Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Peru - Bolívia - Chile (Atacama) - Argentina (Salta) - Meu primeiro mochilão!

Postado
  • Membros

Oi, galera. ::Ksimno::

 

Finalmente estou tendo tempo para escrever sobre meu primeiro mochilão. Viajei para o Peru, a Bolívia, o Chile e a Argentina de 26/12/2011 a 24/01/2012.

Esta é uma forma de agradecer aos relatos que me ajudaram muito. ::otemo::

 

20121017104039.JPG

 

26 de dezembro - Lima

Cheguei em Lima no dia 26/12, 2a feira, logo após o Natal. Peguei um táxi e disse apenas: "Miraflores. Preciso de um hostel." (pois não falo nada de espanhol). Para minha sorte, os peruanos entendem português e não tive muitos problemas com isso. Foi uma experiência meio que assustadora andar de táxi perto do aeroporto. O trânsito é caótico e os motoristas cortam uns aos outros gritando. O percurso não é bonito, mas pude ver o oceano Pacífico. A corrida custou quase nada apesar da distância percorrida. Por fim, estava eu em Miraflores, sem falar espanhol, sem reserva, sem companhia, sem noção da onde ir. O motorista tinha me indicado, entretanto, um hostel, o Flying Dogs - http://flyingdogperu.com/ - calle diez canseco, n. 117. Era confortável o suficiente pra mim, bem localizado, com locker no quarto, bom café da manhã incluído e paguei apenas 30 soles por uma cama num dormitório para 4 pessoas que estava vazio na primeira noite. Desacoplei a mini-mochila com documentos e fui explorar a cidade com minha inseparável moneybelt (que só saia de perto de mim quando eu ia tomar banho). Sentei numa lanchonete (não lembro mais o nome, mas há várias na plaza ao fim da rua do hostel) com a missão de tomar Inca Kola e Pisco. A Inca Kola era MUITO doce, a Pisco MUITO ardente. Aliás, no Peru, tudo tinha sabor BEM acentuado. Sai então para conhecer os arredores. Foi então que quebrei meu preconceito contra o Perú. As praças de Miraflores são lindas e algumas têm Wi-Fi. As ruas são limpíssimas. Como era um dia depois do Natal, havia presépios e decorações por toda a cidade. Miraflores, além dos peruanos e das flores, também é habitada por gatos. Felinos em todos os cantos. Nessa plaza, onde há uma igreja com a imagem de Miguel Arcanjo, há um guichê que vende um city tour. Não lembro quanto paguei, mas foi muito barato. Foi legal pois ele percorre muitos locais. Depois, pude voltar aos que me interessaram a pé. Cuidado com o andar de cima do ônibus, pois ele é alto e alguns galhos podem bater na sua cabeça. Se você estiver acompanhado, vá a Plaza dos Enamorados. É linda e bem em frente ao oceano. Eu estava sozinho então fui experimentar o ceviche mesmo, peixe crú... MUITO apimentado. Como eu estava meio detonado da viagem, fui beber umas Cusquenas (detalhe que eu não bebo, mas estava ali pra experiência novas) que por sinal era MUITO amarga. Fiquei ali bebendo e assistindo TV em espanhol até o sono chegar.

 

20121017104945.JPG

 

20121017104244.JPG

 

27 de dezembro - Lima

Acordei cedo e fui tomar o tal do chá de coca. Aprovado! Mas não espere ter onda com ele (rs).

