Troca de informações e relatos de trilhas e travessias na região sudeste do Brasil. Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
#899780 por FRANCISCO CARDOSO
24 Nov 2013, 14:39
O Espinhaço oferece inúmeras possibilidades de trilhas e travessias aos aventureiros. Dado ao relevo e vegetação da região, há inclusive a possibilidade de "personalizar" um trajeto, que quase sempre resulta em descobertas maravilhosas. Mas muitas dessas travessias são conhecidas e tradicionais, algumas clássicas, como a famosa Lapinha-Tabuleiro. Dentre essas conhecidas há uma não menos bela em paisagens e que também passa por uma aprazível cachoeira: é a Travessia Altamira-São José da Serra. Começando no município de Nova União e findando no município de Jaboticatubas, essa Travessia permite contemplação inigualável do Vale da Lagoa Dourada, serpenteado pelo Rio Jaboticatubas. Sem dúvidas, é um trajeto que presenteia o viajante com visual extraordinário.

Chegado o feriado da proclamação da República tendo o sábado e domingo livres e dada à proximidade de Belo Horizonte, escolhi por voltar à região. Decidido de última hora, mesmo após alguns convites acabei indo sozinho! Para dar um doce maior ao trajeto, programei uma esticada e término da Travessia na Serra do Cipó, no Arraial de Cardeal Mota; e não em São José da Serra, uma vez que por lá a logística é mais complicada. Assim, aproveitaria para conhecer um trecho ainda inédito à minha pessoa.

Deixei Belo Horizonte às 6h45 da manhã de sábado. Embarquei em um coletivo na rodoviária com destino à Nova União, aonde cheguei próximo das 8h00 da manhã. Aí tive uma surpresa desagradável: teria que ir para o arraial de Altamira, distante 18 km do centro de Nova União, porém o ônibus para o lugar somente sairia depois das 11h00 da manhã. Enfim, paciência! Comecei a pensar que não conseguiria cumprir meu objetivo para aquele dia, que era pernoitar na Lagoa Dourada... Mas nada de sofrer por antecedência, fé em Deus e pé na tábua é essencial!

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Matriz e Cruzeiro Histórico em Nova União, MG

Depois de fazer hora em Nova União, pontualmente às 11h15 embarquei na Praça São Cristóvão em um ônibus da Transtatão rumo à Altamira. Após serpentear por uma estrada de terra em boas condições e por entre bananais cheguei em Altamira às 12h15. Após abastecer-me de água na casa do Tatão (dono e motorista da Transtatão) e rejeitar uma dose de cachaça gentilmente oferecida por um morador local iniciei minha caminhada às 12h30. Haja coragem, me disseram, pois era muito mais tarde que eu imaginava e o sol estava de rachar mamona!

Fui subindo pela estradinha de terra sentido Altamira de Cima. É a mesma estrada que leva à Cachoeira Alta, que é bastante conhecida no lugar. Levei 40 minutos pra vencer os 3,5 km até o início da trilha, que fica à esquerda, após um mataburro, pulando uma porteira. Como o sol fritava meus miolos tive que fazer uma parada na sombra de uma grande árvore para descanso. Pouco depois comecei a maior subida dessa Travessia, que não passa de 1 km; ou pouco menos.

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Nesse ponto começa a trilha propriamente dita, à esquerda naquela porteira

Subi inicialmente por uma estradinha que logo alcançou um bananal com uma casa acima e à esquerda. Entrei na trilha margeando a cerca e subindo cheguei até uma porteira. O vale abaixo se descortinou. Vi a serra principal do Espinhaço à leste um pouco sapecada por fogo; bem como resquícios de fumaça mais ao sul, acima de algumas residências. Após a porteira tomei o rumo norte/nordeste, sentido mantido por grande parte da Travessia. Após uma capoeira cheguei em um ponto de água, quando parei para reabastecer, descansar um pouquinho e comer algo, afinal não havia almoçado!

