Olá viajante!
Bora viajar?
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Olá mochileiros de plantão,
Estarei dando início aqui ao meu primeiro relato no Mochileiros.com. Este relato, uma viagem de carro (roadtrip) de 5 meses pela Nova Zelândia, é o primeiro de uma série de viagens que estou fazendo em minha volta ao mundo.
Um pouco sobre mim e minha volta ao mundo: Aos 28 anos eu resolvi vender tudo que tinha no Brasil e partir numa viagem de volta ao mundo como nômade: sem destino certo, sem roteiro, sem planos, sem data para voltar, morando e trabalhando em alguns países por onde passo.
Tenho uma página no Facebook(https://www.facebook.com/theworlduponmyshoulders), e um blog, o The World Upon my Shoulders (http://worlduponmyshoulders.com/), onde escrevo sobre os destinos que visito e dou dicas de como viajar barato e ser um nômade ao redor do mundo. Lá você vai encontrar muito mais informações complementares às que estão relatadas aqui. Curte lá, vai!
Chega de falar de mim e vamos ao que interessa, mas primeiro algumas considerações sobre a viagem devem ser feitas:
- A viagem que será aqui relatada foi realizada de Abril a Agosto de 2014;
- Como não tinha planos de fazer um relato, alguns custos (com comida, na maior parte dos casos) serão omitidos;
- Todos os custos mencionados são em NZ $ (Dólar Neozelandês), cujo câmbio era aproximadamente 1$ = 2 R$ na época;
- Kiwi é uma palavra muito usada na Nova Zelândia, e pode significar três coisas:
* A frutra kiwi, também muito encontrada no Brasil;
* Um pássaro nativo do país;
* Como os neozelandeses são carinhosamente chamados;
- Como utilizei de Couchsurfing e hospedagem na casa de amigos e pessoas que eu conheci na estrada além de ter passado a maior parte das noites dormindo no carro, o relato não inclui muitas informações de acomodação;
- Durante os 5 meses visitei praticamente todas as maiores cidades do país, com exceção de Gisborne.
- Como já tenho muitas informações publicadas no meu blog (http://worlduponmyshoulders.com/), o relato será focado na primeira pessoa do singular (EU!), com observações e comentários mais pessoais sobre os lugares que passei;
- Desde Setembro de 2014 tenho vivido na Nova Zelândia, mais especificamente em Queenstown, trabalhando e juntando uma grana para continuar viajando. Se você estiver em busca de alguma dica específica, dê uma olhada no meu blog (http://worlduponmyshoulders.com/) ou faça uma pergunta nos comentários que terei o maior prazer em responder;
Para facilitar a visualização vou atualizando o índice a seguir com os posts publicados:
Parte 1 - Preparativos, chegada à Nova Zelândia, Auckland e arredores: http://www.mochileiros.com/post1097422.html#p1097422
Parte 2 - Northland (Whangarei, Russell, Paihia, Waitangi, Whangaroa, Cape Reinga e Ninety Mile Beach): http://www.mochileiros.com/post1099796.html#p1099796
Parte 3 - Coromandel Peninsula (Cathedral Cove e Hot Water Beach), Bay of Plenty (Tauranga e Whangarei) e Waikaremoana Track: http://www.mochileiros.com/post1101829.html#p1101829
Parte 4 - Hawke’s Bay (Napier e Hastings), Taupo, Tongariro Alpine Crossing, Taihape, Rotorua e Hobbiton: http://www.mochileiros.com/post1106116.html#p1106116
Parte 5 - Hamilton, Waitomo, New Plymouth, Mount Taranaki, Whanganui, Palmerston North, Wellington e região:
http://www.mochileiros.com/post1107733.html#p1107733
Parte 6 - Picton, Abel Tasman National Park, Westport, Punakaiki Blowholes, Lake Brunner, Franz Josef/Fox Glacier e Wanaka: http://www.mochileiros.com/post1115679.html#p1115679
Parte 7 - Glenorchy, Paradise, Queenstown, Invercargill, Bluff e Catlins: http://www.mochileiros.com/post1141883.html#p1141883
Parte 8 e final - Dunedin, Elephant Rocks, Clay Cliffs, Mount Cook, Lake Tekapo , Kaikoura e Christchurch: http://www.mochileiros.com/post1148050.html#p1148050
Espero que aproveitem!
