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Bolívia e Peru em 22 dias via Cáceres-Mato Grosso-Brasil


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Viagem para Machu Picchu ida e volta via Cáceres-Mato Grosso em julho-agosto de 2008 - 74 fotos

Cuiabá – Cáceres – Distrito de Corixa/fronteira Brasil/Bolívia – San Mathias - Santa Cruz de la Sierra - La Paz - Copacabana - Kasani - Puno - Cuzco - Machu Picchu - Cuzco – Puno – Desaguadero – La Paz – Cochabamba – Santa Cruz de la Sierra – San Mathias – Cáceres - Cuiabá[/color]

 

20/07. domingo: Cuiabá - Cáceres

Almoçamos com a família para as despedidas e às 12h seguimos viagem de van para Cáceres num percurso de 210 kms e 3h30m de viagem, em Cáceres descemos em frente a Polícia Federal para eu carimbar meu passaporte e meu namorado dar saída do Brasil e receber o “permission” já que estaria viajando somente com o RG (na PF é emitido um documento de saída do país que deverá ser devolvido na volta juntamente com a apresentação da Carteira Internacional de Vacinação).

Depois procuramos um hotel em frente à Rodoviária para passar à noite já que o ônibus para o Distrito de Corixa/fronteira Brasil/Bolívia sairia no outro dia às 6h da manhã.

 

Dicas :

* Van Cuiabá – Cáceres = R$ 35,00

* Hotel Rio do Doce em frente à Rodoviária de Cáceres – diária R$ 40,00 (é modesto mas limpo e com visão privilegiada da Rodoviária)

* Se for viajar com Registro Geral (Carteira de Identidade), esta deve ter menos de 10 anos de expedição e esta em perfeitas condições de uso.

* É necessário a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela, emitido pela ANVISA (o branco não é aceito)

 

21/07. segunda : Distrito de Corixa – San Mathias – Santa Cruz de la Sierra

Saímos de Cáceres às 6h e seguimos para o Distrito de Corixa, fronteira Brasil/Bolívia, no caminho fomos parados duas vezes pelo Gefron (Grupo Especial de Fronteira, pertencente a Polícia Militar e que combate o tráfico de drogas entre os dois países), não fomos mal-tratados pelos policiais, mas também não podemos dizer que fomos bem tratados, o que percebemos é que eles não estão acostumados e preparados para lidar com turistas. Quando chegamos ao Distrito de Corixa depois de 100kms e 1h30m de viagem, alugamos um táxi boliviano para percorrer os 7 kms de estrada de chão até San Mathias já na Bolívia, lá o táxi nos deixou em frente a imigração para carimbamos o passaporte, mostrando o certificado internacional (amarelo) da vacina contra a febre amarela e receber a papeleta verde de entrada na Bolívia (meu namorado como viajava com o RG recebeu somente a papeleta verde)

Em San Mathias tem somente 3 empresas de ônibus que fazem o percurso para Santa Cruz e todos saem entre às 9 e 10 horas da manhã, por isso tem que sair de Cáceres no ônibus da 6 horas da matina para dar tempo dos tramites burocráticos na aduana boliviana. Em San Mathias aceitam normalmente o real brasileiro, por isso não cambiamos já que estamos levando 60 US$ e 100 B$ e a passagem já estava paga (meu namorado tem uma sobrinha que estuda medicina em Santa Cruz e já tinha dado para ela o dinheiro para comprar a passagem)

Às 10 horas entramos no ônibus que nos levaria até Santa Cruz para percorrer quase 800 kms em 16 horas de viagem. Os ônibus são velhos e pelo que nos informaram tem somente um com ar-condicionado, mas tem que se ter sorte para ser a viagem desse “único refrigerado”

San Mathias é uma cidade, se é que se pode chamar de cidade, muito pequena e todas as suas ruas são de terra batida.

Depois de várias horas de viagem em estrada de terra, mas que diga-se de passagem, muito melhor do que muita estrada asfaltada brasileira, pois apesar de ser de terra não tem buracos, chegamos às 16 horas em San Ignácio de Velasco(metade da viagem) e à partir daí seguimos em estrada asfaltada, até chegar às 2 horas da madrugada em Santa Cruz.

 

Dicas :

* Se não tem bolivianos não cambie em San Mathias, deixe para cambiar em Santa Cruz, mas leve sempre alguns dólares de reserva e se possível alguns bolivianos, já do Brasil.

* Ônibus Cáceres – Distrito de Corixa = R$ 10,00

* Táxi boliviano Distrito de Corixa – San Mathias = R$ 10,00 (para duas pessoas, muito bem pago, pois fazendo o câmbio dá algo em torno de 40 bolivianos)

* Ônibus San Mathias – Santa Cruz = 90 bolivianos / no ônibus com ar-condicionado é 110 bolivianos

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22/07. terça : Chegada em Santa Cruz de la Sierra

Chegamos em Santa Cruz às 2 horas da madrugada e procuramos um hotel em frente a rodoviária. Saindo da estação trem/ônibus tem no outro lado da avenida o hotel Suécia, mas 150 metros olhando para a esquerda tinha na esquina o residencial San Estalome, com farmácia ao lado e para a direita o hotel Jenecheru, onde nos hospedamos, à diária venceria somente às 14 horas e ficamos em um quarto com cama de casal e banheiro privado.

Dormimos e pela manhã fomos no Banco do Brasil, que fica no bairro Equipetrol (muito bonito) sacar dinheiro eu e cambiar meu namorado (na frente do terminal bimodal também se pode fazer o câmbio). Como sabíamos da doença de altura, passamos na farmácia para comprar Sorochepills.

Andamos no centro comercial de Santa Cruz, eu para comprar uma mochila pequena de ataque e meu namorado um câmera digital.

O ônibus para La Paz sairia às 16h30m, compramos passagem na Empresa TransCopacabana, ônibus semi-leito e razoavelmente bom (tinha banheiro interno, mas a porta estava trancada e a chave com o motorista, que quase foi linchado pelos passageiros e somente aí resolveu abri-la para que o mesmo pudesse ser utilizado) no ônibus somente nós dois éramos turistas. Seguimos viagem com uma parada para o lanche às 21 horas, e às 2 horas da madrugada paramos em Cochabamba, na garagem da empresa para abastecimento e todos aproveitaram para descer e esticar as pernas, já cansadas da longa viagem. Depois prosseguimos viagem rumo à La Paz.

 

Dicas :

* A maioria dos hotéis em frente ao terminal bimodal de Santa Cruz cobra diária de 90 bolivianos em “habitación matrimonial com baño caliente privado” com pensão vencendo às 14horas.

