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Olá viajante!

Bora viajar?

Argentina, Chile, Bolívia e Peru - 36 dias

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E ai pessoal. Inicio agora o relato do mochilão que fiz com mais dois amigos por esses quatro países entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011. O relato será feito em várias partes, pois não terei como escrever tudo de uma só vez.

 

Nosso roteiro foi definido com muita antecedência, e ficou o seguinte:

 

Buenos Aires - 5 dias

Bariloche - 2,5 dias

Puerto Varas - 2 dias

Pucón - 3 dias

Santiago - 3 dias

San Pedro de Atacama - 2 dias

Salar de Uyuni (4x4) - 3 dias

La Paz - 4 dias

Copacabana - 2 dias

Cusco + Machu Picchu - 4 dias

Lima - 3 dias

 

As passagens foram compradas com muita antecedência também, e custaram 900 reais pela LAN, partindo de Guarulhos e chegando em Buenos Aires, e voltando por Lima para Guarulhos.

 

A mochila é uma Conquista 77, de 65 litros, e posso garantir que é muito boa para quem gosta de mochilar, mas prefere não gastar tanto em uma mochila. Paguei 300 reais e estou extremamente satisfeito.

 

Vamos ao que interessa, o relato. Como a viagem ainda está rolando e nem chegou na metade, postarei os valores quando retornar. Espero que gostem!

 

28/12, Dia 1 - Buenos Aires

 

O dia começou cedo. Acordamos às 7h, tomamos o café, e saímos rumo ao aeroporto de Guarulhos. O check-in foi tranquilo, e no horário previsto partimos rumo à capital da Argentina. O vôo foi bem tranquilo, com direito a Ballantines e alfajor, e às 13h desembarcamos no Aeroparque. Passamos rapidamente pela polícia, fomos ao balcão de informações, e tomamos um ônibus até o Hostel Florida. Deixamos nossas coisas e saímos pra conhecer o centro. Fomos para Puerto Madero, lugar bem bonito e calmo, porém muito caro. Andamos por um bom tempo, é um lugar extremamente agradável, e depois fomos até a Casa Rosada e Plaza de Mayo; lugares extremamente turísticos e só pra tirar fotos mesmo, porque não são muito interessantes. Mas vale conhecer.

Depois de umas 3h caminhando voltamos ao hostel, tomamos um banho e saímos pra comer num restaurante perto, na Avenida Corrientes. Depois nosso amigo que havia ido num vôo mais tarde chegou e o dia se encerrou por alí mesmo. Estávamos cansados e fomos dormir.

 

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29/12, Dia 2 - Buenos Aires

 

Acordamos umas 8h, tomamos café no hostel, e saímos rumo à estação de trem. Fomos até um bairro isolado do centro chamado Olivos, encontrar um conhecido de um dos meus amigos, que mora em Buenos Aires e nos levaria até o Delta do rio Paraná para uma remada. A remada gerou boas risadas, porque o cara era profissional e nós três horríveis. Durou mais ou menos umas duas horas, e depois fomos pra casa dele onde rolou um almoço muito bom, com carne argentina. Comemos muito bem e depois passamos o resto do dia na casa dele jogando cartas, comendo um doces argentinos e nadando na piscina. No final da tarde pegamos o trem de volta pro centro, e passamos na rodoviária pra comprar as passagens pra Bariloche, que saíram um pouco caras, 460 pesos cada. Alta temporada é fogo!

Voltamos mortos pro hostel, nem comemos direito e fomos dormir. O dia nem havia sido super cansativo, mas o sol pegou de jeito, e eu tava com uma baita dor de cabeça. O calor em Buenos Aires estava muito grande. Dormi muito bem essa noite.

 

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30/12, Dia 3 - Buenos Aires

 

Nesse dia trocaríamos de hostel, pois o Florida não nos agradou, já que não tinha muito clima de hostel. Fora que praticamente só havia brasileiros hospedados lá.

Acordamos às 10h, fizemos check-out, e fomos pra San Telmo caminhando, até o hostel Carlos Gardel. O bairro é muito bonito e calmo, muito melhor que a caótica Calle Florida. O hostel é simples, mas pelo menos tem cara de hostel (o Florida é um hotel com dormitórios) e pessoas do mundo inteiro.

Fizemos o check-in e saímos pra tomar uma Quilmes num bar ali perto. Depois passamos no super-mercado, compramos umas coisas e voltamos pro hostel. Tomamos um banho e pegamos um ônibus até a Recoleta e seu famoso cemitério. É um lugar bonito e bucólico, mas considero um programa dispensável. Mas se tiver tempo, vá.

Depois de uma hora e meia mais ou menos na Recoleta, passando pelo cemitério e dando uma volta pelo bairro (que é bem legal, um dos que mais gostei em BsAs), voltamos ao hostel, mas por pouco tempo. Fomos à maravilhosa churrascaria Siga la Vaca e comemos muito bem; é caro mas vale a pena! Após a maravilhosa refeição fomos até Puerto Madero e ficamos andando pela orla. Já havíamos ido de dia, mas de noite é muito mais bonito e calmo. Ficamos num banco conversando e rindo, até umas onze horas, e depois voltamos ao Hostel. Ficamos na sala conversando mais um tempo, e depois fomos dormir.

