"Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar."............................
No centro do Estado de São Paulo, a 200 km da sua capital, uma região de incontáveis atrações naturais, ainda se mantém muito longe do turismo de massa, ainda que sua cidade mais famosa, BROTAS, acabe por cooptar a maioria do turismo, se intitulando a Capital da Aventura no Estado. Mas a região vai muito mais além do que a sua cidade mais famosa, na verdade, são dezenas de cidade compondo uma grande região turística, mas que sinceramente, até para mim que vivo ao seu redor, me soa um pouco confuso. Costuma-se denominar algumas cidades como CHAPADA GUARANÍ, que seriam cidades encima de uma grande mesa basáltica, um incrível chapadão, uma espécie de, guardando as suas devidas proporções, Chapada Diamantina Paulista.
Acontece que, embaixo desses chapadões, também temos pequenas cidades de belezas muito cênicas, aliás, são cidades que recebem as águas que despencam das mesas e é por onde se pode acessar algumas cachoeiras. Mas não é só isso, são cavernas, formações rochosas, vilarejos charmosos, trilhas para motocross, jeep, bicicleta, formações rochosas, morros testemunhos, mirantes de perder o fôlego. Algumas dessas cidades compõe o CIRCUITO DA SERRA DO ITAQUERI e outras o circuito CHAPADA GUARANÍ, na verdade, uma salada difícil de compreender porque várias cidades acabam por fazer partes de todas as denominações e como a região é gigante, o governo do Estado e secretaria de turismo, ainda dividiu em outra região que chamou de circuito CUESTA PAULISTA.
Já fazia anos que o Thiaguinho me cobrava uma pedalada nessa região e como eu não me manifestava, colocando uma data, ele simplesmente me forçou a sair da moita e numa sexta-feira à tarde me informou que passaria na minha casa, sábado à noite e me pegaria com seu carro, porque já era hora da empreitada sair do papel. Coube a mim elaborar um roteiro, já que, apesar de frequentar muito a região, eu nunca tinha me aventurado sobre 2 rodas, então decidi que o nosso ponto de partida seria a minúscula e pacata IPEÚNA, uma charmosa cidadezinha de meia dúzia de habitantes, onde eu pretendia estacionar o carro e fazer um circuito tranquilo, de uns 60 km de pedaladas, subindo a chapada e voltando para o mesmo lugar.
Por volta das 8 da manhã, estacionamos na praça central de Ipeúna, bem da rua abaixo da sua igreja central, em frente da base policial. O Thiaguinho sacou logo sua bike de última geração e eu tomei posse de um trambolho fabricado na década de 80, uma bicicleta bem conservada, mas sem as tecnologias atuais, apenas algumas mudanças aqui e ali, mas no final do dia, eu iria descobrir que não havia sido suficiente.
O nosso caminho seguiu exatamente pela rua que estávamos e em poucos minutos, numa curva, deixamos o asfalto e ganhamos as estradas de terra junto à uma bifurcação. Logo o caminho desembesta para baixo e desce até um vale e aí a subida desafia nossa capacidade de pedalar, ainda com o corpo frio, mas eu logo arrego e empurro ladeira acima e quando se estabiliza, a estrada vira um amontoado de areia e logo à frente, uma bifurcação junto à uma placa, faz a gente parar e admirar os paredões avermelhados da Serra do Itaquerí, de frente para uma formação característica conhecida como CABEÇA DE ÍNDIO. É a primeira vez que o Thiaguinho tem contato com essa paisagem e realmente, é uma visão lindíssima e surpreendente por estar tão perto da capital e ser conhecida por poucos.
A previsão de mal tempo não se confirmou, o sol já queima sem piedade e na bifurcação, pegamos para a direita e vamos seguir como quem vai ao encontro da Cabeça de Índio e cerca de 6 km desde a cidade, uma porteira lateral nos chama a atenção para um mirante espetacular para a grande formação rochosa, então nos detivemos por um tempo para um gole de água e uma foto.
O terreno parece que vai se estabilizar, mas hora ou outra, nos deparamos com alguma ladeira e o calor inclemente da manhã, vai minando nossas energias. O cenário é muito bonito e nossa direção vai seguir o caminho que nos levará para a subida da serra. Antes de subir a serrinha, eu pretendia deixar as bikes escondidas e tentar reencontrar a Gruta da Boca do Sapo, mas achei que perderíamos muito tempo nela, haja visto que esse roteiro eu havia estabelecido para ser feito em 2 dias e estava apenas adaptando a quilometragem para um único dia, então passamos batidos e iniciamos a subida da serra, abandonaríamos a planície local e subiríamos de vez para os chapadões, era hora de ganharmos altitude.
Nossa pedalada inicial então chega ao km 12, que de bicicleta poderia significar absolutamente nada, mas diante do terreno arenoso e das primeiras subidas intermináveis sob um sol escaldante, já faz a gente começar a botar a língua de fora. No início da subida da serra o terreno vai se elevando lentamente, mas não dá nem 300 metros e pedalar já não é mais opção, não só pelo terreno inclinado, mas pelas grandes pedras que inviabilizam a progressão montado nas bikes . Empurrar bicicleta ladeira acima é um martírio que vamos absorvendo, um sofrimento que é preciso passar, sob o pretexto de que quando chegarmos lá encima, tudo vai ser diferente, e é vivendo nessa ilusão que nos apegamos à nossa força interior e quando atingimos uns dois terços do caminho, nos deparamos com um MIRANTE que nos faz voltar a sorrir novamente e continuar acreditando nas mentiras que a nossa cabeça criou.
