Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Relato: Casal no Peru por 10 dias - abril/2013

Postado
  • Membros

Oi pessoal!

 

Estou eu, aqui, na (por-incrível-que-pareça) difícil missão de relatar a viagem ao Peru. É isso aí! Não é fácil escrever sobre a realização de um sonho! São muitos detalhes, muitas informações para juntar e organizar na cabeça, antes de escrever. Mas vamos lá, vou tentar ser sucinta e, ao mesmo tempo, não deixar de contar os detalhes importantes. Pra não ficar muito consativo pra vocês e demorado pra mim, vou postando à medida que for escrevendo, seguindo o exemplo do amigo Dam. Por enquanto, ou ficar devendo as imagens, ok?!

 

Tudo começou com um anúncio num grupo de compras coletivas: três diárias em Cuzco + aéreo. Perfeito para uma viagem a dois em comemoração aos cinco anos de casados. Era só deixar as meninas (três: uma adolescente e duas pequenas) com a vovó. Compramos! Uma vez no Peru, porque não esticar a temporada?! De três para dez dias! Ótimo, assim poderíamos conhecer não só Cusco, mas outras cidades que descobrimos ser interessantes nas primeiras pesquisas na web.

 

Viagem comprada. Período determinado (03 a 12 de abril de 2013). Filhas organizadas. Partimos para o planejamento. Coisinha mais difícil, viu! É bom você ter tempo da decisão até a viagem, pois se tem muito que descobrir sobre o país. Pesquisar um bocado, pra saber as opções que se tem e escolher de acordo com seu gosto. Depois de muito ler e navegar, definimos nosso roteiro: Ica (para conhecer o Deserto de Paracas e as Linhas de Nazca), em seguida, Arequipa (a cidade Branca) com planos para ida ao Canion Del Colca e, por fim, Cuzco, incluindo seus arredores e Machu Picchu – nesta ordem. Tínhamos apenas um probleminha: as passagens aéreas eram GRU-CUZ com conexão em Lima. Tentaríamos trocar, para não fazer o trecho LIM-CUZ na ida e, de Lima, já seguir para Ica. Por isso, tínhamos um “plano B” para o caso de a troca não dar certo: chegar em Cuzco e já sair para Arequipa e, em seguida, voltar para Cuzco (depois de muito refletir, no caso do Plano B, resolvemos deixar Ica de fora). Não poderíamos simplesmente deixar de fazer o trecho LIM/CUZ de avião, pois isso acarretaria a perda das passagens de volta (regras das cia. aéreas... Valeu a dica, Renato!).

 

Na preparação para a viagem precisamos providenciar algumas coisinhas: mochilas, tênis pra mim, camisetas esportivas dry-fit (são ótimas, pois, não amassam e secam super-rápido!) e calça/bermuda cargueira. Ficamos de olho nas promoções e compramos tudo pela centauro.com.br. Economizamos nestas compras, mas esquecemos de planejar a compra dos dólares e das passagens REC/GRU/REC. Resultado: dólar a R$2,12; ida a GRU(TAM) por 40.000 milhas; volta de GRU (Gol) por R$480 (o casal!).

Vou falar um pouco do que levamos, para vocês terem uma idéia na hora de fazer as malas. Sabíamos que ainda não estava tão frio, mas como moramos em Recife, qualquer vinte graus já tá bom! Compramos duas mochilas 35 l da Nord... tranquilo! Do mesmo fabricante, compramos casacos de fleece e uma calça/bermuda para cada. Para viajar, vestimos jeans, camiseta e tênis, com os casacos nas mãos. Vamos à minha mala (leia-se, mochila):

01 calça/bermuda cargo (não pode faltar na mala de ninguém!)

03 camisetas dry-fit

01 camiseta malha

02 pares de meias

01 meia calça grossa (para frio)

01 bermuda térmica (comprada em loja de esporte)

06 lingeries confortáveis

01 biquíni (não usei)

01 pijama comprido (conveniente em hostels que não tem calefação!)

01 par de chinelos de borracha

01 par de sandálias (usei apenas duas vezes, mas meus pés agradeceram!)