Retomei a caminhada e mantive o sentido pela trilha batida. Passei por uma porteira e a paisagem vai alternando capoeiras ralas e campos limpos. Cheguei a novo ponto de água. Fiz um singelo contorno de um morrote e na descendente passei por outro ponto de água e logo adiante cheguei a uma matinha. Foi quando percebi que havia perdido meu óculos de sol. Voltei pela trilha e o encontrei uns 100 metros atrás. Prossegui em ritmo frenético pela trilha e ao adentrar na matinha preferi passar mais abaixo, cruzando um córrego de águas límpidas, onde havia uma tronqueira.

Prossegui pela trilha alternando trechos batidos e outros mais discretos, mantendo a direção e praticamente a mesma altitude. Passava das 15h30 quando cheguei a um ponto onde havia vários bezerros, com algumas pedras usadas para se colocar sal para gado. A vegetação estava marcada pelo fogo. Flagrei na trilha um ninho de passarinho a centímetros do chão... Logo abaixo, num veio de mata novo ponto de água e leve subida. Chegando no ponto mais alto, descortinou à minha frente/norte um imenso e belo vale. Ao sul, despedia das cabeceiras da serra sobre a localidade da Mutuca.

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Ninho na altura do chão na moita de capim

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Vista para o sul: trecho percorrido...

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E adiante, ao norte o trecho a percorrer

Uns 500 metros adiante passei por novo ponto de água e fui aproximando de um grande morro à minha direita, passando aos seus pés. Ao vencê-lo, o show foi completo, pois abriu à minha frente toda a beleza do majestoso Vale da Lagoa Dourada, serpenteado pelo Rio Jaboticatubas. Bem ao fundo, os topos do Cânion do Jaboticatubas. Momentos para contemplação: lugar único e maravilhoso! Não pude ficar muito tempo admirando, pois já passava das 16h30! Passei por dois pontos de água afluentes do Rio Jaboticatubas e optei por não descer direto pelo Vale. Preferi seguir em linha reta, visando passar à leste do Vale, pelo início da Serra dos Confins, segundo a Carta Topográfica de Baldim.

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Vale da Lagoa Dourada: É muita beleza para um lugar só!!!

Fui contornando a Serra através de uma trilha, ora de enxurrada; ora muito mal marcada e adentrei em um belíssimo vale, praticamente das mesmas dimensões do Lagoa Dourada. Nesse vale ficam as nascentes dos afluentes que formam o Ribeirão dos Confins, que se juntará ao Bandeirinhas lá no Vale dos Mascates, formando o Ribeirão homônimo! E fui contornando a Serra que divide o "Vale dos Confins" (como passei a chamar àquele lugar) da Lagoa Dourada. A trilha ora sumia por completo, sinal de que quase ninguém anda por ali! Certamente o vale só é acessado por alguma variante da Travessia Travessão-Lagoa Dourada! Porém, normalmente não se passa por ali e sim desce diretamente ao Lagoa Dourada! Em certa altura até vi umas pegadas de pessoas, mas depois as perdi por completo, pois a trilha se confunde com muitos rastros de enxurradas.

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Vale que nomeei como Vale dos Confins: valeu a pena passar por lá...

O capim alto do vale e as paradas para admiração me atrasou e como o sol já ia embora apertei o passo. Precisava chegar à Lagoa Dourada ainda com luz. O trajeto mais à leste consumiu quase duas horas de caminhada, quando deixando o vale e ganhando um pouquinho de altitude, dei uma guinada para oeste sentido Lagoa Dourada, passando pelo colo entre dois morros. Trilha por ali não encontrei, nem procurei! Fui caminhando por entre capim e arbusto quando descortinou o Cânion do Jaboticatubas à minha frente, lá embaixo. Aproximei mais um pouco e o Vale luxuoso apareceu todinho para eu: que coisa divina!!! Vi que haviam pessoas acampadas próximas à Cachoeira da Lagoa Dourada.... e ao mesmo tempo percebi um bicho grande correndo pelo mato ralo... Saí correndo atrás para ver o que era e acabei levando um belo tombo, após pisar num buraco de mais ou menos 1 metro de profundidade que estava escondido pelo capim alto... Tive sorte em não me machucar...

