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Discussões & Notícias sobre o Aquecimento Global

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[info]Discussões & Notícias sobre a "novela" do Aquecimento Global[/info]

 

[t1]"Não existe aquecimento global", diz representante da OMM na América do Sul[/t1]

 

:arrow: Fonte: UOL Ciência e Saúde http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/12/11/nao-existe-aquecimento-global-diz-representante-da-omm-na-america-do-sul.jhtm

 

Por Carlos Madeiro

Especial para o UOL Ciência e Saúde

 

Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.

 

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.

 

UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?

 

Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

 

UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?

 

Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.

 

 

UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?

Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

 

UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.

Molion: Depende de como se mede.

 

UOL: Mede-se errado hoje?

Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

 

UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?

Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

 

UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?

Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

 

UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?

Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

 

UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?

Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

 

UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?

Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.

 

UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?

Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

 

UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?

Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

 

UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?

Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

 

UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?

Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

 

UOL: Mas o mar não está avançando?

Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

 

UOL: O senhor viu algum avanço com o Protoclo de Kyoto?

Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

 

UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?

Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

 

UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?

Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.

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Ai galera

 

fui obrigado em me registrar pra poder comentar essa treta que ta rolando porque eu tava so lendo e apruveitando as informaçoes. eu ja achei que o Cabral era doido mesmo mas depois que fui conferi as treta que ele falava mudei minha opiniao do kra

 

Ai xalibex o kra ti jantou nas ideias e respondendo a pergunta que foi a intençao de eu registrar pra responder é o siguinte: o Cabral ta com toda razao meu. Ou o xalibex num sabe nada de ingles ou num entendeu nadinha do video.

 

O tal do cabral deve ser o tipo todo certinho e engomadinho que eu normalmente num dou nem trela mas que o kra sabe do que ta falando ele sabe.

 

Ai pediram e eu dei a minha opiniao

 

Fui

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Assisti ao vídeo e devo dizer que eu pessoalmente sou contrário à construção de Belo Monte pelo que já li dos dados técnicos, que apontam que realmente ela trabalhará em média com uma capacidade ociosa que irá variar de 40 a 60% durante 7 meses do ano! Isso é uma loucura do ponto de vista econômico e também do ponto de vista do impacto ambiental gerado ( relação custo/benefício ).

 

Pessoal não me entendam mal, eu sou favorável ao meio ambiente, mas sejamos realistas: os EUA produzem anualmente 320 milhões de toneladas de milho e cerca de 110 milhões de toneladas de soja só para citar estes dois alimentos. Se não fosse esta produção americana e suas exportações e doações ( pois é, eles doam à países pobres uma quantidade significativa de alimentos... ), no mínimo ¼ da população mundial correria serio risco de morrer de fome no decorrer de um ano ( claro que não estritamente só pela não exportação ou doação, mas das implicações econômicas no setor de alimentos decorrentes deste fato ). Citei todo estes dados ( não me puxe a orelha não Léo, pois é para justificar o que vou escrever a seguir ) para perguntar aos companheiros: onde vocês acham que todo este alimento é produzido? Isso mesmo, nas antigas e famosas ( pelos filmes de western e não faroeste não é Xaliba? ) great plains onde nos filmes trovejavam milhões de bisões americanos ( incorretamente chamados de búfalos ) e hoje são grandes áreas de cultura, ou se esperava que se produzisse no asfalto, ou nas montanhas rochosas, ou grandes lagos ou nos jardins de casa? ::lol4::

 

Para se produzir em escala para uma população de mais de 6 bilhões de pessoas há sim impactos ambientais!

 

Com relação às “energias alternativas” apontadas como solução acho que já deixei meu ponto de vista mais do que delineado e embasado!