01 boné (muito útil nos passeios de Cuzco, especialmente, Machu Picchu)

01 nécessaire vazia (compramos os itens de higiene pessoal lá)

01 bolsa com medicamentos (os de uso diário e os de uso possível – para problemas de estomago e respiratórios)

01 kit básico de maquiagem (usei o batom o tempo todo, mas foi necessário comprar hidratante labial – clima seco)

 

Até o dia da viagem, não tínhamos conseguido reagendar nossas passagens. Multa, diferença de tarifa alta, coisa e tal. Só nos restava tentar no aeroporto de Lima (conselho da própria atendente da Taca). Por isso tudo nos organizamos para viajar apenas com bagagem de mão, com duas opções de roteiro e sem nada reservado ou comprado antecipadamente (nem hotéis nem passeios, nem passagens de bus). Só tínhamos certeza de uma coisa: as três últimas noites seriam em Cusco, no Hotel Los Apus, por causa do pacote que compramos. Levamos US$2.000 para os dois e combinamos de só usar o cartão em último caso. E foi apenas no último jantar que usamos. Deu tudo certo e ainda voltamos com US$25 e S/.10.

 

Parêntesis:

Câmbio médio na época da viagem (03 a 12 de abril de 2013): S/.1 = US$2,50 = R$1,50

 

Enfim, vamos ao relato diário de nossa tão esperada viagem, seguido de um breve levantamento de custos:

 

02/04 (ter)

 

Embarcamos no vôo das 23h59 REC/GRU pela TAM. Cerca de três horas de viagem. Vôo tranquilo, não fossem nossas poltronas próximas à asa: não reclinavam! É triste viajar de madrugada e dormir espremido, quase em pé... hahahaha! Mas se é pra ir a Machu Picchu, tá valendo!!!

 

Custos para duas pessoas:

Ida ao aeroporto REC - Carona com meu pai

Aéreo REC/GRU/REC - 40.000 Milhas + R$480

Pacote 3 noites em Cuzco + aéreo de SP + todas as taxas (diferença de câmbio, turismo, uso do terminal...) - R$3.400

 

 

03/04 (qua)

 

Chegamos a GRU as 3h20 e embarcamos para LIM as 6h20. Só deu tempo pra um café e uma conversa rápida com a atendente da Taca: ela nos disse que bastaria que informássemos, em Lima, que não pegaríamos a conexão para Cuzco e estaria tudo certo. Por isso, fizemos apenas o check-in do trecho GRU/LIM. Foram cerca de cinco horas de viagem GRU/LIM pela Taca. Não temos o que reclamar da companhia. Aeronave bem equipada. Comissários simpáticos. Ótima comida! Antes de posar em Lima, as manobras de aterrisagem se iniciam sobre o Pacífico. De fundo, a Cordilheira. Começamos bem, heim?! Chegamos a Lima por volta das 9h20 (hora local – o fuso é de -2h) e tínhamos menos de duas horas até a saída da conexão para Cuzco pra tentar resolver eu cancelamento.

 

DICA:

No aeroporto de Lima, antes de sair da área de desembarque internacional, há um quiosque de câmbio que “não cobra taxa”. Quando fomos, o dólar estava a S/.2,43 neste quiosque (contra S/.2,60 lá fora, mas ainda não sabíamos). Se você estiver com dólares, como nós, não vale a pena usar esse quiosque pra trocar dinheiro, pois o dólar vale mais nas lojas, casas de câmbio e nos caixas eletrônicos fora do aeroporto, a não ser pela garantia de que são notas verdadeiras. Por falar nisso, em nenhum momento da viagem tivemos problemas com notas falsas, nem ouvimos falar de alguém que teve.

