Esta é uma matéria que eu escrevi pra um site que demora taaaanto pra ser atualizado que resolvi publicar aqui, pra não desperdiçar... Eu, obviamente, amei a cidade! Quem quiser dicas, é só pedir!
Bangkok – ame-a ou deixe-a!
Para entender a cidade em que o caos e a paz convivem lado a lado
Renata Tucci Lisboa
Com mais de 10 milhões de habitantes, a capital da Tailândia é alvo de opiniões muito contraditórias. É uma cidade grande, poluída, barulhenta, com um trânsito infernal, incontáveis barraquinhas de comida e produtos tailandeses nas ruas, uma língua complicada e uma grafia completamente diferente da nossa. Ainda assim, há muitos motivos que fazem de Bangkok uma das cidades que mais recebem turistas no mundo.
Budista, a metrópole é repleta de templos por toda a parte. Templos em que a paz é tão grande que quase pode ser tocada. Descalços, os monges emitem mantras enquanto acendem incensos e velas, e fazem oferendas com flores e frutas. A beleza do Grande Palácio já justificaria a presença dos turistas na cidade. É um majestoso grupo de edifícios que marca a fundação de Bangkok, em 1782, e que faz qualquer pessoa se perder entre seus jardins, museus e templos. Entre eles está o Wat Phra Kaew (“wat” significa “templo” em tailandês), que guarda o famoso Buda de esmeralda – a estátua mais venerada da Tailândia. Saindo do Grande Palácio, no quarteirão ao lado encontra-se o Wat Po, que também vale a visita. É um templo do século XVI que tem um Buda deitado de 46 metros de comprimento.
Ir à Bangkok e não fazer compras é uma tarefa impossível. Tecidos, jóias, bolsas, ternos, amuletos, flores e comida. Mercados, lojas, ambulantes e camelôs são encontrados a cada esquina. Destaque para a Rua Khao San, com seu mercado noturno, o Chatuchak, um mercado gigantesco que acontece nos finais de semana, e o Mercado Flutuante, em que tanto vendedores quanto compradores ficam em barcos, se locomovendo pelos tumultuados canais. Mas uma coisa é regra, independente do mercado: pechinchar sempre! Normalmente os vendedores aceitam receber um terço do preço que eles sugeriram inicialmente.
Há algumas coisas muito particulares na cultura tailandesa. Uma delas é a comida, na maioria das vezes apimentada e com frutas. Para os mais corajosos, há uma infinidade de opções nas barraquinhas espalhadas pelas ruas, desde espetinhos até coisas mais exóticas, como grilo frito. Um bom restaurante também tem um preço bem acessível à todos. É possível comer uma entrada, um prato principal, uma sobremesa e beber uma cerveja local, como Chang ou Singha, por 15 dólares.
O rio Chao Phraya corta a cidade e marca alguns contrastes: pontes super modernas, casas decadentes, templos magníficos. Um passeio pelas suas águas é muito interessante, principalmente a noite. O esporte nacional é o boxe, e lutas acontecem quase todos os dias, no final da tarde, nos estádios Ratchadamnoen e Lumphini, e os nativos torcem animadamente! Nas redondezas é possível fazer um passeio de elefante, simpático animal que é o símbolo da Tailândia. E não se pode deixar Bangkok sem andar de tuk-tuk. Eles são uma espécie de táxi sobre três rodas e ajudam a contribuir com o caos no trânsito. Os tuk-tuks estão em toda a parte e são ideais para distâncias curtas, pois são mais lentos e mais caros do que os táxis normais. No entanto, é importante sempre combinar antes o valor que será pago pela corrida.
A parte moderna da cidade também merece atenção. É possível ir de metrô, que é impecável e barato, até o Parque Lumphini, que é muito bonito e faz um contraponto de silêncio e canto de pássaros com o barulho do resto da cidade. Ali perto há a Rua Silom, centro de comércio e finanças da capital, mas onde também pode-se encontrar charmosos lugares para se fazer uma tradicional massagem tailandesa. Uma boa forma de ver as dimensões da grande metrópole é do alto na Torre Baiyoke, que é a mais alta da Tailândia, com 309 metros.
Sim, Bangkok é caótica. Muita gente mal chega e já foge correndo para Phuket ou Phi Phi, famosas praias tailandesas. Mas que vale a pena ir até lá para construir a sua própria opinião, isso vale!
