Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
#804712 por FRANCISCO CARDOSO
02 Fev 2013, 23:01
Aproveitando minha viagem para a cidade de Alagoa, Sul de Minas Gerais para passar as festividades do fim do ano de 2012, procurei programar pelo menos um trekking na região. Não programei vários porque sei que nessa época do ano chove bastante por lá. As chuvas quando não são contínuas, vem em forma de fortes pancadas de fim de tarde, com muitos raios e trovoadas. Consultei a previsão do tempo e os modelos eram estes mesmo, confirmando o costume. Assim, programei ir ao extremo norte da Serra do Ouro Fala, local que há muito tempo pretendia visitar. Meu objetivo era exploratório e para conhecimento in loco da Serra, visando maior e nova incursão no próximo período de inverno.

A Serra do Ouro Fala está localizada no município de Aiuruoca, MG, bem próxima à divisa com o município de Alagoa. Situada à leste da localidade rural de Pedra da Campina (município de Alagoa); do outro lado do Rio Aiuruoca (margem direita) no município de Aiuruoca; esta serra faz parte da minha vida desde criança, pois da casa onde residi eu a via todos os dias. É sem dúvida a Serra que mais vi na vida! Por isso, tenho um carinho especial por ela!!!

Segundo a carta topográfica da região (Alagoa - IBGE - no meu simples Blog há o link para cartas topográficas), a Serra do Ouro Fala possui altitude que varia entre 1700 a 2073 metros. Bem, neste trekking não levei equipamentos para medição, mas creio que essa altitude seja um pouco conservadora, uma vez que, em praticamente todos os topos da região, as medidas extra oficiais obtidas pelos visitantes são sempre superiores às lançadas na Carta Topográfica. Isto vale para o Pico do Papagaio, Bandeira, Garrafão (ou Santo Agostinho) e Mitra do Bispo, dentre outros. Vale dizer que a Serra do Ouro Fala é pequena em extensão e trata-se de uma crista no sentido Sul-Norte. É formada por três cumes, denominados Toca Grande, Conquista e outro sem nome, que é onde eu fui e o chamei de Pico Norte (alguns nativos chamam-no de Mandiocal).

Para acessar a serra, na face oeste, voltado para a localidade de mesmo nome (Ouro Fala), as bases de acesso que outrora eram pastagens, encontram-se atualmente cobertos por matas em formação, cujo acesso seria muito complicado, um vara mato trabalhoso. No lado leste, voltado para a localidade rural chamada Nogueira trata-se de um desfiladeiro, misto de campos de altitude e rochas, cujo acesso seria bastante complicado para quem como eu não seja escalador. O extremo sul é voltado para a Mitra do Bispo, com amplas áreas de matas fechadas. Desse modo, o acesso mais fácil seria aquele através do extremo norte, bem próximo à estrada de terra que liga Alagoa a Aiuruoca, cruzando o Rio Aiuruoca, entre as localidades rurais de Campina e Nogueira, acessando assim o pico norte através de pastos e campos de altitude.

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A Serra do Ouro Fala pela manhã. Da esquerda para a direita: Pico Norte, Conquista e Toca Grande

Conforme programado, na manhã do dia 26 de dezembro de 2012 deixei a localidade de Pedra da Campina, município de Alagoa, Sul de Minas Gerais, às 07h00 da manhã rumo ao Pico Norte da Serra do Ouro Fala. Tomei a estradinha de terra que liga Alagoa a Aiuruoca, sempre pela margem esquerda do Rio Aiuruoca. Caminhada tranqüila e 15 minutos depois já estava na divisa entre os municípios de Alagoa e Aiuruoca. Mais cinco minutos de caminhada já passava pelo simpático arraial de Campina, já no município de Aiuruoca. Continuei descendo pela estradinha que margeia o Rio Aiuruoca, rejeitei uma carona do meu irmão (pois já estava no final da caminhada pela estrada) e dez minutos depois cheguei ao ponto em que deveria deixar a estradinha. Desde o princípio da caminhada, o meu destino final estava às vistas e assim continuaria até o cume.

