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8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - Parte 2: Puerto Iguazú

Posts Recomendados

Puerto Iguazú, Argentina (DDI 54 3757)

 

Como chegar

 

Puerto Iguazú tem fácil acesso por meio de transporte rodoviário ou aéreo:

• Aeropuerto Internacional Cataratas del Iguazú Major Krawsse (IGR), Ruta Provincial, 101, Missiones, Argentina, 421-996, [email protected], [email protected], http://www.aa2000.com.ar

• Terminal de Omnibus, Av. Córdoba y Av. Misiones, 423-006

 

Transporte Foz do Iguaçu/Puerto Iguazú:

• Ônibus: se informe sobre o ponto mais próximo do seu hotel para pegar a linha internacional para Puerto Iguazú. É fácil identificar, pois é diferente dos circulares de Foz do Iguaçu. No CIT de Foz, informaram que as empresas Celeste e a Crucero del Norte fazem a linha Foz do Iguaçu-Puerto Iguazú, mas não vi nenhum onibus da Celeste circulando, pelo menos não que tivesse essa identificação. Fomos num ônibus que estava escrito Viaçao Itaipu, pintando sugestivamente com listras horizontais de cor azul, branca, verde e amarela. Se não me engano é da empresa Crucero del Norte e passa de hora em hora. Não sei se o primeiro horario é às 7h ou 8h. São R$ 4,00 ou P$ 8,00 a passagem. Aceitava dólares também, tem tabela com valores nas diferentes moedas aceitas pregada perto do motorista. Entre pesos e reais compensava pagar com pesos, mas a diferença era pequena

• IMPORTANTE: o último horário de Puerto Iguazú para Foz do Iguaçu é às 19h. Se resolver jantar em Puerto Iguazú terá que voltar de táxi

 

Transporte Puerto Iguazú/Parque Nacional Iguazú:

• Ônibus: na rodoviária de Puerto Iguazú, compre passagens para o El Práctico Cataratas, que é o circular de Puerto Iguazú que vai te levar ao parque, P$ 10,00 a passagem. Não perguntei se aceitava reais, mas um casal brasileiro sem pesos me disse que eles tiveram que pagar R$ 10,00 cada passagem, ou seja, o motorista fez câmbio de R$ 1,00 para P$ 1,00, bem salgado

• Horários de ônibus da rodoviária de Puerto Iguazú ao parque - saída: 7h10, 7h40 ... 18h40, 19h10 / retorno: 7h45, 8h15 ... 19h15, 19h45

 

Dicas de transporte:

• tem transporte gratuito ao Dutty Free Shop da Argentina. Sai às 18h30 e retorna às 20h30, todos os dias com exceção do domingo, informe-se no seu hotel. Disseram que há possibilidade de pegar o transporte em hotel próximo se o seu não disponibilizar

• tem transporte gratuito ao cassino da Argentina com dois horários, sai às 20h retornando às 22h e sai às 22h retornando à 1h, mas não experimentamos. Recomendaram ir à sexta ou sábado por causa do show de tango. Disseram que são aceitos pesos, reais e dólares. Parece que há transporte para o cassino do Paraguai também, informe-se no seu hotel. Disseram que há possibilidade de pegar o transporte em hotel próximo se o seu não disponibilizar

• disseram que era melhor comprar ida e volta do ônibus El Practico para o parque argentino, pois a volta poderia ficar lotada, mas não faz diferença. No retorno, o motorista vende a passagem normalmente e não checa quem já tem o bilhete. Acho que ninguém fica preso lá, pois uma espécie de fiscal nem deixa o ônibus partir lotado. A partir de uma determinada lotação ele manda o ônibus seguir e não é necessário esperar pelo próximo horário, pois logo em seguida sai outro ônibus do estacionamento ali em frente e termina de pegar os demais passageiros. Não sei se é sempre assim, mas estava muito bom e organizado

• no guichê do El Practico também vende os passeios do Iguazú Jungle. Acho que é o mesmo preço de dentro do parque, mas serve para adiantar e/ou facilitar o troco, principalmente se só tiver nota grande

• disseram que o ônibus do El Pratico vai até o marco de Três Fronteiras Argentino, e de lá é possível ir andando até a feira de acordo com o motorista

 

Dicas de imigração: aduana argentina

• Na ida, o ônibus para na aduana brasileira, mas os brasileiros não precisam descer. O motorista não espera, ele deixa os passageiros na aduana e segue viagem, mas ele dá um ticket para o embarque gratuito no próximo ônibus

• A próxima parada é na aduana argentina onde todos devem fazer a entrada na Argentina. É fácil, ele para bem frente à porta de entrada da aduana, é só entrar que logo tem a fila, basta esperar a vez e apresentar RG ou passaporte. Parece que aceita CNH também. O funcionário cadastra no sistema e não dá nenhum comprovante. Num dos dias ele perguntou para onde eu ia, na outra vez ele não perguntou nada. É sentido único, então saímos por uma porta mais a frente e o ônibus estava nos esperando. Deu tempo para todos fazerem a imigração, é só não enrolar que dá tempo

• Na volta, o ônibus para na aduana argentina para que todos possam efetuar a saída da Argentina. É tranquilo, do mesmo jeito que foi feita a entrada, basta apresentar um documento

• Normalmente a aduana brasileira não fiscaliza a saída da Argentina/entrada no Brasil

• A Casa de Câmbio Libres fica na aduana argentina. A fila estava enorme, sem chance nenhuma de fazer imigração, câmbio e embarcar no mesmo ônibus. Quem fica para fazer câmbio certamente fica para o próximo ônibus. O motorista não dá o ticket na segunda parada, não sei se você tem que pedir a ele, mas acho que não é necessário, pois todos embarcam pelas portas traseiras e ele não confere quem está subindo, afinal quem chegou até ali com certeza já pagou a sua passagem

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Parque Nacional Iguazú, acesso pela Rod. Nacional, 12, Puerto Iguazú, Misiones, diar das 8-18h / Intendência do Parque, Av. Victoria Aguirre, 66, Puerto Iguazú, Misiones, 420-722 / 423-252 / fax 420-382, Iguazú Argentina 491-469 / 491-470, [email protected], [email protected], Com estrutura de atendimento como restaurantes, sanitários, acesso a deficientes, informações turísticas e estacionamento

 

• Tren Ecológico de la Selva, movido a gás natural, importado da Inglaterra, desenhado pela empresa Alan Keef, especialista em trens de passeio, que construiu máquinas para Parques da Ásia e Europa, http://www.alankeef.co.uk Possui 3 estações, percurso de 14 km em 25min. Saídas a cada 30min, das 8h30 às 16h

 

• Estación Central: acesso às plataformas de embarque do trem

o Centro de Interpretación Yvyrá Retá, que em guarani significa "O país das árvores" ("El país de los árboles"): Duração do passeio 20min. Com area 870m2, tem recepção, sanitários e auditório

o Restaurante La Selva, Pizzeria Yacutinga, Havanna Café, Regalos y Artesanías

o Sendero Verde: Trilha de 600m, 10 a 15min, que liga a Estación Central a Estación Cataratas, permitindo observar aves, animais e a vegetação

o Sendero Macuco: Trilha de 7 km (ida + volta), 2h, leva ao Salto Arrechea

o Paseos de Luna Llena. Disponível 5 noites a cada mês, no período de lua cheia

 

