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Castelos na Alemanha - Perguntas e Respostas


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País de castelos

 

 

 

2006216212551_neuschwanstein_01_771.jpgSchloss Neuschwanstein

 

Alemanha possui de 20 a 30 mil castelos. Associação preocupada com a preservação e divulgação deste tipo de edificação está organizando, pela primeira vez, um arquivo central alemão.

Conhecida também por seus castelos e fortalezas, a Alemanha preocupa-se com a preservação destas atrações turísticas. Ninguém sabe ao certo o número dessas construções no país, mas calcula-se que são entre entre 20 mil e 30 mil. A Associação Alemã de Castelos (Deutsche Burgenvereinigung) começou a elaborar um cadastro nacional digital de todas as informações disponíveis sobre essas edificações na Alemanha.

Antes de mais nada, é importante deixar clara a diferenciação feita pelo idioma alemão para dois tipos de edificação que no Brasil conhecemos apenas por "castelo". Na Alemanha existem as expressões Burg (fortaleza com muralha, geralmente construída numa elevação junto a um rio) e Schloss (castelo, edificação monumental, com arquitetura artística, não necessariamente em local de difícil acesso).

A partir do material arquivado, seus organizadores pretendem, mais tarde, publicar um dicionário especializado. Seria o primeiro do gênero em nível nacional na Alemanha . A obra mostrará, por exemplo, qual estado alemão tem a maior concentração de castelos, onde fica o mais antigo, o maior, e assim por diante.

 

Programa especial de computador

A única dúvida que ainda ocupa os pesquisadores da associação é relativa à forma como as informações serão disponibilizadas: se apenas na internet ou se também em compêndios impressos.

"Já houve várias iniciativas para um cadastro geral dos castelos na Alemanha, mas, por um motivo ou outro, nunca foram concluídas", informa Reinhrd Friedrich, que mora no castelo de Marksburg, intacto desde o século 14. O coordenador do Instituto Europeu de Castelos, com sede em Braubach, no vale do Reno, está otimista: "O projeto só dará certo, se muitos trabalharem juntos. Além disso, contamos com a ajuda de um programa especial de computador para facilitar o arquivamento das informações."

O levantamento não se restringe só aos castelos em estilo de fortaleza ainda inteiros ou em ruínas. Muitas edificações foram destruídas pelas intempéries, por incêndios, ou mesmo exploradas como pedreiras durante certo tempo. Também serão colhidas informações sobre locais onde hoje não restam nem mais as paredes, como sítios arqueológicos ou edificações registradas em documentos históricos.

Ao contrário do que um leigo possa supor, o lento desaparecimento dos castelos já se iniciou no século 14. Segundo o pesquisador da Baviera, Joachim Zeune, nesta época as elites começaram a mudar-se primordialmente para áreas reservadas aos nobres nas cortes, que ficavam nas cidades.

 

Arquivo dispõe de dados sobre 16 mil castelos

Nos seus 104 anos de existência, a Associação Alemã de Castelos reuniu informações sobre mais de 16 mil fortalezas na Alemanha. Como em 2003 a catalogação será realizada ainda de forma experimental, o arquivamento das informações no programa especial de computador só se inicia no próximo ano.

Os dados serão classificados em seis áreas distintas, incluindo, entre outros, informações sobre a construção, localização, função do prédio, aspectos históricos e da arquitetura, sobre seus proprietários e moradores.

Esta tarefa gigante terá a colaboração dos 3,5 mil associados e deve durar pelo menos cinco anos. A avaliação das informações e sua atualização constante serão de responsabilidade de um grupo de profissionais, formado, por exemplo, por arquitetos, arqueólogos e historiadores.

Para facilitar o trabalho, eles podem recorrer à biblioteca especializada do Instituto Europeu de Castelos, que, com 25 mil volumes, é a maior do gênero no continente.

 

Deutsche Welle

 

Sites úteis:

http://www.burgen-und-schloesser.net/

http://www.germany-tourism.de/ tem várias rotas, tem tudo em inglês

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Mais Ativos no Tópico

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2006216213545_marksburg_3.jpg

Die Marksburg

 

 

http://www.marksburg.de/frame.htm

 

 

 

Visitei muitos dos castelos que vou postar aqui...mas o trabalho para colocar o mapa das rotas e tudo mais demora um pouco...ai tenham um pouco de paciencia que logo tudo vai estar organizado...

este fica no norte da Alemanha na cidade de Schwerin mais prescisamente no estado de Mecklenburg-Vorpommern

http://www.schloss-schwerin.de/schwerin/index.html

Este fica tambem no sul da Alemanha

 

Burg Katzenstein

http://www.burgkatzenstein.de

b>BURG RABENSTEIN

http://www.burg-rabenstein.de/

 

O site deles é muito bom e para quem pode gastar mais pode se Hospedar aqui.

Burg Runkel

este achei muito lindo.

 

Como chegar:

 

Peguem a Autobahn A3 Frankfurt-Köln saida para Limburg

A Região Central da Alemanha tem a maior concentração de castelos.

 

Burg Schweinsberg in Hessen

http://www.burgschweinsberg.de/

Acho que vou criar uma ROTA proprio para quem gosta de Castelos e quer conhecer os da Alemanha.