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Vale da Lagoa Dourada com o serpenteio do Rio Jaboticatubas

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Entardecer no Lagoa Dourada e oeste do Espinhaço lá embaixo

Recomposto do tombo e tomado pelo juízo, tratei logo de achar um jeito de descer a pirambeira inferior da encosta oeste da Serra dos Confins para chegar ao Vale. Não sei se há trilha ali, mas nem dei ao trabalho de procurar. Fui descendo por entre pedras soltas, canelas de ema pretejadas por fogo e rapidamente cheguei ao vale feito um carvoeiro!!! Ufa, alívio total e o relógio apontava pouco depois de 18h30! Caminhei na diagonal algumas dezenas de metros e cheguei à área de acampamento! Agradeci a Deus por ter passado ileso e completado a missão daquele dia: Havia caminhado em torno de 22 km.

Em minutos cumprimentei o pessoal que ficou me olhando com cara de mistério e logo montei acampamento. Fui até ao riacho, tomei um banho pra tirar o carvão dos braços e voltei pra "casa", quando fui fazer a janta. A lua cheia deu o ar da graça, meio embaçada por nuvens... Melhor coisa não há e após jantar, passava das 21h00 quando me deitei. Custei a dormir, pois a ventania sul-norte estava forte e fazia muito barulho lá fora. Mas nem precisou levantar para amarrar/ancorar a casa: a barraca Manaslu cumpriu bem seu papel e nem se mexia... Nessas horas a gente até dá valor em 3 kg de barraca eheheh...

Após noite perfeita acordei às 6h30 do domingo, com o azul do céu espetacular... Fui lavar minha camisa, que estava repleta de sal e puro carvão. Logo voltei, tomei meu café e desmontei acampamento. Depois fui curtir a cachoeira! Explorei o lugar e pela direita desci ao poço. Fui ao mirante rochoso de frente para o cânion do Jaboticatubas: o oeste da Serra do Espinhaço descortinava em um janela triangularmente invertida, um espetáculo. Fiquei por lá um tempão... Vi as cachoeiras na sequência do rio, as primeiras corredeiras acessíveis e a do final muito alta; e outra, à direita e pouco acima, fruto de outra água da região. Acesso aos seus poços só por baixo, pelo cânion!

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Amanheceu na Lagoa Dourada

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A Cachoeira da Lagoa Dourada: Nessa época com pouca água. Normalmente fica com várias quedas após período de chuvas

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Janela do Cânion do Jaboticatubas que permite ver a vastidão oeste pós Espinhaço

Eram 9h00 quando deixei o lugar e agora vim caminhando mais devagar, pois tinha tempo de sobra. Tomei a trilha que leva a São José da Serra, passei por uma cerca e uma tapera e logo depois por um grande grupo de gado, que me rodeou amistosamente... Eram bezerros lindos, pareciam que queriam brincar... Deixei o gado e logo cheguei ao topo do morrote mais ao norte: última contemplação do Vale da Lagoa Dourada ao sul! Apressei o passo e com a mente voando e fixa na paisagem de vastidão ao oeste deixei passar a discreta bifurcação à direita que me levaria para o Arraial do Cipó! Sem problemas, voltei alguns metros e desci reto sem trilha definida em direção ao vale do Ribeirão Areias, entre as Serras da Lagoa Dourada à oeste e a Caetana à leste, onde interceptei a trilha logo abaixo!

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Lagoa Dourada ficou para trás...

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Avante e para o Norte

Trilha ruim, erodida, cheia de pedras, nenhum sinal de uso recente, às 10h00 cheguei à Gruta inferior e à direita da trilha. Não fui até lá, fiquei com preguiça, mas o fio de água que forma o ribeirão passa em seu interior. Pouco depois passei por uma porteira e uma matinha adiante, aonde enfiei o pé na água... Depois dessa matinha começei a caminhar por uma trilha dupla, com sinal de uso. Estou em terras do Parnacipó e o caminho é utilizado por rondas do parque!