• Estación Cataratas: a 10min de trem a partir da Estación Central. Funciona como um tipo de centro de distribuição, com uma pracinha, área de descanso, lanchonete e sanitários

o Paseo Superior, passarela com 650m com 6 mirantes oferece vista da ilha e do canion. Duração do passeio: 1h15

o Paseo Inferior, via escada e passarela, 1700m de extensão com 8 mirantes. Tem ponto de descanso, acesso a banheiros, telefones e lanchonete. Duração do passeio: 1h30

o Isla San Martín, acesso é feito através do embarcadouro no Circuito Inferior, onde lanchas efetuam o translado à Ilha. O desembarque é feito numa praia de areia em forma de ferradura, onde se pode tomar banho. Subindo uma escadaria de 172 degraus, chega-se à trilha que conduz ao mirante que fica sobre o Salto San Martín. Dentro da ilha, chega-se a uma formação geológica chamada "La Ventana" ("A Janela"), que permite ter à distância a visão panorâmica da Garganta do Diabo e das quedas brasileiras. Este passeio tem um alto grau de exigência física e seu percurso leva aproximadamente 2h. Travessia a cada 15min. Primeira travessia à ilha: 9h30, última travessia à ilha: 15h30min, última travessia da ilha ao continente: 16h30min. Sujeito a cancelamento s/ aviso prévio devido ao volume d'água do rio

 

• Estación Garganta del Diablo: 25min. Possui uma praça de distribuição com lanchonete e sanitários

o Garganta del Diablo, passarela de 2.080m (ida e volta), 3 mirantes em forma de leque, conjunto de saltos de 150m de largura por 80m de altura que caem em forma de ferradura. Outro espetáculo são os “los vencejos”, pássaros típicos do parque que atravessam os saltos, onde escondem seus ninhos. Duração do passeio: 2h

 

Iguazu Jungle, Parque Nacional Iguazú, 421-696, [email protected], http://www.iguazujungle.com Agência que oferece passeios dentro do parque:

o Gran Aventura. Passeio em veículo motorizado por 5,5 km pelo Sendero Yacaratiá, com acompanhameno de guia bilingue. Ao chegar ao Puerto Macuco ocorre o embarque em lanchas para realizar uma navegação de 6 km pelo Rio Iguazú Inferior, atravessando 2 km de águas rápidas até se aproximar dos Saltos Tres Mosqueteros e do Salto San Martín. Duração de 1h, P$ 260,00, com saídas a cada hora do Centro de Visitantes

o Aventura Náutica. Contempla a parte final do Gran Aventura. O embarque é feito em frente à Isla San Martín e as lanchas seguem até se aproximar dos Saltos Tres Mosqueteros e do Salto San Martín. Duração de 12min, P$ 125,00, com saída a cada 20min

o Paseo Ecológico. Navegação de 3 km pelas águas calmas do Rio Iguazú Superior, em barcos a remo. Duração de 30min, P$ 50,00, com saídas a cada 20min da Estación Garganta del Diablo

o Pasaporte Verde: Paseo Ecológico + Gran Aventura, P$ 290,00

o Pasaporte Cataratas: Paseo Ecológico + Aventura Náutica, P$ 160,00

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Outros atrativos:

• La Casa Ecológica de Botellas, Barrio Las Horquideas, Manzana B, Lote 7 (3370) Puerto Iguazu, https://sites.google.com/site/lacasadebotellas2/ [email protected]

• La Aripuca, na Ruta Nacional 12, km 4,5, 423-488, a 300m da Ruta 12, dá para ver da estrada, próximo ao trevo de entrada da cidade, a 15 km das Cataratas do Iguaçu, diar das 9-18h, http://www.aripuca.com.ar/ Visitas guiadas (guia incluso no valor do ingresso). Aceitam-se dólares e reais. O passeio tem duração média de 1h. Além da construção principal La Aripuca, formada por 500 toneladas de madeira, há outras construções temáticas, onde são comercializados produtos locais. Há uma lanchonete e um restaurante no local também

• Refugio GüiráOga (significa Casa dos Pássaros em Guarani) ou Casa dos Pájaros, Ruta Nacional 12, km 5, 423-980, horário de inverno das 9-16h45, horário de verão das 8h30-18h30, [email protected], [email protected], http://guiraoga.fundacionazara.org.ar/ http://www.guiraoga.com.ar/ Saídas a cada 30min desde a abertura do parque até aproximadamente 2h antes do horário de fechamento, duração aproximada do passeio de 2h, guia e transporte incluso no valor do ingresso que é de P$ 40,00

• Museo Imágenes de La Selva, Ruta Nacional 12, km 5, 420-800 / 422-938, diar das 8-18h. Entalhes em madeira, produzidos em parte pela natureza e envelhecidos por Teófilo Allou

• Hito Tres Fronteras (Marco das Três Fronteiras). Possui lojas de artesanato e mirante. No local é possível tirar fotos enquadrando os 3 países

• Casino Iguazú, Ruta Nacional 12, km 1640, 498-000 / direto de Foz: 557 498-000, na saída da Ponte Tancredo Neves, anexo ao Iguazú Grand Hotel. Possui ainda um café e um teatro, onde são realizados shows de tango nos finais de semana, [email protected], www.casinoiguazu.com

• Casino Panoramic, R. Paraguay, 372, 498-100 / direto de Foz: 557 498-100

• Casino Cafe Central, Av. Victoria Aguirre, 244, 425-020 / direto de Foz: 557 425-020

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• Compras, principalmente na Av. Brasil, diar das 8-20h. Couros, lãs, cosméticos, cristais, marroquins, especiarias, azeitonas

• Feira, no final da Av. Brasil. Tem muitas barracas com queijos, azeitonas e outras mercadorias, além dos bares onde o pessoal gosta de tomar uma Quilmes

• Dutty Free Shop, Ruta Nacional 12, km 1645,5, Paso de Frontera, 421-050, localizada após a aduana brasileira, do outro lado da ponte, mas antes da aduana argentina, diar das 9-21h, 3757-420151. Tem transporte gratuito da maioria dos hotéis até o Dutty Free Shop, informe-se e agende. Disseram ser possível pegar o transporte em outro hotel, se o seu não disponibilizar o serviço. Não sei se abre aos domingos, mas parece que não tem o transporte gratuito aos domingos

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• Parque Nacional Iguazú: só aceitam pesos no pagamento da entrada. Consegui ganhar 3 mapas diferentes do parque. Circuito completo leva 2 dias, então se tiver menos tempo precisa se programar para selecionar os passeios mais interessantes e aproveitá-los melhor. Vá cedo para pegar o parque abrindo às 8h, atente para o fuso horário e o horário de verão. Tem mais passarelas do que o lado brasileiro e mais longas também. Certos trechos tem muitas escadas, mas está sinalizado. Legal que no lado argentino, passamos por cima ou muito próximos aos saltos, que tem os seus nomes nos mapas e em placas nas passarelas. Dessa forma dá para exatamente por qual salto estamos passando. Leve capa e chinelo se não quiser se molhar na passarela da Garganta do Diabo. A passarela da Isla San Martin sobre o salto de mesmo nome também molha um pouquinho, mas deu para encarar sem a capa, mas não sei como é em outras condições climáticas. Leve proteção para a máquina fotográfica também, a maioria se arrisca, mas não recomendo, é muita umidade. Além das caixas estanque para mergulho, mais caras, há bolsas estanque a preços menores e que protegem a máquina. A Passarela da Garganta do Diabo é mais divertida do que panorâmica, pois com tanto vento e névoa, fica difícil admirar a paisagem e tirar fotos. É muito bonito o mergulho dos pássaros, “los vencejos”. Tome cuidado com os quatis, não coma próximo a eles, não alimente os bichos e não deixe nada dando sopa, se derrubar algo próximo a eles, eles vão roubar. É fácil fotografá-los, pois não são ariscos, muito pelo contrário, chegam bem perto. Eles não são violentos, mas podem te arranhar por causa de comida. Não experimentei o restaurante, mas parecia bom pelo panfleto e é bem mais barato que no lado brasileiro. Leve um lanche para ganhar tempo. Lojas de souvenir são muito caras. Na saída do parque tem que carimbar o ticket do dia para ganhar desconto de 50% no dia seguinte. Se não carimbar não vale. Acho que tinha que colocar nome e número do documento também. Ganhe um cupom de desconto para almoço no Restaurante La Selva, no quiosque de informações entre o Centro de Interpretación Yvyrá Retá e a Estación Central. É dado para quem não está em grupo de excursão