 

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31/12, Dia 4 - Buenos Aires

 

Último dia do ano, o que significava que passaríamos nosso ano novo em Buenos Aires!! Mas como ainda teríamos um dia inteiro pela frente até a meia-noite, acordamos umas 10h, tomamos café, e partimos rumo à La Bombonera. Caminho até o estádio me agradou, bem tranqüilo e bonito, incluindo um bêbedo que nos perguntou de onde éramos, respondi França, e pra minha surpresa o cara falava um Francês fluente; rimos muito.

Chegamos em La Boca, compramos ingresso para entrar no estádio, visitamos o museu (bem bonito por sinal), fomos à arquibancada e pudemos notar a grandeza do estádio, que mesmo não sendo enorme em capacidade, é realmente imponente. Ficamos lá por uma e meia aproximadamente, e depois fomos ao Caminito, que fica bem perto. É um lugar bem bonito e agradável, mas chega a cansar de tão turístico que é; tudo lá é pra turista ver e pagar. Mas gostei, é interessante.

 

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Voltamos ao hostel por um caminho meio sinistro, e quando entrávamos em uma rua, um velho nos parou e disse ´no, no , no`. Nos avisou que aquele lugar era extremamente perigoso, e nos indicou um outro caminho. Passando perto pudemos perceber que o lugar era realmente uma favela de Buenos Aires. Santo velho!

Almoçamos uma macarronada que fizemos no hostel, enrolamos um bom tempo, e lá pelas 18h começamos a beber e esquentar pro reveillon. Umas 10h saímos do hostel rumo a Puerto Madero, onde bebemos um pouco mais e esperamos chegar a meia-noite, quando os fogos começaram a colorir o céu argentino. Depois dos fogos, tava rolando uma festa muito legal (e grátis!!) ali em Puerto Madero mesmo; perfeito! Ficamos por lá, e deu pra nos divertirmos. Voltamos às 6h30 pro hostel, mortos, e fomos dormir.

 

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01/01, Dia 5 - Buenos Aires

 

Exaustos da noitada anterior, acordamos às 15h, comemos o resto do macarrão do dia anterior, e ficamos no hostel a tarde toda. Computador, palavras cruzadas, e o que viesse em mente. Tarde entediante, porém necessária para recuperar as energias. Encontramos um grupo de brasileiros que nos convidaram para ir em uma balada com eles. Hesitamos um pouco pela cansaço, porém queríamos fazer algo em nosso último dia na capital argentina; topamos.

Na Argentina baladas começam muito tarde, e só fomos pegar o táxi às 0h30, e quando chegamos ainda estava vazia! A balada chama The Roxy, boazinha, mas nada de muito especial. Curtimos nossa última festa em BsAs, e lá pelas 5h voltamos ao hostel e capotamos. No dia seguinte pegaríamos o bus pra Bariloche.

 

02/01, Dia 6 - Buenos Aires/Bariloche

 

O cansaço de duas baladas consecutivas nos fez esquecer de ligar o despertador, e fomos acordados pela recepcionista gritando e dizendo que nosso horário de check-out havia passado há muito tempo. Segunda alma boa da viagem! Sem ela teríamos perdido nosso bus, e pior do que isso, nosso 460 pesos.

Levantamos correndo, tomamos um café horrível, e saímos rumo à rodoviária. Até lá, foi nosso último uso de transporte público da cidade, que deixa a desejar. Chegamos na rodoviária, compramos uma água, e esperamos por aproximadamente 30 minutos até nosso ônibus sair. A viagem dura 22 horas, mas parece menos. Fiquei conversando com meu amigo por um longo tempo, e depois serviram o jantar, que era simplesmente péssima. Depois daquilo jamais voltarei a reclamar de comida de avião.

O resto da viagem dormi, não muito bem, mas deu pro gasto.

 

03/01, Dia 7 - Bariloche

 

Acordei com o bus ainda viajando, e pude apreciar a bela vista da chegada à Patagônia. Lagos de cor deslumbrante, montanhas verdes, e algumas paisagens desérticas. Logo depois chegávamos em Bariloche, quando o relógio marcava quase onze horas. Na rodoviária mesmo compramos nossas passagens pra Puerto Montt por 85 pesos cada, e fomos pro ponto de ônibus esperar o nosso. Foram uns 25 minutos até nosso hostel, que havíamos reservado ainda no Brasil. O nome dele é Alaska Hostel, e foi um dos pontos altos da viagem, simplesmente ESPETACULAR! Ambiente caseiro onde a pessoa se sente na casa da própria família, hóspedes um mais simpático que o outro, quartos grandes, banheiros limpos, vizinhança agradável, e dois donos (casal) muito, mas muito legais. Recomendo demais a quem for pra Bariloche. O preço é somente 25 reais, bem em conta.

