Ir para conteúdo
rafael.fernandes88

relato 11 dias por Cingapura, Malásia e Tailândia

Posts Recomendados

Bom pessoal, esse vai ser o meu primeiro relato no mochileiros.com.

Espero que gostem e considerem as dicas que vou dar sobre a Tailândia, pais este que foi onde mais encontrei scammers.

 

Informações básicas:

 

- Visto

Não é necessário para brasileiros. Tem um site confiável que é atualizado constantemente que é o http://visahq.com/. Lá você coloca o seu destino, sua nacionalidade e aonde está morando atualmente. Muito bom e completo. Mas admito que não confio em NENHUMA informação na internet. Confirmei a informação com pessoas que foram para lá semanas antes de mim.

 

Lenços/Papéis/Banheiros

Isso não vale só para a Tailândia, mas para 90% dos países do sudeste asiático (parte que moro e conheço).

Seja em restaurantes ou nos banheiro, TENHA SEMPRE SEU PAPEL OU LENÇO GUARDADO EM LOCAL ESTRATÉGICO. Antes de viajar para a asia pense nessa frase como um mantra e não descubra a importância disso tarde demais!

 

Em muitos albergues baratos (dos 7 albergues que fiquei, só 1 tinha privada) você vai encontrar banheiros que são só um buraco no chão, sem papel higiênico e sem descarga. As opções são muitas, mas não foge dessas 3 características que falei agora. O negócio funciona assim, você senta (quando tem a sorte de achar um banheiro com privada) ou fica de cócoras, faz suas necessidades e no final tem uma torneira ou um chuveirinho para se lavar. Como se secar? Não sei, tente soprar. Não tem papel!

 

Outro ponto é que geralmente você tem 3 em 1. O pessoal na asia gosta muito disso. Em muitos hotéis ou albergues baratos vai ser assim, banheiro 1 por 1, privada (ou um buraco no chão), chuveiro logo em cima e nenhuma pia para escovar os dentes ou lavar as mãos.

 

Segue um exemplo que encontrei na Tailândia:

20110602131444.jpg

Aqui o exemplo não está "tão ruim", afinal era uma privada (e não um buraco) 3x1 e até que estava com um nível aceitável de limpeza.

 

 

Scammers

Se você só for para cidades turísticas, esqueça muitos problemas com idioma. Muita gente na rua fala inglês e vai conseguir te dar informações.

Mas é aí que mora o problema. Acreditem quando digo para não confiarem em ninguém na Tailândia. Se a pessoa que você pedir informação for um(a) local e ele(a) manjar muito de inglês, suspeite. Em todas as situações em que vímos que era golpe (scam), a pessoa era muito simpática, oferecia para preparar um tour de graça pedindo um pedaço de papel para anotar os lugares e oferecia para chamar um tuk-tuk para você.

 

Você pode até pensar: "Nossa que cara gente boa. Está nos ajudando e ainda ganhamos um roteiro de graça, pagando 10THB para um dia inteiro de tuk-tuk". PODE IR PARANDO POR AÍ. Isso não existe. Não na Tailândia. Eles não precisam cobrar nada na hora, pois mais tarde vão ganhar comissão das lojas em que os tuk-tuks irão levar vocês. Quando chegar a hora certa, vou contar a história que vivemos em Bangkok. Dá um filme!

 

No próximo post vou comerçar a contar o dia a dia. Se eu lembrar de mais alguma informação importante pré viagem, edito aqui.

Estou lembrando tudo de cabeça, pois não anotei nada durante a viagem. Mas tirei MUITAS fotos e, olhando-as, lembro de todos os detalhes.

 

Espero que gostem.

 

Dia 1 - Cingapura

Como toda viagem de avião, pelo menos o primeiro dia é perdido. Isso que saí de Macau, na China, e não do Brasil.

Eu e minha namorada chegamos por volta das 11:30 da manhã no Changi, aeroporto de Cingapura. Como já tínhamos feito uma viagem pra lá, sabíamos o que ainda não tínhamos visto e fomos para lá de metrô. Cingapura é ótima, tem um "ar" muito bom e de muita segurança. Para nós que gostamos de cidades grandes, foi um dos melhores destinos até agora. E a boa notícia é que quase todas as viagens baratas pelas Asia, saem do Changi. Baratas MESMO! Pra quem for viajar pela Ásia, considerem ir até Cingapura e de lá irem para seu destino, aposto que vai ser mais barato.

 

Escolhemos passar a tarde na Orchard Road, pois é um shopping a cada 2 metros e naquele dia estava infernalmente quente. Pra quem já foi pra Cingapura, sabe do que estou falando quando se trata de lugares públicos com AC. É MUITO GELADO! Inclusive no metrô.

 

Depois de rodar pelos shoppings, paramos em um Starbucks pra tomar um chocolate quente (sim, quente! Como eu disse antes, os lugares são tão gelados que dá vontade de tomar algo quente!) e usar a internet para escolher nosso hostel em Phuket. Nos bons tempos (leia-se:quando o IOF era só 2%), sempre escolhíamos tudo pela internet (hostelbookers ou hostelworld) e já reservávamos todas as noites que iríamos ficar. Reservamos só uma noite no Phuket Backpacker Hostel para garantir um lugar para dormir e no dia seguinte decidiríamos se ficaríamos e tal...

 

Feita a reserva, fomos para Clark Quay. Já eram umas 19:00 e decidimos tomar uma gelada por lá. O carlor estava infernal e estávamos carregando as mochilas com 10 kilos o dia inteiro. No caminho, encontramos um Iraniano que pediu uma ajuda para comprar o ticket do metrô, e que acabou nos acompanhando até os bares da Clark Quay, pois o hotel dele era em frente. Muito gente boa nos mostrou como chegava até lá, pois as estações em Cingapura têm muitas saídas e mesmo os mais experientes podem se confundir.

