Essa viagem de 4 dias, ida e volta, saindo e voltando de/a San Pedro de Atacama, foi realizada na sequência da viagem ao DESERTO DO ATACAMA e foi na primeira quinzena do mês de novembro. Coloquei em um post diferente, pois estava muito grande. Será que falo demais??? A viagem toda foi de 15 dias: Deserto do Atacama, percurso ida e volta até o Salar de Uyuni, Santiago, Valparaíso e Viña Del Mar.
Andando por San Pedro de Atacama você encontra várias agências de turismo que fazem, além dos tours no Atacama, as viagens de 3 ou 4 dias para a Bolívia. Escolhemos a ATACAMA MÍSTICA, http://www.atacamamistica.cl/home/Frameset.html, pois foi a mais flexível quanto ao nosso pedido de troca de hostels. Rodrigo não gosta nada de albergues, então pedimos que nos colocassem em hotéis com banheiros privativos e água quente. Eu até havia pesquisado antes, pra saber se existiam e sim, existem. Negociando o pacote na agência, indiquei o Tayka www.taykahoteles.com/es/hdesierto.php, eles têm 5 hotéis pela região e o do deserto havia respondido todas as informações que solicitei por email. Porém, o cara da agência disse que não havia vagas... ficamos no Ecolodge Los Flamencos na 1ª noite e foi muito bom. Na 2ª noite foi um desastre, pedimos um hotel de sal e nos colocaram num hostel fajuto, o pior albergue que já fiquei. Rodrigo queria me matar pela segunda vez na viagem (hahahaha, a 1ª está descrita no relato do Atacama). A 3ª noite foi em Villamar, razoável, também depois daquele hostel. Pagamos mais caro esta viagem, pois o carro pra 6 pessoas, fechamos para nós 3 apenas e pagamos por hotéis melhores, mas que nem sempre foram os melhores...
Antes que eu esqueça, as fotos panorâmicas foram feitas pela minha amiga, companheira de viagem, alegre e bem humorada Débora.
1º DIA
A agência que contratamos dias atrás, ATACAMA MÍSTICA, para os 4 dias de tour pelo deserto da Bolívia, nos pegou no hotel bem cedo, num micro-ônibus com outras pessoas e nos conduziu, primeiramente, até onde devíamos fazer os trâmites legais de saída do Chile. Havia uma grande fila e os policias de fronteira investigavam todas as malas. Depois que todos que estavam de volta no microbus, fomos até a fronteira com a Bolívia, entorno de 1h distante do posto chileno, por estradas asfaltadas sinuosas.
De lá, os carros chilenos não podem continuar, então as agências contratam outras, bolivianas, para que peguem os turistas ali naquela fronteira, local chamado HITO CAJÓN. Chegando ali, todos nós daquele microbus ganhamos um bom café da manhã, tipo um picnic ao lado da van, bem legal e bem frio. Fizemos os trâmites legais de entrada na Bolívia. Fomos os últimos e os 2 policiais bolivianos que estavam ali dentro da casinha da imigração, disseram que havia um valor em dinheiro para aquela permissão. Sabíamos que não havia, pois o motorista da van avisou-nos disso. Inclusive falou que era pra dizermos que o conhecíamos em um caso como esse, hehehe. Então foi assim, conversamos e não pagamos nada.
Quando alguém pergunta se ali tem banheiro, um ônibus lata velha é apontado. Hahahaha. Gelei as nádegas.
Já era hora de pegar a estrada, fomos os últimos a sair da imigração, todos os outros 4x4 já haviam saído. O David, nosso guia boliviano, era um cara super tímido, simpático e pé pesado. Então... rock ‘n’ roll detonando no radinho e voa pela estrada de terra, deixando um rastro de poeira naquela imensidão desértica.