 

Logística maluca a do aeroporto de Callao (é, em Lima o aeroporto não fica em Lima!). Para ir de um extremo a outro do terminal você sobe e desce ou sái e entra... Imaginem que até a gente entender isso, chegar ao balcão da Taca e ser atendido eu já estava desesperada, pois poderíamos perder as passagens!!! O balcão de atendimento da Taca tinha uma fila, que não andou rápido. Depois de uns 30 minutos no aguardo, chega nossa vez e a notícia de que teríamos que pagar multa de US$75 por cada um. Resultado: desistimos da troca, deste gasto extra ainda nas primeiras horas no Peru (e de ir a Ica). Corremos (mas corremos muuuuuuuito) para fazer o check-in e embarcar para CUZ. Pensem numa carreira! Conseguimos... e por incrível que pareça, a aeronave era ainda mais confortável que a anterior! Pena que o vôo LIM/CUZ é curto. Menos de uma hora e meia.

 

Parêntesis:

Desde o início do planejamento nos preocupamos com tamanho e peso de nossas bagagens, mas em nenhum momento as mochilas foram pesadas nem medidas. Por sinal, encontramos muitos passageiros com mais de um volume, e volumes estes bem grandinhos!

 

Ainda bem que o vôo é curto, porque a manobra na chegada é espetacular! E a vista, então!!! A cidade de Cuzco é rodeada de montanhas (se sentar no lado direito, no avião, permite também a vista da Cordilheira!). A impressão que dá é que o piloto precisa mirar a “brecha” entre estas montanhas pra conseguir a maior reta e posar na pista. Nós nos sentimos dentro de um caça (guardando as devidas proporções, claro!).

Pisamos em solo Cusqueño antes das 13h. O aeroporto não é grande e, logo ao sair do desembarque você se depara com vários escritórios de agências de turismo oferecendo de tudo que o turista possa querer.

 

DICA:

Se você não é tão aventureiro assim (nosso caso... hehehe), não chegue sem, ao menos, uma direção (leia-se: hotel) para ir. Ficamos meio perdidos, até porque o emocional, além do cansaço, contou muito naquele momento: estávamos em Cuzco!!!

 

Como não tínhamos nada fechado nem muito planejado (e estávamos em extase!), resolvemos ouvir algumas propostas lá mesmo. Não foram muitas, é verdade. Até porque, depois de 14 horas de viagem, algumas poucas e partidas horas de sono e um pequeno estresse com as passagens... resolvemos fechar nosso pacote com um senhor chamado Juan. Incluiu:

•Traslado aeroporto/hostel/rodoviária (ou terrapuerto ou terminal terrestre)

•Uma descansada com direito a banho no hostel do próprio Juan

•Traslado rodoviária/hostel em Arequipa

•Uma noite em Arequipa

•Canion Del Colca – 2 dias (com transporte, hostel, café da manhã, 1 almoço e guia)

•Traslado até a rodoviária para saída de Arequipa

•Valle Sagrado (com transporte, almoço e guia)

•Machu Picchu (com traslado Cuzco/estação/Cuzco, trem Inka Rail, hostel em Aguas Calientes, café da manhã, bus subida/descida MP, entradas Machu Picchu e Hayna Picchu e guia)

 

Do aeroporto, seguimos com Juan para o terrapuerto, comprar nossas passagens para Arequipa (ida e volta). Escolhemos a Oltursa, pelas indicações no Mocheleiros e orientação de Juan. De lá, fomos ao hostal (hospedaje) para descansar um pouco e tomar um banho. Não lembro o nome, mas era um lugar muito simples, sem aquecimento (o frio me consumia!!!), mas com wi-fi e banho quente. Logo nos foi oferecido o famoso chá de coca. Tomamos, claro! Caímos duros na cama (não por causa do chá, mas pelo enorme cansaço). Acordamos morrendo de fome e loucos para tomar um banho e então, lembramos que não tínhamos produtos de toalete, já que estávamos apenas com bagagem de mão e tais produtos não eram permitidos. Corremos em busca de uma farmácia e descobrimos que apesar de simples, a hospedagem ficava perto de tudo. Já aproveitamos para comer: não lembro o nome do prato, mas era o arroz com ovos e tomates mais gostoso que eu comi na vida!!! A essa altura eu já estava sentindo os efeitos da altitude (tontura e enjoo), mas só de leve. Voltamos para tomar banho e Juan nos levou ao terrapuerto. Orientou-nos e só nos largou quando entramos no ônibus.