[t3]Preparativos:[/t3]
Brasileiros não necessitam de visto para entrar na Nova Zelândia, mas alguns requerimentos precisam ser atendidos para se obter o visto de turista, válido por 3 meses, na chegada, como ter uma passagem de saída do país dentro dos 3 meses e o equivalente a NZ $ 1000 dólares por mês para se manter durante sua estadia.
Pesquisando bem, consegui uma passagem de Santiago a Auckland por R$2400 reais, e, como eu não queria voltar ao Brasil, uma passagem de saída para Singapura por R$1000 reais, que eu poderia trocar no futuro. Com o uso de algumas milhas que eu tinha guardadas, ainda conseguiria fazer uma viagem de alguns dias por Buenos Aires e Santiago antes de pegar o vôo para Auckland. Nada mal!
Com a situação da passagem resolvida, agora eu precisava resolver a grana. Eu precisaria de comprovar pelo menos $3900 no aeroporto, caso contrário correria o risco de ter meu visto negado e ser mandado de volta pro Brasil. Devido a problemas na minha antiga conta bancária empresarial, fiquei sem cartão de crédito e débito internacional na véspera da viagem, e o jeito foi sacar a grana e levar em cash. Usando um fator de cagaço, levei US$ 5000 devidamente em espécie. O dinheiro também estava resolvido!
Com passagem e dinheiro garantido, só me restava esperar a minha saída do Brasil, que seria no dia 6 de Abril, com destino à Buenos Aires. Mas antes eu tinha a terrível tarefa de arrumar as mochilas pela frente.
Não houveram grandes preparativos em termos de equipamento e/ou roupas, uma vez que eu já tinha tudo comprado para mochilões passados. A grande dificuldade nesse caso foi gerenciar o que seria levado, já que eu sabia que essa seria uma viagem longa e sem data para voltar.
Tive que selecionar muito bem tudo o que seria levado, afinal minhas únicas bagagens seriam minha mochila cargueira de 95L e uma outra menor, de 35L apenas. No final das contas foram colocados nas mochilas 2 calças jeans, 2 calças mais leves, 1 conjunto primeira pele calça+camisa, 1 jaqueta goretex com revestimento interno fleece, 2 blusas de frio, 2 pares de tênis, 1 par de chinelos, 6 camisetas, 3 camisas polo, 3 camisas xadrez, 5 bermudas, 2 cintos, 1 par de luvas de frio, gorro, uma dúzia de cuecas e uns 10 pares de meia. Além das roupas tive que deixar espaço para o notebook, câmera fotográfica, máquina de cortar cabelo, pilhas recarregáveis, remédios, produtos de higiene, protetor solar, repelente e outras pequenas coisas. As mochilas estavam prontas!
A ansiedade crescia, mas o dia da partida finalmente chegou! Após um ônibus noturno de Vitória para o Rio de Janeiro, dois vôos e alguns dias pelas capitais argentina e chilena (não longo o suficiente para se criar um relato), finalmente embarquei no avião que me levaria até o tão aguardado destino: A Nova Zelândia!
[t1]Parte 1 - Chegada à Nova Zelândia: Auckland e arredores[/t1]
[t3]Chegando na Nova Zelândia: Auckland[/t3]
Após 13h de vôo à partir de Santiago, finalmente cheguei à Auckland. Como a Nova Zelândia está no “futuro”, com 15h na frente do Brasil, eu praticamente perdi um dia, já que eu saí do Chile no dia 8 de abril por volta das 11 da noite e cheguei na Nova Zelândia às 4 da manhã do dia 10!