Peguei um táxi até as proximidades do Palácio da Justiça (não dá para chegar até lá andando). De lá fui seguindo o mapa que peguei no hostel. Conheci a Plaza San Martin, a Plaza principal deles (que não lembro mais o nome), o Palácio do Governo, entre outros. Se você gosta de bater perna como eu, vai conseguir fazer tudo isso andando. De volta ao hostel, caminhei pela avenida Arequipa e descobri que Lima é uma cidade com todas as vantagens de uma capital: farmácias, supermercados, etc. mas com preços bem mais em conta. Pela tarde, após quase morrer com o tempero apimentado do almoço, fui conhecer algumas outras plazas de Miraflores. Já de noite, me arrumei para conhecer uma atração deles chamada Fontes Mágicas. Assim que desci do táxi, o motorista não arrancou e ficou esperando eu voltar pois já sabia não havia funcionamento na 3a feira. Imbecil! ::grr:: Ele perguntou se eu queria voltar e ignorei ele completamente. Usei um pouco de lógica e atravessei a rua para pegar o trânsito em sentido contrário. Vi um aglomerado de pessoas. Um ponto de ônibus! Na verdade, eram mini-ônibus que vem com o "trocador" gritando e chamando passageiros como nas vans do Rio de Janeiro. Elas vêm com o nome dos locais onde passam escrito. Assim, decidi saber como era. Paguei apenas 2 soles para voltar ao quarteirão do hostel. Yeah! ::otemo:: Quer dizer: "Si!". Andando pela plaza, descobri uma rua muito movimentada com várias casas que são uma mistura de disco e restaurante. Para minha surpresa, ouvi em uma delas "Ai se eu te pego!". Aff. Lembrei de uma dica de uma colega de trabalho e fui conhecer a Puente de los Suspiros no Barranco, fora de Miraflores, no Barranco. Desci do táxi numa plaza toda iluminada por pisca-pisca, afinal o ano novo estava chegando, e segui até a ponte. O local é lindo, mas é mais gastronômico que pra zoação. No fim da ponte, do lado esquerdo, há um bar lounge chamado "Picas" que toca música eletrônica e era o único cheio. Não entrei na Picas antes que me zoem! ::bruuu:: (rs) Resolvi experimentar o famoso Pisco sour em um restaurante vegetariano dentro do vagão de um trem. Aprovado o de maracujá, morango, o tradicional de limão... Isso aproveitando um showzinho de música ao vivo dentro do vagão. Já de volta ao hostel, experimentei a cerveja Franca na companhia de um felino de pêlo laranja que lembrava o Garfield na versão Perú. Na hora de dormir, já havia três australianos no meu quarto que depois do Perú iriam a São Paulo e ao Rio. Ficamos pela madrugada falando em inglês e trocando dicas de viagem.

 

20121017105045.JPG

 

20121017104837.JPG

 

28 de dezembro - Lima

 

Acordei cedo com os roncos de um dos australianos. Ninguém merece... ::mmm:

Já estava satisfeito de Lima. Comprei em Miraflores mesmo, numa plaza perto do hostel, minhas passagens rumo à Nazca pela Cruz del Sur. Peguei um táxi até a rodoviária que era limpíssima. Como viajei na cama leito, tive acesso à area vip da rodoviária com chá, água, café e internet liberados. Eles não te avisam que existe essa sala. Descobri sem querer. A viagem até Nazca tem muitas paisagens que contrastam do árido ao mar. Vale a pena ir na janela se conseguir. Oito horas depois, já de noite, cheguei em Nazca sem reserva pra variar.

Ainda dentro da rodoviária, pude ver um letreiro escrito "ALEGRIA". Lembrei, então, de um dos depoimentos que li no Mochileiros sobre o hotel dizendo que valia muito a pena. Resolvi arriscar. Para minha surpresa, consegui um quarto com cama de casal, chuveiro de água quente, ar condicionado, tv a cabo, com café da manhã e piscina incluídos por apenas R$50 (que diga-se de passagem foi a hospedagem mais cara que paguei em todo o mochilão - rs). Jantei na lanchonete bem em frente. A comida é boa, barata e dá para dois. A dica é o arroz chaufa deles, um arroz com um monte de coisas misturadas. Tomei um guaraná cor laranja de 500 ml por 1,20 sole que achei melhor que a Inca Kola. ::cool:::'>

Fui dormir pois ainda não tinha fechado pacote nenhum para o dia seguinte.

