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33 DIAS - BOLÍVIA E PERU + CHILE + ARGENTINA - DO YOU EAT CHICKEN HEART?


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Olá mochileiros :)

 

Cá estou de volta de uma viagem de 33 pelo Peru e pela Bolívia... com uma passadinha no Chile e Argentina. Como de costume, vim tentar retribuir um pouquinho da IMENSA ajuda que recebi, pois sem o mochileiros eu tenho certeza que minha experiência teria sido bem diferente. Eu posso dizer hoje, olhando pra trás, que fiz algumas besteiras, cometi alguns errinhos e algumas coisas que fiz teria feito diferente... mas sem as inúmeras dicas e inúmeros relatos que li aqui, o número teria sido bem maior... rsrs

 

Bom, vou fazendo o relato aos poucos, um dia de cada vez, dependendo da disponibilidade de tempo, e vou tentar lembrar do máximo de coisas possíveis que possa ajudar a quem ainda estiver indo...

 

CAMBIO

 

Pra facilitar, vou falar logo do cambio que consegui pelo caminho.:

 

LIMA (CAMBISTAS NA RUA COM COLETE AZUL): 2,50 Soles - Variando sempre, entre 2,50 - 2,54 Soles

CUSCO (QUALQUER CASA DE CAMBIO NA AV. DO SOL): 2,52 Soles - Invariável, pareceu um tipo de cartel.

COPACABANA (TROQUEI NA RUA PRINCIPAL, QUALQUER BARRAQUINHA NO CAMINHO DO CAZ): Bs 6,8 – Não tenho certeza se é o cambio correto, ou se arredondei.

LA PAZ (EDIFÍCIO NA ESQUINA DA PRAÇA DA IGREJA SAN FRACISCO): Bs 6,93 – Melhor cambio que eu achei, a variação é pouca, mas pra mim tava valendo.

SAN PEDRO DE ATACAMA (CASA DE CAMBIO NA RUA DO HOSTEL CAMPO BASE): $ 473 – Deveria ter trocado mais, só fui achar esse cambio de novo depois de muito procurar em Santiago.

SANTIAGO (ACREDITO QUE SEJA CALLE MONJITAS, É UMA RUA CHEIA DE CASAS DE CAMBIO): $ 473 – O cambio fica estampado na frente das lojas, é fácil ver qual é melhor... Varia sempre entre $ 469 e $ 473.

 

CONSIDERAÇÕES GERAIS

 

Levei 3 meses desde que decidi viajar até o dia da viagem, então tive bastante tempo pra ler os relatos e morrer de ansiedade, claro. Mas foi bem válido, afinal, foi a primeira grande viagem.

Sobre o dinheiro, eu levei U$1900 no total em dinheiro na minha doleira. Cuidando o tempo todo da coitada, sempre comigo, sempre atenta!! Valeu super a pena, porque vi muita gente no caminho que ficou sem grana, por causa de problema no cartão... muita gente mesmo! Então eu levei passaporte, dinheiro e pen drive com backups na doleira. Fora isso, já tinha gastado um bom dinheiro daqui do Brasil, incluindo:

- Mochila cargueira da Deuter de R$ 670 na Orientista, 55l.

- Seguro de viagem R$ 300,00 na World Nomads, incluindo um segurinho extra do meu celular (paguei mais pela cobertura deles, mas tem inúmeros bons seguros mais baratos).

- Passagem de avião de Lima – Cusco por R$ 300,00, incluindo taxas, pela Star Peru.

- Passagem de avião Calama – Santiago por R$ 435,00, incluindo taxas, pela Sky Airlines.

- Passagem de ônibus da Andesmar Santiago – Mendoza ida e volta por R$ 300,00 cama, da qual eu me arrependo de ter comprado pelo Brasil, pois queria ter ficado mais tempo em Mendoza..

- Passagem Salvador – Lima e Santiago – Salvador, pela Tam por R$ 1400,00, mais barato que achei, explico mais pra frente.

- Mochila de ataque, itens de uso pessoal, roupas, remédios, acessórios, muita coisa que eu não tinha...

 

Resumindo, eu gastei uns R$ 3500 antes de ir, e levei uns R$ 4500, que pela cotação horrorosa virou míseros $1900. Eu gastei muito antes, mas muito devido a péssima cotação da época e também pelas passagens partindo e voltando de Salvador serem absurdamente caras... E como tinha pouco tempo, não valia a pena fazer o percurso de ônibus pela Bolivia e trem da morte, o que pode ser opção para quem está mais folgado. Pra mim, foi um gasto a mais, mas foi um gasto que me permitiu o roteiro que eu queria e aproveitar o tempo que eu tinha. Vai de cada um.