 

• Passeios/atividades da Agência Iguazú Jungle são mais baratos do que da agência do lado brasileiro. O Gran Aventura é comparável ao Macuco Safári por incluir selva + barco, é mais barato e parece mais completo por ir tanto ao Salto Tres Mosqueteros como ao Salto San Martín. A Aventura Náutica parece ser uma boa relação custo/benefício, pois é bem mais barata. Contempla apenas a parte de barco, mas esta é a parte mais interessante e também vai ao Salto Tres Mosqueteros e ao Salto San Martín. Entretanto, o acesso não é fácil, é necessário caminhar pelo Circuito Inferior, descendo por escadarias e no final descer pelas pedras por uma trilha íngreme até alcançar o embarcadouro. Lembrando que será preciso subir tudo na volta. Pode-se considerar que tudo faz parte do passeio, mas acesso não é bom para os vovôs e as crianças pequenas. É necessário esperar pelo embarque nos degraus, não há nenhum abrigo. Não experimentei, mas alguns afirmam que o lado argentino é mais arriscado, que a área do Salto Martín tem mais pedras. Incontestável é o fato de que o Salto Martín é bem maior do que o Salto Tres Mosqueteros, o que é bem visto por turistas que procuram mais “emoção”

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• Minimercado Dagú, em frente ao Terminal de Omnibus, 423-916 / Av. Missiones, 287, 425-881. Comprei alfajores de caixa, algumas com 6, outras com 12 unidades

• a famosa feira tem muitas barracas com queijos, azeitonas e outras mercadorias, além dos bares onde o pessoal gosta de tomar uma Quilmes, mas acabei não comprando nada lá, foi mais para conhecer mesmo

• as lojas funcionam num horário peculiar: de seg-sáb abrem de manhã por volta das 8-9h, fecham por volta das 12-13h, reabrem por voltas da 16-17h e seguem até às 20h, algumas até mais tarde. Aos domingos, depende na loja, algumas abrem de manhã e de tarde, outras só de manhã e outras não abrem. A maioria tem placas com o horário de funcionamento na porta e/ou vitrine

 

Dutty Free Shop - Dicas de compras:

• Comprei aqueles kits de perfume + creme pelo preço do perfume avulso, pois compensava. Costuma ter kits diversos, alguns são perfume + nécessaire, outros perfume + loção pós-barba, etc. Não sei se tinha esses kits nas perfumarias do Paraguai, não vi

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• El Quincho del Tio Querido, Bompland 110, Puerto Iguazú, 420-151 (carnes). É bom, ambiente agradável, preço médio, um pouco mais barato que no Brasil considerando um restaurante equivalente. Os pratos são individuais, então pedimos 1 surubi e 1 chorizo. A única ressalva é que o acompanhamento do chorizo eram umas bolinhas de batata frita e só, já o peixe tinha legumes salteados

 

Outras opções:

• La Rueda, Av. Córdoba, 28, 422-531 (carnes)

• Aqva, Av. Córdoba y Carlos Thays, 422-064 / Cel 1567-1939, (pescados)

• Feira, no final da Av. Brasil, tem queijo, azeitona, empanadas, palmito, alfajor. Recomendaram sentar lá, pedir uma quilmes e uma porção de queijo, salame, etc.

• há várias opções de restaurante na Av. Brasil entre a Av. Victoria Aguirres e Av. Missiones. Nas outras ruas próximas há outras opções também

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Contatos úteis:

• Municipalidad de Puerto Iguazu, Av. Tres Fronteras, 122, 420-147

• Dirección General de Turismo, Av. Victória Aguirre, 311, esquina com Balbino Brañas, 422-938, seg-sex das 8-13h e das 16-20h / sáb das 9-12h e das 16-20h. Centro de Informações: 420-800, [email protected], http://www.iguazuturismo.gov.ar

• Consulado de Brasil, Av. Córdoba 264, 421-348

• Consulado de Paraguay, Av. Córdoba 370, 424-230

 

Câmbio:

• Libres Cambios: Centro de Fronteras (Aduana Argentina), 421-566 / 422-354

• Banco de La Nacion Argentina, Av. Victoria Aguirre, 420-150 / 420-007

• Cambios Links: Av. Victoria Aguirre 226, 423-332

• Argencam: Av. Victoria Aguirre 1162, 420-273

• Argencam: Av. Victoria Aguirre 271, 420-273

 

Links úteis:

Puerto Iguazú

Argentina - Puerto Iguazú - Turismo

Iguazú Argentina - Portal de las Cataratas del Iguazú

 

Dicas gerais:

• só passei pela cidade de Puerto Iguazú, mas me pareceu bem simpática. Turística e pequena, agrega em poucas quadras a infraestrutura que o turista precisa como hospedagens, restaurantes e lojas. É fácil andar pelo centrinho, pois tudo fica perto a rodoviária, a feirinha, a Av. Brasil com muitas lojas e alguns restaurantes bem recomendados. Parece agradável para dar uma volta à noite, jantar, fazer compras, olhar artigos típicos, etc. Deve ser movimentado, pois a maioria das lojas fica aberta à noite, algumas até as 20h, outras até mais tarde

• passamos no Centro de Informações Turísticas e fomos muito bem atendidos, a funcionária falava português, me deu um mapa e dicas

• em Puerto Iguazú o fuso é o mesmo do Brasil, mas no horário de verão fica com uma hora a menos

• Roteiro: Depois das Cataratas Argentinas, dá para passar na Feira e no Casino. Da rodoviária, dá para ir à Feira a pé. Depois para ir ao Casino é aconselhável pegar táxi, pois ônibus entre Puerto Iguazú a Foz do Iguaçu para de circular cedo. O mesmo vale para sair do Casino e retornar a Foz do Iguaçu. Antes de ir ao Casino também dá para jantar num dos bons restaurantes da cidade

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Sábado, 25/02/2012 - manhã ensolarada/nublada, tarde com chuvas fracas e rápidas

Parque Nacional Iguazú: Sendero Verde, Circuito Inferior, Isla San Martín, Circuito Superior, Garganta del Diablo

 

