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Olá viajante!

Bora viajar?

TRIP DAS ARÁBIAS – CULTURA, HISTÓRIA E NATUREZA (OMÃ, EGITO, EAU)

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Essa trip nasceu bem diferente do que vão ler a seguir, num surto ocorrido há 5 meses atrás que agora não vem ao caso. Comprei passagens pros EAU com objetivo de visitar um lugar específico que acabou não rolando, então a trip ficou com os seguintes países:

 

EMIRADOS ÁRABES UNIDOS - ALÉM DO BÁSICO

Os Emirados Árabes Unidos são uma confederação árabe, e cada emirado é uma monarquia independente e preserva sua soberania. Os sete emirados são Abu Dhabi, Dubai, Fujairah, Ras al-Khaimah, Sharjah, Umm al-Quwain e Ajman.

Nós já conhecíamos os Emirados de Dubai e Abu Dhabi, visitados numa trip combinada com Japão anteriormente, então o foco não era este país! Mas aproveitamos pra explorar os outros Emirados e foi bem legal!

 

OMÃ - NADA BÁSICO

Omã, oficialmente conhecida como Sultanato de Omã, é um país árabe e sua capital é Muscat (Mascate em português).

Omã é uma monarquia absolutista, o Sultão Qaboos bin Said Al Said foi o líder do país de 1970 a 2020, tendo sido um dos mais longevos governantes do mundo árabe. Ele era (ainda é) muito venerado, pois modernizou o país e era muito bonzinho! Morreu em 2020, sem herdeiros, e quem assumiu foi o primo.

Despertei pra este país no final de 2021, início de 2022... natureza exótica, low profile, meio vazio, o tipinho do lugar que gosto de ir. Omã super encaixava no “roteiro original” e foi estendido na versão adaptada, haha! Pra descobrir mais sobre ele vc vai ter que ler o relato, o que recomendo, pq PQP que país FODA!

 

EGITO - O BÁSICO

Não há como escrever “um parágrafo” sobre a história do Egito, então nem vou tentar! Apenas tentem aqui se lembrar das primeiras aulas de história da vida, onde o prof desenhava uma linha no quadro e separava a pré-história da história com a invenção da escrita... Lembre-se dos povos nômades, e de como foram desenvolvendo técnicas agrícolas que possibilitaram sua fixação, criando clãs... aí chegou um cara chamado Menés e unificou os momos (ou clãs) de norte a sul do Nilo... Eis nosso primeiro faraó, da primeira dinastia (foram 30 no total).

Foram mais de 3000 mil anos de faraós (divididos vários períodos), inúmeras guerras internas e invasões externas, centraliza e descentraliza, separa e junta, governo gringo e governo nativo, politeísmo e monoteísmo, até acabar toda essa parada com o suicídio da última faraó (que já era gringa), a Cleópatra VII (a famosa) e a anexação do Egito pelo Império Romano.

O Egito estava no banco de reservas na minha lista e substituiu o país que não rolou. Eu tinha preguiça toda vez que pensava em organizar uma trip pra lá... mas das opções que haviam a partir dos EAU, achei a melhor de todas. E foi SURPREENDENTE! E sem guia! Mas num roteirinho bem básico pela falta de tempo.

Vcs vão ver a seguir que a organização do roteiro ficou complexa, mas foi a melhor configuração possível dentre as várias possibilidades previamente descartadas. Por conta do intenso “troca-troca” de hospedagens, optamos por viajar bem leves, só de mochila (a forclass 40L), embora a Emirates, a Egypt Air e a Saudia Airlines permitissem despacho de 2, 1 e 1 mala de 23kg por pessoa, respectivamente.

Bora então pras informações úteis!

 

ROTEIRO

Londrina > São Paulo > Abu Dhabi > Ras al-Khaimah > Muscat > Sur > Dubai > Cairo > Luxor > Hurghada > Cairo > Dubai > São Paulo > Londrina

 

DESLOCAMENTOS

       Aéreo: foram FUCKING NOVE VOOS.

Londrina > São Paulo // São Paulo > Dubai // Dubai >> Jeddah >> Cairo // Cairo > Luxor // Cairo >> Riad >> Dubai // Dubai > São Paulo // São Paulo > Londrina

       Carro: nas cidades dos Emirados e Omã rodamos de carro alugado (AUTORENT), com algumas exceções apontadas no relato.

       Transporte público e UBER: principalmente no Egito, mas alguma coisa tb nos EAU.