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A localidade de Campina. Acima meu destino

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Meu destino: aquele topo

Saí da estradinha e tomei então a trilha em uma bifurcação à direita e uns dez metros adiante estava na entrada de uma pinguela sobre o Rio Aiuruoca. Nesse ponto do Rio Aiuruoca sempre existiu uma pinguela e quando estava indo de Belo Horizonte para Alagoa, ao passar nesse local tomei o cuidado de conferir se a dita cuja estava lá. Agora, ao chegar a pé no local constatei que a pinguela era sustentada por cabos de aço, com tábuas e corrimãos em ambos os lados, que facilitam a passagem. Antigamente usava-se apenas um pinheiro como pinguela. Esta pinguela atual é bem feita e amarrada, porém balança bastante.

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[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=PwbzzNOklUo[/youtube]
Pinguela sobre o Rio Aiuruoca. Há um video (link acima) mas não tô conseguindo colocá-lo aqui!

Atravessei a pinguela e imediatamente na margem direita do Rio Aiuruoca tomei a trilha bem demarcada à esquerda. Desci por um curto trecho dentro de uma capoeira rala e cheguei a um “quebra-corpo” (ou colchete, como chamam alguns). Ao atravessá-lo rasguei a camisa no arame farpado. Menos mal. Saí então em uma estradinha que liga sítios e fazendas na região. Tomei o sentido da esquerda e caminhei por uns cem metros. Nesse ponto constatei que seria o momento ideal para deixar a estradinha e comecei a subir pelo pasto acima, sem trilha definida, me orientando apenas pelo visual.

O orvalho começou a incomodar e a bota começou a molhar. Mas fazia calor e o sol já ardia quando cheguei a uma divisa de pastos, onde atravessei uma cerca de arame farpado e descansei um pouco sob a sombra de uma bela árvore. Eram quase 08h00 da manhã quando retomei a caminhada. Igualmente fui subindo um pasto, sem trilha, meio na diagonal e cheguei até um ponto plano, na cabeceira do pasto. Nesse ponto já era possível ver no sentido Norte parte da crista da Serra do Papagaio, com destaque para o Pico do Bandeira. Nova parada para descanso.

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Trecho da Crista da Serra do Papagaio entre as Serras do Cangalha (E) e Goulart (D)

Retomei a caminhada e haviam sinais de uma trilha bem desgastada, que logo cruzava uma matinha rala, porém muito bonita. Dentro da matinha a trilha é bem definida! Ao chegar do outro lado, constatei que logo abaixo havia um retiro (curral) de gado. Havia apenas gado solteiro no local, que ficaram assustados com minha presença. Imagino que raramente vêem gente por ali. Não fui ao curral e continuei subindo por uma trilha pasto acima, à beira da matinha rala.

Atravessei uma cerca, desci um pequeno lance e cheguei a um ponto de água pouco acima do curral de gado. A água é pouca e escorre de umas pedras, entremeada a muitas raízes de uma figueira. É límpida e gelada. É o penúltimo ponto de água que localizei, mesmo assim, é recomendável o uso de purificador se for necessário bebê-la, pois há gado no local! Fiz nova parada, pois a subida é forte e estava pingando de suor. A essa altura constatei que gastaria mais de uma hora para chegar ao cume do Pico Norte da Serra do Ouro Fala.

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Ponto de água

Retomei a subida agora mais íngreme e fui beirando uma “mancha de mato” por onde desce a água. Mais acima fui um pouco para a esquerda e constatei novo ponto de água, porém precário, com muitos sinais de que o gado o utiliza também. Contornei a mancha de mato e dei uma guinada para a direita em um trecho bem íngreme, beirando uma velha cerca de arame farpado. Constatei que ali acabava o trecho de pasto e após a fina tira de mato iniciava-se o longo trecho de campos de altitude. Fiquei feliz e até fiz uma paradinha. Já passava de 08h40 da manhã e fazia muito calor. Nuvens de chuva já começavam a formar em pontos diversos.

Atravessei a cerca de arame, pratiquei um curto vara-mato cheio de perigosas samambaias secas e cheguei à área de campo de altitude. Aí fiquei preocupado, pois o capim chegava quase à minha cintura e estava fofo, aliás, fofinho. Era uma pisada e afundava-se todo! Fui subindo meio em diagonal indo mais para a esquerda para fugir de um trecho bastante íngreme. Depois foi só mirar o topo e ir subindo. Foram várias paradas morro acima e o cume parecia cada vez mais longe. As pernas já estavam cansadas quando cheguei a uns sinais de antiga cerca de arame, que restaram somente alguns mourões.

