Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia, Chile e Peru - 30 dias inesquecíveis

Postado
  • Membros
  • Este é um post popular.

Hola chicos de Brasil!!!

 

Vou relatar minha experiência nesse tradicional mochilão entre Bolívia Chile e Peru que aconteceu entre os dias 01 e 30 de junho. Lembrando que o fato de ser comum, de forma alguma faz com que seja uma viagem "mais ou menos", aliás eu diria que se o que te falta é um incentivo, nem leia este relato, pegue sua mochila e vá. Eu garanto que será a melhor experiência da sua vida :!::!::!: No entanto devo lembrar que o fim da viagem é muito difícil, bate uma deprê enorme na hora de voltar, mas vale a pena! :D

Fiquei cerca de 6 meses planejando essa viagem que por sinal conheci por meio do mochileiros.com, praticamente todas as informações que colhi foram daqui então o mínimo que poderia fazer é um relato como forma de agradecimento e quem sabe como incentivo a outras pessoas também fazerem esse mochilão.

Foi minha primeira viagem internacional e foram 30 dias sensacionais. Desertos de areia, de sal, montanhas nevadas, mata, grandes cidades, pequenas cidades, cidades perdidas etc. O ganho é enorme, cultural, visual, social e álcoolicamente falando. heheheh. Em 30 dias conheci pessoas maravilhosas, fiz diversos amigos, sim, amigos e não colegas, no mundo inteiro.

É uma viagem onde é possível conhecer lugares incríveis, festejar muito e refletir sobre a vida (a minha com certeza ganhou um rumo diferente). Passei por alguns apuros durante a viagem mas não tem como fugir dos imprevistos.

Vou tentar detalhar bastante mas não adianta, muitas informações se perdem no meio do caminho mas não tem problema, quando está lá as coisas acontecem bem naturalmente.

 

Vamos ao que interessa :!::!::!:

 

 

Antes de tudo vou deixar um vídeo que dá uma boa ideia do que foi esta viagem

bcp.png.ad76138c011229f9ad0816beca808562.png

O roteiro

O roteiro final foi o seguinte:

Santa Cruz de la Sierra

Sucre

Potosi

Uyuni

San Pedro de Atacama

Arica

Tacna

Arequipa

Nazca

Paracas

Huacachina

Cusco (com Salkantay)

La paz

Santa Cruz de la Sierra

 

As únicas diferenças do roteiro original foram a inclusão de Nazca e a exclusão de Copacabana devido a acontecimentos no meio da viagem

 

Para a galera ter uma noção melhor da localização das cidades, vou colocar o roteiro que eu fiz no Tripline antes de viajar. No final as anotações nesse roteiro não bateram totalmente com o que aconteceu então é só pra ter uma ideia mesmo(eu editei para excluir Copacabana e incluir Nazca).

 

20121005003113.jpg

 

Gastos

Passagens Guarulhos x Santa Cruz: R$ 447,00 ida e volta pela Gol. Comprei com 2 meses de antecedência mas pelo que vi esse é o preço normal.

Passagem Santa Cruz x Sucre: US$ 57,00 pela BOA http://www.boa.bo/brasil/inicio (comprei pela internet no cartão de crédito, rápido e sem problemas)

Levei comigo em dinheiro R$ 2000,00 e US$ 600,00 (cerca de R$ 3200,00) e sobrou mesmo depois de comprar alguns presentes. Exageramos principalmente com comida no Peru (que é ótima) a ponto de desperdiçar e posso dizer que se você for mais controlado, dá pra fazer com pouco menos de 3000,00 tranquilamente.

 

Pra quem não quis calcular, o gasto total foi de R$ 3700,00 aproximadamente

OBS: não tenho nenhuma planilha de gastos, não fiz e acho que não fez falta em nenhum momento, muitos gastos estão detalhados no meio do relato, acho que o importante é saber mais ou menos quanto dinheiro precisa no total e o valor de alguns passeios mais caros ou de transporte em alguns trechos mas não tem por que saber quanto custa um pirulito na banquinha de doces em frente ao terminal de ônibus de Sucre por exemplo. ::tchann::

 

 

DICAS

- Primeira e mais importante, se você vai viajar nos próximos meses NÃO compre passagens pela Aerosur, a empresa está em situação crítica, ainda não se sabe se vai falir mas para se ter uma ideia, no aeroporto de Viru Viru não há ninguém nem mesmo atendendo nos balcões da companhia mesmo assim o site e diversas agências de viagens continuam vendendo suas passagens. Fique esperto, não compre. Dois amigos que estavam comigo compraram e se deram mal, também encontramos outras pessoas na mesma situação.

- Não quis apostar em VTM e coisas do tipo pois já vi varias pessoas tendo problemas como maquinas engolindo ou dificuldade em achar lugares pra gastar, então resolvi ficar só com o moneybelt (R$19,90 na Decathlon ::cool:::'> ), ficava 99% do tempo comigo, pode ser arriscado mas não tive problemas.

- O trecho Santa Cruz x Sucre decidi fazer de avião pois dizem que não é muito bom fazer de ônibus devido às condições da rodovia, além de levar cerca de 17 horas, portanto como o preço indo de avião é bem acessível, eu recomendo afinal você também não perde um dia de viagem.

- Provavelmente só mudaria uma coisa na viagem toda e deixo aqui a dica: leve dólar, se puder, tudo em dólar. Resolvi levar real e realmente não há problemas em fazer troca, ele é aceito em casas de câmbio em quase todas as cidades mas eu perdi dinheiro sempre. Vou exemplificar. Comprei meus dólares na semana da viagem (brasileiro deixa tudo pra última hora né heheh) e paguei R$ 2.10 no câmbio e por exemplo na Bolívia no aeroporto Viru Viru o câmbio era o seguinte:

Real: 3,00 bolivianos

Dólar: 6,84 bolivianos

Então vamos lá, calculadora em mãos, rssss. Com R$ 2,10 eu compraria 6,30 bolivianos, mas com os mesmos R$2,10 eu compraria US$ 1,00 e trocaria ele por 6,84 bolivianos e estamos falando de dinheiro para um mês todo, no final esses centavos fazem muita diferença. Com a moedas dos 3 países isso acontecia, a única diferença era quanto dinheiro eu perdia ::putz:: as vezes mais, as vezes menos por isso hoje eu digo leve dólar

 

 

Preparativos

Posso dizer que pra algumas coisas sou meio despreocupado mesmo, a única coisa que fiz basicamente foi definir o roteiro e ir. Mesmo indo em alta temporada(para o Peru pelo menos devido ao Inti Raymi) não reservei nada, hostel, passeios, nada e digo que podem fazer da mesma forma sem medo pois por mais incrível que pareça, reservando algumas coisas com antecedência você pode pagar mais caro.

