FINALMENTE!!!Tava parecendo uma gestação.
Mochileiros, esse é o relato da viagem que fiz pela Argentina, Paraguai e Chile.
De 28 de novembro de 2009 a 02 de fevereiro de 2010. Foram 67 dias fora de casa - 63 no estrangeiro.
Não sei se vão ter paciêcia pra ler. É uma relato ponto a ponto de todos os dias da extensa expedição. Quem chegar ao final e sobreviver está de parabéns hehehe.
0º - Antes de tudo gostaria de fazer um acordo: mesmo que goste do relato e mesmo que ajude em uma eventual viagem, por favor não coloque pontos de reputação. Certo? Pode ser? Obrigado
.
1º - Não sei se vai ajudar muito, mas se ajudar um único viajante já estará bom.
2º - Qualquer dúvida é só perguntar aqui no tópico. "Ouviu"? No tópico.
3º - Peço UM MILHÃO de desculpas pela demora. Já deveria ter contado essa estória faz tempo. Mas fatores como problemas eternos de disponibilidade de tempo com computador e/ou internet e uma doença grave de empurrar com a barriga não deixaram. Além disso, decidi colocar todo o relato de uma só vez para não ocorrer o mesmo com outras pessoas que iniciaram e não chegaram ao fim. Isso demorou ainda mais, porque primeiro tive que digitar tudo que escrevi no caderno para depois fazer uma revisão e só agora publicar.
Para terem idéia, no 1º semestre só tinha 3:30h (1:30h durante a copa) de segunda a sexta com computador disponível para fazer todo o trabalho da empresa e resolver assuntos pessoais. Além dos recessos de carnaval, semana santa e são joão.
Agora, como vocês não estão nem aí pra isso (com toda a razão rs), vamos começar a contar estória que é o que interessa.
4º - Esses desenhozinhos são demais... vou tentar usar todos
.
ANTES DA VIAGEM:
Comecei a planejar a viagem com meses de antecedência, tanto, que comprei as passagens aéreas para São Paulo em setembro de 2009. Muita pesquisa aqui no mochileiros e em outras páginas, trocas de emeios, ligações, etc. Compra de itens básicos como máquina fotográfica. Tudo para ficar o melhor possível preparado. Tentei convencer algum viajante com idéia parecida, porém ninguém se habilitou
.
O INÍCIO:
27/11/2009 – SENHOR DO BONFIM
Chegou a hora. Último dia de trabalho e primeiro de viagem. Pesquisas com horários dos ônibus, mapas das províncias e países e guia do viajante. Tudo pronto. Fim do expediente, 19h. Últimos detalhes e aguardar a hora do ônibus para Salvador. Saída prevista: 23:30h.
28/11/2009 – SALVADOR - SÃO PAULO
Exatamente a meia-noite o ônibus da São Luiz sai da rodoviária de Senhor do Bonfim com destino a Salvador. Um pouco de conversa com o chefe e sono. Cedinho desembarcamos na capital soteropolitana.
INÍCIO SINISTRAMENTE SINISTRO!
Programação: fazer tranças no cabelo e comprar uma camisa do meu BAHÊA
.
Peguei carona com o pai do chefe até o elevador Lacerda. Fiquei, com mochila e tudo, numa parada de ônibus esperando o comércio abrir para fazer as tranças no pelourinho. Muito trabalhador indo e voltando do trabalho, como também muitos doidões bêbados e drogados, daqueles que ficam indagando o dia todo. Uma merda!
Resolvi subir o elevador, fazia tudo sem nenhuma pressa. Fui ao pelourinho me saindo de uns 3 pedintes (Salvador é campeã mundial). Sem maiores problemas. Até que na primeira praça, um doidão metido a artista veio correndo da casa da porra e ficou pedindo R$0,50. Não é nada, claro, o problema é o risco de levar tudo quando você for pegar as moedas. Disse que não tinha, tentei me sair e o cara não largava do pé. Chegou um amigo dele e achei espaço para voltar ao elevador.
