"Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar."............................
No centro do Estado de São Paulo, a 200 km da sua capital, uma região de incontáveis atrações naturais, ainda se mantém muito longe do turismo de massa, ainda que sua cidade mais famosa, BROTAS, acabe por cooptar a maioria do turismo, se intitulando a Capital da Aventura no Estado. Mas a região vai muito mais além do que a sua cidade mais famosa, na verdade, são dezenas de cidade compondo uma grande região turística, mas que sinceramente, até para mim que vivo ao seu redor, me soa um pouco confuso. Costuma-se denominar algumas cidades como CHAPADA GUARANÍ, que seriam cidades encima de uma grande mesa basáltica, um incrível chapadão, uma espécie de, guardando as suas devidas proporções, Chapada Diamantina Paulista.
Acontece que, embaixo desses chapadões, também temos pequenas cidades de belezas muito cênicas, aliás, são cidades que recebem as águas que despencam das mesas e é por onde se pode acessar algumas cachoeiras. Mas não é só isso, são cavernas, formações rochosas, vilarejos charmosos, trilhas para motocross, jeep, bicicleta, formações rochosas, morros testemunhos, mirantes de perder o fôlego. Algumas dessas cidades compõe o CIRCUITO DA SERRA DO ITAQUERI e outras o circuito CHAPADA GUARANÍ, na verdade, uma salada difícil de compreender porque várias cidades acabam por fazer partes de todas as denominações e como a região é gigante, o governo do Estado e secretaria de turismo, ainda dividiu em outra região que chamou de circuito CUESTA PAULISTA.
Já fazia anos que o Thiaguinho me cobrava uma pedalada nessa região e como eu não me manifestava, colocando uma data, ele simplesmente me forçou a sair da moita e numa sexta-feira à tarde me informou que passaria na minha casa, sábado à noite e me pegaria com seu carro, porque já era hora da empreitada sair do papel. Coube a mim elaborar um roteiro, já que, apesar de frequentar muito a região, eu nunca tinha me aventurado sobre 2 rodas, então decidi que o nosso ponto de partida seria a minúscula e pacata IPEÚNA, uma charmosa cidadezinha de meia dúzia de habitantes, onde eu pretendia estacionar o carro e fazer um circuito tranquilo, de uns 60 km de pedaladas, subindo a chapada e voltando para o mesmo lugar.
Por volta das 8 da manhã, estacionamos na praça central de Ipeúna, bem da rua abaixo da sua igreja central, em frente da base policial. O Thiaguinho sacou logo sua bike de última geração e eu tomei posse de um trambolho fabricado na década de 80, uma bicicleta bem conservada, mas sem as tecnologias atuais, apenas algumas mudanças aqui e ali, mas no final do dia, eu iria descobrir que não havia sido suficiente.
O nosso caminho seguiu exatamente pela rua que estávamos e em poucos minutos, numa curva, deixamos o asfalto e ganhamos as estradas de terra junto à uma bifurcação. Logo o caminho desembesta para baixo e desce até um vale e aí a subida desafia nossa capacidade de pedalar, ainda com o corpo frio, mas eu logo arrego e empurro ladeira acima e quando se estabiliza, a estrada vira um amontoado de areia e logo à frente, uma bifurcação junto à uma placa, faz a gente parar e admirar os paredões avermelhados da Serra do Itaquerí, de frente para uma formação característica conhecida como CABEÇA DE ÍNDIO. É a primeira vez que o Thiaguinho tem contato com essa paisagem e realmente, é uma visão lindíssima e surpreendente por estar tão perto da capital e ser conhecida por poucos.
A previsão de mal tempo não se confirmou, o sol já queima sem piedade e na bifurcação, pegamos para a direita e vamos seguir como quem vai ao encontro da Cabeça de Índio e cerca de 6 km desde a cidade, uma porteira lateral nos chama a atenção para um mirante espetacular para a grande formação rochosa, então nos detivemos por um tempo para um gole de água e uma foto.
O terreno parece que vai se estabilizar, mas hora ou outra, nos deparamos com alguma ladeira e o calor inclemente da manhã, vai minando nossas energias. O cenário é muito bonito e nossa direção vai seguir o caminho que nos levará para a subida da serra. Antes de subir a serrinha, eu pretendia deixar as bikes escondidas e tentar reencontrar a Gruta da Boca do Sapo, mas achei que perderíamos muito tempo nela, haja visto que esse roteiro eu havia estabelecido para ser feito em 2 dias e estava apenas adaptando a quilometragem para um único dia, então passamos batidos e iniciamos a subida da serra, abandonaríamos a planície local e subiríamos de vez para os chapadões, era hora de ganharmos altitude.
Nossa pedalada inicial então chega ao km 12, que de bicicleta poderia significar absolutamente nada, mas diante do terreno arenoso e das primeiras subidas intermináveis sob um sol escaldante, já faz a gente começar a botar a língua de fora. No início da subida da serra o terreno vai se elevando lentamente, mas não dá nem 300 metros e pedalar já não é mais opção, não só pelo terreno inclinado, mas pelas grandes pedras que inviabilizam a progressão montado nas bikes . Empurrar bicicleta ladeira acima é um martírio que vamos absorvendo, um sofrimento que é preciso passar, sob o pretexto de que quando chegarmos lá encima, tudo vai ser diferente, e é vivendo nessa ilusão que nos apegamos à nossa força interior e quando atingimos uns dois terços do caminho, nos deparamos com um MIRANTE que nos faz voltar a sorrir novamente e continuar acreditando nas mentiras que a nossa cabeça criou.
Como não há sofrimento que dure para sempre, uma última curva da serra é deixada para trás e do nosso lado direito, meia dúzia de eucaliptos força a nossa parada e mesmo que ainda não seja definitivamente o fim da subida, será ali que abandonaremos provisoriamente a estrada, em favor de uma TRILHA que sai à direita e entra num capinzal alto, tão escondida que se não forçar passagem na alta vegetação inicial, quem não conhece e não tem nenhuma referência, passará batido.
Levamos cerca de 45 minutos empurrando as bicicletas para ganharmos quase todo o chapadão e agora, vamos abandoná-las no mato e ganharmos a trilha a pé, rumo a uma das grandes joias da Serra do Itaqueri . Então, forçando passagem no capim alto, uns 10 metros depois a trilha surgirá, aberta e bem consolidada, vai se curvar para a esquerda e descerá meio que em nível até começar a despencar de vez, curvar quase 90 graus para a direita, onde encontraremos uma arvore monstruosa e começar a percorrer um paredão de arenito que estará a nossa direita.
Não há erro, é preciso se manter quase que colado nos paredões, às vezes não mais que 5 metros de distância deles, passamos por um filete de água que despenca de cima do próprio paredão, onde poderemos abastecer os cantis, contornamos um terreno encharcado até que surpreendentemente, daremos de cara com a enorme boca da GRUTA DO FAZENDÃO.
Para quem chega, pode se surpreender com as pichações do passado, mas hoje praticamente essa prática cessou e mesmo não havendo nenhuma fiscalização, pelo estado que encontramos a trilha, percebemos que a gruta quase não está sendo visitada. Ao subir as pedras que antecedem a entrada da gruta, é possível sentir a grandiosidade do seu pórtico. A gruta do Fazendão é daqueles lugares que sempre gosto de levar os amigos e apresentar como sendo parte do meu quintal, já que a maioria do meu círculo de amizades, ligadas ao mundo de aventura, são de gente da Capital Paulista e eu acabo por me tornar um dos poucos representantes do interior. Uma vez inventei de trazer uns amigos na gruta, alguns deles jamais haviam entrada numa caverna antes, apesar de já serem exploradores que já rodaram meio mundo. E mesmo os que já estiveram em cavernas, nunca tinha entrado em cavidades areníticas, onde em algumas é preciso se rastejar feito um lagarto. E um desses amigos passou mal, deu pit, simplesmente teve uma crise de pânico e tivemos que evacuar a gruta às pressa, o que no final, rendeu muita zoeira e altas risadas.
Nos apossamos das nossas lanternas e subimos os blocos de pedras, que num passado muito distante, desmoronou do teto. No início, a impressão é que a gruta não passa de uma pequena cavidade, baixa e sem muito interesse, mas em um minuto a desconfiança da lugar a grandiosidade . Um corredor gigante se abre e o teto se eleva e nos surpreende, porque 2 minutos depois, a escuridão absoluta toma conta do lugar e quem não está familiarizado com esse tipo de ambiente, já começa a ter um desconforto. Num primeiro momento, a gruta é horizontal, anda-se em pé porque o espaço é amplo, com um grande corredor . O teto é alto , mas o chão apresenta irregularidades , onde algumas fendas vão deixando os visitantes de primeira viagem, um pouco desconfiádos.
Eu sigo à frente, fazendo as vezes de guia, mas já conhecedor dos caminhos que vão levar aos becos mais aventureiros, rapidamente abandono o caminho fácil e desimpedido , em favor de uma greta a direita do caminho, encostando na parede da caverna., onde desço por uma pequena rampa até me ver de frente à um buraco de rato.
É aqui que começa a brincadeira, num buraco de uns 50 centímetros de largura por uns 10 metros de comprimento, iremos adentrar no corredor de arenito, nos rastejando feito vermes, encostando nossas barrigas no chão e ganhando terreno metro à metro , até nos vermos dentro de um grande salão no centro da terra, com seu teto alto , sua temperatura gelada , uma cena iluminada pelas luz das nossas lanternas, como quem adentra nas histórias de Júlio Verne.