Como não tinha nenhum amigo que podia ir junto no mesmo período me programei psicologicamente para ir e ficar sozinho. Santa ingenuidade :!::!::!: Se você quiser ficar sozinho nessa viagem tem que fazer um esforço enorme pra isso (e mesmo assim acho difícil conseguir :D ) mas eu não sabia disso então comecei a procurar pessoas aqui mesmo no mochileiros que fossem fazer a viagem nessa época. Troquei mensagens com várias pessoas e montei um grupo no Facebook porém a maioria das pessoas não ia na mesma data então acabamos usando mais pra trocar informações porém um deles, o Thiago iria na mesma data que eu juntamente com o Rogi e até o Salar de Uyuni nosso roteiro era o mesmo. Depois viemos a descobrir que nosso voo era o mesmo saindo de Guarulhos. Pronto, já não estava mais sozinho e nem tinha saído do Brasil.

Conheci também Fernando e Beatriz que estavam em outro grupo com 90% do roteiro igual ao meu porém eles iriam sair de SP um dia depois de mim. Como haveria essa diferença de um dia, pelos meus cálculos, não conseguiríamos nos encontrar no começo da viagem então decidi não me comprometer a fazer parte do grupo mas mantive contato planejando me encontrar com eles em Uyuni ou Atacama. Minha ideia o tempo todo foi me preparar para estar sozinho e se algo diferente acontecesse seria lucro, mas se eu planejasse estar acompanhado o tempo todo e não conseguisse isso, seria bem pior.

Tive problemas com o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela mas vou contar no relato.

No começo estava em dúvidas se começava o roteiro por La Paz para comprar roupas por lá pois não tinha nada para aguentar o frio do Salar mas desisti da ideia e comecei por santa cruz mesmo então fui na Decathlon ver se achava algo que desse pra usar por lá a um preço aceitável. Encontrei na seção de Snowboard uma jaqueta em promoção, me pareceu boa. Comprei ela, uma calça underwear por 39,90, o moneybelt e só, rssss (lembra q sou meio relaxado? heheh).

O resto foram roupas comuns, jeans, camisetas dry fit, umas de algodão,blusas leves, nada demais!

Mochila foi uma de 55L se não me engano. Aconselho uma de 65 pelo menos principalmente se for mulher pois tem algumas tranqueiras a mais hehehe mas somente por praticidade pois a minha serviu bem. Mas se você for daqueles que gosta de comprar bastante coisa no caminho como lembranças e etc, lembre-se que terá que guardar em algum lugar. ::otemo::

 

DICAS

- Nessas horas tem gente que acha que até a escova de dente tem que ser adaptada para mochileiros e eu sou prova viva de que não é bem assim. Claro que isso é uma opinião bem pessoal mas só digo que não é essencial ok? ::cool:::'>

Nem mesmo bota eu usei. Fui com um tênis Olympikus velho com um ano de uso (e olha que eu fiz a Salkantay hehe) e não me arrependo.

 

 

 

1° dia - Guarulhos x Santa Cruz de La Sierra

Acho que nem preciso dizer o tamanho da ansiedade nesse dia né? rsss. Acordei cedo e fui no Instituto Emílio Ribas que fica relativamente perto de casa, pois lá conforme consta no site da Anvisa, emite o Certificado Internacional de Vacinação para a febre amarela que (teoricamente) é exigido nesses países. Bom, chegando lá descobri que eles realmente emitem o certificado mas APENAS se você tomar a vacina lá ( o mesmo acontece com todos os outros postos credenciados que estão na lista do site da ANVISA) e eu já havia tomado a vacina 2 anos antes portanto o que eu deveria fazer seria me dirigir a um posto da própria ANVISA e não um posto credenciado. OBS: Essa informação consta em letras minúsculas na lista da ANVISA e eu é claro, não vi.Lá no instituto a mulher me disse que não havia problemas pois o posto da anvisa funcionava 24H no aeroporto de guarulhos pois era internacional e bla bla bla, só o de Congonhas que fechava as 17H. Pedi pra usar o telefone dela pra ligar na ANVISA e confirmar somente por precaução, ela até deixou mas quem disse que funcionou? provavelmente o número estava errado. Ela falou mais algumas vezes, eu acabei me convencendo e pensei "saio mais cedo de casa, passo na ANVISA no aeroporto e tá tudo tranquilo". Hehehehe você acha que deu certo??? Continue lendo.

Meu voo era as 22:00, saí mais cedo de casa mas tranquilo pois a ANVISA funcionava 24H então teria tempo de sobra :? . Busão, metrô, adrenalina a mil. Cheguei no aeroporto as 18:45 e me dirigi ao balcão de informações perguntando onde era a ANVISA, nisso a mocinha vira e manda na lata: "você quer pegar o certificado agora? A ANVISA fechou às 18:00 mas vai la e vê se tem alguém". Hahah nessa hora só pensei: "Fod*u" mas mesmo assim foi la e adivinhem......estava aberta??? Claro que não. Voltei ao balcão e perguntei pra moça se era realmente obrigatório o certificado, ela não tinha certeza mas ligou pra alguém que disse enfaticamente "sim é obrigatório". Hehhe eu estava rindo pra não chorar, já pensei que teria remarcar minha viagem e estava pensando nos transtornos.

Passados uns 5 minutos de reflexão pensei: "já estou aqui mesmo, vou arriscar, tenho minha carteira de vacinação brasileira, com isso mais uma boa conversa ou quem sabe no máximo um "cafezinho" eu consigo passar", no máximo eu seria deportado acusado de tentar subornar um oficial hahah, mas eu estava de férias, viajando....... que se dane.

Enrolei um bom tempo no aeroporto, fui fazer o check-in com medo de me pedirem o certificado, vi que tudo estava transcorrendo bem e então no final perguntei pra moça da GOL e ela me disse que dificilmente pedem mas lá na Bolívia então ja me senti mais aliviado, pelo menos do Brasil eu iria conseguir sair hehehe. Enrolei mais um pouco e quando deu a hora fui pra sala de embarque. Resolvi então enviar uma mensagem para o Thiago e ele me disse que estava tomando uma no bar do aeroporto mas como eu ja estava na sala de embarque não pude me juntar a eles, fiquei então namorando as coisas no Duty Free (a primeira vez lá você nunca esquece hehehe). Pouco antes de embarcar só ouvi um "eaee", eram Thiago e Rogi.

