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Olá viajante!

Bora viajar?

Leste Europeu em 25 dias.

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  • Este é um post popular.

Depois de dois longos anos, finalmente os países europeus começaram a se abrir sem restrição em relação ao covid. Apesar de que eu realmente queria viajar para algum canto da Ásia, mas devida ainda a muitas restrições, eu acabei escolhendo a Europa mesmo, pois moro na Alemanha.  Resolvi ir para o leste devido aos custos, pois não queria gastar muito nessa viagem, mas acabei percebendo que não consegui economizar tanto quanto eu pensava.

em Fevereiro ainda, eu já tinha feito o planejamento e comprado/reservado as passagens e hotéis, pois assim consegui preços melhores. Marquei o itinerário para:
Frankfurt - Helsiki
Helsinki - Tallinn
Tallinn - Riga
Riga - Vilnius
Vilnius - Warsaw
Warsaw - Gdanks
Gdanks - Krakow
Krakow - Kosice
Kosice - Budapeste
Budapeste - Bratislava
Bratislava - Praga

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Uma repretensação do itinerário

 

Escolhi inicar por Helsinki, por mais que a Finlândia não seja Leste e muito menos barato, mas não tinha voo direto para Tallinn, e os que tinham conexão eram muito mais caro do que pra Finlândia. No fim paguei 156€ no voo com direito a uma bagagem.

 

Helsinki


O voo incialmente era para sair as 19:30 de Frankfurt, porém acabou atrasando um pouco mais de uma hora. O meu maior receio era a chegada, pois depois da meia noite, Helsinki tem pouca opção de transporte, e a chegada que era para ser as 22:50 (somando +1 hora da timezone) acabou sendo a meia noite e pouco.

Por sorte o aeroporto de Vantaan não é grande, o que possibilitou chegar rápido na parada de ônibus. Mas foi aquela correria nervosa. Saí do avião, fui ainda para esteira pegar a mala, passei pelos bens a não declarar (não tem imigração, pois é voo doméstico), e fui seguindo as placas que apontava para ônibus naquele passo apertado. Graças a organização dos finlandeses, consegui facilmente sair em frente as paradas dos ônibus, sem me perder. Em frente ao ônibus tinha a maquina para compra de bilhete, paguei cerca de 5 euros e entrei no ônibus. Foi literalmente faltando 1 minuto para a partida, só fui sentar que o ônibus partiu.

Existe tanto trem quanto ônibus para o centro com boa frequência, porém como já eram meia noite e meia, não tinha mais trens, então tive que pegar o ônibus. Eles passam toda a madrugada, porém com intervalos muito longos, duram cerca de 45 minutos para chegar no centro e fazem algumas paradas no meio do caminho.

A questão toda da pressa era também pelo transporte público dentro da cidade, pois o último tram para o hostel era perto das 1:30 da madrugada. Assim que desci da estação final do ônibus, peguei o celular, abri o mapa e fui seguindo para o ponto do tram. A cidade estava ainda bastante movimentada pelo horário, o dia seguinte era feriado, se via muitos jovens andando pela rua. 

Consegui chegar a tempo para o último tram da noite, se eu o tivesse perdido, teria que andar cerca de 3km de distância (jamais pagaria taxi, pois seria muito caro).
O hostel que fiquei se chama Eurohostel, paguei 104€ para 2 noites, quarto privado. Era o que tinha em mais em conta perto do centro, pois os outros eram muito caro ou muito longe.

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Último tram da noite

 

Acordei no dia seguinte com barulho de chuva, e a previsão era para continuar assim por uma semana. A chuva vinha e voltava, então como não tinha alternativa, vesti o meu casado e sapatos impermeáveis, esperei a chuva diminuir e saí para explorar a cidade.

A cidade em si não tem muita coisa para ver, tem um par de igrejas, um centro pequeno e alguns museus. Eu pessoalmente não achei nada de interessante, para quem está acostumado com a Europa, é apenas mais uma cidade. Como não tinha outra coisa a fazer, fui nos principais pontos turísticos da cidade. Fui às igrejas, a praça central, um jardim botânico, ao museu, e assim descobri porque Helsinki não tem muita coisa. A cidade é muito nova (em relação a Europa), não só a capital mas o país. 1000 anos atrás a Finlândia era muito pouco desenvolvida, tinha várias aldeias mas nunca teve muita gente. Por ser muito ao norte e frio, a população original ficou na pré-história por muito tempo. A capital foi transferida de Turku para Helsinki 1800 pelos Suécos, pois a pertencia a Suécia. Apenas a partir de 1970 que ela começou a se desenvolver de verdade, pela industrialização do país. O país mesmo foi criado em 1917, quando conseguiu sair do domínio russo.

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Catedral de Helsinki

 

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Estação central

 


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Biblioteca de Helsinki

 

Devido a chuva, não consegui explorar muita coisa além dos pontos turísticos. Quando a chuva apertava eu ia para um lugar coberto e ficava até amenizar. No final da tarde, pelas 18 horas, a chuva já tinha parado e de vez em quando ainda se via um raio solar. Como era quase verão, o sol se punha muito tarde (lá pelas 23), então fui ao forte Suomenlinna. 

