Eram vários razões para planejar este roteiro e visitar estes países:
1º Tinha uma curiosidade enorme de ver os três pequenos países bálticos, com historia milenar tão rica, mas quase sempre ocupado pelos países vizinhos. A ultima ocupação pelo comunismo acabou quase com a identidade deles. Mais surpreendente é então a rápida recuperação deles, mostrando a sua enorme capacidade humana. Precisava conferir o que faz eles tão únicos e por que já são chamados os tigres bálticos.
2º Precisava ver esta cidade que já era Byzanz, depois Constantinopla e virou no século XV a Istambul do império otomano. A famosa Istambul de hoje no encontro entre a Ásia e Europa.
3º São agora 27 países na comunidade européia, com este roteiro visitei 25, me faltam dois a Chipre e a Malta. Uma quase obsessão de visitar todos os 27.
4º Ver o mais novo país do mundo o Kosovo e a sua relação secular com a Sérvia, de onde se separou sob duras lutas definitivamente em Fev. deste ano (independência não reconhecida pela Sérvia, Rússia etc.).
Fixei o roteiro, o vôo de ida e volta e reservei na internet todos os hotéis ou hostels nos 13 países visitados. Portanto nada podia falhar durante a viagem, o roteiro tinha ser comprido na integra.
Antes pelo site “Deutsche Bahn” (trens da Alemanha) que informa sobre todas as ligações por trem na Europa e pode ser também consultado em inglês, analisei as possibilidades de ligação por trem entre as cidades e países que pretendia visitar ou pesquisei as ligações entre eles com bus.
O meu roteiro era o seguinte:
SP – Paris - Berlim com avião.
Berlim - Varsóvia/Polônia – Vilnius/Lituânia – Riga/Letônia – Tallinn/ Estónia – com ferry-boat para Helsinque/Finlândia – com avião para Bucareste/Romênia – Sofia/Bulgária – Istambul/Turquia – Thessaloniki/Grécia – Skopje/Macedônia – Prístina/Kosovo – Belgrado/Servia – Berlim – Wolfenbuettel – Berlim.
Berlim – Paris – SP com avião.
Compra de passagem de avião:
Conforme roteiro tinha fixado a ida no dia 29.04. até Berlim e a volta no dia 01.06 de Berlim com chegada em São Paulo no dia 02.06.. Era a segunda parte da primavera, para mim a melhor época para viajar na Europa.
Pesquisei na internet entrando direto nos sites das companhias aéreas. Ganhou como quando fui para Europa no ano passado a Air France.
O preço base era US$ 840, ou seja, 1457,48 Reais, mas com as taxas e impostos brasileiros foi para 1813,65 Reais. Comprei a passagem com o cartão de credito direto na internet e imprimi na minha impressora o “bilhete eletrônico”.
Sobre outros detalhes referente escolha da companhia aérea e vôos baratos consultem o meu diário do ano passado “Diário para nove países da Europa”. Alias estou repetindo muitas observações gerais deste diário, pois encontrei novamente as mesmas condições.
Berlim: Parlamento de Alemanha.
Reserva de Hostels ou Hotéis.
Sabia que chegando a cada pais/cidade precisava um hotel/hostel barato, limpo, perto do centro histórico da cidade. Sabia que não me poderia enervar indo na chegada a procura destes hostels perdendo tempo e gastando dinheiro com táxi. Confirmo novamente que andar com táxi na Europa é muito caro e mochileiro deve evitar ir com táxi. Usei o táxi só para chegar da estação de trem ou bus para o hostel quando isso era necessário.
As estações de trem na Europa são quase sempre perto do centro ou com boa ligação de transporte publico para o centro.
Entrei no site da Google e coloquei, por exemplo, Varsóvia hotel/hostel e abriam vários sites ofertando quartos baratos com indicação da localização.
Reservei todos os hotéis/hostels das cidades que visitei, com exceção de Prishtina no Kosovo.
Vocês podem escolher quarto duplo ou uma/duas camas em dormitórios de 4 até 10 camas, sempre pagando por cama.
Viajando sozinho, querendo um quarto separado, se paga as duas camas do quarto. Vou informar para cada cidade o site que escolhi para fazer a reserva. Os preços em quartos duplos por cama variam entre 15 – 30 Euros conforme a cidade, portanto duas pessoas 30 – 60 Euros. Camas em dormitórios de 4 – 10 pessoas são mais barato e variam entre 8 e 15 Euros conforme cidade.
Referente os preços para dormir, portanto é melhor esquecer os preços de Brasil ou de qualquer outra país da América do Sul. Agora os preços do restante são compatíveis (restaurantes, transporte publico) ou mais barato (supermercado).
13 países, 9 moedas diferentes:
Na Europa manda o Euro, não leve US$. Eram 12 países visitados, mais o país novato Kosovo perfaz 13. Nove países fazem parte da Comunidade Européia, mas só 3 já têm o Euro, a Alemanha, a Grécia e a Finlândia. A Polônia, Lituânia, Letônia, Estónia, Romênia e Bulgária ainda usam as suas moedas e tem dificuldades de acertar as contas internas conforme exigido pela União Européia e por causa disso não devem poder usar o Euro pelo menos até 2011. A Turquia, Macedônia e a Sérvia ainda não fazem parte da Comunidade, bem que pelo menos os últimos dois tem a sua entrada um dia quase como certa. O Kosovo e administrado com ajuda da Comunidade e usa já o Euro.
A margem entra compra e venda das moedas é muito reduzida, porque eles são todas acopladas ao Euro e acompanham este com pequena margem de oscilação.
Levei alguns Euros, mas é mais vantajoso comprar lá as moedas pelo cartão de credito. È bom fazer os cálculos e sempre tirar o valor quase exato para a estadia em cada país.