O Thiaguinho passou muito bem e parece se encantar com o novo ambiente e mesmo eu, acostumado à exploração de cavernas desde os primórdios da minha vida de aventura, ainda consigo me surpreender com esse mundo fascinante.
Uma nova passagem em formato de um pequeno pórtico, nos leva para outro salão, tão grande quando os 2 primeiros e a saída desse terceiro salão, é pela esquerda, subindo rastejando numa rampa , que vai passar por uma perigosa e profunda fenda e então virando para a direita, chegando ao salão dos morcegos , um amontoado de centenas deles, que estão agrupados no teto e ao sentirem nossa presença e nossas lanternas, tomam conta da caverna, voando de um lado para o outro, às vezes trombando nas nossas cabeças.
A saída é retornar para a esquerda, cruzando por uma passarela natural sobre a fenda que havíamos passado, com cuidado para não cair em outras cavidades, avançando lentamente, vagarosamente, até perceber ao longe, um facho de luz que nos indica a saída ou seja , o nosso ponto de partida. Foi uma exploração proveitosa e antes de deixarmos a gruta para trás, fizemos uma parada para um lanche e um gole de água.
Retornamos pelo mesmo caminho que viermos, agora subindo lentamente até reencontrarmos nossas bicicletas e ganharmos novamente a rua. Ainda iremos subir por uns 200 metros até que o terreno se estabiliza de vez, definitivamente agora, estamos em cina da CHAPADA PAULISTA, galgamos com dificuldade, mas enfim subimos à grande mesa . Logo à frente cruzamos por uma lagoinha à nossa esquerda, onde penso em me jogar , mas menos de 5 minutos , também à nossa esquerda, uma lagoa gigante desafia a minha capicidade de resistir, mas não resisto e não faço nenhuma questão. Jogo a bike no capim, tiro meu tênis e com roupa e tudo , saio correndo e me jogo na água. O calor tá de lascar e o Thiaguinho vem junto e em um minuto, somos dois moleques se regozijando nas aguas mornas .
Voltamos à estradinha até que ela chega a uma espécie de “T”, aí vamos pegar para a direita. Estamos agora indo ao encontro da Cachoeira da Lapinha e estradinha ao chegar a um cruzamento em forma de triangulo, nos obriga a viramos para a direita e aí vamos descer pra valer, tentando segurar os freios até quando ela se estabiliza, passa por uma floresta de eucalipto e aí temos que nos deter junto a um pequeno riacho que despenca no vazio, formando a cachoeira em questão.
A CACHOIERA DA LAPINHA, também é conhecida como Cachoeira do Carro Caído, devido a uma carcaça de um veículo que se encontra nos pés da queda. No passado, a gente explorou todo o vale vindo por baixo, mas a cachoeira estava com pouca água e não há propriamente uma trilha que se possa chegar partindo de cima, mas com um pouco de habilidade e sem medo dos riscos, é possível descer pela esquerda dela, desescalando uma parede perigosa, mas não ali onde a queda despenca, claro, tem que se afastar uns 300 metros, cair no leito do rio e subir até onde ela despenca.
Nos despedimos da Cachoeira, atravessamos a pontinha e seguimos adiante, apreciando as florestas de eucaliptos e sempre seguindo na principal, nosso rumo vai tomar a direção do Bar do Valentim, onde está a Cachoeira São José, sempre atentos as placas. Da Cachoeira da lapinha até a Cachoeira São José, serão exatos mais 6 km de pedalada e é um caminho belíssimo e agradável, por ser quase só descida e quando lá chegamos, nossa quilometragem vai bater exatos 25 km, pouca coisa, mas não se engane, a atividade não foi feita só de pedalar, então, já um tanto cansado, estacionamos junto ao bar, onde dezenas de pessoas se amontoam, gente de bike, de moto, de jeep, corredores de montanha, ali é parada para todas as tribos.
O bar é onde se pode tomar umas cervejas, uns sucos, comer alguma coisa ou somente descer as escadarias e ir tomar um bom banho na CACHOEIRA SÃO JOSÉ, porque a entrada é gratuita. A cachoeira não é muito alta e suas águas escuras são proveniente de terrenos areníticos com rochas basálticas, portanto, a água é avermelhada, meio cor de barro, mas com o calor que está fazendo, não vamos ficar de mi-mi-mi e não demorou muito pra gente se enfiar embaixo dela e lá ficar, aplacando o calor intenso dessa final de manhã.
Uns 15 anos atrás, eu havia chegado até aqui, mas vindo motorizado, foi quando nosso 4x4 atolou dentro de um rio e eu e minha filha ficamos horas tentando desatolá-lo, lutando contra o tempo e contra uma tempestade que se avizinhava, não levasse a gente embora caso enchesse o riacho. Acampamos próximo ao bar, mas não chegamos nem a conhecer a Cachoeira, que estava fechada. Então a partir de agora, todo o caminho à frente seria uma novidade também para mim.
Montamos nas bicicletas e prosseguimos, mas não deu nem 500 metros, fomos obrigados a desmontar novamente. O cenário que nos foi apresentado era surpreendente, sem aviso prévio, um cânion de proporções gigantescas surgiu à nossa frente. E não posso nem negar que desconhecia a sua existência, já que tinha ideia que havia uma cachoeira que despencava ali nas redondezas do bar, mas nunca que eu iria imaginar que seria daquela magnitude.
O CÂNION PASSA CINCO, me desconcertou, ainda que a grande cachoeira de mesmo nome, tivesse a sua vista muito prejudicada. Mas era mesmo surpreendente, um gigantesco abismo com bem mais de 100 metros de altura, de onde 2 quedas d’agua se precipitavam no vazio, emolduradas por uma floresta verdinha.
Claramente, por ali seria impossível descer ao fundo do cânion, então retomamos o arremedo de estrada e em mais 1,5 km, numa bifurcação tripla, vamos quebrar para esquerda e uns 150metros depois, vai surgir à direita, uma trilha que irá nos levar definitivamente para dentro do cânion. Estamos na TRILHA DO LISINHO, uma trilha somente para quem pratica motocross, com veículos especializados e com experiência vasta no assunto, evidentemente, não é nem de longe uma trilha para bicicletas, mas como ninguém havia nos dito nada, embicamos a nossa bike e fomos nos fuder naquela desgraça.
Logo no começo, já vimos que seria uma encrenca, mas sem conhecer, esperávamos que o terreno melhoraria mais à frente. Ledo engano, cada vez foi é piorando mais. As valetas eram capaz de engolir nossa bicicletas e era praticamente impossível pedalar e quando tentávamos, não era raro cairmos nos buracos e termos nossas canelas dilaceradas pelos pedais que batiam nas paredes laterais e voltavam nas nossas pernas. Aquilo foi um verdadeiro inferno, ainda que a gente se divertisse com a pataquada que acabamos nos metendo, a descida foi minando nossa energia, já que o calor ainda se mantinha insuportável.
Levamos uma meia hora ou mais para chegar ao fundo do cânion, mas mesmo assim, as trilhas ainda se mantinham confusas, parecia que não iam dar em lugar nenhum e empurrar as bicicletas já foi se tornando um verdadeiro martírio. Claro, a gente não se deu conta de que estávamos tomando decisões erradas e que deveríamos ter abandonado as bikes e seguido á pé por dentro do cânion, até conseguirmos interceptar as grandes cachoeiras. Mas chegou uma hora que a gente resolveu voltar, simplesmente o dia já começava a escorregar por entre os dedos e já havíamos passado das 14 horas e aí nos demos contas que não tínhamos mais tempo para explorações, era hora de voltar ao nosso roteiro original.
Dentro do cânion, junto ao rio que corta todo o vale, resolvemos que deveríamos atravessar para o outro lado, tentar achar um caminho que subisse as paredes opostas do vale, porque voltar pela trilha do Lisinho, estava fora de cogitação. Então atravessamos o rio com as bicicletas nas costas e ao chegarmos no centro do cânion, o horizonte se abriu e interceptamos uma sede de fazenda totalmente abandonada, um lugar lindíssimo, onde chegava uma estrada. Essa estrada ao chegar ao casarão abandonado, se transformava numa trilha que ia se enfiando para dentro do cânion, indo na direção do fundo dele, onde estavam as cachoeiras. Seguimos essa trilha por uns 5 minutos, mas logo desistimos de vez, o tempo urge, era chegado a hora de pular fora dali.
Analisamos o mapa, vislumbramos uma saída por uma perna do cânion, na verdade, outro cânion lateral. Então tomamos o rumo de quem vai em direção a entrada do vale, passamos por mais uma casa abandonada, subimos uma trilha pela sua esquerda até chegarmos ao outro cânion, onde uns bois mal-encarados nos deram as boas-vindas, louco para nos dar umas chifradas. Ali começamos a subir, na esperança que no seu final, houvesse um caminho que nos levasse para cima das paredes, ainda que tivéssemos que carregar as bikes nas costas.