Com declive suave, ao meio dia em ponto cheguei à bifurcação da Cachoeira Capão dos Palmitos. Apesar de já conhecê-la fui até lá, pois tinha tempo! Mas sinceramente não valeu a pena. Na verdade a Cachoeira do Capão dos Palmitos trata-se de uma corredeira singela, e ainda estava com pouca água! Havia várias pessoas por lá... Desapontado, nem fui à Cachoeira do S, que fica mais abaixo no mesmo ribeirão, pois também a conheço e é acanhada demais frente às suas irmãs do Parnacipó...

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Vale do Ribeirão Areias. Aquelas serras ao fundo é a região da Lapinha e do Breu

Retornei à trilha-estradinha, encontrei com um grupo que ia para a Capão e passei novamente pela bifurcação, tomando o sentido norte/noroeste. À frente via a região da Lapinha / Breu. À nordeste via-se as serras que formam o Cânion do Travessão. Cheguei a um banquinho embaixo de uma árvore e fiz uma parada para descanso. Retornando, agora em descida, 1 km adiante tomei uma bifurcação à esquerda, cruzei uma porteira mais embaixo, deixando as terras do Parnacipó. Não demorou e aquela estradinha erodida foi me levando a uma capoeirinha, que cruzei desviando de uma erosão em seu interior. Despontei na estrada que leva à sede do Parque às 13h00, aonde atravessei a cerca. O atalho valeu a pena!

Pé na movimentada estradinha de terra naquele feriado, caminhei o trecho final até o entroncamento com a MG 10 em frente ao Hotel Veraneio, aonde cheguei às 13h30. Fiquei esperando algum ônibus para Belo Horizonte. Havia caminhado naquele dia quase 19 km.

Estando às margens da movimentada rodovia previa que minha volta seria longa. Tratei de sentar e ficar tranquilo! E deu certo, pois um rapaz abençoado de Conceição do Mato Dentro passou por ali 1h depois e perguntou se eu viria para BH. Disse sim, e pagando o mesmo valor do ônibus ocupei a única vaga disponível no veículo. Após um congestionamento monstro na rodovia MG 10, cheguei na Pampulha em BH beirando às 18 horas.
Missão cumprida: apesar do apressar dos passos do primeiro dia devido ao adiantado da hora de início, foi uma caminhada tranquila, sem percalços e por uma região magnífica, provando mais uma vez que as opções do Espinhaço são incontáveis...

Este relato é um convite: quem gosta e dá importância ao visual ao longe como eu, por aqui é o lugar! Claro, cada um de nós temos nossos gostos...
Nada contra as aventuras em matas fechadas, como algumas pela Serra do Mar, elas tem também seus encantos, mas o Espinhaço é o que há...



CONSIDERAÇÕES FINAIS:

1 - Aproveitei a oportunidade e fiz uma variação na trilha evitando entrar no Vale da Lagoa Dourada ao seu início sul, tomando assim rumo mais a leste, passando pelo início da Serra dos Confins. Não recomendo o trecho para quem não tem o hábito de caminhar pelo Espinhaço; ou ainda, se o aventureiro tem dúvidas em navegação/orientação. Apesar de fácil e belo, as trilhas por ali são mal marcadas e em alguns trechos inexistentes. Além disso, há a descida da pirambeira leste da Serra dos Confins que dificulta a caminhada! Agora, se é mais experiente, é uma opção mais aventureira!!!

2 - A opção por estender a Travessia até a Serra do Cipó deveu-se mais à logística e ao ineditismo que a algum atrativo importante. Ocorre que no distrito da Serra do Cipó há mais opções de ônibus para Belo Horizonte e a data era um feriadão. Não obstante existir uma gruta para ser explorada, além das cachoeiras do Capão dos Palmitos e do S, o trecho pelo vale do Ribeirão Areias não permite visual, a não ser à norte/noroeste. Além disso, exige autorização do Parnacipó porque percorre suas terras. Então, a escolha do modelo da Travessia deve ser uma decisão pessoal e pontual.