 

Levei todo o dinheiro em dólares, que dividi pelos 33 dias, ou seja, U$57 por dia. Que não foi gasto exatamente dessa forma, mas tentei manter esse ritmo.

 

Continuando....

 

Logo depois do primeiro tour que eu fiz, eu percebi uma coisa que mudou o curso de tudo que eu tinha planejado pra minha viagem: EU ODEIO TOUR. ::bruuu:: Ok, dito isso, vocês vão perceber que qualquer planejamento foi totalmente ignorado, e remodelado, para se adaptar a minha mais nova descoberta rsrs.

Outra coisa importante, eu passei a valorizar bem mais os momentos que eu tinha com as pessoas, as conversas de corredor, os cafés, os almoços com as pessoas, do que os passeios, então vocês também vão notar que eu não fiz a maioria das coisas que supostamente eu “deveria” fazer. Não vi a maior parte das igrejas ou museus em Cusco e La Paz, não fiz os passeios convencionais em Mendoza, e outras inúmeras coisas que troquei por bons e inesquecíveis momentos com as pessoas que eu conheci durante a viagem. Sem arrependimentos.

 

Mais uma ultima consideração, INGLES SALVA. Gente, eu não teria conhecido metade das pessoas que eu conheci se não fosse o ingles, me ajudou demais.

 

Ah... e pra explicar o título do meu relato, durante a viagem eu descobri que os canadenses não comiam coração de galinha, e desde de criança isso foi uma coisa super normal pra mim, achei que era normal para todos. Tipo, crianças adoooooooooram coração de calinha, qual é!! Então... a partir daí, eu passei a perguntar a todo mundo, literalmente (Noruega, Canadá, Estados Unidos, Irlanda, China, Austrália, Singapura, África, Escócia, Suiça, França, Coréia, Republica Dominicana, Reino Unidos e por ai vai), e ninguém come coração de galinha. É besteira, mas acredite, isso rendeu muitas conversas e muita risada!

 

ROTEIRO

 

Vou colocar aqui o roteiro como planejei, e como deveria ser. Acho que o ponto mais marcante é a troca de San Pedro de Atacama por La Paz... mas eu vou explicando durante o relato.

 

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Bom, daqui pra a frente, vai ser dia após dias, espero que possa ajudar da mesma forma que fui ajudada, qualquer dúvida é só perguntar.

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DIA 1

 

Salvador

No aeroporto de Salvador, primeiro perrengue: “Senhora, sua reserva do vôo foi cancelada”. Foi tipo a morte... depois de 3 meses planejando a viagem, eu tentei ficar calma, e me encaminharam pra a loja da Tam. Em menos de 10 minutos resolveram tudo e pude embarcar...

 

Lima

Ao chegar lá, apertei o botãozinho na imigração e tirei o verde, não precisei abrir minhas coisas e pude passar pra procurar o transfer pra o hostel. Combinei o transfer com o Hostel Pariwana, que foi ótimo pra me dar uma segurança de primeira, mas foi mais caro, S./ 55,00... (Na volta peguei um taxi por S/.35,00 para o aeroporto).

Então, primeira impressão de Lima foi boa, muito diferente tudo, primeira vez no pacífico e eu cheia de expectativas... cheguei no hostel (também só tenho recomendações positivas sobre o Pariwana, tanto de Lima quanto de Cusco, PRINCIPALMENTE o de cusco... melhor hostel da viagem) e fui deixar minhas coisas no quarto para sair pra a cidade. Conheci logo de cara uma garota de Singapura, que ficou comigo até eu ir embora de Lima. Fomos caminhar pela cidade no primeiro dia, conhecer Miraflores, comer um churros e ver o que pretendia fazer nos próximos dias e o que me agradava. Fui também no Shopping Larcomar comprar uma bota que estava precisando e andei um pouquinho nos parques... O shopping é lindo, olhando da rua você não imagina que tem um Shopping, parece uma praça. E quando chega perto vê o shopping construído na falésia.

 

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De noite eu jantei no próprio hostel, meu primeiro Lomo Saltado, delicioso. O jantar no hostel custou S/.15,00 com refri, o churros S/.4,00 e ainda voltei de noite com o pessoal que conheci no hostel pra comer churros de novo, dessa vez com chocolate quente, S/.13,00. Compre minha bota na Tatoo por S/.450,00 e um casaco polartec por S/.160,00.