* Ônibus Santa Cruz – La Paz, entre 90 e 130 bolivianos(ônibus semi-leito ou bus cama), é mais barato e menos cansativo fazer o percurso Santa Cruz – Cochabamba (8 horas) e depois Cochabamba – La Paz (12 horas) – quando vc chega na rodoviária de Cochabamba já tem várias pessoas oferecendo passagem para as várias localidades, pois Cochabamba é como se fosse uma cidade entroncamento de onde saem ônibus para toda a Bolívia e até Argentina e Paraguai)

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23/07. quarta : Chegada em La Paz às 12 horas

Chegando à La Paz (3.600 metro de altitude) a paisagem é impressionante, pois a entrada da cidade é por El Alto (altitude de 4.100 metros, uma das mais altas do mundo, está situada a noroeste de La Paz, 1 milhão de habitantes)

Do Terminal de Buses pegamos um táxi e fomos direto para o Hotel Torino (Calle Socabaya), onde ocupamos uma “habitación matrimonial com banho caliente privado”, no segundo andar, subimos para o quarto e depois de uns 5 degraus nos tocamos que estávamos em La Paz e sentimos o efeito da altitude, eu cheguei no quarto mais cansada e ofegante que meu namorado, mas nada muito grave. Descansamos um pouco, depois pegamos um mapa da cidade na recepção do hotel e saímos. La Paz realmente impressiona pois impera a "bagunça", tem gente para todo lado, as cholas sentadas no meio fio vendendo coisas como papel higiênico, escova de dentes, batata, roupas, folha de coca e tudo o que você possa imaginar. O trânsito também é caótico, mas em toda a viagem não vimos uma única batida. Fomos às calle Sargánaga, Illampu, Linhares, Granero e redondezas, a calle Sagárnaga e as ruas laterais têm de tudo, lojas, restaurantes, agências de viagem e hostales baratas. No hotel Torino, um funcionário (Mateu) nos ofereceu as excursões para Chacaltaya e Vale da Lua, por 50 bolivianos por pessoa, mas depois de ligar na agência nos falou que não tinha mais vaga para o dia seguinte, somente para o próximo, só teria para Tiwanaku, 40 bolivianos por pessoa, compramos as duas excursões com o Mateu.

Do hotel Torino para esquerda tem à alguns metros a Praza Murillo com o palácio do governo da Bolívia e do município de La Paz, A Catedral e um grande calçadão de compras cheio de gente à noite, portanto o hotel está num dos melhores lugares da cidade. Para a direita fica o Shopping Norte, com várias lojas de grifes famosas e mais adiante, a Iglesia San Francisco, onde no seu pátio externo, no finalzinho da tarde, sempre acontece apresentação de teatro e discursos da população aymará.

À noite fomos na Hard Rock Café onde jantamos e tomamos chopp, ficamos até às 2 horas.

Realmente, confirmando previsões, em La Paz estava fazendo muito frio, como aliás, em toda a viagem.

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Dicas :

* Hotel Torino, diária em habitación matrimonial com baño caliente privado = 80 bolivianos

* Táxi em La Paz, a maioria dos percursos custa 7 bolivianos durante o dia e entre 10 e 15 bolivianos à noite.

* A comida na cidade é muito boa e barata, algo em torno entre 10 e 20 bolivianos à refeição completa (sempre comíamos truta)

* Em La Paz tem “cajero eletrônico” nos principais pontos do centro da cidade funcionando 24 horas.

* Sobre altitude, o mal é chamado de soroche em espanhol.

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24/07 quinta : La Paz – Tiwanaku

Ao lado do hotel tem o cyber-café Torino. Tomamos o café de manhã lá. Saímos e fomos para a entrada do hotel, onde às 9horas o micro nos pegaria para irmos para Tiwanaku.

As ruínas da cidade de Tiwanaku se encontram situadas a aproximadamente 80 kms da capital e a 20 kms do Lago Titicaca, sua altura é de 3.845 metros acima do nível do mar.

Uma meia hora depois já avistamos umas montanhas nevadas no horizonte, a visão é espetacular. Até Tiwanaku, demora 1h30m + ou - e derrepente no meio do nada, aparece o museu, uma bela construção feita de tijolos da terra árida local e as ruínas. Na entrada do museu várias cholas vendem artesanatos, comprei uma “Pachamama” para dar sorte (diz a lenda que dá)

Adorei a visita às ruínas e o guia era muito bom, meu namorado é que não curtiu muito a viagem, pois diz que não gosta de ver pedra e coisas do gênero. Depois de visitar as ruínas é hora do almoço, existe várias opções e escolhemos o restaurante do hotel Akapaha, comida e atendimento muito bom (como sempre comemos truta). Depois do almoço foi a vez da visita ao museu, onde está em exposição várias peças encontradas nas ruínas do entorno, o guia explicou tudo sobre a civilização, ele chamou atenção para os crânios deformados e um enorme mapa da região, feito em relevo, para poder dar uma idéia ao visitante das altitudes da cordilheira dos andes(dentro do museu é proibido filmar e fotografar).

À noite fomos comer no Restaurante Jenechehu (na quinta é dia do “Picante Caliente” um prato feito com vários tipos de carne temperada com muita pimenta do reino, o prato apesar de muito apimentado é delicioso), que fica na rua lateral à calle Comercio (Zona Peatonal), que é uma rua somente para pedestre e onde tem um enorme comércio de rua, no final dessa rua existe uma passarela que passa encima da Mariscal Santa Cruz e que leva a Calle Sagárrnaga e adjacências.

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Dicas :

* Excursão para Tiwanaku por agência = 40 bolivianos (Diana Tour, agência muito boa, o pacote foi intermediado por Mateo, do Hotel Torino), ou você pode ir até o cemitério de onde saem as vans para Copacabana e Desaguadero, pegar a que vai para Desaguadero e pedir para descer em Tiwunaku, aí você paga somente 10 bolivianos.

* Entrada nas ruínas e no museu para estrangeiros = 80 bolivianos.

* Café da manhã americano = 17 bolivianos e café expresso grande = 10 bolivianos

* “Picante Caliente” (quinta-feira), dá tranqüilo para duas pessoas comerem e ainda sobra = 35 bolivianos

* A cerveja Paceña é servida em temperatura ambiente = 12 bolivianos (botelha)

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25/07. sexta : La Paz – Chacaltaya

Tomamos café novamente no cyber-café Torino e depois tivemos que caminhar até a agência, na calle Illampu, para embarcar no micro que nos levaria para Chacaltaya (a guia – Tereza – da agência Diana Tours, era ótima). Duas horas subindo por muitas curvas, até chegamos à 5,300 metros de altura, onde se encontra o refúgio, para chegar ao pico (5450 metros) era necessário subir uma trilha, meu namorado foi até o pico, mas eu fiquei no meio do caminho, subindo o ar falta mesmo e cada 10 metros você tem de parar para ganhar fôlego. Meu namorado foi o primeiro brasileiro do grupo a chegar e chegou junto com os alemães, tinha mais dois brasileiros que chegaram depois e depois os outros. Na base da montanha, encontramos uma turista do nosso Estado e da nossa cidade (Várzea Grande–Cuiabá). A seguir o Vale de Luna no outro lado da cidade, é também bem interessante, com suas formações rochosas.

Na volta descemos na calle Sagárnaga, pois gostamos da movimentação desta rua e arredores, conhecemos o Mercado das Bruxas, que é a céu aberto e fica na calle Linhares esquina com Santa Cruz e onde se encontra de tudo, até feto de lhama empalhado e outros amuletos da sorte, o Museu da Coca, onde é contada a história da folha de coca e sua utilização. Depois jantamos num restaurante chinês, eu voltei ao hotel para dormir, pois estava muito cansada e meu namorado foi outra vez na Hard Rock Café.

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Dicas :

* Excursão Chacaltaya = 50 bolivianos + entrada no refúgio = 15 bolivianos

* Entrada no Parque Vale de La Luna = 10 boliviano (na entrada do parque tem um lojinha que vende artesanato, os preços são os mesmo da Sagárnaga e redondezas)

* Entrada Museu da Coca (Calle Linhares) = 5 bolivianos

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26/07. sábado : La Paz

Meu namorado acordou com ressaca da noitada na Hard Rock Café e resolveu ficar no hotel dormindo mas um pouco, enquanto eu sai e fui até à Mariscal Santa Cruz, onde estava acontecendo um desfile universitário, que eles chamam de “Entrada Folklorica Universitária”, esse é um desfile com apresentação de danças folclóricas que começou às 9 horas da manhã e se entendeu até às 21 horas.