 

HOSPEDAGENS (a trip com mais hospedagens da vida até agora)

       Abu Dhabi (1 noite): R$185,00 (airbnb)

       Ras al-Khaimah (2 noites): R$728,00 (booking: Sea La View Family Home)

       Muscat (3 noites): R$659,00 (booking: Muscat Inn)

       Sur (2 noites): R$784,00 (booking: Sur Plaza Hotel)

       Dubai (1 noite): R$355,00 (booking: Premier Inn Dubai International Airport)*

       Cairo (1 noite): R$205,00 (booking: Best View Pyramids Hotel)

       Luxor (3 noites): R$644,00 (booking: Nefertiti Hotel Luxor)

       Hurghada (1 noite): R$438,00 (booking: Bel Air Azur Resort – all inclusive)

       Cairo (3 noites): R$330,00 (airbnb)**

       Dubai (1 noite): R$350,00 (booking: Premier Inn Dubai International Airport)

*não chegamos a dormir efetivamente, mas depois de dirigir 10 horas a gente precisava descansar e tomar banho antes de pegar o voo pro Egito às 4 da manhã, e essa era a opção de melhor custo x benefício.

**dormimos só duas noites, mas como nosso voo era muito tarde, pegamos uma diária a mais.

 

CÂMBIO

A moeda dos Emirados é o Dirhan (AED), em Omã a moeda é o Rial Omanense (OMR) e a do Egito é a Libra Egípcia (EGP).

Eu fiz compra de AED, EGP e USD no cartão da WISE pegando diferentes cotações, e comprei dólar in cash tb, pois além de não ter o dinheiro de Omã na WISE, eu tinha que ter algo em moeda além do que tinha no cartão. Tb temos cartão de crédito comum para emergências.

Abaixo, as médias do que valiam minhas moedas no momento que fui, pra quem quiser ficar brincando de converter.

1 DIRHAN: 1,44 REAL

1 DÓLAR: 5,25 REAIS

1 POUND EGÍPCIO: 0,20 REAL

1 RIAL OMANI: USD2,63 >> ISSO MESMO, 1 Rial Omani bate quase 15 reais! Uma das moedas mais caras do mundo, explicarei mais sobre isso no relato.

Usei o cartão da WISE sem nenhum problema em todos os países, tanto para compras quanto para saques. A exceção eram alguns comerciantes de feiras que não aceitavam cartão, por isso é sempre bom ter cartão e dinheiro! Troquei dólares por moeda local apenas do Egito e Omã.

 

DOCUMENTOS

Passaporte, carteiras de motorista e PID, seguro saúde (o do cartão, gratuito), certificados de vacinas (febre amarela: o internacional, da ANVISA e covid: serve o nosso do conectSUS em inglês, com QR code - nada sobre saúde foi pedido, só pra voltar pro Brasil, as vacinas covid) e VISTOS.

EAU: “NÃO EXIGIDO” (na verdade é um visa on arrival gratuito). Quando fui pela primeira vez pros Emirados era exigido visto de brasileiros (online, mas era bem caro), agora não mais.

EGITO: EXIGIDO. Vc pode optar pelo VISA ON ARRIVAL (USD25 por pessoa para 30 dias) ou e-VISA: https://www.visa2egypt.gov.eg/ - Mas o Visa on Arrival é bem sussa e sem erro!

OMÃ: EXIGIDO PARA MAIS DE 14 DIAS. Só rola online desde algum tempo, e todo mundo que vai pra lá aplica visto (e é caro), mas tanto no site do visto quando no da embaixada diz que nós, brasileiros, mais 102 nações, estamos dispensados de visto para ficar 14 dias:

https://www.oman-visa.online/en/

https://fm.gov.om/visitors/entry-visas/

Entramos sem visto.

ARÁBIA SAUDITA: EXIGIDO PARA MAIS DE 12 HORAS. É necessário visto de trânsito caso sua conexão ultrapasse 12h no país. Não foi nosso caso, coloquei aqui só para alertar quem por ventura pense em voar com conexões na Arábia Saudita, que aliás, vem “se abrindo” e investindo no turismo desde 2019, e hoje, cidadãos de 50 países já conseguem emitir e-VISA para turismo (não é o caso de brasileiros).

 

INTERNET

Ganhamos chip dos EAU na chegada e recarregamos, no Omã ficamos sem chip e no Egito compramos um, valores no relato.

 

CLIMA

Fev/Mar é fim de inverno e ALTA TEMPORADA em todos os países da trip! Nos Emirados, a temperatura oscila entre 20-30 graus (com sensação térmica O COLO DO CAPETA) e a chance de chuva é sempre baixa, mas nessa época ocorre bastante neblina. Em Omã a tpt como a dos EAU (COLO DO CAPETA), de agradável a muito quente! No Egito chega a fazer friozinho a noite nessa época. Mas já adianto que passei muito calor em todos eles.

 

Mas vamos ao que interessa agora, o rolê!

CONTINUA

Editado por Juliana Champi

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Em 23/06/2023 em 09:46, FCRO disse:

continuando

vi esse outro também, bem mais caro (pdf em anexo)

 

por último vi um cara no instagram que consegiu comprar o voo aparentemente sem pacote incluido, e lá ele fechou com um guia local, deve sair bem mais em conta, mandei mensagem pra ele pelo instagram mas não me respondeu :(

 

 

Itinerary welcometosocotra '23-'24.pdf 769.21 kB · 0 downloads

Oiê! Nossa, que demais... essa de voar até lá sem nada fechado e fechar na hora me agrada mais e certamente deve ser mais barato.