Caso sobre dinheiro é fácil trocar no país seguinte, mas não troca na estação de trem ou bus na chegada, lá eles dão no mínimo 10 % menos do que nos lugares de cambio na cidade.
Não trocei as Levas da Romênia na Bulgária e depois não consegui mais vender, perdi assim 30 Euros.
Falar como?
Com português ou espanhol nestes países nada mesmo.
Inglês ajuda bastante, mas esta vez também com inglês não era nada fácil. Talvez o conhecimento de russo tivesse ajudado um pouco. Especialmente na Bulgária onde como dificuldade á mais as ruas estão com os nomes no alfabeto cirílico e o mapa que recebi na estação de bus era com as letras em latim.
Mas escolhi sempre bem as pessoas aos quais fazia perguntas, na regra jovem com cara e aparência inteligente. Muitas vezes precisei articular com gestos. Mas me virei.
Depois na Turquia, Grécia, Macedônia, Kosovo e Sérvia com inglês já era novamente mais fácil.
Como entrar sem problemas na Comunidade Européia.
Aproveite que você como Brasileiro não precisa o visto para entrar e faz todo para passar sem ser controlado.
As pessoas chegam do avião até a policia e policiais em civil observam já as pessoas. Pessoas “duvidosas” são retiradas discretamente e os documentos checados com mais cuidado.
Para passar fácil, veste-se de uma maneira de não gerar atenção. Não leva muita bagagem de mão. Se vai ser investigado mais fundo é bom ter a passagem de volta, saber responder para onde quer ir e quanto tempo quer ficar e ter cartão de credito ou dinheiro vivo que prova a possibilidade de sustentar a sua estadia.
Uma vez na Comunidade praticamente não tem mais problemas de viajar para os outros países, especialmente se eles fazem parte do acordo Schengen que aboliu as fronteiras entre eles. Estes países são Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, os Países Escandinavos, Áustria e Grécia. Inglaterra não faz parte.
Também entre a Polônia e os países bálticos até a Finlândia houve nenhum controle de fronteira.
Diário:
29.04. 1º dia, Terça: SP – Paris – Berlin com Air France.
Como já tinha marcado o meu assento de ida e volta na compra do bilhete na internet podia entregar a minha bagagem direta no “bagage drop” ao lado do “check in”.
O avião foi pontualmente as 16.45. Houve um bom jantar á bordo e no outro dia antes de chegar em Paris um café de manha completo. Chegamos pontual as 08.35 em Paris no Terminal 2E. Esta vez tinha muito tempo, o vôo para Berlim era só as 10.20. Fui tranqüilo em 20 minutos até o Terminal 2D.
O vôo durou 11:05 horas e tinha mais 5 horas de diferença horário.
A passagem pela policia também era tranqüilo, nenhum passageiro ficou para uma verificação mais completa.
Berlim: Calçadão em frente do "Brandenburger Tor", simbolo da divisão e unificação da Alemanha. O muro passava em frente deste monumento.
As 12.05 chegamos ao aeroporto Berlim Tegel. O aeroporto de Tegel é muito apertado para o grande movimento, difícil se locomover e de se orientar. Mas perguntando algumas vezes achei a saida do bus municipal para a Estação Central. Eram 2,30 Euros.
Entrei na Estação Central aonde também chegam e partem os “S-Bahn”, trens dos subúrbios.
Confirmei o trem pesquisado na internet para a Varsóvia e já comprei a passagem para dia 02.05. Tinha trem para as 06.29 e 12.29. horas. Comprei para as 12.29 com chegada em Varsóvia prevista para as 18.35 horas.
Depois peguei o S-Bahn e fui as duas estações até a estação Jardim Zoológico. Chegando lá era só sair e atravessar a rua e estava no AO Hostel. O preço era salgado, 90 Euros para um quarto duplo c/banheiro e com café de manha. Tinha pesquisado outros mais baratos, mas tinha de ir á pé um pedaço ou até ir com a S-bahn e ainda com o Metro ou “U-bahn” como se diz na Alemanha.
Em Berlim é fácil pegar o mapa e escolher as atrações mais importantes e ir a pé e com bus e metro. Como para todas as outras cidades que visitei escolhi conforme os meus Guias “O Viajante Independente na Europa” e “Lonely Planet” para “Eastern Europe” o que devo ver. Estou sempre muito interessado em saber, se o que li sobre os países, as cidades e seus povos corresponde à imagem que tinha formado na minha mente.
À noite fui jantar num restaurante ao ar livre ao lado da famosa “Gedaechtniskirche” pertinho do meu Hostel. Um bom bife com batatas assadas, salada e dois canecas de meio litro de cerveja eram 21 Euros.
Varsóvia: Vista do muralha a volta da cidade antiga.
Varsóvia: Vista do meu hotel, o edificio bege, o quarto no 3º andar com o balcão era meu.
02.05. – 03.05., 4º - 5º dia, Sexta – Sábado: Com trem para Varsóvia – Varsóvia.
O trem saiu da estação central de Berlim e depois parar em Berlim “Estação Ost” seguiu até a fronteira em Frankfurt ao lado do rio Oder. Não era um trem superrapido. Na fronteira percebi que trocaram a locomotiva. Não houve nenhum controle policial nem no lado da Alemanha e nem no lado da Polônia. Agora o trem passou pela região que até o final da 2º Guerra pertencia á Alemanha. Passamos na região e na cidade onde nasci em 1940. Estava a primeira vez na Polônia e fiquei emocionado passando por Schwiebus como se chamava a cidade onde nasci e hoje se chama Swiebodzin. Tinha 4 anos quando fomos forçados de sair, mas me lembro bem de muitos fatos.
