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acalacerda

Relato: Casal no Peru por 10 dias - abril/2013

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Oi pessoal!

 

Estou eu, aqui, na (por-incrível-que-pareça) difícil missão de relatar a viagem ao Peru. É isso aí! Não é fácil escrever sobre a realização de um sonho! São muitos detalhes, muitas informações para juntar e organizar na cabeça, antes de escrever. Mas vamos lá, vou tentar ser sucinta e, ao mesmo tempo, não deixar de contar os detalhes importantes. Pra não ficar muito consativo pra vocês e demorado pra mim, vou postando à medida que for escrevendo, seguindo o exemplo do amigo Dam. Por enquanto, ou ficar devendo as imagens, ok?!

 

Tudo começou com um anúncio num grupo de compras coletivas: três diárias em Cuzco + aéreo. Perfeito para uma viagem a dois em comemoração aos cinco anos de casados. Era só deixar as meninas (três: uma adolescente e duas pequenas) com a vovó. Compramos! Uma vez no Peru, porque não esticar a temporada?! De três para dez dias! Ótimo, assim poderíamos conhecer não só Cusco, mas outras cidades que descobrimos ser interessantes nas primeiras pesquisas na web.

 

Viagem comprada. Período determinado (03 a 12 de abril de 2013). Filhas organizadas. Partimos para o planejamento. Coisinha mais difícil, viu! É bom você ter tempo da decisão até a viagem, pois se tem muito que descobrir sobre o país. Pesquisar um bocado, pra saber as opções que se tem e escolher de acordo com seu gosto. Depois de muito ler e navegar, definimos nosso roteiro: Ica (para conhecer o Deserto de Paracas e as Linhas de Nazca), em seguida, Arequipa (a cidade Branca) com planos para ida ao Canion Del Colca e, por fim, Cuzco, incluindo seus arredores e Machu Picchu – nesta ordem. Tínhamos apenas um probleminha: as passagens aéreas eram GRU-CUZ com conexão em Lima. Tentaríamos trocar, para não fazer o trecho LIM-CUZ na ida e, de Lima, já seguir para Ica. Por isso, tínhamos um “plano B” para o caso de a troca não dar certo: chegar em Cuzco e já sair para Arequipa e, em seguida, voltar para Cuzco (depois de muito refletir, no caso do Plano B, resolvemos deixar Ica de fora). Não poderíamos simplesmente deixar de fazer o trecho LIM/CUZ de avião, pois isso acarretaria a perda das passagens de volta (regras das cia. aéreas... Valeu a dica, Renato!).

 

Na preparação para a viagem precisamos providenciar algumas coisinhas: mochilas, tênis pra mim, camisetas esportivas dry-fit (são ótimas, pois, não amassam e secam super-rápido!) e calça/bermuda cargueira. Ficamos de olho nas promoções e compramos tudo pela centauro.com.br. Economizamos nestas compras, mas esquecemos de planejar a compra dos dólares e das passagens REC/GRU/REC. Resultado: dólar a R$2,12; ida a GRU(TAM) por 40.000 milhas; volta de GRU (Gol) por R$480 (o casal!).

Vou falar um pouco do que levamos, para vocês terem uma idéia na hora de fazer as malas. Sabíamos que ainda não estava tão frio, mas como moramos em Recife, qualquer vinte graus já tá bom! Compramos duas mochilas 35 l da Nord... tranquilo! Do mesmo fabricante, compramos casacos de fleece e uma calça/bermuda para cada. Para viajar, vestimos jeans, camiseta e tênis, com os casacos nas mãos. Vamos à minha mala (leia-se, mochila):

01 calça/bermuda cargo (não pode faltar na mala de ninguém!)

03 camisetas dry-fit

01 camiseta malha

02 pares de meias

01 meia calça grossa (para frio)

01 bermuda térmica (comprada em loja de esporte)

06 lingeries confortáveis

01 biquíni (não usei)

01 pijama comprido (conveniente em hostels que não tem calefação!)

01 par de chinelos de borracha

01 par de sandálias (usei apenas duas vezes, mas meus pés agradeceram!)