Nome: Burg Satzvey

Site do mesmo:

http://www.burgsatzvey.de/

Mais um para lista:

 

Burg Kriebstein

center>

um site interesante:

 

http://www.burg-kriebstein.de

Este eu não conheço ainda:

Burg Finstergrün

http://www.burg-finstergruen.at/

Mais um:

BURG FÜRSTENECK

http://www.burg-fuersteneck.d

Burg Pyrmont

Como chegar:

O site deles:

http://www.burg-pyrmont.de/

center> Burg Rieneck

Este Castelo tem muitas opções de atividades que podem ser realizadas. O site deles tem opção em Ingles.

http://www.burg-rieneck.de

i vai mais algumas fotos de um Castelo que acho muito lindo:

Burg Nassau

O endereço dele:

Burg Nassau

Philippe Courseau

56377 Nassau/Lahn

b>Lübbenau

200636204123_Lübbenau.jpg

O Castelo de Lübbenau, situado na região do Spreewald, é uma fascinante construção entre Dresden e Berlim. O castelo é dirigido pelos condes de Lynar, pertencendo à família desde 1621.

b>Nymphenburg

O Castelo de Nymphenburg, em Munique, é um prédio em estilo barroco. Foi encomendado a Agostino Barelli pelo casal Ferdinand Maria e Henriette Adelaide de Savoy em 1664, após o nascimento de seu filho Maximilian 2º Emanuel

b>Quedlinburg

O Castelo de Quedlinburg foi fundado por Otto 1º, o Grande, em 936. Foi um palatinado dos imperadores saxões.

http://www.quedlinburg.de

Ai vai mais um. So que este não consegui umas fotos melhores. Fica no norte da Alemanha.

center>Burg Stargard

http://www.stargarder-land.de/index.htm

Nossa tenho muito o que conhecer ainda. E isto que eu achava que ja conhecia muito de Alemanha

Reichsburg Cochem

http://www.reichsburg-cochem.de/

Um lugar que eu gostei muito de visitar foi Coburg. Para quem esta em Nurenberg e quer passar em Bamber ou ir direto é uma otima opção. A cidade no verão é linda. E para chegar no castelo tem uma subida por um jardim muito bem cuidado. e de la de cima tem uma vista de toda a região....e a entrada é gratuita. vale a pena passar o dia lá:

http://www.coburg.de/

Mais um paa colocar nos roteiros:

Este fica na cidade de Hamm no estado de Nordrhein-Westfalen

http://www.lsh-heessen.de/sql/index.php

Este achei o site muito interesante, mas esta todo em alemão. Se enviarem um e-mail em ingles eles respondem.

Burg kriebstein

http://www.burg-kriebstein.de/

Tem mais ruinas com nome semelhante a este. Mas são diferentes:

Burg Falkenstein im Harz

http://www.burg-falkenstein.de/

este eu so passei na frente. Mas não pude parar para ver.

Burg Satzvey

tem inf. em ingles no Site

http://www.burgsatzvey.de/

Este fica proximo deste ultimo que postei:

http://www.preussen.de/de/heute/schloss ... C91FCBABDD

Este eu não conheço ainda. Mas é muito lindo.

Burg Eltz

http://www.burg-eltz.de

Tem opção no site em Ingles como tambem valores de ingresos.

este é muito bonito:

Burg Hohenzollern

http://www.preussen.de/de/heute/burg_hohenzollern.html

Mais um para ser colocado no roteiro:

Burgruine Hilgartsberg/Niederbayern

http://www.burgverein-hilgartsberg.de.

Para quem estiver na região de Stutgart pode visitar o Burg Hohenbeilstein

www.falknerei-beilstein.de

www.burg-beilstein.de

 

a entrada estava custando 6,50 euros

Veste Wachsenburg -

http://www.veste-wachsenburg.de/

Tem muito mais Ruinas na Alemanha que castelos em Pé...

Burg Greene

http://www.greene.de/startseite.html

este eu ainda não visitei mas pretendo ir no proximo ano para lá:

Ele fica na cidade de Lüdinghausen no estado de Nordrhein-Westfalen

http://www.kreis-coesfeld.de/512burgv.htm

 

http://www.gschwieters.de/galerie/030413/

Para quem esta fazendo a Rota Romantica e quer dar uma fugida rapida no roteiro uma opção é ir para Harburg (Schwanben). O passeio de trem para lá é muito bonito. A cidade ou melhor vila é muito pequena mas vale a pena passar um meio dia lá.

Ele fica no estado da Baviera:

http://www.stadt-harburg-schwaben.de/

Nome: Feste Dilsberg

Estado: Baden-Württemberg

Cidade: Neckargemünd Dilsberg

http://www.dilsberg.de/

nome: Burg Burghausen

Estado: Baviera

Cidade: Burghausen

http://www.burghausen.de/

Burgruine Hornberg

Estado: Baden-Württemberg

Cidade: Neckarzimmern

http://www.burg-hornberg.de/menu/start.htm

Nome: Burg Heildelberg

Estado: Baden-Württemberg

Cidade Heildelberg

http://www.heidelberg-schloss.de/

Burg Hohenzollern

http://www.preussen.de/de/heute/burg_hohenzollern.html

Assim que eu tiver mais tempo vou traduzindo e postando as inf. de como chegar

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Os castelos do rei desvairado

 

 

 

 

 

2006217204552_Fussen.jpg

Entre os castelos alemães, o de Neuschwanstein bate todos os recordes de preferência junto aos turistas. Mas há ainda outras residências magníficas construídas pelo rei Ludwig II a serem apreciadas.