 

20121017105624.JPG

 

20121017105530.JPG

 

29 de dezembro - Nasca

Acordei cedo e tomei meu café da manhã ao lado da piscina do hotel. Ao invés do nosso pãozinho, eles comem uma broa meio solada que é horrível. :|

Com o mapa fornecido pelo hotel, fui explorar a cidade. Não espere muito. Nazca não se parece nada com Lima. Chegue na cidade com pesos trocados. Do lado do hotel mesmo, há uma agência onde contratei o vôo sobre as linhas de Nazca para a manhã por US$100 (doláres mesmo: em custo/benefício esse foi o passeio mais caro de todo o mochilão) e o Cemitério de Chauchilla para a tarde por S$30 ou S$50 (foi em soles mesmo). Voltei para o hotel e fui curtir a piscina sozinho. Use protetor para o corpo e MUITO protetor labial porque lá é muito árido. Como eu já tinha lido que algumas pessoas passam mal no vôo, resolvi fazer um jejum. Um carro (incluído no pacote) me levou até o aeroporto. Voei pelas Alas Peruanas. No mesmo vôo que eu havia três colombianos que estavam fazendo de tudo para pegar o local da frente no avião. Quando fomos chamados para o avião, o piloto perguntou pra mim da onde eu era. Quando falei que era do Brasil, viramos amigos de infância! (rs) Ele tinha morado em São Paulo por anos. Me colocou na cabine do piloto e ele mesmo tirou fotos pra mim. Nem precisa dizer que um colombiano teve que ir pra trás para dar lugar pra mim :lol:. O vôo dura uns 30 minutos. Aos 20 minutos, eu comecei a passar mal ::hein: e já segurei o saco na frente. Só não vomitei porque o estômago estava vazio. ::essa:: Na descida, dei uma grana pra uma cerveja pro piloto e fui esperar a carona de volta no estacionamento. Há uma feirinha lá atrás que vende camisas e chaveiro com símbolos de Nazca bem baratos. O sol estava me fritando. Na volta, comprei minhas passagens para Arequipa para o mesmo dia de noite. Ao entrar no hotel, fui direto pra recepção para pedir mais uma diária. A recepcionista disse que eu não poderia permanecer no quarto que eu estava, pois ele estava reservado. Eu expliquei então para ela que eu sairia de noite e ela disse que eu não precisaria gastar dinheiro com isso e abriu uma sala com várias mochilas e disse que eu poderia deixar minha bagagem até eu partir sem pagar nada. ::otemo:: Fica a dica! De tarde, esperei o carro que ia me levar até Chauchilla. Fomos eu, o motorista e dois holandeses, Audrey e Pete. O cemitério é bem afastado da cidade num lugar plano e desértico no meio do nada. Tem uma casinha com 2 múmias para você ver e depois há uma trilha de pedras para percorrer por entre os túmulos abertos. O guia conta a estória local. Do nada, veio um vento sinistro e eu e os holandeses ficamos lembrando de cenas de filme de terror. :? De volta a cidade, achei um @botequim :lol: , longe de uma café bar, mas com internet para eu dar sinal de vida em casa. De noite, peguei meu ônibus rumo à Arequipa, mas não pude dormir, porque o cara da frente estava roncando. Odeio gente que ronca! ::mmm:

 

20121017111116.JPG

 

20121017111039.JPG

 

20121017111209.JPG

 

20121017111246.JPG

 

30 de dezembro - Arequipa

Chegando em Arequipa, no desembarque, a gerente, ao descobrir que eu era brasileiro, me perguntou o que significava "Ai se eu te pego". ::mmm: Expliquei gestualmente e ela foi embora :lol: .