O que me chamou atenção passando pelos campos que à volta de 15 % das plantações eram campos plantados com raps (canola). O mesmo já tinha visto na Alemanha. Os campos estavam em flor, um lindo amarelo. Raps (canola) serve para produzir Biodiesel. Imagine 15 % canola em vez de trigo e tem ainda gente que diz que isso não faz aumentar o preço dos alimentos. Além de acabar com a biodiversidade.
Vi que se trabalhava muito para melhorar a eletrificação das linhas de trem e chegando mais perto de Varsóvia o trem andou cada vez mais rápido.
Chegado em Varsóvia me informei logo sobre o trem para Vilnius. Depois peguei um táxi para o meu hotel no fim do calçadão e na praça ao lado da entrada para a cidade velha. Sabia que era pertinho e paguei pelo táxi 15 Zlotys ou menos do que 5 Euros.
Fiquei encantado com o hotel escolhido. O quarto no terceiro andar tinha uma vista boa sobre a cidade velha. A foto abaixo mostra o hotel tirado da torre da igreja em frente dele. Adorei a cidade velha. Passei lá à noite e no outro dia após ter ido á pé para a estação para comprar a passagem para Vilnius no dia 04.05. Na volta da estação assisti a parada do exercito do dia 03.05., feriado nacional na Polônia. Neste dia era promulgada a constituição da Polônia de hoje.
O meu hotel era o Fundacja Domu Literatyury, reservado por booking@hostelbookers.com , 400 Zl ou 117 Euros pelas duas noites, incl. café de manha.
Varsóvia: Parada das forças armadas no dia nacional da Polônia, dia 03.05.
No caminho para Vilnius (fronteira), na direita o trem chegado da Varsóvia, na esquerda o trem indo para Vilnius.
Vilnius: As ruas estreitas de Vilnius. O Papa João Paulo II visitou este santuário.
04.05. - 05.05., 6º - 7º dia, Domingo – Segunda: Com trem para Vilnius – Vilnius.
Tinha de levantar às 05.45 horas, tomar café de manha e pegar um táxi para a estação. O trem ia às 07.24 horas. Como era muito cedo e domingo, a dona do hotel já pediu o táxi na noite anterior para me esperar às 06.50 horas em frente do hotel.
O trem passa por lindos campos e florestas e para em várias pequenas vilas até chegar à fronteira. Chegamos à estação da fronteira às 14.48. Todos saem e entram no trem para Vilnius na outro lado da plataforma. Novamente nenhum sinal de policia de fronteira nos dois lados. Às 15.03 continuamos e chegamos às 17.57 em Vilnius.
Tirei com o cartão de credito as Litas que achei que precisava e fui para o táxi. O taxista disse que poderia ir a pé, eram só 300 metros, mostrou o caminho, mas entendi nada. Preferia ir com táxi mesmo e não perder tempo, paguei 15 Lt ou 5 Euros. Antes de irmos ele mostrou onde fica a estação de bus para a compra da passagem para Riga.
Gostei do hotel, coloquei a bagagem e fui logo para ver a cidade. Recebi um mapa da cidade no hotel. Vilnius é uma das maiores cidades antigas ainda totalmente intacta. Passei pelo calçadão com muitos cafés e restaurantes até a praça com a catedral e o palácio dos Reis construído a partir do séc. 10 e atualmente em obras praticamente construindo ele de novo a partir dos fundamentos. Ele deve estar pronto para os festejos dos 1000 anos da Lituânia em 2009. Uma linda cidade com muitos turistas e, portanto muita vida, e aparece que o turismo vai virar a maior fonte de divisas da Lituânia rapidamente.
No outro dia antes de continuar a minha ronda pela cidade fui os 300 metros a pé até a estação do bus e comprei a passagem para Riga no dia 06.05. São 6 horas de viagem e paguei 50 Lt, ou 15 Euros.
O meu hotel era o Hotel Rudninku Vartai, reservado na internet pelo booking@hostelbookers.com , paguei por noite 49,23 Euros com café de manha.
Riga: Com Stalin no museu de arte comunista.
06.05 – 07.05., 8º - 9º dia, Terça – Quarta: Com bus para Riga – Riga.
O bus saiu às 10.00 horas em ponto em Vilnius e demoramos um pouco mais de 5 horas. Chegando em Riga fiquei um pouco confuso, tinha um mapa com a localização do meu Hostel, mas não correspondia ao que encontrei. Perguntei várias pessoas até encontrei uma menina que disse que tinha o mesmo caminho. Passamos pelo mercado central, por um túnel, pela estação de trem e por um shopping, depois era só contornar a esquina. Era difícil até para sair de novo, errei no caminho, mas como era todo pertinho, não tinha importância.
Esta vez era um Hostel mesmo, tinha comprado o quarto com duas camas. O banheiro era comum e Hostels não servem café de manha, mas Hostels tem internet e Hotéis nem sempre. Como tinha pouca gente, usar um banheiro comum não fazia diferença. A internet era só minha.
O centro histórico da Cidade é pequeno e em duas horas fiz a volta em toda a cidade. Também Riga recuperou todas as igrejas e edifícios históricos danificados ou destruídos durante a 2º guerra mundial. Atravessei o rio Daugava e vi o Porto, o Porto que deu importância a Riga durante os séculos e ainda hoje é um dos portos mais importantes de toda a região e também para a Rússia, pois ele fica descongelado durante todo o ano.
Jantei num restaurante no shopping ao lado da estação de trem. A comida era boa, mas o que é servido é muito pouco, já tinha notado isso desde Varsóvia. Com tão pouca comida era difícil não ficar com fome.
O hostel era a City Hostel, reservado por booking@hostelbookers.com . O preço 33 Euros por noite era muito alto em relação ao que foi oferecido, mas a localização é muito boa, nem usei táxi em Riga.
Fui ainda para a estação de bus para comprar a passagem para Tallinn. O preço da passagem 11,1 Lats, ou 16 Euros.
Riga: Centro
Tallinn: Câmara municipal e praça central.
