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Canivetes & Facas: Afiação


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Caro Cabral Jr,

 

Li o tópico todo!

 

Rapaz, tem dó de mim e dos meus vídeos! Nem usei tanta força para assentar o fio nas costas de outra faca!!!! ::hãã2::

 

Só aproveito para dizer publicamente que aprendi muito com seus vídeos e textos! Agora só falta deixar a preguiça de lado para comprar óxido de cromo para fazer a barba com meu facão! ::otemo::

 

Abraço

 

Gasparello

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Rapaz, tem dó de mim e dos meus vídeos! Nem usei tanta força para assentar o fio nas costas de outra faca!!!! ::hãã2::

????? ::hãã::

 

Grande Gasparello,

 

Não entendi muito bem esta primeira questão... O Trauco jé bem lembrou aqui no fórum que é prática comum à campo assentar-se o fio nas costas de outra lâmina. Claro que não é o ideal, mas às vezes éo que se tem à mão. Nestes casos, como com chairas, a pressão deve ser mínima pois estamos lidando com grandezas da ordem de 10 mícrons ( "folha" de aço no fio rolada ). Mas ao contrário do uso das chairas lisas, nesta situação de se usar o dorso de outra lâmina acho que seria mais interessante usar um movimento de chairamento como se estivesse "passando manteiga no pão" ao invés de tentar "fatiar" as costas da outra faca, porque um mínimo dente ou imperfeição no dorso iria provocar um estrago no fio a ser assentado.

 

O amigo é muito generoso para comigo! Já lhe disse e reitero que é uma honra para mim ser citado por você que mantêm um vasto e informativo site e canal no YT versando sobre as mais variadas questões de atividades outdoor, estando a cutelaria entre elas.

 

hehehehehehe, quanto a fazer barba como facão eu não chegaria à tanto, mas que os meus rapam cabelo dos braços fácil, fácil é uma realidade.

 

O amigo tem que providenciar um strop de couro com óxido de cromo! Assim que afiar uma lâmina e fizer os seus testes padrões de fio, use o strop com óxido de cromo. Terá a mesma reação que teve ao usar a "pedra" ( plate ) diamantado da Tramontina: uau! E também irá se perguntar como passou todo este tempo sem usá-lo. :mrgreen:

 

Por falar nisto, recomendo aos demais amigos do fórum os vídeos e textos do Gasparello. Entre eles está um review prático muito bom das novas "pedras" de afiar da Tramontina, uma cerâmica dupla-face e outra diamantada também dupla-face. Excelentes opções ao que parece aos produtos similares importados.

 

Grande abraço

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Na verdade, eu aprendi com meu pai este método de assentar o fio e me habituei a utilizá-lo. Mas é um método popular, eu nunca havia me aprofundado no assunto na época do vídeo. Eu tentei aplicar pouca pressão, mas hoje, depois de conhecer métodos variados e praticar bastante, vejo que a pressão ainda era excessiva. Em campo continuo utilizando o mesmo método após o uso de uma pedra carborundum dupla face. Tem funcionado bem. Da próxima vez vou tentar assentar o fio pelo lado contrário, do modo sugerido "passando manteiga" e, claro, suavemente!

 

Chegou a ver a dúvida sobre a chaira diamantada?

 

Abraço

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Gasparello,

 

Com relação às chairas diamantadas, vai depender da grana das mesmas. As chamadas coarse, de grana maior funcionarão como removedoras de aço bem agressivas. Mas já há no mercado chairas diamantadas com grana 1000 e acho que até um pouco mais finas que é claro, removerão alguma porção de aço, mas funcionam mais como refinadoras de riscos e polidoras, além claro de assentarem os fios rolados.

