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Olá viajante!

Bora viajar?

LONDRES-PARIS-AMSTERDÃ-BERLIM-PRAGA-MUNIQUE-VENEZA-FLORENÇA-ROMA (Em construção)

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Planejando a viagem

Como toda viagem, essa começou como um grande sonho... E era um sonho tão grande, mas tão grande, que era quase impossível!

A coisa complicava ainda mais porque como a viagem era com o maridão, tínhamos que conseguir conciliar nossas férias e conseguir os tão sonhados 30 dias!

Além disso, como o sonho de viajar pela Europa era da mocinha aqui, o planejamento e decisão de todos os detalhes ficaram por minha conta... e acreditem: planejar uma viagem dessas dá muitooooo trabalho... mas vale cada minutinho gasto!

E falando em gastar, o dinheiro era outro problema... Não tínhamos R$1,00 sobrando no bolso!

Mas se haviam problemas, o jeito era encontrar as soluções:

1. Se minha matemática era sem dinheiro = sem viagem, o jeito foi vender meu carro e começar a entrar no clima europeu com caminhadas sorridentes!

2. Não fui liberada para as férias no meio do semestre... Solução: Pedi demissão do trabalho!

Apesar do medo das contas aumentarem, eu estava realmente empenhada em fazer essa viagem virar realidade!!!

Bom, considerando tdo esse cenário, nem preciso dizer que minha principal preocupação era com o dinheiro...

 

Quanto eu vou gastar?

Minha dica é que para a conta não ficar no vermelho e a viagem não virar pesadelo, o ideal é um elaborar um orçamento levando em consideração todos os gastos na viagem. Isso quer dizer muito mais do que diárias de hotel, passagens e alimentação. Todos aqueles badulaques, lanchinhos, água, cerveja, passeios, gorjetas, transportes, cartões postais, devem entrar na conta. Pesquise na net o custo de vida da região, desta maneira dá pra se ter uma idéia do valor de tudo. E quando você já estiver lá, controle-se e tente manter uma média de gastos pré-estabelecida. A dica aqui é organização!

Eu não faço o estilo "garota-planilha", o que quer dizer que não fiquei anotando cada gasto do dia durante a viagem... Fiz o seguinte: separei uma média diária e me virava com aquilo. Nos dias em que gastava um pouco à mais, segurava nos outros... Tentei separar uma média considerando quartos duplos com banheiro privativo, uma vida de viajante com direito à almoço e jantar sem tanto fast food, transporte e atrações nas cidades e passe de trem em primeira classe. Além disso, os gastos com algumas regalias como passeio pela Eurodisney, lembrancinhas e barzinhos! Essa foi uma viagem relativamente confortável, sem luxos e sem perrengues. É importante dizer isso porque não é apenas o lugar da viagem que conta, mas as experiências que você tem em cada lugar, então aproveite para curtir o que cada cidade tem de legal!

 

Por onde começo a montar o roteiro?

A vontade é gastar 30 dias, conhecendo 30 lugares diferentes! Mas não caia nessa! Em média, para as grandes cidades separe 3 ou 4 dias. Se você puder passar mais tempo, melhor! Isso reduz os gastos, já que com o tempo você passa a entender a dinâmica do lugar e evita as pegadinhas aos turistas! Além disso, você conhece pessoas que moram no local que podem te dar dicas úteis que só um nativo é capaz de dar! Mas é sempre bom tirar informações do seu destino de onde puder: amigos, guias de viagem, informações da net, de revistas, da TV. Depois de se ter uma idéia das atrações dos lugares a serem visitados, dá pra se ter uma noção melhor de quanto tempo é necessário pra se conhecer bem o local. Dê uma olhada no número de atrações de cada um dos lugares escolhidos e tente ver se o número de dias que você tem disponível é suficiente. Além do tempo, nem preciso falar que o dinheiro também deve pesar na sua decisão, né! Analise seu orçamento considerando gastos com passagem, hospedagem, alimentação e passeios.

