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Uruguai: Montevidéu, Colônia e Punta - Jan/2012


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Finalmente, postando meu relato de viagem ao Uruguai!

O trabalho e a preguiça me impediram de escrever antes.. hehe :D

 

O INÍCIO

 

A história é simples: como voltei mais cedo do meu mochilão para Bolívia e Peru, em janeiro, como vocês podem ler aqui, decidi fazer um 2º mochilão logo em seguida. Eu tinha mais alguns dias de férias e estava com finiquito para mais viagens e desbravamentos. Decidi, então, ir ao Uruguai – é um país pequeno, que já tinha lido e pesquisado a respeito. Além do mais, seria uma experiência diferente pois, dessa vez, eu iria sozinha.

 

Consultei meu saldo (sempre importante) e fui em busca de passagens aéreas. Não estava esperando ter desconto nem nada, até porque estava super em cima da hora. Até fiquei em dúvida se ia para o Rio de Janeiro, mas vendo que, sem taxas aeroportuárias, a passagem para o Rio estava mais cara que a para o Uruguai, tive a confirmação de que iria para o segundo.

 

Cheguei do mochilão, quarta, dia 18, à tarde estava pesquisando, na quinta, dia 19, comprei minhas passagens pela Gol e, domingo, dia 22, já estava embarcando rumo a Montevidéu.

Informações sobre o Uruguai eu já tinha, mas precisava de mais informações a respeito dos lugares onde ia e, o mais importante, ONDE eu ia me hospedar. Essa foi a parte mais difícil, muuito difícil.

 

ROTEIRO

 

O roteiro foi o básico: Montevidéu – Colônia Del Sacramento – Punta Del Este (com ponto fixo de hospedagem em Montevidéu)

 

A VIAGEM

 

A viagem aconteceu de 22.jan.12 a 26.jan.12

 

COTAÇÃO URUGUAI: R$ 1,00 = 10 pesos uruguaios

 

MAPAS

 

Montevidéu

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Colônia del Sacramento (cidade)

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Colônia del Sacramento (centro histórico)

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Punta del Este

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Planilha de Gastos_Mochilão Uru.xls

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1º dia: 22.01.12 (domingo) – Montevidéu

 

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Saí de São Paulo por volta das 11h15, fizemos escala em Porto Alegre e depois seguimos para Montevidéu. O voo foi tranquilo chegando no aeroporto de Carrasco umas 14h45. Lá aproveitei para trocar um pouco de dinheiro para pegar o ônibus que me levaria a Montevidéu propriamente dito (o aeroporto fica a uns 30min da cidade). A cotação no aeroporto é sempre péssima: R$ 1,00 = 8,55 pesos. Troquei R$ 20,00, o que deu 170 pesos uruguaios.

Já sabia por informações dadas aqui pela perlamundo que havia um ônibus da Copsa logo em frente à entrada do aeroporto que saía em direção a Montevidéu. Dessa forma, não precisaria pegar um taxi, que é muito caro. A passagem custou apenas 32 pesos.

 

Lá a maioria dos motoristas de bus trabalha como cobrador, também. Eu, particularmente, acho que deva atrapalhar, porque eles têm que ser muito ligeiros para dar troco, dirigir e tudo mais, maaas.. (vi que estão implantando isso em alguns lugares do Brasil, não concordo.. a probabilidade de acidente é muito maior..)

 

Pedi para o motorista me avisar quando chegasse ao terminal Tres Cruces. Como fui sem reserva de hostel, fui andando com meu protótipo de mapa impresso e informações que coletei aqui. Andei demais pensando que um dos hostels que eu tinha anotado o endereço fosse ali perto. A cidade estava bem erma e, depois de andar bastante, resolvi pegar um taxi até a Plaza Independencia para procurar mais hostels e ter um pouco mais de gente por perto hehehe

Fui em quase todos os hostels que tinha anotado, mais alguns hotéis e não encontrava lugar pra ficar, ou porque alguns hostels eram muito bizarros, ou em localização duvidosa ou os hotéis eram muito caros.