Conversamos um pouco e de cara vi que eles eram super gente boa então iríamos nos dar bem.

Como eu havia dito, nosso roteiro era o mesmo até Uyuni. No primeiro dia chegaríamos em santa cruz às 1:20 da manha e teríamos o voo pra Sucre por volta das 9:00, a única diferença é que eu iria de BOA e eles compraram passagens da AEROSUR (pois é eles se deram mal).

Nosso voo saiu no horário em Guarulhos, fizemos a escala em Campo Grande e então consegui sentar mais próximo deles no avião para conversarmos. Nisso eles já estava conversando com um senhor boliviano gente boa que nos deu algumas dicas do que fazer em Santa Cruz.

Chegamos em Santa Cruz e a felicidade era facilmente perceptível mesmo antes dos tramites aduaneiros. Era o começo da tão sonhada viagem, o primeiro dos 30 dias o primeiro carimbo no passaporte (no meu caso), sensação muito boa.

Preenchemos e entregamos os formulários, eu ainda com medo de ser questionado a respeito da carteira de vacinação mas no final deu tudo certo. Passamos pela "inspeção" de bagagem e estávamos liberados. Oficialmente em território boliviano, e livres.

 

 

20120716222451.JPG

Rafael, Rogi e Thiago. Estava apenas começando.

 

 

20120716222744.JPG

Agora não tem volta.

 

Ok, eram 1:30 da manhã e nosso voo para Sucre só iria partir as 09:00. O que fazer então? dormir no segundo andar como a galera faz? Tá de sacanagem né? heheheh. Conforme preciosas informações colhidas durante o voo com nosso colega boliviano, resolvemos explorar a noite boliviana hehehe. Antes de tudo fomos guardar nossas mochilas no aeroporto mesmo, por um período maior que duas horas paga-se 50 bolivianos e foi o que pagamos mas as mochilas dos 3 couberam em apenas um armário então estava tranquilo. Os armários não tinham cadeado e eu tinha que deixar meu moneybelt lá pois estava com o dinheiro da viagem toda e não iria andar por ai com tudo mas ficava um tiozinho tomando conta da sala com os armários e controlando quem colocava e retirava as coisas então resolvi arriscar afinal não havia muito o que fazer. Se precisar, a casa de câmbio do aeroporto está aberta nesse horário e no dia estava coma cotação que mostrei no começo do tópico.

Antes de tudo fomos ao balcão da Aerosur para ver se Thiago e Rogi teriam algum problema e descobrimos que não havia nenhum funcionário da Aerosur no aeroporto, ou seja eles estavam ferrados. Encontramos um jovem casal brasileiro com o mesmo problema. A saída? Comprar outra passagem.

Livres de mochilas tomamos um táxi até o centro de santa cruz. Custava 60 bolivianos mas chorando ficou por 50. Dica: se não sabe pechinchar já vá praticando, rssss, será muito útil.

Fomos até uma praça que não sei o nome mas tinha uma baladinha nela que se chama Buffalo (ou algum outro bicho grande ::lol4:: não lembro bem). Até que tinha um bom movimento na praça (não fomos na balada) e logo que chegamos fomos tomar nossa primeira Paceña. Eu não sou de beber cerveja, não gosto mas isso mudou bastante nessa viagem hehehe. Comprávamos as primeiras latinhas logo ao chegar na praça e já fomos abordados, isso mesmo abordados por duas simpáticas bolivianas. Descobri que brasileiro tem cara de brasileiro e é facilmente reconhecido por lá, segundo elas, rsss. Conversamos, bebemos, papo vai papo vem e demos um perdido nas duas, ou elas deram na gente, tb não lembro hehehe.

 

 

20120716224539.JPG

As primeiras Paceñas e as primeiras experiências sociais na Bolívia!! :D

20120716224752.JPG

Viva a Paceña!!!

 

Fomos então dar uma volta pela rua e então reparei um grupinho passando e uma menina estava olhando e rindo então pensei: "será q to cagado?" hehehe mas continuamos andando, voltamos pra onde estávamos na praça e vi que essa menina estava lá com suas outras amigas, mais uma vez fomos intimados (acho que isso acontece bastante por lá hehehhe) e então conhecemos Karmiña, Paola e Yoseli com quem conversamos e bebemos a noite toda. Acabamos descobrindo que os brasileiros tem muita fama por lá segundo elas. Algumas acham uma fama boa, outras, ruim. :twisted:

durante a noite conhecemos outras pessoas também, como a maioria ali estava borracho, se enturmar era muito fácil. Tinha um boliviano que parecia falar chinês, ninguém entendia o que ele falava, rssss.

Ficamos em frente essa balada e do lado de fora pudemos perceber que na praça estava melhor que lá dentro. Aliás não pudemos deixar de nos emocionar quando mesmo da rua ouvimos tocando Kaoma lá dentro heheheh. Mas para ter certeza se valia a pena entrar ou não conversamos com o cara da porta da balada e usei a velha tática do "deixa um de nós entrar pra ver como está lá dentro e ele volta pra falar". Foi então que o Thiago entrou e realmente percebemos que estava melhor lá fora.

Ficamos até umas 6 da manha e garanto que foi ótimo, muito melhor que dormir em aeroporto no nosso caso, deu pra beber bastante, conhecer pessoas legais e já sentir o clima da Bolívia e da viagem..........

Se você for chegar nesse voo da madrugada e vai em clima de curtição eu aconselho bastante ir pra praça no centro, agora se for num clima mais light, melhor o segundo andar do aeroporto mesmo ou alguma outra coisa.

20120716230412.JPG

Paola, Rafael, Yoseli, Karmiña, Thiago e Rogi

 

 

20120716230750.JPG

O boliviano que falava chinês! Borracho! hehehe

 

20120716232920.JPG

O clima era esse :D.

 

Quando foi umas 6 da manhã nos despedimos de nossas novas amigas, trocamos contatos e voltamos para o aeroporto pois o Thiago e o Rogi ainda tinham que resolver a questão da passagem para Sucre afinal haviam comprado na Aerosur. Pagamos mais 50 bolivianos no táxi para a volta.