 

A única grande vantagem que vejo no uso destas chairas é quando se está à campo ou mesmo em nível de um açougue ou até mesmo residências ou propriedades rurais onde se abate e prepara animais com frequência, ter-se uma presa por um cordame ou correntinha ao cinto e usá-la para realinhar e dependendo da grana retocar em maior ou menor grau o fio das lâminas de corte em uso. Sua vantagem está em proporcionarem um desbaste bem homogêneo e perpendicular ao fio ( o que não ocorre com chairas de aço estriadas ) e de serem "inquebráveis", ao contrário das de cerâmica que se partem com impactos pequenos.

 

Estas chairas diamantadas são comparáveis às chairas cerâmicas e t~em basicamente a mesma aplicabilidade, com a vantagem óbvia de serem muito menos susceptíveis à fratura.

 

Para ser bem sincero, eu compraria uma chaira diamantada de grana bem fina ( 1000 ou mais se tiver ) para levar para churrascos ou para abates de animais com a intenção de manter as lâminas sempre com um fio ótimo o que facilita e muito o serviço!

 

Só lembrando aos amigos que o inconveniente das chairas é para quem não está habituado à elas, manter os ângulos constantes durante as passadas; mas isto é superado com treino ( uso ).

 

Se o amigo me permitir uma observação :oops: : nos vídeos das "pedras" Tramontina, o amigo simplesmente piorou os fios obtidos nas pedras ao passá-los logo após na chaira estriada! Isto foi ainda mais crítico no fio obtido após o lado de grana 1000 da pedra cerâmica, mas também houve considerável piora após o lado fino da diamantada ( 600 ).

 

O amigo pode até achar que o fio "melhorou" com a passada na chaira estriada, mas na verdade o que houve é que acabou ficando com um fio mais grosseiro, dentuço e irregular. é um fio bem agressivo sem sombra de dúvidas, mas é um fio que irá rolar com mais facilidade, além de a nivel microscópico esgarçar as fiibras do que estiver sendo cortado.

 

Lhe proponho um teste bem simples: afie uma faca na "pedra" cerâmica ou mesmo diamantada da Tramontina e capriche no lado fino. Imediatamente após, peque uma maçã e corte uma fatia de um lado da mesma. Seque reapidamente a lâmina com uma toalha de papel, passe na chaira estriada como fez nos vídeos e logo em seguida tire outra fatia semelhante do outro lado da mesma maçã. Observe as duas fatias e veja qual vai escurecer mais rápido...

 

Este teste é para mostrar que um fio mais bem acabado, polido, promove um corte mais "limpo", rompendo apenas as células estritamente necessárias para fatiar o alimento, provocando menor exudação de material intersticial e celular, ao passo que um fio mais grosseiro irá provocar sisalhamento de uma quantidade maior de tecido com maior exudação com perda de fluidos e oxidação ( no caso da maçã ).

 

Abraço

 

ps: o assentar o fio "passando manteiga no pão" é somente quando se usar o dorso potencialmente com irregularidades de outros artefatos que não uma boa chaira lisa.

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Novamente, complementando. Usando a pedra carborundum, sem o acabamento com a chaira estriada, a afiação não fica tão boa. E só uso a estriada porque é o que tenho em casa.

 

Só não vou testar agora a diferença com as pedras da Tramontina porque a patroa chegou em casa e vamos sair para jantar!

 

Abraço

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Não resisti e fui testar! Acabei de remover o fio de uma faca Tramontina Amazonas com a parte mais grossa de uma carborundum. Aproveiter para afiar na pedra diamantada com pressão mínima. Realmente, a chaira estriada piorou o fio. Da primeira vez não foi muito perceptível, mas acabei por refazer o processo e conferi que a chaira não era necessária após o uso do afiador diamantado.

 

Novamente pergunto: se eu fizesse uso de uma chaira lisa, o resultado seria melhor ou também seria disponsável!

 

Agora vou sair para levar a patroa passear e depois jantar! Ela já tá com raios nos olhos!!!!