Como não há sofrimento que dure para sempre, uma última curva da serra é deixada para trás e do nosso lado direito, meia dúzia de eucaliptos força a nossa parada e mesmo que ainda não seja definitivamente o fim da subida, será ali que abandonaremos provisoriamente a estrada, em favor de uma TRILHA que sai à direita e entra num capinzal alto, tão escondida que se não forçar passagem na alta vegetação inicial, quem não conhece e não tem nenhuma referência, passará batido.
Levamos cerca de 45 minutos empurrando as bicicletas para ganharmos quase todo o chapadão e agora, vamos abandoná-las no mato e ganharmos a trilha a pé, rumo a uma das grandes joias da Serra do Itaqueri . Então, forçando passagem no capim alto, uns 10 metros depois a trilha surgirá, aberta e bem consolidada, vai se curvar para a esquerda e descerá meio que em nível até começar a despencar de vez, curvar quase 90 graus para a direita, onde encontraremos uma arvore monstruosa e começar a percorrer um paredão de arenito que estará a nossa direita.
Não há erro, é preciso se manter quase que colado nos paredões, às vezes não mais que 5 metros de distância deles, passamos por um filete de água que despenca de cima do próprio paredão, onde poderemos abastecer os cantis, contornamos um terreno encharcado até que surpreendentemente, daremos de cara com a enorme boca da GRUTA DO FAZENDÃO.
Para quem chega, pode se surpreender com as pichações do passado, mas hoje praticamente essa prática cessou e mesmo não havendo nenhuma fiscalização, pelo estado que encontramos a trilha, percebemos que a gruta quase não está sendo visitada. Ao subir as pedras que antecedem a entrada da gruta, é possível sentir a grandiosidade do seu pórtico. A gruta do Fazendão é daqueles lugares que sempre gosto de levar os amigos e apresentar como sendo parte do meu quintal, já que a maioria do meu círculo de amizades, ligadas ao mundo de aventura, são de gente da Capital Paulista e eu acabo por me tornar um dos poucos representantes do interior. Uma vez inventei de trazer uns amigos na gruta, alguns deles jamais haviam entrada numa caverna antes, apesar de já serem exploradores que já rodaram meio mundo. E mesmo os que já estiveram em cavernas, nunca tinha entrado em cavidades areníticas, onde em algumas é preciso se rastejar feito um lagarto. E um desses amigos passou mal, deu pit, simplesmente teve uma crise de pânico e tivemos que evacuar a gruta às pressa, o que no final, rendeu muita zoeira e altas risadas.
Nos apossamos das nossas lanternas e subimos os blocos de pedras, que num passado muito distante, desmoronou do teto. No início, a impressão é que a gruta não passa de uma pequena cavidade, baixa e sem muito interesse, mas em um minuto a desconfiança da lugar a grandiosidade . Um corredor gigante se abre e o teto se eleva e nos surpreende, porque 2 minutos depois, a escuridão absoluta toma conta do lugar e quem não está familiarizado com esse tipo de ambiente, já começa a ter um desconforto. Num primeiro momento, a gruta é horizontal, anda-se em pé porque o espaço é amplo, com um grande corredor . O teto é alto , mas o chão apresenta irregularidades , onde algumas fendas vão deixando os visitantes de primeira viagem, um pouco desconfiádos.
Eu sigo à frente, fazendo as vezes de guia, mas já conhecedor dos caminhos que vão levar aos becos mais aventureiros, rapidamente abandono o caminho fácil e desimpedido , em favor de uma greta a direita do caminho, encostando na parede da caverna., onde desço por uma pequena rampa até me ver de frente à um buraco de rato.
É aqui que começa a brincadeira, num buraco de uns 50 centímetros de largura por uns 10 metros de comprimento, iremos adentrar no corredor de arenito, nos rastejando feito vermes, encostando nossas barrigas no chão e ganhando terreno metro à metro , até nos vermos dentro de um grande salão no centro da terra, com seu teto alto , sua temperatura gelada , uma cena iluminada pelas luz das nossas lanternas, como quem adentra nas histórias de Júlio Verne.
O Thiaguinho passou muito bem e parece se encantar com o novo ambiente e mesmo eu, acostumado à exploração de cavernas desde os primórdios da minha vida de aventura, ainda consigo me surpreender com esse mundo fascinante.
Uma nova passagem em formato de um pequeno pórtico, nos leva para outro salão, tão grande quando os 2 primeiros e a saída desse terceiro salão, é pela esquerda, subindo rastejando numa rampa , que vai passar por uma perigosa e profunda fenda e então virando para a direita, chegando ao salão dos morcegos , um amontoado de centenas deles, que estão agrupados no teto e ao sentirem nossa presença e nossas lanternas, tomam conta da caverna, voando de um lado para o outro, às vezes trombando nas nossas cabeças.
