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Olá viajante!

Bora viajar?

Algumas dicas para mochileiros inexperientes

Postado
  • Membros

Olá,

 

Eu estou inscrito nesse fórum tem um bom tempo, mas como podem perceber, eu não sou um membro tão ativo. A verdade é que eu sempre participo bastante antes de uma viagem, lendo bastante relatos e adquirindo o máximo de informação que eu conseguir, e depois da viagem eu perco um pouco o interesse no fórum.

 

Nunca fiz um relato nem agradeci de verdade as pessoas que me ajudaram. A consciência disso me motivou a escrever um tópico com algumas dicas. Essas dicas vão ajudar principalmente mochileiros inexperientes (ou experientes sem muita experiência internacional), mas se você é experiente e tirou alguma coisa de positivo das dicas, fico feliz.

 

Quero primeiramente dizer que tudo que eu disser aqui é baseado em minha experiência limitada. Com experiências internacionais, tenho uma viagem de 30 dias para Flórida com minha família, uma viagem pela Itália de 17 dias com meu pai, um mochilão de 37 dias na Europa, um mochilão de 35 dias do Atacama ao Peru, um intercâmbio de 4 meses em Utah e uma viagem de 40 dias pela Índia e 5 dias pela Inglaterra. Com certeza tem muitos membros mais experientes do que eu, e todas as dicas aqui provavelmente estão contidas em algum lugar do fórum. É sabedoria popular. Mas provavelmente vão ajudar os mais inexperientes. Eu não coloquei elas em ordem nenhuma, foi mal

- “Eu sou jovem, vivo apertado de grana e não tem experiência com mochilões, qual lugar você recomenda eu fazer meu primeiro mochilão?”

R: Sem sombra de dúvida, Am. Do Sul. Fico abismado com a quantidade de gente que faz seu primeiro mochilão já na Europa (eu inclusive  ). A verdade é, com o valor que você gasta para fazer 1 mochilão de 1 mês na Europa, você consegue ficar tranquilamente 3 meses na Am do Sul. E se você acha que Am. Do Sul oferece pouco em relação a Europa, você está MUITO ENGANADO. Existem atrações para todos os tipos de interesse aqui perto e as viagens são no geral mais divertidas. Além disso, quem ta na faculdade no geral ou tem tempo em julho (quando tudo está extremamente caro na Europa) ou no fim de ano (inverno, não uma das melhores épocas para se viajar para Europa), mais um motivo para viajar por aqui pela Am. Do Sul. Outro motivo, se você faz um planejamento gastando 60 euros por dia na Europa, ainda vai ficar meio apertado, tendo que comer direto em fast food e tendo que regular mta coisa (aliás, os próprios europeus regulam mta coisa...). Com 40 dólares por dia na Am do Sul você come todo dia comida local em restaurante e ainda se diverte e faz muita coisa que enriquece sua viagem (mais disso pra frente).

Ainda hoje, se eu estiver sem mta grana e quizer viajar, vou pra Am. Do Sul. Se tiver grana vou pra Ásia ou África ou talvez Leste Europeu e Am. Central. Vejam bem, eu gosto mto da Am. Do Norte e da Europa, mas eu prefiro deixar isso para mais tarde na vida, quando eu puder realmente desfrutar com tranqüilidade desses lugares.

 

- “Aonde estão as melhores festas do mundo?!”

Eu ficaria entre Leste Europeu, Am. Do Sul e Sudeste da Ásia.

 

- “Viajar sozinho ou em grupo?”

Existem vantagens para ambas partes.

Eu só acho NECESSÁRIO viajar em grupo em algumas circunstâncias: se você é muito novo/inocente (e não falo isso como se fosse errado), se você é mulher e quer ir para países famosos por serem perigosos para mulheres, ou vc planeja fazer uma viagem “correndo”, passando poucos dias em cada país. Se fizer isso sozinho, vc vai acabar se sentindo mto só, pois uma viagem assim não te permite conhecer muitas pessoas.