 

Demos uma rodada pelos bares, achamos tudo MUITO caro, e acabamos comprando 2 Tiger 500ml em um 7 Eleven por ali. Sentamos na beira do rio e ficamos uns 40 minutos admirando a vista dos bares. Animal! Legal também é ficar vendo e ouvindo as pessoas berrando em um tipo de um Bungee Jump inverso. É uma cadeira que é arremessada pra cima.

 

Encontramos até Schincariol em uma churrascaria brasileira. Mas claro, muito caro!

 

Lá pelas 22:00, saímos em direção ao ponto de ônibus para ir a Kuala Lumpur. Tínhamos comprado as passagens pela internet no cartão, e pagamos por volta de R$44 cada um. Foi um pouco caro, mas não tínhamos idéia dos preços. Feito o pagamento, recebemos um e-mail com o endereço do ponto de ônibus.

Tivemos MUITA sorte, pois quase perdemos. O endereço estava confuso e ninguém na rua conhecia a companhia que iria nos levar para Kuala Lumpur. No fim, depois de correr uns 10 minutos e ficar MOLHADOS de suor, achamos a agência e acabamos por esperar uns 20 minutos para o onibus sair.

O ônibus saiu com exatamente 5 pessoas. Eu, minha namorada, um casal gringo e um chinês. Foi a melhor viagem de ônibus que fiz em toda a minha vida. Silêncio (sem chineses berrando) e muito espaço.

O engraçado é que no site da companhia, em lugar algum dizia o tempo de viagem ou a hora de chegada. Mas tínhamos visto em outros sites que a viagem iria durar cerca de 12 horas. O onibus saiu exatamente à meia noite, portanto estávamos esperando chegar em Kuala Lumpur por volta do meio dia.

 

Não foi bem assim...

 

Dia 2 - Kuala Lumpur e Phuket

 

Kuala Lumpur

Totalmente escuro, por volta das 4:55 da manhã, o ônibus pára e o motorista nos avisa: "Last stop. Kuala Lumpur."

Pensamos: "Hã?". Saltamos para a calçada ao lado de uma estação de metrô (que só começaria a funcionar às 06:00) e de uns 15 taxis.

Fomos à um 7 Eleven do outro lado da rua, saquei 100 Ringit (R$55) e fomos a procura de um Taxi.

 

Antes e ir à Kuala Lumpur, lemos na internet, inclusive aqui no mochileiros.com, que não tinha muita coisa para se fazer e que a cidade era feia. Então decidimos só chegar por volta do meio dia de onibus, bater umas fotos nas Petronas Twin Towers e logo às 16:00 ir para o aeroporto pegar nosso vôo para Phuket.

Como acabamos chegando às 5:00 e ainda estava escuro, escolhermos um taxi correndo e fomos sem o taxímetro ligado para as torrer. Erro nosso. Com certeza pagamos muito mais caro do que se tivésssemos ido com o taxímetro ligado. Foi em torno de 20 ringit.

 

Teria valido a pena, se as luzes das torres estivessem acesar. O taxista nos deixou em frente as torres e achamos que ele estivesse nos enganando ou que não tivesse entendido o destino, pois não conseguimos ver as torres. Procuramos mais uma vez e aí vimos. Foi muito brochante. Tinha lido que as torres eram muito mais bonitas a noite, com as luzes acessas. Mas faz parte...

 

Partimos para a estação de metrô logo abaixo do prédio, que se chama KLCC. Esperamos uns 15 minutos até a estação abrir e pegamos o metrô para a Batu Caves.

Esse passeio foi ótimo, pois chegamos lá em torno de 06:30 e não tinha nenhum turista. Subimos os 272 degraus (muito calor apesar de ser 06:30 da manhã) e chegamos nas cavernas. Confesso que não tem nada de especial e as pessoas que escreveram aqui no mochileiros que Kuala Lumpur e bem sem graça, estavam certas. E nós também acertamos em só passar algumas horas lá.

 

Batemos algumas fotos e logo voltamos para a estação de metrô em direção ao KLCC novamente, para finalmente bater fotos nas Petronas.

20110602130057.jpg

Essa foto não foi batida por mim.

 

20110602130648.jpg

 

20110602131038.jpg

 

Feitas as fotos, fomos para o aeroporto com um onibus que saía da estação de metro KLCC. Dica: o aeroporto é MUITO grande e MUITO movimentado. Lá pode ser considerado a base da AirAsia e MUITOS vôos saem de lá. Portanto levem a sério quando dizem para chegar pelo menos 2 horas antes do vôo. Quase perdemos o nosso para Phuket. Mas deu tudo certo. Sempre nos atrasamos para dar mais emoção à viagem ::hãã2::

 

Metrô em Kuala Lumpur

20110602131835.jpg

 

20110602132050.jpg

 

Visão geral de Kuala Lumpur: Se você realmente faz questão de bater fotos com as torres, tudo bem. Mas sinceramente, não tem nada para fazer, é caro (1 real = 1,8 ringit). Mas no fim das contas, não ficou tão ruim para nós, pois Kuala Lumpur, fica no "meio" do caminho entre Tailândia e Cingapura. Então realmente seria um erro não passar por lá.

 

Phuket

Chegando no aeroporto de Phuket já percebemos outro clima.