Como tinha acabado de voltar de um mochilão pela Bolívia e pelo Peru, minha referência de gasto era outra, então estava achando os hostels caros também. O preço que paguei no primeiro mochilão para quarto com banheiro privado era a metade do que estavam cobrando para quarto e banheiro compartilhados. Mas, depois tive que me lembrar que são realidades diferentes, que não deveria esperar valores similares. Mas à princípio me assustei.

Aliás, aparentemente, não tem quartos privados nos hostels por ali, pelo menos nenhum que entrei e pesquisei tinha. Pelo que vi, somente alguns têm e são extremamente caros, e ai seria melhor ficar em um hotel normal, se fosse o caso.

Não preciso nem dizer que comecei a ficar desesperada. Eu, sozinha, num lugar desconhecido com pouca grana, sem lugar pra ficar.

 

Encontrei um taxista muito gente boa, que me levou em alguns lugares que ele conhecia e fui perguntando o preço. Por fim, ele me levou ao Red Hostel, que eu já tinha visto na net e é mais conhecido. O bom de Montevidéu é que muitos lugares aceitam pagamento em real e, como tinha trocado só um pouco de dinheiro no aeroporto, paguei o taxista em reais e ainda troquei dinheiro com ele.. haha. Fiquei lá no Red mesmo, no quarto compartilhado misto para 10 pessoas, que não estava com a capacidade cheia. Fechei duas diárias, por $ 20 dólares cada. Tive que pagar ali na hora e a moça me deixou pagar em reais, então foi R$ 80,00. O hostel é bem limpinho, arejado, tem computadores com net e wi-fi e os banheiros são bem limpos, também. Só as portas do chuveiro que não fecham direito.

 

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área comum no terraço do hostel

 

Depois de pagar as diárias, fiquei um pouco no quarto para acalmar os nervos hehehe. Em seguida, saí para conhecer a cidade. Já eram 17h e pouco. Para meu espanto e sorte, lá anoitece às 21h. Para meu espanto e azar, tudo fecha de domingo e as pessoas não gostam de sair de casa, aparentemente. A cidade fica meio deserta e a gente fica até meio assim de ser perigoso. Mas foi tranquilo, peguei um mapa no hostel e fui andando mais em direção ao centrão e conhecendo toda a Ciudad Vieja. Achei até que fosse demorar mais tempo para conhecer a cidade pelo que tinha visto no mapa, mas a parte histórica é pequena, dá pra ir andando e tirando bastante fotos. :wink:

Fui andando, andando e olhando sempre para as ruas laterais, daí via que naquela rua tinha alguma construção interessante e me embrenhava para lá. Caminhando assim, cheguei até o Mercado do Porto, que tinha acabado de fechar. :cry: Cheguei lá um pouco depois das 18h. Daí comecei a retornar e a fazer o caminho inverso, tentando ir por ruas que ainda não tinha passado. Na volta, conheci um oficial da marinha, que me acompanhou e parece que foi enviado pela minha mãe para me dar conselhos, para eu tomar cuidado com estranhos, com a bebida e todo tipo de coisa.. hahaha

 

Mas foi legal encontrar um brasileiro, cara preocupado, ainda mais depois das minhas primeiras horas na cidade.. 8) . Nos despedimos em frente a um restaurante chamado Facal, onde fiquei para jantar (comi Chivitos aqui, mas não era o verdadeiro, era um bem simples). Como ainda estava claro, andei mais um pouco e parei em um mercadinho para tomar sorvete e em um outro para comprar água. Levei um pouco mais de 3h para percorrer tudo e ainda jantar. Voltei para o hostel umas 20h30 mais ou menos e ainda estava claro.