Dia de conhecer o lado argentino do parque, de novo fomos ao ponto do Hotel Rouver. Pegamos um ônibus que tinha escrito "Viação Itaipu" pintado sugestivamente com listras horizontais de cor azul, branca, verde e amarela. Era um circular meio velho, mas disseram que há ônibus novos com ar condicionado. Pagamos em reais. Aceitava dólares também, tinha tabela com valores nas diferentes moedas aceitas pregada perto do motorista. Ele parou na aduana brasileira, alguns desceram, outros não. O motorista não espera, ele deixa os passageiros na aduana e segue viagem, mas ele dá um ticket para o embarque gratuito no próximo ônibus. Ele parou na aduana argentina e todo mundo tem que descer. É fácil, ele para bem frente à porta de entrada da aduana, é só entrar que logo tem a fila, basta esperar a vez e apresentar RG ou passaporte. O funcionário cadastra no sistema e não dá nenhum comprovante. Num dos dias ele perguntou para onde eu ia, na outra vez ele não perguntou nada. É sentido único, então saímos por uma porta mais a frente e o ônibus estava nos esperando. Deu tempo para todos fazerem a imigração. Vi a Casa de Câmbio Libres. A fila estava enorme, sem chance nenhuma de fazer imigração, câmbio e embarcar no mesmo ônibus. Quem fica para fazer câmbio certamente fica para o próximo ônibus. O motorista não dá o ticket na segunda parada, não sei se você tem que pedir a ele, mas acho que não é necessário, pois todos embarcam pelas portas traseiras e ele não confere quem está subindo, afinal quem chegou até ali com certeza já pagou a sua passagem. Embarcamos todos e seguimos até o Terminal de Omnibus de Puerto Iguazú. Do mesmo lado, o ultimo guichê à direita (de frente para os guichês) é o do El Practico. Compramos ida e volta para o parque argentino. Lá também vende os passeios do Iguazú Jungle. Acho que é o mesmo preço, mas serve para adiantar e/ou facilitar o troco, principalmente se só tiver nota grande. Lá mesmo em frente ao guichê saiu o circular amarelo, meio velho que foi lotado de turistas estrangeiros, os brasileiros eram poucos. Há várias atrações turísticas pelo caminho, como La Casa Ecológica de Botellas, La Aripuca, Refugio GüiráOga, Museo Imágenes de La Selva. Aos poucos só vemos mata de ambos os lados da estrada. Seguimos até o ponto final, o Parque Nacional Iguazú. Achei bem organizado, há vários mapas com versões em espanhol e inglês. Peguei 2 mapas no Centro de Interpretación Yvyrá Retá, sendo que um deles era grande e bem detalhado com informações tanto da parte brasileira, quanto da parte argentina. Tem um bebedouro ali, água grátis! Entre o Centro de Interpretación Yvyrá Retá e a Estación Central tem um quiosque de informações, onde ganhei mais um mapa e um cupom de desconto para o almoço no Restaurante La Selva que eles dão para quem não está em grupo de excursão. Um pouco antes da Estación Central, ficam as lojas de souvenir, lanchonetes, incluindo o Havanna Café. Tem uma interessante máquina de água quente para o chimarrão. Chegamos à estação, mas decidimos ir a pé pelo Sendero Verde. É uma trilha curta, toda pavimentada, segue pelo meio da mata, mas sem grandes visuais e o único animal avistado por ali são os quatis. Decidimos começar pelo mais longo, o Paseo Inferior. Legal que no lado argentino, passamos por cima ou muito próximos aos saltos, que tem os seus nomes nos mapas e em placas nas passarelas. Dessa forma dá para exatamente por qual salto estamos passando. Depois de curtir as passarelas e mirantes pelo caminho, fomos para a Isla San Martín, pois queríamos eliminar os mais longos primeiro. O percurso do circuito é longo, cheio de escadarias e o acesso ao embarcadouro não é muito fácil, é necessário descer pelas pedras por uma trilha íngreme. Lá forma-se uma fila para embarque nos degraus mesmo, o barco vai e volta com partidas frequentes, não precisa esperar muito. Do mesmo ponto sai a Aventura Náutica. Com colete embarcamos e atravessamos, é pertinho. Para os que querem tranquilidade tem uma área para banho na ilha, para os que têm pique, há uma trilha com uma longa escadaria que é necessário subir para alcançar os mirantes. "La Ventana" ("A Janela") oferece uma visão panorâmica da Garganta do Diabo e das quedas brasileiras. Tem um mirante bem legal para o Salto San Martín. Como o salto é grande e o mirante chega perto dá para molhar um pouco com a névoa formada. Retornamos pela trilha, descemos toda a escadaria e aguardamos o barco que não demorou. Coletes, travessia e voltamos para o outro lado. Terminamos o circuito e retornamos para iniciar o Paseo Superior, que é curto, mas oferece belos visuais. De volta à Estação Cataratas embarcamos para a Estación Garganta del Diablo no trenzinho que é mais charmoso do que os ônibus do lado brasileiro do parque. A viagem demora um pouquinho, pois o trem vai muito devagar. É preciso andar um bocadinho pelas passarelas que seguem sobre o rio. O pessoal parou para fotografar grandes peixes e até um filhote de jacaré, que foi a atração geral do circuito. No final da passarela fica o mirante. Paramos um pouco antes para trocar o tênis pelo chinelo e por as capas de chuva. Molha muito, venta muito, mas é o mirante mais legal de todos. É muita água, muito barulho. Não dá um visual panorâmico bom, mas é emocionante, senti nesse lugar o contato mais próximo com as cataratas. Vi as Cataratas dos "los vencejos" (em alusão ao Baixão das Andorinhas da Serra da Capivara). Os pássaros mergulham nas cataratas. Voltamos à estação de trem, embarcarmos e seguimos até a Estación Central. Na saída tem que carimbar o ticket do dia para ganhar desconto de 50% no dia seguinte. Saímos e pegamos o ônibus de volta ao centro de Puerto Iguazú. Andamos pelo centro e fomos até a Av. Brasil. Fomos à famosa feira que tem muitas barracas com queijos, azeitonas e outras mercadorias, além dos bares onde o pessoal gosta de tomar uma Quilmes. A única coisa que a gente queria era alfajor. Então foi apenas um passeio pela feira. Aproveitando, percorremos toda a Av. Brasil, olhamos algumas lojas. Passamos também no Minimercado Dagú na Av. Missiones que tinha vários tipos de alfajor. Decidimos que voltaríamos lá no dia seguinte, o segundo e o último dia em Puerto Iguazú, para torrar todos os pesos restantes em alfajor. Só passei pela cidade de Puerto Iguazú, mas me pareceu bem simpática. É fácil andar pelo centrinho, pois tudo fica perto a rodoviária, a feirinha, a Av. Brasil com muitas lojas e alguns famosos restaurantes. Passamos no Centro de Informações Turísticas e fomos muito bem atendidos por uma funcionária muito simpática que me deu um mapa e dicas. Fizemos hora até o Restaurante El Quincho del Tio Querido abrir. É bom, ambiente agradável, preço médio, um pouco mais barato que no Brasil considerando um restaurante equivalente. Os pratos são individuais, então pedimos 1 surubi e 1 chorizo. Voltamos de táxi.

 

Domingo, 26/02/2012 - manhã ensolarada/nublada, tarde com chuvas fracas e rápidas

Parque Nacional Iguazú: Sendero Macuco, CV, Circuito Superior (de novo)

 

Segundo dia de passeio nas cataratas argentinas. De novo o mesmo percurso. Era domingo, mas a Libres estava aberta e não tinha quase ninguém para cambiar no horário que passamos. Fomos para a rodoviária, mas acho que dá para economizar tempo, descendo antes no trevo/rotatória da Ruta Nacional 12, pois o El Practico sai da rodoviária e passa por ali para ir ao parque argentino, mas não tenho certeza. Seguimos o mesmo caminho do dia anterior, fomos para a rodoviária, compramos nossas passagens do El Practico, pegamos o mesmo circular amarelão e desembarcamos no Parque Nacional Iguazú. Apresentamos o ticket do dia anterior e ganhamos o desconto de 50% na entrada. Resolvemos fazer o que faltou no dia anterior. Começamos pelo mais demorado, fomos ao Sendero Macuco. No começo não vimos nada de diferente, era uma trilha no meio da mata, parecida com as outras trilhas do parque. Não tinha animal nenhum, nem quatis. Depois de caminhar um tanto, aparecem os primeiros quatis, muito curiosos um deles quis roubar o meu protetor solar. Depois vimos a estrela da trilha, um tucano que foi muito fotografado por nós e alguns outros poucos trilheiros. Encontramos poucas pessoas na trilha, acho que esse não é um passeio muito comum no parque e é até compreensível, pois só vale a pena para quem faz roteiro de 2 dias no parque. Chegamos a um mirante no topo do salto e depois descemos até a base. É fraquinho depois de ter olhado todas aqueles cataratas enormes. Logo retornamos e vimos mais dois tucanos. Fomos ao Centro de Interpretación Yvyrá Retá que é bem legal, tem vários paineis contando a história da ocupação da região desde o homem pré-histórico até a era atual. Fala sobre fauna e flora também. Como tínhamos tempo resolvemos fazer o Paseo Superior de novo. Foi uma das poucas vezes que pegamos sol nas cataratas e conseguimos ver muito arco-íris que foram amplamente fotografados. Saímos do parque. Tinha muita gente esperando o ônibus, mas não tinha fila e foi meio tumultuado. Entretanto uma espécie de fiscal que estava na porta do ônibus controlava o fluxo. Num dado momento, ele mandou o ônibus seguir e nós ficamos. Queria ter ido mesmo que fosse no ônibus cheio, pois achei que teria que esperar pelo próximo horário, mas logo em seguida saiu outro ônibus do estacionamento ali em frente e terminou de pegar os passageiros. Fomos confortavelmente num ônibus com pouco mais da metade de ocupação. Fizemos um pouco de hora no centro, pois a maioria das lojas estava fechada. Torramos os pesos restantes em alfajor. Depois das compras, voltamos ao Terminal de Omnibus e pegamos o ônibus, cuja passagem é paga diretamente ao motorista. Foi tranquilo passar pela aduana argentina, o mesmo processo de entrada, entrar na fila, apresentar documento, sair pela outra porta e entrar no ônibus de novo. Hotel, banho, descanso e jantar. Decidimos jantar no Restaurante Vó Bertila, que é uma cantina italiana bem aconchegante com decoração bonita, ambiente agradável e preço médio. A massa é bem servida e não é cara. Pedimos uma salada de entrada que veio muito caprichada, grande e cheia de palmito. Comemos muito bem. O único probleminha é que eu pedi talharim, mas veio espaguete. Como tudo é massa, comemos e não pedimos para trocar. Depois voltamos rapidamente ao hotel.