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Campo de altitude. Foi difícil subir e o topo parecia distante!

Fiz uma parada maior para fotografar as belas Serras do Papagaio, Cangalha, Campina, Paiol, Tamanduá, Guapiara, Nogueira, além do belo vale do Aiuruoca lá embaixo, bem embaixo. Retomei a caminhada e comecei a encontrar muitos formigueiros camuflados no capim seco. Uma armadilha para os desavisados. Algumas mutucas enjoadas insistiam em me tirar do sério. Distribui tapas pra todo lado e depois elas sumiram eheh.Fiz um esforço maior, respirei fundo, mirei o cume e rapidamente cheguei. Eram 09h40 da manhã. E apesar da curta distância, não foi fácil chegar até lá. Creio que o desnível enfrentado foi em torno de 700 metros, mais ou menos. E o campo de altitude foi cruel. Mas agora era curtir o topo. Porém, a curtição tinha que ser rápida. Nuvens de chuva formavam por todos os lados.

Rapidamente caminhei em direção ao lado Sul para investigar se seria possível desse ponto acessar o Pico da Conquista, uns 200m mais alto que o Pico Norte. Constatei que a base é formada por uma matinha rala e no topo um pouco mais limpo. Logo constatei ser perfeitamente possível acessá-lo partindo desse ponto e caminhando pela crista. Viva: diversão garantida para o próximo inverno! A minha dúvida era porque, visto do lado oeste, há um rochoso aparentemente perigoso à distância! Cumprido então o objetivo principal desse trekking!

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Pico da Conquista: É possível acessá-lo deste ponto!

Fui então observar e contemplar os topos das serras que contornam toda a região. Para o lado Sudeste/Sul há as Serras do Grafite, Condado, Planalto de Itatiaia e algumas serras da região de Itamonte. Além do Agulhas Negras que estava coberto por nuvens, foi também possível observar bem ao longe a região da Serra Fina, também coberta por algumas nuvens nos topos.

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Direção Sul: Serra Condado e Planalto de Itatiaia

Na direção Oeste, destaque para a Serra do Capoeirão, por onde sobe a estrada que liga Alagoa a Itamonte e a Serra e o Pico do Garrafão, com seus 2359m de altitude (IBGE); além das serras da região do Charco (sentido do município de Baependi) e da Serra do Paiol, que é um belo rochoso. Na região do Garrafão é onde fica a sede do Parque Estadual da Serra do Papagaio; além de ruínas de túneis de mineração.

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Serra do Capoeirão (E) e Pico do Garrafão (D)

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Serra do Paiol

Para o lado noroeste/norte há as serras da Campina, Cangalha e do Papagaio. Esta bem próxima, sendo possível observar detalhes. Pela crista da Serra do Papagaio desenvolve-se parte da Travessia do mesmo nome, que liga os municípios de Aiuruoca e Baependi.
Na direção nordeste/leste é possível ver as serras da Guapiara, Tamanduá, Quatro Olhos (topos da Serra Verde) e Nogueira, além da cabeceira do desfiladeiro leste da própria Serra do Ouro Fala.

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Serra do |Paiol (E) e Campina (D)

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Ponta da Serra do Cangalha (E) e a crista da Serra do Papagaio

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Pico do Papagaio e Vale do Aiuruoca

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Serras da Guapiara e Tamanduá


Deixando as cabeceiras e baixando um pouco mais o olhar é possível contemplar um mar de morros. Praticamente 80% do município de Alagoa é visto desde este ponto da Serra do Ouro Fala. Vê-se serras e morros secundários, como Pedra do Juquinha (que julgo ser interessante para rapel), Serra Negra, Pico do Chorão, Brejo Grande, Pedra da Campina etc. Fiquei um tempão observando todos os caminhos por onde eu trilhei boa parte da minha vida! As árvores, residências, estradinhas, pastagens... todas pequeninas vista à distância e por outro ângulo! Como é gostoso isto!