Viajar sozinho te propicia mais liberdade e te permite conhecer mais pessoas. Você dificilmente vai se sentir mto solitário ( a menos que você esteja indo para lugares muito ermos sem outros mochileiros).

Viajar com outros te dá mais segurança e conforto. E te ajuda a negociar pacotes/descontos.

 

- Viajando sozinho: Lembre-se que o mundo NÃO é um lugar perigoso e no geral está cheio de pessoas de bom coração. Não seja trouxa mas tb n fique com medo pois no geral as pessoas vão ser abertas com você e vão te tratar bem , se vc der uma chance a eles.

 

Dicas quanto a roteiro

 

- Não nade contra a maré

Se em algum momento do seu planejamento você ler em guias ou em fórum que essa não é a melhor época para ir em algum país, pense 100x antes de decidir ir.

Por exemplo, algumas pessoas insistem em ir pro norte da Europa no inverno (de novo, já fiz isso :S ). O que vocês logo vão perceber é que os livros não estavam errados. As cidades vão estar vazias e tristes (as pessoas que moram em países com invernos rigorosos ficam bem mais tristes e fechadas durante o inverno) e vai ser muito difícil caminhar com tanto frio.

Se vc realmente quizer ir pra Europa no inverno, pelo menos fique no Sul: Espanha, sul da França, Itália, Grécia...

Outras pessoas insistem em ir pra Ásia em época de monção ou pré-monção. Isso é outro erro que pode arruinar sua experiência (NÃO pense que só pq vc é brasileiro que você agüenta o calor pré-monção: vc não agüenta).

Além disso, se vc estiver viajando e pessoas te avisarem de bloqueios, greves ou situação política instável. Dê ouvidos... vc pode, no mínimo , ficar preso numa cidade por alguns dias.

 

-O maior erro de todo iniciante: querer passar como um furacão pelas cidades. Já cansei de ver gente que quer conhecer o mundo todo em 1 mês. Quando vão para Europa, ficam 2 ou 3 dias em uma cidade (e normalmente 1 cidade em 1 país). Isso é um erro muito grande. Como eu disse em outro tópico: as melhores recordações que eu tenho de minhas viagens foram as experiências com pessoas e culturas , e não apenas os lugares. Você precisa de tempo para realmente apreciar a cultura local e para realmente conhecer um pouquinho do lugar. Se você fica pouco tempo em uma cidade, basicamente o q vai acontecer é isso: vc vai correndo de um lugar pra otro pra ver td que você "TEM" que ver e perde um pouco da aventura que sua viagem poderia ser.

 

- O segundo maior erro: superorganizar a viagem. Já vi gente que planeja cada minuto da viagem, com lugares que ele “tem” que ir, restaurantes que vai comer, hostels que vai ficar, transporte que vai usar. Não faça isso! Não é interessante engessar sua viagem desse jeito por vários motivos. Muitas vezes você conhece pessoas legais e deseja mudar seu roteiro para seguir alguma dica deles ou se apaixona por uma cidade e quer ficar mais tempo (ou então a odeia e quer ir embora). Fora isso, se você perde um transporte algum dia , se pode perder uma porrada de reserva se vc já fez tudo antes (ou então vc acaba ficando quase nada em um lugar so pra poder cumprir o resto do roteiro). Não faça isso, só faça reserva pros primeiros dias e depois siga o fluxo da sua viagem.

 

- Terceiro erro: ignorância. Enquanto tem gente que superorganiza demais, tem outros que são totalmente ignorantes quanto aos países que estão visitando. Não seja mais um (lembre-se, você é o porta-voz do nosso país). É bom também ler o máximo possível sobre o país, de forma que você possa melhor adaptar seu roteiro em casos de necessidade (100% das vezes comigo houve necessidade de adaptação RS).