Nós brasileiros necessitamos basicamente de duas coisas para conseguir o visto de turista na chegada à Nova Zelândia:
- Ter uma passagem de saída do país dentro do período de 3 meses;
- Comprovar que tem $1000 por mês que for ficar no país (pode ser cash, extrato bancário ou cartão de crédito válido com faturas recentes mostrando que você tem limite suficiente.
Desembarcando do avião, a primeira parada foi no balcão da imigração. Seria ali que eu teria mostrar todos os documentos necessários e tirar meu visto de turista que seria válido por 3 meses. Estava tudo em mãos: $5000 dolares em cash, passagem de saída para Singapura antes de 3 meses e uma reserva de um dia no hostel só para ter uma referência de um lugar que eu ficaria caso me perguntassem.
Para minha surpresa, chegando a minha vez o atendente elogiou minha tatuagem, perguntou se eu estava vindo pra estudar ou trabalhar, pegou meu passaporte e carimbou e sequer me pediu algum documento. Nunca achei que seria tão fácil entrar na Nova Zelândia!
Uma vez oficialmente em terras Neozelandesas eu precisava chegar ao centro da cidade, que fica longe do aeroporto. Como ainda eram 5 da manhã eu só tinha duas opções para se chegar na city (como as pessoas se referem ao centro por aqui): pegar um taxi, que custaria facilmente mais de $60, ou o ônibus 24h que circula entre o aeroporto e a city a cada 15 min, e custa $16. Apesar de caro, peguei o ônibus.
O ônibus parou exatamente em frente ao Base Backpackers, o hostel que eu tinha uma reserva feita por uma noite por $24. Como ainda eram 5h da manhã eu ainda teria que esperar até as 13h para fazer o check-in, ou fazer um upgrade para um quarto single por mais $26. $24 já era muito por uma noite, e decidi aguardar até o início da tarde. Enquanto o tempo não passava, decidi explorar a cidade com um inglês e uma chilena que estavam no hostel na mesma situação que eu.
Como o hostel fica na Queen St, bem no centrão de Auckland, não demoramos muito a conhecer a principal avenida da cidade. Praticamente andamos do hostel ao Harbour e voltamos, num total de 30min de caminhada mais algumas paradas. Apesar de curto já deu pra sentir a vibe da cidade: muita gente de diferentes etnias andando (correndo) de um lado para o outro, como uma típica cidade grande. Muitos indianos, asiáticos, bastante caucasianos e alguns poucos latinos.
No Harbour foi possível conferir um visual melhor da cidade: bastante moderna, cheia de prédios novos no centro, a Skytower (símbolo da cidade e figura onipresente em todas as fotos urbanas tiradas por aqui) e centenas de pequenos e médios barcos ancorados, fazendo jus ao apelido de “Cidade das Velas” atribuído à Auckland. Como o cansaço, sono e jetlag ainda batiam, fizemos uma parada rápida no Burger King e voltamos pro hostel.
Ainda faltavam umas 2 horas antes do check-in, então resolvi entrar em contato com família e amigos no Brasil e dar sinal de vida. Na hora de conectar o laptop à internet veio a surpresa: a internet era paga! Perguntei ao cara da recepção e ele me disse que raramente eu encontraria hostels com internet gratuita na Nova Zelândia, e se eu quisesse me conectar seriam $4 por um dia inteiro. Dadas às circunstâncias, resolvi pagar.
Após alguns minutos conversando com a família pelo Facebook, uma amiga veio puxar papo. Ela me perguntou se eu tinha lugar para ficar e eu respondi que só por uma noite, e não tinha planos para depois. Após alguns minutos ela me retornou dizendo que tinha um amigo em Auckland e que ele poderia me hospedar se eu quisesse. Fiquei meio confuso, e 5 min depois um cara me adicionou no Facebook. Aceitei, e começamos um papo que foi mais ou menos assim:
Ele: E ai? Ta em Auckland?