Na rodoviária, fui abordado por várias pessoas. Uma menina me falou "Pirwa" e lembrei que tinha lido isso no Mochileiros. Fui com ela até uma agência dentro da rodoviária mesmo e aproveitei para ver os pacotes. Foi aí que tive a brilhante (?) idéia de passar o Reveillon no fundo do Canyon del Colca. Como eu estava viajando sozinho, não tinha ninguém lá pra me dizer que eu estava surtando. ::ahhhh:: Eu que nunca fiz trekking em minha vida, fechei um pacote de 3 dias por US$130 (dólares mesmo, mas incluindo guia, camas para dormir na duas noites e café da manhã, almoço e jantar em todos os dias). Não achei caro em comparação ao que paguei (ou perdi) sobrevoando as linhas de Nasca. O combinado pela agência era pagar S$50 (soles) pela diária de um matrimonial no Pirwa Hostel - http://www.pirwahostelscusco.com/hostel-arequipa.html com táxi incluído até o local. O táxi estava caindo aos pedaços ::hein: , mas chegou lá. Chegando ao hostel, me disseram que custava S$60 (soles)! Falei que não era esse o combinado e ameacei ir embora. :x Então a recepcionista reclamando liberou. O quarto era suficiente pra mim com tv a cabo, mas com chuveiro de água gelada ou escaldante. Não tinha meio termo! ::bad:: Com o mapa conseguido no próprio hostel, fui explorar a cidade. O trânsito é caótico, mas todos os motoristas obedecem aos sinais. Há taxis de muitas cores, mas com S$4 (soles) dava para ir para qualquer lugar. Então comecei uma peregrinação (literalmente) e fui conhecer algumas das igrejas locais. Passei pela plaza principal que é muito linda. A arquitetura da cidade é muito bonita. Visitei a catedral por S$20 (soles), mas sem a propina da guia que é a praticamente obrigatória. A guia era simpática e entusiasmada. Esse passeio vale a pena para quem gosta de viajar ao antigo. Eu que não sou chegado gostei bastante. É possível ir até a torre da catedral. A vista é linda, mas o nevado estava coberto pelas nuvens. De lá, seguindo conselhos lidos no Mochileiros, fui até o Monastério de Santa Catalina. Deve ter custado entre S$20-30 (soles). Ele é praticamente um bairro. Não deixam tirar fotos! Mas como eu não entendo espanhol mesmo... :roll: Preferi uma visita não guiada e foi bem melhor. Pude ficar o tempo que quis e subir por onde deu na telha. Levei uns 45 minutos percorrendo ele todo. Acho que com um guia eu teria levado mais. Vale a pena conhecer. Passeie um pouco mais e fui a um supermercado. Comprei várias frutas que eu não conhecia e uns suprimentos para a viagem. Esse supermercado fica em frente a plaza e tem bons preços. Por fim, voltei cedo para o hostel, pois a van me pegaria às 3 horas da manhã para o meu primeiro trekking.

 

20121017111832.JPG

 

20121017111927.JPG

  • Respostas 34
  • Visualizações 8.7k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Featured Replies

Postado
  • Autor
  • Membros

Oi, Maria Emilia.

 

Na hora, o desespero é total, ::hahaha:: mas depois é motivo de gargalhadas. ::lol3::

 

Abs,

 

Luiz,

 

Morri de ::lol4:: dos seus perrengues.

 

::otemo::::otemo::

 

Maria Emilia

Postado
  • Autor
  • Membros

Fala, Petrus.

 

Espero que te ajude! Pelo menos, você já não cai na pegadinha do fuso horário na fronteira! :lol:

Bom viagem e não deixe de dizer depois como foi!

 

Abs,

 

Cara Parabéns pela viagem, gostei bastante de ter lido, em julho estarei fazendo o mesmo que você fez, irei passar por Argentina, Chile, Peru, e seu relato vai ser muito bom para mim.

Abraço!

Postado
  • Autor
  • Membros

Oi, Barbara.

 

Obrigado por acompanhar.

Está faltando meu post do Atacama. Vou ver se faço isso hoje.