 

- Lembre-se: toda a liberdade de um mochilão pode trazer um desconforto. Não é impossível que em algum ponto da sua viagem vc venha passar fome, sede, frio, calor ou algum desconforte: tipo dormir em estação de trem, no chão do aeroporto ou algo do tipo. O mais importante é: não se desespere.

 

Como enriquecer sua viagem:

 

- Como eu disse ali atrás, o que eu mais me recordo são as experiências, e não lugares. Por favor, não planeje sua viagem como se tivesse alguma cidade cuja visita é obrigatório ou algum lugar. Se você não se interessa por museus, não planeje sua viagem para ir em 10 museus. Não vá para uma cidade só para ver um monumento. Existem alguns lugares que valem a pena visita somente para vê-los, mas não são assim tão comuns. Se vc n gosta tanto de museu e vai ficar 3 meses na Europa, talvez valha a pena ir em 1 ou 2 , mas vc certamente n vai morrer se n for no museu do Van Gogh ou algo do tipo.

 

-Aprenda inglês. É possível se virar em qq lugar do mundo sem saber inglês (“Money talks”). Mas com certeza sua interação com as pessoas e com a cultura local vai ser prejudicada.

 

- Caso você se encontre em uma situação em que não é possível comunicação oral, lembre-se: até um mudo consegue se virar. Não tente “supercomunicar”. Se quizer comprar uma passagem por exemplo, só fale o nome do destino. Se quizer perguntar algo, use um papel e 1 lápis e só coloque as palavras chaves.

 

- Lembre-se: experiências. Uma viagem é o lugar ideal para ter experiências diferentes. Faça o roteiro de forma a promover o máximo possível delas, em vez de só pensar em lugares famosos ou monumentos que sairão bonitos na foto. Algumas dicas:

- Shows. Procure em sites locais sobre shows de bandas que você goste durante a época que você viaja (isso vai ter uma chance maior na Europa e Am do Norte).

Outras sugestões são: shows itinerantes, tipo Cirque Du Soleil ; peças de teatro; exibições de músicas clássicas; orquestras ou óperas etc

Site - http://www.whatsonwhen.com/" onclick="window.open(this.href);return false;

- Tours: Em vez de sair vagando por monumentos simbólicos, talvez valha a pena ir em tours. Existem muitos tours de 1 dia ou meio dia baratos ou até de graça.

- Trabalhar em ONGS :

Quando você estiver viajando em países pobres, você pode sentir a vontade de contribuir de alguma forma (um indicativo de humanidade :P) . Existem ONGS que permitem vc ajudar apenas alguns dias. As vezes te dão até local para dormir e comida. Com certeza é uma experiência muito boa e Tb te permite entrar em contato com a realidade local.

- Realizar aulas/cursos: Isso é muito comum em países mais baratos. Há oferta de muitas aulas: culinária local, instrumentos locais, yoga, dança, surfing, massagem etc. Se você sempre teve vontade de aprender algo, uma viagem pode ser uma motivação boa para isso.

Acho que uma das melhores experiências da minha vida, foi um retiro de 10 dias de um curso de introdução ao budismo, em McLeod Ganj.

- Fique atento a festivais locais: As vezes vale a pena desviar sua viagem para assistir/participar de algum festival em uma cidade. O mesmo vale para as peregrinações em alguns países mais religiosos.

- Participar de expedições/Day trips .

- Fazer esportes radicais: Quando viajando em lugares baratos, é muito mais acessível fazer qualquer tipo de esporte radical (bungee, rafting, zorbing ...). Fora que existem pontos animais para isso. Se é do seu interesse procure saber!

 

 

Como economizar:

Cedo ou tarde, todos percebemos que o maior impeditivo pra viagens não é dinheiro, é tempo! Por isso insisto, se você tem tempo (férias de 3 meses e coisas do tipo) e se você tem vontade de viajar: viaje!