O site daqui do mochileiros me ajudou muito e a dica do pessoal foi fundamental para muitas de minhas decisões. Modéstia à parte, meu roteiro ficou perfeitinho e os dias para cada cidade foram ideais! O roteiro ficou assim:

 

Dia 01 - Chegada em Londres

Dia 02 - Londres

Dia 03 - Londres

Dia 04 - Londres

Dia 05 - Londres

Dia 06 - Paris

Dia 07 - Paris

Dia 08 - Paris

Dia 09 - Paris

Dia 10 - Paris

Dia 11 - Amsterdam

Dia 12 - Amsterdam

Dia 13 - Amsterdam

Dia 14 - Berlim

Dia 15 - Berlim

Dia 16 - Berlim

Dia 17 - Praga

Dia 18 - Praga

Dia 19 - Munique

Dia 20 - Munique

Dia 21 - Veneza

Dia 22 - Florença

Dia 23 - Florença

Dia 24 - Roma

Dia 25 - Roma

Dia 26 -Roma

Dia 27 - Saída de Roma

 

Para quem quer ter uma idéia de como foi o planejamento do roteiro com a ajuda do pessoal daqui do site o link é esse aqui: roteiro-fechado-maio-2012-londres-paris-amsterda-berlim-praga-munique-veneza-florenca-roma-t64299.html" onclick="window.open(this.href);return false;

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Primeira vez que comento por aqui... ri demais com seu relato! Tbém passei pelo Easyhotel Victoria... claustrofobia é pouco pra descrever a sensação, como ia ficar muitos dias em Londres, acabamos mudando de hotel!! Mas o melhor é que no final ficam somente as boas lembranças da viagem e a vontade de fazer td de novo!!

Ansiosa pela continuação... e, se puder, coloca fotos!!!

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Oi Thais

 

Muito bom o seu relato de viagem... Confesso, o inicio de sua trip, da uma boa cena de comedia lol ri bastante, estou ancioso para ver seu relato sobre Ams. Parabens pela viajem.

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Oioioi gente!!!

Pode deixar que em breve posto fotinhos!

Ainda não fiz isso porque o computador em que estavam as fotos não era o mesmo de onde postei o relato!!!

Ando no maior corre-corre... mas pode deixar que em breve sai mais histórias do forno!

Beijinhos

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Londres - Dia 3

O dia começou com cara de chuva, mas em Londres dia cinza é dia comum! Talvez, tivemos essa sensação porque ainda queríamos o sol do dia anterior.

Para um dia assim, nada melhor do que conhecer os museus da cidade. Decidimos passar a manhã entre o Museu de História Natural e o Museu de Ciências que ficam lado a lado.

Estes dois museus vão totalmente contra a visão de que um amontoado de informações precisa ser uma coisa chata. Além de interativos, despertam a curiosidade de crianças e adultos em cada uma das salas de exposição.

O Museu de História Natural já valeria a pena somente pela construção! O hall principal é um deslumbre trazendo um esqueleto gigante de dinossauro. Em cada uma das alas, fósseis e maquetes se espalham fazendo do passeio algo nada entediante. Facilmente, se passa 2h ali dentro sem se perceber.

De lá seguimos para o Museu de Ciências, que sem dúvidas é um exemplo no que diz respeito à interatividade. Além de possuir áreas para as crianças, traz atividades para pessoas de todas as idades, mostrando o uso da Ciência no nosso dia a dia.

Deu pra imaginar que esse foi um dia repleto de informações! Quando saímos, estávamos famintos, mas como havíamos combinado de encontrar a Viviane e o Fred às 15:00h na Torre de Londres, seguimos para o Albert Memorial, e lá na frente pegamos a linha 9 dos antigos ônibus double deckers.