 

Demora meia hora o percurso a pé de Schwangau, nas proximidades da cidade de Füssen, a um pulo da fronteira com a Áustria, até o Castelo de Neuschwanstein, que parece saído das páginas de um livro de contos de fadas. Ao chegar lá em cima, o visitante depara quase invariavelmente com uma multidão de turistas japoneses em excursão pela Europa. Passar por Schwangau, para eles, é um must.

Mas conhecer e encantar-se com o kitsch da suntuosa residência que o rei Ludwig II mandou construir no topo dos penhascos faz parte da agenda não só de turistas asiáticos. Todo viajante de passagem pela Alemanha quer conhecer o Castelo de Neuschwanstein, da mesma forma que a cervejaria Hofbräuhaus em Munique, ou a romântica cidade de Heildelberg.

 

Encenação de um destino trágico

 

 

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: O retrato do rei sobre uma bandeira com as cores da BavieraHipersensível, o rei da Baviera Ludwig II (1845-1886) viveu e governou entre os sonhos românticos de soberania e as coações de uma monarquia moderna. Os inúmeros castelos que mandou construir na paisagem da Alta Baviera, entre a região do Ammergau e os Alpes do Allgäu, são expressão do desejo frustrado de concentrar o poder em suas mãos, como um autocrata dos velhos tempos.

 

Nascido no Castelo de Nymphenburg, em Munique, Ludwig II passou os primeiros anos de vida em Hohenschwangau, o castelo neogótico do pai, o rei Maximilian II. Herrenchiemsee, a réplica de Versailles construída numa ilha no lago de Chiemsee, simboliza mais do que qualquer outro edifício o desvario de Ludwig II pela majestade derivada de um "direito divino" segundo os moldes da França no século 17.

 

 

2006217204738_Hohenschwangau.jpg

Castelo de Hohenschwangau

 

 

Linderhof, construído no local em que Maximilian II tinha um pavilhão de caça, foi construído entre 1870 e 1872 em forma de "U", cuja ala central é formada por um dormitório gigantesco.

 

Neuschwanstein, construído a partir de 1868 "no estilo genuíno dos antigos burgos de cavaleiros medievais", conforme o próprio Ludwig II escreveu ao compositor Richard Wagner, marca o capítulo final da vida de Ludwig II. Foi de lá que ele partiu para uma viagem sem retorno, poucos dias depois de ser destronado em conseqüência de sua perturbação mental. Morreu misteriosamente nas águas do Starnberger See, juntamente com o médico que o acompanhara de Neuschwanstein para o Castelo de Berg, às margens do lago.

 

 

 

links:

 

http://www.hohenschwangau.de/

 

http://www.neuschwanstein.de/

 

 

Melhor forma de chegar:

 

De Munique pegue trem para Füssen. De füssen fica a 5 km. tem onibus e da para ir a pé...

 

 

 

 

Deutsche Welle

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Passeios de bicicleta na terra dos castelos

 

 

Para os esportistas e aventureiros, a região de Münsterland possui 4,5 mil quilômetros de rotas para ciclistas. A paisagem é das mais belas: campos, bosques e florestas, rodeados por castelos e ótima infra-estrutura.

 

É em Münsterland (cidade de Münster e região) onde estão as mais bonitas e estruturadas ciclovias e rotas para passeios de bicicleta da Alemanha. Famílias com crianças, jovens esportistas e casais apaixonados contam com variadas opções de rotas em 4,5 mil quilômetros de vias criadas especialmente para ciclistas em campos, bosques e florestas.

 

 

A prática do ciclismo nestas áreas verdes não traz somente benefícios à saúde e ao bem-estar. Ao percorrer as belas paisagens campestres, o ciclista usufrui de opções de cultura e lazer na região e cidade de Münster.

 

 

 

Para quem não conhece a região, sinalização é o que não falta. São cerca de 17 mil placas indicativas com orientação para os famosos burgos cercados de água, castelos e parques.

 

 

 

Rota dos 100 Castelos

 

 

 

Existem 200 difrentes roteiros com percursos entre 10 e 30 quilômetros, que podem ser combinados entre si para passeios durante o dia inteiro e finais de semana, ao longo das 70 pequenas cidades de Münsterland. Para famílias e crianças, em especial, existem diversas ciclovias planas e asfaltadas.

 

 

 

 

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Castelo cercado por água na Rota dos 100 Castelos Para os românticos e apreciadores de cultura, há 1,4 mil quilômetros de rotas que interligam os 100 castelos da região, muitos dos quais cercados de água.

 

 

 

Entre os castelos mais famosos, destacam-se Nordkirchen, Raesfeld, Lembeck, Westerwinkel e os burgos Vischering e Bentheim. Rotas imperdíveis são a dos Cavaleiros da Paz (Friedensreiter), a dos Romanos (Römerroute) e a dos centros históricos (historische Stadtkerne), com 300 quilômetros de extensão.

 

 

 

Münster é rica em cultura e lazer

 

 

 

Além de ter uma grande área verde, a cidade de Münster possui vida cultural agitada, com o centro histórico, museus, teatros e cinemas. Tanto que a cidade quer se candidatar para concorrer ao título de Capital Cultural da Europa em 2010.

 

Arquitetura moderna, esculturas contemporâneas, o museu estadual de arte e história da cultura, o museu de gravuras do pintor cubista Pablo Picasso e o museu do verniz são algumas boas pedidas para quem gosta de arte.

 

É no centro histórico que estão localizadas a área de compras (Prinzipalmarkt) e a prefeitura (Rathaus), onde ocorreu a assinatura do tratado de paz conhecido como Paz da Vestfália, que pôs fim à Guerra dos Trinta Anos, em 1648.