Eu: Sim, cheguei hoje cedo.
Ele: A Mainá me disse que você está precisando de um lugar pra ficar.
Eu: Bom, acabei de chegar e preciso resolver o que vou fazer da minha vida por aqui. Por enquanto só tenho uma noite aqui no Base.
Ele: Você pode ficar aqui em casa se quiser.
Eu: Sério mesmo? Muito obrigado! Prometo não ficar muito tempo.
Ele: Relaxa, você pode ficar quanto tempo quiser. Posso te buscar agora?
Eu: Obrigado novamente! Já paguei pela próxima noite, mas posso ir amanhã se não tiver problemas.
Ele: Sem problemas, nos vemos amanhã então!
Fechei a conversa e pensei comigo: Parece ser bom demais pra ser verdade!
Eram por volta das 13h e eu sabia que dormir a esse horário só atrapalharia minha adaptação ao horário na Nova Zelândia, por isso fiz o check-in, deixei as mochilas no quarto e fui me encontrar com a Luisa, uma amiga da minha irmã que mora em Auckland e precisava pegar algumas coisas que eu tinha trazido pra ela. Encontramos-nos na entrada do Base e caminhamos ao longo da Queen St em direção ao Harbour (de novo) onde batemos papo por um tempo e vimos o pôr do sol antes de eu voltar ao hostel. Mais um pouco de internet e finalmente cama!
Acordei cedo e ansioso no dia seguinte, arrumei minhas mochilas e fui me encontrar com Simon, o cara que iria me hospedar em Auckland. 15 minutos depois ele me buscou no Base e me levou até sua casa, que fica em Grafton, um bairro próximo ao centro de Auckland. Chegando lá ele tinha um quarto com cama de casal só para mim, e após algumas horas de conversa sobre viagens, dirigir na Nova Zelândia e Brasil, ele me disse que naquele dia seria o aniversário de 21 anos de uma amiga dele e que eu estava convidado. O único “inconveniente” seria que precisávamos estar lá antes do horário para ajudar na preparação da festa.
De Grafton fomos para Titirangi, um subúrbio em West Auckland, onde conheci a aniversariante e toda família além de ajudar nos preparativos da festa, incluindo os Jelly Shots, copinhos de gelatina com vodka. O aniversário de 21 anos é considerado muito importante na Nova Zelândia pois simboliza a maturidade do filho, e é comum que o aniversariante receba uma chave dos pais, reconhecendo a livre inda e vinda do filho à casa. Após muita comida boa, alguns drinking games, jelly shots e cervejas locais somados ao jetlag que eu ainda estava sentindo, não consegui resistir ao sono e capotei no sofá em plena festa. Um novo país com direito à uma boa receptividade, um lugar para ficar e novos amigos: meu início na Nova Zelândia não poderia ser melhor!
A semana seguinte eu aproveitei para conhecer melhor a cidade e algumas atrações turísticas. Um dos pontos mais visitados na cidade é o Mount Eden, que é um vulcão adormecido que fica a 40 min de caminhada do centro da cidade, com vista panorâmica de Auckland e seus subúrbios.
Auckland tem muitos parques espalhados por toda a cidade, como o Albert Park e o Auckland Domain. O primeiro está bem no coração da cidade, enquanto o segundo, além e ser o maior parque da cidade, contém também o Auckland Memorial Museum, que é um dos museus mais completos do país.
Como eu só tinha dólares americanos, a melhor opção que eu tinha era trocá-los por dólares neozelandeses. Diferentemente de países sul americanos, não existem barraquinhas de câmbio pelas ruas por aqui, mas existem muitas casas de câmbio oficiais, bancos e algumas lojas (a melhor opção dentre as três mencionadas) que fazem a troca. A melhor forma de achar o câmbio mais barato é caminhar a Queen St sempre que for trocar, e observar qual loja faz o melhor preço, uma vez que eles mudam praticamente todos os dias.