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Ir para Londres e não andar nos famosos ônibus vermelhinhos de 2 andares é a mesma coisa que não ter conhecido a cidade. Apesar do metrô ser incomparavelmente mais rápido, os ônibus te dão a visão da cidade da janelinha! E mesmo com inúmeras linhas de ônibus, há apenas duas que mantém os ônibus tradicionais, a linha 9 e a 15.

Chegamos um pouco antes do horário combinado e aproveitamos para almoçar em um pub perto da Torre. Apesar da fome, conseguimos fazer grandes descobertas gastronômicas. Pedimos carne com legumes acompanhado obviamente de batata, item clássico de todos os pratos ingleses. Aproveitei para abrir os sachês e experimentar a mostarda francesa, a mostarda inglesa e um molhinho escuro que adivinhem... era molho inglês! kkkkk Mas lá eles não precisavam adjetivar o molho como inglês, então no sachê estava escrito só molho mesmo, a grande descoberta do dia! ::hahaha::

De barriga cheia, era hora de desbravar a famosa Torre. Esperamos nossos amigos, mas nos desencontramos, então acabamos fazendo o nosso tour sozinhos: sobe escada, desce escada, sobe escada de novo! O passeio é bem interessante e o museu com suas armaduras e objetos históricos da Família Real também vale muito a pena.

Como a Torre tem um passado de execuções e crueldade, dizem que este é o lugar mais mal assombrado da Inglaterra! Durante nossas andanças, não vimos nenhum fantasma, mas atores vestidos com roupas de época davam todo um clima ao lugar!

Depois de passearmos pela fortaleza, fomos próximo à Tower Brigde para tirar as famosas fotinhos da ponte mais famosa de Londres!

Devo admitir que nessa altura do campeonato, estávamos exaustos! Nossas andanças por dois museus mais o passeio pelo complexo da Torre fez com que desistíssemos de conhecer a St. Paul’s Cathedral nesse dia. Ainda assim, nos arrastamos para o nosso último ponto histórico, o The Monument.

Apesar dos seus 62m de altura, ele fica escondidinho em uma ruazinha que deu trabalho pra achar! Quando chegamos lá, marido e eu nos entreolhamos e desistimos de subir os 311 degraus em espiral até o topo! Naquela altura, nem a mais linda visão de Londres nos animava.

Pegamos o metrô rumo ao hotel, mas como ainda estava cedo, decidimos parar em um pub e passar horas despreocupadas conversando em uma das mesas externas. Acho que ficamos lá umas 2h, só observando o dia a dia das pessoas que passavam pela rua. Observamos as pessoas, os carros, as conversas e o dia a dia dos locais. Às vezes é bom deixar o lado turista de lado e não se preocupar com o relógio!

Por fim, compramos nosso primeiro Kebab da viagem e fomos para o hotel descansar os pezinhos para o próximo dia!

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Londres - Dia 4

Apesar da vontade de ficar mais tempo na cama devido à canseira do dia anterior e do friozinho que fazia em Londres, era dia de acordar cedinho para assistir a troca da guarda!

Conseguir um bom lugar para assistir ao evento requer técnica e habilidade. A primeira dica é chegar cedo, a segunda é tentar achar um bom ângulo em frente a estátua Vitória. Você pode até tentar um cantinho próximo aos portões, mas o empurra-empurra impera ali, melhor aproveitar a vista das escadas da estátua.

Conseguimos bons lugares, tiramos nossas fotinhos, mas não assistimos toda a cerimônia! Como estávamos no centro da apresentação, ficamos ilhados por um tempinho, mas logo a rua lateral foi aberta e seguimos pela Constitution Hill até a Hyde Park Corner.

Tiramos fotinhos do Arco Wellington e pegamos o metrô rumo a St. Paul’s Cathedral.

A igreja é toda imponente e seu domo é enorme, perdendo só para o do Vaticano. Entretanto, apesar de ter sido por séculos uma das maiores construções nos céus de Londres, hoje está meio escondidinha pelos edifícios da região.

