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Olá viajante!

Bora viajar?

La Paz, Titicaca, Cusco e Machu Picchu - Set./Out. de 2008

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LA PAZ - TITICACA - CUSCO - MACHU PICCHU

Bolívia e Peru, de 18 de setembro a 7 de outubro de 2008

 

Fala, galera!!

Meu nome é Tobias (apelido Totô), tenho 27 anos (26 durante a viagem), moro em Curitiba e tô aqui pra contar sobre a viagem que eu e meu amigo Fernando (vulgo Desembarga ou Ferdinand), também com seus 26 (hoje também já um véio de 27) e de Curitiba, fizemos recentemente pela Bolívia e Peru.

E faço isso por dois motivos:

1º) pra deixar registrado também em palavras tudo que rolou na viagem e assim ter mais uma forma de lembrança de toda a experiência vivida durante esses 20 dias;

2º) pra deixar minha mais que devida contribuição em forma de agradecimento a todos que fazem este site ser o que é: um verdadeiro e ótimo guia de viagem.

Já adianto que vou escrever e postar aos poucos, em capítulos, porque pretendo inserir no texto, além do relato-diário propriamente dito, todas as dicas e informações - incluindo preços atualizados - que conseguir lembrar.

Outra coisa é que somente vou apontar dados históricos quando julgar indispensáveis pro entendimento do trecho em questão. A idéia não é, definitivamente, produzir uma mini-aula de história.

Também quero desde já pedir desculpas pelos palavrões (tentarei evitar), pelos inevitáveis apontamentos pessoais que muita gente vai ficar sem entender (afinal, como já dito, isto é também uma lembrança pessoal) e pelo tamanho do relato, que já percebi que não vai ser dos menores. Tomara que tenham saco de ler.

Enfim, espero conseguir fazer um texto detalhista e informativo, mas ao mesmo tempo bem dinâmico e divertido. Vamos ver o que vai sair aqui.

Foi pensando naquele segundo motivo ali de cima que desde o início do planejamento da viagem já fui deixando anotado todo tipo de informação que poderia repassar quando chegasse a hora de fazer minha parte por aqui, ajudando futuros mochileiros com destino a Bolívia e Peru da mesma maneira como outros tantos me ajudaram quando eu precisei.

A verdade é que quase toda a nossa viagem foi montada com base no conteúdo então existente neste site. Por isso, a partir de agora, começo a pagar pelos serviços que me foram tão bem prestados aqui.

 

DICA :arrow: A MELHOR DICA DE TODAS: A grande dica da viagem, por isso também a primeira. Fale com o povo, com os outros turistas, com os vendedores, com os guias e com todo mundo que encontrar. Não sabe espanhol? Nem inglês? Não dá nada!! É tímido? Dê um jeito de esquecer a timidez no Brasil!! Seja sempre educado, simpático, alegre e atencioso. Vá por mim, converse, troque idéias, faça amigos e depois veja como isso terá feito toda a diferença na tua viagem e na tua vida!!

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Oi Thyago

a minha viagem será só em julho/agosto de 2009

infelizmente não vamos nos encontrar pelo caminho :)

 

abraços!

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LA PAZ - TITICACA - CUSCO - MACHU PICCHU

Bolívia e Peru, de 18 de setembro a 7 de outubro de 2008

 

22 de setembro, 2ª feira

TIWANAKU E MAIS UM ROLÊ PELA CIDADE

 

Estávamos comendo o desayuno quando chegou o carinha da agência responsável pelo passeio a Tiwanaku. Pedimos 5 minutos, terminamos o desaynuno, peguei minha mochilinha véia de guerra e nos mandamos.

Esse foi o primeiro programa eminentemente turístico da viagem, então começamos a conhecer outros mochileiros. Na nossa van estavam, além de nós dois e da tripulação, mais 3 casais (um francês, um holandês e um boliviano de Cochabamba), que não chegamos a conhecer muito bem, e o Phillip, um inglês cheio de trejeitos pra lá de esquisitos, mas gente boa.

Tiwanaku fica a uns 70 km de La Paz. Já adianto: pra fazer o percurso até lá, sente do lado direito da van. O que se vê no caminho é uma paisagem de campos áridos com os 125 km da Cordilheira Real boliviana e seus vários picos nevados de mais de 6 mil m.s.n.m. ao fundo.

