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Olá viajante!

Bora viajar?

Uruguai e Buenos Aires de busão - 18 dias (fev/mar)

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Faaaaaaala, galera!! Então, to voltando aqui para fazer o relato da minha primeira viagem de mochilão e, com isso, agradecer a todos que escreveram os relatos que eu li e que me ajudaram muito antes de ir. Foi a primeira vez que viajei sozinha e, aproveitando que o meu Rio Grande do Sul fica bem pertinho, fiz toda a viagem de busão mesmo. A viagem durou 18 dias. Saí de Poa às 20h30 do dia 13/02 e cheguei em Punta del Este no dia seguinte, um pouco depois das 6h. Voltei de Buenos Aires dia 03/03, às 13h, e cheguei em casa no dia seguinte, um pouco depois das 8h.

 

PREPARATIVOS

Eu preparei toda a viagem, mas ainda não tinha mochila. Como estava bem em cima da hora e eu não tinha mais nada de grana, comprei uma bem baratinha (R$ 80) no camelódromo da minha cidade. Sim, alguns mochileiros compram sua mochila lá. Já digo que ela aguentou o peso de tudo que eu coloquei nela e mais um pouco e voltou inteiraça, sem um arranhão.

 

Sobre documentos, eu levei o passaporte mesmo, que já tinha.

 

Para transportar o dinheiro, não comprei nada, nem Money Belt. Levei cartão de débito Visa. Sei que foi arriscado, na próxima talvez eu leve um VTM também, só pra ter mais uma opção. O plano era esse:

 

- levar 300 pila em dinheiro, que era para eu guardar e esquecer, usar apenas para uma emergência. (Troquei quase tudo depois que desci do buquebus em Buenos Aires porque não tinha um puto no bolso.)

- Cartão do banco para fazer saques no caixa automático. Não usei o cartão em nenhum estabelecimento, pagava sempre em dinheiro.

- 1º saque é na rodoviária ou lugar mais próximo que tenha caixa eletrônico: saque de R$ 200 = $ 1936. Caso todos os caixas automáticos da rodoviária estejam indisponíveis, então pego 100 reais da minha reserva e troco na casa de câmbio, mesmo com cotação ruim, e deixo para tirar o resto em um caixa automático da cidade. (Não tinha caixa automático na rodoviária de Punta del Este, então saquei no caixa eletrônico Banred que tinha perto do hostel)

- Para os dois dias que ficar em Punta, devo gastar apenas R$ 180 = $ 1742, 40, então sobram $ 193,60 = R$ 20. No albergue ou na rodoviária, quando for pegar o ônibus para Punta del Diablo, saco R$ 430. 430 + 20 é o valor que devo gastar durante os 3 dias em Punta del Diablo, 1 dia em Cabo Polônio e o primeiro dia em Montevideo. (Saquei mais que isso, $ 2000. Gastei menos do que previ em Punta, então me sobrou mais dinheiro. Antes de ir embora, saquei $ 3600, esquecendo do meu planejamento. Acabei calculando errado esse saque, então, quando tava indo embora de Cabo Polônio, estava quase ficando pobre.)

- Na rodoviária de Montevideo, saco mais R$ 360 para o três dias que sobram lá e 1 dia em Colônia. Vou ficar com + ou - R$ 186 na conta + 228 dos 300 = 414 (Ao chegar em Montevideo, saquei $ 4500 para os dias que passaria lá e para o único dia que passaria em Colônia.)