01 boné (muito útil nos passeios de Cuzco, especialmente, Machu Picchu)

01 nécessaire vazia (compramos os itens de higiene pessoal lá)

01 bolsa com medicamentos (os de uso diário e os de uso possível – para problemas de estomago e respiratórios)

01 kit básico de maquiagem (usei o batom o tempo todo, mas foi necessário comprar hidratante labial – clima seco)

 

Até o dia da viagem, não tínhamos conseguido reagendar nossas passagens. Multa, diferença de tarifa alta, coisa e tal. Só nos restava tentar no aeroporto de Lima (conselho da própria atendente da Taca). Por isso tudo nos organizamos para viajar apenas com bagagem de mão, com duas opções de roteiro e sem nada reservado ou comprado antecipadamente (nem hotéis nem passeios, nem passagens de bus). Só tínhamos certeza de uma coisa: as três últimas noites seriam em Cusco, no Hotel Los Apus, por causa do pacote que compramos. Levamos US$2.000 para os dois e combinamos de só usar o cartão em último caso. E foi apenas no último jantar que usamos. Deu tudo certo e ainda voltamos com US$25 e S/.10.

 

Parêntesis:

Câmbio médio na época da viagem (03 a 12 de abril de 2013): S/.1 = US$2,50 = R$1,50

 

Enfim, vamos ao relato diário de nossa tão esperada viagem, seguido de um breve levantamento de custos:

 

02/04 (ter)

 

Embarcamos no vôo das 23h59 REC/GRU pela TAM. Cerca de três horas de viagem. Vôo tranquilo, não fossem nossas poltronas próximas à asa: não reclinavam! É triste viajar de madrugada e dormir espremido, quase em pé... hahahaha! Mas se é pra ir a Machu Picchu, tá valendo!!!

 

Custos para duas pessoas:

Ida ao aeroporto REC - Carona com meu pai

Aéreo REC/GRU/REC - 40.000 Milhas + R$480

Pacote 3 noites em Cuzco + aéreo de SP + todas as taxas (diferença de câmbio, turismo, uso do terminal...) - R$3.400

 

 

03/04 (qua)

 

Chegamos a GRU as 3h20 e embarcamos para LIM as 6h20. Só deu tempo pra um café e uma conversa rápida com a atendente da Taca: ela nos disse que bastaria que informássemos, em Lima, que não pegaríamos a conexão para Cuzco e estaria tudo certo. Por isso, fizemos apenas o check-in do trecho GRU/LIM. Foram cerca de cinco horas de viagem GRU/LIM pela Taca. Não temos o que reclamar da companhia. Aeronave bem equipada. Comissários simpáticos. Ótima comida! Antes de posar em Lima, as manobras de aterrisagem se iniciam sobre o Pacífico. De fundo, a Cordilheira. Começamos bem, heim?! Chegamos a Lima por volta das 9h20 (hora local – o fuso é de -2h) e tínhamos menos de duas horas até a saída da conexão para Cuzco pra tentar resolver eu cancelamento.

 

DICA:

No aeroporto de Lima, antes de sair da área de desembarque internacional, há um quiosque de câmbio que “não cobra taxa”. Quando fomos, o dólar estava a S/.2,43 neste quiosque (contra S/.2,60 lá fora, mas ainda não sabíamos). Se você estiver com dólares, como nós, não vale a pena usar esse quiosque pra trocar dinheiro, pois o dólar vale mais nas lojas, casas de câmbio e nos caixas eletrônicos fora do aeroporto, a não ser pela garantia de que são notas verdadeiras. Por falar nisso, em nenhum momento da viagem tivemos problemas com notas falsas, nem ouvimos falar de alguém que teve.

 

Logística maluca a do aeroporto de Callao (é, em Lima o aeroporto não fica em Lima!). Para ir de um extremo a outro do terminal você sobe e desce ou sái e entra... Imaginem que até a gente entender isso, chegar ao balcão da Taca e ser atendido eu já estava desesperada, pois poderíamos perder as passagens!!! O balcão de atendimento da Taca tinha uma fila, que não andou rápido. Depois de uns 30 minutos no aguardo, chega nossa vez e a notícia de que teríamos que pagar multa de US$75 por cada um. Resultado: desistimos da troca, deste gasto extra ainda nas primeiras horas no Peru (e de ir a Ica). Corremos (mas corremos muuuuuuuito) para fazer o check-in e embarcar para CUZ. Pensem numa carreira! Conseguimos... e por incrível que pareça, a aeronave era ainda mais confortável que a anterior! Pena que o vôo LIM/CUZ é curto. Menos de uma hora e meia.