20120716231042.JPG

A despedida

 

Chegamos no aeroporto e fomos verificar nas companhias BOA e TAM preços e disponibilidades para Sucre. Se não me engano na BOA não tinha então os dois compraram outra passagem na TAM.

OBS: não é a mesma TAM que temos aqui, essa é Transporte Aéreo Militar mas pelo que vi, parece ser confiável.

Eles compraram as passagens por algo em torno de 60 ou 70 dólares para a mesma manhã porém havia um detalhe, o voo não sairia de Viru Viru e sim do outro aeroporto, o El Trompillo, então fiquem espertos ao comprar na TAM pois tem que ir ao outro aeroporto. Em frente ao Viru Viru sai um busão que custa meio caro (não tenho certeza mas acho que uns 100 bolivianos para o outro aeroporto). Comemos um lanche no Subway, conversamos um pouco, pegamos as malas e fizemos nossa programação para nos encontrarmos em Sucre.

O voo de Thiago e Rogi chegaria cerca de 1 hora e meia antes do meu pois eu teria uma conexão em Cochabamba então combinamos de eles darem um role pela cidade e nos encontraríamos no terminal de onibus de Sucre pois já partiríamos para Potosi. Será que deu certo???????

 

20120716232225.JPG

Aeroporto Viru Viru

 

Continua....

 

Editado por Visitante

  • Respostas 605
  • Visualizações 158.2k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Most Popular Posts

  • 3° Dia: Sucre x Potosi x Uyuni   Acordei por volta de 8 da manhã e fui tomar café no próprio hotel. Barriga cheia, tinha então que passar o tempo pois minha mochila estava prevista para chegar entre

  • 2° dia - Santa Cruz x Sucre Tecnicamente a primeira madrugada já fazia parte do segundo dia mas vamos deixar como está, ok? Eram 7 da manhã, Thiago e Rogi já haviam saído no ônibus para o outro ae

  • Oi emília, obrigado!!! legal que está gostando!! então nessa praça tem duas baladas e uma delas eu vi aqui e é Buffalo mesmo, a outra deve ser essa cine center então. não lembro hehehe!

Posted Images

Featured Replies

Postado
  • Autor
  • Membros

17° Dia - Cusco

 

Antes de continuar o relato, gostaria de falar sobre um problema que provavelmente você vai ter durante essa viagem, seus "Dias de Rei". Sim, estou falando de manhãs/tardes/noites no trono reinando imponente e soberano ::lol4:: . Não importa se você é homem ou mulher, brasileiro ou não, se você acha esse assunto inconveniente, não interessa, você estará em países diferentes, com comidas diferentes, temperos diferentes, etc etc, mesmo que você coma somente em lugares bons, a probabilidade de uma reviravolta intestinal é enorme e não estou falando isso apenas por experiência pessoal mas também por conversar com outras pessoas ou às vezes só por ver a cara de desespero de alguem entrando no banheiro ::lol3:: . Mesmo que você não fale com ninguem sobre isso, irá perceber durante seu reinado que os outros estão na mesma situação que você, é como se todos estivessem unidos numa corrente contra o mal, hahaha. Se você é do tipo mais prevenido e leva remédios para tudo, inclua esse problema na sua lista definitivamente, agora se você gosta de adrenalina, gosta de viver perigosamente e é bom nos 100 metros com barreiras, tente a sorte ::lol4:: mas saiba que uma hora ou outra a natureza irá chamar, às vezes sutilmente mas às vezes irá parecer que ela te agarrou pelo pescoço, deu dois tapas na sua cara e gritou no seu ouvido: "correeeeeeeee!"

 

 

Continuando, esse dia nós tiramos para conhecer a cidade. Cusco é um dos lugares que mais gostei na viagem toda, a cidade é muito bonita e apesar de ser bem turística não tem preços abusivos como aqui no Brasil, muito pelo contrário, para se ter uma idéia uma lavanderia cobra em média de 3 a 4 soles o Kg de roupa ou por exemplo uma porção de fritas grande num restaurante custa cerca de 6 soles, 30 minutos numa lan house uns 2 soles, muito diferente do que estamos acostumados por aqui onde turista é explorado sem dó .

Nesse período que estávamos lá, iria ter o Inti Raymi, o festival mais importante deles, a cidade inteira lota mas isso não chega a ser um problema, muito pelo contrário pois sempre tem festas na rua, feiras, etc. Esse festival ocorre lá pelo dia 25 de junho mas alguns dias antes a cidade já entra no clima pois as pessoas começam a ensaiar na praça por exemplo, o clima é muito legal.

Como eu disse, o pessoal que estava comigo já havia reservado a Salkantay no Brasil mesmo. Quando planejei minha viagem deixei duas opções, primeiro fazer a Salkantay e segundo, fazer outros passeios por lá. Deixei para decidir na hora por alguns motivos, um deles é que não peguei muitas informações sobre a salkantay, só o básico e outra é que eu nunca gostei de andar muito, na verdade eu odiava mesmo já tendo viajado bastante aqui no brasil, feito várias trilhas, nunca gostei muito de trekkings ou caminhadas muito longas então achei que fazer a salkantay poderia ser um pesadelo pra mim pois são 4 dias de trilha e o último dia em Machu Picchu. No final das contas descobri que meu problema nunca foi caminhar, mas sim "por que caminhar ", "onde caminhar" e "com quem caminhar". O clima das pessoas que estiverem com você vai fazer uma grande diferença. Mas enfim, não vou filosofar sobre meus tormentos hehehehe

Cusco tem muitos passeios para serem feitos então caso não queira fazer a salkantay, não será difícil ocupar seu tempo antes de ir a Machu Picchu mas eu não posso falar muito sobre eles pois acabei decidindo pela Salkantay mas não se preocupe, agências não faltam por lá e todos os passeios podem ser fechados na hora, até mesmo a salkantay. O ùnico que é mais chato é a trilha inca que por ter limite diário de turistas, requer uma reserva com uns 6 meses de antecedência, mas pelo que conversamos por lá, a salkantay é melhor que a trilha inca, mais dificil e mais bonita. A trilha inca pelo jeito só tem fama.