Deixamos nossas coisas e saímos pra comer. Fomos até uma churrascaria perto, e comemos muito bem, porém o preço ficou um pouco salgado. 58 pesos por uma quantidade razoável de carne, purê de batata e coca. Apesar disso a qualidade era inquestionável, muito boa mesmo.

Voltamos pro hostel e ficamos o resto do dia por lá, interagindo com os hóspedes e com os donos. Fomos a um mercado próximo, compramos algumas coisas e fizemos nossa janta. Ficamos mais um tempo no hostel, e não dá pra chamar isso de passar o tempo, porque o conforto que eu sentia lá era como na minha própria casa. Ficamos na sala de estar até meia-noite e depois fomos dormir, pois no dia seguinte faríamos o puxada Circuito Chico de bike, e teríamos que estar 100%.

 

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04/01, Dia 8 - Bariloche

 

Acordamos umas 9h, tomamos um café da manhã extremamente reforçado (neste dia pularíamos o almoço), ficamos um pouco no hostel batendo um papo com uns argentinos muito gente boa, e lá pelas 11h pegamos um ônibus até Cerro Campagnaro. Havia a opção de subir pelo teleférico, mas preferimos caminhar e economizar uma boa grana. A subida é puxada, porém bem curta, fácil de encarar. Lá em cima existe um mirante onde o visual é de cinema; montanhas verdes com picos nevados e lagos azuis até onde a vista não consegue mais enxergar. A natureza em Bariloche convive em perfeita harmonia, alucinante!

Ficamos lá em cima por pouco mais de meia hora, depois descemos e fomos até um aluguel de bicicletas. Pagamos 65 pesos por cada (bem caro) e iniciamos o famoso Circuito Chico, que pode ser feito de bicicleta ou carro (a pé só se tiver um preparo físico muito bom, pois são 28km e cheio de subidas). O passeio de bike dura entre 3 e 5 horas, depende do ritmo. As paisagens no caminho são simplesmente paradisíacas, e existem diversos mirantes pelo caminho. Alguns pontos são extremamente puxados, pois algumas subidas são íngremes, e muitos vezes eu as fazia andando carregando a bike. Porém como quase tudo na vida tem sua recompensa, as descidas eram muito legais, simplesmente me soltava da bike e sentia aquele vento batendo na cara e dava uma sensação de liberdade e paz. Muito legal!

No final do percurso, devolvemos as bikes, pegamos o ônibus de volta pro hostel e tomamos um bom banho, pois estávamos completamente acabados. Fomos no mercado comprar algo pra comer, ficamos por um tempo batendo papo com o pessoal do hostel, e capotamos. Nada como dormir com aquela sensação boa de cansaço após um dia desgastante e muito legal.

 

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    26/01, Dia 30 - Cusco   Após uma viagem tranquila, chegamos em Cusco às 6h. Descemos, e na porta da rodoviária começou a guerra entre taxistas pra ver quem nos levaria ao hostel (que por sinal não e

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Fala Luiz! Pois é, tenho que terminar esse relato, farei isso ainda esse mês, entrei ontem em férias da faculdade e terei bem mais tempo livre agora.

 

Em relação aos lugares top's, gostei de quase todos, mas os que realmente ficaram na memória foram:

- Bariloche: cidade incrível, com paisagens incríveis e um pessoal muito mais cabeça aberta (em relação aos de buenos aires).

- Sul do Chile: é um lugar de aventuras, além de ser tudo muito bonito.

- Santiago: cidade grande e bonita, com ótimas opções de passeios e baladas. Na minha opinião uma capital MUITO superior a Buenos Aires.

- Uyuni: O salar é impressionante, não existe nada igual no mundo, vale a pena.

- Cusco/MP: Cusco é uma cidade sensacional e Machu Picchu dispensa comentários. Lugar realmente marcante.

 

Acho que esses foram os lugares mais top's, mas fora isso gostei demais de Lima, La Paz, Atacama. Copacabana e Buenos Aires posso listar como os que menos gostei, mas valeu muito conhecê-los; mas digo isso porque são os dois únicos locais da viagem que não faço questão de voltar.

  • 3 semanas depois...
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LeticiaColi, não se preocupe com isso, o centrinho de Pucón é infestado de agências que fazem a subida, apenas vá de uma em uma barganhando e no final escolha a mais barata.

 

glauciaribeiro, valor aproximado incluindo tudo: R$4500.

  • 2 meses depois...
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Cara, vou pra la Paz agora em dezembro e vou ficar no hotel Sagárnaga. Já conheço a cidade de outras idas, então será que vc consegue me explicar onde é essa churrascaria perto do hotel? eu fui em uma churrascaria em Dez/2011 mas fica bem longe do hotel, lá pros lados da plaza avaroa.