- Dos 300 em dinheiro que guardei, uso R$ 72 pra pagar o buquebus. (Não precisou, eu ainda tinha muuuitos pesos uruguaios e deu para pagar o buquebus e gastar em presentes pros meus pais. Quando cheguei em Buenos, ainda tinha os 300 e cerca de R$ 500 na conta)

 

Como vocês podem ver, eu fui meio metódica (ou muito), mas é porque eu tava muito preocupada com o dinheiro, depois relaxei no seguimento desses passos, tanto que não fiz nada do que eu esperava. Levei mais dinheiro do que precisava na verdade, então sempre estava sobrando e nunca faltando, o que é obviamente bom. Mas esse planejamento de gastos aí é bem bom, me baseei em algum post de algum mochileiro desse site, mas não me lembro onde está. ::putz::

 

 

O ROTEIRO

O roteiro durante a viagem ficou assim:

 

Dia 1 – Punta del Este

Dia 2 – Punta del Este

Dia 3 – Punta/Punta del Diablo

Dia 4 – Punta del Diablo/Fortaleza de Santa Teresa/La Pedrera/ Punta del Diablo

Dia 5 – Punta del Diablo

Dia 6 – Punta del Diablo/Cabo Polonio

Dia 7 – Cabo Polônio/Montevideo

Dia 8 – Montevideo

Dia 9 – Montevideo

Dia 10 – Montevideo

Dia 11 – Montevideo/Colônia

Dia 12 – Colônia/Buenos Aires

Dia 13 – Buenos Aires

Dia 14 – Buenos

Dia 15 – Buenos

Dia 16 – Buenos

Dia 17 – Buenos

Dia 18 – Buenos/Poa

 

 

ORÇAMENTO

 

Antes de sair de Porto Alegre, só gastei com as passagens de ida para Punta e volta de Bueno Aires para Poa (lembrando que foi de busão também), o que deu R$ 391,75. Fiz reservas (aqueles 10%) em hostel, mas, como meu aniversário havia sido há pouco tempo, ganhei de presente de uma das minhas dindas o valor das reservas.

 

Eu sou adepta de gastar pouco, mas, pensando que sempre pode ocorrer imprevistos, estipulei gastar R$ 90/dia. Acho que é o suficiente para passar bem em qualquer cidade do Uruguai e em Buenos Aires. Digo que só passei um pouco, mas beeem pouco, disso em Punta del Este. Como iria ficar 18 dias, isso daria R$ 1620, certo? Eu levei um pouco mais para imprevistos. Algo como uns R$ 1800 e me sobrou dinheiro no final. Tudo bem que eu não saí à noite tanto quanto gostaria, mas é tranquilo. Acho que um valor entre R$ 1600 e R$ 1800 (sempre bom levar em conta que pode rolar imprevistos) tá ótimo. As cidades em que tu vai gastar mais são Punta del Este, talvez em Montevideo e, com certeza, em Buenos Aires. Partindo de tudo isso, deixo claro que esse valor incluiu transporte dentro das e entre as cidades, alimentação, hospedagem, bebidas em festas (não fui em nenhuma festa que pagava) e entradas em alguns pontos turísticos. Como, no final, me sobrou muito dinheiro, acabei até comprando umas coisas pra mim (já pedi pra todo mundo me lembrar na próxima vez que eu sou louca por livrarias, talvez isso me impeça de comprar quinhentos livros) e presentes pra família e amigos. Ah, esqueci. Em Montevideo e em Buenos Aires, fiquei hospedada pelo Couchsurfing, então não gastei com diária de hostel.

 

Acho que é isso. Vamos pro relato, então? :wink:

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e ai ellen tudo bem ?

estarei indo para o Uruguai semana que vem dia 16 , to curtindo seu relato , espero que de tempo de ler pelo menos montevideu e Colonia ate o dia deu ir kkkkkk

mas gostaria de saber como ir a Casa Pueblo em Punta , tem onibus que deixa direto la ? ou tem de ir com agencia ? e tambem se voce sabe me informar se tem onibus de punta direto para o aeroporto de Montevideu??

um abraco

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e ai ellen tudo bem ?

estarei indo para o Uruguai semana que vem dia 16 , to curtindo seu relato , espero que de tempo de ler pelo menos montevideu e Colonia ate o dia deu ir kkkkkk

mas gostaria de saber como ir a Casa Pueblo em Punta , tem onibus que deixa direto la ? ou tem de ir com agencia ? e tambem se voce sabe me informar se tem onibus de punta direto para o aeroporto de Montevideu??

um abraco

 

 

Oi, klismann! Que ótimo que tá curtindo. Vou tentar apressar esse relato.. ::otemo:: Eu amei o Uruguai. Espero que tu ame também.