 

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À noite, já no hostel, fui em busca de um adaptador para minha câmera, quando vi que o encaixe da tomada ali era diferente (não tinha atentado para isso, porque na Bolívia e Peru tinham entradas como a necessária pela minha câmera). A moça da recepção não tinha, então subi para cozinha pra ver se alguém tinha e se podia me emprestar. A cozinha estava cheia e para uma agradável surpresa, a maioria ali eram brasileiros (e uns argentinos). Naquele momento conheci meus companheiros de hostel - Cesarito, Roberta, Gabriela, Pamela e Hudson. Para acabar com meu sofrimento fotográfico, vimos que ali na cozinha, acima da pia, tinha uma tomada com o encaixe perfeito. \o/ :lol:

 

Ficamos todos conversando e rindo muuito na área comum no telhado do hostel. A cada hora que passava mais gente se juntava ao grupo, brasileiros, argentinos, israelitas, irlandês, inglês e quem mais viesse. Estávamos todos viajando sozinhos. Foi uma experiência muito legal, encontrar tanta gente de tantos lugares, explorando o mundo por conta própria. Eu fiquei até uma e pouco da manhã, mas como estava acabada, precisava dormir.

 

 

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Hudson (Brasília), eu, Roberta (RS), Cesar (PR) e Gabriela (RJ)

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2º dia: 23.01.12 (segunda) – Montevidéu

 

Não consegui levantar tão cedo como queria. Levantei umas 8h30, o que foi bom, pois depois descobri que nada lá abre cedo.

Encontrei o pessoal no café da manhã no terraço e conversamos rapidamente. Eles tinham combinado de sair juntos e ficamos de ver se nos encontrávamos no Solis, no tour guiado às 11h. Como estava com pressa de conhecer as coisas, pois ia ficar pouco tempo na cidade, sai antes deles. Cheguei no Solis e uma das atendentes disse que estava fechado e que só abriria às 11h. Então, fui na Plaza tentar entrar no Mausoléu do Artigas, mas estava fechado. Decidi tomar um Freddo na Sarandí, um quarteirão para baixo, mas também estava fechado (só abria às 11h).

 

Perto das 11h, voltei para o Solis, que agora estava aberto com uma placa do lado de fora dizendo que só tinha tour de tarde (estranhei pois tinha pegado os horários na net, maaaas.. não entrei para perguntar, fui pela informação da placa). Fui de novo ao Mausoléu – fechado (depois descobri que os restos do cara foram transferidos para um local X e o mausoléu não está mais aberto para visitação.. :x ). E nessa me desencontrei com o pessoal do hostel.

 

Decidi, então, ir ao Mercado do Porto comer uma empanada para depois ir ao Estádio Centenário. No caminho, parei para um turista tirar foto de uma igreja e nisso começamos a conversar. Ele era japa, morava nos EUA e tinha ido fazer intercâmbio de quatro meses no Equador e, agora, estava mochilando pela América do Sul. Como ele também tinha interesse em ir ao Estádio, decidimos ir primeiro lá e depois voltar para o Mercado.

 

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Estádio Centenário

 

Pegamos bus na Calle Missiones com a Buenos Aires (continuação da rua onde fica o Solis) e chegamos ao local do Estádio umas 11h e pouquinho. Pegamos instruções com o pessoal local, atravessamos a rua e chegamos no Parque Battle, onde fica o Estádio. O ingresso custa 100 pesos e dá direito a visitar o museu do futebol e o campo. O museu funciona de segunda a sexta, das 10h às 17h. Como todo brasileiro, fã de futebol, fiquei encantada com o lugar que recebeu a primeira Copa.

 

Sempre acompanhados de um mapa, verificamos as localizações de certos locais e resolvemos seguir andando toda Boulevard Gral. Artigas até o Parque Rodó, o que foi bom, pois passamos por vários locais interessantes como o Obelisco e a Plaza José Pedro Varela. O Parque tem uma área bem grande e acabamos passeando apenas por uma parte dele. Caminhamos em direção à praia, passamos pela sede do parlamento do Mercosul e chegamos na Playa Ramirez. Dali, de tanto caminhar no sol, estávamos bem cansados. Eram umas 14h30 quando decidimos parar para tomar um sorvete na Pizzaria Mayba.