Mas não adiantou, o caminho não tinha saída. Estávamos presos, não havia mais o que fazer, tínhamos que retornar, repensar nosso caminho, agora havia chegado a hora de achar uma rota de fuga. O Thiaguinho voltou rápido, eu já começava a capengar com aquela bicicleta pesada e na ânsia de alcançá-lo, meti marcha no meio da trilhinha junto ao pasto, mas um tronco estacionado fora das minhas vistas, foi o obstáculo que faltava para eu bater com a roda dianteira e ser catapultado barranco abaixo, eu de um lado, bike do outro, canela arrebentada e guidão entortado, o chão é o refúgio dos trouxas sobre 2 rodas.
Levanto-me, ainda puto, mas logo estou rindo sozinho da situação. Alcanço o Thiaguinho e tomamos o rumo da saída, passamos pelos bois, pulamos uma cerca de arame e ganhamos uma estrada larga, onde uma ponte decrepita, impede a passagem de carros. Em poucos minutos passamos por uma única casa que parecia ser habitada e ganhamos a estrada em definitivo, assim que cruzamos mais uma ponte, de onde era possível avistar sobre nossos cabeças, o MORRO DO GORILA, uma linda formação de arenito.
Verdade seja dita, a tarde praticamente já se foi e o dia já é capenga, apesar de ainda haver sol. Depois de atravessar a ponte , a estrada de areia vai seguir quase em nível, o que ajuda a gente a conseguir peladar um pouco mais forte, mas não demora muito, observo que o Thiaguinho para imediatamente à frente e sem perceber, desvio rapidamente de uma cascavel que por um pouco não picou a picou a perna dele, foi muita sorte. Dois quilômetros depois, passamos por um bar, que estava fechado , mas um senhor nos indicou que se quisessemos voltar pra Ipeúna, teríamos que virar a direira e seguir pedalando até o curral de uma fazenda, onde deveriamos contornar pela direita e nos apegarmos à estrada principal.
Como sol ja está bem baixo, os paredões do nosso lado direito, vão ficando belíssimos. Mas se o cenário é de tirar o fôlego, o caminho é de tirar a nossa paciência. O areião vai travando a gente , a pedalada não desenvolve, eu praticamente não tenho mais água, a comida acabou faz horas . Claro que poderiamos buscar socorro em algum sitio próximo, pelo menos pra buscar uma hidratação, mas a vontade é de chegar, de encerrar . As pernas já pedalam no modo automático, a minha bicicleta começa a dar sinais que o freio não quer mais funcionar e cada vez, preciso fazer mais força com as mãos.
E a gente pedala, e à frente dos nossos olhos, vão ficando para trás uma infinidade de pequenas propriedades rurais, choupanas jogadas à beira do caminho, matutos e seus animais de estimação, bois, vacas, cavalos, tratores, carroças, plantações, riachos , capões de mato, num sobe e desse sem parar, até que nem eu, nem equipamento aguentam mais . Os freios da bicicleta se foram, a minha capacidade de seguir pedalando , virou pó. Sou um homem entregue ao meu próprio sofrimento, ao meu desespero individual. Não consigo nem mensurar o que o Thiaguinho deve estar pensando de mim, também estou numa condição que nem me importo mais , sou só um homem morto que não caiu porque ainda me resta um brio interior, tentando resguardar o ultimo vestigio de dignidade que me sobrou.
Já fazia mais de hora que o sol havia nos abandonado, quando uma tempestade desabou sobre nossos ombros. A noite era tão escura , que eu mal enxergava o Thiaguinho , que desembestou na dianteira, ladeira abaixo e quando tentei acionar os freios, as rodas trepidaram, balançaram de um lado para o outro e eu me vi totalmente desamparado , virei passageiro daquela geringonça dos anos 80. A velocidade só fazia aumentar, pensei em me jogar pro barranco, mas as valetas laterais teriam me moído no buraco. Tento manter a calma, mas as minhas energias depois de mais de 12 horas de pedalada, me levam a um transe de resiliência. Penso em pular, mas aí me vem a lembrança, o dia em que eu e meu irmão, numa infância distante, nos jogamos de cima de uma bicicleta sem freio, numa ladeira da nossa aldeia e acabamos sendo trucidados pelo chão. Enfio o tênis na roda traseira, mas o solado do maldito é daqueles tênis de atletismo e o atrito não resolve porra nenhuma. Mesmo assim, continuo tentando e quando vejo que o terreno se arrefeceu um pouco, boto os pés no chão e ao encontrar um amontoado de areia, pulo, como quem pula de um caminhão desgovernado, mas sem soltar as mão da bicicleta. Fico no cai, mas não cai, danço conforme a ondulação do terreno, até que quando me vejo estabilizado, largo mão daquela merda e me esparramo na areia molhada, enquanto o veículo do satanás, de duas rodas, segue seu caminho até se deter mais à frente. Eu não sou mais ninguém, o ciclista animado da manhã, agora parece um ser que não consegue se sustentar sobre as próprias pernas , estou acabado, a vontade é sentar e chorar.
Agora a coisa ficou feia de vez. Até então, a minha capacidade de pedalar já não existia mais , só que agora, sem nada de freios, eu não conseguia nem descer as ladeiras montado, porque naquela escuridão avassaladora, não conseguia ver nada , saber se a ladeira era perigosa ou não. Então, eu subia empurrado e descia empurrando, enquanto a chuva fria castigava nossa cacunda. E nem quando o Thiaguinho me chamou a atenção para as luses da cidade, que se apresentou à nossa frente , eu me animei. Mas eu continuei, cabeça baixa , moral abaixo do volume morto . As cãibras surgirem , era algo inevitavel , a cada 15 ou 20 minutos, lá estava eu, jogado ao chão, com os musculos enriquecidos, dores tão fortes quanto a minha vergonha diante da situação.
Só quando passamos enfrente aos campings , foi que me dei conta que estavamos perto do asfalto e quando lá chegamos, minha vontade era de jogar a bicicleta fora , porque eu já não tinha mais forças nem pra pedalar no terreno plano e firme, por isso empurrei na maior parte do tempo, até que quase NOVE da noite, desembocamos em definitivo na PRAÇA CENTAL de Ipeúna, quase 13 horas de pedaladas e então , nos sentamos à frente da barraca de lanches e quando o sanduiche de costela atingiu a minha corrente sanguinia , uma lagrima escapou dos meus olhos.
Quando o Thiaguinho lançou o convite, pensei em recusar, eu estava fisicamente destruído por atividades ligadas a outros esportes tradicionais. Mas achei que seria deselegante deixá-lo na mão, já que era uma promessa antiga , que eu vinha adiando, mesmo assim , deixei bem claro que só iria com o intuito de fazer um belo passeio, apenas pra mostrar parte da região pra ele. O problema, é que a maldita palavra "passeio" jamais fez parte do nosso vocabulário, quando a gente inventa algo, será sempre acima da nossa capacidade de bom senso. O suposto passeio, se tornou numa jornada de quase 13 horas , um epopéia de achados e perdidos , que misturou montain bike com exploração de cavernas, mergulho em lagoas, descida à cânions, banho de cachoeira, pedaladas em trilhas e pastos sem caminhos . Saímos em busca de uma jornada tranquila, voltamos destruídos pela aventuda que encontramos pelo caminho.
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Hola amigos mochileiros,
Depois de ter pesquisado muito, lido muitos depoimentos e me divertido com eles, achei importante compartilhar com vcs um pouquinho do que foi minha trip, as experiências boas, engraçadas e algumas menos engraçadas, na verdade alguns perrengues...faz parte neh!
Sou paranaense, tenho 26 anos, e resolvi fazer meu primeiro mochilão sozinha.Falo isso para as meninas que estão lendo esse depoimento, estava meio encanada inicialmente, mas vão por mim, lá vc descobri que não é a única e que já sabemos nos cuidar, então um pouquinho de senso de perigo já te salva de muitas . Estava meio estressada do trabalho e como todo ser precisava de paz um pouco.Encontrei esse roteiro aqui mesmo no site do mochileiros.com e depois de várias alterações, resolvi priorizar alguns lugares que estava doida para conhecer. Nessa parte o depoimento da paulaboracini, ferjeona e muitos outros e o documentário em video da galera do Mochila Club me ajudaram demais!
Assim priorizei:
•Salar de Uyuni;
•San Pedro de Atacama;
•Machu Picchu e lógico Wayna Picchu (mal sabia que ia perder meus joelhos depois..rsrsrsrss);
•Lago Titicaca;
E foi assim que decidi as cidades, a quantidade de dias em cada cidade e cheguei no meu roteiro final, fazendo primeiro a Bolivia, depois Chile e Peru.Foi uma viagem maravilhosa.Mochilando sozinha vc se descobre e conhece muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitas pessoas! Lugares maravilhosos, muitos risos .
Tenho que dizer que amei a Bolivia, pais lindo, pobre sim e um pouco perigoso, mas se vc sabe se virar em cidades grandes como Rio e Sampa, perae neh!!!!!!!
Se tivesse emprego na minha area em San Pedro de Atacama, eu me mudava p la, pedia transferencia e td, a cidade e demais, os chilenos sao demais, levem uma camisa do Brasil, depois me contem!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E ah..todos os problemas que tive foram no Peru, na verdade ate estava desanimada, mas ai encontrei algumas pessoas maravilhosas, e nessa parte descobri que viajar sozinha e bom....mas qdo encontramos pessoas legais e com afinidades, a viagem se torna ainda melhor!!!!!!!! Mesmo estando no Peru......