Então, pra ir pra Casa Pueblo tem que pegar um ônibus da empresa COT, se não me engano (sempre bom perguntar), no terminal de Punta del Este. O trajeto do ônibus é Punta del Este-Montevideo, mas a Casa Pueblo fica em Punta Ballena. O ônibus vai te deixar no meio da estrada e tu vai ter que dar uma caminhadinha. Parece que são uns 3km, mas no caminho tem um mirante de onde dá pra ver Punta e tirar váaarias fotos. O problema mesmo, dizem, é a volta. Ter que andar até a estrada novamente e ficar tentando parar os ônibus, e eles nem sempre param. Dá pra tentar uma carona. As brasileiras que conheci em Punta, voltaram de carona. De táxi até a Casa Pueblo com certeza vai ser carinho, mas talvez valha mais a pena, principalmente se for mais gente contigo. Lembre de pedir pro taxista esperar.

Sobre ônibus de Punta direto para o aeroporto de Montevideo, dei uma pesquisadinha :D , e parece que tem sim. Parece que é da empresa COT também, e o trajeto dele é Terminal de Montevideo, Aeroporto de Montevideo, Punta del Este. Na volta de Punta para Montevideo, ele faz o mesmo trajeto, parando antes no aeroporto e depois no terminal de Montevideo. Mas, de novo, sempre bom perguntar na empresa, blz?

 

Abraço!

Editado por Visitante

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8º DIA > Montevideo

 

No dia seguinte, depois de almoçarmos massa (a massa que eu comprei em Punta del Diablo e não cozinhei em Cabo Polônio), Juan me levou até a rua principal 18 de Julio e me desejou sorte no meu dia. Peguei um ônibus para a Plaza Independencia, que fica perto de onde ele me deixou e tirei fotos da praça, do Palácio Salvo (depois eu não podia passar por ele que tinha que tirar foto), da estátua em homenagem ao General Artigas, entrei no Mausoléu que fica abaixo da estátua, avistei o Teatro Solís, mas preferi atravessar a Puerta de la Ciudadela e seguir em frente.

 

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estátua em homenagem ao General Artigas

 

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Palácio Estevez

 

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Mausoléu Subterrâneo do General Artigas

 

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Palácio Salvo

 

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Puerta de la Ciudadela

 

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Teatro Solís de esguelha

 

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Puerta de la Ciudadela depois de atravessá-la

 

Andei até a Rambla Francia, segui até a rua Ciudadela chegando novamente perto da Plaza Independencia, mas entrando na Calle Buenos Aires, onde fica o Teatro Solís. Eu sabia que tinha visita guiada às 17h, mas, infelizmente, naquele dia a sala principal não poderia ser visitada porque estavam fazendo passagem de som.

 

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Vista da Rambla Francia

 

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Então continuei caminhando, voltei à 18 de Julio, passei pelas Plazas Fabini (ou del Entrevero), Cagancha e Plaza de la Constituición (ou Matriz), pela universidade de Direito, pela Intendência, entrei nas ruas do Barrio Sur, voltei à 18 de Julio e andei mais um pouco.

 

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Plaza de la Constituición

 

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Plaza Fabini

 

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monumento El Entrevero

 

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Plaza de los 33

 

Naquele dia, passei por três bairros (Centro, Ciudad Vieja e Barrio Sur) à pé. Caminhei mais ou menos durante umas cinco horas entre Plaza Independencia e muitas ruas, entre elas Rambla Francia, Ciudadela, Buenos Aires, Paraguay, Canelones, Cerro Largo e, depois de comprar uma coisa que outra em promoção :P, ter tirado muitas fotos e ter quase matado meus pés, voltei para a casa do Juan de táxi, tomei um banho relaxante e finalmente lavei os cabelos. :o

 

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uma ruazinha em Barrio Sur

 