 

Segunda, 27/02/2012 - manhã ensolarada/nublada, tarde com chuvas fracas e rápidas

CDE, Dutty Free Shop

 

Continua no relato de Ciudad del Este...

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    • Por Danilocnavarro11
      Já pensou em ir pra Ushuaia sem gastar 1 centavo com hospedagem e viajando a maior parte do tempo de carona?
      link do vídeo 1 da viagem no youtube: https://youtu.be/GpeOd9NBSKE
      Foi o que eu e minha namorada fizemos. Saímos do interior de SP com o único objetivo de chegar a Ushuaia aproveitando ao máximo o caminho. Sem muito dinheiro, precisávamos economizar de todas formas disponíveis. Os maiores gastos geralmente são: 
      A hospedagem, o transporte e a alimentação. 
       
      Para a hospedagem levamos uma barraca e usamos o couchsurfing. 
       
      Para o transporte pedimos carona ao longo de toda Ruta 3, o que nos rendeu experiências incríveis e amizades inesquecíveis.
       
      E para a alimentação simplesmente cozinhavamos sempre que possível e muitas vezes nossos anfitriões faziam comidas incríveis para a gente. Também pedimos frutas em hortifrutis (detalhes no texto).
       
      Nosso primeiro destino foi Foz do Iguaçu. Optamos por ir de avião para lá, pois no fim das contas sairia muito mais barato do que ônibus, além de mais rápido. Chegando lá a gente se hospedeu pelo couchsurfing com a María e seu gato Naru. Que foram muito receptivos. O couchsurfing é uma plataforma para pessoas apaixonadas por viajar que gostam de compartilhar suas experiências e ajudar o próximo. Se ainda não usa, procure para sua próxima viagem. Conhecer as pessoas locais dessa forma deixa tudo na viagem mais orgânica e imersiva. Ficamos uns cinco dias em Foz e depois partimos. 
      <iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/GpeOd9NBSKE" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe> Em Buenos aires novamente utilizamos o couchsurfing. Foi bem fácil encontrar hospedagem por lá. Quem nos hospedou foi a Eliana e sua família. Foi tudo tão bom que em poucos dias já nos sentíamos parte da família. Ela tinha aquele jeito mãezona, que nos deixa aconchegado e bem a vontade. Entre as conversas com eles, nos falaram e ressaltaram do frio que iria fazer em Ushuaia, pois o inverno estava chegando. E do quão mal equipados estávamos. Aliás, se fôssemos comprar tudo que aconselhavam para o frio intenso de lá, não nos sobraria um tostão para viajar. E além de uma bota de cem reais que achei na decatlhon, fomos apenas com o que já tínhamos. Na ignorância de dois Sorocabanos que mal conhecem o frio e que o mais perto de neve que já tinham visto era o gelo que acumula no congelador. Mal sabíamos que além de toda a beleza da neve, ela também pode doer. 
       
      Aqui vale ressaltar uma recomendação muito importante: Jamais, mas jamais vá de jaqueta de couro para Ushuaia ou para qualquer lugar frio. É simplesmente estúpido. Você vai sofrer. E no caminho tem cidades piores que Ushuaia. É frio, e venta muito no caminho. Então seja sensato, e gaste um pouco mais com uma boa blusa impermeável, térmica e sei lá mais o que. Se proteja do frio. Ele dói e a neve machuca! A gente precisou comprar lá em Ushuaia. 
       
      Voltando a Buenos Aires, demos uma volta por lá e a Eliana nos mostrou um pouco da cidade. Depois fomos a Puerto Madero, a Casa Rosada e outras partes turísticas da cidade que todo mundo já conhece. 
       
      Aqui vale dar outra dica importante também para alimentação. Em tempos de crise, ou como eles chamam na Argentina, Macrise, desperdício de alimento é de partir o coração. Então deixei a vergonha de lado, e como lá são muitos os hortifrutis e suas frutas estragam quando não são vendidas, amadurecem e vão direto para o lixo, e entre essas frutas têm muitas partes boas e comestíveis, resolvi tentar pedir, como diria em castellano, se eles não poderiam ajudar um casal de viajantes sem muitos recursos, mas com grandes sonhos, a nos darem “unas frutas más maduras”, e todas as vezes as respostas foram positivas. E na maioria das vezes conseguiamos umas frutas boas. Além da economia, a parte mais bacana disso e das caronas é sair da mesmice, da sua zona de conforto. Se abrir para novas possibilidades, sem julgamentos e confiar no simples altruísmo das pessoas. Isso nos dá certa motivação, sabe. Que o mundo pode ser um lugar bom.
       
      Então se você tem uma vontade de viajar, mas não tem muita grana, não tem problema, é importante, antes de mais nada, querer. E simplesmente ir. 
       
      Depois relato mais. Mas basicamente fomos depois para Bahia Blanca, Viedma, Puerto Madryn, Trelew, Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos e Ushuaia.
       
      Infelizmente peguei um vírus que encriptou todos os vídeos da viagem e tô bem bolado com isso. Então será só esse vídeo mesmo. Mas logo faço de outros lugares. Estamos fazendo um canal, e tô querendo ir subindo bastante conteúdo de viagem
       
      Tô fazendo uma página no insta também junto com minha namorada que me acompanha nas loucuras. Ver se consigo produzir vídeos e quem sabe viajar de graça futuramente haha 
      https://www.instagram.com/viajandomais_/
       
       





    • Por fore
      Introdução
      Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia.

      Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos.
      A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas.
      O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá.
      Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem).
      Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal).
      O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal).
      Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum.
      No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores.
      Obs:
      - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada.
      - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos.
      - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super.
      Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
    • Por Leonardo Palestini Soares
      A história da minha viagem para a Patagônia, na verdade, começa um pouco antes. Em Junho de 2018 decidi que faria uma viagem para o Chile e, de cara, já fechamos que seria em Santiago. Talvez por um pouco de inocência ou falta de experiência, não havia pesquisado nada sobre Santiago até então. Sabia das estações de esqui, mas nada que fosse muito além disso. Logo depois de fecharmos os aéreos e o apartamento que alugamos em Santiago, fui pesquisar sobre os possíveis pontos de passeio e aventura que me interessavam no Chile, e foi aí que comecei a conhecer a Patagônia. Todos os pontos legais que via na internet ficavam na Patagônia Chilena. Mas como minha viagem era só de 8 dias, sem chance de fazer esses dois roteiros nesse prazo. Enfim... Fomos pra Santiago e prorrogamos o roteiro PATAGÔNIA.
      Já com aqueles cenários na cabeça, resolvi marcar uma outra viagem, dessa vez de moto, onde faríamos a patagônia até a famosa Ushuaia. Juntamos os amigos interessados na viagem de moto e combinamos a primeira reunião. Já nessa primeira conversa vi que a maioria tinha maior interesse em fazer o norte do Chile, o atacama para ser mais específico. E vi também, que mais uma vez, a viagem para a Patagônia estava sendo prorrogada.
      Poucos dias depois dessa reunião, estava em um bar com um grande amigo e comentei com ele que a viagem de moto, ao invés de ir para o Sul, foi alterada para o Atacama. Foi quando ele me fez o derradeiro convite:
      - Eu estou programando uma viagem de carro para o Ushuaia no final desse ano com saída após o natal. Está indo só eu e a namorada. Bora?
      Nisso a cabeça já pirou... Seria a tão esperada Patagônia em um prazo próximo a 6 meses. Depois desse primeiro convite, todas as minhas pesquisas na internet eram sobre roteiros na Patagônia. Fechado! #PartiuPatagônia
      Conversamos mais algumas vezes, e montamos um roteiro base que serviria para a nossa viagem. A idéia era descer pela Ruta 3 até Ushuaia e retornar pela Ruta 40, fazendo trechos da cordilheira até Bariloche.
      Então é isso... Chegou o natal e partimos para a nossa expedição Patagônia. Na festa de confraternização da família, bebi mais que deveria, e fui passando mal de Divinópolis/MG (cidade onde moro) até próximo à divisa de São Paulo, quando paramos numa farmácia e tomei dois comprimidos de um “qualquer coisa” que o farmacêutico receitou.
      Dica 1: Não faça uma viagem de carro de ressaca. A ressaca no carro é potencializada exponencialmente!
      1º e 2º Dia
      Nosso primeiro dia de viagem foi de Divinópolis/MG até Foz do Iguaçu/PR. 1365km. Chegamos já era bem tarde, por volta das 22h, e fomos direto para um apartamento do AirBNB que eu tinha reservado. Já no primeiro dia, o primeiro “desencontro”: O carro não cabia na garagem do condomínio. No anúncio do AirBNB, marcava estacionamento incluído. Só esqueceram de mencionar, que tem estacionamento para carros pequenos. Como estávamos em uma caminhonete e ainda tinha barraca de teto, não permitiam nem que tentássemos colocar ela na mini vaga. Conversamos com a anfitriã do apartamento e ela conseguiu uma outra vaga que coubesse a caminhonete. O AP era até razoável. Quente como um forno e sem ar condicionado, mas para quem já tinha viajado 1365km direto, estava excelente.
      No outro dia cedo em Foz do Iguaçu, Romulo (meu amigo e parceiro de viagem) tinha uma revisão agendada para o carro e, aproveitando esse tempo extra, fomos as compras no Paraguai (O lugar mais caótico em que já estive), e deixamos a parte da tarde para conhecer as Cataratas. Ele já conhecia, mas eu e minha namorada não. Sensacional! O volume de água que desce naquelas cachoeiras é impressionante, além do parque ser muito bem estruturado. Vale a visita!
      Saímos do Parque Iguaçu e voltamos para o apartamento para arrumarmos as coisas, já que no outro dia, entraríamos na Argentina.




      3º Dia
      Saímos de Foz do Iguaçu e a nossa ideia era chegar à Lujan (aquela cidade do zoológico famoso). Mas essa era só nossa intenção mesmo rsrs, porque na verdade, o dia foi muito cansativo, muito quente, e na parte da tarde vimos que viajar até Lujan era forçar demais a barra. Enquanto descíamos rumo à Buenos Aires, fui pesquisando áreas de camping e foi aí que tive a brilhante ideia de ficarmos numa cidade que se chama Gualeguaychú.
      Quando pesquisei, vi uma área de camping próximo a um rio e tudo parecia tudo muito lindo, tudo muito certo. Fomos até a área de camping e ela, apesar de não ser nem próximo ao que mostrava no Google, era razoável. Tinha uma praia que dava acesso ao rio, os banheiros eram aceitáveis, enfim... Ficamos. Acho que foi a pior decisão de toda a viagem.
      Logo de cara, como o dia estava muito quente, já fui pra praia dar um mergulho e... Espinho no pé. A areia ficava só na margem. Quando íamos entrando no rio, virava uma lama suja e, para sair dessa lama, seguindo mais pra frente, espinhos. Uma enorme moita de espinhos escondida dentro da água. E não era só uma. Pra todo lugar que eu fugia, mais espinhos! Desisti de nadar no rio com 3 minutos. Acabaram os perrengues? Nada disso.
      Voltei pra perto da barraca e começamos a fazer a janta. A temperatura devia estar próxima de uns 85 graus Célsius. Um calor sem igual. Nem o nordeste brasileiro tem aquela temperatura. E como o ambiente já estava agradável, chegou nada mais, nada menos, que uma enorme núvem de pernilongos que decidiu ficar por ali até irmos embora. Mas por favor, não entendam que eram só alguns pernilongos. Era pernilongo que não acabava mais!!! Eu tenho costume de acampar bastante em Minas Gerais. Sempre tem alguns insetos. Mas os pernilongos de Gualeguaychú eram fora do comum. Resultado: Fiquei nesse calor infernal, com blusa de frio por causa dos pernilongos até a hora de dormir. Fomos deitar por volta de meia noite e acordamos as 3 da manhã. O calor era demais, não tinha condição de continuar ali. Desmontamos o acampamento e seguimos viagem.

                                                                                           Nessa foto, os pernilongos ainda não haviam chegado.
      4º Dia
                      Saímos de Gualeguaychú e continuamos rumo ao sul. Nesse trecho a paisagem muda bastante. Até próximo a Buenos Aires, descendo pela província de Entre Rios, a estrada passa por muitos rios e áreas alagadas. Depois disso, começa a ficar muito seco. Raramente se vê rios ou lagos.
                      Já no fim da tarde, ainda traumatizado com Gualeguaychú, fui pesquisar mais uma área de camping. Dessa vez, decidimos fazer um Wild Camping. Sem estrutura, sem nada. Seria só nós e a natureza. Vi pelo aplicativo IOverlander, um local para camping próximo ao mar. No app, informava que era uma bela praia e com sorte, veríamos uns flamingos no entardecer. Essa área de Camping ficava em Las Grutas, mais especificamente na Playa De Las Conchillas. Decidimos que seria lá mesmo. O ponto marcado no aplicativo ficava próximo a algumas dunas, e logo ali, depois das dunas, uma paisagem incrível. Um entardecer maravilhoso, e agora, já não sei se por sorte ou oquê, lá estavam os flamingos. Uma cena que vai ficar guardada na minha memória. Pôr do sol, flamingos, praia deserta... Maravilhoso!
      Da estrada, onde estava o carro, não se via a praia. Então resolvemos montar nossas barracas em cima das dunas para que pudéssemos ver o nascer do sol no dia seguinte. E assim foi... Começamos a montar nossas barracas enquanto as namoradas iam adiantando nossa janta próximo ao carro. Depois da barraca já SEMI-pronta, voltamos para o carro para buscar o resto dos equipamento (sacos de dormir, isolantes, travesseiros, etc...). Quando chegamos onde estavam as meninas, encontramos um casal da Colômbia que já estavam viajando por 11 meses e que pretendiam atravessar todo o Brasil antes de retornar à Colômbia. Ficamos ali conversando com o casal e simplesmente esquecemos das barracas. Eles viajam num carro da Chevrolet, meio que um jeep... Difícil até tentar explicar como era o carro. Nunca vi nada parecido na vida. Todo quadrado, antigo... Acho que é uma mistura de Jeep Willis com Fiat Uno. Mais ou menos por aí. Depois de muita conversa, cerveja e da nossa janta, peguei meus equipamentos para terminar de montar a barraca.  Subi as dunas, olhei para um lado... olhei para o outro... Cadê as barracas?
      Nesse momento não sabia se ria, se chorava ou se sentava e simplesmente contemplava o “nada”. Rsrsrs. Agora, já olhando em retrospecto, chega a ser engraçado. Mas na hora, rolou um semi-desespero. Voltei para o carro para avisar que as barracas tinham “saído para passear”. Era difícil até acreditar no que estava acontecendo, todos nós tínhamos experiência com camping e havíamos deixado as barracas soltas na areia. Burrice né?!?!
       Pegamos as lanternas e fomos tentar procurar as barracas.
      Como é uma praia deserta e não havia nada por perto, a chance de ter sido roubada era pequena. Então, ela só podia ter sido levada pelo vento. Essa era a primeira vez que sentimos um pouco do vento Patagônico. Voltamos para a praia, agora com as lanternas, e láááááá na frente, dentro do mar, estavam as barracas. O mar nesse local é bem raso. Durante uns 500 metros ou até mais, a água se mantém no joelho. Deve ser por isso que os Flamingos gostam dessa praia. Enfim: Saí eu, pulando caranguejos, até chegar na barraca e resgatá-la. Como o vento da Patagônia já é famoso, e eu já tinha lido vários relatos de barracas que quebravam com a força do vento, havia levado uma barraca extra. Salvou!!! Dica nº 2: Nunca deixe sua barraca, nem por um segundo, sem ancoragem. O vento lá é inexplicável!
      Obs.: Nem sei se precisava dessa dica né?! É muita inocência.
      Tirando toda essa aventura da barraca, o local escolhido para o camping foi ótimo. A noite foi tranquila, já estava muuuuito mais fresco que Gualeguaychú e o nascer do sol do dia seguinte foi realmente incrível.
       
