Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Carretera Austral 2025/26 - 12000 km de Duster c/ 4 pessoas.

Postado
  • Membros

Dia 26 de dezembro de 2026 sairemos em 2 carros e 6 pessoas para essa expedição até o final da Carretera Austral do Chile.

De quebra vamos passar na ida da Argentina ao Chile em Fiambalá e o Paso San Francisco e na volta passaremos do Chile a Argentina pelo Paso Roballos e conheceremos a ruta 41 até Los Antiguos que dizem ser muito cênica.

Na minha Duster, vamos eu Marcelo e a Josiane do PR, a Nara do RS e o Fred de Minas. No outro carro, um Jeep Compass vão o meu amigo mineiro André e sua esposa Neusa.

Como no trecho de Puerto Rio Tranquilo a Villa Cerro Castillo nós já passamos em outra viagem vamos desviar deste trecho e ir para Puerto Rio Ibañes para passar para Chille Chico navegando pelo lago General Carrera via ferry boat (balsa). 

Na volta ao Brasil cruzaremos o norte do Uruguai para adicionarmos mais um país e deixarmos nossa companheira Nara em Canoas RS e voltar pela BR 101 que é bem mais tranquila até Floripa.

 

image.png.fd658f1a0264e2fbecd1ab083c60747b.png

 

Editado por Marcelo Manente

  • Respostas 112
  • Visualizações 5.7k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Most Popular Posts

  • Marcelo Manente
    Marcelo Manente

    1° Dia 26/12/2025 - de Araucária a Posadas. 870 km. No dia anterior, a segunda tripulante, Nara, chegou de avião do Rio Grande do Sul. À noite, no dia 25, Josiane veio de Piraquara para dormir conosco

  • Marcelo Manente
    Marcelo Manente

    3° Dia 28/12/2025 - Santiago del Estero a Fiambalá - 530 km. Acordamos cedo. Fomos preparar o café e compramos pão numa padaria bem em frente ao apartamento. A manhã estava tranquila, e o trecho do di

  • Marcelo Manente
    Marcelo Manente

    Fotos de 26 a 28/12/25.    

Posted Images

Featured Replies

Postado
  • Autor
  • Membros

17º Dia — 12/01/2016 Puerto Río Tranquilo → Cochrane — 120 km

Entre o azul do Rio Baker e a espera na estrada

Acordamos por volta das 7h30. Preparamos nosso café da manhã e tomamos tudo com bastante tranquilidade. Depois organizamos as coisas no carro e fomos até a cidade abastecer o meu carro antes de pegar a estrada.

Saímos de Puerto Río Tranquilo por volta das 9h30. Como o trajeto até Cochrane exige voltar um trecho da estrada, rodamos novamente aqueles cerca de 50 km até o entroncamento da estrada que vem de Chile Chico, por onde já tínhamos passado alguns dias antes.

Dali em diante a Carretera Austral começa a acompanhar o Rio Baker, que tem uma coloração azul-turquesa simplesmente espetacular. Em vários pontos da estrada é possível ver o rio correndo forte lá embaixo, criando um cenário realmente impressionante.

Seguimos assim até chegar na entrada da pequena vila de Puerto Bertrand. Entramos na cidade pela parte alta e depois descemos até a beira do Lago Bertrand. Paramos alguns minutos para as mulheres encontrarem um banheiro e aproveitamos para tirar algumas fotos do lago.

Logo retomamos a viagem. Na verdade não devíamos ter feito aquela parada, pois o pequeno atraso acabaria nos custando um bom tempo mais adiante.

Pouco depois encontramos um trecho da estrada em obras, onde estavam preparando o piso para receber asfalto novo. O problema é que a estrada ficava totalmente fechada entre 11h30 e 15h00.

Quando chegamos lá já era meio-dia.

Já havia uns seis carros parados na nossa frente, aguardando a reabertura da estrada. Como não havia muito o que fazer, o jeito foi tentar cochilar um pouco dentro do carro, conversar, bater papo com as pessoas dos outros veículos e esperar o tempo passar.

Assim fomos levando a situação até que finalmente, às 15h em ponto, liberaram novamente o tráfego.