 

Agora se por questão ideológica o Xaliba insiste em chamar a hidrelétrica de suja, então adotemos o carvão, ou o petróleo ou gás natural... ::toma:: brincadeirinha, estas sim são sujas, então vamos adotar a mais limpa de todas ( que é viável em escala econômica e técnica ) que é a energia nuclear! Seu resíduo é só vapor d’água. :roll: Cabral, você está fazendo como algumas pessoas e usando de falsidade intelectual... :x está bem, está bem, tem o resíduo radioativo, mas então vamos de fusão nuclear e não de fissão... Cabral, você fez de novo :x ! Está bem, nossa tecnologia atual de contenção de plasma por via eletromagnética ainda não nos permite isso de forma viável em escala! Mas como disse o Xaliba, vamos investir em mais pesquisa... Cabral, você fez de novo! :x::prestessao::

 

Com relação à emissão de metano não discordo, entretanto não tem o impacto que se quis dar, não porque não tenha o potencial de GEE de 25x mais que o CO2, porque tem ( não que o CO2 seja um problema... ), mas porque alguém minimamente informado sabe que a floresta tropical úmida ( amazônica ) é também uma floresta inundável durante parte do ano e sujeita aos mesmos processos de decomposição que irão gerar o CH4 ( metano ) só que em escala bem maior do que a do reservatório, por uma simples questão de escala de área.

 

Com relação à extinção de espécies, etc, etc, etc deixo apenas uma perguntinha “chata”: porque esta catástrofe ambiental não se deu em Tucuruí ( só citando um exemplo que foi lá citado... ) e o meio ambiente do entorno não foi todo devastado ( como a previsão futurológica para Belo Monte... ), com extinções massivas de espécies endêmicas, etc, etc, etc? Humm... :roll:

 

E alguém já ouviu falar dos projetos que devem mitigar a questão da movimentação das espécies migratórias? São o ideal ou o mesmo que o ambiente natural? Claro que não, mas são as soluções viáveis.

 

A questão dos mosquitos é piada, e pergunto se devo realmente comentá-la? Se alguém por si só não entender o porque eu volto à ela depois...

 

Com relação as pobres comunidades indígenas mencionadas que terão “seus modos de vida profundamente atingidos e inviabilizados”, eu pergunto: alguém conhece tais comunidades? Eu conheço ( pelo menos em parte )! São comunidades aculturadas que adoram televisão, geladeira e todos os confortos da vida moderna que puderem ter, já que as realidades de abandono da região em questões básicas de cidadania e infraestrutura para toda a população e não só a indígena graças ao nosso governo incompetente.

 

E por falar nisto concordo que é um projeto medonho que o governo está forçando e nos empurrando de goela abaixo pela falta de planejamento estratégico de médio e longo prazo no setor energético!

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Agradeço ao Fui ::otemo:: por "ter vindo" ::lol4:: a se registrar para responder à minha pergunta, mas aguardo outras mais para poder me posicionar... :roll:

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Xaliba, hello!!! ::bruuu::

 

Postar um link com OPINIÃO de ONG?!!! Ah, faça-me um favor... ::lol4::

 

E mesmo que os dados fossem confiáveis e corretos, coisa que não o são ( ou melhor, que a abertura do cerrado se deu e se dá em rítmo muito maior e mais acelerado que o da floresta amazônica, é óbvio que é verdade, e me remetendo ao que já escreví logo ali acima, onde você acha que produziremos alimentos, no asfalto, rochas, em casa, etc???? ) pois não se abre cerrado para plantação de cana! Isso são dados da EMBRAPA sensoreamento remoto!!! ( estamos falando em escala significativa, vamos deixar claro, pois se acontece excepcionalmente e pontualmente em uma localidade ou outra isto não é ESTATÍSTICAMENTE SIGNIFICANTE! )

 

Citar ONG como fonte de informação confiável e embasada... sem comentários! ::hahaha::

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Xaliba,

 

Por favor responda esta minha colocação do último post sobre a questão do cerrado... minha contra-argumentação já está prontinha para ser postada... e pode dizer que é presunção e arrogância, mas já vou avisando que se você se basear no texto da matéria não terá a minima chance de fazer prevalecer seu ponto... :mrgreen:

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Aos Mochileiros que acompanham este tópico, por favor dêem uma olhada na matéria do “O Globo” no link que posto a seguir:

 

http://si.knowtec.com/scripts-si/MostraNoticia?&idnoticia=25510&idcontato=8898546&origem=fiqueatento&nomeCliente=CNA&data=2010-10-25

 

Eu juro que não encomendei tal matéria só para confirmar minhas afirmações feitas até aqui! ::lol4::::lol4::::lol4::

 

Como eu sempre digo, contra fatos ( e dados ) não há argumento ideológico que prevaleça! ::prestessao::

 

Acho que este tema podemos encerrar... ou não??? :roll:

 

Apesar de estar certo que o Léo vai querer me chicotear ::quilpish:: , vou transcrever o texto aqui pois nunca se sabe quanto tempo os links permanecem ativos nos respectivos servidores, mas de qualquer forma vale a consulta ao link para não pairar dúvidas de que eu possa estar falsificando o texto de modo a que ele apoie o que já escrevi aqui antes. :mrgreen:

 

"O Globo

 

O acerto da política do etanol

André Amado

 

Definida nos anos 1970 e renovada na década passada, a aposta no etanol de cana-de-açúcar está entre as mais acertadas políticas públicas brasileiras em todos os tempos

 

 

Definida nos anos 1970 e renovada na década passada, a aposta no etanol de cana-de-açúcar está entre as mais acertadas políticas públicas brasileiras em todos os tempos.

 

Os fatos falam por si.

 

— A atividade sucroalcooleira ocupa apenas 1% da área agricultável brasileira.

 

— A cana-de-açúcar produz 7 mil litros de etanol por hectare (contra 5,5 mil no caso da beterraba; 3,1 mil litros, no do trigo; e 2,4 mil litros, no do milho).

 

— Uma unidade de energia não renovável utilizada na produção do etanol de cana gera quase nove unidades de energia renovável (contra duas unidades nos casos de trigo e beterraba, e 1,5 no de milho).

 

— O uso do bagaço de cana como fonte de energia torna as usinas de etanol autossuficientes em eletricidade.

 

— Por coincidir com o período de estiagem no Brasil Central, a colheita da cana é complementar ao ciclo hidrológico e, portanto, à base hidrelétrica do parque gerador de eletricidade.

 

— A atividade emprega 835 mil pessoas em cerca de 440 usinas, em níveis salariais dos mais altos no campo. Os filhos dos trabalhadores na indústria sucroalcooleira apresentam nível de escolaridade muito superior a de seus pais.

 

— O setor favorece a indústria nacional de máquinas e equipamentos (mais de cem empresas especializadas gravitam em torno do pólo de Piracicaba) e de serviços, além de impulsionar obras de infraestrutura.

 

— Os preços do etanol brasileiro são, há alguns anos, determinados pelas forças de mercado, sem distorções geradas por subsídios governamentais.

 

— A produção e o uso do etanol no Brasil foram responsáveis, ao longo de 30 anos, por poupar a emissão de 850 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

 

Os resultados do programa brasileiro de biocombustíveis — que hoje faz do Brasil o único país em que a gasolina é o combustível alternativo — não tardaram a atrair a atenção de investidores internacionais.

 

Estima-se que 25% da propriedade das usinas de etanol estejam em mãos estrangeiras, percentual que já desconta o efeito da jointventure entre a Petrobras e o grupo francês Tereos para o controle da Açúcar Guarani.

 

A presença do capital estrangeiro no setor sucroalcooleiro requererá o exame de um conjunto de aspectos.

 

A exemplo da legislação para exploração de petróleo, seria recomendável assegurar que, independentemente da origem do capital das usinas de etanol, o abastecimento interno seja preservado e, sobretudo, que o setor sucroalcooleiro siga como instrumento de segurança energética e desenvolvimento sustentável para a sociedade brasileira.