O forte foi construído pelos Suécos ainda em 1700, e ainda tem muita coisa preservada. Para mim foi a coisa mais interessante que vi no país, pois eu gosto muito de visitar fortes e castelos. Apesar de se pegar um ferry, a linha faz parte do transporte público da cidade, e pude utilizá-lo com o cartão de transporte válido por 24h (mas se pode comprar bilhete único como se fosse um ônibus, o preço não muda).

A ilha é habitada, então tem casas de moradores, fazendo assim aberto ao público o dia todo e gratuito para entrar. Exceto pelo pequeno museu que é pago e estava fechado, pude conhecer toda a área dele.

 

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Uma ponte para o forte. 19:00 mas ainda com muita claridade.

 

Fiquei na ilha por umas duas horas, andando para cima e pra baixo, tirando foto, apreciando o mar e a vista.

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A esquerda a entrada do forte, a direita uma casa

 

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Canhões apontando para o mar

 

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Algumas das centenas de ilhas que Helsinki possui

 

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A parte interna do forte, ou do que sobrou dele

 

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A entrada principal

 

Essa claridade era ainda 21 horas, e assim voltei para o hostel. No dia seguinte ainda tinha a manhã toda livre na cidade, porém apenas andei pelo centro, porque a chuva não ajudou muito. Na tarde fui ao porto para pegar o ferry para Estônia.
Foi minha primeira vez em um ferry, e também em um navio gigante. Parecem prédios flutuantes. A viagem em si não teve nada de interessante, pois como estava nublado e com neblina, não era possível ver mais que 10m de distância do barco. Como estava de mochilão, procurei uma cadeira pra sentar e fiquei lá a viagem toda, 2h no total. Custo do ferry foi 19€

 

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Sentado esperando o tempo passar.

 

 

 

 

Editado por Davi Leichsenring

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6 horas atrás, Davi Leichsenring disse:

Um caso curioso é que num espaço de uns 500 metros, bem no centro, eu fui parado umas 5x por umas gurias bonitas (daí já sabe que tem algo de errado né) convidando para conhecer um "bar", que na verdade é um boate de strip-tease. Como esse tipo de turismo não é minha praia, apenas ignorei.

Isso 'e o chato de ir chegando para o 'leste', a noite 'e bem focada nesse perfil de turista. Praga por exemplo voce so acha bar com rock hardcore ou casa de strip entrando pela madrugada... (A Karlov nao conta ne...)

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Cracóvia

 

Acordei  cedo, fiz check-out, passei no mercado para comprar um café da manhã e fui a estação de trem para pegar o trem as 09:00 em direção a Krakow.
O bilhete eu tinha comprado com antecedência, pois era trem de alta velocidade e precisa marcar assento. O custo foi de longe o mais caro que paguei, 48€ para 5:30 de trajeto. Existem opções mais baratas, de 15€ mas o trem demora entre 7 a 9 horas, mas eu não estava afim de ficar esse tempo todo em um trem.


O trem é confortável, mas é entendiante de qualquer forma, e no fim atrasou um pouco e a viagem durou 6h no total. 
Cheguei pelas 15:00. A estação de Krakow é bem em um shopping, já sai direto para ele. Atravessei-o e fui em direção ao hostel, aproveitei e parei numa barraquinha de cachorro quente e comprei um para ser meu almoço, custo de uns 2€ que me lembro. Depois de barriga cheia, fui ao hostel, cerca de 15-20min de caminhada. O hostel que fiquei hospedado que fica bem no centro da cidade velha, que se chama Little Havana Party Hostel (39€ , quarto com 8 camas, 3 noites), como o próprio nome diz, é um hostel-party. Quando tinha feito a reserva, tinha uma informação em visível "não se hospede aqui se não gostar de barulho". Apesar de eu ter uma idade mental de 60 anos, mas dessa vez eu resolvi arriscar e tentar ser mais jovial... e deu certo.

Deixei minhas coisas e fui conhecer a cidade. Curiosamente, Cracóvia não foi bombardeada na segunda guerra, e assim ela ainda preserva muito da sua história.

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Praça central

 

Apesar do templo nublado, estava com previsão de sol mais pro final do dia. Então saí andando sem rumo, passei pela praça e fui em direção ao castelo em linha torta.

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Uma das dezenas de igreja

 

Conheci um pouco também fora da área turística, a cidade parece ter um bom transporte público, tem bondinhos para todos os lados, pelo menos na área central. Subi no morro onde fica o castelo e dei uma andada por ela, paguei um absurdo para um copo de suco (4€), mas como estava quente, e eu tinha andando uns bons quilômetros, não tinha muita opção.

 

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Castelo de Cracóvia

 


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Igreja do castelo


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Palácio dentro do castelo

 

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Entrada do castelo

 

É bem mais para um palácio que um castelo, tem os muros, mas não tem aquelas torres, cadafalços, ponte elevadiça, etc.  Mas tá valendo.