Depois do meio dia meu namorado acordou e fomos passear, à noite nos perdemos e fomos parar longe do hotel onde estávamos hospedados, mas foi bom, pois conhecemos coisas novas na cidade.

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Dicas :

* A praça em frente ao Banco do Brasil e ao Hotel Copacabana (não o hostel Copacabana, pois esse fica na Illampu) é muito bonita e à noite bem movimentada , ela fica na Avenida 16 de Julio.

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27/07. domingo : La Paz – Copacabana

Enceramos a conta e saímos do hotel, por volta de 10 horas, caminhamos até à Mariscal Santa Cruz, onde encontramos a avenida fechada, porque estava acontecendo uma corrida de carrinhos de rolimã, para crianças de até no máximo 15 anos (muito interessante), seguimos andando e mais à frente encontramos uma passeata pró-Evo de Morales (o referendo seria realizado no dia 10 de agosto) seguimos a mesma, por uma avenida larga e toda de subida, mas mesmo assim fomos, parando e andando, ganhamos até uma bandeira do partido político e outra da Bolívia.

Nesse passeio chegamos até em frente ao Estádio de Futebol “ Hernando Siles”, nesse domingo não haveria programação esportiva, o que normalmente acontece no meio da semana, conforme informação da população local, nesse dia estaria acontecendo um evento da Igreja Universal do Reino de Deus, dele mesmo, do bispo Edir Macedo. Almoçamos em um restaurante chinês na frente do estádio e embarcamos em um táxi rumo ao cemitério de onde saem os micro-ônibus e vans para Copacabana. Toda La Paz fica em um vale e a estrada vai subindo e serpenteando a montanha e a sua volta casas com tijolo a vista. A noite essas casas são um espetáculo de luzes, vistas do calçadão perto do hotel.

Chegando no cemitério compramos passagem em uma van que estava de saída, só deu tempo para comprar um “tampico”. De turista somente nós dois e mais duas alemãs. Quando estávamos passando por El Alto, meu namorado abriu a janela da van para tirar algumas fotos e colocou a mão para fora, então uma chola, que estava sentada no banco da frente falou para ele “cuidado com el ratones” e ele mas que rapidamente fechou os vidros outra vez.

Saimos para Copacabana por volta da 15 horas, seriam + ou - três horas de viagem. A viagem é na maior parte do tempo subida, depois de + ou – 1h30m é feita a travessia de balsa do Lago Titicaca (30 minutos), pela parte mais estreita, depois se chega a localidade Tiquina e segue viagem sempre margeando o lago.

Chegamos em Copacabana por volta de 18 horas e descemos no ponto final que fica na praça central no lado oposto à Igreja de Nossa Senhora da Candelária, descemos à rua e fomos procurando hotéis, achamos vários e de variados preços, escolhemos o Residencial Brisas del Titicaca, na beira do lago (neste hotel ficamos no terceiro e último andar, como sempre subir escadas, mas se é necessário, fazer o que, né ?). Tomamos banho e saímos para passear pela cidade que é pequena, mas muito bonita e com muitos, muitos turista de todas as nacionalidades, a praça é bem cuidada e as ruas limpas, apesar de ter muitos cachorros (esse é um traço característicos de todas as cidades por onde passamos). Numa agência, compramos a passagem para a Isla del Sol, no dia seguinte e aproveitamos para comprar algumas lembranças e jantar.

Descobrimos depois que no domingo tudo funciona como num dia normal, a segunda-feira que é considerado “feriado”

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Dicas :

* Passagem de van até Copacabnana, saindo de frente ao cemitério = 10 bolivianos

* Os micro e as vans saem de 1 em 1 hora aproximadamente, com destino a Copacabana e Desaguadero.

* Passagem para travessia na balsa em Tiquina = 3 bolivianos

* Hotel Residencial Brisas del Titicaca (alojamento em habitación matrimonial com banõ caliente privado) = 80 bolivianos

* Excursão até à Isla del Sol = ½ dia (lado sul) = 15 bolivianos – dia inteiro (lado norte e lado sul) = 20 bolivianos.

* Se tiver que sacar dinheiro para o resto da viagem, saque todo em La Paz, em Copacabana tem somente um correspondente bancário do Banco BCP e que funciona de terça à domingo, não tem “cajero eletrônico”

* Você sempre tem que mandar lavar à roupa suja em lavanderias, pois em toda a viagem faz muito frio e não tem como secar no hotel, é fácil encontra-las, pois estão espalhadas em todas as cidades que você passa, mas faça isso sempre no dia da sua chegada, nós levamos nossa roupa para lavar no dia da partida e tivemos que ficar esperando, assim quase perdemos o transporte.

* Em Copacabana o cardápio com o preço dos pratos, sempre fica na porta de entrada, pelo dado de fora, assim vc vê se lhe agrada sem precisar entrar.

* Em Copacabana tem bares, restaurantes e pubs para todos os estilos e bolsos.

* Em Copacabana é aceito dólares, euros, pesos bolivianos e o nosso real também, tem até várias casas de câmbios que trocam travel checks.

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28/07. segunda : Copacabana – Isla del Sol

Saímos para a excursão à Isla del Sol por volta das 9horas. Estava muito frio e ventava bastante, a viagem de barco no Lago Titicaca é tranqüila e ao mesmo tempo assustadora, pois o barco é de tamanho médio, com dois andares e estava lotado para os padrões brasileiros (quase 100 pessoas e não tinha coletes salva vidas para todos e também ninguém usava à exceção de mim e de meu namorado). O céu é azul, a água é azul, de uma clareza incrível. Após + ou - 2h30m chegamos à ilha, pelo lado norte. Descemos e o piloto nos disse que deveríamos estar de volta ao ponto de chegada às 13h30m ou no porto no lado sul da ilha às 15h30m. Na entrada da ilha pelo lado norte tem um pequeno museu, não visitamos, subimos uma trilha, pelo lado direito de quem chega, até que encontramos um restaurante rústico de um colombiano, onde tomamos algumas “paceñas” e depois almoçamos. A vista lá do alto é fantástica, indescritível a beleza do lago. Às 13horas descemos para o ponto de chegada, para partir para o lado sul da ilha, saímos e depois de navegar + ou – 45minutos, chegamos ao lado sul da ilha, na Comunidade Yumani. Ficamos aí até às 15h30m quando retornamos para Copacabana, onde chegamos por volta de 17h30m.

Jantamos no mesmo restaurante do dia anterior, o restaurante tem uma decoração interessante, eles usaram a totora, que é o material utilizado na construção das embarcações típicas.

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Dicas :

* Entrada no lado norte da ilha = 10 bolivianos

* Entrada no museu do lado norte = 5 bolivianos

* Entrada no lado sul da ilha = 5 bolivianos (eu achei o lado sul mais bonito)

* Almoço no Restaurante Matra-ka (do colombiano) = 15 bolivianos

* Em terras bolivianas ou peruanas não deixem de provar as trutas do Lago Titicaca, pois estão entre as melhores do mundo e merecem ser provadas.