Algumas maneiras de economizar numa viagem:

 

- Couchsurf e outros – Comunidades em que pessoas oferecem sua casa para que viajantes durmam. Nunca usei , mas conheci várias pessoas que usam com sucesso

 

- Faça intercâmbio de trabalho . É possível fazer intercâmbios de 3 meses em que você volta com mais grana do que gastou para viajar (e com a experiência =p). Conheço pessoas que foram, ficaram mais 6 meses ilegais e viajaram o mundo depois...

 

- Existem sites que oferecem trabalhos em fazendas ao redor do mundo. Eles pagam, e oferecem local para dormir e comida.

 

- Algumas pessoas viajam para Nova Zelândia para trabalhar na colheita de cerejas. O salário é alto e... é na Nova Zelândia =D

 

- Use cartão de crédito para comprar passagens de avião. Você tem o direito ao seguro viagem com isso (tenho certeza disso para Visa Gold e Platinun).

 

- Em alguns lugares do mundo, é normal pedir carona. E é uma boa experiência também =P

 

- Na primavera/outono, você pode viajar com uma barraca e acampar. Quase todas cidades tem um bom camping site.

 

Qualquer dúvida ou se alguém quizer adcionar mais coisas, sintam-se livra para fazê-lo.

Abraços!

Editado por Visitante

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  • Membros

Sandman,

 

Parabéns pelo post, super importante para o aproveitamento geral da trip. ::otemo::

Realmente eu ia acabar cometendo no mínimo uns 2 erros antes de ir. kkkkkkk ::lol4::

E as respostas do Fernando Niquet e dos outros membros também contribuíram e muito para o meu planejamento.

 

Abraço!

  • 2 semanas depois...
Postado
  • Membros

Gente vou dar pra vocês uma dica muito importante pra quem viaja....não pague nenhum passeio antes de chegar no seu destino

veja o que aconteceu comigo....com viajem marcada pra Itália comprei todos os minhas viagens de trem aqui no Brasil quase que perco tudo

estava maior nevoeiro em Guarulhos e o avião atrasou quase 1 dia...só não perdi minhas passagens de trem que tinha comprado pra Paris e Londres porque fiz maior confusão no aeroporto e eles me colocaram em outra companhia da Holanda

Comprem a passagem...reserve albergue...faça roteiro e deixe pra ver os passeios quando chegar lá

Boa sorte !!!

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  • 2 semanas depois...
Postado
  • Membros
Gente vou dar pra vocês uma dica muito importante pra quem viaja....não pague nenhum passeio antes de chegar no seu destino

veja o que aconteceu comigo....com viajem marcada pra Itália comprei todos os minhas viagens de trem aqui no Brasil quase que perco tudo

estava maior nevoeiro em Guarulhos e o avião atrasou quase 1 dia...só não perdi minhas passagens de trem que tinha comprado pra Paris e Londres porque fiz maior confusão no aeroporto e eles me colocaram em outra companhia da Holanda

Comprem a passagem...reserve albergue...faça roteiro e deixe pra ver os passeios quando chegar lá

Boa sorte !!!

 

Se o local visitado é forte no turismo, eu não reservaria nem albergue, principalmente se viajar na "baixa". No mochilão pra Bolivia/Peru não reservei nada antes. Em Cusco tive poucos problemas, mesmo chegando uma semana antes do Inti Raymi. Reservar com antecedência engessa a viagem, e pode fazer vc perder dinheiro!

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  • Membros
Gente vou dar pra vocês uma dica muito importante pra quem viaja....não pague nenhum passeio antes de chegar no seu destino

veja o que aconteceu comigo....com viajem marcada pra Itália comprei todos os minhas viagens de trem aqui no Brasil quase que perco tudo

estava maior nevoeiro em Guarulhos e o avião atrasou quase 1 dia...só não perdi minhas passagens de trem que tinha comprado pra Paris e Londres porque fiz maior confusão no aeroporto e eles me colocaram em outra companhia da Holanda

Comprem a passagem...reserve albergue...faça roteiro e deixe pra ver os passeios quando chegar lá

Boa sorte !!!