Com relação à aclimatação, não lembro se já comentei mas eu não tive problema nenhum. Isso varia de pessoa pra pessoa, tem gente que tira um ou dois dias pra se adaptar à altitude, se entope de soroche pills, enfim, saiba que isso não é a regra e você só vai descobrir quando chegar nessas cidades mais altas. Eu não levei remédio, não tomei remédio, não andava com folha de coca pra lá e pra cá mas também já ouvi histórias de gente até vomitando por aí. Não adianta, tem que ir e descobrir.

 

Bom nesse dia no período da manhã nos juntamos e saimos pra rodar pela cidade, que estava muito movimentada, fomos à lavanderia, plaza de armas, comemos umas frutas estranhas de mulheres suspeitas na rua :oops: etc. Cusco é uma cidade até grande mas a parte turística fica no centro e suas redondezas então dá pra fazer muita coisa ali a pé mesmo

 

20120913233014.JPG

Curando a ressaca da noite anterior

 

20120913232857.JPG

 

20120913233238.JPG

Uma das muitas igrejas que tem por lá

 

20120913233358.JPG

 

20120913233509.JPG

 

20120913233623.JPG

 

20120914001451.JPG

 

20120914001559.JPG

 

20120914001719.JPG

 

20120914014900.JPG

 

Depois de uma boa volta por lá, voltamos pro hostel e eu tinha que resolver minha situação com relação à Salkantay, o pessoal havia fechado coma agência Inti Tours e eu queria entrar no grupo só que essa agência não possui escritório em Cusco então dificultava um pouco o processo. Saulo tinha o e-mail deles e depois de enviar alguns e-mail e esperar bastante, consegui a confirmação de que poderia ir junto. O problema é que era domingo e a agência não tinha certeza se conseguiria me encaixar pois teriam comprar meus ingressos pra Machu Picchu, os tickets do trem, tudo em cima da hora, mas no final das contas deu tudo certo mas também pelo preço que estávamos pagando, teria que ter até uma moça dançando enquanto eu esperava a resposta. :D . No final das contas dá pra perceber que é possivel fechar um passeio como esses em cima da hora até mesmo no período do Inti Raymi. O preço pago inicialmente seria de 240 dólares que os outros já haviam pagado ainda no Brasil mas como naquela noite viria ao hostel uma moça da agência e um guia para fazer um briefing da trilha, eu poderia pagar na hora para ela ::otemo:: . Naquele dia também nos demos conta de que precisaríamos de sacos de dormir bons pra trilha, vimos em outras agências o preço do aluguel dos sacos e encontramos por até 6 soles a diária, sairia um pouco mais barato pois a nossa agência iria nos cobrar mais 20 dolares pelo saco, mas no final das contas pela praticidade acabamos ficando com o saco da própria agência o que elevou o custo total da trilha para U$ 260,00. Quando passei em outras agências nesse dia vi que é possível fechar esse passeio por até 200 dólares já com saco, uma diferença bem considerável por isso digo que compensa mais fechar lá na hora e não aqui no Brasil.

Bom, meu caso já estava resolvido, trilha confirmada, saímos então pra almoçar e continuar rodando pela cidade e aqui, imagino eu que foi quando começou o pior acontecimento da viagem pra mim. Paramos num lugar até que simpático pra comer, aliás nessa viagem quase nunca comi em lugares suspeitos, sempre tive essa preocupação de comer em lugares aparentemente decentes, o que não significa necessariamente os mais caros. Almoçamos, comida boa, preço bom, tudo certo, voltamos e ficamos esperando na praça pois a Jeruza e a Paty tinha ido comer num restaurante vegetariano. Nessa praça tinham umas crianças de uma escola dançando, ensaiando pro festival, legal até, tinha também uma feira com barracas de comidas de vários lugares, uma mais suspeita que a outra hehehe. Esperamos esperamos e nada das duas, nos perdemos delas e seguimos.

 

20120914015102.JPG

 

20120914003645.JPG

Criançada dançando

 

20120914003756.JPG

Feira com comidas suspeitas hehe

 

Descobrimos que havia um mercadão lá perto e como Anália queria vasculhar a parte gastronômica do país, fomos conhecer. Chegando lá descobrimos que ele não foge muito do padrão daqueles países, carnes expostas, comidas suspeitas e roupas coloridas à venda. :D

 

20120914004014.JPG

 

20120914004206.JPG

Tá vendo o porquinho ai na foto?

 

20120914004357.JPG

Numa das barracas do mercado pudemos conhecer toda a delicadeza peruana, hehehe. Tinham uns negócios brancos estranhos lá pra vender e rolou o sensacional diálogo entre Anália e o vendedor:

- Moço, o que é isso?

- São Batatas

- E pra que servem?

- Pra comer!!!!

::lol4::

 

Em defesa dela, eu entendi a pergunta, é que são batatas bem diferentes das nossas e ela queria saber se eram pra algum prato específico, hehehe mas que foi engraçado na hora, foi!.

 

20120914004833.JPG

As batatas que servem pra comer

 

Depois do mercadão continuamos andando, passei em uma casa de câmbio e troquei mais um pouco de dinheiro. São várias por lá e quase todas trocam real, a cotação que vi era em média R$ 1,00 = $ 1,18 .

 

20120914005230.JPG

Av. El Sol

 

20120914005345.JPG

 

Tem algumas mulheres andando pra lá e pra cá com umas alpacas e como sempre, em troca de algumas moedas você pode tirar foto e fazer graça com elas.

 

20120914005502.JPG

Alpacas existem d everdade, não são robôs

 

20120914005611.JPG

 

Voltamos pro hostel no final da tarde e fomos descansar um pouco pois as 19h a moça da agência iria passar lá pra conversarmos sobre a trilha e também acordaríamos às 4 da manhã no dia seguinte então não podiamos abusar. Nada de bebedeira e baladas nesse dia :cry: . Foi aí que começou meu problema, comecei a me sentir mal e aos poucos foi piorando, eram umas 5 e pouco da tarde, estava calor, todos estávamos no quarto mas eu estava morrendo de frio, coloquei todas as minhas roupas de frio e mesmo assim não adiantou, aquilo não era bom sinal, até porque eu não sou de sentir tanto frio, até no salar fiquei só de camiseta algumas vezes. Estava com mau pressentimento.