 

A igreja principal da cidade, a St. Lamberti, é considerada a igreja gótica mais bonita da região da Vestfália. Todos os dias, um vigia sobe até a sacada da torre para anunciar a hora exata, entre as 21 e as 24 horas.

 

 

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Catedral de São PauloJá a catedral (St. Paulus Dom), localizada bem no centro da cidade, é a maior igreja da Vestfália. Na praça em frente a ela, o público confere a feira do município, sempre às quartas e sábados.

 

Natureza e animais

 

 

 

No lago mais conhecido da cidade, rodeado por um parque de 40 hectares, o Aasee - localizado no coração da cidade - os visitantes podem fazer passeios de barco, pedalinho e canoa, durante a primavera e o verão.

 

 

 

O parque costuma estar lotado de adeptos de caminhada, corrida, ciclismo ou simplesmente interessados por um passeio ao ar livre, num local cercado por árvores e plantas.

 

Um programa imperdível para toda a família é uma visita ao zoológico, com seus animais africanos, como macacos, leões e girafas, polares, como pingüins, e outros exóticos.

 

Pequena, mas movimentada por jovens

 

Conhecida como a cidade dos jovens e das bicicletas, Münster - com 280 mil habitantes - possui cerca de 55 mil estudantes em universidades, centros de formação profissional, além de grandes bibliotecas e acervos com arquivos e documentos antigos.

 

Com tantos jovens, a cidade não deixa a desejar em opções para este público. A maior festa ao ar livre de Münster é a Eurocityfest, festival que, este ano, acontece entre 21 e 23 de maio. São 60 bandas que se apresentarão em oito palcos instalados no centro da cidade.

 

Outra dica de agito é o centro cultural Kreativkai, com o Teatro Wolfgang Borchert, espetáculos de música, bares e restaurantes.

 

 

 

Deutsche Welle

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Königswinter, natureza e história às margens do Reno

 

 

Castelo de Drachenfels

 

 

Com pouco menos de 41 mil habitantes e localizada às margens do principal rio alemão, a cidade reúne uma bela natureza e arquitetura, a apenas alguns minutos de Bonn.

 

Königswinter estende-se desde o Vale do Reno até a margem das florestas a leste (Westerwald), atravessando o Parque Natural do Siebengebirge. É uma cidade de muitas faces e história antiga, da qual ainda se encontram marcas pela cidade.

 

 

 

O advento da aura romântica em torno do Rio Reno, que poderia ser chamado de "romantismo renano", durante o século 19, permitiu o início de uma longa tradição turística à cidade, que se tornou centro de visitação para viajantes de todo o país. Nem mesmo a recente abertura do Sealife Königswinter, parque temático sobre a vida marinha, que atrai ainda mais turistas para o local, tirou o encanto da antes pacata cidade medieval.

 

 

 

Pode-se chegar a Königswinter facilmente a partir de Bonn, de onde partem tanto trens rápidos quanto uma linha de metrô, bem menos veloz, mas não menos interessante e certamente não subterrânea. Com a segunda opção, atravessa-se o Rio Reno por uma ponte ferroviária acompanhando toda a outra margem do rio até chegar ao centro antigo (Altstadt) da cidade. A opção com o trem rápido, entretanto, permite que se atravesse de balsa o trecho que separa as duas margens, numa passagem breve, porém ainda mais próxima do rio.

 

 

 

As principais atrações de Königswinter são suas paisagens naturais e construções arquitetônicas - tanto contemporâneas quanto medievais. Uma caminhada pelos becos e ruelas do centro antigo da cidade, com seus simpáticos e agradáveis restaurantes e cafés, revela detalhes de sua tradicional história.

 

 

 

 

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Balsa leva visitantes até o centro de KönigswinterNo segundo domingo do mês, além de um passeio através do tempo, pode-se ainda admirar um grande mercado de pulgas, que envolve praticamente toda a Altstadt, com grande variedade de produtos e uma vasta seleção de barracas de alimentação.

 

 

 

Montanha de Drachenfels

 

 

 

Sua atração mais extraordinária e ao mesmo tempo símbolo turístico da cidade, entretanto, é a ruína de um castelo sobre o penhasco de Drachenfels, cuja construção data por volta do ano de 1140.

 

 

 

Chega-se ao topo da montanha por trilhas, para aqueles que preferirem realizar uma boa caminhada, ou através de uma linha ferroviária que se move sobre trilhos dentados (linha de cremalheira). Do alto dos seus 321 metros, tem-se uma visão panorâmia excepcionalmente privilegiada do Vale do Reno.

 

 

 

Schloss Drachenburg

 

 

 

Construído em tempo recorde (1882 a 1884), o castelo foi obra do corretor da bolsa, bancário e posteriormente barão Stephan von Sarter, que nunca chegou a morar nele. Após a sua morte, a construção foi aproveitada para diversas atividades posteriores, já que ele faleceu sem deixar descendentes. Ainda por este motivo, a construção foi leiloada, indo parar no controle de seu sobrinho, Jakob Biesenbach, que o transformou então num hotel.

 

 

 

 

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: O intenso verde do parque SiebengebirgeDurante a década de 1960, depois de muitas negociações e discussões em torno do que seria feito com o castelo, foi planejada sua destruição. Entretanto, um investidor particular, Paul Spinat, assumiu seu controle e abriu seu espaço, a partir de 1973, para visitação. Desde 1986, o castelo é um patrimônio nacional protegido.