Algum tempo, ainda inocentemente esperando o comércio abrir, resolvi descer de novo. Comprei o bilhete e lá vem o filho da puta
todo apressado com outro amigo fazendo sinal disfarçadamente que eu era o otário que devia se lascar. Gelei na hora, mas me fiz que não tinha percebido a armação. Fiquei na fila do elevador, eles nem pagam nada. Quando abriu a porta esperei todos entrarem, inclusive os dois bandidos. Aí fiquei parado esperando a porta fechar, o filho da puta ainda perguntou se eu não ia descer. Aqui está bom, respondi (filho da puta
- pensei). Quando a porta fechou, disse para as vendedoras que queriam me roubar e perguntei como sair urgente dali. Indicaram um terminal de ônibus próximo. Fui voando. Foi por pouco.
Isso tudo aconteceu antes de 8 horas da manhã. Puta que pariu, o cara começar a viagem já com um aperreio desses.
Engraçado é que meus pais (e outros) quase morrem de preocupação quando se fala em viajar para outros países. Esse país é que é uma desgraça
. Depois dessa merda toda, passei na loja do Bahia
para adquirir minha mais nova camisa e fui ao aeroporto. As tranças no pelourinho tinham ido pro ralo.
Cheguei em São Paulo no inicio da noite. Fiquei na casa de meus tios
.
29/11/2009 - SÃO PAULO
Aproveitei a disposição de meu primo e fui com ele na decathlon comprar roupas técnicas para o frio
. Talvez equipamentos. Tinha acertado ficar com o saco de dormir e as polainas de segunda mão de Adam Tavares, que na última hora parou de responder
. Comprei só as roupas, deixei o restante para Santiago. No fim da tarde meu primo me deixou na rodoviária para aguardar o ônibus para Cascavel.
De 28 de novembro de 2009 a 02 de fevereiro de 2010. Foram 67 dias fora de casa - 63 no estrangeiro.
Não sei se vão ter paciêcia pra ler. É uma relato ponto a ponto de todos os dias da extensa expedição. Quem chegar ao final e sobreviver está de parabéns hehehe.
0º - Antes de tudo gostaria de fazer um acordo: mesmo que goste do relato e mesmo que ajude em uma eventual viagem, por favor não coloque pontos de reputação. Certo? Pode ser? Obrigado
.1º - Não sei se vai ajudar muito, mas se ajudar um único viajante já estará bom.
2º - Qualquer dúvida é só perguntar aqui no tópico. "Ouviu"? No tópico.
3º - Peço UM MILHÃO de desculpas pela demora. Já deveria ter contado essa estória faz tempo. Mas fatores como problemas eternos de disponibilidade de tempo com computador e/ou internet e uma doença grave de empurrar com a barriga não deixaram. Além disso, decidi colocar todo o relato de uma só vez para não ocorrer o mesmo com outras pessoas que iniciaram e não chegaram ao fim. Isso demorou ainda mais, porque primeiro tive que digitar tudo que escrevi no caderno para depois fazer uma revisão e só agora publicar.
Para terem idéia, no 1º semestre só tinha 3:30h (1:30h durante a copa) de segunda a sexta com computador disponível para fazer todo o trabalho da empresa e resolver assuntos pessoais. Além dos recessos de carnaval, semana santa e são joão.
Agora, como vocês não estão nem aí pra isso (com toda a razão rs), vamos começar a contar estória que é o que interessa.
4º - Esses desenhozinhos são demais... vou tentar usar todos
.ANTES DA VIAGEM:
Comecei a planejar a viagem com meses de antecedência, tanto, que comprei as passagens aéreas para São Paulo em setembro de 2009. Muita pesquisa aqui no mochileiros e em outras páginas, trocas de emeios, ligações, etc. Compra de itens básicos como máquina fotográfica. Tudo para ficar o melhor possível preparado. Tentei convencer algum viajante com idéia parecida, porém ninguém se habilitou
.O INÍCIO:
27/11/2009 – SENHOR DO BONFIM
Chegou a hora. Último dia de trabalho e primeiro de viagem. Pesquisas com horários dos ônibus, mapas das províncias e países e guia do viajante. Tudo pronto. Fim do expediente, 19h. Últimos detalhes e aguardar a hora do ônibus para Salvador. Saída prevista: 23:30h.
28/11/2009 – SALVADOR - SÃO PAULO
Exatamente a meia-noite o ônibus da São Luiz sai da rodoviária de Senhor do Bonfim com destino a Salvador. Um pouco de conversa com o chefe e sono. Cedinho desembarcamos na capital soteropolitana.
INÍCIO SINISTRAMENTE SINISTRO!
