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Relato: Casal no Peru por 10 dias - abril/2013


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Segundo dia em Arequipa:

 

05/04 (sex)

 

Depois de duas noites sem dormir direito, finalmente dormimos numa caminha de verdade, dentro de um quarto, com travesseiros e coberta. Acordamos renovados e cheios de vontade de ver mais de Arequipa! Nosso tour saia às 9 da manhã. Acordamos cedo e fomos procurar um lugar pra tomar café perto do escritório de Eduardo, pois ele nos levaria ao ponto de saída do tour. Crepíssimo foi o lugar escolhido! Tomamos um café com torradas e geléia (esse é o desayuno básico, servido em todo lugar!). Tudo muito caprichado e gostoso. Lugar super transado! Depois, encontramos Eduardo e seguimos ao ônibus panorâmico (aqueles de 1º andar, aberto).

Gente, o tour La Campiña é o máximo! Saímos do centro histórico (onde os turistas ficam), atravessamos o rio por uma linda ponte e seguimos pelo lado contemporâneo da cidade. Cada bairro tem um nome com um significado e uma história. Fotos, fotos e mais fotos! Durante o tour, sempre avistávamos os três vulcões: Chachani, Misty e Pichu Pichu. Tem uma lenda que envolve os três: uma história de amor onde um deles (Pichu Pichu) sobra. Na volta da primeira parada, Camilo entra no ônibus tomando um ‘queso helado’. É uma espécie de sorvete de leite (sem queijo propriamente dito). Gostoso! Em Paucarpata (terraços floridos) tivemos mais uma experiência gastronômica (?): balas de coca.

 

Parêntesis:

Tudo no Perú tem um significado, um porquê, uma história. E isso torna a viagem mais interessante ainda!

 

Este tour é bem completo. Visitamos uma loja de fábrica de produtos de lã. Lá tivemos uma aula sobre os camelídeos (lhama, alpaca, guanaco e vicuña) e o tipo de lã que cada um produz. Conhecemos cada tipo de animal ‘pessoalmente’ e passeamos (rapidamente) pela loja. Pronto, fiz minha primeira compra!

Fomos também a Mansion del Fondador. É uma casa-museu onde morou o fundador de Arequipa. O custo da entrada é extra-tour, mas vale a pena. O lugar é bem bonito e dá pra fazer umas fotos legais, além de se conhecer um pouco os costumes da época! Na saída, havia uma senhora vestida com trajes típicos segurando uma águia para os turistas fazerem suas fotos (por uns trocados, claro!). Já que estava lá, fiz a foto... e com a águia no meu ombro!

O último lugar da visita foi o moinho. Entrada e atividades extra-tour também! Dessa vez optamos por não entrar. Havia um restaurante na entrada do moinho e perguntamos se estava funcionando. Fome? Não, sede! “Tem Cusqueña aí? Desce duas, moço!” Lembro como se estivesse lá ainda: foi a melhor cerveja que tomamos! Sentados no banquinho do terraço do restaurante, na zona rural de Arequipa, com uma vista linda das plantações e, ao fundo, os três vulcões. De repente a buzinada! Ônibus saindo! Acabou o tour.

 

Parêntesis:

As agências de turismo apenas vendem os passeios, que são organizados por empresas específicas. Então, quando chamo Juan ou Eduardo de guias, na verdade eles foram nossos ‘anjos’, foram as pessoas que nos orientaram e deram um superapoio na viagem.

 

Voltamos e encontramos com Eduardo para ir ao almoço. Ele nos levou ao Deja Vu Terraza. Um bar/restaurante/inferninho numa rua em frente a igreja de São Francisco. Foi aí que conhecemos o Menu Turístico (também encontrado na maioria dos restaurantes): entrada + plato foundo + postre + bebida. Ah, ainda teve o couvert: uma espécie de milho frito que parece pipoca, mas sem que o milho estoure... Uma delícia! Milhos existem aos montes no Perú! No mercado municipal dá pra se ter uma ideia da variedade de espécies cultivadas no país! O almoço estava uma coisa de louco de bom! Mais uma vez, muita comida! Será que a altitude diminui a fome de alguma forma? Fiquei impressionada como minha capacidade de comer caiu sensivelmente desde a chegada ao Perú.

Depois do almoço, fomos ao Museu Histórico Municipal, pertinho do restaurante onde estávamos. Bem simples, sem guia, só exposição. Visita totalmente dispensável. De lá seguimos ao Fundito, uma espécie de galeria de lojas de artesanato. Construção linda, lugar bem conservado, com algumas lojas, mas sem movimento algum de clientes. Caminhamos um pouco mais pelo centro e voltamos ao hostel para descançar.

Acordamos à noite e saímos pra comer e beber alguma coisa. Depois de rodar um pouco, fomos ao Inkari. Resolvi provar o Pisco Sour. Bommmmmmmm! Mais uma rodada acompanhada de uma pizza e voltamos ao hostel. Somos turistas diurnos, hehehehe...

 

Dicas:

No primeiro dia, Eduardo nos deu alguns conselhos:

1. Evitem pegar táxi por conta própria. Tudo que vocês precisarem tem no centro e as distâncias podem ser percorridas a pé.

2. Não saiam do centro histórico sozinhos, especialmente à noite.

 

Custos para duas pessoas:

Café da manhã no Crepíssimo - S/.24

Lanches - S/.17

Compras gerais - S/.76

Entradas Maison del Foundador - S/.24

Propina (gorjeta) da mulher com a águia - S/.1

Cusqueñas no Moinho - S/.10

Entradas Museu Histórico Nacional - S/.10

Pisco com pizza no Inkari - S/.45

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Oi, pessoal!

 

Renato, obrigada!