 

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Plaza José Pedro Varela

 

Como queríamos fazer o tour do Solis, retornamos à Plaza de Independencia. A visita guiada começava às 16h e tem duração de uma hora. Ficamos no grupo que falava espanhol. Adorei o tour! Acho que é visita obrigatória para quem passa pela cidade. É muito legal ver como era o teatro antigamente e ver como realmente era um glamour ver as apresentações. Após a visita, a caminho do porto, paramos para o japa tirar dinheiro no caixa. Chegamos às 18h no Mercado e estava fechado =/. Conseguimos entrar, tiramos umas fotos, mas as coisas não estavam funcionando mais. E descobrimos que a lojinha que vende empanada fecha às 16h. :cry:

 

De lá, fomos para o bairro Pocitos, pois tinha lido a respeito e queria conhecer. Descemos do bus na Plaza Gomensoro e, como eu tinha algumas dicas de locais para comer e vi que estávamos perto de um deles, resolvemos aproveitar para jantar por ali. Fomos até a Calle Roque Graseras com a Boulevard España. O local chama Chivitos Lo de Pepe. Foi indicação daqui e valeu muito a pena! O chivitos de lá é realmente imeeenso, com muitos ingredientes que dão um sabor delicioso para o hambúrguer (e tomem cuidado, pois tem restaurante que fala que faz Chivito e não é a mesma coisa). A única coisa que achei ruim de lá é que não tinham suco (!!).

 

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o verdadeiro Chivitos!

 

Voltamos caminhando em direção ao centro pela orla da praia. Estava um clima muito gostoso, de fim de tarde. Me fez curtir mais a cidade. Pocitos e Punta Carretas são bairros mais tranquilos, para passear, curtir, é o lado praiano de Montevidéu e refletem bastante esse clima. É engraçado ver esses dois lados da mesma cidade. Metade é mais séria, bem cidade trabalhadora, e do outro, um lado mais descontraído, com a natureza logo ali.

 

Seguimos caminhando até chegar ao Shopping Carreteras. Como queríamos ver como era, entramos. É bem bonitinho, tem até uma réplica da porta da cidade lá dentro, mas é carinho, com preço parecido com o do Brasil. De lá, pegamos o bus de volta e nos despedimos na 18 de Julio.

 

Já no hostel, nós brasileiros nos reencontramos e compartilhamos as experiências e as impressões do dia. Como eles demoraram para sair de manhã, nós acabamos nos desencontrando. Entretanto, eles conseguiram fazer o tour do Solis às 11h (!!!) – mas tudo bem, pelo menos tive a oportunidade de conhecer o japa e ter companhia o dia inteiro. No hostel, ficamos conversando até às 2h da manhã. Depois fui tomar banho e dormi às 3h.

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3º dia: 24.01.12 (terça) – Colônia Del Sacramento

 

Ia despertar às 7h30, maaas, levantei às 9h hehe. Me arrumei, entrei na net para ver novidades e mandar email para a família, conversei mais um pouco com o pessoal e sai às 10h10 para ir à Colônia.

Fui na 18 de Julio para pegar o bus para a rodoviária. Estava parada no ponto, apareceu um cara meio estranho querendo puxar papo e eu tentando disfarçar. Logo em seguida, vi o bus de Tres Cruces passar, saí correndo e consegui alcançar o bus. Depois me informei e vi que esse bus parava apenas no ponto de cima ao que eu estava originalmente. Cheguei no terminal às 11h05 mais ou menos. Tendo chegado recentemente da Bolívia e do Peru, já senti diferença no terminal. Amplo, arejado, limpo, sem cobrança para usar o banheiro! ::otemo::

 

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Terminal Tres Cruces

 

Procurei as empresas que tinha lido a respeito aqui (Copsa, Cot e Turil). Parei na Copsa primeiro e a atendente me disse para ir na Cot ou na Turil, que eram as empresas que faziam esse trajeto. Comprei com a Cot passagem para às 11h30 (é bom verificar os horários das 2 empresas, pois a primeira que fui tinha horário só mais pra tarde e você pode conseguir sair logo, como foi meu caso). Há dois tipos de ônibus de viagem, um que vai direto para a cidade e outro que segue parando. Lembre-se de perguntar qual é o seu. A diferença de tempo de viagem é de cerca de 30 minutos, mais ou menos. Quando eu cheguei não havia mais horário para o ônibus que ia direto, então peguei o que fazia paradas no caminho.