Seguimos viagem e logo chegamos a um dos pontos mais interessantes daquele trecho da estrada: a confluência do Rio Baker com o Rio Neff.

Estacionamos o carro e fizemos uma pequena trilha de cerca de 1 km até chegar ao local da confluência. Ali o Rio Baker forma uma pequena queda, enquanto pela esquerda chega o Rio Neff, com uma água de cor esverdeada, quase leitosa, que começa a se misturar lentamente com o azul-turquesa intenso do Baker.

O visual é realmente muito bonito, um espetáculo da natureza diante dos nossos olhos.

Ficamos ali uns 10 ou 15 minutos apenas contemplando aquela paisagem e absorvendo o momento. Mas ainda precisávamos seguir viagem até Cochrane.

Voltamos ao carro e seguimos pela estrada. Em um trecho já mais próximo da cidade a carretera passa a ser asfaltada, o que melhora bastante o deslocamento depois de tantos quilômetros de rípio.

Chegamos a Cochrane por volta das 16h40.

Como de costume, começamos nossa pequena peregrinação em busca de hospedagem. Depois de rodar um pouco pela cidade finalmente encontramos umas cabanas com um preço bom, relativamente perto do centro.

Nos instalamos, deixamos nossas coisas e logo saímos para passear pela cidade a pé.

E, como já estava virando tradição na viagem, as mulheres encontraram uma lojinha de roupas usadas com preços muito baratos e acabaram passando boa parte do tempo ali dentro.

Mas dessa vez até eu saí ganhando.

Elas encontraram uma jaqueta corta-vento para mim por um preço absurdamente barato. Fazendo a conversão, a peça saiu por algo em torno de 8 reais.

Naquela noite resolvemos gastar um pouco mais e jantar em um lugar legal. Acabamos encontrando uma cervejaria artesanal chamada Cervecería Tehuelche.

O jantar foi muito bom e a cerveja também, tudo muito agradável. Depois de mais um dia de estrada pela Patagônia, aquela pausa com boa comida e cerveja artesanal caiu muito bem.

Depois disso voltamos para nossa cabana e, mais tarde, fomos dormir.

Postado
  • Autor
  • Membros

18º Dia — 13/01/2016 - Cochrane → Villa O'Higgins — 230 km


Até o fim da Carretera Austral

Acordamos novamente bem cedo, por volta das 6h00. Ainda com o frio da manhã patagônica no ar, preparamos nosso café da manhã na cabana e tomamos tudo com calma, saboreando aquele momento antes de mais um dia de estrada. Depois de comer, arrumamos nossas coisas no carro e saímos relativamente cedo, por volta das 7h.

Antes de deixar a cidade passamos novamente no posto de gasolina. Eu abasteci e o André também. Era melhor garantir, pois dali em diante os serviços seriam cada vez mais escassos.

No início a estrada é asfaltada, mas essa comodidade dura pouco. Cerca de 10 quilômetros depois o asfalto termina e o rípio volta a dominar a paisagem. Logo chegamos ao Salto del Río del Salto, onde realmente há uma bela cachoeira que pudemos parar para admirar por alguns minutos.

Infelizmente o dia amanheceu nublado e frio. De tempos em tempos uma garoa fina começava a cair, como se o céu estivesse indeciso entre abrir ou se fechar de vez.

Seguimos viagem contemplando as montanhas nevadas que se erguiam por todos os lados. Das encostas dessas montanhas desciam inúmeras cachoeiras formadas pelo degelo, algumas finas como fios de prata, outras mais volumosas, todas compondo um cenário grandioso.

Em certo ponto da estrada encontramos um pequeno restaurante que também possuía banheiro. Aproveitamos a parada e percebemos que ali também havia hospedagem. Parecia ser um bom lugar para quem prefere dividir o trajeto e descansar antes de seguir para Villa O'Higgins.

Quando nos aproximávamos da entrada de Caleta Tortel, a chuva apertou bastante. Diante daquele tempo fechado resolvemos deixar a visita para a volta da viagem. Assim seguimos adiante, subindo a serra logo depois do acesso à caleta e descendo em direção ao Puerto Yungay.

Ao chegar verificamos que havia cerca de dez carros na nossa frente aguardando a primeira balsa do dia, prevista para sair às 9h00.