O tempo foi passando e eu ficando cada vez pior, quando foi 19:45 o pessoal da agência chegou e eu mal conseguia andar. Depois de muito esforço consegui sair da cama e ir até o saguão para acompanhar o briefing, estava parecendo um zumbi, já não estava mais branco e sim amarelo pelo que os outros me disseram, estava difícil até de falar. Pensei em desistir da trilha pois estava claramente sem condições. A moça da agência viu minha situação e disse que provavelmente era alguma virose, disse que iria comigo até uma farmácia para comprarmos um remédio. Juro que naquele momento queria desistir da trilha mas a idéia de desistir assim facilmente não caia muito bem então decidi arriscar, como tinha plano de saude internacional, pensei em esperar mais um pouco e se piorasse, iria a um pronto-socorro mais tarde. Nem sei se tinha por lá, só pensei no mais lógico no momento. Paguei a trilha, os outros completaram o pagamento por causa dos sacos de dormir e tudo ficou certo. O detalhe é que eu não era o único passando mal nessa noite, Beatriz também estava passando mal e com sintomas parecidos mas aparentemente um pouco melhor que eu. Depois de cerca de 1 hora falando sobre a trilha (e eu jogado num canto sem nem me mexer muito) todos se despediram da mulher mas ela disse que me levaria até a farmacia que ficava a algumas quadras, seria uma tortura pois eu sentia o corpo fraco, mal conseguia me mexer, sério. Chegamos lá, conversei com a famacêutica, expliquei os sintomas e ela disse que com certeza era uma virose, me receitou um antibiótico e outro anti-dias-de-rei hehehe. Comprei só o antibiotico pois não tinha mais dinheiro. Na verdade eu não queria comprar o remédio, quem me conhece sabe que não gosto de tomar remédio, só tomo realmente em último caso, beirando a morte mesmo heheh. Comprei mais por que a beatriz também iria precisar. Tomei só uma capsula lá na farmacia mesmo pois a mulher insistiu. O foda foi que depois que comprei, a mulher simplesmente se despediu e foi embora. Putz, estava ali sozinho e eram umas 6 quadras até o hostel e posso dizer que essa caminhada de volta foi mais difícil que os 4 dias de Salkantay.

Eram umas 9 da noite e do jeito que caína cama fiquei imóvel até a hora de acordar, o engraçado é que o pessoal falava comigo e eu mal conseguia responder, era engraçado mas trágico também. Pra se ter uma idéia, minha cama estava toda bagunçada, cheia de roupas mas eu dormisobre todas elas, não tinha forças pra me mexer direito, foi a segunda pior sensação que já senti na vida, só perdeu pras pedras nos rins que tive quase dois anos atrás mas não ficou muito longe. O problema nessa história toda é que eu não arrumei nada pra sair pra Salkantay pela manhã. Meu único dilema no momento era se arriscaria ir daquele jeito passar 4 dias no meio do mato, ou pior, se eu teria condições de aguentar o tranco. Só sei que essa noite foi punk, dormi pouco, na verdade tirei cochilos em intervalos pequenos. Não tomei mais o remédio, foi imprudente eu sei, mas resolvi arriscar.

Editado por Visitante

Postado
  • Autor
  • Membros
De verdade, teu relato é um dos melhores que eu li por aqui ! ::otemo::

Tenho uma amiga que é louca pra conhecer o Perú ( sem pensamentos maldosos, por favor rsrs), ela sempre me convidava pra ir junto pq eu sempre fico responsável por bolar os roteiros, mas confesso que nunca tinha cogitado a idéia de ir pra lá, mas depois de ver o teu relato e as fotos incríveis acabei me decidindo, em 2013 será minha vez de fazer a trip Bolivia x Chile x Perú ( este ano já está tudo pago pra ir pro Nordeste)

Mas desde já estou juntando milhas para essa trip em 2013 !

Como moro no MS, é pertinho da Bolivia ( fronteira), me parece que tem uma viagem de trem que sai daqui pra Bolivia e fica bem mais barato do que ir de avião, no caso apenas voltaria de avião pra cá

Vou querer sua ajuda pra algumas coisinhas depois ! Vou reler o relato com calma e ir tomando nota de tudo.

Parabéns pelo espírito aventureiro e o ótimo senso de humor !

 

Que bom que está curtindo. Qualquer dúvida é só mandar. Fico feliz em saber que estou incentivando as amigas a conhecerem o peru!!!

 

Desculpe, não posso garantir a ausência de pensamentos maldosos ! hahahaha ::lol4::

 

 

ow sorrent, talvez vc tenha dito em algum ponto mas nao me recordo. Vc só levou a GoPro na viagem? As fotos e videos q vc postou aki foram todas feitas com ela? Se sim, sabe me dizer quanto tempo dura a bateria dela??? No site oficial diz q grava até 6 horas em 720p30 com um cartão de 32 gb, mas não diz o tempo de duração de cada carga da bateria, entende?! Se vc já tiver feito algum teste nesse sentido diz aí quanto tempo dura, e o modelo da sua tbm.

Ahh e aquele mini tripé q vi aos "5:45" do video, é bom???

Abraço.

 

Eu levei a Gopro Hero 2 e uma Sony Hx9v. A sony eu usava só para fotos e a Gopro só para videos assim aumentava a autonomia da bateria, pelo menos da Sony. A bateria da Gopro tem autonomia de 2 horas e meia de uso continuo (não lembro em qual configuração de vídeo) segundo o manual mas eu passei os 4 dias de Salkantay com ela sem recarregar e aguentou, tudo bem que eu gravava videos nao muito longos mas foi suficiente! O tripé é algo muito útil, vale a pena ter um com certeza. Esse aí eu comprei numa loja de fotografia em SP, paguei 30 reais, é leve e retrátil então ele pode ficar até com cerca 1,0m de altura mais ou menos. ::otemo::

Postado
  • Autor
  • Membros

18 ° Dia - Salkantay

 

Às vezes eu me empolgo um pouco e me esqueço de explicar o básico. :D. Pra quem não conhece, a Salkantay é um trekking bem famoso, são 5 dias no total sendo 4 dias de caminhada começando em Cusco e terminando em Aguas Calientes, um vilarejo muito charmoso aos pés de Machu Picchu, no 5° dia você sobe até a cidade perdida dos Incas. Como eu disse, pagamos 260 dólares e esse preço inclui Guia, alimentação todos os dias de trilha(exceto café no primeiro dia) e um jantar em Aguas Calientes, inclui também o trem de retorno de Aguas Calientes até Ollantaytambo e o transporte de retorno até Cusco. São 85 Km de caminhada nos 4 dias, ou seja é bom ter um mínimo de preparo físico pra encarar. Todos os dias uma equipe acompanha o grupo (na verdade eles fazem um caminho alternativo, mais curto), tem desde cozinheiros até massagistas tailandesas. Esse grupo leva umas mulas e cada pessoa tem direito a colocar até 7 Kg nas mulinhas. Todos os dias, ao chegar no acampamento você pode pegar o que estiver na mula então a dica é a seguinte, coloque na mula roupas para troca, alguns litro de água e besteiras pra comer. Em outra mochila (essa irá com você) leve mais água e mais coisas pra comer caso a fome aperte no caminho. Não exagere nas coisas que irá levar pois há um detalhe, no último dia de trilha os cozinheiros se separam e voltam então você terá que carregar tudo que estiver levando. Outra coisa é que se você levar duas mochilas (uma na mula e outra com você, no final você terá que carregar duas o que pode dificultar, pense nisso, talvez seja melhor colocar as coisas da mula num saco bem arrumado com seu nome.