 

Abraço

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hehehehehehehehe

 

Não há urgências maiores que as familiares; a das consortes então são primordiais, sob pena de severas consequências... ::xiu:::mrgreen:

 

Mas vamos lá às questões: no caso estrito da pedra carborundum dupla-face, mesmo terminando-se o fio no lado mais fino, há real potencial para MELHORA do fio final obtido usando-se uma chaira LISA. No caso da "pedra" diamantada, com o fio terminado no lado mais fino ( 600 ), se tudo foi feito corretamente, uma ou no máximo duas passadas de cada lado em uma chaira LISA no ângulo correto ou não alterarão de forma significativa o fio obtido. No caso do lado fino ( 1000 ) da "pedra" cerâmica, caso ele seja realmente equivalente por exemplo a uma lixa d'água 1000, haverá uma PIORA no fio obtido mesmo se usando uma chaira LISA.

 

Ao fazer tais afirmações não me baseio apenas na minha experiência pessoal mas também em um trabalho científico com peer review de Verhoeven sobre afiação!

 

Chairas estriadas deveriam ser evitadas à todo custo como assentadores de fio, pois a inerente falta de controle absoluto da musculatura humana fazem com que mesmo aqueles experimentados no uso de tais artefatos promovam danos nos fios, perceptíveis apenas com maiores aumentos ( estou estudando comprar um microscópio "USB" de 200x ), devido a natureza das pequenas alterações nos ângulos de contato entre o fio e as arestas cortantes da chaira estriada.

 

Tais chairas podem ter aplicação à campo e no uso de lâminas comuns ( aços com menores durezas, normalmente variando entre 50 e 54 RC ) para "refazerem" rapidamente fios desgastados durante uma dada tarefa.

 

Será que alguém já parou para observar e se perguntar porque açougueiros utilizam incessantemente estas chairas estriadas após apenas poucos cortes executados nas carnes em tábuas sintéticas? Em que pese sua facas terem durezas apenas de 54/55 RC ( as melhores ), não deviam "virar o fio" de forma tão rápida, ainda mais que os ângulos usados não são tão agudos assim...

 

A resposta é que o uso das chairas estriadas, agravado pele técnica incorreta ( rapidez e excesso de movimentos ) restituem um fio agressivo, porém muito frágil e que se perde rapidamente!

 

Abraço

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Caro Cabraljr,

 

Hoje fiz mais testes com calma. Removi novamente o fio da minha Amazonas e afiei na pedra cerâmica, com muita calma. Testei o fio no papel por várias vezes, só então usei a chaira estriada. Depois de mais alguns cortes no mesmo tipo de papel, não senti diferença alguma, seja para melhor ou pior. Realizei cortes rápidos para tirar pequenas bordas do papel e também cortes em todo o comprimento de uma folha de papel A4.

 

Depois removi novamente o fio e usei o afiador diamantado. Refiz o teste no papel, cortando várias vezes, só então usei a chaira estriada. Novamente, não percebi diferenças dignas de nota. ::hein:

 

Ontem estava empolgado e com pressa para fazer os testes, devo ter usado a chaira de forma meio agressiva para perceber uma diferença no fio ou até mesmo não devo ter polido muito bem com os próprios afiadores. ::putz::

 

A questão é: com testes realizados com muita paciência, não houve diferença no uso da chaira, então seria, do meu ponto de vista, dispensável com o uso destes equipamentos. Mas, pelo menos em meus testes, não foi possível afirmar que o fio piorou. Cheguei ao cúmulo de passar cada lado do fio umas 10 vezes na chaira estriada para tentar perceber diferença, mas não percebi nada.

 

Realmente pode existir alguma diferença, mas talvez não seja perceptível ao tato e olhos humanos. Poderia discorrer mais sobre o assunto? Também gostaria de saber mais sobre o trabalho científico citado, de Verhoeven.

 

Não testei a durabilidade do fio, mas, como o Mestre Cuca aqui de casa, afirmo que tenho utilizado a chaira estriada com sucesso nas facas de cozinha, sem precisar realinhar o fio com frequência. Apimentemos, então, a discussão! :wink:

 

Abraço

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