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Biblioteca Nacional em reforma

 

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Universidade de Direito

 

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La Intendencia

 

Quando Juan chegou, não estava sozinho. Duas chilenas, também do Couchsurfing, chegaram com ele, Nicole e Kamila. A primeira era mais quieta, na dela, a segunda era mais expansiva, falava bastante. Fomos todos ao supermercado comprar algumas coisas para levar para o aniversário de um amigo do Juan. Foi uma noite muito legal no terraço da casa do aniversariante. Conversei um pouco com um uruguaio que já veio ao Brasil, sabia falar um pouco de português e tinha passado um bom tempo em São Paulo, que eu me lembre. Aliás, ele falou de um lugar isolado que é lindo, preciso descobrir onde fica, não me lembro mais o nome. Infelizmente não tiramos nenhuma foto. Voltamos lá pela 1h da manhã pra casa. Juan precisava dormir porque acordaria cedo para trabalhar, e as duas chilenas iriam no dia seguinte para Cabo Polônio. Eu, bem, eu dormi que nem pedra. Meus pés agradeceram o descanso.

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9º DIA > Montevideo

 

Em meu terceiro dia em Montevideo, depois de perder a visita guiada do Teatro Solís porque estava esperando as chilenas se arrumarem para seguirem a viagem até Cabo Polônio e eu poder fechar a casa de Juan, caminhei a tarde inteira. Peguei ônibus (bus = 20 pesos, nem sempre é esse preço, depende da distância e da vontade do motorista) e desci em frente ao Shopping Tres Cruces. Dali, caminhei até o Parque José Battle y Ordóñez, passei pelo Estádio Centenário (só tirei foto, não fiquei a fim de entrar) e pelo Velódromo Municipal Atilio François (além de ser lugar pra prática de ciclismo, também recebe eventos, como shows de artistas internacionais e nacionais e tablados de Carnaval).

 

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bandeira do Uruguai em frente ao Shopping Tres Cruces

 

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Cruz gigante no meio da Av. Gral Artigas por causa da visita do Papa

 

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Dali, andei até a rua Dr. Francisco Soca e peguei outro ônibus com destino ao bairro Pocitos, mas.. adivinhem o que aconteceu... perdi a parada e fiquei no ônibus até o meu já pretendido próximo destino: o bairro Punta Carretas. Durante a minha estadia em Montevideo, não consegui ir ao bairro Pocitos. É triste, eu sei, mas levei na boa. Sempre bom deixar lugares para visitar quando eu voltar pra lá. ::tchann:: Em Punta Carretas, desci na rua Juan Benito Blanco (bus = 20 pesos) porque eu queria visitar uma casa que tem nessa rua, mas não achei ela, não fica mais no mesmo lugar. Dei meia volta e, caminhando na mesma rua, passei pelo Parque Zorrilla de San Martin, dobrei na rua José Vázquez Ledesma andando até a Rambla Mahatma Gandhi. Tirei umas fotos e voltei a rua Juan Benito Blanco. A partir daí, fiz todo o caminho pra chegar no Shopping Punta Carretas, que fica na rua José Ellauri e é liiindo, lindo demais. Vale a pena dar uma passadinha em um shopping quando ele é uma ex-penitenciária né? Aproveitei e comi um Mc Donalds. É bom, mas não gostei muito do tempero que eles usam. Me custou uns 180 pesos, que eu me lembre, o combo Big Mac (hamburguer, batata frita e refrigerante).