 

Parêntesis:

Desde o início do planejamento nos preocupamos com tamanho e peso de nossas bagagens, mas em nenhum momento as mochilas foram pesadas nem medidas. Por sinal, encontramos muitos passageiros com mais de um volume, e volumes estes bem grandinhos!

 

Ainda bem que o vôo é curto, porque a manobra na chegada é espetacular! E a vista, então!!! A cidade de Cuzco é rodeada de montanhas (se sentar no lado direito, no avião, permite também a vista da Cordilheira!). A impressão que dá é que o piloto precisa mirar a “brecha” entre estas montanhas pra conseguir a maior reta e posar na pista. Nós nos sentimos dentro de um caça (guardando as devidas proporções, claro!).

Pisamos em solo Cusqueño antes das 13h. O aeroporto não é grande e, logo ao sair do desembarque você se depara com vários escritórios de agências de turismo oferecendo de tudo que o turista possa querer.

 

DICA:

Se você não é tão aventureiro assim (nosso caso... hehehe), não chegue sem, ao menos, uma direção (leia-se: hotel) para ir. Ficamos meio perdidos, até porque o emocional, além do cansaço, contou muito naquele momento: estávamos em Cuzco!!!

 

Como não tínhamos nada fechado nem muito planejado (e estávamos em extase!), resolvemos ouvir algumas propostas lá mesmo. Não foram muitas, é verdade. Até porque, depois de 14 horas de viagem, algumas poucas e partidas horas de sono e um pequeno estresse com as passagens... resolvemos fechar nosso pacote com um senhor chamado Juan. Incluiu:

•Traslado aeroporto/hostel/rodoviária (ou terrapuerto ou terminal terrestre)

•Uma descansada com direito a banho no hostel do próprio Juan

•Traslado rodoviária/hostel em Arequipa

•Uma noite em Arequipa

•Canion Del Colca – 2 dias (com transporte, hostel, café da manhã, 1 almoço e guia)

•Traslado até a rodoviária para saída de Arequipa

•Valle Sagrado (com transporte, almoço e guia)

•Machu Picchu (com traslado Cuzco/estação/Cuzco, trem Inka Rail, hostel em Aguas Calientes, café da manhã, bus subida/descida MP, entradas Machu Picchu e Hayna Picchu e guia)

 

Do aeroporto, seguimos com Juan para o terrapuerto, comprar nossas passagens para Arequipa (ida e volta). Escolhemos a Oltursa, pelas indicações no Mocheleiros e orientação de Juan. De lá, fomos ao hostal (hospedaje) para descansar um pouco e tomar um banho. Não lembro o nome, mas era um lugar muito simples, sem aquecimento (o frio me consumia!!!), mas com wi-fi e banho quente. Logo nos foi oferecido o famoso chá de coca. Tomamos, claro! Caímos duros na cama (não por causa do chá, mas pelo enorme cansaço). Acordamos morrendo de fome e loucos para tomar um banho e então, lembramos que não tínhamos produtos de toalete, já que estávamos apenas com bagagem de mão e tais produtos não eram permitidos. Corremos em busca de uma farmácia e descobrimos que apesar de simples, a hospedagem ficava perto de tudo. Já aproveitamos para comer: não lembro o nome do prato, mas era o arroz com ovos e tomates mais gostoso que eu comi na vida!!! A essa altura eu já estava sentindo os efeitos da altitude (tontura e enjoo), mas só de leve. Voltamos para tomar banho e Juan nos levou ao terrapuerto. Orientou-nos e só nos largou quando entramos no ônibus.

 

Parêntesis:

No Peru, para usar os terminais (seja qual tipo for) você precisa pagar um taxa. No caso do Aeroporto, já estava incluída no pacote. Nas rodoviárias, S/.1,30 em Cuzco, S/.2 em Arequipa.

 

Mas que ônibus! Todo bonitão, dois pavimentos, poltronas largas, som, TV (com filme), wi-fi, dois motoristas e uma “comissária de bordo”, jantar... Pena que o soroche tinha me pego e eu não quis comer. Saímos pontualmente às 8h30 da noite, com previsão de chegada às 6h30 da manhã em Arequipa. Poderia ter sido uma oportunidade de descanso, não fosse o mal estar que senti. A altitude me pegou de jeito! Passei muito mal no bus-cama-chique. Meu marido foi ótimo e a “terramoça” nem se fala! Pedi mil desculpas.