A saída é retornar para a esquerda, cruzando por uma passarela natural sobre a fenda que havíamos passado, com cuidado para não cair em outras cavidades, avançando lentamente, vagarosamente, até perceber ao longe, um facho de luz que nos indica a saída ou seja , o nosso ponto de partida. Foi uma exploração proveitosa e antes de deixarmos a gruta para trás, fizemos uma parada para um lanche e um gole de água.
Retornamos pelo mesmo caminho que viermos, agora subindo lentamente até reencontrarmos nossas bicicletas e ganharmos novamente a rua. Ainda iremos subir por uns 200 metros até que o terreno se estabiliza de vez, definitivamente agora, estamos em cina da CHAPADA PAULISTA, galgamos com dificuldade, mas enfim subimos à grande mesa . Logo à frente cruzamos por uma lagoinha à nossa esquerda, onde penso em me jogar , mas menos de 5 minutos , também à nossa esquerda, uma lagoa gigante desafia a minha capicidade de resistir, mas não resisto e não faço nenhuma questão. Jogo a bike no capim, tiro meu tênis e com roupa e tudo , saio correndo e me jogo na água. O calor tá de lascar e o Thiaguinho vem junto e em um minuto, somos dois moleques se regozijando nas aguas mornas .
Voltamos à estradinha até que ela chega a uma espécie de “T”, aí vamos pegar para a direita. Estamos agora indo ao encontro da Cachoeira da Lapinha e estradinha ao chegar a um cruzamento em forma de triangulo, nos obriga a viramos para a direita e aí vamos descer pra valer, tentando segurar os freios até quando ela se estabiliza, passa por uma floresta de eucalipto e aí temos que nos deter junto a um pequeno riacho que despenca no vazio, formando a cachoeira em questão.
A CACHOIERA DA LAPINHA, também é conhecida como Cachoeira do Carro Caído, devido a uma carcaça de um veículo que se encontra nos pés da queda. No passado, a gente explorou todo o vale vindo por baixo, mas a cachoeira estava com pouca água e não há propriamente uma trilha que se possa chegar partindo de cima, mas com um pouco de habilidade e sem medo dos riscos, é possível descer pela esquerda dela, desescalando uma parede perigosa, mas não ali onde a queda despenca, claro, tem que se afastar uns 300 metros, cair no leito do rio e subir até onde ela despenca.
Nos despedimos da Cachoeira, atravessamos a pontinha e seguimos adiante, apreciando as florestas de eucaliptos e sempre seguindo na principal, nosso rumo vai tomar a direção do Bar do Valentim, onde está a Cachoeira São José, sempre atentos as placas. Da Cachoeira da lapinha até a Cachoeira São José, serão exatos mais 6 km de pedalada e é um caminho belíssimo e agradável, por ser quase só descida e quando lá chegamos, nossa quilometragem vai bater exatos 25 km, pouca coisa, mas não se engane, a atividade não foi feita só de pedalar, então, já um tanto cansado, estacionamos junto ao bar, onde dezenas de pessoas se amontoam, gente de bike, de moto, de jeep, corredores de montanha, ali é parada para todas as tribos.
O bar é onde se pode tomar umas cervejas, uns sucos, comer alguma coisa ou somente descer as escadarias e ir tomar um bom banho na CACHOEIRA SÃO JOSÉ, porque a entrada é gratuita. A cachoeira não é muito alta e suas águas escuras são proveniente de terrenos areníticos com rochas basálticas, portanto, a água é avermelhada, meio cor de barro, mas com o calor que está fazendo, não vamos ficar de mi-mi-mi e não demorou muito pra gente se enfiar embaixo dela e lá ficar, aplacando o calor intenso dessa final de manhã.
Uns 15 anos atrás, eu havia chegado até aqui, mas vindo motorizado, foi quando nosso 4x4 atolou dentro de um rio e eu e minha filha ficamos horas tentando desatolá-lo, lutando contra o tempo e contra uma tempestade que se avizinhava, não levasse a gente embora caso enchesse o riacho. Acampamos próximo ao bar, mas não chegamos nem a conhecer a Cachoeira, que estava fechada. Então a partir de agora, todo o caminho à frente seria uma novidade também para mim.
Montamos nas bicicletas e prosseguimos, mas não deu nem 500 metros, fomos obrigados a desmontar novamente. O cenário que nos foi apresentado era surpreendente, sem aviso prévio, um cânion de proporções gigantescas surgiu à nossa frente. E não posso nem negar que desconhecia a sua existência, já que tinha ideia que havia uma cachoeira que despencava ali nas redondezas do bar, mas nunca que eu iria imaginar que seria daquela magnitude.
O CÂNION PASSA CINCO, me desconcertou, ainda que a grande cachoeira de mesmo nome, tivesse a sua vista muito prejudicada. Mas era mesmo surpreendente, um gigantesco abismo com bem mais de 100 metros de altura, de onde 2 quedas d’agua se precipitavam no vazio, emolduradas por uma floresta verdinha.
Claramente, por ali seria impossível descer ao fundo do cânion, então retomamos o arremedo de estrada e em mais 1,5 km, numa bifurcação tripla, vamos quebrar para esquerda e uns 150metros depois, vai surgir à direita, uma trilha que irá nos levar definitivamente para dentro do cânion. Estamos na TRILHA DO LISINHO, uma trilha somente para quem pratica motocross, com veículos especializados e com experiência vasta no assunto, evidentemente, não é nem de longe uma trilha para bicicletas, mas como ninguém havia nos dito nada, embicamos a nossa bike e fomos nos fuder naquela desgraça.
