Olá viajante!
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Observações sobre a Colômbia
Depois de 20 dias viajando com minha namorada pela Colômbia e visitando Bogotá, Medellín, Cartagena e San Andrés, resolvi fazer um relato um pouco diferente esse ano, colocando apenas algumas observações sobre cada cidade e sobre o país. Não vou entrar muito no detalhe dos preços porque são muito parecidos com o Brasil, a maioria das coisas dá pra dizer que na média são uns 10% mais baratas do que aqui. Já o câmbio, descontando taxas de cartão de crédito, saque ou taxa de conversão de moeda, fica praticamente igualado no 1 para 1.000 (apesar que até eles já desistiram de falar esses três zeros inúteis).
Bogotá
Cidade muito parecida com São Paulo, mas com algumas diferenças importantes. A começar pela questão da segurança. Andar por Bogotá é se sentir participante de um desfile militar, de tanto policial e soldado que se vê pelas ruas. Acho que o trauma pelo qual os colombianos passaram com problemas com terrorismo, tráfico de drogas e guerrilha os ensinou a dar valor a um direito tão básico como o de ir e vir sossegado, sem medo de sofrer qualquer tipo de violência. O lugar é uma Suíça? Claro que não! Como toda grande capital é preciso saber onde ir e até que horas que se pode ficar lá. Mas que eles estão muito na nossa frente não fiquei com a menor dúvida. A única chateação que se tem por lá são os pedintes/mendigos insistentes. Lá eles não aceitam um “não tenho nada” como resposta. Quando viam que éramos turistas, os sujeitos nos perseguiam pela rua tentando ganhar alguma coisa. No primeiro dia isso nos assustou um pouco, mas depois percebemos que era uma mania local e apesar de serem chatos, não ousariam nada além de ficar pedindo insistentemente. Ainda mais porque sempre tem um policial por perto.
Se a segurança é o ponto forte, o trânsito consegue fazer a gente sentir saudade de São Paulo na hora do rush. Impressionante como Bogotá é uma cidade inviável do ponto de vista do transporte. Há que se fazer uma ressalva: estávamos na cidade entre os dias 19 e 23 de dezembro. A semana anterior ao Natal deve congestionar o trânsito até de uma cidade árabe/muçulmana, rs. Mas o que acontece em Bogotá é fora do aceitável até mesmo para quem sofre com o trânsito paulistano. A cidade não tem metrô. Eles vivem exclusivamente a base do Transmilênio, que é um ônibus articulado um pouco maior que o comum andando por um corredor exclusivo. Porém, esse ônibus está longe de ter a capacidade de um vagão de metrô ou a velocidade do mesmo, sem contar que nesse corredor os ônibus têm que enfrentar semáforos e cruzamentos. Além disso, o alcance do transmilênio é limitado. Não dá pra chegar em qualquer parte da cidade com ele. O jeito é completar o caminho com os microônibus sempre lotados ou os táxis.
Por falar em táxi, se daqui 50 anos me pergutarem o que lembro de Bogotá a resposta será: táxi! O preço baixo somado à dificuldade do sistema de transporte coletivo faz com que os táxis sejam praticamente o principal meio de locomoção de toda a cidade. O resultado é que em dezembro era absolutamente impossível conseguir um táxi. Sempre que eu estivaca a mão para um táxi livre, aparecia uma mãozinha esticada a alguns metros na minha frente e lá se ia o meu táxi. Pra piorar ainda mais, eles têm um sistema de cobrança no qual as pequenas distâncias têm um valor melhor para o taxista. Ou seja, se você pegar um táxi para andar 5 quarteirões em 5 minutos vai pagar 5 mil pesos, se pegar um táxi para atravessar a cidade em uma corrida de uma hora e meia vai pagar 10 mil pesos. Resultado: quando milagrosamente um taxista parava, antes de destravar a porta do carro, ele perguntava para onde eu ia. Se fosse longe ia embora porque com certeza antes da esquina ia achar outro passageiro mais "lucrativo". Um dia estávamos num shopping e vimos que havia uma fila num ponto de táxi que era organizado pelo próprio shopping. Como os motoristas dali eram credenciados e a fila era administrada pelo shopping, resolvemos esperar já que não tinha como eles recusarem a corrida. Entramos na fila e foram mais de 50 minutos até chegar nossa vez. E isso era uma terça-feira às 16h! Hora de pico, esquece! Sem contar que todo mundo em Bogotá (hotel, polícia, comerciantes, garçons) nos diziam que era perigoso pegar táxi na rua. Deu saudade dos táxis caros de SP. Pelo menos aqui eles param quando você pede, rs.
Tentamos pedir táxi também pelo telefone. Às 18h avisamos no hotel, na Candelária, que precisávamos de um táxi às 20h para ir a Zona Rosa. O carro só chegou às 20h40. Enquanto a recepcionista nos avisava que ele havia chegado o segurança do hotel viu uma pessoa entrando no carro e o táxi indo embora. Desistimos de atravessar a cidade e fomos comer do lado do hotel mesmo. No dia anterior havíamos ficado mais de uma hora na rua tentando um carro pra voltar, como não conseguimos e voltamos de ônibus. E não é que falta carro. Tem táxi pra caramba! O problema é que são tão baratos que se você está em duas pessoas e não vai longe, o valor do táxi é o mesmo custo do ônibus.
Sobre os passeios já há informação a rodo aqui no site, mas resumidamente dá pra dizer que Bogotá é uma cidade para dois dias. Nós ficamos quatro dias e nos arrependemos. Um dia é para conhecer a Candelária e os Museus (Ouro e Botero) e outro para subir no Cerro pela manhã e ir à tarde para Zipaquirá ver a Igreja de Sal, que foi construída dentro de uma mina desativada. A polícia turística organiza um tour de graça saindo do centro de informação ao turista da Praça Bolívar às 10h. Dura uma hora e meia e vale a pena para conhecer um pouco a história da fundação da cidade.
Outras duas áreas interessantes da cidade são a Zona Rosa e a Zona T, onde atrás do Centro Andino (shopping) tem uns quatro quarteirões só de bares descolados. Ali fica a filial do Andrés Carne de Res, bar famoso da Colômbia. É bem legal e vale a pena visitar desde que seja ali na Zona T. Eu fui na matriz, em Chia, cidade satélite de Bogotá. O bar é legal, mas achei que não compensou pagar o táxi de 70 mil pesos para voltar de lá tendo uma filial muito parecida dentro da cidade. Fora os bares e restaurantes, essas duas regiões tem várias lojas e shoppings, mas os preços em Bogotá são bem parecidos com o Brasil, pouca coisa mais barata, e não compensa muito perder tempo com compras por lá.
Plaza Bolívar e Capitólio Nacional
Casas Republicanas
Igreja de Santa Clara
Catedral, Capela del Sagrario e Palácio Arzobispal
Vista da Calle 11 na Candelária
Editado por Visitante