Pelo que percebi a ilha vive só disso, aí tem kilos de empresas tanto de lá quanto de fora oferecendo mais ou menos os mesmos tipos de serviços. As empresas sempre serão mais caras por terem que lucrar e ainda pagar o guia, se a gente contrata direto o guia tende a ser mais barato né?

Eu consultei sites de empresas - como a welcometosocotra - que já expõe os roteiros no site. O guia particular com quem troquei ideia foi o Adbulah (insta abaixo). Ele me mandou uns ppt na época sobre o roteiro dele mas não tenho mais,

https://www.instagram.com/abdullah_socotra/

Época boa de ir pra lá é fevereiro/março/abril - tempo aberto, árvore do dragão florida. Ano que vem já tenho um trip pra janeiro então não conseguirei tentar de novo Socotra, rs... mas peço a gentileza de compartilhar aqui o que for achando, quem sabe 2025! rs

  • 2 meses depois...
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Onde estávamos mesmo?

Bah, indo pro Egito pela Arábia Saudita! Bora terminar esse relato!

 

 

01/MAR – QUARTA: DUBAI > CAIRO – EU FALEI FARAÓ, ÊÊÊÊ FARAÓ

Depois de ter dirigido cerca de 10h desde Sur, no sul de Omã, até Dubai, nos EAU, a gente tava bem cansadinhos e só queria dormir... não me lembro exatamente o que comemos, mas sei que foi no hotel mesmo. Ajeitamos as coisas, tomamos banho e desmaiamos... pra logo depois já levantar, nosso voo era as 4 da manhã!

Fomos ao aeroporto de transfer gratuito do hotel, demos saída (de novo) dos Emirados e pontualmente as 4h20 da manhã partiu nosso voo rumo a Jeddah, na Arábia Saudita, pela companhia estatal saudita, a Saudi Arabian Airlines.

Este primeiro voo teve duração de 3h e foi muito bom. Logo serviram refeição (tinha algumas opções) e eu fui de: pão de semolina, iogurte, frutas e uma pasta que tb comi muito no Egito e agora esqueci o nome, depois edito aqui quando lembrar (não era homus, babaganoush, coalhada e essas que a gente conhece aqui).

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Café da manhã 2x!

A cidade de Jeddah fica a beira do Mar Vermelho, coladinha em Meca, que dispensa comentários. Ficamos impressionados com o tamanho dela... o aeroporto tb era muito bonito, gostamos bastante e compramos umas coisas esquisitas kk! Pagamos com cartão wise que puxou do saldo em dólar.

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Chegando em Jeddah!

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Aeroporto de Jeddah!

Nosso segundo voo, de Jeddah ao Cairo, foi num avião maior (acho que um A330 neo) e achei MUITO DOIDO quando começou a reza na tela... era um senhor pedindo oração para proteger o voo, e depois ficou lá uns 5-10 min de reza em árabe, com legenda em inglês! Surreal!

Serviram café da manhã de novo (kkk, comi a mesma coisa do voo anterior) e 10h da manhã pousamos no Cairo. Sem vistas de janela pq pegamos 2 assentos no meio do avião (3-4-3).

A segurança do aeroporto do Cairo já é bem diferente de qualquer uma que eu já tenha visto... MILHÕES de revistas e detectores de metais, 200 pessoas checam seu passaporte... e depois de comprar o visto (25usd por pessoa, eles te dão um adesivo e vc cola no passaporte), finalmente entramos.

ATNÇÃO: li um monte de lugar tocando o terror sobre o visto e blá blá blá, não tem como ser mais fácil. Galera podia tentar vender pacote sem mentir tanto! É muito intuitivo e não tem nenhuma dificuldade.

Entramos, nem lembro se nos perguntaram algo na imigração! Eu tinha umas libras egípcias no cartão da Wise, troquei apenas 100 usd acho (câmbio ok, igual na cidade) e compramos chip pra um dos celulares, usávamos roteado entre os dois pq wifi não é uma coisa que tem fácil no Egito como vcs verão logo mais.

Optamos por ir de Uber ao nosso primeiro hotel, que era bem longe do aeroporto, já ele ficava ao lado das Pirâmides, na cidade de Gizé!

Preparando para o choque em 3, 2, 1...

CONTINUA

Editado por Juliana Champi

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01/MAR – QUARTA: CAIRO – CHOQUE!

Eu ainda não estive na Índia, no Nepal... talvez estes países sejam algo parecido com o Egito (ouvi dizer que ainda mais zuados), e por mais que tenha lido, nada me preparou pro choque que foi o Egito. Eu juro pra vcs que me emociono de lembrar!