Descemos do carro e fomos até uma pequena venda próxima ao embarcador. Lá dentro havia de tudo um pouco: sanduíches, refrigerantes, biscoitos e outras coisas para enganar a fome enquanto o tempo passava.

Quando a primeira balsa atracou percebemos imediatamente que sua capacidade era bem pequena. Pela nossa contagem ficaria difícil embarcar naquele primeiro horário.

E foi exatamente o que aconteceu. Não conseguimos embarcar.

Restou esperar mais uma hora até que a outra balsa chegasse, desembarcasse os veículos e então pudéssemos entrar.

A travessia durou cerca de 45 minutos e foi muito bonita. Navegamos lentamente pelo fiorde Mitchell, cercados por montanhas cobertas de vegetação e por aquela atmosfera típica da Patagônia, meio cinzenta, meio misteriosa.

Desembarcamos em Puerto Río Bravo e decidimos esperar todos os carros saírem primeiro. Assim evitaríamos a poeira da estrada e também os veículos mais apressados tentando nos ultrapassar.

Os últimos 90 quilômetros até Villa O'Higgins foram especialmente prazerosos. Mais uma vez a paisagem nos presenteava com montanhas imponentes ao redor e dezenas de cachoeiras despencando praticamente à beira da estrada.

Parávamos inúmeras vezes para tirar fotos. A cada nova geleira avistada ao longe, mais uma parada. Era um verdadeiro deleite para os olhos.

Curiosamente, apesar de toda aquela natureza exuberante, não vimos nenhum animal selvagem naquele trecho.

O clima também continuava instável. Chovia um pouco, depois parava, e logo voltava a garoar novamente.

Quando finalmente chegamos à cidade — ou melhor, à pequena vila — fomos direto para a Plaza de Armas, onde fica o centro de informações turísticas.

Ali solicitamos nosso comprovante honorário de chegada ao final da Carretera Austral. Era um pequeno papel, mas carregado de significado. Depois de tantos quilômetros percorridos, tínhamos realmente chegado ao fim daquela estrada lendária.

Em seguida começamos nossa já tradicional busca por hospedagem. No início parecia difícil, mas como havíamos atravessado na segunda balsa não demorou muito para encontrarmos uma pousada bem agradável, com bons quartos e uma cozinha grande onde poderíamos preparar nossa própria comida.

Como a chuva continuava caindo, sair para passear não era uma opção muito atraente.

Foi então que a Neusa e a Josiane decidiram preparar um estrogonofe de frango para o jantar. Saíram para comprar os ingredientes e voltaram animadas para começar o preparo.

Depois de todo o mise en place e do tempo de cozimento, finalmente o jantar ficou pronto.

Acabamos compartilhando a refeição com a dona da pousada e também com outro viajante que estava hospedado ali. Todos elogiaram muito o estrogonofe, que realmente estava delicioso.

Fomos dormir relativamente cedo, enquanto a chuva continuava caindo forte lá fora.

Nossa esperança era que, pelo menos pela manhã, o tempo melhorasse um pouco para que pudéssemos ir até a placa que marca o fim da Carretera Austral e tirar nossas fotos.

Com aquele misto de satisfação e melancolia de quem sabe que, a partir dali, a viagem começaria lentamente a apontar de volta para casa.

IMG_20260113_172549822_AE.jpg

Postado
  • Autor
  • Membros

19º Dia — 14/01/2016 - Villa O'Higgins → Cochrane — 230 km.


Começa o caminho de volta

Naquela manhã acordamos sem pressa. Depois de tantos dias de estrada, era bom permitir ao corpo alguns minutos extras de descanso. Fomos até a cozinha da pousada e preparamos nosso café da manhã com calma: ovos mexidos, pão e algumas outras coisas simples que sempre nos acompanhavam na viagem. Sentamos à mesa e tomamos o café tranquilamente, como quem tenta prolongar um pouco mais aquele momento antes de voltar para a estrada.

Depois organizamos nossas coisas, carregamos o carro e nos despedimos da dona da pousada, uma senhora muito amável que havia nos recebido com grande gentileza.

A manhã estava nublada, mas pelo menos não chovia.