 

Na mesma noite já fui acertar os detalhes pra a ida a Huacachina e Pacaras. O plano era dormir em Ica, pegar um taxi e dormir em Huacachina e no dia seguinte ir pra Paracas, pra de lá voltar. O site das empresas que tínhamos recomendações estavam com problema e não estávamos conseguindo comprar na Cruz del Sur, que dizia estar sem vaga, então fomos na agência de turismo do próprio hostel e compramos as passagens um pouco mais caro, mas pelo menos era pra o dia que queríamos. A passagem para Ica pela Cruz del Sur custou S/.41,00 e a volta num ônibus de categoria superior (único da Cruz del Sur que para em Paracas) custou S/.60,00.

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DIA 2

 

Resolvemos tirar o dia para visitar o centro da cidade, pelo que soube, era o mínimo necessário. Mas pra quem gosta de igrejas e museus, o centro histórico pede muito mais calma... Eu peguei um táxi dividido com a Mei (Singapura) e deu S/.6,00 para cada. Na volta foi S/.8,00 para cada. Entrei no Convento Santo Domingo e na Iglesia de San Fracisco. Os dois são interessantes. No primeiro, fizemos um “tour” e só tinha nós duas, então tivemos muitas explicações detalhadas e muita atenção. E a vista da torre vale a pena.

 

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Já na Iglesia de San Fracisco, a gente não pode tirar foto e o tour foi em espanhol. Minha amiga ficou logo mal humorada, e eu me sentindo mal por ter insistido em ir lá. Mas vamos combinar, é bem bacana ver as catacumbas. Eu me perdi do tour em um momento tentando sair das catacumbas e fiquei sozinha por lá, foi bem mórbido, mas é uma experiência única.

 

Depois fomos almoçar e andar pelo Centro. A gente levou o dia inteiro e só entrou em dois lugares. Tem muitas praças lindíssimas, construções maravilhosas... é lindo o centro de Lima.

 

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Paguei S/.10,00 para o entrar no Convento e S/.7,00 na Igreja.

Na volta, experimentamos uns doces típicos na praça e ouvimos música, que por sinal foi muito boa. Isso tudo no parque/praça na frente do hostel Pariwana.

 

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De noite resolvemos fazer o city tour que levava as fontes do Circuito Mágico, custou S./65,00 e eu gostei e não gostei ao mesmo tempo. O que eu gostei? O passeio na cidade a noite é lindo, você pode ver o centro de outra perspectiva. O que eu não gostei? Do parque das fontes, é muito ruim alguém te apressando e te dizendo quanto tempo você tem que ficar em cada lugar. Com certeza vale a pena fazer um city tour desses, mas não o das fontes... as fontes vale a pena fazer por conta própria e ficar quanto tempo quiser.

 

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Obs: Eu queria ter entrado junto com as crianças.

 

Resumindo o passeio: conheci umas meninas bacanas da Austrália, vi a cidade de noite, fiquei correndo atrás da bandeirinha do guia dentro do parque porque eu estava sempre atrasada... Mas no final, o que a gente lembra é que é lindo e é bem bacana o passeio. Mas pensem duas vezes antes de fazerem qualquer coisa com tour.

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DIA 3

 

Dia de ir pra Ica! Eu juro que não lembro se fui de manha, de tarde ou que horas foi aquilo! Hahah Eu sei que é uma viagem rápida, apenas 4 horas... e a maioria dos taxis sabem ir facilmente para o terminal de ônibus da Cruz del Sur, que por sinal, é só deles. Em Lima as empresas tem seus próprios terminais, e é muito organizado ... eu esperava uma garagem ou algo assim, mas é literalmente um terminal só da Cruz del Sur.

 

Eu esqueci de comentar, mas o preço do Hostel Pariwana foi S/.38,00 em Lima.

 

Quando chegamos em Ica, cheia de bagagens... percebi que cometi um erro de levar tudo. Eu ia voltar no dia seguinte e devia ter arrumado uma “trouxinha” e levado só a mochila pequena... mas não, lá vou eu pra Ica de mala e cuia.

Pegamos um taxi no terminal mesmo, mas bem desconfiadas porque o carro era muito estranho. Mas rapidinho chegamos a Huacachina e ele nos levou pra o “Huacachineiro”. Hostel é super lindo, super fofo, mas era bem mais carinho também.... S/.55,00.

 

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Mas é lindo ficar o tempo todo cercada pelas imensas dunas de Huacachina. Vou admitir uma coisa, eu esperava mais do lugar... acho que está um pouco “inundado” em tanto turismo, e isso sempre me incomoda. Eu gosto das experiências mais comuns, menos turisticas.. e isso é impossível na bela Huacachina. Mas é isso, fomos contratar o passeio das dunas, procurando pelo mais barato, contratamos qualquer um. Acabou sendo bacana, mas vale comentar que os carros são diferentes, alguns tem música, alguns tem cadeiras separadas e alguns são juntos.. enfim, vai de cada um: custo x benefício. TODOS OFERECEM ESSE PASSEIO. Pagamos S/.35,00 e uma tal taxa direto pra o bolso dele de S/.1,70.