 

Abs,

 

Rapaz... eu revivi os seus perrengues lendo aqui! Hahahaha a parte da fronteira mesmo, nossa... você conta com bastante detalhes e deu pra sentir o tamanho da encrenca!! hahahaha Muito legal o relato, ainda estou terminando de ler, depois comento mais! Abraços!
Postado
  • Autor
  • Membros

20 de janeiro - Atacama

Acordei cedo. Eu ainda estava com diárreia e agora, pra piorar, com o nariz sangrando e os lábios meio rachados devido à aridez! ::hein: Fui dar uma volta pela cidade e procurar uma agência para fechar algum pacote. Há muitas agências com preços idênticos. Fechei numa agência em frente ao supermercado Sol. O nome do dono é Marcelo. Eles são atenciosos e descolados. ::cool:::'> A cidade é muito pequena e você pode fazer um tour por conta própria. De tarde, ingressei no tour do Vale da Morte. Como eu estava sozinho, fui na frente com o guia/motorista. O cara era uma figura de rastafari, muito zoador. Nós só falávamos abobrinhas. ::lol4:: O trajeto é árido de doer. ::essa:: Paramos num canyon onde você escuta toneladas de rochas estalarem em cima da sua cabeça. ::hahaha:: Eu estava passando protetor solar 55 e não adiantou muito. Vejam o bronze nas fotos. Um camarão! :oops: Levem LITROS de água e protejam os lábios. Tinha uma européia com os lábios sangrando! ::tchann:: Depois paramos em frente a uma caverna de sal e fomos explorando o local no escuro. Meu chaveiro com lanterna de lad me ajudou nesse momento. Outras usavam o flash das câmeras digitais. O caminho é curto, mas é muito legal. Não deixem de ir e cuidado com a cabeça! Após isso, houve uma pequena escalada para ver as formações rochosas do alto. VENTA MUITO! Não esqueçam os óculos escuros e um tênis que não escorregue. Na sequência, houve uma parada no Vale de la Luna. Não achei muita graça. :( Há pontos melhores no passeio. As formações rochosas são muito mais maneiras e o passeio seguiu pelas minas de sal (desativadas), as Três Marias (formações rochosas) e , por fim, fomos conhecer o Vale da Morte. Nossa! Gigantesco, assustador e lindo. Parece que você está em Mercúrio! Venta muito! MUITO MESMO! ::Cold:: Na hora da partida, o guia piscou pra mim e deu ré rumo ao desfiladeiro. Todos gritaram e só eu que entendi que era brincadeira cai na gargalhada! ::lol3:: Para terminar o tour, subimos uns penhascos e assistimos ao por do sol no vale tomando pisco sour! Inesquecível! ::otemo::

 

20121111140623.JPG

 

20121111140712.JPG

 

20121111140921.JPG

 

20121111141034.JPG

 

20121111141133.JPG

 

20121111141227.JPG

 

21 de janeiro - Atacama

 