Como já havíamos planejado na noite anterior, seguimos mais alguns quilômetros adiante, cerca de oito, até o verdadeiro final da Carretera Austral. Ali fica a famosa placa que marca, ao mesmo tempo, o fim da estrada para quem vem do norte e o início para quem decide partir dali rumo ao restante do Chile.

Era um lugar simples, mas carregado de simbolismo para quem percorre aquela estrada lendária.

Descemos do carro para tirar algumas fotos. Enquanto todos se organizavam para registrar aquele momento, percebi que a Neusa continuava dentro do carro. Fui até lá para ver o que estava acontecendo. Acabei dizendo alguma coisa de forma atravessada, que ela entendeu mal, e de repente ela ficou muito brava comigo, me xingou e demonstrou uma irritação enorme.

Foi só então que percebi que havia algo muito mais sério acontecendo.

Ela estava com uma forte infecção urinária e estava urinando com sangue. A situação era preocupante e não havia alternativa: precisávamos voltar imediatamente até a vila para procurar atendimento médico.

Voltamos rapidamente até o pequeno posto de saúde de Villa O'Higgins. Aquilo nos fez perder algum tempo, mas evidentemente era o tipo de atraso que não se discute.

Felizmente o atendimento foi rápido. Cerca de meia hora depois ela já havia sido examinada. Os profissionais do posto fizeram o diagnóstico e forneceram também os medicamentos, já que na pequena vila não existem farmácias.

Com a situação sob controle, retomamos a estrada.

Agora começava oficialmente o caminho de volta.

Seguíamos exatamente pelo mesmo trajeto que havíamos feito na ida, mas o cenário era bem diferente. A chuva caía constante e o céu permanecia pesado e cinzento. Muitos dos lugares que havíamos admirado na viagem de ida estavam agora escondidos atrás de nuvens baixas ou de uma cortina fina de chuva.

Mesmo assim continuávamos parando sempre que alguma cachoeira aparecia ao lado da estrada. A cada nova queda d'água fazíamos uma breve parada para algumas fotos. E quando o tempo dava uma pequena trégua, aproveitávamos para observar novamente aquelas montanhas e geleiras que surgiam entre as nuvens.

Chegando ao Puerto Río Bravo, encontramos uma longa fila de carros aguardando a travessia da balsa.

E então começou mais uma longa espera.

A primeira embarcação chegou e levou apenas os oito primeiros carros da fila. Depois de algum tempo apareceu a segunda balsa, que conseguiu embarcar cerca de doze veículos.

Mas nós ainda ficamos de fora.

Acabamos conseguindo atravessar apenas na terceira balsa.

No total, nossa espera ali acabou passando das três horas e meia, talvez quase quatro horas.

Depois da travessia seguimos novamente pela estrada, subindo a serra sob uma chuva persistente e depois descendo novamente em direção à região da entrada de Caleta Tortel.

Infelizmente, com aquela chuva forte, não havia a menor condição de visitar a caleta. Caminhar pelas passarelas de madeira totalmente abertas, sob chuva e com a paisagem escondida pelas nuvens, não teria a mesma graça.

Seguimos então viagem.

Mesmo voltando pelo mesmo caminho, a paisagem continuava impressionante. Cachoeiras despencavam das montanhas, rios de águas cristalinas corriam ao lado da estrada e, aqui e ali, apareciam também aqueles rios de coloração verde leitosa tão característicos da região.

As montanhas nevadas surgiam ao fundo, parcialmente escondidas pelas nuvens, compondo um cenário ao mesmo tempo belo e melancólico.

Quando finalmente chegamos novamente a Cochrane, resolvi procurar a hospedagem onde havia ficado na primeira vez em que percorri a Carretera Austral.

Naquela outra viagem a dona da casa havia sido extremamente simpática e acolhedora.

Desta vez, porém, a experiência foi bem diferente.

Ela parecia outra pessoa: seca, distante e até um pouco ríspida no tratamento. Aquela mudança de atitude acabou nos deixando um pouco desconfortáveis, o que foi uma pequena decepção para mim.

Mesmo assim ficamos por lá naquela noite.

Mais tarde saímos para caminhar um pouco pela cidade e acabamos jantando novamente no mesmo lugar da noite anterior, a pequena cervejaria artesanal onde havíamos comido tão bem.

