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Lia_JP

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  1. Se você topar, para mim seria perfeito de 25 a 29/05. Mas não sei se dou conta de fazer em dois dias... Rss Perdi meu telefone e devo ficar mais alguns dias sem WhatsApp. Mas me adiciona (te mando o número por mensagem privada) e te respondo logo que estiver online de novo. Fica mais fácil combinar. ;-]
  2. Evitar feriados e ir no inverno seria perfeito para mim. Este ano, tenho a agenda toda disponível. ;-] Você tem alguma data em mente? De qualquer forma, é bom começar a ver passagens e a planejar... Mais alguém para compor o grupo? Abraço!
  3. Oi, Philipe e Vinícius. A travessia está confirmada? Eu gostaria de finalmente fazer a trilha este ano e procuro companhia.
  4. Oi, Rafael. Muito obrigada pela resposta. Ajudou muito, sim! Eu estava decidida pela Theodoro de Oliveira - Boca do Mato, mas, como a intenção era acampar, desisiti. Acabamos indo pra Serra Queimada. Descobri com o pessoal da Lumiar Aventura que não tem água lá no topo, mas que a última fonte da trilha é próxima. Então fomos! Bom.. o lugar é excepcional! Um dos mais bonitos em que já acampei. (Dificilmente basta você abrir a porta da barraca para ver um nascer do sol de cair o queixo!) Mas nos perdemos no pasto do sítio antes da entrada da trilha e gastamos quase duas horas nisso. Chegamos na Serra já noite fechada, com duas crianças parte em pânico por causa da escuridão, parte encantadas com os vaga-lumes. E a água não era assim tão perto. Foi puxado! Mas recomendo!! Tanto para adultos escolados, quanto para crianças maiorzinhas, que encarem bem três horas de caminhada (ou que possam ser carregadas, se preciso). Os (33) minúsculos sapinhos pingo-de-ouro que encontramos na descida encantaram as meninas! Para não se perder: as orientações desse post são boas http://friburgotrekking.blogspot.com.br/2012/05/boa-esperanca-de-cima-x-sana.html, mas o traçado da estradinha dentro do sítio, depois da primeira porteira, foi alterado. Uma curva de nível acima da casa, pegue a bifurcação à direita, antiga, coberta de capim. A porteira pro início da trilha fica entre a fileira de eucaliptos nos limites da propriedade à direita. Não suba seguindo a estrada nova até o fim do pasto, como nós fizemos, acreditando que o caminho era pelo vale à esquerda. Tem uma espécie de charco lá em cima da Serra, na segunda área de camping, que fica um pouco abaixo da primeira área. A água é bem parada, mas limpa, e serve bem para a higiene. Esse charco deve sumir nos meses mais secos. A última água de nascente fica uns 15 a 20 minutos antes do topo da Serra e não corta a trilha - é preciso entrar um pouco no mato para encontrá-la. Na próxima, vamos tentar a Theodoro - Boca do Mato. Já fomos ao parque dos Três Picos, mas ainda não conheço o jequitibá. Preciso só achar um bom lugar pra acampar nessa região, mesmo que seja num desses refúgios. ; -) Se você tiver dicas, agradeço! Grande abraço!
  5. Bom dia, Rafael. Muito obrigada por compartilhar seus relatos - estão ótimos, como sempre! Tenho algumas perguntas e agradeço se você puder ajudar. Pretendo fazer uma caminhada com duas crianças (10 e 12 anos) no próximo feriado e a intenção é acampar pelo menos uma noite. Minha filha já fez algumas caminhadas conosco, mas a outra menina nunca caminhou, nem acampou. Então queria algo leve... um passeio. ;-] Pensei em fazer a travessia Theodoro de Oliveira - Boca do Mato, ou em subir e descer a Serra Queimada pelo mesmo caminho (passando pela Indiana Jones). As perguntas são: Você acha que o primeiro trecho da travessia vale a pena? Pensei em cortar essa primeira parte e começar a caminhada no segundo trecho, na RJ 116. Você lembra de algum bom lugar para acampar no caminho? (Com criança, sempre é bom saber onde você vai parar. Rss.) E como é o topo da Serra Queimada? Tem água? Quanta água? Tem espaço para duas barracas? Vou enviar meu e-mail por MP e agradeço se você puder compartilhar o tracklog da travessia. Abraço!