O contraste entre os dois cenários é alucinante!! E o guia vai explicando sobre a cadeia de montanhas, falando a altura e o nome de cada uma delas. A van até pára num mirante meia boca pra tirarmos umas fotos dos morrinhos.

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_54899_Relato_Cordillera_Real.jpg

La Cordillera Real

 

Dá pra dizer, tomando por base uma escala relativamente grande, que o lago Titicaca está aos pés da Cordillera Real. E pra ficar de cara: do outro lado da cordilheira (atrás desse monte de picos nevados que se pode ver dessa estrada) existe uma floresta quente e úmida chamada Amazônia. Porra, como pode? Loucura, loucura, loucura!!

Bão, depois da viagenzinha de van finalmente chegamos a Tiwanaku. A primeira coisa que se faz lá, depois de desembolsar os 80 BOL$ da entrada, é conhecer os museus. Pelo que me lembro, são dois: um onde está o maior monolito tiwanakota, e outro onde estão diversos objetos (basicamente cerâmica e metais) encontrados nas ruínas.

O primeiro até que é jogo rápido, porque é um museu de uma peça só: o monolito. Lá dentro o guia explica tudo que interessa sobre a pedrona, tiram-se umas fotos sem flash, e acabou.

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_54899_Relato_monolito.jpg

Será que esse aí era "o cara" dos caras?

 

Já no segundo museu, o das miudezas, o negócio demora. Não sei se o guia que era enrolado, mas a impressão é que as tigelinhas de barro não acabavam mais. Até meu nariz sangrou de tanto cansaço (aquele sangramento causado pelo ar seco de La Paz). Sem brincadeira, esse museu cansa de verdade. Talvez por causa do volume e do ritmo de informações que o guia passa. Só sei que quando terminamos eu já tinha parado de ouvir as explicações fazia tempo.

Depois dos museus fomos até as ruínas propriamente ditas. E eu na expectativa de ver a tal pirâmide que foi descoberta faz pouco tempo. Fomos direto ver a dita cuja. Decepção total!! A pirâmide ainda tá sendo escavada. Só se vê um pedaço dela. E não é uma pirâmide no “estilo clássico”, como as dos egípcios. Essa aí foi construída em níveis, em terrazas. O formato é piramidal, mas não é pedra sobre pedra. E mais da metade tá coberta de terra. Além disso, a pirâmide tá sendo reconstruída, ou seja, não é original de fábrica. Os arqueólogos vão escavando, achando pedaços e reconstruindo conforme acham (baseados em documentos e indícios históricos, claro!!) que era o negócio.

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_54899_Relato_pir__mide.jpg

A pirâmide tiwanacota

 

Da pirâmide nos dirigimos a outra parte da capital do império tiwanakota, onde ficavam os templos e praças de reunião do povão. De novo, nada que surpreendesse. Vimos mais uns monolitos e umas cabeças esculpidas em pedras num dos templos, além de mais um punhado de pedras em cima de outras pedras que tavam em cima de outras.

O mais legal do passeio foi conhecer um “microfone” que existe lá em uma das praças. Esse “microfone”, que nada mais é do que um buraco em formato de ouvido talhado numa pedra, com um resultado acústico impressionante, servia pra alguém importante falar com a galera na praça. Nosso guia até fez uma demonstração prática, e o troço funciona mesmo.

Lá pelas 14:00, com todo mundo cansado, terminamos o tour. Fomos então caminhando até um restaurante próximo pra almoçarmos. Na hora dos pedidos, o garçom/cozinheiro/caixa anotou sei lá quantos refrigerantes de 290 ml, um pra cada gringo. Na nossa vez, pedimos se não tinha Coca Cola de 1,5 ou de 2 litros. E tinha!! Pra comer pedi um bife de lhama. Qualquer prato custava 25 BOL$.

Quando chegaram as bebidas, foi só gringo olhando pra nossa Cocona. Expliquei pra eles que a garrafa grande custava quase o mesmo que a garrafinha, e falei pra eles pedirem pra trocar. Mesmo com o aviso, o casal de franceses se conformou em dividir uma garrafinha de 290 ml. Os outros ficaram cada um com a sua, exceto o Phillip, que já tava no racha dos 1,5 litros.

E aí veio a comida. Meu bife de lhama veio premiado com um pêlo. E não era pêlo de lhama. Beleza, a esta altura da viagem já estávamos mais habituados com esse tipo de coisa. Comecei pelas papas fritas, que tavam nota 10!! Mas, pra fechar o cardápio com chave de ouro, a lhama tava fria. Reclamar ou pedir pra esquentar o bife estavam fora de questão, então tirei o pelão e mandei ver.