Roteiro Final:
03/04: Saida Maringá para São Paulo e São Paulo para Santa Cruz de la Sierra.
04/04: Sucre
05/04: Potosí
06/04 - 08/04: Tour pelo Salar de Uyuni até San Pedro do Atacama
08/04 – 11/04 : San Pedro do Atacama ( ia ficar 2 dias, mas San Pedro e demais! Alterei e tirei Puno e fiquei dois dias a mais)
12/04 : Arica, somente ½ dia.
12/04 : Tacna, só de passagem mesmooooo!
13/04 – 15/04: Canion del Coca e Arequipa
16/04 – 19/04: Cuzco, Vale Sagrado e Machu Picchu.
20/04: Copacana e Isla del Sol.
21/04 e 22/04: La Paz
23/04: Santa Cruz de la Sierra - Brasil
Meninas, se forem a Laguna Cejar em San Pedro do Atacama, aliás para toda viagem, por Jesuissss levem muito creme p/ os cabelos e um creme mega hidratante para a pele.Pq meu Deus! rsrsrsrsrsrrss
Só reservei o primeiro hostel em Santa Cruz de la Sierra, o resto fui me arrumando quando chegava na cidade! e haaaaaa! ia esquecendo!
Vale demais a pena comprar a passagem de Santa Cruz para Sucre de avião!
E assim segue!
Alguns arquivos não anexam devido ao tamanho, mas segue GUIA DE TURISMO da cidade de SUCRE e GUIA TURISTICO da cidade de SAN PEDRO de ATACAMA!
-http://www.4shared.com/document/4YYS-8Pc/Guia_Sucre.html/
-http://www.4shared.com/document/yWKGg0M0/Guia_ATACAMA.html/
MOCHILAO_O_que_levar.xls
Planilha_Custos_Bol_Per_Chi_2011.xls
BOLÍVIA






Como tinha saido de Maringá cedissimo, as 06 da manha, cheguei e SP e meu voo so saiu ás 16:30h para Santa Cruz.Duas horas e meia de viagem estava em Santa Cruz.Fuso horario de uma hora a menos, portanto, cheguei as 18:00h do horario local.Ja tinha reservado pela net o Hostel Jodanga, hostel bom com piscina, mas nem pude aproveitar, pq estava mega cansada e precisava comer, dormir e preparar os animos!
Como diria um amigo meu, em Santa Cruz no hay nada o que hacer, entao fiquei bem de boa no hostel, curtindo a galera, nossssa como tinha israelense nessa parte da viagem, me enturmei no meio deles e terminei a noite assim.No outro dia meu voo para Sucre saia 10:30h pela Aerosur, la de cima vi o qto foi bom ter ido de aviao, meu deus, imagino a viagem de bus!!!!!!!!!! 30 minutinhos e ja estava em Sucre, lá estava em la Ciudad del Blanca!
Links:
http://www.jodanga.com
http://www.aerosur.com
http://boa.bo
Gastos:
Taxi: aerorporto - hostel : 60 bolivianos! (cidade cara!)
Hostel: U$ 15,00 - Quarto de seis camas e banho privado, limpinho e bem tranquilo!
Alimentação: nesse dia nao tive gastos, meus amigos israelenses fizeram uma super macarronada (tem cozinha la) no hostel e me chamaram, obrigada Morin e Assaf!
04/04: Sucre - La ciudad del Blanca!
Acordei cedo, tomei um taxi para o Aeroporto e fui rumo á Sucre, ja tinha combinado com o taxista que me levou no hostel o horario para manha, ele apareceu no horario certinho, pontualidade britanica! Viagem rápida e tranquila estava as 11:00h em Sucre!
Muita confusao na chegada no aeroporto em Sucre, dois milhoes de taxistas querendo fazer corrida, estava sozinha entao resolvi negociar com um taxista a corrida ate o Parque Cretáceo, depois na rodoviaria para comprar a passagem a Potosi e depois ele me deixava na cidade.Combinado e preço acertado, partimos rumo ao Parque Cretaceo.
Achei legal o Parque Cretáceo, tem até efeitos especiais com ruidos e tal dos dinossauros, as pegadas na parede do outro lado no paredão, tirei muitas fotos legais, a guia vai te explicando as historias de qdo se encontrou os fosseis, e bem legal mas meio comercial!!!!! e como diz um amigo meu foi ai que descobri que sou maniaca por foto! akkakakakakakka
O taxista ficou la embaixo me esperando, alias antes de esquecer, ai foi o meu primeiro contato com a altitude, nao passei mal na viagem, mas como eu andava devagar, e como falta ar e vc cansa!
Desci e partimos rumo a rodoviaria, comprei minha passagem para Potosi no final da tarde ás 17:00hs. De lá ele me levou ao centro da cidade na Plaza das Armas, deixei a minha mochila grande no Hotel Plaza,bem em frente a Plaza, a gerente foi super legal não me cobrou nada.Comprei uns Pringles e um refrigerante, nao estava muito boa do estomago para comer nada alem disso e fui na Casa da Cultura pegar os roteiros e a localizacao do Monasterio de Santa Clara e do Monasterio de San Martin, pois so ia ficar ate as 17:00h na cidade.
A Plaza de Armas e bem bonita e o centro da cidade nao e muito grande, da pra andar a pe em td! Achei Sucre muito bonita, os predios sao todos brancos, arquitetura legal, bonita mesmo a cidade.
No San Martin, toquei a sineta e uma freira bem simpatica veio abrir a porta.Paguei a entrada e ela me deu a chave do terraço.Nao tem guia, vc vai andando pelo monasterio e sobe no terraço.Mais dois milhoes de fotos e desci rumo ao Monasterio de Santa Clara.
No Monasterio de Santa Clara, tem guia, ela te mostra as reliquias de la, as roupas dos padres, a igreja em recontrucao, e la as freiras ainda estao enclausuradas.Pra quem gosta de arte, é bem legal pois tem peças lindas!
Peguei um taxi, pois ja estava no meu horario e fui para a rodo pegar o bus para Potosi, foi ai que conheci mais 3 israelenses, com esses fizemos mta festa!!!!
Dentro do onibus, tinha um argentino, tomamos chimarrao, mas um detalhe, os caras colocam açucar, tah gente q sou paranaense, mas tomo mto chimarrao aq, mas com acucar foi a primeira vez! enfim foi bem divertido, jogamos truco, tomamos um chimas e rapidinho estavamos em Potosi.
A viagem para Potosi é rapida, 3 horas estavamos na cidade.Sem hostel ainda, fui no Hostel indicado pelos meus amigos israelenses, hostel bom, acomodada fomos comprar um vinho e terminamos a noite tomando um vinho chileno e fomos dormir.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111106215326.JPG 500 375 Cretáceo]Parque Cretáceo. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026191141.JPG 500 375 Santa Clara]Monastério Santa Clara. [ ].[/picturethis]
Gastos do dia:
Taxi hostel Santa Cruz- aeroporto: 60 bolivianos.
Taxa aeroporto: 15 bolivianos.
Passagem para Sucre aviao: U$ 45,00, na net estava mais caro, comprei no balcao e paguei mais barato!
Taxi em Sucre: 80 bolivianos todo trecho.
Entrada Parque Cretaceo: 30 bolivianos + direito de foto: 5 bolivianos.
Monasterio San Martin: 10 bolivianos.
Monasterio Santa Clara: 15 bolivianos.
Passagem para Potosi: 17 bolivianos pela empresa Transemperador.
Taxi em Potosi: 20 bolivianos, dividimos, deu 5 bolivianos p/ cada!
05/04: Potosí
Dormi no Hostel Valle del Velmonte na Calle Ramos, hostel bom e limpinho, entretanto verifiquem com a recepcionista qual chuveiro esta com água caliente, pois abri um monte até ela me falar qual estava quente.Tive sorte, pois não estava com lotação o hostel e peguei um quarto privado pelo preço de um compartido. De noite mesmo quando cheguei já acertei no hostel os passeios para o outro dia.Passeio pelas minas de prata de manha e o Thermas de Ojos de Inca á tarde.Potosi e uma cidade pobre, mas tem muitos hostels e bons restaurantes.Almocei no 4600m, boa comida e lugar agradável.
Saimos as 09:00hs para o passeio nas minas.Colocamos as roupas, botas, chapéus.O guia te passa algumas explicações e tal, pegamos a van e subimos para um mercadinho que ele faz umas demonstrações e vc compra folhas de coca.As 10:00hs estávamos na mina Cerro Rico.Logo de cara dois franceses desistiram, se vc tem claustrofobia nem tente!Foi mto diferente a sensação, tem mineiros que trabalham la embaixo, subimos, descemos e passamos por lugares apertadíssimos.A sensação e meio estranha, mas como gosto de aventura, fomos a parte mais perigosa e entramos num lugar onde tinhas algumas explosões.A única coisa que não curti foi as paradas que o guia faz, as rezas e os altares que tem, achei mega comercial! Do mais curti bastante, voltei para Potosi, almocei e esperei a van no hostel para o Thermas de Ojos del Inca ás 15:00hs.Fica a 30 minutos de Potosi.Aproveitei o tempo e fui no mercado comprar umas coisinhas para levar no passeio em Uyuni.
Estava frio, mas a água estava bem quentinha, resolvi entrar, paisagem maravilhosa!