08.05. – 09.05., 10º - 11º dia, Quinta e Sexta: Com bus para Tallinn – Tallinn.
O bus para Tallinn foi às 08.30 horas e chegamos as 13.15. Sabia que da estação do bus até o meu hotel tinha de tomar um táxi. O taxista cobrou 90 Kroon, ou 6 Euros. O meu hotel era entre a entrada da cidade antiga e duzentos metros da estação de ferry. O hotel era novo. Um dos melhores e mais baratos que tive durante a minha viagem. Paguei 88 Euros pára as duas noites com um bom café de manha incluído. Era o “Reval Inn Tallinn” e reservei com http://www.booking.com , “Booking.com online hotelreservation”.
O tempo era bom, um lindo dia de primavera e a brisa de mar gostoso. Aparecia que este era o meu melhor dia nestes primeiros 11 dias da minha viagem. Contente fui até a estação dos ferry para ver como funcione, ver os ferry-boat e o movimente dos carros e caminhões saindo e embarcando. Escolhi já o meu fery-boat para o dia 10.05. para Helsinque, paguei 410,00 Kroon, mais ou menos 16 Euros.
Depois passei pelo mercado do porto, com as suas muitas lojas de artesanato e bebidas alcoólicas. Bebidas alcoólicas nos países escandinavos são muito caro, e os turistas aproveitam os preços mais em conta aqui em Tallinn. Entrei na cidade antiga e fiquei encantado. A praça central com a câmara municipal e as suas casas antigas à volta apareciam ser tirados de um cenário de cinema. Tem lá uma casa que é farmácia desde 1422 até os dias de hoje. Depois as igrejas e o palácio presidencial. A igreja Oleviste Church, cuja construção começou no inicio do séc.13, era dedicado ao rei Olav II do séc. 11 da Noruega. Era com 159 metros até o séc. 15. a mais alta construção do mundo. Após um incêndio a torre fui reconstruída para a altura atual de 135 metros.
Todo nestes três países bálticos mostra que eles são partes da Europa ocidental. Se juntar a este Europa o que eles após o trauma da ditadura comunista mais querem.
Aproveitei a intimidade do hotel para jantar lá e beber as minhas 2 canecas de cerveja.
Talliin, vista parcial, no fundo o mar báltico.
Helsinque: Catedral.
10.05. – 11.05., 12° - 13º dia, Sábado e Domingo: Com ferry-boat para Helsinque – Helsinque.
O ferry leva passageiros e carros. Ele vai muito rápido e esta toda fechada como um avião, portanto nada de tomar uma boa brisa durante a viagem. A visão também é limitada aos ângulos das janelas, mas estas são bem grandes. Os assentos e o serviço funcionem como num avião. Em pouco menos de 2 horas chegamos ao Porto de Helsinque. O ferry chamava-se “superseacat3”, ou “supergato do mar3”.
Helsinque! Finalmente cheguei neste país abençoado. Quanto estava ansioso de visitar este país, rico e oficialmente o menos corrupto da terra. Tinha um mapa tirado do computador que indicava o porto, o centro e a localização do meu Hostel. Eram mais ou menos 500 metros até o “Eurohostel Helsinque” no lado oposto do cai aonde cheguei. Tinha pensado de tomar um táxi para não perder tempo, mas desisti logo. Tinha tanta coisa para ser visto no caminho. Passei pelo mercado antigo ao lado do cai e na feira do Porto, que só funcione aos Sábados. Depois segui a pé a linha do metro Nº4 até o hostel.
Só por o saco de viagem e fui logo sair para ver nesta tarde o maximo possível. Passei pela linda esplanada “Pohjoisesplanada”, (não vou escrever mais nomes, pois ler finlandês é difícil mesmo, em compensação todos os “jovens até 50 e tal falam inglês”). Fui até a estação e de lá pela catedral e o centro novamente para o porto. Helsinque tem nada antigo, pois era um país relativamente pobre com quase todas as casas em madeira. Sofreu um grande fogo no final do século 19 e foi totalmente reconstruído. Hoje é um dos países mais ricos do mundo, um país “hightec”. Já falei da corrupção zero, mas também se deve falar do ensino, que é numero 1 no mundo.
Finlândia fazia parte da Suécia e a partir de 1809 parte do Império Russo. Uma das construções mais antigas é talvez a linda catedral ortodoxa russa. Esta com a catedral protestante estão formando a silhueta de Helsinque para quem chega do mar. Em 1917 Finlândia conquistou a independência. Stalin fez todo para submeter eles com força novamente, mas não conseguiu.
À tarde peguei ainda um barco de excursão para passar pelas ilhas e ver o antigo sistema da defesa contra intrusos pelo lado do mar. Este sistema foi construído durante o tempo Sueco. Usaram correntes enormes fixadas entre as ilhas e baixaram estes para dentro da água em caso de ataque naval.
À noite comi Pizza no restaurante do Hostel, cheio de turistas jovens ou um pouco menos jovens como eu.
O Hostel tinha reservado direto, eurohostel@eurohostel.fi . O Hostel é caro 41,50 Euros/noite, sem café de manha (6,50 Euros à parte). O quarto minúsculo com banheiro comum.
Já tinha comprado na internet o vôo para Bucareste. O vôo era via Kopenhagen, onde trocamos o avião e custou 204 Euros. Três vezes por semana tem vôo direto e naturalmente mais barato
Tinha de levantar cedo, às 6.00 horas para apanhar o avião as 07.50. O Hostel tinha convenio com uma rede de táxis de lotação, custou 20 Euros até o aeroporto.
Helsinque: Passeio com barco saindo do porto do Helsinque.
Helsinque – Leste Europeu – Istambul.
(Viagem realizada entre 29.04.- 02.06. 2008)
Istambul: O Golden Horn.