 

 

 

O próprio parque do Siebengebirge - um dos mais antigos parques naturais da Alemanha - é outra valiosa visita, principalmente por conta dos passeios ao ar livre que se pode fazer ao longo de todas as trilhas e caminhos. A região é formada por mais de 40 morros e montanhas, de origem vulcânica. Foi a partir da atividade sob seu solo que surgiu o Petersberg, uma das mais importantes elevações da região.

 

 

 

Hotel Petersburg

 

 

 

 

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Hóspedes oficiais se estabelecem no alto do morroNessa montanha fica localizado um grande palácio, que até os anos 70 do século passado servia de residência para convidados especiais do governo alemão. Lá se hospedaram figuras importantes como a rainha Elizabeth 2ª, da Grã-Bretanha, e o presidente Leonid Brejnev, da União Soviética, que foi inclusive seu último convidado, antes da reforma pela qual o palácio passou, em 1979.

 

 

 

Reaberto em 1990, Petersburg voltou a receber celebridades políticas, todas vindas a convite do governo alemão. Entre Bill Clinton (EUA) e Boris Iéltsin (Rússia), rei Akihito (Japão) e rainha Margarete 2ª (Dinamarca), o palácio também serviu como sede para as Conferências sobre o Afeganistão, em 2001 e 2002.

 

 

http://www.burg-lemberg.de/ger/burgreg/drachenfels/

 

Deutsche Welle e site Burg Lemberg

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Caro Jonas,

Estou planejando ir na região do sul da alemãnha, ou melhor na rota dos castelos, vindo de paris e indo para munique para daí ir para berlim em trem noturno. Cidades como heidelberg, rotemburgo e nuremburgo, mais munique estão em meu percurso. Quais outras cidades colocaria no meu percurso de 21 a 25 de dezembro (1 e /12 dias para munique)? Os castelos nessa época abrem? Devo reservar hotel em munique por ser natal? E o trem notuno no dia 25, será que é facil achar vaga ou tenho que reservar aqui do brasil? ah.... sabe dizer se tem trem noturno de paris pra heidelberg?

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  • 1 mês depois...
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Dentro da Alemanha existem aproximadamente 150 roteiros turisticos. Um Destes é a Rota dos Contos de Fadas. E para mostrar um pouco mais sobre esta rota e todos os contos que nela são representados estou abrindo este topico. [:)]

 

O site oficial da Rota:

 

http://www.deutsche-maerchenstrasse.de

 

 

 

Os principais responsaveis por este roteiro são os IRMÃOS GRIMM

 

 

 

Irmãos Grimm

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa

 

Jacob (primeiro plano, à direita) e Wilhelm GrimmOs irmãos Grimm (em alemão Brüder Grimm), Jacob e Wilhelm Grimm, são dois alemães famosos por registrar várias fábulas infantis. Também deram grandes contribuições à língua alemã com um dicionário (o Grande Dicionário Alemão) e estudos de lingüística, e ao estudo do folclore.

 

 

Infância e estudos

 

A família é originária do estado de Hesse. Os avós e bisavós eram protestantes. Os pais, Philipp Wilhelm e Dorothea Grimm, tiveram nove filhos dos quais apenas Ferdinand, Ludwig Emil, Charlotte, Jacob e Wilhelm Karl sobreviveram. A casa aonde os irmãos nasceram está localizada na antiga praça das armas da cidade de Hanau. Em janeiro de 1791, Philipp foi nomeado funcionário em sua cidade natal, Steinau, em Kinzing, onde a família instala-se. Em 1796 o pai deles morre com 45 anos de idade. A mãe, a fim de assegurar ao filho mais velho todas as chances de conseguir avançar na carreira jurídica, envia os dois filhos para junto de sua tia em Kassel. Jacob freqüenta a Universidade de Marburg e estuda Direito, como o pai, enquanto seu irmão junta-se a ele um ano depois no mesmo curso. Um de seus professores, Friedrich Carl von Savigny, abriu sua biblioteca privada para os jovens estudantes ávidos pelo saber e amantes de Goethe e Schiller, para fazê-los descobrir os escritores românticos e os minnesänger. Savigny que trabalhava em uma História do Império Romano, encaminha-se para Paris em 1804 para suas pesquisas. Em janeiro de 1805, ele convida Jacob a ajudá-lo, o que este faz sem demora. Na qualidade de ajudante, ele se volta durante vários meses para a literatura jurídica. Desta época data o seu afastamento de temas jurídicos. Em sua correspondência, ele fala querer apenas consagrar-se à pesquisa sobre a "magnífica literatura da Alemanha antiga". Ambos já se interessavam pela língua e pela literatura.

 

 

Primeiros escritos

 

Os irmãos decidiram dedicar-se aos estudos de história e lingüística, recolhendo diretamente da memória popular, as antigas narrativas, lendas ou sagas germânicas, conservadas pela tradição oral.

 

Jacob Grimm retornou a Kassel aonde entrementes sua mãe tinha vindo se instalar. No ano seguinte, 1806, Wilhelm Grimm termina seus estudos em Marbourg. Eles vivem junto com a mãe em Kassel. Jacob consegue um cargo de secretário na escola de guerra de Kassel. A seguir às guerras napoleônicas contra a Prússia e a Rússia, que começam pouco depois de sua nomeação e que colocam Kassel sob a influência de Napoleão, a escola de guerra é reformada e ele torna-se o encarregado do abastecimento das tropas combatentes, o que o desagrada e o leva a abandonar seu posto. Wilhelm Grimm, de saúde frágil, estava na época sem emprego. Desse período nebuloso, mas que os encontra muito motivados, datam as primeiras compilações de contos e histórias que nos chegaram hoje.