Voltei correndo para Potosi, pois meu ônibus para Uyuni era as 19:00hs pela empresa Trasemperador.Cheguei em cima da hora, embarquei e fui rumo a Uyuni.Ai o frio começou a pegar.Na rodo umas crianças entram cantar para os passageiros e pedem dinheiro, e f..... essa parte!
Cheguei em Uyuni as 02:30hs da madru, precisava de um banho quente e um lugar bem quentinho.Entao resolvi abrir a mão e fui direto ao Hostel Magia del Uyuni, mais caro que os outros, mas mtoooo bom!
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026191907.JPG 500 375 Cerro Rico]Mina Cerro Rico - Potosí. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026193010.JPG 375 500 Thermas Ojos de Inca]Thermas Ojos de Inca. [ ].[/picturethis]
Gastos do diä:
Hostel em Potosi: 30 bolivianos
Passeio Cerro Rico: 70 bolivianos
Folhas de Coca: 10 bolivianos
Passagem Potosi: 35 bolivianos
Ida para Thermas: 30 bolivianos + 10 bolivianos de entrada
Almoco: 50 bolivianos
Supermercado: 45 bolivianos
CONTINUANDO........





Para responder algumas perguntas que me enviaram segue algumas considerações sobre a Bolivia, antes de entrar no Tour do Salar de Uyuni e desembarcar em Atacama
:
•Todo aeroporto e rodoviária tem taxa de embarque, e não vem incluso na passagem aérea quando compramos e nem na rodoviaria, tem que pagar a parte.Embarque nacional nos aeroportos são Bs 15, internacional (Bs 175,00) e as taxas de embarque nas rodos variaram de Bs 2 a Bs10, nas cidades que passei.
•Não vi na Bolivia muitos estabelecimentos opção para pagamento em cartão de crédito, Visa, Mastercard , American...simplesmente e quase impossível achar, por isso minha sugestão é leve um pouco de dinheiro em espécie.Para ser sincera, nem a Aerosur tem maquininha para passar cartão em Santa Cruz, ai vc já entende!
•E qdo vc acha, eles te cobram taxas variáveis, variando desde 3% a 6% além do preço normal.
•A minha estratégia foi levar uma grana em espécie, no aeroporto em Sampa troquei por dólar.Em Santa Cruz fui e troquei uma quantidade que sabia que ia usar nos próximos dias e levei no Money Belt.Dormia abraçada com a carteira, mas levei e foi o que me salvou, pois não vi como disse muitos “Carreros eletrônicos”para sacar dinheiro local.
•Não vou fazer muitos comentários sobre as paisagens, pq as fotos já mostram que são de outro mundo e é o lugar mais lindo que já vi na vida!
Quem foi entende!!!
Vamos lá..desembarcando em Uyuni as 02:30hs da madru.
06/04 a 08/04 – Começa o Tour pelo Salar de Uyuni!
Como tinha me despedido de meus amigos israelenses que ficaram mais alguns dias em Potosi, segui viagem para Uyuni sozinha.Cansada e precisando de um banho e de madrugada, peguei minhas “equipajes” e fui atrás de um Hostel.Dentro do ônibus dei sorte de sentar do lado de um homem que morava em Uyuni e ele me deu as dicas e onde ficava o hostel que fui.Super-recomendo, água quentinha, e para as meninas no banheiro tem até sache de creme para hidratação da Wella para os cabelos, adoreiiiiiii!!!!!!! Além do ambiente ser todo diferente, com decoração tipo Dias das Bruxas, hiper-bacana!
Hostel La Magia del Uyuni
http://www.hostalmagiauyuni.com
Colon, 432
Levantei cedo e tomei o desayuno, e parti para o centro da cidade atrás de uma agencia para fechar os pacotes para o Tour.Tinha reservado três dias, e nessa devo agradecer ao pessoal do mochileiros.com, pq fui direto no Colque Tour, como indicado e não me arrependi. Uma dica: ninguém te avisa que vc tem que pagar a parte a entrada no Parque da Laguna Colorada, são Bs150,00 a parte!
Bom aí descobri que o Salar estava com muita água e não conseguiríamos ir a Isla del Pescado.Confesso que fiquei um pouco desapontada inicialmente, mas depois com tantos lugares lindos...nossa!
Comprei algumas coisas no mercado para levar na viagem e partimos.Aqui vale uma consideração, quem não fechar com a Colque, vale a pena dar uma olhada na situação dos 4x4 e conversar com o pessoal que esta voltando, vale sempre a pena priorizar a segurança .Em La Paz depois também encontrei um guri que no Tour perdeu a mochila grande no meio do deserto.Caiu de cima do carro e eles não ressarciram quase nada...e uma dica!
Acertei o preço e embarquei, eu, um casal de suíços e um casal de franceses! Fui de vela a viagem toda!!!!!!!!!!!!!!! Fazer o que?
Como disse, não fomos a Isla del Pescado e seguimos a seguinte rota, saindo as 10:30hs do dia 06:
• Cemitério dos trens: da para tirar umas fotos legais.
• Povoado de Colchani: para comprar umas lembrancinhas.
• Salar de Uyuni: levem óculos e protetor solar e se tiver água no salar, levem uma sandália ou chinelo, ninguém anda lá de tênis ou algo assim, vi muita gente descalça também.É feito o almoço no Hotel de Sal, na minha vez foi salada, carne de lhama, batata, refri...
• Dormimos num povoado chamado Alyota, como todo brasileiro eu tomei banho!!!!!!!! O banheiro não era essas maravilhas, mas cheia de sal..nao dava neh!!!! Eu fui a única ta! No jantar foi uma super sopa, boa!
• Acordamos ás 6h e ai fomos adentrando as Cordilleras.
• Laguna Cañapa;
• Laguna Hedionda;
• Laguna Honda: almoçamos lá, demais!
• Arbol de Piedra;
• Deserto de Silioli;
• Até que chegamos na Laguna Colorada e no tal Refugio! A Laguna Colorada e maravilhosa, sem comentários! Mas o refugio, meu deus! Não tive coragem de ir no banheiro e ainda bem que levei bastante água mineral, e assim escovei os dentes!!!!! Tenho que comentar, quando fui comprar minhas coisas para a viagem, impliquei com um vendedor que queria me vender uma lanterna de R$80,00 ( era iniciante tah), que era mto boa e dizia ele que eu iria precisar.Relutei, relutei, mas levei, e por fim foi a salvação do setor que estávamos, pois acabou a luz a noite e a lanterna de todos era bem fraquinha.A minha parecia um farol de carro!!!!! Palmas para o vendedor, salvou todos refugiados!!!!!!!
• No Refugio tem uma vendinha, tem de tudo e para se carregar maquina fotográfica, o que vc tiver é só lá e são Bs 15,00 por 2 horas!!!!!!
• No ultimo dia levantamos cedo, as 5h da manha para pegar o Geiser Sol de Manhana.Ia esquecendo, eu entrei no Thermas!!!!!!!!! Um frio de uns 5C e eu entrei, so tinha finlandesa e americana, mas eu entrei firme e forte.Agua quentinha, Bs 3,00 para entrada!
• Passamos no Licancanbur e sua Laguna Verde! Não estava tão verde, diz o guia que faltava vento! Mas o Licancanbur imponente...sem comentários!
• Laguna Blanca;
E desembarcamos na fronteira, como tinha feito com a Colque, o ticket do transfer já estava junto e em 1h estávamos no Chile.Não tive que pagar os tais Bs15,00 na fronteira, mas um grupo anterior teve que pagar.
É perceptível quando se chega no Chile, as estradas são boas!!!!
Links:
http://www.colquetours.com
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026193506.JPG 500 375 Cemitério dos trens]Cemitério dos trens . [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026194412.JPG 500 375 Salar de Uyuni]Salar de Uyuni. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026194207.JPG 500 375 Caminho para as lagunas]caminho para as lagunas. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026194519.JPG 500 375 Laguna Canapa]Laguna Canapa. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026194639.JPG 500 375 Laguna Hedionda]Laguna Hedionda. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026193930.JPG 500 375 Laguna Honda [b:2o00gziy]Laguna Honda.[/b] [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026194755.JPG 500 375 Arbol de Piedra]Arbol de Piedra. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026195039.JPG 500 375 Laguna Colorada]Laguna Colorada. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026195140.JPG 500 375 Thermas]Thermas. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026195234.JPG 375 500 Licancanbur e Laguna verde]Licancanbur de Laguna Verde. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026195338.JPG 500 375 Laguna Blanca]Laguna Blanca e adeus Bolivia. [ ].[/picturethis]
Bom gente..as fotos ja dizem que o lugar é maravilhoso!!!!!!!!!
Gastos do periodo:
Hostel em Uyuni: 100 bolivianos
Pacote tres dias pelo Tour com a Colque: 600 bolivianos
Entrada Parque Laguna Colorada: 150 bolivianos
Supermercado e superfluos: 100 bolivianos!
Carregar maquina: 15 bolivianos
Thermas: 3 bolivianos!
Presentes em Colchani: 22 bolivianos
Vinho para beber no refugio dividido por 5: 20 bolivianos!!!!!
Volto logo com o desembarque em San Pedro do Atacama!
Ate!!!!
CHILE........





Segue algumas considerações do Chile antes de continuar o relato:
•O país me impressionou de verdade, gostei muito dos chilenos, são alegres e me senti menos lesada, diferente de como me sentia na Bolivia e no Peru ao final de uma negociação, mesmo que fosse com o taxista!