Olá mochileiros!
Eram vários razões para planejar este roteiro e visitar estes países:
1º Tinha uma curiosidade enorme de ver os três pequenos países bálticos, com historia milenar tão rica, mas quase sempre ocupado pelos países vizinhos. A ultima ocupação pelo comunismo acabou quase com a identidade deles. Mais surpreendente é então a rápida recuperação deles, mostrando a sua enorme capacidade humana. Precisava conferir o que faz eles tão únicos e por que já são chamados os tigres bálticos.
2º Precisava ver esta cidade que já era Byzanz, depois Constantinopla e virou no século XV a Istambul do império otomano. A famosa Istambul de hoje no encontro entre a Ásia e Europa.
3º São agora 27 países na comunidade européia, com este roteiro visitei 25, me faltam dois a Chipre e a Malta. Uma quase obsessão de visitar todos os 27.
4º Ver o mais novo país do mundo o Kosovo e a sua relação secular com a Sérvia, de onde se separou sob duras lutas definitivamente em Fev. deste ano (independência não reconhecida pela Sérvia, Rússia etc.).
Fixei o roteiro, o vôo de ida e volta e reservei na internet todos os hotéis ou hostels nos 13 países visitados. Portanto nada podia falhar durante a viagem, o roteiro tinha ser comprido na integra.
Antes pelo site “Deutsche Bahn” (trens da Alemanha) que informa sobre todas as ligações por trem na Europa e pode ser também consultado em inglês, analisei as possibilidades de ligação por trem entre as cidades e países que pretendia visitar ou pesquisei as ligações entre eles com bus.
O meu roteiro era o seguinte:
SP – Paris - Berlim com avião.
Berlim - Varsóvia/Polônia – Vilnius/Lituânia – Riga/Letônia – Tallinn/ Estónia – com ferry-boat para Helsinque/Finlândia – com avião para Bucareste/Romênia – Sofia/Bulgária – Istambul/Turquia – Thessaloniki/Grécia – Skopje/Macedônia – Prístina/Kosovo – Belgrado/Servia – Berlim – Wolfenbuettel – Berlim.
Berlim – Paris – SP com avião.
Compra de passagem de avião:
Conforme roteiro tinha fixado a ida no dia 29.04. até Berlim e a volta no dia 01.06 de Berlim com chegada em São Paulo no dia 02.06.. Era a segunda parte da primavera, para mim a melhor época para viajar na Europa.
Pesquisei na internet entrando direto nos sites das companhias aéreas. Ganhou como quando fui para Europa no ano passado a Air France.
O preço base era US$ 840, ou seja, 1457,48 Reais, mas com as taxas e impostos brasileiros foi para 1813,65 Reais. Comprei a passagem com o cartão de credito direto na internet e imprimi na minha impressora o “bilhete eletrônico”.
Sobre outros detalhes referente escolha da companhia aérea e vôos baratos consultem o meu diário do ano passado “Diário para nove países da Europa”. Alias estou repetindo muitas observações gerais deste diário, pois encontrei novamente as mesmas condições.
Berlim: Parlamento de Alemanha.
Reserva de Hostels ou Hotéis.
Sabia que chegando a cada pais/cidade precisava um hotel/hostel barato, limpo, perto do centro histórico da cidade. Sabia que não me poderia enervar indo na chegada a procura destes hostels perdendo tempo e gastando dinheiro com táxi. Confirmo novamente que andar com táxi na Europa é muito caro e mochileiro deve evitar ir com táxi. Usei o táxi só para chegar da estação de trem ou bus para o hostel quando isso era necessário.
As estações de trem na Europa são quase sempre perto do centro ou com boa ligação de transporte publico para o centro.
Entrei no site da Google e coloquei, por exemplo, Varsóvia hotel/hostel e abriam vários sites ofertando quartos baratos com indicação da localização.
Reservei todos os hotéis/hostels das cidades que visitei, com exceção de Prishtina no Kosovo.
Vocês podem escolher quarto duplo ou uma/duas camas em dormitórios de 4 até 10 camas, sempre pagando por cama.
Viajando sozinho, querendo um quarto separado, se paga as duas camas do quarto. Vou informar para cada cidade o site que escolhi para fazer a reserva. Os preços em quartos duplos por cama variam entre 15 – 30 Euros conforme a cidade, portanto duas pessoas 30 – 60 Euros. Camas em dormitórios de 4 – 10 pessoas são mais barato e variam entre 8 e 15 Euros conforme cidade.
Referente os preços para dormir, portanto é melhor esquecer os preços de Brasil ou de qualquer outra país da América do Sul. Agora os preços do restante são compatíveis (restaurantes, transporte publico) ou mais barato (supermercado).
13 países, 9 moedas diferentes:
Na Europa manda o Euro, não leve US$. Eram 12 países visitados, mais o país novato Kosovo perfaz 13. Nove países fazem parte da Comunidade Européia, mas só 3 já têm o Euro, a Alemanha, a Grécia e a Finlândia. A Polônia, Lituânia, Letônia, Estónia, Romênia e Bulgária ainda usam as suas moedas e tem dificuldades de acertar as contas internas conforme exigido pela União Européia e por causa disso não devem poder usar o Euro pelo menos até 2011. A Turquia, Macedônia e a Sérvia ainda não fazem parte da Comunidade, bem que pelo menos os últimos dois tem a sua entrada um dia quase como certa. O Kosovo e administrado com ajuda da Comunidade e usa já o Euro.
A margem entra compra e venda das moedas é muito reduzida, porque eles são todas acopladas ao Euro e acompanham este com pequena margem de oscilação.
Levei alguns Euros, mas é mais vantajoso comprar lá as moedas pelo cartão de credito. È bom fazer os cálculos e sempre tirar o valor quase exato para a estadia em cada país.