 

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Tomando sol nas pedras... :shock:

 

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A ex-penitenciária mais bonita que eu já vi

 

Depois do shopping, segui andando pelas ruas. Passei pelo Café e Bar Tabaré (existe desde 1919, é super charmoso e Carlos Gardel já cantou por lá - http://www.bartabare.com/), pela Casa Zorilla de San Martín (também é um museu), mas não quis entrar, dobrei a rua e passei pelo Parque de las Instrucciones del Año XIII (um club de golf) caminhando e caminhando e caminhando quadras e quadras até o Parque Luiz Franzini e, logo atrás dele (ou ao lado, depende da perspectiva), o Parque Rodó. Se vocês olharem em um mapa de Montevideo tudo que caminhei pra chegar até lá, vão perceber que andei muito, que andei demais, que sou a abobadinha dos pés inquietos, mas quando cheguei no Parque Rodó... Caraaaa, quando eu cheguei, recebi uma grande recompensa por ter andado até lá. Foi o parque mais lindo da minha viagem. Dá pra ficar tranquilo lá vendo o tempo passar, as pessoas andando de pedalinho, o sol refletindo no lago fazendo surgir cores tão bonitas.

 

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Quando cheguei nele, entendi por que é o principal parque da cidade

 

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Cansada, achei um telefone e liguei pra minha mãe, depois, caminhei pra ver mais alguns prédios, mas principalmente o Edifício Mercosur (ex Parque Hotel), que é muito bonito também e fica de frente para a Playa Ramírez. Tirei muitas fotos lá, curti a paisagem e o movimento de pessoas e depois peguei um táxi de volta pra casa do Juan.

 

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Edifício Mercosur

 

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Playa Ramirez, em frente ao Parque Rodó

 

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Nesse dia, passei por muitas ruas, muitos prédios bonitos, monumentos, plazas, até praia urbana. Os pés e o corpo, mesmo doloridos, pareciam começar a se acostumar com tanto esforço, tantas horas sem deixá-los descansar por muito tempo. É preciso caminhar, com os pés é que se vê, mas apenas eles não basta, é preciso olfato, é preciso instinto, é preciso curiosidade, aquela necessidade de estar cada vez mais dentro e não fora, é preciso se deixar envolver, é preciso se deixar engolir pelas ruas, pelos edifícios, pelas praças, pelos monumentos, pelo cheiro da comida que sai de cada restaurante, pelas milhares de pessoas que passam sem te perceber quase como se fosse parte daquela massa, pela cultura que está em todo lugar, pelos holas, muchas gracias, suerte, buen viaje. Que pueblo lindo ese de Uruguay.

À noite, fiquei em casa. Não havia mais ingressos para o tablado, então, como Juan havia ganhado de um de seus amigos, acabou indo e eu ficando. Mas até preferi. Eu havia andado por três bairros naquele dia (Parque Battle, Punta Carretas e Parque Rodó). Precisava demais descansar. Uma hora a gente realmente precisa, né?

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10º DIA > Montevideo

 

Em meu último dia, fui na visita guiada do Teatro Solís no horário das 13h, que eu me lembre. Me custou 20 pesos, com o guia falando em espanhol. Outras línguas, custa mais caro. O teatro é sensacional. Os guias contam a história dele, nos levam para visitar algumas salas, falam um pouco sobre elas, mas o que todo mundo quer é chegar na sala principal. A sala principal é a coisa mais linda, toda iluminada, dá até para imaginar o quanto é emocionante ver todos aqueles bancos cheios. Vale muito a pena.

 

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Passei de novo pelo Palácio Salvo e tive que tirar outra foto :D

 

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Uma introdução ao candombe na visita guiada do Teatro Solís.

 

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Sala Principal

 

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Durante a visita, conheci dois brasileiros. Falei pra eles que eu ia ver a múmia de verdade que fica num museu que eu já não me lembrava mais o nome. Eu não havia conseguido encontrar Eve (a brasileira que conheci em Punta del Diablo, lembram?) nos dias em que estávamos em Montevideo, mas, indo embora no dia anterior, ela havia me mandado um email avisando sobre a múmia e sobre a vista panorâmica de Montevideo, cujo acesso é pela Intendencia. Na verdade, eu esqueci de anotar as informações do email, então não lembrava do nome do museu, nem onde era a vista panorâmica, só sabia que era perto da Intendencia. Eu e os dois brasileiros saímos caminhando pela 18 de Julio conversando e parando umas duas vezes para perguntar onde ficava o tal museu ou a Intendencia. Acabamos passando pela Fuente de los Candados e eu ainda consegui capturar um casal dançando tango na frente de um restaurante.