  • 1 ano depois...
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28/01, Dia 32 - Valle Sagrado de los Incas

 

Finalmente nossa saga rumo a Machu Picchu se iniciaria! Mas primeiro passaríamos pelo famoso Valle Sagrado dos Incas, na região montanhosa entre Cusco e MP. Saímos do hostel bem cedo, pois nossa van partiria da agência às 7:30h. Antes de deixar o hostel reservamos previamente uma noite lá para a volta de MP, que ocorreria no dia seguinte à noite. Deixamos nossa mochila lá mesmo e apenas levamos uma pequena com o necessário para aqueles dois dias e uma noite.

Chegamos na agência e para nosso alívio já estavam nos esperando; iríamos nós três, duas brasileiras de BH e mais alguns europeus (não me recordo de qual nacionalidade). A van era pequena mas confortável, não tivemos qualquer problema quanto a isso.

Como de praxe, saímos com bastante atraso e de cara a boa primeira impressão: uma estrada que subia um vale e de lá se tinha uma vista panorâmica da cidade de Cusco. Seguimos viagem através das montanhas, em uma região realmente muito bonita. Após um tempo paramos em uma espécie de fazenda onde havia venda de artesanatos típicos peruanos (claramente um acordo entre os donos e a agência, pois o local era bem desinteressante, somente para comprar mesmo, o que nós não fizemos). Foi a única parada sem graça, mas depois disso a viagem se tornaria muito legal.

A segunda parada (não me recordo se foi exatamente nessa ordem, pois isso foi há 3 anos, a memória falha rs) foi em Moray, uma espécie de plantação em forma de um redemoinho. Impressionante! Não vou falar que fiquei maravilhado com o lugar, mas ver o modo de produção daquele império era muito interessante, além de ser extremamente largo. Tiramos algumas fotos, demos uma volta pelas redondezas, e voltamos para a van. A essa altura estávamos viajando havia umas 4 horas, e a fome estava batendo; hora de seguir para o restaurante, que ficava em um povoado próximo de Moray. Chegamos e o Buffet estava lá esperando por nós! Fui com tanta sede ao pote que coloquei litros de pimenta líquida achando que era molho pra salada, e na hora de comer comecei a passar mal, tossia, mal conseguia respirar... foi um alarde e o restaurante todo se sensibilizou. No final me recuperei e voltei a comer, apesar do susto.

Após uma hora de almoço voltamos pra van e continuamos nossa viagem, rumo à Pisac. Uma viagem relativamente longa, mas sempre com uma bela paisagem ao nosso redor. Chegamos no local aproximadamente duas horas depois, e a primeira impressão é de que Pisac é uma mini-Machu Picchu, pois as construções são relativamente similares. Pisac é uma micro cidade com casas de pedra e diversas passagens escondidas entre elas, mas por estar encravada em um vale, a vista era o que mais me atraiu. Ficamos aproximadamente 45 minutos no local e depois seguimos viagem, rumo à última parada antes de encarar o trem para Aguas Calientes: Ollamtaytambo!

A viagem até lá foi cansativa após um dia inteiro na van, mas enfim chegamos. Ollamtaytambo é uma cidade habitada até hoje, tudo se concentra ao redor de uma praça central, e as construções datam de muitos séculos atrás, todas bastante preservadas. O sítio arqueológico fica a 5 minutos a pé da praça, tem bilheteria, fila de entrada e é bem organizado. A entrada pra lá era a única que não estava inclusa no pacote, e custou algo como 10 reais. O sítio começa com uma escadaria tomada por turistas, e por isso se anda bem devagar. Quando se chega no topo há vários caminhos (a maioria segue por um mesmo, mas nós fomos dar uma volta pelo local). Há várias fortalezas de pedras e habitações, todas encravadas em montanhas bem altas. O local me agradou bastante, mas não achei espetacular.

Quando todos do nosso grupo haviam finalizado o guia se despediu de nós, indicou o caminho até a estação de trem e foi embora de volta para Cusco. O trem só sairia à noite e ainda tínhamos umas 4 horas em Ollamtaytambo. Fomos procurar uma lanhouse para acessar a internet, e achamos uma bem precária e ridiculamente lenta, mas dava pro gasto. Ficamos meia-hora e depois fomos procurar um local pra comer, todos muito caros por sinal. Tivemos a ideia de ir para locais mais afastados daquele pólo turístico, e bingo! Achamos uma pizzaria (na verdade era um quintal de uma casa, mas serviam pizza rs) muito mais barata. Pedimos algumas e ficamos jogando cartas enquanto esperávamos, o que foi bom porque demorou MUITO, e a fome estava grande. Após uma hora esperando (detalhe que não havia mais ninguém lá) nossas pizzas chegaram, e pelo menos estavam muito boas, bem caseiras.

Faltando uma hora para nosso trem sair fomos procurar a estação, e foi muito fácil achá-la. Esperamos por lá mesmo e no horário combinado nosso trem embarcou. O trem é extremamente confortável, mas como estava escuro não podíamos ver a paisagem lá fora, que dizem ser de outro mundo. A viagem durou uma hora e meia (acho), e perto das 23h descemos em Águas Calientes. A primeira coisa que me chamou a atenção na cidade era o barulho do rio, impressionante, e como há pouca iluminação dava apenas para escutar e imaginar.