Logo no começo, já vimos que seria uma encrenca, mas sem conhecer, esperávamos que o terreno melhoraria mais à frente. Ledo engano, cada vez foi é piorando mais. As valetas eram capaz de engolir nossa bicicletas e era praticamente impossível pedalar e quando tentávamos, não era raro cairmos nos buracos e termos nossas canelas dilaceradas pelos pedais que batiam nas paredes laterais e voltavam nas nossas pernas. Aquilo foi um verdadeiro inferno, ainda que a gente se divertisse com a pataquada que acabamos nos metendo, a descida foi minando nossa energia, já que o calor ainda se mantinha insuportável.
Levamos uma meia hora ou mais para chegar ao fundo do cânion, mas mesmo assim, as trilhas ainda se mantinham confusas, parecia que não iam dar em lugar nenhum e empurrar as bicicletas já foi se tornando um verdadeiro martírio. Claro, a gente não se deu conta de que estávamos tomando decisões erradas e que deveríamos ter abandonado as bikes e seguido á pé por dentro do cânion, até conseguirmos interceptar as grandes cachoeiras. Mas chegou uma hora que a gente resolveu voltar, simplesmente o dia já começava a escorregar por entre os dedos e já havíamos passado das 14 horas e aí nos demos contas que não tínhamos mais tempo para explorações, era hora de voltar ao nosso roteiro original.
Dentro do cânion, junto ao rio que corta todo o vale, resolvemos que deveríamos atravessar para o outro lado, tentar achar um caminho que subisse as paredes opostas do vale, porque voltar pela trilha do Lisinho, estava fora de cogitação. Então atravessamos o rio com as bicicletas nas costas e ao chegarmos no centro do cânion, o horizonte se abriu e interceptamos uma sede de fazenda totalmente abandonada, um lugar lindíssimo, onde chegava uma estrada. Essa estrada ao chegar ao casarão abandonado, se transformava numa trilha que ia se enfiando para dentro do cânion, indo na direção do fundo dele, onde estavam as cachoeiras. Seguimos essa trilha por uns 5 minutos, mas logo desistimos de vez, o tempo urge, era chegado a hora de pular fora dali.
Analisamos o mapa, vislumbramos uma saída por uma perna do cânion, na verdade, outro cânion lateral. Então tomamos o rumo de quem vai em direção a entrada do vale, passamos por mais uma casa abandonada, subimos uma trilha pela sua esquerda até chegarmos ao outro cânion, onde uns bois mal-encarados nos deram as boas-vindas, louco para nos dar umas chifradas. Ali começamos a subir, na esperança que no seu final, houvesse um caminho que nos levasse para cima das paredes, ainda que tivéssemos que carregar as bikes nas costas.
Mas não adiantou, o caminho não tinha saída. Estávamos presos, não havia mais o que fazer, tínhamos que retornar, repensar nosso caminho, agora havia chegado a hora de achar uma rota de fuga. O Thiaguinho voltou rápido, eu já começava a capengar com aquela bicicleta pesada e na ânsia de alcançá-lo, meti marcha no meio da trilhinha junto ao pasto, mas um tronco estacionado fora das minhas vistas, foi o obstáculo que faltava para eu bater com a roda dianteira e ser catapultado barranco abaixo, eu de um lado, bike do outro, canela arrebentada e guidão entortado, o chão é o refúgio dos trouxas sobre 2 rodas.
Levanto-me, ainda puto, mas logo estou rindo sozinho da situação. Alcanço o Thiaguinho e tomamos o rumo da saída, passamos pelos bois, pulamos uma cerca de arame e ganhamos uma estrada larga, onde uma ponte decrepita, impede a passagem de carros. Em poucos minutos passamos por uma única casa que parecia ser habitada e ganhamos a estrada em definitivo, assim que cruzamos mais uma ponte, de onde era possível avistar sobre nossos cabeças, o MORRO DO GORILA, uma linda formação de arenito.
Verdade seja dita, a tarde praticamente já se foi e o dia já é capenga, apesar de ainda haver sol. Depois de atravessar a ponte , a estrada de areia vai seguir quase em nível, o que ajuda a gente a conseguir peladar um pouco mais forte, mas não demora muito, observo que o Thiaguinho para imediatamente à frente e sem perceber, desvio rapidamente de uma cascavel que por um pouco não picou a picou a perna dele, foi muita sorte. Dois quilômetros depois, passamos por um bar, que estava fechado , mas um senhor nos indicou que se quisessemos voltar pra Ipeúna, teríamos que virar a direira e seguir pedalando até o curral de uma fazenda, onde deveriamos contornar pela direita e nos apegarmos à estrada principal.