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Pedra da Campina e localidade homônima, de onde eu iniciei a caminhada (zoom)

Do topo também é possível ver também a cidade de Alagoa ao Sul e a cidade de Aiuruoca ao norte. É realmente muito bela a vista. Caminhei um pouco mais em direção ao extremo norte do topo para observar o arraial de Campina. Pareceu-me imagem de cinema: aquela pracinha rodeada por casinhas com a Igreja de São Sebastião ao fundo, adentrando à praça. Essa imagem é típica dos arraiais do interior de Minas! Linda, linda, linda!!!

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Cidadezinha de Alagoa (zoom)

Por volta de 11h00, como algumas nuvens de chuva começaram a ficar mais persistentes, negras inclusive, decidi que era hora de abandonar o topo. Aliás, um facho de nuvem começou a roçar o topo da Serra da Conquista. Imagem impressionante! Comecei a descida rapidamente rasgando capim abaixo e escutei alguns trovões ao longe. Para quem reside em cidade e não tem o hábito de visitar áreas rurais; ou ainda reside em áreas planas não pode imaginar como é o barulho de um trovão em área montanhosa. É um misto de beleza e terror ao mesmo tempo! Apressei mais ainda o passo e em certos momentos me agarrava ao capim para agilizar a descida. Em poucos minutos percorri o trecho de campo de altitude.

Atravessei a matinha e a cerca divisória entre o campo de altitude e a pastagem e fiquei mais tranqüilo, pois sabia que caso chovesse, logo ali abaixo teria um curral de gado com uma casinha para me abrigar. Porém, uma brisa vinda do norte começou a soprar mais forte e levou a nuvem de chuva para o lado sul. Ufa, escapei! Sentei para descansar e nem me dei conta que estava embaixo de um jacarandá e uma sucupira, que se enamoravam no alto do pasto. Em caso de raio seria o pior lugar, mas nesse momento o sol voltou a brilhar!

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Cruzando a bela matinha

Retomei a descida pelo mesmo caminho da subida, modos que em meia hora de caminhada tranqüila já estava de volta às margens do Rio Aiuruoca. Decidi então retornar para casa não pela estradinha da margem esquerda, mas sim por uma estrada secundária à margem direita do rio, que liga vários sítios na região. Fiquei observando uma lagoa natural às margens do Aiuruoca, mas como sei que serpentes adoram esse ambiente no meio do dia, preferi não chegar mais próximo. O tempo já estava firme, então retomei a caminhada sem pressa.

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Vim lá de cima (D). Repare o mega ultra super tecnológico bastão de caminhada:
um pedaço de candeia seca!!!

Fiz várias paradas, inclusive na divisa de municípios Aiuruoca-Alagoa, onde antigamente havia uma ponte de madeira que era coberta por telhas de zinco. Haviam porteiras em ambos os acessos da ponte e os cavaleiros tinham que apear para atravessar a dita cuja! Parece-me que uma enchente a destruiu alguns anos atrás; e no lugar construíram uma ponte de concreto. Pena, porque a antiga ponte coberta é o único exemplar do gênero que vi na vida! Chamavam-na Ponte de Zinco! Fiquei um tempo admirando a pequena corredeira do Aiuruoca abaixo da ponte e poucos metros adiante um belo poço propício para mergulho, chamado Areião. Costumava ir lá quando criança, mas dessa vez não fui, pois ou teria que atravessar a mata às margens do rio ou então dar uma volta de uns 400 metros mais ou menos. Além disso, as águas estavam barrentas! Fiquei com preguiça!

Eram 13h00 quando retomei a caminhada, chegando à bifurcação com a estrada principal, junto à Capelinha de Santa Cruz. Fiquei um tempo observando as Serras da Campina e do Paiol. Depois retomei a caminhada pela estradinha principal no sentido da esquerda (para Alagoa) e fui caminhando sem pressa. Parei várias vezes, inclusive para contemplar a Serra do Ouro Fala e o ponto onde estive. Cheguei novamente em casa por volta de 14h00 um pouco chateado com São Pedro, que me fez correr à toa: nesse dia não caiu uma gota de chuva sequer nessa região! Mas estava feliz por ter visitado o meu "sonho de infância". Tratou-se do início de uma planejada exploração completa dessa bela porém esquecida Serra, que vale ouro mesmo!

