótimo café da manhã. Escolhemos um hotel 3 estrelas porque chegar direto em La Paz (3.800m), do nível do mar pode trazer surpresas por causa da altitude. Então, não achamos conforto, neste momento, dispensável.
Dormimos bem, nos acostumando com a altitude e acordamos tranqüilas, para passear na cidade. É importante dizer que a super hidratação é medida importante para a altitude, porque vc precisa de mais água para absorver oxigênio. La Paz é muito frio, alto e seco, então recomendo levar cibalena-A, uma analgésico especial para altitude que nos serviu bem, sorine infantil para umidecer as narinas e segunda pele de montanhismo. O que sentimos foi mais dor de cabeça e, pessoalmente, senti enjôo ao subir escadas e caminhar mais rápido, mas, pelo que dizem por aí, foi muuuito tranqüilo.
Passeamos de bobeira em La Paz. É uma capital super diferente, louca. Difícil descrever os detalhes. Reparar nas bolivianas típicas, ficar enjoada com a quantidade de frituras que vc encontra na rua, ficar espantado com os preços absurdamente baratos, tirar fotos dos ônibus e estilos diferentes faz parte das aventuras de La Paz que parece uma grande favela olhada de cima, mas muito tranqüila, tome apenas cuidado com os furtos, porque dizem que são freqüentes.
Adoramos o mercado das bruxas, próximo ao hotel, onde vc compra lindas roupas e acessórios de lã e outras coisinhas super diferentes e muito, mas muito baratas.
Encontramos uma feira cultural (http://www.lapaz.bo/culturas), onde convivemos com as pessoas de lá, shows típicos, dança, rock, tudo. Preciso comentar que as crianças são lindas e muito educadas, tratadas como adultos, participando do cotidiano das famílias. Experimentamos um chá de canela diferente por Bs 1,00 e nos divertimos, observando tudo.
Almoçamos o menu, comum na Bolívia: Bs 18,00 com direito a salada, sopa (incluindo um milho gigante que eu me apaixonei) e prato principal. Bem gostosinho, principalmente diante das opções da rua que só embrulham o estômago. Restaurante calmo e muito simples, principalmente se vc pensar que era um típico almoço de domingo da família boliviana de La Paz.
À noite, jantamos no hotel, o restaurante fica lotado, talvez haja poucas opções à noite na rua, não sei dizer. O restaurante é muito bom, refinado e, por causa da moeda tão desvalorizada, o preço sai muito atraente para brasileiros.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101001113905.JPG 500 375 La Paz]Rua central de La Paz em um domingo, com seus ônibus diferentes e o style das bolivianas[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101001140455.JPG 500 375 La Paz]Moça dos sucos nas ruas de La Paz[/picturethis]
Dia 02 – Chacaltaya e Valle de La Luna
Combinamos o passeio para ir ao Chacaltaya e ao Vale de La Luna com uma agência em La Paz (Bs 50,00 por pessoa). Não se preocupem com os passeios, existem diversas agências em toda a cidade.
Saímos 8h. A estrada para Chacaltaya é muito interessante, vc observa La Paz por cima e percebe como realmente parece uma favela.
O Chacaltaya é uma montanha que vc chega quase no topo de carro. A paisagem vai ficando árida, sem vegetação e animais ao ponto que vc sobe. O carro chega até o clube andino boliviano a 5.300m e depois há uma caminhada. Mas que desafio! Cada passo a mais de 5.000m é como se vc carregasse pedras, não tivesse pulmão e ficasse sem ar com míseros 2m caminhados. O Chacaltaya tem 2 cumes. Chegando ao primeiro, já me senti muito feliz e descansei. Do topo, vc pode observar a antiga pista de esqui mais alta do mundo, desativada há uns 10 anos pela diminuição da neve no local. Depois de descansar, tomei coragem e caminhei até o segundo cume, chegando a 5.480m de altitude, uma sensação inimaginável! Do topo, avistamos o Huayna Potosi (acima dos 6.000m), outros picos nevados, La Paz e, com o dia claro, o lago titicaca. Sensação incrível de conquista, com certeza um destaque da viagem!
Em seguida, fomos para o Valle de La Luna, um conjunto de rochas que se assemelham às crateras da lua. É uma caminhada tranqüila, um local diferente.
No caminho, pudemos perceber como La Paz apresenta uma incrível desigualdade social. As pessoas ou são muito pobres ou muito ricas e ficam totalmente separadas. O salário comum do boliviano de La Paz roda em torno de Bs 650,00, enquanto existem mansões gigantes e prática de golf com diárias caríssimas para uma minúscula parcela da sociedade.
À noite, jantamos no hotel: Lhama! Interessante, parece um boi mais suave.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101001162429.JPG 500 375 Chacaltaya]Visual do cume do Chacaltaya, a 5.480m de altitude, com Huayna Potosi ao fundo [/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20101001162710.JPG 500 375 Valle de La Luna]Parte da natureza diferente do Valle de La Luna [/picturethis]
continua...