 

Parêntesis:

No Peru, para usar os terminais (seja qual tipo for) você precisa pagar um taxa. No caso do Aeroporto, já estava incluída no pacote. Nas rodoviárias, S/.1,30 em Cuzco, S/.2 em Arequipa.

 

Mas que ônibus! Todo bonitão, dois pavimentos, poltronas largas, som, TV (com filme), wi-fi, dois motoristas e uma “comissária de bordo”, jantar... Pena que o soroche tinha me pego e eu não quis comer. Saímos pontualmente às 8h30 da noite, com previsão de chegada às 6h30 da manhã em Arequipa. Poderia ter sido uma oportunidade de descanso, não fosse o mal estar que senti. A altitude me pegou de jeito! Passei muito mal no bus-cama-chique. Meu marido foi ótimo e a “terramoça” nem se fala! Pedi mil desculpas.

 

Custos para duas pessoas:

Café com pão de queijo em SP - R$ 20,00

Farmácia (itens de toalete) - xampu, sabonete, desodorante, pasta e escovas de dente, hidratante e protetor solar - S/.60

Pacote Juan - US$779

Passagens Arequipa (ida e volta) - S/.270

Jantar - S/.10

 

Até o próximo post!

  • Respostas 52
  • Visualizações 9.4k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Posted Images

Featured Replies

Postado
  • Autor
  • Membros

Olá!

Aí vão as foto do dia 07/04, de volta a Cuzco e seguindo para Águas Calientes.

Espero que gostem!

SAM_0662.JPG.b6be0655a3edd30a937eb31b45d998c1.JPG

SAM_0647.JPG.2ddcefc46f0217f7144486ad1252aea3.JPG

SAM_0632.JPG.3a22e0a6d6b6006d8ef23c380c5b9c99.JPG

SAM_0619.JPG.7e2e12720bf3e86bc1728c606eeabf09.JPG

SAM_0613.JPG.9321dbb05d29266e2306baad763454f7.JPG

SAM_0589.JPG.6de31baa04320211677ac12e15e667c2.JPG

SAM_0588.JPG.0b9102a1a1df6814d757635ebd380b29.JPG

SAM_0587.JPG.c1a1f5d2259b284b219e0a717ac3b48d.JPG

Postado
  • Membros

AnaL,

 

Estou AMANDO seu relato e esperando ansiosamente pela continuação...

 

Excelentes dicas! Parabéns!!! ::otemo::

 

Uma dúvida surgiu: onde vc sugere que eu compre artesanatos?

  • 2 semanas depois...
Postado
  • Membros

Ana,

decidi fazer meu 1o mochilão solo - 03/09 a 14/09 - 11 dias no Peru (e, a princípio, Copacabana, na Bolívia).

Li seu relato e extraí mto informação boa! Obrigada por compartilhar :)

Sem dúvidas a viagem foi muito bem aproveitada e bem registrada (lindas fotos), parabéns!

:D

Postado
  • Autor
  • Membros

Olá, pessoal!

Que bom que estão gostando, e que bom que estou ajudando!

Pena que não tenho uma regularidade nas postagens.

Mas fiquem a vontade em perguntar e pedir sugestões, inclusive por mensagens individuais, pois recebo no meu email e fica mais fácil responder.

A seguir... o grande dia!

Postado
  • Autor
  • Membros

08/04 (seg) – O GRANDE DIA: MACHU PICCHU!

 

Acordamos às 4 da madrugada (ainda estava escuro), nos arrumamos e deixamos a mochila pronta para a volta a Cuzco. Conforme combinado na noite anterior, a funcionária do hostal acordou às 4h40 e nos serviu o café da manhã: pão, geléia, café, leite e chá. Enquanto comíamos, outros hóspedes começaram a chegar para o café também. Largamos nossa mochila na recepção e seguimos, ansiosos, para a saída dos ônibus. No caminho, alguns pontos comerciais já funcionando para atender aos turistas madrugadores. Paramos numa quitanda para complementar o lanche: banana é uma ótima pedida!