Saímos procurando nosso hotel e sem dificuldades encontramos, um lugar assustador por sinal: vazio, escuro, super alto e estreito, e sem ninguém para nos receber! Isso mesmo, não havia ninguém na recepção! Nessa hora estava chovendo muito forte (coisa normal naquela região), e saímos para comprar capas de chuva, pois havíamos visto uma loja aberta no caminho até o hotel. Compramos, voltamos para o hotel e finalmente havia uma pessoa lá. Pegamos nossa chave e fomos pro quarto, que era bem razoável, mas o hotel era o de menos naquele dia, até porque planejamos acordar às 3h no dia seguinte. Confesso que o hotel me dava uma sensação ruim, parecia abandonado e muito mal cuidado (apesar de que o quarto era ok), mais aquela chuva desabando do lado de fora. Fomos dormir, pois queríamos levantar muito cedo pra subir MP, já que planejávamos também subir Wayna Picchu, aquela montanha que aparece ao fundo em toda foto, mas que somente os 200 primeiros visitantes que chegam em MP ganham autorização para subir. O grande dia estava por vir!!

 

 

29/01, Dia 33 - Machu Picchu

 

Machu Picchu, ao contrário do que muitos pensam, não é a capital do Império Inca, mas uma espécie de cidade sagrada, onde rituais e festas religiosas ocorriam. Era, indiscutivelmente, um dos pontos altos de nossa viagem, e a ansiedade era grande. Levantamos às 3 da manhã, após pouco mais de duas horas de sono, e apesar do desgaste estávamos prontos para encarar aquele dia tão esperado, e para a nossa sorte não estava mais chovendo! O hotel havia deixado um café da manhã pronto na recepção, conforme combinado. Comemos rapidamente e saímos em disparada. Pra quem não sabe, o fato de somente os 200 primeiros conseguirem entrada para Wayna Picchu torna a subida até MP uma espécie de corrida, e cada pessoa que se ultrapassa é uma alegria.

Estava extremamente escuro e mal dava pra enxergar alguma coisa, mas o fluxo de pessoas (sim, às 3 da manhã!) é tão grande que você apenas segue o caminho. Primeiramente vai-se por uma estrada de terra margeando o rio, até a entrada da montanha. De lá, inicia-se a subida pela montanha através de uma escadaria de pedra, bastante úmida e escorregadia, por isso todo cuidado era pouco apesar da pressa. Confesso que a subida me cansou MUITO, e isso que eu tenho um bom preparo físico, mas o sono da noite mal dormida somado à altitude e à pressa com que subíamos me fez sentir vontade de desistir da ideia de chegar cedo, pensei em simplesmente subir no meu ritmo e abrir mão de Wayna Picchu. Teria feito isso se meus amigos não me motivassem (por motivação entende-se xingamentos pelo fato de eu estar atrasando o grupo, rs); tive que seguir rápido.

O caminho da escada é no meio da selva fechada, e de vez em quando cruza-se a estrada (que é por onde o ônibus sobe, ziguezagueando a montanha; mas raramente alguém que vai de ônibus consegue entrada para Wayna Picchu, pois o mesmo só sai lá pelas 6h). Quando já estava totalmente esgotado senti que o chão havia ficado plano, e quando olhei para a frente avistei a entrada do parque... alívio!! A fila já estava grande, saímos correndo (literalmente o último gás) e nos alinhamos. Quando a mulher nos trouxe a autorização para subir WP foi uma alegria imensa, fomos os visitantes número 170, 171 e 172, e a missão estava cumprida. O resto do tempo foi esperar o parque abrir e ver as pessoas se matando na fila, já que muitos furavam, encontravam amigos que haviam chegado antes, davam espaço pra outros entrarem... enfim, uma grande confusão (e malandragem de muita gente, especialmente dos brasileiros e o seu "jeitinho", leia-se passar por cima dos demais e ainda se considerar malandro por isso).

Quando o parque abriu foi aquele mar de pessoas entrando, a maioria com guia, mas nós dispensamos (apesar de que estava incluso no pacote). Queríamos conhecer com nossos próprios pés e sem um roteiro pré-definido. Valeu a pena! A primeira vista de MP, que é aquela clássica de todas as fotos, simplesmente me deixou paralisado. Não tenho como descrever, o lugar traz uma paz incrível. Não é uma beleza de outro mundo (o entorno sim, com montanhas e rios, mas as construções não), mas tem algo ali que me deixou em estado de paz espiritual (e sei que a maioria compartilha disso). Em vez de seguir explorando o local, sentei ali naquela vista por uns minutos e simplesmente observava tudo aquilo; uma das melhores experiências de viagem que já tive (isso que posso me considerar um viajante semi-experiente).