Achei que o guia realmente foi necessário, pois não dá pra saber qual trilha ou rastro seguir naquele deserto imenso. Logo ali já inicia a Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa. A uns 10km da fronteira fica a primeira parada: LAGUNA BLANCA e LAGUNA VERDE (4.350m de altitude), que juntamente com o vulcão Licancabur ao fundo formam uma das paisagens mais linda que já vi, assim, na minha frente, dando ‘a maior sopa’ para um belo registro fotográfico. As lagoas são salgadas e a coloração verde se deve aos sedimentos de magnésio, carbonato de cálcio e arsênio.
Prosseguindo viagem, não pudemos deixar de parar para registrar a imensidão do DESERTO DE DALÍ, digno de uma pintura surrealista do famoso pintor de mesmo sobrenome, localizado ao sul da região de Potosi, dentro ainda da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa e com uma altitude média de 4 mil metros.
Paramos para almoçar em um alberque, onde o David fez a comida na cozinha emprestada. Enquanto isso demos uma volta pelo estabelecimento e pensamos: “Ainda bem que não ficaremos aqui”. Os quartos cheiravam mal, o banheiro compartilhado não tinha papel higiênico, ainda bem que eu carrego o meu, hahahaha, o vento uivava e fazia a cobertura tremer. Não vi hóspede algum. A comida simples de David é bem gostosa e ele não quis sentar-se conosco à mesa.
Uns km à frente, sempre sentido norte, deparamo-nos com uma laguna vermelha, de verdade! A LAGUNA COLORADA é espetacular, tem apenas 35 cm de profundidade de uma água vermelha devido aos sedimentos e pigmentos de algas que vãos de tons marrons até vermelho intenso. É um lugar onde os flamingos se alimentam de minerais e estão presentes, principalmente, os da espécie James, mas também podem ser encontrados os flamingos Andino e Chileno. Aqui a altitude era de 4.560m.
De vez em quando, passávamos por outra caminhonete, voando pelo deserto, com outros turistas aventureiros, certamente empoeirados como nós. Uma imagem muito bonita, parecem participar de um rali. Acho uma linda imagem, fotografei vários, hehehe!!! Acredito que todos os guias parem na ÁRBOL DE PIEDRA, já que foi declarado monumento natural, só não sei por quem... Trata-se de uma formação rochosa devido à erosão do vento, localizada no DESERTO DE SILOLI.
Em frente e chegamos à LAGUNA HONDA, na altitude de 4.115m, onde pudemos notar mais flamingos se alimentando. Logo em seguida, na LAGUNA HEDIONDA, a 4.530m de altitude é onde fica o ECOLODGE LOS FALMINGOS, onde nos hospedamos na primeira noite. O local é completamente vazio de gente, de sons, de infraestrutura. Apenas a natureza se faz presente. Aliás, som havia bastante: do vento. Era tão forte que imaginava aquele hotel sendo destelhado. A luz acabou... tudo ficou às escuras... o vento assobiando... a lareira era a única fonte de luz. Queríamos ir lá fora, mas o frio era tão intenso e o vento tão forte que desistimos instruídos pelo El Abelhudo, apelido carinhoso que Rodrigo deu ao menino que era segurança, faz-tudo, do hotel, que ficou o tempo todo conosco na sala e no dia seguinte nos acompanhou numa caminhada ao redor do hotel. Não havia ninguém mais no hotel, que tinha uma cama super confortável, lençóis limpos e brancos, cobertores pesados e água quente no chuveiro. Não se iluda, achando que vai encontrar bons chuveiros com uma vazão que irá massagear suas costas. Até porque, o gasto com água aqui é controlado. Como estava faltando luz, os aquecedores não funcionavam. Para amenizar o frio dentro do quarto, o abelhudo colocou um aquecedor a gás, aceso por um pequeno botijão de gás acoplado. Ai ai ai!!! Que medo desse troço explodir no quarto e a gente voar pelos ares gélidos do deserto. Pelo menos, nosso corpo se manteria até que alguém nos encontrasse... e será que encontrava? Ninguém parou ou passou por ali enquanto estivemos.