 

Cheguei em Colônia umas 14h30. Tenho quaaase certeza que desci no ponto errado. Me informei com o cara do bus, mas acho que o cara pensou que eu queria apenas entrar na cidade, sei lá.. fiquei andando muito de besta, meio perdida, pois não tinha mapa ainda. Estava numa ruazinha, sem viva alma. Encontrei uma garota que disse que eu estava longe dos lugares que eu queria ir. Saí andando, achei um posto policial e me informei de novo. Dali consegui encontrar a rua principal (que não estava tãao longe assim). Cheguei no terminal de lá (que era onde eu deveria ter descido, à princípio), peguei um mapa no Informação Turística e parti para o centro histórico.

 

Entrei na parte histórica, e fui passando pelos pontos indicados no mapa. No trajeto, vi que tinha uma loja Freddo e fiquei muittto feliz. Estava querendo experimentar um desde que cheguei no país e não tinha conseguido ainda. Fui lá, comprei um Trifreddo - três sabores com três tipos de cobertura.. delíiiicia.. custou 120 pesos, vale muito a pena!! :lol:

 

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vista panorâmica de Colônia

 

Sai de lá, parei no Museu Português e a atendente disse que eu tinha que comprar um passe que valia para todos os museus. Fui no local indicado – o passe custa 50 pesos e dá direito a visitar 7 museus, mas 2 deles estavam fechados no dia em que fui. Fui andando pela cidade e passando por todos os locais e museus. Os museus lá são muitoo pequenos, muitos deles se constituem de apenas uma salinha com alguns objetos, então era muito tranquilo passar lá. Depois dos primeiros, você já estava acostumado que não ia ter muita coisa para ver. O mais legal, na minha opinião, foi o português, que tinha coisas bem interessantes. É simples, mas acho que vale a pena passar pelos museus para conhecer um pouco mais da história do local, fora que é baratinho (a cidade em si já é pequena então é bom aproveitar de tudo :wink: ). Para subir no Farol e ter uma vista panorâmica da cidade, paga-se 15 pesos (são 118 degraus.. sim, eu contei! ::hahaha::)

 

Depois de passear por todo o centro, peguei um taxi para ir até a Plaza de Toros. Era bem distante e não dava para ir a pé. E como estava sozinha, o preço foi bem salgado (e eu acho que o cara me roubou no valor, mas ok). O bom foi que o taxista foi me explicando a respeito de tudo um pouco por ali. No caminho para a Plaza, passamos pela orla e beeem ao fundo, dá pra enxergar Buenos Aires! Muito legal!

 

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Plaza de Toros

 

Chegamos na Plaza de Toros, demos uma volta de carro e depois o taxi parou para eu tirar fotos. Lá está abandonado, é uma pena não ter investimento para turismo ali. Dá até para entrar no local clandestinamente (tinha espaço nas grades que estão em volta e não tinha ninguém em volta), maas como eu estava sozinha, não quis me aventurar hehehehe. Em seguida, ele me levou para o terminal e 5 minutos depois (literalmente) embarquei no bus de volta para Montevidéu. Estava gostando dessa minha facilidade em pegar ônibus que estavam saindo logo (não curto ficar no terminal/rodoviária esperando longamente :D). E cheguei bem na hora, o próximo bus saía só às 19h.

 

A viagem de volta demorou 2h15, cheguei em MVD às 20h15 e já fui trocar 40 reais no terminal (fiquei sem grana depois da bica que foi o taxi).

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4º dia: 25.01.12 (quarta) – Punta Del Este

 

Como no dia anterior, demorei um pouco para sair do hostel. Sempre ficava conversando com o pessoal até tarde e ai não conseguia levantar cedinho, mas foi ótimo. Nada adianta sair correndo e deixar de conhecer a história de cada pessoa e ver o que ela pode acrescentar na sua.

 

Antes de sair do hostel, pedi para a recepcionista do hostel agendar um taxi, para me pegar de madrugada e me levar ao aeroporto, já que meu voo saía às 05h15. O trajeto ficou em 500 pesos.

Acabei chegando em cima da hora na rodoviária. De novo. Fui me informar no balcão o bus da Copsa para Punta estava saindo imediatamente. Tanto é que a atendente falou para eu pagar diretamente ao motorista (achei meio estranho, mas fui na dela).