 

Custos para duas pessoas:

Café com pão de queijo em SP - R$ 20,00

Farmácia (itens de toalete) - xampu, sabonete, desodorante, pasta e escovas de dente, hidratante e protetor solar - S/.60

Pacote Juan - US$779

Passagens Arequipa (ida e volta) - S/.270

Jantar - S/.10

 

Até o próximo post!

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Oi Ana,

 

A estratégia do “relato a prestação” está fazendo sucesso, hehehehhehe

 

Estou adorando a aventura. Ler os relatos dos amigos traz uma sensação engraçada... como se você estivesse revendo a sua viagem... e ai também vem aquele aperto no coração de saudade....

 

O Sr. Juan foi super massa com vocês. Deu a maior atenção, ainda mais no início da viagem, quando a gente ainda está inseguro.

 

Estou aguardando os próximos dias... (vê se não demora, hehehhehe)

 

Grande abraço,

 

DAM

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Tomara que você não demore nestas prestações.. rsrss. Mes que vem é minha vez =)

 

Uma duvida na saida do aeroporto existe outras opções de cambio?

 

DICA:

No aeroporto de Lima, antes de sair da área de desembarque internacional, há um quiosque de câmbio que “não cobra taxa”. Quando fomos, o dólar estava a S/.2,43 neste quiosque (contra S/.2,60 lá fora, mas ainda não sabíamos). Se você estiver com dólares, como nós, não vale a pena usar esse quiosque pra trocar dinheiro, pois o dólar vale mais nas lojas, casas de câmbio e nos caixas eletrônicos fora do aeroporto, a não ser pela garantia de que são notas verdadeiras. Por falar nisso, em nenhum momento da viagem tivemos problemas com notas falsas, nem ouvimos falar de alguém que teve.

 

é que eu vou chegar em Lima depois das 10 da noite.

 

Parabéns pelo seu relato!

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Oi, Flávio!

Seguinte, nos trocamos dólar por soles apenas neste quiosque, pois boa parte do dinheiro que levamos foi em traveler card (antigo travel check) e o resto foi usado pra pagar o pacote a Juan.

Estou a disposição. Espero ter ajudado.

Abraço,

Ana

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Dam, amigo, essa de postar um dia de viagem por semana eh legal para os comentários. Da tempo pra perguntas...

O problema eh pra quem está viajando nos próximos dias... deve ficar morrendo de curiosidade.

Mas vamo simbora! Cada um no seu ritmo!

Quanto as fotos, nos fizemos mais de mil e, não tem como não saírem boas... que cenário, heim?!

Vou tentar postar algumas (sou uma anta tecnológica, kkkkk!!!).

Abraço,

Ana

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Ana, que bom que Você resolver fazer seu relato pelo Peru.

Fico feliz por saber que Eu pude te ajudar de uma certa maneira.

Agora, estou acompanhando seu relato, que creio que sera muito util para minha viajem que será em Setembro.

Bjsss

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Adorei seu relato Ana!!

Como você consegue viajar com esse pouquinho de roupa? kkkkkk q inveja

eu, para os mesmos 10 dias costumo levar umas 3 vezes mais....

Aguardando o restante do relato!!

 

abs

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Também estou esperando os próximos posts!

Meu Deus! Essa bagagem que vc levou tem a mesma quantidade de peças que levo em uma viagem de fim de semana! rsrs

Estou curiosa pelo resto da viagem.

Pretendo ir em setembro.

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Oi, gente!

 

Essa coisa das roupas é bem interessante! Quando vimos que só levaríamos bagagem de mão, comecei a treinar... kkkkkkk!

Sabe como é mulher, né? E eu nem sou vaidosa! Mas levar 2 ou 3 mudas de roupa?! Como assim?! Eu até passei da conta, mas coube na mochila!

Mas deu tudo super certo! Claro que não não foram super-produções, mas até um kit básico de maquiagem eu levei!