  6. Pessoal, Vou fazer a travessia do Vale do Paty (Capão - Andaraí) sem guia nos próximos dias. (Tenho razoável experiência em caminhadas, inclusive sem guia, e já conheço o Paty, então estou tranquila.) A questão é a seguinte: a ideia original é levar a estrutura de acampamento, mas economizar no peso da comida e jantar nas casas dos moradores. (É legal também pra aproveitar a culinária local e deixar uma graninha extra na região). Mas não consigo descobrir se consigo jantar na casa dos moradores! Todos falam em "agendar com antecedência". Como?? Alguém tem os telefones? (Fui com guia na primeira vez e não peguei maiores informações sobre isso...) Além disso, alguém recomenda algum lugar em especial? Onde acho a melhor comida, enfim? ;-] Acho que a Igrejinha na primeira noite e a casa do seu Jóia na última são quase obrigatórias, correto? Mas e no segundo? Dona Raquel? Seu Wilson? Outro? Muito obrigada!
  7. Paloma, Quanto tempo de barco desde Cruzeiro do Sul? Você sabe se existe a possibilidade de aluguel de um barco menor, para apenas duas ou três pessoas? Acha que os preços variariam muito? Muito obrigada! Abraço!
  8. Valeu pela dica, Otávio! É meu medo - espero que não aconteça o mesmo conosco! Heheheh Abraço!
  9. Depois de diversas viagens e nenhum relato, vou falar um pouquinho sobre meu último trekking. Para recuperar o gosto pela escrita e para tentar enriquecer o “Mochilando com crianças”, que infelizmente é meio pobre. ;-] A trilha: Tem cerca de 19km e pode ser feita em um, dois ou (como no nosso caso) mais dias. Pode ser iniciada no abrigo Rebouças (2444m) ou no Vale das Cruzes (1316m). Existe uma outra saída que leva a (ou sai de) algum lugar próximo à cachoeira do Escorrega, em Mauá, mas parece que esse caminho é proibido pelo parque. Quem não tiver transporte particular também precisa contar com os trechos desde a estrada até a portaria do parque (cerca de 17km de estrada de chão em boas condições), desde a portaria até o abrigo Rebouças (cerca de 3km de estrada de chão em más condições) e desde o vale das Cruzes até a estrada (cerca de 3km). Num resumo muito resumido, a trilha começa quase plana, seguindo o mesmo caminho que leva às Agulhas Negras. Após uma bifurcação sinalizada, começa a subida até o ponto mais alto da travessia, a 2575m. Outra bifurcação sinalizada leva em direção à Pedra do Altar, aos pés da qual passamos logo em seguida. Há uma descida até o vale do Aiuruoca e um pequeno desvio na trilha leva até a cachoeira. Seguindo pelo vale, contornamos os Ovos de Galinha e subimos novamente até um mirante que permite ver o Vale dos Dinossauros e os picos do Maromba e Marombinha (2507m). A trilha desce até o vale dos Dinossauros, onde está o Rancho Caído. Após pequena subida, tem início a descida do Mata-Cavalo, trecho exposto ao sol, acidentado e escorregadio (se molhado). Toda a trilha desde a cachoeira é sinalizada com estacas vermelhas de madeira. E então a trilha entra na mata e segue, sempre descendo, até o Vale das Cruzes (1316m), entre Mauá e Maringá. No trecho de mata, as estacas são bem raras e não há nenhuma sinalização nas bifurcações. As distâncias aproximadas são: Rebouças - cachoeira do Aiuruoca (6,5km); cachoeira - Racho Caído (5km); Rancho Caído - vale das Cruzes (7,5km). O relato: Caminhar por aí tomou boa parte do meu tempo durante alguns anos. Não que eu tenha saído numa longa viagem ou decidido percorrer uma trilha tão longa quanto a Pacific Crest Trail. Mas decidi aproveitar a saúde e o bom momento financeiro para gastar todo o meu tempo livre caminhando por aí. Tinha (e ainda tenho!) que trabalhar oito horas por dia útil durante onze meses do ano, mas usei todos os finais de semana, feriados