SERVIÇO

A Travessia Altamira - Lagoa Dourada - Serra do Cipó é uma variante ampliada da tradicional Travessia Altamira - São José da Serra, localizada na Serra do Espinhaço, no Estado de Minas Gerais. Com início no arraial de Altamira, município de Nova União, ambas possuem o mesmo trajeto até o primeiro morro ao norte e após o Vale da Lagoa Dourada. A partir desse ponto, a variante direciona-se para o Vale do Ribeirão Areias, indo findar no distrito de Cardeal Mota (ou Serra do Cipó), no município de Santana do Riacho; enquanto a tradicional desce a Serra da Lagoa Dourada com destino ao distrito de São José da Serra, no município de Jaboticatubas. A travessia tradicional perfaz aproximadamente 28 km de extensão; já a variante se eleva para aproximadamente 40 km. Como o início e o final da travessia tradicional ou variante percorrem estradas de terra em bom estado de conservação, é possível encurtar seus trajetos em aproximadamente 6 Km; desde que se tenha combinado leva e resgate em algum veículo.

A caminhada é desenvolvida em um vale entre a vertente principal do Espinhaço à leste; e a Serra da Lagoa Dourada à oeste; além de outras locais, como Mutuca e Confins. Isto resulta em um trajeto com poucas subidas e descidas mais fortes. Exceção se faz somente no trecho inicial da trilha ainda em Altamira; e os trechos finais, no caso da travessia tradicional na descida em direção a São José da Serra; e na travessia variante já na descida em direção ao vale do Ribeirão Areias.

É uma travessia típica do Espinhaço, com paisagens a perder de vista, com fauna e flora impressionantes. Possui também fartura de água em todo o trajeto, o que facilita a vida do aventureiro. O grande destaque é o Vale da Lagoa Dourada, que ao contrário do que se possa imaginar, não há nenhuma lagoa no lugar. O nome deve-se à coloração do capim que cresce no vale, que na maior parte do ano toma cor amarelada, que vista ao longe imitaria uma lagoa. É um lugar de rara beleza, pode acreditar nisso!!!

Outra joia da Travessia é a Cachoeira da Lagoa Dourada, no vale homônimo, resultado da queda das águas do Rio Jaboticatubas que, após serpentear o vale da Lagoa Dourada cai vertiginosamente em um apertado cânion chamado de Jaboticatubas. Seu poço permite nadar e ter acesso sob a queda d'água. Porém, ao tomar rumo do cânion, o curso d'água passa inicialmente de corredeiras e pequenos poços acessíveis para formar uma alta cachoeira, de acesso difícil. Acesso ao seu poço somente se daria por chegada inferior através do cânion, possivelmente por entrada no sopé da Serra à oeste. Além de toda essa beleza em tão curto espaço, o próprio cânion forma uma janela com visual marcante das vastidões de terra ao oeste da Cordilheira do Espinhaço, tendo o distrito de São José da Serra lá embaixo!

Importante:
Como a variante percorre terras do Parnacipó, é necessária autorização do Parque para fazê-la.


COMO CHEGAR
Cidade referência: Belo Horizonte

De ônibus - ida:
Embarcar na rodoviária de Belo Horizonte no coletivo da linha 4882 e desembarcar no Posto São Cristóvão, na Praça São Cristóvão, na cidade de Nova União.
No mesmo lugar, embarcar em ônibus da empresa Transtatão e desembarcar no ponto final do ônibus, no Arraial de Altamira.

Infelizmente essa logística não é tão simples quanto parece, pois há apenas dois horários diários de Nova União para Altamira: o primeiro saindo após 11 horas da manhã; e o segundo ao final da tarde, após 16 horas.

De ônibus - volta:
Se finalizar a travessia em São José da Serra, embarcar em ônibus no distrito com destino tanto à Serra do Cipó quanto Jaboticatubas (trata-se do mesmo ônibus). O horário é pela manhã, de segunda à sexta. Aos sábados às 11h00 e às 17h00. Aos domingos apenas às 17h00.
Se desembarcar em Jaboticatubas, na cidade há linha regular metropolitana para Belo Horizonte, com vários horários durante o dia, inclusive final de semana.