 

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Eu só tava passando no lugar certo, na hora certa.

 

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Fuente de los Candados

 

Em frente da Intendencia, tem um centro de informações. Entramos lá dentro e perguntamos da múmia. Eles nos situaram. Era na rua ao lado da Intendencia. Os brasileiros decidiram ir comer, eu preferi ficar e ver a múmia de uma vez porque queria ver mais coisas, então tinha que correr. O museu se chama Museo de Historia del Arte Precolombiano y Colonial e é muito legal. Tem estátuas de tudo que vocês podem imaginar. É melhor ver do que eu descrever né? Ah, e tem uma múmia de verdade. Mesmo.

 

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A múmia

 

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Depois de ver a múmia e deixar para a próxima a vista panorâmica porque não me lembrava de jeito nenhum onde era (pessoa bocó é foda né.. tava ali do lado... a minha memória é muito ruim gente, mas fica a dica pra quem estiver indo), comecei a fazer o caminho de volta para a Plaza Indepedencia para almoçar no La Pasiva. Comi chivito e tomei pomelo (refrigerante). Estava super bom e não foi muito caro não. Infelizmente, não anotei o preço. Dali, peguei um táxi até o famoso Mercado del Puerto, que estava cheio, completamente cheio, muito turístico, mas me encantó. Dá pra comer de tudo lá e tem várias lojinhas e bancas em volta. Adorei. Andei sem rumo pelas ruas perto dali, quando percebi que estava perdida e não passava nenhum táxi. Me vi em uma área bem ruim e fiquei com medo até achar a Rambla Francia, mas numa parte que eu ainda não tinha estado. Continuei andando por ela, rezando pra que passasse um táxi e nada. Quando cheguei na parte que eu já conhecia, havia um táxi parado. Um. Foi esse mesmo que peguei.

 

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Não podia faltar foto dessa maravilha... se bem que vou ter que voltar pra provar.

 

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Música no mercado.

 

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sempre tirava foto de arte de rua

 

Quando cheguei na casa de Juan, ele continuava dormindo. Era um sábado, e ele estava muito cansado. Trabalha demais. Quando acordou, logo saímos. Eu havia dito pra ele que eu queria ir ao Bairro Prado pra visitar o Jardim Botânico, o Parque del Prado, o Rosedal, entre outros lugares, então fomos para lá. Chegamos ao Jardim Botânico e ele estava fechando (fecha às 18h), mas o guardinha deixou atravessarmos o Jardim só para eu ver pelo menos um pouquinho. Demos a volta no Jardim e passamos pela Residência Presidencial, que é fantástica, mas o presidente José Mujica não mora nela. Pesquisem sobre o Mujica, ele é um exemplo de pessoa e de presidente. Ele é aquele que chamam de "o presidente mais pobre do mundo", mas ele tem uma resposta bem linda pra quem diz isso dele. Procurem!!

 

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Enfim, passei o final de tarde com Juan Pablo, no Parque del Prado, sentados na grama, tomando mate, comendo tortas fritas e charlando. Éramos só eu e ele novamente, como tinha que ser. Não digo isso porque não queria as chilenas lá, digo porque funciono melhor assim, quando não há tanta gente. Só eu e ele, eu podia relaxar, falar mais, sem distrações, sem interrupções. Eu sou tímida, gente, e, afinal de contas, o objetivo de ficar na casa de alguém pelo Couchsurfing é, para além de conhecer a cultura local através de um nativo, conhecer a pessoa com quem se está morando temporariamente e, até então, eu havia passado muito pouco tempo com Juan porque ele trabalha durante o dia todo, e eu havia chegado durante a semana e passado os dias sozinha. Apesar disso, no tempo em que fiquei só, enquanto andava pelas ruas de Montevideo, não achei nada ruim descobrir a cidade totalmente sola. Podia fazer o que eu quisesse, entrar em qualquer rua, me perder, comer qualquer coisa a hora que quisesse, comprar o que quisesse, voltar a hora que quisesse pra casa. A verdade é que tu vai ficando um pouco mais independente. Se tu não sair no horário que tinha previsto ou se não quiser sair mais, o problema é teu, mas saiba que ninguém vai conhecer por ti o que tu queria tanto conhecer, então, sabendo disso, tu te levanta e sai com teu mapa, com a tua máquina fotográfica, a tua garrafa de água e pega ônibus, e desce na parada errada, e volta para onde devia ter descido e dá voltas e anda até não poder mais e é recompensado com um lindo fim de tarde em uma praça qualquer e ninguém te levou até lá, só teus pés, teus coitados, cansados e machucados pés. Viajar sozinho é aprender a passar e a gostar de passar e muitas vezes preferir passar um longo tempo consigo mesmo.