e férias possíveis e fui caminhar em diversos cenários: Peito do Pombo, Monte Roraima, Serra dos Órgãos, Cotopaxi, Lapinha - Tabuleiro, lençóis maranhenses e Vale do Pati foram os principais (e mais belos) destinos. E aí… comecei a namorar um cara com uma filha de sete anos. Nosso primeiro programa juntos, planejado por mim e ainda sem que ela soubesse do namoro recente, foi uma caminhada curta numa área de preservação da cidade, com piquenique no final. Descobri rápido que a mocinha não tinha nenhuma paciência com caminhadas, não tinha muita intimidade com o mato, tinha muito medo de aranhas e não gostava de bolo de limão. Lembrando hoje, penso: mas que ideia! Trilha (ainda que curta) e bolo de limão! Que criança gosta dessas coisas? Rsss. (Acho que é porque eu gostava, quando criança.) A vida teve que se adaptar. Mas insisti na ideia de levar a mocinha pro mato: passamos férias em Bonito, visitamos cachoeiras no SANA, acampamos na ilha do Mel. E, já tendo feito passeios curtos e acampado, comecei a ambicionar o passo seguinte: caminhar, acampar no mato & caminhar de novo. Pesquisei sobre algumas alternativas, mas não encontrei muita coisa. Não queria voltar pra acampar em camping - queria tomar banho de rio e ver apenas as luzes das nossas lanternas durante a noite! E aí surgiu o mega feriado de Páscoa, Tiradentes e São Jorge! Como usar bem essa rara oportunidade de passar seis longos dias longe do escritório?? Pensei logo na Lapinha - Tabuleiro, que é a travessia mais querida do meu coração. O marido chiou porque achou muito longa, mesmo com o apoio de mulas. Consultei o fórum e consultei o google, inclusive em inglês, pois a informações em português se revelaram escassas. Pedi umas dicas pro Nilton e pro Augusto, que são mochileiros com filhos e deram razão pro marido em relação à Serra do Cipó. O marido também consultou um amigo mochileiro que tem filho. Achei dicas básicas e interessantes nesse artigo http://www.australiangeographic.com.au/outdoor/skills/2012/11/trekking-with-kids: não tenha preguiça (você!); uma criança pode caminhar a sua idade em km e carregar a metade da sua idade em peso (embora isso naturalmente varie de acordo com o terreno e de acordo com cada criança); acampe cedo e leve as crianças para brincar etc. Nessas buscas, uma palavra começou a se destacar: Itatiaia! Como é que eu nunca tinha lido nada sobre a Rebouças - Mauá? Não sei. Mas li a respeito. Gostei. Convenci o marido. Planejamos alguns detalhes. E fomos! Antes de viajar, pegamos o tracklog da trilha com o Rafael Santiago, demos camisetinha de trekking e mochilinha de 20L com barrigueira pra mais nova mochileira e compramos um punhado de bolinhos Ana Maria (argh!) & outras porcarias pra servir de lanche de trilha. Também fiz e levei um joguinho simples, que chamei de “Quem viu?” e que tinha fotos de alguns atrativos da trilha, como o pico das Prateleiras, os Ovos de Galinha, a araucária, o sapo flamenguinho e a pomba amargosa, cada um com a sua pontuação. Ganhava os pontos quem encontrava os atrativos - e os pontos seriam revertidos em doces no final: picolé pinta-língua, mentos, cuca de nata etc. No último minuto, peguei o Lobinho, um cachorrinho de pelúcia da pequena. Passamos o primeiro dia do feriado descansando em casa e organizando as mochilas. No sábado, fomos de carro até Itamonte, jantamos no restaurantezinho italiano que fica na frente da igreja (delícia! recomendo!) e dormimos no Hotel Rainha, que é simples e limpíssimo (também recomendo! R$120 para os três). Depois do café-da-manhã antecipado que o pessoal do Hotel providenciou, esperamos mais de uma hora pela chegada do carro que iria nos levar até o abrigo Rebouças. Combinei o transporte