Tiramos algumas fotos, mas não entramos na igreja. A entrada saía £7,00 cada um, e entre gastarmos na igreja ou no pub, adivinha qual foi a escolha? - Já sei, desse jeito eu não vou pro céu!

Caminhamos mais um pouquinho e cruzamos a Millenium Bridge rumo ao Tate Modern.

Do meio da ponte dá pra se ter uma noção do tamanho do domo da igreja.

Logo de cara, dá pra notar que o Tate Modern não é como os demais. Diferente dos outros museus, todo compartimentado, o Tate Modern é um grande galpão, isso porque antes de ser um museu esse prédio era uma estação de energia.

Andamos um pouco dentro do museu, mas a fome não deixou com que víssemos muita coisa! Decidimos sair, compramos um lanchinho e fomos caminhando até o Shakespeare Globe.

Comemos, descansamos um pouquinho e cruzamos a Millenium Bridge de volta rumo ao metrô: agora iríamos para Notting Hill.

As casinhas todas coloridas e o clima de bairro londrino dão um charme todo especial a essa região. Depois de conhecer melhor as ruazinhas quietas de lá, entendi porque a personagem de Julia Roberts se refugiou praquelas bandas em "Um lugar chamado Notting Hill"!

Aproveitamos para conhecer a famosa livraria, cenário do filme, e comprar lembrancinhas de Londres. Aliás, na feirinha de rua do bairro é possível encontrar boas pechinchas em chaveiros, imãs e cacarecos para presentear!

De lá fomos conhecer as famosas lojas das ruas Oxford e Piccadilly e por fim, voltamos ao hotel para tomar banho e descansar um pouquinho, afinal à noite iríamos ao Musical Thriller. Descansamos demais e chegamos atrasados ao teatro... estávamos famintos! Não sei se pela fome, ou se por esperar algo minimamente digno de Michael Jackson, odiamos a apresentação e 20 minutos depois, no intervalo, decidimos sair pra comer alguma coisa! Nem preciso dizer que não voltamos pra lá!

Minha dica aqui é: na hora de se decidir por um musical, escolham os clássicos da Disney... não tem erro!

Jantamos Pizza Hut na região da Piccadilly Circus e conhecemos a Lillywhites, uma loja enorme de artigos esportivos! Mas como bons viajantes econômicos, seguramos as libras e não compramos nada!

No final da noite, já sem fome, voltamos para o hotel para dormir e esperar as surpresas do dia seguinte!

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Londres - Dia 5

Acordamos cedinho para aproveitar nosso último dia em Londres! A sensação era de que ainda faltava muita coisa pra ver... mas Londres é assim mesmo, nem com uma vida toda se tem a sensação de conhecê-la bem!

Como era uma quinta-feira, nada melhor do que começar o dia em um dos mais famosos mercadinhos de comida de Londres, o Borough Market, que só abre às quintas, sextas e sábados! Assim, logo de manhãzinha, pegamos nossas mochilas e rumamos para lá.

Pra quem é curioso e gosta de experimentar comidas do mundo todo, este é o lugar! Cada barraquinha traz um festival de sabores e aromas! Imperdível!

Como hoje era dia de mercadinhos, depois de me deliciar com queijos e mais queijos, decidimos subverter a rotina certinha londrina e rumar para Camden Town.

Apesar das inúmeras barraquinhas à céu aberto que vendem desde capas para celulares à meias arrastão, o que atrai multidões todos os dias para lá é, sem dúvida, o jeito irreverente das pessoas, lojas e restaurantes! Tudo parece ser rodeado por uma aura artística rock 'n roll!

Como o dia estava chuvoso, nos escondemos dentro das galerias e desbravamos cada uma das lojinhas. Depois de tanto universo rock, era hora de decidir a próxima atração: ou iríamos para o British Museum ou conheceríamos as instalações das Olimpíadas 2012! Apesar do risco de chuva, não queríamos ficar fechados em um lugar, assim tiramos o museu da lista, pegamos o metrô e lá fomos nós para o Olympic Park!