Depois do almoço voltamos pra La Paz. Terceiro passeio da trip, segundo programado. Só vale pela importância dos velhinhos tiwanacotas, porque como passeio fica devendo bastante: nota 5,50!!

Chegamos no Copa lá pelas 16:00 e saímos procurar as lojas de esportes e roupas de frio. Não achamos, voltei pro hostal, procurei aqui no site a indicação mais precisa e pegamos um táxi (8 BOL$) até o Shopping Norte.

Entramos e fomos direto procurar a loja da Columbia, e foi aí que descobrimos que não existia a tal loja, mas sim 3 lojas que vendiam, dentre outras “marcas”, roupas e acessórios da Columbia. Pra resumir a história, nas 3 lojas não tinha quase nada da Columbia ou de qualquer outra marca confiável. E o que tinha tava com a maior cara de falsificação, especialmente os fleeces e anoraks da North Face. Não compramos nada!!

O bom de ter ido até esse shopping foi que, voltando a pé, passamos pela Calle del Comercio, rua exclusiva de pedestres pela qual ainda não tínhamos passado. Essa rua é show de bola!! Muito movimentada, cheia de restaurantes e com comércio ambulante em toda sua extensão. Caminhamos por ali durante um tempo, de olho nas toucas, cachecóis e luvas baratíssimos vendidos pelos ambulantes.

De repente, numa rua tranversal, estávamos em frente ao Hotel Torino, que originalmente era nossa segunda opção de hospedagem em La Paz. Entramos pra conhecer as acomodações e o preço. Beeeeeeeeeeeeemmmmmmmm mais barato que o Copa, mas também bem mais simples. Metade do preço!! E o hotel fica numa região muito legal, bem próximo a Plaza Murillo e a Calle del Comercio. Chegamos à conclusão que deveríamos ficar por ali quando voltássemos a La Paz.

Com fome, acabamos jantando no Cafe Torino, o café anexo ao Hotel Torino (a entrada do Cafe é pela rua). Tomamos um chopp da Paceña (esse sim gelado!!) e comemos empanadas, já que salteñas só existem de manhã. Com mais uma torta de maçã de sobremesa, meu jantar fechou em 27 BOL$.

Já com o comércio de rua encerrado, pegamos uma van das de 1,50 BOL$ pra voltar ao Copa. No outro dia, acordar cedo de novo, desta vez já a caminho de Cusco, com parada no lago Titicaca. Pagamos o hostal (com mais 3% do uso do Visa Travel Money), tomei um banhão e dormi.

 

DICA :arrow: PAPEL HIGIÊNICO NA MOCHILA: Adivinhe o que eu usei pra estancar o sangue no nariz? Exatamente: papel higiênico!! Na real o papel higiênico deve estar na tua mochila desde o começo da viagem. Nunca se sabe quando ele vai ser necessário. Ele vai amassar, sujar, molhar e tudo mais, mas, assim como a garrafa d’água, leve ele com você pra tudo quanto é canto. Uma hora você vai precisar!!

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Grade Tobias!

 

Primeiramente meus parabéns pelo texto, muito gostoso de ser lido e muito explicativo. Vou fazer a seguinte rota à partir do dia 08/12.

 

Cianorte - Corumbá

Corumbá - Santa Cruz (Via trem da morte)

Santa Cruz - Cochabamba

Cochabamba - La Paz

La Paz - Puno

Puno - Juliaca

Juliaca - Cuzco

 

Estou com algumas dúvidas:

 

- Machu Pichu fica em cuzco?

- As estradas da Bolívia ainda estão bloqueadas?

- Qual rota mais barata para fazer a trilha Inca e chegar a Machu Pichu?

- Ouvi dizer que agora só se pode fazer com guia? Procede a Informação?

- É possível, com jeitinho brasileiro, fazer sem guia? [Objetivo gastar mínimo possivel]

- Quais lugares são os mais perigosos [Roubo, assalto, terrorista ou qualquer perigo]?

 

Preciso de algumas sugestões:

 

- Dos lugares que eu disse que vou passar, o que vocês sugerem?

- Locais para ficar, visitas a parques, museus, praças, igrejas, baladas ou qualquer outra informação.

 

Vou com um amigo meu, e pretendemos ficar em torno de 15 dias por lá.

 

Um abraço mochileiro!