 

Após o falecimento da mãe em 27 de maio de 1808, Jacob, na qualidade de primogênito, ficou encarregado de toda a família. Ele aceita então um cargo de diretor da biblioteca privada de Jérome Bonaparte (irmão de Napoleão recentemente feito rei do jovem reino da Vestfália) e ocupa durante o ano de 1809 um cargo de assessor no conselho de Estado, ainda que não tenha sido obrigado a essa posição e dedicasse grande parte de seu tempo aos estudos.

 

Em 1809, por causa de sua doença, Wilhelm faz um tratamento em Halle que deve ter sido financiado por Jacob. Ele passa a residir no castelo de Giebichenstein (que pertenceu ao compositor Johann Friedrich Reichardt) e enfim em Berlim onde encontra Clemens Bretano através de quem ele conhece escritores e artistas berlinenses como, por exemplo, Ludwig Achim von Arnim. Durante a volta para Kassel, Wilhelm encontra também Johan Wolfgang von Goethe que aprova os seus "esforços em prol de uma cultura vasta e esquecida".

 

Desde 1806, os irmãos Grimm tinham reunido contos e desde 1807 tinham publicado artigos em revistas sobre mestres trovadores. A partir de 1810, os irmãos Grimm se encontram novamente juntos em Kassel e em 1811, Jacob publica sua primeira obra sobre os "mestres cantores alemães" (Über den altdeutschen Meistergesang).

 

Depois da batalha de Leipzig em 1813, o reino da Vestfália foi desfeito e o colégio eleitoral de Hesse restaurado. Jacob Grimm perde, por isso, seu cargo de diretor da biblioteca real, mas logo encontra um emprego junto ao príncipe-eleitor, como secretário da legação. Nessas novas funções diplomáticas, ele retorna a Paris em 1814, onde emprega seu tempo livre em novas pesquisas na biblioteca. Se ele amava as viagens, sentia, contudo o afastamento das pesquisas literárias no seu país por causa dos afazeres.

 

 

Coletores de contos e lendas

 

Wilhelm Grimm nesse meio tempo havia publicado seu primeiro livro em 1811, traduções de lendas dinamarquesas antigas (Altdänische Heldenlieder). A primeira obra comum dos dois irmãos, sobre o Hildebrandslied e o Wessobruner Gebet, foi publicada em 1812 e foi seguida em dezembro do mesmo ano da primeira coletânea de Kinder und Hausmärchen (Contos da Criança e do Lar), com tiragem de 900 exemplares. O primeiro manuscrito da compilação de histórias data de 1810 e apresentava 51 narrativas. Os dois irmãos escreviam também uma edição alemã do Eddas, assim como do Reineke Fuchs (uma versão alemã do Romance de Renart, um conjunto de poemas medievais) trabalhos que ficaram, no entanto, durante muito tempo, incompletos. De 1813 á 1816, os irmãos contribuíram igualmente para a revista Altdutsche Wälder, dedicada à literatura alemã antiga, mas que só dura três números.

 

Em 1814, Wilhelm Grimm torna-se secretário da biblioteca do museu de Kassel e instala-se na Wilhemshöher Tor, em um alojamento pertencente à casa do príncipe-eleitor de Hesse, onde Jacob se junta a ele quando volta de Paris. Em 1815, Jacob Grimm assiste ao Congresso de Viena na qualidade de secretário da delegação de Hesse e em seguida, retorna a Paris para uma missão diplomática em setembro de 1815. Logo depois, abandona a carreira diplomática para poder dedicar-se exclusivamente ao estudo, a classificação e ao comentário da literatura e da história. Neste mesmo ano, ao lado de uma obra de estudos mitológicos (Irmentra#946;e und Irmensäule), ele publica uma seleção de antigos romances espanhóis (Silva de romances viejos).

 

Em 1815, os irmãos Grimm produzem o segundo volume dos Contos da Criança e do Lar, reimpresso em forma aumentada em 1819. As notas sobre os contos dos dois volumes foram publicadas em um terceiro em 1822. Uma nova publicação que condensava os outros três volumes em um único surge em 1825 e contribui grandemente para a popularidade dos contos. Essa edição foi ilustrada pelo irmão deles Ludwig Emil Grimm. A partir de 1823 apareceu uma edição inglesa ilustrada dos Contos da Criança e do Lar. Durante a vida dos dois irmãos apareceram sete impressões da edição completa em três volumes dos contos e dez da edição reduzida a um volume único. A qüinquagésima edição, última com os autores vivos, já totalizava 181 narrativas. Algumas dessas histórias são de fundo europeu comum, tendo sido também recolhidas por Charles Perrault, no século XVII, na França, o que remete à existência de uma fonte comum.

 

Seguem-se, entre os anos de 1816 e 1818, os dois tomos de lendas recolhidas (Deutsche Sagen). Os dois irmãos haviam recolhido indiferentemente contos e lendas. É difícil separá-los sob critérios temáticos e os irmãos não os fizeram de maneira seguida. No entanto, os contos remontam no essencial a fontes orais, enquanto as lendas foram terminadas mais ou menos ao mesmo tempo, desde 1812. A demora de seis anos da publicação se explica pelo trabalho de composição de um texto publicável. O conjunto de lendas não conseguiu grande sucesso e não foi, portanto, reimpresso durante a vida dos irmãos.