 

Como em outros países, seria conveniente que a eventual concessão de créditos públicos a operadores estrangeiros estivesse vinculada, por exemplo, à formação de parcerias com grupos de capital nacional e a planos de ação que favoreçam investimentos nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

 

Acima de tudo, porém, convém garantir que uma crescente internacionalização do setor sucroalcooleiro contribua para a consecução de um dos principais objetivos da política externa brasileira na área da energia: a consolidação do etanol como commodity e a consequente formação de um mercado global de biocombustíveis.

 

Além de prestar grande contribuição no enfrentamento de desafios mundiais — segurança alimentar e energética, mudança do clima e desenvolvimento sustentável —, essa globalização do mercado gerará valiosas oportunidades econômicas e tecnológicas para o Brasil, campeão mundial inconteste em todas as etapas do ciclo de produção de biocombustíveis.

 

ANDRÉ AMADO é subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores e foi embaixador do Brasil no Peru (2001-2005) e no Japão (2005-2008)."

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apenas a minha humilde opinião pessoal:

a terra está esquentando, a terra está esfriando, nada disso interessa realmente pra mim. eu apenas fico vendo desmoronar a tese do aquecimento global a cada dia que passa.

 

vou tentar ser breve apesar do tema ser complexo.

 

apenas deixando claro mais uma vez que eu sou totalmente favorável a preservação do meio ambiente e dos animais em geral, e faço o possível para poluir o mínimo, já que ninguém consegue viver sem poluir! ninguém!

quando vamos ao banheiro, quando compramos algum produto, quando viajamos de avião ou de carro e etc, e etc, e etc...é uma lista enorme de ações que fazemos no nosso dia a dia que causam poluição no planeta inteiro!

portanto, o máximo que todos nós podemos fazer é minimizar os danos, apenas isso! simplesmente nada mais do que isso.

o que isso implica realmente? que apenas iremos adiar a destruição do planeta. essa é a resposta.

por que? porque a população humana não para de se reproduzir e de aumentar.

ok, mas vivemos num mundo onde diminuir a população não é nem de perto uma boa idéia, tendo em vista que uma diminuição ocasionaria um colapso econômico antes do "fim do mundo"! ora, as empresas precisam continuar vendendo carros e mais carros, casas e mais casas, produtos de toda a ordem! cada ano que passa há um aumento no número de vendas em relação ao ano anterior e assim por diante, se algum coisa der errado, as empresas quebram e milhares ficam sem trabalho e sem dinheiro!

 

vou citar apenas um exemplo: aqui em porto alegre tem uma ilha no estuário guaíba chamada ilha da pintada, todo o ano na chegada do inverno a rbstv e algumas entidades pedem doações de roupas e alimentos para os moradores da ilha, que não tem absolutamente nada além de uma maloca podre rodeada de lixo e entulho! e lá vão eles mostrando as famílias, entregando as doações, etc.

o que me chama a atenção, são as crianças vestindo trapos velhos e surrados, doentes, com nariz escorrendo meleca, uma baita barriga cheia de vermes, etc. ah sim, coisa de 3, 4, e até 6 por casal. uma escadinha de pobres crianças!

 

vocês sabem a novela (burocracia) que é para adotar uma criança em um orfanato? entrevistas, comprovações disso e daquilo, etc.

então por que qualquer um pode ter filhos e ainda por cima quantos quiser? não é uma hipocrisia isso?

ah sim, o governo tem que ajudar essas pessoas, tem que dar assistência para que eles tenham uma vida digna! hehehehehe

nenhum governo aguenta essa multiplicação exponencial de gente que ocorre hoje no mundo!

e não é o governo quem paga a conta, somo nós!

vejam o "bolsa esmola" do nosso governo por exemplo, não vai acabar nunca! só vai aumentar!