 

Enquanto esperávamos a hora do passeio, fomos fechar o passeio do dia seguinte que nos levaria a Ballestas e Reserva de Paracas. Rodamos várias agências e depois resolvemos pegar uma melhorzinha, com um preço mais caro, mas que passou muito mais confiança. Pagamos S/.100,00 mais duas taxas, S/6,00 para Ballestas e S/.5,00 para a Reserva.

 

Na hora do passeio, voltamos para agência e fomos esperar o carro... Foi tudo muito bom, é muito rápido o carro e as partes mais divertidas eram quando a duna descia de repente. Cada gritão!!!! Hahah É igual montanha russa, eu amei o passeio.

 

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Infelizmente estava nublado e gente não viu o famoso por do sol :cry:, mas ficou mais tempo fazendo sandboard. Vale lembrar que aquele troço é perigoso heim, o garoto deu uma virada louca e bateu de cara da areia que todo mundo ficou preocupado. Mas no geral é muito legal... a prancha da gente tinha um suporte bacana, que dava pra escolher se queria ir em pé ou deitada.

 

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As dunas são lindas, a sensação de estar no meio daquela imensidão... é indescritível. E a aventura de ir lá naquela velocidade, depois parar pra fazer sandboard... eu recomendo demais! Antes de ir embora ele para na famosa vista de Huacachina pra a gente tirar fotos, é lindo demais...

 

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Na volta, a gente ficou no restaurante do próprio hostel que é muito charmoso e petiscamos um pouquinho por S/.14,50.

 

Sobre agendamentos, e preocupações... pra huacachina eu acho que não precisa de nada. Pra agendar passeios você faz em cima da hora, sempre tem vaga e sempre tem gente oferecendo. E hostel também não precisa... antes de chegar lá eu tentei reservar o Huacachineiro e não consegui, pois não tinha vaga. Ao chegar lá tinha vaga! ::hãã2:: Então não vale a pena congelar a viagem nesse ponto. Já o Pariwana (tanto Lima quanto Cusco) eu recomendo reservar porque não tem vaga em cima da hora e vale a pena demais!! E mesmo se você quiser fazer alguma alteração depois é possível, eles são super flexíveis.

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  • 2 semanas depois...
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DIA 4

 

Esse dia começou cedo, partindo pra um dia longo de tours. A moça da agência disse que o dia seria quente, muito sol e que usássemos roupas leves. Ok, o dia teve muito sol, mas o calor é que eu não vi, falei coisas não muito gentis pra ela mentalmente o dia inteiro! Heheheheh Morri de frio!

Enfim, pegamos nossa van, muito confortável por sinal, compatível com o preço... cheio de turistas da américa latina, ou seja, sem muita chances de conversa entre nós infelizmente. Eu até tentava alguma coisa, mas sério... meu espanhol é muito ruim cara. :/

 

Pagamos pra o motorista a primeira taxa, e fomos até Paracas. Lá esperamos tomando um cházinho de coca (o primeiro da viagem) enquanto o “guia” organizava alguma coisa. Deixamos nossas coisas numa agência parceira que eles tinham em Paracas e fomos fazer o passeio. Ficamos em pé esperando um tempo até que pudemos entrar no barco pra sair pra o passeio das ilhas. De cara já é tudo lindo, paisagens super diferentes.... e uma imensidão.

 

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É lindo, lindo, lindo. Quanto mais distante de Paracas, mais frio ficava. E não é pra menos né, pinguins e leões marinhos não viveriam lá se não fosse frio. Continuando, a gente segue em direção a ilha após passar pelo Candelabro. Quando vamos nos aproximando, já sentimos aquele cheirinho maravilhoso de cocô de passaro ehehehe! E quando a ilha que vamos vendo de longe vai se aproximando, as palavras vão fugindo da nossa mente... tudo perde sentido. É enorme, é lindo, é inesplicável.

 

Eu fiquei apaixonada pela magnitude de tudo aquilo, coisa que não da pra ver nas fotos... aquelas pedras são imensas, saindo do mar. A quantidade de espécies, de animais... e é tudo tão diferente da Bahia! Haahahah É tudo gelado, tudo frio, me senti em outro continente...

 

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Lindo.

 

Enfim, ficamos lá quase uma hora, rodando tudo, vendo vários animais... ela explica bastante. E então começamos a longa (fria) jornada de volta.