O jantar foi novamente muito agradável.

Depois disso voltamos para a pousada e fomos dormir tranquilamente, encerrando mais um longo dia na estrada. 🚙

Postado
  • Membros

@Marcelo Manente Que viagem!Praticamente a mesma que fiz em 2018 pela região. Pergunta de uma coisa que já esqueci?Aquela ponte dá foto é aquela após o Parque Pulmalin?Vocês não foram ao Parque Patagônia, perto de Cochrane?

Editado por D FABIANO

Postado
  • Autor
  • Membros
7 horas atrás, D FABIANO disse:

@Marcelo Manente Que viagem!Praticamente a mesma que fiz em 2018 pela região. Pergunta se uma coisa que há esqueci?Aquela ponte dá foto é aquela após o Parque Pulmalin?Vocês não foram ao Parque Patagônia, perto de Cochrane?

Sim, é a ponte depois do parque Pumalin.

Passamos no parque Patagonia no próximo dia que vou relatar.

Não entendi a pergunta: "Pergunta se uma coisa que há esqueci?".

Postado
  • Autor
  • Membros

20º Dia — 15/01/2016 - Cochrane - Chile a Los Antiguos - Argentina — 190 km.

Vou abrir um parenteses para passar uma informação importante sobre a saída do Chile pelo passo Roballos. Para sair do Chile por este caminho você tem que fazer um pedido de um salvo conduto. Esse pedido é feito todo pela internet e tem uma burocracia que tem que ser seguida corretamente se não você não conseguirá sair Por esse paso.

A primeira coisa que você tem que fazer é passar Pela gendarmeria da cidade de Cochrane para tirar uma foto de um QR Code para você poder acessar a página do governo do Chile que vai te dar essa liberação.

WhatsApp Image 2026-03-16 at 20.47.56.jpeg

A seguir você tem que acessar o último link da página que se abre.

WhatsApp Image 2026-03-16 at 20.47.57.jpegd

Depois disso você deve acessar o link do salvoconducto na opção sin clave unica.

WhatsApp Image 2026-03-16 at 20.47.57 (1).jpeg

Na página que se abre você deve clicar em sim acepto continuar el trâmite.

WhatsApp Image 2026-03-16 at 20.47.57 (2).jpeg

Antes de acessar a página seguinte vc deve tirar sua foto de rosto mas aparecendo o peito também. Também tem de tirar a foto do documento passaporte ou RG. Depois deve clicar em "subir archivo" no primeiro link e mandar a foto de meio corpo e em seguida clicar no segundo "subir archivo" para enviar a foto do passaporte ou RG.

WhatsApp Image 2026-03-16 at 20.47.57 (3).jpeg

Nessa mesma página você tem que preencher seus dados. E uma informação muito importante: você terá que fornecer um telefone chileno e um endereço chileno que pode ser da pousada, hotel, hostel, camping etc que você estiver hospedado. Se vc acampou na rua ou fez wild camping tera que conseguir um endereço de alguma maneira pois caso não tenha não será permitida a sua saida pelo paso Roballos e você tera de ir até Chile Chico para passar pelo paso Jeinimeini.

WhatsApp Image 2026-03-16 at 20.47.57 (4).jpeg

Vai para o final da página e clica em seguinte.

WhatsApp Image 2026-03-16 at 20.47.58.jpeg

Assim finaliza o trâmite. Só pode fazer nas 24 h antes de você vai sair do país. Não pode fazer antes. A liberação vai para o e-mail cadastrado. IMPORTANTE: Você deve baixar a permissão para mostrar no celular na aduana. Faça isso ainda na cidade por wifi ou roaming do seu celular. Na aduana eles tem recursos limitados e nem sempre tem sinal de internet. Se você não baixar antes o arquivo pode até não conseguir sair.

Não achei essa informação em lugar nenhum, só sabia que tinha de pedir permissão para sair por lá, mas não encontrei nenhum site que explicasse como fazer.

Espero que isso ajude os viajantes.