A cidade é muito limpa e desenvolvida, até certo ponto. Muito mais agradável do que Kuala Lumpur. Tem até uns outlets da Nike, Adidas etc.

 

No aeroporto, recebemos aquela chuva e perguntas básicas em qualquer lugar da Asia: "Where you going?", "Tuk tuk?", "Taxi?" e por aí vai. Já aprendemos que fazer cara de quem não sabe falar inglês é a melhor saída. Caso eles insistam, é só começar a xingar eles em português que eles saem rapidinho. Tínhamos lido no hostelbookers a explicação de como chegar no hostel e anotamos. Foi bem útil. Depois de negar todos os taxis, vans, tuk tuks, sentamos no ponto e esperamos o ônibus público chegar. Nisso veio um motorista de taxi e nos disse que o ônibus já tinha saído. Quase caímos e fomos com eles, mas no último segundo lembramos que o povo daqui é FODA e gostam de enganar turista que traz dinheiro para o país deles. Enfim, continuamos indo para o ponto e 5 minutos depois o onibus apareceu.

 

No onibus encontramos uma britânica que estava indo para o mesmo hostel e falamos o nome do albergue em Thai para o motorista. Acho que na quinta vez ele entendeu e nos deixou uns 500 metros de lá. Achamos de primeira e a surpresa foi muito boa. Muito bonito, limpo e organizado. Esse foi o melhor hostel da viagem, mas também o mais caro. Dali pra frente, cada vez era pior, mas também mais barato, então não ficamos tão tristes assim.

 

Fizemos o checkin, tomamos um banho (2 dias sem, já que passamos o dia em cingapura, pegamos onibus noturno para Kuala e lá também voamos no mesmo dia para Phuket). QUE BANHO! Foi lindo! Quase chorei! Depois fomos para o restaurante anexo, que é do mesmo dono no Hostel e aí começou a festa de economia. Fomos para a Tailândia pensando em comprar comida no mercado e cozinhar no Hostel. Não vale a pena! É tão barato nos restaurantes que é até engraçado. Comemos uma entrada, um prato cada um, 4 cervejas e sobremesa. Ficou R$10 pra cada um. Isso que estávamos famintos e para comemorar nossa chegada na Tailândia, pegamos os pratos que estávamos afim, sem olhar preço.

 

Ventiladores no Phuket Backpack Hostel

20110602133535.jpg

 

Depois do jantar, voltamos para o hostel e reservamos uma scooter para o próximo dia. Pagamos 200THB por 24horas. Fomos para o quarto e ficamos na internet até dormir.

 

20110602133948.jpg

 

Dia 3

Acordamos por volta das 8 e fomos ao 7 Eleven colado ao hostel tomar café da manhã. Vale uma observação aos 7 Elevens da Tailândia. São muito bons! Já fui em 7 11 na China e Indonésia e não chegam aos pés. Tem muitas opções de sanduíches naturais, frutas fatiadas (olhem bem quando forem comprar manga. Geralmente bem salgada!!) e outras opções para se comer no café da manhã. MUITO barato e bom! Vale a pena.

 

Depois do café da manhã, pegamos nossa scooter e fomos rodar as praias de Phuket. Na noite anterior tínhamos traçado nosso roteiro no google maps e vimos que Phuket é muito pequena. Perguntamos para o pessoal do hostel quais praias valeriam a pena e pé na estrada.

 

Primeiro seguimos para o sul de Phuket, para chegar a praia de Rawai. As estradas são boas e, como é baixa temporada, sem tráfego algum. Muito bom para andar de moto.

 

20110602134924.jpg

 

20110602135117.jpg

 

Depois da praia de Rawai (fico devendo as fotos...) seguimos debaixo de chuva para as praias de Patong e Karong.

 

Patong é a mais famosa de Phuket. Pode ser considerada a Kuta de Bali. Região bem desenvolvida, cheia de restaurantes em volta, agências de tours, alugueis de motos, carros etc. Encontra-se de tudo. Fomos para lá com a intensão de entramos no mar, mas o tempo estava bem feio (começo das monções) e preferimos rodar mais de moto.

 

Patong Beach

20110602135538.jpg

 

20110602135824.jpg

A cor do mar é um azul muito claro, mas sem sol parece comum.

 

Depois seguimos para a Karong Beach. Praia bem mais calma.

 

Karong Beach

20110602140139.jpg

O tempo não ajudou muito, então logo desistimos das praias.

 

Da praia de Karong reparamos um Big Buddha no topo de um morro. Não pensamos duas vezes...

 

Levamos uns 30 minutos até lá. Entrada free e a vista até que é privilegiada, tirando o mal tempo...

 

20110602141320.jpg

 

Phuket não tem muitas atrações mesmo. É mais para descançar nas praias calmas. Lá também tem muita prostituição. Em todos os lugares tem, mas lá era MUITA. A cada 5 minutos aparecia um "Tiozão" europeu com uma menininha Tailandesa.

 

Assim que começou a escurecer voltamos para o hostel, tomamos um banho e jantamos no mesmo restaurante do dia anterior. Muito barato e várias opções no cardápio.

Na volta sentamos e decidimos se ficariamos mais 1 dia ou iríamos para Koh Phi Phi. Decidimos ficar mais essa noite e no outro dia de manhã pegarmos o ferry para Ko Phi Phi. Estávamos com medo de pegar tempo feio novamente, mas tivemos sorte.

Compramos o ticket de ferry no próprio hostel. O valor foi 400THB com pickup incluído.

 

Dia 4

Acordamos cedo para tomar nosso café no 7 11 e arrumamos nossas malas.