 

Saímos às 11h em ponto (isso é uma coisa boa lá. Eles cumprem o horário mesmo). No meio da viagem tem um cara que pede sua passagem e nesse momento falei meu caso e paguei para ele. Muitas pessoas entram no ônibus no meio do caminho e acabam pagando durante o trajeto mesmo, então foi tranquilo. Como de praxe, cochilei um pouco durante a viagem, mas tendo a experiência do dia anterior, fiquei esperta para não descer no lugar errado, mas minha pressa e receio eram tantos que acabei descendo antes anyway.. hehehe. Desci na parada anterior, que agora não me recordo o nome, mas pensei que fosse próximo de Punta. Para minha sorte, entrei logo na estação pra pegar um mapa e conversando com um atendente vi que estava no lugar errado. O moço disse para eu voltar correndo para o bus. Sooorte que consegui alcançar o bus segundos antes dele fechar a porta e sair..!! Ufa! Estávamos a uns bons km de Punta e eu teria me desesperado e desembolsado mais uma grana para ir ao local certo, além de ter perdido tempo precioso também hehehe Mas deu tudo certo.. graças a Deus!

 

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Escultura de la mano na Playa Brava

 

Chegamos em Punta por volta das 14h. Peguei um mapa da cidade no balcão turístico e me informei a respeito do city tour (tinham duas agências dentro da estação), pois eu queria ver a Casa Pueblo que fica a uns 15km de distância. O ruim é que o tour começava às 17h para poder pegar o pôr do sol na Casa lá pelas 21h e custava 25 dólares (!!!).Eu tinha dois problemas: 1 – não sabia o que ficar fazendo por 3 horas enquanto esperava para conhecer os locais (e eu tava com finiquito hehe); 2 – não queria que ficasse muito tarde para voltar para MVD. Cheguei a perguntar se daria para eu fazer o city tour a pé e o cara da agência disse que não, que a cidade tinha não sei quantos kms de extensão blá blá. Daí eu decidi ver por mim mesma e sai de lá com meu mapinha nas mãos. A escultura de la mano fica logo em frente ao terminal, então já pude ‘dar ok’ em um dos locais turísticos hehehe. Olhei um pouco a praia e fui procurar um lugar para almoçar. Eu queria muito comer uma empanada no Uruguai, então me informei e fui no Las Tucumanitas. Recomendo o local. É pequeno e aconchegante. Comi uma empanada de presunto e queijo e outra de frango, por 40 pesos cada. Muito boas!

 

Dali continuei seguindo o mapa daqui pra lá para ver os principais pontos da cidade. Quero apenas dizer que em poucas horas rodei a cidade a pé até o ‘final’, onde tinha um dos últimos pontos de visitação. Então, desmentindo o cara da agência, dá sim para fazer o city tour a pé e curtir a cidade. No caminho de volta, parei num Freddo (#vício!) para tomar sorvete (saiu por 130 pesos).

 

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Punta del Vapor (linda!)

 

Gostei bastante de Punta, cidade praiana gostosa, com avenida principal (Av. Gorlero) cheia de lojas e restaurantes. Eu entrei em uma ou outra rapidamente, só para ver como eram e ter uma noção de preço. Compras não era o meu foco nessa viagem, uma porque não tinha tempo para pesquisar e comprar, pois tinha poucos dias na cidade, outra porque tinha feito muitas compras na Bolívia (que é móoito barato!). O Uruguai não é muito barato não, tem o preço que se encontra no Brasil. De noite, a cidade parece ferver com as pessoas na Av. Gorlero, lotando restaurantes e curtindo o clima. É um local bem gostoso para caminhar também.