•Pais caro, achei muito caro! Caro até para os chilenos, pois não vi muitos viajando de férias em seu próprio pais.
•As duas cidades que passei, Arica e San Pedro, oferecem boa acomodação com hotéis para todos os bolsos, e bons restaurantes. Na verdade me senti muito bem por poder comer desencanada! Na verdade San Pedro tem restaurantes ótimos para todos os bolsos!
•Vi mais caixas eletrônicos e muitos lugares que aceitavam cartão de credito, mas as taxas além do preço normal foram cobradas em alguns estabelecimentos.
•Não se pode entrar com folhas de coca e nem frutas no pais.
•Fiz quase tudo que tinha planejado em San Pedro do Atacama, tem varias opções de passeios diferentes. Eu andei de cavalo no Vale de la Muerte, fiz Sandbording, fui de bike até Cartarpe, so faltou a observação do céu!!! Pq nunca chove no Atacama, so 20 minutos por ano!!!!, mas eu estava la! Entao choveu e o céu ficou nublado!!!!!!!!!!
08/04 á tarde a 11/04! San Pedro de Atacama!
O transfer nos deixou na entrada em San Pedro do Atacama para dar entrada no pais. Na fronteira chilena revistaram toda minha bagagem, revistam mesmo!
O motorista nos deixou na Agencia da Colque, na Calle Caracoles, é a rua principal. Descemos e como disse, a cidade tem todas as opções de preços de diárias, variando pelo o que vi de 6.000 pesos a 40.000 pesos.
Nao comentei ainda que encontrei no Salar um paulista, amigo meu!!!!!!!Bom ele me salvou em San Pedro, pois quando desembarquei em San Pedro estava subindo a Caracoles, eu encontrei ele!!! E ele me passou essa dica de Hostel!
Aqui vai uma dica: a Colque esta construindo um Hostel na entrada da cidade. Ninguem percebe aquele hostel e não fica longe! So tem 4 apartamentos prontos, com banheiro privado, água quente e duas camas, super-seguro, cama boa! Fomos na agencia e acertamos o preç
que eles me passaram é que a diária é 15.000 pesos para individual e 10.000 pesos por pessoa se vc for dividir com alguém ( já que tem duas camas). Para ter uma idéia o Hostelling Internacional cobra a diária de 6.000 pesos em quarto e banheiro compartido.Sem comparação com o lugar que fiquei, e depois encontrei uma carioca que ficou no Hostelling e quando ela voltou do passeio tinham mexido na bolsa dela!!!!
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111109211007.JPG 500 375 Colque]Hostel da Colque. [ ].[/picturethis]
Acertei todos os passeios na Colque.Quem quiser vale a pena pesquisar, tem muitas agencias e todas oferecem o pacote com vários tipos de passeios com saídas diárias.Usei a diária do hostel para baixar o preço do pacote e acertei os seguintes passeios:
•Laguna Cejar: acabamos passando também no Salar de Atacama e nos Ojos de Atacama, com direito a Pisco Sauer no por-do-sol! Já falei meu comentário sobre essa Laguna, o cabelo fica emprestavel!!!!
•Vale de la Luna: pagamento de 2000 pesos a parte para entrada no parque, ninguém te avisa tah!
•Vale de la Muerte: com direito a vinho no por-do-sol.O guia era gente boa!!!
•Geiser El Tatio com pueblo Machuca: pagamento de 5000 pesos para entrada no parque, ninguém te avisa denovo! Não caiam nos preços das cholas em Machuca, o preço do espetinho de lhama varia de acordo com a cara do cliente!
Gostei de todos os passeios, so o El Tatio que estava com muito sono ( a saída e as 4 da manha) e frio..levem roupa de frio! Que nem conseguia abrir o olho direito! Tem Thermas no Geiser, mas esse não queria entrar.
Na verdade passei a noite anterior comemorando a volta para o Brasil do meu amigo paulista, e nem dormi direito! Vinho chileno ainda!!!!!!!!
Como gostei da cidade resolvi alterar e tirar Puno e ficar mais dois dias.Entao, num dia fiquei de manha fiquei andando pela cidade e a tarde, acertei o passeio de cavalo pelo Vale de la Muerte e depois Sandbording nas dunas !!!! Ai eu me senti a Indiana Jones, demais!!!!!!!!!!!
No ultimo dia o passeio de manha para o Thermas de Puritama não deu certo, não tinha muitas pessoas! Entao aluguei uma bike e fui para Pukara de Quitor, e bem pertinho fica so a 3km do centro da cidade.Subi um monte e nisso tenho que fazer um comentário!!!!! La em cima tem uma churrasqueira!!!! Isso mesmo, com bancos cobertos e mesa grande!!! Uma churrasqueira, se eu soubesse tinha levado carne e bebida!!! Ficou certo para a próxima ida a San Pedro um churras no mirante em Quitor!!! A entrada no parque são 2000 pesos!
Não contente, peguei minha bike e fui na Caverna do Diabo e também em Cartarpe, que é um Oasis, muito legal..tem igrejinha e tudo!
Mega cansada voltei para o hostel, o gerente foi legal e guardou minha mochila e deixou eu tomar banho, mesmo já tendo fechado a diária.
So não consegui fazer a observação das estrelas, pois como disse estava dando aquelas pancadas de chuva e estava nublado os 4 dias que fiquei lá.Mas quem tiver interesse, a Agencia se chama Spaces , fica na Calle Caracoles e eles cobram 15.000 pesos por pessoa.Tem guias em inglês e espanhol.
Embarquei no ônibus da empresa Tur Bus as 20:00hs rumo a Arica, são 10 horas de viagem!!!!
Gostei muito de San Pedro como já disse, o ambiente e legal, o deserto e demais.Tinha filme a noite na praça no telão para vcs terem noção, adorei isso!
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026201534.JPG 500 375 Laguna Cejar]Laguna Cejar. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026201645.JPG 500 375 Ojos de Atacama]Ojos de Atacama. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026201738.JPG 500 375 Salar de Atacama]Salar de Atacama. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026201840.JPG 500 375 Parque El tatio]Parque El tatio. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026201938.JPG 500 375 Vale de la luna]Vale de la luna. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026202038.JPG 500 375 Vale de la muerte e a cavalgada]Vale de la Muerte e a cavalgada. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111111212236.JPG 500 375 Sandbording]Sandbording no Vale de la Muerte. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026202142.JPG 500 375 Pukara de Quitor]Pukara de Quitor. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026202247.JPG 500 375 Catarpe]Minha bike, Catarpe e ida para a caverna do diabo! [ ].[/picturethis]
Links:
https://www.turbus.cl/ - tem os horarios de saida dos onibus!
http://www.4shared.com/document/yWKGg0M0/Guia_ATACAMA.html
Gastos do período
Diárias dos 3 dias, pois o dia 11/04 fechei a conta: 30.000 pesos, 10.000 pesos por dia.
Pacote com Passeios na Colque: 30.000 pesos.
Entrada Vale de la Luna + El Tatio + Pukara de Quitor: 9.000 pesos.
Aluguel da bike: 3.000 pesos.
Passeio a cavalo + sandbording: 10.000 pesos.OBS: negociei muito com o dono da agencia, pois são 6.000 pesos/hora.O passeio no Vale de la Muerte leva 3 horas, mas como não tinha movimento, consegui baixar o preço.Tem outras opções de passeio, incluindo Catarpe, Quitor, Vale de la luna, mas fica bem mais caro.Ai vai da grana que vc tem.
Alimentação: em média 5.000 pesos/refeição.
Passagem para Arica pela empresa Tur Bus: 16.000 pesos
12/04 – Arica!
Desembarquei em Arica ás 05:30 hs! Esperei abrir o guarda-volumes as 07:00hs, guardei minhas bagagens e esperei clarear para sair.É fácil chegar na praia.Subi o morro de Arica e de lá avistei o grande Pacífico.Para falar bem a verdade prefiro as praias do BR, mas Pacifico é Pacifico.Não demorei, voltei para a rodoviária internacional, comprei o direito de embarque,(2000 pesos) e rachei um taxi (1500 pesos) com o pessoal que estava esperando para ir a Tacna e me despedi do Chile.
Gastos do dia:
Direito de embarque: 2000 pesos
Taxi Chile-Peru: 1500 pesos
lanche rápido: 3000 pesos
Total do periodo: 6500 pesos
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026202956.JPG 500 375 Arica]Arica, Pacífico e a Praia de Chinchoro. [ ].[/picturethis]
PERU........





Algumas considerações:
Tive vários problemas no Peru, como já comentei tinha desanimado, mas conheci uma galera qude me animou.
As estradas do Peru são conhecidas por ser perigosas, com muitos assaltos a noite.Viajei a noite na melhor empresa, A CRUZ DEl SUR, mais cara e tive problemas!
Se forem fazer o Canion del Colca, não fechem com a Agencia Solo Mares! Pra ter idéia precisei ir a Policia de Turismo, pois o guia bebeu e ficou batendo na minha porta de madrugada no hostel em Chivay!!!!!!!! Rezei muito!!! Não imaginam o medo que senti!
Machu Picchu e lindo! Mas vale a pena e é uma alternativa ir até Aguas Calientes e depois subir para MP.