Chegamos e fomos recepcionados por diversas pessoas com luvas gigantes nas mãos que apontavam a direção do lugar! Considerando a minha habilidade em me perder, achei ótimo não ter que me preocupar com mapas neste momento.

Todo o complexo olímpico fica rodeado por um shopping que vende desde cacarecos das Olimpíadas até carros caros e itens para a casa! Apesar do meu lado consumista querer gritar, deixamos o shopping de lado e seguimos para os guichês de venda de ingressos.

Tudo esgotado!

Tentei usar o jeitinho brasileiro, cara de gatinho do Shrek, cara de choro, de desespero, mas nada adiantou! Quando já íamos embora, uma das mocinhas com luvas gigantes nos chamou e disse: Tá vendo aquela loja ali, vai lá e suba até o terceiro andar, de lá você terá uma visão panorâmica do complexo! Iupi!!! E lá fomos nós ver a área dos jogos Olímpicos e matar o meu desejo consumista!

Nem preciso falar que no terceiro andar da loja, havia todos os tipos de coisas relacionados aos jogos: caneta, caneca, chaveiro, camiseta, ursinhos, bola, pulseiras... Tanta coisa, que não dá nem pra enumerar! Tiramos fotinhos, compramos nossos cacarecos e passeamos pelas lojas!

O passeio até a região dos jogos leva alguns bons minutos, de modo que nosso final de tarde se perdeu entre lojas e cliques esportivos. Decidimos voltar para casa para se arrumar para o musical da noite: O Rei Leão.

Devo admitir que a expectativa era bem baixa depois do fiasco da apresentação de Thriller. Mesmo assim, desta vez não queríamos atrasar. Saímos do metrô com passos apressados e no meio do caminho encontramos a Viviane e o Fred indo pra lá também! Já havíamos combinado de nos encontrar na frente do teatro, mas acabamos nos achando na rua mesmo!

Como sentaríamos em áreas diferentes, combinamos de nos encontrar na saída. Entramos, procuramos nossas poltronas e quando me sentei tive a certeza de que estávamos num dos melhores lugares do teatro! A visão do espetáculo era perfeita!

É impossível não se encantar com os sons e as cores que invadem o palco. Fiquei hipnotizada pela perfeição da coreografia e pela qualidade da equipe de atores. Se antes Thriller já era ruim, depois de Rei Leão tive a certeza que foi péssimo!

Opinião minha: se tiver que assistir a um espetáculo, escolha O Rei Leão!

Recomendadíssimo!

Era hora de fechar essa parte da viagem com chave de ouro. Terminamos a noite em um pub comendo carne, saladinha e batata frita, é claro!

Londres já deixava saudades! ::Ksimno::

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Muito bom, Thaís. Continue escrevendo!!!!! já estou pegando as dicas. To indo mês que vem, dia 4 de setembro estou em londres :)

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Paris - Dia 1

Ainda em Londres, saímos do hotel rumo à estação de onde seguiríamos para Paris.

As lembranças que eu e o maridão tínhamos de viagens de trem remetiam à nossa infância, com as velhas Maria Fumaça que demoravam muitooooo pra chegar ao destino, no meu caso à casa da vovó! hehehe

Essa seria a nossa primeira viagem em um trem europeu e devo admitir que estava bem ansiosa!

Aqui começa uma de nossas primeiras regalias: reservei o Eurostar na 1ª classe! Sei que não tem taaaanta diferença assim com a segunda, mas adorei o serviço de bordo com café da manhã e revistinhas para ler. A viagem não é longa, então não acho essencial viajar na primeira classe, mas depois de tanto perrengue passado na chegada em Londres, estava adorando a idéia de uma chegada trés chic a Paris!