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29/07 terça : Copacabana –Kasani - Puno – Desaguadero – La Paz

Nós dizeram que em Puno tinha vários caixas eletrônicos então resolvemos seguir viagem, saimos do hotel por volta das 9horas, mas tivemos que ficar esperando a roupa secar.

Na rua lateral à praça saem táxis e vans com destino a fronteira Bolívia/Peru, que é Kasani, chegando lá a imigração é cheia de turista de todas as nacionalidades.

Carimbar passaporte do lado boliviano, atravessar a fronteira, que é uma grande rua que vai seguindo em frente, depois carimbar o passaporte entrando no Peru, depois cambiar os dólares por soles, a moeda local. Depois escolher um ônibus com destino à Puno, mas não tem muita opção, pois a maioria das passagens são vendidas em Copacabana e quem não compra lá tem que ficar esperando para ver o que sobra, nós demos sorte e conseguimos duas vagas, embarcamos no ônibus e rumamos para Puno às 13horas.

Na viagem para Puno a paisagem não muda muito em relação à Bolívia, as mesmas casas feito com tijolos da própria terra, só que agora coberta com chapas de zinco.

Chegamos à Puno por volta de 16 horas, 15 horas no horário do Peru. Na rodoviária não conseguimos sacar dinheiro, pois no monitor acusava falha na comunicação com nosso banco (Banco do Brasil, targeta Visa e MasterCard), pegamos uma moto “triciclo”(bem interessante, dá para duas pessoas e tem capota fechada) e fomos até o centro da cidade, descemos na rua lateral à Plaza de Armas, onde tem vários bancos, tentamos sacar dinheiro em todos eles mas sempre acusava o mesmo problema, já desesperada resolvi ligar para meu gerente em Cuiabá-MT, o mesmo consultou minha conta e disse que estava tudo normal, devia ser problema de transferência de dados bancários.

Desesperados e sem dinheiro, pois tínhamos somente cerca de 50 bolivianos e 30 soles, resolvemos volta para a rodoviária. Fomos em várias empresas perguntar o preço da passagem para La Paz, em todas algo em torno de 100 bolivianos cada, mas nós não tínhamos esse dinheiro, meu namorado andou mais um pouco e conseguiu uma informação de que existia um outro terminal, que era próximo e de onde saiam micro-ônibus e vans para Desaguadero, fronteira Peru/Bolívia, mas que era para ter cuidado, pois essa fronteira é bastante perigosa.

Saímos do Terminal Terrestre e fomos caminhando até o Terminal Zonal (pode-se dizer que é o terminal dos pobre ou da população local, pois nele você encontra poucos turistas, ao contrário do outro). Chegando lá tinha um micro que iria sair para Desaguadero, dizendo o motorista que em breve, na realidade os micros ou as vans só saem quando todas as poltronas estão ocupadas e até o corredor, onde as pessoas sentam em bancos.

Saímos por volta das 17 horas e seguimos rumo à Desaguadero e a fronteira, chegamos lá já escuro, quase fechando as duas imigrações e ainda estava chovendo, mas não perdemos tempo e tivemos a ajuda de um garoto que fica na imigração para ajudar os turista e ganhar algum trocado. Carimbamos novamente os passaportes e descemos à rua até onde saem as vans para La Paz, só tinha duas que estavam quase de saída, embarcamos em uma que era dirigida por uma chola nova e que tinha como cobradeira uma chola mais velha, que depois descobrimos ser mãe da motorista.

Chegamos em La Paz por volta das 23 horas, descemos em frente ao cemitério e pegamos um táxi até o hotel Torino, onde ficamos em um quarto desta vez no terceiro andar, e muito mais escadas para subir. Eu fiquei no hotel e meu namorado foi até o caixa eletrônico que tem na esquina do hotel, e “bimba” sacou dinheiro na hora, quer dizer o dinheiro que não conseguimos sacar no horário bancário em Puno, no Peru. Depois fomos até o calçadão comer alguma coisa, já estava quase tudo fechados mas ainda achamos uma “polleria” aberta e jantamos.

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Dicas :

* Táxi de Copacabana até a fronteira – Kasani = 7 bolivianos

* O cambio em Kassani é bom (nesse dia estava 1 dólar para 2,70 soles) até melhor que em Cuzco.

* Ônibus de Kasani até Puno = 20 soles

* Corrida de moto “triciclo” (moto táxi fechado para duas pessoas), do terminal de Puno até o centro – Plaza de Armas = 1,50 soles

* Micro-ônibus Puno – Desaguadero = 7 soles

* Van Desaguadero – La Paz = 10 bolivianos

* Em várias agências bancárias (Prodem, BCP, Global Net, Banco Continental) em Puno nos informaram que sempre ocorrem problemas com os cartões do Banco do Brasil (Ourocard), portanto saque dinheiro em La Paz e esconda em alguma parte do corpo.

* Tivemos problemas em sacar dinheiro no Peru, tanto nos caixas eletrônicos, como diretamente nas agências bancárias, na realidade só conseguimos sacar dinheiro, duas vezes, em toda nossa viagem pelo Peru, o interessante era que o cartão (Visa e MastCard) passava normalmente o crédito e o débito em lojas e restaurantes.

* Em Desaguadero, nos recomendaram cuidado com “el ratones”, mas nada tão perigoso, para quem mora em grandes centros e até em Cuiabá. (em todos os lugares vc tem que ter cuidado com as mochilas, isso é regra geral)

* A fronteira em Desaguadero (lado peruano e boliviano) abre às 8horas da manhã e fecha às 19horas, portanto se vc chegar fora desse horário vai ter que ficar hospedado nos vários hotéis existentes nas redondezas (não gostamos da aparência deles)

* Puno (acho que Cuzco também) tem dois terminais de ônibus: o Terminal Terrestre e o Terminal Zonal, um próximo ao outro, com destinos em comum, mas com diferentes valores de passagens.

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30/07. quarta : La Paz – Desaguadero – Puno – Cuzco

Quando acordamos, fomos tomar café, outra vez no cyber-café Torino, depois fomos no caixa eletrônico do Shopping Norte, sacar dinheiro, dessa vez que desse até o final da viagem, pois “gato escaldado, tem medo de água fria”, depois voltamos ao hotel e encerramos a conta mais uma vez e seguimos rumo ao cemitério, para dessa vez pegar uma van rumo à Desaguadero.

Saímos por volta de 10 horas, na van conhecemos um casal de peruanos (ele estuda português e fala razoavelmente bem a nossa língua, também conhece vários cantores e compositores nacionais), que reside em Lima e estava indo para Tiwanaku, conversamos bastante e trocamos e-mail para nós comunicarmos posteriormente, também conhecemos outro peruano que reside em São Paulo e estava indo para Cuzco rever à família depois de 4 anos.

Quando chegamos na fronteira, todo o tramite burocrático e de novo um micro rumo à Puno, o peruano que reside em São Paulo, o Fred sempre estava no mesmo transporte que nós. Chegamos em Puno por volta de 16 horas local, compramos passagem para Cusco, o ônibus sairia às 17 horas.

Meu namorado foi no caixa eletrônico da rodoviária de Puno (somente para testar) e qual não foi a surpresa, sacou dinheiro na hora, isso que é azar do dia anterior.

Às 17 horas seguimos viagem rumo à Cuzco (380 kms), onde chegamos às 23 horas. No Terminal Terrestre, nós despedimos do Fred, o peruano que mora em São Paulo e fomos para um hotel no centro da cidade.