A van chegou no horário e nos deixou no pier. Colaram um adesivo em nossa camisa, pra saberem se temos ou tour ou se estamos simplismente pegando o ferry para ir a Koh Phi Phi.

No caminho de Phi Phi, o ferry passa por Phi Phi Leh e para por uns 10 minutos, aonde tem a Maya Bay, aonde foi filmado "A Praia".

Dentro do ferry um cara veio nos oferecer quartos e achamos que iriam ser muito caros, tratando-se de hotel. Mas olhando o catálogo achamos bons preços e pegamos um quarto por 600THB. Por ser uma ilha minúscula e sem muitas opções, foi barato. Mas depois achamos uns bungalôs bem legais por 500THB. Mas aí já era...

Chegamos no pier, saltamos, e o cara que nos ofereceu hotel nos guiou até nosso quarto. Fizemos o checkin e ficamos espantados com o quarto. Era péssimo! ::hahaha::

Mas faz parte... pelo preço já esperávamos o que poderíamos encontrar.

 

Segue foto do banheiro 2 em 1 (esse tinha pia e privada):

20110602141616.jpg

 

Ferry para Phi Phi

20110601080432.JPG

 

Momento em que ferry para em Phi Phi Leh

20110602141832.jpg

 

Pier em Phi Phi

20110602142116.jpg

 

Largamos as nossas mochilas e fomos para a praia. Batemos umas fotos e fomos almoçar. Pegamos um buffet livre com macarronada, peixe com legumes, frango, arroz e água a vontade. Pagamos 200THB cada um. Eu estava morrendo de fome e comi MUITO. Pra mim foi bem barato.

 

Restaurante no pier

20110602142238.jpg

Recomendo. Se você pegar um tour para Phi Phi saindo de Krabi ou Phuket, provavelmente você vai almoçar nele.

 

Depois pegamos um caiaque para irmos até a Monkey Beach, onde só é possível chegar de barco.

No caiaque, acho que pagamos caro, mas não tinha outra opção. Ou era um tour de 1600THB ou o caiaque a 200THB na primeira hora e depois 100THB cada hora a mais.

Depois de uns quase 40 minutos remando, chegamos lá.

 

Monkey Beach

20110602142555.jpg

 

No final, quando já estávamos no caiaque, um macaco solitário resolveu aparecer. Mas já vímos tantos macacos aqui na China que não fizemos questão, nem de voltar nem de bater foto :D .

 

Na volta para a praia onde alugamos o caiaque, uma surpresa. A maré estava extremamente baixa. Mas muito mesmo. Eram mais ou menos umas 17:30. A faixa de areia aumentou de uns 20 metros para uns 300 eu acho. Foi bruto puxar o caiaque!

 

20110602142740.jpg

 

20110602142938.jpg

 

Entregamos o caiaque e fomos pro banho. Depois fomos dar uma volta pela ilha e um fato curioso. Estava DESERTA. Durante o dia estava lotada e a noite deserta. Concluímos que na baixa temporada o pessoal não passa a noite em Phi Phi. Só pegam tour half ou full day e voltam para Krabi ou Phuket.

 

Queríamos jantar em algum lugar, mas não tivemos animação nenhuma. Todos os restaurantes desertos, sem nenhuma música nem nada. Como tínhamos comido muito no buffet livre, não estávamos com tanta fome então deu pra aguentar até no outro dia.

 

Capotamos...

 

Dia 5

Acordamos cedo para rodar a ilha e achar um preço bom de tour para Phi Phi Leh, a ilha em que foi filmado "A Praia". No caminho passamos pelas várias barracas e ficamos negociando chapéus, já que tivemos sorte e o tempo estava ótimo, íamos pegar muito sol. Acabei comprando o meu por 200THB (caro) e a Gi (minha namorada) por 180THB (menos caro ::tchann:: ).

 

Chegamos numa área mais distante da ilha e encontramos um tour half-day pela Phi Phi Leh, Monkey Beach (diferente da que fomos de caiaque) e outros lugares que não recordo o nome. Mas eram para fazer snorkeling. Ao todo foram 2 paradas para snorkeling, a primeira para mim foi péssima. Perdi 80% regulando o óculos e os outros 20% procurando algum peixe!! Mas na segunda parada foi muito bom!! Vários peixes e muitos corais. Valeu a pena!! ::hahaha::

Pagamos 250THB pelo tour de longtail que foi das 10:00 as 15:30. Nessa mesma agência compramos nossos tickets de ferry de Phi Phi para Krabi. Phi Phi ficava muito vazia a noite e não estamos tão velhos assim pra aguentar essa calma toda.

 

Seguem algumas fotos do Tour.

 

Nosso Longtail

20110602143221.jpg

 

Phi Phi Island - 1 snorkeling

20110602143408.jpg

 

20110602143603.jpg

 

Famosa Maya Bay

20110602143732.jpg

 

20110602143936.jpg

 

Pra quem for para Koh Phi Phi, vão para Maya Bay em Phi Phi Leg. Vale a pena e é barato!

 

Nosso tour chegou ao fim e voltamos com o longtail para Phi Phi Island. Pegamos as nossas mochilas com o cara do tour, pois já tínhamos feito o checkout do "hotel" antes de saírmos.

De lá fomos para o pier e pegamos o ferry para Krabi lá pelas 17:00.

Chegamos umas 18:30, sem hostel nem transporte para a cidade. Logo que saltamos do ferry recebemos aquela chuva de "Where you going?", "Tuk tuk ?", "Taxi?", mas ignoramos e queríamos ir andando até achar algum ponto com internet.