 

Se o local visitado é forte no turismo, eu não reservaria nem albergue, principalmente se viajar na "baixa". No mochilão pra Bolivia/Peru não reservei nada antes. Em Cusco tive poucos problemas, mesmo chegando uma semana antes do Inti Raymi. Reservar com antecedência engessa a viagem, e pode fazer vc perder dinheiro!

 

Como ultimamente eu tenho levado um netbook para minhas viagens, eu normalmente vou reservando os hotéis e albergues apenas um ou dois dias antes de chegar em cada cidade (se for alta temporada, um pouco mais cedo). Como a maioria dos lugares agora tem internet sem fio, eu posso reservar os hotéis ao longo da viagem - aproveitando o fim do dia no hotel para procurar hospedagem e reservar pelo booking.com ou então diretamente no site do hotel/albergue.

Postado
  • Membros

oi pessoal !! ótimas dicas !!!

 

na minha opinião, viajando em alta temporada e para lugares como Itália ou França, acho bastante prudente fazer as reservas de hospedagem, transporte e entradas nos lugares mais populares (como o Museu do Vaticano) para economizar tempo e dinheiro, além de garantir o seu plano.

  • 4 semanas depois...
Postado
  • Membros

a materia é antiga, o novo IOF já é velho...

mas as dicas continuam válidas p/ quem pensa em ir ao exterior.

tem uma tabela comparativa legal.

 

10 perguntas sobre o novo IOF

FONTE: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,10-perguntas-sobre-o-novo-iof,702109,0.htm

 

O turista brasileiro passou a última semana tentando se acostumar com o novo IOF de 6,38% que passa a incidir sobre despesas internacionais no cartão de crédito. Como se sabe, para tentar diminuir o déficit na conta-turismo - ou, pelo menos, tirar uma casquinha nos sucessivos recordes de gastos dos brasileiros no exterior - o governo aumentou a alíquota em 4 pontos porcentuais (até semana passada, era de 2,38%). Os usuários de cartão de crédito, que já foram algumas vezes surpreendidos com maxidesvalorizações, desta vez vão ter de engolir uma maxitributação. Passado o baque inicial, é hora de analisar com frieza a nova situação e fazer um balanço dos prós e contras de cada meio de pagamento. O Turista Profissional responde a 10 perguntas que devem estar na sua cabeça neste momento.

 

1.Afinal, a partir de quando eu começo a pagar o novo IOF?

 

A alíquota de 6,38% vale para compras internacionais que constem de faturas fechadas a partir de 27 de abril de 2011. O dia de fechamento da fatura varia de cartão para cartão; costuma ocorrer entre cinco e dez dias antes da data de vencimento. Para saber ao certo, informe-se junto à central de atendimento do seu cartão de crédito. Gastos no exterior que constem de faturas fechadas até 26 de abril continuarão pagando 2,38% de IOF.

 

2.É a volta do doleiro, então?

 

O reflexo natural ante a medida é correr para o papel-moeda. Quando adquirida por meios oficiais, a moeda estrangeira paga apenas 0,38% de IOF. No mercado paralelo - que nunca deixou de existir -, nem isso. Mas não se deixe levar pelo raciocínio simplista de que o dólar cash estaria 6% mais barato que o dólar do cartão de crédito. Há um fator muito importante nesta conta, que é a cotação do dólar.

 

O dólar moeda comprado em bancos ou corretoras é vendido na cotação turismo; semana passada estava a R$ 1,72. O dólar paralelo, em São Paulo, fechou a semana em R$ 1,78. Já o dólar comercial, que serve como base para alguns cartões de crédito, estava em queda livre, vendido a R$ 1,62. Essa diferença de cotações pode atenuar ou até mesmo anular a vantagem do dólar moeda sobre o cartão de crédito.