Esta é uma matéria que eu escrevi pra um site que demora taaaanto pra ser atualizado que resolvi publicar aqui, pra não desperdiçar... Eu, obviamente, amei a cidade! Quem quiser dicas, é só pedir!
Bangkok – ame-a ou deixe-a!
Para entender a cidade em que o caos e a paz convivem lado a lado
Renata Tucci Lisboa
Com mais de 10 milhões de habitantes, a capital da Tailândia é alvo de opiniões muito contraditórias. É uma cidade grande, poluída, barulhenta, com um trânsito infernal, incontáveis barraquinhas de comida e produtos tailandeses nas ruas, uma língua complicada e uma grafia completamente diferente da nossa. Ainda assim, há muitos motivos que fazem de Bangkok uma das cidades que mais recebem turistas no mundo.
Budista, a metrópole é repleta de templos por toda a parte. Templos em que a paz é tão grande que quase pode ser tocada. Descalços, os monges emitem mantras enquanto acendem incensos e velas, e fazem oferendas com flores e frutas. A beleza do Grande Palácio já justificaria a presença dos turistas na cidade. É um majestoso grupo de edifícios que marca a fundação de Bangkok, em 1782, e que faz qualquer pessoa se perder entre seus jardins, museus e templos. Entre eles está o Wat Phra Kaew (“wat” significa “templo” em tailandês), que guarda o famoso Buda de esmeralda – a estátua mais venerada da Tailândia. Saindo do Grande Palácio, no quarteirão ao lado encontra-se o Wat Po, que também vale a visita. É um templo do século XVI que tem um Buda deitado de 46 metros de comprimento.
Ir à Bangkok e não fazer compras é uma tarefa impossível. Tecidos, jóias, bolsas, ternos, amuletos, flores e comida. Mercados, lojas, ambulantes e camelôs são encontrados a cada esquina. Destaque para a Rua Khao San, com seu mercado noturno, o Chatuchak, um mercado gigantesco que acontece nos finais de semana, e o Mercado Flutuante, em que tanto vendedores quanto compradores ficam em barcos, se locomovendo pelos tumultuados canais. Mas uma coisa é regra, independente do mercado: pechinchar sempre! Normalmente os vendedores aceitam receber um terço do preço que eles sugeriram inicialmente.
Há algumas coisas muito particulares na cultura tailandesa. Uma delas é a comida, na maioria das vezes apimentada e com frutas. Para os mais corajosos, há uma infinidade de opções nas barraquinhas espalhadas pelas ruas, desde espetinhos até coisas mais exóticas, como grilo frito. Um bom restaurante também tem um preço bem acessível à todos. É possível comer uma entrada, um prato principal, uma sobremesa e beber uma cerveja local, como Chang ou Singha, por 15 dólares.
O rio Chao Phraya corta a cidade e marca alguns contrastes: pontes super modernas, casas decadentes, templos magníficos. Um passeio pelas suas águas é muito interessante, principalmente a noite. O esporte nacional é o boxe, e lutas acontecem quase todos os dias, no final da tarde, nos estádios Ratchadamnoen e Lumphini, e os nativos torcem animadamente! Nas redondezas é possível fazer um passeio de elefante, simpático animal que é o símbolo da Tailândia. E não se pode deixar Bangkok sem andar de tuk-tuk. Eles são uma espécie de táxi sobre três rodas e ajudam a contribuir com o caos no trânsito. Os tuk-tuks estão em toda a parte e são ideais para distâncias curtas, pois são mais lentos e mais caros do que os táxis normais. No entanto, é importante sempre combinar antes o valor que será pago pela corrida.
A parte moderna da cidade também merece atenção. É possível ir de metrô, que é impecável e barato, até o Parque Lumphini, que é muito bonito e faz um contraponto de silêncio e canto de pássaros com o barulho do resto da cidade. Ali perto há a Rua Silom, centro de comércio e finanças da capital, mas onde também pode-se encontrar charmosos lugares para se fazer uma tradicional massagem tailandesa. Uma boa forma de ver as dimensões da grande metrópole é do alto na Torre Baiyoke, que é a mais alta da Tailândia, com 309 metros.
Sim, Bangkok é caótica. Muita gente mal chega e já foge correndo para Phuket ou Phi Phi, famosas praias tailandesas. Mas que vale a pena ir até lá para construir a sua própria opinião, isso vale!
*photos by me and Roberta Parente
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