Havíamos pedido à agência, sempre que possível, hotéis bons para pernoitarmos e pagamos mais por isso. O ECOLODGE LOS FLAMINGOS era bom, para os padrões da região, localizado a uns 300km da fronteira onde ingressamos. O diferencial foram as refeições: jantar na noite em que chegamos e café da manhã na manhã seguinte. Simplesmente espetaculares, um chef super cuidadoso, que não pudemos deixar de cumprimentá-lo, pois a comida estava mesmo deliciosa. Daquela que se come também com o olhos. O café da manhã super bem servido com leite, iogurtes, cereais, pães feitos na hora, café, biscoitos também produzidos no hotel, chás... e uma moça com traços bem típicos da região andina nos servia e era uma simpatias só. Pareceu estar alegre simplesmente por ter hóspedes. Enquanto comíamos, ela ficava olhando. E desta vez, David aceitou e sentou-se conosco à mesa. O abelhudo colocou um som para escutarmos durante o jantar, era música brasileira. Hehehe acho que queria nos agradar. Conversou muito durante nossa estadia, disse que eles não têm muita companhia e hóspedes, trabalham em apenas 3 no hotel: ele, a moça que arruma os quartos e serve a mesa e o cozinheiro. Dormimos uma noite muito bem dormida. Nem ouvi mais os ruídos do vento. Nosso guia dormiu em um quarto ao lado.
2º DIA
Seguimos viagem naquela manhã gélida, a água do lado de fora do hotel estava congelada. O carro já estava ligado, esquentando há algum tempo, tudo calculado cuidadosamente pelo David, que também cuidou de abastecer o veículo com os galões que levava sobre o carro. Despedimo-nos do pessoal do hotel e seguimos viagem.
A primeira parada do segundo dia de viagem foi a LAGUNA CAÑAPA, a 4.140m de altitude e onde vimos muitas vicuñas, esse bichinhos tão bonitinhos, que não nos deixam chegar perto e que somente é encontrado em região com mais de 3 mil metros de altitude.
As pistas, rastros das rodas dos veículos eram muitas, mas às vezes se apagam pelo vento. Estacionamos o carro e em uma curta caminhada até um mirante natural para o VULCÃO OLLAGÜE. Ali havia outros 2 ou 3 veículos parados com 6 pessoas cada um. E aqueles caras quebravam mesmo o silêncio. Disse-nos o nosso guia, que conversou com o guia deles, que eram de locais como Irã e Romênia e que bebiam e fumavam o tempo todo. Coitado do guia... só faço um apelo: rastros apenas de suas pegadas, sujeira devem ser levadas junto com você. Não deixe restos como garrafas, sacos de biscoito, papéis etc. Leve-os junto no carro, deixe em alguma lixeira quando chegar na cidade de volta. Não custa nada. :'>
Voltando ao que interessa... o Ollagüe é um vulcão ativo, situado na fronteira Chile-Bolívia, na Cordilheira dos Andes. Tem 5.870m de altura e pudemos avistar de longe suas fumarolas.
Em diante, atravessamos o SALAR DE CHIGUANA, uma linha férrea e um posto militar. Não avistei cidade nem mesmo algum vilarejo. Rodamos bastante nesse lugar, completamente ermo. Lá é próximo de onde eu tive que usar o banheiro, natural... rsrsrs... ai que frio! Não deixem de beber água, pois o clima é bastante árido, tem muita poeira e pela altitude também é importante se hidratar. Não há banheiros, então aproveite quando tem algum relevo em que se pode esconder atrás. Hahahaha.
Estávamos a cerca de uns 200km do Salar de Uyuni e paramos no PUEBLO SAN JUAN para uma refeição. Não sei ao certo se há restaurantes. Não me pareceu haver. Nosso guia David era quem cozinhava nossos almoços, jantas e cafés da manhã do caminho. Não foi o caso no Los Flamingos que estava incluso na estadia. Notei que David conhece as poucas pessoas que encontramos pelo caminho, nos diminutos povoados. Claro, ele disse que faz essa viagem todas as semanas com turistas. Dessa forma, era fácil pra ele pedir emprestada uma cozinha para fazer nosso almoço, por exemplo, e uma mesa posta para que tivéssemos uma refeição tranquila e longe da poeira exterior. A comida sempre simples, mas feita com carinho.