 

Marcelo

mahceloo@gmail.com

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Marcelo,

respondendo tuas perguntas...

 

Machu Picchu não fica em Cusco. Machu Picchu está + ou - uns 70 km a noroeste de Cusco. Cusco foi a capital do império inca, por isso muita gente acha que Machu Picchu fica em Cusco.

 

Não sei se as estradas ainda estão bloqueadas. Desde que voltei não acompanhei mais a crise boliviana. O que posso te dizer é que não vi nada de bagunça por lá. Nem em Santa Cruz, que é um dos centros da crise. Todo o tempo em que estive na Bolívia me senti seguro em relação aos protestos.

 

Aliás, em relação a assaltos, roubos, etc, o perigo é o mesmo em todos os lugares da viagem. Não me senti inseguro em nenhum momento e em nenhum lugar. Tudo na paz. É só se manter atento e não ser imprudente. Cuidados básicos de qualquer turista em qualquer lugar do mundo.

 

Sobre a trilha inca não posso te dizer muito, porque não fui até Machu Picchu por ela. Fui por uma outra trilha em que não se vê nenhuma ruína inca, apenas florestas, cachoeiras e pequenos vilarejos. Gastei pra fazer essa trilha (somente transporte ida e volta) 70 bolivianos, o que deu exatamente 10 dólares. A trilha inca, a tradicional, custa no mínimo 180 dólares. Por aí já se vê a diferença. Devo ter gasto com alimentação mais uns 5 dólares. Além disso, existe ainda o gasto com a pousada em Aguas Calientes. Logo chego a esta parte do roteiro no relato.

O que não posso dizer é que esse caminho que fiz é mais legal que a trilha inca. Não deve ser. Eu, quando for de novo, quero fazer a trilha inca. Só não fiz desta vez porque não tinha vaga.

 

Pelo que eu pesquisei, só dá pra fazer a trilha inca com guia. Não tem jeito de fazer sem guia, nem com jeitinho brasileiro.

 

O jeito mais barato de chegar a Machu Picchu creio que seja esse caminho que eu fiz. 15 dólares e muita, mas muita caminhada.

 

Qualquer outra dúvida, é só escrever.

Ou, melhor ainda, espere pela continuação do relato que vou postar todas essas dicas com mais precisão.

 

Abraço,

Tobias

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Tobias,

você poderia me informar quanto gastou ao término da viagem?

Iria ajudar muito no meu planejamento.

Abraços

 

Thyago

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Thyago,

 

ainda não fiz o cálculo exato (e acho que nem vou fazer), mas creio que gastei aproximadamente 2.500 reais.

 

Mas nesses 2.500 estão incluídas 4 passagens aéreas, duas de 300 reais, uma de 350 reais e outra de + ou - 250 reais. Ou seja, 1.200 reais só de passagens aéreas. Se fizer tudo por terra sai bem mais barato, mas leva muito mais tempo.

 

Além disso, nesses 2.500 estão incluídos todos os gastos possíveis.

 

Galera,

 

semana que vem posto mais um ou dois capítulos. Essa semana foi correria total e não tive tempo de escrever.

 

Abraços.

Tobias

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Olá,

 

primeiro gostaria de agradecer ao Molossi pelos posts sobre sua viagem. Acredito que estão ajudando a todos nós. Decidi fazer esta viagem para a Bolívia-Peru agora no reveillon até lá pelo dia 20 de janeiro de 2009. Como não conheço o lugar, postarei aqui o trajeto que pretendo fazer (depois de uma pequena consulta na internet), para que os amigos me aconselhem sobre qualquer local onde passarei, bem como a forma de se chegar ate eles e locais onde tenham ficado ou saibam que compense ficar (levando-se em conta o custo beneficio entre o preço pago pelo serviço prestado).

 

São Paulo

Corumbá

Santa Cruz

Sucre

Potosi

Uyuni

La Paz

Puno

Cusco

Machu Pichu

 

Não sei se compensa voltar de avião de Lima para São Paulo ou de ônibus e trem mesmo. Também gostaria de saber se preciso comprar dólares para trocas pelas moedas dos dois países ou se posso trocar por Reais.. afinal, o dólar ultimamente tá bem alto.

 

Pensei em fazer a trilha inca, mas entrei no site indicado pelo caro Molossi e descobri a taxa é de U$225.. aí tá difícil.. o que vem incluído neste preço.. guias e o que mais..

 

Quantos dias me aconselham a ficar em cada lugar para que possa aproveita-los.