Caso sobre dinheiro é fácil trocar no país seguinte, mas não troca na estação de trem ou bus na chegada, lá eles dão no mínimo 10 % menos do que nos lugares de cambio na cidade.
Não trocei as Levas da Romênia na Bulgária e depois não consegui mais vender, perdi assim 30 Euros.
Falar como?
Com português ou espanhol nestes países nada mesmo.
Inglês ajuda bastante, mas esta vez também com inglês não era nada fácil. Talvez o conhecimento de russo tivesse ajudado um pouco. Especialmente na Bulgária onde como dificuldade á mais as ruas estão com os nomes no alfabeto cirílico e o mapa que recebi na estação de bus era com as letras em latim.
Mas escolhi sempre bem as pessoas aos quais fazia perguntas, na regra jovem com cara e aparência inteligente. Muitas vezes precisei articular com gestos. Mas me virei.
Depois na Turquia, Grécia, Macedônia, Kosovo e Sérvia com inglês já era novamente mais fácil.
Como entrar sem problemas na Comunidade Européia.
Aproveite que você como Brasileiro não precisa o visto para entrar e faz todo para passar sem ser controlado.
As pessoas chegam do avião até a policia e policiais em civil observam já as pessoas. Pessoas “duvidosas” são retiradas discretamente e os documentos checados com mais cuidado.
Para passar fácil, veste-se de uma maneira de não gerar atenção. Não leva muita bagagem de mão. Se vai ser investigado mais fundo é bom ter a passagem de volta, saber responder para onde quer ir e quanto tempo quer ficar e ter cartão de credito ou dinheiro vivo que prova a possibilidade de sustentar a sua estadia.
Uma vez na Comunidade praticamente não tem mais problemas de viajar para os outros países, especialmente se eles fazem parte do acordo Schengen que aboliu as fronteiras entre eles. Estes países são Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, os Países Escandinavos, Áustria e Grécia. Inglaterra não faz parte.
Também entre a Polônia e os países bálticos até a Finlândia houve nenhum controle de fronteira.
Diário:
29.04. 1º dia, Terça: SP – Paris – Berlin com Air France.
Como já tinha marcado o meu assento de ida e volta na compra do bilhete na internet podia entregar a minha bagagem direta no “bagage drop” ao lado do “check in”.
O avião foi pontualmente as 16.45. Houve um bom jantar á bordo e no outro dia antes de chegar em Paris um café de manha completo. Chegamos pontual as 08.35 em Paris no Terminal 2E. Esta vez tinha muito tempo, o vôo para Berlim era só as 10.20. Fui tranqüilo em 20 minutos até o Terminal 2D.
O vôo durou 11:05 horas e tinha mais 5 horas de diferença horário.
A passagem pela policia também era tranqüilo, nenhum passageiro ficou para uma verificação mais completa.
Berlim: Calçadão em frente do "Brandenburger Tor", simbolo da divisão e unificação da Alemanha. O muro passava em frente deste monumento.
30.04. – 01.05., 2º-3º dia, Quarta - Quinta: Chegada em Berlim – Berlim.
As 12.05 chegamos ao aeroporto Berlim Tegel. O aeroporto de Tegel é muito apertado para o grande movimento, difícil se locomover e de se orientar. Mas perguntando algumas vezes achei a saida do bus municipal para a Estação Central. Eram 2,30 Euros.
Entrei na Estação Central aonde também chegam e partem os “S-Bahn”, trens dos subúrbios.
Confirmei o trem pesquisado na internet para a Varsóvia e já comprei a passagem para dia 02.05. Tinha trem para as 06.29 e 12.29. horas. Comprei para as 12.29 com chegada em Varsóvia prevista para as 18.35 horas.
Depois peguei o S-Bahn e fui as duas estações até a estação Jardim Zoológico. Chegando lá era só sair e atravessar a rua e estava no AO Hostel. O preço era salgado, 90 Euros para um quarto duplo c/banheiro e com café de manha. Tinha pesquisado outros mais baratos, mas tinha de ir á pé um pedaço ou até ir com a S-bahn e ainda com o Metro ou “U-bahn” como se diz na Alemanha.
Em Berlim é fácil pegar o mapa e escolher as atrações mais importantes e ir a pé e com bus e metro. Como para todas as outras cidades que visitei escolhi conforme os meus Guias “O Viajante Independente na Europa” e “Lonely Planet” para “Eastern Europe” o que devo ver. Estou sempre muito interessado em saber, se o que li sobre os países, as cidades e seus povos corresponde à imagem que tinha formado na minha mente.
À noite fui jantar num restaurante ao ar livre ao lado da famosa “Gedaechtniskirche” pertinho do meu Hostel. Um bom bife com batatas assadas, salada e dois canecas de meio litro de cerveja eram 21 Euros.
Varsóvia: Vista do muralha a volta da cidade antiga.
Varsóvia: Vista do meu hotel, o edificio bege, o quarto no 3º andar com o balcão era meu.
02.05. – 03.05., 4º - 5º dia, Sexta – Sábado: Com trem para Varsóvia – Varsóvia.
O trem saiu da estação central de Berlim e depois parar em Berlim “Estação Ost” seguiu até a fronteira em Frankfurt ao lado do rio Oder. Não era um trem superrapido. Na fronteira percebi que trocaram a locomotiva. Não houve nenhum controle policial nem no lado da Alemanha e nem no lado da Polônia. Agora o trem passou pela região que até o final da 2º Guerra pertencia á Alemanha. Passamos na região e na cidade onde nasci em 1940. Estava a primeira vez na Polônia e fiquei emocionado passando por Schwiebus como se chamava a cidade onde nasci e hoje se chama Swiebodzin. Tinha 4 anos quando fomos forçados de sair, mas me lembro bem de muitos fatos.