 

Já havia fila para os ônibus, mas sai um a cada 5 minutos. Continuava um pouco escuro. Eu usava meu gorro e minhas luvas! É, o frio era grande, mas a emoção de estar a caminho da cidade perdida dos inkas era maior ainda! Eu não conseguia acreditar que em alguns minutos estaria em Machu Picchu!

O caminho é lindo, como sempre. Seguimos beirando o rio, com uma paisagem digna de filme (ou novela, hehehe!). Atravessamos uma ponte ‘meia boca’ e começamos a subir a montanha. Caminho estreito, cheio de curvas. Motorista aloprado, cheio de coragem. Turistas malucos, cheios de fé (Era o jeito... hahahaha!). A subida é em zig-zag e o motorista fazia cada curva como se ele fosse o único a passar por ali. Umas duas vezes, cruzamos com outro ônibus descendo... e foi ‘punk’! Mas eles lidam com isso muito naturalmente, como se não houvesse perigo. E tome oração, claro! Depois de uns 40 minutos, chegamos à estação, em frente ao Sanctuary Lodge, o hotel mais chique, e caro, da região (dizem). O parque arqueológico já estava aberto. Meu coração disparou de emoção! Uma fila na entrada, mas logo eles multiplicaram os acessos e a fila foi dissipada. Bilhetes na mão... Coração na boca! Entramos!

Muita ansiedade... quebrada pelo impacto da beleza da primeira vista: logo após cruzar um deck de madeira damos de cara com uma panorâmica de Machu Picchu. Cinco segundos contemplando aquilo tudo. Parecia inacreditável pra mim, mas uma chacoalhada do maridão e eu voltei à realidade... que era aquela mesma: eu estava em Machu Picchu! Depois do momento congelante, começamos a andar rapidinho, o sol não iria esperar por nós! Precisávamos chegar logo à entrada do Wayna Picchu, pois queríamos estar entre os primeiros a subir. No caminho, uma rápida amostra do que nos esperava a partir das 11h (hora marcada para encontrar Jorge e o grupo).

 

Jorge havia nos entregue um mapa de MP para nos orientar até WP, mas nem o seguimos, pois a cidade é bem sinalizada. Chegamos e o sol ainda não havia aparecido. Algumas pessoas já estavam lá, inclusive aquele casal de brasileiros que conhecemos na estação de Ollanta. Uma volta nos arredores e aí sim, o sol começou a surgir, lindo, entre as montanhas. Logo o controle da entrada foi aberto e se formou uma pequena fila. Cada visitante, antes de subir a WP, precisa informar alguns dados para segurança (nome, nacionalidade e assinatura - na entrada e na saída). E, finalmente, começamos a trilha. É sempre sinalizada, mas sem acompanhamento de guia ou fiscal. Alguns comentários que li diziam que não vale a pena encarar essa montanha. Discordo totalmente. O caminho é fascinante! É verdade que se passa por uns perreguezinhos, uns degraus bem altos, uns caminhos estreitos, mas a cada parada a vista é recompensadora. É muito, muito bonito! Já no final da subida, quase chegando ao topo, tem um pequeno túnel de pedras. Antes de atravessá-lo, dei uma mirada de 180° e tive um surto! Isso mesmo. Enlouqueci com a paisagem. É impressionantemente maravilhosa! Toda a MP vista lá de cima! Coisa linda! Passado o ataque, continuamos e chegamos ao topo da montanha. Uma paradinha para o lanche. Todos aproveitam para repor as energias enquanto se deliciam com a vista lá de cima!

 