O trânsito, nosso primeiro contato, foi algo SURREAL. Ele parecia líquido, fluido, os carros pareciam líquidos tb, cruzando pistas pra lá e pra cá nas largas avenidas pelas quais trafegamos... frequentemente com 8 pistas de cada lado. Do aeroporto ao hotel deu cerca de 1h, uns 55 reais!

Os prédios à beira desse caminho haviam sido cortados para o alargamento da pista, sério, tiraram uma lateral dos edifícios... gente, é difícil explicar. Mas eu até que tava achando tudo bem moderno, prédios altos, muitos letreiros... e aí chegamos em Gizé...

O Uber não conseguiu deixar a gente na frente do hotel pq ele mesmo não sabia onde era e as ruazinhas todas tortas e pequenas dificultavam, então a gente desceu perto e foi andando...

Eu me senti num filme do Indiana Jones... eu tinha voltado no tempo, não era possível! Aquele monte de camelo, ruas de areia, gente a beça, muita pobreza, um sol pá cada um, muitos cheiros (de camelo, de cocô de camelo, de cocô de cavalo, kk) e aí vc vira uma esquina e do nada dá de frente com as pirâmides...

É muito doido... crianças jogando bola descalços na rua sem asfalto e ao fundo... as pirâmides...

Indescritível.

Chegamos ao hotel, fizemos check-in, tinha algo errado na minha reserva, paguei em dobro, depois me devolveram o dinheiro (foi estornado no cartão da Wise mesmo), deixamos as coisas e saímos pra andar pela vizinhança!

Pausa: umas duas semanas antes de ir pra essa trip eu acompanhei a viagem de uma das poucas “blogueiras” de viagem que gosto e acompanho, a Carlinha, do “Fui, Gostei, Contei”. Num dado momento depois de quase um mês no Egito ela disse: “vc tá afim de vir pro Egito? Alinhe as suas expectativas. ”

As coisas não vão funcionar como estamos acostumados, as regras não são as mesmas... o hotel 5 estrelas não vai ser nem 3 (especialmente nesta região das pirâmides), e tá tudo bem. Vc quer curtir ou se estressar?

Eu optei por curtir ao máximo, baixei a guarda e fui de coração aberto a este que foi um dos países que mais gostei de conhecer, ainda que muito superficialmente.

Estou contando isso pra ilustrar apenas um de milhões de episódios onde a frase da Carla ecoou na minha cabeça, peguem essa:

O hotel que ficamos estava no booking. Lá está escrito que tem wifi. No check-in a moça nos deu um cartão com a rede e a senha do wifi. Como disse antes, subimos deixar as nossas coisas e já descemos, a tempo de dizer pra moça que não tinha conseguido conectar. Aí ela me disse com a maior naturalidade do universo que não tinha wifi!

MANO, ELA ME DEU A SENHA! COMO NÃO TINHA?

Pois é, ela já sabia que não tinha, nunca teve... “não funciona internet nessa região moça”... pq caraio então ela me deu a senha? Sei lá, mas é assim! Segue o baile!

De novo na rua, um calor absurdo (e estava bem fresco pro padrão egípcio, inverno afinal), muita gente pedindo dinheiro, mas fomos indo até a porta de entrada das pirâmides. Iríamos visitar somente no dia seguinte pela manhã, mas já queríamos ter o gostinho.

Fomos na Pizza Hut que é famosa por lá por ter vista linda das Pirâmides, e tinha mesmo, mas do rooftop do nosso hotel era a mesma vista. A Pizza Hut fica no segundo andar de um prédio, no primeiro andar é uma franquia de frango frito, não lembro qual agora.

Paramos lá pra comer mesmo, vendo as pirâmides na janela. E percebemos que um monte de gente queria subir ao terceiro andar, num rooftop, e o garçom não deixava, falava que tava em reforma e etc. Era de lá a vista bonita.

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Vista Pizza Hut

Eu perguntei depois e ele disse que estava em reforma mesmo... mas depois de um tempo voltou na mesa e me disse pra subir lá, rs! Subi, e dava pra ver elas bem lindas... tiramos umas fotos e descemos.

Imagino que deve ter uma multidão querendo subir lá todo dia e eles estão vetando!

Voltando pra casa (a gente mal tinha dormido e estávamos mortos) tinha uma “fábrica” bastante rudimentar de pão típico árabe... paramos pra ver e os trabalhadores lá dentro já fizeram aquela festa... conversamos, chegamos perto dos fornos, compramos 5 pães por 4 reais, e então eu sofri O ÚNICO ASSÉDIO DA VIAGEM:

Já tínhamos tirado várias fotos com a galera e já estávamos quase saindo quando um senhor bem velho falou pra eu tirar uma foto segurando o cesto de pães. No que me posicionei pra foto ele encostou a mão na minha bunda... imediatamente eu virei pra ele e gritei DON’T TOUCH ME e saí. Tava tão barulhento e confuso lá dentro que ninguém nem percebeu... e eu fiquei com raiva por não ter virado um soco na cara daquele veio escroto, mas enfim!