de ida e o resgate com o Billy (35 91283687 - R$360, incluindo os trechos Itamonte - Rebouças e Vale das Cruzes - Itamonte), que apareceu a pé cerca de 40min depois do combinado e ficou esperando conosco pelo jipe. Eu tinha perdido o prazo de dez dias úteis para fazer a reserva antecipada para a travessia (atualmente, é feita direto no site do parque: http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/) e queria chegar na portaria do parque cedinho, para garantir a nossa entrada. Mas acabamos saindo do Hotel só pelas 7h! Apesar disso, conseguimos entrar com facilidade: o limite de 20 pessoas realizando a travessia ficou bem longe de ser alcançado - encontramos apenas um casal (por coincidência, amigos do Rafael Santiago e usando o mesmo tracklog que nós) no primeiro dia e vimos duas outras pessoas, à distância, no segundo dia. Pagas as taxas, voltamos para o carro e seguimos até o Rebouças (2444m), a 3km de estrada de chão bem ruim de distância. Não vou descrever a trilha porque outros relatos já fizeram isso (e muito bem!) antes de mim. Mas vou dividir minhas impressões. É lindo nos arredores do abrigo e vale a pena ir até lá para ver as Agulhas Negras, mesmo que de longe. Nesse primeiro trecho, a trilha é fácil e, provavelmente em função da grande quantidade de pessoas que fazem a caminhada até a cachoeira do Aiuruoca, bem marcada e bem sinalizada. A pequena mochileira adorou a ponte pênsil, colocou a cabeça do Lobinho para fora da mochila, para que ele pudesse apreciar o caminho, aderiu ao jogo toda entusiasmada depois que eu identifiquei as Prateleiras e reclamou só um pouquinho de cansaço na subida que leva ao ponto de maior altitude da travessia: 2575m. Logo que começamos a descer, teve início a disputa pelos Ovos de Galinha, que foram finalmente avistados pela mochileirinha. O tempo nublou e acabamos passando frio na cachoeira do Aiuruoca, onde aproveitamos para almoçar. Foi meio decepcionante para ela não tomar banho na cachoeira, mas o pula-pedras substituiu parcialmente o banho esperado. Seguimos em frente, tomando o caminho da esquerda e nos afastando de praticamente qualquer pessoa pelos próximos dois dias. O primeiro sapo flamenguinho, pequenininho e de barriga vermelha, foi encontrado pelo marido no vale do Aiuruoca e causou grande alegria! Como a intenção era fazer caminhadas curtas, terminando a travessia em três dias, começamos a procurar um local para acampar. Paramos perto da bifurcação que leva aos Ovos e nos dividimos: o marido e a pequena foram explorar os Ovos e eu segui adiante pela trilha, à procura de um local melhor para acampar. Fui até o Mirante e não encontrei nada! Ao longo da travessia, são quase inexistentes os locais livres de pedras e de vegetação a ponto de permitir o acampamento! Acabamos acampando aos pés dos Ovos de Galinha, ocupando um trechinho em que a trilha para os Ovos era mais larga do que o normal e onde a duras penas conseguimos posicionar a barraca. Havia um pouquinho de água corrente por perto, onde a água rasa da grande área pantanosa começa a descer e a virar riacho. E uma boa quantidade de lajes de pedra, numa das quais montamos nossa cozinha. Também explorei os Ovos e, depois, com fome e sem muito mais a fazer, decidimos jantar. Comemos observando uma grande nuvem branca por trás das montanhas, que se tornava rosa com o cair do sol e ao mesmo tempo relampejava com vontade! E foi só o tempo de comer - e começou a chuva! Entramos na barraca quando os pingos engrossaram um pouco e a chuvinha logo virou temporal, que pareceu durar a noite inteira. Os raios me faziam pensar no casal que passou por nós e acampou mais acima, perto do mirante. O som da água correndo banhado abaixo