A gi começou a passar um mal do estômago e tivemos que ficar um tempo no barzinho do pier mesmo. Enquanto ela tomava uma coca, fui para o balcão do pier escolher um hostel. Peguei o mais barato, mas era melhor que o de Phi Phi. foi 400THB com pickup. Paguei alí mesmo e não deu nem 10 minutos já tinha uma van nos esperando.

 

Chegamos em outros 10 minutos no hostel. Fizemos o checkin e fomos tomar um merecido banho. O banheiro é o da foto que coloquei lá em cima, como exemplo dos banheiros. Esse é do modelo 3 em 1. dá pra usar tranquilamente se você deixar as frescuras de lado. Nesse hostel que ficamos, "ganhamos" um rolo de papel higiênico de brinde.

 

Depois do banho descemos para a recepção para usar a internet nos notebooks. Dentro do quarto estava muito quente e lá embaixo era aberto e pegava uma brisa. O pessoal do hostel nos ofereceu tours, mas era caríssimos. O mais barato, era halfday e estava 1600THB. Mas eram umas coisas sem graça, tipo elephant trekking, rafting etc. Sério, andar de elefante não nos desperta interesse e rafting consigo fazer tranquilamente na região em que moro no Brasil. Pedimos o orçamento de ATV (quadriciclo) e kayaking pelo rio de krabi, mas ficou mais caro ainda. 1900THB por 30 minutos (!!!) de ATV e 1 hora de caiaque. 1900THB dá em torno de R$111. MUITO CARO! Lógico que não fizemos. Reservamos uma scooter para o dia seguinte por 250THB. Nesse dia comemos uns sanduíches naturais do 7 11 e fomos dormir.

 

Chegada no pier de Krabi

20110602144402.jpg

 

20110602144613.jpg

 

Capotamos de novo...

 

Algumas fotos desse dia

 

20110602144835.jpg

recepção do hostel

 

20110602145109.jpg

Nosso quarto e bagunça

 

dia 6

No dia anterior tínhamos visto no mochileiros.com que tínha um templo legal em krabi. O nome era Tiger Temple e pegamos o endereço pelo google maps.

Chegamos lá de primeira em +- uns 25 minutos. Relativamente perto do hostel.

 

No caminho paramos em um templo novo de Krabi que tínhamos também visto no mochileiros.com. Muito bonito e BRANCO. branco demais! Demos um giro por ele e vimos alguns monges saindo. pedimos para tirar foto com 2 deles, mas apareceram mais alguns e se juntaram. Muito legal!

 

20110602145242.jpg

 

20110602145425.jpg

 

20110602145442.jpg

 

Entrada free, mas dinheiro foi a única coisa que não deixamos lá. O resto, ficou. Nosso suor e energia ficou todo lá. Tivemos que subir 1237 degraus atéo templo. Nesse dia estava MUITO MUITO MUITO quente. Não tínhamos levado água pois na scooter era complicado e decidimos que íamos tomar lá em cima. Quase nos arrependemos. Suamos MUITO na subida. Mas muito mesmo. Durante a subida e sentia meu corpo berrando: "Seu burro! Eu preciso de água! Não tá vendo que já perdi uns 400l?". Mas mesmo assim continuamos.

A recompensa estava logo no topo, de frente pra escada. Um bebedor, com água gelada e de graça. Quase dei um abraço nele e ficamos sentado em frente a ele por uns 20 minutos.

 

Começo do sofrimento

20110602151615.jpg

 

No caminho ainda encontramos muitos macacos. Espere encontrar macaco em quase qualquer lugar na Tailândia.

20110602151854.jpg

 

Lá no topo a vista é F**! Muito bonita mesmo. Dá pra ver vários cliffs. Lembra muito a paisagem de Guilin, na China (ainda não fui mas já ví várias fotos de amigos que foram).

 

Ficamos uns 40 minutos admirando e já pensando no próximo destino.

 

20110602150031.jpg

 

20110602150047.jpg

 

20110602150101.jpg

 

20110602150114.jpg

 

Descemos os 1237 degraus em uns 5 minutos e voltamos para no hostel. Demos mais uma pesquisada na internet e decidimos procurar pela Emerald Pool. Pegamos os caminhos no google maps e estrada de novo.

 

Dessa vez era longe. Levamos mais de 1 hora até lá e acabamos indo para o lugar errado. Já tinhamos andado tanto que decidimos ficar por alí mesmo.

Era um hot spring water. Pagamos 90THB cada um de entrada + 5THB para estacionar a moto.

Na verdade não foi uma das melhores idéia irmos para cachoeira de água quente em um lugar como a Tailândia. O dia estava MUITO quente e mais ainda a água. Só aguentei uns 15 minutos e comecei a passar mal. Tava muito quente!

 

20110602150717.jpg

 

Quando começou a escurecer voltamos para o hostel. Tomamos um banho e fomos para o night market. Todas as sextas e sábados fecham uma rua, enchem de barraquinhas de comida e toca uma bandinha ao vivo. Muito bom! Comemos MUITO e pagamos MUTO pouco!!

 

Em média 15THB por "prato". Geralmente eram petisco locais. Tudo muito bom mesmo! Vale a pena visitar o night market em Krabi.

 

Bandinha

20110602150732.jpg

 

Comidas

20110602150745.jpg

 

20110602150757.jpg

 

20110602150810.jpg

 

20110602150826.jpg

 

depois da feirinha voltamos para o hostel e adivinhem... capotamos de novo!! :D:D:D

 

Dia 7

 

Depois de muito tempo, voltando a atualizar!!