Editado por Marcelo Manente

Postado
  • Autor
  • Membros

20º Dia — 15/01/2016 - Cochrane (Chile) → Los Antiguos (Argentina) — 190 km


Atravessando o remoto Paso Roballos rumo à Argentina

Naquela manhã acordamos sem muita pressa. O plano do dia era percorrer apenas cerca de 190 km, embora soubéssemos que quase todo o trajeto seria em estrada de terra. No máximo encontraríamos uns poucos quilômetros de asfalto pelo caminho.

Na noite anterior havíamos pago o café da manhã à dona da hospedagem. Porém, pouco antes de ele ficar pronto, uma das minhas amigas pediu apenas um golinho de café. Para nossa surpresa, a anfitriã respondeu com uma avareza impressionante que o café correspondia exatamente a uma xícara — a quantidade que havia sido paga.

Foi uma situação meio constrangedora. Tomamos nosso café já um pouco chateados com aquela atitude.

Depois arrumamos nossas coisas, carregamos os carros e saímos para dar uma volta pela cidade a fim de comprar mantimentos. Sabíamos que no trajeto daquele dia não haveria nenhuma cidade, nenhuma vila, nenhum restaurante e muito menos posto de combustível.

Antes de sair de Cochrane eu baixei no celular o salvo-conduto necessário para deixar o Chile. O Fred, a Nara e a Josiane fizeram o mesmo. Não sei exatamente por que o André e a Neusa não fizeram isso, mas quase tivemos um pequeno problema por causa disso mais adiante.

Antes de pegar a estrada passamos também no posto de gasolina para abastecer os carros. Era melhor garantir, pois dali em diante não encontraríamos mais nada por muitos quilômetros.

Demoramos um pouco mais para sair da cidade porque ainda precisávamos comprar algumas coisas para comer ao longo do caminho.

Pouco antes de deixar Cochrane, a Neusa — que ainda estava com aquela crise de cistite — precisou ir ao banheiro. Estávamos muito próximos da hospedagem de onde tínhamos acabado de sair, talvez vinte minutos no máximo. Resolvi voltar com ela até lá para pedir à dona se poderia usar o banheiro.

Mas a mesma avareza apareceu novamente.

Ela simplesmente disse que poderia liberar o banheiro, mas que cobraria por isso.

Achamos aquilo um absurdo, principalmente porque havíamos saído dali havia pouquíssimo tempo. Preferimos não discutir. Para nossa sorte, na praça central da cidade havia um banheiro público muito bonito e extremamente limpo. Também era pago, mas ali pelo menos pagamos sem nenhum desgosto.

Com tudo resolvido, finalmente deixamos Cochrane rumo ao Paso Roballos.

Rodamos cerca de 20 ou 30 km pela estrada principal até encontrar, à direita, uma grande placa indicando o Parque Patagonia. Era exatamente ali que começava a estrada que atravessa o parque e conduz até a fronteira com a Argentina.

Logo nos primeiros quilômetros começamos a ver muitos guanacos espalhados pelos campos. Eram centenas deles, talvez muitas centenas. Muitos passavam bem próximos dos carros, caminhando com aquela elegância tranquila típica desses animais, completamente acostumados com a presença humana.

A paisagem daquele trecho é simplesmente maravilhosa.

Montanhas nevadas surgiam em vários pontos do horizonte, enquanto o Rio Chacabuco acompanhava a estrada por longos quilômetros com suas águas claras e cristalinas. Em alguns momentos parávamos o carro apenas para admirar o lugar. Quando olhávamos com atenção para dentro da água, era possível até ver trutas nadando lentamente contra a corrente.

O Paso Roballos é um dos passos mais isolados entre Chile e Argentina.

Quando chegamos à aduana chilena havia apenas um carro à nossa frente fazendo os trâmites de saída. Depois de nós passaram apenas mais dois veículos.

Ou seja, pelo que pudemos perceber, apenas cinco carros cruzaram aquela fronteira naquele dia. Um número que mostra bem o quanto aquele lugar é remoto.

Esse passo também deveria ser utilizado por ciclistas, já que sua altimetria é relativamente suave, com poucas subidas mais acentuadas.

Quando fomos realizar os trâmites, nós que já tínhamos o salvo-conduto no celular fomos atendidos rapidamente. Já o André e a Neusa precisaram pedir o Wi-Fi da aduana para baixar o documento ali mesmo.