O Egito é um país escancaradamente machista, penso que essas coisas talvez aconteçam com frequência. Já li e ouvi muita coisa... prudência, assim como aqui no Brasil, nunca é demais. Depois deste episódio tive contato com mais milhões de egípcios e nada mais aconteceu.

Achamos uma loja de bebidas, compramos um vinho e umas cervejas, voltamos pro hotel, tomamos um banho e ficamos um tempinho no celular bebendo... acho que era 17h quando dormimos pra acordar a noite pra sair...

Acordamos só no dia seguinte.

 

02/MAR – QUARTA: CAIRO – VAMOS VER DE PERTO ESSE ESQUEMA DE PIRÂMIDE!

Acordamos muito cedo (até pq né, dormimos as cinco da tarde, kk) e as 7h da manhã já estávamos na entrada das pirâmides... abriu com atraso (sempre), mas umas 7h15 já estávamos lá, SOZINHOS, com ar fresco e sombra!

Sozinhos não, tinha vários cachorros dormindo por lá tb, haha!

Andamos por tudo sem pressa, tiramos todas as fotos que quisemos sem ninguém no fundo e com uma luz incrível... eu estudei história do Egito (eu estudei muito pq sou dessas) antes de ir e era a guia do Guilherme, rs! Vimos todas as pirâmides de muito perto, de longe, elas alinhadas (tem que andar bastante pra ver), enfim, foi SENSACIONAL estar ali! Não sofremos nada de pentelhação de gente querendo alugar camelo (até pq não apoiamos nem patrocinamos esse tipo de coisa) nem vender nada, foi muito tranquilo. Chuva de fotos! (Tem mais no fim do post!)

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Optamos por não entrar em nenhuma delas, achamos que não valia a pena!

Lá pelas 10 da manhã o sol já estava alto e muito quente e uma multidão estava presente... Era hora de ir embora. Saindo na rua era insano ver o que tinha acontecido do lado de fora, tinha uma multidão real e uma confusão sem fim! VÁ CEDO!

Voltamos pro hotel e tomamos café da manhã, hahahauaha, depois subimos ao quarto, pegamos nossas coisas e partimos (de Uber), de mochila nas costas, pro Museu Nacional da Civilização Egipcia (NMEC).

Este é um museu novo (mas não o novíssimo, que inaugurou depois da nossa passagem por lá) pra onde foram levadas 22 múmias (18 reis e 4 rainhas) das 17ª-18ª-19ª dinastias (os faraós que a gente mais conhece) e onde tb tem um panorama geral da história do Egito, é muito legal!

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De mochilão no Museu!

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Nos fundos do Museu!

Lá na parte das múmias não pode filmar, mas o museu é bem moderno e instrutivo... lá estão vários Ramsés, vários Tuts, a Rainha Nefertiti e a minha deusa mor, a Hatshepsut! Eu gostei demais!

Acho que era umas 15h quando já tínhamos visto tudo (o museu não é grande) e resolvemos já ir ao aeroporto, nosso voo pra Luxor era 18h.

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Pausa para o vinho Egipcio... nem sabia que eles faziam vinho, rs!

Chegamos ao aeroporto e dá-lhe todos os controles de segurança novamente... vc nem entra no aeroporto sem um cartão de embarque! Comemos alguma coisa e ficamos esperando... nosso voo atrasou 2h... mas enfim embarcamos e uns 40 minutos depois pousamos em Luxor!

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Atrasou 2h!

Decidimos ir de avião pq além de muito demorados, os trens, na época que fomos, estavam bem zuados. Nossa viagem era bem curta e a gente não queria passar 12h dentro de um trem, melhor coisa que fizemos. O voo foi pela Egypt Air e foi muito barato!

Em Luxor não há transporte público muito organizado e nem Uber, então já tínhamos combinado transfer com o Hotel que ficamos. Avisamos que estávamos atrasados, quando chegamos eles já estavam nos esperando.

Fomos pro Hotel Nefertiti, que indico muito, comemos por lá e ainda demos uma voltinha pelas redondezas. O dia seguinte promete!

CONTINUA

(mais umas fotinhas nas Pirâmides)

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Quem pagou pra entrar nelas, entra por aqui!

Editado por Juliana Champi

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15 horas atrás, D FABIANO disse:

@Juliana Champi E as roupas Ju?Todos,ou a maioria,usa roupas ocidentais?Vai ver que foi por isso que o véio mexeu com voce,não?

Nada, ele mexeu comigo pq era um escroto, kk, eu tava de calça larga e blusa solta, com lenço cobrindo os ombros. Por causa do sol, pq poderia estar com os braços de fora sem problemas tb... nessas cidades grandes e/ou muito turísticas essa questão é bem sussa! Por natureza eu já não uso roupa curta, justa e essas coisas, então ele era só um babaca mesmo (até pq nunca a roupa de alguém justifica qualquer tipo de assédio).