O que me chamou atenção passando pelos campos que à volta de 15 % das plantações eram campos plantados com raps (canola). O mesmo já tinha visto na Alemanha. Os campos estavam em flor, um lindo amarelo. Raps (canola) serve para produzir Biodiesel. Imagine 15 % canola em vez de trigo e tem ainda gente que diz que isso não faz aumentar o preço dos alimentos. Além de acabar com a biodiversidade.
Vi que se trabalhava muito para melhorar a eletrificação das linhas de trem e chegando mais perto de Varsóvia o trem andou cada vez mais rápido.
Chegado em Varsóvia me informei logo sobre o trem para Vilnius. Depois peguei um táxi para o meu hotel no fim do calçadão e na praça ao lado da entrada para a cidade velha. Sabia que era pertinho e paguei pelo táxi 15 Zlotys ou menos do que 5 Euros.
Fiquei encantado com o hotel escolhido. O quarto no terceiro andar tinha uma vista boa sobre a cidade velha. A foto abaixo mostra o hotel tirado da torre da igreja em frente dele. Adorei a cidade velha. Passei lá à noite e no outro dia após ter ido á pé para a estação para comprar a passagem para Vilnius no dia 04.05. Na volta da estação assisti a parada do exercito do dia 03.05., feriado nacional na Polônia. Neste dia era promulgada a constituição da Polônia de hoje.
O meu hotel era o Fundacja Domu Literatyury, reservado por booking@hostelbookers.com , 400 Zl ou 117 Euros pelas duas noites, incl. café de manha.
Varsóvia: Parada das forças armadas no dia nacional da Polônia, dia 03.05.
No caminho para Vilnius (fronteira), na direita o trem chegado da Varsóvia, na esquerda o trem indo para Vilnius.
Vilnius: As ruas estreitas de Vilnius. O Papa João Paulo II visitou este santuário.
04.05. - 05.05., 6º - 7º dia, Domingo – Segunda: Com trem para Vilnius – Vilnius.
Tinha de levantar às 05.45 horas, tomar café de manha e pegar um táxi para a estação. O trem ia às 07.24 horas. Como era muito cedo e domingo, a dona do hotel já pediu o táxi na noite anterior para me esperar às 06.50 horas em frente do hotel.
O trem passa por lindos campos e florestas e para em várias pequenas vilas até chegar à fronteira. Chegamos à estação da fronteira às 14.48. Todos saem e entram no trem para Vilnius na outro lado da plataforma. Novamente nenhum sinal de policia de fronteira nos dois lados. Às 15.03 continuamos e chegamos às 17.57 em Vilnius.
Tirei com o cartão de credito as Litas que achei que precisava e fui para o táxi. O taxista disse que poderia ir a pé, eram só 300 metros, mostrou o caminho, mas entendi nada. Preferia ir com táxi mesmo e não perder tempo, paguei 15 Lt ou 5 Euros. Antes de irmos ele mostrou onde fica a estação de bus para a compra da passagem para Riga.
Gostei do hotel, coloquei a bagagem e fui logo para ver a cidade. Recebi um mapa da cidade no hotel. Vilnius é uma das maiores cidades antigas ainda totalmente intacta. Passei pelo calçadão com muitos cafés e restaurantes até a praça com a catedral e o palácio dos Reis construído a partir do séc. 10 e atualmente em obras praticamente construindo ele de novo a partir dos fundamentos. Ele deve estar pronto para os festejos dos 1000 anos da Lituânia em 2009. Uma linda cidade com muitos turistas e, portanto muita vida, e aparece que o turismo vai virar a maior fonte de divisas da Lituânia rapidamente.
No outro dia antes de continuar a minha ronda pela cidade fui os 300 metros a pé até a estação do bus e comprei a passagem para Riga no dia 06.05. São 6 horas de viagem e paguei 50 Lt, ou 15 Euros.
O meu hotel era o Hotel Rudninku Vartai, reservado na internet pelo booking@hostelbookers.com , paguei por noite 49,23 Euros com café de manha.
Riga: Com Stalin no museu de arte comunista.
06.05 – 07.05., 8º - 9º dia, Terça – Quarta: Com bus para Riga – Riga.
O bus saiu às 10.00 horas em ponto em Vilnius e demoramos um pouco mais de 5 horas. Chegando em Riga fiquei um pouco confuso, tinha um mapa com a localização do meu Hostel, mas não correspondia ao que encontrei. Perguntei várias pessoas até encontrei uma menina que disse que tinha o mesmo caminho. Passamos pelo mercado central, por um túnel, pela estação de trem e por um shopping, depois era só contornar a esquina. Era difícil até para sair de novo, errei no caminho, mas como era todo pertinho, não tinha importância.
Esta vez era um Hostel mesmo, tinha comprado o quarto com duas camas. O banheiro era comum e Hostels não servem café de manha, mas Hostels tem internet e Hotéis nem sempre. Como tinha pouca gente, usar um banheiro comum não fazia diferença. A internet era só minha.
O centro histórico da Cidade é pequeno e em duas horas fiz a volta em toda a cidade. Também Riga recuperou todas as igrejas e edifícios históricos danificados ou destruídos durante a 2º guerra mundial. Atravessei o rio Daugava e vi o Porto, o Porto que deu importância a Riga durante os séculos e ainda hoje é um dos portos mais importantes de toda a região e também para a Rússia, pois ele fica descongelado durante todo o ano.
Jantei num restaurante no shopping ao lado da estação de trem. A comida era boa, mas o que é servido é muito pouco, já tinha notado isso desde Varsóvia. Com tão pouca comida era difícil não ficar com fome.
O hostel era a City Hostel, reservado por booking@hostelbookers.com . O preço 33 Euros por noite era muito alto em relação ao que foi oferecido, mas a localização é muito boa, nem usei táxi em Riga.