                                                                                                           Estrada de acesso a Playa de Las Conchillas

                                                                                                                      Nas lentes de Romulo Nery.  

      5º Dia
      Logo depois de apreciar o nascer do sol, tomamos um rápido café da manhã e já voltamos para a estrada. Algumas horas depois, já estávamos chegando a Puerto Pirámides, a cidade base pra quem vai fazer o passeio da Península Valdez.
      Essa península é famosa pela vida selvagem. É um reduto de baleias francas austrais, Orcas, Elefantes Marinhos, Pinguins, e mais um monte de espécies. Infelizmente não fomos na época ideal para observar as baleias (parece que elas ficam até início de dezembro e depois vão rumo a Antártida). Mas em compensação, era a primeira vez que víamos de perto pinguins e elefantes marinhos e foi uma experiência incrível. Eu imaginava que veria os pinguins um pouco mais de longe, mas lá eles ficam, literalmente, do lado das passarelas. Rolou ótimas fotos.
      Saímos da Península Valdez e continuamos nossa viagem até a cidade de Trelew, a cidade onde foram encontrados os fósseis do maior dinossauro do planeta. Logo na entrada da cidade tem uma réplica em tamanho real do dinossauro. Bem interessante. Mas só paramos para uma foto com o Dino e já fomos procurar algum lugar para dormir. Nesse dia dormimos em um posto de combustível que não me lembro se era Axion ou YPF.


       
      6º Dia
      Esse dia foi só estrada. Saímos de Trelew e reta... reta... reta... reta... Guanaco... reta... reta ... reta. A paisagem não ajuda em nada nessa região. É tudo muito igual. Dirigimos o dia todo até começar o pôr do sol, que nessa latitude já era por volta das 22:30horas, talvez até mais. Não me lembro bem.
      No final do dia havíamos chegado em Rio Gallegos. Uma cidade bem estruturada, com Carrefour, lojas grandes, etc. Como no dia seguinte iríamos começar a série de Aduanas e imigrações, e também sabíamos que não é permitido entrar com frutas ou carne no Chile, fizemos tudo que havia de comida na geladeira da caminhonete e fomos dormir. Novamente em um posto de combustível.
      Em Rio Galllegos também encontramos com alguns brasileiros que rumavam a Ushuaia e estavam super empolgados, pois se tudo ocorresse bem nas fronteiras, passariam o réveillon em Ushuaia. Esse também era nosso objetivo.
      7º Dia – 31/12/2018
      Acordamos bem cedo nesse dia e já começamos nossa pernada final ao Fim do Mundo. De Rio Gallegos até a primeira fronteira (Argentina/Chile) é pertinho. 65 km.
      Fizemos nossa primeira fronteira com o Chile, cruzamos o famoso Estreito de Magalhães, e depois de algumas horas, estávamos na Argentina novamente.
      Cruzar os Estreito de Magalhães é super simples nesse ponto. Tem várias balsas (se não me engano são três) que ficam o dia todo fazendo esse translado. Da balsa ainda conseguimos ver um Golfinho de Commerson. Ele é tipo uma mini orca, branco com preto. Bem bonitinho.

                                                                                                                      Chegada ao Estreito de Magalhães
       
      Atrevessar o estreito de Magalhães é bem interessante, não pela travessia em si, mas por estar em um lugar que foi tão importante para a história das navegações.
      Depois de cruzar o estreito, fomos direto para o parque Pinguino Rey, porém como era uma segunda feira, estavam fechados.
      Spoiler Alert: Não desistimos de conhecer esse Parque por causa desse imprevisto, inclusive conhecemos ele depois, porém na volta de Ushuaia, pois passaríamos por ali novamente.
      Mais alguns quilômetros e chegamos a mais uma fronteira (Chile/Argentina). As fronteiras de saída do Chile e entrada na Argentina são sempre mais fáceis. O Chile é muito rigoroso com na entrada. Já os Hermanos argentinos não costumam olhar muita coisa. Você simplesmente faz os procedimentos na imigração e Aduana e está pronto. Segue a viagem.
      Depois que fizemos essa última fronteira, já nos alegramos, pois daria tempo de chegar em Ushuaia para o Réveillon.
      A paisagem continuava a mesma. Retas, guanacos e mais nada. Passamos por Rio Grande e só depois, já chegando em Ushuaia a paisagem realmente começou a mudar. Já começavam algumas curvas, começávamos a ver as montanhas ao longe, alguns bosques com árvores retorcidas e agora voltávamos a ver os lagos... Muitos lagos.
      Quanto mais se aproximava do Fim do Mundo, mais a paisagem se transformava. Só quando estávamos a uns 50 kms de Ushuaia que começamos a ver realmente as famosas paisagens que antes havíamos visto pela internet. Picos nevados, grandes bosques, um imenso lago na entrada da cidade e lá estávamos. Finalmente no Fim do Mundo! O clima não estava colaborando com a cidade. Estava uma insistente chuva fina e, nessa chegada, nem reparamos muito na cidade. Já chegamos procurando algum lugar para repousar a noite. Como era réveillon, todos os hotéis da cidade estavam lotados! Os que ainda tinham vagas, cobravam preços absurdos. Já era de se esperar né?!
      Réveillon, 20h, e ainda não tínhamos nem ideia de onde iríamos. Romulo, meu parça de viagem, olhando no AirBNB, encontrou uma pousada próxima do centro. Pousada Los Coihues. Essa pousada é de uma brasileira do Rio Grande do Norte, muito engraçada. Ela já mora em Ushuaia há mais de 20 anos e até hoje ela mistura português com espanhol. Não dava pra entender direito. Não que o espanhol dela seja ruim, mas é que na mesma frase ela usa as duas línguas... Aí complica! Hahahahahaha
      Só jogamos as coisas no quarto e fomos para a recepção procurar alguma recomendação de restaurante. Estávamos a procura da famosa Centolla. Essa Centolla é aquele caranguejo da Discovery (Pesca Mortal). Só existe no extremo norte ou extremo sul do pacífico.
      Dica nº 3: Nunca vá com fome comer uma Centolla!
      Fomos para o que parecia ser o único restaurante da cidade que não precisava de reserva. Resultado: Fila enorme na porta, um vento gelado lá fora e para piorar a situação, estávamos morrendo de fome. E é aí que entra minha dica número 3. A Centolla é uma delícia, porém éramos quatro pessoas. Todas famintas. A coitada da Centolla só tem 8 patas. Logo, cada um ficou com duas patinhas. Além disso, pedimos um lombo para caso o famoso caranguejo não fosse gostoso. O problema é que demorava muito para sair o jantar. Comemos o caranguejo, comemos o lombo, comemos a batata que acompanhava, enfim... comemos tudo o que tinha pra comer, comemoramos o ano novo com cerveja artesanal, mas a verdade é que voltamos pra pousada com um pouco de fome. Valeu a experiência? Demais!