Como sol ja está bem baixo, os paredões do nosso lado direito, vão ficando belíssimos. Mas se o cenário é de tirar o fôlego, o caminho é de tirar a nossa paciência. O areião vai travando a gente , a pedalada não desenvolve, eu praticamente não tenho mais água, a comida acabou faz horas . Claro que poderiamos buscar socorro em algum sitio próximo, pelo menos pra buscar uma hidratação, mas a vontade é de chegar, de encerrar . As pernas já pedalam no modo automático, a minha bicicleta começa a dar sinais que o freio não quer mais funcionar e cada vez, preciso fazer mais força com as mãos.
E a gente pedala, e à frente dos nossos olhos, vão ficando para trás uma infinidade de pequenas propriedades rurais, choupanas jogadas à beira do caminho, matutos e seus animais de estimação, bois, vacas, cavalos, tratores, carroças, plantações, riachos , capões de mato, num sobe e desse sem parar, até que nem eu, nem equipamento aguentam mais . Os freios da bicicleta se foram, a minha capacidade de seguir pedalando , virou pó. Sou um homem entregue ao meu próprio sofrimento, ao meu desespero individual. Não consigo nem mensurar o que o Thiaguinho deve estar pensando de mim, também estou numa condição que nem me importo mais , sou só um homem morto que não caiu porque ainda me resta um brio interior, tentando resguardar o ultimo vestigio de dignidade que me sobrou.
Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho , que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar.
Agora a coisa ficou feia de vez. Até então, a minha capacidade de pedalar já não existia mais , só que agora, sem nada de freios, eu não conseguia nem descer as ladeiras montado, porque naquela escuridão avassaladora, não conseguia ver nada , saber se a ladeira era perigosa ou não. Então, eu subia empurrado e descia empurrando, enquanto a chuva fria castigava nossa cacunda. E nem quando o Thiaguinho me chamou a atenção para as luses da cidade, que se apresentou à nossa frente , eu me animei. Mas eu continuei, cabeça baixa , moral abaixo do volume morto . As cãibras surgirem , era algo inevitavel , a cada 15 ou 20 minutos, lá estava eu, jogado ao chão, com os musculos enriquecidos, dores tão fortes quanto a minha vergonha diante da situação.
Só quando passamos enfrente aos campings , foi que me dei conta que estavamos perto do asfalto e quando lá chegamos, minha vontade era de jogar a bicicleta fora , porque eu já não tinha mais forças nem pra pedalar no terreno plano e firme, por isso empurrei na maior parte do tempo, até que quase NOVE da noite, desembocamos em definitivo na PRAÇA CENTAL de Ipeúna, quase 13 horas de pedaladas e então , nos sentamos à frente da barraca de lanches e quando o sanduiche de costela atingiu a minha corrente sanguinia , uma lagrima escapou dos meus olhos.
Quando o Thiaguinho lançou o convite, pensei em recusar, eu estava fisicamente destruído por atividades ligadas a outros esportes tradicionais. Mas achei que seria deselegante deixá-lo na mão, já que era uma promessa antiga , que eu vinha adiando, mesmo assim , deixei bem claro que só iria com o intuito de fazer um belo passeio, apenas pra mostrar parte da região pra ele. O problema, é que a maldita palavra "passeio" jamais fez parte do nosso vocabulário, quando a gente inventa algo, será sempre acima da nossa capacidade de bom senso. O suposto passeio, se tornou numa jornada de quase 13 horas , um epopéia de achados e perdidos , que misturou montain bike com exploração de cavernas, mergulho em lagoas, descida à cânions, banho de cachoeira, pedaladas em trilhas e pastos sem caminhos . Saímos em busca de uma jornada tranquila, voltamos destruídos pela aventuda que encontramos pelo caminho.
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Olá meu povo iniciei mais uma aventura no dia 11/12/20 junto com mais 04 amigos e estamos iniciando de São Luiz no Maranhão até Maceió.
“Mas antes do relato vamos refletir ?Tem uns 20 ou mais anos, não lembro! Eu estava lendo em uma revista masculina uma reportagem sobre a modelo Cindy Crawford ex esposa do ator Richard G. O autor utilizou toda uma página para descrever a beleza daquela que era a mulher do momento, e descreveu com detalhes toda beleza e "perfeição", não apenas de seu rosto mas também de seu corpo, esbelto e escultural, padrão de beleza para muitos no mundo todo. Mas o que isso tem a ver com um relato de viagem ? É simples responder! depois de tudo que ele descreveu sobre a Musa do momento, ele disse! A melhor mulher é a próxima, aguardem o próximo número de Playboy! Essa frase pode parecer machista, ou até feminista se dita por uma mulher ou não? O fato é que eu, você, nós viajantes, vivemos em um mundo onde se trabalha mais para se ganhar mais, e poder ter mais. Nessa busca muitos deixam seus sonhos para depois sem pensar que esse depois pode não vir . Não raro estamos em rodas de amigos e parentes que falam da sua "viagem dos sonhos" e no entanto nunca saem do lugar. As desculpas são várias O dinheiro não dá para viajar ainda, não tenho tempo, tenho que trocar o carro e etc. Tem pessoas que criam tópicos e outras que respondem tópicos dizendo que adorou seu relato, mas que não tem companhia para viajar, e que tem medo de viajar só. E desta forma a tão sonhada viagem vai ficando para depois. Envelhecem, adoecem e morrem tendo apenas viajado nos sonhos ou nos relatos de outros. Já li tópicos de pessoas que venderam o carro, outras que juntaram moedas, e tantas outras coisas para poderem realizar o sonho de viajar. Por isso a reflexão! Hoje ninguém lembra ou fala da Cindy Crawford, da Sheila Melo ou da Carvalho! Porque? Porque A melhor mulher é a Próxima? Ou parafraseando o repórter, A melhor viagem é a Próxima. É assim que um Viajante, um, mochileiro deve pensar, e sei que muitos antes mesmo de concluir uma viagem já estão pensando na próxima...”