 

Há dois pontos importantes para se conseguir sobreviver com uma quantidade mínima de roupas:

1. Como o clima é frio e seco, não se sua (apenas suei em Machu Picchu, e só pq subimos Wayna Picchu!)

2. Existem muitas lavanderias por lá. O serviço é barato (S/.3 por quilo de roupa) e a entrega é rápida (4 a 5 horas)

 

Uma dica é levar roupas práticas: que sequem rápido e não precisem de ferro, pois no caso de emergências, você pode lavar no próprio hotel.

 

Abçs!

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Pessoal, desculpa a demora. Segue mais um dia de viagem!

 

 

04/04 (qui)

 

O bus chegou cedo em Arequipa: as 6h. Esperamos nosso guia (Eduardo) que ficou de nos buscar no terrapuerto. As companhias grandes, como a Oltursa, tem um salão vip para seus clientes com sofás, café, chá, wc e TV. Ficamos por lá até Eduardo chegar. Com ele, seguimos para nosso hostel, Álamo. Muito simples e sem café da manhã, porém mais aconchegante e quente que o de Cuzco. No caminho combinamos que teríamos o dia livre e na manhã seguinte, seguiríamos bem cedo para o Colca. Tudo certo!

Dormimos até o meio dia e saímos para conhecer a Plaza de Armas. Toda cidade no Perú tem uma, e a de Arequipa seria nossa primeira! Ficava a umas seis quadras do hotel. Coisa mais linda! A praça é grande: de um lado a catedral e dos outros, restaurantes no pavimento superior, com lojas de serviços no térreo. Depois de caminhar, entramos num restaurante (La Boveda). Ficamos numa mesa na varanda com uma vista panorâmica da Plaza. “A vida que pedi a Deus!” Como eu ainda estava me recuperando do Soroche (lembram do mico no bus?), pedi um mate de colca... e um ceviche (estava louca pra provar um dos pratos mais famosos do país!). Camilo, meu maridão, pediu uma coca cola e um arroz com frutos do mar. Gente, esse pessoal come muito... e bem! Os pratos servem duas pessoas, tranquilamente! Eu como muuuuuuuito e não consegui dar conta do meu ceviche, que é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!!! Camilo também não comeu todo o risoto. Uma observação interessante é que os vários restaurantes ao redor da Plaza de Armas formam um só terraço no primeiro andar. São divididos apenas por móveis e vasos de plantas. Determinado momento, percebemos um trio de músicos vindo do restaurante vizinho... achei o máximo! Passaram pelo La Boveda e seguiram adiante.

Já havíamos percebido que internet wi-fi gratuita, na maioria dos lugares, não tinha uma boa qualidade. Como temos filhotas e gostaríamos de falar com elas a qualquer tempo, resolvemos buscar chip de celular com internet 3G. Fomos até a Claro da Plaza de Armas (tem uma loja em “toda esquina”) e adquirimos um chip com pacote de internet e ligações. Depois seguimos para a Catedral para conhecer o seu Museu. Lá, nos foi oferecida uma visita guiada e aceitamos.

 

Parêntesis:

Nos museus, o guias são extra, ou seja, você paga a entrada e, se quiser , o guia tem um valor por fora, que deve ir de S/.10 a S/.20.

 

Nosso guia foi o Fabrizio. Muito simpático, com um portunhol ‘entendível’ e bem prestativo, nos indicou pontos a serem visitados pela cidade. Valeu a visita! Em seguida, andamos pela Calle Santa Catalina, cujas construções tem pátios que agrupam lojas, bares e restaurante.

Nosso dia livre na cidade tinha algumas horas para acabar e nós queríamos curtir mais Arequipa, que parecia ter muito a oferecer. Resolvemos visitar Eduardo no escritório para desistir do tour ao Cañion Del Colca, que começaria no dia seguinte. É, parece que essa coisa de ser ‘adventure’ já era pra nós dois. Definitivamente, correria, canseira e vuco-vuco não dá mais... Deve ser a idade, kkkkkkk!!! O escritório ficava na Calle Santa Catalina (decorem este nome!). Negociamos a troca por mais uma diária no hostel de Arequipa + city tour campiña + 2 almoços + transfer hostel/terrapuerto. Felizes!!! Eduardo, a nosso pedido, reservou uma mesa para aquela noite no Chincha, um restaurante famoso que tem como chef Gaston Acúrio... famoso! Ao sair do escritório, percebemos um espaço bem aconchegante em frente: Aliança Francesa, com um café-bar chamado Crepíssimo. Gravamos esse! Decidimos fazer hora até o jantar no Chincha e tomamos nossa primeira cerveja local: eu, Cusqueña; Camilo, Arequipeña... no Inkari Pub. Um bar na ruela atrás da Catedral (esse beco parece ter muita coisa legal, mas ficamos fregueses do Inkari!). As 20h seguimos pra o Chincha. Lugar lindo, com boa música ambiente e atendimento super atencioso. Comida deliciosa! Voltamos ao hostel e dormimos tranquilamente! (Obs.: A caminhada a noite foi bem tranquila... E fria! Tem muitas baladas e gente pelas ruas!)