                                                        Centolla


       
      8º Dia
      No primeiro dia do ano de 2019, estávamos começando a nossa empreitada pela famosa Ushuaia. Saímos da Pousada e fomos para o centro da cidade fazer a famosa foto na placa do Fim do Mundo. Essa placa fica próximo ao porto de onde saem os barcos que fazem os passeios de navegação pelo Canal Beagle. Depois de registrar a chegada na placa do fim do mundo, deixamos a cidade e fomos ainda mais ao sul, para o Parque Nacional Tierra Del Fuego.
      A entrada do Parque fica bem próximo da cidade e o custo para entrar é de 490 pesos (uns 50 reais). A estrutura que tem nesse parque é incrível: várias áreas de camping (se não me engano são 3), um centro de informações ao turista com cafeteria e lanchonete, e o principal: todo tipo de trilhas para quem curte fazer trekkings. Trilhas que contornam lagunas e sobem cerros, trilhas à beira mar, enfim... Um paraíso para quem tem essa intenção no parque.
      Em nosso primeiro dia dentro do parque, montamos nosso acampamento numa área próxima ao Rio Ovando, e já pegamos nossos equipamentos de trekking para começar as caminhadas. Fomos à Laguna Negra, à uma Castoreira, à uma trilha que liga o camping no final da Ruta 3 (Ruta essa que pegamos lááááá próximo a Buenos Aires) e o principal do primeiro dia, na minha opinião, que foi o trekking ao final da Bahia Lapataia.
      Só de estar ali, numa Bahia do Fim do Mundo, já era indescritível... A sensação de estar em um dos pontos mais austrais do continente já é legal demais. Estávamos só nós 4, o mar, montanhas nevadas, um bosque ao lado.... Quando de repente aparecem duas focas ou lobos marinhos – não consegui identificar – e ficaram ali, nadando à nossa frente, mergulhando e atravessando algumas algas da bahia. Pareciam estar, ao mesmo tempo, procurando alguma comida e se divertindo na superfície.
      Esse, pra mim, foi outro momento indescritível da viagem que recebi como um presente de Ushuaia para nós. Gratidão!
      Depois de uns 40 minutos por ali, saímos da Bahia e voltamos para o camping para fazer nosso jantar e descansar um pouco. Nesse primeiro dia fizemos aproximadamente 14 km de trekking.
      Uma coisa que esqueci de relatar aqui, é que o clima no Parque Nacional Tierra Del Fuego é bem doido. Em questões de horas e, por vezes, até minutos, pegávamos chuva, sol, vento, e até neve. Tudo isso junto! Em todos os dias que estivemos no parque passamos por todas as intempéries. Não houve nem um dia sequer que não tenha nevado. Para nós, isso era um divertimento. Mas acredito que pra quem mora lá deva ser chato demais. Hahahaha

       
                                                                                                                                        Rio Ovando


      9º Dia
      Depois de termos visto as focas na Bahia Lapataia e ter passado pelas trilhas incríveis do primeiro dia, a empolgação com o parque estava a mil. Estávamos ansiosos por começar mais um dia de trekking por lá.
      O casal da Colômbia (aqueles que encontramos no dia que perdemos as barracas) havia comentado conosco que já tinham passado por Ushuaia e que no Parque Tierra Del Fuego, haviam feito uma trilha que chegava ao topo do Cerro Guanaco, e super indicou que fizemos esse sendero também.
      Pois bem... Se nos foi indicado, bora pro Cerro Guanaco.
      Saímos do acampamento e, nos primeiros 4 kms, a trilha é bem tranquila. Vai beirando a estrada principal do parque, passa pelo centro de informações ao turista e segue até o mirante do Lago Acigami. Depois desse ponto é subida, subida, subida e mais subida.
      A primeira parte começa com as subidas por dentro de um bosque, onde não se tem muito visual. As árvores, que são bem grandes, cobrem a paisagem, mas ali dentro, formam também sua paisagem própria. Minha namorada começou a sentir ali, que a trilha ultrapassava os limites dela. Ela insistiu e continuamos subindo, subindo, subindo, até que chega em um Charco - Uma enorme planície alagada que fica depois dessa parte de bosque. Lá ela sucumbiu! Disse pra eu continuar a subida, que ela retornaria para o centro de informações e me aguardaria por lá.
      Tomada a decisão, nos sentamos um pouco e fizemos um rápido lanche antes que ela retornasse. Continuei a subida em direção ao cume do Cerro Guanaco e dali pra frente a paisagem é outra. Parece até que são planetas diferentes. Uma enorme subida de pedras sem nenhuma árvore, um vento muito forte e mais próximo do topo, mais neve! Do Charco até lá, foram, mais ou menos, uma hora e meia de caminhada em um ritmo forte. Lá de cima o visual é incrível!
      Retornamos ao camping e descansamos. Nesse dia deve ter dado por volta de 15 kms de trekking.
      Continua...


       

    • Por brunocsl
      Por Lid Costa
      Fala viajante, tudo bem? Você sabia que Foz do Iguaçu é um dos destinos mais turísticos da região Sul?! Pois é, eu passei alguns dias lá e no post de hoje vou compartilhar com você o que fazer em Foz do Iguaçu em 4 dias. São 10 programas imperdíveis para você curtir a cidade!
      Foz do Iguaçu está localizada no estado do Paraná, bem na fronteira com o Paraguai e a Argentina. A maioria das pessoas a conhece por causa das Cataratas do Iguaçu, mas lá tem muito mais coisa pra fazer além das Cataratas.
      # Como chegar em Foz do Iguaçu
      Você pode chegar de carro, ônibus ou avião. Eu estava em Curitiba e fui para Foz de carona, pois a passagem aérea e a de ônibus estavam bem caras. Dessa forma, procurei no site do Bla Bla Car uma carona, que saiu a metade do preço do ônibus. Foram 640 km percorridos em 8 horas.
       
      Leia o post completo em https://partiuviajarblog.com.br/o-que-fazer-em-foz-do-iguacu-em-4-dias/
       

    • Por RoxaneOliveira
      Olá, pessoal!
      Alguém que tenha ido para Jujuy partindo de Foz do Iguaçu de ônibus pode me informar a viabilidade do Seguinte roteiro?
      19/06 - 23h (Véspera de Corpus Christi)  
      ✈️Chegada a Foz do Iguaçu para dormir;
      20/06 - Cataratas Brasil;
      21/06 - Cataratas Argentina;
      22/06 - Parque das Aves e outro passeio não definido;
      23/06 - partindo de CDE para Encarnación (Ruínas San Ignacio);
      24/06 - Encarnación x Asunción (aproveitar o entardecer;
      25/06 - Asunción;
      26/06 - Rumo à fronteira da Argentina e depois Corrientes. 15h 🚍;
      27/06 - Corrientes x Jujuy 🚆;
      28/06 - Jujuy x Tilcara, curtir o vilarejo;
      29/06 - passeio para Salina Grande;
      30/06 - Passeio para Montanha de Siete Colores;
      01/07 - Passeio para Quebrada;
      02/07 - passeio para Salta;
      03/07 - Saída cedo para Puerto Iguazu 30h de Viagem 🚌
      04/07 - Retorno para Foz do Iguaçu e partida para o Rio ✈️
      Sei que não é o suficiente e que faltaria muitas coisas, mas gostaria de saber se o essencial já atende. Foto para chamar a atenção e interessados 😂😂😂



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