REFEIÇÕES
“ pessoal não vou postar valores de alimentação, pois isso é algo muito individual pois tem quem faz uma única refeição por dia ou quem sobrevive de miojo, com relação a preços achei muito barato, também não vou postar bebidas”
GRUPO
”como falei fomos em um total de 05 pessoas, então para você negociar hotel passeios e até mesmo transporte era muito mais fácil, então a dica se você está em um casal tente se unir ao máximo de pessoas e negociar tudo que puder”
11/12/20
chegada ao aeroporto peguei um ônibus coletivo no valor de R$ 3,70 passei por um terminal troquei de busão e fui até o terminal de Praia Grande no centro histórico onde está nosso Airbnb que pagamos 50,00 cada para esperar a galera chegar.
O nosso Airbnb não era dos melhores mais a localização foi top, muitas baladas para escolher, e várias culinárias e shows pelas ruas.
Hostel Reviver Foi 30,00 para entrar acabei não indo pois quiz descansar por ter perdido uma noite por conta do vôo.
gastos do dia:
airbnb 50,00
transporte 3,50
Total 53,50
12/12/20
Fizemos um walking tur pelo centro histórico, fizemos o check out e vazamos para Santo Amaro. Nos falaram que a passagem de busão da rodoviária era uns 25,00 então Gastamos 3,50 do terminal Praia Grande até a rodoviária, e vimos que na rodoviária estava custando 45,00 até a entrada da estrada para Santo Amaro depois teríamos q pegar uma carona de 10,00. Resolvemos ir de van direto pelo valor de 55,00.
chegamos no Hostel e pousada Caiçara e nos instalamos no camping por 55,00 para 02 dias, com café da manhã incluso super recomendo o local possui quartos com 10 camas e ar condicionado por 60,00 dia.
Gastos do dia
transporte. 3,50
van. Santo Amaro 55,00
camping 27,50
total. 86,00
13/12/2020
Como ainda estamos em pandemia e nada está fácil para todo mundo sempre existe uma forma de negociar e buscar por bons preços então fechamos o passeio sem agência direto com o proprietário da camionete 100,00 por pessoa para irmos aos lençóis maranhenses, na lagoa da rancharia e do junco.
Como estão em baixa temporada e o turista está cada vez mais escasso sempre é bom pechinchar.
mais cuidado:
nosso motorista passou a fiscalização sem contratar um guia, não foi preenchida nenhuma ficha de acesso aos lençóis então fomos meio que no clandestino mesmo essa foi uma forma de baratear o passeio onde ficava bom para todo mundo.
vista muito bonita, um dia em Santo Amaro é o suficiente e no máximo mais um em Barreirinha. Nós acabamos pulando e fizemos num dia só.
Chegando na lagoa da rancharia você tem que pagar 10,00 pela travessia, é uma forma de ajudar os moradores locais.
Quando você chega no local as imagens falam por sí só.
As águas são sensacionais e não dá vontade de sair.
Depois de algumas horas de banho o nosso motora nos levou para almoçar.
almoço muito bom uma galinhada por 130,00 que atende a 05 pessoas.
E o por do sol é mais bonito ainda
Gastos do dia
passeio 100,00
barco travessia 10,00
camping 27,50
total 137,50
14/12/2020
As vans saem muito cedo por volta de 06:00 da manhã, e como tínhamos barraca pra desarmar deixamos para Resolver depois das 08:00. E dito e feito a cidade possui muitas vans que saem constantemente e o valor é sempre negociável dependendo da pressa do cliente um valor normal de Santo Amaro para as pedras ou pra br é em torno de 10,00 por pessoa e queriam nos cobrar 150,00 e para Barreirinha queriam 400,00. Sentamos na praça e ficamos sem pressa procurando um bom preço até que achamos por um valor de 250,00 ou 50,00 por pessoa chegando em Barreirinha depois achamos uma kombi até Tutóia por 30,00 e de Tutóia para Parnaíba um busão por 25,00 foi um rolê de um dia para isso tudo. Achamos nosso Hostel na hora pelo Google Maps e o busão nos deixou a uma quadra Hostel Parnaíba, super recomendo.
transporte Santo Amaro 50,00
transpprte Barreirinha Tutóia 30,00
Busao Tutóia Parnaíba 25,00
Hostel 52,00
total de gastos 157,00
15/12/20
Tirei para ter um dia livre, os outros foram para um passeio no delta que ao meu ver não era nada demais andar às margens de um rio para depois ver dunas e pássaros por 170,00.
gastos do dia
passagem de van
ida e volta para praia. 8,00
hostel 52,00
total 60,00
16/12/20
Em partes contamos com uma sorte nesse dia pois estamos em 05 pessoas, o busão para barra grande custava 30,00 reais ida e volta, mais os horários eram meio complicados e as vans ou transfer custavam muito mais, então acabamos alugando um carro que saiu muito mais em conta 200,00 a diária. No início não achei muito legal vir pra cá, mais os bares e a noite é muito bom principalmente para casais não tirei muitas fotos pois a bateria acabou.