Outra coisa que percebi de cara é que as pessoas raramente carregam dinheiro (cash) consigo na Nova Zelândia. Máquinas de cartão de crédito/débito são encontradas em todos os lugares, e como eu ficaria um bom tempo no país, resolvi abrir uma conta num banco local, o ASB, assim eu poderia depositar meu dinheiro lá e só usar o cartão.
Passados alguns dias em Auckland eu percebi que seria difícil conseguir um emprego sem possuir um visto de trabalho de antemão, e já estava fazendo planos para viajar o país enquanto Setembro, mês que abre as inscrições para o Working Holiday Visa, não chegava.
Numa quarta-feira resolvi participar do Couchsurfing Weekly Meeting em Auckland, e minha inclinação para viajar logo pelo país só aumentou. No encontro eu conheci Jegor, um cara da Estônia que tinha acabado de chegar ao país e estava pensando em viajar de carro. Ele me mostrou alguns custos sobre uma roadtrip pela Nova Zelândia, e eu fiquei muito tentado a fazer uma. Trocamos telefone e combinamos de ver alguns carros durante a semana e decidir se iríamos viajar juntos ou não.
Para aqueles que não sabem, a Nova Zelândia é um país muito fácil para se viajar de carro devido à facilidade em se comprar uma van de outros viajantes e fazer a tão sonhada roadtrip pelo país. Além disso é uma ótima forma de conhecer o país, pois você pode parar onde quiser e economizar uma grana com acomodação, umas vez que pode dormir no carro.
Com isso em mente, Jegor e eu passamos a olhar diariamente os anúncios em sites de venda como Trademe e Gumtree, e também checamos feiras e lojas de carros usados em busca daquela que seria a campervan ideal para a viagem. Enquanto não achávamos o carro ideal, exploramos um pouco mais o que Auckland tinha a oferecer.
Junto com Sophia, uma kiwi que conheci na festa de aniversário de 21 anos na minha segunda noite na Nova Zelândia, Jegor e eu fomos à Rangitoto Island, que é uma ilha vulcânica situada na baía de Auckland. Existe uma trilha passando por cavernas de lava e solos pedregosos que leva até o topo do vulcão, que é completamente coberto de mata, e oferece vistas espetaculares de toda região de Auckland. O ferry saindo do porto de Auckland custou $28 ida e volta.
Outro lugar que também explorei junto com Sophia foi North Shore, ao norte de Auckland. Lá existem algumas caminhadas em Mount Victoria (mais um vulcão adormecido), alguns bunkers desativados da Segunda Guerra Mundial, vista de Rangitoto Island e alguns cogumelos artificiais pra fãs de Super Mario Bros nenhum botar defeito.
A semana foi passando e após alguns contatos com vendedores de carros, finalmente achamos o carro ideal. Jegor e eu compramos um Mazda MPV ano 98 de um casal de israelenses que estavam loucos para deixar o país por um preço abaixo do mercado. O carro tinha 185.000 km rodados, uma rodagem normal para a Nova Zelândia, e nos custou $2700, incluindo alguns acessórios de camping.
Levamos o carro a um mecânico em Ponsonby antes de fechar o negócio, e o ele chegou o carro sem nos cobrar nada. Seriam necessários alguns poucos ajustes, mas o carro estava em boas condições de viajar naquele momento. Fechado o negócio, fizemos a transferência da titularidade do carro para o meu nome nos correios (sim, aqui se faz essas coisas nos correios), e em menos de 10 minutos o carro era oficialmente meu.
Com o carro em mãos, fomos às comprar de material de camping como inversor de potência para carregar laptop e celular durante a viagem, saco de dormir, colchão inflável, caixas plásticas, toalhas, latas de gás de cozinha entre outros totalizando $262.