 

Também vale lembrar que viajar com dinheiro vivo é perigoso, e fazer grandes pagamentos em cash não é bem-visto por muitos comerciantes. Em países em que a moeda não for corrente (por exemplo: dólar no Chile), você vai perder seu precioso tempo de viagem buscando uma casa de câmbio com boa cotação. Se você não quer mais usar cartão de crédito, é melhor migrar para os cartões de débito pré-pagos.

 

3.Existe ainda alguma vantagem em usar o cartão de crédito?

 

Dependendo da cotação usada para conversão e dos benefícios oferecidos, fazer gastos com cartão de crédito pode continuar uma boa opção. Alguns emissores, como Itaú, Caixa e Banrisul, operam com uma cotação próxima ao câmbio comercial (as faturas de março sinalizavam uma cotação de R$ 1,66 por dólar). Outros, como HSBC e Banco do Brasil, usam uma cotação intermediária (R$ 1,70 em março). E há os que praticamente acompanham a cotação turismo, como Bradesco, Santander, American Express e Diners Club (entre R$ 1,72 e R$ 1,74 em março). Neste patamar, uma diferença de R$ 0,09 entre o dólar do cartão e o dólar turismo já compensa os 6% a mais de IOF.

 

Viagens ao exterior configuram ótimas oportunidades de somar muitas milhas, e há cartões que conferem até 2 milhas por dólar gasto. O novo IOF encareceu essas milhas, mas se a quantidade acumulada na viagem fizer a diferença entre emitir ou não uma passagem-prêmio, valerá a pena.

 

4.Qual o IOF para usar o cartão do banco na função saque ou débito?

 

Saques internacionais em caixas automáticos e compras na função débito são caracterizadas como compra de moeda estrangeira, e por isso continuam pagando apenas 0,38% de IOF. A cotação de conversão varia de banco para banco, e normalmente acompanha a cotação da função crédito.

 

Fazer compras na função débito é a operação mais vantajosa de todas. Se o seu banco operar com um dólar próximo ao comercial, então este será o dólar mais barato que você vai conseguir comprar. Já na função saque incorrem taxas e tarifas que variam de banco para banco, de conta para conta e até mesmo entre as redes de caixas automáticos. Ainda assim, nos bancos que convertem pela taxa comercial as operações de saque continuam vantajosas. A pegadinha é que, na grande maioria dos bancos, o limite para saques e débitos não é igual ao saldo da sua conta corrente. Por isso é bastante difícil pagar uma viagem completa desta maneira.

 

5.Os cartões de débito internacional pré-pagos são então a bola da vez?

 

Sim. Tanto os já bem estabelecidos Visa Travel Money e Cash Passport Visa quanto os recém-lançados Cash Passport Mastercard e American Express Global Travel sofrem a incidência de apenas 0,38% de IOF. A medida do governo funciona praticamente como uma campanha de lançamento para os produtos que acabaram de entrar no mercado.

 

Esses cartões são vendidos por corretoras e alguns poucos bancos. A cotação-base é a do dólar turismo, e varia de corretora para corretora. Não há sobretaxas para compras - mas se o cartão for usado em país onde a moeda não for corrente (por exemplo: dólar na Europa ou na Argentina, euro nos Estados Unidos ou na Inglaterra), você vai perder um pouquinho na conversão (da mesma maneira que ocorreria caso você trocasse dinheiro vivo numa casa de câmbio). Para saques em caixa automático há uma taxa de US$ 2,50 por operação, somada eventualmente a uma tarifa de uso da rede local.

 

A maior vantagem é que esses cartões podem ser recarregados à distância, por internet banking - o que faz deles o melhor plano B para contornar contratempos financeiros durante a viagem (bloqueio ou estouro de limite de cartão de crédito, problemas com cartão de banco, dinheiro que acaba antes do fim da viagem). Como desvantagem, considere o fato de esse tipo de cartão não oferecer benefícios como milhas e estar atrelado tanto à moeda em que foi carregado inicialmente (se você comprar um cartão de débito em euros, só pode fazer recargas em euros) e à corretora onde foi emitido (se você quiser aproveitar a cotação melhor de uma outra corretora, vai precisar emitir outro cartão).