Ao chegarmos, nos separamos do grupo e seguimos em outro ônibus (um dos mais arrumados que vi durante o passeio) para a Reserva Nacional. E vale dizer, foi um dos lugares que eu mais me conectei durante a viagem inteira. Eu realmente quero voltar pra Paracas pra acampar lá dentro.

Começamos no museu e depois seguimos pra as praias. Eu particularmente gosto mais da experiência com o natural, então enquanto as pessoas estavam lá dentro, eu fui dar uma caminhada pela “trilha” que leva a praia.

 

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Depois seguimos pra a Playa Roja. Imensidão, beleza e o surreal encontro de deserto com mar.

 

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Então... seguimos pra uma outra praia onde vamos almoçar. É bem simples, e quem quiser pode tomar banho de praia. Eu resolvi almoçar e depois subir a um monte que tinha ali atrás do restaurante. Foi um dos momentos mais surreais da minha vida. Quando eu cheguei em cima daquele monte, eu queria sorrir, chorar, pular de alegria. Era a coisa mais linda que eu já tinha visto. Tem gente que se realiza com neve, tem gente que gosta de montanhas. Eu gosto de água! E aquilo ali pra mim era o paraíso. Tinha aves voando ao nosso lado, enormes pelicanos voandos ao nosso lado. Era tudo surreal. Eu gostaria de ter entrado na água, eu gostaria de ter ficado mais tempo lá em cima e é por isso que eu digo: eu não gosto de tours e eu quero voltar pra paracas e ir lá dentro por conta própria, ficar quanto tempo eu sentir necessidade e relaxar. Eu estava sempre correndo pra não ser deixada para trás :P .

 

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Entendam, eu estava muito feliz.

 

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Corre corre pra ir no banheiro antes do ônibus partir, e retomamos o caminho para a tão famosa catedral.

Seria novidade se eu dissesse que tive que correr muito pra poder ver??? Você tem dois miradores pra ver, eu fui pra um primeiro, e pra conseguir chegar no outro eu corri bastante, pois as pessoas ficam aflitas em serem deixadas pra trás e voltam logo pra o ônibus. Ele fala 10 minutos e em 5 todos estão de volta, e temos que correr pra voltar por que se não ele vai embora.

 

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Primeiro mirador, lindo e muito vento! Era difícil segurar a camera pra tirar a foto, foi muito divertido.

 

Do segundo mirador da catedral mesmo eu não tenho fotos boas! Hehehe Pra variar!

 

Então... voltamos. Acabou o passeio e nos deixaram na Cruz del Sur, com um pouco de folga no tempo. Então ficamos lá deitadas, esperando.

 

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Conversei com um grupo de brasileiros, O PRIMEIRO de toda a viagem. Eu ouvi eles conversando e só consegui dizer: QUE LINDO OUVIR PORTUGUES!!!! Hahahahaha Eu estava a dias imersa no inglês e foi a sensação que eu tive.

 

Daí voltamos pra Lima, pegamos um taxi dentro da Cruz del Sur mesmo, por S/.12,00, dividido por duas. Cheguei no hostel, dei notícias á familia e capotei.

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Barbara parabéns pelo relato, estou curtindo ele e esperando os outros dias. Estou partindo 2 de abril com mais seis pessoas conhecidas aqui no site, para fazer Bolívia e Peru, vou passar em alguns lugares que você passou. Eu com a experiencia que tive em outro mochilão sei da importância do inglês mas sou preguiçoso para estudar... lendo seu relato vou tentar um intensivo de um mês para ver se aprendo um pouco mais. :) continue escrevendo, gostei das fotos ficaram lindas algumas ate parece book! Axé baiana!

Obs: Pelo que sei o único país que come coração de frango como aqui é o Japão, ele fazem um espetinho o Yakitori, minha duvida é se pegamos esse habito dos japoneses ou não. Embora eu acredite que o nosso famoso filé miau tenha origens japonesa e como sempre abrasileiramos o Yakitori deles.

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Oi Edu! Hahhahaha pois é, nosso filé miau! Hahah é melhor nem comentar!

 

E obrigada, vou tentar não passar mais tanto tempo sem escrever hehehe. É muito bom ler um feedback.

 

 

E sim... o ingles me salvou demais. Uma das coisas que mais gostei na minha viagem forão os amigos que fiz e as conversas que tive ...e a maioria foi em inglês... :x fico triste só de pensar em como teria sido minha viagem sem essas experiencias, além de que eu teria ficado muito mais tempo sozinha. Mas teu caso é outro porque você está em grupo, a viagem toma uma forma diferente! Qual o roteiro de voces?

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