 

Bom galera.. quem puder me ajudar eu já agradeço.. qualquer informação será de muita valia.

 

Abraços

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oi, estou adorando o relato e preprando a minha viagem como o mesmo roteiro, quero sair de sao paulo no dia 5de janeiro, e penso que terei tbm ns 15 dias de viagem, será que mais alguem tbm vai??

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Galera,

continuo na correria com trabalho e estudos.

Hoje à tarde consegui uma folguinha e vou ver o que consigo escrever e postar aqui.

Abraços!!

Tobias

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LA PAZ - TITICACA - CUSCO - MACHU PICCHU

Bolívia e Peru, de 18 de setembro a 7 de outubro de 2008

 

23 de setembro, 3ª feira

COPACABANA E ISLA DEL SOL

 

Conforme combinado, às 8:00, depois do já conhecido desayuno, embarcamos no bus da Combi Tours que nos levaria até Copacabana, uma cidadezinha à beira do lago Titicaca que, reza a lenda, é parada obrigatória numa viagem por essas bandas.

No ônibus encontramos novamente, e por acaso, nosso amigo inglês, o Phillip. Nesse ônibus estavam umas 30 personas, umas indo a Copacabana pra voltar no mesmo dia, outras pra ficar por lá, outras pra dormir na Isla del Sol e ainda outras que passariam por lá sem parar, a caminho do Peru. Assim, conhecemos uns hermanos que depois voltaríamos a ver muitas vezes pelo caminho.

Para ir de La Paz a Copacabana, é preciso sair por El Alto. A estrada que leva a Copa não é a mesma que vai a Tiwanaku. Pra ir a Copa se passa ainda mais perto da Cordillera, então, de novo, sente do lado direito do bus. A primeira vista que se tem do lago sagrado já impressiona. O visual é muito tesão. E a composição que se forma, parecida com a do caminho a Tiwanaku (campos áridos com as montanhas nevadas ao fundo), mas agora incrementada com o Titicaca aos pés da cordilheira, é show de bola. O foda é que por causa do sol as montanhas não aparecem muito bem nas fotos. Mas não dá nada!! Mesmo assim é show!!

Lá pelas tantas da manhã se chega ao Estrecho de Tiquina, onde a galera desce do bus pra atravessar uma parte do lago. 1,50 BOL$ pra atravessar o estreito. O bus vai com as malas numa balsa e a galera em barquinhos. A água do lago é muito limpa nessa região, chega a ser transparente e me fez recordar da água da Ilha Grande e de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro.

O que mais chama a atenção, ao atravessar o estreito, é o prédio da marinha boliviana que fica do outro lado do lago. E chama a atenção porque a Armada Boliviana não cuida do mar, já que o país não tem saída marítima. Já teve, mas hoje a Armada só serve mesmo pra proteção do território em caso de invasão externa pelo lago Titicaca. É uma verdadeira marinha órfã, marinha sem mar.

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_54899_Relato_Armada.jpg

La Armada Boliviana

 

Depois de mais um trecho de estrada, às 12:00 chegamos em Copa. O ônibus larga a galera a algumas quadras do “centro” da cidade. Não sei por que motivo, mas acho que é por causa das ruas muito estreitas. Enfim, descemos, pegamos as mochilas e fomos andando até a loja da Combi pra acertar a saída pra Puno no dia seguinte. Fizemos isso e já fomos para o Las Kantutas, nossa primeira opção de hospedagem na cidade, indicação de alguém aqui no site.

Acertamos o preço com o mal-humorado recepcionista, 50 BOL$ por pessoa, largamos nossas coisas no quarto e saímos pra almoçar e em seguida embarcar rumo a Isla del Sol.

Por indicação do chato da recepção, acabamos almoçando no Puerta del Sol, um restaurante que não chama atenção na rua principal da cidade. A primeira truta da viagem, acompanhada de arroz e batata cozida com um molho meio agridoce, foi o melhor almoço de todos até então. Com duas Paceñas, desta vez geladas, o almoço saiu a 37,50 BOL$ per capita.

Em cima da hora, corremos até o lago pra pegar o barco que nos levaria até a Isla del Sol. Pagamos o preço – 15 BOL$ - e saímos em direção à famosa ilha onde “nasceu”, das águas do lago sagrado, Manco Kapac, o primeiro inca.