 

Na idade de 30 anos, Jacob e Wilhelm já haviam conseguido uma posição de destaque por suas numerosas publicações. Eles viviam juntos em Kassel, com o modesto salário de Wilhelm durante um tempo. Apenas em abril de 1816, Jacob tornou-se segundo bibliotecário em Kassel, ao lado de Wilhelm que já trabalhava há dois anos como secretário. O trabalho deles consistia em emprestar, procurar e classificar as obras. Simultaneamente a suas funções oficiais, eles podiam realizar as próprias pesquisas, que foram condecoradas em 1819 por um doutorado honoris causa da Universidade de Marbourg.

 

Eles não teriam podido publicar tanto durante estes anos sem encorajamento nem proteções. Primeiramente eles foram sustentados pela princesa Wilhelmine Karoline de Hesse. Depois de sua morte em 1820 e a do príncipe eleitor em 1821, os irmãos mudaram-se com a irmã deles, Charlotte, para um alojamento mais simples, entre uma caserna e uma forja, não sem conseqüências embaraçosas para o trabalho deles. "Lotte", que até então ficava com a família, se casaria pouco depois, deixando os dois irmãos que se mudariam várias vezes e levariam uma vida de solteiros durante muitos anos ainda.

 

 

A paixão pela língua

 

 

Monumento aos irmãos Grimm em HanauÉ nesse período criativo que se dá o trabalho de Jacob na sua Gramática Alemã. O primeiro tomo tratava da flexão, o segundo da formação das palavras, Jacob trabalha nela com furor, sem deixar um manuscrito completo, fazendo imprimir folha após folha à medida que escrevia texto suficiente. A impressão do primeiro tomo se estendeu de janeiro de 1818 ao verão de 1819, a duração exata do trabalho dele em sua obra. Até 1822, ele trabalhará novamente no primeiro tomo de maneira a incluir apenas estudo dos sons. Como anteriormente, ele escreve e faz imprimir as páginas, princípio que ele segue também para o segundo tomo, surgido em 1826. Wilhelm tinha publicado durante esse período vários livros sobre as runas e os cantos heróicos alemães (Deutsche Heldensage), considerados como suas obras primas, surgidos em 1829.

 

Foi apenas após o casamento de Wilhelm Grimm com Henrietta Dorothea Wild em 1825 que o curso da vida dos dois irmãos veio a ter alguma estabilidade. Eles continuaram a viver juntos apenas até o nascimento das crianças de Wilhelm e "Dortchen". Em 1829, depois de respectivamente 13 e 15 anos de serviço na biblioteca de Kassel, os dois irmãos demitem-se. Depois da morte do diretor, o príncipe-eleitor de Hesse, Guilherme II de Hesse não entregou o posto a Jacob e os irmãos responderam à proposta da biblioteca da Universidade de Göttingen em Hanôver.

 

Eles vivem novamente juntos, Jacob trabalhava como professor titular, Wilhelm como bibliotecário e, a partir de 1835, também como professor. Jacob publica dois tomos suplementares de sua gramática até 1837. Ele também pôde terminar em 1834 o trabalho começado em 1811 sobre o Reineke Fuchs, e compôs uma obra sobre a mitologia germânica (Deutsche Mythologie, 1835). Wilhelm encarregou-se sozinho da terceira impressão dos Kinder und Hausmärchen em 1837.

 

Nesse mesmo ano, o rei de Hanôver, da Grã-Bretanha e da Irlanda, Guilherme IV morre, e a coroa de Hanôver passa para seu irmão Ernest August I. De tendências autoritárias, este rapidamente revoga a constituição relativamente liberal que havia sido instituída pelo seu predecessor, à qual os funcionários haviam prestado juramento. Sete professores da universidade de Göttingen, entre os quais Jacob e Wilhelm, assinam uma carta de solene protesto. O rei replica exonerando os professores e exilando três deles de seu estado, entre os quais, Jacob Grimm e graças a isto, o Göttinger Sieben (Os Sete de Göttingen) ganha grande repercussão na Alemanha.

 

Grande dicionário alemão

 

Os irmãos retornam a Kassel onde ficam sem emprego até que o rei Frederico Guilherme IV da Prússia convida-os para trabalhar como membros da academia de ciências e professores na Universidade Humboldt. Os dois aceitam essa oferta e se instalam definitivamente em Berlim. Jacob empreendeu, no entanto diversas viagens ao estrangeiro, e foi depois deputado no Parlamento de Frankfurt em 1848 junto com vários de seus antigos colegas de Göttingen.

 

Durante esse período berlinense, os dois irmãos consagraram-se principalmente a uma obra colossal: a escrita de um dicionário histórico da língua alemã, que apresentaria cada palavra com sua origem, sua evolução, seus usos e sua significação. Mas os dois haviam subestimado o trabalho a ser feito. Ainda que tenham começado essa tarefa em 1838, após a volta de Göttingen, o primeiro volume aparece apenas em 1854 e apenas alguns volumes puderam ser editados durante a vida deles. Várias gerações de germanistas darão continuidade a esta obra, e cento e vinte e três anos depois, em 4 de janeiro de 1961, o trigésimo segundo volume do dicionário foi enfim publicado. Em 1957, uma nova revisão desta obra gigantesca foi iniciada e o primeiro volume do trabalho, publicado em 1965. Em 2004, o conjunto do dicionário foi editado em forma de CD-ROM pela Edições Zweitausendeins (Frankfurt am Main).