Já tínhamos praticamente tudo que precisávamos para viajar, exceto o destino. Resolvemos então fazer uma viagem teste para Northland, que é uma região ao norte de Auckland, e nossa idéia era testar o carro, nossa resiliência em dormir nele, e principalmente, se a parceria entre Jegor e eu daria certo. Nosso plano ideal era viajar por Northland em 2 semanas.
Ainda faltava uma coisa: mais companhias. Sem hesitar, comparecemos mais uma vez ao Couchsurfing Weekly Meeting e recrutamos mais 4 pessoas para viajar conosco: Cameron (EUA), Bronnie (NZ), Toli (Russia) e Ivy (Australia), sendo que os últimos dois já estavam viajando juntos e se juntariam a nós em seu próprio carro.
Após duas semana em Auckland, passamos em Mount Eden para ver o pôr do sol e nos despedir da maior cidade do país, e no dia seguinte pegamos a estrada rumo à Northland!
[t3]Auckland: Impressões e dicas[/t3]
- Auckland é a maior cidade do país, com cerca de 1 milhão e meio de habitantes. Andando pelo centro se pode notar que Auckland é uma cidade internacional, com gente de todo o mundo.
- Os Maoris se orgulham muito da sua cultura e se mesclaram aos imigrantes, fazendo parte da sociedade de igual para igual. A cultura Maori pode ser vista em todos os cantos da cidade, seja museus, arte no meio da rua ou nas tatuagens faciais.
- Como todo o país, Auckland é uma cidade muito cara. Os custos com moradia, alimentação e transporte público são muito altos e este último é bastante ineficiente.
- Apesar de ser a maior cidade do país, Auckland não passa uma sensação de Metrópole quando comparada à cidades brasileiras. Andar na Queen St durante o dia é como caminhar na Avenida Paulista, mas basta sair do centro que a figura muda completamente. Basicamente não há vida noturna fora do centro da cidade ou de Ponsonby e dificilmente você verá pessoas caminhando ou se exercitando em outros bairros após o pôr do sol. É claro que existem pequenas lojas, postos de gasolina e supermercados fora do centro, mas esqueça bares, agito e qualquer outro movimento humano depois do escurecer!
- Existem cerca de 43 vulcões na região de Auckland, mas todos estão praticamente adormecidos. Basicamente, todo e qualquer morro na cidade é ou já foi um vulcão um dia.
- Muitas pessoas não costumam explorar Auckland além do centro urbano, mas a verdade é que os entornos da cidade têm muito a oferecer. Além dos clássicos Skytower, Mount Eden, Auckland Domain e Auckland Museum, há lugares menos visitados e lindíssimos como a praia de areia preta Piha Beach, a ilha de Rangitoto, o Parque Nacional de Waitakere Ranges, Misson Bay e North Shore/Devonport.
- Hostels, aqui chamado de Backpackers, não oferecem café da manhã ou internet inclusos;
- Uma boa forma de se manter conectado à internet no país é comprar um chip da operadora Spark (antiga Telecom). Com $20 mensais você pode assinar um plano que te oferece 100 minutos de ligação local, SMS ilimitado, 500 Mb de internet 3G e 1 GB de Wifi por dia nas proximidades das cabines telefônicas da operadora.
- Carros usados são relativamente baratos por aqui (principalmente se compararmos com o valor que pagamos por veículos no Brasil), mas a maioria dos carros abaixo de $5000 são velhos (lê-se década de 90).
- Na Nova Zelândia se dirige na mão esqueda, assim como na Inglaterra.
- As pessoas, de uma maneira geral, são bem amigáveis e solícitas. Uma simples pergunta de direção na rua pode te render um cafézinho grátis se você tiver sorte o suficiente.
Para maiores informações e dicas sobre a Nova Zelândia, visite o meu Blog (http://worlduponmyshoulders.com/ e curta a página no Facebook (https://www.facebook.com/theworlduponmyshoulders)!
To be continued...
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