Puta viagem demorada!! Dá até pra dormir no caminho. Na verdade o tempo que você fica na ilha, se for voltar pra Copa no mesmo dia, é muito menor do que o tempo que você fica no barco.

Chegando lá, o guia informa que teremos uma hora na ilha, e que o que se tem de interessante pra fazer, pra quem só tem uma hora ali, é subir a escadaria inca que, pelo que entendi, é o início da trilha que leva à parte oposta da ilha. Ao desembarcar são cobrados 5 BOL$, afinal se está adentrando em um sítio arqueológico. Não pagamos porque a desorganização é tão grande que só ficamos sabendo que tinha que pagar quando já estávamos de volta no barco.

Com pouco tempo, fomos direto subir a escalera. Ao longo da escalera, inúmeras nativas, quase todas cholas, trabalham ao ar livre em seus tecidos enquanto suas filhas vendem fotos ao lado de lhamas para os turistas. Na subida uma menininha nos ofereceu “una fotito con la llamita”. Apesar de toda a graça da pequena, não conseguiu nos convencer. Assim que viramos as costas pra continuar a subida, ouvimos uma cusparada. Olhamos pra trás e, pra nossa surpresa, a cusparada foi da lhama na própria dona, atingindo em cheio o rosto da cholita. Pena que não vimos a cena, mas só de ouvir e depois ver o rosto dela todo lambuzado já foi engraçado.

Lá em cima não vimos nada de ruínas, mas a subida vale a pena pelo que se vê não lá em cima, mas lá de cima: a melhor vista que tivemos do Titicaca!! E as montanhas nevadas lá, compondo o visú!!

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_54899_Relato_Isla_del_Sol.jpg

O visú na Isla del Sol

 

Na descida não resisti ao pedido da guriazinha cuspida. Pechinchamos e conseguimos duas fotos com la llamita, la cholita e sua irmãzinha de nariz ranhento por 2,40 BOL$, tudo que tínhamos em moeda. Valeu a pena!! Grande lembrança, não pela foto, mas pela simpatia e lindeza da pequena cholita.

 

otf_pic.php?pic_cat=users_pics&pic_id=user_54899_Relato_la_llamita.jpg

Una fotito con la llamita

 

Chegando lá embaixo, só deu tempo de ir ao banheiro (1 BOL$) e já tivemos que embarcar pra voltar a Copa. Mas ainda passamos em outra parte da ilha pra ver umas ruínas onde parece que morou o velho Manco. Nada que impressionasse, e como pra entrar aí tinha que mostrar o ticket de entrada na ilha, o qual não tínhamos, tivemos que desembolsar os 5 BOL$ da entrada. Mais umas fotos e enfim estávamos a caminho de Copacabana, onde eu esperava dar uma boa dormida até o início da noite. Mais uma atração programada da viagem que decepcionou: nota 5 unânime pra Isla del Sol!!

Eu tava podre de cansado, então já dormi um pouco no barco. Quando chegamos, ainda passamos na igreja, pra conhecer. Da igreja fui direto pro hotel, caí na cama e só levantei lá pelas 20:30. Tomei um banhão e saímos jantar e dar um rolê pela princesinha do lago.

Já um pouco tarde para os padrões da cidade, custamos a encontrar restaurantes abertos. Mas achamos um muito bom, o Bambu, onde comemos pejerrey e dividimos uma Coca de 1 litro, tudo a 33 BOL$ por cabeça.

Na volta resolvemos parar num bareco de nome estranho (algo como Akwaaba) onde tínhamos visto que iria rolar alguma coisa. Entramos e havia umas 15 pessoas assistindo um showzinho ao vivo de música de cabaré, com duas mulheres a caráter se revezando no microfone. Pelo que percebi, tratava-se de tango, porque o público sul americano presente no local, especialmente los hermanos, entoava junto muitas das canções. Chegamos tarde!! Depois de duas músicas o show acabou e as meninas passaram uma latinha para contribuições. Ficamos ali no balcão por mais um tempo, tomando uma Paceña, e conversamos com as cantoras, que eram duas argentinas que estavam iniciando uma viagem que duraria um bom tempo, saindo da Argentina e chegando ao México. Faziam o show por onde passavam pra conseguir grana pra continuar a trip.

Terminamos a cerveja e fomos embora dormir. O Desembarga tava a fim de acordar cedo pra visitar um calvário que existe em cima de um morro. Falei que ia ficar dormindo, dei boa sorte pra ele e dormi um dos melhores sonos de toda a viagem.

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