Nosso trem partiria às 7:55h, mas chegamos à estação uma 7:20h para passar pela imigração e ganhar o carimbo no passaporte de saída de Londres. Achei curioso o fato de no carimbo aparecer um desenho de trem, já que na chegada não ganhei um com desenho de avião! hehehe Acho que reparar no carimbos do passaporte é coisa de viajante inveterado, que sonha em ter um monte de países em seu passaporte... A parte triste é que na europa não se carimba o passaporte em cada país visitado, às vezes a imigração só pede o seu documento, verifica, sorri e agradece... e você fica ali, com cara de quem queria um carimbo a mais!

Chegamos em Paris às 11:30h e logo na estação já senti o clima francês: as placas de saída não eram mais EXIT, agora eram SORTIE. Seguimos as plaquinhas do metrô para chegarmos ao Hotel Alhambra, na região da Bastille. Descemos na estação, mas estavámos perdidos! Relutei antes de perguntar pra alguém. Como faria? Abordaria o infeliz em francês ou em inglês? Que dúvida! Parei uma mulher para perguntar as direções do hotel... como o meu francês se restringe a Merci, Bonjour e Abajour, o jeito foi falar em inglês mesmo! Ela foi super prestativa, mesmo não sabendo onde ficava o hotel, parou um senhor na rua para perguntar e este soube nos dizer o rumo que tomar, era ali pertinho!

Chegamos ao hotel, mas como o horário do check-in era a partir das 15:00h, não pudemos subir aos quartos! Deixamos nossas malas lá e caminhando fomos rumo ao Louvre para achar algum lugar para comer!!!

Entramos em um Café e comemos massa e carne... Na hora da conta já percebemos o quão cara é Paris! Essa é a parte ruim de ser um turista com orçamento limitado, até pra comer a gente faz cálculos matemáticos! hehehe

Depois de acabar com a fome, era hora de caminhar. Para esse primeiro dia, eu tinha feito todo um roteiro repleto de pontos turísticos a se visitar, mas cada passo da caminhada me deixava tão encantada que logo descobri uma das coisas mais legais de se fazer em Paris: caminhar sem rumo. A receita é antiga, mas vale a pena reforçar: às vezes vale muito mais a pena abrirmos mão dos roteiros estabelecidos e mapas, para curtir o vai e vem dos locais pela cidade. Especialmente em Paris, não há como não topar com lugares cartões postais, e admito que eles ficam ainda mais inesquecíveis quando aparecem ser avisar! Nesse dia, como tínhamos somente a parte da tarde para conhecer a cidade, decidimos fazer um passeio mais descontraído.

A graça da cidade não está apenas nas visões grandiosas, mas no conjunto todo: nos mercadinhos, nas igrejas, nos cafés fuleiros, nos chiques, nas lojinhas e principalmente na incrível noção de elegância que a cidade inteira parece compartilhar! Isso até me inspirou a, no dia seguinte, amarrar um lencinho no pescoço! Uh lá lá... já estava entrando no clima da cidade!

Dentre as visões grandiosas, a primeira delas foi o Louvre!!! Nem preciso dizer que fiquei encantadíssima com tudo, cheguei a ficar com os olhinhos cheio d'água de tanta emoção, e olha que eu nem tinha visto a Torre ainda!!! Mas pra mim, naquele momento, era como se eu fizesse parte daquela grandiosidade toda... eu vivi pra ver isso!

Enquanto eu ficava admirada com tudo ali, o maridão acerelava o passo pra atravessar a rua... Ele queria ver o quanto custava o passeio de Ferrari que um pessoal oferecia ali perto na Place Concorde, agora quem estava todo doido era ele... Era o Carro roncar o motor que ele parecia criança!

A Concorde é a maior praça de Paris. Era lá que ficava a guilhotina onde foram executados Luís XVI, Maria Antonieta, Danton, Robespierre e uma outra galerinha integrante da Revolução Francesa. Bem no centro da praça fica o Obelisco, e a dica é não ficar de olho só nele (afinal obelisco é tudo igual! hehehe), vá até lá e olhe ao redor: de um lado você vê a Pirâmide do Louvre, do outro a Champs Elysées com o Arco do Triunfo e o Arco de La Defense ao fundo, à sua direita fica a igreja Madeleine e à esquerda, cruzando o Rio Sena, a Assembléia Nacional! Isso quer dizer que dali, pra onde quer que você olhe, vai entender porque Paris tem essa fama toda!