Mais alguns km e já no final do dia, chegamos a um HOSTEL na ‘orelha’ do SALAR DE UYUNI, paredes, mesas e bancos de sal. Não lembro o nome, pois acho que fiz questão de apagá-lo da minha memória... ãã2::'> Deixamos as coisas nos quartos que escolhemos e fomos ver o pôr do sol no Salar. :'> Andamos de carro pra qualquer lado, pois tudo é igualmente branco, uma planície imensa rígida e branca. Lindo demais!!! Logo anoiteceu e voltamos pro hostal, o guia fez uma janta pra nós na cozinha do hostel, uma sopa deliciosa, quentinha, pra aquecer aquele gelado início de noite. Depois do jantar, fomos cada um tomar banho. Fui a última e a água quente acabou na minha vez, hahahaha. Assim como a luz, kkkkkk. Era um breu só! Todos se recolheram, acho que já sabiam que era assim, pois eu era a única fora do quarto... Ninguém me avisou que luz e água quente terminavam às 21h. E eu nem pensei nisso, afinal tínhamos solicitados hotéis com certo conforto e tal... Os 2 banheiros eram coletivos e horríveis. Não consegui encontrar na internet esse hostel pra poder não indicá-lo. O atendimento foi uma droga, não há recepção e acho que nem telefone. Fazia muuuito frio, ainda bem havia cobertores sobre as camas, dormi com minha segunda-pele e dormi profundamente. Se alguém reconhecer pelas fotos esse albergue, pode dizer o nome dele, pois eu realmente não lembro.
Essa viagem de 4 dias, ida e volta, saindo e voltando de/a San Pedro de Atacama, foi realizada na sequência da viagem ao DESERTO DO ATACAMA e foi na primeira quinzena do mês de novembro. Coloquei em um post diferente, pois estava muito grande. Será que falo demais??? A viagem toda foi de 15 dias: Deserto do Atacama, percurso ida e volta até o Salar de Uyuni, Santiago, Valparaíso e Viña Del Mar.
Andando por San Pedro de Atacama você encontra várias agências de turismo que fazem, além dos tours no Atacama, as viagens de 3 ou 4 dias para a Bolívia. Escolhemos a ATACAMA MÍSTICA, http://www.atacamamistica.cl/home/Frameset.html, pois foi a mais flexível quanto ao nosso pedido de troca de hostels. Rodrigo não gosta nada de albergues, então pedimos que nos colocassem em hotéis com banheiros privativos e água quente. Eu até havia pesquisado antes, pra saber se existiam e sim, existem. Negociando o pacote na agência, indiquei o Tayka www.taykahoteles.com/es/hdesierto.php, eles têm 5 hotéis pela região e o do deserto havia respondido todas as informações que solicitei por email. Porém, o cara da agência disse que não havia vagas... ficamos no Ecolodge Los Flamencos na 1ª noite e foi muito bom. Na 2ª noite foi um desastre, pedimos um hotel de sal e nos colocaram num hostel fajuto, o pior albergue que já fiquei. Rodrigo queria me matar pela segunda vez na viagem (hahahaha, a 1ª está descrita no relato do Atacama). A 3ª noite foi em Villamar, razoável, também depois daquele hostel. Pagamos mais caro esta viagem, pois o carro pra 6 pessoas, fechamos para nós 3 apenas e pagamos por hotéis melhores, mas que nem sempre foram os melhores...
Antes que eu esqueça, as fotos panorâmicas foram feitas pela minha amiga, companheira de viagem, alegre e bem humorada Débora.