Se finalizar na Serra do Cipó é só permanecer na rodovia em frente ao Hotel Veraneio, pois lá passam linhas das empresas Saritur e Serro, que vem das cidades de Conceição do Mato Dentro, Santana do Riacho, Morro do Pilar e outras com destino à Belo Horizonte.
O mesmo se aplica se finalizar em São José da Serra e optar por desembarcar na Serra do Cipó.

De carro - ida:
Deixar Belo Horizonte pela BR 381 sentido Vale do Aço, entrando à direita no trevo da cidade de Nova União, que fica poucos km adiante. Na praça São Cristóvão seguir reto à esquerda, entrando adiante na estrada de terra com destino ao distrito de Carmo da União e depois Altamira. É só se manter na estrada mais batida que não há erro. Há também algumas placas pelo trajeto.

De carro - volta:
Se finalizar a travessia em São José da Serra, tomar a estrada de terra que liga o distrito à MG 10 (km 87) e rumar para Belo Horizonte.
Se finalizar na Serra do Cipó, basta seguir pela MG 10 rumo à Belo Horizonte.

Como se trata de uma Travessia, evidente que a descrição acima se refere à leva e resgate!

DISTÂNCIAS:
Belo Horizonte a Nova União: 60 km
Nova União à Altamira: 18 km (estrada de terra)
São José da Serra ao Km 87 da MG 10: 11 km (estrada de terra)
Serra do Cipó a Belo Horizonte: 100 km

Abs, bons ventos a todos!!!

#900270 por rafael_santiago
25 Nov 2013, 16:55
Excelente, Chico!
Realmente as possibilidades de exploração no Cipó são infinitas. Basta colocar a imaginação e as pernas para trabalhar.
Continue nos presenteando com seus ótimos relatos. Eu estou sempre de olho!
Abraço!
#900511 por FRANCISCO CARDOSO
26 Nov 2013, 09:14
Otávio Luiz escreveu:Show de bola Chico!!!
AH! As terras altas de Minas Gerais... ::love:: ::love:: ::love::



Pois é Otávio,
Precisa aparecer por Minas e posso prever que, principalmente o Espinhaço te fará um bem danado eheh.
Valeu pelo comentário, obrigado, abração
#900515 por FRANCISCO CARDOSO
26 Nov 2013, 09:29
rafael_santiago escreveu:Excelente, Chico!
Realmente as possibilidades de exploração no Cipó são infinitas. Basta colocar a imaginação e as pernas para trabalhar.
Continue nos presenteando com seus ótimos relatos. Eu estou sempre de olho!
Abraço!



Enquanto as pernas deixarem, vamos andando né Rafael?
Bem no estilo "o meu carro são meus pés" eheheh; como diz minha Mãe rsrs...

Sou suspeito pra falar, mas eu gosto muito de ver ao longe; e o Espinhaço que vc tão bem conhece permite isto; além das infinitas possibilidades...

No mais, vamos aprendendo com os mais experientes rsrs
Obrigado sempre Rafael, abração...
#911885 por starflight
03 Jan 2014, 13:45
Caro amigo!Resolvi fazer esta caminhada na virada do ano.Segui boa parte as dicas que vc deu.Tive alguns problemas tais como:o que mais tem é mata-burros com porteiras...rsarsrs
Outra dica:Como errei o caminho logo no começo;fui parar na cachoeira alta.Ai,um palhaço com o nome de Luis,que se diz dono das terras que margeiam a terra,naoooo deixou eu prosseguir viagem.e isso ja era 5h da tarde.Por outro lado,voltando uns 2km consegui um espaço de camping na casa do Seu Zeze!O cara é o cara!me deu uma nova dica de uma trilha super bacana,tomei cafe da manha e fui muito bem atendido!gracas a ignorancia do tal de Luis que se diz dono das terras,conheci o seu zeze!
Realmente a trilha la em cima é muito bacana!Resolvi passar pelo vale da lagoa dourada e descer em sao jose da serra.mas la no alto vi a bifurcaçao pra cardeal mota.agora é esperar outro feriado e desembolar...valeu pela dica!quando passar por la(Altamira de Cima)pode procurar seu zeze!gente boa de+++++++.