Continuamos desbravando a Concorde, passamos em frente aos museus Jeu de Paume e ao Orangerie, mas não fomos a nenhum deles! O que nos chamou a atenção mesmo foram as cadeirinhas verdes em frente à fonte que fica ali perto... Depois de tanta andança, nada como sentar e descansar um pouquinho!

O tempo estava com carinha de chuva e chegamos a pegar uma chuvinha leve que insistia em começar e parar a cada 30 minutos!

Decidimos voltar para o hotel, afinal ainda tínhamos que subir com as malas!

Voltamos caminhando e cansadíssimos! Compramos água e algumas coisinhas pra comer em um mercadinho e fomos descansar para o roteiro do dia seguinte! Esse sim seria bemmmm puxado!

 

Apontamentos sobre o Hotel Alhambra

O quarto é ótimo, com TV com canal brasileiro e acesso à internet. O banheiro é bem arrumadinho também, só a parte onde se toma banho que é bem pequenininha... Quando digo isso, entenda que você terá a cortina do box grudada no bumbum ao tomar banho! ::lol4::

Há uma estação de metrô quase em frente do hotel, o que facilitou bastante pra gente. A localização também é boa, com inúmeros restaurante pertos e de fácil acesso. Mas já adianto que não é uma das regiões mais bonitas de Paris.

Mas já que a idéia é se hospedar, então tá valendo!

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Paris - Dia 2

A pilha já estava recarregada e estavámos prontos para desbravar Paris! Ter chegado um pouco mais cedo ao hotel no dia anterior foi uma ótima idéia, já que o cansaço acumulado poderia fazer com que perdêssemos o ritmo... Isso porque em Paris é melhor estar preparado para longas caminhadas! (não que o metrô não seja um opção, mas mesmo lançando mão desse transporte são os seus pézinhos que te levarão aos melhores lugares!)

Acredite: Como a cidade é grande, as distâncias dos pontos turísticos são bem maiores do que no mapa!

Nessa altura do campeonato, meu pés já estavam começando a mostrar calos e meu tendão de Aquiles começava a doer! Nessa hora, fiquei feliz em ter levado meu super mega kit farmácia... eu tinha remédio para qualquer coisa e a partir dessa fase da viagem, o Dorflex passou a ser meu melhor amigo!

Como havíamos deixado o roteiro de lado no dia anterior, hoje era dia de maratona! Acordamos cedo, tomamos café e rumamos para o nosso primeiro ponto turístico. Qual? Qual? Qual? A Torre Eiffel, é claro!

Chegamos até a Torre através da praça que fica bem em frente à ela, a Champs-de-Mars.

Eis a palavra que me descreve no momento em que vi a Torre: embasbacada! Sim, meus caros, eu fiquei boba com toda aquela beleza diante dos meus olhos!

Ainda estávamos um tanto distantes da Torre, ao lado do Muro da Paz, quando comecei a tirar fotos e mais fotos do que seria uma das visões mais marcantes da viagem!

A verdade é que perdi a noção do tempo ali, não sei nem dizer ao certo quanto tempo passamos admirando cada detalhezinho daquela construção! Não cansávamos de tirar fotos. Quase me esqueci do restante do roteiro, minha vontade era passar o dia inteiro ali!

Por incrível que pareça, não quis subir na Torre! Antes, quando lia os relatos de outras pessoas, não me conformava como alguém chegava tão pertinho dela e se negava a subir... mas lá entendi: a beleza é justamente a Torre e de cima dela eu apenas veria Paris sem seu melhor cartão-postal! Além disso, um dos elevadores estava em manutenção, o que deixava uma fila de quase 2h de espera!!! Nã, nã, ni, nã, nãoooo... Paris estava ali e me aguardava!