 

os governos de um modo geral querem crescer e desenvolver cada vez mais e mais rápido!

gerar emprego e renda e incentivar o consumo é a máxima! ou seja, vamos aumentar e expandir as empresas, vamos expandir o agronegócio, etc. as pessoas terão empregos e poderão consumir muito mais do que antes! terão muita CARNE na mesa! computadores, carros, microondas, tvs de tela plana, etc. todo mundo endividado! os bancos cadavez mais ricos!

frear isso = colapso! não frear isso = esgotamento dos recursos naturais!

 

aqui em porto alegre criaram a categoria de trabalhadores chamados "flanelinhas" ou guardadores de carro, quando os estacionamos na rua. eles tem crachá e tudo! são regulamentados pela prefeitura! ou seja, tu estaciona e eles fingem que dão uma "olhadinha" pra ninguém mexer no teu patrimônio!

 

anos atrás tentaram implantar alguns postos self-service aqui também, mas o sindicato dos frentistas não deixou e fez protestos e etc!

quer dizer, eu, que gostaria de pagar mais barato pela gasolina, não posso, pois preciso pagar o salário do frentista!

 

os catadores de lixo, quer dizer, as pessoas ainda não aprenderam a jogar o lixo no local correto e centenas de outras pessoas precisam sair catando o lixaredo na rua para levar e vender no posto de reciclagem, sem falar nas carroças puxadas por pobres animais surrados, famintos, doentes e caindo de cansaço trabalhando o dia inteiro de graça!!!!!

 

por que existe trabalho deste tipo? porque existem muitas pessoas e elas precisam de trabalho! isso sem falar de outros tipos de trabalho que, devido a nossa tecnologia atual, não precisam mais serem feitos por humanos e muito menos animais, aliás, as máquinas já o fazer muitíssimo melhor! mas é preciso mantê-los para que essas pessoas se sintam integradas na sociedade!

 

concluindo, e até já falei demais, esse lance de sustentabilidade é apenas um minimizador, um adiamento, nada além disso!

 

eu até acho algumas coisas engraçadas, como as chamadas "eco-vilas", hehehehehe. quem vai viver nas eco-vilas? quem quer viver nas eco-vilas? qual o trabalho que tem lá? uma montadora de automóveis? uma indústria textil? tem internet lá? tv? telefone? balada? cinema? shoping?

 

abrass

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É Vidal, só colaborando um pouco em sua linha de raciocínio, a nova religião que é o AGA e o ambientalismo fanático ::xiu:: , tem linhas de discurso muito próximas a alguns discursos que já cansamos de ouvir em terrae brasilis: " a educação em Cuba é uma maravilha; a saúde em Cuba é maravilhosa; os cidadãos cubanos são tratados igualitariamente, etc, etc, etc " e " o socialismo comunista é o melhor regime do mundo...". ::lol4::

 

Entretanto nunca vi um infeliz que vomita estes discursos se mudar para Cuba; nem no período em que Cuba recebia dinheiro a fundo perdido da união soviética, que quebrou e entrou em colápso porque houve uma rebelião social de seu povo contra a opressão e os abusos do estado totalitário! Mas já ví muitos e muitos cidadãos cubanos que viveram e vivem a realidade daquele "paraíso" fugirem de lá na primeira oportunidade que se apresentasse o mesmo se dando com cidadãos da ex-cortina de ferro!

 

Já li uma frase que cada vez mais me inclino a lhe dar uma certa razão, que diz: "Verde é a nova cor dos comunistas vermelhos que ficaram "orfãos" "! :o:shock:::grr::

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Cabral,

 

Rapaz parabens pela brilhante explicacao. ::otemo::

 

Hoje no Brasil vivemos um terrorismo ambiental, sei do q estou falando, trabalho no comercio, varejo, revenda de produtos de fabricacao de terceiros, tenho q recolher TFCA para o Ibama, temos PGRS, porque geramos um residuo de 2kg de papelao por semana. ::ahhhh::

 

Existe uma outra forma de consumo, que tambem afeta gravemente o meio ambiente e o mundo em geral. Mas isso é outro papo, e vc dificilmente vera alguem debatendo isso !!!

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