Acabei me perdendo dos meus amigos e fui explorar a cidade sozinho. Andei pelas casas, pelos labirintos, mas nada se comparava àquela vista inicial. Resolvi voltar para lá, deitei sobre a minha mochila e fiquei por ali mesmo. Machu Picchu (digo, as construções propriamente ditas) é muito bonito, mas não é algo de outro mundo.

Fiquei ali por quase uma hora e depois fui explorar outras partes da cidade, sempre buscando alguma que possuísse uma vista bonita do vale. Encontrei algumas e tirei várias fotos. Acabei foi encontrando meus amigos, e decidimos ir para Wayna Picchu. Lá, há uma entrada vigiada e aqueles que têm autorização para subir precisam esperar outro grupo voltar, já que a montanha é estreita e a subida é perigosa, por isso evitam que muitos subam. Quando finalmente um grupo de três pessoas chegou, foi a nossa vez de subir.

A subida é realmente arriscada, pois tem muitos trechos de pedra e é bastante escorregadio. Precisa-se desviar de outras pessoas o tempo todo, algumas vezes em locais bastante estreitos. Fora isso, a subida é tranquilo e qualquer um pode fazê-la, pois é rápido. No topo, tem-se uma vista bastante diferente de Machu Picchu, de um ângulo que nunca havia visto; parecia até outra cidade. Ficamos lá por um tempo, apenas relaxando, e depois descemos. A descida é mais complicado que a subida, e o cuidado deve ser redobrado. Cair ali é fácil, e com um pouco de azar essa queda pode significar algo bem mais grave.

Chegamos novamente em MP, e decidimos voltar para Aguas Calientes, pois já havíamos explorado quase tudo, inclusive locais isolados que não havia mais ninguém. Como o cansaço havia batido, decidimos pegar o ônibus, que custou algo como 25 reais por pessoa.

Após meia hora de descida estávamos novamente em Águas Calientes, com uma fome absurda (já era 15h e não havíamos comido nada após aquele café às 3 da manhã), e fomos procurar um restaurante. Aquela era a primeira vez que eu podia ver a cidade, pois antes estava sempre escuro e quase não há iluminação. AC é uma cidade MUITO pequena, mas eu gostei, principalmente do rio que corta a cidade com uma força gigantesca. Há uma centro turístico onde se concentram os restaurantes e o comércio, e ficamos por lá mesmo. Escolhemos um lugar que servia peixe por um preço razoável (R$20 por pessoa), mas vinha bastante comida. Após o almoço teríamos que matar tempo, já que ainda tínhamos quase cinco horas em AC. O que fazer em uma cidade tão pequena? Demos uma volta e achamos a mina de ouro! Aluguel de video game (com jogos de futebol! rs) por 2 soles peruanos (algo como 1 real na época) a hora. Eu e um dos dois amigos não tivemos dúvidas e fomos jogar, enquanto que o outro, que não é tão fá de futebol, foi procurar uma casa de massagem. Nossa escolha não nos decepcionou, ficamos umas três horas lá jogando, brigando, xingando o juiz, xingando o outro, reclamando dos jogadores. Uma gritaria só, a dona do local às vezes olhava assustada. Fazer o que? Jogo de futebol mexe com as emoções, quem joga sabe, rs.

Quando faltava uma hora para o trem de volta para Ollamtaytambo, deixamos o lugar, encontramos nosso amigo e fomos para a estação. Como tínhamos tempo, demos uma olhada em uma feira que ficava ao lado da estação, mas só para passar o tempo mesmo, ninguém comprou nada. No horário previsto o trem saiu, e após uma hora e meia estávamos em Ollamtaytambo. Encontramos nosso guia, subimos na van, e simplesmente capotei; dormi a viagem inteira, exausto. Fui acordado em Cusco, com a van parada em frente à Plaza de Armas, e de lá caminhamos até o hostel Pariwana. Conforme combinado nosso quarto (o mesmo, por sinal, com os mesmos hóspedes) estava reservado. Tomamos um banho e fomos dormir, pois teríamos que madrugar para pegar nosso voo para Lima, que sairia às 6h30. Dia exaustivo mas extremamente gratificante, e fui dormir com aquela sensação de dever cumprido.

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30/01, Dia 34 - Lima

 

Acordamos às 4:15h, tomamos um café que haviam deixado para nós (o refeitório obviamente ainda estava fechado) e pegamos um táxi para o aeroporto de Cusco. Não era tão perto do hostel, mas como as ruas estavam vazias, em menos de 15 minutos estávamos lá. Fizemos check-in e fomos para o portão de embarque. A passagem de Cusco para Lima foi comprada com bastante antecedência e foi nosso único trecho de avião (além da ida até Buenos Aires e volta de Lima), e custou 200 reais pela TACA, a maior companhia aérea do Peru (muito boa, por sinal).