A fome apertou, mas como a vontade de ficar ali era maior, paramos em uma barraquinha aos pés da Torre para comer algo. Sei que comer em frente a qualquer lugar assim é coisa de turista, mas nessa hora era bem isso que eu queria, ser uma turistona farofeira em Paris!hehehe

Seguimos rumo a Place du Trocadero, onde a vista se torna ainda mais bonita... Ali, com certeza você será abordado por africanos que te cercam para vender lembrancinhas. Ao alcançar o espaço mais alto da praça, conhecido como Esplanada dos Direitos do Homem e das Liberdades, você também verá apresentações de dança e música. Mais um motivo para te animar a tirar mais e mais fotos!

O resumo dessa parte da viagem é: Quando a Torre estava a nossa frente, só tínhamos olhos para ela, quando passamos por debaixo dela, só olhavámos para cima, quando estávamos do outro lado, só olhávamos para trás. A Torre tinha nos hipnotizado!

Voltamos para seguir o passeio pelas margens do Sena. Durante a caminhada passamos em frente ao museu Quai Branly, dedicado às artes e civilizações da Oceania, África e Américas. O que nos chamou a atenção foi parte da fachada desse museu, que é toda diferente com um jardim suspenso que reveste inteiramente a parede dos 3 andares do prédio!

Depois, continuando o passeio pelas margens do Sena, conhecemos o Hôtel des Invalides que hospeda o Museu da História Militar da França e o túmulo de Napoleão. Aqui, apenas visitamos os jardins e parte do pátio. Ainda não tínhamos comprado o Paris Musem Pass e aproveitamos que estávamos lá para adquirir o de 2 dias, entretanto a idéia era usá-los para

quando fôssemos a Versailles e ao Louvre, e por isso decidimos não conhecer esse museu também.

Depois passamos pela Assembléia Nacional, também conhecida como Palais Bourbon, e tiramos fotinhos das inúmeras bandeiras da França que enfeitam o lugar.

Bem ali pertinho fica a ponte Alexandre III, que para mim foi uma das mais bonitas que vi! Nessa hora, vale a pena se esquecer do mundo e curtir as esculturas, o Sena e a paisagem! Não resisti em atravessar toda a ponte até alcançar o Grand e Petit Palais, mas depois voltamos para ver de pertinho o Musée d'Orsay. Achei lindas as esculturas de animais que enfeitam o pátio em frente ao prédio!

Passeamos em seguida pelo boulevard Saint Germain, uma das partes trés chic de Paris! É nessa região que se encontram as lojas com os artigos de luxo e decoração mais famosos do mundo. Esse glamour todo vem desde a Segunda Guerra Mundial, quando seus Cafés, livrarias e galerias de arte se tornaram referências. Tentamos achar um lugarzinho para se sentar em um dos três Cafés mais tradicionais da cidade: a Brasserie Lipp e os Cafés Flore e Les Deux Magots. Mas acho que chegamos tarde, porque os lugares da parte externa já estavam todos ocupados. Aliás, uma das coisas que achei interessante em Paris é que todas as cadeiras dos Cafés se voltam para a rua, a graça é justamente se sentar e ficar observando o movimento!

Dali, com os pezinhos doloridos, seguimos para a Igreja de Saint Germain (que não é assim tãããooo charmosa!)... O maridão já estava tão cansado de andar que nessa hora entrou na igreja resmungando. Eu também estava super cansada, mas queria cumprir todo o roteiro ou ao menos chegar até a Notre Dame! E lá fomos nós, quase nos arrastando rumo a mais uma igreja!

O cansaço era tanto que as fotos já pareciam a de dois retirantes nordestinos, sem água, no meio da Caatinga seca! A mochila nas costas pesava o dobro e a paciência já estava pequena!

Encerramos o dia admirando as três grandes portas da entrada e o grande vitral prometendo voltar logo!

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