parecia o de uma grande cachoeira e me fez pensar várias vezes na posição da nossa barraca: longe da água, mais acima, tudo ok. Senti muita falta do meu isolante inflável, que desapareceu de casa (esquecido em algum lugar na última viagem?): além da parte dura de uma touceira de capim, que ficou posicionada anatomicamente na minha região lombar, a umidade acumulada no fundo da barraca invadiu parte da minha cama no meio da noite. Acabei encarapitada no isolante inflável do marido e passamos a noite acordando um ao outro para revezar o lado em que dormíamos, já que por algum motivo eu não conseguia ficar muito tempo deitada sobre o lado direito - e ele, sobre o esquerdo. Uma beleza! Rss. Felizmente, a mocinha nada sofreu e não tivemos maiores baixas, já que nem as mochilas que ficaram do lado de fora, no avanço, molharam. Nota 10 para a minha barraquinha! Na manhã seguinte, segunda-feira, ficamos de olho na direção da trilha, em busca de sinais de vida do casal que ia à frente. Felizmente, eles também sobreviveram aos raios, pois logo acordaram, desmontaram acampamento e partiram. Nós ainda demoramos um pouco para seguir no mesmo rumo - antes, foi preciso secar a barraca e o meu saco de dormir. A trilha neste segundo dia foi um pouco mais difícil, pois estava muito molhada e tinha trechos tremendamente escorregadios. Mas tínhamos pouco a andar e, depois de alguma discussão a respeito das regras do jogo (apenas o primeiro sapo vale ponto ou cada um dos que for avistado conta? etc.), da contagem dos pontos de algumas araucárias e de mais alguns flamenguinhos, chegamos ao Rancho Caído. Almoçamos por lá, montamos acampamento, tiramos um cochilo, passeamos pelos arredores, subimos em pedras, tomamos banho de riacho, vimos as nuvens baixas invadirem o vale. Jantamos com calma, observamos estrelas e fomos “atacados” pelos muitos camundonogos, que quase chegaram a pegar a comida das nossas mãos. A mochileirinha caminhou bem, ficou um pouco entediada durante a tarde de descanso, foi a primeira a ver um camundongo e, no final da noite, declarou que estava triste porque o dia seguinte já seria o último. Confesso que cantei vitória antes da hora! ;-] Porque o terceiro dia não foi moleza! Teoricamente, teríamos que caminhar sete quilômetros, pouco mais do que nos dias anteriores. Levando em conta o grande atraso do nosso transporte na ida, pedi que o Billy estivesse nos esperando no Vale das Cruzes pelo meio-dia. Considerando o ritmo dos dias anteriores, saímos pouco antes das oito e achamos que conseguiríamos chegar com folga até a uma hora. Mas a trilha e a pequena mochileira realmente não colaboraram! A descida do mata-cavalo é longa e continuava escorregadia - e, entre outras reclamações, a pequena de repente desencavou o antigo medo de aranhas. Ela mesma disse que, nos dias anteriores, tinha ficado distraída com o jogo e tinha esquecido do medo. Leia-se: o temido tédio de repente chegou com força! Tivemos que conversar, explicar pela décima vez que é uma sorte ver uma tarântula, pois elas são raras, falar do livrinho da menina que tranforma o lobo num bolo e, finalmente, brigar e pedir que ela simplesmente caminhasse, oras! Isso tomou tempo. E logo depois tive que dar certa razão para algumas reclamações dela, pois a trilha entrou na mata e se revelou bem chata de percorrer, com uma espécie de bambu de pequeno porte tomando o caminho e arranhando braços, pescoços e rostos. Era bambu que não acabava mais! Andamos mais de seis horas e, já bem atrasados para o resgate, não paramos nem para comer. O que, claro, gerou ainda mais insatisfação. Devo admitir que esse trecho foi muito mal planejado: em duração, paradas, atrativos para o jogo - e no resgate. Ao