É Mike. Descrever a marca que o Marrocos deixa dentro da gente é tarefa árdua.
Um reino de contrastes, onde o rei tem muito, e poucos privilegiados também, e o povo se vira como pode para garantir que sua família tenha ao menos uma vida decente. Poucos marroquinos tem todos os dentes e mesmo assim não se envergonham de rasgar um grande sorriso quando lhes damos atenção, ou claro, mostramos interesse em alguma coisa que eles tem a nos oferecer (digo, vender).
São muito simpáticos em sua grande maioria, adoram o Brasil e nos acolhem como se fossemos seus vizinhos, sem tantas diferenças culturais e sociais assim.
A paisagem do Marrocos hipnotiza, inebria, apaixona. Imaginem ver um cenário basicamente de uma cor só, a cor areia de suas dunas, montanhas e cidades, cortada pelo forte tom verde de seus imponentes palmeirais. Verdadeiros oásis onde se plantando tudo dá. É cenário de filme, e estando lá, nos sentimos assim: dentro de um. E para citar alguns filmes que foram rodados no Marrocos: Lawrence da Arábia, a última tentação de Cristo, a Múmia, Gladiador entre vários outros.
A riqueza de detalhes em seus palácios, o ritmo frenético de suas medinas e suas praças, o colorido de seu artesanato, o sabor picante e inesquecível de sua comida, o cheiro forte e inconfundível de Fes, a paz inexplicável do deserto, o verde quase inacreditável de seus palmeirais, as magnifícas montanhas do Atlas e principalmente a doçura única de seu povo, fazem do Marrocos um destino imperdível para qualquer viajante deste planeta.