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SERVIÇO:

A Serra do Ouro Fala está localizada no município de Aiuruoca, Sul de Minas Gerais, Brasil. Apesar de estar neste município, esta Serra fica próxima à divisa com o município de Alagoa, que é a cidade mais próxima. Assim, Alagoa torna-se a cidade referência para eventual visita à esta Serra.

Porém vale informar que, o ponto de partida e retorno desse trekking à Serra do Ouro Fala foi a localidade rural de Pedra da Campina, município de Alagoa, MG (4 km da sede pela estradinha Alagoa-Aiuruoca), totalizando aproximadamente 10 km (ida e volta).

Como chegar em Alagoa (cidade referência):
De Belo Horizonte: Pegar a rodovia Fernão Dias sentido São Paulo, até Campanha. Depois seguir BR 267 sentido Juiz de Fora até o trevo de Aiuruoca, à direita. Chegando em Aiuruoca, tomar a estrada de terra para Alagoa, passando em frente ao Pico do Papagaio. A localidade de Pedra da Campina fica antes de Alagoa cerca de 4 km. Desde Aiuruoca são cerca de 28 km.
De São Paulo: Pegar Rodovia Pres. Dutra até Cruzeiro; de lá seguir sentido cidade de Itamonte, passando por Passa Quatro e Itanhandu. De Itamonte, tomar sentido cidade de Alagoa (15 km asfalto, 20 de terra). Chegando à cidadezinha de Alagoa, a localidade de Pedra da Campina fica a 4 km sentido Aiuruoca.
Do Rio de Janeiro: Pegar a Rodovia Pres. Dutra até Resende. De lá tomar sentido de São Lourenço, passando pela Garganta do Registro e Brejo do Lapa, indo até Itamonte. O restante do trajeto é igual ao vindo de São Paulo.

Distâncias Aproximadas:
BH: 435 km; RJ: 270 km; SP: 350 km

Cidade/Região:
Alagoa é uma cidadezinha de 3 mil habitantes e aproximadamente 160 km² de área. Economicamente vive da agropecuária, sendo famosa pelo seu queijo tipo parmesão, o Queijo de Alagoa. Seu comércio é básico, bem como a sua rede de saúde e de serviços. Essa deficiência é compensada pela receptividade e simplicidade de seus moradores. Não possui hotel de grande porte no município, apenas algumas pousadas bem simples. Entretanto, dada à receptividade da população, é possível acampar em praticamente qualquer local da região. Isto até que um morador apareça e o convide para dormir na sua casa!

O Turismo no município, em especial o turismo de aventura, ainda é incipiente. Talvez pela proximidade do Parque Nacional do Itatiaia que polariza as atenções na região, bem como pelo acesso difícil, especialmente no período das chuvas. Com a efervescência de alguns pontos no entorno a partir de fins da década de 80, como a Região do Matutu, em Aiuruoca, um número maior de aventureiros passou a navegar pela região. Apesar disso, o número é ainda muito pequeno. Uma das iniciativas interessantes visando o desenvolvimento do Turismo na região é a Associação Terras Altas daMantiqueira, que faz excelente trabalho em prol não só de Alagoa, mas de outras cidades vizinhas, como Itamonte, Aiuruoca, Itanhandu, Pouso Alto, Virgínia, São Sebastião do Rio Verde e Passa Quatro.

Alagoa é o município que possui a maior média de altitude da Região conhecida como Terras Altas da Mantiqueira. Destaque para os Picos da Mitra do Bispo (2200m de altitude) e o Pico do Garrafão ou de Santo Agostinho (2359m de altitude, 29° do Brasil, segundo IBGE, mas há marcações não oficiais próximas a 2400m). De ambos os picos é possível ver parte ou toda a região do Planalto de Itatiaia, Pico do Papagaio, Serra Fina e até o Marins-Itaguaré. Além desses, destaque para outras serras, como a do Paiol, Capoeirão, Condado-Paiolzinho-Grafite e Pico do Chorão, que é uma bela formação vista inclusive da cidade.
Possui também várias e belas cachoeiras, sendo a primeira cidade banhada pelo Rio Aiuruoca, famoso por ter sua nascente nos domínios do Parna Itatiaia.