Fiquei preocupado com estas pessoas que impedem a passagem de pessoas que sabem curtir a natureza sem agredi-la.sou a favor da criaçao de parques mesmo!pois mesmo pagando para entrar,temos o direito de usufruir com respeito!La nesta cachoeira alta,o cara abriu uma cratera gigante para fazer uma piscina...e isso é cuidar do meio ambiente????só nao rendi assunto pois quando estamos longe da civilizacao ,lidar com este tipo de pessoa é complicado pois nao sabemos se eles nos agredirao com armas ou coisa assim!!!
Mas ta ai a dica!!! a paisagem la em cima é fantastica!!!!vale a pena!!!!Teve muita chuva,muito sol,muitas cachoeiras,bois,vacas.....fantastico!!!!
#927432 por FRANCISCO CARDOSO
10 Fev 2014, 08:00
starflight escreveu:Caro amigo!Resolvi fazer esta caminhada na virada do ano.Segui boa parte as dicas que vc deu.Tive alguns problemas tais como:o que mais tem é mata-burros com porteiras...rsarsrs
Outra dica:Como errei o caminho logo no começo;fui parar na cachoeira alta.Ai,um palhaço com o nome de Luis,que se diz dono das terras que margeiam a terra,naoooo deixou eu prosseguir viagem.e isso ja era 5h da tarde.Por outro lado,voltando uns 2km consegui um espaço de camping na casa do Seu Zeze!O cara é o cara!me deu uma nova dica de uma trilha super bacana,tomei cafe da manha e fui muito bem atendido!gracas a ignorancia do tal de Luis que se diz dono das terras,conheci o seu zeze!
Realmente a trilha la em cima é muito bacana!Resolvi passar pelo vale da lagoa dourada e descer em sao jose da serra.mas la no alto vi a bifurcaçao pra cardeal mota.agora é esperar outro feriado e desembolar...valeu pela dica!quando passar por la(Altamira de Cima)pode procurar seu zeze!gente boa de+++++++.

Fiquei preocupado com estas pessoas que impedem a passagem de pessoas que sabem curtir a natureza sem agredi-la.sou a favor da criaçao de parques mesmo!pois mesmo pagando para entrar,temos o direito de usufruir com respeito!La nesta cachoeira alta,o cara abriu uma cratera gigante para fazer uma piscina...e isso é cuidar do meio ambiente????só nao rendi assunto pois quando estamos longe da civilizacao ,lidar com este tipo de pessoa é complicado pois nao sabemos se eles nos agredirao com armas ou coisa assim!!!
Mas ta ai a dica!!! a paisagem la em cima é fantastica!!!!vale a pena!!!!Teve muita chuva,muito sol,muitas cachoeiras,bois,vacas.....fantastico!!!!



Olá Starflight,
Puxa rapaz, realmente há alguns mataburros por ali (eheh), mas este do início da trilha fica pouco antes de uma residência (casa da Dona Margarida); a porteira fica do lado esquerdo. Do lado direito, sobre o ribeirão há uma pinguela. E de Altamira até lá são apenas 3,5km.
Mas graças a esse contratempo, vc conheceu o Sr. Zezé, que eu não conheço! Viu, vc já saiu no lucro!!!! Vou procurá-lo quando voltar por lá!

E olha, vc agiu corretamente! No interior nunca é bom reagir a pressões de pessoas como a que vc citou; pois eles conhecem o lugar e podem querer nos prejudicar, não é mesmo? Pois como deve ter comprovado no outro dia, era só subir para a parte alta da Cachoeira Alta e de lá prosseguir em direção à Lagoa Dourada! Custava ele ter te informado? Infelizmente há muitas pessoas más que teimam eu crer que o montanhista é um inimigo! É o mesmo cara que abriu a cratera para a piscina? Piscina "natural" ou não? Lamentável isto...

Mas importa é que vc curtiu a aventura... e no final deu tudo certo! Uma emoção é sempre bom eheh
Valeu Star, vamos nos falando, quem sabe hora dessas não fazemos umas pernadas juntos?
Abração

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