Quando você chega no terminal, tem várias pessoas oferecendo alojamento na cidade, aí você escolhe o mais vantajoso, sempre levando em conta que tem que ficar próximo a Plaza de Armas, que normalmente fica no centro da cidade.

Deixamos nossa bagagem no hotel (outra vez ficamos no segundo andar e mais escada) e fomos até a plaza jantar e passear um pouco, apesar de estarmos cansados e de está fazendo muito frio (diga-se de passagem Cuzco é muito fria à noite).

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Dicas :

* Ônibus Puno – Cuzco, tem várias empresas e variados preços, nós viajamos pela Empresa (muito boa) e pagamos soles cada passagem.

* Hotel em Cuzco, nós ficamos no hotel , na rua , em habitación matrimonial com baño privado caliente, por 30 soles.

* Em Cuzco ou em qualquer parte do Peru não deixe de experimentar os pratos típicos, como o Cheviche (peixe crú, cozido somente no limão e na cebola), Anticuchos ( espetinho de carne de lhama, temperado com muita pimenta do reino) e Cuy ao horno (porco pequeno assado inteiro – esse nós não comemos)

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31/07 quinta : Cuzco

Pela manhã saímos para passear pelo centro da cidade e compramos alguns presentes, eu comprei mais uma blusa de lã de alpaca, para mim.

O hotel que ficamos hospedados, apesar de ser no alto de uma ladeira é muito bem localizado, perto de tudo, se bem que a cidade é pequena e nada é longe.

Achamos a cidade muito bonita com vários monumentos, todos muito bem conservados, jardins e praças lindas, em todos os lugares há sinais da época inca. E à noite é um espetáculo de luz, vendo as casas iluminadas no alto dos morros.

Meu namorado pesquisou bastante e pela parte da tarde comprou a excursão para Machu Picchu (o + caro de toda a viagem).

No outro dia cedo o rapaz da agência iria nós buscar no hotel e levar até a estação de trem para poder comprar a passagem (as agências deixam reservadas as passagens, mas para a mesma ser emitida tem que ser no nome do passageiro e com apresentação do passaporte ou outro documento de identidade).

Passeamos o dia inteiro pela cidade e à noite ainda tivemos fôlego para ir à um pub.

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Dicas :

* Excursão para Machu Picchu = 160 dólares + 10 dólares para completar à passagem, pois só tinha vaga no trem Vistadome Valley (mas valeu a pena os 10 dólares pago à mais)

* Em Cuzco tem várias lojas que vendem materiais esportivos, os preços praticados não tem comparação com o Brasil, sendo infinitamente menores, eu mesma comprei uma mochila cargueira de 75 lts. com capa protetora por “somente” 110 soles (preço impensado no Brasil), um Camelbak (mochila de hidratação), por 60 soles e vários outros artigos.

* Ao lado da igreja que fica em frente a Plaza de Armas, na rua Plateros existe vários restaurantes com comida ótima e também várias lojas de materiais esportivos e agências de viagens.

* A entrada nos pubs é “free” e ainda dá direito a um drinque, a maioria deles fica localizado na parte superior de casarões antigos.

* O menu turístico custa entre 10 e 15 soles e os pratos são muito bem servidos e bem preparados. De entrada, vem um creme ou sopa a escolher (7 opções), prato principal (peito de frango ou truta grelhados, lomo saltado ou massa) com guarnição - arroz ou papas frita e salada, sobremesa e uma limonada.

* Cuzco, Cusco ou Qosqo, "umbigo do mundo" no idioma quéchua, descreve muito bem a sensação de ligação profunda à PachaMama ou Mãe Terra.

* Fundada há mais de nove séculos no apogeu do Império Inca, é seguramente a mais antiga cidade das Américas.

* Por toda parte comprova-se a intenção dos colonizadores espanhóis de sufocar a cultura dos conquistados. Suas principais construções são: Catedral, Convento de Santo Domingo, Igreja da Companhia de Jesus, Igreja das Mercês e Convento de Santa Catalina, que tem como alicerces os templos do Sol, da Lua, do Raio, do Trovão.

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01/18. sexta : Cuzco – Vale Sagrado – Águas Calientes

Pela manhã cedo o rapaz da agência passou no hotel para nós levar até a estação de trem, já tínhamos encerrado a conta e estávamos com as mochilas prontas. Seguimos para a estação, lá é uma confusão só, muitos turistas, mas ainda pessoas das agências. Meu namorado pegou as passagens, que são emitidas nominais, mas teve que pagar mais 10 dólares, pois só tinha vaga para a volta, dois dias depois, no trem Vistadome Valley, a viagem Ollantaytambo – Águas Calientes estava marcada para às 20h35m.

Seguimos para a praça central onde já nos esperava o micro que levaria para o passeio pelo Vale Sagrado.

A excursão que compramos dava direito primeiro ao Vale Sagrado, depois desceríamos em Ollantaytambo para esperar o trem para Águas Calientes.

A viagem pelo Vale Sagrado é muito interessante com paisagens lindíssima. A primeira parada foi na “Artesanias Apu Saywa” onde é servido chá de coca “free”, tudo muito bonito e preço bem em conta, alguns artigos até mais baratos que em Cuzco.

Prosseguimos o passeio e a próxima parada foi em Pisaq, nesse dia não tinha feira local, somente visita as ruínas, compramos os ingressos e seguimos uma trilha, que é só de subida, e que subida, tive que parar várias vezes para descansar. Estava fazendo muito calor e tive que trocar o agasalho de frio por uma camiseta. Segundo comentários, esse é o passeio com maior dificuldade, pois as subidas são cansativas, mas quando vc chega no alto, a paisagem compensa, é maravilhosa. Na volta, tomamos suco de abacaxi e laranja, feitos na hora, vendidos em barracas na beira da estrada.

Nessa excursão fizemos amizade com uma coreana e uma brasileira de campinas, que estava retornando de um estágio em um hospital de Lima (é estudante do 5º ano de medicina da Unicamp).

O passeio prosseguiu pelo Vale Sagrado, tudo lindo, sempre o rio Urubamba (águas transparentes) margeando a estrada.

Paramos para almoçar em Urubamba, um restaurante muito bonito e com uma enorme variedade de pratos, todos deliciosos, depois foi a vez de seguir até Ollantaytambo, que seria nosso destino final (a excursão seguiria para outras localidades).

Em Ollantaytambo, subimos para ver as ruínas, a paisagem de todo mo vale é linda, e venta demais, fortíssimo, por sinal. No pé das ruínas tem uma feira de artesanato. Quando retornamos das ruínas, pegamos nossas mochilas no micro e ficamos passeando pela feira, depois seguimos para a praça central, ficamos lá observando o movimento dos turistas e da população local, até por volta de 17h30m quando seguimos para a estação de trem. Tinhamos que andar devagar, pois tudo cansa na altitude e nossas mochilas estavam pesadas (cada um de nós dois já estava com duas mochilas).

Depois da 18 horas entramos na estação de trem onde ficamos vendo à chegada e saída dos mesmos, até o horário do nosso que seria o último do dia, às 20h35m.

Nesse horário o trem partiu, como era noite, não se via nada, dava somente para escutar o barulho de água (era o rio Urubamba, que continuava margeando, agora os trilhos, pois de Ollantaytambo para Águas Calientes não tem estrada, somente trilhos), chegamos em Ollamtaytambo por volta de 23horas, já tinha o rapaz do hotel, contratado pela agência nos esperando, para levar até o hotel, e haja mais subida, pois o hotel ficava no alto de uma das ruas principais (a cidade tem poucas ruas, quase todas em subida de escada calçadas com bloquetes de pedra).