Programação: fazer tranças no cabelo e comprar uma camisa do meu BAHÊA
. Peguei carona com o pai do chefe até o elevador Lacerda. Fiquei, com mochila e tudo, numa parada de ônibus esperando o comércio abrir para fazer as tranças no pelourinho. Muito trabalhador indo e voltando do trabalho, como também muitos doidões bêbados e drogados, daqueles que ficam indagando o dia todo. Uma merda!
Resolvi subir o elevador, fazia tudo sem nenhuma pressa. Fui ao pelourinho me saindo de uns 3 pedintes (Salvador é campeã mundial). Sem maiores problemas. Até que na primeira praça, um doidão metido a artista veio correndo da casa da porra e ficou pedindo R$0,50. Não é nada, claro, o problema é o risco de levar tudo quando você for pegar as moedas. Disse que não tinha, tentei me sair e o cara não largava do pé. Chegou um amigo dele e achei espaço para voltar ao elevador.
Algum tempo, ainda inocentemente esperando o comércio abrir, resolvi descer de novo. Comprei o bilhete e lá vem o filho da puta
Isso tudo aconteceu antes de 8 horas da manhã. Puta que pariu, o cara começar a viagem já com um aperreio desses.
Engraçado é que meus pais (e outros) quase morrem de preocupação quando se fala em viajar para outros países. Esse país é que é uma desgraça
para adquirir minha mais nova camisa e fui ao aeroporto. As tranças no pelourinho tinham ido pro ralo. Cheguei em São Paulo no inicio da noite. Fiquei na casa de meus tios
.29/11/2009 - SÃO PAULO
Aproveitei a disposição de meu primo e fui com ele na decathlon comprar roupas técnicas para o frio
. Talvez equipamentos. Tinha acertado ficar com o saco de dormir e as polainas de segunda mão de Adam Tavares, que na última hora parou de responder
. Comprei só as roupas, deixei o restante para Santiago. No fim da tarde meu primo me deixou na rodoviária para aguardar o ônibus para Cascavel.

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chegamos atrasados e só entramos na segunda sessão porque vieram duas famílias e completou o número necessário para a apresentação adicional. Noite de conversa e, porquê não, beijo no albergue.
Hotel Royal é una mierda. Só se for da Royaleza Paraguaya. Era como se fossem dois quartos (antes tinha uma divisória), um lado tinha luz e o outro funcionava o ventilador de teto. No banheiro fora de uso tinha até uma camisinha jogada. Três computadores sem internet e uma piscina suja. Eu merecia apanhar por ficar nessa porra.
. Ainda poderia ser 8 km rsrs. Fui mesmo assim, 55 minutos e avisto o que poderia ser o pucara, umas pedras no alto do monte. Atravessei o rio, saltei uma cerca, desviei de uns 500 cactos, escalei uma parte do monte. Estava me sentindo uma mistura de Rambo, Bradock e Chapolin
, por sorte encontrei uma senhora que ensinou o caminho: “segue por aquela estrada, passa na frente da igreja e anda mais um pouco”. Fácil, né? Isso se eu não tivesse pegado um atalho e entrado por um “bairro” sem saída. Que merda! O pior é que não existe ninguém naquele lugar. Apenas dois cachorros, um velho e bravo e outro jovem e gente boa. Se fosse o contrário eu tinha tomado no "cachorro-quente" e não estaria contando essa estória
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. Ninguém caiu. No final algumas pessoas vão fazer trekking e rapel. Quem só pagou pelo rafting fica no complexo com restaurante e piscina. Recomendo o rafting ($105).
. Uma senhora percebeu que estava perdido, perguntou para onde eu iria e falou com o motorista. Aí, quando não tinha mais ninguém, ele ficou mangando... "perdido, perdido". É foda
rs. Tem que prestar atenção porque parece mesmo ter outro caminho, talvez um antigo. Voltei para achar o correto. Encontrei umas chilenas e caminhamos até o “grey” onde ficaram. Segui até “Pehoé” sob uma chuva chata. Lá parei para descansar e comer. Conversei com o guardaparque e peguei o beco para o “las carretas”. Muito pasto no caminho. Se gostasse tava feito rs. Achei que não tivesse ninguém por ser fora de rota, mas tava cheio porque quem entra pela portaria da administração passa por aqui.
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Resumo