Enquanto aguardávamos um funcionário do aeroporto veio dar a notícia de que havia muita neblina nas montanhas ao redor de Cusco e todos os voos iriam atrasar... que beleza! O problema é que não foi um atraso de uma hora, uma hora e meia, mas sim de três horas, que pareciam intermináveis. O tédio era grande, e aproveitei para atualizar nosso blog de viagem. Só fomos embarcar às 9:30h, e após um voo tranquilo de uma hora estávamos na capital peruana, nosso último destino antes de voltar ao Brasil. Era um mix de tristeza por estar acabando e alegria por voltar ao meu país, à minha casa. De qualquer jeito, Lima estava longe de ser uma cidade apenas para pegar o avião para SP, e queríamos aproveitar ao máximo a cidade.

No aeroporto pegamos um táxi para Miraflores, sendo que ainda não tínhamos hostel reservado. O táxi custou 40 reais, 13 para cada um, mas percorreu uma enorme distância, no Brasil sairia pelo triplo do preço. Lima é uma grande metrópole e que mescla áreas muito pobres com centros financeiros e bairros muito ricos, como é o caso do próprio Miraflores, um dos muitos oásis que há na cidade.

O taxista nos deixou na praça central do bairro e saímos à procura de um lugar pra ficar, que por sinal encontramos rapidamente. Ficamos no Pirwa, hostel simples mas barato (18 reais o quarto compartilhado), serviu bem. Fizemos check-in, deixamos nossas coisas no quarto e saímos para conhecer o bairro. Falar de Miraflores é estranho, pois é difícil não gostar do bairro: organizado, limpo, bonito, em frente ao mar; ao mesmo tempo você sabe que aquilo não representa a cidade, já que o Peru é majoritariamente um país pobre, apesar de a classe média ascendente ser uma realidade visível. De qualquer modo Miraflores nos agradou bastante, não tenho do que reclamar.

Voltamos pro hostel e saímos para procurar um lugar pra comer. Como tínhamos ainda dinheiro em mãos e apenas dois dias de viagem, decidimos comer fora, já que perderíamos um monte se trouxéssemos de volta pro Brasil e vendêssemos. Fomos a uma cevicheria provar o tão famoso ceviche peruano, prato feito com peixe cru e muito tempero. Muito bom! Foi uma das refeições mais caras da viagem, saiu em torno de 30 reais por pessoa, mas comemos muito e com qualidade.

À tarde fomos para a região litorânea de Miraflores, que na verdade não dá na praia, mas em uma enorme encosta que fica do alto se vê o mar, mas para ir à praia precisa-se descer aquilo (há estradas descendo por toda a parte). Não descemos, mas a vista lá de cima é muito bonita, e o fim de tarde no pacífico é memorável, primeira vez que eu estava diante daquele oceano! Demos mais uma volta por ali e depois fomos a um supermercado comprar comida e também algumas bebidas, pois queríamos sair na nossa última noite de viagem. Compramos tudo e voltamos para o hostel para preparar nossa comida. Após a janta fomos dormir um pouco, coisa que não fazíamos direito há algumas noites. Perto das 22h acordamos, tomamos um banho e fomos tomar as cervejas que havíamos comprado no hall do hotel, já que ele estava vazio e não havia ninguém para se incomodar com a gente. Às 23:30h saímos para procurar alguma balada, mas não encontramos nada. Rodamos o bairro inteiro e nada, nem um sinal de movimento. Encontramos alguns taxistas e eles nos explicaram que era segunda-feira, quase nada abria à noite... segunda-feira, quando se viaja mal se pensa no dia da semana, e não paramos para pensar nisso. Decepção total. Fomos tomar mais algumas cervejas na praça de Miraflores, ficamos lá conversando até tarde e depois voltamos para o hostel. Queríamos balada, mas tivemos que nos contentar com uma boa noite de sono, rs.

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31/01, Dia 35 - Lima

 

Último dia de viagem. Parecia que não ia acabar nunca, mas enfim estava acabando. É sempre uma sensação estranha quando se passa bastante tempo viajando. Quando dizem que viajar é bom e voltar pra casa é melhor ainda, terei que discordar que é melhor, mas concordo que voltar é muito bom sim. Mas ainda tínhamos um dia inteiro pela frente, já que nosso voo sairia na verdade no dia 1 de fevereiro às 2 da manhã.

Voltando ao relato, nesse dia acordamos bem tarde, comemos alguma coisa e ficamos pelo hostel mesmo aquela manhã. Aproveitamos pra arrumar as coisas e deixar tudo encaminhado para quando fôssemos ao aeroporto. Fizemos check-out ao meio-dia, mas nos deixaram guardar as mochilas em um armário até a hora do voo, então não teríamos que nos estressar quanto a isso (na América do Sul não tivemos problema algum quanto a deixar as coisas no hostel mesmo após o check-out, mas em outros países já tive alguns empecilhos com isso, e era realmente estressante para algo tão simples quanto deixar sua mochila em qualquer canto).