Depois que chegamos no hotel fomos procurados pelo guia contratado pela agência e acertamos nos encontrar no outro dia na entrada do parque às 9 horas (no parque só é permitida a entrada de turistas acompanhada de guias)

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Dicas :

* Quando for fazer a excursão pelo Vale Sagrado, leve de Cuzco água, suco e se quiser balas de coca (lá é mais caro), porém o preço do artesanato, mas feiras locais, é o mesmo praticado em Cuzco.

* Ingresso no Vale Sagrado para estrangeiro, que dá direito a percorrer 14 atrações (Vale Sagrado e alguns museus em Cuzco) = 130 bolivianos ou 70 bolivianos se tiver a carteira internacional de estudante.

* Ingresso para 4 localidades (Pisaq, Urubamba, Ollantaytambo e Chinchero) = 70 bolivianos.

* Ingresso para somente uma localidade = 40 bolivianos

* Praticamente todos os restaurante de Urubamba cobram o mesmo preço de refeição (algo em torno de 15 soles / self-service + sobremesa)

* Em Águas Calientes tem uma variedade muito grande de restaurantes, com comida de várias partes do mundo ( nós comemos comida japonesa, chinesa e claro, o cheviche peruano)

* Dentro da estação de trem tudo é muito mais caro, até um café expresso

* Dentro do trem “Backpacker Cerrojo” é servido café, água, cerveja, mas tudo é cobrado / café no copo plástico = 4 soles

*Em Águas Calientes ficamos hospedados no Hostal Imperio de los Inkas (finalmente em uma habitación terrea - ufa - isso quer dizer, quase sem escadas - somente dois degraus) que foi reservado pela agência em Cuzco.

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02/08. sábado : Machu Picchu.

Acordamos cedo e fomos tomar café para depois ir até o local de onde partem os ônibus que levam até a entrada do parque, mais 15 minutos e lá estava Machu Picchu. Lindo! Incrível! Fantástico! O rio Urabamba lá embaixo.

Machu Picchu é indescritível, como conseguiram levar as pedras lá para cima, algumas enormes, como fizeram os terraços, como levaram toda aquela terra, para cultivar os produtos agrícolas. Muitas perguntas e poucas respostas.

Não subimos em Wayna Picchu, pois lá a capacidade máxima é para 400 pessoas (divididas em 200 pela manhã e 200 pela parte da tarde) e já estava com a capacidade completa nesse dia. Batemos muitas fotografias e depois sentamos em um terraço para lançar e descansar, meu namorado até dormiu.

Em Machu Picchu se ve turistas de todas as idades e de todas as nacionalidades.

Depois de um dia inteiro de visita, meu namorado desceu caminhando por uma trilha (na maior parte do tempo uma escadinha de madeira, na encosta da montanha)eu resolvi descer de ônibus, pois estava muito cansada.

Descansamos no hotel e à noite saímos para jantar e passear pela cidade, no passeio encontramos um pub e resolvemos entrar, de turista somente nós dois (era uma pub para a população local, mas nós fomos muito bem tratados e até convidados para subir para o camarote).

A festa estava tão boa que ficamos até às 2 da madrugada e quando saímos as ruas estavam desertas, ao contrário da noite anterior, estranhamos, por isso, perguntamos para uns policiais que encontramos, onde estavam os turistas, eles dizeram que todos dormindo, e qual não foi nossa surpresa, quando chegamos no hotel a porta estava trancada e quase tivemos que derrubar a mesma, até que a dona veio abrir “de mau humor”

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Dicas :

* Leve água, suco, bolachas de Águas Calientes, pois no restaurante da entrada do parque tudo é caríssimo.

* No Peru, é fabricada uma cerveja, “Cristal” que é engarrafada em uma “botelha” de vidro de 1,100lts

* Meu namorado que é “cervejeiro” achou a Cuzqueña (cerveja peruana, essa é servida gelada) uma das melhores cervejas (ela já morou fora do país, por isso já experimentou cervejas de várias nacionalidades, ele fala que a Corona do México, também é ótima).

* Os hotéis em Águas Calientes fecham as portas por volta das 23 horas (nós tivemos que bater para poder entrar e a proprietária ainda veio abrir a porta resmungando)

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03/08 domingo : Águas Calientes – Cuzco

De manhã acordamos, tomamos café e seguimos para a estação de trem, pois o mesmo partiria às 8h30m, valeu a pena pagar 10 dólares mais caro na passagem, o trem Vistadome Valley tem teto de vidro e uma vista incrível do vale, além de serviço de bordo muito bom, com direito a apresentação de dança típica, desfile de roupas fabricadas com lã de alpaca, e café da manhã, tudo “free”

Descemos em Ollantaytambo e pegamos um táxi até Cuzco, juntamente com a coreana que tínhamos conhecido (no hotel fomos avisados que poderíamos tomar um táxi e depois passarmos na agência para ser ressarcidos do dinheiro), no caminho de volta, muitas feiras, pois era domingo e todas as feiras do Vale abrem nesse dia.

Quando chegamos em Cuzco por volta de meio dia, fomos para o mesmo hotel que ficamos hospedados antes, meu namorado fez amizade com o filho (João Batista) da proprietária e outro hospede, esse argentino e subiram para o terraço para assistir futebol (campeonato brasileiro, pois nesse hotel tinha tv a cabo e pegava a Globo Internacional)

A noite saímos mais uma vez para passear pela cidade e depois jantar, antes de voltar para o hotel, ainda tivemos fôlego para ir a um pub.

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Dicas :

* O trem “Vistadome Valley” apesar de mais caro, proporciona uma visão espetácular do vale, pois tem o teto de vidro e conta com serviço de bordo “free”

* O táxi entre Ollantaytambo e Cuzco cobra 40 soles que pode ser dividido por 4 pessoas (mas pechinche, pois eles a princípio sempre cobram bem mais)

* O hotel que ficamos hospedados tinha tv a cabo em todos os quartos (em La Paz não tinha), assim conseguimos sintonizar na Globo Internacional e matar as saudades por notícias do Brasil.

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04/08 segunda : Cuzco – Puno

Acordamos e fomos na agência receber o dinheiro do táxi e comprar o restante dos presentes para a família, por volta de 11horas retornamos para o hotel e encerramos a conta, demos adeus à cidade de Cuzco e seguimos de táxi para o Terminal Terrestre. O ônibus saiu ás 13horas, ônibus com dois andares muito confortável, viagem ótima. Chegamos em Puno por volta de 20horas, no terminal, tem várias pessoas oferecendo hotéis, é sempre o mesmo principio, escolher um localizado nas proximidades da Plaza de Armas.

No hotel que ficamos hospedados a proprietária nós ofereceu uma excursão para as Ilhas de Uros, no dia seguinte às 9 horas, combinamos ir. Depois de tomar banho, saímos para conhecer a praça e jantar.

Na volta para o hotel, meu namorado teve que tomar um medicamento pois estava com um dente doente (sabe como é, homem é mole para dor)

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Dicas :

* No terminal de Cuzco tem várias empresas que partem para Puno e outras cidades peruanas, portanto também variados preços, nós viajamos na Empresa , num ônibus leito e pagamos soles cada passagem.