Importante salientar que o inverno é bastante rigoroso na região, sendo comuns temperaturas negativas ou próximas à zero.

Inofos:
Prefeitura Municipal: 35 3366-1448

Pousadas:
Fazenda Corguinho
Zona Rural - 3 km do centro, sentido Bocaina de Minas, Bairro Corguinho.
Telefone: 35 3366-1399

Pica Pau
Rua Antero Lopes de Siqueira, 344, Centro
Telefone: 35 3366-1221

É isso aí pessoal, valeu mais uma vez pelo espaço.
Espero que mais aventureiros possam ir conhecer as serras da região. Não são famosas, nem irão destacar o seu currículo, mas a beleza do lugar é ímpar! Recomendo!
Abs a todos!

#805198 por rafael_santiago
04 Fev 2013, 17:05
Muito bom, Chico! Parabéns pela iniciativa e pelo relato!
É isso aí, divulgue mesmo a sua cidade e essa linda região, ainda bem pouco conhecida e privilégio de poucos aventureiros!

Eu já acampei no Papagaio, no Garrafão e na Mitra, ainda falta conhecer todos esses outros picos e serras que você mencionou.
Um abraço!
#805481 por FRANCISCO CARDOSO
05 Fev 2013, 13:10
Grande Otávio,
Realmente o Sul de Minas é lindão mesmo, dê um jeito e venha ver rapaz... Por ali dá pra você programar Marins/Itaguaré, Serra Fina, Itatiaia, Alagoa, Aiuruoca e depois ainda dar um pulinho no Parnaso. Muito? Pra vc não é não ehehe... E não se esqueça de avisar a gente!!!
Grande abraço, obrigado, muito grato mesmo Otávio!


E Rafael,
O intuito é esse mesmo: tentar divulgar aquela região, que é bela porém pouco lembrada. Infelizmente a grande maioria busca e somente valoriza os pontos mais conhecidos e badalados, pra enriquecer currículo... Ainda bem que não somos assim ehehe.
Por ali, o ponto mais conhecido é o Pico do Papagaio, que creio eu ser assim devido ao movimento dos anos 80 no Vale do Matutu.
E que bom que você já navegou por lá. Se algum dia voltar, sugiro ir na Serra do Paiol, dá pra fazer um bate e volta ou pernoitar no topo. O visual é incrível! Creio que no próximo inverno vou voltar, afinal há 20 anos não piso lá rsrs
Abração Rafa, grato por passar por aqui.
#805501 por Demetriusrj
05 Fev 2013, 14:01
Show o passeio francisco.

Belas fotos e belo relato.

Mas me tire uma dúvida. Como faço para adicionar fotos. O ícone "inserir fotos na mensagem" não está funcionando.

Valeu.
#805609 por FRANCISCO CARDOSO
05 Fev 2013, 20:35
Demetriusrj escreveu:Show o passeio francisco.

Belas fotos e belo relato.

Mas me tire uma dúvida. Como faço para adicionar fotos. O ícone "inserir fotos na mensagem" não está funcionando.

Valeu.


Fala Demetrius,
Tudo bem contigo?

Pois é Demetrius, outro dia tentei também inserir algumas e o dito botão não funcionou.
Dessa vez eu só consegui colocar as imagens porque as "linkei" direto do meu Blog.
Eu fiz da seguinte forma: Na mesma linha onde está 'inserir foto na mensagen', logo adiante há o quadradinho "Img", é só clicar nele, automaticamente criará um código no seu texto () e aí é só inserir o link da imagem entre os colchetes nos códigos. Mas para isso funcionar a imagem tem que estar hospedada em algum site ou blog; ou álbum on line, tipo picasa, flicker ou outro.

Pelo que eu andei lendo, estão ocorrendo mudanças na plataforma do site e creio que esse problema seja passageiro. Outro dia, todas as imagens de um outro relato meu haviam sumido, mas agora já estão disponíveis. Creio que em breve isto voltará ao normal.

Bom, não sou especialista em informática, mas espero ter ajudado em alguma coisa. Havendo alguém por aqui mais entendido no assunto por favor, nos ajude.

Grande abraço Demetrius, obrigado e apareça mais vezes!
Boa sorte aí, dê notícias ok?

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