Aproveitamos também para conhecer um dos maiores pés de caju do mundo, há uma briga que o maior é em Natal.
gastos do dia
locação carro 60,00
hospedagem 75,00
total 135,00
17/12/20
acordamos em barra grande, pegamos nosso carro e partimos para Parnaiba. Antes de deixar o carro na locadora fomos a rodoviária e vimos que em 40 minutos saia um busão, fizemos todos os trâmites e fomos até camucim, de camucim fomos a jijoca.
Ao chegar na cidade de Jijoca uma muvuca de 4x4 cobrando valores de 30,00 por pessoa para levar de Jijoca a Jericoacoara, ignoramos todos e andamos por cerca de 500 metros até um posto de combustível e lá ficamos um pouco até que conseguimos negociar com um deles que estava indo sozinho por um valor de 15,00 cada um. Haaaa e detalhe ele parou um pouco antes da entrada de Jeri e falou um caminho que tínhamos que seguir ali pelo estacionamento e entrar na cidade pela lateral para que não pagássemos uma taxa de 5,00 por pessoa, o valor é baixo mais o uso do dinheiro é mal distribuído e não agregam isso na cidade, aceitamos a dica.
Chegando em Jericoacoara fomos procurar hospedagem e devido à falta de turistas conseguimos por R$ 50,00 a diária quarto com ar-condicionado, frigobar e Tv, fechamos por 3 dias e saímos para curtir um pouco do final do dia.
gastos do dia
hostel. 50,00
Busao Parnaíba - camusim 31,00
Van. camusim - jijoca. 17,00
jijoca para Jericoacoara. 15,00
total gastos 114,00
18/12/20
Acordamos e fomos direto para a pedra furada, existe buggy, carroça, 4x4 preferimos ir andando para tirarmos algumas fotos e apreciar com o maior tempo possível.
Voltando caminhando pela orla da praia encontramos uma caverna que poucos falam.
Após isso pegamos uma praia e tomamos umas a noite, compramos os apetrechos e fizemos a nossa caipirinha.
Gastos do dia
Hospedagem 50,00
dia 19/12/20
mais um dia de boa, relaxar na piscina, curtir a praia as paisagens e ao por do sol.
gastos do dia
hospedagem 50,00
dia 20/12/20
Saímos após o café da manhã e fomos procurar o transfer para jijoca, fiquem sempre de olho na saída da cidade e tentem reunir o máximo de pessoas para negociar a volta conseguimos por 16,00 cada.
voltamos para Jijoca procurando as fotos clássicas na rede não conseguimos porque era em outra pousada acabou passando batido porque não pesquisamos fomos pegar um transfer pela fretcar direto para fortaleza.
gastos do dia
4x4 de jeri para Jijoca 16,00
ônibus Jijoca fortaleza 54,00
hospedagem. 41,00
total. 111,00
21/12/20
Pegamos um Airbnb na praia da Iracema em frente a feirinha por 41,00 por pessoa, apto top completo.
Optamos por um dia livre para comprar lembranças, shopping, andar de bike alugada é muito mais.
Fui até o mercado do peixe comprei 2 kg de camarão por 51,00 reais e se matamos de tanto comer, compramos umas cervejas e cada um fez o que quiz.
Como falei acima da feirinha é ali que você irá comprar suas lembranças e presentes para quem quiser, deve ter umas 500 barraquinhas de tudo que imaginar.
gastos do dia
hospedagem. 41,00
uber até o shopping ida e volta 38,00
total. 79,00
22/12/20
Encerramos nossa estadia por apenas 02 dois dias em fortaleza, volto quando puder, para ficar pelo menos 1 semana.
Hoje também perdemos um combatente e a única mulher do grupo teve que retornar a sua cidade de origem por motivos profissionais. Então de hoje pra frente seguiremos em quatro pessoas.
Pegamos um Uber da praia da Iracema até a rodoviária por 19,00. Compramos pela empresa São Benedito passagem direto para Canoa Quebrada por 31,00 das 13:30.
Chegamos em canoa quebrada por volta das 17:00 reservamos nosso Airbnb e fomos curtir o fim do dia na rua Broadway.
Gastos do dia
Uber p/ Rodoviária 19,00
passagem fortaleza/ canoa quebrada 31,00
hospedagem Airbnb 55,00
Total gastos. 105,00
23/12/20
Acordamos e fomos bater perna pela orla, ver a famosa escrita e curtir uma praia.
existem diversos passeios para se fazer buggy, tirolesa, quadriciclos e outros mais então optamos somente pelo parapente que conseguimos por 118,00 para cada por 20 minutos de voo.
gastos do dia
hospedagem Airbnb. 55,00
passeio parapente. 118,00
total. 173,00
24/12/20
Saímos às 09:00 da manhã de canoa quebrada para Aracati por ônibus local a 2,25 e descobrimos na rodoviária de Aracati que só haveria passagem para Natal no dia 26/12/20 🤦♂️. Conversamos com um taxista e ele nos fez uma corrida até Mossoró por 40,00 cada um, dava uma distância de praticamente 100km.