* Em Puno, hotel , na calle = 45 soles a diária em “habitación matrimonial com baño caliente privado e tv a cabo”

* Excursão para Ilha de Uros = 15 soles (nós não fomos). O "piso" da ilha é de uma espécie de capim chamado totora, comum no lago Titicaca, eles entrelaçam e fazem a superfície da ilha, existem cabanas e a população dos Uros vivem nela, quando o "piso" começa a ficar muito molhado eles o substituem.

* Táxi de dentro do terminal até o centro da cidade de Cuzco, ou vice-versa, entre 8 e 10 soles, se estiver fora do terminal 6 ou 7 soles (para entrar dentro do terminal tem que pagar uma taxa de 1 soles)

* Em Puno existem as motos “triciclos” com capotas que dá tranqüilo para 2 pessoas, elas cobram entre 1,50 e 3 soles a corrida (cuidado, a princípio eles, sabendo que é turista cobram até 5 soles)

* Táxi em Puno, do terminal (oficial) até o centro da cidade = 7 soles e a mesma taxa de 1 soles se tiver que entrar no terminal.

* Quando começamos a viajar nos ônibus populares, ficamos com receio de comer a alimentação que era vendida dentro do mesmos, principalmente, por cholas, mas depois de algum tempo, experimentamos e achamos deliciosa, principalmente a alpaca (carneiro, para nós brasileiros) bem tostadinha, acompanhada de papas (batata, aliás, como tudo por aquelas bandas) ,que compramos e comemos no percurso entre Cuzco – Puno.

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05/08. terça : Puno – Desaguadero – La Paz

Depois de tomar o remédio na noite anterior, meu namorado “desmaiou” e acordou somente por volta de 10 horas, portanto não pudemos ir na excursão, visitar as Ilhas de Uros, eu acordei cedo e sai para passear e postar alguns cartões para a família (eles gostam de receber os cartões com o selo dos países por onde viajo, pois pregarem os mesmos na porta do guarda-roupa), quando voltei para o hotel e acordei o namorado, depois saímos os dois para passear e fomos outra vez até a Plaza de Armas e o calçadão existente na rua lateral, quando estamos quase retornando para o hotel, começou um desfile infantil, com triciclos enfeitadas com motivos alusivos a programas de tv infantis e filmes variados, como “Piratas do Caribe” e “Lazi Town”

Encerramos a conta no hotel, alugamos uma moto e fomos para o Terminal Zonal, de onde saem os micro e as vans para Desaguadero e outras cidade do interior.

Esperamos aparecer um micro e completar a lotação (no terminal zonal não existe horário para a saída dos micros e das vans, elas saem conforme o movimento) para podermos partir rumo a fronteira, esse saiu por volta de 14 horas e chegou em Desaguadero por volta de 16 horas, providenciamos os tramites burocráticos nos dois lado da fronteira e fomos procurar onde comer, já no lado bolivianos pois estávamos “verde” de fome. Achamos um restaurante com “aspecto menos ruim” e entramos para comer, como sempre truta, quando terminamos fomos procurar uma van com destino à La Paz, encontramos uma e novamente tivemos que esperar completar a lotação, quando foi por volta de 20 horas já começamos a enxergar ao longe ao luzes de El Alto, quando chegamos no cemitério (ponto final das vans) fomos abordados por dois policiais (Polícia Turística) que perguntaram para onde estávamos indo, falamos que estávamos chegando do Peru e que iríamos alugar um táxi para nós levar até o hotel Torino, os policias pararam um e conversaram com o motorista (eu fiquei com medo, pois já tinha lido em vários depoimentos sobre “policiais” alguns até falsos que “roubam” turistas) e lá fomos nós, eu que já conhecia o percurso, pelo menos os pontos principais, ia verificando se o motorista estava no caminho certo (ainda não tinha falado nada de minhas dúvidas com o namorado) e para meu alivio fomos deixados em frente ao nosso hotel.

Outra vez estávamos no hotel (já estava se tornando quase a nossa casa, estávamos até amigos do pessoal da recepção), desta vez – milagre – para ocupar um quarto no andar térreo.

Deixamos nossas mochilas, tomamos um banho e saimos para jantar e passear pela Zona Peatonal, retornamos para o hotel por volta de meia noite.

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Dicas :

* Micro-ônibus Puno – Desaguadero = 7 soles (algumas vans querem cobrar até 15 soles, mas quando não tem passageiro vão abaixando o preço até quase o valor do micro)

* Van Desaguadero, que é fronteira até La Paz = 10 bolivianos

* A calle comercio, que é a zona peatonal, (La Paz) onde tem um comércio informal de ponta a ponta, funciona até por volta de meia noite, lá vc encontra de tudo o que possa imaginar, artigos de beleza e de papelaria, comida, roupa, sapatos, armarinhos, etc... )

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06/08. quarta : La Paz.

Esse é o dia da independência da Bolívia (o nosso 7 de setembro) portanto tudo fechado em todo o país. Acordamos cedo e fomos passear, na Plaza Murillo estava acontecendo uma cerimônia cívica, com a presença do presidente Evo de Morales, depois dos discursos das autoridades a policia abriu espaço na rua para a passagem do desfile, eu fiquei no lado da praça e meu namorado no lado do hotel, o que foi um problema para mim, pois somente consegui atravessar a rua com a ajuda de uma senhora local, que insistiu muito com um oficial, dizendo que eu necessitava atravessar a rua, pois estava hospedada no hotel em frente e tinha passagem marcada para às 12 horas.

Quando consegui atravessar a rua e entrei no hotel, o namorado já estava esperando na recepção, com as mochilas arrumadas.

Andamos até a Mariscal Santa Cruz e seguimos de táxis até a rodoviária, chegando lá a maioria dos guichês estava fechado, poucos ônibus para sair, encontramos um quase saindo para Cochabamba, compramos passagem nele e tivemos que correr para não perder. Somente conseguimos arrumar as mochilas quando ele parou em El Alto.

Pelo caminho quase nenhum trânsito, tudo parado, o caminho é muito bonito, todo ele descendo, rodeando as montanhas.

Quando chegamos ao terminal de Cochabamba, por volta de 19 horas, a plataforma de desembarque estava cheia de funcionários das empresas de ônibus, vendendo passagens para várias partes do país e até Argentina e Paraguai.

Não compramos logo, fomos pesquisar preços no saguão e compramos na empresa que achamos melhor, na passagem estava marcado para sair às 21horas, mas na realidade saiu depois das 22horas. Depois, fomos comer (nesse dia não tínhamos almoçado) em um restaurante no próprio terminal e ficamos esperando até a hora do embarque.

Depois das 22horas rumamos para Santa Cruz de la Sierra

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Dicas :

* No percurso entre La Paz – Santa Cruz de la Sierra ou vice-versa é mais cômodo e barato fazer o trajeto = La Paz – Cochabamba / Cochabamba – Santa Cruz

* O percurso direito La Paz – Santa Cruz em bus cama ou semi-leito custa entre 90 e 130 bolivianos, no dia da viagem tinha um com saída para às 17 horas custando 100 bolivianos.

* Viajando La Paz – Cochabamba, pagamos cada passagem à 25 bolivianos + 25 bolivianos no trajeto Cochabamba – Santa Cruz (quer dizer, entre as duas passagens gastamos 100 bolivianos, o preço de uma passagem direta – é vc vai andando e aprendendo)

* Nas estradas bolivianas, os precipícios e despenhadeiros compõem a beleza dos lugares que você irá visualizar.