1º DIA
A agência que contratamos dias atrás, ATACAMA MÍSTICA, para os 4 dias de tour pelo deserto da Bolívia, nos pegou no hotel bem cedo, num micro-ônibus com outras pessoas e nos conduziu, primeiramente, até onde devíamos fazer os trâmites legais de saída do Chile. Havia uma grande fila e os policias de fronteira investigavam todas as malas. Depois que todos que estavam de volta no microbus, fomos até a fronteira com a Bolívia, entorno de 1h distante do posto chileno, por estradas asfaltadas sinuosas.
De lá, os carros chilenos não podem continuar, então as agências contratam outras, bolivianas, para que peguem os turistas ali naquela fronteira, local chamado HITO CAJÓN. Chegando ali, todos nós daquele microbus ganhamos um bom café da manhã, tipo um picnic ao lado da van, bem legal e bem frio.
Fizemos os trâmites legais de entrada na Bolívia. Fomos os últimos e os 2 policiais bolivianos que estavam ali dentro da casinha da imigração, disseram que havia um valor em dinheiro para aquela permissão.
Sabíamos que não havia, pois o motorista da van avisou-nos disso. Inclusive falou que era pra dizermos que o conhecíamos em um caso como esse, hehehe. Então foi assim, conversamos e não pagamos nada. 
Quando alguém pergunta se ali tem banheiro, um ônibus lata velha é apontado. Hahahaha. Gelei as nádegas.


Já era hora de pegar a estrada, fomos os últimos a sair da imigração, todos os outros 4x4 já haviam saído. O David, nosso guia boliviano, era um cara super tímido, simpático e pé pesado.
Então... rock ‘n’ roll detonando no radinho e voa pela estrada de terra, deixando um rastro de poeira naquela imensidão desértica. 
Achei que o guia realmente foi necessário, pois não dá pra saber qual trilha ou rastro seguir naquele deserto imenso. Logo ali já inicia a Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa. A uns 10km da fronteira fica a primeira parada: LAGUNA BLANCA e LAGUNA VERDE (4.350m de altitude), que juntamente com o vulcão Licancabur ao fundo formam uma das paisagens mais linda que já vi, assim, na minha frente, dando ‘a maior sopa’ para um belo registro fotográfico. As lagoas são salgadas e a coloração verde se deve aos sedimentos de magnésio, carbonato de cálcio e arsênio.




Prosseguindo viagem, não pudemos deixar de parar para registrar a imensidão do DESERTO DE DALÍ, digno de uma pintura surrealista do famoso pintor de mesmo sobrenome, localizado ao sul da região de Potosi, dentro ainda da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa e com uma altitude média de 4 mil metros.

Paramos para almoçar em um alberque, onde o David fez a comida na cozinha emprestada. Enquanto isso demos uma volta pelo estabelecimento e pensamos: “Ainda bem que não ficaremos aqui”. Os quartos cheiravam mal, o banheiro compartilhado não tinha papel higiênico, ainda bem que eu carrego o meu, hahahaha, o vento uivava e fazia a cobertura tremer. Não vi hóspede algum. A comida simples de David é bem gostosa e ele não quis sentar-se conosco à mesa.
Uns km à frente, sempre sentido norte, deparamo-nos com uma laguna vermelha, de verdade! A LAGUNA COLORADA é espetacular, tem apenas 35 cm de profundidade de uma água vermelha devido aos sedimentos e pigmentos de algas que vãos de tons marrons até vermelho intenso. É um lugar onde os flamingos se alimentam de minerais e estão presentes, principalmente, os da espécie James, mas também podem ser encontrados os flamingos Andino e Chileno. Aqui a altitude era de 4.560m.


De vez em quando, passávamos por outra caminhonete, voando pelo deserto, com outros turistas aventureiros, certamente empoeirados como nós. Uma imagem muito bonita, parecem participar de um rali. Acho uma linda imagem, fotografei vários, hehehe!!!