 

6.E traveller check, ainda existe?

 

Sim, mas está em franco desuso, substituído pelo cartão de débito pré-pago. Os travellers continuam a ser vendidos pelos bancos, na cotação turismo, incidindo apenas 0,38% de IOF. Conseguir trocá-los por dinheiro vivo, no entanto, é um problema - e estão escasseando os postos em que a troca é feita sem comissão. O melhor lugar para viajar com travellers são os Estados Unidos, onde os cheques ainda são aceitos em hotéis e grandes estabelecimentos, que inclusive dão troco em cash.

 

7.E no free shop, como fica?

 

Já há algum tempo os duty free dos aeroportos brasileiros oferecem a possibilidade de pagamento em reais, eliminando a cobrança de IOF (tanto na função crédito quanto na função débito). No exterior, evidentemente, esta possibilidade não existe.

 

8.O negócio agora é sair do Brasil com o máximo de despesas já pagas em reais?

 

A lógica diz que sim. Quanto menos gastos você precisar fazer no exterior, não importa o meio de pagamento, menos IOF você vai pagar. Na vida real, porém, convém sempre comparar os preços finais. Confira se os 6,38% da economia com IOF não são engolidos por preços inflados.

 

9.Tem um jeito de não sair perdendo nas operações cambiais?

 

Não, e isso nem é culpa no novo IOF: sempre ocorreu. Por definição, qualquer operação de câmbio acarreta perda para o cliente; só quem ganha é o banco ou o cambista. O objetivo do consumidor sempre vai ser reduzir sua perda ao mínimo.

 

10. Qual é a fórmula perfeita para o uso do dinheiro no exterior?

 

Não há mais resposta simples para esta pergunta; o meio de campo está embolado. Vai depender do banco, do cartão de crédito e da personalidade de cada consumidor. Quanta pesquisa e quantas contas você se dispõe a fazer? Quer bater perna ou não? Tente ao menos entender as diferenças, as vantagens e as pegadinhas de cada uma das modalidades para tomar uma decisão consciente - mais ou menos como você faz com seus investimentos.

 

Tenha em mente que a nova alíquota é recente e o mercado ainda não reagiu. A diferença entre a cotação comercial e o dólar turismo tende a ficar mais larga. Também é provável que bancos e cartões de crédito criem novas vantagens para não perder participação. Meu conselho: compare as suas alternativas antes de regredir para o tempo do dólar na cueca.

  • 4 semanas depois...
Postado
  • Membros

Muito bom o tópico, com certeza ajudou muita gente!!...

 

Espero tirar muitas dúvidas aqui ainda!!

  • 3 semanas depois...
Postado
  • Membros

OLÁ PESSOAL.....ESTOU INDO EM JULHO PARA UM MÊS DE INETRCAMBIO EM LONDRES E GOSTARIA DE FAZER MOCHILÃO AOS FIM DE SEMANAS JÁ QUE AS FÉRIAS DO TRABALHO NÃO PERMITE FICAR MAIS TEMPO APÓS CURSO.....

 

COMO MEU INGLES NÃO É LÁ ESSAS COISAS....VOU FAZER UM CURSO EM LONDRES PARA APROVEITAR AS FÉRIAS E PASSER TB

 

GOSTARIA DE SUJESTÕES...POIS TENHO 4 FDS PARA VISITAR OUTROS PAISES E TENHO EM MENTE MAIS DE DEZ LUGARES.... MAS ENTRE OS QUE MAIS QUERO ESTÃO 1°FDS - PARIS 2° - ROMA 3°AMSTERDÃ 4° - DEIXEI EM ABERTO POIS TENHO MUITAS OPÇÕES.....