Outra curiosidade interessante é que, por ser uma região tão isolada, muitos procedimentos ainda são feitos literalmente na base da caneta. Nada de grandes sistemas informatizados ou computadores modernos. Boa parte dos registros ainda é preenchida manualmente.

Depois de esperar todos terminarem os procedimentos, seguimos viagem novamente.

Pouco antes de chegar à aduana argentina encontramos o marco da fronteira. De um lado uma placa chilena agradecia pela visita. Logo adiante outra placa já nos dava as boas-vindas à Argentina. Claro que paramos ali para registrar o momento com algumas fotos.

Alguns quilômetros depois chegamos à aduana argentina.

O lugar tinha um ar curioso, quase de cidade fantasma. As construções pareciam pouco utilizadas e a manutenção claramente não era frequente, provavelmente por causa da enorme distância de qualquer centro urbano maior.

Mesmo assim os procedimentos foram rápidos. Os militares sequer fizeram revista no carro.

Seguimos então pela estrada até encontrar um pequeno ponto onde havia apenas duas árvores solitárias no meio da imensidão da paisagem patagônica. Foi ali que decidimos parar para fazer um lanche que acabou se transformando no nosso almoço.

Nesse mesmo ponto a estrada se bifurcava.

Para um lado seguia o caminho até Bajo Caracoles. Para o outro começava a Ruta 41, que leva até Los Antiguos.

Eu nunca tinha passado por esse caminho. Como já havíamos visto algumas fotos muito bonitas da região, decidimos seguir por ali.

E foi uma excelente decisão.

O primeiro terço da estrada, no entanto, estava bastante ruim. Havia muita pedra solta, pequenos desmoronamentos nas margens, erosões e desníveis que exigiam bastante atenção. Carros mais altos passam sem grandes dificuldades, mas com chuva certamente apenas veículos com tração nas quatro rodas enfrentariam o trecho com tranquilidade.

Nesse percurso a estrada sobe até cerca de 1700 metros de altitude.

Durante a subida vimos montanhas nevadas, pequenas lagoas e diversas formações rochosas curiosas. Em determinado ponto havia uma formação que parecia uma montanha de lama solidificada, com estruturas arredondadas que lembravam bolas de sorvete empilhadas. Era uma paisagem bem curiosa.

À medida que nos aproximávamos de Los Antiguos, começamos a avistar ao longe o grande lago azul que domina aquela região. Era o Lago Buenos Aires, que nada mais é do que o lado argentino do Lago General Carrera, no Chile.

Vários mirantes ao longo da estrada convidavam a parar para contemplar a paisagem e tirar fotos.

Descemos lentamente pelas estradas de terra, bastante poeirentas, até finalmente alcançar a Ruta 43, que nos levou diretamente para dentro da cidade.

Ao chegar em Los Antiguos começamos a procurar hospedagem. Em menos de vinte minutos encontramos um conjunto de cabanas muito agradáveis.

Eu, o Fred, a Nara e a Josiane ficamos em uma cabana. O André e a Neusa ficaram em outra.

Como ainda era relativamente cedo, saímos para resolver algumas coisas na cidade. Precisávamos trocar um pouco de dinheiro argentino, pois estávamos com pouco, e também comprar carne para fazer um churrasco — afinal, estávamos novamente na Argentina.

Aproveitamos também para caminhar um pouco pela bela costanera, que acompanha a margem do lago.

Mais tarde voltamos para as cabanas, acendemos a churrasqueira e começamos a preparar o jantar. Fizemos um belo churrasco, abrimos algumas cervejas, dividimos uma garrafa de vinho e celebramos aquele dia maravilhoso de viagem.

Depois disso fomos dormir satisfeitos, guardando mais um grande dia da Patagônia na memória. 🚙

Postado
  • Membros

@Marcelo Manente Erro de digitação, ficou difícil de entender como saiu.O certo está agora.

Eu não gostei de Los Antiguos.Fui na esperança de encontrar um lugar mais agitado, pois era a época da Festa do Morango. Achei muito parado, E você, que achou?

Mas ali perto fui a uma das melhores atrações da Patagônia, patrimônio da humanidade, a Cueva de las Siete Manos.

Editado por D FABIANO

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.