 

Após minha andança, voltei ao terminal para ver o que podia fazer para ir à Casa Pueblo. Conversei com a atendente da Cot, que explicou que a Casa fica no meio do caminho de volta a Montevidéu e que eu poderia descer na parada de Portozuelo, mas que daí teria que andar um bom pedaço – cerca de 2 km. Como eu queria muuuuito ir lá, eu decidi fazer essa loucurazinha! Foram 42 pesos para ir de Punta a Portozuelo. No bus, falei pro cara me avisar quando chegasse no local para eu descer. Chegando lá, antes de descer, perguntei como fazia para ir a Casa Pueblo. Nesse momento, o cara falou: “por que você não falou que ia pra Casa? A gente teria parado antes para você descer um pouco mais perto!”. Ai nesse momento rolou um arrependimentozinho de não ter falado meu destino final para o cara, que teria me ajudado bastante na caminhada. Aiai.. Acontece neh.. =/

 

Bom, fui caminhando, caminhando.. e logo no começo deu pra ver que eu estava ferrada.. é muito longe!.. não chegava nunca e eu estava caminhando na beira da estrada.. medinho neh genten..

Fui andando e seguindo as instruções e sempre que encontrava um ser vivo, perguntava a direção de novo para confirmar. Quando consegui chegar na rua principal que me levaria em linha reta à Casa, um casal me informou que ainda estava longeee!.. aiii.. eu pensava “será que volto? Mas eu já estou aqui, vou até o fim. Deus me proteja”. E graças a Deus, Ele me protegeu. xD (e lógico que pensava: “depois vou ter que voltar tudo isso” haha). No meio do caminho cheguei até a pensar em pedir carona, maaas decidi por melhor não. Um carro com um casal me parou, perguntou onde era a Casa, eu expliquei e disse que estava indo para lá. Nesse momento estava torcendo para eles me oferecerem carona.. e nada.. (pensei: “se fossem brasileiros tinham falado para eu ir com eles!”). Mas eu andei e andei e, finalmente, avistei a Casa! Fiquei tãaaao feliiiz!!

 

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Casa Pueblo

 

Na Casa funcionam um hotel e um museu. Você pode entrar de duas formas, em ambas paga-se 120 pesos; a parte ‘baixa’ dá acesso aos andares de baixo do hotel. Entrando pela outra porta, a parte ‘de cima’, você tem acesso ao museu e à parte alta do hotel. Se quiser passar pelas duas, tem que pagar duas vezes (mas as pessoas geralmente escolhem uma só). Pensei um pouco a respeito e decidi entra na parte de cima e ir ao museu.

Na entrada do museu, a recepcionista era uma brasileira, que está morando ali há quatro anos! Entrei, passeei ali dentro, tirei algumas fotos e fui do lado de fora.. meu Deus, vista linda! A construção da Casa já é diferente, misturado à paisagem, à casa na beira da praia, ao sol batendo naquele mar azul.. é de tirar o fôlego. Valeu toda a andança e cansaço!

 

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Chau Sol…! Gracias por provocarnos una lágrima, al pensar que iluminaste también la vida de nuestros abuelos, de nuestros padres y la de todos los seres queridos que ya no están junto a nosotros, pero que te siguen disfrutando desde otra altura.Adiós Sol…! Mañana te espero otra vez. Casapueblo es tu casa, por eso todos la llaman la casa del sol” - Carlos Vilaró

 

Fiquei um tempo por lá, mas não esperei o pôr do sol, pois tinha que voltar andando por todo o caminho que fiz na ida e não queria ir no escuro, pois é um lugar meio ermo e eu estava sozinha. Sou completamente a favor da gente tirar o máximo de proveito dos lugares que visitamos, mas prudência é tudo também. Além disso, tinha pegado na rodoviária um folder com os horários que o ônibus da Cot passava no ponto e eu queria pegar o das 19h40 mais ou menos, enquanto ainda estava claro. A volta foi mais tranquila. A volta sempre é neh, não tem mais aquele medinho de se perder no caminho e de não chegar nunca no local. Já sabia o caminho, o quanto ia ter que andar.. foi bem mais sossegado, fora que o pensamento mudou no trajeto. Ao invés de ficar pensando onde estava e como chegaria, fui refletindo sobre a imagem linda que tinha acabado de ver, a vida e tudo mais. Fui parada de novo por um carro de brasileiros para indicar o caminho, o que foi mais fácil também, pois sabia exatamente para onde direcioná-los. ;P

 