Acredito que todos os guias parem na ÁRBOL DE PIEDRA, já que foi declarado monumento natural, só não sei por quem... Trata-se de uma formação rochosa devido à erosão do vento, localizada no DESERTO DE SILOLI. 

Em frente e chegamos à LAGUNA HONDA, na altitude de 4.115m, onde pudemos notar mais flamingos se alimentando.
Logo em seguida, na LAGUNA HEDIONDA, a 4.530m de altitude é onde fica o ECOLODGE LOS FALMINGOS, onde nos hospedamos na primeira noite. O local é completamente vazio de gente, de sons, de infraestrutura. Apenas a natureza se faz presente. Aliás, som havia bastante: do vento. Era tão forte que imaginava aquele hotel sendo destelhado. A luz acabou... tudo ficou às escuras... o vento assobiando... a lareira era a única fonte de luz. Queríamos ir lá fora, mas o frio era tão intenso e o vento tão forte que desistimos instruídos pelo El Abelhudo, apelido carinhoso que Rodrigo deu ao menino que era segurança, faz-tudo, do hotel, que ficou o tempo todo conosco na sala e no dia seguinte nos acompanhou numa caminhada ao redor do hotel. Não havia ninguém mais no hotel, que tinha uma cama super confortável, lençóis limpos e brancos, cobertores pesados e água quente no chuveiro. Não se iluda, achando que vai encontrar bons chuveiros com uma vazão que irá massagear suas costas. Até porque, o gasto com água aqui é controlado. Como estava faltando luz, os aquecedores não funcionavam. Para amenizar o frio dentro do quarto, o abelhudo colocou um aquecedor a gás, aceso por um pequeno botijão de gás acoplado. Ai ai ai!!! Que medo desse troço explodir no quarto e a gente voar pelos ares gélidos do deserto. Pelo menos, nosso corpo se manteria até que alguém nos encontrasse... e será que encontrava? Ninguém parou ou passou por ali enquanto estivemos. 
Havíamos pedido à agência, sempre que possível, hotéis bons para pernoitarmos e pagamos mais por isso. O ECOLODGE LOS FLAMINGOS era bom, para os padrões da região, localizado a uns 300km da fronteira onde ingressamos. O diferencial foram as refeições: jantar na noite em que chegamos e café da manhã na manhã seguinte.
Simplesmente espetaculares, um chef super cuidadoso, que não pudemos deixar de cumprimentá-lo, pois a comida estava mesmo deliciosa. Daquela que se come também com o olhos. O café da manhã super bem servido com leite, iogurtes, cereais, pães feitos na hora, café, biscoitos também produzidos no hotel, chás... e uma moça com traços bem típicos da região andina nos servia e era uma simpatias só. Pareceu estar alegre simplesmente por ter hóspedes. Enquanto comíamos, ela ficava olhando. E desta vez, David aceitou e sentou-se conosco à mesa. O abelhudo colocou um som para escutarmos durante o jantar, era música brasileira. Hehehe acho que queria nos agradar. Conversou muito durante nossa estadia, disse que eles não têm muita companhia e hóspedes, trabalham em apenas 3 no hotel: ele, a moça que arruma os quartos e serve a mesa e o cozinheiro. Dormimos uma noite muito bem dormida. Nem ouvi mais os ruídos do vento. Nosso guia dormiu em um quarto ao lado. 


2º DIA
Seguimos viagem naquela manhã gélida, a água do lado de fora do hotel estava congelada.
O carro já estava ligado, esquentando há algum tempo, tudo calculado cuidadosamente pelo David, que também cuidou de abastecer o veículo com os galões que levava sobre o carro. Despedimo-nos do pessoal do hotel e seguimos viagem. 
A primeira parada do segundo dia de viagem foi a LAGUNA CAÑAPA, a 4.140m de altitude e onde vimos muitas vicuñas, esse bichinhos tão bonitinhos, que não nos deixam chegar perto e que somente é encontrado em região com mais de 3 mil metros de altitude.