Quase perdi meus joelhos em Wayna, mas vale demais a penaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!
Fuso horario de menos duas horas de Brasilia.
Tacna – Arequipa
Feitos os tramites de entrada e saída do país, cheguei na rodo em Tacna e já comprei a passagem para Arequipa.Não comprem com agentes, eles cobram mais caro! Eu cai nessa! Cuidado com a notas de dólar também com algum defeito, eles não aceitam e vc só consegue trocar em casas de cambio!
Comprei a passagem a Arequipa pela empresa Moquequa! Não tive problemas, a única coisa que me assustou foi que eles tiram foto antes de cada passageiro em caso de assalto para se ter um registro.
A viagem foi tranqüila, quer dizer muitas paradas e cholas entrando e vendendo, mas ai td normal!
Cheguei em Arequipa as 10:00 hs da noite! Desembarquei e peguei um taxi e como não tinha reservado Hostel, fui direto ao Baviera Hostel, mas não recomendo, pois é caro e não é bom.
Já cheguei e fechei o pacote de dois dias pelo Canion del Colca com a Solos Mares!!!!!!!!!! Haaaaaa se soubesse!
No outro dia as 09:00 hs o ônibus passou me pegar, deixei minha mochila grande no hostel e parti.
13 a 15/04 - Arequipa – Canion del Colca
Canion del Colca:
Compramos folhas de coca e partimos.Algumas paradas para avistar o El Misti e as Vicunas do Parque Nacional! No ônibus encontrei o Rodrigo, um curitibano que me ajudou depois!
O caminho até Chivay e muitoooo legal, muitas curvas e ônibus parece que vai despencar !!!!!!!
Almoçamos em Chivay e fomos para o Hostel.A agencia me colocou sozinha em um Hostel, os outros turistas ficaram divididos em outrso hostel.As quatro saímos para ir ao Thermas! A entrada são 10 soles, vale a pena!
Ficamos até as 6:00 hs e voltamos a cidade.Depois a noite o ônibus passou nos pegar para ir ao restaurante com danças e comida típica!
Jantar gostoso, mesa grande e a dança animou os turistas! Experimentei o Colca Sauer e fomos para o Hostel pois no outro dia iríamos sair as 5:00 hs da madru.Ai começou meu pesadelo, o Hostel era bom nada a reclamar, mas a dona não estava e a noite so tinha um menino cuidando da entrada, e eu estava sozinha la.O guia ficou até altas horas bebendo e depois foi bater la dizendo que não tinha lugar para dormir.O menino deixou ele entrar e ele começou a bater nas portas, querendo entrar, ele bateu na minha porta e me chamou pelo nome e me pediu para abrir a porta!Nossa fiquei com muito medo! Ele sabia que eu estava la sozinha!Ouvi gritos e o menino com muito custo empurrou ele para fora, ele começou a gritar na rua dizendo que ia entrar.
Bom, no outro dia a dona do hostel chegou e chamou a policia quando ele chegou e fez uma representação contra ele.Embarquei no ônibus com medo e nem olhei para a cara dele, contei para o Rodrigo e ele ficou do meu lado para inibir qualquer atitude dele.Ai o Canion del Colca perdeu a graça para mim, tirei algumas fotos do lugar.Vale a pena ir, mas não via a hora de chegar em Arequipa!Passamos em alguns vilarejos e chegamos em Arequipa as 16:00hs, fui direto a Policia de Turismo e fiz uma representação contra a Agencia.
Mudei de hostel e fui para o Los Andes (hotel muito bom e barato), do lado da Plaza de Armas, comi um Burger King e dei uma volta na cidade.No outro dia levantei cedo e fui dar uma volta na cidade.Fui no Monasterio de Santa Catalina e não peguei guia, andei pelos labirintos , e fui para a rodo comprar minha passagem a Cusco.Não titubeei e comprei pela CRUZ DEL SUR, super-recomendada!!!! Mas não valeu de nada!
Assisti as comemorações pré-semana santa, enfeitaram a cidade e parti para a Rodoviaria.Arequipa e uma cidade muito bonita, perdeu um pouco de graça depois do que aconteceu mas vale a pena ir.
Embarquei no ônibus as 20:00hs, conheci um grupo de mineiros e partirmos rumo a Cusco.São 10hs de viagem.
La por volta das 02:00 da madru o ônibus parou.Ficamos duas horas e ninguém abriu a porta e nem veio avisar o que estava acontecendo!!!!!!!! Quando disseram duas horas depois que o onibuis quebrou e iriamos ter que esperar outro onibus vir de Arequipa!!!!!!!!!!!!!!!! Ou seja, ficamos ate as 06:00 da manha esperando dentro do ônibus no meio do nada, sendo que as estradas do peru são super-perigosas!!!!
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026210332.JPG 500 375 Canion del Colca]Canion del Colca. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026210426.JPG 500 375 Yankee]A vida nos pueblos da região do Colca. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111111214223.JPG 500 375 Colca]Colca. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111111214242.JPG 500 375 Arequipa]Arequipa. [ ].[/picturethis]
Links:
http://www.cruzdelsur.com.pe
Gastos do período:
Passagem para Arequipa: 30 soles - era 25 soles, como cai na conversa do guia, paguei 5 soles a mais;
Hostel Baviera: diária 50 soles;
Taxi: 5 soles, já pergunte antes de entrar;
Tour pelo Canion del Colca, 2 dias com estadia em Chivay: 70 soles;
Alimentação: em média 10 soles, Burger King sai por 13 soles;
Hostel Los Andes: 35 soles com quarto c/ 4 camas, mas fiquei sozinha, dei sorte!
Passagem para Arequipa-Cusco: 120 SOLES!
Entrada Monastério Santa Catalina: 10 soles;
16 a 19/04 - Cusco, Valle Sagrado e Macchu Picchu
Cheguei em Cusco ás 2 da tarde, tinha programado fazer o City Tour+Vale Sagrado.Como tinha programado chegar de manha e fazer o passeio a tarde, perdi esse dia, pois já chegamos e o passeio estava saindo.Resolvi ir no outro dia.Reservei pela net a estadia no Pirwa Hostel e la eles tem uma agencia, entao ja fechei tudo, inclusive estadia em Aguas Calientes que tb tem lá.Super-recomendo esse hostel, é bom, seguro, e o local é bem alegre, tem 4 na cidade, eu fiquei no Colonial.
Assim dei uma andada na cidade e não resisti e fui no Mac. A noite em Cusco é muito agitada, tem muiiiiiitttaaaa coisa para fazer la.Já agilizei a compra da passagem de trem de Ollanta- Aguas Calientes e a volta de Aguas Calientes-Ollanta.FACADA!
Bom no outro dia sai cedo e fui no passeio pelo City Tour.Não esqueçam de comprar o Boleto turistico para visitar os lugares, eu ja comprei tudo pela agencia do Pirwa mesmo.Só bobeei não comprar o boleto de Macchu Picchu, pois se vc quer entrar em Wayna tem q agilizar e já chegar com o bilhete, eu não fiz isso! mas ainda bem q consegui.
O onibus passa pegando o pessoal nos hostels e vamos aos locais.O City tour passa por vários lugares, Quoricancha, Tambomachay, Monasterio de Santa Catalina, Saqsaywaman.....
Nesse onibus encontrei um grupo de Floripa que salvou minha viagem, me diverti demais!
Cheguei hiper-cansada, e fui formir mais cedo para ter energia.
De manha surpesa, me trocaram de onibus e nao estava com os brasileiros, chorei p o guia e ele me trocou.No outro onibus seguimos eu e o grupo de Floripa e um grupo de argentinos e pouca rivalidade no onibus!Visitamos Pisac, e o sitio Arqueologico de Ollantaytambo, e ficamos na cidade para pegar o trem que nos levaria as Aguas Calientes.Pegamos o trem as 6 da tarde e chegamos em Aguas Calientes as 9.
Em Aguas fomos direto para o Pirwa e dai descobri que tinha esquecido de comprar o boleto para Macchu Picchu, e a agencia do governo so abre as 5 da manha.Para subir Wayna tem que chegar cedo para pegar as 400 entradas, assim tem que pegar as primeiras vans que sobem.Comemos, fizemos umas compras para levar para MP e fomos dormir cedo.
Estratégia: eu e um venezuelano que estava na mesma condição, fizemos o seguinte, eu fui para a fila da agencia do governo as 4 da manha, o venezuelano foi para a fila comprar o ticket da van que abre as 5 em outra rua, debaixo da ponte para ser especifica, de la nos encontrariamos na fila das vans onde o pessoal de Floripa estava guardando nossos lugares, isso tudo teria que acontecer ate as 5:15 hs, quando parte a primera van.Aguas Calientes e pequena e cebo nas canelas, conseguimos fazer tudo, qdo chegamos o pessoal ja estava embarcando na van. Conseguimos por pouco.
Tirar carteira de motorista no Peru não deve ser muito facil, pq a estrada que leva a MP, pelo amor de deus!
Chegamos em MP nas primeiras vans e conseguimos o boleto para Wayna, pegamos o da 10 hs, o das 7hs nao da p ver nada!
Parada para carimbar o passaporte, muito lindo o carimbo de MP, e pegamos uma guia para andar em MP, eu achei q vale muito a pena, pq sem guia vc nao entende o que e para que serve tudo aquilo.