Na volta do bairro Prado, eu e Juan passamos em um lugar para comprar comida, jantamos em casa, conversamos mais um pouco, mas ele estava muito cansado, então fomos dormir. No dia seguinte, estaria indo para meu último destino no Uruguai.

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"Quanto mais referências alguém tiver, mais confiável. Mesmo assim, ninguém está livre de más experiências... mas, não se apavorem, não pirem, todas as experiências que tive até agora foram ótimas e as que ouvi de outros csers também. Não tenham medo, leia bem o perfil das pessoas, bote fé, escreva referências lindas e crie um mundo melhor um sofá de cada vez. :P "

 

Oi Ellen, parabéns! pelo seus relatos, teve uma daquelas viagens que deixa a gente ainda viajando por uns meses, né? rsrs

Eu só queria fazer uma pergunta...

Já ouvi falar do Couchsurfing, mas nunca tive oportunidade e nem coragem de experimentar.

Por exemplo, por meio do seu relato, dá pra ir lá, me inscrever, e enviar um pedido para a mesma pessoa que você ficou, sendo uma fonte mais confiável...?

(estou me programando para ir a Montevideo em Agosto)

 

Obrigada!!

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Oi, Mariana.

Pô, valeu. Siim, continuo vivendo ela várias vezes na cabeça. Oooo, saudade. :D Mas agora já to pensando na próxima. 8)

Então, é assim mesmo. Tu pode mandar pra mesma pessoa que me hospedou, só que eu aconselho que tu veja primeiro se essa pessoa combina contigo através das informações que ela disponibiliza no perfil dela e pelas referências que ela já recebeu. Se não combinar, tu pode procurar outra que combine mais.

Quero deixar claro que não basta só se inscrever e pedir hospedagem, é importante ter o perfil preenchidinho bonitinho, viu? ::hãã2:: Porque senão tem gente que acha que tu só tá atrás de hospedagem de graça e acaba não aceitando. Outra coisa, quando tu faz o pedido de hospedagem, tu tem que fazer um pedido especial. Quando tu tá no perfil da pessoa, tu clica em "Send CouchRequest to Fulano", que fica em cima da foto do perfil da pessoa. Daí vai abrir uma janela onde tu vai ter que colocar dia de chegada, dia de partida, como tu vai chegar (avião, bus, trem...), depois vai escrever um pouco sobre ti e sobre a tua viagem e, por último, vai ter que escrever pra pessoa por que tu gostaria de conhecer ela. Daí é só esperar por resposta. Caso demore, não dependa somente dessa opção e mande para outra pessoa, só não sai mandando pra quinze pessoas né.. já pensou se mais de uma aceita? ahsuhaushuhsu... Bem, é isso, Mariana. Falo demaaaais.. mas espero ter ajudado. :wink:

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Ellen, valeu pelas dicas. Eu realmente nunca usei esse site para nada, apesar de ja ter ouvido falar muito. Vou comecar a me aventurar por la e vamos ver no que vai dar... ;) Beijos e Obrigada!

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Ellen, continuo acompanhando e adorando teu relato. Muito legal a sua experiência com o Couchsurfing!!!

Um abraço!

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