chegarmos ao Vale das Cruzes, atrasados, cansados e com fome, não encontramos o nosso resgate. Eu não conhecia o local - e o Billy, sabendo que eu queria poupar quilômetros por causa da pequena, combinou o resgate num boteco logo após a bifurcação que vai para a cachoeira do Escorrega. Imaginei que a tal bifurcação ficaria a uma centena de metros do final da trilha - mas algo assim estava a mais de 3km! E o celular do Billy estava fora de área. Indignados e sem alternativa, continuamos caminhando pela estrada. Nesse trecho, aliviada com o “fim” e distraída pelas casas e cachorros do caminho, a pequena voltou a andar bem. Mas estava cansada, como nós. Já tínhamos percorrido cerca de metade do caminho pela estrada de chão quando o Billy finalmente retornou a ligação e me explicou o mal-entendido: ele achou que pegaríamos a bifurcação que segue para a cachoeira do Escorrega, apesar de eu ter falado diversas vezes: v-a-l-e d-a-s c-r-u-z-e-s. Não importa. Sentamos no gramado à frente de um restaurante simpático e bebemos cervejas e Schwepps gelados para comemorar, enquanto esperávamos pelo resgate. A mochileirinha também ganhou seu sanduíche de almoço, enfim! Logo chegou o Billy e partimos de carro para Itamonte, numa viagem de mais de duas horas que lamentei não ter economizado pedindo o resgate com o nosso próprio carro. Chegamos lá perto das 18h e abortamos a ideia de voltar para casa no mesmo dia: pedimos um quarto no Hotel Rainha e saímos para comer uma merecida pizza, a primeira comida que víamos praticamente desde o café-da-manhã. Felizmente, quarta-feira era feriado de novo. Salve, São Jorge! O balanço: Fiquei meio desanimada com o terceiro dia e passei a quarta-feira com uma vaga sensação de fracasso. Quando perguntada, a pequena disse que não gostou da experiência, pois teve que caminhar demais. Mas, hoje, acho que valeu a pena! Que a experiência teve seus altos e baixos, mas foi um sucesso! Na média, a mochileirinha se saiu muito bem e foi uma ótima companheira de caminhada. E agora acredito que a pequena vai acabar guardando mais lembranças boas do que ruins. E o marido já veio me falar em férias a três na Patagônia - com a caminhada do “W” incluída. :-] As dicas: - Conheça bem as distâncias e tempos estimados de deslocamento, para organizar bem as paradas e as refeições e para ter na ponta da língua a resposta pro inevitável “falta muito?”. - Pesquise sobre a trilha para antecipar atrativos e estimular o interesse dos pequenos - o tédio é o principal inimigo. - Envolva as crianças em atividades acessórias, como o banho de rio e o preparo da comida. - Economize distâncias que podem ser percorridas de carro e planeje bem o transporte. - Se for fazer a Rebouças - Mauá com seus pequenos, considere que a trilha na mata é mais puxada do que parece - e mais entediante do que a caminhada no campo aberto de altitude. - Não tenha preguiça! Vale a pena! ;-]
  10. Pessoal, Ainda estou tentando organizar a logística para (tentar) fazer a travessia Rebouças - Mauá via Rancho Caído no próximo feriado. Alguém pode me ajudar? Preciso: == do contato de alguém de Resende ou Itamonte para o resgate da travessia. Pensei em deixar o carro no vale das Cruzes e, de lá, seguir pra portaria do parque. (Mesmo que fique meio caro: estou com uma criança de nove anos e sem a garantia de entrada no parque.) Mas também vale o contrário: alguém que nos resgate no vale das Cruzes e nos leve pra Itamonte pra pegar o carro. == do tracklog da travessia. Valeu! :-]
  11. Estou começando a pesquisar preços para a trilha Inca em outubro/2013, mas achei os primeiros que vi bastante caros: acima de US$400. Alguém pesquisou preços recentemente? É isso mesmo? Abraço!