Em comparação a Omã o Egito (por onde andei, claro) é muito mais tranquilo, até pq só uma parte da população é muçulmana, e mesmo os(as) muçulmano(a)s usam roupas diferentes... alguns mais tradicionais, outros só roupas cobrindo o corpo mesmo... com calças e lenços. Arrisco dizer que a maioria usa roupa "ocidental".

Achei muito louco que eles usam roupas de frio... frio mesmo, blusa, casaco... e eu tava quase tendo um troço de calor!

Editado por Juliana Champi

  • 2 meses depois...
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9 horas atrás, D FABIANO disse:

@Juliana ChampiLembrei do seu excelente relato Ju,terminou por aqui ou ainda falta?

Tá faltaaaando!! Eu vou terminar antes de acabar o ano, hahahauaha!

  • 2 semanas depois...
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Bora que falta pouco pra acabar este relato e tb pro ano acabar! Dá azar virar o ano com relato inacabado! Kk

Logo posto o fim!

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03/MAR – SEXTA: LUXOR – DECIFRA-ME OU TE DEVORO

Eu não me lembro mais com precisão, mas certamente acordamos muito cedo! Tomamos café no rooftop do Hotel Nefertiti de frente pro templo de Luxor, IN-CRI-VEL.

Na mesma “rua” do templo de Luxor (e do hotel) fica o templo de Karnak, estes dois lugares estão ligados pela avenida das esfinges, atualmente com poucos trechos transitáveis (é tipo uma trincheira)! Mas a gente foi a pé assim mesmo, seguindo o caminho indicado pelo google, ora margeando a avenida (com o Nilo do outro lado), ora “entrando” nos bairros... e com o “sol fresco” das primeiras horas da manhã chegamos a Karnak em 40 minutos de caminhada!

Entramos logo, não tinha muita fila, tem vários controles de segurança. Não lembro exatamente do preço em libras egípcias, mas era coisa de 50 reais! Eu estudei (acho que já falei isso pra vcs kk) bastante sobre este templo e a história do Egito no geral, e achamos desnecessário ter guia... curtimos tudo no nosso tempo... eu com as minhas anotações impressas na mão sendo a guia do Gui, haha!

Caso seja sua opção, tem ali na porta uma galera se oferecendo pra guiar, pelo que lembro eles cobravam o equivalente a 50 reais por 1h de explicações em inglês. 

Eu não vou nem perder meu tempo em tentar explicar o que vi e senti neste lugar com sua história de muitos milênios pq seria impossível. Andamos por lá por toda a manhã!

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Karnak! ::love::

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Dando um tempinho perto do lago sagrado!

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É incrível demais!

Em muitos lugares os próprios “guardinhas” do templo perguntam se a gente queria tirar foto num lugar que não pode ir (em tese), começavam a nos contar algo que eu não tinha perguntado, se ofereciam pra tirar uma foto e até mesmo perguntaram se eu queria ficar igual a Queen Nefertiti hahauahauaha (quando eu permiti, um senhor pegou meu lenço e amarrou de um jeito diferente na minha cabeça kk) – CLARO, tudo mediante um faz-me rir!

Aí vc tem duas opções: 

1 - baixar a guarda e escolher os mini golpes que quer cair hahaha... e interagir com esse povo que vive disso... as gorjetas eram de 1 real no nosso caso (pq a gente pagava em libra egípcia, europeus e estadunidenses costumavam dar 1usd ou euro) e tava tudo certo, vc aprendia algo, conversava com eles, ria com eles... essa foi nossa opção! No fim do dia eu tinha gasto o que? 10 reais?? Valeu a pena demais interagir com eles, mas sem ser trouxa, claro, pq golpes maiores estão por toda parte kk

2 - simplesmente recusar... e tá tudo certo! Ninguém nos falou nada das inúmeras vezes que recusamos alguma oferta!

Saímos de lá já com o sol fritando os miolos e tomamos a brilhante de decisão (SQN) de voltar a pé tb. Acho que na segunda quadra já estávamos morrendo, mas ainda persistimos. Parece bobeira, mas não é só voltar por onde viemos. A avenida das esfinges é intransponível de uma margem a outra na maior parte de sua extensão, e em um dado momento percebemos que sei lá como estávamos do outro lado e não conseguíamos voltar. Se a gente voltasse até Karnak e começássemos de novo a gente conseguia, mas o sol tava insalubre.

Perguntamos pra muitas pessoas, todas elas diziam que não dava pra ir a pé pra onde queríamos... aí já sem forças eu aceitei a subir numa “carruagem”, eu estava a beira do desmaio. De verdade.

Negociamos o preço com o cara antes e ele claramente disse “thirty (30)” – o que correspondia a seis reais, totalmente adequado ao curto trajeto. Mas depois de uns 4 minutos ele começou a dizer que era algo como thirty hundred... que seriam no embromation dele 300 libras, cerca de 60 reais. MÁ VÁ, aqui é BRASIL porra!