Bom, não dá pra demorar porque se ficar parado por muito tempo os músculos esfriam e aí fica difícil encarar a descida, que não é fácil! Nos primeiros metros da descida nos deparamos com placas indicativas para ‘La Grand Caverna’. Ali sim, havia dois funcionários do parque que nos informaram que esta trilha nos tomaria cerca de uma hora e meia a mais. Como ainda tínhamos bastante tempo, resolvemos encarar. Nós e aquele outro casal de brasileiros. Isso sim, foi uma péssima escolha. A trilha é super pesada (ou nós já estávamos cansados por causa da subida a WP). Até chegar a caverna é uma descida bem íngreme. Em alguns trechos dá vontade de desistir (mas não adianta mais!). Depois de chegarmos ao destino, algumas fotos e uma aguinha rápida para retornar. Caminho lindo, por dentro da floresta. Mas ‘tudo que desce, sobe’! Danou-se! A cada curva que a trilha dava, imaginávamos que nos depararíamos com o grupo voltando do pico... e nada. Ainda bem que existe o controle pra saber se quem entrou saiu, pois a trilha parecia não ter fim. Mas tem. Finalmente as trilhas se encontraram e nos sentimos aliviados neste momento. Cruzamos com outro grupo de brasileiros que estava subindo a montanha e que nos perguntou se valeria a pena descer até a Grand Caverna. Nós quatro nos olhamos como se perguntando quem daria a notícia: não vale de jeito nenhum. É muito perrengue por muito pouco, apesar de o caminho ser interessante. E no final da visita a MP percebemos que aquele tempo gasto com a trilha da Grand Caverna nos custou momentos de contemplação na cidade perdida. Pois é, acabei não meditando nem apreciando MP como gostaria. Sentimos falta disso. Se querem saber, encarar esta trilha à Grand (grand?!) Caverna foi uma ‘grand’ experiência. Valeu pra poder dizer que eu não iria de novo, apesar de ser um caminho lindo, digno de conto de fadas! Assinadas as saídas, voltamos apressados à entrada do parque para encontrar Jorge e o grupo da visita guiada. No caminho, a equipe da Globo bloqueava a passagem (os turista tinham que contornar), algumas alpacas posavam para os turistas e umas paradinha rápida para fotos.

 

Parêntesis:

O bilhete de entrada a MP vale pelo dia para o qual foi comprado. Desta forma, podemos sair e entrar quantas vezes quisermos. Quer saber o porquê disto? Banheiros, restaurante e lanchonete ficam na entrada, mas do lado de fora.

Chegamos à área externa do parque e logo avistamos Jorge e sua bandeirola de Cuzco com as sete cores do arco-íris (os guias costumam segurar bandeiras para facilitar sua identificação). Apesar de termos comido alguns lanchinhos rápidos, estávamos famintos. Enfrentamos uma pequena fila para encarar um mega sanduba com refri. Foi a refeição mais cara e desejada que tivemos!

 

Curiosidades:

1. A lanchonete, assim como o restaurante, pertence ao Sanctuary Lodge Hotel. Já dá pra imaginar os preços, né? Mas, se você não levar lanche com ‘sustança’, não dá pra aguentar!

2. Em todo lugar no Peru (leiam-se, pontos turísticos) paga-se para usar o banheiro. Em MP não seria diferente: S/.1.

 

Chegou a hora da visita guiada. Jorge juntou o grupo (umas 20 pessoas de várias idades, maioria de brasileiros) e seguimos de volta ao parque arqueológico. Andamos um bocado, subimos, descemos, mas aprendemos muito sobre a história desse povo tão místico e de uma cultura tão rica e interessante. MP é o parque arqueológico inka mais conservado, pois, como é localizado entre grandes montanhas, ficou escondido por muitos anos, até ser descoberto.

Este passeio é fascinante. Aprendemos muita coisa sobre a cultura, sobre a história e sobre o povo da região. Tivemos a sorte de ter um guia culto, divertido, preparado e que desenrola o português. Tenho muito, mas muito o que pra falar sobre este dia, só quenão teria fim e ficaria cansativo para o leitor. Além do mais, não estou aqui para descrever tudo, ‘tintim por tintim’ do que vimos e ouvimos nesta viagem. A intenção é dividir a experiência com outras pessoas interessadas neste país lindo e que sabe receber muito bem, para que saibam que vale muito a pena visitar Cuzco e seus arredores.