  12. Pessoal, Alguém tem uma indicação de hospedagem em Andaraí? Pretendo ficar por lá depois da travessia do vale do Paty e acho que vai ser meio cansativo procurar na chegada... Além disso, agradeço se alguém tiver informações atualizadas sobre transporte entre as cidades/vilas dessa região: Andaraí => Igatu, Igatu => Mucugê e Mucugê => Ibicoara. Não há mesmo nenhum transporte público? É possível conseguir um "táxi" ou preciso contar com as pernas e carona? Se for possível, alguém tem ideia de preço? Muito obrigada! Abraço, Lia
  13. Oi, Psoares. Desculpa, mas já não lembro exatamente quanto tempo leva. Mas com certeza a viagem não dura mais do que duas horas... fui, passei um bom tempo na cachoeira e voltei ainda perto das 11h da manhã. O problema é a viagem para Laranjal do Jari... prepare o espírito porque são horas e horas sacolejando numa estrada de terra. :-] Se você for até lá, conte aqui o que achou! Abraço, Lia
  14. Oi, Rodrigo! Muito obrigada, mas eu fiz a travessia no último feriado. Recomendo: a região é realmente muito bonita!! Se você precisar de qualquer coisa, é só falar. :-] Vou aproveitar pra responder minhas próprias perguntas: - A dona Ana Benta está sem telefone. - Não dá para passar por dentro da Serra do Breu e ainda chegar na dona Ana Benta no mesmo dia, se você começar de tarde. O transporte BH - Santana do Riacho - Lapinha demora mais do que dizem e, com sorte e sem parar para comer, dá para começar a caminhar lá pelas 14h, o que já deixa o tempo meio apertado até para chegar na casa da dona Ana sem passar por dentro da Serra. - A amiga que estava comigo teve um probleminha de saúde e, por isso, dormimos na Lapinha e só começamos a caminhar no dia seguinte. Tivemos só dois dias para completar a travessia e abortamos a ideia de passar por dentro da Serra. Então não sei dizer quanto tempo leva. Mas parece valer a pena: o visual lá de cima deve ser realmente muito bonito! E algumas dicas: - o camping das Bromélias, na Lapinha, é ótimo: pessoal simpático, banheiros limpíssimos e café-da-manhã delicioso! (R$25 por pessoa com café) - o pico do Breu não é o pico que se vê do povoado! Já vi diversos relatos de pessoas que se perderam por acreditar nisso... e confirmei que o pessoal do povoado indica esse pico como sendo o Breu. Na verdade, esse é o pico da Lapinha, do Cruzeiro ou do Cristal e tem apenas 1m de altitude a menos do que o próprio Breu. Para ver o Breu de verdade, é preciso seguir para a direita depois da ponte sobre a represa, cruzar a serra e ainda caminhar um bocadinho do outro lado. - fizemos a travessia sozinhas, usando apenas o guia do Guilherme Cavallari (http://www.kalapalo.com.br/) e um mapa que peguei aqui: http://www.bemvindocaminhante.com.br/. O guia do Guilherme foi ótimo no primeiro (Lapinha - casa da dona Ana Benta) e nos demais trechos, mas deixou a desejar no segundo (casa da dona Ana Benta - casa da dona Maria): nós não encontramos a trilha depois que saímos da casa da dona Ana Benta e o guia não ajudou em nada: cadê os desenhos das estradas no mapa?? Cadê outros pontos de referência? Aí o outro mapa foi fundamental: vimos que, apesar de ser mais longe, era possível seguir um pedaço pela estrada e voltar à trilha depois da porteira de entrada do parque estadual da Serra do Intendente. Ainda assim nos perdemos um pouco nesse trecho: são muitos os caminhos que se cruzam! Mas tínhamos uma bússola, percebemos logo que a estrada seguia para o lado errado, voltamos, pegamos a outra estrada, encontramos a porteira e então a trilha voltou a ser uma só e os marcos indicados pelo Guilherme reapareceram. Em resumo: é realmente fácil, mas é melhor levar bons mapas e/ou guias, uma bússola e um bom senso de direção. - o cafezinho do seu Zé é delicioso! - se tiver que escolher, vá à parte alta da cachoeira: a vista de lá é fantástica! E o poço lá de cima é perfeito para banho também, embora não seja nem de perto tão grande quanto o lá de baixo. Acho que é isso... :-]
  15. É, Márcio... muito caro mesmo! :-/ A dificuldade de transporte dos produtos para esses lugares mais isolados com certeza encarece os preços. Imagina quanto viaja o combustível dessas embarcações! Mas também é fato que não existe estrutura para o turismo nessas regiões e, em muitos casos, as pessoas cobram pensando nos "gringos" e seus dólares. De qualquer forma, a região vale muito a pena! E conhecer lugares como as Anavilhanas e o Canal Perigoso pode ser consideravelmente mais barato se você tiver com quem dividir os custos! :-] Abraço!

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