 

No sétimo dia acordamos cedo e sem nenhum plano. Como o nosso hostel estava com os tour muito caros, resolvemos pegar a scooter e ir para Ao Nang tentar achar algum tour mais barato. Levamos uns 20 minutos pra chegar lá. Rodamos a principal avenida e entramos em algumas agências. Depois que vimos que todas eram o mesmo preço, escolhemos o tour mais interessante e barato. Era um passeio de long tail para 4 ilhas: 4 Island Tour. Pagamos em torno de 400bath cada um.

 

Já tínhamos visto em vários lugares sobre esse tour, inclusive quando estávamos em Phuket e Koh Phi Phi. Mas lá o preço era muito mais alto, pois era longe e só dava para ir com speed boat.

 

Bom... fechamos o 4 Island tour com o agente e também compramos 2 passagens de ônibus de Krabi para Bangkok. Pagamos 600bath cada uma. Um pouco alto mas já estávamos cansados de procurar melhores preçoc e ficar negociando.

 

Depois de todo o trâmite, saímos da agência e não tínhamos nada pra fazer, pois o tour seria no próximo dia. Pensamos uns 5 minutos e decidimos pegar estrada e ir até Phang Nga. Aonde fica a famosa ilha do James Bond.

 

20110809053158.jpg

 

O grande detalhe é que estávamos em 2 pessoas, em um scooter e a distância só de ida era em torno de 110km!!! Mas mesmo assim encaramos.

Para nosso azar, logo no começo da viagem, pegamos uma chuva MUITO MUITO forte e tivemos que parar por uns 20 minutos ou mais. Enquanto isso, aproveitei para abastecer, colocamos as capas de chuva que vieram junto com a moto e quando a chuva diminuiu, continuamos nossa viagem.

 

Depois de quase 2 horas (sim, colocamos a scooter pra andar a uns 80km/h pelo menos!!!) e uns 3 tanques, chegamos em Phang Nga. Cidade muito pequena e bem calma. Quando nos disseram que era baixa temporada, eles realmente afirmaram isso! Paramos em alguns lugares turísticos como o Buda deitado dentro de uma caverna e alguns templos e fomos procurar a ilha do James Bond.

 

Depois de pegar alguns informações em um hostel, seguimos as direções indicadas e chegamos no pier de onde saem os barcos para a ilha. COMPLETAMENTE DESERTO! Com exceção dos thais querendo vender os passeios, claro. Um deles nos abordou e pediu 1500 pelo barco, já que iríamos só eu e minha namorada. Dissemos que não, ameaçamos ir embora (realmente íamos) e ele baixou o preço para 900. Falamos por 500 iríamos fechar, mas ele não fez. Fomos embora. Não achamos que valeria a pena. Caso alguém que esteja lendo tenha ido, por favor comente como foi haha

 

Seguem fotos de alguns lugares que paramos no caminho e em Phang Nga.

 

Templo Thai

20110809054501.JPG

 

Caverna do Buda Deitado

20110809054511.JPG

 

Buda Deitado

20110809054518.JPG

 

20110809054529.JPG

 

Na volta da viagem, paramos em um restaurante para comemorar nosso aniversário de namoro. Quase nada cansados!!

20110809054536.JPG

 

Depois de um jantar MUITO bom, voltamos para o quarto, tomamos um banho e capotamos, como sempre.

 

Dia 8

 

Acordamos cedo, arrumamos nossas malas e esperamos o carro do Tour vir nos pegar. Umas 8:30da manhã o carro chegou e fomos com ele até Ao Nang, de onde sairia o Long Tail para as 4 ilhas.

 

Quando chegamos no píer, o que achámos barato, acabou ficando caro, pois entraram umas 20 pessoas no Long Tail. Mas enfim, faz parte. Dessas 20 pessoas, 2 eram um casal de russos e o resto thais. e começa o tour...

 

20110809055241.JPG

 

20110809055638.JPG

 

20110809055646.JPG

 

20110809055654.JPG

 

20110809055700.JPG

 

20110809055707.JPG

 

20110809055715.JPG

 

20110809055724.JPG

 

20110809055732.JPG

 

20110809055740.JPG

 

Como viram, a cor do mar é tão clara quanto em Koh Phi Phi. Vale considerar que Krabi é uma cidade mais barata do que Phuket e oferece mais opções de tours, como quadriciclo, rafting, cachoeiras de água quente (ou não), tours para Koh Phi Phi, 4 ilhas e muito mais... (polishop style).

 

Pra quem vai pra Tailândia e gostaria de economizar cada centavo, vale mais a pena ficar em Krabi. Os albergues também são mais baratos.

 

Depois do Tour, nos levaram de volta para a agência aonde compramos o mesmo, pegamos nossas malas e fomos para o terminal rodoviário. O lugar parecia tudo, menos um terminal. Mas enfim...

Esperamos uns 30 minutos até que o ônibus finalmente chegou. Era bem velho e tinha 2 andares, mas o primeiro andar era todo para o motorista e sua família!!!!

Não havia nenhum thai no ônibus. Era praticamente todo mundo europeu. Tentamos identificar de onde, mas era um idiota que nunca escutamos. Dinamarquês, holandês ou suéco. Algo assim...

 

A viagem foi até que confortável... Tínhamos saído de Krabi por volta das 18:30 e chegamos em Bangkok lá pelas 6 da manhã. Por sorte o ponto em que o ônibus parou era do lado (do lado MESMO) da Kao San Road. Rua onde só tem bares e albergues. Andamos uns 15 minutos, passamos em uns 3 albergues e escolhemos um mais barato. Quarto privato. Bom até... Dormimos até meio dia.