 

Be_Diniz, o tour estava incluído no pacote, mas acho que é em torno de S/.25 a S/.30 por pessoa. Sai às 9h da manhã e retorna por volta das 14h. Pode comprar em qualquer agência sim, mas se quiser, tenho o contato de Eduardo.

 

Até!

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Segue mais um dia de viagem: Arequipa!

 

06/04 (sab)

 

Mais uma vez acordamos cedo. Acho que foi a ansiedade! Arrumamos as mochilas (à noite seguiríamos de volta para Cuzco) e deixamos no hostel. Caminhamos um pouco no centro a procura de um bom lugar para o desayuno (bom = barato). Entramos na Starbucks e saímos assim que vimos o cardápio... kkkkkkkkaro!!! Em frente tinha um Capricio (já tínhamos visto um na calle Santa Catalina). Ficamos por lá. Desayuno básico: suco + café + pães + geléia. Delícia! Uma conversa rápida com as filhas no Brasil usando nosso 3G peruano e seguimos, felizes, ao nosso primeiro ponto turístico do dia.

Museu Sanctuarios Andinos. Não deixem de visitar! Bonito, organizado, emocionante e imperdível! Fotos não são permitidas. Existe um locker onde se deve guardar os pertences. Nada entra na área de exposição. Comida, bebida, celulares e máquinas fotográficas são proibidos. Apenas podemos (e devemos) levar os casacos. E já que pudemos escolher, pedimos guia que falasse português. E não é que tinham?! Oh, Glória! Eu já estava com os miolos fervendo de tanto esforço pra me comunicar em ‘portunhol’! É nesse museu que ficam as múmias das crianças sacrificadas. A mais famosa delas, Juanita, só fica em exposição de maio a dezembro. Tirando suas férias, conhecemos Sarita. Impressionante! Repito: quem for a Arequipa, não deve deixar de ver este Museu.

Após esta visita maravilhosa, seguimos ao Mercado San Camilo. Gente, me senti no centro de Recife (para quem conhece, parece a região do Cais de Santa Rita)! Com certeza, vivenciamos o cotidiano de boa parte daquela população. Muita cor, muitos produtos, muita foto!

Estávamos indo ao escritório de Eduardo quando nos deparamos com um desfile na Plaza de Armas em homenagem aos 5 anos de um município que não lembro o nome. Que sorte! E tome foto!!! Ao final do desfile, seguimos ao escritório para almoçar com Eduardo.

Desta vez ele nos levou a uma região mais nova da cidade. Fomos a uma Picanteria, restaurante popular típico arequipeño, frequentado por locais. Comemos um prato chamado Doble (arroz maravilhoso com carne ao molho, parecido com nosso tempero), uma espécie de pirão (feito de batatas, verduras e carne) e um talharim com ovos e queijo. Aff, quanta comida! E para beber, chicha, o suco de milho (eu achei esquisito, mas Camilo gostou).

Voltamos caminhando e conversando com Eduardo sobre costumes, história, política, arquitetura e bobagens em geral. Mais fotos, claro! Ah, em uma das praças que passamos vimos umas alpacas. Esses bichos são mesmo comuns por lá! Eduardo nos deixou na Michel, outra loja de fábrica de roupas de lã, que fica na entrada do centro histórico. Lugar lindo e preparado para o turista. Os próprios vendedores são guias na visita ao espaço. Primeiro, vimos lhamas e alpacas. Depois, entramos num galpão com exposição de lãs em suas várias fases: desde a extração, passando pela limpeza, até o tratamento final para a produção do fio. Havia duas tecelãs (trazidas de Cuzco) produzindo peças da forma tradicional. Em seguida, visitamos um pequeno museu de máquinas de tecelagem. Por fim, uma pinacoteca com mostra de telas e mantas ganhadoras de prêmios nos concursos promovidos pela própria empresa. Fiz uma comprinha básica na loja e voltamos ao nosso bairro.

Agora era a vez do Monastério Santa Catalina. Entrada cara, mas vale a pena. Também tem guia extra-entrada. Apesar do preço final, é importante contratar, pois o espaço é muito grande e tem muita história interessante. Fizemos muitas fotos lá dentro, inclusive com luz diferente, já que a visita, que começou por volta das duas da tarde, deve ter durado quase três horas. Assistimos o sol começar a se pôr do mirante que fica em cima da catedral de Santa Catalina. Ao lado do sol, os três vulcões. Eita vista bonita do caramba!!! Fechamos esta visita com chave de ouro!

Voltamos ao hostel, pegamos nossas mochilas e seguimos ao Crepíssimo para a última Cusqueña em Arequipa. Depois, pegamos um táxi escolhido por Eduardo e seguimos ao terrapuerto. Depois de enfrentar o trânsito maluco, uma pequena espera no terminal: nos transferiram de horário. Mas deu tudo certo. Embarcamos.

 

Curiosidades:

Apenas conhecemos os bus-cama, por isso não sei se vale a pena em relação ao semi-leito. Só posso dizer que de cama não tem nada. As poltronas são largas, é verdade, e se consegue uma inclinação razoável, só que em matéria de conforto, passa longe de uma cama de verdade, mas é bem mais confortável que os ônibus de turismo comuns. Como conseguimos um precinho promocional em um dos trechos, valeu demais, já que é uma viagem de 10 horas!

 

Dica:

Atenção às promoções que as empresas de ônibus oferecem sempre. Perguntem por elas antes de efetivar a compra!

 

Custos para duas pessoas:

Café da manhã no Capricio - S/.22

Museu Santuarios Andinos - S/.40 + S/.10 (guia)

Compras gerais (bolsa e encharpe) - S/.80

Lanche no Mercado San Camilo - S/.3,50

Monasterio Santa Catalina - S/.70 + S/.20 (guia)

Cusqueñas no Crepíssimo - S/.12

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