Eu falei que não era, que era 30, que ele tinha falado 30, que a gente não era idiota, e ele insistiu que as coisas eram caras, que ele tinha falado 300 e blá, eu falei bem alto para ele parar imediatamente pra gente descer! Falei alto tipo quase gritando. Joguei as 30 libras que já tinha separado, descemos, e eu xinguei em português só pra dar uma desabafada mesmo, hahahauaha!

Mas a gente ainda tava do outro lado da porra da rua que era impossível atravessar HAHAUAHA. Seguimos até o templo de Luxor que já estava bem perto, pois dali eu sabia que dava pra cruzar... e com alguma dificuldade chegamos do outro lado, no hotel, kk. Isso era cerca de 13h.

Estávamos com tanto calor que resolvemos almoçar por lá mesmo, no rooftop! Pedimos os cardápios e o garçon nos orientou que poderíamos fazer o pedido, que eles iam preparar, mas que só poderiam servir quando acabasse a reza (tava tocando aqueles cântigos islâmicos nos alto-falantes por toda a cidade).

“E que hora acaba essa reza moço”? “Acabou de começar, demora 1 hora” HAHAUAHA... OMG REZA LONGA!!! “tá bom, mas pelo menos podemos beber algo?” Podia... e tinha cerveja no menu. Achei estranho poder beber ALCOOL se não podia comer, mas manda essa breja logo xovem.

Era sem álcool. HAHAUAHAUAHA... mas tava ótima, já tapeava a fome e tava gelada. Logo chegou o rango. A gente pediu tipo um menu degustação, tinha um monte de coisa que não sei até hoje o que era, mas era vegetariano, então sussa! Tava bem bom! Na ocasião o moço me explicou o que era cada coisa mas eu não entendi metade, kk, só os ingredientes principais.

Depois do almoço corremos pro quarto dormir no ar geladinho, nossa sieta necessária por causa do intenso calor! Despertamos lá pelas 17h e fomos ao templo de Luxor, que eu queria visitar no pôr do sol.

Esse é um horário bem cheio, o pôr do sol... mas é mágico! Além de ser mais fresco a noite (é comum as atrações ficarem abertas até 20h mesmo no “inverno”) as luzes são um espetáculo!

A gente visitou tudo antes de escurecer, já que o Templo de Luxor é bem menor que Karnak... e depois só fizemos curtir o cair da noite. Ficou muito lotado... mas que luzes incríveis... 

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Luxor Temple!

Saímos de lá depois de algumas horas e jantamos num restaurante nas imediações do hotel, tinha uma feira de rua bem grande por ali... depois ficamos passeando por essa feira até cansar e então voltamos pro hotel!
 

04/MAR – SÁBADO: LUXOR - NO VALE DOS MORTOS

E lembra que falei que em Luxor não tem uber? E nem nenhum outro app de transporte, pois é, isso quebra, pq o transporte público é barato mas super confuso, são aquelas vans que vc pega sem saber direito pra onde vai, rs!

O assédio ali na frente do hotel é frequente, e no dia de hoje íamos precisar de transporte! Logo que saímos já veio um cara se oferecer para taxi. No que começamos a conversar, ele foi andando como quem vai pegar o carro estacionado em outro lugar... fomos atrás, mas na real ele não era o taxista... tava indo atrás de algum motorista e CERTAMENTE ia nos cobrar um rim. Simplesmente saímos andando e deixamos ele pra trás. Ele veio atrás e falamos que a gente não queria mais, que ele tinha mentido e boa. Ele ficou reclamando lá mas fodacy né!

Ah, antes de prosseguir, importante dizer que o hotel Nefertiti tem parceria com empresas de transfer e guia (empresas de turismo), consultamos no dia anterior, mas era absurdo de caro o que queríamos fazer e nem cogitamos a ideia.

Pois bem, voltamos pra frente do Hotel. Tinha um taxi parado ali e nós o abordamos. Conversamos com alguma dificuldade pq ele não falava inglês, só algumas palavras... mas ele entendeu que queríamos ir ao Vale dos Reis, Tumba da Hatshepsut, Colossos de Menon e mais alguma coisa que não fomos e vcs vão descobrir pq em breve!

Combinamos preço. Ele disse claramente: 500 libras – cerca de 100 reais (começou mais alto que isso, mas baixamos). Então vamos. Afinal íamos ficar umas 6h com ele a nosso serviço (pros nossos padrões isso é até bem barato né?).

Fomos então ao Vale dos Reis, atravessamos o Nilo para a cidade dos mortos (estávamos na cidade dos vivos). 

Em um dado momento da história as pirâmides caíram em desuso, muito por conta dos saques, e a capital do Egito tb mudou de lugar (mil vezes), e a realeza começou a ser enterrada aqui! De um jeito diferente!