 

Dia 9

 

Esse foi o dia mais importante da viagem, senão de todas as viagens que já fiz aqui pela Ásia, pois rendeu umas das histórias mais loucas que tenho pra contar.

Mas vou contando tudo na ordem, com calma.

 

Acordamos por volta do meio dia e procuramos algum lugar perto do hostel pra poder almoçar. Achamos um restaurante pequeno mas muito arrumado bem perto, aonde acabamos indo todos os dias.

 

20110810113246.JPG

Wifi liberada, comida Thai MUITO BOA e barata.

 

O nosso hostel era o Barn Thai Guesthouse:

 

20110810113423.JPG

 

20110810113432.JPG

 

Ficamos um tempo na internet, mandando e-mails pra família, descarregando o cartão de memória da câmera etc. Estava MUITO MUITO MUITO quente. Infernal!

Pagamos e fomos deixar nossas coisa no restaurante.

 

Do hostel, decidimos ir para o Grand Palace, que ficava uns 10 minutos a pé de lá. Pegamos a Khao San Road e seguidos para a avenida principal (não me recordo o nome).

Vimos um mapa pendurado em um poste e paramos para ver aonde estávamos. Agora é que começa a ficar interessante....

 

Um homem que estava enconstado no muro vem conversar conosco e com um ingles muito bom, pergunta se precisamos de ajuda. Ele nos mostra aonde estamos no mapa e pergunta quais pontos turísticos já tínhamos visitado. Perguntou se já tínhamos ido no Big Budha e outros lugares. Falamos que havíamos acabado de chegar na cidade e não vimos nada.

 

Ele prontamente pediu uma caneta e um papel e disse que faria um roteiro das coisas que seriam mais interessantes vermos naquele dia. Falamos que queríamos ver o Grand Palace, mas ele disse que estava fechado, pois mais tarde haveria uma cerimonia aonde o Rei trocaria de roupa. Simbolizando a mudança de estação. Acreditamos na história e aceitamos o roteiro dele. Pensamos: "Nos demos bem. O cara é Thai, sabe os lugares interessantes e estamos ganhando um tour montado de graça". Conversamos mais um pouco com ele e ele nos contou que era professor e morava em Bangkok há uns 5 ou 6 anos.

 

Depois de nos explicar os lugares que ele colocou no roteiro, nos disse para adivinharmos quanto custaria para ir de taxi até esses lugares. Chutamos uns 300 bath e ele nos disse que sairia no máximo 50!! Pensamos: "Hoje é nosso dia de sorte". E no mesmo minuto em que ele nos contava que os tuc tucs eram bem barato, pára um bem do nosso lado e pergunta se precisamos ir para algum lugar! :D

 

Nosso amigo muito prestativo mostrou os lugares para o motorista e ele concordou em nos levar para TODOS os 5 lugares por 50 bath. Isso é praticamente trabalhar de graça. Definiticamente não pagaria nem a gasolina. Logo fiquei desconfiado. Na verdade fiquei desconfiado quando o tuc tuc parou do nosso lado no mesmo momento em que o Thai estava nos falando do preço. Mas mesmo assim entramos...

 

Tuc Tuc

20110810115345.JPG

 

O primeiro passeio foi uma volta de 30 minutos de barco pelo canal de Bangkok. Pagamos 800 bath cada um. Foi extremamente caro pelos padrões da Tailândia. Mas eu havia lido aqui mesmo no mochileiros que Bangkok era uma cidade muito cara, então fomos.

 

O passeio até que foi interessante, o barco passar por todo o canal e dá pra ver umas casa de pescadores. Muito tradicionais memso. Bem legal. Seguem algumas fotos...

 

20110810115858.JPG

20110810115905.JPG

20110810115912.JPG

20110810115922.JPG

20110810115934.JPG

20110810115946.JPG

20110810115957.JPG

20110810120016.JPG

20110810120034.JPG

20110810120042.JPG

20110810120052.JPG

 

No final do passeio voltamos para o píer e o motorista do Tuc Tuc estava lá, fielmente nos esperando para o próximo destino. Seguimos...

 

Fomos para o famoso Buda Gigante que todo mundo nos falava...

 

20110810120317.JPG

20110810120335.JPG

20110810120347.JPG

 

Não perdemos muito tempo e logo fomos para o próximo destino...

 

Chegamos aonde o motorista dizia ser o templo mais antigo de Bangkok. Tiramos nossos tenis e entramos... Lá dentro havia um homem que nos cumprimentou e começou a conversar conosco. Muito simpático. Disse que tivemos sorte de pegar o templo aberto, dizendo que aquele seria o único dia do ANO em que ele estaria aberto.

Ficamos felizes!! ::lol4:: O homem nos disse que era de Phuket, que iria casar em breve e que tinha ido para Bangkok só para mandar fazer um terno sob medida e nos entregou o cartão do alfaiate no qual ele o fez.

 

Ficamos mais alguns minutos no templo, nos despedímos, desejamos boa sorte em seu casamento e seguimos viagem...

 

Esse é o templo:

20110810124251.JPG

 

Próximo destino:

 

Uma loja de jóias. Na verdade não íamos comprar nada de jóias, mas o Thai que nos abordou na rua disse que eram preços muito bons. Acabamos aceitando ir pra lá.

Ficamos mais de 1 hora dentro da loja e a Gi quase comprou um colar. Mas por sorte (mais pra frente vocês vão entender) acabou decidindo que não.