Fui ainda para a estação de bus para comprar a passagem para Tallinn. O preço da passagem 11,1 Lats, ou 16 Euros.
Riga: Centro
Tallinn: Câmara municipal e praça central.
08.05. – 09.05., 10º - 11º dia, Quinta e Sexta: Com bus para Tallinn – Tallinn.
O bus para Tallinn foi às 08.30 horas e chegamos as 13.15. Sabia que da estação do bus até o meu hotel tinha de tomar um táxi. O taxista cobrou 90 Kroon, ou 6 Euros. O meu hotel era entre a entrada da cidade antiga e duzentos metros da estação de ferry. O hotel era novo. Um dos melhores e mais baratos que tive durante a minha viagem. Paguei 88 Euros pára as duas noites com um bom café de manha incluído. Era o “Reval Inn Tallinn” e reservei com http://www.booking.com , “Booking.com online hotelreservation”.
O tempo era bom, um lindo dia de primavera e a brisa de mar gostoso. Aparecia que este era o meu melhor dia nestes primeiros 11 dias da minha viagem. Contente fui até a estação dos ferry para ver como funcione, ver os ferry-boat e o movimente dos carros e caminhões saindo e embarcando. Escolhi já o meu fery-boat para o dia 10.05. para Helsinque, paguei 410,00 Kroon, mais ou menos 16 Euros.
Depois passei pelo mercado do porto, com as suas muitas lojas de artesanato e bebidas alcoólicas. Bebidas alcoólicas nos países escandinavos são muito caro, e os turistas aproveitam os preços mais em conta aqui em Tallinn. Entrei na cidade antiga e fiquei encantado. A praça central com a câmara municipal e as suas casas antigas à volta apareciam ser tirados de um cenário de cinema. Tem lá uma casa que é farmácia desde 1422 até os dias de hoje. Depois as igrejas e o palácio presidencial. A igreja Oleviste Church, cuja construção começou no inicio do séc.13, era dedicado ao rei Olav II do séc. 11 da Noruega. Era com 159 metros até o séc. 15. a mais alta construção do mundo. Após um incêndio a torre fui reconstruída para a altura atual de 135 metros.
Todo nestes três países bálticos mostra que eles são partes da Europa ocidental. Se juntar a este Europa o que eles após o trauma da ditadura comunista mais querem.
Aproveitei a intimidade do hotel para jantar lá e beber as minhas 2 canecas de cerveja.
Talliin, vista parcial, no fundo o mar báltico.
Helsinque: Catedral.
10.05. – 11.05., 12° - 13º dia, Sábado e Domingo: Com ferry-boat para Helsinque – Helsinque.
O ferry leva passageiros e carros. Ele vai muito rápido e esta toda fechada como um avião, portanto nada de tomar uma boa brisa durante a viagem. A visão também é limitada aos ângulos das janelas, mas estas são bem grandes. Os assentos e o serviço funcionem como num avião. Em pouco menos de 2 horas chegamos ao Porto de Helsinque. O ferry chamava-se “superseacat3”, ou “supergato do mar3”.
Helsinque! Finalmente cheguei neste país abençoado. Quanto estava ansioso de visitar este país, rico e oficialmente o menos corrupto da terra. Tinha um mapa tirado do computador que indicava o porto, o centro e a localização do meu Hostel. Eram mais ou menos 500 metros até o “Eurohostel Helsinque” no lado oposto do cai aonde cheguei. Tinha pensado de tomar um táxi para não perder tempo, mas desisti logo. Tinha tanta coisa para ser visto no caminho. Passei pelo mercado antigo ao lado do cai e na feira do Porto, que só funcione aos Sábados. Depois segui a pé a linha do metro Nº4 até o hostel.
Só por o saco de viagem e fui logo sair para ver nesta tarde o maximo possível. Passei pela linda esplanada “Pohjoisesplanada”, (não vou escrever mais nomes, pois ler finlandês é difícil mesmo, em compensação todos os “jovens até 50 e tal falam inglês”). Fui até a estação e de lá pela catedral e o centro novamente para o porto. Helsinque tem nada antigo, pois era um país relativamente pobre com quase todas as casas em madeira. Sofreu um grande fogo no final do século 19 e foi totalmente reconstruído. Hoje é um dos países mais ricos do mundo, um país “hightec”. Já falei da corrupção zero, mas também se deve falar do ensino, que é numero 1 no mundo.
Finlândia fazia parte da Suécia e a partir de 1809 parte do Império Russo. Uma das construções mais antigas é talvez a linda catedral ortodoxa russa. Esta com a catedral protestante estão formando a silhueta de Helsinque para quem chega do mar. Em 1917 Finlândia conquistou a independência. Stalin fez todo para submeter eles com força novamente, mas não conseguiu.
À tarde peguei ainda um barco de excursão para passar pelas ilhas e ver o antigo sistema da defesa contra intrusos pelo lado do mar. Este sistema foi construído durante o tempo Sueco. Usaram correntes enormes fixadas entre as ilhas e baixaram estes para dentro da água em caso de ataque naval.
À noite comi Pizza no restaurante do Hostel, cheio de turistas jovens ou um pouco menos jovens como eu.
O Hostel tinha reservado direto, eurohostel@eurohostel.fi . O Hostel é caro 41,50 Euros/noite, sem café de manha (6,50 Euros à parte). O quarto minúsculo com banheiro comum.
Já tinha comprado na internet o vôo para Bucareste. O vôo era via Kopenhagen, onde trocamos o avião e custou 204 Euros. Três vezes por semana tem vôo direto e naturalmente mais barato
Tinha de levantar cedo, às 6.00 horas para apanhar o avião as 07.50. O Hostel tinha convenio com uma rede de táxis de lotação, custou 20 Euros até o aeroporto.
Helsinque: Passeio com barco saindo do porto do Helsinque.