 

Deixamos o parque por volta das 13h30. Não sabíamos como seria a descida a AC, se havia fila longa para o ônibus, nem como seria até a partida do trem, às 16h. Havia muita gente na estação em frente ao parque, mas os ônibus saem um seguido ao outro. Mais aventura na descida e chegamos vivos e felizes a AC. Pegamos nossa mochila e resolvemos almoçar ali mesmo, no hostal onde estávamos hospedados. Pois é, lá tem um restaurante e escolhemos uma mesinha na calçada. Ficamos ali, tomando uma Cusqueña (600 ml!!!), conversando sobre a experiência de visitar MP, observando o movimento de turistas prum lado e pro outro, até encontramos um pessoal do nosso grupo (de Jorge). Tudo isso, enquanto esperávamos nosso almoço, que chegou e estava uma delícia! Ah sim, vocês devem estar se perguntando se eu me esqueci de mencionar o momento do banho. Não, não esqueci. É que não dá pra tomar banho antes de seguir de volta para Cuzco. Mas tudo bem, todos no trem devem estar na mesma situação. E estavam! No mesmo trem, encontramos algumas pessoas do grupo de Jorge e a viagem foi super divertida, cheia de comentários e boas lembranças deste dia. Ainda no trem, combinamos com um casal um jantar para a última noite em Cuzco.

 

Em Ollanta, cada um pra um lado, em busca de suas conduções de volta a Cuzco. A nossa, por coincidência, era a mesma de Carol e Francisco, o casal com quem combinamos jantar três dias depois. Continuamos nosso papo, que fez da viagem de volta mais rápida que a da ida. Chegamos a Cuzco no início da noite. Ligamos para Juan, que nos indicou como pegar um táxi e orientar para ir ao hostal dele. Em ‘casa’, tomamos um bom banho, colocamos roupas limpas e saímos em busca de um local pra comer pelas redondezas. Não demorou muito e encontramos uma pizzaria frequentada por locais e com uma placa na porta: “pizza S/.12”. Isso, além da fome, nos atraiu! Comemos rapidinho (uma pizza para os dois foi suficiente!) e voltamos pra dormir. Estávamos exaustos!

 

Custos para duas pessoas:

Bananas em AC - S/.2

Lanche em MP - S/.51

Almoço em AC - S/.54

Pizza em Cuzco - S/.12

Postado
  • Membros

OI Ana, adorei o relato...

 

Estarei indo dia 14 e ainda não me decidi sobre algumas coisas. As passagens de trem vc comprou em Cuzco, foram muito mais caras?

A WP é muito difícil a subida, tenho um pouco de medo de altura,vc fica vendo um abismo embaixo dos pés? Qual hostel vc ficou em AC? Preço?

 

Thanks...

Postado
  • Membros

Ana!

 

Obrigada pelas dicas! Irei procurar eles por lá! Ainda tô fechando meu roteiro, vamos dia 24!

Postado
  • Autor
  • Membros

Ola, meninas!

Que bom que estao gostando!

Lu, fechamos tudo em Cuzco, assim que chegamos la, com Juan. O pacote incluiu Arequipa e MP, com estadias, traslados, passagens e entradas em MP e WP. Por isso, nao tenho como te informar valores separados. So pra vc ter uma ideia, pagamos S/.60 pela diaria com cafe da manha na hospedaje em Cuzco. Se quiser saber mais detalhe, da uma lida no primeiro dia do meu relato.

Quanto a subida a WP, nao eh simples, mas vc nas fica a beira de penhasco! TAMBEM TENHO MEDO DE ALTURA! Mas foi tranquilo. E em relacao a dificuldade da subida, eu sou sedentaria (apenas tenho filhos pequenos) e fiz bem. Agora... no dia seguinte as pernas nao prestam pra nada, kkkkkkkkkk! Mas vale muito a pena subir WP!!!

 

Abcs,

Ana

Postado
  • Membros

AnaL,

 

Estou AMANDO seu relato! Excelentes dicas! Parabéns!!! ::otemo::

 

Uma dúvida surgiu: onde vc sugere que eu compre artesanatos?

 

Você poderia passar todos os contatos dos seus "anjos" no Peru e onde posso encontra-los? Vou em novembro e quero ter essa carta na manga, caso me faltem "anjos"! Rsrs

 

Obrigada por compartilhar suas experiências conosco!

 

Bjs,

Natalia.

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.