 

Saímos da loja, entramos no Tuc Tuc e falamos que estávamos cansado e que queríamos voltar para a Khao San Road. Nisso o motorista nos disse que não nos levaria naquele momento e que antes teríamos que ir em uma loja de tecidos antes. Falamos que não e ele insistiu. Contou uma história de que cada loja que ele para com turistas, ele ganha um vale gasolina. Ele insistiu para que fôssemos até a loja de tecido, ficássemos pelo menos 15 minutos e poderíamos ir embora pois ele ganharia o vale gasolina dele. Fiquei PUTO, mas fomos. Era isso ou pegar um taxi caríssimo.

 

Chegamos na loja já pensando quando íamos embora. A Gi pediu pra ver tecidos pra vestidos e eu fiquei negando os pedidos do vendedor para eu comprar 1 terno. Para nosso azar, a Gi gostou dos tecidos e achou o preço bom. O vendedor no deu cerveja e todo mundo ficou feliz. No fim eu estava escolhendo 4 camisas... ::toma::

 

Eu na verdade ainda não estava muito crente da qualidade do tecido e o vendedor deve ter percebido no meu olhar de desconfiado. Nisso ele pediu licença e voltou com um livro na mão e me fez a seguinte pergunta:

 

"Você acreditaria em mim se eu te dissesse que nosso corte é melhor do que o da Ralph Lauren?"

 

Sim, ele me perguntou isso. Eu fiz força para não rir da cara dele e falei que não acreditaria. Então ele abriu o livro "Ten Best of Everything" na seção de vinhos.

Esse livro foi escrito por um repórter da National Geografic e reúne as 10 melhorer coisas de vários setores. Bom, continuando.

 

Ele me perguntou qual eu achava que seria o melhor vinho entre os 10. Eu disse que provavelmente um francês ou português. Talvez africano. E então ele me mostrou. Nos primeiros 5 colocados, estavam alguns americanos. Sim. Vinho americano. Os franceses estavam lá entre os 5 últimos.

 

Depois dos vinho, ele vai para a seção dos 10 melhores alfaiates. Quem está em primeiro?

 

20110810121922.JPG

 

A loja em que eu estava pisando meus pés, James Fashion! :cry::cry::cry::cry::cry::cry::cry:

 

Ok. Não fiquei mais com dúvidas e terminei de escolher os tecidos.

 

Depois de umas 2 horas fomos embora e o motorista nos deixou em frente ao hostel. Pagamos os combinados 50 bath.

 

Fomos jantar felizes em um restaurante legalzinho da Khao San Road.

 

Chegando no hostel, resolvi pesquisar sobre James Fashion e ver se o livro era verdadeiro. Antes não tivesse procurado... Existem VÁRIOS sites que apontam a loja como SCAM! Um deles é o http://www.bangkokscams.com. Sugestivo né?! Eu deveria ter procurado por isso antes. Mas enfim... errando é que se aprende.

 

Ficamos meio tristes mas ainda acreditávamos que poderia vir um produto bom e no dia seguite iríamos provar 1 peça para ver se a medidada havia ficado correta.

 

Dia 10

 

Acordamos quase meio dia e decidimos finalmente ir para o Grand Palace. Pedimos as direções para as meninas do restaurante e seguimos... Chegamos aos arredores do palácio e ficamos meio perdidos para achar a entrada. Vendo que estávamos perdidos, um homem no aborda e pergunta se já tínhamos ido no Buda Gigante, passeio de barco pelo canal e no primeiro templo de Bangkok. Fala que tínhamos ido em todos e ele simplismente falou: "A entrada do palácio é para lá".

 

Foi nesse momento que eu tive certeza que tínhamos caído no esquema. O cara fez as mesmas perguntas. Os mesmos lugares...

 

Seguimos a orientação dele e fomos para a outra rua e chegamos na entrada do Grand Palace. Pedimos informação a um guarda em frente a um portão e ele, acreditem se quiser, nos fez as MESMAS perguntas. "O Palácio está fechado hoje. Já foram no Big Buda? Primeiro templo de Bangkok? Passeio pelo canal?". Viramos as costas e seguimos para o próximo portão. Lá sim era realmente a entrada do palácio.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Rafael,

 

Maravilha de trip, estou acompanhando!!

Boa sorte e boa viagem!!!

aguardo as atualizações!!!

abraços!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Obrigado pelos comentários.

 

Desculpem pelos erros de grafia. Estou primeiro escrevendo tudo para não esquecer nenhum detalhe e assim que terminar edito os erros.

Também vou ter que trocar todas as fotos, pois postei elas com 100% do tamanho. Está demorando muito pra carregar, quando não trava o browser.

 

Abraços a todos.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Rafael, seu relato foi perfeito para mim, pois vou fazer o mesmo roteiro em novembro!!

Valeu! Estou acompanhandO!!

Abraços!

:)

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Gostei do roteiro.

 

Tenho 15 dias...estou pensando em fazer um roteiro parecido com este. Chego em Bangkok, desço para Krabi, vou para as ilhas e depois um avião até Kuala Lumpur, depois sigo de trem/ônibus até Cingapura e depois retorno pra Bangkok de avião.

 

Está bacana? Ou seria melhor aproveitar estes meus dias em outro roteiro? Sinceramente nem ligo muito para praia.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora


  • Conteúdo Similar

    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
      A ilha em si tem praias muito bonitas e praticamente desertas, talvez pela época do ano não ser a chamada "alta temporada", mas, mesmo assim, são excelentes... água muito limpa, peixes nadando ao nosso redor, quando ficamos numa das piscinas naturais formadas pelas rochas na parte norte da ilha.









       
      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
      Ps: Se você curtiu as dicas, quer economizar ainda mais, conhecer outros destinos e apoiar novas relatos, não deixe de conferir meu blog! http://www.rediscoveringtheworld.com

×