Preparamos nosso almoço, comemos e depois saímos para dar uma volta por Miraflores. Estava um sol muito forte, mas bastante agradável (Lima no verão é uma cidade quente, mas achei mas amena que Florianópolis, onde moro, principalmente porque há sempre uma brisa refrescante), dia perfeito pra ficar caminhando. Fomos até a encosta e lá há uma espécie de shopping aberto e com uma bela vista. Ficamos por lá mesmo, sentados em um banco de frente para o pacífico e tomando um café do Starbucks (muuito barato, por sinal, praticamente metade do preço do Brasil). Como era um dia bastante tranquilo e sem qualquer programação, acho que perdemos tranquilamente umas 3 horas naquele banco, e não fazíamos questão nenhuma de sair. Era como uma despedida do mochilão, observando aquela imensidão de mar e filosofando, rs. Confesso que eu tava decepcionado, queria ficar mais tempo, mas fazer o que.

Quanto já estava anoitecendo voltamos pro hostel, terminamos de arrumar as coisas e saímos pra nossa última janta. Cada um nós tinha uns 30 soles sobrando em mãos, e fomos procurar um restaurante por aquele valor. Caminhamos por algum tempo e achamos uma churrascaria por exatamente aquele preço, era no estilo buffet-livre. Maravilha! Entramos e o local era muito bonito, aparentemente frequentado por um pessoal de classe média-alta (e nós com chinelo havaianas e regata, rs). A decepção foi quando chegou a comida: extremamente mal preparada, visualmente MUITO feia (parecia até piada, umas carnes meio queimadas e com uns cortes bizarros) e... ruim. Sim, era muito ruim, tinha uma ou outra razoável, mas 90% tinha um gosto péssimo e uma consistência pior ainda. Foi uma janta de despedida bem abaixo do que imaginávamos por aquele valor (30 soles se convertido não é muito, 15 reais aprox., mas para os padrões peruanos é bastante sim), mas paciência. Voltamos pro hostel lá pelas 23h e já chamamos o táxi que nos levaria ao aeroporto.

Após 30 minutos e 15 soles para cada um, estávamos no aeroporto de Lima. A fila para o check-in da LAN estava ridiculamente grande, praticamente atravessava todo o saguão das companhias. Entramos e esperamos por muuuuito tempo, e começamos a reparar que algumas pessoas xingavam e reclamavam, outras discutiam com os seguranças. Após praticamente uma hora chegou a nossa vez, e de cara a notícia (acompanhada de muitos pedidos de desculpas): todos os assentos do avião estavam ocupados. COMO ASSIM?? Compramos nossas passagens 6 meses antes e agora não poderíamos embarcar? Nós e mais um grupo de aproximadamente 7 pessoas, todos brasileiros. Ficou uma enrolação por um longo tempo, sem ninguém para nos dar uma informação concreta. Logicamente a LAN tinha feito overbooking, mas queríamos saber o que aconteceria com a gente.

Após esperarmos plantados por um tempo um gerente veio conversar e explicar. Disse que a companhia se equivicou (ahaaaaam) e vendeu mais assentos do que a disponibilidade do avião, mas nos alocariam em um hotel. Nos rejeitamos a oferta na hora, muito pouco para algo tão grave. Ele entrou em uma sala e voltou após um tempo com uma nova proposta: passaríamos a noite em um hotel 5 estrelas com todas as despesas do dia seguinte por conta da LAN. Melhor, mas resolvemos ver até onde ia aquela brincadeira, e rejeitamos novamente. O cidadão se irritou muito com a nossa rejeição, mas não ligamos e mantivemos nossa posição. Ele entrou de novo na sala e voltou com a proposta final: tudo que estava na proposta anterior mais um crédito de 600 dólares para ser usado em passagem aérea da LAN. Agora sim! Aceitamos a proposta e o cara olhou com aquela cara de aliviado.

Nos levaram até a van e de lá até o Hotel Sheraton no centro de Lima. Um 5 estrelas bem na nossa frente após 35 dias em hosteis! Eu estava realmente maravilhado. Fizemos check-in e fomos pro quarto, e que quarto! Muito grande, com uma cama kingsize pra cada um e um banheiro enorme. Fomos logo avisar a todos no Brasil do ocorrido e depois fomos dormir, já passava das 4 da manhã. E dormir não foi problema com aquela cama e ar-condicionado. Não colocamos despertador, e no dia seguinte planejamos conhecer o centro de Lima, que ainda não havíamos visto devido à enorme distância de Miraflores. Nossa aventura deveria ter acabado, mas ganhamos um dia de bônus em um hotel 5 estrelas com todas as refeições, e de sobra 600 dólares para gastar em passagem aérea (eu a utilizaria 1 ano depois em uma viagem ao Canadá e Califórnia, completei o valor com apenas 600 reais). Foi uma ótimo surpresa!

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Obrigado, cara! Elogios são sempre bem vindos ::otemo::

 

Aletucs, desculpa brother, só vi teu comentário agora. Imagino que vc já tenha feito sua viagem, mas realmente não me recordo como chegar e nem o nome da churrascaria. Foi um achado meio na sorte, ficava em uma ruela estreita no centro mesmo.

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