Chegamos em Mossoró, onde se tem mais opções de ônibus conseguimos passagem as 16:00 com chegada em natal as 21:00, por 68,00 reais, reservamos hospedagem no Agora Hostel na praia da Ponta Negra.
O tédio de chegar às 11:00 e ter que esperar até as 16:00
E claro, demos sorte, chegamos bem na hora da ceia natalina após isso ficamos tomando algumas cervas e fui dormir.
Gastos do dia
transp Canoa quebrada x Aracati. 2,25
taxi de Aracati x Mossoró 40,00
Busão Mossoró x Natal 68,00
Hostel Agora 40,00
total gastos 150,25
25/11/20
Acordei cedo e peguei o dia todo para andar aos arredores de Natal pela orla e ir conhecer o tal do morro do careca.
Gostei da cidade, muita gente na orla, curtindo o feriado e consumindo muita água de coco. Em Natal foi o lugar mais barato que encontrei de quadros, achei por 60,00 cada (apenas a arte sem a moldura). Voltei para o Hostel e fiquei tomando umas por lá e já aproveitei para fazer a mochila novamente.
gastos do dia
Hostel agora. 40,00
total. 40,00
26/11/20
Partiu Pipa:
Como ir?
Chegue até a rodoviária ou no shopping Natal, pois as vans e outros ônibus partem da rodoviária e param num ponto próximo ao shopping na frente do Carrefour. A passagem custa 15,00 até a pipa e tem busão de hora em hora.
Chegamos pela hora do almoço, muitos restaurantes e bons preços, comemos por 15,00 um self service e fomos procurar nosso Hostel.
Tudo certo, e agora pegamos toda a tarde e fomos curtir uma praia.
Gastos do dia
Uber até o shopping Natal 10,00
passagem pra Pipa 15,00
hostel 54,00
total 79,00
27/12/20
mais um dia à toa bati perna pelo chapadão de manhã, comprei uns camarão na peixaria que está na faixa de 25,00 a 35,00 o kilo fizemos nosso almoço e à tarde praia de novo.
gastos do dia
hostel 54,00
total de gastos 54,00
Saida do Hostel, pegamos uma van por 4,50 até goianinha e como na cidade não tem rodoviária ou você retorna para Natal 60 km ou aguarda na Br em frente ao restaurante Mirante do Vale para ir a Recife.
Tivemos mais sorte do que juízo dessa vez, estávamos aguardando qualquer ônibus que fosse para Recife num valor entre 70,00 reais que nos falaram e do nada apareceu um táxi que tinha trazido alguns turistas e estava retornando vazio essa foi a sorte, começamos a negociar e ele fez a 50,00 cada, o taxista (faustino 81 99662-1335) super gente boa e atencioso deu dicas e nos deixou em um hotel bem bacana na frente do ponto de ônibus que vai para Porto de galinhas.
Gastos do dia
van de pipa / goianinha. 4,50
taxi Recife. 50,00
hotel guyamar. 50,00
total de gastos. 104,50
29/12/20
Depois do café da manhã, optamos em ir de Uber até Porto de galinhas que saiu por 71,00 dividido em 4. Praticamente o mesmo preço do busão.
Ficamos rodando pela cidades buscando hospedagem, todas as pousadas e hosteis tentam te forçar um pacote conseguimos quartos duplos por 75,00, menos parando dia da virada que tava um absurdo de caro.
Descemos para a praia e ficamos curtindo.
gastos do dia
Uber para Porto de galinhas. 71,00
pousada Encanto dos Sonhos. 75,00
total de gastos. 146,00
30/12/20
Repetimos o dia de ontem ficamos na praia com sombra e água fresca.
No finalzinho do dia paramos em um barzinho e conhecemos dois moradores de Recife e já estamos marcando um retorno.
Gastos do dia
pousada Encanto dos Sonhos. 75,00
31/12/20
Dia da virada, não tínhamos reserva e os valores para esse dia quadruplicam, achamos um Airbnb que ficou muito em conta para todos.
conhecemos mais uns pernambucanos doidos e as 21:00 fomos para a praia.
E claro levamos um isopor e ficamos meio que em isolamento para não aglomerar.
gastos do dia
pousada Arco Verde. 100,00
01/01/21
Saímos da pousada rumo praia dos Carneiros, não estava na rota mais essa praia é top, recomendo a todos.
Tivemos um problema com hospedagem e acabamos acionando o modo camping. Pois não nos atentamos ao feriado prolongado e todas as pousadas, hosteis e Airbnb estavam cheios, por conta disso ficamos do meio dia até as 16:00 procurando local.
gastos do dia
Uber Porto de galinhas a Tamandaré 65,00
hostel Tibiba camping. 50,00
total. 115,00
02/01/21
Por conta da dificuldade em hospedagem ficamos mais um dia em Tamandaré, na praia dos carneiros, todos na região dizem que essa é a praia do momento. E realmente está crescendo muito vale a pena deixar de ir numa mais turística e ficar nela mais a vontade.
retornamos ao Hostel Tubiba e nos organizamos com um churrasquinho.