 

Curiosidade Arequipa I

Ah, parece que não costumam gelar os refrigerantes, já que até então só nos serviram coca cola na temperatura ambiente. Mas vale salientar que o clima é muito diferente de Recife... hehehehe!

 

Curiosidades Arequipa II

O trânsito no Peru é mesmo muito louco. E em Arequipa parece que isso é elevado ao quadrado. Na maioria dos cruzamentos não há semáforo. Pode parecer normal pra eles, mas em alguns cruzamentos, parece uma roleta russa! Ficávamos olhando, impressionados, com a forma como se viram os motoristas! Dá a impressão que eles ficam se empurrando até conseguir passar! É muito louco!

 

Curiosidades Arequipa III

Arequipa é uma cidade mais quente que Cuzco. Temperatura média durante o dia no mês de abril: 18 graus no sol. A noite: uns 6 graus, com vento frio.

 

Custos para duas pessoas:

Almoço (+ músicos ambulantes): S/.70 + S/.0,40

Chip Claro + 3G por 10 dias + S/.5 ligação local: S/.55

Museu da Catedral + guia: S/.20 + S/.5

Cerveja no Inkari: S/.10

Jantar no Chincha: S/.84

 

Vou tentar postar algumas fotos deste dia. Em breve, mais um dia de viagem.

Até lá!

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Oi Ana,

 

Na hora de postar, clica em “editor completo”. Agora clica em “adicionar um anexo” daí é só selecionar o arquivo que se deseja anexar clicando em “procurar”. Depois clica em “Adicionar um anexo”, preenche a “descrição do arquivo” e finalmente clica em “Enviar”.

 

Abraço,

 

DAM

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Ana,

 

Este Eduardo... é da EDU Travel (Calle Santa Catalina, 217)? O Cara é gente fina.

 

Abraço,

 

DAM

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"Já havíamos percebido que internet wi-fi gratuita, na maioria dos lugares, não tinha uma boa qualidade. Como temos filhotas e gostaríamos de falar com elas a qualquer tempo, resolvemos buscar chip de celular com internet 3G. Fomos até a Claro da Plaza de Armas (tem uma loja em “toda esquina”) e adquirimos um chip com pacote de internet e ligações. Depois seguimos para a Catedral para conhecer o seu Museu. Lá, nos foi oferecida uma visita guiada e aceitamos."

 

 

 

 

Amiga valeu a pena comprar um chip? Foi caro? qual é o procedimento para comprar o chip no peru?

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AnaL e/ou galera

 

Se eu estiver de carro (alugado) partindo de Arequipa ou Puno e quizer ir até Tihuanaco (que já é Bolivia), como funciona na fronteira? Posso entrar e sair tranquilo?

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Gente, perdão pelo sumiço! Estamos com problemas técnicos na internet, mas hoje consegui dar um jeitinho!

 

Dam, é o mesmo Eduardo! Gente boa, ele! E obrigada pela orientação na postagem de fotos. Espero que eu tenha sucesso!

 

Fávio-Arlindo, valeu demais comprar o chip!!! Ele custou S/.15, mais S/.35 por 10 dias de 3G e mais S/.5 de créditos para ligações locais. Para as internacionais, usamos o Skype (antes de viajar, nos inscrevemos numa promoção deligação gratuita para qualquer país da América Latina!).

 

Alisson&Ione, infelizmente não poderei ajudar nisso. Não alugamos carro nem atravessamos a frontira com a Bolivia... :(

 

Amigo Claudio, seja bem-vindo! Obrigada! Espero que goste do restante!

 

Agora vou tentar postar algumas fotos e mais um dia de viagem.

 

Até já!

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