Acordei várias vezes de noite por causa da diarréia e, de manhã, havia uma crosta de sangue coagulado dentro do nariz. Eca! :shock: Fui pedir no hostel para ficar mais um dia e fiquei sabendo que estava lotado. ::putz:: Rapidamente, encontrei outro hostel: o Florida. No meu quarto, estava uma paulista, um americano e o King. Fui eu que dei o apelido pro cara. Eu e Benjamin, o americano, estávamos conversando e o cara entrou com cara de sono, dizendo que estava muito cansado. Eu entendi que ele queria que conversássemos em outro lugar, MAS era 12 horas do dia, estávamos num dormitório e sem chances de sairmos para hablar no sol a pino. ::bruuu:: Aí apelidei o cara de 'King' (rei) e a apelido pegou. Toda vez que ele chegava perto, dizíamos: "The king is coming!". Gozação geral com a cara dele. ::lol4:: Depois de procurar uma farmácia (sim, existe uma lá) e me entupir de remédio para diarréia, fui procurar passagem para sair de lá. Pra minha surpresa, não existe ônibus todos os dias saindo. Só havia ônibus para a semana seguinte e meu dinheiro estava quase no fim. ::putz:: A única solução foi pegar uma van que custou US$70 (dólares mesmo) que me levaria até Salta na Argentina. Eu já tinha lido um relato que o caminho era lindo e resolvi arriscar. Sem falar que lá, eu poderia usar o cartão de crédito. Na tarde, fui realizar um sonho: nadar. Já tentei de tudo, mas só aprendi o nado pedra, ou seja, direto pro fundo. :oops: Saímos rumo à uma laguna tão cheia de sal que, de acordo com o pessoal, você não afunda. O problema é que ela é um buraco com profundidade maior de 30 metros. ::hahaha:: Quando chegamos lá, todos entraram, menos eu pagando mico na beirada. :oops: Eu já tive um acidente no mar que quase morri. Precisou surgir um professor de natação da Suiça, importado o cara :lol: , para me convencer a entrar. Galera, pode entrar sem problemas mesmo. Você não consegue afundar nem que você queira. ::cool:::'> Para não dizer que só eu estava pagando mico, um peruano entrou de cueca branca e quando saiu correndo os amigos ficaram rindo e apontando a bunda dele que ficou toda marcada. ::lol4:: De lá, o passeio foi para os Ojos Cesar. Duas lagunas de água doce normal que eu não iria entrar mesmo, mas que o guia disse que eu tinha que tirar o sal da laguna anterior senão eu ficaria com doença de pele. Por que ele não disse antes de eu ter entrado? :evil: Consegui entrar segurando, mas segurando na beirada. ::bruuu:: De lá seguimos ainda para um lago que está secando e virando uma salina. Assistimos o por do sol lá mesmo, claro, tomando pisco sours! ::cool:::'> O passeio continuou até um ponto longe da cidade, no meio do escuro. O guia parou o carro e pediu para sairmos. Depois apontou para o alto. Galera, como não tem luz da cidade, você vê o universo estrelado em cima. Mas aviso logo que no meio do deserto de noite é MUITO FRIO! ::Cold:: Deitei no chão e fiquei olhando o céu. Havia um brasileiro fazendo aniversário no grupo naquele dia e, naquele lugar lindo demais, cantamos parabéns pra ele em várias línguas. O passeio foi show demais! ::otemo:: Cheguei no hostel já passava de 22 horas. Entrei devagar no dorm, afinal, "the king was sleeping" (o rei estava dormindo!). ::lol4::

 

20121111141428.JPG

 

20121111141511.JPG

 

20121111141555.JPG

 

22 de janeiro - Atacama -> Salta

 

No dia seguinte, encarei 14 horas de estrada rumo à Argentina. Você sai de dia e somente chega lá de noite. Sem dúvida, a paisagem é linda demais. A altitude varia o tempo todo: tira o casaco, põe o casaco... Atenção: a fronteira é no meio do nada e, apesar de pegar meu papel de saída, tive problemas depois. O motorista do lado da Argentina parece o Speed Racer e, algumas vezes, eu levava susto com a velocidade. ::ahhhh:: Enquanto isso, uma chinesa dormia de babar na pickup. Quando cheguei em Salta, de noite, o guia me ofereceu uma proposta que achei muito interessante: ficar na casa de uma família argentina. Aceitei e foi muito bom. Paguei 80 pesos por um quarto com cama de casal, TV, ar condicionado, banheiro próprio, sem falar nessa experiência! ::cool:::'>

 

20121111142122.JPG

 

20121111142220.JPG

 

20121111142310.JPG

 

23 e 24 de janeiro - Salta

 

Salta é linda. O clima é agradável. Há todas as facilidades de uma cidade comum. Fiquei dois dias lá passeando livremente e participando da vida de uma família argentina: tomando café da manhã juntos, assistindo notícias em espanhol com o pai, preparando o almoço com a mãe, interagindo com outras pessoas lá hospedadas e, pasmem, participando de um almoço de família tradicional com filhos, sobrinhos, primos, tias e tios. Foi demais! ::otemo:: E minha diarréia passou com o chá caseiro! ::otemo::

 

20121111143157.JPG

 

20121111143310.JPG

 

20121111143417.JPG

 

20121111143506.JPG

 

20121111143558.JPG

 