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07/08 quinta : Santa Cruz de la Sierra

Depois de viajar a noite inteira, chegamos em Santa Cruz, por volta de 7 horas, meu namorado ligou para a irmã dele que estava na cidade e fomos para o apto. de sua sobrinha que mora na cidade e estuda medicina. Chegamos no apto, deixamos as mochilas e depois saímos para fazer umas compras na comércio local (em Santa Cruz existe várias feiras, onde se compra de tudo, deste de artigos eletrônicos até alimentação)

Depois fomos almoçar numa churrascaria brasileira, para matar as saudades da comida. À noite fomos em um restaurante dançante e retornamos para o apto. somente pela madrugada.

 

Dicas :

* Em Santa Cruz existem várias feiras = a Ramada é um comércio de rua (achamos muito sujo) / a 7 Calles, são várias ruas, onde existe um comércio variado e o Campo Limpo (próximo ao terminal bimodal) é uma feira espalhada em vários barracões onde também se compra e vende de tudo (a que achei + organizada).

 

08/08 sexta : Santa Cruz de la Sierra

Tiramos o dia para passear e fazer compras pela cidade.

 

Dicas:

* Se tiver oportunidade não deixe de conhecer Santa Cruz, a cidade é linda tem um centro da época colonial bem conservado e baladas animadíssimas, especialmente no “Equipetrol” um bairro com dezenas de bares e danceterias para todos os gostos e gastos.

 

09/08 sábado : Santa Cruz

Neste dia iniciamos a viagem de volta para San Mathias às 13 horas, quando chegamos no terminal o ônibus já estava saindo e embarcamos nele já no portão.

Fomos avisados pelo motorista que devido ao referendo que seria realizado no outro dia, a estrada poderia ser fechada depois da meia noite, assim mesmo seguimos viagem e por sorte a mesma não foi bloqueada, mas o ônibus estava apresentando defeito e uma viagem que era para ser realizada em 16 horas foi realizada em 25 horas.

 

Dicas :

* Se estiver pensando em visitar a Bolívia, planeje sua viagem, e verifique se as datas coincidirão com alguma eleição no país. A lei boliviana não permite que nenhum meio de transporte funcione a partir das 14h da véspera da eleição, até o meia-noite do dia seguinte ao do pleito. Quase nada anda: nem ônibus, nem trem, nem táxi. Pode parecer absurdo, mas é a legislação. Portanto, em dia de eleição na Bolívia, só a caminhada te leva a algum lugar.

 

10/08 domingo : San Mathias

A viagem entre Santa Cruz e San Mathias, que normalmente é realizada entre 14 e 16 horas, foi realizada em 26 horas, então chegamos somente às 15 horas, como era eleição e portanto considerado feriado no país, tudo fechado, sem táxi, ônibus e aduana também fechada, somente iria abrir depois das 18horas (e como em San Mathias, em dia normal fecha às 18 horas, isso significava que realmente só abriria na segunda-feira)

Depois de muito procurar achamos um táxi que se dispões nos levar até Cáceres (por estrada alternativa) ao custo de 10 reais por pessoa, então fomos nós dois e mais uma senhora e seu filho (eles moram próximo a fiscalização do Gefron, na localidade conhecida como Limão), que estavam retornando de Santa Cruz, onde ela tinha ido fazer a matricula do mesmo na universidade, pois ele vai estudar medicina (na cidade de Santa Cruz vc encontra muitos brasileiros que estudam medicina ou odontologia)

Quando chegamos em Cáceres, ficamos outra vez no hotel em frente ao terminal.

Então liguei para minha filha, dizendo que iamos dormir na cidade e viajar no outro dia cedo na van, mas ela querendo ver logo seus presentes, falou e ia nos buscar.

Por volta de 18 horas ela chegou na cidade, juntamente com minha neta e meu genro, depois saímos para um passeio na praça da cidade, juntamente com o filho de meu namorado que mora em Cáceres.

 

Dicas :

* Como era domingo e dia de eleição na Bolívia, a aduana em San Mathias estava fechada, então tivemos que ir na segunda-feira, já em Cuiabá, no Consulado Boliviano, para carimbar a saída do país.

* O documento entregue para nós, na Polícia Federal em Cáceres, no inicio da viagem, quando fomos devolver na Sede da PF, aqui em Cuiabá, nós dizeram que não era necessário, que eu poderia até rasga-lo e joga-lo fora, então resolvi ligar na PF em Cáceres e relatar o ocorrido, o policial que me atendeu disse, que era necessário sim, devolver o documento, para que fosse baixada a saída, e que iria reportar o ocorrido para seu superior, do departamento de imigração.

 

Acabou a viagem.

 

Só para informação:

Durante nossa viagem, 1 US$ = 7,4 bolivianos e 2,7 soles

Na Bolívia e no Peru é fácil pagar em dólares, especialmente as passagens e os hotéis.

Mas cuidado com notas (dólares, bolivianos e soles) velhas e rasgadas, elas não são aceitas de um modo geral.

 

 

Abraços Emília e Jailson

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  • Membros de Honra

Jailson e Emilia,

 

Parabéns pela viagem!!! que belo e proveitoso relato de viagem, meus futuros relatos, vão seguir o seu modelo(pode cobrar direitos autorais,heheheh), muitooo bommm mesmo......

 

Por favor, vc passou por Cáceres-MT, estou pensando em ir de carro no próximo verão(dez/2008) para colômbia via Bolívia, o que vcs acham das estradas da bolívia, principalmente até Santa Cruz/La paz, carros de passeio passam sem problema?? e no verão, as estradas ficam péssimas???? têm muitas curvas.......

Muito obrigado!!!

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  • Membros

Emilia,

 

você tem mais informações sobre este documento que é emitido na Policia Federal para quem está sem passaporte?

Tenho pessoas no meu grupo que fizeram o pedido do passaporte, mas a agenda da PF está para depois de outubro, ou seja, não daria tempo de terminar a confecção do passaporte...

qualquer informação já é válida.

 

Obrigado de novo!

Carlos

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  • 4 semanas depois...
  • Membros

Emilia, parabens !!!! Belissíma viagem !!!

 

Eu também costuno dar minhas voltinhas por aí de moto, só que de moto - http://inema.com.br/ff/f014688/- e pretendo ir para Machu Pichu na próxima viagem, fazendo exatamente este mesmo roteiro, e não sabia que se podia entrar no Peru e Bolivia, sem passaporte. Como eu também não tenho passaporte, gostaria de saber se em algum momento este detalhe causou algum problema, além da demora nas aduanas, o que eu já conheço bem de outras viagens.

 

Agradeço desde já e um grande abraço !!

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  • 2 meses depois...
  • Membros de Honra
Gostaria de saber quanto vcs gastaram no total da vigem?

Eu não tenho passaporte, é necessario? Ou apenas com a identidade pode entrar no pais?

Adorei o que vcs fizeram, linda vigem, quero levar minha filha agora em janeiro lá...

 

Renata...

 

Oi, Renata

 

Eu e Jailson gastamos em torno de U$D 3000 (mas compramos muitosssss presentes para a família que é grande).

Eu viajei com meu passaporte, mas Jailson viajou somente com a identidade ( esta deve ter menos de 10 anos de expedição e está em ótimas condições - isto é - não pode esta amassada e a foto ter a aparência atual)

E quanto a levar sua filha - quantos anos ela têm - dependendo da idade - se for criança - pode ter probelams em alguns lugares devido a altitude.

Pesquise bem isso.

MAria Emilia

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