 

EU DEVERIA ESPERAR COMEÇAR O CURSO E AI VER SE ALGUEM VEM COMIGO....OU COMPRAR TODAS AS PASSAGENS E HOSTELS E IR SOZINHO MESMO....PREFERIA SE ALGUEM DO CURSO VIESSE COMMIGO...MAS NÃO SEI SE VOU ENCONTRAR ALGUÉM.....FICO TB NA QUESTÃO DE QUE SERÁ OLIMPIADAS E AS PASSAGENS ESTARÃO MAIS CARAS AINDA SE COMPRAR EM CIMA DA HORA....

 

ME AJUDEM....NUNCA FUI PRO EXTERIOR....A PRIMEIRA VEZ E SOZINHO....SERÁ Q É MELHOR COMPRAR AGORA OU ESPERAR ALGUMA COMPANHIA DE LA???

Postado
  • Membros

Acho que existe uma grande diferença entre "engessar" e "antecipar".

Por exemplo, na Europa é comum comprar tickets de viagem antecipados (seja de avião ou de trem). A diferença de preço pode ser EXORBITANTE entre 'comprar 3 meses antes' e 'comprar no dia de pegar o trem/avião' (ou 3 dias antes, tanto faz).

Mesmo em "baixa temporada", faz diferença ($$$) a antecipação da compra.

Não tenho muita experiência na America do Sul, mas na Europa fiz 3 mochilões e sempre agi da mesma maneira (seja de trem ou de avião): trechos mais longos (ou mais caros) eu comprava antecipados / trechos mais curtos eu comprava "na hora". Lógico que, tudo depende do seu roteiro.

Exemplo hipotético: Vocês está em Bruxelas no dia 3 e sabe que precisa pegar o trem Amsterdam-Berlim no dia 18. Neste espaço de tempo (se você se cansar de Bruxelas), pode vistar a Antuérpia, Bruges, Luxemburgo, Roterdã...sem esquecer de Amsterdam, é claro.

Ou seja, você define cidades estratégicas que, além de serem aquelas que 'realmente você quer visitar', permitam viagens curtas para lugares não planejados.

 

Quanto aos albergues:

Em alta temporada, não arrisque muito nas cidades mais visadas (e visitadas). Já vi muitos mochileiros dormindo na rua ou em estações de trem.

Em baixa temporada, sem maiores problemas...mas não custa verificar (mesmo que 2 dias antes de chegar, no caso de viagem não planejada para aquele local).

 

Por fim, indico viagens para a Europa na primavera ou no outono. Verão é caro e cheio demais. Inverno é vazio (pra quem gosta de fazer amigos e conhecer a cultura local): alguns museus e atrações fecham para reformas, o povo se esconde nas suas casas e as festas são fracas (além de ser frio pra c...[e olha que eu moro no Sul]).

Mas se mesmo assim você quiser viajar no inverno, te aconselho a escolhar os trens (para não correr o risco de dormir em aeroportos).

  • 3 semanas depois...
Postado
  • Membros

Pessoal irei em julho para minha primeira viagem mais longa até agora, vou para Belo Horizonte com alguns colegas da facul mas estou com medo em alguns aspectos.

Vamos ficar em um Hostel durante no minímo uma semana, saberiam me dizer como são os hostels de BH? Quais hostels são confiáveis?

Locais confiáveis e não confiáves para se alimentar?

Opções para sair durante as noites. Quais?

Durante esse mês o clima é agradável ou muito frio? ( Sou do sul e gostaria de ter uma noção quanto a isso, pois aqui durante esse mês já é bem frio).

Estou com receio de passar mal durante o percurso de ida e volta para BH, tenho pressão muito baixa, daí já viu né?´Até agora não passei mal durante outras viagens, mas como disse anteriormente, essa viagem será mais longa e é minha 1° vez!

Gostaria de dicas quanto a isso :)

Obrigada!

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