No ponto esperei um tempo até começarem a passar os ônibus. Outras pessoas foram chegando e quando o ônibus demorou um pouco mais, pude me informar com as pessoas dali e pegar o bus certo (sou péssima pra andar de bus até aqui em Sampa xD). Entrei em um ônibus e logo em seguida parou um atrás ao mesmo tempo. Falei onde queria ir e não entendi o motivo direito, mas o motorista me disse que eu deveria pegar o bus que estava atrás dele (era algum motivo referente à parada do ônibus ou sei lá o que). Peguei o bus da Cot, com o trecho valendo 152 pesos, e voltei tranquilamente para Montevidéu feliz da vida

 

DICA: não deixe de visitar a Casa Pueblo. É melhor se estiver acompanhado, pois dá para dividir um táxi ou alugar um carro. O city tour não aconselho, pois é algo que dá para se fazer a pé. Mas se não tiver jeito, melhor pagar os 25 dólares do que ir caminhando sozinho como eu fiz, ainda mais se quiser ficar até o pôr do sol. Segurança é tudo!

 

Voltei para o hostel e fiquei conversando com o pessoal até dar a hora do rapaz me buscar (não era bem um taxista, era um conhecido da recepcionista que fazia esse trabalho de levar as pessoas para o aeroporto). Ele chegou no horário combinado, às 2h30 da manhã, mais ou menos. Eu estava morrendo de sono de esperar, mas como ainda estava conversando com o pessoal, consegui me manter acordada um pouco mais de tempo. Nos despedimos com a promessa de novas viagens entre nós..

 

A ida ao aeroporto foi tranquila, chegamos rápido. Entrei no voo e dormi que foi uma blz. Na conexão em Porto Alegre aproveitei para me estirar no banco (estava sozinha em uma fileira de três). O ruim é que tive que me sentar quando fomos levantar voo.. =/

 

Cheguei em Guarulhos lá pelas 9h30 do dia 26, peguei o bus da Gol e segui para Congonhas.

 

Foi um delícia de viagem e fiquei muito feliz da minha ‘loucura’ de decidir ir de última hora.. valeu muuito a pena.. xD

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Colônia ou Punta?

 

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Colônia

 

As pessoas sempre ficam em dúvida em qual cidade escolher. Mas aqui vai minha dica: escolham as duas. Elas são muito agradáveis, mas cada uma a sua maneira. Acho que vale a pena ir aos dois locais se tiver a oportunidade e conseguir acrescentar mais um dia na sua viagem. É bom conhecer cidades que estejam próximas, mas que são diferentes umas das outras. Dá para sentir um pouco mais como é a vida e a cultura do país.

Se tivesse que escolher em qual delas ficaria mais um dia, escolheria Punta, pois a cidade tem uma outra proposta, é praiana, dá para curtir mais o clima e o local. Colônia é uma cidade gostosinha, para se sentar na praça e jogar conversa fora. Em Punta faz calor, mas é mais fresco, Colônia é mais abafado, então senti mais calor por lá.

Colônia é uma graça, mas acho que estava esperando um pouco mais pela cidade ser patrimônio da UNESCO. A parte histórica é bem pequena, com construções muito bonitinhas, uma cidade bem tranquila.

 

 

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Escultura aos 100 anos de Punta

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adorei o seu relato ! temos um "espírito viajante" meio parecido: andar sozinha por aí, se perder pela cidade e curtir o caminho, ir descobrindo coisas ao acaso ... e fazendo rápidas paradas pra um helado, rsrs

fui recentemente para Montevideo e me apaixonei. fiquei menos tempo do q devia, agora já planejo voltar .... sua descrição de Punta e Colonia me dão mais ganas de ir !

abraços

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Pessoal, estive em Punta, Monte e Colonia em abril.

 

Coloquei em relevancia no meu relato aquilo que acreditei ser util na minha estadia por la.

 

Mas uma coisa é certa, se puderem dividir as despesas com alguem...será melhor

Uruguai, tudo é caro.

Entrei com minha mulher em algumas lojas da ciudad vieja, nossa !!!! Saparo feminino, esse que aqui em SP custam R$150,00, lá R$ 350,00

Em Punta, paguei em uma pizza de mussarela R$ 60,00 e uma garrafa de gaseosa de 300ml R$ 8,00 absurdo

 

Qq dúvida estamos ai

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