MP é sem descrição, eu sou engenheira, fiquei perplexa....
Andamos por MP e as 10 hs estavamos la na entrada de Wayna, meu Deus, se forem preparem-se....so quem foi sabe! Meus joelhos uma semana doendo!Nunca vi tanta escada na minha vida!
Mas a vista ja recompensa, e indescritivel e so de saber que conseguiu chegar la, ja vale tudo!
Descemos Wayna e ficamos em MP,pegamos a van das 4 e as 10 peguei meu trem para Ollantaytambo.Me despedi do pessoal de Floripa e em Ollan peguei um taxi para Cusco, que sai bem mais barato.Tem um monte na saida do trem.
As 2 da madru estava em Cusco, voltei para o Pirwa e levantei no outro dia cedo.Parti para Copacabana - Bolivia - Lago Titicaca
Links:
http://www.perurail.com
http://www.incarail.com
http://www.pirwahostelscusco.com
http://www.boletoturisticocusco.com
http://www.pirwahostelscusco.com
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026222914.JPG 500 375 Cusco]Cusco. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026223005.JPG 500 375 PISAC]Pisac. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026223052.JPG 500 375 Wayna Picchu]Wayna Picchu, eu cheguei! [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111026223157.JPG 500 375 MP]MP e a foto básica! [ ].[/picturethis]
Gastos do Período:
Diária no Pirwa, incluindo a estadia em Aguas Calientes: 20 soles/dia
Alimentação: MAC - 10 soles, mas Cusco tem restaurantes para todos os bolsos!
Passagem: Olllan - Aguas Calientes : U$ 60,00
Aguas Calientes - Ollan: U$ 60,00
City Tour + Vale Sagrado: 70 soles
Refeição em Aguas Calientes: em média 15 soles, porém tem restaurantes p/ todos os bolsos tb!
Boleto turistico Cusco: 130 soles
Boleto Cusco: 126 soles
Van de Aguas - MP e volta: U$12,00
Guia em MP: 20 soles
Agua+ refri para levar em MP: 15 soles
Taxi coletivo Ollan - Cusco: 15 soles
Passagem Cusco - Puno: 55 soles
Taxi Puno - fronteira Bolívia: 35 soles
BOLÍVIA






19/04 - 20/04 Isla del Sol
Voltei para Cusco tarde e fui direto ao Pirwa, dormir pois no outro dia meu onibus para Puno saía cedo.Acertei com o pessoal da Agencia do Pirwa um onibus turistico as 8 hs. que me levaria até Puno e de la eu pegaria um taxi e iria Puno até a fronteira.Cheguei em Puno as 5 h da tarde lá embarquei no taxi, eu e mais dois argentinos.A viagem dura mais ou menos de carro 1h e meia.Chegamos na fronteira, fiz os tramites e cruzei.
Como estava na pré-semana santa, assim que chegamos avistei um grupo do exército marchando no meio da rua, cantando, dançando e tocando.Bastante festa, estava de volta á BOLIVIA.
Confesso que não senti mais saudades nenhuma do Peru e peguei um taxi coletivo e fui para Copacabana.
Em Copacabana eu não tinha reservado nada, nada mesmo, entao desci com o mochilao nas costas e fui na rua principal olhando os hostels e os preços.No meio da rua escutei meu nome, era um colombiano que tinha subido Wayna Picchu conosco.Ele me disse que iriam tentar atravessar o Titicaca á noite e dormir na Isla del Sol.Até onde eu sabia não tinha travessias á noite, entao fui no cais e conversei com o barqueiro, ele nos cobrou um pouco mais caro, mas já ajeitou a estadia no Hostel na Isla.
Bom, os meninos me ajudaram com a mochila e subi no barco.Conseguimos colocar mais dois venezuelanos e um americano para rachar.
Ás 9 da noite estava atravessando o Titicaca rumo á Isla, confesso que a sensação é maravilhosa e acredito que poucos turistas fazem esse trajeto ánoite, entao me considerei com muita sorte.
Descemos na Isla e então veio a surpresa, muita, muita escada denovo, eu já não aguentava mais, e estava escuro, peguei minha lanterna e subi.
Chegamos no Hostel, e fui tomar banho, cai na cama e apaguei.No outro dia pausa para o café e fui conhecer a ilha.A Isla del sol é composta por várias partes, eu fiquei na parte Yumani, que tem mais hostels e restaurantes.As acomodações são simples e tem bons restaurantes.Também tem passeios que partem pata Isla de la Luna, mas como não tinha mais tempo acabei nao conhecendo.
Tentei entrar na água, mas é muito gelada! Srsrsr
A última embarcação sai da ilha ás 4 da tarde para Copacabana, depois só fretado.A travessia dependendo do barco e do motor dura em média 1 hora.Confesso que não aguentava mais andar e carregar minha mochila, ai descobri que para o proximo mochilao devo esvazia-la de verdade.Combinei com uma chola e ela desceu com minha mochila nas costas, senti vergonha pela facilidade que ela carregava e eu não aguentava nem andar com ela nas costas.
Sentei na pontinha do barco, senti os pinguinhos da água e adeus Titicaca.
Voltei para Copa, comprei as passagens e esperei o onibus!
Os onibus da Bolivia são sempre uma surpresa, e esse não podia ser diferente! Srsrs
Peguei o onibus das 6, são muitas agencias, eu não anotei o nome da minha, esqueci.
Não te avisam que vc tem que atravessar o tal Estreito de Tiquina, vc tem que descer do onibus, comprar o ticket, entrar em uma lancha e atravessar.O onibus vai em outra balsa, so do outro lado que vc entra denovo no onibus....mas são muitos onibus e muita gente, então cuidado com os seus pertences e marque bem o seu motorista e seu onibus.
As 10 horas da noite estava em LA PAZ.
O dia seguinte foi reservado somente para compras no mercado das bruxas.
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111028153759.jpg 362.985685072 500 Mapa Isla del Sol]Mapa Isla del Sol. [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111028153859.JPG 500 375 Titicaca]Na foto é só um reflexo da lua no rio, mas quem atravessou o Titicaca á noite sente algo diferente! [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111028154026.JPG 500 375 Yumani]Parte Yumani da Isla del Sol [ ].[/picturethis]
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111028154124.JPG 500 375 Chola e a Isla e o Titicaca]Chola com minha mochila nas costas, a Isla e o Titicaca. [ ].[/picturethis]
21/04 - La Paz
Cheguei em La Paz e como já comentei era semana santa, então a lotação dos hostels estava máxima! Fui direto ao Hotel Copacabana, mas estava lotado.
O Loki Backpakers estava lotado a uma semana, entao minha terceria opção era o Hotel Rosario, não tinha muitas informações de hotéis em La Paz, cheguei lá e consegui estadia.O Hotel é bom, mas é um pouco caro!Mesmo assim estava cansada, resolvi não arriscar e fui para lá.
http://www.hotelrosario.com/
Av.Illampu 704
Desci a noite e fui dar uma volta em La Paz, a cidade é muito grande e barulhenta, se pudesse voltar gostaria de conhecer mais lugares em La Paz, mas minha volta estava se aproximando e tinha que fazer compras ainda.Fui no Burger King e comi um lanche.
Recebi vários emails dizendo que minha viagem ficou num custo bom , parte deste custo deve-se pq deixei para fazer todas as minhas compras na Feira das Bruxas em La Paz.Fiquei doida pelas pratas em PISAC-Peru, mas decidi por economia fazer todas as compras em La Paz.
Levantei cedo e fui direto ao mercado das bruxas e devo dizer que fiquei o dia inteiro por lá, comprei muitas coisas, fiquei observando as cholas sentadas na beira da rua, olhando os artesanatos e me acostumando com o transito totalmente desorganizado.
Cheguei a noite no Hotel fechei a conta e fui dormir cedo, pois meu avião de La Paz - Santa Cruz de la Sierra saía as 10hs, mas com a movimentação de turistas nessa semana, preferi chegar cedo.
Aí eu passei por outro perrengue!
Eu reservei a passagem de La PAz - Sta Cruz mas esqueci de confirmar, logo, eles venderam minha passagem, e fiquei sem.Minha passagem de Sta-Cruz- Brasil saia as 2 da tarde de Sta. CRUZ.
E AGORA??????????????????????????????????????????????????????????????????
Não imaginam que eu até chorei no balcão da AEROSUR, e como td mundo tinha conexão ou p/ o Brasil ou p/ a Argentina, ninguem desistiu.....
Ainda bem que cheguei cedo e com muito, muito custo eles readequaram a retirada de uma tripulante!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! e consegui embarcar!!!!!!!!!!!!!!!!
Cheguei em Sta. cruz peguei a conexão para SP e de SP para Maringá.......
[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20111030180246.JPG 500 375 LA Paz]La Paz e o mercado das Bruxas!. [ ].[/picturethis]
23/04 - Maringá!!!!
Cheguei de madrugadinha em Mgá, já com saudades de td q vi e passei!
O que posso falar é que acho que viciei em MOCHILAR!
Vale demais a pena conhecer outras culturas e pessoas com costumes diferentes!
SAUDADES jah!
Sei que foi meio longo e que demorei um pouquinho para terminar, mas espero ajudar alguém!
Bjosss!
Nessa Mariano





Planilha_Custos_Bol_Per_Chi_2011.xls
Editado por Visitante