Depois dessa visita, resolvi voltar pro hostel já no final da tarde. Descansei, pois as 22:00 da noite começava a party dentro do hostel. Todo dia no mesmo horário eles fazem uma festança com cerveja, música e jogo de se embebedar, tipo beer pong. Com 10€ se pode beber a vontade por 1h e depois tem direito a ir ao pub crawl guiado por um carinha do hostel, então fiz amizade com uma galera que estava lá, e as 23:00 saímos pro bares. 
Muitos dos bares eram mais para night do que pub mesmo, algo que não me agrada muito, pois não gosto do estilo de música. Mas, já que estava na chuva... Voltei lá pelas 2 da madrugada, e eu era o primeiro a ir dormir no meu quarto...

Acordei no dia seguinte relativamente cedo, 9h da manhã, porque sou velho mesmo, e sem ressaca porque eu bebo água direto quando saio de noite (essa é a parte boa de ser velho, ser mais esperto). Enquanto tomava café da manhã (incluso no preço) encontrei com o americano e os dois alemães que eu tinha conversado na noite anterior. Eles tinham chegado dois dias antes de mim, mas pegaram dias de chuva, então não conseguiram conhecer bem a cidade. Então marcamos de fazer o free walking tour ao meio dia.
O tour durou cerca de 2:30horas, conhecemos bem o centro velho até o castelo. Foi interessante, e como a parte histórica não é tão grande, deu para conhecer bem a história da cidade.

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Praça central

 

No final chegamos no castelo, onde nos foi explicado da história do dragão de Cracóvia, aproveitamos então para conhecer a caverna, pois a entrada era barata (2€). Descemos pela entrada que fica em frente ao portão do castelo na parte alta, por elevador (ou era escada? Não me lembro) e para nossa não surpresa, era uma caverna um tanto normal, mas pelo preço até que valeu o passeio.

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A caverna

 

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Em cerca de 10min se passa por toda ela

 

E a saída é na parte inferior do morro, onde tem uma arte de um dragão que cospe fogo a cada 5minutos.

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O pequeno dragão

 

Como ainda era no começo da tarde, paramos num restaurante para comer uma pizza (custou uns 7€) e resolvemos ir até a região onde existiu o Gheto de Cracóvia. Para lá também tem free walking tour também, mas a duração dele era cerca de 3h e não estavamos a fim de ficar esse tempo todo andando novamente. Então fomos por conta própria.
Depois de uns bons 3km de caminhada chegamos ao lugar, que não chama muita atenção, mas tem uma praça com várias placas explicando a história de como o gueto nazista começou exatamente naquele lugar. Eu pessoalmente não gosto de tirar foto de lugares assim, pois acho estranho tratar esses lugares como um passeio qualquer.

E a mesma coisa com Auschwitz, pois é um dos tours mais famosos de se fazer a partir de Cracóvia. Eu não o fiz, pois acho um tanto depressivo conhecer lugares assim. Acredito que esse tipo de memória deve-se ser preservada para sempre lembrarmos de que um maluco autoritário pode fazer com uma população, eu gosto de história e já visitei campo de concentração de Dachau, por exemplo, mas como estava de férias para me divertir, resolvi não ir visitá-lo.

Existe um outro tour famoso que é para as minas de sal, dizem que é "imperdível", porém eu tenho um grande problema com tour guiado. As minas de sal não se podem visitar por conta própria, o que para mim estraga bastante a imersão. Gosto de olhar as coisas no meu passo, ver com calma ou as vezes apenas passar direto, mas, o mais importante, sem aquele monte de gente em volta. Sei que eu também sou turista num lugar cheio de gente, mas quando estou sozinho eu posso parar e esperar uns minutos até estar mais vazio uma parte para apreciar o lugar. Acho insuportável ter 10, 15 pessoas no mesmo pequeno espaço. Por isso acabei não visitando.

 

Então, já no final da tarde, bem cansados de caminhar, pegamos um tram e voltamos pro hostel, ficamos lá até o fim da noite, quando a party começa.

 

Nesse momento eu estou olhando minha galeria de imagens do celular, e percebi que não tenho nenhuma outra foto mais de Cracóvia. O legal de viajar e ficar em hostel é encontrar pessoas aleatórias e fazer rolês aleatórios, e acho que bons momentos ficam na memória, eu não nas fotos. Mas, é apenas minha opinião pessoal.

continua em um outro post.

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Curioso o que fala sobre Varsóvia.Pensava ter vários atrativos turísticos justamente pela guerra na qual foi um grande centro. Gdansk, em sua opinião, tem mais opções turísticas? 

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15 horas atrás, D FABIANO disse:

Curioso o que fala sobre Varsóvia.Pensava ter vários atrativos turísticos justamente pela guerra na qual foi um grande centro. Gdansk, em sua opinião, tem mais opções turísticas? 

 

Varsóvia foi reconstruída num formato mais moderno, então o que tinha de história quase se perdeu tudo. Existe porém vários museus, ainda por ser a capital.

Mas, achei Gdanks bem mais interessante, apesar de não ser muito grande, ainda tem muita história preservada, mas não vai ter quase nenhum museu.

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