As pistas, rastros das rodas dos veículos eram muitas, mas às vezes se apagam pelo vento. Estacionamos o carro e em uma curta caminhada até um mirante natural para o VULCÃO OLLAGÜE.
Ali havia outros 2 ou 3 veículos parados com 6 pessoas cada um. E aqueles caras quebravam mesmo o silêncio. Disse-nos o nosso guia, que conversou com o guia deles, que eram de locais como Irã e Romênia e que bebiam e fumavam o tempo todo.
Coitado do guia... só faço um apelo: rastros apenas de suas pegadas, sujeira devem ser levadas junto com você. Não deixe restos como garrafas, sacos de biscoito, papéis etc. Leve-os junto no carro, deixe em alguma lixeira quando chegar na cidade de volta. Não custa nada.
:'>
Voltando ao que interessa... o Ollagüe é um vulcão ativo, situado na fronteira Chile-Bolívia, na Cordilheira dos Andes. Tem 5.870m de altura e pudemos avistar de longe suas fumarolas.
Em diante, atravessamos o SALAR DE CHIGUANA, uma linha férrea e um posto militar. Não avistei cidade nem mesmo algum vilarejo. Rodamos bastante nesse lugar, completamente ermo. Lá é próximo de onde eu tive que usar o banheiro, natural...
rsrsrs... ai que frio! 
Não deixem de beber água, pois o clima é bastante árido, tem muita poeira e pela altitude também é importante se hidratar. Não há banheiros, então aproveite quando tem algum relevo em que se pode esconder atrás. Hahahaha.
Estávamos a cerca de uns 200km do Salar de Uyuni e paramos no PUEBLO SAN JUAN para uma refeição. Não sei ao certo se há restaurantes. Não me pareceu haver. Nosso guia David era quem cozinhava nossos almoços, jantas e cafés da manhã do caminho. Não foi o caso no Los Flamingos que estava incluso na estadia. Notei que David conhece as poucas pessoas que encontramos pelo caminho, nos diminutos povoados. Claro, ele disse que faz essa viagem todas as semanas com turistas. Dessa forma, era fácil pra ele pedir emprestada uma cozinha para fazer nosso almoço, por exemplo, e uma mesa posta para que tivéssemos uma refeição tranquila e longe da poeira exterior. A comida sempre simples, mas feita com carinho.
Mais alguns km e já no final do dia, chegamos a um HOSTEL na ‘orelha’ do SALAR DE UYUNI, paredes, mesas e bancos de sal. Não lembro o nome, pois acho que fiz questão de apagá-lo da minha memória...
ãã2::'> Deixamos as coisas nos quartos que escolhemos e fomos ver o pôr do sol no Salar.
:'> Andamos de carro pra qualquer lado, pois tudo é igualmente branco, uma planície imensa rígida e branca. Lindo demais!!! Logo anoiteceu e voltamos pro hostal, o guia fez uma janta pra nós na cozinha do hostel, uma sopa deliciosa, quentinha, pra aquecer aquele gelado início de noite. Depois do jantar, fomos cada um tomar banho. Fui a última e a água quente acabou na minha vez, hahahaha. Assim como a luz, kkkkkk.
Era um breu só! Todos se recolheram, acho que já sabiam que era assim, pois eu era a única fora do quarto... Ninguém me avisou que luz e água quente terminavam às 21h. E eu nem pensei nisso, afinal tínhamos solicitados hotéis com certo conforto e tal...
Os 2 banheiros eram coletivos e horríveis.
Não consegui encontrar na internet esse hostel pra poder não indicá-lo. O atendimento foi uma droga, não há recepção e acho que nem telefone. Fazia muuuito frio, ainda bem havia cobertores sobre as camas, dormi com minha segunda-pele e dormi profundamente. Se alguém reconhecer pelas fotos esse albergue, pode dizer o nome dele, pois eu realmente não lembro. 