Foi o passeio mais caro da viagem mas valeu cada centavo ::otemo::

 

Voltando onde parei, a noite foi terrível devido a minha virose, tínhamos que acordar às 4 da manhã para sair às 4:30 mas quando eram 3:30 eu já estava acordado (meio zumbi ainda), o problema é que devido a minha situação na noite anterior não arrumei nada para a trilha, não separei roupas, não carreguei a bateria da máquina fotográfica etc, ou seja quando foi se aproximando das 4 horas tive que correr, ainda estava muito mal mas pelo menos conseguia sentir meus membros o que ajudava um pouco. O fato de eu estar meio mal somado a eu ter que fazer tudo na correria fez com que eu fizesse algumas besteiras, não carreguei a bateria extra da máquina fotográfica e não levei carregador e só fui dar conta disso já na trilha, a minha sorte é que eu havia carregado uma bateria da máquina e a Gopro na tarde do dia anterior antes de dar todo esse problema. Então eu tive que passar os 5 dias com apenas uma bateria de cada máquina o que comprometeu bastante as fotos então resolvi usar somente a Gopro durante os 4 dias de trilha e deixar a Sony para Machu Picchu. Esse foi um dos maiores arrependimentos da viagem toda pois os lugares são maravilhosos dá vontade de tirar foto o tempo todos. A maioria das fotos que vou colocar aqui são roubadas dos amigos, poucas são minhas pois na trilha praticamente só gravei vídeos.

Fizemos o check-out no Che Lagarto e guardamos nossas coisas no locker, levamos apenas o básico. Às 4:30, ainda tudo escuro o guia da agência passa para nos encontrar no hostel, teríamos que caminhar até uma praça próxima e no caminho passaríamos num outro hostel para encontrar mais duas pessoas que iriam conosco, eram Pablo do Chile e Eva da Republica Tcheca (que será carinhosamente chamada de "tcheca" daqui em diante :D ) totalizando 10 pessoas. Seguimos para a van e de Cusco fomos até Mollepata um vilarejo de onde começa a caminhada propriamente dita, esse percurso leva em torno de 2 horas e meia então deu pra descansar mais um pouco. Eu ainda estava muito mal mas decidi que iria fazer aquela trilha de qualquer forma, o que piorou ainda mais minha situação é que eu não havia comido nada desde o almoço do dia anterior e não havia condições de colocar nada pra dentro, era o jeito.

Por volta de 7 horas chegamos em Mollepata Paramos num local onde todos (menos eu) puderam tomar café da manhã (não incluido), o pessoal da agência separou as mochilças que iam na mula, anotou os nomes e separou por grupos. Tudo certo. Nessa hora conhecemos nosso guia que mais tarde se tornaria nosso amigo também, Manuel "Manolo". O guia que havíamos conhecido até então ficou o outro grupo. Estávamos se não me engano em 3 grupos, cada um segue separadamente mas todos se encontram nos acampamentos no final do dia.

Depois do café fomos até uma praça próxima só o nosso grupo onde pudemos nos apresentar, conhecer melhor o guia e os recém chegados Pablo e Tcheca. Bate palmas daqui e dali, era hora de seguir, agora começava pra valer. Ainda no vilarejo passamos em um pequeno comércio onde aqueles que não tinham bastão de caminhada podiam comprar por uns 5 soles um bastão improvisado de madeira. DICA, por favor, não se esqueça de levar bastão de caminhada será muito útil. Caso nunca tenha utilizado será uma boa hora para começar, acredite em mim. . Eu, muito cabeção achei que não precisaria de bastão e não comprei ::putz::, só fiz cagada nesse dia. Além de tudo como não estava levando muita coisa, não deixei nada na mula, levei tudo comigo na mochila cargueira, tinham uns 5 Kg nela mas acredite em mim, uma bermuda a mais faz diferença nos 85 Km. A virose afetou muito minha capacidade de julgamento.............ou eu sou meio mané mesmo, vai saber ::lol4:: .

 

20120917231406.jpg

Início da caminhada em Mollepata

 

20120917231454.jpg

Parada na praça pra todos se conhecerem

 

20120917231525.jpg

 

Nesse primeiro dia era só subida, sóóóóóóóóóóóó subida, foram entre 20 e 25 km de subida ::ahhhh:: , meu amigo, não foi fácil. Eu nem raciocinava direito, só conseguia pensar: "pé direito, pé esquerdo, pé direito....". Eu não era o único que estava mal do grupo, Beatriz também estava e estávamos num ritmo lento, o resultado de tudo isso é que o grupo se atrasou em umas 2 horas dos outros grupos. O guia Manuel fazia várias paradas e em cada uma delas eu pensava " alguém me mate por favor, um tiro rápido e certeiro" ::lol4:: . Juro, paguei todos os meu pecados já cometidos nessa vida e pode ter certeza que eu tenho crédito pra matar duas pessoas pelo menos. ::lol4:: . O primeiro dia é difícil, principalmente se você estiver com uma virose e 24 horas sem comer. ::tchann:: . É claro que tudo nesse dia pareceu mais trágico pra mim devido a minha situação mas a subida é interminável, pode ter certeza.