25 de janeiro - Salta - Iguazu - Rio de Janeiro

 

O último perengue! Comprei minha passagem de retorno via Iguazu. Depois de ficar horas esperando a conexão, na hora de embarcar, a Aerolineas disse que eu estava ilegal no país e que não poderia sair a menos que eu pagasse 50 pesos em dinheiro. Eu só tinha doláres e reais e, segundo eles, não servia. Não havia onde sacar. O aeroporto lá é minúsculo. O atendente informou que eu deveria dormir na cidade e, no dia seguinte, resolver a situação, porque o avião estava em atraso e deveria sair. Comecei a xingar em português mesmo! :evil:::vapapu::::grr:: Pra minha sorte (como sempre), havia uma fila enorme de brasileiros que vieram tomar satisfação com o cara por mim! :twisted::twisted::twisted:::vapapu::::vapapu:: ::vapapu:: ::grr::::grr::::grr:: O atendente foi encolhendo de tamanho. Perguntei se a galera tinha pesos e enquanto o povo segurava o voo, saí trocando. Consegui ::bruuu:: , mas atrasei o voo deles em 45 minutos! Quando entrei no avião, a galera brasileira aplaudiu por eu não deixar barato! ::otemo:: E assim voltei pro Brasil! ::lol4::::lol4::::lol4::

 

Galera, esse foi meu primeiro mochilão. Espero que ele tenha informações que ajudem a planejar o de vocês ou que, pelo menos, arranque uma risada de vocês. Abraçãozão! :wink:

Postado
  • Membros

Acabou!! Hahahaha parabéns viu... muito bacana teu relato, cheio de detalhes e muito bom humor pra aguentar esses perrengues! Legal mesmo... vou em janeiro, vamos ver o que me espera lá né! hehe :D

Postado
  • Autor
  • Membros

Oi, Barbara.

Que bom que gostou!

Seu mochilão vai ser tudo de bom! Os perrengues acontecem, mas acaba sendo depois o mais divertido de contar.

Boa viagem! :wink:

Postado
  • Membros
Oi, Barbara.

Que bom que gostou!

Seu mochilão vai ser tudo de bom! Os perrengues acontecem, mas acaba sendo depois o mais divertido de contar.

Boa viagem! :wink:

 

 

É.. eu sei bem como é, na hora é terrível, mas depois você dá risada! hahah :D

Obrigada, estou contando os dias!

Postado
  • Membros

Luiz,

 

Adorei o final do seu relato.

 

::otemo::::otemo::::otemo::

 

A parte do voo de retorno para casa, nota 10 pelo perrengue causado aos hermanos ::dãã2::ãã2::'> ::lol4::

 

Quanto a Salta, tenho vontade de visitar essa região e gostaria de saber mais informações sobre essa hospedagem em casa de familias locais (telefone, email ou qualquer outro contato e principalmente valores)

 

Parabéns outra vez pela trip e pelo belo relato.

 

::otemo::::otemo::

 

Maria Emília

  • 2 meses depois...
Postado
  • Membros

"O último perengue! Comprei minha passagem de retorno via Iguazu. Depois de ficar horas esperando a conexão, na hora de embarcar, a Aerolineas disse que eu estava ilegal no país e que não poderia sair a menos que eu pagasse 50 pesos em dinheiro."

 

Cara, muito bom seu relato! Parabéns Luiz!

Mas agora me da uma força ai... Como que funciona essa saida da bolivia e entrada no chile? Tipo tu deu saida em uyuni quando foi pro salar e deu entrada no chile em atacama mesmo?

E na argentina funcionou como? Disseram que tu estava ilegal? Como assim???? Eu to querendo fazer a mesma coisa que tu fez, sair do salar ir pro atacama e depois ir pra salta pelo passo de jama que todo mundo fala que é muito bonito...

 

valeu!

Postado
  • Membros

Luiz.boa noite.

Como foi feita a sua saida de San Pedro para Salta,pelo que li não parece ter sido de ônibus!

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.