O ingresso pro Vale dos Reis (na ocasião, equivalente a 52 reais) permite visitar 3 tumbas, exceto as mais legais, que são pagas a parte. E entre todas elas rola um esquema de rodízio, para fins de conservação. Entre as gratuitas fomos na Ramsés IX (KV6), Mernepta (KV8) e Ramsés I (KV16). Eu pesquisei pra escolher estas.

Entre as tumbas pagas a parte estavam a do Rei Tut (não lembro quanto era mas não escolhemos ela), do Rei Sety I (a mais pica de todas, mas custava sozinha 200 reais, não fomos), e a do Ramsés V e VI (juntas) por 20 reais, fomos nessa!

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Vale dos Reis!

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Inacreditável! 

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::love::

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::love::

A tumba do Tutankamon é a única que contém a múmia dentro, mas ela não tem pinturas nem nada, por isso não escolhemos ela. 

O rolê por este lugar foi tão incrível quanto o templo de Karnak, não tem como traduzir em poucas palavras. Recomendo demais pagar pra entrar na que escolhemos, fico só imaginando o que é a do Sety I.

Aqui tb tinha vários guardinhas querendo dar explicações e tirar fotos e depois cobrar uma gorjeta. Teve um abusado HHAUAHAUA que zuou a barriguinha proeminente do meu marido, pediu pra tirar foto e depois pediu dinheiro HAHAUAHA... Gui falou que ele que tinha que pagar, rimos e não pagamos nada.

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Hauahahauahauahau

Bastante satisfeitos com nossa visita porém desejando ficar embaixo da terra pra não encarar o sol que fazia lá fora, rs, deixamos o Vale dos Reis a caminho da tumba da Hatshepsut.

Apesar de ser ainda no Vale dos Reis, a tumba da Hatshepsut não está próxima a dos demais faraós que tínhamos visitado antes, por isso fomos pra lá de carro com o “my friend” (nosso taxista).

A minha egípcia favorita é ela. A única mulher sepultada no vale dos Reis (e não no das Rainhas, que acabamos nem indo tb). Foi foda, polêmica, braba, enfrentou o diabo pra ser Faraó, teve sua existência ameaçada na história, já que seus sucessores tentaram apagar seu legado... mas eles não conseguiram! E  mais uma vez é impossível falar sobre.

Só que o sol gente... ah o sol. Eu queria muito visitar esse lugar pra estar no mesmo local que um dia esteve os restos dela... mas é fato que a tumba da Hatshepsut está longe de ser imperdível. É meio pequena, a área visitável não é grande e é um tanto sem graça perto das opções que temos no país, rs... e pela segunda vez na vida (a primeira foi em Buenos Aires) eu achei que ia apagar de calor. 

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Tumba da Hats!

Eu tive que me abrigar numa rara sombra, terminar de tomar a água já quente que carregava, mas não tava mais dando conta. Nossa visita a este local foi deveras prejudicada pelo calor... era hora do almoço afinal.

Eu só queria voltar pro carro do my friend. Que aliás, não tinha ar condicionado. My friend que aliás (de novo), usava vestes longas tradicionais muçulmanas... de LÃ. Sério, eu não entendo.

Uma vez no carro eu disse a ele que queria ir embora. Ele insistiu que passássemos nos Colossos de Menon que estavam no caminho e aceitei. Desci, tirei uma foto e voltei correndo pro carro. Ele perguntou se queríamos ir almoçar na casa dele haha, ir conhecer a vila dele e essas coisas. Mostrou foto dos filhos, da mãe, ele me inspirava confiança de verdade, embora certamente fosse cobrar dinheiros por essas coisas, mas eu não tinha condições.

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Não paguei pra entrar, foi só essa foto memo!

Eu tinha passado protetor solar, usava calça, lenço, camiseta de manga curta, mas tudo que tava exposto ao sol queimava, eu estava com a pressão baixa talvez... eu realmente não sei como as pessoas conseguem visitar o Egito no verão. Eu só queria voltar e ficar no geladinho. 

Foi o que fizemos. My friend nos levou de volta pra casa e eu acabei pagando 600 libras e não 500, ele foi muito gente boa! Não lembro o que comemos, mas sei que chegamos no hotel cerca de 14h30 e quando acordamos o sol já estava se pondo.

Aproveitamos pra bater perna em Luxor a noite, mais uma vez pelas feirinhas e ruas aleatórias... tb fomos no escritório da GO BUS, empresa de ônibus bem grande no Egito, para comprar a passagem de bus pra HURGHADA no dia seguinte. Acabamos achando uma loja que vendia bebida alcoólica e compramos umas cervejas com teor alcoólico altíssimo pra uma cerveja kk (15%) e um vinho e outras cervejas comuns. De volta ao hotel resolvemos provar algumas das bebidas compradas… DEOS. Só deus sabe o que nos aguardava o dia seguinte.

(CONTINUA)

Editado por Juliana Champi

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