 

20120917232150.jpg

 

20120917232311.JPG

 

20120917232127.jpg

 

20120917232358.jpg

 

20120917232509.JPG

 

20120917232538.jpg

 

20120917232641.JPG

 

20120917232747.JPG

Morrendo

 

20120917235146.jpg

Chegando próximo ao local do almoço

 

Chegamos no local onde iríamos almoçar atrasados, já eram quase 4 horas, eu sentia que estava melhorando e arrisquei até comer, também não tinha como ficar mais de estômago vazio. A comida durante a trilha toda é simples mas boa, dá pra comer tranquilamente. O guia estava visivelmente preocupado com a nossa situação pois estvávamos muito lentos, o problema é que sempre que um parava, todos paravam hehe, mas enfim, chegamos. Depois do almoço ainda haviam 5 Km até o acampamento e havia uma opção de pagar 5 soles para ir num caminhão que iria levar o restante da equipe e outra peãozada que estava por lá. Como estávamos numa situação precária, uns passando mal outros apenas muito cansados, resolvemos trapacear e pegar esse caminhão afinal eram 5 km na reta, nada comparado com a tortura que foi o dia todo. O guia disse que era muito melhor fazer aquilo pois poderíamos chegar já anoitecendo no acampamento, o que não seria bom.

 

20120917233613.jpg

A galera no busão huhu

 

Não demorou e chegamos no acampamento. Aqui o pessoal da agência pede ajuda para levarmos as mochilas para onde ficam as barracas, não custa nada. Aqui você já começa a perceber que apesar do inferno que é aquela subida, o negócio vale a pena. O acampamento da primeira noite é aos pés da montanha Salkantay que dá nome ao trekking. "Salkantay" que em Quechua significa "se você já deu a bundinha, dê uma risadinha", mentira, significa "Wild, ou selvagem" (aposto que muita gente aí riu ein). É um lugar muito bonito e muito frio. Os banheiros aqui são bem rústicos e aconselho a usar o mais rápido possível pois eles vão ficar num estado crítico depois de um tempo, sério. Banho nesse dia, nem pensar, não tem onde tomar. Se você for adepto dos lenços umedecidos, divirta-se :D

 

20120917235105.jpg

 

20120917235127.jpg

 

20120917235249.jpg

 

20120917235234.jpg

 

20120917235340.JPG

 

20120917235435.JPG

 

20120917235455.jpg

O acampamento

 

Os guias montam as barracas pra você mas é claro que não custa ajudar. Aqui todos os grupos se juntam novamente ::love:: .Separamnos as duplas e fomos pras barracas arrumas as coisas, nos trocar, descansar, enfim. Mais tarde nos reunimos para o jantar e para conversar. Uma das coisas que eu não gostei de modo geral e já começava a ficar evidente nessa noite é que os grupos ficavam bem separados, cada um na sua mesa com seu guia, não havia muita interação entre todos, pode ser que muitos não liguem pra isso mas eu me importo, toda interação que houve entre os grupos durante os 4 dias foi mérito de poucos valentes :twisted:.

 

20120917235639.JPG

 

Antes da comida mesmo, tivemos pipoca, chá, bolacha etc era praticamente um happy hour heheh. Já me sentia muito melhor e estava aliviado por isso. Jantamos e depois divemos um briefing de como seria o segundo dia.Já li outros relatos sobre a salkantay e a galera é bem dividia, uns acham o primeiro dia pior, outros acham o segundo dia, enfim, eu achei o primeiro dia muito difícil pela subida interminável mas lembre-se que eu estava com uma virose do capeta. Já andei bastante antes e digo com certeza que se você estiver bem de saúde deve ser muito melhor.

Bom, nessa noite começava mais um dilema pra mim na viagem, seguinte, o Guia Manuel estava muito preocupado com nosso ritmo e começou a dizer, um por um que não conseguiríamos aguentar o segundo dia, com exceção de três pessoa, Adriano, Pablo e a Tcheca. No segundo dia nós iriamos subir a montanha Salkantay, a altitude ali pega pra algumas pessoas e o guia enfatizava que não conseguiríamos e que eles não tinham cilindro de oxigênio etc. Eu pessoalmente fiquei muito puto com o guia naquela noite mas depois comecei a entender o lado dele também, ele não podia atrasar uns por causa de outros e ele não sabia da situação pessoal de cada um (eu por exemplo doente) só via o geral, um grupo que anda devagar.

Aquilo deu uma abalada no pessoal, era perceptível. todos estavam conversando pra decidir o que fazer. A questão é que nesse acampamento é possível alugar cavalos para subir a montanha no segundo dia, o preço é salgado, 100 soles mas tem muita gente que aluga, tenho certeza que deve rolar uma comissão pros guias, por isso eles devem insistir tanto.

Podíamos decidir sobre alugar o cavalo ou não até a manhã antes de sair então não dei minha resposta. Estava realmente na dúvida, sabia que tinha condições e odeio desistir mas o guia mexeu com o psicológico da galera, principalmente por causa da altitude. Alguns já haviam confirmado o cavalo naquela noite ainda, eu deixei pra dizer pela manhã.

Foi uma noite bem difícil, e pra piorar as coisas durante a madrugada, acordei com dificuldade de respirar pois estava todo fechado no saco de dormir e o ar ali já é mais rarefeito por causa da altitude, só sei que isso só dificultou a tarefa de decidir se subiria caminhando ou não.

Editado por Visitante

Postado
  • Membros

Como tem uma certa estrutura e um pessoal que acompanha o grupo acho que eu encarava sim ! As paisagens compensam o sacrificio !

Acho que a pior parte é ficar sem tomar banho e sem banheiro... mas são só 4 dias, vou ter o resto da vida pra ter esses luxos né ::lol3::

Nada que uns lenços umedecidos não resolvam... ::mmm:

 

Mas.... essa não é a única opção pra chegar a Machu Pichu né ???

Postado
  • Membros

Não dá pra tomar banho e n tem banheiro? ::ahhhh::

 

Não é preguiça...a gente tem que saber o que aguenta...axu que pra ficar chateado no meio viagem ou ficar incomodando os outros...eh melhor n ir...Mas se eu bem me conheço...eu ia insistir na ideia...por estar no meio da galera...e depois cortar os nozinhos que iam se formar no meu cabelo. ::tchann::

Ps...depois desse meu comentário...mulher é f... mesmo. ::lol4::

Postado
  • Membros

Chegou na parte que eu estava esperando no relato.

Pretendo fazer Salkantay em julho do ano que vem quando fizer meu mochilão, vamos ver as dicas que vem por ai...

Postado
  • Membros
::mmm: Responde aí Sorrent...só dá pra ir assim pra lá????...pq me parece que essa é a parte imperdível do passeio...

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.