 

Wilhelm Grimm morreu em 16 de dezembro de 1859. A academia de Berlim escrevia em janeiro de 1860: "No dia 16 do último mês faleceu Wilhelm Grimm, membro da Academia, que fez brilhar seu nome à designação de lingüista alemão e coletor de lendas e poemas. O povo alemão está também habituado a associá-lo a seu irmão mais velho Jacob. Poucos homens são honrados e amados como são os irmãos Grimm, que no espaço de meio século ampararam-se reciprocamente e fizeram-se conhecidos por um trabalho comum". Jacob sozinho deu continuidade à obra deles até morrer em 20 de setembro de 1863. Os dois irmãos descansam juntos no cemitério de Matthäus em Berlim-Schöneberg.

 

 

Obras

 

 

As obras comuns mais significativas de Jacob e Wilhelm Grimm são: a reunião de contos para crianças, a coleção de lendas, assim como o dicionário. Jacob Grimm trouxe contribuições de primeira importância para a lingüística alemã então nascente, que ajudaram a fundar a gramática histórica e comparada. É na segunda edição de sua Gramática Alemã que Jacob descreve as leis da fonética que regulam a evolução das consoantes nas línguas germânicas, conhecidas depois sob o nome de Lei de Grimm. Ele é também o autor de uma História da Língua Alemã (Geschichte der deutschen Sprache).

 

Buscando encontrar as origens da realidade histórica de seu país, os pesquisadores encontram a fantasia, o fantástico, o mítico em temas comuns da época medieval. Com suas pesquisas, tinham dois objetivos básicos: o levantamento de elementos lingüísticos para fundamentação dos estudos filológicos da língua alemã e a fixação dos textos do folclore literário germânico, expressão autêntica do espírito nacional. De qualquer forma, surge uma grande literatura infantil para encantar crianças de todo o mundo.

 

O compositor Richard Wagner inspirou-se em várias lendas recolhidas pelos dois irmãos para a composição de suas óperas, assim como da Deutsche Mythologie de Jacob Grimm para sua Tetralogia.

 

 

Características dos contos

 

 

Na tradição oral, as histórias compiladas não eram destinadas ao público infantil e sim aos adultos. Foram os irmãos Grimm que as dedicaram às crianças por sua temática mágica e maravilhosa. Fundiram, assim, esses dois universos: o popular e o infantil. O título escolhido para a coletânea já evidencia uma proposta educativa. Alguns temas considerados mais cruéis ou imorais foram descartados do manuscrito de 1810.

 

O Romantismo trouxe ao mundo um sentido mais humanitário. Assim, a violência presente nos contos de Charles Perrault, cede lugar a um humanismo, onde se destaca o sentido do maravilhoso da vida. Perpassam pelas histórias, de forma suave, duas temáticas em especial: a solidariedade e o amor ao próximo. A despeito dos aspectos negativos que continuam presentes nessas histórias, o que predomina, sempre são a esperança e a confiança na vida. É possível observar essa diferença, confrontando-se os finais da história de Chapeuzinho Vermelho em Perrault, que termina com o lobo devorando a menina e a avó, e em Grimm, onde o caçador abre a barriga do lobo, deixando que as duas fiquem vivas e felizes enquanto o lobo morria com a barriga cheia de pedras que o caçador ali colocou.

 

Os Contos de Grimm não são propriamente contos de fadas, distribuindo-se em:

 

Contos de encantamento (histórias que apresentam metamorfoses, ou transformações, a maioria por encantamento);

Contos maravilhosos (histórias que apresentam o elemento mágico, sobrenatural, integrado naturalmente nas situações apresentadas);

Fábulas (histórias vividas por animais);

Lendas (histórias ligadas ao princípio dos tempos ou da comunidade e onde o mágico aparece como "milagre" ligado a uma divindade);

Contos de enigma ou mistério (histórias que têm como eixo um enigma a ser desvendado);

Contos jocosos (humorísticos ou divertidos).

A característica básica de tais narrativas (qualquer que seja sua espécie literária) é a de apresentar uma problemática simples, um só núcleo dramático. A repetição, ou reiteração, juntamente com a simplicidade de problemática e da estrutura narrativa, é outro elemento constitutivo básico dos contos populares. Da mesma forma que a simplicidade da mente popular, ou da infantil, repudia as estruturas narrativas complexas (devido à dificuldade de compreensão imediata que elas apresentam), também se desinteressam da matéria literária que apresente excessiva variedade, ou novidades que alterem continuamente as estruturas básicas já conhecidas.

 

Essa reiteração dos mesmos esquemas na literatura popular-infantil vai, pois, ao encontro da exigência interior de seus leitores: apreciarem a repetição de situações conhecidas, porque isso permite o prazer de conhecer, por antecipação, tudo o que vai acontecer na história. E mais, dominando, a priori, a marcha dos acontecimentos, o leitor sente-se seguro interiormente. É como se pudesse dominar a vida que flui e lhe escapa.

 

Vários críticos afirmam serem as histórias dos Grimm incentivadoras do conformismo e da submissão. Ainda assim, a permanência dessas narrativas, oriundas da tradição popular, justifica o destaque conferido a estes autores alemães.

 

 

Contos mais famosos

 

A Bela Adormecida;

Branca de Neve;

Chapeuzinho Vermelho;

Cinderela;

João e Maria;

O Gato de Botas;

O Pequeno Polegar;

Rapunzel.

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